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Redes de Computadores - Redes Locais

AULA 01 - 04/08/2008

Redes de Computadores

“A História tem demonstrado que os mais notáveis vencedores


normalmente encontraram obstáculos dolorosos antes de triunfarem.
Eles venceram porque se recusaram a se tornarem desencorajados por suas derrotas”.
B. C. Forbes

Introdução

Em sua forma mais simples, podemos definir redes de computadores como duas
ou mais estações interligadas entre si através de uma mídia de compartilhamento. É claro
que muitos podem querer detalhar mais esta definição, mas em essência, este conceito
resume o que de fato é uma rede de computadores.

As razões da existência de redes de computadores são muitas, mas nos atendo


mais especificamente em seu uso técnico e comercial, elas permitem redução de custos
e aumento de disponibilidade de recursos (especialmente de hardware), troca de
informações (gerenciadas ou não), descentralização de recursos, entre muitos outros.

Não existe nenhuma taxonomia de aceitação geral na qual todas as redes de


computadores possam ser classificadas, mas um critério alternativo, e diga-se de
passagem, muito usado, é classificá-las quanto à sua escala. Na figura 1 é exibida uma
classificação de sistemas de vários dispositivos organizada por seu tamanho físico. Por
exemplo, uma rede sem fios conectando um aparelho celular que dispõe de tecnologia
Bluetooth a um laptop é uma rede pessoal. Existem também redes de maior abrangência
que podem ser dividas em redes locais, metropolitanas e geograficamente distribuídas.
Finalmente, a conexão de duas ou mais redes é chamada inter-rede. A Internet é um
exemplo bastante conhecido de inter-rede. A distância é importante como uma métrica de
classificação, porque são empregadas diferentes técnicas em escalas distintas.

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Figura 1 – Classificação de redes por escala

Redes Locais

As redes locais, muitas vezes chamadas LAN’s, são redes privadas contidas em um único
edifício ou um campus, por exemplo, com até alguns quilômetros de extensão. Elas são amplamente
usadas para conectar computadores pessoais e estações de trabalho em escritórios e instalações
industriais de empresas, permitindo o compartilhamento de recursos (por exemplo, impressoras) e a
troca de informações. As LAN’s têm três características que as distinguem de outros tipos de redes:
1. tamanho
2. tecnologia de transmissão
3. topologia

As LAN’s têm um tamanho restrito, o que significa que o pior tempo de transmissão é
limitado e conhecido com antecedência. O conhecimento desse limite permite a utilização de
determinados tipos de projetos que em outras circunstâncias não seriam possíveis, além de
simplificar o gerenciamento da rede.

A tecnologia de transmissão das LAN’s quase sempre consiste em um cabo, ao qual todas
as máquinas estão conectadas. As LAN’s tradicionais funcionam em velocidades de 10 Mbps a 100
Mbps, têm baixo retardo (microssegundos ou nanossegundos) e cometem pouquíssimos erros. As
LAN’s mais modernas operam em até 10 Gbps.

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As LAN’s de difusão admitem diversas topologias. A Figura 2 mostra duas delas. Em uma rede
de barramento (isto é, um cabo linear), em qualquer instante no máximo uma máquina desempenha a
função de mestre e pode realizar uma transmissão. Nesse momento, as outras máquinas serão
impedidas de enviar qualquer tipo de mensagem. Então, será preciso criar um mecanismo de
arbitragem para resolver conflitos quando duas ou mais máquinas quiserem fazer uma transmissão
simultaneamente. O mecanismo de arbitragem pode ser centralizado ou distribuído. Por exemplo, o
padrão IEEE 802.3, mais conhecido como Ethernet, é uma rede de difusão de barramento com
controle descentralizado, em geral operando em velocidades de 10 Mbps a 10 Gbps. Os
computadores em uma rede Ethernet podem transmitir sempre que desejam; se dois ou mais pacotes
colidirem, cada computador aguardará um tempo aleatório e fará uma nova tentativa mais tarde.

Figura 2 - Duas redes de difusão. (a) Barramento (b) Anel

Um segundo tipo de sistema de difusão é o anel. Em um anel, cada bit se propaga de


modo independente, sem esperar pelo restante do pacote ao qual pertence. Em geral, cada bit
percorre todo o anel no intervalo de tempo em que alguns bits são enviados, muitas vezes até
mesmo antes de o pacote ter sido inteiramente transmitido. Assim como ocorre em todos os
outros sistemas de difusão, existe a necessidade de se definir alguma regra para arbitrar os
acessos simultâneos ao anel. São usados vários métodos, como fazer as máquinas adotarem
turnos. O IEEE 802.5 (a rede Token Ring da IBM) é uma rede local baseada em anel que opera a
4 e 16 Mbps. O FDDI é outro exemplo de uma rede de anel.

Projetistas e Administradores de redes locais, assim como de outros tipos de redes, devem
estar atentos a quesitos como:
1. Tolerância à falhas: contingência e proteção contra paradas, principalmente em servidores.
2. Segurança: utilização de firewall, senhas, VPN (Virtual Private Network).
3. Escalabilidade: crescimento planejado e balanceado.
4. Aderência às normas: EIA/TIA e padrões de rede.
5. Qualidade de serviço: estabilidade e distribuição da comunicação.
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