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1. Introdução
O presente trabalho, é referente ao Relatório de Praticas Pedagógicas IV, que tem como
objectivos mostrar aquilo que foi o processo da observação, planificação e execução de aulas no
presente ano lectivo 2015, realizados na Escola Secundaria Geral de Amizade. A cadeira de
Práticas Pedagógicas tem se caracterizado pela integração progressiva dos estudantes em
contextos reais de ensino e aprendizagem de uma dada disciplina contribuindo, deste modo, para
a formação de um professor profissional que possua conhecimentos teóricos e práticos, que saiba
fazer a gestão de um currículo, e que tenha a capacidade de diferenciar as aprendizagens e
orientar a sua auto-formação. No que concerne a estrutura do trabalho, importa sublinhar que o
presente relatório está subdividido em três capítulos, a saber: O primeiro Capitulo composto pela
Introdução; Objectivos do relatório de Prática Pedagógica Geral e Fases da Prática Pedagógica,
Metodologia de Trabalho e Referências teóricas.); o segundo é composto pelo Desenvolvimento
do trabalho; onde constam as etapas da Prática Pedagógica; a pré-observação; observação e Pós-
observação; o terceiro capítulo é composto pela Conclusão e Recomendações verificados ao
longo do trabalho. Contudo, para a materialização deste relatório utilizou-se, diversas
metodologias como a observação directa, a entrevista e a consulta bibliográficas de algumas
obras científicas que foi necessário apresentar referências bibliográficas que conferem a
credibilidade da informação contida no trabalho, pós estas constituem suporte científico do
mesmo.
1.1. Objectivos

1.1.2. Objectivo Geral:

 Descrever de forma científica, coerente e integrada a vivência experienciada nas práticas


e estágios pedagógico.

1.1.3. Objectivos Específicos

 Compreender o ensino e a aprendizagem de uma certa disciplina nas Escolas primárias,


secundárias ou técnicas;

 Identificar os princípios reguladores do processo de PEA;

 Integrar, progressivamente, o estudante em contextos reais de ensino e aprendizagem.


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CAPITULO I
2. Fases da Prática Pedagógica
No que concerne as fases da Prática Pedagógica, importa considerar que compreende 4 fases, que
acompanha todo o percurso da formação inicial de professores na UP, respectivamente: Prática
Pedagógica Geral, Prática Pedagógica I; Prática Pedagógica II; Estágio Pedagógico.

 PPG – no 1° ano: visava preparar os estudantes para observar e analisar criticamente


situações escolares nos aspectos organizacionais, pedagógicos e administrativos,
possibilitando desta forma uma integração e ainda uma convivência real ou virtual no
meio escolar em contacto com os alunos, professores e funcionários, passando assim a
criar no observador (estudante da UP), hábitos de colaboração e de convivência próprios
desse meio.

 PP II - no 2° ano: o estudante foi submetido a uma observação directa das aulas


relacionadas com a disciplina pela qual iria leccionar futuramente, neste caso (inglês e/
ou Português). Desta forma, facultava a própria integração do estudante no entendimento
da materialização do PEA, não só mais também, o estudante co-participa na dinâmica da
escola e da sala de aula (prepara algum material didáctico, ajuda o professor - orientador
a corrigir exercícios de aplicação, observa e pode fazer o acompanhamento da
aprendizagem de alguns alunos).

 PP III - no 3° ano: O estudante começa a planificar e a leccionar micro - aulas dentro da


Instituição e a posterior nas Escolas alocadas, sob tutela do professor orientador da escola
e do supervisor da UP.

 PPP IV (EP) – no 4º ano: O estudante contínua, sob supervisão da escola, a fazer regência
e intervenção na escola através da planificação e leccionação de aulas.

