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I
Ibuprofeno......................................................................... 2835 Insulina bovina.................................................................. 2866
Ictamol............................................................................... 2837 Insulina humana............................................................... 2869

Monografias
Idoxuridina........................................................................ 2838 Insulina lispro.................................................................... 2872

I-L
Ifosfamida.......................................................................... 2839 Insulina suína.................................................................... 2875
Imipenem........................................................................... 2841 Iodeto de potássio.............................................................. 2877
Imunoglobulina animal contra os linfócitos T Iodeto de sódio................................................................... 2878
para uso humano......................................................... 2842 Iodo.................................................................................... 2879
Imunoglobulina humana anti­‑D....................................... 2847 Io­‑hexol.............................................................................. 2879
Imunoglobulina humana anti­‑D para via intravenosa..... 2847 Iopamidol........................................................................... 2882
Imunoglobulina humana contra a hepatite A.................. 2848 Iotrolano............................................................................ 2884
Imunoglobulina humana contra a hepatite B.................. 2849 Ipecacuanha, pó titulado................................................... 2887
Imunoglobulina humana contra a hepatite B Ipecacuanha, raiz............................................................... 2888
para via intravenosa..................................................... 2849 Isocaproato de testosterona.............................................. 2889
Imunoglobulina humana contra a raiva........................... 2850 Isoconazol.......................................................................... 2890
Imunoglobulina humana contra a rubéola...................... 2851 Isoflurano........................................................................... 2892
Imunoglobulina humana contra a varicela...................... 2852 Isoleucina........................................................................... 2893
Imunoglobulina humana contra a varicela Isomalte............................................................................. 2894
para via intravenosa..................................................... 2852 Isoniazida........................................................................... 2896
Imunoglobulina humana contra o sarampo..................... 2852 Isonicotinato de dexametasona......................................... 2897
Imunoglobulina humana contra o tétano........................ 2853 Isononanoato de cetostearilo............................................ 2898
Imunoglobulina humana normal..................................... 2854 Isotretinoína...................................................................... 2899
Imunoglobulina humana normal para via intravenosa... 2856 Ispagula, semente.............................................................. 2900
Incenso indiano................................................................. 2858 Ispagula, tegumento da semente...................................... 2901
Indapamida ....................................................................... 2860 Isradipina........................................................................... 2901
Indometacina..................................................................... 2862 Itraconazol......................................................................... 2903
mio­‑Inositol....................................................................... 2863 Ivermectina........................................................................ 2905
Insulina aspártico.............................................................. 2864

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2833


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Ibuprofeno
Ibuprofeno

IBUPROFENO
IBUPROFENO Aplicação: 55 µl.
Aplicação: µl.
Desenvolvimento: 10
Desenvolvimento: 10 cm.
cm.
Ibuprofenum
Ibuprofenum Secagem: 120°C durante 30 min.
Secagem: 120°C durante 30 min.
Detecção: pulverize ligeiramente com uma solução de
Detecção: pulverize ligeiramente com uma solução de
permanganato de potássio R a 10 g/l em ácido sulfúrico
permanganato de potássio R a 10 g/l em ácido sulfúrico

Monografias
ee enantiómero
enantiómero diluído R e aqueça a 120°C durante 20 min. Examine à
diluído
luz R e aqueça
ultravioleta a 120°C
de 365 nm. durante 20 min. Examine à luz

I-L
ultravioleta de 365 nm.
Resultados: a mancha principal do cromatograma obtido
Resultados:
com a soluçãoa mancha
problemaprincipal do cromatograma
é semelhante, quanto à posição,
obtido com a solução problema é semelhante,
coloração e dimensões, à mancha principal quanto à
do cromato-
C
C13 H18O2 Mrr 206,3
M posição, coloração e dimensões, à mancha principal do
13H18O2 206,3 grama obtido com a solução padrão.
cromatograma obtido com a solução padrão.
DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO ENSAIO
ENSAIO
Ácido
Ácido (2RS)-2-[4-(2-metilpropil)fenil]propanóico.
(2RS)­‑2­‑[4­‑(2­‑metilpropil)fenil]propanóico. Solução S. Dissolva 2,0 g da amostra em metanol R e
Teor: 98,5 por cento a 101,0 por cento (substância seca). Solução S.
complete 20Dissolva
ml com 2,0 g da amostra
o mesmo em metanol R e
solvente.
Teor: 98,5 por cento a 101,0 por cento (substância seca). complete 20 ml com o mesmo solvente.
Aspecto da solução. A solução S é límpida (2.2.1) e incolor
CARACTERÍSTICAS (2.2.2, Método II). A solução S é límpida (2.2.1) e incolor
CARACTERÍSTICAS Aspecto da solução.
(2.2.2, Método II).

Monografia
Aspecto: pó cristalino branco ou cristais incolores. Ângulo de rotação óptica (2.2.7): -0,05° a +0,05°.

I-L
Aspecto: pó cristalino branco ou quase branco ou cristais
Solubilidade:
incolores. praticamente insolúvel na água, facilmente Ângulo de
Dissolva rotação
0,50 óptica (2.2.7):
g da amostra em metanol
­‑0,05°Rae+0,05°.
complete 20,0 ml
solúvel na acetona, no metanol e no cloreto de metileno. O com o mesmo solvente.
Solubilidade:
ibuprofeno praticamente
dissolve-se insolúvel
nas soluções na água,
diluídas dosfacilmente
hidróxidos e Dissolva 0,50 g da amostra em metanol R e complete 20,0 ml
solúvel
dos na acetona,
carbonatos no metanol
dos metais e no cloreto de metileno. O
alcalinos. com o mesmo solvente. Cromatografia líquida (2.2.29).
Substâncias aparentadas.
ibuprofeno dissolve­‑se nas soluções diluídas dos hidróxidos e
dos carbonatos dos metais alcalinos. Solução problema. DissolvaCromatografia
20 mg da amostra em(2.2.29).
2 ml de
IDENTIFICAÇÃO Substâncias aparentadas. líquida
acetonitrilo R e complete 10,0 ml com a fase móvel A.
Solução problema. Dissolva 20 mg da amostra em 2 ml de
Primeira série: A e C. Tome 1,0
IDENTIFICAÇÃO Solução padrão
acetonitrilo R e (a).
complete 10,0ml
mldacom
solução
a faseproblema
móvel A.e
complete 100,0 ml com a fase móvel A.
Segunda série: A, B e D.
Primeira série: A e C. Solução padrão (a). Tome 1,0 ml da solução problema e
Solução padrão (b). Dissolva 20 mg de ibuprofeno SQR em
A. Pontosérie:
de fusão complete 100,0 ml com a fase móvel A.
Segunda A, B(2.2.14):
e D. 75°C a 78°C. 2 ml de acetonitrilo R e junte 1,0 ml de uma solução da
impureza B do ibuprofeno
Solução padrão (b). DissolvaSQR20a mg
0,06deg/libuprofeno
em acetonitrilo
SQR emR.
A. Ponto
B. Dissolvade 50,0
fusãomg(2.2.14): 75°Cem
da amostra a 78°C.
solução de hidróxido de Complete 10,0 ml com
2 ml de acetonitrilo R ea junte
fase móvel
1,0 mlA.de uma solução da
sódio R a 4 g/l e complete 100,0 ml com o mesmo impureza B do ibuprofeno SQR a 0,06 g/l em acetonitrilo R.
B. Dissolva 50,0 mg da amostra em solução de hidróxido Coluna:
solvente. Examinada entre 240 nm e 300 nm (2.2.25), Complete 10,0 ml com a fase móvel A.
de sódio R a 4 g/l e complete 100,0 ml com o mesmo
utilizando um espectrofotómetro cuja largura de banda é – dimensões: l = 0,15 m; � = 4,6 mm,
solvente. Examinada entre 240 nm e 300 nm (2.2.25), Coluna:
de 1,0 nm e com a velocidade máxima de 50 nm por min,
utilizando um espectrofotómetro
a solução apresenta um «ombro» em cuja258
largura
nm ede banda
dois – fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
émáximos
de 1,0 nm – dimensões: l = R0,15 m;  = 4,6 mm,
de absorção, respectivamente, em 264 nmpor
e com a velocidade máxima de 50 nm e cromatografia (5 µm).
min, a solução
272 nm. A relação apresenta
entre aum «ombro»determinada
absorvência em 258 nm eno dois estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
– fasemóvel:
Fase
máximos
máximo em de 264
absorção,
nm e arespectivamente, em 264 nm
do «ombro» determinada eme cromatografia R (5 µm).
272
258 nm. A relação
nm está entre a absorvência
compreendida entre 1,20 edeterminada no
1,30. A relação – fase móvel A: misture 0,5 volumes de ácido fosfórico R, 340
máximo em 264 nm e a do «ombro» determinada em Fase móvel:de acetonitrilo R e 600 volumes de água R. Deixe
volumes
entre a absorvência determinada no máximo em 272 nm e
258 nm está compreendida
a do «ombro» determinada ementre
2581,20
nmeestá
1,30.compreendida
A relação – fase móveleA:complete
equilibrar misture 1000 ml comde
0,5 volumes água R, fosfórico R, 340
ácido
entre
entre a1,00
absorvência
e 1,10. determinada no máximo em 272 nm e – volumes deB:
fase móvel acetonitrilo R R.
acetonitrilo e 600 volumes de água R. Deixe
a do «ombro» determinada em 258 nm está compreendida equilibrar e complete 1000 ml com água R,
C. entre 1,00 e 1,10. de absorção no infravermelho (2.2.24).
Espectrofotometria Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
(min) B: acetonitrilo
– fase móvel R. V/V)
(por cento (por cento V/V)
C. Espectrofotometria
Preparação: discos. de absorção no infravermelho (2.2.24).
0-25 10 0
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
Comparação:discos.
Preparação: ibuprofeno SQR. 25-55
(min) → 15V/V)
100cento
(por 0 →cento
(por 55 V/V)
55-70 15 85 0
Comparação: ibuprofeno SQR. 0­‑25 100
D. Cromatografia em camada fina (2.2.27). 70-75 15 → 100 85 → 0
25­‑55 100 → 15 0 → 85
D. Cromatografia em camada fina (2.2.27).
Solução problema. Dissolva 50 mg da amostra em cloreto 55­‑70 15 85
de metileno
Solução R e complete
problema. 1050
Dissolva mlmg
comdaoamostra
mesmo em
solvente.
cloreto Débito: 2 ml/min.
70­‑75 15 → 100 85 → 0
de metileno R e complete 10 ml com o mesmo solvente.
Solução padrão. Dissolva 50 mg de ibuprofeno SQR em Detecção: espectrofotómetro em 214 nm.
cloreto de
Solução metileno
padrão. R e complete
Dissolva 50 mg de 10ibuprofeno
ml com o mesmo
SQR em Débito: 2 ml/min.
Equilibração: fase móvel A durante cerca de 45 min.
solvente.
cloreto de metileno R e complete 10 ml com o mesmo
Detecção:20espectrofotómetro
Injecção: µl. em 214 nm.
solvente.
Fase estacionária: placa de gel de sílica para cromatografia
em camada fina R. placa de gel de sílica para CCF R. Equilibração: fase
Conformidade móvel Asolução
do sistema: durantepadrão
cerca (b):
de 45 min.
Fase estacionária:
Fase móvel:
Fase ácido acético
móvel: ácido acético anidro
anidro R,
R, acetato
acetato de
de etilo
etilo R,
R, relação 20
–Injecção: µl.
pico/vale: no mínimo, 1,5 com Hp = altura acima
hexano R
hexano R (5:24:71
(5:24:71 V/V/V).
V/V/V). Conformidadebase
da linha de do pico devido
do sistema: solução padrão (b):B e Hv = altura
à impureza

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2835


FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII 2281
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Ibuprofeno

– relação pico/vale: no mínimo, 1,5 com Hp = altura acima Registo: 2 vezes o tempo de retenção do ibuprofeno.
da linha de base do pico devido à impureza B e Hv = altura
Conformidade do sistema:
acima da linha de base do ponto mais baixo do traçado
entre este pico e o pico devido ao ibuprofeno. Se necessário, – retenção relativa em relação ao ibuprofeno (tempo de
ajuste a concentração em acetonitrilo da fase móvel A. retenção = cerca de 17 min): impureza F = cerca de 1,5.
Limites: Limite:
Monografias

07. Monografias I (2277-2342) 12/16/05 10:43 AM Page 2282


– impureza B: no máximo, a área do pico correspondente do – impureza F: no máximo, 0,1 por cento.
I-L

cromatograma obtido com a solução padrão (b) (0,3 por


cento), Metais pesados (2.4.8): no máximo, 10 ppm.
Ibuprofeno
– qualquer outra impureza: no máximo, 0,3 vezes a área 12 ml da solução S satisfazem ao ensaio B. Prepare o padrão
do pico principal do cromatograma obtido com a solução com solução a 1 ppm de chumbo (Pb), obtida por diluição da
padrão (a) (0,3 por cento), solução a 100 ppm de chumbo (Pb) R com metanol R.
– totalacima
de todas as impurezas
da linha de base doalémpontodamais
impureza
baixo B:do traçado Limite:
no máximo, 0,7 vezes a área do pico principal
entre este pico e o pico devido ao ibuprofeno. do Se necessá- Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 0,5 por cento,
cromatograma – impureza F: no máximo, 0,1 por cento.
rio, ajuste aobtido com a solução
concentração padrão (a)
em acetonitrilo da(0,7
fasepor
móvel A. determinada em 1,000 g da amostra sobre pentóxido de
cento), difósforo R, a pressão reduzida.
Limites: Metais pesados (2.4.8): no máximo, 10 ppm.
– limite de exclusão: 0,05 vezes a área do pico principal do
– impureza B:obtido
cromatograma no máximo,
com aa solução
área do pico correspondente
padrão (a) (0,05 pordo cro-Cinzas12 mlsulfúricas
da solução S satisfazem
(2.4.14): ao ensaio
no máximo, 0,1 limite B. Prepare o
por cento,
matograma obtido com a solução padrão (b) (0,3 por cento), determinadas
cento). padrão comem solução
1,00 ga da
1 ppm de chumbo (Pb), obtida por
amostra.
– qualquer outra impureza: no máximo, 0,3 vezes a área do diluição da solução a 100 ppm de chumbo (Pb) R com
pico F.
principal do cromatograma obtido(2.2.28):
com a solução metanol R.
Impureza Cromatografia em fase gasosa utilize o
padrão (a) (0,3 por cento), DOSEAMENTO
processo de normalização.
Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 0,5 por cento,
– total
Solução dede todas as impurezas
metilação. Tome 1 mlalém da impureza B: no máximo,Dissolva
de N,N­‑dimetilformamida 0,450 gem
determinada da 1,000
amostra emamostra
g da 50 ml de metanol
sobre R. Titule
pentóxido de
0,7 vezesR ae 1área
dimetilacetal ml do pico principal
de piridina do cromatograma
R e complete 10 ml com obtidocom hidróxido
difósforo R, adepressão
sódio 0,1 M em presença de 0,4 ml de
reduzida.
acetatocomde aetilo
solução
R. padrão (a) (0,7 por cento), solução de fenolftaleína R1 até viragem para vermelho.
– limite de exclusão: 0,05 vezes a área do pico principal do Efectue
Cinzas um ensaio em
sulfúricas branco.no máximo, 0,1 por cento,
(2.4.14):
Solução problema. Pese cerca de 50,0 mg da amostra para
um frasco que possa ser fechado por fusão, dissolva em 1,0 ml 1 ml de hidróxido de sódiog 0,1
cromatograma obtido com a solução padrão (a) (0,05 por determinadas em 1,00 da amostra.
M corresponde a 20,63 mg de
cento).
de acetato de etilo R, junte 1 ml de solução de metilação,
feche por fusão e aqueça a 100°C numa placa de aquecimento C13H18O2.
Impureza
durante 20 min.F. Cromatografia
Deixe arrefecer. emEvapore
fase gasosa (2.2.28): numa
os reagentes utilize o DOSEAMENTO
processo de normalização.
corrente de azoto à temperatura ambiente. Dissolva o resíduo
IMPUREZAS
Dissolva 0,450 g da amostra em 50 ml de metanol R. Titule
em Solução
5 ml de acetato de etiloTome
de metilação. R. 1 ml de N,N-dimetilformamida
com hidróxido de sódio 0,1 M em presença de 0,4 ml de
dimetilacetal R e Dissolva
1 ml de piridina R eimpureza
completeF10doml com
Monografia

Solução padrão (a). 0,5 mg da Impurezas


solução de especificadas:
fenolftaleínaA,R1B,até
C, D e E. para vermelho.
viragem
acetato de etiloemR.acetato de etilo R e complete 10,0 ml
I-L

ibuprofeno SQR Efectue um ensaio em branco.


Outras impurezas detectáveis (se estiverem presentes num
comSolução
o mesmo solvente.Pese cerca de 50,0 mg da amostra para
problema. teor1 suficiente, as substâncias
ml de hidróxido seguintes
de sódio 0,1 serão detectadas
M corresponde a 20,63 mg de
um frasco
Solução padrão que(b).
possa
Peseser fechado
cerca por mg
de 50,0 fusão, dissolva em 1,0 ml porCumH dos
de ibuprofeno O ensaios
. da monografia. São limitadas pelo
13 18 2
SQRdepara
acetato
um de etiloque
frasco R, junte
possa 1ser
mlfechado
de solução
por de metilação,
fusão, dissolva critério geral de aceitação aplicável às outras impurezas
em feche
1,0 mlporda fusão
soluçãoe aqueça
padrãoa(a)100°C numa1 placa
R, junte ml dede aquecimento
solução de não especificadas, ou pelas disposições da monografia geral
durante 20 min. Deixe arrefecer. Evapore
metilação, feche por fusão e aqueça a 100°C numa placa deos reagentes numa «Substâncias
IMPUREZAS para uso farmacêutico». Não é, portanto,
corrente dedurante
aquecimento azoto à20temperatura
min. Deixeambiente.
arrefecer. Dissolva
Evapore oosresíduo necessário identificá­‑las para demonstrar a conformidade da
em 5 ml de acetato de etilo R. Impurezas B, C, D e«5.10.
reagentes numa corrente de azoto à temperatura ambiente. substância. Verqualificadas:
igualmente A, o capítulo E. – Controlo das
Dissolva o resíduo
padrãoem (a).5Dissolva
ml de acetato
0,5 mgdedaetilo R.
impureza F do ibupro-impurezas nas substâncias para uso farmacêutico»):
Solução Outras impurezas detectáveis: F, G, H, I, J, K, L, M,F, N, G, O,
H,P,
feno SQR em acetato de etilo R e complete 10,0 ml com o I, J,QK, L,
e R. M, N, O, P, Q e R.
Coluna:
mesmo solvente.
– material: sílica fundida,
Solução padrão (b). Pese cerca de 50,0 mg de ibuprofeno SQR
para um frasco
– dimensões: l = 25quem; possa ser fechado
 = 0,53 mm, por fusão, dissolva em
1,0 ml da solução padrão (a) R, junte 1 ml de solução de e
macrogol e enantiómero
enantiómero
– fase estacionária:
metilação, feche por fusão e20aqueça
000 Ra(espessura
100°C numa da película
placa de
2 aquecimento
µm). durante 20 min. Deixe arrefecer. Evapore os
reagentes
Gás vector: hélionuma corrente
para de azoto R.
cromatografia à temperatura ambiente.
Dissolva o resíduo em 5 ml de acetato de etilo R.
Débito: 5,0 ml/min.
Coluna: A. R1 = OH, R2 = CH2-CH(CH3)2, R3 = H: Ácido (2RS)-2-[3-
Temperatura: A. R1 -(2-metilpropril)fenil]propanóico,
= OH, R2 = CH2­‑CH(CH3)2, R3 = H: Ácido (2RS)­‑2­‑[3-
– material: sílica fundida, ­‑(2­‑metilpropril)fenil]propanóico,
– coluna: 150°C, B. R1 = OH, R2 = H, R3 = (CH2)3-CH3: ácido (2RS)-2-(4-
– dimensões: l = 25 m; ∅ = 0,53 mm, B. R1 -butilfenil)propanóico,
= OH, R2 = H, R3 = (CH2)3­‑CH3: ácido (2RS)­‑2­‑(4­-
– câmara de injecção: 200°C,
– fase estacionária: macrogol 20 000 R (espessura da película C. ‑butilfenil)propanóico,
R1 = NH2, R2 = H, R3 = CH2-CH(CH3)2: (2RS)-2-[4-(2-
2 µm).250°C.
– detector:
C. R1 -metilpropril)fenil]propanóico,
= NH , R2 = H, R3 = CH ­‑CH(CH ) : (2RS)­‑2­‑[4­‑(2­-
2 2 3 2
Detecção: ionização
Gás vector: hélio de chama.
para cromatografia R. ‑metilpropril)fenil]propanamida,
D. R1 = OH, R2 = H, R3 = CH3: ácido (2RS)-2-(4-metilfenil)-
Débito:15,0
Injecção: µl; ml/min.
injecte a solução problema e a solução D. R1 propanóico,
= OH, R2 = H, R3 = CH3: ácido (2RS)­‑2­‑(4­‑metilfenil)­
padrão (b). propanóico,
Temperatura:
– coluna: 150°C,
2836 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0
– câmara de injecção: 200°C,
– detector: 250°C.
Detecção: ionização de chama. E. 1-[4-(2-metilpropril)fenil]etanona,
B. R1 = OH, R2 = H, R3 = (CH2)3-CH3: ácido (2RS)-2-(4-
B. R1 = OH, R2 = H, R3 = (CH2)3-CH3: ácido (2RS)-2-(4-MENU INICIALM.
-butilfenil)propanóico, M. RR == OH;
OH; R4
R4 == CHCH22-CH(CH
-CH(CH33))22::(LETRAS
• MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS
ácido
ácido (2RS)-2-hidroxi-2-[4-
(2RS)-2-hidroxi-2-[4-
A - Z) • I (ÍNDICE) ENSAIO
ENSAIO
-butilfenil)propanóico, -(2-metilpropil)fenil]propanóico,
-(2-metilpropil)fenil]propanóico,
ra da película C. R1 = NH2, R2 = H, R3 = CH2-CH(CH3)2: (2RS)-2-[4-(2-
ra da película C. R1 = NH2, R2 = H, R3 = CH2-CH(CH3)2: (2RS)-2-[4-(2- Ictamol Acidez
Acidez o
-metilpropril)fenil]propanóico, N.
N. RR == H, R4 == CC22H
H, R4 H55:: ácido
ácido (2RS)-2-(4-etilfenil]propanóico,
(2RS)-2-(4-etilfenil]propanóico,
-metilpropril)fenil]propanóico, doseam
doseam
D. R1 = OH, R2 = H, R3 = CH3: ácido (2RS)-2-(4-metilfenil)- O.
O. RR == H,
H, R4 CH(CH33)-C
R4 == CH(CH )-C22H
H55:: ácido
ácido 2-[4-(1-metilpropil)-
2-[4-(1-metilpropil)- vermelh
vermelh
R1 = OH, R2 = H, R3 = CH3: ácido (2RS)-2-(4-metilfenil)-
D. propanóico, fenil]propanóico, de
de mais
mais
propanóico, fenil]propanóico,
de
de sódio
sódio

Densida
Densid
eee enantiómero
enantiómero
enantiómero volume
volume
está
está com
com
Cinzas
Cinzas s

Monografias
E. 1-[4-(2-metilpropril)fenil]etanona, P. R == CH oo teor
teor dd
33:: (2RS)-2-[4-(2-metilpropil)fenil]propan-1-ol,
P. P.R =RCH CH (2RS)-2-[4-(2-metilpropil)fenil]propan-1-ol,

I-L
ução padrão E.1­‑[4­‑(2­‑metilpropril)fenil]etanona,
E. 1-[4-(2-metilpropril)fenil]etanona, 3: (2RS)­‑2­‑[4­‑(2­‑metilpropil)fenil]propan­‑1­‑ol,
ução padrão Q. R = H: 2-[4-(2-metilpropil)fenil]etanol,
07. Monografias I (2277-2342) 12/16/05 10:43 AM Page 2283 Q. Q.R =RH:= H: 2-[4-(2-metilpropil)fenil]etanol,
2­‑[4­‑(2­‑metilpropil)fenil]etanol, DOSEA
07. Monografias I (2277-2342) 12/16/05 10:43 AM Page 2283 DOSEA
no. 07. Monografias I (2277-2342) 12/16/05 10:43 AM Page 2283
no. Matéria
Matéria
seca
seca pre
pr
mpo de Ictamol
Ictamol vareta
vareta dd
mpo
ca dede
1,5. F. ácido 3-[4-(2-metilpropil)fenil]propanóico, Ictamol de
F. ácido 3-[4-(2-metilpropil)fenil]propanóico, de água
água
ca de 1,5. seque
F. ácido 3­‑[4­‑(2­‑metilpropil)fenil]propanóico, seque nn
não
não difi
difi
FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII ICTAMOL
R. 1,1-bis[4-(2-metilpropil)fenil]etano.
ICTAMOL efectuad
efectua
FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII R. R. 1,1-bis[4-(2-metilpropil)fenil]etano.
ICTAMOL
1,1­‑bis[4­‑(2­‑metilpropil)fenil]etano.
Ichthammolum
Ichthammolum
FARMACOPEIA
FARMACOPEIA PORTUGUESA
Ichthammolum
PORTUGUESA VIII VIII
e enantiómero DEFINIÇÃO
e enantiómero
ee enantiómero
enantiómero DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO
O ictamol é obtido por ICTAMOL destilação a partir de certos xistos
OO ictamol
ictamol é obtido
é obtidoporpordestilação
destilaçãoa partir dede
a partir certos
certosxistos
xistos
betuminosos, sulfonação do destilado e depois neutralização
betuminosos,
betuminosos, sulfonação do
Ichthammolum
sulfonação destilado
do destiladoe depois
e depoisneutralização
neutralização
com amónia. Contém, no mínimo, 50,0 por cento m/m e, no
comcom amónia.
amónia. Contém,
Contém, no mínimo, 50,0 porpor
cento m/m e, e, no
máximo, 56,0 por centono m/m mínimo, 50,0
de matérias cento
secas, mínimo,no
no m/m
máximo,
máximo, 56,0
56,0 porpor
cento
centom/m m/m dede
matérias
matérias secas, nono
secas, mínimo,
mínimo,
4,5 por cento m/m e, no máximo, 7,0 por cento m/m de
4,54,5
porpor
DEFINIÇÃO cento
cento m/m e, e, no máximo, 7,07,0
porpor
cento m/m de
amoníaco (NH3; Mno
totalm/m máximo,
17,03) e, no cento
mínimo, m/m
10,5 pordecento
G. ácido cis-7-(2-metilpropil)-1-[4-(2-metilpropil)fenil]- amoníaco
amoníaco total (NH ; M r17,03) e,
3 3; rMr combinado,
total orgânico
(NH no mínimo,
17,03) e, no calculados 10,5
mínimo, 10,5 por cento
G.G.ácido cis-7-(2-metilpropil)-1-[4-(2-metilpropil)fenil]-
ácido cis-7-(2-metilpropil)-1-[4-(2-metilpropil)fenil]- m/m de enxofre em por cento
relação à
-1,2,3,4-tetra-hidronaftaleno-1,4-dicarboxílico, m/m
O dede
ictamol enxofre
éenxofre orgânico
obtido combinado,
por destilação calculados
a partir de certosemem relação
xistos à
-1,2,3,4-tetra-hidronaftaleno-1,4-dicarboxílico,
-1,2,3,4-tetra-hidronaftaleno-1,4-dicarboxílico,
G. ácido cis­‑7­‑(2­‑metilpropil)­‑1­‑[4­‑(2­‑metilpropil)fenil]­- substância seca. No máximo, 20,0 por cento m/m de enxofre à
m/m orgânico combinado, calculados relação
substância
betuminosos,
substância seca. NoNomáximo,
sulforação
seca. 20,0
do destilado
máximo, porpor
20,0 ecento
depois
centom/m dede
enxofre
neutralização
m/m enxofre
‑1,2,3,4­‑tetra­‑hidronaftaleno­‑1,4­‑dicarboxílico, total encontra-se na forma de sulfatos.
total
com encontra-se
amónia. na forma de sulfatos.
total encontra-se na forma de sulfatos.
Teor:
CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS
– matérias secas: 50,0 por cento m/m a 56,0 por cento m/m.
Líquido denso, castanho escuro, miscível com a água e com a
Líquido denso, castanho
(NH escuro, miscível com a água e com a a
– amoníaco
Líquido denso,
glicerina, total
pouco 3; Mno
castanho
solúvel 17,03):
álcool,4,5
r escuro, nospor
miscível cento
óleoscom am/m
gordos águaeanae7,0
com
glicerina,
por cento
glicerina, pouco solúvel
pouco(substância
m/m solúvel no álcool,
no seca).
álcool, nos óleos
nos óleos gordos
gordos e na
e nae
e enantiómero parafina líquida. Dá misturas homogéneas com lanolina
ee enantiómero
enantiómero parafina
parafina líquida.
líquida. DáDá misturas
misturas homogéneas
homogéneas comcomlanolina
lanolina e e
e enantiómero com vaselina.

Monografia
– enxofre
com orgânico combinado: no mínimo, 10,5 por cento
vaselina.

Monografia
com vaselina.

Monografia
I -I L- L
m/m (substância seca).

I-L
H.X =X O:
= O: (3RS)-1,3-bis[4-(2-metilpropil)fenil]-1-butanona, IDENTIFICAÇÃO
– enxofre sob a forma de sulfatos: no máximo, 20,0 por cento
H.
H.H. X= (3RS)­‑1,3­‑bis[4­‑(2­‑metilpropil)fenil]­‑1­‑butanona, IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO
X O:
= O: (3RS)-1,3-bis[4-(2-metilpropil)fenil]-1-butanona,
(3RS)-1,3-bis[4-(2-metilpropil)fenil]-1-butanona, m/m.
I. I. X H = 2H : (3RS)-1,3-bis[4-(2-metilpropil)fenil]butano, A. Dissolva 1,5 g da amostra em 15 ml de água R (solução A).
I. I.XX==XH
: :(3RS)­‑1,3­‑bis[4­‑(2­‑metilpropil)fenil]butano,
2(3RS)-1,3-bis[4-(2-metilpropil)fenil]butano, A. A.Dissolva 1,5 g da amostra em 1515 ml dede água R (solução A).A).
= 2H 2: (3RS)-1,3-bis[4-(2-metilpropil)fenil]butano, ADissolva
2 ml da 1,5 g da
solução amostra
A junte 2em ml de ml ácido água R (solução
clorídrico R.
A 2A ml da solução
2 ml daprecipitado A junte
solução A junte 2 ml de ácido
2 mlDecante clorídrico
de ácidooclorídrico R. R.
Forma-se
CARACTERÍSTICAS resinoso. líquido sobrena-
Forma-se
Forma-se precipitado
precipitado resinoso.
resinoso. Decante
Decante o líquido
o líquido sobrena-
dante. O precipitado é parcialmente solúvel no étersobrena-
R.
dante.
dante. OO precipitado
precipitado é parcialmente
é parcialmente solúvel
solúvelnono éter R. R.
éter
ee enantiómero
enantiómero
Aspecto: líquido denso, castanho escuro.
e enantiómero
e enantiómero B. 2 ml da solução A obtida no ensaio de identificação A dão
B. B.2 ml dada solução Acom
obtida nono ensaio dede identificação Asolúvel
dão
a2reacção
ml
Solubilidade: solução
miscível
dos sais Adeobtida
aamónio
água eensaio
e com sais identificação
dosa glicerina, pouco
de bases A dão
voláteis
a reacção
no etanola reacção dosdossais de
sais amónio
de amónio e dos
e sais
dos de
sais
a 96 por cento, nos óleos gordos e na parafina líquida. bases
de bases voláteis
voláteis
(2.3.1).
(2.3.1).
(2.3.1).homogéneas com a lanolina e com a vaselina.
Dá misturas
J. J. R H, = H, R4 = CO-CH(CH) 3:)2ácido : ácido (2RS)-2-[4-(2-metilpro- C. Evapore e calcine a mistura da solução A e da solução
J. J.RR== = R4
R H, ==CO­‑CH(CH
R4R4 CO-CH(CH 33)22:)ácido (2RS)­‑2­‑[4­‑(2­ -
(2RS)-2-[4-(2-metilpro- C. C.Evapore
Evapore e calcine a mistura da solução A eA da solução
H, = CO-CH(CH
panoil)fenil]propanóico, 3 2: ácido (2RS)-2-[4-(2-metilpro- diluída deehidróxido
calcine a de
mistura
sódio da solução
R obtida e da
no ensaio solução
de
‑metilpropanoil)fenil]propanóico,
panoil)fenil]propanóico, diluída dedehidróxido dede sódio R obtida nonoensaio de
panoil)fenil]propanóico, identificação B. Tome o resíduo com 5 ml de ácidode
diluída
IDENTIFICAÇÃO hidróxido sódio R obtida ensaio
identificação
identificação B. B.
Tome
Tome o resíduo
o resíduo com com 5 mlml dede ácido
K. K.R =R H,
= H, R4=== CHO:ácido
ácido(2RS)­‑2­‑(4­‑formilfenil)­
(2RS)-2-(4-formilfenil)propanóico, clorídrico diluído R. Desenvolve-se um5 gás queácido
cora o
K.K. R= = R4
R H, R4R4
H, CHO:
CHO:
= CHO: ácido
ácido(2RS)-2-(4-formilfenil)propanóico,
(2RS)-2-(4-formilfenil)propanóico, A. Dissolvaclorídrico
clorídrico diluído
gdiluído R. Desenvolve-se um gás que cora oA).o
propanóico, papel 1,5acetato
de deR.
da amostra Desenvolve-se
em 15Rml
chumbo dede um gás
água
castanho que
R (solução
ou cora
preto. Filtre
L. R = H, R4 = CHOH-CH(CH3)2: ácido 2-[4-(1-hidroxi-2- papel
A 2 papel
ml de
da acetato
de acetato
solução de
A dechumbo
juntechumbo
2 ml R dede
R castanho
de
ácido castanho ou
clorídrico preto.
ou preto.
R. Filtre
Forma­ Filtre
L. L.R = H, R4 = CHOH-CH(CH
R = H, R4 = CHOH-CH(CH ) : ácido 2-[4-(1-hidroxi-2-
3 23)2: ácido 2-[4-(1-hidroxi-2- a solução. O filtrado dá a reacção (a) dos sulfatos (2.3.1).
-metilpropil)fenil]propanóico,
L. R-metilpropil)fenil]propanóico,
= H, R4 = CHOH­‑CH(CH ) : ácido 2­‑[4­‑(1­‑hidroxi­‑2­
- a solução.
‑se a solução.
precipitado OO filtrado
filtrado
resinoso. dádáa reacção
a
Decantereacçãoo (a)(a)dosdos
líquido sulfatos
sulfatos (2.3.1).
sobrenadante. (2.3.1).
-metilpropil)fenil]propanóico, 3 2
M.‑metilpropil)fenil]propanóico,
R = OH; R4 = CH2-CH(CH3)2: ácido (2RS)-2-hidroxi-2-[4- O precipitado é parcialmente solúvel no éter R.
M.M.R = OH; R4R4= CH -CH(CH )2:)ácido (2RS)-2-hidroxi-2-[4- ENSAIO
R = OH; = CH -CH(CH : ácido (2RS)-2-hidroxi-2-[4- ENSAIO
2
-(2-metilpropil)fenil]propanóico,
2
M. R-(2-metilpropil)fenil]propanóico,
= OH; R4 = CH2­‑CH(CH
3 3 2 B. ENSAIO
2 ml da solução A obtida no ensaio de identificação A dão
-(2-metilpropil)fenil]propanóico, 3)2: ácido (2RS)­‑2­‑hidroxi­‑2­‑[4-
a
Acidezreacção dos sais deAamónio
ou alcanidade. 10,0 mle do dosfiltrado
sais delímpido
bases voláteis
obtido no
N.­‑(2­‑metilpropil)fenil]propanóico,
R = H, R4 = C2H5: ácido (2RS)-2-(4-etilfenil]propanóico, Acidez
Acidez ouou alcanidade.
alcanidade. A 10,0
A 10,0 ml dodo filtrado límpido obtido no
N.N.R = R H,
= H, R4R4=C H5H
=2C : ácido
: ácido(2RS)-2-(4-etilfenil]propanóico,
(2RS)-2-(4-etilfenil]propanóico, (2.3.1).
doseamento do amoníaco totalml junte filtrado
0,05 mllímpido
de solução obtido
de no
N. O.R = H, R4 = C H 2: ácido
5 (2RS)­‑2­‑(4­‑etilfenil]propanóico, doseamento
doseamento dodo amoníaco
amoníaco total
totaljunte
junte 0,050,05mlmldedesolução
solução dede
R = H, R4 =2CH(CH vermelho de metilo R. A viragem do indicador não necessita
3)-CH 2H:5ácido
: ácido 2-[4-(1-metilpropil)-
5
O.O.R = C. Evapore
vermelho deemetilo
calcineR.aR. Amistura
viragem dado solução
indicador A e da
nãosolução
necessita
R H,
= H, R4R4= CH(CH
= CH(CH
fenil]propanóico, 3)-C)-C2 5H 5: ácido
2-[4-(1-metilpropil)-
2-[4-(1-metilpropil)- devermelho
mais de de 0,2metilo
ml de ácido A viragem
clorídrico do indicador
0,02 M ou não necessita
de hidróxido
O. Rfenil]propanóico,
= H, R4 = CH(CH3)­‑C32H52: ácido 2­‑[4­‑(1­‑metilpropil)- dedemais
diluída
mais dede 0,20,2
de mlml dede
hidróxido ácido clorídrico
de sódio
ácido 0,02
R obtida
clorídrico 0,02 MM
no ou dede
ensaio
ou hidróxido
dehidróxido
fenil]propanóico, de sódio 0,02 M.
fenil]propanóico, dedesódio 0,02
identificação
sódio 0,02M.M.B. Tome o resíduo com 5 ml de ácido
Densidade relativa (2.2.5). Determinada numa mistura de
FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 e enantiómero Densidade
Densidade relativa (2.2.5).
relativa Determinada
(2.2.5). numa mistura de2837
e enantiómero volumes iguais da amostra eDeterminada
de água R, a numa mistura
densidade de
relativa
e enantiómero volumes
volumesiguais dada
iguais amostra
amostrae de
e água
de R, R,
água a densidade
a densidaderelativa
relativa
está compreendida entre 1,040 e 1,085.
está compreendida
está compreendida entre 1,040
entre 1,040e 1,085.
e 1,085.
Cinzas sulfúricas (2.4.14). Determinado em 1,00 g da amostra,
Cinzas sulfúricas (2.4.14). Determinado em 1,00 g dada
amostra,
P. R = CH : (2RS)-2-[4-(2-metilpropil)fenil]propan-1-ol, oCinzas
teor desulfúricas (2.4.14).
cinzas sulfúricas Determinado
não é superior em 1,00
a 0,3 porgcento.
amostra,
não difiram de mais de 0,2 por cento da massa do resíduo.
aparentad
1 g do
MENU INICIAL resíduo corresponde
• MONOGRAFIAS a 0,1374(LETRAS
• MONOGRAFIAS g de enxofre
A - Z)total.
• I (ÍNDICE) com a sol
e dimens
Idoxuridina Calcule o teor por cento em enxofre total e subtraia a com a sol
percentagem do enxofre na forma de sulfatos.
C. Aqueça c
Enxofre na forma de sulfatos. Dissolva 2,000 g da amostra fogo dire
clorídrico diluído R. Desenvolve­‑se um gás que cora o em 100 mlR de
de cobre emágua
80 ml R,dejunte
águaumaR e solução
completede200,0
2 g demlcloreto
com
papel de acetato de chumbo R de castanho ou preto. Filtre de cobre Agite
água R. R eme80 ml de
filtre. água quase
Aqueça R e complete 200,0 ml
até à ebulição comml
100,0 D. Suspenda
a solução. O filtrado dá a reacção (a) dos sulfatos (2.3.1). água R. Agitejunte
do filtrado, e filtre.
gotaAqueça
a gota 1quase
ml deaté à ebulição
ácido 100,0
clorídrico R eml
5 ml junte 2 m
do
de filtrado, junte
solução de gota de
cloreto a gota
bário1 R1.
ml de ácidoem
Aqueça clorídrico
banho de R água.
e5 banho de
ml de solução
Filtre e lave o de cloreto decom
precipitado bário R1.R,Aqueça
água eme calcine
seque­‑o banho dea azul pálid
ENSAIO água. Filtre e lave odeprecipitado
uma temperatura cerca de 600 com água até
± 50°C R, seque-o e
que 2 pesagens
calcine a uma
nãotemperatura de cerca
de 0,2depor
600°C atédaque 2 do
Monografias

sucessivas difiram de mais cento massa


Acidez ou alcanidade. A 10,0 ml do filtrado límpido obtido no pesagens
resíduo. sucessivas não difiram de mais de 0,2 por cento da ENSAIO
I-L

doseamento do amoníaco total junte 0,05 ml de solução de massa do resíduo.


vermelho de metilo R. A viragem do indicador não necessita 1 g do resíduo corresponde a 0,1374 g de enxofre presente na Solução S. D
1forma
g do resíduo corresponde a 0,1374 g de enxofre presente na
de sulfatos. 1 M e comple
de mais de 0,2 ml de ácido clorídrico 0,02 M ou de hidróxido
forma de sulfatos.
de sódio 0,02 M. Calcule o teor por cento na forma de sulfatos.
Calcule o teor por cento na forma de sulfatos. Aspecto da s
(2.2.2, Métod
Densidade: (2.2.5): 1,040 a 1,085.
Mistura de volumes iguais da amostra e de água R. pH (2.2.3). D
IDOXURIDINA dióxido de ca
Cinzas sulfúricas (2.4.14): no máximo 0,3 por cento, IDOXURIDINA solvente. O p
determinadas em 1,00 g da amostra. Idoxuridinum
Idoxuridinum Poder rotató
e calculado e
DOSEAMENTO específico est

Matérias secas. Num frasco tarado, contendo 2 g de areia R, Substâncias


seca previamente até massa constante, e uma pequena camada fina
vareta de vidro, pese 1,000 g da amostra. Aqueça em banho apropriada q
de água durante 2 h, agitando frequentemente e depois intensidade s
seque na estufa a l00­‑105°C até que 2 pesagens consecutivas
não difiram de mais de 2,0 mg, sendo a segunda pesagem Solução prob
efectuada depois de um novo período de secagem de 1 h. mistura de 1
de metanol R
C9H11IN2O5 Mr 354,1 solventes.
Amoníaco total. Dissolva 2,50 g da amostra em 25 ml de água R C9H11IN2O5 Mr 354,1
quente. Transfira a solução para um balão marcado de 250 ml,
junte 200 ml de solução de cloreto de sódio R e complete 2284
250,0 ml com água R. Filtre a solução e rejeite os primeiros DEFINIÇÃO
20 mililitros do filtrado. A 100,0 ml do filtrado límpido junte
25 ml de solução de formaldeído R neutralizada em presença de A idoxuridina contém, no mínimo, 98,0 por cento e, no
solução de fenolftaleína R1. Titule com hidróxido de sódio 0,1 M máximo, o equivalente a 101,0 por cento de 5­‑iodo­‑1­‑(2­-
até aparecimento de uma fraca coloração rósea. ‑desoxi­‑b­‑D­‑eritro­‑pentafuranosil)­‑1H,3H­‑pirimidina­‑2,4­-
1 ml de hidróxido de sódio 0,1 M corresponde a 1,703 mg de NH3. ‑diona, calculado em relação à substância seca.

