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Psicodiagnóstico-V

Psicologia 4º semestre
Guilherme Henrique Dadalto
Prof. Fabricio Otoboni dos Santos.

CAPITULO 7 - EXAME DO ESTADO MENTAL DO PACIENTE


Livro: CUNHA, Jurema Alcides. Psicodiagnóstico-V. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

O exame do estado mental, ressalta sua importância desta prática diante de sua
emergência em casos em que o estado mental precisa ser provado, por exemplo, em
feitos periciais, judiciais e administrativos, ou casos de decisões terapêuticas que
utilizem psicofármacos, onde o diagnóstico nosológico torna-se importante para o
examinador. Tem-se o psicodiagnóstico como um importante auxilio no diagnóstico
psicopatológico. Percebe-se então que é de extrema importância o exame do estado
mental de um paciente, independente do aspecto jurídico, mas também porque “o
diagnóstico de um transtorno psiquiátrico é quase sempre baseado predominantemente
nos dados clínicos”. Com relação a metodologia do exame do estado mental existe um
consenso que as principais alterações envolvem sintomas nas áreas da atenção,
sensopercepção, memória, orientação, consciência, pensamento, linguagem,
inteligência, afetividade e na conduta dos indivíduos. E conhecer determinados
sintomas, afim de um diagnóstico mais preciso acerca da psicopatologia clínica, torna-
se indispensável.

• Inteligência
1. Será mais intelegente, quanto melhor, mais rapido e mais facilmente
compreenda;
2. quanto maior, mais extenso e variado for o numero de enlance e
associações que estaveleça entre os dados de compreenssão;
3. quanto mais pronta e esponatane elabore novas e originais ideias que
apliem e eriquemçam o seu patrimonio representativo e eideativo;
4. quanto melhor saiba ajuizar com segurança e raciocinar com logica
5. quanto melhor se adapta as exigencias das situações vitais.

A inteligência é um conceito de difícil definição. a inteligência é um conjunto de


habilidades cognitivas do indivíduo, capacidade de identificar, logo, resolver problemas
novos e encontrar as soluções mais satisfatórias. Um constructo que inclui raciocínio,
planejamento, resolução de problemas, pensamento abstrato, compreensão de ideias
complexas, aprendizagem rápida e aprendizagem a partir da experiência. Existe uma
dimensão de rendimento psíquico, que se refere a habilidade que, “com o mínimo de
esforço empregado, obtêm o máximo de ganho ou rendimento funcional”. A inteligência
não é uma função psíquica a priori, ela é uma grande síntese de nosso psiquismo. Ela
é “a capacidade de adaptar-se a novas situações, mediante o consciente emprego de
meios ideativos”. E será mais inteligente o indivíduo que, melhor e mais rápido
compreende, quanto maior campo de informação que acumule, quanto mais
prontamente elaborar ideias originais, melhor saiba utilizar a lógica e quanto melhor se
adapte à novas situações.

• Afetividade
Afetividade é definida como a sensibilidade interna de um indivíduo frente à
satisfação ou à frustração de suas necessidades, ou seja, a necessidade é a diretriz da
afetividade. Define-se como necessidade a tendência natural que impulsiona a pessoa
a praticar uma determinada ação ou buscar uma categoria determinada de objetos, das
quais podem ser conscientes ou inconscientes

As emoções e os sentimentos são os fenômenos afetivos mais elementares. A


emoção pode ser definida como um estado afetivo intenso, de curta duração, que se
origina como a reação de um indivíduo a certas excitações internas ou externas,
conscientes ou inconscientes. Os sentimentos são estados e configurações afetivas
estáveis; em relação à emoções, são mais suaves em intensidade e menos reativos a
estímulos passageiros. As alterações patológicas mais frequentes do humor são:
distimia (alteração do humor, tanto para exaltação como para inibição); disforia (mau
humor) e hipotimia/hipertimia (tristeza e/ou alegria patológica, imotivada ou
inadequada). Já as alterações patológicas mais frequentes em relação as emoções
são: apatia (diminuição da excitabilidade emotiva e afetiva); ansiedade (estado de
humor desconfortável e apreensão negativa em relação ao futuro) angústia
(assemelha-se muito à ansiedade, porém possui conotação mais corporal e mais
relacionada ao passado); fobia (medos patológico, desproporcional e
incompatível com as possibilidades de perigo real oferecidas pelo
desencadeante, chamado de objeto ou situação fobígena); ambivalência afetiva (
termo criado por Bleuler que descreve sentimentos opostos em relação a um
mesmo objeto ou estímulo, sentimentos que ocorrem de modo absolutamente
simultâneo, como sentir amor e ódio, rancor e carinho) e labilidade afetiva (
mudanças súbitas e imotivadas de humor, emoções ou sentimentos).

• Conduta
Conduta refere-se ao padrão habitual de conduta num determinado contexto.
Pode-se classificar os transtornos da conduta de duas formas: alterações patológicas
das pulsões e alterações patológicas das necessidades humanas superiores.
Na primeira, subdivide-se em:
1. perturbações das pulsões naturais de conservação da vida (condutas
suicidas, automutilações e autoagressões);
2. perturbações do sono (insônia, hipersonia);
3. perturbações alimentares (bulimia, anorexia);
4. perturbações de expansão motora (manifestação de impulsos
agressivos);
5. perturbações sexuais (impotência, ejaculação precoce)
6. perturbações de higiene pessoal.
Na segunda, as alterações das necessidades humanas superiores são
representadas por: avareza, narcisismo, cleptomania, prodigalidade, dentre
outras,

Conclusão
O exame do estado mental do paciente é formado principalmente pela
observação do comportamento ou aplicação de testes que identifiquem anomalias ou
sintomas nas principais áreas da cognição/percepção. Porém nem sempre cabe o
exame detalhado ao psicólogo devido a termos e conceitos competentes a psiquiatria.
Nesse caso cabe ao psicólogo um mini exame, com um breve
detalhamento dos sintomas, ainda que de forma superficial e reencaminhamento
para um profissional mais competente na identificação e detalhamento do
problema em questão.