2.1. Metodologia de trabalho

Segundo Ruiz (1985), Metodologia é o conjunto de etapas e processos a serem vencidos


ordenadamente na investigação dos factos ou na procura da verdade.
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A investigação científica depende de um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos para


que seus objectivos sejam atingidos: os métodos científicos - ou conjunto de processos ou
operações mentais e físicas que se deve empregar na investigação ou pesquisa (Gil, 1999).
 Método Descritivo – consistiu na descrição dos aspectos observados no terreno e no
relato dos dados colectados, com base nos inquéritos e nas entrevistas.

 Método Comparativas – neste ponto, foram registadas as semelhanças e diferenças entre


as diversas informações fornecidas pelos inquiridos, em relação aos aspectos ligados com
as práticas pedagógicas de forma a confrontar as abordagens teóricas com a realidade da
área de estudo.

 Método Estatístico – foi usado para o processamento de dados dos inquéritos e das
entrevistas; bem como para elaborar tabelas, diagramas, gráficos, cálculo de valores
percentuais, utilizando para tal o pacote informático Microsoft Excel.

 Método Analítico – análise e avaliação quantitativa e qualitativa dos dados.

3. Referências teóricas
As referências teóricas visam analisar as mais recentes obras científicas disponíveis que tratem
do assunto ou que dêem suporte teórico e metodológico ao presente relatório. Neste ponto são
explicitados os conceitos e termos técnicos utilizados durante a pesquisa, bem como a
confrontação das abordagens defendidas por vários autores.

Segundo LIBÂNEO (1994:91) aprendizagem é a assimilação activa de conhecimentos e de


operações mentais, para compreende-los e aplica-los consciente e autonomamente.

PILLETI (2004:31) define aprendizagem como um processo de aquisição e assimilação, mais ou


menos consciente de novos padrões e novas formas de perceber, ser, pensar e agir.

Os conceitos de aprendizagem supracitados possuem um contributo na apreensão de


conhecimentos ou novas experiencias de modo a aplicar em circunstâncias quotidianas e levam a
aprendizagem como sendo o conjunto de acções que as pessoas podem adquirir conhecimentos.

O professor verifica o nível de compreensão da matéria usando o método de avaliação, do ponto


de vista de LIBÂNEO (1994:196), avaliação é uma apreciação qualitativa sobre os dados
relevantes no processo de ensino e aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre
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o seu trabalho, e para PILLITI, (1986:190) avaliação é um processo contínua de pesquisa que
visa interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em conta algumas
mudanças de comportamento propostas nos objectivos afim de que haja condições de decidir
sobre alternativas de planificação do trabalho do professor e da escola como um todo.

Na formação do aluno, encontramos várias disciplinas da pedagogia como a didáctica que tem
como objectivo estudar o processo de ensino através dos seus componentes, dos conteúdos
escolares, o ensino e aprendizagem, para o embasamento numa teoria de educação, formular
directrizes orientadoras de actividade profissional dos professores, LIBÂNEO (1994:52), e
estimula, dirigir e encaminhar o decurso da aprendizagem a formação do homem usando
algumas técnicas de aprendizagem, (PILLETI-2004:42-3).
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CAPITULO II

4. Etapas das Práticas Pedagógicas IV


As PP’s IV obedeceram as seguintes etapas a considerar: Pré-observação, Observação e Pós-
observação.

4.1. Pré-Observação
Esta fase inclui as aulas tidas na academia antes de se dirigir ao campo para as observações
propriamente ditas, a apresentação da docente aos alunos e vice-versa; a discussão sobre como é
que será o trabalho de campo a decorrer nas escolas alocadas, onde o estudante procurar-se-á
inteirar-se sobre as actividades da própria escola; as distribuições dos estudantes pelas escolas
bem como dos seus horários e as respectivas apresentações dos discentes nas escolas indicadas
para desenvolver no campo.

4.2. Observação
Após a fase de pré-observação, seguiu-se a fase da observação. Em conformidade com DIAS et
al (2008:103) a observação “é uma técnica e um procedimento de recolha de dados, os quais
devem ser, posteriormente, sistematizados e analisados sob o ponto de vista do observador.”