Enxofre orgânico combinado. Numa cápsula de porcelana de CARACTERÍSTICAS


cerca de 50 ml misture 0,500 g da amostra com 4 g de carbonato
de sódio anidro R e 3 ml de cloreto de metileno R. Aqueça e Pó cristalino branco ou quase branco, pouco solúvel na água
misture até à evaporação do cloreto de metileno. Junte 10 g e no etanol a 96 por cento. A idoxuridina dissolve­‑se nas
de nitrato de cobre R grosseiramente pulverizado, misture soluções diluídas dos hidróxidos dos metais alcalinos.
cuidadosamente e aqueça com muita prudência sobre uma
pequena chama. Quando a reacção inicial tiver terminado, A idoxuridina funde a cerca de 180°C, com decomposição.
aumente ligeiramente a temperatura até que a maior parte
da mistura apresente uma coloração negra. Arrefeça, coloque
a cápsula num grande copo de precipitação e junte 20 ml de IDENTIFICAÇÃO
ácido clorídrico R. Quando a reacção tiver terminado, junte
100 ml de água R e leve à ebulição até que o óxido de cobre Primeira série: A.
esteja inteiramente dissolvido. Filtre a solução, junte 400 ml de Segunda série: B, C e D.
água R, aqueça à ebulição e junte 20 ml de solução de cloreto de
bário R1. Deixe em repouso durante 2 h, filtre, lave o precipitado A. Registe o espectro de absorção no infravermelho (2.2.24)
com água R, seque­‑o e calcine a uma temperatura de cerca de da amostra e compare­‑o com o espectro obtido com a
600 ± 50°C até que 2 pesagens sucessivas não difiram de mais de idoxuridina SQR. Examine as substâncias na forma de
0,2 por cento da massa do resíduo. discos preparados com 1 mg da amostra e da substância
de referência, respectivamente, em 300 mg de brometo de
1 g do resíduo corresponde a 0,1374 g de enxofre total. potássio R.
Calcule o teor por cento em enxofre total e subtraia a B. Examine os cromatogramas obtidos no ensaio
percentagem do enxofre na forma de sulfatos. «Substâncias aparentadas». A mancha principal do
cromatograma obtido com a solução problema (b) é
Enxofre na forma de sulfatos. Dissolva 2,000 g da amostra semelhante, quanto à posição e dimensões, à mancha
em 100 ml de água R, junte uma solução de 2 g de cloreto principal do cromatograma obtido com a solução padrão (c).

2838 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)

Ifosfamida

C. Aqueça cerca de 5 mg da amostra num tubo de ensaio a solução problema (a) aparecerem outras manchas, além
fogo directo. Libertam­‑se vapores violáceos. da mancha principal e das manchas correspondentes
ao 5­‑iodouracilo, à 2’­‑desoxiuridina e à 5­‑bromo­‑2’­-
D. Suspenda cerca de 2 mg da amostra em 1 ml de água R,
junte 2 ml de solução de difenilamina R2 e aqueça em ‑desoxiuridina, nenhuma é mais intensa que a mancha do
banho de água durante 10 min. Desenvolve­‑se coloração cromatograma obtido com a solução padrão (d) (0,5 por cento).
azul pálida estável. O ensaio só será válido se o cromatograma obtido com

Monografias
a solução padrão (b) apresentar 4 manchas nitidamente
separadas.

I-L
ENSAIO
Iodetos. Dissolva 0,25 g da amostra em 25 ml de hidróxido
Solução S. Dissolva 0,500 g da amostra em hidróxido de de sódio 0,1 M, junte 5 ml de ácido clorídrico diluído R e
sódio 1 M e complete 50,0 ml com a mesma solução alcalina. complete 50 ml com água R. Deixe em repouso durante
10 min e filtre. A 25 ml do filtrado junte 5 ml de solução
Aspecto da solução. A solução S é límpida (2.2.1) e incolor diluída de peróxido de hidrogénio R e agite com 10 ml
(2.2.2, Método II). de clorofórmio R. Se aparecer coloração rósea na fase
clorofórmica, não é mais intensa que a de uma solução
pH (2.2.3). Dissolva 0,10 g da amostra em água isenta de padrão, preparada simultaneamente e nas mesmas condições,
dióxido de carbono R e complete 100 ml com o mesmo utilizando 1 ml de solução de iodeto de potássio R a 0,33 g/l
solvente. O pH está compreendido entre 5,5 e 6,5. em substituição da amostra (0,1 por cento).

Poder rotatório específico (2.2.7). Determinado na solução Perda por secagem (2.2.32). Determinada em 1,000 g da
S e calculado em relação à substância seca, o poder rotatório amostra, por aquecimento a 60°C a pressão reduzida, não é
específico está compreendido entre +28 e +32. superior a 1,0 por cento.

Substâncias aparentadas. Proceda por cromatografia em Cinzas sulfúricas (2.4.14). Determinado em 1,00 g da amostra,
camada fina (2.2.27), utilizando uma placa de gel de sílica o teor de cinzas sulfúricas não é superior a 0,1 por cento.
apropriada que contenha um indicador de fluorescência cuja
intensidade seja máxima em 254 nm.
DOSEAMENTO
Solução problema (a). Dissolva 0,20 g da amostra numa
mistura de 1 volume de amónia concentrada R e 5 volumes Dissolva 0,3000 g da amostra em 20 ml de dimetilformamida R.
de metanol R e complete 5 ml com a mesma mistura de
07. Monografias I (2277-2342) 12/16/05 10:43 AM Page 2285 Titule com hidróxido de tetrabutilamónio 0,1 M. Determine o
solventes. ponto de equivalência por potenciometria (2.2.20).
Solução problema (b). Tome 1 ml da solução problema (a)
1 ml de hidróxido de tetrabutilamónio 0,1 M corresponde a
e complete 10 ml com uma mistura de 1 volume de amónia
35,41 mg de C9H11IN2O5.
concentrada R e 5 volumes de metanol R. Ifosfamida
Solução padrão (a). Dissolva 20 mg de 5­‑iodouracilo R,
20 mg de 2’­‑desoxiuridina R e 20 mg de 5­‑bromo­‑2’­- CONSERVAÇÃO
‑desoxiuridina R numa mistura de 1 volume de amónia
Solução problema (b). Tome 1 ml da solução problema (a) e CONSERVAÇÃO
Ao abrigo da luz.
concentrada R e 5 volumes de metanol R e complete 100 ml
complete 10 ml com uma mistura de 1 volume de amónia
com a mesma mistura de solventes.
concentrada R e 5 volumes de metanol R. Ao abrigo da luz.
Solução
Soluçãopadrão (a).Dissolva
padrão(b). Dissolva0,20 g dadeamostra
20 mg em 5 ml
5-iodouracilo R, da
solução padrão (a).
20 mg de 2’-desoxiuridina R e 20 mg de 5-bromo-2’-
-desoxiuridina
Solução padrão R numa
(c). mistura
Dissolva de 1devolume
20 mg de amónia
idoxuridina SQR IFOSFAMIDA
concentrada
numa misturaRdee 15 volume
volumesdedeamónia
metanolconcentrada
R e complete
R e100 ml IFOSFAMIDA
com a mesma
5 volumes misturaR de
de metanol solventes.5 ml com a mesma
e complete Ifosfamidum
mistura
Soluçãodepadrão
solventes.
(b). Dissolva 0,20 g da amostra em 5 ml da
Ifosfamidum
solução padrão
Solução padrão (a).
(d). Tome 1 ml da solução problema (b) e
complete 20 ml com uma mistura
Solução padrão (c). Dissolva 20 mg dede 1idoxuridina
volume deSQR amónia
numa
concentrada
mistura de 1Rvolume
e 5 volumes de metanol
de amónia concentradaR. R e 5 volumes ee enantiómero
enantiómero

de metanol
Aplique, R e complete 5namlplaca
separadamente, com 5a µl
mesma mistura
de cada de
solução.
solventes. duas vezes sucessivamente no percurso
Desenvolva
deSolução
15 cm padrão
com uma (d).mistura
Tome 1 mlde da
10 solução
volumes de amónia
problema (b) e
concentrada C7H15C2N2O2P Mr 261,1
complete 20 R,ml40 volumes
com de clorofórmio
uma mistura de 1 volume R ede50
amónia
volumes de 2­‑propanol
concentrada R e 5 volumesR. Seque a placa
de metanol R. numa corrente C7H15C2N2O2P Mr 261,1
de ar frio após cada desenvolvimento. Examine à DEFINIÇÃO
Aplique,
luz separadamente,
ultravioleta de 254 nm. na Se
placa 5 µl de cada
aparecerem solução.
manchas
Desenvolva duas vezes sucessivamente no percurso
correspondentes, respectivamente, ao 5­‑iodouracilo, de 15 cm DEFINIÇÃO
A ifosfamida contém, no mínimo, 98,0 por cento e, no
com uma mistura de 10 volumes de amónia
à 2’­‑desoxiuridina e à 5­‑bromo­‑2’­‑desoxiuridina noconcentrada R,
máximo, o equivalente a 102,0 por cento de (RS)-N,3-bis(2-
Monografia

40 volumes de obtido
cromatograma clorofórmio
com aR solução
e 50 volumes de 2-propanol
problema (a), R. A-cloroetil)-1,3,2-oxazafosfinano-2-amina
ifosfamida contém, no mínimo, 98,0 por2-óxido,cento e,calculada
no
I-L

Seque a placa numa corrente de ar frio após cada máximo, o equivalente a 102,0
nenhuma é mais intensa que a mancha correspondente em relação à substância seca. por cento de (RS)­‑N,3­‑bis(2­-
dodesenvolvimento. Examine
cromatograma obtido à luz
com ultravioleta
a solução de 254
padrão (a) nm. Se ‑cloroetil)­‑1,3,2­‑oxazafosfinan­‑2­‑amina 2­‑óxido, calculada em
aparecerem
(0,5 manchas
por cento). Se no correspondentes,
cromatograma obtido respectivamente,
com a ao relação à substância seca.
5-iodouracilo, à 2’-desoxiuridina e à 5-bromo-2’- CARACTERÍSTICAS
-desoxiuridina no cromatograma obtido com a solução
FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2839
problema (a), nenhuma é mais intensa que a mancha Pó fino, cristalino, branco ou quase branco, higroscópico,
correspondente do cromatograma obtido com a solução solúvel na água e facilmente solúvel no cloreto de metileno.
padrão (a) (0,5 por cento). Se no cromatograma obtido
com a solução problema (a) aparecerem outras manchas,
IDENTIFICAÇÃO
além da mancha principal e das manchas correspondentes
MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)

Ifosfamida

CARACTERÍSTICAS 3,2 g/l e junte um volume equivalente de ácido clorídrico


diluído R. Feche a câmara e deixe­‑a em repouso durante
Pó fino, cristalino, branco ou quase branco, higroscópico, 10 min. Coloque a placa ainda quente na câmara, evitando
solúvel na água e facilmente solúvel no cloreto de metileno. o contacto da fase estacionária com a solução e feche a
câmara. Deixe a placa em contacto com os vapores de cloro
durante 20 min. Retire a placa e exponha­‑a a uma corrente
IDENTIFICAÇÃO de ar frio até que o excesso de cloro seja eliminado (cerca
Monografias

de 20 min) e que uma amostra da camada de gel de sílica


I-L

Registe o espectro de absorção de infravermelho (2.2.24) situada abaixo dos pontos de aplicação não seja corada de
da amostra e compare­‑o com o espectro de referência da azul por adição de uma gota de solução amidada de iodeto
ifosfamida da Ph. Eur. Examine a substância na forma de de potássio R. Evite uma exposição prolongada ao ar frio.
disco. Mergulhe a placa numa solução de tetrametilbenzidina R
a 1 g/l em etanol a 96 por cento R durante 5 S. Seque a
placa e examine­‑a. Se, no cromatograma obtido com a
ENSAIO solução problema, aparecer uma mancha correspondente
à impureza A ou à impureza C, não é mais intensa que a
Solução S. Dissolva 5,0 g da amostra em água isenta de mancha correspondente do cromatograma obtido com
dióxido de carbono R e complete 50,0 ml com o mesmo a solução padrão (a) (0,25 por cento); se aparecer uma
solvente. mancha correspondente à impureza B, não é mais intensa
que a mancha correspondente do cromatograma obtido
Aspecto da solução. A solução S é límpida (2.2.1) e não é com a solução padrão (b) (0,15 por cento); se aparecerem
mais corada que a solução de referência A7 (2.2.2, Método II). outras manchas, nenhuma é mais intensa que a mancha
principal do cromatograma obtido com a solução padrão (b)
(0,15 por cento). O ensaio só será válido se o cromatograma
Acidez ou alcalinidade. Tome 5 ml da solução S e complete
obtido com a solução padrão (c) apresentar 3 manchas
50 ml com água isenta de dióxido de carbono R. Tome
nitidamente separadas.
10 ml desta solução e junte 0,1 ml de solução de vermelho
de metilo R. A viragem do indicador para vermelho não B. Proceda por cromatografia em camada fina (2.2.27)
necessita de mais de 0,1 ml de ácido clorídrico 0,01 M. utilizando uma placa de gel de sílica para CCF R.
A outros 10 ml da solução junte 0,1 ml de solução de
Solução problema. Dissolva 0,200 g da amostra numa
fenolftaleína R. A viragem do indicador para rosa não
mistura de volumes iguais de metanol R e cloreto de
necessita de mais de 0,3 ml de hidróxido de sódio 0,01 M.
metileno R e complete 10 ml com a mesma mistura de
solventes.
Ângulo de rotação óptica (2.2.7). Determinado com a
solução S, o ângulo de rotação óptica está compreendido Solução padrão (a). Dissolva 5 mg da impureza E da
entre ­‑0,10° e +0,10°. ifosfamida SQR e 5 mg da impureza F da ifosfamida SQR
numa mistura de volumes iguais de metanol R e cloreto
de metileno R e complete 100 ml com a mesma mistura
Substâncias aparentadas. de solventes.
A. Proceda por cromatografia em camada fina (2.2.27), Solução padrão (b). Dissolva 10 mg da impureza E da
utilizando uma placa de gel de sílica para CCF R. ifosfamida SQR e 10 mg de ifosfamida SQR numa mistura
Solução problema. Dissolva 1,00 g da amostra numa de volumes iguais de metanol R e cloreto de metileno R e
mistura de volumes iguais de metanol R e água R e complete 100 ml com a mesma mistura de solventes.
complete 10 ml com a mesma mistura de solventes. Aplique na placa 5 µl de cada solução. Desenvolva no
Solução padrão (a). Dissolva 25 mg da impureza A da percurso de 15 cm com uma mistura de 1 volume
ifosfamida SQR e 25 mg de cloridrato de cloroctilamina R de cloreto de metileno R e 10 volumes de acetona R.
(impureza C) numa mistura de volumes iguais de Seque a placa a 115°C durante 45 min. Proceda como
metanol R e água R e complete 100 ml com a mesma indicado em «Substâncias aparentadas – ensaio A».
mistura de solventes. Se, no cromatograma obtido com a solução problema,
aparecer uma mancha correspondente à impureza E
Solução padrão (b). Dissolva 15 mg da impureza B da ou à impureza  F, não é mais intensa que a mancha
ifosfamida SQR numa mistura de volumes iguais de correspondente do cromatograma obtido com a solução
metanol R e água R e complete 100 ml com a mesma padrão (a) (0,25 por cento). O ensaio só será válido se o
mistura de solventes. cromatograma obtido com a solução padrão (b) apresentar
Solução padrão (c). Dissolva 5 mg de etanolamina R 2 manchas nitidamente separadas.
(impureza D), 20 mg da impureza A da ifosfamida SQR
e 80 mg de cloridrato de cloroetilamina R (impureza C) Cloretos (2.4.4). Tome 5 ml da solução S e complete 15 ml
numa mistura de volumes iguais de metanol R e água R e com água R. A solução recentemente preparada satisfaz ao
complete 100 ml com a mesma mistura de solventes. ensaio. (100 ppm).
Aplique na placa 10 µl de cada solução. Desenvolva no
percurso de 15 cm com uma mistura de 10 volumes de Metais pesados (2.4.8). 12 ml da solução S satisfazem ao
água R, 15 volumes de metanol R, 25 volumes de ácido ensaio A. dos metais pesados (10 ppm). Prepare o padrão com
acético anidro R e 50 volumes de cloreto de metileno  R. solução a 1 ppm de chumbo (Pb) R.
Seque a placa a 115°C durante 45 min. Coloque no fundo
de uma câmara de cromatografia um copo de precipitação Água (2.5.12). Determinado pelo semi­‑micrométodo em 1,000 g
contendo uma solução de permanganato de potássio R a da amostra, o teor em água não é superior a 0,5 por cento.

2840 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


lventes. correspondente à impureza E ou à impureza F, não é mais ENSAIO
Aspecto
intensa que a mancha correspondente do cromatograma suspensã
eza B da MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE) ENSAIO
ENSAIO
obtido com a solução padrão (a) (0,25 por cento). O ensaio Aspecto
solução dd
uais de
só será válido se o cromatograma obtido com a solução suspensão
mesma Imipenem apresente
Aspectod
Aspecto
padrão (b) apresentar 2 manchas nitidamente separadas. solução de
suspens
suspensão
Dissolva
B. di-hidrogenodifosfato de bis[3-[(2-cloroetil)-amino]- apresente
mina R solução
solução
fosfato de
Cloretos (2.4.4). Tome 5 ml da solução S e complete 15 ml propilo],
mida SQR e apresen0
Dissolva
apresente
com água R. A solução recentemente preparada satisfaz ao B. di-hidrogenodifosfato de bis[3-[(2-cloroetil)-amino]-
DOSEAMENTO fosfato de
ureza C) ensaio limite dos cloretos (100 ppm). propilo], pH (2.2.3
Dissolva
Dissolva 0
R e água R e B.B.di-hidrogenodifosfato
di-hidrogenodifosfatodedebis[3-[(2-cloroetil)-amino]-
bis[3-[(2-cloroetil)-amino]-
fosfatoded
Proceda por cromatografia líquida (2.2.29). Utilize as propilo], fosfato
Dissolva
pH (2.2.3)
lventes. Metais pesados (2.4.8). 12 ml da solução S satisfazem ao propilo],
soluções durante 24 h. carbono
ensaio limite A dos metais pesados (10 ppm). Prepare o C. R = Cl: 2-cloroetanamina. pHpH(2.2.3)
(2.2.0
Dissolva
olva no
padrão A.
Solução com solução
Dissolva a 1mg
50,0 ppm
de de chumbo (Pb) R. de etilo R
para­‑hidroxibenzoato C. R = Cl: 2­‑cloroetanamina. Poder rot
carbono R
umes de C. R = Cl: 2-cloroetanamina. Dissolva0
Dissolva
em 25 ml de etanol a 96 por cento R, complete 100,0 ml com Outras impurezas detectáveis:
de ácido Dissolva

Monografias
Outras impurezas detectáveis: carbono
Poder
carbonorotaR
etileno R. ÁguaR(2.5.12).
água Determinado pelo semi-micrométodo em 1,00 g
e misture. C.C. R = Cl: 2-cloroetanamina.
D. RR==impurezas
Cl:
OH:2-cloroetanamina.
2-aminoetanol. fosfato de
Outras detectáveis:

I-L
e no fundo da amostra, o teor em água não é superior a 0,5 por cento. D. R = OH: 2­‑aminoetanol. Poderrota
Dissolva
Poder ro
0
Solução problema. A 0,150 g da amostra junte 10,0 ml de Outras
precipitação solução A e complete 250,0 ml com água R.
D.
Ensaio Bimpurezas
R = impurezas
Outras OH: das detectáveis:
2-aminoetanol.
detectáveis:
substâncias aparentadas fosfato de
Substânc
Dissolva0
Dissolva
tássio R a DOSEAMENTO Ensaio
D. R
D. R = BB
= das
OH:
OH: substâncias aparentadas
2-aminoetanol. fosfatodedc
fosfato
clorídrico Solução padrão. A 15,0 mg de ifosfamida SQR junte 1,0 ml de Ensaio das2-aminoetanol.
substâncias aparentadas Proceda
Substânci
o durante solução
ProcedaApor
e complete 25,0 ml
cromatografia com água
líquida R. utilizando o
(2.2.29), EnsaioB Bdas
dassubstâncias
substânciasaparentadas
aparentadas Injecção:
Substân
Proceda c
Ensaio Substânci
ra, evitando Apara-hidroxibenzoato
cromatografia pode ser de realizada
etilo R como padrão interno. Utilize
utilizando: padrão (b
feche a E. 3-cloro-N-(2-cloroetil)propan-1-amina, Procedac
Injecção:
Proceda
as soluções em 24 h. Sensibilid
ores de cloro – uma coluna de aço inoxidável de 0,25 m de comprimento padrão (b
Injecção
Injecção:
ma corrente Solução
e 4,6 mm dodepadrão interno.
diâmetro Dissolva
interno, cheia50,0
commggeldede sílica E. 3-cloro-N-(2-cloroetil)propan-1-amina, Registo:
padrão(b(
Sensibilid
padrão
nado (cerca para-hidroxibenzoato
octadecilsililada parade etilo R em 25Rml
cromatografia de álcool R,
(5 µm), E. 3­‑cloro­‑N­‑(2­‑cloroetil)propan­‑1­‑amina,
e enantiómero
cromatog
complete 100,0 ml com água R e misture. E.E.3-cloro-N-(2-cloroetil)propan-1-amina,
3-cloro-N-(2-cloroetil)propan-1-amina,
Sensibil2
Registo:
el de sílica Sensibilid
– como fase móvel, com um débito de 1,5 ml/min, uma mistura e enantiómero Limites:
cromatog
corada de Solução problema.
de 30 volumes A 0,150 g da
de acetonitrilo R eamostra junte
70 volumes de10,0
águamlR, de Registo:2
Registo:
da de iodeto solução do padrão interno e complete 250,0 ml com água R. ee enantiómero
enantiómero
e enantiómero – tienam
cromato
Limites:
cromatog
ao ar frio. – como detector, um espectrofotómetro regulado para 195 nm. F. (RS)-2-cloro-3-(2-cloroetil)-1,3,2-oxazafosfinano 2-óxido. croma
enzidina R a Solução padrão. A 15,0 mg de ifosfamida SQR junte 1,0 ml de –Limites:
Limites:
tienam
Injecte
solução 1 µl
dodapadrão
solução padrãoeseis
interno vezes. O25,0
complete ensaio
ml só
comseráágua
válido
R. se F. (RS)-2-cloro-3-(2-cloroetil)-1,3,2-oxazafosfinano 2-óxido. – cromat
qualqu
examine-a. – –tienam
tienam
a resolução entre os picos da ifosfamida e do para­‑hidroxibenzoato pico pr
oblema,
deA etilo
cromatografia podeaser
não for inferior 6,0realizada
e o desvioutilizando:
padrão relativo da área do F. F.(RS)­‑2­‑cloro­‑3­‑(2­‑cloroetil)­‑1,3,2­‑oxazafosfinano
F. (RS)-2-cloro-3-(2-cloroetil)-1,3,2-oxazafosfinano2-óxido.
(RS)-2-cloro-3-(2-cloroetil)-1,3,2-oxazafosfinano 2-óxido.
2­‑óxido. – qualqucrom
cromat
padrão
reza A ou à pico pr
pico
– umada ifosfamida
coluna denãoaçoforinoxidável
superior ade
2,00,25
por m
cento.
de comprimento e –––padrão
qualq
correspon-
4,6 mm de diâmetro interno, cheia com gel de sílica
IMIPENEM qualqu
total d
padrão (a) Injecte 1 µl da solução problema. Calcule o teor por cento de picopicoprp
princip
respondente octadecilsililada para cromatografia R (5 µm),
C7H15Cl2N2O2P a partir da área do pico correspondente do IMIPENEM
Imipenemum (1padrã
– total
padrãoporde
princip
ha corres- cromatograma
– como fase móvel, obtidocom
e doum teordébito
declarado
de 1,5daml/min,
ifosfamidaumaSQR. IMIPENEM
IMIPENEM
IMIPENEM
Imipenemum –––(1 totalde
total
limite
por c
ção padrão mistura de 30 volumes de acetonitrilo R e 70 volumes de princ
princip
croma
nchas, água R, Imipenemum
Imipenemum (1(1por
– limite podc
pal do CONSERVAÇÃO Imipenemum cromat
Água (2.5
b) (0,15 por – como detector, um espectrofotómetro regulado para 195 nm. – –limite
limited
semi-mic
crom
cromat
ama obtido Em recipiente estanque. Água (2.5
Injecte 1 µl da solução padrão seis vezes. O ensaio só será reagente
as nitida- semi-micr
válido se a resolução entre os picos da ifosfamida e do padrão piridina
Água(2.5
Água (2e
interno não for inferior a 6,0 e o desvio padrão relativo da reagente i
IMPUREZAS semi-mi
semi-micr
área do pico da ifosfamida não for superior a 2,0 por cento. piridina
Cinzas e
su
.2.27) C12H17N3O4S, H2O Mr 317,4 reagente
reagente i
Impurezas e F. o teor por cento de determin
piridina
piridinasu e
Injecte 1 µlespecificadas: A, B, C, ECalcule
da solução problema. Cinzas
C H Cl N O P a partir da área do pico correspondente do C12H17N3O4S, H2O Mr 317,4
ra numa Outras
7 15 impurezas
2 2 2 detectáveis (se estiverem presentes num DEFINIÇÃO determina
Esterilid
Cinzassus
Cinzas
reto de cromatograma obtido e do teor declarado da detectadas
ifosfamida SQR. C12C12 HN
H17 N3NO
O3OS,4S,HHO2O MM r 317,4
teor suficiente, as seguintes impurezas serão por C 12H17
17
3 44S, H22O M rr 317,4
317,4 preparaçõ
determi
determina
mistura de um dos ensaios da monografia. São limitadas pelo critério DEFINIÇÃO
Ácido (5R,6S)-6-[(R)-1-hidroxietil]-3-[[2-(iminometil)amino] Esterilida
processo
geral de aceitação aplicável às outras impurezas ou impurezas DEFINIÇÃO
CONSERVAÇÃO etil]sulfanil]-7-oxo-1-azabiciclo-[3,2,0]hept-2-eno-2-carboxílico. preparaçõ
esterilida
DEFINIÇÃO Esterilid
Esterilida
não especificadas, ou pelas disposições da monografia geral Ácido (5R,6S)-6-[(R)-1-hidroxietil]-3-[[2-(iminometil)amino]
DEFINIÇÃO processo a
za E da Teor: 98,0 por cento a 101,0 por cento (substância anidra). preparaç
preparaçõ
etil]sulfanil]-7-oxo-1-azabiciclo-[3,2,0]hept-2-eno-2-carboxílico. esterilidad
amida SQR «Substâncias
Em recipiente para uso farmacêutico». Não é, portanto,
estanque. Ácido(5R,6S)-6-[(R)-1-hidroxietil]-3-[[2-(iminometil)amino]
Ácido (5R,6S)-6-[(R)-1-hidroxietil]-3-[[2-(iminometil)amino] Endotoxi
processoa
processo
R e cloreto necessário identificá­‑las para demonstrar a conformidade da Ácido
Teor: (5R,6S)­‑6­‑[(R)­‑1­‑hidroxietil]­‑3­‑[[2­‑[(iminometil)-
etil]sulfanil]-7-oxo-1-azabiciclo-[3,2,0]hept-2-eno-2-carboxílico.
98,0 por cento a 101,0 por cento (substância anidra).
etil]sulfanil]-7-oxo-1-azabiciclo-[3,2,0]hept-2-eno-2-carboxílico. miligram
esterilid
esterilidad
substância. Ver igualmente o capítulo «5.10. – Controlo das CARACTERÍSTICAS Endotoxin
farmacêu
ma mistura amino] etil]sulfanil]­‑7­‑oxo­‑1­‑azabiciclo­‑[3,2,0]hept­‑2­‑eno­‑2­-
IMPUREZAS
impurezas nas substâncias para uso farmacêutico»): D. 98,0por
Teor:98,0
Teor: porcento
centoa 101,0
a 101,0por porcento
cento(substância
(substânciaanidra).
anidra). miligrama
apropriad
‑carboxílico, monohidratado. Endotox
Endotoxin
CARACTERÍSTICAS
Aspecto: pó branco, ou quase branco, ou amarelo claro. farmacêut
miligram
miligrama
eza E da Ensaio A das substâncias aparentadas Teor: 98,0 por cento a 102,0 por cento (substância anidra). apropriad
Ensaio A das substâncias aparentadas CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS ligeiramente farmacê
farmacêut
DOSEAM
uma mistura Impurezas qualificadas 12/16/05 10:44 AM Page 2287 Produto
Solubilidade:
Aspecto: pó branco, ou quasesolúvel
branco,naouágua, poucoclaro.
amarelo solúvel no
07. Monografias I (2277-2342) metanol.semi­‑sintético derivado dum produto de apropria
apropriad
metileno R e Aspecto:pópóbranco,
branco,ououquasequase branco,
lventes.
Solubilidade:
fermentação.
Aspecto: ligeiramente solúvel
branco, ououamarelo
na água, amarelo claro. no
poucoclaro.
solúvel DOSEAME
Cromato
metanol.
ligeiramentesolúvel
Solubilidade:ligeiramente
Solubilidade:
IDENTIFICAÇÃO solúvelnanaágua,
água,pouco
poucosolúvel
solúvelnono DOSEAM
DOSEAME
Conserve
va no Cromatog
metanol.
metanol. 8 horas a
me de cloreto CARACTERÍSTICAS
IDENTIFICAÇÃO
Imipenem Cromato
Conserve
e a placa a Espectrofotometria de absorção no infravermelho (2.2.24). Cromatog
A. Di­‑hidrogenofosfato
Di-hidrogenofosfatodede3­‑[(2­‑cloroetil)amino]propilo,
3-[(2-cloroetil)amino]propilo, 8Solução
horas a
em A. IDENTIFICAÇÃO
pó branco,
IDENTIFICAÇÃO
Aspecto:
Comparação: ouabsorção
imipenem quase
SQR.branco, ou amarelo claro. Conserv
Conserve
móvel ec
Espectrofotometria de no infravermelho (2.2.24).
8 8horas
Soluçãohorasap
Solubilidade:
ENSAIO
Comparação:
Espectrofotometrialigeiramente
Espectrofotometria
imipenem solúvel
dedeabsorção
absorção
SQR. nonona água, pouco(2.2.24).
infravermelho
infravermelho solúvel
(2.2.24).no móvel e c
FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII metanol. Soluçãop
Solução
FARMACOPEIA
Comparação:
Comparação: PORTUGUESA
imipenem
imipenem SQR.nãoVIII
SQR. móvele ce
móvel
Aspecto da solução: A solução é mais opalescente que a
suspensão
FARMACOPEIA de referência II (2.2.1),VIII
PORTUGUESA nem mais corada que a
IDENTIFICAÇÃO
solução de grau 6 da gama de soluções de referência que
FARMACOPEIAPORTUGUESA
FARMACOPEIA PORTUGUESAVIII VIII
apresente a coloração mais apropriada (2.2.2, Método II).
Espectrofotometria de absorção no infravermelho (2.2.24).
Dissolva 0,500 g da amostra em 5 ml de solução tampão de
B. di-hidrogenodifosfato de bis[3-[(2-cloroetil)-amino]-
fosfato de pH 7,0
B. di­‑hidrogenodifosfato de bis[3­‑[(2­‑cloroetil)­amino]propilo], Comparação: R3 e complete
imipenem SQR. 50 ml com a mesma solução.
propilo],
FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 pH (2.2.3): 4,5 a 7,0. 2841
Dissolva 0,500 g da amostra em água isenta de dióxido de
carbono R e complete 100,0 ml com o mesmo solvente.
C. R = Cl: 2-cloroetanamina.
Poder rotatório específico (2.2.7): +84 a +89 (substância anidra).
diluído R.
MONOGRAFIAS DEFINIÇÃO
• MONOGRAFIAS
Solução
MENU INICIAL padrão (c).• Aqueça a 80°C,(LETRAS
durante A5 -min,
Z) • 20
I (ÍNDICE)
ml da
solução problema previamente ajustada para pH 10 com
Imunoglobulina animal contra os linfócitos T para uso humano A imunoglo
solução de hidróxido de sódio R.
humano é u
Coluna: imunoglobu
– dimensões: l = 0,25 m; � = 4,6 mm, animais, pri
ENSAIO – total de outras impurezas: no máxirno, a área do pico principal através de a
– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
do cromatograma obtido com a solução padrão (b) (1 por cento), Esta imuno
cromatografia R (5 µm).
Aspecto da solução: A solução não é mais opalescente que número e a
– limite de exclusão: 0,1 vezes a área do pico principal do
a suspensão de referência II (2.2.1), nem mais corada que Fase móvel: acetonitrilo R, solução de fosfato dipotássico R a particular o
cromatograma obtido com a solução padrão (b) (0,1 por cento).
a solução de grau 6 da gama de soluções de referência que 8,7 g/l previamente ajustada para pH 7,3 com ácido fosfórico
apresente a coloração mais apropriada (2.2.2, Método II). diluído R (0,7:99,3 V/V). A preparaçã

Monografia
Água (2.5.12): 5,0 por cento a 8,0 por cento determinada em Pode conter
Monografias

Dissolva 0,500 g da amostra em solução tampão de fosfato de Débito: 1,0amostra.


ml/min. Utilize um reagente iodossulfuroso que

I-L
0,200 g da de linfócitos
I-L

pH 7,0 R3 e complete 50 ml com a mesma solução. contenha imidazol em vez de em


piridina e um recipiente limpo administrad
Detecção: espectrofotómetro 254 nm.
para cada determinação. diluente apr
pH (2.2.3): 4,5 a 7,0. Injecção: 20 µl de cada solução. Injecte alternadamente a
solução problema e a solução padrão (a). As especific
Dissolva 0,500 g da amostra em água isenta de dióxido de Cinzas sulfúricas (2.4.14): no máximo, 0,2 por cento, animal para
carbono R e complete 100,0 ml com o mesmo solvente. Sensibilidade:em
determinadas solução
1,00 gpadrão (a): a altura do pico principal
da amostra.
representa, pelo menos, 50 por cento da escala total do
registador. PRODUÇÃO
Poder rotatório específico (2.2.7): +84 a +89 (substância Endotoxinas bacterianas (2.6.14): menos de 0,17 U.I./mg se o
anidra), a 25°C. imipenem
Conformidadese destina ao fabrico de preparações farmacêuticas
do sistema:
para uso parentérico, sem 3,5
outro processo apropriado DISPOSIÇÕE
– resolução: no mínimo, entre os picos devidos aode
Dissolva 0,125 g da amostra em solução tampão de fosfato de eliminação
imipenem deeendotoxinas
à tienamicina,bacterianas.
no cromatograma obtido com a Deve ser est
pH 7,0 R3 e complete 25,0 ml com a mesma solução. solução padrão (c), origina de m
DOSEAMENTO inocuidade,
– tempo de retenção do imipenem: cerca de 9 min,
Substâncias aparentadas. Cromatografia líquida (2.2.29). aceitáveis.
– retenção relativa
Cromatografia da(2.2.29),
líquida tienamicina: cerca com
de acordo de 0,8,
as prescrições
Conserve as soluções em água com gelo e utilize­‑as nas 8 Qualquer re
do ensaio «Substancias
– reprodutibilidade: aparentadas»,
o desvio com asé,seguintes
padrão relativo no máximo, deve ser ise
horas a seguir à preparação. modificações.
1,0 por cento após injectar, por 6 vezes, a solução padrão (a). ou vírica. O
Mistura de solventes: misture 0,7 volumes de acetonitrilo R Injecção: solução problema e solução padrão (a). etapas em q
e 99,3 volumes de solução de fosfato dipotássico R a 0,13 g/l eliminar ou
CONSERVAÇÃO
Conformidade do sisterna:
ajustada para pH 6.8 com ácido fosfórico diluido R.
No decurso
Solução problema. Dissolva 40,0 mg da amostra na mistura – repetibilidade: o desvio apadrão
Em recipiente estanque, relativo é, no
uma temperatura máximo, 1,0
compreendida demonstrad
de solventes e complete 100,0 ml com a mistura de solventes. por cento
entre 2°C e após
8°C. injectar 6 vezes for
Se a substância a solução
estéril,padrão (a).
em recipiente que:
estéril, estanque, de fecho inviolável.
Solução padrão (a). Dissolva 40,0 mg de imipenem SQR na mistura – não trans
de solventes e complete 100,0 ml com a mistura de solventes. CONSERVAÇÃO
– é caracte
Solução padrão (b). Tome 1 ml da solução problema e ROTULAGEM imunológ
Em recipiente estanque, a uma temperatura de 2°C a 8°C. Se
complete 100,0 ml com a mistura de solventes. aNo
substância for estéril, é conservada em recipiente estéril, antigénio
rótulo indica-se:
Solução padrão (c). Aqueça a 80°C, durante 5 min, 20 ml da estanque, de fecho inviolável. complem
solução problema previamente ajustada para pH 10 com solução – nos casos apropriados, que a substância está isenta de activação
de hidróxido de sódio R (preparação in situ da impureza A). endotoxinas bacterianas.
IMPUREZAS – não conté
Coluna: humanos
Impurezas
IMPUREZAS especificadas: A.
– dimensões: l= 0,25 m, ∅ = 4,6 mm, – tem uma

– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para – tem um t


cromatografia R (5 µm). Deve ser de
– fase móvel: acetonitrilo R e solução de fosfato dipotássico R por avaliaçã
a 8,7 g/l ajustada para pH 7,3 com ácido fosfórico diluído R bem tolerad
(0,7:99,3 V/V). Preparação
Débito: 1,0 ml/min. A. Ácido
A. Ácido(5R, 6S)-6-[(R)-1-hidroxietil]-3-[(2-aminoetil)sulfa-
(5R,6S)­‑6­‑[(R)­‑1­‑hidroxietil]­‑3­‑[(2­‑aminoetil)sulfanil]­‑7- lote represe
nil]-7-oxo-1-azabiciclo[3,3,0]hept-2-eno-2-carboxílico
­‑oxo­‑1­‑azabiciclo[3,3,0]hept­‑2­‑eno­‑2­‑carboxílico (tienamicina). controlar a
Detecção: espectrofotómetro em 254 nm. (tienamicina). demonstrad
Injecção: 20 µl da solução problema e das soluções padrão (b) e (c)
Registo: 2 vezes o tempo de retenção do imipenem. 2288
Retenção relativa: em relação ao imipenem (tempo de
IMUNOGLOBULINA ANIMAL
retenção = 9 mm): impureza A = cerca de 0,8. CONTRA OS LINFÓCITOS T
Conformidade do sistema: solução padrão (c): PARA USO HUMANO
– resolução: no mínimo, 3,5 entre os picos devidos à Immunoglobulinum anti­‑T lymphocytorum
impureza A e ao imipenem.
ex animale ad usum humanum
Limites:
– impureza A: no máximo, a área do pico principal do DEFINIÇÃO
cromatograma obtido com a solução padrão (b) (1 por cento),
– qualquer outra impureza: para cada impureza, no máximo, A imunoglobulina animal contra os linfócitos T para uso
0,3 vezes a área do pico principal do cromatograma obtido humano é uma preparação líquida ou liofilizada contendo
com a solução padrão (b) (0,3 por cento), imunoglobulinas, obtidas a partir do soro ou do plasma de

2842 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Imunoglobulina animal contra os linfócitos T para uso humano

animais, principalmente de coelho ou de cavalo, imunizados controlada e não é adicionada nenhuma proteína animal.
através de antigénios linfocitários humanos. Os fornecedores de animais são certificados pela Autoridade
competente.
Esta imunoglobulina possui a propriedade de diminuir o
número e a funcionalidade das células imunocompetentes Se os animais receberem um tratamento com antibióticos,
em particular os linfócitos T. A preparação contém é respeitado um intervalo de segurança apropriado antes
principalmente a imunoglobulina G. Pode conter anticorpos da colheita do sangue ou do plasma. Não são utilizados

Monografias
dirigidos contra outras sub­‑populações de linfócitos ou antibióticos penicilínicos. Se for administrada uma vacina

I-L
contra outras células. Destina­‑se a ser administrada por via viva aos animais, é imposto um intervalo de segurança
intravenosa, após diluição com um diluente apropriado, se entre a vacinação e a colheita do soro ou do plasma para a
for caso disso. produção das imunoglobulinas.
As especificações aplicáveis da monografia «Soros de origem São especificadas a estirpe, a origem e o número de
animal para uso humano» são incluídas adiante. identificação dos animais.
imunização

PRODUÇÃO Nos casos apropriados, os antigénios utilizados são


identificados e caracterizados. Cada antigénio é identificado
disposições gerais pelo seu nome e um número de lote. São registadas as
Deve ser estabelecido que o método de produção utilizado informações sobre a sua procedência e preparação.
origina de maneira reprodutível imunoglobulinas em que Os animais seleccionados são isolados, no mínimo,
a inocuidade, a actividade no homem e a estabilidade são durante 1 semana, e de seguida são imunizados segundo
aceitáveis. um esquema definido com injecções cuja repetição se
Qualquer reagente de origem biológica utilizado na faz com intervalos apropriados. Podem ser utilizados
produção deve ser isento de qualquer contaminação adjuvantes.
bacteriana, fúngica ou vírica. O método de preparação O estado sanitário geral dos animais é vigiado e a produção
inclui uma ou várias etapas em que tenha sido demonstrado de anticorpos específicos é controlada em cada ciclo de
que permitem eliminar ou inactivar os agentes infecciosos imunização.
conhecidos.
Os animais são submetidos a um exame minucioso antes da
No decurso dos estudos de desenvolvimento deve ser colheita do sangue ou do plasma. Se um animal apresenta
demonstrado que o método de produção origina um qualquer lesão patológica não ligada ao processo de
produto que: imunização, este animal e os animais do mesmo grupo não
– não transmite agentes de infecção, devem ser utilizados, a menos que seja evidente que a sua
utilização não compromete a inocuidade do produto.
– se for caracterizado por um modo definido de actividade
imunológica, nomeadamente nos aspectos de ligação A imunização dos animais é efectuada com antigénios
ao antigénio, citotoxicidade dependente e independente humanos como populações de linfócitos T em crescimento
do complemento, libertação de citoquinas, indução da contínuo ou timócitos. As células podem ser objecto
activação das células T, morte celular, de uma triagem. Demonstra­‑se por métodos validados
a ausência de agentes infecciosos nos antigénios
– não contém anticorpos com interacção com os tecidos imunizantes, para os agentes patogénicos sanguíneos de
humanos a ponto de comprometer a inocuidade clínica, interesse, nomeadamente o vírus da hepatite B (VHB), o
vírus da hepatite C (VHC) e o vírus da imunodeficiência
– tem uma taxa máxima de actividade anti­‑trombócitos,
humana (VIH) e outros agentes estranhos provenientes da
– tem um teor máximo em hemoglobina. preparação do antigénio. As células utilizadas satisfazem
às exigências definidas de pureza da população celular e
Deve ser demonstrado por ensaios apropriados em animais e
ausência de agentes estranhos.
por avaliação no decurso dos ensaios clínicos, que o produto
é bem tolerado. colheita do sangue ou do plasma

Preparação de referência. Utiliza­‑se como preparação A colheita do sangue é feita por punção venosa ou
de referência um lote da preparação ou um outro lote por plasmaferese. A zona da punção é rapada, limpa e
representativo cuja eficácia tenha sido demonstrada para desinfectada. Os animais podem ser anestesiados em
controlar a validade da aferição e cuja a eficácia tenha sido condições que não afectem a qualidade do produto.
demonstrada pelos ensaios clínicos.
Às colheitas do sangue ou do plasma não é adicionado
animais nenhum conservante antimicrobiano. O sangue ou o
plasma são colhidos de modo a manter o produto estéril.
Os animais utilizados pertencem a uma espécie aprovada
A colheita realiza­‑se em local diferente do lugar onde os
pela Autoridade competente, são saudáveis e exclusivamente
animais são mantidos ou criados e do local de purificação
reservados à produção de imunoglobulinas anti­‑linfócitos
das imunoglobulinas. Se o sangue ou o soro devem ser
T. Nos animais são efectuados ensaios para demonstrar que
conservados antes de prosseguirem as etapas da produção,
são isentos de uma lista definida de agentes infecciosos. A
são tomadas precauções para evitar uma contaminação
introdução dos animais numa colónia fechada é efectuada
microbiana.
segundo procedimentos definidos que incluem uma
definição de medidas de quarentena. Nos casos apropriados, Antes da purificação podem ser misturadas várias amostras
podem ser pesquisados agentes específicos suplementares unitárias do plasma ou do soro. Antes de serem purificadas,
de acordo com a situação geográfica da exploração onde são as amostras unitárias ou as misturas submetem­‑se aos
criados os animais. A alimentação provém de uma origem ensaios seguintes.