CAPITULO 8 - A ENTREVISTA CLÍNICA ESTRUTURADA PARA O DMS-IV


– SCID
Livro: CUNHA, Jurema Alcides. Psicodiagnóstico-V. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

A entrevista é a técnica de avaliação que pode mais facilmente se adptar as variações


individuais e de contexto, para a tender as necessidades colocadas poruma grande
diversidade de situações clinicas e para tornar explicitas particulares que escapam a
outros procedimentos; testar limites, confrontar, contrapor e buscar esclarecimentos,
exemplos e contextos para as respostas do suejito.

são hoje o mais atual e abrangente para os diagnósticos dos transtornos mentais.
Todas as versões da SCID são compostas por uma série de módulos, cada um destino
à avaliação de conjuntos de categorias diagnósticas agrupadas nos mesmos padrões
do DSM-IV.

É na entrevista que vamos entender algo que acontece ma vida do paciente. o


psicologo faz o trabalho de CLARIFICAR para o paciente saber escutar, deixar no
contrato claro que quando o paciente não quiser falar de algo... isso será trabalhado.

Outras vantagens mais pontuais derivadas da existência de instrumentos padronizados


no diagnóstico das psicopatologias devem ser observadas. Eles têm sido fundamentais
para:
1. Aumentar a validade dos diagnósticos atribuídos a pacientes com transtornos
mentais;
2. Permitir maior adequação do planejamento do tratamento ao quadro clínico
apresentado;
3. Aumentar a consistência entre as formulações diagnósticas de profissionais de
orientações e formações diversas;
4. Aumentar a eficácia do tratamento a partir da maior validade do diagnóstico e da
maior homogeneidade de compreensão do quadro clínico pelos membros das
equipes de saúde mental;
5. Melhorar a qualidade das pesquisas que requerem uma maior precisão de
classificação diagnóstica (como em psicologia clínica e forense, psiquiatria,
epidemiologia, intervenção em crise, etc.);
6. Permitir a existência de um registro diagnóstico permanente e a criação de
bancos de dados para uso administrativo e de pesquisa.
Beneficios de testagem (padronizada) exceto a socio-historica.

Centenas de pesquisadores e profissionais de psiquiatria, psicologia, assistência social


e enfermagem, na construção de um sistema de critérios diagnósticos específicos para
virtualmente todos os transtornos mentais. A maior contribuição desse sistema foi a
utilização de uma linguagem descritiva na formulação dos critérios diagnósticos e dos
agrupamentos de transtornos mentais por classe (APA, 1980, 1987). Devido a essa
linguagem fenomenológica, que procurava estar isenta de vieses teóricos, o DSM-III
ganhou popularidade rapidamente.

Uma pesquisa quantitativa e qualitativa. - dar validade ao nosso meio cientifico.

Os psiquiatras consideraram os 15 itens fundamentais na avaliação do estado mental


(p.ex., ideação suicida ou alucinação). Quando uma lista objetiva foi utilizada, todos os
15 itens foram considerados para todas as entrevistas. Climent e colegas (1975)
constataram que a incidência de sintomas psiquiátricos relevantes é mais facilmente
detectada quando se utiliza uma lista estruturada, por exemplo, três vezes mais para
ideação suicida e dez vezes mais para delírios de controle.

A Entrevista Clínica Estruturada para o DSMIV (SCID) é, hoje, o instrumento mais


atual e abrangente para o diagnóstico dos transtornos mentais. Existe
considerável relatam dados de fidedignidade teste-reteste ou seja, é uma técnica
de entrevista semiestruturada, utilizada para a avaliação sistemática dos principais
transtornos mentais, segundo os critérios da quarta e última edição do DSM.

Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estiveram presentes durante o mesmo período
de duas semanas e representam uma alteração a partir do funcionamento anterior; pelo
menos um dos sintomas é (1) humor deprimido ou (2) perda de interesse ou prazer.

O primeiro módulo da entrevista é a avaliação preliminar, destinada a obter


informações gerais e dados básicos, como a história escolar e de trabalho, a estrutura
e composição da família. Estabelecer Rapport. (falar livremente sobre sua situação
atual, incluindo a queixa principal e sua condição atual).

Um dos diagnósticos diferenciais mais difíceis de se estabelecer é o da depressão


dupla, que ocorre quando há sobreposição de um Transtorno Depressivo Maior (TDM)
à Distimia. Neste caso, é essencial para o diagnóstico final não só a gravidade dos
sintomas, mas também o seu padrão temporal. Ou seja, o reconhecimento das
variações dos quadros psicopatológicoas, levando em consideração outras
informações relevantes, irá ajudar a desenvolver uma compreensão e uma terapêutica
mais adequadas a cada situação. As perguntas vão guiando em direção a um
diagnóstico. Dependendo das respostas, algumas perguntas seguintes são eliminadas.
Por exemplo: respostas que levam a um diagnóstico de transtorno do humor, eliminam
perguntas relacionadas à transtornos psicóticos. Dessa forma, quanto menos sintomas
o paciente apresentar mais curta será a entrevista.