Entretanto, esta fase cingiu-se em descrever as actividades de campo, isto é, inclui-se a recolha
sistemática de dados para posterior produção do relatório final do EP. Contudo, para a
materialização da mesma, esta fase consistiu no deslocamento dos estagiários às escolas em
causa de modo a prestar a assistência e posterior leccionação das aulas, de modo a convergir os
dados teóricos com a realidade escolar.
Salientar que esta actividade iniciou no dia 18 de Setembro 2015.

4.2.1. Descrição e analisar aulas dada pelo tutor e do colega

A sala de aulas sendo o local onde se desenvolve a acção educativa, é preciso que se criem
mínimas condições para que haja um ambiente harmonioso.
‫ ״‬sala de aula é o lugar em que aprendizagem é apenas organizada de modo a tornar-se livre em
outros ambientes‫״‬. ( PILETTI, 1991: 244)
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No que diz respeito à observação das aulas, dizer que na primeira aula que tivemos oportunidade
de assistir, versou sobre: Textos Administrativos (Carta Comercial). Frisar que, este processo de
observação de actividades de leccionação do tutor, decorreu concretamente na sala do 11, Turma
C, 9ª Classe, pude constatar que antes de iniciar com a aula, a professora, fez o controlo da turma
(marcação de presenças), que na didáctica enquadra-se naquilo que é introdução e motivação.
De seguida, a professora requisitou algumas voluntarias para recapitular a matéria da aula
passada, tendo sido satisfatória visto que o “feedback” dado pela boa parte da turma, exibiu
positivamente que tinha alguma noção do tema em causa; o que de certo modo tornou a aula
mais aprazível, perceptível e fácil.
Ainda na fase de observação das aulas, outros aspectos meramente conturbaste ao PEA, é o facto
de que a professor não usa e nem possui o plano de aula, isto é não planejava, apenas guiava-se
pelos pequenos sumários trazidos em anexo no próprio manual da Língua Portuguesa 9ª classe.
‫ ״‬o planejamento de aula é a sistematização de todas as actividades que se desenvolvem
no período de tempo em que o professor e o aluno interagem numa dinâmica de ensino –
aprendizagem‫״‬. ( PILETTI, 1991:72)
Entretanto, constatado este aspecto conturbaste, o facto de ela ser mais criativa e / ou dinâmica
na reprodução do material didáctico (não planeamento), limitava-se em apenas nos dizeres que o
manual fornece concernentes a uma determinada aula, o que de certo modo demonstrava
claramente a sua limitação na matéria, pois existiam algumas alunas que possuíam o mesmo
manual.
No tange a aula dada pela minha, importa referir que havia feito o plano de aula, mostrou mais
criatividade na reprodução da matéria o que a fez com que não se limitasse apenas nos pequenos
resumos patentes no manual concernentes a uma determinada aula. Outro aspecto que merece
destaque, é o facto de que ambas estimularam diálogo durante as aulas, o que de facto contribui
positivamente para a assimilação dos conhecimentos. Salientar foi apenas 2 (duas) aulas
observadas, sendo uma da professora e outra da minha colega. (vide em anexo o plano de aula)

4.2.2. Análise do programa e dosificação


Ao que tange as características da classe e da dosificação elaboradas pela Escola, é de referir que
apenas a dosificação foi feita pela Escola enquanto, o programa lectivo em vigor nesta
instituição, foi elaborado pela MINEDH.
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Deixando ficar aquilo que é uma visão crítica ou seja, uma análise, diria que a dosificação da 9ª
classe, na disciplina da Língua Portuguesa, não se levou em consideração ao tempo que este
mesmo programa iria ocupar, isto porque notou-se muito atraso no cumprimento da dosificação,
não só, mas também, poucos conteúdos reflectem aquilo que são as convivências da população
na Cidade de Lichinga.
É de louvar a contribuição que é dada pelos manuais da 9ª classe, Língua Portuguesa, uma vez
que trazem consigo um sumario de cada abordagem, tornando assim os alunos aparte dos estudos
levados cabos em cada lição. (vide em anexo a dosificação do III Trimestre).