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2843


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Imunoglobulina animal contra os linfócitos T para uso humano

Pesquisa de vírus contaminantes. CARACTERÍSTICAS


Cada mistura submete­‑se a ensaios «in vitro» apropriados
A preparação líquida é límpida ou ligeiramente opalescente,
para detectar vírus contaminantes, incluindo inoculação
incolor ou amarela clara. A preparação liofilizada é um pó ou
em culturas celulares capazes de detectar uma larga gama
uma massa sólida friável, branca ou ligeiramente amarelada,
de vírus significativos para o produto em ensaio. Nos
casos apropriados, os ensaios «in vitro» de pesquisa de que origina após reconstituição uma preparação líquida
Monografias

vírus contaminantes são efectuados na mistura adsorvida, correspondente à descrição abaixo.


I-L

após a última etapa de produção susceptível de introduzir


contaminantes víricos. IDENTIFICAÇÃO
purificação e inactivação vírica
A. Efectue ensaios de precipitação com uma gama apropriada
As imunoglobulinas são concentradas e purificadas
de soros específicos de espécies. É aconselhável efectuar
por precipitação fraccionada, por cromatografia, por
o ensaio com soros específicos das proteínas plasmáticas
imunoadsorção ou por outros métodos químicos ou físicos
de todas as espécies animais domésticas correntemente
apropriados. Os métodos são seleccionados e validados de
utilizadas para a preparação de produtos de origem
modo a evitar uma contaminação em todas as etapas do
biológica nos respectivos países e soros específicos das
tratamento e evitar a formação de agregados proteicos que
proteínas plasmáticas humanas. A preparação contém
possam modificar as características imunobiológicas do
proteínas provenientes da espécie animal utilizada para a
produto.
produção da imunoglobulina anti­‑linfócitos T.
Salvo excepção justificada e autorizada, a eliminação e/ou
B. Examine a preparação por uma técnica apropriada de
a inactivação dos vírus são efectuadas segundo processos
imunoelectroforese. Com um soro dirigido contra o soro
validados.
normal do animal utilizado para a produção compare
Após a purificação e o tratamento para eliminar e/ou o soro e a amostra, sendo os dois diluídos até uma
inactivar os vírus, pode ser adicionado um estabilizante ao concentração que permita a formação no gel de um
produto intermediário, que pode ser conservado durante um arco de precipitação das gamaglobulinas nitidamente
período definido tendo em vista as condições de estabilidade. visível. A componente principal da amostra corresponde
Para a preparação do granel final não pode ser utilizado à componente IgG do soro normal da espécie animal
um produto intermediário que não satisfaça às exigências utilizada para a produção.
seguintes. C. A amostra satisfaz à aferição.
Se o método de preparação inclui uma etapa de adsorção de
anticorpos que provocam reacções cruzadas indesejáveis, ENSAIO
efectuadas com o material proveniente de tecidos e/ ou
de eritrócitos humanos, submeta este material, salvo
Solubilidade. Ao conteúdo de um recipiente da amostra
excepção justificada e autorizada, a um processo validado
junte o volume de líquido indicado no rótulo. A preparação
de inactivação dos agentes infecciosos. Se forem utilizados
dissolve­‑se completamente no tempo indicado no rótulo.
eritrócitos para a adsorção, os dadores de sangue donde
provêm os eritrócitos satisfazem às exigências respeitantes
aos dadores de sangue e de plasma da monografia «Plasma Volume extraível (2.9.17). O soro satisfaz à exigência do
humano para fraccionamento». Se forem utilizados outros volume extraível.
materiais de origem humana, demonstra­‑se por métodos
validados que são isentos de agentes patogénicos sanguíneos pH (2.2.3). O pH situa­‑se dentro dos limites aprovados para o
de interesse, nomeadamente o VHB, o VHC e o VIH. Se produto em ensaio.
forem utilizadas substâncias para inactivar ou eliminar os
vírus, deve ser demonstrado que os resíduos eventualmente
Osmolalidade (2.2.35): no mínimo, 240 mosmol/kg após
presentes no produto final não têm efeitos indesejáveis nos
diluição, nos casos apropriados.
doentes tratados com a imunoglobulina anti­‑linfócitos T.
granel final Proteínas (2.5.33): 90 por cento a 110 por cento do teor
O granel final é preparado quer a partir de um só produto indicado no rótulo.
intermediário, quer a partir de uma mistura de produtos
intermediários provenientes de animais da mesma espécie. Estabilizante. Determine o teor em estabilizante por
Pode ser adicionado um estabilizante. Nenhum conservante um método físico­‑químico apropriado. A quantidade de
antimicrobiano é adicionado nem durante a produção nem estabilizante não é inferior a 80 por cento nem superior a 120
no momento da preparação da solução do granel final. por cento da quantidade indicada no rótulo.
Durante a produção, a solução é filtrada por membrana que
retenha as bactérias.
Distribuição do tamanho molecular. Cromatografia de
lote final exclusão (2.2.30).
O granel final da imunoglobulina anti­‑linfócitos T é Solução problema. Dilua a amostra numa solução de cloreto
distribuído assepticamente em recipientes estéreis de fecho de sódio R a 9 g/l de modo a obter uma concentração em
inviolável que em seguida são fechados de modo a prevenir proteínas apropriada ao sistema cromatográfico utilizado.
qualquer contaminação. Geralmente satisfaz uma concentração entre 2­‑20 g/l.
Um lote final só pode ser libertado se satisfizer às exigências Solução de referência. Dilua a imunoglobulina humana
abaixo especificadas em «Identificação», «Ensaio» e «Aferição». (tamanho molecular) PBR numa solução de cloreto de

2844 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Imunoglobulina animal contra os linfócitos T para uso humano

sódio R a 9 g/l de modo a obter a mesma concentração em no rótulo. Recolha 6 alíquotas da diluição a 1/64. A 1 volume
proteínas da solução problema. de 3 alíquotas, junte 1 volume de uma suspensão a 10 por
cento V/V de eritrócitos do grupo A1, do grupo B e do grupo O,
Coluna:
respectivamente, numa solução de cloreto de sódio R a 9 g/l.
– dimensões: l = 0,6 m;  = 7,5 mm, A 1 volume de cada uma das restantes 3 alíquotas, junte 1
volume de uma suspensão a 10 por cento V/V de eritrócitos
– fase estacionária: gel de sílica para cromatografia de

Monografias
do grupo A1, do grupo B e do grupo O, respectivamente,
exclusão R de qualidade apropriada ao fraccionamento de
numa solução de cloreto de sódio R a 9 g/l e 1 volume de soro

I-L
proteínas globulares de massa molecular compreendida
fresco do grupo AB (como fonte do complemento). Misture e
entre 20 000 e 200 000.
incube a 37°C durante 1 h. Examine os sobrenadantes. Não
Fase móvel: dissolva 4,873 g de fosfato dissódico di­‑hidratado R, apresentam nenhum sinal de hemólise.
1,741 g de fosfato monossódico R, 11,688 g de cloreto de
sódio R em 1 litro de água R. Anticorpos anti­‑trombocitos. Determinada por um método
Débito: 0,5 ml/min. apropriado, a taxa de anticorpos anti­‑trombocitos é inferior à
taxa aprovada para o produto em ensaio.
Detecção: espectrofotómetro em 280 nm.
Injecção: 50­‑600 µg de proteínas. Água (2.5.12): no máximo, 3 por cento.
Tempo de retenção: identifique os picos do cromatograma
obtido com a solução problema por comparação com o Esterilidade (2.6.1). O soro satisfaz ao ensaio de esterilidade.
cromatograma obtido com a solução de referência; os
picos têm um tempo de retenção inferior ao do dímero Pirogénios (2.6.8). Salvo indicação em contrário justificada
correspondem aos polímeros e aos agregados. e autorizada, o soro satisfaz ao ensaio dos pirogénios. Salvo
indicação em contrário, injecte em cada coelho 1 ml por
Conformidade do sistema:
quilograma de massa corporal.
– solução de referência: o pico principal corresponde à
IgG monómera e aparece um pico correspondente ao
dímero que apresenta um tempo de retenção relativo de ACTIVIDADE
0,85 ± 0,005 em relação ao monómero,
A actividade biológica da imunoglobulina anti­‑linfócitos T
– solução problema: o tempo de retenção relativo do é determinada por medição do efeito citotóxico ligado ao
monómero e do dímero é de 1 ± 0,05 em relação ao pico complemento nas células alvo. Após marcação selectiva das
correspondente do cromatograma obtido com a solução de células mortas pelo iodeto de propidium, são contadas por
referência. citometria de fluxo. A actividade é expressa pela concentração
Limites: da imunoglobulina, em miligramas por mililitro, que origina
uma citotoxicidade de 50 por cento.
– total do monómero e do dímero: no mínimo, 95 por cento
da área total dos picos, Meio de separação dos linfócitos. Meio de separação
comercializado, de fraca viscosidade e massa volumétrica de
– total dos polímeros e agregados: no máximo, 5 por cento da 1,077 g/ml.
área total dos picos.
Complemento. Complemento comercializado.
Pureza. Electroforese em gel de poliacrilamida (2.2.31), em Solução fisiológica tamponada de pH 7,2. Dissolva 8,0 g de
condições redutoras e não redutoras. cloreto de sódio R, 0,2 g de cloreto de potássio R, 3,18 g de
Gel de separação. Condições não redutoras: 8 por cento de fosfato dissódico R e 0,2 g de fosfato monopotássico R em
acrilamida; condições redutoras: 12 por cento de acrilamida. água R e complete 1000,0 ml com o mesmo solvente.

Solução problema. Dilua a amostra de modo a obter uma Solução tampão para citometria de fluxo. A 440 ml de
concentração em proteínas entre 0,5­‑2 mg/ml. solução fisiológica tamponada de pH 7,2, junte 40 ml de uma
solução de azida de sódio R a 0,1 por cento V/V e 10 ml soro
Solução de referência. Dilua a preparação de referência de modo fetal de vitelo. Antes da utilização, o soro fetal de vitelo é
a obter a mesma concentração em proteínas da solução problema. inactivado por aquecimento a 56°C durante 30 min. Conserve
a solução a 4°C.
Aplicação: 10 µl.
Solução de iodeto de propidium. Dissolva o iodeto de
Detecção: coloração com azul de Coomassie.
propidium R numa solução fisiológica tamponada de pH 7,2
Resultados: o electroforegrama obtido com a solução de modo a obter uma concentração de 1 mg/ml. Conserve
problema não inclui outras bandas além das apresentadas no esta solução­‑mãe entre 2­‑8°C e utilize­‑a no espaço de um
electroforegrama obtido com a solução de referência. mês. Antes de efectuar a aferição, dilua a solução­‑mãe com
a solução tampão para citometria de fluxo de modo a obter
Hemaglutininas anti­‑A e anti­‑B (2.6.20). As diluições a 1/64 uma concentração de 5 µg/ml. Conserve esta solução entre
não apresentam sinais de aglutinação. 2­‑8°C e utilize­‑a no espaço de 3 h.

Nos casos apropriados, dilua a amostra como prescrito antes Placas de microtitulação. Placas em poliestireno ou cloreto
de preparar as diluições para o ensaio. de polivinilo com poços de fundo em U ou em V, que não
foram submetidos a tratamento de superfície.
Hemolisinas. Prepare uma diluição a 1/64 da solução Microtubos. Microtubos apropriados às medições de
problema; se necessário, dilua previamente como indicado citometria de fluxo.

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2845


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Imunoglobulina animal contra os linfócitos T para uso humano

Suspensão celular. Efectue uma colheita de sangue com Prepare 3 séries independentes, no mínimo, com 7 diluições
um anticoagulante em, pelo menos, 1 dador saudável. cada uma utilizando a solução tampão para citometria de fluxo.
Separe imediatamente as células mononucleadas do sangue
Distribua 75 µl de cada uma das soluções problema e de
periférico (PBMC) por centrifugação em gradiente de
referência nos diferentes poços da placa de microtitulação. Em
densidade no meio de separação dos linfócitos de modo a
cada poço, adicione 25 µl da suspensão celular de PBMC, e de
que os PBMC formem uma interface nítida e visível entre o
seguida 25 µl de complemento de coelho. Incube a 37°C durante
Monografias

plasma e o meio de separação. Recolha a camada contendo as


células e reparta­‑a em tubos de centrífuga contendo a solução 30 min. Centrifugue a placa a 200 g durante 8 min a 4°C,
I-L

fisiológica tamponada de pH 7,2. Centrifugue a 400 g durante elimine o sobrenadante e transfira a placa para gelo. Proceda por
10 min entre 2­‑8°C, elimine o sobrenadante e suspenda o várias vezes à preparação para a citometria de fluxo, operando
coágulo celular na solução tampão para citometria de fluxo. de cada vez num número de poços limitado para poder efectuar
Repita esta operação 2 vezes e torne a colocar em suspensão num tempo definido a medição e a marcação pelo iodeto de
celular. Após a terceira centrifugação, suspenda o coágulo propidium. Com precaução, suspenda o coágulo do número do
celular em 1 ml da solução tampão para citometria de fluxo. poço escolhido em 200 µl da solução de iodeto de propidium.
Determine o número e a vitalidade das células utilizando Transfira a suspensão para tubos. Incube a 25°C durante 10 min
um hemocitómetro. No mínimo, é exigida uma viabilidade e coloque imediatamente sobre gelo.
celular de 90 por cento. Ajuste a concentração celular para Proceda à determinação da fluorescência num citómetro
7 × 106/ml, adicionando a solução tampão para citometria de fluxo. Determine uma região que inclua todas as células
de fluxo. Conserve a suspensão celular a 4°C e utilize­‑a no «positivas» (células mortas marcadas pelo iodeto de propidium)
espaço de 12 h. na base da difusão luminosa (FSC) e da fluorescência (FL2 ou
Se necessário, o primeiro coágulo das células PBMC pode FL3). Determine a percentagem de células positivas sem utilizar
ser colocado em suspensão na solução fisiológica tamponada a janela de selecção («gate») mas excluindo os fragmentos.
de pH 7,2 contendo 20 por cento de soro fetal de vitelo e Efectue a medição, no mínimo, em 3000 células para cada
conservado durante uma noite a 2°C. Centrifugue a 400 g solução problema e solução de referência.
durante 10 min entre 2­‑8°C, elimine o sobrenadante A partir das percentagens de células mortas obtidas, calcule
e suspenda o coágulo celular na solução tampão para a actividade, expressa pela concentração em miligramas por
citometria de fluxo. Determine o número e a vitalidade mililitro, necessária para induzir uma citotoxicidade de 50 por
das células utilizando um hemocitómetro. No mínimo, é cento, ajustando os dados obtidos com a preparação problema
exigida uma viabilidade celular igual a 90 por cento. Ajuste a e com a preparação de referência com uma curva dose­‑resposta
concentração celular para 7 × 106/ml adicionando a solução sigmóide utilizando um modelo logístico tetraparamétrico
tampão para citometria de fluxo. (por exemplo, ver capítulo 5.3) e um programa informativo
É igualmente possível congelar imediatamente as células e apropriado. O ensaio só é válido se a assímptota inferior
conservá­‑las em azoto. Nestes casos, proceda como se segue. da curva correspondente a uma percentagem de células de
iodeto de propidium positivas for inferior a 15 por cento e se a
Solução tampão para congelação. A 20 ml de meio de assímptota superior da curva corresponder a uma percentagem
cultura celular, adicione 25 ml do soro fetal de vitelo e 5 ml de células positivas igual ou superior a 80 por cento.
de dimetilsulfóxido (DMSO). Conserve esta solução entre
2­‑8°C e utilize­‑a no espaço de 3 h. A actividade estimada situa­‑se entre 70 por cento e 130 por
cento da actividade aprovada para o produto em ensaio.
Congele 20 × 106 células por ampola e conserve as ampolas
em azoto líquido. Os limites de confiança (P = 0,95) da actividade estimada
situam­‑se entre 80 por cento e 125 por cento.
Solução tampão para descongelação. A 450 ml de meio de
cultura celular, adicione 50 ml do soro fetal de vitelo. Conserve
esta solução entre 2­‑8°C e utilize­‑a no espaço de 3 h. CONSERVAÇÃO
Para descongelar as ampolas, mantenha­‑as em agitação,
em banho de água a 37°C. Coloque as células em Ao abrigo da luz à temperatura indicada no rótulo.
suspensão na solução tampão para descongelação.
Centrifugue a 200 g durante 10 min entre 2­‑8°C, elimine Prazo de validade. O prazo de validade é calculado a partir do
o sobrenadante e suspenda o coágulo celular na solução início da aferição da actividade.
tampão para citometria de fluxo. Repita esta operação
1 vez e torne a colocar em suspensão celular. Após a
segunda centrifugação, suspenda o coágulo celular ROTULAGEM
em 1 ml da solução tampão para a citometria de fluxo.
Determine o número e a vitalidade das células utilizando No rótulo indica­‑se:
um hemocitómetro. No mínimo, é exigida uma viabilidade – para as preparações líquidas, o volume da preparação
celular igual a 90 por cento. Ajuste a concentração celular contido no recipiente e o teor em proteínas,
para 7 × 106/ml adicionando a solução tampão para
citometria de fluxo. Conserve a suspensão celular a 4°C e – para as preparações liofilizadas:
utilize­‑a no espaço de 3 h.
– o nome e o volume do líquido de reconstituição a
Solução problema. Se a amostra é liofilizada, reconstitua­‑a adicionar,
como indicado no rótulo. Prepare 3 séries independentes,
– a quantidade de proteínas contidas no recipiente,
no mínimo, com 7 diluições cada uma utilizando a solução
tampão para citometria de fluxo. – que a preparação deve ser utilizada imediatamente após
reconstituição,
Solução de referência. Se a preparação de referência é
liofilizada, reconstitua­‑a segundo o modo de emprego. – o tempo necessário para uma completa dissolução,

2846 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Imunoglobulina humana anti­‑D

– a espécie animal de origem, MISTURAS DE PLASMA


– nos casos apropriados, o nome e a quantidade do
Para limitar a carga potencial de vírus B19 nas misturas de
estabilizante utilizado,
plasma utilizadas na produção da imunoglobulina anti­‑D,
– a diluição a efectuar antes da utilização do produto. efectua­‑se uma pesquisa do vírus B19 utilizando uma técnica
validada de amplificação dos ácidos nucleicos (2.6.2 1) na

Monografias
mistura de plasma.

I-L
ADN do vírus B19: no máximo, 10,0 U.I./µl.
IMUNOGLOBULINA HUMANA ANTI­‑D
O ensaio incluí um controlo positivo com 10,0 U.I. de ADN
do vírus B19 por microlitro e, para pesquisa de inibidores,
Immunoglobulinum humanum anti­‑D um controlo interno preparado pela adição de um marcador
apropriado a uma amostra da mistura de plasma. O ensaio só
DEFINIÇÃO é válido se o controlo positivo reagir ou se o resultado obtido
com o controlo interno não indicar a presença de inibidores.
A imunoglobulina humana anti­‑D é uma preparação O ADN do vírus B19 para o ensaio de amplificação dos ácidos
líquida ou liofilizada contendo imunoglobulinas, nucleicos PBR serve como controlo positivo.
principalmente a imunoglobulina G. A preparação destina­-
‑se a ser administrada por via intramuscular. Contém Se for adicionada à preparação a «Imunoglobulina humana
anticorpos específicos contra o antigénio eritrocitário D normal» e/ou «solução de albumina humana», a mistura
e pode conter ainda pequenas quantidades de anticorpos de plasma de onde proveio a imunoglobulina, satisfaz às
contra outros grupos sanguíneos. Pode ser adicionada exigências de ADN do vírus B19 acima referidas.
«Imunoglobulina humana normal» e/ou «solução de
albumina humana». ACTIVIDADE
Satisfaz às exigências estabelecidas na monografia
«Imunoglobulina humana normal», excepto no que se Efectue a aferição da imunoglobulina humana anti­‑D (2.7.13
refere ao número mínimo de dadores e ao teor mínimo em Método A). A actividade determinada não é inferior a 90
proteínas totais. Nos casos autorizados, nos produtos em por cento da actividade indicada. Os limites de confiança
que o processo de fabrico elimina as imunoglobulinas que (P = 0,95) da actividade determinada situam­‑se entre 80 por
não sejam de especificidade anti­‑D, o ensaio dos anticorpos cento e 120 por cento.
contra o antigénio de superfície da hepatite B pode não ser As técnicas B e C (2.7.13) podem ser utilizadas para
exigido. determinar a actividade se for estabelecida uma correlação
satisfatória com os resultados obtidos pela técnica A para o
produto em questão.
PRODUÇÃO

A imunoglobulina humana anti­‑D é obtida de preferência CONSERVAÇÃO


do plasma de dadores com título suficiente de anticorpos
contra o antigénio D previamente adquiridos. Se necessário, Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».
e com vista a assegurar uma reserva suficiente de
imunoglobulina humana anti­‑D, o plasma humano anti­‑D
pode ser obtido a partir do plasma de dadores imunizados ROTULAGEM
com eritrócitos D positivos compatíveis com os sistemas
de grupos sanguíneos relevantes para evitar a formação de Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».
anticorpos indesejáveis. No rótulo indica­‑se o número de Unidades Internacionais por
recipiente.

DADORES DE ERITRÓCITOS

Os dadores de eritrócitos satisfazem às exigências prescritas


para os dadores da monografia «Plasma humano para IMUNOGLOBULINA HUMANA ANTI­‑D
fraccionamento».
PARA VIA INTRAVENOSA

IMUNIZAÇÃO Immunoglobulinum humanum anti­‑D


ad usum intravenosum
A imunização do dador de plasma é efectuada sob supervisão
médica apropriada.
DEFINIÇÃO
A Organização Mundial de Saúde formulou recomendações
que dizem respeito a tais imunizações. compreendendo o A imunoglobulina humana anti­‑D para via intravenosa é uma
ensaio para os dadores dos eritrócitos (Normas relativas ao preparação líquida ou liofilizada que contém imunoglobulinas,
tratamento e ao controlo da qualidade do sangue e dos seus principalmente a imunoglobulina G. Contém anticorpos
constituintes e derivados do plasma. Série de relatórios específicos contra o antigénio eritrocitário D e pode
técnicos da OMS n.º 840, 1994 ou uma revisão posterior). igualmente conter pequenas quantidades de anticorpos

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2847


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Imunoglobulina humana contra a hepatite A

contra outros grupos sanguíneos. Pode ser adicionada de O ADN do vírus B19 para o ensaio da amplificação dos
«Imunoglobulina humana normal para via intravenosa» e/ou ácidos nucleicos PBR é apropriado como controlo positivo.
«solução de albumina humana».
Se a «Imunoglobulina humana normal para administração
A imunoglobulina humana anti­‑D para administração por por via intravenosa» e/ou a «solução de albumina humana»
via intravenosa satisfaz à monografia «Imunoglobulina tiver sido adicionada à preparação, a mistura de plasma donde
humana normal para via intravenosa», excepto no que provém esta imunoglobulina satisfaz às exigências do ADN do
Monografias

respeita ao número mínimo de dadores, o teor mínimo vírus B19 descritas abaixo.
I-L

em proteínas totais, o limite de osmolalidade e o limite do


teor em activador da pré­‑kalicraína. O ensaio de pesquisa
dos anticorpos anti­‑D (2.6.26) exigido na monografia ACTIVIDADE
«imunoglobulina humana normal para via intravenosa»
não é efectuado já que é substituído pelo doseamento de Efectue a aferição da imunoglobulina humana anti­‑D (2.7.13,
imunoglobulina humana anti­‑D (2.7.13) como é prescrito Método A). A actividade estimada não é inferior à actividade
mais adiante em «Actividade». Para os produtos em que indicada. Os limites de confiança (P = 0,95) não são inferiores
o método de fabrico elimine as imunoglobulinas que não a 80 por cento nem superiores a 120 por cento da actividade
sejam específicas anti­‑D, o ensaio dos anticorpos contra estimada.
o antigénio de superfície da hepatite B não é exigido;
Os Métodos B e C (2.7.13) podem ser utilizados para
um ensaio apropriado da função Fc é efectuado em
determinar a actividade se uma correlação satisfatória com
substituição do descrito no capítulo (2.7.9), que não é
os resultados obtidos para o Método A tiver sido estabelecida
aplicável a este tipo de produtos.
para o produto específico.

PRODUÇÃO
CONSERVAÇÃO
A imunoglobulina humana anti­‑D é obtida de preferência a
partir de plasma de dadores que apresentem um título em Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal para
anticorpos suficiente previamente adquirido. Se necessário, administração por via intravenosa».
a fim de assegurar uma reserva adequada de imunoglobulina
humana anti­‑D, o plasma humano anti­‑D pode ser obtido ROTULAGEM
a partir de plasma proveniente de dadores imunizados com
eritrócitos D­‑positivos compatíveis com os sistemas de
Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal para
grupos sanguíneos respectivos para evitar a formação de
administração por via intravenosa».
anticorpos indesejáveis.
No rótulo indica­‑se o número de Unidades Internacionais por
Dadores de eritrócitos recipiente.

Os dadores de eritrócitos satisfazem às exigências relativas


aos dadores prescritos na monografia «Plasma humano para
fraccionamento».
IMUNOGLOBULINA HUMANA
Imunização CONTRA A HEPATITE A
A imunização do dador de plasma efectua­‑se sob vigilância
médica apropriada. A Organização Mundial de Saúde tem Immunoglobulinum humanum
formulado recomendações respeitantes a tais imunizações
e inclui os ensaios nos dadores de eritrócitos (Normas
hepatitidis A
relativas ao tratamento, ao controlo de qualidade do
sangue, dos seus contaminantes e dos derivados do plasma, DEFINIÇÃO
Série de Relatórios Técnicos da OMS, n.º 840, 1994 ou
uma revisão posterior). A imunoglobulina humana contra a hepatite A é uma
preparação líquida ou liofilizada contendo imunoglobulinas,
Misturas de plasma principalmente a imunoglobulina G. A preparação é destinada
a ser administrada por via intramuscular. É obtida a partir
Para limitar a carga potencial em vírus B19 nas misturas do plasma proveniente de dadores seleccionados contendo
de plasma utilizadas para a produção da imunoglobulina anticorpos contra o vírus da hepatite A. Pode ser adicionada
humana anti­‑D, efectua­‑se uma pesquisa do vírus B19 na de «Imunoglobulina humana normal».
mistura de plasma por uma técnica validada de amplificação
de ácidos nucleicos. A imunoglobulina humana contra a hepatite A satisfaz às
exigências estabelecidas na monografia «Imunoglobulina
ADN do vírus B19: no máximo, 10,0 U.I./ml. humana normal», excepto no que se refere ao número
mínimo de dadores e ao teor mínimo em proteínas totais.
O ensaio deve incluir um controlo positivo com 10,0 U.I.
de ADN do vírus B19 por microlitro e para a pesquisa de
inibidores, um controlo interno preparado por adição de um ACTIVIDADE
marcador apropriado a uma amostra da mistura de plasma. O
ensaio só é válido se o controlo positivo for não reactivo ou se A actividade da imunoglobulina humana contra a hepatite A é
o resultado obtido com o controlo interno indicar a presença avaliada por comparação com a actividade de uma preparação
de inibidores. de referência aferida em Unidades Internacionais, por meio

2848 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Imunoglobulina humana contra a hepatite B para via intravenosa

de um imunodoseamento de sensibilidade e de especificidade preparação internacional de referência é indicada pela


apropriadas (2.7.1). Organização Mundial de Saúde.
A Unidade Internacional corresponde à actividade de uma A actividade indicada não é inferior a 100 U.I./ml. A actividade
dada quantidade do padrão internacional da imunoglobulina estimada não é inferior à actividade indicada. Os limites de
humana contra a hepatite A. A correspondência entre confiança da actividade estimada (P = 0,95) não são inferiores
Unidades Internacionais e o padrão internacional é indicada a 80 por cento nem superiores a 125 por cento.

Monografias
pela Organização Mundial de Saúde.

I-L
A imunoglobulina humana contra a hepatite A PBR é aferida CONSERVAÇÃO
em Unidades Internacionais por comparação com o padrão
internacional. Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».
A actividade indicada não é inferior a 600 U.I./ml. A actividade
estimada não é inferior à actividade indicada. Os limites de ROTULAGEM
confiança (P = 0,95) da actividade estimada não são inferiores
a 80 por cento, nem superiores a 125 por cento. Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».
No rótulo indica­‑se o número de Unidades Internacionais por
CONSERVAÇÃO recipiente.

Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».

ROTULAGEM IMUNOGLOBULINA HUMANA


Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».
CONTRA A HEPATITE B
No rótulo indica­‑se o número de Unidades Internacionais por
PARA VIA INTRAVENOSA
recipiente.
Immunoglobulinum humanum
hepatitidis B ad usum intravenosum

IMUNOGLOBULINA HUMANA DEFINIÇÃO

CONTRA A HEPATITE B A imunoglobulina humana contra a hepatite B para


administração por via intravenosa é uma preparação líquida
Immunoglobulinum humanum ou liofilizada contendo imunoglobulinas, principalmente a
imunoglobulina G. É obtida a partir do plasma proveniente
hepatitidis B de dadores selecionados ou vacinados contendo anticorpos
específicos contra o antigénio de superfície da hepatite B.
DEFINIÇÃO Pode ser adicionada da «Imunoglobulina humana normal
para administração por via intravenosa».
A imunoglobulina humana contra a hepatite B é uma A imunoglobulina humana contra a hepatite B para
preparação liquida ou liofilizada que contém imunoglobulinas, administração por via intravenosa satisfaz á monografia
principalmente a imunoglobulina G. A preparação é destinada «Imunoglobulina humana normal para administração por
a ser administrada por via intramuscular. É obtida a partir via intravenosa» excepto no que respeita o número mínimo
do plasma proveniente de dadores seleccionados que contém de dadores, o teor mínimo em proteínas totais e o limite de
anticorpos contra o antigénio de superfície da hepatite B. osmolalidade.
Pode ser adicionada de «Imunoglobulina humana normal».
A imunoglobulina humana contra a hepatite B satisfaz à
ACTIVIDADE
monografia «lmunoglobulina humana normal», excepto no
que respeita o número mínimo de dadores e o teor mínimo
A actividade da imunoglobulina humana contra a hepatite B
em proteínas totais.
para administração por via intravenosa é avaliada por
comparação do título em anticorpos da amostra com a
ACTIVIDADE actividade de uma preparação de referência aferida em
Unidades Internacionais, por meio de um imunodoseamento
A actividade da imunoglobulina humana contra a hepatite B é (2.7.1) com sensibilidade e especificidade apropriadas.
avaliada por comparação do titulo em anticorpos da amostra A Unidade Internacional corresponde à actividade de uma
com a actividade de uma preparação de referência, aferida em determinada quantidade da preparação internacional
Unidades Internacionais, por meio de um imunodoseamento de referência da imunoglobulina contra a hepatite B. A
de sensibilidade e de especificidade apropriadas (2.7.1). correspondência entre a Unidade Internacional e a preparação
internacional de referência é indicada pela Organização
A Unidade Internacional corresponde à actividade de
Mundial de Saúde.
uma dada quantidade da preparação internacional de
referência da imunoglobulina humana contra a hepatite B. A actividade indicada não é inferior a 50 U.I./ml. A actividade
A correspondência entre a Unidade Internacional e a não é inferior à actividade indicada. Os limites de confiança

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2849


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Imunoglobulina humana contra a raiva

(P = 0,95) não são inferiores a 80 por cento nem superiores a a 30 passagens a partir do lote semente ATCC. Recolha as
125 por cento da actividade estimada. células após um crescimento de 2 a 4 dias. Trate as células
com tripsina. Prepare uma suspensão de 500 000 células por
mililitro (suspensão de células).
CONSERVAÇÃO
Para aumentar a sensibilidade das células, 10 min antes da
Ver monografia «Imunoglobulina humana normal para utilização desta suspensão junte, se necessário, 10 µg de
Monografias

administração por via intravenosa». dietilaminoetildextrano R por mililitro.


I-L

Utilize uma estirpe de vírus fixo multiplicada em células


sensíveis, por exemplo, a estirpe CVS adaptada à cultura na
ROTULAGEM linha celular BHK 21 (suspensão­‑mãe do vírus). Determine o
título da suspensão­‑mãe do vírus do modo seguinte.
Ver monografia «Imunoglobulina humana normal para
administração por via intravenosa». Prepare uma série de diluições da suspensão vírica. Em
câmaras de placas para cultura celular (8 câmaras por placa),
No rótulo indica­‑se o número mínimo de Unidades distribua respectivamente 0,1 ml de cada diluição. Junte
Internacionais da imunoglobulina humana contra a hepatite B por 0,1 ml de meio de cultura e 0,2 ml da suspensão de células.
recipiente. Incube em atmosfera de dióxido de carbono a 37°C, durante
24 h. Efectue a fixação, a coloração imunofluorescente e a
avaliação segundo as indicações dadas a seguir. Determine o
titulo da suspensão­‑mãe do vírus e prepare uma diluição de
trabalho do vírus correspondente a 100 DICC50 por 0,1 ml.
IMUNOGLOBULINA HUMANA Em cada ensaio, verifique a quantidade do vírus por uma
CONTRA A RAIVA aferição de controlo: a partir da diluição correspondente a
100 DICC50 por 0,1 ml, efectue 3 diluições sucessivas de razão
10. Distribua respectivamente 0,1 ml de cada diluição em 4
Immunoglobulinum humanum rabicum câmaras contendo 0,1 ml do meio de cultura e junte 0,2 ml
da suspensão de células. O ensaio só é válido se, o título se
DEFINIÇÃO situar entre 30 DICC50 e 300 DICC50.
Dilua a preparação de referência até a uma concentração de
A imunoglobulina humana contra a raiva é uma preparação 2 U.I./ml com o meio de cultura sem suplemento (diluição­
líquida ou liofilizada que contém imunoglobulinas, ‑mãe de referência, conservar a uma temperatura inferior
principalmente a imunoglobulina G. A preparação é destinada a ­‑80°C). Prepare 2 pré­‑diluições apropriadas (1/8 e 1/10)
a ser administrada por via intramuscular. É obtida a partir da diluição­‑mãe de referência de modo que a diluição da
do plasma proveniente de dadores imunizados contra a raiva. preparação de referência que reduz 50 por cento o número de
Contém anticorpos específicos neutralizantes do vírus da raiva. campos fluorescentes se encontre na gama das 4 diluições na
Pode ser adicionada de «Imunoglobulina humana normal». placa da cultura celular. Junte 0,1 ml de meio a cada câmara,
A imunoglobulina humana contra a raiva satisfaz à excepto na primeira de cada uma de 2 filas, às quais deve
monografia «Imunoglobulina humana normal» excepto no ser adicionado, respectivamente, 0,2 ml das 2 pré­‑diluições
que se refere o número mínimo de dadores e o teor mínimo da diluição­‑mãe de referência e a seguir transfira 0,1 ml
em proteínas totais. sucessivamente para as outras câmaras.
Dilua a amostra a 100 l num meio de cultura sem
suplemento (diluição­‑mãe da imunoglobulina) a fim
ACTIVIDADE de reduzir ao mínimo os erros devidos à viscosidade da
preparação não diluída. Prepare 3 pré­‑diluições apropriadas
A actividade da imunoglobulina humana contra a raiva da diluição­‑mãe da imunoglobulina de modo que a diluição
é avaliada por comparação entre a dose necessária para da amostra que reduz 50 por cento o número de campos
neutralizar o poder infeccioso de uma suspensão do vírus fluorescentes se encontre na gama das 4 diluições na placa
da raiva e da dose de uma preparação de referência aferida de cultura celular. Junte 0,1 ml de meio a cada câmara,
em Unidades Internacionais, necessária para assegurar o excepto na primeira de cada uma de 3 filas, às quais deve
mesmo grau de neutralização (2.7.1). A aferição é efectuada ser adicionado respectivamente 0,2 ml das 3 pré­‑diluições
em culturas celulares sensíveis e a presença do vírus não da diluição­‑mãe da imunoglobulina. Prepare uma série de
neutralizado é revelada por imunofluorescência. diluições em duplicado transferindo 0,1 ml sucessivamente
A Unidade Internacional corresponde à actividade para as outras câmaras.
neutralizante específica para o vírus da raiva, de uma dada A todas as câmaras que contêm respectivamente as diluições
quantidade do padrão internacional de imunoglobulina da preparação de referência e as diluições da amostra, junte
humana contra a raiva. 0,1 ml da suspensão vírica correspondente a 100 DICC50 por
A correspondência entre a Unidade Internacional e o padrão 0,1 ml (diluição de trabalho), agite manualmente e deixe
internacional é indicada pela Organização Mundial de Saúde. em repouso em atmosfera de dióxido de carbono a 37°C,
durante 90 min; junte 0,2 ml da suspensão de células, agite
A imunoglobulina humana contra a raiva PBR é aferida manualmente e deixe em repouso em atmosfera de dióxido de
em Unidades Internacionais por comparação com o padrão carbono a 37°C, durante 24 h.
internacional.
Após 24 h, rejeite o meio e retire as paredes de plástico. Lave
Efectue a aferição em células sensíveis apropriadas. Utiliza­‑se as camaras monocelulares com a solução tampão salina de
geralmente a linha celular BHK 21, multiplicada no meio fosfato de pH 7,4 R, e depois com uma mistura de 20 volumes
de cultura descrito adiante e que tenha sofrido entre 18 de água R e 80 volumes de acetona R e fixe com uma mistura

2850 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Imunoglobulina humana contra a rubéola

de 20 volumes de água R e 80 volumes de acetona R a ­‑20°C, CONSERVAÇÃO


durante 3 min. Espalhe nas lâminas o conjugado fluorescente de
soro anti­‑rábico R pronto a ser utilizado. Deixe em repouso numa Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».
atmosfera com uma taxa de humidade elevada a 37°C, durante 30
min. Lave com a solução tampão salina de fosfato de pH 7,4 R e
seque. Examine 20 campos de cada câmara com uma ampliação ROTULAGEM
de 250 × com um microscópio de fluorescência. Anote o número

Monografias
de campos contendo, no mínimo, 1 célula fluorescente. Verifique Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».

I-L
a dose do vírus de prova utilizado na placa para a aferição do vírus
e determine a diluição da preparação de referência e da amostra No rótulo indica­‑se o número de Unidades Internacionais por
que reduz 50 por cento o número de campos fluorescentes, recipiente.
efectuando os cálculos para os conjuntos das 2 ou 3 diluições,
por meio de uma análise de probabilidade iteractiva. O ensaio
só é válido se a análise estatística demonstrar uma inclinação
significativa da curva dose/resposta e não revelar nenhum desvio
da linearidade ou do paralelismo. IMUNOGLOBULINA HUMANA
A actividade indicada é, no mínimo, de 150 U.I./ml. A CONTRA A RUBÉOLA
actividade estimada não é inferior à actividade indicada e
não é superior a 2 vezes à actividade indicada. Os limites de Immunoglobulinum humanum rubellae
confiança da actividade estimada (P = 0,95) não são inferiores
a 80 por cento nem superiores a 125 por cento.
DEFINIÇÃO

MEIO DE CULTURA PARA O CRESCIMENTO


A imunoglobulina humana contra a rubéola é uma preparação
DAS CÉLULAS BHK 21
líquida ou liofilizada que contém imunoglobulinas,
Podem igualmente ser utilizados os meios disponíveis no principalmente a imunoglobulina G. A preparação é destinada
comércio com uma composição ligeiramente diferente a ser administrada por via intramuscular. É obtida a partir de
daquela que se indica. plasma que contém anticorpos específicos contra o vírus da
rubéola. Pode ser adicionada de «Imunoglobulina humana
Cloreto de sódio 6,4 g normal».
Cloreto de potássio 0,40 g
Cloreto de cálcio anidro 0,20 g A imunoglobulina humana contra a rubéola satisfaz à
Sulfato de magnésio hepta­‑hidratado 0,20 g monografia «Imunoglobulina humana normal», excepto no
Fosfato monossódico mono­‑hidratado 0,124 g que respeita o número mínimo de dadores e o teor mínimo
Glicose mono­‑hidratada 4,5 g em proteínas totais.
Nitrato férrico mono­‑hidratado 0,10 mg
Cloridrato de L­‑arginina 42,0 mg
l­‑cistina 24,0 mg ACTIVIDADE
l­‑histidina 16,0 mg
l­‑Isoleucina 52,0 mg A actividade da imunoglobulina humana contra a
l­‑Leucina 52,0 mg rubéola é avaliada por comparação com a actividade
Cloridrato de L­‑lisina 74,0 mg de uma preparação de referência aferida em Unidades
l­‑Fenilalanina 33,0 mg Internacionais, por meio de um ensaio apropriado de
l­‑Treonina 48,0 mg inibição de hemaglutinação.
l­‑Triptofano 8,0 mg
l­‑Tirosina 36,0 mg A Unidade Internacional corresponde à actividade de uma
l­‑Valina 47,0 mg dada quantidade do padrão internacional de imunoglobulina
l­‑Metionina 15,0 mg contra a rubéola. A correspondência entre a Unidade
l­‑Glutamina 0,292 g Internacional e o padrão internacional é indicada pela
l­‑Inositol 3,60 mg Organização Mundial de Saúde.
Cloreto de colina 2,0 mg A actividade estimada não é inferior a 4500 U.I./ml. Os limites
Ácido fólico 2,0 mg de confiança (P = 0,95) da actividade estimada não são
Nicotinamida 2,0 mg inferiores a 50 por cento nem superiores a 200 por cento da
Pantotenato de cálcio 2,0 mg actividade indicada.
Cloridrato de piridoxal 2,0 mg
Cloridrato de tiamina 2,0 mg
Riboflavina 2,0 mg CONSERVAÇÃO
Vermelho de fenol 15,0 mg
Bicarbonato de sódio 2,75 g
Água q.b.p. 1000 ml
Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».

O suplemento seguinte é adicionado ao meio:


ROTULAGEM
Soro fetal de vitela
(aquecido a 56°C durante 30 min) 10 por cento
Caldo de fosfato de triptose 10 por cento Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».
Benzilpenicilina sódica 60 mg/litro No rótulo indica­‑se o número de Unidades Internacionais por
Estreptomicina 0,1 g/litro mililitro.

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2851


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Imunoglobulina humana contra o sarampo

IMUNOGLOBULINA HUMANA contém imunoglobulinas, principalmente a imunoglobulina G.


É obtida a partir de plasma proveniente de dadores
CONTRA A VARICELA selecionados tendo anticorpos específicos contra o vírus
herpes humano 3 (vírus da varicela­‑zona1). Pode ser
Immunoglobulinum humanum varicellae adicionada da «Imunoglobulina humana normal para
administração por via intravenosa».
Monografias

DEFINIÇÃO A imunoglobulina humana contra a varicela satisfaz


I-L

à monografia «Imunoglobulina humana normal para


A imunoglobulina humana contra a varicela é uma administração por via intravenosa» excepto no que respeita
preparação líquida ou liofilizada contendo imunoglobulinas, o número mínimo de dadores, o teor mínimo em proteínas
principalmente a imunoglobulina G. A preparação é totais e o limite de osmolalidade.
destinada a ser administrada por via intramuscular. É obtida
a partir do plasma proveniente de dadores selecionados
contendo anticorpos contra o Herpesvírus varicellae. Pode ACTIVIDADE
ser adicionada de «Imunoglobulina humana normal».
A actividade da imunoglobulina humana contra a varicela é
A imunoglobulina humana contra a varicela satisfaz à avaliada por comparação do título em anticorpos da amostra
monografia «Imunoglobulina humana normal», excepto no com a actividade de uma preparação de referência aferida em
que respeita o número mínimo de dadores, o teor mínimo Unidades Internacionais, por meio de um imunodoseamento
em proteínas totais e, nos casos autorizados, o ensaio dos de sensibilidade e de especificidade apropriadas (2.7.1).
anticorpos contra o antigénio de superfície da hepatite B.
A Unidade Internacional corresponde à actividade de uma
dada quantidade do padrão internacional da imunoglobulina
ACTIVIDADE humana contra a varicela. A correspondência entre a Unidade
Internacional e o padrão internacional é indicada pela
A actividade da imunoglobulina humana contra a varicela é Organização Mundial de Saúde.
avaliada por comparação do título em anticorpos da amostra
com a actividade de uma preparação de referência aferida em A actividade indicada não é inferior a 25 U.I./ml. A actividade
Unidades Internacionais, por meio de um imunoensaio com estimada não é inferior à actividade indicada. Os limites de
sensibilidade e especificidade apropriadas (2.7.1). confiança da actividade estimada (P = 0,95) não são inferiores
a 80 por cento nem superiores a 125 por cento.
A Unidade Internacional corresponde à actividade de uma
dada quantidade do padrão internacional da imunoglobulina
humana contra a varicela. A correspondência entre a Unidade CONSERVAÇÃO
Internacional e o padrão internacional é indicada pela
Organização Mundial de Saúde. Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal para
administração por via intravenosa».
A actividade indicada não é inferior a 100 U.I./ml. A actividade
estimada não é inferior à actividade indicada. Os limites de
confiança (P = 0,95) da actividade estimada não são inferiores ROTULAGEM
a 80 por cento, nem superiores a 125 por cento.
Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal para
administração por via intravenosa».
CONSERVAÇÃO
No rótulo indica­‑se o número de Unidades Internacionais por
Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal». recipiente.

ROTULAGEM

Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal». IMUNOGLOBULINA HUMANA


No rótulo indica­‑se o número de unidades internacionais por CONTRA O SARAMPO
recipiente.
Immunoglobulinum humanum
morbillicum
IMUNOGLOBULINA HUMANA CONTRA
DEFINIÇÃO
A VARICELA PARA VIA INTRAVENOSA
A imunoglobulina humana contra o sarampo é uma
Immunoglobulinum humanum varicellae preparação líquida ou liofilizada que contém imunoglobulinas,
ad usum intravenosum principalmente a imunoglobulina G. A preparação é destinada a
ser administrada por via intramuscular. É obtida a partir de plasma
contendo anticorpos específicos contra o vírus do sarampo. Pode
DEFINIÇÃO
ser adicionada de «Imunoglobulina humana normal».
A imunoglobulina humana contra a varicela para administração A imunoglobulina humana contra o sarampo satisfaz à
por via intravenosa é uma preparação líquida ou liofilizada que monografia «Imunoglobulina humana normal», excepto no

2852 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Imunoglobulina humana contra o tétano

que respeita o número mínimo de dadores e o teor mínimo principalmente a imunoglobulina G. A preparação é destinada
em proteínas totais. a ser administrada por via intramuscular. A preparação é
obtida a partir de plasma contendo anticorpos específicos
contra a toxina do Clostridium tetani. Pode ser adicionada de
ACTIVIDADE «lmunoglobulina humana normal».
A actividade da preparação líquida ou da preparação A imunoglobulina humana contra o tétano satisfaz à

Monografias
liofilizada reconstituida segundo as indicações que monografia «Imunoglobulina humana normal», excepto no

I-L
figuram no rótulo é, no mínimo, de 50 U.I. de anticorpos que respeita ao número mínimo de dadores e ao teor mínimo
neutralizantes do vírus do sarampo por mililitro. em proteínas totais.
A actividade é avaliada por comparação entre o título em
anticorpos da amostra e de uma preparação de referência
PRODUÇÃO
aferida em Unidades Internacionais, utilizando uma dose de
prova de vírus do sarampo em cultura celular apropriada.
Durante o desenvolvimento, é conveniente estabelecer
Um método de sensibilidade e de precisão equivalentes pode
uma relação satisfatória entre a actividade determinada
ser utilizado, desde que a prova seja levada à Autoridade
pelo imunodoseamento como descrito em «Actividade» e a
Competente e que prove que existe uma correlação
actividade determinada pelo ensaio da actividade antitóxica
satisfatória com a actividade neutralizante do vírus do
no murganho descrito a seguir.
sarampo por comparação com a preparação de referência.
Actividade antitóxica no muganho. A actividade é avaliada
A Unidade Internacional corresponde à actividade
por determinação da quantidade que permite assegurar a
neutralizante específica relativa ao vírus do sarampo de
protecção de murganhos contra os efeitos paralisantes de
uma dada quantidade do padrão internacional do soro do
uma determinada dose de toxina tetânica. Esta quantidade
sarampo. A correspondência entre a Unidade Internacional
é comparada à de uma preparação de referência da
e a preparação de referência internacional é indicada pela
imunoglobulina humana contra o tétano, aferida em
Organização Mundial de Saúde.
Unidades Internacionais, necessária para assegurar a mesma
Prepare respectivamente séries de diluições em duplicado protecção.
da amostra e da preparação de referência. Misture volumes
A Unidade Internacional de antitoxina corresponde à
iguais de cada diluição e de uma suspensão de vírus do
actividade neutralizante específica relativamente da
sarampo contendo cerca de 100 DICC50 em 0,1 ml. Incube
toxina tetânica contida numa dada quantidade do padrão
estas misturas, ao abrigo da luz a 37°C durante 2 h. Utilize,
internacional constituído pela imunoglobulina humana
no mínimo, 6 culturas celulares para cada mistura e inocule
liofilizada. A correspondência entre a Unidade Internacional e
0,2 ml da mistura por cultura. Incube, no mínimo, durante
o padrão internacional é indicada pela Organização Mundial
10 dias. Examine as culturas quanto à actividade vírica.
de Saúde.
Determine a actividade comparando a diluição que contém a
A imunoglobulina humana contra o tétano PBR é aferida
menor quantidade da amostra que tenha neutralizado o vírus
em Unidades Internacionais por comparação com o padrão
com a da preparação de referência com a mesma actividade.
internacional.
Calcule a actividade da amostra em Unidades Internacionais
Escolha dos animais. Utilize murganhos pesando entre 16 g
de anticorpos neutralizantes do vírus do sarampo por
e 20 g.
mililitro.
Preparação da toxina de prova. Prepare a toxina de prova
por um método apropriado a partir do filtrado estéril de uma
CONSERVAÇÃO cultura de C. tetani em meio líquido. Os 2 métodos referidos
a seguir são dados a título de exemplo mas qualquer outro
Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal». método apropriado pode ser utilizado.
(1) Ao filtrado de uma cultura de cerca de 9 dias, junte 1 a 2
ROTULAGEM volumes de glicerol R e conserve a mistura no estado líquido
a uma temperatura ligeiramente inferior a 0°C.
Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal». (2) Precipite a toxina por adição de sulfato de amónia R,
No rótulo indica­‑se o número de Unidades Internacionais por seque o precipitado sob vácuo em pentóxido de difósforo R,
recipiente. pulverize­‑o e conserve­‑o no estado seco em ampolas fechadas
sob vácuo em pentóxido de difósforo R.
Determinação da dose da toxina de prova (dose Lp/10).
Prepare uma solução da preparação de referência num
líquido apropriado de modo que contenha 0,5 U.I. de
IMUNOGLOBULINA HUMANA antitoxina por mililitro. Se a toxina for conservada no estado
CONTRA O TÉTANO seco, reconstitua­‑a com um líquido apropriado. Prepare uma
série de misturas da solução da preparação de referência e
Immunoglobulinum humanum tetanicum da toxina de prova de modo a que cada uma contenha 2,0 ml
da solução da preparação de referência e uma quantidade
variável da toxina de prova, a seguir complete cada mistura
DEFINIÇÃO com o mesmo volume final de 5,0 ml com um líquido
apropriado. Deixe em repouso, ao abrigo da luz, durante
A imunoglobulina humana contra o tétano é uma preparação 60 min. Utilize um grupo de 6 murganhos para cada mistura.
líquida ou liofilizada que contém imunoglobulinas, Injecte em cada um deles por via subcutânea, 0,5 ml da

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2853


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Imunoglobulina humana normal

mistura atribuída ao seu grupo. Mantenha os murganhos CONSERVAÇÃO


em observação durante 96 h. Os que forem atingidos por
paralisia podem ser sacrificados. A dose da toxina de prova Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».
corresponde à quantidade presente em 0,5 ml da mistura
que contém a mais pequena quantidade de toxina que
provoca, durante o período de observação, a paralisia nos ROTULAGEM
Monografias

6 murganhos aos quais tenha sido administrada, apesar


da neutralização parcial devida àpreparação de referência. Ver a monografia «Imunoglobulina humana normal».
I-L

Determinação da actividade da imunoglobulina. Prepare No rótulo indica­‑se o número de unidades internacionais por
uma solução da preparação de referência num líquido cada recipiente.
apropriado de modo a conter 0,5 U.I. de antitoxina por
mililitro. Prepare uma solução da toxina de prova num
líquido apropriado de modo a conter 5 doses de prova
por mililitro. Prepare uma série de misturas da solução
da toxina de prova e da amostra de modo que cada uma IMUNOGLOBULINA HUMANA NORMAL
contenha 2,0 ml da solução da toxina de prova e uma
quantidade variável da amostra. Complete cada mistura
com o mesmo volume final de 5,0 ml com um líquido
Immunoglobulinum humanum normale
apropriado. Prepare uma segunda série de misturas da
solução da toxina de prova e da solução da preparação DEFINIÇÃO
de referência de modo que cada uma contenha 2,0 ml da
solução da toxina de prova e uma quantidade variável da A imunoglobulina humana normal é uma preparação líquida
preparação de referência. Nesta segunda série, a diluição ou liofilizada contendo imunoglobulinas, principalmente
média da preparação de referência corresponde à mistura a imunoglobulina G (IgG). Podem estar presentes outras
que contém 1 U.I. de antitoxina (2,0 ml da solução da proteínas. Contém os anticorpos IgG de indivíduos
preparação de referência). Complete cada mistura ao normais. A preparação destina­‑se a ser administrada por via
mesmo volume final de 5,0 ml, com um líquido apropriado. intramuscular.
Deixe em repouso as misturas das 2 séries, ao abrigo da luz,
durante 60 min. Utilize um grupo de 6 murganhos para A imunoglobulina humana normal é preparada a partir de
cada mistura. Injecte em cada um deles, por via subcutânea, plasma que satisfaz às exigências da monografia «Plasma
0,5 ml da mistura atribuida ao seu grupo. Mantenha os humano para fraccionamento». Não se adiciona nenhum
murganhos em observação durante 96 h. Os que forem antibiótico ao plasma utilizado.
atingidos por paralisia podem ser sacrificados. A mistura
contendo a quantidade máxima de imunoglobulina que PRODUÇÃO
não protege nenhum murganho da paralisia corresponde
a 1 U.I. Esta quantidade serve para calcular a actividade da
O método de preparação compreende uma ou várias
imunoglobulina em Unidades Internacionais por mililitro.
etapas que demonstraram eliminar ou inactivar os agentes
O ensaio só é válido se, todos os murganhos inoculados com infecciosos conhecidos; deve ser demonstrado que, no
a mistura que contém, no mínimo, 2,0 ml da solução da produto acabado, os resíduos de substâncias eventualmente
preparação de referência forem atingidos por paralisia e se utilizadas para a inactivação dos vírus não produzem efeitos
todos os murganhos inoculados com as misturas que contêm indesejáveis nos pacientes tratados com a imunoglobulina.
maiores volumes desta solução ficarem indemnes. A inocuidade da preparação quando administrada por via
intramuscular deverá ter sido demonstrada por ensaios
ACTIVIDADE apropriados em animais e por um estudo durante os ensaios
clínicos.
A actividade da imunoglobulina humana contra o tétano Prepara­‑se a partir do produto recolhido, no mínimo,
é avaliada por comparação do título em anticorpos da em 1 000 dadores, segundo um método que tenha sido
amostra e de uma preparação de referência, aferida em demonstrado que permite obter um produto que:
Unidades Internacionais, com o auxílio de um ensaio de
imunodoseamento de sensibilidade e de especificidade – não transmite infecção,
apropriadas (2.7.1). – na concentração proteica de 160 g/l contém, pelo menos,
A Unidade Internacional corresponde à actividade de uma 2 anticorpos (um vírico e outro bacteriano) para os quais
existe um padrão internacional ou uma preparação de
dada quantidade do padrão internacional da imunoglobulina
referência; a concentração destes anticorpos é, pelo menos,
antitetânica. A correspondência em Unidades Internacionais
10 vezes superior à da matéria­‑prima inicial.
do padrão internacional é indicada pela Organização Mundial
de Saúde. A imunoglobulina humana normal prepara­‑se na forma de
solução estabilizada, por exemplo, numa solução de cloreto
A imunoglobulina humana contra o tétano PBR é aferida
de sódio a 9 g/l, numa solução de glicina a 22,5 g/l ou, se
em Unidades Internacionais por comparação com o padrão
a preparação se destinar a ser liofilizada, numa solução de
internacional.
glicina a 60 g/l. As preparações apresentadas em recipientes
A actividade indicada não é inferior a 100 U.I. de antitoxina multidose contêm um conservante antimicrobiano. As
tetânica por mililitro. A actividade estimada não é inferior preparações apresentadas em recipiente para dose única
à actividade indicada. Os limites de confiança da actividade não contêm conservante antimicrobiano. Os agentes
estimada (P = 0,95) não são inferiores a 80 por cento nem antimicrobianos e os estabilizantes, eventualmente
superiores a 125 por cento. utilizados, são reconhecidos como não tendo, na

2854 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Imunoglobulina humana normal

concentração utilizada, efeitos nocivos para o produto final. A geles de agarose, como estes fazem normalmente parte de
solução é filtrada por uma membrana que retenha bactérias. um sistema automatizado, convém seguir as instruções do
A preparação pode depois ser liofilizada e os recipientes fabricante.
fechados a pressão reduzida ou em atmosfera de gás inerte.
Solução problema. Dilua a amostra numa solução de cloreto
A estabilidade do produto demonstra­‑se por ensaios de sódio R a 9 g/l até à concentração de 50 g/l em proteínas.
efectuados durante os estudos de desenvolvimento.

Monografias
Solução testemunha. Reconstitua a imunoglobulina humana
para electroforese PBR e dilua­‑a numa solução de cloreto de

I-L
CARACTERÍSTICAS sódio R a 9 g/l até à concentração de 50 g/l em proteínas.
Deposite numa tira 2,5 µl da solução problema em «traços»
A preparação líquida é límpida, amarela clara ou castanha de 10 mm ou deposite 0,25 µl por milímetro se for utilizada
clara. Durante a conservação pode aparecer uma ligeira uma tira mais estreita. Deposite nas mesmas condições
turvação ou algumas partículas. A preparação liofilizada é um o mesmo volume da solução padrão noutra tira. Aplique
pó higroscópico branco ou ligeiramente amarelado ou uma um campo eléctrico apropriado, de modo que a banda da
massa sólida e friável. albumina do soro humano normal num electroforegrama
No caso de uma preparação liofilizada, a sua reconstituição padrão migre, pelo menos, 30 mm. Trate as tiras com a
faz­‑se segundo as indicações do rótulo imediatamente solução de negro de amido 10B R durante 5 min e com
antes de se efectuar a identificação e os ensaios, salvo os de uma mistura de 10 volumes de ácido acético glacial R e
solubilidade e do teor em água. 90 volumes de metanol R durante o tempo estritamente
necessário para obter a descoloração do suporte. Provoque a
transparência do suporte com uma mistura de 19 volumes de
IDENTIFICAÇÃO ácido acético glacial R e 81 volumes de metanol R. Determine
a absorvência das bandas em 600 nm com auxílio de um
aparelho que neste comprimento de onda dê uma resposta
Examine a amostra por uma técnica apropriada de
linear no intervalo da medida. Efectue 3 determinações sobre
imunoelectroforese. Usando um soro humano normal,
cada tira e calcule a média das leituras em cada tira.
compare o soro humano normal com a amostra diluída de
modo a conter 10 g/l em proteínas. A componente principal Conformidade do sistema: no electroforegrama obtido com
da amostra corresponde à componente IgG do soro humano a solução testemunha em gel de acetato de celulose ou em
normal, podendo existir outras proteínas plasmáticas em gel de agarose, a proporção de proteínas contidas na banda
pequenas quantidades. principal está compreendida entre os limites indicados no
rótulo da preparação de referência.
Resultados: no electroforegrama obtido com a solução
ENSAIO
problema em gel de acetato de celulose ou em gel de
agarose, 10 por cento das proteínas, no máximo, podem ter
Solubilidade. No caso de uma amostra liofilizada, junte o mobilidade diferente da da banda principal.
volume do líquido indicado no rótulo. A amostra dissolve­‑se
completamente em 20 min a 20­‑25°C.
Distribuição do tamanho molecular. Cromatografia líquida
(2.2.29).
pH (2.2.3): 5,0 e 7,2.
Solução problema. Dilua a amostra numa solução de cloreto
Dilua a amostra numa solução de cloreto de sódio R a 9 g/l
de sódio R a 9 g/l até uma concentração apropriada ao
até à concentração de 10 g/l em proteínas.
sistema cromatográfico utilizado. Geralmente satisfaz uma
concentração entre 4 g/l e 12 g/l e uma injecção de 50 µg a
Proteínas totais. Dilua a amostra numa solução de cloreto 600 µg de proteína.
de sódio R a 9 g/l até obter uma concentração de cerca de
15 mg de proteínas em 2 ml. Num tubo de centrífuga de Solução padrão. Dilua a imunoglobulina humana (tamanho
fundo redondo introduza 2,0 ml desta solução. Junte 2 ml molecular) PBR numa solução de cloreto de sódio R a 9 g/l
de solução de molibdato de sódio R a 75 g/l e 2 ml de uma até obter a mesma concentração em proteínas da solução
mistura de 1 volume de ácido sulfúrico isento de azoto R problema.
e 30 volumes de água R. Agite, centrifugue durante 5 min, Coluna:
decante o líquido sobrenadante e deixe escorrer o tubo
invertido sobre papel de filtro. Efectue o doseamento do azoto – dimensões: l = 0,6 m;  = 7,5 mm ou l = 0,3 m;  = 7,8 mm,
no coágulo após mineralização pelo ácido sulfúrico (2.5.9). – fase estacionária: gel de sílica hidrófila para cromatografia
Calcule a quantidade de proteínas multiplicando a quantidade R de qualidade apropriada ao fraccionamento de proteínas
de azoto por 6,25. O teor em proteínas não é inferior a 100 g/l globulares de massas moleculares compreendidas entre
nem superior a 180 g/l. Esse teor não é inferior a 90 por 10 000 e 500 000,
cento nem superior a 110 por cento da quantidade indicada
no rótulo. Fase móvel: dissolva 4,873 g de fosfato dissódico di­‑hidratado R,
1,741 g de fosfato monossódico mono­‑hidratado R, 11,688 g
de cloreto de sódio R e 50 mg de azida de sódio R em 1 litro de
Composição em proteínas. Electroforese de zona (2.2.31).
água R,
Utilize como suporte tiras de gel de acetato de celulose
Débito: 0,5 ml/min,
apropriada ou de gel de agarose apropriado e como solução
de electrólito a solução tampão de barbital de pH 8,6 R1. Detecção: espectrofotómetro em 280 nm.
No caso de se utilizar como suporte o acetato de celulose, No cromatograma obtido com a solução testemunha, o pico
pode ser utilizado o método descrito a seguir. Caso se utilize principal corresponde ao monómero da IgG e aparece um pico

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2855


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Imunoglobulina humana normal para via intravenosa

correspondente ao dímero com um tempo de retenção relativa de ROTULAGEM


cerca de 0,85 em relação ao pico principal. Identifique os picos do
cromatograma obtido com a solução problema por comparação No rótulo indica­‑se:
com o cromatograma obtido com a solução testemunha; os picos
– no caso de um produto líquido, o volume da preparação no
com um menor tempo de retenção do dímero correspondem aos
polímeros e aos agregados. A amostra satisfaz ao ensaio se no recipiente e o teor em proteínas expresso em gramas por litro,
Monografias

cromatograma obtido com a solução problema: – no caso de um produto liofilizado, a quantidade de


proteínas no recipiente,
I-L

– retenção relativa: para o monómero e para o dímero a


retenção relativa em relação ao pico correspondente no – a via de administração,
cromatograma obtido com a solução padrão for de 1 ± 0,02,
– no caso do produto liofilizado, o nome ou a composição e o
– áreas dos picos: a soma das áreas dos picos do monómero volume do líquido de reconstituição a adicionar,
e do dímero representem, no mímino, 85 por cento da área
total do cromatograma e a soma das áreas dos picos devidos – nos casos apropriados, que a preparação é conveniente para
aos polímeros e aos agregados representem, no máximo, a profilaxia da hepatite A,
10 por cento da área total do cromatograma. – nos casos apropriados, a actividade anti­‑hepatite A em
Unidades Internacionais por mililitro,
Água. Determinado por um método apropriado como o semi­- – nos casos apropriados, o nome e a quantidade de
‑micrométodo (2.5.12), a perda por secagem (2.2.32) ou a conservante antimicrobiano presente na preparação.
espectrofotometria no infravermelho próximo (2.2.40), o teor
em água está compreendido dentro dos limites aprovados
pela Autoridade competente.

Esterilidade (2.6.1). A amostra satisfaz ao ensaio de IMUNOGLOBULINA HUMANA NORMAL


esterilidade.
PARA VIA INTRAVENOSA
Pirogénios (2.6.8). A amostra satisfaz ao ensaio de pirogénios. Immunoglobulinum humanum normale ad
Injecte em cada coelho, por quilograma de massa corporal,
1 ml da amostra. usum intravenosum

Anticorpos contra o antigénio de superfície da hepatite B. DEFINIÇÃO


Determinada por um método imunoquímico apropriado
(2.7.1), a taxa de anticorpos contra o antigénio de superfície A imunoglobulina humana normal para via intravenosa
da hepatite B da amostra não é inferior a 0,5 U.I./g de é uma preparação líquida ou liofilizada que contém
imunoglobulina. imunoglobulinas, principalmente a imunoglobulina G (IgG).
Podem estar presentes outras proteínas. Contém anticorpos
Anticorpos contra o vírus da hepatite A. A imunoglobulina IgG de indivíduos normais. Esta monografia não se aplica
humana normal destinada a ser utilizada na profilaxia da às preparações produzidas por um processo que tenha por
hepatite A satisfaz igualmente ao ensaio dos anticorpos fim obter uma preparação contendo fragmentos ou lgG
contra o vírus da hepatite A. Determine a taxa de anticorpos quimicamente modificada.
contra o vírus da hepatite A por comparação com uma A imunoglobulina humana normal para via intravenosa é
preparação de referência titulada em Unidades Internacinais, preparada a partir de plasma que satisfaz às exigências da
com ajuda de um ensaio de doseamento imunoquímico de monografia «Plasma humano para fraccionamento». Não se
sensibilidade e especificidade apropriadas (2.7.1). adiciona nenhum antibiótico ao plasma utilizado.
A Unidade Internacional corresponde à actividade de
uma determinada quantidade da preparação de referência
internacional de imunoglobulina humana da hepatite A. PRODUÇÃO
A correspondência em Unidades Internacionais do padrão
internacional é indicada pela Organização Mundial de Saúde. O método de preparação compreende uma ou várias
etapas que demonstraram eliminar ou inactivar os agentes
A imunoglobulina humana contra a hepatite A PBR é aferida infecciosos conhecidos; deve ser demonstrado que, no
em Unidades Internacionais por comparação com o padrão produto final, os resíduos das substâncias eventualmente
internacional. utilizadas para a inactivação dos vírus não produzem efeitos
A actividade indicada não é inferior a 100 U.I./ml. A actividade indesejáveis nos pacientes tratados com a imunoglobulina.
estimada não é inferior à actividade indicada. Os limites de A inocuidade da preparação quando administrada por via
confiança (P = 0,95) da actividade determinada situam­‑se intravenosa deverá ter sido demonstrada por ensaios apropriados
entre 80 por cento e 125 por cento. em animais e por um estudo durante os ensaios clínicos.
Prepara­‑se a partir do produto colhido, no mínimo, em 1 000
CONSERVAÇÃO dadores, segundo um método que tenha sido demonstrado
que permite obter um produto que:
Conserve a preparação líquida em recipiente de vidro incolor,
– não transmite infecção,
ao abrigo da luz. Conserve a preparação liofilizada em
recipiente de vidro incolor, a pressão reduzida ou sob gás – na concentração proteica de 50 g/l contém, pelo menos,
inerte, ao abrigo da luz. 2 anticorpos (um vírico e outro bacteriano) para os quais

2856 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Imunoglobulina humana normal para via intravenosa

existe um padrão internacional ou uma preparação de 1 volume de ácido sulfúrico isento de azoto R e 30 volumes
referência; a concentração de tais anticorpos é, pelo menos, de água R. Agite, centrifugue durante 5 min, decante o
3 vezes superior à da matéria­‑prima inicial, líquido sobrenadante e deixe escorrer o tubo invertido sobre
papel de filtro. Efectue o doseamento do azoto no coágulo
– tem uma distribuição definida em subclasses da
após mineralização pelo ácido sulfúrico (2.5.9). Calcule
imunoglobulina G,
a quantidade de proteínas multiplicando a quantidade de

Monografias
– satisfaz ao ensaio da função Fc da imunoglobulina (2.7.9). azoto por 6,25.

I-L
A imunoglobulina humana normal para via intravenosa
prepara­‑se quer na forma de solução estabilizada, quer na Composição em proteínas. Electroforese de zona (2.2.31).
forma liofilizada. Pode ser adicionado um estabilizante Utilize como suporte tiras de gel de acetato de celulose ou
apropriado. Nos 2 casos, a preparação é filtrada por uma de gel de agarose apropriada e como solução de electrólito a
membrana que retenha as bactérias. A preparação pode solução tampão de barbital de pH 8,6 R1.
depois ser liofilizada e os recipientes fechados a pressão
reduzida ou em atmosfera de gás inerte. Não se adiciona No caso de se utilizar como suporte o acetato de celulose, pode
nenhum conservante antimicrobiano, nem durante o ser utilizado o método descrito a seguir. Caso se utilizem geles
fraccionamento nem à solução final a granel. de agarose, como estes fazem normalmente parte de um sistema
automatizado, convém seguir as instruções do fabricante.
A estabilidade da preparação demonstra­‑se por ensaios
efectuados durante os estudos de desenvolvimento. Solução problema. Dilua a amostra numa solução de
cloreto de sódio R a 9 g/l até obter uma concentração de
30 g/l em proteínas.
CARACTERÍSTICAS
Solução testemunha. Reconstitua a imunoglobulina
humana para electroforese PBR e dilua­‑a numa solução
A preparação líquida é límpida, ligeiramente opalescente e
de cloreto de sódio R a 9 g/l até à concentração de 30 g/l
incolor ou amarela clara. A preparação liofilizada é um pó
higroscópico branco ou ligeiramente amarelado ou massa em proteínas.
sólida e friável. Deposite numa tira 4,0 µl da solução problema em
No caso de uma preparação liofilizada, a sua reconstituição «traços» de 10 mm ou deposite 0,4 µl por milímetro se
faz­‑se segundo as indicações do rótulo imediatamente for utilizada uma tira mais estreita. Deposite nas mesmas
antes de efectuar a identificação e os ensaios, salvo os de condições o mesmo volume de solução padrão noutra
solubilldade e do teor em água. tira. Aplique um campo eléctrico apropriado, de modo
que a banda da albumina do soro humano normal num
electroforegrama padrão migre, no mínimo, 30 mm.
IDENTIFICAÇÃO Trate as tiras com a solução de negro de amido 10B R
durante 5 min e com uma mistura de 10 volumes de
Examine a amostra um ensaio de imunoelectroforese ácido acético glacial R e 90 volumes de metanol R
segundo técnica apropriada. Usando um soro humano durante o tempo estritamente necessário para obter a
normal, compare o soro humano normal com a amostra descoloração do suporte. Provoque a transparência do
diluída de modo a conter 10 g/l em proteínas. A componente suporte com uma mistura de 19 volumes de ácido acético
principal da amostra corresponde à componente IgG do glacial R e de 81 volumes de metanol R. Determine a
soro humano normal, podendo existir outras proteínas absorvência das bandas em 600 nm com auxílio de um
plasmáticas em pequenas quantidades; se tiver sido aparelho que neste comprimento de onda dê resposta
adicionada a albumina humana como estabilizante, esta pode linear no intervalo da medida. Efectue 3 determinações
ser visível como um componente importante. sobre cada tira e calcule a média das leituras em cada
tira.
Conformidade do sistema: no electroforegrama obtido
ENSAIO
com a solução testemunha em gel de acetato de celulose
ou em gel de agarose, a proporção de proteínas contidas
Solubilidade. No caso de uma preparação liofilizada, junte o
na banda principal está compreendida entre os limites
volume do líquido indicado no rótulo. A amostra dissolve­‑se
indicados no rótulo da preparação de referência.
completamente em 30 min a 20­‑25°C.
Resultados: no electroforegrama obtido com a solução
pH (2.2.3): 4,0 a 7,4. problema em gel de acetato de celulose ou em gel de
agarose, 10 por cento das proteínas, no máximo, podem
Dilua a amostra numa solução de cloreto de sódio R a 9 g/l ter mobilidade diferente da da banda principal. Este
até à concentração de 10 g/l em proteínas. limite não se aplica se a albumina tiver sido adicionada
à preparação como estabilizante; no caso de preparações
Osmolalidade (2.2.35): no mínimo, 240 mosmol/kg. estabilizadas pela albumina, efectua­‑se um ensaio de
composições em proteínas durante o fabrico, antes de ser
Proteínas totais: no mínimo 30 g/l e entre 90 por cento e 110 adicionado o estabilizante;
por cento da quantidade indicada no rótulo.
Distribuição do tamanho molecular. Cromatografia
Dilua a amostra numa solução de cloreto de sódio R a 9 g/l
líquida (2.2.29).
até obter uma concentração de cerca de 15 mg de proteínas
em 2 ml. Num tubo de centrífuga de fundo redondo, Solução problema. Dilua a amostra numa solução de
introduza 2,0 ml desta solução. Junte 2 ml de uma solução cloreto de sódio R a 9 g/l até uma concentração apropriada
de molibdato de sódio R a 75 g/l e 2 ml de uma mistura de ao sistema cromatográfico utilizado. Geralmente satisfaz

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2857


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Incenso indiano

uma concentração entre 4 g/l e 12 g/l e a injecção de 50 µg Anticorpos contra o antigénio de superfície da hepatite­‑B:
a 600 µg de proteína. no mínimo, 0,5 U.I./g de imunoglobulina, determinados por
um método imunoquímico apropriado (2.7.1).
Solução testemunha. Dilua imunoglobulina humana
(tamanho molecular) PBR numa solução de cloreto
de sódio R a 9 g/l até obter a mesma concentração em Água. Determinado por um método apropriado, como o
proteínas da solução problema. semimicrométodo (2.5.12), a perda por secagem (2.2.32) ou a
Monografias

espectrofotometria no infravermelho próximo (2.2.40), o teor


Coluna:
I-L

em água está compreendido dentro dos limites aprovados


– dimensões: l = 0,6 m;  = 7,5 mm ou l = 0,3 m;  = 7,8 mm, pela Autoridade Competente.

– fase estacionária: gel de sílica hidrófila para cromatografia R


Esterilidade (2.6.1). A amostra satisfaz ao ensaio de
de qualidade apropriada para o fraccionamento de proteínas
esterilidade.
globulares de massas moleculares relativas compreendidas
entre 10 000 e 500 000,
Pirogénios (2.6.8). A amostra satisfaz ao ensaio dos
Fase móvel: dissolva 4,873 g de fosfato dissódico di­ pirogénios. Injecte em cada coelho, por quilograma de massa
‑hidratado R, 1,741 g de fosfato monossódico mono­ corporal, 0,5 g/l da amostra até um máximo de 10 ml.
‑hidratado R, 11,688 g de cloreto de sódio R e 50 mg de
azida de sódio R em 1 litro de água R,
CONSERVAÇÃO
Débito: 0,5 ml/min,
Detecção: espectrofotómetro em 280 nm. Conserve a preparação líquida em recipiente de vidro incolor,
ao abrigo da luz e à temperatura indicada no rótulo. Conserve a
No cromatograma obtido com a solução testemunho, o pico
preparação liofilizada em recipiente de vidro incolor, estanque,
principal corresponde ao monómero da lgG e aparece um
ao abrigo da luz e a uma temperatura que não ultrapasse 25°C.
pico correspondente ao dímero com uma retenção relativa
de cerca de 0,85 em relação ao pico principal. Identifique
os picos no cromatograma obtido com a solução problema ROTULAGEM
por comparação com o cromatograma obtido com a solução
testemunha; os picos com um menor tempo de retenção No rótulo indica­‑se:
que o do dímero correspondem aos polímeros e aos
agregados. – no caso de um preparação líquida, o volume da preparação
no recipiente e o teor em proteínas expresso em gramas por
Resultados: no cromatograma obtido com a solução problema: litro,
– retenção relativa: para o monómero e para o dímero o tempo de – no caso de um produto liofilizado, a quantidade de
retenção em relação ao pico correspondente no cromatograma proteínas no recipiente,
obtido com a solução testemunha é de 1 ± 0,02,
– a quantidade de imunoglobulina no recipiente,
– área dos picos: a soma dos picos do monómero com o
dímero representam, no mínimo, 90 por cento da área – a via de administração,
total do cromatograma e a soma da área dos polímeros – no caso do produto liofilizado, o nome ou a composição e o
e agregados representam, no máximo, 3 por cento volume do líquido de reconstituição a adicionar,
da área total do cromatograma. Esta exigência não
se aplica às preparações a que se adicionou albumina – a distribuição das subclasses da imunoglobulina G na
como estabilizante; no caso de preparações estabilizadas preparação,
pela albumina, efectue um ensaio de distribuição do – nos casos apropriados, a quantidade de albumina
tamanho molecular durante o fabrico antes da adição do adicionada como estabilizante,
estabilizante.
– o teor máximo em imunoglobulina A.
Actividade anticomplementar (2.6.17). A proporção de
complemento consumida não excede 50 por cento (1 CH50
por miligrama de imunoglobulina).
INCENSO INDIANO
Activador da pré­‑calicreína (2.6.15): no máximo, 35 U.I./ml,
calculado em relação a uma diluição da amostra contendo
30 g/l de imunoglobulina.
Olibanum indicum

Hemaglutininas anti­‑A e anti­‑B (2.6.20). Efectue os ensaios DEFINIÇÃO


das hemaglutininas anti­‑A e anti­‑B. Se a amostra tiver um
teor em imunoglobulinas superior a 30 g/l, dilua até esta Exsudado resinoso, seco ao ar, obtido por incisão do tronco
concentração antes de preparar as diluições cultura a utilizar ou dos ramos de Boswellia serrata Roxb. ex Colebr.
para o ensaio. As diluições a 1/64 não apresentam sinais de Teor:
aglutinação.
– ácido 11­‑ceto­‑­‑boswélico (C30H46O4; Mr 470,7): no
mínimo, 1,0 por cento (fármaco seco),
Anticorpos anti­‑D (2.6.26). A amostra satisfaz ao ensaio de
pesquisa de anticorpos anti­‑D na imunoglobulina humana – ácido acetil­‑11­‑ceto­‑­‑boswélico (C32H48O5; Mr 512,7): no
para via intravenosa. mínimo, 1,0 por cento (fármaco seco).