4.3. Observação da turma


4.3.1. Caracterização dos alunos
A Turma “C” 9ª classe da Escola Secundária Geral de Amizade, é composta por um universo
aproximadamente de 102 alunas todos do sexo feminino, uma vez que a composição das turmas
é feita consoante o sexo. A turma é composta por alunas com idades compreendidas entre 13 a
20 anos. Em termos da L1, importa referir que são poucos cuja L1 é o português,
consequentemente tendo como seu L1 as diferentes línguas Bantu faladas na nossa província,
nomeadamente o C’yao, Emakwua e C’nyanja. De referir que todas alunas da 9ª Classe Turma
C, vivem nos bairros arredores da Cidade de Lichinga (Namacula, Bairro Popular, Nzinge,
Muchenga, Chiuaula). No que tange a religião, a maior parte das mesmas são islâmicas e outros
do cristianismo. Segundo apuramos, falando na primeira pessoa, no que concerne aos hábitos e
costumes nos seus tempos livres praticam diversas actividades tais como: jogar basquete, ver
novelas, conversar com os amigos/ amigas nas redes sociais, escutar musica e fazer leitura de
algumas obras existentes na praça, bem como praticar algumas danças culturais típicas da nossa
província. Em relação ao aprumo, importa referir que os alunos apresentam-se uniformizados.

4.3.2. Caracterização do professor


A Professora cuja aula tivemos oportunidade de assistir, chama-se Telma Henriques Pio, de 27
anos de idade. Foi primeiramente formada em 12ª + 1 no ensino regular e posteriormente técnica
superior de N1, licenciada em Administração e Gestão Educacional (AGE). Tem criado um bom
relacionamento com os estudantes visto tem pautado pela paciência e não obstante é simpática
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para com as alunas, criando mecanismos para um bom relacionamento, isto é virado a uma boa
interacção e colaboração durante e pois a aula.
Para PILETTI (1991:250), “o bom relacionamento na sala de aula é muito mais importante do
que as cortinas e paredes coloridas ou do que as variedades de métodos e recursos instrucionais
utilizados podemos sentir que o relacionamento entre os elementos de uma classe é bom quando
vemos alunos alegres, bem-humorados e seguros enquanto desenvolvem as actividades de
aprendizagem.
Tem como a L1 a língua C’yao e Língua Portuguesa como L2. Nos seus tempos livres tem
escutado música para aliviar a mente e fazer algumas leituras de alguns textos de interesse
pessoal.

4.4. Pós – Observação


Finda a etapa da observação seguiu-se a realização de actividades práticas, que consistiam na
simulação de aulas, cuja finalidade era de observar e avaliar o grau de compreensão e contactos
reais entre o praticante e as condições reais do ensino e aprendizagem, na qual o objectivo
fundamental dessas simulações era de avaliar o grau de assimilação dos conteúdos, e
competências perante os seus alunos, e o cumprimento das funções didácticas.
Sublinhar que esta fase pós - Observação, caracterizou-se pela realização do trabalho de campo,
concretamente a planificação e execução das aulas, que segue-se os detalhes a seguir.
Inclui-se nesta etapa a apresentação dos seminários, nas quais eram cingidos pelos seguintes
temas por cada grupo:
 Grupo I: Aula ideal e a planificação de uma aula activa;
 Grupo II: Desafio para um bom professor, os métodos de ensino centrados no aluno; a
aprendizagem cooperativa;
 Grupo III: A leitura no ensino da língua portuguesa;
 Grupo IV: A escrita no ensino da língua Portuguesa;
 Grupo V: O vocabulário no ensino da Língua Portuguesa;
 Grupo VI: A oralidade no ensino da língua Portuguesa;
 Grupo VII: A compreensão no ensino da Língua Portuguesa;
 Grupo VIII: A avaliação no ensino da Língua Portuguesa;
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4.4.1. Planificação e execução das aulas