2858 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Incenso indiano

IDENTIFICAÇÃO complete 10,0 ml com uma mistura de 16 volumes da fase


móvel A e 84 volumes da fase móvel B.
A. A amostra é constituída por grãos ou fragmentos
Solução padrão. Dissolva 1,0 mg de ácido 11­‑ceto­‑b­-
translúcidos, de forma arredondada ou irregular e
‑boswélico R e 1,0 mg de ácido acetil­‑11­‑ceto­‑b­‑boswélico R
de tamanho variável podendo ir até 3 cm. São de cor
em 20,0 ml de metanol R. Tome 1,0 ml desta solução e
amarelada ou castanho­‑avermelhada e a sua superfície
complete 10,0 ml com a fase móvel A.
está coberta de uma poeira cinzenta. A fractura é mate ou

Monografias
ligeiramente brilhante. Coluna:

I-L
B. Cromatografia em camada fina (2.2.27). – dimensões: l = 0,25 m,  = 4,6 mm,
Solução problema. A 1,0 g da amostra pulverizada (355) – fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
(2.9.12), junte 90 ml de metanol R e submeta aos ultra­- cromatografia R (5 µm).
‑sons durante 10 min, agitando energicamente por 3 a
4 vezes. Complete 100 ml com metanol R e centrifugue. Fase móvel:
Utilize o sobrenadante límpido. – fase móvel A: ácido fosfórico R, água R (0,1:99,9 V/V),
Solução padrão. Dissolva 2 mg de ácido 11­‑ceto­‑­- – fase móvel B: ácido fosfórico R, acetonitrilo R (0,1:99,9 V/V).
‑boswélico R e 2 mg de ácido acetil­‑11­‑ceto­‑­‑boswélico R
em 20 ml de metanol R. Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
(min) (por cento V/V) (por cento V/V)
Fase estacionária: placa de gel de sílica f254 para CCF R
(5­‑40 µm) [ou placa de gel de sílica f254 para CCFAR R 0­‑12,5 16 → 6 84 → 94
(2­‑10 µm)]. 12,5­‑13,5 6→ 0 94 → 100
13,5­‑28 0 100
Fase móvel: ácido fórmico anidro R, heptano R, acetato de
etilo R, tolueno R (3:10:20:80 V/V/V/V).
Débito: 10 ml/min.
Aplicação: 10 µl (ou 3 µl), em «traços».
Detecção: espectrofotómetro em 250 nm.
Desenvolvimento: 8 cm (ou 5 cm). Secagem: ao ar.
Injecção: 20 µl.
Detecção: luz ultravioleta de 254 nm.
Tempos de retenção: ácido 11­‑ceto­‑­‑boswélico = cerca de
Resultados: ver, no quadro, a sequência das bandas 8 min; ácido acetil­‑11­‑ceto­‑­‑boswélico = cerca de 12 min.
presentes nos cromatogramas obtidos com a solução
padrão e com a solução problema. As bandas devidas Conformidade do sistema: solução padrão:
ao ácido acetil­‑11­‑ceto­‑­‑boswélico e ao ácido 11­- – resolução: no mínimo 6,0 entre os picos devidos ao ácido
‑ceto­-‑­‑boswélico obtidos com a solução padrão são 11­‑ceto­‑b­‑boswélico e ao ácido acetil­‑11­‑ceto­‑b­‑boswélico.
de intensidade equivalente. Podem estar presentes,
ainda, outras bandas de atenuaçção de fluorescência no Calcule o teor por cento em ácido 11­‑ceto­‑­‑boswélico
cromatograma obtido com a solução problema. utilizando a expressão:

Parte superior da placa


A1 × m1 × 5 × p1

Ácido acetil­‑11­‑ceto­‑b­‑boswélico: Uma banda de atenuação de A2 × m


uma banda de atenuação de fluorescência (ácido
fluorescência acetil­‑11­‑ceto­‑b­‑boswélico)
A1 = área do pico devido ao ácido 11­‑ceto­‑b­‑boswélico do
Ácido 11­‑ceto­‑b­‑boswélico: Uma banda de atenuação de cromatograma obtido com a solução problema,
uma banda de atenuação fluorescência (ácido­‑11­‑
de fluorescência ­‑ceto­‑b­‑boswé1ico) A1 = área do pico devido ao ácido 11­‑ceto­‑b­‑boswélico do
Solução padrão Solução problema cromatograma obtido com a solução padrão,
m = massa da tomada de ensaio, em gramas,

ENSAIO m1 = massa do ácido 11­‑ceto­‑₃­‑boswélico R na solução padrão, em


gramas,
Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 8,0 por cento, p1 = teor por cento em ácido 11­‑ceto­‑b­‑boswélico do ácido 11­‑ceto­-
determinada em 1,000 g de amostra pulverizada (355) ‑b­‑boswélico R.
(2.9.12)na estufa a 105°C durante 3 h.
Calcule o teor por cento em ácido acetil­‑11­‑ceto­‑‑boswélico
utilizando a expressão:
Cinzas totais (2.4.16): no máximo, 10,0 por cento.
A3 × m2 × 5 × p2

DOSAGEM A4 × m

Cromatografia líquida (2.2.29).


A3 = área do pico devido ao ácido acetil­‑11­‑ceto­‑b­‑boswélico do
Solução problema. A 1,0 g da amostra pulverizada (355) cromatograma obtido com a solução problema,
(2.9.12), junte 90 ml de metanol R, depois submeta aos
A3 = área do pico devido ao ácido acetil­‑11­‑ceto­‑b­‑boswélico do
ultra­‑sons durante 10 min agitando energicamente por 3 a 4
cromato grama obtido com a solução padrão,
vezes. Complete 100,0 ml com metanol R e centrifugue
durante 5 min. Tome 1,0 ml do sobrenadante límpido e m = massa da tomada de ensaio, em gramas,

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2859


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Indapamida

0. Monog. I 6/22/06 12:08 PM Page 221


m2 = massa do ácido acetil­‑11­‑ceto­‑b­‑boswélico R na solução Solução padrão (b). Dissolva 10 mg de indometacina R
padrão, em gramas, em 5 ml da solução padrão (a) e complete 10 ml com
p2 = teor por cento em ácido acetil­‑11­‑ceto­‑b­‑boswélico do ácido etanol a 96 por cento R.
Indapamida
acetil­‑11­‑ceto­‑b­‑boswélico R. Fase estacionária: placa de gel de sílica gf254 para CCF R.
Fase móvel: ácido acético glacial R, acetona R e tolueno R
Monografias

(1:20:79 V/V/V).
INDAPAMIDA válido se o cromatograma obtido com a solução padrão (b)
I-L

apresentar10
Aplicação: µl.
2 manchas nitidamente separadas.
INDAPAMIDA
Indapamidum Desenvolvimento: 15 cm.
Indapamidum ENSAIO
Secagem: ao ar.
Ângulo
Detecção: luz ultravioleta
de rotação de 254
óptica (2.2.7). nm. 0,250 g da amostra
Dissolva
ee enantiómero
enantiómero emConformidade
etanol anidro Rdoe sistema:
completesolução
25,0 mlpadrão
com o (b):
mesmo
solvente. O ângulo de rotação óptica está compreendido entre
-0,02°
– o ecromatograma
+0,02°. apresenta 2 manchas nitidamente
separadas.
Substâncias
Resultados: aparentadas. Proceda por
a mancha principal cromatografia líquida
do cromatograma obtido
C16H16ClN3O3S Mr 365,8 (2.2.29),
com acomo se descreve
solução problemaem «Doseamento».
é semelhante quanto a posição e
C16H16ClN3O3S Mr 365,8 dimensões
Ajuste à mancha
a sensibilidade do principal
sistema dedomodo
cromatograma obtido
que a altura do
DEFINIÇÃO com a solução padrão (a).
pico principal do cromatograma obtido com a solução padrão
(b) represente, pelo menos, 15 por cento da escala total do
DEFINIÇÃO registador.
A indapamida contém, no mínimo, 98,0 por cento e, no
máximo, o equivalente a 102,0 por cento de (RS)-4-cloro-3- ENSAIO
4­‑Cloro­‑N­‑[(2RS)­‑2­‑metil­‑2,3­‑di­‑hidro-1H­‑indol-1-il]­‑3­
- Injecte 10 µl de cada solução e continue a cromatografia
-sulfamoil-N-(2-metil-2,3-di-hidro-1H-indol-1-il)benzamida, durante de2,5rotação
vezes oóptica
tempo(2.2.7)
de retenção
‑sulfamoilbenzamida.
calculado em relação à substância seca. Ângulo : 0,02°do
a+pico principal.
0,02°.
Teor: 98.0 por cento a 102.0 por cento (substância seca). O ensaio 0,250
Dissolva só serág válido se: em etanol anidro R e complete
da amostra
CARACTERÍSTICAS 25,0 ml com o mesmo solvente.
– o cromatograma obtido com a solução padrão (b) apresenta
um pico principal cuja relação sinal/ruído não for inferior a 6,
CARACTERÍSTICAS
Aspecto: pó branco ou quase branco. Substâncias aparentadas.
– no cromatograma obtidoCromatografia
com a soluçãolíquida
padrão(2.2.29).
(d), a
Aspecto: pó branco
Solubilidade: ou quaseinsolúvel
praticamente branco. na água e solúvel no resolução
Efectue todasentre os picos ao
as operações correspondentes,
abrigo da luz erespectivamente,
prepare as
etanol a 96 por cento.
Solubilidade: praticamente insolúvel na água e solúvel no soluções imediatamente antes de usar ounão
à indapamida e à metilnitrosoindolina for inferior
mantenha­ ‑as aa4°C.
4,0.
etanol a 96 por cento. Se, no cromatograma
Solução problema. Dissolvaobtido20,0
com mga da
solução
amostra problema,
em 7 ml de
IDENTIFICAÇÃO aparecer
uma um de
mistura pico correspondente
volumes à impureza RBeda
iguais de acetonitrilo metanol R e
indapamida,
complete 20,0não
ml tem
com área superior
solução à áreadedo
de edetato picoRprincipal
sódio a 0,2 g/l.
IDENTIFICAÇÃO
Primeira série: B. do cromatograma obtido com a solução padrão (a) (0,3 por
Solução padrão
cento). Se, (a). Dissolva 3,0
no cromatograma mg da
obtido com impureza
a solução B da
Segunda série:
Primeira A e C.
série: B. indapamida SQR em 3,5 ml de uma mistura de
problema, aparecerem outros picos, além do pico principal e volumes
iguais
do picodecorrespondente
acetonitrilo R eàmetanol
impureza RBe complete 10,0 ml
da indapamida,
Segunda série:
A. Dissolva 50Amge C.
da amostra em etanol a 96 por cento R e com
nenhumsolução
temde edetato
área de sódio
superior à áreaR do
a 0,2
picog/l.principal
A 1,0 mldo desta
A. Espectofotometriamldecom
complete 100,0 o mesmo
absorção solvente. Tome
no ultravioleta e no2,0 ml
visível solução, junte 35
cromatograma ml dacom
obtido mistura de volumes
a solução padrãoiguais de por
(b) (0,1
da solução
(2.2.25). e complete 100,0 ml com etanol a 96 por cento R. acetonitrilo R e metanol
cento) e a soma das áreasR dee complete 100,0 ml
todos os picos, com com solução
excepção
Examinada entre 220 nm e 350 nm (2.2.25), a solução de
do edetato de sódionão
pico principal, R aé0,2 g/l. a 5 vezes a área do pico
superior
Solução
apresenta 1 máximoDissolva
problema. 50,0 amg
de absorção 242danm
amostra em
e 2 «ombros» principal do cromatograma obtido com a solução padrão (b)
etanol
em 279 a 96
nmpor cento
e 287 nm,Rrespectivamente.
e complete 100,0A ml com o
absorvência Solução padrão (b). Tome 1,0 ml da solução problema e
(0,5 por cento). Não considere os picos cuja área seja
mesmo solvente.
específica Tomeestá
no máximo 2,0 compreendida
ml da soluçãoentre
e complete
590 e 630. complete 50,0 ml com uma mistura de 17,5 volumes de
inferior a 0,5 vezes a área do pico principal do
100,0  ml com etanol a 96 por cento R. acetonitrilo
cromatograma R, 17,5 volumes
obtido com de metanolpadrão
a solução R e 65 volumes
(b). de
B. Registe o espectro de infravermelho (2.2.24) da amostra e solução de edetato de sódio R a 0,2 g/l. Tome 1,0 ml desta
Região espectral: 220­‑350 nm. solução e complete 20,0 ml com a mesma mistura de solventes.
compare-o com o espectro obtido com a indapamida SQR. Metilnitrosoindolina. Proceda por cromatografia líquida
Máximo
Examinedeasabsorção: emna
substâncias 242 nm. de discos preparados
forma (2.2.29). padrão (c). Dissolva 20,0 mg de indapamida SQR
Solução
com brometo de potássio R. em 7 mltodas
de uma
«Ombros»: em 279 nm e 287 nm. Efectue as mistura
operações deao
volumes
abrigo iguais
da luz.de acetonitrilo R
Monografia

e metanol R e complete 20,0 ml com solução de edetato de


C. Absorvência
Proceda porespecífica
cromatografia em camada
no máximo fina (2.2.27),
de absorção: 590 a 630.
D-I

Solução
sódio 0,2 g/l. Dissolva 25,0 mg da amostra em 1 ml de
R aproblema.
utilizando uma placa de gel de sílica GF254 R. acetonitrilo R e complete 10,0 ml com água R. Agite durante
B. Espectrofotometria de absorção no infravermelho (2.2.24). Dissolvaa25,0
Solução problema. Dissolva 20 mg da amostra em etanol a
Solução
15 min. padrão
Deixe em (d).repouso 4°C mg de indapamida
durante SQR e
1 h e filtre.
45,0 mg de metilnitrosoindolina SQR (impureza A) em 17,5 ml
96 por centodiscos
Preparação: de brometo
R e complete de com
10 ml potássio R. solvente.
o mesmo padrão.deDissolva
Solução
de uma mistura volumes25,0 mgdedaacetonitrilo
iguais amostra em R 1,0 ml de R
e metanol
Comparação:
Solução padrãoindapamida SQR.
(a). Dissolva 20 mg de indapamida SQR esolução de 50,0
complete metilnitrosoindolina
ml com solução de SQR a 0,125
edetato mg/l R
de sódio em a 0,2 g/l.
em etanol a 96em
C. Cromatografia por cento R
camada e complete
fina (2.2.27). 10 ml com o acetonitrilo R e complete 10,0 ml com água R. Agite durante
mesmo solvente. Coluna:
15 min. Deixe em repouso a 4°C durante 1 h e filtre.
Solução problema. Dissolva 20 mg da amostra em etanol – dimensões: 1 =pode
0,20 ser
m, realizada
 = 4,6 mm,
aSolução padrão
96 por cento R e(b). Dissolva1010ml
complete mg de indometacina
com R
o mesmo solvente. A cromatografia utilizando:
em 5 ml da solução padrão (a) e complete 10 ml com – fase
– umaestacionária:
coluna de aço gelinoxidável
de sílica octadecilsililada para
de 0,15 m de comprimento e
Solução
etanol apadrão
96 por (a).
cento Dissolva
R. 20 mg de indapamida SQR
cromatografia R (5 µm),
4,6 mm de diâmetro interno, cheia com gel de sílica
em etanol a 96 por cento R e complete 10 ml com o
Apliquesolvente.
mesmo na placa 10 µl de cada solução. Desenvolva no octadecilsililada
– temperatura: para cromatografia R (5 µm),
40°C.
percurso de 15 cm com uma mistura de 1 volume de ácido – como fase móvel, com um débito de 1,4 ml/min, uma
acético glacial R, 20 volumes de acetona R e 79 volumes de mistura de 7 volumes de FARMACOPEIA
acetonitrilo R, 20PORTUGUESA
volumes de 9.0
2860
tolueno R. Deixe secar a placa ao ar. Examine à luz tetra-hidrofurano R e 73 volumes de uma solução de
ultravioleta de 254 nm. A mancha principal do cromatograma trietilamina R a 1,5 g/l, previamente ajustada para pH 2,8
obtido com a solução problema é semelhante, quanto à com ácido fosfórico R,
posição e dimensões, à mancha principal do cromato-
grama obtido com a solução padrão (a). O ensaio só será – como detector, um espectrofotómetro regulado para 305 nm.
MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)

Indapamida

Fase móvel: ácido acético glacial R, acetonitrilo R, metanol R Conformidade do sistema:


e solução de edetato de sódio R a 0,2 g/l (0,1 : 17,5 : 17,5 : 65
– relação sinal/ruído: no mínimo, 3 para o pico principal da
V/V/V/V). impureza A, que aparece imediatamente antes do pico da
Débito: 2 ml/min. indapamida.

Detecção: espectrofotómetro em 254 nm. – relação pico/vale: no mínimo, 6,7,sendo Hp = altura acima

Monografias
da linha de base do pico devido à impureza A e Hv = altura
Injecção: 10 µl. acima da linha de base do ponto mais baixo da curva entre

I-L
aquele pico e o devido à indapamida.
Registo: 2,5 vezes o tempo de retenção da indapamida.
Limite:
Tempos
20. Monog. I de indapamida
retenção:12:08
6/22/06 = cerca
PM Page de 11 min.
222
20. Monog. I 6/22/06 12:08 PM Page 222 – impureza A: no máximo, a diferença das áreas dos picos
Conformidade do sistema: devidos à impureza A nos cromatogramas obtidos com a
– resolução: no mínimo, 4,0 entre os picos devidos a solução padrão e a solução problema (5 ppm).
Isonicotinato
indapamida e à de dexametasona
impureza A no cromatograma obtido com a
Isonicotinato de
solução padrão (d),
dexametasona Metais pesados (2.4.8): no máximo, 10 ppm.
– relação sinal/ruído: no mínimo, 6 para o pico principal do 2,0 g da amostra satisfazem ao ensaio C. Prepare o padrão
Mantenha
cromatograma a temperatura
obtido com da coluna
a solução a 30°C
padrão (b). 0,1 ml de com
e injecte 2 ml da solução
A cromatografia podeaser 10 realizada
ppm de chumbo utilizando:(Pb) R.
Mantenha
cada solução.a temperatura da coluna a 30°C e injecte 0,1 ml de A cromatografia pode ser realizada utilizando:
Limites:
cada solução. – uma coluna de aço inoxidável de 0,20 m de comprimento e
No cromatograma obtido com a solução padrão, determine a Água (2.5.12):
–4,6uma
mmcoluna nodemáximo,
de diâmetro 3,0 por
açointerno,
inoxidável cento,
de
cheia comdeterminada
0,20 m sílica em
geldedecomprimento e
– impureza B: no
No cromatograma
partir da linha de máximo,
base obtido acom
a alturaárea do
A ado pico correspondente
solução
pico principal do
padrão, determine à a 0,1000 4,6g mm
da amostra.
de diâmetro
octadecilsililada interno, cheiaR com
para cromatografia gel de sílica
(5 µm),
partir da linha obtido
cromatograma
metilnitrosoindolina, de base aaparece
com
que altura
a solução do pico
padrão
Aimediatamente correspondente
(a) (0.3
antespor do à octadecilsililada para cromatografia R (5 µm),
metilnitrosoindolina,
cento), que aparece imediatamente antes do – como fase móvel, com um débito de 2 ml/min, uma mistura
pico principal, e a altura B correspondente ao ponto mais Cinzas
picodaprincipal, e a altura correspondenteà ao ponto mais 0,1sulfúricas
–decomo fase móvel,
volumes (2.4.14):
de ácido no
ummáximo,
comacético débito de0,1
glacial por
17,5cento,
2R,ml/min, uma mistura
volumes de
baixo curva entre o pico Bcorrespondente metilnitrosoin- determinadas em 1,00 g da amostra.
– impurezas
baixo da não especificadas:
curva entre o pico para cada impureza,
correspondente à no
metilnitrosoin- acetonitrilo R, 17,5 volumes de metanol R e 65 volumes dede
de 0,1 volumes de ácido acético glacial R, 17,5 volumes
dolina e o pico principal. acetonitrilo R, 17,5 volumes
máximo,
dolina e ao área
pico do pico principal do cromatograma obtido
principal. solução de edetato de sódio R ade 0,2metanol
g/l, R e 65 volumes de
Ocom
ensaio só serápadrão
a solução valido se:
(b) (0,10 por cento), solução de edetato de sódio R a 0,2 g/l,
O ensaio só será valido se: DOSEAMENTO
– como detector, um espectrofotómetro regulado para 254 nm.
– no cromatograma obtido com a solução padrão, a diferença – como detector, um espectrofotómetro regulado para 254 nm.
– total: no máximo, 5 vezes a área do pico principal do Mantenha a temperatura da coluna a 40°C.
–entre
no cromatograma obtido com a solução padrão, a diferença Cromatografia
A e B não
cromatograma for superior
obtido a 85 por padrão
com a solução cento da (b)altura A,
(0,5 por Mantenha a líquida (2.2.29),
temperatura dadecoluna
acordoacom 40°C. as prescrições do
entre A e B não for superior a 85 por cento da altura A, Quando
ensaio os cromatogramas
«Substâncias são registados
aparentadas», nas condições
com as modificações seguintes.
cento),
– no cromatograma obtido com a solução padrão, a relação Quando os cromatogramas sãodoregistados nas condições
–sinal/ruído
no cromatograma obtido com a solução padrão, a relação prescritas,
Injecção: o tempo
solução de retenção
problema e solução picopadrão
principal(c). do
do pico0,5 correspondente à metilnitrosoindolina, prescritas, o tempo
– limite de exclusão:
sinal/ruído vezes a área do
do pico correspondente àpico principal do
metilnitrosoindolina, cromatograma obtido decom retenção
a solução do padrão
pico principal
(c) é dedo cerca de
que aparece imediatamente antes do pico principal, não for Conformidade solução padrão (c):
cromatograma
que aparece obtido com a solução
imediatamente antes padrão
do pico (b) (0,05 por
principal, não for 11 min. Injecte seis vezes a solução padrão (c).(c)
cromatograma do obtido
sistema: com a solução padrão é de cerca de
O doseamento
inferior a 3.
cento).
inferior a 3. só11 min. Injecte
é válido
– repetibilidade: o seis
se o desvio vezes
padrão
desvio a relativo
padrão solução
relativopadrão
da é, no(c).
área do O doseamento
pico
máximo, da 1,0
Se, no cromatograma obtido com a solução problema, só écento
por válidoapós
indapamida se ofor
não desvio padrão
superior
injectar a 1,0
6 vezes relativo
a por da padrão
cento.
solução área
Se do picoSeda
necessário,
(c).
Se, no cromatograma
aparecer obtido com
um pico correspondente a solução problema, não
à metilnitrosoindolina, indapamida
ajuste
necessário não for
os parâmetros
ajuste superior
do ado1,0
integrador.
a regulação por cento.
Injecte
integrador. Se necessário,
alternadamente a
Impureza
aparecer A.um
Cromatografia
picoà diferença líquida (2.2.29)
correspondente à metilnitrosoindolina, ajuste problema
os parâmetros do integrador. Injecte alternadamente a
tem área superior entre as áreas dos picos corres-não solução e a solução padrão (c).
tem área
pondentes
Efectue àsuperior
todas à diferença
metilnitrosoindolina
as operações entre
ao abrigo dos da as luz.
áreas dos picos
cromatogramas corres- Calcule
obtidos, solução o teor por cento
problema em C16H
e a solução 16ClN3(c).
padrão O3S. tendo em conta
pondentes à metilnitrosoindolina dos cromatogramas obtidos, oCalcule o teor por
teor declarado dacento (m/m) de
indapamida SQR. indapamida seca.
respectivamente, com a solução padrão e a solução problema. Calcule o teor por cento (m/m) de indapamida seca.
Solução problema. Dissolva
respectivamente, 25,0 mg
com a solução padrãoda amostra em problema.
e a solução 1 ml
O teor
de em metilnitrosoindolina
acetonitrilo R e complete 10,0 não mlé com
superior
águaa R.5 ppm.
Agite
O teor em metilnitrosoindolina não é superior a 5 ppm. CONSERVAÇÃO
durante 15 min. Deixe em repouso a 4°C durante 1 h e CONSERVAÇÃO
Metais pesados (2.4.8). 2,0 g da amostra satisfazem ao ensaio
filtre. CONSERVAÇÃO
Metais
limite C dospesados
metais (2.4.8).
pesados2,0(10
g da amostra
ppm). satisfazem
Prepare o padrão ensaio Ao
aocom abrigo da luz.
Ao abrigo da luz.
limite
Solução C dos metais
solução aDissolva
2 ml de padrão. pesados
10 ppm25,0 (10 ppm).
mg da amostra
de chumbo Prepare o
(Pb) R. em 1,0 ml padrão com Ao abrigo da luz.
de 2solução
ml de solução a 10 ppm de chumbo
de metilnitrosoindolina (Pb) R.
SQR (impureza A) a
IMPUREZAS
Água (2.5.12).
0,125 mg/l em Determinado
acetonitrilo Rpelo semi-micrométodo
e complete 10,0 ml com emágua R.
0,10 g IMPUREZAS
Água
da amostra,
Agite (2.5.12).
duranteo 15 Determinado
teormin.
em água
Deixenão pelo
emérepousosemi-micrométodo
superioraa4°C 3,0 durante em
por cento. 0,10
1 h e g IMPUREZAS
da amostra, o teor em água não é superior a 3,0 por cento. Impurezas especificadas: A e B.
filtre.
Cinzas sulfúricas (2.4.14). Determinado em 1,00 g da amostra,
Cinzas
Coluna:
o teor sulfúricas
de cinzas (2.4.14).
sulfúricas nãoDeterminado
é superior aem 0,11,00
por gcento.
da amostra,
o teor de cinzas sulfúricas não é superior a 0,1 por cento. e enantiómero
– dimensões: l = 0,15 m, ∅ = 4,6 mm, ee enantiómero
enantiómero

DOSEAMENTO
– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
DOSEAMENTO
cromatografia R (5 µm).
Proceda por cromatografia líquida (2.2.29).
Proceda por cromatografia
– temperatura: 30°C. líquida (2.2.29). A. (2RS)-2-Metil-1-nitroso-2,3-di-hidro-1H-indol,
Efectue todas as operações ao abrigo da luz e prepare as A. A.(2RS)­‑2­‑Metil­‑1­‑nitroso­‑2,3­‑di­‑hidro­‑1H­‑indol,
(2RS)-2-Metil-1-nitroso-2,3-di-hidro-1H-indol,
Efectue
soluções
Fase todas as operações
imediatamente
móvel: acetonitrilo antes
R, ao deabrigo
usar ou
tetra­‑hidrofuranodamantenha-as
luzRe eprepare
soluçãoaas4°C.
de soluções imediatamente
trietilamina R a 1,5 g/l antes depara
ajustada usarpH ou2,8mantenha-as
com ácido a 4°C.
Solução problema. Dissolva 20,0 mg da amostra em 7 ml de
fosfórico
Solução
uma R problema.
mistura (7 de
: 20: 73 Dissolva
volumesV/V/V).
iguais20,0 mg da amostra
de acetonitrilo em 7 ml R
R e metanol dee
uma
completemistura ml com solução de edetato de sódio R a 0,2 g/l. R e
de volumes iguais de acetonitrilo R e metanol
Débito: 1,420,0
ml/min.
complete 20,0 ml com solução de edetato de sódio R a 0,2 g/l.
Solução padrão (a). Dissolva em 30,0305 mgnm. da impureza B da
Soluçãoespectrofotómetro
Detecção:
indapamida padrão
SQR em Dissolva
(a).3,5 ml de uma30,0 mistura
mg da impureza
de volumes B da
indapamida µl.SQR emR3,5 ml de uma R e mistura
completede10,0 volumes
Monografia

iguais de 0,1
Injeccão: acetonitrilo e metanol ml com
Monografia

iguais de
de edetato
acetonitrilo R e metanol R eAcomplete 10,0 ml com
D-I

solução de sódio R a 0,2 g/l. 1,0 ml desta B. 4-cloro-3-sulfamoil-N-(2-metil-1H-indol-1-il)benzamida.


2,5devezes
35 omltempo de retenção da Aindapamida. B. B.4­‑cloro­‑3­‑sulfamoil­‑N­‑(2­‑metil­‑1H­‑indol­‑1­‑il)benzamida.
D-I

Registo:
solução
solução, junte edetato de mistura
da sódio R ade0,2 g/l.
volumes 1,0 ml desta
iguais de 4-cloro-3-sulfamoil-N-(2-metil-1H-indol-1-il)benzamida.
solução, junte
acetonitrilo 35 ml daRmistura
R e metanol e complete de volumes
100,0 mliguais de
com solução
FARMACOPEIA
deacetonitrilo RPORTUGUESA
edetato de sódio e metanol
R a 0,2 R 9.0
g/l.e complete 100,0 ml com solução 2861
de edetato de sódio R a 0,2 g/l.
Solução padrão (b). Tome 1,0 ml da solução problema e
Solução50,0
complete padrão
ml com(b). Tome 1,0 ml da
uma mistura desolução problema
17,5 volumes de e ISONICOTINATO DE DEXAMETASONA
complete 50,0 ml volumes
com umademistura ISONICOTINATO DE DEXAMETASONA
acetonitrilo R, 17,5 metanoldeR17,5 e 65volumes
volumesde de
acetonitrilo
solução R, 17,5
de edetato volumes
de sódio R ade 0,2metanol
g/l. Tome R e1,0
65ml volumes
desta de Dexamethasoni isonicotinas
benzaldeído R2. Forma-se precipitado que se dissolve por
MENU INICIALagitação. Aqueça•
• MONOGRAFIAS em banho de água.
MONOGRAFIAS Desenvolve-se
(LETRAS colo-
A - Z) • I (ÍNDICE)
B. 4-cloro-3-sulfamoil-N-(2-metil-1H-indol-1-il)benzamida. ração verde azulada. Continue o aquecimento durante
Indometacina 5 min e, depois, arrefeça em água com gelo durante
2 min. Forma-se precipitado e a coloração muda para
verde acinzentado pálido. Junte 3 ml de álcool R. A
solução fica límpida e corada de rosa violácea.
INDOMETACINA com gelo durante 2 min. Forma­‑se precipitado e a
coloração muda para verde acinzentado pálido. Junte 3 ml
ENSAIO
Indometacinum
Indometacinum de etanol a 96 por cento R. A solução fica límpida e corada
de rosa violácea.
Substâncias aparentadas. Proceda por cromatografia em
camada fina (2.2.27), utilizando uma placa de gel de sílica
HF254 para CCF R. Prepare a suspensão com uma solução de
ENSAIO
Monografias

fosfato monossódico R a 46,8 g/l.


I-L

Solução problema. Dissolva 0,2 g da amostra em metanol R e


Substâncias aparentadas. Proceda por cromatografia em
complete 10 ml com o mesmo solvente. Prepare a solução
camada fina (2.2.27), utilizando uma placa de gel de sílica
extemporaneamente.
hf254 para CCF R. Prepare a suspensão com uma solução de
Solução padrão. TomeR1aml
fosfato monossódico dag/l.
46,8 solução problema e complete
200 ml com metanol R.
C19H16ClNO4 Mr 357,8 Solução problema. Dissolva 0,2 g da amostra em metanol R
Aplique, separadamente,
e complete 10 ml com o na placa solvente.
mesmo 10 µl de cada solução.
Prepare a solução
C19H16ClNO4 Mr 357,8 Desenvolva no percurso de 15 cm com uma mistura de
extemporaneamente.
DEFINIÇÃO 70 volumes de éter R e 30 volumes de éter de petróleo R. Deixe
Solução
secar ao ar.Tome
padrão.
a placa 1 mlàda
Examine luzsolução problema
ultravioleta de 254e nm.
complete
DEFINIÇÃO 200 ml com metanol R.
A indometacina contém, no mínimo, 98,5 por cento e, no Se, no cromatograma obtido com a solução problema,
máximo, o equivalente a 100,5 por cento de ácido [1-(4-cloro- Aplique, separadamente,
Ácido [1­‑(4­‑clorobenzoil)­‑5­‑metoxi­‑2­‑metil­‑3­‑indolil]acético. aparecerem outras manchas,na placa
além 10 µl de cada
da mancha solução.
principal,
benzoil)-5-metoxi-2-metil-3-indolil]acético, calculado em nenhuma
Desenvolva é mais intensa que
no percurso de 15a mancha
cm com do umacromatograma
mistura de 70
Teor: 998.5
relação por centoseca.
à substância a 100,5 por cento (substância seca). obtido
volumescomdeaéter
solução
R e 30padrão (0,5 de
volumes poréter
cento).
de petróleo R. Deixe
secar a placa ao ar. Examine à luz ultravioleta de 254 nm.
CARACTERÍSTICAS
FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII Se, no cromatograma obtido com a solução problema, 2305
aparecerem outras manchas, além da mancha principal,
Aspecto: pó cristalino, branco a amarelo. nenhuma Ié mais
07. Monografias intensa que 12/16/05
(2277-2342) a mancha do10:44
cromatograma
AM Page 2306
obtido com a solução padrão (0,5 por cento).
Solubilidade: praticamente insolúvel na água e ligeiramente
solúvel no etanol a 96 por cento.
Metais pesados
Insulina (2.4.8). 2,0 g da amostra satisfazem ao
aspártico
ensaio C (20 ppm). Prepare o padrão com 4 ml de solução a
IDENTIFICAÇÃO 10 ppm de chumbo (Pb) R.

Primeira série: A e C. Metaispor


pesados (2.4.8). 2,0 gDeterminada
da amostra satisfazem
Perda secagem (2.2.32). em 1,000 gaodaensaio Teor: no m
Segunda série: A, B, D e E. limite C na
amostra, dosestufa
metais pesadosnão
a 105°C (20é ppm). Prepare
superior a 0,5 opor
padrão
cento.com cento de in
4 ml de solução a 10 ppm de chumbo (Pb) R. insulina as
A. O ponto de fusão (2.2.14) da amostra está compreendido insulina as
entre 158°C e 162°C. Cinzas sulfúricas
Perda por secagem (2.4.14).
(2.2.32).Determinado
Determinadaemem1,00
1,000g gdada calculado e
amostra,
amostra, na estufa a 100-105°C não é superior a 0,5 apor
o teor de cinzas sulfúricas não é superior 0,1cento.
por
B. Dissolva 25 mg da amostra numa mistura de 1 volume de cento. Por conven
ácido clorídrico 1 M e 9 volumes de metanol R e complete preparaçõe
Cinzas sulfúricas (2.4.14). Determinadas em 1,00 g da amostra,
100,0 ml com a mesma mistura de solventes. Tome aspártico c
o teor de cinzas sulfúricas não é superior a 0,1 por cento.
10,0 ml da solução e complete 100,0 ml com uma mistura DOSEAMENTO
de 1 volume de ácido clorídrico 1 M e 9 volumes de
metanol R. Examinada entre 300 nm e 350 nm (2.2.25), DOSEAMENTO PRODUÇÃO
Dissolva 0,300 g da amostra em 75 ml de acetona R,
a solução apresenta um máximo de absorção em 318 nm. previamente desgaseificada por uma corrente de azoto R,
A absorvência específica, no máximo, está compreendida Dissolva 0,300 g da amostra em 75 ml de acetona R, A insulina
isento de dióxido de carbono, durante 15 min. Mantenha recombinan
entre 170 e 190. previamente desgaseificada por uma corrente de azoto R,
uma corrente
isento constante
de dióxido de azoto
de carbono, na solução
durante e titule
15 min. com uma
Mantenha de contami
C. Registe o espectro de infravermelho (2.2.24) da amostra hidróxido de sódio 0,1 M, em presença de 0,1 ml de solução
corrente constante de azoto na solução e titule com hidróxido
dedefenolftaleína Efectuam-s
e compare­‑o com o espectro obtido com a indometacina sódio 0,1 M,R. emEfectue umdeensaio
presença 0,1 mlem
debranco.
solução de final a gran
SQR. Examine as substâncias no estado sólido sem fenolftaleína R. Efectue um ensaio em branco.
1 ml de hidróxido de sódio 0,1 M corresponde a 35,78 mg de acordada p
efectuar uma recristalização.
C119ml
H16de
ClNO 4.
hidróxido de sódio 0,1 M corresponde a 35,78 mg de
D. Dissolva 0,1 g da amostra em 10 ml de etanol a 96 por C19H16ClNO4. Proteínas o
cento R, aquecendo ligeiramente, se necessário. A 0,1 ml pela Autori
da solução, junte 2 ml de uma mistura, preparada CONSERVAÇÃO
Monografia

extemporaneamente, de 1 volume de solução de cloridrato CONSERVAÇÃO Percursor


I-L

de hidroxilamina R a 250 g/l e 3 volumes de solução diluída Ao abrigo da luz. Autoridade


de hidróxido de sódio R. Junte 2 ml de ácido clorídrico Ao abrigo da luz. apropriada.
diluído R e 1 ml de solução de cloreto férrico R2 e misture.
Desenvolve­‑se coloração rosa violácea. IMPUREZAS
IMPUREZAS
CARACTER
E. A 0,5 ml da solução alcoólica obtida no ensaio de
identificação D, junte 0,5 ml de solução de Aspecto: pó
dimetilaminobenzaldeído R2. Forma­‑se precipitado
Solubilidad
que se dissolve por agitação. Aqueça em banho de água.
no metano
Desenvolve­‑se coloração verde azulada. Continue o A. Ácido 4-clorobenzóico. soluções aq
aquecimento durante 5 min e, depois, arrefeça em água A. Ácido 4­‑clorobenzóico.
solubilidad
2862 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0
IDENTIFIC
INSULINA ASPÁRTICO
A. Examin
Insulinum aspartum Resulta
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mio­‑Inositol

mio­‑INOSITOL Solução padrão (c). Dissolva 0,5 g de mio­‑inositol R e 0,5 g


de manitol R em água R e complete 10 ml com o mesmo
solvente.
myo­‑Inositolum
Coluna:
­– dimensões: l = 0,3 m, ∅ = 7,8 mm,

Monografias
­– fase estacionaria: resina trocadora de catiões forte, na

I-L
forma cálcica R (9 µm),
­– temperatura: 85°C.
Fase móvel: água R
Débito: 0,5 ml/min.
C6H12O6 Mr 180,2 Detecção: refractómetro mantido a uma temperatura
constante (de cerca de 30­‑35°C, por exemplo).
DEFINIÇÃO
Injecção: 20 µ1 da solução problema e das soluções padrão
Ciclo­‑hexano­‑1,2,3,5/4,6­‑hexol. (b) e (c).

Teor: 97,0 por cento a 102,0 por cento (substância seca). Registo: 2 vezes o tempo de retenção do mio­‑inositol.
Retenção relativa em relação ao mio­‑inositol (tempo de
retenção = cerca de 17,5 min): impureza A = cerca de 1,3;
CARACTERÍSTICAS impureza B = cerca de 1,4.
Aspecto: pó cristalino, branco ou quase branco. Conformidade do sistema: solução padrão (c):
Solubilidade: muito solúvel na água e praticamente insolúvel ­‑ resolução: no mínimo, 4 entre os picos devidos ao mio­-
no etanol a 96 por cento. ‑inositol e à impureza A.
Limites:
IDENTIFICAÇÃO – impurezas A e B: para cada impureza, no máximo, 3 vezes
a área do pico principal do cromatograma obtido com a
Espectrofotometria de absorção no infravermelho (2.2.24). solução padrão (b) (0,3 por cento),
Comparação: mio­‑inositol SQR. – qualquer outra impureza: para cada impureza, no máximo,
B. Examine os cromatogramas obtidos no doseamento. a área do pico principal do cromatograma obtido com a
solução padrão (b) (0,1 por cento),
Resultados: o pico principal do cromatograma obtido com
a solução problema é semelhante, quanto ao tempo de – total: no máximo, 10 vezes a área do pico principal do
retenção e dimensões, ao pico principal do cromatograma cromatograma obtido com a solução padrão (b) (1,0 por
obtido com a solução padrão (a). cento),
– limite de exclusão: 0,5 vezes a área do pico principal do
cromatograma obtido com a solução padrão (b) (0,05 por
ENSAIO
cento).
Solução S. Dissolva 10,0 g da amostra em água destilada R e
complete 100,0 ml com o mesmo solvente. Bário. A 10 ml da solução S junte 1 ml de ácido sulfúrico
diluído R. Examine imediatamente e depois de ter deixado em
Aspecto da solução. A solução S é límpida (2.2.1) e incolor repouso durante 1 h. Se a solução apresentar opalescência,
(2.2.2, Método II). não é mais pronunciada que a de uma mistura de 1 ml de
água destilada R e 10 ml da solução S.
Condutividade (2.2.38): no máximo, 30 S.cm­‑1
Dissolva 10,0 g da amostra em água isenta de dióxido de Chumbo (2.4.10): no máximo, 0,5 ppm.
carbono R preparada a partir da água destilada R, aquecendo Prepare a solução problema dissolvendo 20,0 g da amostra
ligeiramente, se necessário, e complete 50,0 ml com o em 100 ml de água R, aquecendo se necessário, e complete
mesmo solvente. Determine a condutividade da solução 200,0 ml com ácido acético diluído R.
mantendo agitação magnética suave.
Água (2.5.12): no máximo, 0,5 por cento, determinada em
Substâncias aparentadas. Cromatografia líquida (2.2.29). 1,000 g da amostra.
Solução problema. Dissolva 0,500 g da amostra em água R e
complete 10,0 ml com o mesmo solvente.
DOSEAMENTO
Solução padrão (a). Dissolva 0,500 g de mio­‑inositol SQR em
água R e complete 10,0 ml com o mesmo solvente. Cromatografia líquida (2.2.29) de acordo com as prescrições
do ensaio das substâncias aparentadas, com a seguinte
Solução padrão (b). Tome 2,0 ml da solução problema e
modificação.
complete 100,0 ml com água R. Tome 5,0 ml da solução e
complete 100,0 ml com água R. Injecção: solução problema e solução padrão (a).

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2863


corrente constante de azoto na solução e titule com hidróxido Efectuam-se os seguintes ensaios em cada lote do produto
de sódio 0,1 M, em presença de 0,1 ml de solução de final•aMONOGRAFIAS
MENU INICIAL granel antes•da sua libertação,
MONOGRAFIAS salvo derrogação
(LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)
fenolftaleína R. Efectue um ensaio em branco. acordada pela Autoridade competente.
1Insulina aspártico
ml de hidróxido de sódio 0,1 M corresponde a 35,78 mg de
C19H16ClNO4. Proteínas oriundas da célula hospedeira. O limite é aprovado
pela Autoridade competente.
Monografia

CONSERVAÇÃO
Calcule o teor por cento em mio­‑inositol utilizando o Percursorde
Percursor decadeia
cadeiaúnica.
única.OOlimite
limiteééaprovado
aprovadopela
pela
I-L

cromato grama obtido com a solução padrão (a) e o teor Autoridadecompetente.


Autoridade competente.Utilize
Utilizeumummétodo
métodocom
comsensibilidade
sensibilidade
Ao abrigo da
declarado doluz.
mio­‑inositol SQR. apropriada.
apropriada.

IMPUREZAS
IMPUREZAS
CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS
Monografias

Impurezas especificadas: A e B.
Aspecto:pó
Aspecto: póbranco
brancoou ouquase
quasebranco.
branco.
I-L

A. Manitol,
Solubilidade: praticamente insolúvelno
Solubilidade: praticamente insolúvel noetanol
etanol(96 porpor
a 96 cento),
B. glicerina. no
cento, no metanol e nas soluções aquosas de pH vizinhoNas
metanol e nas soluções aquosas de pH vizinho de 5,1. de
A. Ácido 4-clorobenzóico. soluções
5,1. Nas aquosas
soluçõesde pH inferior
aquosas de pHa inferior
3,5 ou superior
a 3,5 ouasuperior
6,5, a a
solubilidade é igual éou
6,5, a solubilidade superior
igual a 25 mg/ml.
ou superior a 25 mg/ml.

INSULINA ASPÁRTICO IDENTIFICAÇÃO


IDENTIFICAÇÃO
INSULINA ASPÁRTICO
Insulinum aspartum A. Examine os cromatogramas obtidos em «Doseamento».
A. Examine os cromatogramas obtidos em «Doseamento».
Insulinum aspartum Resultados: o pico principal do cromatograma obtido com
aResultados: o pico principal
solução problema do cromatograma
é semelhante, obtido
quanto ao tempo de com
a solução ao
retenção, problema é semelhante,
pico principal quanto ao obtido
do cromatograma tempo com
de
retenção, ao pico principal
a solução padrão (a). do cromatograma obtido com a
solução padrão (a).
B.
B. Cartografia
Cartografia peptídica
peptídica(2.2.55).
(2.2.55).
CCLIVAGEM SELECTIVA das
livagem selectiva DASligações
LIGAÇÕESpeptídicas
PEPTÍDICAS

Solução problema.Prepare
Solução problema. Prepareumaumasolução
soluçãoda daamostra
amostra
contendo
contendo 2,0 mg/ml em ácido clorídrico 0,01M.
2,0 mg/ml em ácido clorídrico 0,01 M.Transfira
Transfira
25 µl para um tubo limpo. Junte 100 µl de solução
25 µl para um tubo limpo. Junte 100 µl de solução tampão
tampão
HEPES HEPES de R
de pH 7,5 pHe 20
7,5µl
R de
e 20 µl de solução
solução de protease
de protease estirpe
V­‑8 de Staphylococcus aureus R a 1 mg/ml. Rolhe oRolhe
estirpe V-8 de Staphylococcus aureus R a 1 mg/ml. tubo
oe tubo
incubee incube
a 25°Cadurante
25°C durante 6 h.a Pare
6 h. Pare a reacção
reacção juntando
C256H381N65O79S6 Mr 5826 juntando
C256H381N65O79S6 Mr 5826 145 µl de145 µl detampão
solução soluçãode tampão
sulfatodedesulfato
pH 2,0deR.pH 2,0 R.
Solução padrão. Prepare a solução padrão ao mesmo
Solução padrão. Prepare a solução padrão ao mesmo
DEFINIÇÃO tempo e do mesmo modo que a solução problema, mas
DEFINIÇÃO tempo e do mesmo modo que a solução problema, mas
utilizando a insulina aspártico SQR em vez da amostra.
utilizando a insulina aspártico SQR em vez da amostra.
[28BB-L-Aspartato] insulina (humana).
[28 ­‑l­‑Aspartato] insulina (humana). SEPARAÇÃO CROMATOGRÁFICA. Cromatografia líquida (2.2.29).
Separação cromatográfica. Cromatografia líquida (2.2.29).
A insulina aspártico é um péptido com 2 cadeias contendo 51
A insulina aspártico é um péptido com 2 cadeias contendo Coluna:
aminoácidos. A cadeia A compreende 21 aminoácidos e a Coluna:
51 aminoácidos. A cadeia A compreende 21 aminoácidos e a
cadeia – dimensões: l = 0,10 m; � = 4,6 mm,
cadeia BB 30
30 aminoácidos.
aminoácidos.AAestrutura
estruturaprimária
primáriadadainsulina
insulina – dimensões: l = 0,10 m;  = 4,6 mm,
aspártico
aspártico é idêntica à da insulina humana, com excepçãoda
é idêntica à da insulina humana, com excepção da – fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
prolina
prolina que
que éé substituida
substituidapelo
peloácido
ácidoaspártico
aspárticona
naposição
posição28 – fcromatografia
28 R (3gel
ase estacionária: de sílica
µm), octadecilsililada
apresentando para de
um diâmetro
da
da cadeia
cadeia B.
B. Como
Como aa insulina
insulinahumana,
humana,aainsulina
insulinaaspártico cromatografia
aspártico poro de 8 nm, R (3 µm), apresentando um diâmetro de
possui
possui 2 pontes dissulfúricas entre cadeiasee11ponte
2 pontes dissulfúricas entre cadeias ponte poro de 8 nm,
dissulfúrica
dissulfúricadentro
dentrodadacadeia.
cadeia. – temperatura: 40°C.
– temperatura: 40°C.
Teor: no mínimo, 90,0 por cento e, no máximo, 104,0 por
Fase móvel:
cento de insulina aspártico C256H381N65O79S6 mais A21Asp
2306 FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII
da insulina aspártico, B3Asp da insulina aspártico, B3isoAsp – fase móvel A: misture 100 ml de acetonitrilo para
da insulina aspártico e B28isoAsp da insulina aspártico cromatografia R, 200 ml de solução tampão de sulfato de
(substância seca). pH 2,0 R e 700 ml de água R; filtre e desgaseifique,
Por convenção, foi estabelecido, para a rotulagem das preparações – fase móvel B: misture 200 ml de solução tampão de sulfato
de insulina aspártico, que 0,0350 mg de insulina aspártico de pH 2,0 R, 400 ml de acetonitrilo para cromatografia R e
correspondem a 1 unidade. 400 ml de água R; filtre e desgaseifique.
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
PRODUÇÃO (min) (por cento V/V) (por cento V/V)
0­‑60 90 → 30 10 → 70
A insulina aspártico é produzida pelo método dito do ADN 60­‑65 30 → 0 70 → 100
recombinante (ADNr) em condições que visam reduzir o grau 65­‑70 0 100
de contaminação microbiana.
Efectuam­‑se os seguintes ensaios em cada lote do produto Débito: 1 ml/min.
final a granel antes da sua libertação, salvo derrogação
acordada pela Autoridade competente. Detecção: espectrofotómetro regulado para 214 nm.
Equilibração: nas condições iniciais durante, pelo menos,
Proteínas oriundas da célula hospedeira. O limite é aprovado 15 min. Efectue uma passagem em branco segundo o
pela Autoridade competente. gradiente de eluição descrito.

2864 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)

Insulina aspártico

Injecção: 50 µl. Injecção: 100 µl.


Conformidade do sistema: Registo: durante 35 min.
– o s cromatogramas obtidos com a solução problema Tempos de retenção: polímeros da insulina aspártico = 13­‑17
e a solução padrão são qualitativamente semelhantes min; dímero da insulina aspártico = cerca de 17,5 min;
ao cromatograma do hidrolisado de insulina aspártico monómero da insulina aspártico = cerca de 20 min; sais =

Monografias
fornecido com a insulina aspártico SQR, cerca de 22 min.

I-L
–n
 o cromatograma obtido com a solução padrão, Conformidade do sistema: solução para o ensaio de
identifique os picos correspondentes aos diferentes resolução:
fragmentos (I, II e III) resultantes da proteólise:
– relação pico/vale: no mínimo, 2,0, sendo Hp = altura acima
– factor de simetria dos picos correspondentes aos da linha de base do pico devido ao dímero e Hv = altura
fragmentos II e III: no máximo, 1,5, acima da linha de base do ponto mais baixo da curva entre
aquele pico e o pico devido ao monómero,
– r esolução entre os picos dos fragmentos II e III: no
mínimo 8,0. Limites: se aparecem picos com tempos de retenção inferior
ao do pico principal, a soma das suas áreas é inferior a 0,5 por
Resultados: o perfil do cromatograma obtido com a
cento da área total dos picos Não são tidos em conta os picos
solução problema corresponde ao do cromatograma
com tempo de retenção superior ao pico do monómero da
obtido com a solução padrão.
insulina aspártico.
Nota: O tempo de retenção do fragmento I, II e IV são
idênticos aos da insulina humana. O tempo de retenção Proteínas aparentadas. Proceda por cromatografia líquida
do fragmento III difere do da insulina humana devido à (2.2.29), segundo as indicações do «Doseamento»: utilize o
substituição da prolina pelo ácido aspártico. método de normalização.
Limites:
ENSAIO
– B28isoAsp de insulina aspártico: no máximo, 1,0 por cento,
Impurezas de massa molecular superior à da insulina – total dos picos devidos ao A21Asp de insulina aspártico,
aspártico. Cromatografia de exclusão (2.2.30): utilize o ao B23Asp de insulina aspártico e ao BisoAsp de insulina
método de normalização. aspártico: no máximo, 2,0 por cento,
Solução problema. Prepare uma solução de insulina aspártico – total das outras impureza: 1,5 por cento, no máximo.
a 4 mg/ml com ácido clorídrico 0,01 M. Conserve a solução a
Conformidade do sistema: solução para ensaio de resolução:
2­‑8°C e utilize­‑a dentro de 48 horas.
– relação pico/vale: no mínimo, 2,0, sendo Hp = altura acima
Solução para ensaio de resolução. Utilize uma solução de da linha de base do pico devido ao dimero e Hv = altura
insulina (a cerca de 4 mg/ml) contendo mais de 0,4 por acima da linha de base do ponto mais baixo da curva entre
cento de proteínas de massa molecular elevada. Esta solução aquele pico e o pico devido ao monómero,
pode ser uma preparação injectável de insulina (solução ou
suspensão) clarificada com uma quantidade suficiente de Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 10,0 por cento,
ácido clorídrico 6 M R e contendo a percentagem indicada determinada em 0,200 g da amostra na estufa a 105° C.
de proteínas de massa molecular elevada ou uma solução durante 24 h.
preparada dissolvendo insulina em ácido clorídrico 0,01 M.
É possível obter insulina que contenha a percentagem
Cinzas sulfúricas (2.4.14): no máximo, 6,0 por cento,
indicada de proteínas de massa molecular elevada deixando
determinadas em 0,200 g da amostra (substância seca).
insulina em pó à temperatura ambiente durante cerca de
10 dias.
Endotoxinas bacterianas (2.6.14, método D): menos de
Conserve as soluções a 2­‑8°C e utilize­‑as dentro de 7 dias. 10 U.I./ mg. se a insulina lispro se destinar à preparação de
Coluna: formas farmacêuticas para administração por via parentérica,
sem outro método apropriado de eliminação de endotoxinas
– dimensões: l = 0,3 m;  = 7,8 mm, bacterianas.
– fase estacionária: gel de sílica hidrófila para cromatografia
R (5­‑10 µm) apresentando um diâmetro de poro de
DOSEAMENTO
12­‑12,5 nm, de qualidade apropriada para a separação do
monómero, do dímero e dos polímeros da insulina.
Proceda por cromatografia líquida (2.2.29).
Fase móvel: misture 15 volumes de ácido acético glacial R,
Solução problema. Dissolva a amostra em ácido clorídrico
20 volumes de acetonitrilo para cromatografia R e 65
0,01 M de modo a obter uma concentração de 4,0 mg/ml.
volumes de uma solução de arginina R a 1,0 g/l; filtre e
Conserve a solução a 2­‑8°C e utilize­‑a dentro de 24 horas.
desgaseifique
Solução padrão. Dissolva o conteúdo de uma ampola de
Débito: 0,5 ml/min.
insulina aspártico SQR em ácido cloridrico 0,01 M de modo a
Detecção: espectrofotómetro em 276 nm. obter uma concentração de 4,0 mg/ml. Conserve a solução a
2­‑8°C e utilize­‑a dentro de 48 horas.
Equilibração: no mínimo, 3 injecções da solução para ensaio
de resolução; a coluna está equilibrada quando 2 injecções Solução para ensaio de resolução. Utilize uma solução
sucessivas dão resultados repetidos. apropriada contendo, no mínimo, 1 por cento de B23Asp

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2865


MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)

Insulina bovina

INSULINA BOVINA 1 mg/ml


de insulina aspártico e de A21Asp de insulina aspártico. INSULINA BOVINA a reacção
É possível obter esta solução deixando a solução padrão à Insulinum bovinum pH 2,0 R
temperatura ambiente durante cerca de 1­‑3 dias. Conserve a Insulinum bovinum Solução
solução a 2­‑8°C e utilize­‑as dentro de 72 horas. tempo e
Coluna: utilizand
Monografias

– dimensões: l = 0,25 m;  = 4 mm, Examine


I-L

– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para Coluna:


cromatografia R (5 µm), – dimen
– temperatura: 40°C. – fase es
croma
Fase móvel A. Dissolva 142,0 g de sulfato de sódio anidro R
em água R; junte 13,5 ml de ácido fosfórico R e complete – temper
5 000 ml com água R. Ajuste, se necessário, o pH para 3,6 Fase mó
com solução concentrada de hidróxido de sódio R; filtre e C254H377N65O75S6 Mr 5734
desgaseifique; misture 9 volumes desta solução e 1 volume de C254H377N65O75S6 Mr 5734 – fase m
croma
acetonitrilo para cromatografia R; filtre e desgaseifique, DEFINIÇÃO tampã
Fase móvel B. Prepare uma mistura com volumes iguais DEFINIÇÃO
A insulina bovina é um princípio antidiabético natural obtido – fase m
de água R e acetonitrilo para cromatografia R; filtre e croma
desgaseifique. a partir de pâncreas bovino e purificado. Calculado em relação
àA substância
insulina bovina
seca, éo um
teorprincípio
total em antidiabético natural
insulina bovina tampã
obtido a partir de pâncreas bovino e purificado.
C254H377N65O75S6 mais A21 desamido-insulina bovina, Calculado
não é
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
(min) (por cento V/V) (por cento V/V)
em relação
inferior à substância
a 93,0 por cento seca, o teor total
nem superior em insulina
a 105,0 bovina
por cento. Interv
C254H377N65O75S6 mais A21 desamido­‑insulina bovina, não é (min
0­‑35 58 42 Por convenção, foi cento
estabelecido, para a rotulagem
inferior a 93,0 por nem superior a 105,0 pordas
cento. 0-60
35­‑40 58 → 20 42 → 80 preparações de insulina, que 0,0342 mg de insulina bovina 60-6
40­‑45 20 80 Por convenção,a foi
correspondem estabelecido,
1 U.I. para a rotulagem das
de insulina. 65-7
45­‑46 20 → 58 80 → 42 preparações de insulina, que 0,0342 mg de insulina bovina
46­‑60 58 42 correspondem a 1 U.I. de insulina.
PRODUÇÃO Débito: 1

Débito: 1 ml/min. Detecção


Os animais a partir dos quais a insulina bovina é obtida
PRODUÇÃO Equilibr
Detecção: espectrofotómetro em 214 nm. respondem às exigências de sanidade requeridas pelas
autoridades competentes para os animais destinados ao 15 min.
Injecção: 10 µl. Os animais
consumo a partir Ados
humano. quais abovina
insulina insulina bovina
satisfaz às éexigências
obtida da gradient
respondem às exigências de sanidade para os animais
monografia «Produtos com risco de transmissão de agentes
Retenção relativa em relação à insulina aspártico (tempos destinados ao consumo humano.animais». Estabelece-se em Injecção
de encefalopatias espongiformes
de retenção = 20­‑24 min): B28isoAsp de insulina aspártico Conform
que medida o procedimento de produção permite inactivar ou
= cerca de 0,9; B3Asp de insulina aspártico mais o A21Asp eliminar toda a contaminação vírica ou por outros agentes
de insulina aspártico (geralmente co­‑iluídos) = cerca de 1,3; CARACTERISTICAS – os cro
infecciosos. soluçã
B3isoAsp de insulina aspártico = cerca de 1,5.
Aspecto: pó branco ou quase branco. croma
Conformidade do sistema: solução para o ensaio de resolução: CARACTERISTICAS fornec
Solubilidade: praticamente insolúvel na água e no etanol croma
– resolução: no mínimo, 2,0 entre o pico da insulina aspártico
anidro. Apó
Aspecto: insulina
brancobovina dissolve­‑se
ou quase branco. nos ácidos minerais os pic
e o pico do A21Asp e do B23Asp da insulina aspártico. (I, II e
diluídos e, com decomposição, nas soluções diluídas de
Calcule o teor total em insulina aspártico (C256H381N65O79S6) hidróxidos dospraticamente
Solubilidade: insolúvel na água e no etanol. A
metais alcalinos. simetr
mais B28isoAsp da insulina aspártico, A21Asp da insulina insulina bovina dissolve-se nos ácidos minerais diluídos e, III não
aspártico, B3Asp da insulina aspártico e B3isoAsp da insulina com decomposição, nas soluções diluídas de hidróxidos dos não é
aspártico a partir da área dos picos correspondentes nos IDENTIFICAÇÃO
metais alcalinos. Resultad
cromatogramas obtídos com a solução problema e com a problem
solução padrão e do teor declarado de insulina aspártico SQR A. Examine os cromatogramas obtidos em «Doseamento». solução
IDENTIFICAÇÃO
em insulina aspártico mais B28isoAsp da insulina aspártico, Resultados: o pico principal do cromatograma obtido com Nota: O
A21Asp da insulina aspártico, B3Asp da insulina aspártico e A. aExamine
solução os cromatogramas
problema obtidosquanto
é semelhante, em «Doseamento».
ao tempo de para ins
B3isoAsp da insulina aspártico. retenção, o do frag
Resultados: o pico principal do cromatogramaobtido
ao pico principal do cromatograma obtidocom
coma
solução padrão (c). é semelhante, quanto ao tempo de fragmen
a solução problema
bovina e
CONSERVAÇÃO retenção, aopeptídica
B. Cartografia pico principal do cromatograma obtido com
(2.2.55).
a solução padrão (c).
Em recipiente estanque, ao abrigo da luz, a uma temperatura Solução problema. Prepare uma solução da amostra ENSAIO
inferior ou igual a ­‑18°C até que o lote seja libertado B. contendo
Cartografia2,0peptídica
mg/ml em ácido clorídrico 0,01 M.
(2.2.55).
Transfira 500 µl para um tubo limpo. Junte Impurezas d
pelo fabricante. Após descongelação, a insulina aspártico Solução problema. Prepare uma solução da 2,0 ml de
amostra
solução Cromatogra
é conservada a 5 ± 3°C e utilizada rapidamente para a contendo 2,0 mg/ml em ácido clorídrico 0,01 M. solução
tampão HEPES de pH 7,5 R e 400 µl de Transfira
de de normaliz
fabricação das preparações. Para evitar a absorção da 500protease
µl para estirpe
um tubo V­‑8 de Staphylococcus
limpo. Junte 2,0 ml deaureus
soluçãoRa
humidade ambiente durante a pesagem, a insulina aspártico 1 mg/ ml.
tampão HEPESRolhe de
o tubo
pH 7,5e incube
R e 400a µl
25°C durante de
de solução 6 h. Pare Solução pro
é previamente levada à temperatura ambiente antes da aprotease
reacçãoestirpe
juntandoV-82,9
de ml de solução tampão
Staphylococcus aureusdeR sulfato
a de ácido clorídr
abertura do recipiente. pH 2,0 R.

2866 FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII – 4.º SUPLEMENTO


FARMACOPEIA PORTUGUESA 2006
9.0
MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)

Insulina bovina

Solução padrão. Prepare a solução padrão ao mesmo Solução para ensaio de resolução. Utilize uma solução de
tempo e do mesmo modo que a solução problema, mas insulina (a cerca de 4 mg/ml) contendo mais que 0,4 por cento
utilizando insulina bovina SQR em vez da amostra. de proteínas de elevado peso molecular. Esta solução pode ser
uma preparação injectável de insulina (solução ou suspensão)
Examine os hidrolisados por cromatografia líquida
previamente clarificada com uma quantidade suficiente de
(2.2.29).
ácido clorídrico 6 M R e contendo a percentagem indicada
de proteínas de elevado peso molecular, ou uma solução

Monografias
Coluna:
preparada dissolvendo a insulina em ácido clorídrico 0,01 M. É

I-L
– dimensões: l = 0,10 m;  = 4,6 mm, possível obter a insulina contendo a percentagem indicada de
– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para proteínas de elevado peso molecular deixando a insulina em pó
cromatografia R (3 µm), à temperatura ambiente durante cerca de 10 dias.
– temperatura: 40°C. Conserve as soluções entre 2°C e 10°C e utilize­‑as nos 7 dias
seguintes. Se for utilizado um injector automático, este é
Fase móvel: mantido a uma temperatura entre 2°C e 10°C.
– f ase móvel A: misture 100 ml de acetonitrilo Coluna:
para cromatografia R, 700 ml de água R e 200 ml
de solução tampão de sulfato de pH 2,0 R; filtre e – dimensões: l = 0,3 m;  = 7,5 mm,
desgaseifique, – fase estacionária: gel de silica hidrófila para cromatografia
– fase móvel B: misture 400 ml de acetonitrilo para R (5­‑10 µm) de qualidade apropriada para a separação do
cromatografia R, 400 ml de água R e 200 ml de solução monómero do dímero e dos polímeros da insulina.
tampão de sulfato de pH 2,0 R; filtre e desgaseifique. Fase móvel: misture 15 volumes de ácido acético glacial R,
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
20 volumes de acetonitrilo R e 65 volumes de uma solução de
(min) (por cento V/V) (por cento V/V) arginina R a 1,0 g/l; filtre e desgaseifique.
0­‑60 90 → 30 10 → 70 Débito: 0,5 ml/min.
60­‑65 30 → 0 70 → 100
Detecção: espectrofotómetro regulado para 276 nm.
65­‑70 0 100
Equilibração: antes da utilização de uma nova coluna
Débito: 1 ml/min. cromatográfica, equilibre­‑a por injecção repetida de uma
solução de insulina contendo proteínas de elevado peso
Detecção: espectrofotómetro regulado para 214 nm. molecular. Este equilíbrio pode ser realizado por, pelo menos,
Equilibração: nas condições iniciais durante, pelo menos, 3 injecções da solução para ensaio de resolução. A coluna
15 min. Efectue uma passagem em branco segundo o está equilibrada quando os resultados obtidos em 2 injecções
gradiente de eluição descrito. sucessivas apresentarem uma repetibilidade satisfatória.

Injecção: 50 µl. Injecção: 100 µl.

Conformidade do sistema: Registo: durante 35 min.

– o s cromatogramas obtidos com a solução problema Tempos de retenção: polímeros complexos da insulina =
e a solução padrão são qualitativamente semelhantes = 13­‑17 min; dímero covalente da insulina = cerca de 17,5
ao cromatograma do hidrolisado de insulina min; monómero da insulina = cerca de 20 min; sais = cerca
bovina fornecido com a insulina bovina SQR. de 22 min.
No cromatograma obtido com a solução padrão, Conformidade do sistema: solução para o ensaio de
identifique os picos correspondentes aos diferentes resolução:
fragmentos (I, II e III) resultantes da proteólise. O
factor de simetria dos picos correspondentes aos – relação pico/vale: no mínimo 2,0 com Hp = altura abaixo da
fragmentos II e III não é superior a 1,5 e a resolução linha de base do pico correspondente ao dímero e Hv = altura
entre estes 2 picos não é inferior a 1,9. acima da linha de base do ponto mais baixo da curva entre este
pico e o pico correspondente ao monómero.
Resultados: o perfil do cromatograma obtido com a
solução problema corresponde ao do cromatograma Limites: se aparecem picos com tempos de retenção inferior
obtido com a solução padrão. ao do pico principal, a soma das suas áreas é inferior a 1,0 por
cento da área total dos picos. Não são tidos em conta os picos
Nota: O tempo de retenção do fragmento I é idêntico com tempo de retenção superior ao pico da insulina.
para insulina de origem suína e para a insulina humana,
o do fragmento II é idêntico a todas as insulinas e o do Proteínas aparentadas. Proceda por cromatografia líquida
fragmento III é idêntico para as insulinas de origem (2.2.29) de acordo com as indicações em «Doseamento».
bovina e suína. utilizando o programa de eluição descrito na tabela junta.
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
ENSAIO (min) (por cento V/V) (por cento V/V)
30 42 58
Impurezas de massa molecular superior ao da insulina. 30­‑44 42 → 11 58 → 89
Cromatografia de exclusão (2.2.30): utilize um procedimento 44­‑50 11 89
de normalização.
Solução problema. Dissolva 4 mg da amostra em 1,0 ml de Conserve as soluções entre 2°C e 10°C e utilize­‑as nas 24
ácido clorídrico 0,01 M. horas seguintes. Efectue um ensaio de compatibilidade

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2867


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Insulina bovina

do sistema (resolução, linearidade) como descrito em DOSEAMENTO


«Doseamento». Se necessário, ajuste a composição da
fase móvel de modo a obter uma eluição completa da A21 Proceda por cromatografia líquida (2.2.29).
desamido­‑insulina suína antes de começar o gradiente;
Solução problema. Dissolva uma quantidade apropriada da
é igualmente possível modificar os programas de eluição
amostra em ácido clorídrico 0,01 M de modo a obter uma
de modo a assegurar a eluição total de todas as impurezas
concentração de 4,0 mg/ml.
Monografias

aparentadas à insulina.
Solução padrão (a). Dissolva o conteúdo de uma ampola de
I-L

Injecte 20 µl da solução padrão (c) e 20 µl da solução


insulina humana SQR em ácido clorídrico 0,01 M de modo a
problema. Se necessário, ajuste o volume de injecção entre
obter uma concentração de 4,0 mg/ml.
10 µl e 20 µl, em função dos resultados obtidos no ensaio
de linearidade descrito em «Doseamento». Registe os Solução padrão (b). Dissolva o conteúdo de uma ampola de
cromatogramas durante cerca de 50 min. No cromatograma insulina suína SQR em ácido clorídrico 0,01 M de modo a
obtido com a solução padrão (c), a A21 desamido­‑insulina obter uma concentração de 4,0 mg/ml.
bovina aparece como um pequeno pico após o pico Solução padrão (c). Dissolva o conteúdo de uma ampola de
principal, e com um tempo de retenção relativo (em relação insulina bovina SQR em ácido clorídrico 0,01 M de modo a
ao pico principal) de cerca de 1,3. No cromatograma obtido obter uma concentração de 4,0 mg/ml.
com a solução problema, a área do pico da A21 desamido-
­‑insulina bovina não é superior a 3,0 por cento da área total Solução padrão (d). Tome 1,0 ml da solução padrão (c) e
dos picos e a soma das áreas de todos os picos, para além complete 10,0 ml com ácido clorídrico 0,01 M.
dos devidos à insulina bovina e à A21 desamido­‑insulina Solução para ensaio de resolução. Misture 1,0 ml de solução
bovina, não é superior a 3,0 por cento da área total dos padrão (a) e 1,0 ml de solução padrão (b).
picos.
Conserve as soluções entre 2°C e 10°C e utilize nas 48 h
seguintes. Se for utilizado um injector automático, este é
Imunorreactividade de tipo pró­‑insulina bovina (PLI). No
mantido a uma temperatura entre 2°C e 10°C.
máximo 10 ppm, calculada em relação à substância seca.
Determine a imunorreactividade de tipo pró­‑insulina bovina Coluna:
por método imunocitoquímico (2.7.1) de sensibilidade
– dimensões: l = 0,25 m;  = 4,6 mm,
apropriada, por exemplo, doseamento radioimunológico
utilizando o reagente internacional de referência da pró­- – fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
‑insulina bovina para calibrar o método. cromatografia R (5 µm),
– temperatura: 40°C.
Zinco. No máximo, 1,0 por cento, calculado em relação à
substância seca. Espectrofotometria de absorção atómica Fase móvel: misture 42 volumes da fase móvel A e 58 volumes
(2.2.23, Método I). da fase móvel B, ajustando, se necessário, a composição da
mistura.
Solução problema. Dissolva 50,0 mg da amostra em ácido
clorídrico 0,01 M e complete 25,0 ml com o mesmo ácido. Prepare e mantenha a temperatura igual ou superior a 20°C,
Dilua, se necessário, até uma concentração apropriada (por as seguintes soluções:
exemplo 0,4 µg a 1,6 µg de zinco por mililitro) com ácido Fase móvel A. Dissolva 28,4 g de sulfato de sódio anidro R
clorídrico 0,01 M. em água R e complete 1000 ml com o mesmo solvente; junte
Solução padrão. Prepare soluções padrão contendo 2,7 ml de ácido fosfórico R e ajuste, se necessário, para pH
0,40 µg, 0,80 µg, 1,00 µg, 1,20 µg e 1,60 µg de zinco por 2,3 com etanolamina R; filtre e desgaseifique.
mililitro, diluindo a solução padrão de zinco (5 mg/ml) R Fase móvel B. Misture 550 ml de fase móvel A e 450 ml de
em ácido clorídrico 0,01 M. Utilize soluções recentemente acetonitrilo R, aqueça a solução a temperatura superior ou
preparadas. igual a 20°C de modo a evitar precipitação (a mistura de fase
móvel A e acetonitrilo é endotérmica); filtre e desgaseifique.
Fonte de radiação: lâmpada de cátodo oco de zinco.
Débito: 1 ml/min.
Comprimento de onda: 213,9 nm.
Detecção: espectrofotómetro regulado para 214 nm.
Chama: ar­‑acetileno de composição apropriada (por
exemplo 11 litros de ar e 2 litros de acetileno por minuto). Conformidade do sistema:
– resolução: injecte 20 µl da solução para ensaio de resolução
Perda por secagem (2.2.32). Determinada na estufa a 105°C, e 20 µl da solução padrão (b). Registe o cromatograma
durante 24 h, em 0,200 g da amostra, não é superior a 10,0 da solução para ensaio de resolução até que o pico
por cento. correspondente ao pico principal do cromatograma
obtido com a solução padrão (b) seja claramente visível e
Cinzas sulflúricas (2.4.14). Determinado em 0,200 g da identifique os picos correspondentes à insulina suína e à
amostra, e calculado em relação à substância seca, o teor de insulina humana. O doseamento só é válido se a resolução
cinzas sulfúricas não é superior a 2,5 por cento. entre os 2 picos não for inferior a 1,2. Se necessário, ajuste
a concentração em acetonitrilo da fase móvel para obter
esta resolução,
Endotoxinas bacterianas (2.6.14). Se a insulina bovina
se destinar à preparação de formas farmacêuticas por via – linearidade: injecte 20 µl das soluções padrão (c) e (d).
parentérica, sem outro processo apropriado de eliminação O doseamento só é válido se a área do pico principal do
de endotoxinas bacterianas, a concentração máxima de cromatograma obtido com a solução padrão (c) for igual a
endotoxinas bacterianas é de 10 U.I por miligrama. 10 ± 0,5 vezes a área do pico principal do cromatograma

2868 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Insulina humana

obtido com a solução padrão (d). Se esta condição não for do pâncreas do porco, quer pelo método dito do ADN
cumprida, ajuste o volume das injecções entre 10 µl e 20 µl, recombinante (ADNr).
de modo a que as respostas se situem no domínio da
A insulina humana é produzida em condições que visam
linearidade do detector.
reduzir o grau de contaminação microbiana.
Injecção: 20 µl da solução da amostra.
No caso da insulina humana produzida por modificação

Monografias
Calcule o teor de insulina bovina C254H377N65O75S6 mais A21 enzimática da insulina obtida a partir do pâncreas do porco, o
desamido­‑insulina bovina a partir da área do pico principal processo de fabrico é validado no que diz respeito à supressão

I-L
e do pico correspondente à A21 desamido­‑insulina bovina de qualquer actividade proteolítica residual. Podem ser
nos cromatogramas obtidos, respectivamente, com a solução exigidos ensaios suplementares pela Autoridade competente.
problema e a solução padrão (c), e dos teores indicados No caso da insulina humana produzida por um método
em insulina bovina mais A21 desamido­‑insulina bovina na baseado na tecnologia do ADN recombinante, os ensaios
insulina bovina SQR. seguintes são efectuados em cada lote do produto final a
granel antes da sua libertação, salvo excepção acordada pela
Autoridade competente.
CONSERVAÇÃO

Em recipiente estanque, ao abrigo da luz, e a uma Proteínas derivadas da célula hospedeira. O limite é
temperatura de ­‑20°C até à libertação pelo fabricante. Após aprovado pela Autoridade competente.
descongelação, a insulina pode ser conservada a 5 ± 3°C
durante um curto período de tempo antes de ser utilizada no Percursor de cadeia única. O limite é aprovado pela
fabrico das preparações. Para evitar a absorção de humidade Autoridade competente. Utilize um método de sentibilidade
ambiente no decurso da pesagem, a insulina é previamente apropriada.
levada à temperatura ambiente.

CARACTERÍSTICAS

Aspecto: pó branco ou quase branco.


INSULINA HUMANA Solubilidade: praticamente insolúvel na água e no etanol a 96
por cento. A insulina humana dissolve­‑se nos ácidos minerais
Insulinum humanum diluídos e, com decomposição, nas soluções diluídas dos
hidróxidos dos metais alcalinos.

IDENTIFICAÇÃO

A. Examine os cromatogramas obtidos em «Doseamento».


Resultados: o pico principal do cromatograma obtido com
a solução problema é semelhante, quanto ao tempo de
retenção, ao pico principal do cromatograma obtido com a
solução padrão (a).
B. Cartografia peptídica (2.2.55).
Clivagem selectiva das ligações peptídicas
C257H383N65O77S6 Mr 5808 Solução problema. Prepare uma solução da amostra
contendo 2,0 mg/ml em ácido clorídrico 0,01 M.
Transfira 500 µl para um tubo limpo. Junte 2,0 ml de
DEFINIÇÃO solução tampão HEPES de pH 7,5 R e 400 µl de solução
de protease estirpe V­‑8 de Staphylococcus aureus R a
A insulina humana é uma péptido com 2 cadeias possuindo a 1 mg/ ml. Rolhe o tubo e incube a 25°C durante 6 h. Pare
estrutura da hormona antidiabética produzida pelo pâncreas a reacção juntando 2,9 ml de solução tampão de sulfato de
humano. pH 2,0 R.
Teor: no mínimo, 95,0 por cento e, no máximo, 105,0 por Solução padrão. Prepare a solução padrão ao mesmo
cento de insulina humana C257H383N65O77S6, mais A21 tempo e do mesmo modo que a solução problema, mas
desamido­‑insulina humana (substância seca). utilizando insulina humana SQR em vez da amostra.
Por convenção, foi estabelecido, para a rotulagem das Separação Cromatográfica. Cromatografia líquida (2.2.29).
preparações de insulina, que 0,0347 mg de insulina humana Coluna:
correspondem a 1 U.I. de insulina.
– dimensões: l = 0,10 m;  = 4,6 mm,
– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
PRODUÇÃO
cromatografia R (3 µm), apresentando um diâmetro de
poro de 8 nm,
A insulina humana é produzida quer por uma modificação
enzimática e purificação apropriadas da insulina obtida – temperatura: 40°C.

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2869


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Insulina humana

Fase móvel: Conserve as soluções a 2­‑8°C e utilize­‑as dentro de 7 dias.


Se utilizar um injector automático, mantenha­‑o a uma
– fase móvel A: misture 100 ml de acetonitrilo para
temperatura compreendida entre 2°C e 8°C.
cromatografia R, 700 ml de água R e 200 ml de solução
tampão de sulfato de pH 2,0 R; filtre e desgaseifique, Coluna:
– fase móvel B: misture 400 ml de acetonitrilo para – dimensões: l = 0,3 m;  = 7,5 mm, pelo menos,
Monografias

cromatografia R, 400 ml de água R e 200 ml de


– fase estacionária: gel de sílica hidrófila para cromatografia R
solução tampão de sulfato de pH 2,0 R; filtre e
I-L

(5­‑10 µm) apresentando um diâmetro de poro de 12­‑12,5 nm


desgaseifique.
de qualidade apropriada para a separação do monómero, do
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B dímero e dos polímeros da insulina.
(min) (por cento V/V) (por cento V/V)
Fase móvel: misture 15 volumes de ácido acético glacial R,
0­‑60 90 → 30 10 → 70 20 volumes de acetonitrilo R e 65 volumes de uma solução de
60­‑65 30 → 0 70 → 100 arginina R a 1,0 g/l; filtre e desgaseifique.
65­‑70 0 100
Débito: 0,5 ml/min.
Débito: 1 ml/min. Detecção: espectrofotómetro em 276 nm.
Detecção: espectrofotómetro regulado para 214 nm. Equilibração: antes de utilizar uma nova coluna
cromatográfica, proceda à equilibração por injecção repetida
Equilibração: nas condições iniciais durante, pelo menos, de uma solução contendo proteínas de massa molecular
15 min. Efectue uma passagem em branco segundo o elevada. Esta equilibração pode ser realizada com, pelo
gradiente de eluição descrito. menos, 3 injecções da solução para ensaio de resolução.
Injecção: 50 µl. A coluna está equilibrada quando os resultados obtidos
com 2 injecções sucessivas apresentam uma repetibilidade
Conformidade do sistema: satisfatória.
– os cromatogramas obtidos com a solução problema Injecção: 100 µl.
e a solução padrão são qualitativamente semelhantes
ao cromatograma do hidrolisado de insulina humana Registo: cerca de 35 min.
fornecido com a insulina humana SQR, Tempos de retenção: polímeros complexos da insulina
– no cromatograma obtido com a solução padrão, = 13­‑17 min; dímero covalente da insulina = cerca de
identifique os picos correspondentes aos diferentes 17,5 min; monómero da insulina = cerca de 20 min; sais
fragmentos (I, II e III) resultantes da proteólise: = cerca de 22 min.