Segundo Néreci (1999:100) “ planificação é um projecto, uma idealização da aula, seja qual for a
sua dimensão e perspectivas.’’
Entretanto, ao falar de Planificação, salta a vista a preparação de aulas para a leccionação e, o
principal condimento dessa Planificação é a edificação de um Plano de Aula, onde se fazia o uso
de material didáctico para a elaboração do mesmo como o caso do manual da 9ª classe.
Nesta vertente, ainda segundo Nereci (1999), a planificação, remete-nos ao processo da
preparação das actividades a serem desenvolvidas no processo de ensino e aprendizagem.
O processo de execução das aulas, ou seja, a leccionação das aulas decorreu na ESG de
Amizade; 9ª Classe, turma C na sala 11, onde tive um contacto directo com os alunos dentro da
sala de aulas. Nesta óptica, pude ministrar vários temas com diversas abordagens onde conciliar
a teoria e a pratica de alguns métodos já estudados. De referir que este processo, decorreu entre
os dias 18 de Setembro a 20 de Novembro do corrente ano de 2015, no período da manhã, as
Segundas-feiras, Quintas e Sextas-feiras. (Vide em anexos, alguns planos de aulas).

Tabela 1: Horário de actividades de leccionação


Dias de semanas Horas
Segunda – Feira 11:30 – 12:15
Quinta – Feira 09:40 – 11:25
Sexta – Feira 10:40 – 11:25
Fonte: autor

4.4.2. Seminários

No tocante inerente aos seminários, importa referenciar que neste ponto, encontram-se
sintetizados todos os tópicos abordados durante os seminários na fase pré-observação.
Segundo Dias et al (2010:33), seminários são encontros de reflexão, discussão e problematização
de vários assuntos, com vista a estabelecer uma melhor articulação entre a teoria e a prática.
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I SEMINÁRIO:

Aula ideal e planificação de uma aula activa.

No final da apresentação, sublinhou-se que a aula, deve ser um instante de construção colectiva,
de participação de todos e deve gerar algo de novo, de diferente para os alunos e para o
professor. Entretanto, uma aula ideal deve ser aquela em que se cria momentos de interacção, de
convívio, que produza algo importante para todos os envolvidos, não só mas também, deve
provocar dúvidas e ensinar o sujeito a esclarece-las. Não obstante, a planificação torna o ensino
mais eficiente e controlador, uma vez que ela determina em grande parte o que é ensinado e de
que modo é feito. No entanto, todas as aulas devem ser planificadas, para depois ser leccionada,
o que vai permitir que o professor não possa fazer o improviso dos conteúdos, pois é com a
planificação que se faz a melhor gestão do tempo, e melhor estruturação da aula, assim como dos
conteúdos, evitando a repetição de conteúdos desnecessários, quer isto dizer, ao planificar as
aulas, faz com que consiga atingir os objectivos do processo de ensino e aprendizagem, e que ele
tenha o sucesso como docente, assim como os alunos participem de forma activa nas aulas.

II SEMINÁRIO
Desafio para um bom professor, os métodos de ensino centrados no aluno; a aprendizagem
cooperativa.