– factor de simetria dos picos correspondentes aos Conformidade do sistema: solução para o ensaio de
fragmentos II e III: no máximo, 1,5, resolução:

– resolução entre estes 2 picos: no mínimo, 3,4. – relação pico/vale: no mínimo 2,0 com Hp = altura acima da
linha de base do pico devido ao dímero Hv = altura acima da
Resultados: o perfil do cromatograma obtido com a linha de base do ponto mais baixo da curva entre este pico e
solução problema corresponde ao do cromatograma do pico dev ido ao monómero.
obtido com a solução padrão.
Limites: se aparecem picos com tempo de retenção inferior
Nota: O tempo de retenção do fragmento I é idêntico para ao do pico principal, a soma das suas áreas não é superior a
a insulina de origem porcina e para a insulina humana, 1,0 por cento da área total dos picos. Não são tidos em conta
os dos fragmentos II e IV são idênticos para todas as os picos com tempo de retenção superior ao pico da insulina.
insulinas e o do fragmento III é idêntico para as insulinas
de origem bovina e porcina.
Proteínas aparentadas. Proceda por cromatografia líquida
(2.2.29), segundo as indicações do «Doseamento», utilizando
ENSAIO o programa de eluição descrito no quadro seguinte:
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
Impurezas de massa molecular superior ao da insulina. (min) (por cento V/V) (por cento V/V)
Cromatografia de exclusão (2.2.30): utilize o método de 30 42 58
normalização. 30­‑44 42 → 11 58 → 89
Solução problema. Dissolva 4 mg da amostra em 1,0 ml de 44­‑50 11 89
ácido cloridrico 0,01 M.
Conserve as soluções a 2­‑8°C e utilize­‑as dentro de 24 horas.
Solução para ensaio de resolução. Utilize uma solução de
Efectue um ensaio de conformidade do sistema (resolução,
insulina (a cerca de 4 mg/ml) contendo mais de 0,4 por cento
linearidade) como descrito em «Doseamento». Se necessário,
de proteínas de massa molecular elevada. Esta solução pode ser
ajuste a composição da fase móvel de modo a obter a eluição
uma preparação injectável de insulina (solução ou suspensão)
completa da A21 desamido­‑insulina porcina antes de começar
previamente clarificada com uma quantidade suficiente de
o gradiente; é igualmente possivel modificar o programa
ácido clorídrico 6 M R e contendo a percentagem indicada
de eluição de modo a assegurar a eluição total de todas as
de proteínas de massa molecular elevada ou uma solução
impurezas aparentadas com a insulina.
preparada dissolvendo insulina em ácido clorídrico 0,01 M.
É possível obter insulina que contenha a percentagem indicada Injecte 20 µl da solução padrão (a), 20 µl da solução
de proteínas de massa molecular elevada deixando insulina em padrão (b), 20 µl da solução padrão (c) e 20 µl da solução
pó à temperatura ambiente durante cerca de 10 dias. problema (se necessário, ajuste o volume de injecção entre

2870 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Insulina humana

10 e 20 µl em função dos resultados obtidos quando do Solução problema. Dissolva 40,0 mg da amostra em ácido
ensaio de linearidade descrito em «Doseamento»). Registe os clorídrico 0,01 M e complete 10,0 ml com o mesmo ácido.
cromatogramas durante cerca de 50 min. No cromatograma
Solução padrão (a). Dissolva o conteúdo de uma ampola de
obtido com a solução padrão (a), a A21 desamido­‑insulina
insulina humana SQR em ácido clorídrico 0,01 M de modo a
humana aparece como um pequeno pico a seguir ao pico
principal e com um tempo de retenção relativo (em relação ao obter uma concentração de 4,0 mg/ml.
pico principal) de cerca de 1,3. No cromatograma obtido com

Monografias
Solução padrão (b). Dissolva o conteúdo de uma ampola de
a solução problema, a área do pico devido à A21 desamido­ insulina porcina SQR em ácido clorídrico 0,01 M de modo a

I-L
‑insulina não é superior a 2,0 por cento da área total dos picos obter uma concentração de 4,0 mg/ml.
e a soma da área de todos os picos, além dos picos devidos à
insulina humana e à A21 desamido­‑insulina humana, não é Solução padrão (c). Tome 1,0 ml da solução padrão (b) e
superior a 2,0 por cento da área total dos picos. Se, no caso da complete 50,0 ml com ácido clorídrico 0,01 M. A 1,0 ml desta
insulina humana sintética, aparece no cromatograma obtido solução, junte 1,0 ml da solução padrão (a).
com a solução problema um pico correspondente ao pico Solução padrão (d). Tome 1,0 ml da solução padrão (a) e
principal do cromatograma obtido com a solução padrão (b), complete 10,0 ml com ácido clorídrico 0,01 M.
a sua área não é superior à do pico correspondente no
cromatograma obtido com a solução padrão (c) (1,0 por cento Solução para ensaio de resolução. Misture 1,0 ml de solução
de insulina suína na insulina humana). padrão (a) e 1,0 ml de solução padrão (b).
O ensaio seguinte é aplicável apenas à insulina humana Conserve as soluções entre 2°C e 8°C e utilize­‑as dentro
produzida por modificação enzimática da insulina suína. das 48 h seguintes. Se utilizar um injector automático,
mantenha­‑o a uma temperatura compreendida entre 2°C e
8°C.
Imunorreactividade de tipo pro­‑insulina (PLI): no
máximo 10 ppm, calculada em relação à substância seca Coluna:
e determinada por um método imunoquímico (2.7.1)
com sensibilidade apropriada, por exemplo doseamento – dimensões: l = 0,25 m;  = 4,6 mm,
radioimunológico. Utilize o reagente internacional de – fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
referência da pro­‑insulina porcina para calibrar o método. cromatografia R (5 µm),
– temperatura: 40°C.
Zinco: no máximo, 1,0 por cento, (substância seca).
Espectrofotometria de absorção atómica (2.2.23, Método I). Fase móvel: misture 42 volumes da fase móvel A e 58 volumes
da fase móvel B, ajustando, se necessário, a composição da
Solução problema. Dissolva 50,0 mg da amostra em ácido mistura.
clorídrico 0,01 M e complete 25,0 ml com o mesmo ácido.
Dilua, se necessário, até uma concentração apropriada (por Prepare e mantenha a temperatura igual ou superior a 20°C,
exemplo, 0,4 a 1,6 µg de Zn por ml) com ácido clorídrico as seguintes soluções:
0,01 M.
– fase móvel A. Dissolva 28,4 g de sulfato de sódio anidro R
Soluções padrão. Prepare extemporaneamente soluções em água R e complete 1 000 ml com o mesmo solvente.
padrão contendo 0,40 µg, 0,80 µg, 1,00 µg, 1,20 µg e 1,60 µg Junte 2,7 ml de ácido fosfórico R. Ajuste, se necessário, o
de Zn por mililitro a partir da solução a 5 mg de zinco (Zn) pH para 2,3 com etanolamina R. Filtre e desgaseifique.
por mililitro R diluída com ácido clorídrico 0,01 M. Utilize
– fase móvel B. Misture 550 ml da fase móvel A e 450 ml
soluções recentemente preparadas.
de acetonitrilo R; aqueça a solução a uma temperatura
Fonte: lâmpada de cátodo oco de zinco. superior ou igual a 20°C para evitar a precipitação (a
mistura da fase móvel A com o acetonitrilo é endotérmica);
Comprimento de onda: 213,9 nm.
filtre e desgaseifique.
Atomização: chama de ar­‑acetileno de composição apropriada
Débito: 1 ml/min.
(por exemplo 11 litros de ar e 2 litros de acetileno por
minuto). Detecção: espectrofotómetro em 214 nm.
Conformidade do sistema:
Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 10,0 por cento,
determinada em 0,200 g da amostra na estufa a 105°C, – resolução: injecte 20 µl da solução para ensaio de resolução
durante 24 h. e 20 µl da solução padrão (b). Registe o cromatograma
da solução para ensaio de resolução até que o pico
correspondente ao pico principal do cromatograma
Cinzas sulflúricas (2.4.14): no máximo, 2,5 por cento,
obtido com a solução padrão (b) seja claramente visível e
determinadas em 0,200 g da amostra (substância seca).
identifique os picos correspondentes à insulina suína e à
insulina humana. O doseamento só é válido se a resolução
Endotoxinas bacterianas (2.6.14): menos de 10 U.I./mg entre os 2 picos não for inferior a 1,2. Se necessário, ajuste
se a insulina humana se destinar à preparação de formas a concentração em acetonitrilo da fase móvel para obter
farmacêuticas para administração por via parentérica, sem esta resolução,
outro método apropriado de eliminação de endotoxinas
bacterianas. – linearidade: injecte 20 µl das soluções padrão (a) e (d).
O doseamento só é válido se a área do pico principal do
cromatograma obtido com a solução padrão (c) for igual a
DOSEAMENTO 10 ± 0,5 vezes a área do pico principal do cromatograma
obtido com a solução padrão (d). Se esta condição não
Cromatografia líquida (2.2.29). for cumprida, ajuste o volume das injecções entre 10 µl e

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2871


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Insulina lispro

20 µl, de modo a que as respostas se situem no domínio da Por convenção, foi estabelecido, para a rotulagem das
linearidade do detector. preparações de insulina lispro, que 0,0347 mg de insulina
lispro correspondem a 1 unidade.
Injecção: 20 µl da solução problema e da solução padrão (a).
Calcule o teor em insulina humana (C257H383N65O77S6) mais
A21 desamido­‑insulina humana a partir da área do pico PRODUÇÃO
Monografias

principal e do pico correspondente à A21 desamido­‑insulina


humana dos cromatogramas obtidos, respectivamente, A insulina lispro é produzida pelo método dito do ADN
I-L

com solução problema e com a solução padrão (a) e do teor recombinante (ADNr) em condições que visam reduzir o grau
declarado de insulina humana SQR em insulina humana de contaminação microbiana.
mais A21 desamido­‑insulina humana. Efectuam­‑se os seguintes ensaios em cada lote do produto
final a granel antes da sua libertação, salvo derrogação
acordada pela Autoridade competente.
CONSERVAÇÃO
07. Monografias I (2277-2342) 12/16/05 10:44 AM Page 2314Proteínas oriundas da célula hospedeira. O limite é aprovado
Em recipiente estanque, ao abrigo da luz, e a uma
pela Autoridade competente.
temperatura inferior ou igual a –18°C até que o lote seja
dispensado pelo fabricante. Após descongelação, a insulina
humana é lispro
Insulina conservada a 5 ± 3°C durante um curto período Percursor de cadeia única. O limite é aprovado pela Autoridade
antes de ser utilizada para a fabricação das preparações. Para competente. Utilize um método com sensibilidade apropriada.
evitar a absorção da humidade ambiente durante a pesagem,
a insulina é previamente levada à temperatura ambiente.
ROTULAGEM CARACTERÍSTICAS
Solubilidade: praticamente insolúvel na água e no etanol
(96 por cento). A insulina lispro dissolve-se nos ácidos
ROTULAGEM
No rótulo indica-se: minerais pó branco
Aspecto:diluídos ou quase
e, com branco. nas soluções diluídas
decomposição,
dos hidróxidos dos metais alcalinos.
Solubilidade: praticamente insolúvel na água e no etanol a
– se a substância foi preparada por modificação enzimática
No rótulo indica­‑se: 96 por cento. A insulina lispro dissolve­‑se nas soluções dos
da insulina porcina ou pela técnica do ADNr.
ácidos minerais diluídos e, com decomposição, nas soluções
– se a substância foi preparada por modificação enzimática da IDENTIFICAÇÃO
– nos casos apropriados, que a substância está isenta de diluídas dos hidróxidos dos metais alcalinos.
insulina porcina ou pela técnica do ADNr.
endotoxinas bacterianas.
A. Examine os cromatogramas obtidos em «Doseamento».
Resultados: o pico principal do cromatograma obtido com
IDENTIFICAÇÃO
a solução problema é semelhante, quanto ao tempo de
A. retenção,
Examine aoos pico principal doobtidos
cromatogramas cromatograma obtido com
em «Doseamento».
INSULINA LISPRO
INSULINA LISPRO a solução padrão.
Resultados: o pico principal do cromatograma obtido com
Insulinum
Insulinum lisprum
lisprum a solução problema
B. Cartografia peptídicaé(2.2.55).
semelhante, quanto ao tempo de
retenção, ao pico principal do cromatograma obtido com a
Csolução
LIVAGEM padrão.
SELECTIVA DAS LIGAÇÕES PEPTÍDICAS

B. Solução
Cartografia peptídica
problema. (2.2.55).
Prepare uma solução da amostra
contendo 2,0 mg/ml em ácido clorídrico 0,01 M. Transfira
Clivagem Selectiva Das Ligações Peptídicas
500 µl para um tubo limpo. Junte 2,0 ml de solução
tampão
SoluçãoHEPES
problema.de pH 7,5 R uma
Prepare e 400solução
µl de solução de
da amostra
protease
contendoestirpe V-8 deem
2,0 mg/ml Staphylococcus 0,01 RM.a Transfira
aureus
ácido clorídrico 1 mg/ml.
Monografia

Rolhe
500 µlopara
tuboum e incube a 25°CJunte
tubo limpo. durante 6 h.dePare
2,0 ml a reacção
solução tampão
juntando
HEPES de 2,9pHml7,5
deRsolução
e 400 µltampão de sulfato
de solução de pH 2,0
de protease R.
estirpe
I-L

V­8 de Staphylococcus aureus R a 1 mg/ ml. Rolhe o tubo e


Solução padrão. Prepare a solução padrão ao mesmo
incube a 25°C durante 6 h. Pare a reacção juntando 2,9 ml
tempo e do mesmo modo que a solução problema, mas
de soluçãoatampão
utilizando insulinadelispro
sulfato de pH
SQR em 2,0
vez R.
da amostra.
C257H383N65O77S6 Mr 5808 Solução padrão. Prepare a solução padrão ao mesmo
C257H383N65O77S6 Mr 5808 EPARAÇÃO CROMATOGRÁFICA. Cromatografia líquida (2.2.29).
Stempo e do mesmo modo que a solução problema, mas
utilizando a insulina lispro SQR em vez da amostra.
Coluna:
DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO –Separação
dimensões: l = 0,10 m; �
Cromatográfica = 4,6 mm,
. Cromatografia líquida (2.2.29).
[28B-L-Lisina-29B-L-Prolina] insulina (humana).
[28B­‑l­‑Lisina­‑29B­‑l­‑prolina] insulina (humana). fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
–Coluna:
A insulina lispro é um péptido com 2 cadeias contendo 51 cromatografia R (3 µm), apresentando um diâmetro de
aminoácidos. À cadeia
A insulina lispro é umA péptido
compreende com 21 aminoácidos
2 cadeias contendoe a cadeia
51 – dimensões: l = 0,10 m;  = 4,6 mm,
poro de 8 nm,
Baminoácidos.
30 aminoácidos. A estrutura
A cadeia primária21
A compreende da aminoácidos
insulina lisproe aé –– fase
idêntica temperatura: 40°C.gel de sílica octadecilsililada para
estacionária:
cadeia Bà 30da aminoácidos.
insulina humana, com excepção
A estrutura primáriade uma permuta
da insulina cromatografia R (3 µm), apresentando um diâmetro de
dos aminoácidos
lispro é idênticanasà daposições
insulina28humana,
e 29 da cadeia B. Comode
com excepção a Fase móvel:
poro de 8 nm,
insulina humana,
uma permuta dosa aminoácidos
insulina lispronas possui 2 pontes
posições 28 e dissulfúricas
29 da
entre fase móvel A: misture
–– temperatura: 40°C. 100 ml de acetonitrilo para
cadeiacadeias e 1 ponte
B. A insulina dissulfúrica
humana dentro da
é Pro(B28), cadeia.enquanto
Lis(B29) cromatografia R, 200 ml de solução tampão de sulfato
que ano
Teor: insulina
mínimo, lispro
94,0épor
Lis(B28),
cento e, Pro(B29).
no máximo,Como a insulina
104,0 por Fase móvel:
de pH 2,0 R e 700 ml de água R; filtre e desgaseifique,
humana,
cento, a insulina
calculado lispro possui
em relação 2 pontes
à substância dissulfúricas entre
seca. –– fase móvel misture200
A: misture
fase móvel B: 100mlmldedesolução
acetonitrilo
tampão para
de
cadeias e 1 ponte dissulfúrica dentro da cadeia.
Por convenção, foi estabelecido, para a rotulagem das cromatografia R, R,
sulfato de pH 2,0 200 mlmldedesolução
400 tampão
acetonitrilo parade sulfato
Teor: 94,0 por
preparações de cento
insulinaa 104,0
lispro,por
quecento (substância
0,0347 seca).
mg de insulina cromatografia
de pH 2,0 R e R700 ml ml
e 400 de água
de águaR; filtre e desgaseifique,
R; filtre e desgaseifique.
lispro correspondem a 1 U.I.
2872 Intervalo Fase FARMACOPEIA
móvel A PORTUGUESA
Fase móvel B 9.0
(min) (por cento V/V) (por cento V/V)
PRODUÇÃO
0-60 90 → 30 10 → 70
A insulina lispro é produzida pelo método dito do ADN 60-65 30 → 0 70 → 100
recombinante (ADNr) em condições que visam reduzir o grau 65-70 0 100
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Insulina lispro

– fase móvel B: misture 200 ml de solução tampão – fase estacionária: gel de sílica hidrófila para cromatografia R
de sulfato de pH 2,0 R, 400 ml de acetonitrilo para (5­‑10 µm) e apresentando um diâmetro de poro de
cromatografia R e 400 ml de água R; filtre e desgaseifique. 12­‑12,5 nm de qualidade apropriada para a separação do
monómero do dímero e dos polímeros da insulina.
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
(min) (por cento V/V) (por cento V/V) Fase móvel: misture 15 volumes de ácido acético glacial R, 20
0­‑60 90 → 30 10 → 70 volumes de acetonitrilo para cromatografia R e 65 volumes

Monografias
60­‑65 30 → 0 70 → 100 de uma solução de arginina R a 1,0 g/l; filtre e desgaseifique.

I-L
65­‑70 0 100 Débito: 0,5 ml/min.
Detecção: espectrofotómetro regulado para 276 nm.
Débito: 1 ml/min.
Equilibração: no mínimo, 3 injecções da solução para ensaio
Detecção: espectrofotómetro regulado para 214 nm.
de resolução; a coluna está equilibrada quando 2 injecções
Equilibração: nas condições iniciais durante, pelo menos, sucessivas dão resultados repetidos.
15 min. Efectue uma passagem em branco segundo o
Injecção: 100 µl.
gradiente de eluição descrito.
Registo: durante 35 min.
Injecção: 50 µl.
Tempos de retenção: polímeros da insulina lispro 13­‑17 min;
Conformidade do sistema:
dímero da insulina lispro = cerca de 17,5 min; monómero da
– o s cromatogramas obtidos com a solução problema insulina lispro = cerca de 20 min; sais = cerca de 22 min.
e a solução padrão são qualitativamente semelhantes
Conformidade do sistema: solução para o ensaio de
ao cromatograma do hidrolisado de insulina lispro
resolução:
fornecido com a insulina lispro SQR,
– relação pico/vale: no mínimo 2,0 sendo Hp = altura acima
–n
 o cromatograma obtido com a solução padrão,
da linha de base do pico correspondente ao dímero e
identifique os picos correspondentes aos diferentes
Hv = altura acima da linha de base do ponto mais baixo
fragmentos (I, II e III) resultantes da proteólise:
da curva entre este pico e do pico correspondente ao
– factor de simetria dos picos correspondentes aos monómero,
fragmentos II e III: no máximo, 1,5,
– factor de simetria: no máximo, 2,0, por cento para o pico da
– resolução entre os picos dos fragmentos II e III: no insulina lispro.
mínimo 8,0.
Limites: a soma da área dos picos com um tempo de retenção
Resultados: o perfil do cromatograma obtido com a inferior ao do pico principal, não é superior a 0,25 por cento
solução problema corresponde ao do cromatograma da área total dos picos. Não são tidos em conta os picos com
obtido com a solução padrão. tempo de retenção superior ao pico do monómero da insulina
lispro.
Nota: O tempo de retenção dos fragmentos I, II e IV são
idênticos aos da insulina humana. O tempo de retenção
do fragmento III difere do da insulina humana devido à Proteínas aparentadas. Proceda por cromatografia líquida
diferença das sequências nas posições 28 e 29 da cadeia B. (2.2.29): utilize um procedimento de normalização.
Solução problema. Dissolva 3,5 mg da amostra em 1,0 ml de
ácido clorídrico 0,01 M. Conserve a solução a 2­‑8°C e utilize­
ENSAIO
‑a dentro de 56 horas.
Impurezas de massa molecular superior ao da insulina Solução para ensaio de resolução. Dissolva 3,5 mg da
lispro. Cromatografia de exclusão (2.2.30): utilize o método amostra em 1,0 ml de ácido clorídrico 0,01 M. Deixe à
de normalização. temperatura ambiente para obter uma solução contendo
entre 0,8 e 11 por cento de A21 desamido­‑insulina lispro.
Solução problema. Prepare uma solução de insulina lispro a
4 mg/ml com ácido cloridrico 0,01 M. Conserve a solução a Coluna:
2­‑8°C e utilize­‑a dentro de 48 horas.
– dimensões: l = 0,25 m;  = 4,6 mm,
Solução para ensaio de resolução. Utilize uma solução de
– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
insulina (a cerca de 4 mg/ml) contendo mais de 0,4 por
cromatografia R (5 µm), apresentando um diâmetro de poro
cento de proteínas de massa molecular elevada. Esta solução
de 30 nm,
pode ser uma preparação injectável de insulina (solução ou
suspensão) clarificada com uma quantidade suficiente de – temperatura: 40°C.
ácido clorídrico 6 M R e contendo a percentagem indicada
Fase móvel:
de proteínas de massa molecular elevada ou uma solução
preparada dissolvendo insulina em ácido clorídrico 0,01 M. É – fase móvel A: misture 82 volumes de uma solução sulfato
possível obter insulina que contenha a percentagem indicada de sódio anidro R a 28,4 g/l, ajustada para pH 2,3 com ácido
de proteínas de massa molecular elevada deixando insulina fosfórico R e 18 volumes de acetonitrilo para cromatografia R;
em pó à temperatura ambiente durante cerca de 10 dias. filtre e desgaseifique,
Conserve as soluções a 2­‑8°C e utilize­‑as dentro de 8 dias. – fase móvel B: prepare uma mistura com volumes iguais de
uma solução sulfato de sódio anidro R a 28,4 g/l ajustada
Coluna:
para pH 2,3 com ácido fosfórico R e acetonitrilo para
– dimensões: l = 0,30 m;  = 7,8 mm, cromatografia R; filtre e desgaseifique.

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2873


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Insulina lispro

Intervalo Fase móvel A Fase móvel B DOSEAMENTO


(min) (por cento V/V) (por cento V/V)
0­‑60 81 19 Proceda por cromatografia líquida (2.2.29).
60­‑83 81 → 51 19 → 49
Solução problema. Dissolva a amostra em ácido
83­‑84 51 → 81 49 → 19 clorídrico 0,01 M de modo a obter uma concentração de
84­‑94 81 19 0,8 mg/ml. Conserve a solução a 2­‑8°C e utilize­‑a dentro
Monografias

de 48 horas.
I-L

Débito: 1 ml/min. Solução padrão. Dissolva o conteúdo de uma ampola de


Detecção: espectrofotómetro em 214 nm. insulina lispro SQR em ácido clorídrico 0,01 M de modo a
obter uma concentração de 0,8 mg/ml. Conserve a solução a
Injecção: 20 µl. 2­‑8°C e utilize­‑a dentro de 48 horas.
Tempos de retenção: ajuste a composição da fase móvel Solução para ensaio de resolução. Dissolva cerca de 10 mg
de modo a obter uma retenção de cerca de 41 min para a de insulina lispro em 10 ml de ácido clorídrico 0,01 M.
insulina lispro; a A21 desamido­‑insulina lispro elui­‑se perto Deixe à temperatura ambiente para obter uma solução
do início do grandiente de eluição. contendo entre 0,8 e 11 por cento de A21 desamido­
‑insulina lispro. Conserve a solução a 2­‑8°C e utilize­‑a
Conformidade do sistema: solução para o ensaio de dentro de 14 dias.
resolução:
Coluna:
– relação pico/vale: no mínimo 2,0 sendo Hp = altura acima
da linha de base do pico devido ao dímero e Hv = altura – dimensões: l = 0,10 m;  = 4,6 mm,
acima da linha de base do ponto mais baixo da curva entre – fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
aquele pico e o pico devido ao monómero. cromatografia R (3 µm), apresentando um diâmetro de poro
– factor de simetria: no máximo, 2,0 para o pico da insulina lispro. de 8 nm,

Limites: – temperatura: 40°C.

– A21 desamido­‑insulina lispro: no máximo, 1,0 por cento, Fase móvel: misture 745 volumes de uma solução sulfato
de sódio anidro R a 28,4 g/l, ajustada para pH 2,3 com ácido
– total das outras impureza: no máximo, 0,50 por cento, fosfórico R e 255 volumes de acetonitrilo para cromatografia R;
filtre e desgaseifique.
– total (excluindo A21): no máximo, 2,0 por cento.
Débito: 0,8 ml/min.
Zinco. No máximo 1,0 por cento (substância seca). Detecção: espectrofotómetro em, 214 nm.
Espectrofotometria de absorção atómica (2.2.23, Método I). Injecção: 20 µl.
Solução problema. Dissolva, pelo menos, 50,0 mg da amostra Tempos de retenção: insulina lispro = cerca de 24 min.
em ácido cloridrico 0,01 M e complete 25 ml com o mesmo
Conformidade do sistema:
ácido. Dilua, se necessário, até uma concentração apropriada
(por exemplo, 0,4 a 0,6 µg de Zn por mililitro) com ácido – resolução: no mínimo, 1,8 entre o 1º pico (insulina lispro) e
clorídrico 0,01 M. o 2º pico (A21 desamido­‑insulina lispro) no cromatograma
obtido com a solução para ensaio de resolução,
Soluções padrão. Prepare soluções padrão enquadrando a
concentração em zinco esperada nas amostras, por exemplo – repetibilidade: desvio padrão relativo de, no máximo, 1,1
contendo entre 0,2 e 0,8 µg de Zn por mililitro, diluindo por cento após 3 injecções da solução padrão.
com ácido clorídrico 0,01 M. Utilize soluções recentemente Calcule o teor por cento em insulina lispro (C257H383N65O77S6),
preparadas. usando os cromatogramas obtidos com a solução problema
Fonte de radiação: lâmpada de cátodo oco de zinco. e a solução padrão e tendo em conta o teor declarado em
C257H383N65O77S6 na insulina lispro SQR.
Comprimento de onda: 213,9 nm.
Chama: chama de ar­‑acetileno de composição apropriada (por
CONSERVAÇÃO
exemplo 11 litros de ar e 2 litros de acetileno por minuto).
Em recipiente estanque, ao abrigo da luz, a uma temperatura
Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 10,0 por cento, inferior ou igual a ­‑18°C. Após descongelação, a insulina
determinada em 0,200 g da amostra na estufa a 105°C, lispro é conservada e pesada nas condições definidas pelo
durante 16 h. fabricante, que permitem manter a qualidade e é utilizada
rapidamente no fabrico das preparações. Para evitar a
Cinzas sulfúricas (2.4.14): no máximo, 2,5 por cento, absorção da humidade ambiente durante a pesagem, a
determinadas em 0,200 g da amostra (substância seca). insulina é previamente levada à temperatura ambiente antes
da abertura do recipiente.
Endotoxinas bacterianas (2.6.14, Método D): menos de
10 U.I./ mg, se a insulina lispro se destinar à preparação de ROTULAGEM
formas farmacêuticas para administração por via parentérica,
sem outro método apropriado de eliminação de endotoxinas No rótulo indica­‑se, nos casos apropriados, que a substância
bacterianas. está isenta de endotoxinas bacterianas.

2874 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


a
ROTULAGEM MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)
ão é
No rótulo indica-se, nos casos apropriados, que a substância Insulina suína
está isenta de endotoxinas bacterianas.
g da
o teor de

INSULINA SUÍNA Pare a reacção juntando 2,9 ml de solução tampão de


nsulina INSULINA SUÍNA sulfato de pH 2,0 R.
cas para Insulinumporcinum
Insulinum porcinum Solução padrão. Prepare a solução padrão ao mesmo
eliminação tempo e do mesmo modo que a solução problema, mas
a em utilizando insulina suína SQR em vez da amostra.

Monografias
Examine os hidrolisados por cromatografia líquida
(2.2.29).

I-L
Coluna:
– dimensões: l = 0,10 m;  = 4,6 mm,
rídrico – fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para
mg/ml. cromatografia R (3 µm),
horas.
– temperatura: 40°C.
la de
modo a C256H381N65O76S6 Mr 5778 Fase móvel:
solução a
Fase móvel A. Misture 100 ml de acetonitrilo para
C256H381N65O76S6 Mr 5778 cromatografia R, 700 ml de água R e 200 ml de solução
DEFINIÇÃO
e 10 mg de tampão de sulfato de pH 2,0 R; filtre e desgaseifique,
. Deixe à A insulina suína é o princípio antidiabético natural obtido a
endo DEFINIÇÃO Fase móvel B. Misture 400 ml de acetonitrilo para
partir de pâncreas suíno e purificado. Calculado em relação à
lispro. cromatografia R, 400 ml de água R e 200 ml de solução
substância seca, o teor total em insulina suína
tampão de sulfato de pH 2,0 R; filtre e desgaseifique.
dias. CA256
insulina
H381N65Osuína é o princípio antidiabético natural
76S6 mais A21 desamido-insulina suína, não é
obtido a partir de pâncreas
inferior a 95,0 por cento suíno e purificado.
nem superior Calculado
a 105,0 por cento. Intervalo Fase móvel A Fase móvel B
em relação à substância seca, o teor total em insulina (min) (por cento V/V) (por cento V/V)
Por convenção,
suína C256H381foi
N65estabelecido
O76S6 mais para
A21 adesamido­‑insulina
rotulagem das
preparações 0­‑60 90 → 30 10 → 70
suína, não de insulina
é inferior aque 0,0345
95,0 mg denem
por cento insulina suína a
superior
ara correspondem a 1 U.I de insulina. 60­‑65 30 → 0 70 → 100
105,0 por cento.
tro de 65­‑70 0 100
Por convenção, foi estabelecido para a rotulagem das
PRODUÇÃO
preparações de insulina que 0,0345 mg de insulina suína Débito: 1 ml/min.
correspondem
Os a 1 U.I
animais a partir dosde insulina.
quais a insulina suína é obtida
ulfato de Detecção: espectrofotómetro regulado para 214 nm.
ácido respondem às exigências de sanidade requeridas pelas
autoridades competentes para os animais destinados ao Equilíbrio: nas condições iniciais durante, pelo menos,
matografia PRODUÇÃO 15 min. Efectue uma passagem em branco segundo o
consumo humano. Estabelece-se em que medida o
procedimento de produção permite inactivar ou eliminar toda gradiente de eluição descrito.
aOs animais a partir
contaminação dos
vírica ouquais a insulina
por outros suína
agentes é obtida
infecciosos. Injecção: 50 µl.
respondem às exigências de sanidade para os animais
. destinados ao consumo humano. Conformidade do sistema: os cromatogramas obtidos
CARACTERÍSTICAS com a solução problema e a solução padrão são
qualitativamente semelhantes ao cromatograma do
n. Aspecto: pó branco ou quase branco.
CARACTERÍSTICAS hidrolisado de insulina suína fornecido com a insulina
suína SQR. No cromatograma obtido com a solução
Aspecto: pó branco ou quase branco. padrão, identifique os picos correspondentes aos
FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII
Solubilidade: praticamente insolúvel na água e no etanol diferentes fragmentos (I, II e III) resultantes da proteólise.
anidro. A insulina suína dissolve­‑se nos ácidos minerais O factor de simetria dos picos correspondentes aos
diluídos e, com decomposição, nas soluções diluídas dos fragmentos II e III não é superior a 1,5 e a resolução entre
estes 2 picos não é inferior a 1,9.
hidróxidos dos metais alcalinos.
Resultados: o perfil do cromatograma obtido com a
solução problema corresponde ao do cromatograma
IDENTIFICAÇÃO obtido com a solução padrão.

A. Examine os cromatogramas obtidos em «Doseamento». Nota: O tempo de retenção do fragmento I é identico para
a insulina de origem suína e para a insulina humana,
Resultados: o pico principal do cromatograma obtido com o do fragmento II é idêntico para todas as insulinas, e o
a solução problema é semelhante, quanto ao tempo de do fragmento III é identico para as insulinas de origem
retenção, ao pico principal do cromatograma obtido com a bovina e suína.
solução padrão (b).
B. Cartografia peptídica (2.2.55). ENSAIO
Solução problema. Prepare uma solução da amostra
contendo 2,0 mg/ml em ácido clorídrico 0,01 M. Impurezas de massa molecular superior à da insulina.
Transfira 500 µl para um tubo limpo. Junte 2,0 ml de Cromatografia de exclusão (2.2.30): utilize um procedimento
de normalização.
solução tampão HEPES de pH 7,5 R e 400 µ1 de solução
de protease estirpe V­‑8 de Staphylococcus aureus R a Solução problema. Dissolva 4 mg da amostra em 1,0 ml de
1 mg/ ml. Rolhe o tubo e incube a 25°C durante 6 h. ácido clorídrico 0,01 M.

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2875


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Insulina suína

Solução para ensaio de resolução. Utilize uma solução de Conserve as soluções entre 2°C e 10°C e utilize­‑as nas
insulina (a cerca de 4 mg/ml) contendo mais que 0,4 por 24 horas seguintes. Efectue um ensaio de conformidade
cento de proteínas de elevado peso molecular. Esta solução do sistema (resolução, linearidade) como descrito em
pode ser uma preparação injectável de insulina (solução ou «Doseamento». Se necessário ajuste a composição da
suspensão) previamente clarificada com uma quantidade fase móvel de modo a obter uma eluição completa da A21
suficiente de ácido clorídrico 6 M R e contendo a percentagem desamido­‑insulina suína antes de começar o gradiente;
Monografias

indicada de proteínas de elevado peso molecular, ou uma solução é igualmente possível modificar os programas de eluição
preparada dissolvendo a insulina em ácido clorídrico 0,01 M. É de modo a assegurar a eluição total de todas as impurezas
I-L

possível obter a insulina contendo a percentagem indicada de aparentadas à insulina.


proteínas de elevado peso molecular deixando a insulina em pó à
Injecte 20 µl da solução padrão (b) e 20 µl da solução
temperatura ambiente durante cerca de 10 dias.
problema (se necessário, ajuste o volume de injecção
Conserve as soluções entre 2°C e 10°C e utilize­‑as nos 7 dias entre 10 µl e 20 µl, em função dos resultados obtidos
seguintes. Se for utilizado um injector automático, este é no ensaio de linearidade descrito em «Doseamento»).
mantido a uma temperatura entre 2°C e 10°C. Registe os cromatogramas durante cerca de 50 min. No
cromatograma obtido com a solução padrão (b), a A21
Coluna:
desamido­‑insulina suína aparece como um pequeno
– dimensões: l = 0,3 m;  = 7,5 mm, pelo menos, pico após o pico principal, e com um tempo de retenção
relativo (em relação ao pico principal) de cerca de 1,3.
– fase estacionária: gel de sílica hidrófila para cromatografia R
No cromatograma obtido com a solução problema, a área
(5­‑10 µm) de qualidade apropriada para a separação do
do pico da A21 desamido­‑insulina suína não é superior a
monómero do dímero e dos polímeros da insulina.
2,0 por cento da área total dos picos e a soma das áreas
Fase móvel: misture 15 volumes de ácido acético glacial R, de todos os picos, para além dos devidos à insulina suína
20 volumes de acetonitrilo R e 65 volumes de uma solução de e à A21 desamido­‑insulina suína, não é superior a 2,0 por
arginina R a 1,0 g/l; filtre e desgaseifique. cento da área total dos picos.
Débito: 0,5 ml/min.
Imunorreactividade de tipo pró­‑insulina suína (PLI).
Detecção: espectrofotómetro regulado para 276 nm. Determine a imunorreactividade de tipo pró­‑insulina suína
Equilibração: antes da utilização de uma nova coluna por método imunocitoquímico (2.7.1) de sensibilidade
cromatográfica, proceda a um equilíbrio por injecção apropriada, por exemplo doseamento radioimunológico,
repetida de uma solução de insulina contendo proteínas de utilizando o reagente internacional de referência da pró­-
elevado peso molecular. Este equílibrio pode ser realizado ‑insulina suína para calibrar o método.
por, pelo menos, 3 injecções da solução para ensaio de Calculado em relação à substância seca, a
resolução. A coluna está equilibrada quando os resultados imunorreactividade do tipo pró­‑insulina não é superior a
obtidos em 2 injecções sucessivas apresentarem uma 10 ppm.
repetibilidade satisfatória.
Injecção: 100 µl. Zinco. No máximo 10 por cento, calculado em relação à
Registo: durante 35 min. substância seca Espectrofotometria de absorção atómica
(2.2.23, Método I).
Tempos de retenção: polímeros complexos da insulina =
13­‑17 min; dímero covalente da insulina = cerca de 17,5 min; Solução problema. Dissolva 50,0 mg da amostra em ácido
monómero da insulina = cerca de 20 min; sais = cerca de clorídrico 0,01 M e complete 25,0 ml com o mesmo ácido.
22 min. Dilua, se necessário, até uma concentração apropriada (por
exemplo 0,4 µg a 1,6 µg de zinco por mililitro) com ácido
Conformidade do sistema: solução para o ensaio de clorídrico 0,01 M.
resolução:
Solução padrão. Prepare soluções padrão contendo
– relação pico/vale: no mínimo 2,0 com Ap = altura abaixo respectivamente 0,40 µg, 0,80 µg, 1,00 µg, 1,20 µg e 1,60 µg
da linha de base do pico correspondente ao dímero e Av = de zinco por miligrama, diluindo a solução com 5 mg de
altura acima da linha de base do ponto mais baixo da curva zinco (Zn) por mililitro R em ácido clorídrico 0,01 M.
entre este pico e do pico correspondente ao monómero. Utilize soluções recentemente preparadas.
Limites: se aparecem picos com tempos de retenção inferior Fonte de radiação: lâmpada de cátodo oco de zinco.
ao do pico principal, a soma das suas áreas é inferior a 1,0 por
cento da área total dos picos. Não são tidos em conta os picos Comprimento de onda: 213,9 nm.
com tempo de retenção superior ao pico da insulina. Chama: chama de ar­‑acetileno de composição apropriada
(por exemplo 11 litros de ar e 2 litros de acetileno por
Proteínas aparentadas. Proceda por cromatografia líquida minuto).
(2.2.29), de acordo com as indicações em «Doseamento»,
utilizando o programa de eluição descrito na tabela junta: Perda por secagem (2.2.32). Determinada na estufa a 105°C
durante 24 h em 0,200 g da amostra, não é superior a 10,0
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B por cento.
(min) (por cento V/V) (por cento V/V)
0­‑30 42 58
Cinzas sulfúricas (2.4.14). Determinado em 0,200 g da
30­‑44 42 → 11 58 → 89 amostra, e calculado em relação à substância seca, não é
44­‑50 11 89 superior a 2,5 por cento.

2876 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Iodeto de potássio

Endotoxinas bacterianas (2.6.14). Se a insulina suína 10 ± 0,5 vezes a área do pico principal do cromatograma obtido
se destinar à preparação de formas farmacêuticas para com a solução padrão (d). Se esta condição não for cumprida,
administração por via parentêrica, sem outro processo ajuste o volume das injecções entre 10 µl e 20 µl, de modo a que
apropriado de eliminação de endotoxinas bacterianas, as respostas se situem no domínio da linearidade do detector.
a concentração máxima de endotoxinas é de 10 U.I. por
miligrama. Injecção: 20 µl da solução da amostra.

Monografias
Calcule o teor de insulina suma C256H381N65O76S6 mais A21
desamido­‑insulina suína a partir da área do pico principal e

I-L
DOSEAMENTO do pico correspondente à A21 desamino­‑nsulina suína nos
cromatogramas obtidos com a solução problema e a solução
Proceda por cromatografia líquida (2.2.29). padrão (b), e dos teores indicados em insulina suína mais A21
Solução problema. Dissolva 40,0 mg da amostra em ácido desamido­‑insulina suína na insulina suína SQR.
clorídrico 0,01 M e complete 10,0 ml com o mesmo solvente.
Solução padrão (a). Dissolva o conteúdo de uma ampola de CONSERVAÇÃO
insulina humana SQR em ácido clorídrico 0,01 M de modo a
obter uma concentração de 4,0 mg/ml. Em recipiente estanque, ao abrigo da luz, e a uma temperatura
Solução padrão (b). Dissolva o conteúdo de uma ampola de de ­‑20°C até à libertação pelo fabricante. Após descongelação,
insulina suína SQR em ácido clorídrico 0,01 M de modo a a insulina pode ser conservada a 5 ± 3°C durante um curto
obter uma concentração de 4,0 mg/ml. período de tempo antes de ser utilizada no fabrico das
preparações. Para evitar a absorção de humidade ambiente no
Solução padrão (c). Tome 10 ml da solução padrão (b) e
decurso da pesagem, a insulina está à temperatura ambiente.
complete 10,0 ml com ácido clorídrico 0,01 M.
Solução para ensaio de resolução. Misture 1,0 ml da solução
padrão (a) e 1,0 ml da solução padrão (b).
Conserve as soluções entre 2°C e 10°C e utilize nas 48 h IODETO DE POTÁSSIO
seguintes. Se for utilizado um injector automático, este é
mantido a uma temperatura entre 2 e 10°C. Kalii iodidum
Coluna:
KI Mr 166,0
– dimensões: l = 0,25 m;  = 4,6 mm,
– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para DEFINIÇÃO
cromatografia R (5 µm),
– temperatura: 40°C. Teor: 99,0 por cento a 100,5 por cento (substância seca).
Fase móvel: misture 42 volumes da fase móvel A e 53 volumes da
fase móvel B, ajustando, se necessário, a composição da mistura. CARACTERÍSTICAS
Prepare e mantenha a temperatura igual ou superior a 20°C,
as seguintes soluções: Aspecto: pó branco ou quase branco, ou cristais incolores.
Fase móvel A. Dissolva 28,4 g de sulfato de sódio anidro R Solubilidade: muito solúvel na água, facilmente solúvel na
em água R e complete 1000 ml com o mesmo solvente; junte glicerina e solúvel no etanol a 96 por cento.
2,7 ml de ácido fosfórico R e ajuste, se necessário, para pH 2,3
com etanolamina R; filtre e desgaseifique,
IDENTIFICAÇÃO
Fase móvel B. Misture 550 ml da fase móvel A e 450 ml de
acetonitrilo R; aqueça a solução a temperatura superior ou A. A solução S (ver Ensaio) dá as reacções dos iodetos (2.3.1).
igual a 20°C de modo a evitar precipitação (a mistura de fase
móvel A e acetonitrilo é endotérmíca); filtre e desgaseifique, B. A solução S dá as reacções do potássio (2.3.1).

Débito: 1 ml/min.
ENSAIO
Detecção: espectrofotómetro regulado para 214 nm.
Conformidade do sistema: Solução S. Dissolva 10,0 g da amostra em água isenta de
dióxido de carbono R preparada a partir da água destilada R e
– Resolução: injecte 20 µl da solução para ensaio de resolução
complete 100 ml com o mesmo solvente.
e 20 µl da solução padrão (b). Registe o cromatograma
da solução para ensaio de resolução até que o pico
correspondente ao pico principal do cromatograma obtido Aspecto da solução. A solução S é límpida (2.2.1) e incolor
com a solução padrão (b) seja claramente visível e identifique (2.2.2, Método II).
os picos correspondentes à insulina suína e à insulina humana.
O doseamento só é válido se a resolução entre os 2 picos não Alcalinidade. A 12,5 ml da solução S junte 0,1 ml de solução
for inferior a 1,2. Se necessário, ajuste a concentração em de azul de bromotimol R1. A viragem do indicador não
acetonitrilo da fase móvel para obter esta resolução. necessita de mais de 0,5 ml de ácido clorídrico 0,01 M.
– Linearidade: injecte 20 µl das soluções padrão (c) e (d).
O doseamento só é válido se a área do pico principal do Iodatos. A 10 ml da solução S junte 0,25 ml de solução
cromatograma obtido com a solução padrão (c) for igual a de amido isenta de iodeto R e 0,2 ml de ácido sulfúrico

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2877


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Iodeto de sódio

diluído R. Deixe em repouso ao abrigo da luz durante 2 min. IDENTIFICAÇÃO


Não se desenvolve coloração azul.
A. A solução S (ver Ensaio) dá as reacções dos iodetos (2.3.1).
Sulfatos (2.4.13): no máximo, 150 ppm.
B. A solução S dá as reacções do sódio (2.3.1).
Tome 10 ml da solução S e complete 15 ml com água
destilada R.
Monografias

ENSAIO
I-L

Tiossulfatos. A 10 ml da solução S junte 0,1 ml de solução de


amido R e 0,1 ml de iodo 0,005 M. Desenvolve­‑se coloração Solução S. Dissolva 10,0 g da amostra em água isenta de
azul. dióxido de carbono R preparada a partir da água destilada R
e complete 100 ml com o mesmo solvente.
Ferro (2.4.9): no máximo, 20 ppm.
Aspecto da solução. A solução S é límpida (2.2.1) e incolor
Tome 5 ml da solução S e complete 10 ml com água R.
(2.2.2, Método II).