No decorrer deste seminário, vincou-se que ser a actividade de professor, requer muito
dinamismo e actualização das informações, em função do tempo e o local onde ele está inserido.
entretanto para ser um bom professor, exige-se muita criatividade e muita entrega na docência.
Entretanto, um professor criativo, deve estar aparte as mudanças que tem se observado
actualmente (ser atento e observar; registar as ideias que nos ocorrem, etc.), desta forma, criando
condições para que as aulas os alunos sejam mais são participativos e activos. Portanto,
corresponde à criatividade a capacidade de captar toda a classe de estímulo e transformá-los em
expressões ou ideias com novos significados, materializando-as com marcas pessoais.
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III SEMINÁRIO

A leitura no ensino da língua portuguesa


O trabalho de leitura, na escola, tem por objectivo levar o aluno a análise e à compreensão das
ideias dos autores e buscar no texto os elementos básicos e os efeitos de sentido. é importante
que o leitor se envolva, se emocione e adquira uma visão dos vários materiais portadores de
mensagem presentes na comunidade em que se vive. (Zilberman, 1988, p.18).
A leitura acontece quando se produz o sentido e quanto mais informação, experiências de leituras
anteriores, mais consciência na formação de sentido terá o leitor, pois além de que se encontram
nas linhas é preciso atender também as entrelinhas. Só quem lê interpreta, questiona, estabelece
julgamentos do que pode e deve fazer, exercendo plenamente a sua cidadania. Só quem lê pode
mudar a realidade para melhor.
A leitura que é um testemunho oral das palavras escritas de diversos idiomas com a invenção da
imprensa, tornou-se uma actividade extremamente importante para as civilizações, atendendo
múltiplas finalidade, Contudo, saber ler não é simplesmente reconhecer as palavras, é necessário,
também, atribuir-lhes um significado, compreender o sentido do texto ou mesmo passar do nível
de compreensão para o nível de comunicação com o texto, ou seja, tornar o leitor crítico e
reflexivo.

IV SEMINÁRIO

A escrita no ensino da língua Portuguesa

A escrita ou grafia consiste na utilização de sinais (símbolos) para exprimir as ideias humanas. A
função central atribuída à escrita é de registar e difundir informações e construir conhecimentos.
Portanto, para se desenvolver a escrita é necessariamente que o professor cinge-se no ensino dos
grafemas bem como a junção das mesmas para cria um sentido. Salientar que quanto mais
regista-se o desenvolvimento da leitura, contribui positivamente em simultâneo para um bom
público escritor.
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V SEMINÁRIO

O vocabulário no ensino da Língua Portuguesa


Primeiro sublinhar que tem se confundido o conceito vocabulário, apresentando-se como
sinónimo de léxico. O léxico é conceptualizado como sendo, o conjunto de palavras que
constituem uma língua, enquanto vocabulário “é um grupo de palavras conhecidas por um
indivíduo ou qualquer outra entidade concreta ou abstractas. Gomes, et all., 1991:179)
Entretanto, para o desenvolvimento do vocabulário no ensino básico, tem se pautado pelas duas
formas para o seu ensino ( método directo e indirecto). Todavia, cabe ao professor escolher
adoptar a que achar convincente para desenvolver o vocabulário no seio dos alunos.
De referir que o método indirecto, é tido como mais adequado para que os alunos aprendam o
vocabulário. Este método tem como base o seguinte princípio: cada nova palavra é integrada
numa frase simples e de compreensão acessível aos alunos;

VI SEMINÁRIO

A oralidade no ensino da língua Portuguesa


A Oralidade tem desempenhado um papel preponderante, sendo o meio pelo qual o indivíduo
desenvolve em primeiro lugar, isto é, é a primeira habilidade que o ser humano desenvolve logo
nos primeiros dias da vida. A Oralidade, constitui o meio pelo qual expressa-se ou comunicação-
se. portanto, para que um professor desenvolva esta habilidade na sala de aula, é necessário que o
professor considere o seguinte: a oralidade como primeira forma que se deve dominar, criar
condições sistemáticas da oralidade para que haja a aprendizagem. alicerçando-se no uso de
actividades que possam estimular os alunos a praticar esta actividade tais como: discussões,
debates.

VII SEMINÁRIO

A compreensão no ensino da Língua Portuguesa


De acordo com SNOW (2002) citado por CRUZ (2007:70), a compreensão refere-se ao processo
de simultaneamente extrair e construir significados através de interacções.
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Portanto, a compreensão, para além de ser um processo de aquisição do sentido, é um processo


de interacção que está presente no texto e aquilo que é o conhecimento do leitor do mundo, que
em contrapartida é influenciado pelo local social e cultural, onde o leitor se encontra.

VIII SEMINÁRIO

A avaliação no ensino da Língua Portuguesa


‫״‬sendo avaliação um processo sistemático para determinar até que ponto os objectivos
educacionais foram alcançados, é evidente que tem de estar em íntima conexão com esses
mesmos objectivos, o que se avalia são as metas de aprendizagem definidas à partida e para as
quais se caminhou durante todo um processo de aprendizagem levado a cabo pelo professor e
pelo aluno. (DOMINGOS. A. M, a tal, 1987:215)
Entretanto, no final do seminário, pode-se corroborar que para que a avaliação adquira a
importância que realmente tem no processo de ensino-aprendizagem, é necessário seguir alguns
princípios básicos, isso implica que este processo de avaliação, deve contribuir para melhorar as
decisões de natureza educacional, melhorar o ensino e a aprendizagem, bem como a planificação
e o desenvolvimento curricular, pois um dos erros didácticos mais frequentes é o da não
integração dos critérios e processos da avaliação na dinâmica geral do ensino.
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CAPITULO III
5. Conclusão
Tendo terminado a redigir do relatório de EP, importa sublinhar que esta Cadeira contribui
imensamente ao colocar o praticante em contacto directo com a realidade profissional e a escola,
proporcionando-lhe novas aprendizagens. Todavia, EP permitem estabelecer a imperiosa unidade
entre a teoria e a pratica.
Salientar que a inclusão de PP’s no currículo em vigor na UP, tem desempenhado um papel
meramente importante, visto que contribui positivamente para a formação de um professor que
possua saberes teóricos e práticos, professor que saiba fazer a gestão do seu curricula e
proporcionar a aquisição de habilidades e competências que possibilite a intervenção, a
investigação e a prática de projectos pedagógicos. Não só mais também, Constitui exactamente
um momento de aprendizagem no processo de construção de saber, aprendeu se a usar na prática
as diferentes metodologias e as técnicas do trabalho de ensino.
Nesta vertente, tendo concluída estas actividades, conclui-se que serviu de alicerce para poder
engrenar no campo profissional, pois vários aspectos que merecem destaque durante a realização
destas actividades, como é o caso do convívio que tive com os alunos dentro da sala de aulas,
assim como fora; envolvimento directo com o PEA.
No âmbito do melhoramento de EP para as próximas vezes, propomos que haja maior celeridade
na tramitação do expediente que leva os estudantes ao trabalho de campo, que se imprima mais
seriedade e rigorosidade nas aulas, no sentido de, com muita análise crítica se relacionem os
conteúdos teóricos aos práticos na nossa sociedade. Ligado a esta situação, recomenda-se que
haja uma auscultação antes de afectar os praticantes nas escolas para que estes localizem o mais
próximo que puder do seu bairro visto que algumas escolas localizam-se muito distantes o que de
certa forma criou-nos alguns constrangimentos no próprio desenvolvimento estudantil do
estudante estagiário; haver mais controlo de presenças, com vista a evitar fraca participação de
estudantes assistentes das aulas.
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6. Referências Bibliográficas
1. LIBANEO, José Carlos. Didáctica. São Paulo, Cortez Editora, 1994.

2. RESG, Direcção Nacional do Ensino Secundário Geral, Maputo, 2003.

3. NERICI, Emídio. Didáctica: Uma Introdução. 2 ed. São Paulo, Editora ATLAS, 1989.

4. NERICI, I. J. Introdução a Didáctica geral. 16a ed. São Paulo, Editora Atlas, 1991.

5. PILLETTI, C. Didáctica Geral. São Paulo, Editora Ática, 2003


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Apêndices