Metais pesados (2.4.8): no máximo, 10 ppm.


Alcalinidade. A 12,5 ml da solução S junte 0,1 ml de solução
12 ml da solução S satisfazem ao ensaio A. Prepare o padrão de azul de bromotimol R1. A viragem do indicador não
com solução a 1 ppm de chumbo (Pb) R. necessita de mais de 0,7 ml de ácido clorídrico 0,01 M.

Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 1,0 por cento. Iodatos. A 10 ml da solução S junte 0,25 ml de solução
Determinada em 1,000 g da amostra previamente de amido isenta de iodeto R e 0,2 ml de ácido sulfúrico
pulverizada, na estufa a 105°C, durante 3 h. diluído R. Deixe em repouso ao abrigo da luz durante 2 min.
Não se desenvolve coloração azul.

DOSEAMENTO
Sulfatos (2.4.13): no máximo, 150 ppm.
Dissolva 1,500 g da amostra em água R e complete Tome 10 ml da solução S e complete 15 ml com água
100,0  ml com o mesmo solvente. Tome 20,0 ml desta destilada R.
solução e junte 40 ml de ácido clorídrico R. Titule com
iodato de potássio 0,05 M até viragem de vermelho
Tiossulfatos. A 10 ml da solução S junte 0,1 ml de solução de
para amarelo. Junte 5 ml de clorofórmio R e, agitando
energicamente, continue a titulação até que a clorofórmica amido R e 0,1 ml de iodo 0,005 M. Desenvolve­‑se coloração azul.
fique incolor.
Ferro (2.4.9): no máximo, 20 ppm.
1 ml de iodato de potássio 0,05 M corresponde a 16,60 mg
de KI. Tome 5 ml da solução S e complete 10 ml com água destilada R.

CONSERVAÇÃO Metais pesados (2.4.8): no máximo, 10 ppm.


12 ml da solução S satisfazem ao ensaio A. Prepare o padrão
Ao abrigo da luz. com solução a 1 ppm de chumbo (Pb) R.

Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 3,0 por cento.


Determinada em 1,000 g da amostra, na estufa a 105°C,
IODETO DE SÓDIO durante 3 h.

Natrii iodidum
DOSEAMENTO
NaI Mr 149,9
Dissolva 1,300 g da amostra em água R e complete
100,0 ml com o mesmo solvente. Tome 20,0 ml desta
solução e junte 40 ml de ácido clorídrico R. Titule com
DEFINIÇÃO
iodato de potássio 0,05 M até viragem de vermelho
Teor: 99,0 por cento a 100,5 por cento (substância seca). para amarelo. Junte 5 ml de clorofórmio R e, agitando
energicamente, continue a titulação até que a fase
clorofórmica fique incolor.
CARACTERÍSTICAS
1 ml de iodato de potássio 0,05 M corresponde a 14,99 mg de NaI.
Aspecto: pó cristalino branco ou quase branco, ou cristais
incolores, higroscópicos. CONSERVAÇÃO
Solubilidade: muito solúvel na água e facilmente solúvel no
etanol a 96 por cento. Ao abrigo da luz.

2878 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


clorofórmio R e, agitando energicamente, continue a diluído R. Após dissolução, junte 50 ml de água R. Titule com
titulação até que a camada clorofórmica fique incolor. tiossulfato de sódio 0,1 M em presença de solução de amido R.
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1 ml de iodato de potássio 0,05 M corresponde a 14,99 mg de NaI. 1 ml de tiossulfato de sódio 0,1 M corresponde a 12,69 mg de I.
Io-hexol

CONSERVAÇÃO

Ao abrigo da luz. IODO IO-HEXOL


IO­‑HEXOL
Iodum Iohexolum
Iohexolum
IODO
I2 Mr 253,8

Monografias
Iodum

I-L
I2
DEFINIÇÃO Mr 253,8

Teor: 99,5 por cento a 100,5 por cento de iodo.


DEFINIÇÃO

O iodo contém, no mínimo, 99,5 por cento e, no máximo, o


CARACTERÍSTICAS
equivalente a 100,5 por cento de I. CC19H26I3N3O9 Mrr821
M
19H26I3N3O9 821
Aspecto: lamelas friáveis ou cristais finos, cinzentos violáceos
com brilho metálico.
2320 DEFINIÇÃO FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII
Solubilidade: muito pouco solúvel na água, solúvel no etanol
a 96 por cento, pouco solúvel na glicerina, muito solúvel nas 5­‑[(Acetil)(2,3­‑di­‑hidroxipropil)amino]­‑N,N’­‑bis(2,3­‑di­-
soluções concentradas de iodetos. ‑hidroxipropil)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida.
O iodo volatiliza­‑se lentamente à temperatura ambiente. O io­‑hexol é uma mistura de diastereoisómeros e de
atropisómeros.
IDENTIFICAÇÃO Teor: 98,0 por cento a 101,0 por cento (substância seca).

A. Num tubo de ensaio aqueça uma pequena porção da


amostra. Libertam­‑se vapores violáceos que se condensam CARACTERÍSTICAS
sobre as paredes do tubo na forma de cristais negro­‑azulados. Aspecto: pó branco a branco acinzentado, higroscópico.
B. A uma solução saturada da amostra junte solução de Solubilidade: muito solúvel na água, facilmente solúvel no
amido R. Desenvolve­‑se coloração azul que desaparece por metanol e praticamente insolúvel no cloreto de metileno.
aquecimento, reaparecendo por arrefecimento.

IDENTIFICAÇÃO
ENSAIO
A. Espectrofotómetro de absorção no infravermelho (2.2.24).
Solução S. Triture 3,0 g da amostra com 20 ml de água R, filtre, Comparação: io­‑hexol SQR.
lave o filtro com água R, complete 30 ml com o mesmo solvente
e junte 1 g de zinco em pó R. Após descoloração da solução, filtre, B. Examine os cromatogramas obtidos no ensaio A das
lave o filtro com água R e complete 40 ml com o mesmo solvente. «Substâncias aparentadas».
Resultados: os picos principais do cromatograma obtido com
Brometos e cloretos: no máximo, 250 ppm. a solução padrão (b) são semelhantes, quanto aos tempos de
A 10 ml da solução S junte 3 ml de amónia R e 6 ml de solução retenção e dimensões aproximadas, aos picos devidos ao io­
de nitrato de prata R2. Filtre, lave o filtro com água R e complete ‑hexol do cromatograma obtido com a solução padrão (a).
20 ml com o mesmo solvente. Trate 10 ml da solução com
1,5 ml de ácido nítrico R. Após 1 min, se a solução apresentar ENSAIO
opalescência, não é mais intensa que a de uma solução padrão
preparada simultaneamente com uma mistura de 10,75 ml de Solução S. Dissolva 5,0 g da amostra em água R e complete
água R, 0,25 ml de ácido clorídrico 0,01 M, 0,2 ml de ácido nítrico 50,0 ml com o mesmo solvente.
diluído R e 0,3 ml de solução de nitrato de prata R2 (250 ppm).
Aspecto da solução. A solução S é límpida (2.2.1) e não é
Resíduo não volátil: no máximo, 0,1 por cento. mais corada que a solução de referência A7 (2.2.2, Método II).
Numa cápsula de porcelana, aqueça em banho de água 1,00 g da
amostra até à sua volatilização e seque a 100­‑105°C. A massa do Substâncias aparentadas.
resíduo não excede 1 mg (0,1 por cento). A. Cromatografia líquida (2.2.29).
NOTA: O io­‑hexol origina 2 picos não resolúveis
DOSEAMENTO correspondendo à isomeria endo­‑exo. Além disso, um
pequeno pico correspondendo também ao io­‑hexol aparece
Num matrás contendo 1 g de iodeto de potássio R e 2 ml de água R, geralmente na parte ascendente do primeiro pico principal.
pese 0,200 g da amostra e junte 1 ml de ácido acético diluído R. Este pequeno pico apresenta um tempo de retenção inferior
Após dissolução, junte 50 ml de água R. Titule com tiossulfato de em cerca de 1,2 min em relação ao primeiro pico principal.
sódio 0,1 M em presença de solução de amido R.
Solução problema. Dissolva 0,150 g da amostra em água R
1 ml de tiossulfato de sódio 0,1 M corresponde a 12,69 mg de I. e complete 100,0 ml com o mesmo solvente.

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2879


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Io­‑hexol

Solução padrão (a). Dissolva 15,0 mg de io­‑hexol SQR e padrão (b) (0,03 por cento); não tenha em conta os picos
15,0 mg de impureza A do io­‑hexol SQR numa mistura obtidos com a solução em branco.
de 1 a 2 gotas de solução diluída de hidróxido de sódio R B. Cromatografia em camada fina (2.2.27).
e 10 ml de água R e complete 100,0 ml com água R. Tome
1,0 ml desta solução e complete 10,0 ml com água R. Solução problema. Dissolva 1,0 g da amostra em água R e
complete 10,0 ml com o mesmo solvente.
Solução padrão (b). Tome 1,0 ml da solução problema e
Monografias

complete 100,0 ml com água R. Solução padrão (a). Dissolva 50 mg de impureza J do


I-L

io­‑hexol SQR e 50 mg de io­‑hexol SQR em água R e


Solução padrão (c). Dissolva 5,0 mg de io­‑hexol para complete 10,0 ml com o mesmo solvente.
identificação dos picos SQR (contendo as impurezas B, C, D
e E) em água R e complete 5,0 ml com o mesmo solvente. Solução padrão (b). Tome 1,0 ml da solução problema e
complete 10,0 ml com água R. Tome 1,0 ml desta solução
Solução em branco: água R. e complete 50,0 ml com água R.
Coluna: Fase estacionária: placa de gel de sílica f254 para CCF R.
– dimensões: l = 0,25 m;  = 4,6 mm. Condicionamento: lave a placa com a fase móvel, seque­‑a
durante 30 min à temperatura ambiente e depois durante
– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada para 1 h a 90° C.
cromatografia R (5 µm).
Fase móvel: amónia concentrada R, metanol R,
Fase móvel: 2­‑propanol R, acetona R (16:16:28:40 V/V/V/V/V).
– fase móvel A: água R, Aplicação: 10 u1
– fase móvel B: acetonitrilo R. Desenvolvimento: em metade da placa.
Intervalo Fase móvel A Fase móvel B Secagem: ao ar.
(min) (por cento V/V) (por cento V/V)
Detecção: luz ultravioleta de 254 nm.
0­‑60 99 → 87 1 → 13
60­‑65 87 → 99 13 → 1
Conformidade do sistema: solução padrão (a):
– o cromatograma apresenta duas manchas nitidamente
Débito: 1 ml/min. separadas.
Detecção: espectrofotómetro em 254 nm. Limites:
Equilibração: composição inicial da fase móvel durante, – q ualquer impureza: se aparecerem outras manchas,
pelo menos, 10 min. além da mancha principal, nenhuma é mais intensa que
a mancha do cromatograma obtido com solução padrão
Injecção: 10 µl. (b) (0,2 por cento).
Tempos de retenção: impureza A e impureza H = cerca
de 17 min; io­‑hexol (picos correspondentes aos isómeros 3­‑cloro­‑1,2­‑propanodiol. Cromatografia em fase gasosa
endo e exo) = cerca de 20 min. (2.2.28).
Conformidade do sistema: solução padrão (a): Solução problema. Dissolva 1,0 g da amostra em 1,0 ml de
água R. Agite por 4 vezes com 2 ml de acetato de metilo R de
– r esolução: no mínimo, 5,0, entre o pico devido à cada vez. Reúna as fases superiores e seque­‑as com sulfato
impureza A e o segundo pico (o maior) devido ao io­‑hexol. de sódio anidro R. Filtre e concentre até cerca de 0,7 ml com
Limites: auxílio de um banho de água a 60°C e em corrente de azoto.
Complete 1,0 ml com acetato de metilo R.
– s oma das impurezas B, C, D e E (retenção relativa de
1,1 a 1,4 em relação ao segundo pico (o maior) devido Solução padrão. Dissolva 0,25 g de 3­‑cloro­‑1,2­‑propanodiol R
ao io­‑hexol): no máximo, 0,6 vezes a área total dos picos em 100,0 ml de acetato de metilo R. Tome 1,0 ml da solução e
principais do cromatograma obtido com a solução padrão complete 100,0 ml com acetato de metilo R.
(b) (0,6 por cento); utilize o cromatograma obtido com a Coluna:
solução padrão (c) para identificar os picos correspondentes,
– material: sílica fundida,
– s oma das impurezas A e H: no máximo, 0,5 vezes a área – dimensões: l = 25 m;  = 0,33 mm,
total dos picos principais do cromatograma obtido com
– fase estacionária: polimetilfenilsiloxano R (espessura da
a solução padrão (b) (0,5 por cento),
película 1 µm).
– impurezas M, N, O, P e Q: para cada impureza, no máximo, Gás vector: hélio para cromatografia R.
0,1 vez a área total dos picos principais do cromatograma
obtido com a solução padrão (b) (0,1 por cento), Débito: 1 ml/min.

– q ualquer outra impureza: para cada impureza, no máximo, Temperatura:


0,1 vez a área total dos picos principais do cromatograma Intervalo Temperatura
obtido com a solução padrão (b) (0,1 por cento), (min) (°C)
– t otal: no máximo, 1,5 vezes a área total dos picos Coluna 0­‑2 80
principais do cromatograma obtido com a solução 2­‑8 80 →170
padrão (b) (1,5 por cento); 8­‑10 170
Câmara de injecção 230
– limite de exclusão: 0,03 vezes a área total dos picos
principais do cromatograma obtido com a solução Detector 250

2880 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


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Io­‑hexol

Detecção: ionização de chama. Solução padrão. Dissolva 20,0 mg de cloreto de sódio R em


Injecção: 2 µl (sem divisão durante 30 s). água R e complete 100,0 ml com o mesmo solvente. Tome
1,0  ml desta
07. Monografias solução e complete
I (2277-2342) 100,0 ml
12/16/05 com água
10:44 AM R. Page 2323
Conformidade do sistema: solução padrão:
Com um condutivímetro apropriado determine a
– tempo de retenção: 3­‑cloro­‑1,2­‑propanodiol = cerca de 8 mm. condutividade da solução problema e da solução padrão.
Limite: A condutividade da solução problema não é superior à da

Monografias
solução padrão.
– 3­‑cloro­‑1,2­‑propanodiol: no máximo, a área do pico principal

I-L
do cromatograma obtido com a solução padrão (25 ppm).
Metais pesados (2.4.8): no máximo, 10 ppm.
Aminas aromáticas livres. no máximo 500 ppm. 12Metais
ml dapesados
solução (2.4.8): no máximo,
S satisfazem ao ensaio10 ppm.
A. Prepare o padrão (2,3-d
com solução a 1 ppm de chumbo (Pb)R. -bis(2
Solução problema. Introduza 0,200 g da amostra num balão 12 ml da solução S satisfazem ao ensaio limite A. Prepare o
-dica
marcado de 25 ml e dissolva em 15,0 ml de água R. padrão com solução a 1 ppm de chumbo (Pb)R.
Água (2.5.12): no máximo, 4,0 por cento, determinada em C. R2 =
Solução padrão. Dissolva 5,0 mg de impureza J do io­‑hexol Águag(2.5.12):
1,000 da amostra. no máximo, 4,0 por cento, determinada em -(2,3-
SQR em água R. Complete 5,0 ml com água R. Tome 1,0 ml 1,000 g da amostra. (2,3-d
desta solução e complete 100,0 ml com água R. Misture xami
10,0 ml desta solução com 5,0 ml de água R num balão DOSEAMENTO
marcado de 25 ml. D. R3 =
DOSEAMENTO
[(2,3-
Solução em branco. Introduza 15,0 ml de água R num balão Num balão de fundo redondo de 125 ml coloque 0,500 g da
-hidr
marcado de 25 ml. Num balão
amostra de 25
e junte fundo
ml deredondo
soluçãodede125 ml coloque
hidróxido de sódio 0,500 g da
R a 50 g/l,
zeno
amostra
0,5 g de póedejunte
zinco25R ml de solução
e algumas de de
esferas hidróxido de sódio
vidro. Aqueça comRa
Mantenha os balões num banho de água com gelo e, tanto 50 g/l,durante
refluxo 0,5 g de30pómin. de zinco
Deixe R e algumas
arrefecer e laveesferas de vidro.com
o refrigerante E. R4 =
quanto possível, ao abrigo da luz até que todos os reagentes 20Aqueça com R
ml de água refluxo
juntandodurante 30 min.
os líquidos Deixe arrefecer
de lavagem ao conteúdoe lavedoo [(2,3-
tenham sido adicionados. refrigerante
balão. Filtre por com 20demlvidro
filtro de água Rjuntando
poroso os líquidos
(2.1.2) e lave de
o filtro várias -3-hi
Coloque os três balões contendo, respectivamente, a solução lavagem
vezes com ao conteúdo
água R. Reúnadoo balão.
filtradoFiltre por filtro
e os líquidos de de vidro
lavagem. zeno
problema, a solução padrão e a solução em branco na água poroso
Junte 5 ml e lave o filtro
de ácido várias
acético vezes
glacial R ecom água
titule R. Reúna o com
imediatamente N. R4 =
com gelo, ao abrigo da luz, durante 5 min. Junte 1,5 ml filtrado
nitrato deeprata
os líquidos de lavagem.
0,1 M. Determine Juntede
o ponto 5 equivalência
ml de ácido por acético
propi
de ácido clorídrico R1 e misture. Junte 1,0 ml de solução glacial R e titule
potenciometria imediatamente com nitrato de prata 0,1 M.
(2.2.20). -hidr
de nitrito de sódio R a 20 g/l, misture e deixe em repouso Determine o ponto de equivalência por potenciometria (2.2.20).
1 ml de nitrato de prata 0,1 M corresponde a 27,37 mg de O. R3 =
durante 4 min. Junte 1,0 ml de solução de ácido sulfâmico R
C119ml
H26deI3Nnitrato
3O9
. de prata 0,1 M corresponde a 27,37 mg de propi
a 40 g/l, agite suavemente até à libertação completa dos C19H26I3N3O9.
gases e deixe em repouso durante 1 min (ATENÇÃO: -hidr
produz­‑se uma sobrepressão considerável). Junte 1,0 ml CONSERVAÇÃO
de solução recentemente preparada de dicloridrato de CONSERVAÇÃO
naftiletilenodiamina R a 3 g/l numa mistura de 30 volumes Em recipiente estanque, ao abrigo da luz e da humidade.
de água R e 70 volumes de propilenoglicol R e misture. Retire Em recipiente estanque, ao abrigo da luz e da humidade.
os balões da água com gelo, complete 25,0 ml com água R,
misture e deixe em repouso durante 5 min. Determine IMPUREZAS
simultânea e imediatamente a absorvência (2.2.25) em IMPUREZAS
495 nm das soluções obtidas a partir da solução problema Impurezas
e da solução padrão em tinas de 5 cm, utilizando a solução Impurezasqualificadas:
qualificadas:A,A,B,B,C,C,D, D,E,E,F,F,G,
G,H,H,I,I,J,J,K,
K L,
L, M,
M, N,
N,
O,O,PPe eQ.Q.
em branco como líquido de compensação. A absorvência da
solução problema não é superior à da solução padrão.
F. R1 =
dobe
Iodetos: no máximo 10 ppm.
G. R1 =
Dissolva 6,000 g da amostra em água R e complete 20 ml -hidr
com o mesmo solvente. Junte 2,0 ml de iodeto de potássio
0,001 M. Titule com nitrato de prata 0,001 M. Determine o H. R1 =
ponto de equivalência por potenciometria (2.2.20), utilizando -hidr
um eléctrodo indicador de prata e um eléctrodo de referência dobe
apropriado. Subtraia o volume de titulante correspondente aos A. R = CO-CH3, R2 = R3 = R4 = H: 5-(Acetilamino)-N,N’-bis(2,3-
2,0 ml de iodeto de potássio 0,001 M, determinado titulando um A. R -di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxamida,
= CO­‑CH3, R2 = R3 = R4 = H: 5­‑(Acetilamino)­‑N,N’­-
branco a que se juntaram 2,0 ml de iodeto de potássio 0,001 M e ‑bis(2,3­‑di­‑hidroxipropil)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­-
utilize o valor residual para calcular o teor em iodetos. J. ‑dicarboxamida,
R1 = R3 = R4 = H: 5-amino-N,N’-bis(2,3-di-hidroxipropil)-
-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxamida,
1 ml de nitrato de prata 0,001 M corresponde a 126,9 µg de J. R1 = R3 = R4 = H: 5­‑amino­‑N,N’­‑bis(2,3­‑di­‑hidroxipropil)­-
iodetos (I­‑). R1 = R2 = CO-CH3, R3 = CH2-CHOH-CH2OH, R4 = H:
P. ‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
P. R15-(diacetilamino)-N-(3-(2,3-di-hidroxipropoxi)-2-hidroxi-
= R2 = CO­‑CH3, R3 = CH2­‑CHOH­‑CH2OH, R4= H:
propil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
5‑(diacetilamino)‑N­‑[3­‑(2,3­‑di­‑hidroxipropoxi)­ -
Compostos iónicos (2.2.38): no máximo 0,01 por cento m/m, -dicarboxamida,
calculados em cloreto de sódio. ‑2­‑hidroxipropil]­‑N’­‑(2,3­‑di­‑hidroxipropil)­‑2,4,6­-
Q.‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
R1 = R2 = CO-CH3, R3 = H, R4 = CH2-CHOH-CH2OH:
Antes de utilizar o material de vidro lave­‑o 5 vezes com água I. N,N’-
Q. R15-(diacetilamino)-N-[2-(2,3-di-hidroxipropoxi)-3-hidroxi-
= R2 = CO­‑CH3, R3 = H, R4 = CH2­‑CHOH­‑CH2OH: -3,4-d
destilada R. propil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
5­‑(diacetilamino)­‑N­‑[2­‑(2,3­‑di­‑hidroxipropoxi)­ -
Solução problema. Dissolva 1,0 g da amostra em água R e -dicarboxamida,
‑3­‑hidroxipropil]­‑N’­‑(2,3­‑di­‑hidroxipropil)­‑2,4,6-
complete 50,0 ml com o mesmo solvente. ­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2881

K. R = O
propil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxamida,
-dicarboxamida, MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)
P. R1 = R2 = CO-CH3, R3 = CH2-CHOH-CH2OH, R4 = H:
R1 = R2 = CO-CH3, R3 = H, R4 = CH2-CHOH-CH2OH:
Q. 5-(diacetilamino)-N-(3-(2,3-di-hidroxipropoxi)-2-hidroxi-
Iopamidol I. N,N’-bis(2,3-di-hidroxipropil)-2-(hidroximetil)-5,7-diiodo-
5-(diacetilamino)-N-[2-(2,3-di-hidroxipropoxi)-3-hidroxi-
propil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3- -3,4-di-hidro-2H-1,4-benzoxazina-1,3-dicarboxamida,
propil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
-dicarboxamida,
-dicarboxamida,
Q. R1 = R2 = CO-CH3, R3 = H, R4 = CH2-CHOH-CH2OH:
I. N,N’­‑bis(2,3­‑di­‑hidroxipropil)­‑2­‑(hidroximetil)­‑5,7­‑diiodo-
I. N,N’-bis(2,3-di-hidroxipropil)-2-(hidroximetil)-5,7-diiodo-
5-(diacetilamino)-N-[2-(2,3-di-hidroxipropoxi)-3-hidroxi-
-3,4-di-hidro-2H-1,4-benzoxazina-1,3-dicarboxamida,
­‑3,4­‑di­‑hidro­‑2H­‑1,4­‑benzoxazina­‑6,8‑dicarboxamida,
propil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
-dicarboxamida,
Monografias

Page 2323
AM Page 2323 K. R = OH: ácido 5-amino-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicar-
I-L

boxílico,
L. R = Cl: dicloreto de 5-amino-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
B. R1
B. R1==CH -CHOH-CHOH,
CH­‑CHOH­‑CH OH,
R2R2 = R3
= R3 = R4
= R4 = H:= H: 5-[acetil[3-
Io-hexol
5­‑[acetil[3­
-
Io-hexol K. R-dicarbonilo.
= OH: ácido 5-amino-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicar-
22 2 2 K. R = OH: ácido 5­‑amino­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­-
‑(2,3­‑di­‑hidroxipropoxi)­‑2­‑hidroxipropil]amino]­‑N,N’­‑bis(2,3­- boxílico,
‑dicarboxílico,
‑di­‑hidroxipropil)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida, L. R = Cl: dicloreto de 5-amino-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-2323
FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII L. R-dicarbonilo.
= Cl: dicloreto de 5­‑amino­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­-
B. R2
C. CH -CHOH-CH2OH, OH, R1
R2 == R3
R3 == R4
R4 == H:
H: 5­‑[acetil[2­
R1==(2,3-di-hidroxipropoxi)-2-hidroxipropil]amino]-N,N’-
CH2­‑CHOH­‑CH 5-[acetil[3--
(2,3-di-hidroxipropoxi)-2-hidroxipropil]amino]-N,N’-
2 2 ‑dicarbonilo.
‑(2,3­‑di­‑hidroxipropoxi)­‑3­‑hidroxipropil]amino]­‑N,N’­
-bis(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3- -
-bis(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
A. Prepare
pare o o
. ‑bis(2,3­‑di­‑hidroxipropil)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­
-dicarboxamida,
-dicarboxamida, -
FARMACOPEIA
‑dicarboxamida, PORTUGUESA VIII 2323
C. R2 = CH2-CHOH-CH2OH, R1 = R3 = R4 = H: 5-[acetil[2-
C. R2 = CH2-CHOH-CH2OH, R1 = R3 = R4 = H: 5-[acetil[2-
minada em D. R3 =-(2,3-di-hidroxipropoxi)-3-hidroxipropil]amino]-N,N’-bis-
a em CH2­‑CHOH­‑CH2OH, R1 = R2 = R4 = H: 5­‑[acetil(2,3-
-(2,3-di-hidroxipropoxi)-3-hidroxipropil]amino]-N,N’-bis-
(2,3-di-hidroxipropil)2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarbo-
­‑di­‑hidroxipropil)amino]­‑N­‑[3­‑R4(2,3­‑di­‑hidroxipropoxi)­
(2,3-di-hidroxipropil)2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarbo- - IOPAMIDOL
xamida,
2­‑hidroxipropil]­‑N’­‑(2,3­‑di­‑hidroxipropil)­‑2,4,6­
xamida, -
D. R3 = CH2-CHOH-CH2OH, R1 = R2 = R3 = H: 5-[acetil-
‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida, ­Iopamidolum
CH2-CHOH-CH2OH, R1 = R2 = R3 = H: 5-[acetil-
D. R3 =[(2,3-di-hidroxopropil]amino]-N-(2,3-di-hidroxipropoxi)-2-
E. R4 =-hidroxipropil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodoben-
CH2­‑CHOH­‑CH2OH, R1 = R2 = R3 = H: 5­‑[acetil(2,3­-
[(2,3-di-hidroxopropil]amino]-N-(2,3-di-hidroxipropoxi)-2-
ue 0,500 g da ‑di­‑hidroxipropil)amino]­‑N­
zeno-1,3-dicarboxamida, ‑[2­‑(2,3­‑di­‑hidroxipropoxi)­-
-hidroxipropil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodoben-
0degsódio
da Ra ‑3­‑hidroxipropil]­‑N’­‑(2,3­‑di­‑hidroxipropil)­‑2,4,6­ -
sdiodeRavidro. zeno-1,3-dicarboxamida,
E. R4 = CH2-CHOH-CH2OH, R1 = R2 = R3 = H: 5-[acetil-
‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
efecer e lave oE. R4 =[(2,3-di-hidroxopropil]amino]-N[2-(2,3-di-hidroxipropoxi)-
dro. CH2-CHOH-CH2OH, R1 = R2 = R3 = H: 5-[acetil-
íquidos de N. R4 =-3-hidroxipropil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodoben-
COCH3, R1 = R2 = R3 = H: 5­‑[acetil(2,3­‑di­-
edelave o [(2,3-di-hidroxopropil]amino]-N[2-(2,3-di-hidroxipropoxi)-
zeno-1,3-dicarboxamida,
vidro ‑hidroxipropil)amino]­‑N­‑[2­‑(acetiloxi)­‑3­‑hidroxipropil]­ -
s de o
Reúna -3-hidroxipropil]-N’-(2,3-di-hidroxipropil)-2,4,6-triiodoben-
ro
e ácido acético
‑N’­‑(2,3­‑di­‑hidroxipropil)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­
N. R4 = COCH3, R1 = R2 = R3 = H: 5-[acetil(2,3-di-hidroxo-
zeno-1,3-dicarboxamida, -
propil)amino]-N-[2-(acetiloxi)-3-hidroxipropil]-N’-(2,3-di-
eoprata 0,1 M. N. ‑dicarboxamida,
COCH3, R1 = R2 = R3 = H: 5-[acetil(2,3-di-hidroxo-
R4 =-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxamida,
acético
ometria (2.2.20).O. R3 = COCH3, R1 = R2 = R4 = H: 5­‑[acetil(2,3­‑di­‑hidroxipropil)-
propil)amino]-N-[2-(acetiloxi)-3-hidroxipropil]-N’-(2,3-di-
0,1 M. O. R3 = COCH3, R1 = R2 = R4 = H: 5-[acetil(2,3-di-hidroxo-
amino]­‑N­‑[3­‑(acetiloxi)­‑2­‑hidroxipropil]­‑N’­‑(2,3­‑di­
-
-hidroxipropil)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxamida,
a7,37 mg de
(2.2.20). propil)amino]-N-[3-(acetiloxi)-2-hidroxipropil]-N’-2,3-di-
‑hidroxipropil)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
Monografia

O. R3 =-hidroxipropil)-2,4,6-truodobenzeno-1,3-dicarboxamida,
COCH3, R1 = R2 = R4 = H: 5-[acetil(2,3-di-hidroxo- C17H22I3N3O8 Mr 777
MonografiaI - L

mg de propil)amino]-N-[3-(acetiloxi)-2-hidroxipropil]-N’-2,3-di-
-hidroxipropil)-2,4,6-truodobenzeno-1,3-dicarboxamida,
DEFINIÇÃO
I-L

humidade.
[[(2S)­‑N,N’­‑Bis[2­‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)etil]­‑5­‑[[(2S)­-
‑2­‑hidroxipropanoil]amino]­‑2,4,6­‑triiodo­‑1,3­-
ade. ‑benzenodicarboxamida.
I, J, K L, M, N, Teor: 98,5 por cento a 101,0 por cento (substância seca).

L, M, N, F. =R1
F. R1 R2= =R2H:= 5­‑amino­‑N,N’­‑bis(2,3­‑di­‑hidroxipropil)-
H: 5-amino-N,N’-bis(2,3-di-hidroxipropil)diio- CARACTERÍSTICAS
dobenzeno-1,3-dicarboxamida,
diiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
G. =R1 Aspecto: pó branco ou quase branco.
G. R1 H,=R2
H, =
R2CO­‑CH
= CO-CH 3: 5-(acetilamino)-N,N’-bis(2,3-di-
3: 5­‑(acetilamino)­‑N,N’­‑bis(2,3­‑di­-
R1 =-hidroxipropil)diiodobenzeno-1,3-dicarboxamida,
F. ‑hidroxipropil)diiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
R2 = H: 5-amino-N,N’-bis(2,3-di-hidroxipropil)diio- Solubilidade: facilmente solúvel na água, muito pouco
dobenzeno-1,3-dicarboxamida,
H. R1 = CH2-CHOH-CH2OH, R2 = CO-CH3: 5-[acetil(2,3-di- solúvel no metanol e praticamente insolúvel no etanol a 96
H. R1 =-hidroxipropil)amino]-N,N’-bis(2,3-di-hidroxipropil)diio-
CH2­‑CHOH­‑CH2OH, R2 = CO­‑CH3: 5­‑[acetil(2,3­-
G. ‑di­‑hidroxipropil)amino]­‑N,N’­‑bis(2,3­‑di­‑hidroxipropil)-
R1 = H, R2 = CO-CH3: 5-(acetilamino)-N,N’-bis(2,3-di- por cento e no cloreto de metileno.
dobenzeno-1,3-dicarboxamida,
-hidroxipropil)diiodobenzeno-1,3-dicarboxamida,
diiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
no)-N,N’-bis(2,3-
icarboxamida,H. R1 =
M. R1 = CH -CHOH-CH2OH,
CH2­‑CHOH­‑CH R2 = CO-CH3: 5-[acetil(2,3-di- IDENTIFICAÇÃO
2 2OH, R2 = H: N,N’­‑bis(2,3­-
-hidroxipropil)amino]-N,N’-bis(2,3-di-hidroxipropil)diio-
-hidroxipropil)- ‑di­‑hidroxipropil)­‑5­‑[(2,3­‑di­‑hidroxipropil)amino]-
dobenzeno-1,3-dicarboxamida, A. Espectrofotometria de absorção no infravermelho (2.2.24).
diiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
N’-bis(2,3- Comparação: iopamidol SQR.
OH, R4 = H:
xamida,
oxi)-2-hidroxi- B. A amostra satisfaz ao ensaio «Perda por secagem» (ver Ensaio).
dobenzeno-1,3-
xipropil)-
C. A amostra satisfaz ao ensaio «Poder rotatório específico»
(ver Ensaio).
OH-CH2OH:
= H: I. N,N’-bis(2,3-di-hidroxipropil)-2-(hidroximetil)-5,7-diiodo-
oxi)-3-hidroxi-
hidroxi- -3,4-di-hidro-2H-1,4-benzoxazina-1,3-dicarboxamida,
dobenzeno-1,3-
eno-1,3- ENSAIO

Aspecto da solução. A solução é límpida (2.2.1) e incolor


H2OH: (2.2.2, Método II).
I. N,N’-bis(2,3-di-hidroxipropil)-2-(hidroximetil)-5,7-diiodo-
hidroxi-
-3,4-di-hidro-2H-1,4-benzoxazina-1,3-dicarboxamida,
eno-1,3-
2882 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0

K. R = OH: ácido 5-amino-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicar-


boxílico,
MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)

Iopamidol

Dissolva 1 g da amostra em água R e complete 50 ml com o – impurezas A, B, C, D, E, F, G, J, K: para cada impureza, no


mesmo solvente. máximo, 0,5 vezes a área do pico principal do cromatograma
obtido com a solução padrão (b) (0,1 por cento),
Acidez ou alcalinidade. Dissolva 10,0 g da amostra em água – qualquer outra impureza: para cada impureza, no máximo,
isenta de dióxido de carbono R e complete 100 ml com o 0,5 vezes a área do pico principal do cromatograma obtido
mesmo solvente. Para ajustar o pH (2.2.3) para 7,0 não são com a solução padrão (b) (0,1 por cento),

Monografias
necessários mais de 0,75 ml de ácido clorídrico 0,01 M ou de
– total de outras impurezas além das impurezas H e I: no

I-L
1,4 ml de hidróxido de sódio 0,01 M.
máximo, a área do pico principal do cromatograma obtido
com a solução padrão (b) (0,2 por cento),
Poder rotatório específico (2.2.7): ­‑4,6 a ­‑5,2 (substância
seca). – limite de exclusão: 0,05 vezes a área do pico principal do
cromatograma obtido com solução padrão (b) (0,01 por
Dissolva, aquecendo se necessário, 10,0 g da amostra em
cento).
água R e complete 25,0 ml com o mesmo solvente.
Determine em 436 nm.
Aminas aromáticas livres: no máximo, 200 ppm.
Substâncias aparentadas. Cromatografia líquida (2.2.29). Mantenha os reagentes e as soluções preparadas em água
com gelo, ao abrigo da luz directa.
Solução problema. Dissolva 0,50 g da amostra em água R e
complete 50,0 ml com o mesmo solvente. Solução problema. Num balão marcado de 25 ml dissolva
0,500 g da amostra em 20,0 ml de água R.
Solução padrão (a). Dissolva 5,0 mg da impureza H do iopamidol
SQR em água R e complete 100,0 ml com o mesmo solvente. Solução padrão. Num balão marcado de 25 ml misture 4,0 ml
de solução da impureza A do iopamidol SQR a 25,0 mg/l com
Solução padrão (b). Tome 2,0 ml da solução problema e
16,0 ml de água R.
complete 20,0 ml com água R. Tome 1,0 ml desta solução e
complete 50,0 ml com água R. Solução em branco. Num balão marcado de 25 ml introduza
20,0 ml de água R.
Coluna: 2 colunas ligadas em série,
Coloque os balões em água com gelo, ao abrigo da luz,
– dimensões: l = 0,25 m;  = 4,6 mm,
durante 5 min. A cada balão junte 1,0 ml de ácido clorídrico R,
– fase estacionária: gel de sílica fenilsililada para misture e deixe em repouso durante 5 min. Junte 1,0 ml
cromatografia R (5 µm), de solução extemporânea de nitrito de sódio R a 20 g/l,
misture e deixe em repouso durante 5 min. Junte 1,0 ml de
– temperatura: 60°C.
solução de sulfamato de amónio R a 120 g/l, misture com
Fase móvel: precaução até libertação completa do gás e deixe em repouso
durante 5  min. (ATENÇÃO: produz­‑se uma sobrepressão
– fase móvel A: água R, considerável). Junte 1,0 ml de solução recentemente
– fase móvel B: acetonitrilo R, água R (50:50 V/V). preparada de dicloridrato de naftiletilenodiamina R a 1 g/l
e misture. Retire os balões da água com gelo e deixe em
Tempo Fase móvel A Fase móvel B
(min) (por cento V/V) (por cento V/V)
repouso durante 10 min. Complete 25,0 ml com água R e
misture. Determine imediatamente a absorvência (2.2.25) das
0­‑18 100 0
soluções obtidas a partir da solução problema e da solução
18­‑40 100 → 62 0 → 38
padrão em 500 nm, utilizando como líquido de compensação
40­‑45 62 → 50 38 → 50 a solução obtida a partir da solução em branco.
45­‑50 50 → 100 50 → 0
50­‑60 100 0 A absorvência da solução problema não é superior à da
solução padrão.
Débito: 2,0 ml/min.
Iodo livre: no máximo, 10 ppm.
Detecção: espectrofotómetro em 240 nm.
Num tubo de centrífuga com rolha esmerilada dissolva 2,0 g
Injecção: 20 µl. da amostra em 25 ml de água R. Junte 5 ml de tolueno R e
Retenção relativa em relação ao iopamidol (tempo de 5 ml de ácido sulfúrico diluído R. Agite e centrifugue.
retenção = cerca de 14,6 min); impureza D = cerca de Se a fase sobrenadante corar de vermelho, a cor não é mais
0,1; impureza B = cerca de 0,6; impurezas I e H = cerca intensa que a da fase superior obtida da mesma forma a
de 0,9; impureza G = cerca de 1,1; impureza K = cerca partir de uma mistura composta de 22 ml de água R, 2 ml
de 1,2; impureza C = cerca de 1,3; impureza J = cerca de de solução a 10 ppm de iodeto (I) R, 5 ml de ácido sulfúrico
1,5; impureza A = cerca de 1,8; impureza E = cerca de 2,2; diluído R, 1 ml de solução concentrada de peróxido de
impureza F = cerca de 2,3. hidrogénio R e 5 ml de tolueno R.
Conformidade do sistema: solução padrão (c):
Iodetos: no máximo, 10 ppm.
– resolução: no mínimo, 2,0 entre os picos correspondentes,
respectivamente, à impureza H e ao iopamidol. Dissolva 6,000 g da amostra em água R e complete 20 ml
com o mesmo solvente. Junte 2,0 ml de iodeto de potássio
Limites:
0,001 M. Proceda à titulação potenciométrica (2.2.20). Titule
– soma das impurezas H e I: no máximo, a área do pico com nitrato de prata 0,001 M, utilizando um eléctrodo
principal do cromatograma obtido com a solução padrão (a) indicador de prata e um eléctrodo de referência apropriado.
(0,5 por cento), Subtraia o volume de titulante correspondente aos 2,0 ml

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2883


MENU INICIAL • MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)

Iotrolano

de iodeto de potássio 0,001 M, determinado titulando um C. R1 = NHCH(CH2OH)2, R2 = COCH3: N,N’­‑bis[2­‑hidroxi­‑1­-


«branco» ao qual se juntaram 2,0 ml de iodeto de potássio ‑(hidroximetil)etil]­‑5­‑(acetilamino)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno-
0,001 M e utilize o valor residual para calcular o teor em iodetos. ­‑1,3­‑dicarboxamida,
1 ml de nitrato de prata 0,001 M corresponde a 126,9 µg de iodetos. D. R1 = OH, R2 = COCHOHCH3: ácido 3­‑[[2­‑hidroxi­‑1-
­‑(hidroximetil)etil]carbamoil]­‑5­‑[(2­‑hidroxipropanoil)-
Metais pesados (2.4.8): no máximo, 10 ppm. amino]­‑2,4,6­‑triiodobenzóico,
Monografias
I-L

2,0 g da amostra satisfazem ao ensaio C. Prepare o padrão E. R1 = NHCH(CH2OH)2, R2 = COCH(CH3)OCOCH3: N,N’­-


com 2 ml de solução a 10 ppm de chumbo (Pb) R. ‑bis[2­‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)etil]­‑5­‑[(2­‑acetiloxipropanoil)­
amino]­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 0,5 por cento,
determinada em 1,000 g da amostra na estufa a 105°C. F. R1 = N(CH3)2, R2 = COCHOHCH3: N­‑[2­‑hidroxi­‑1­-
‑(hidroximetil)etil]­‑5­‑[(2­‑hidroxipropanoil)amino]­‑N’­-
‑dimetil­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
Cinzas sulfúricas (2.4.14): no máximo, 0,1 por cento,
determinadas em 1,00 g da amostra. G. R1 = NHCH2CHOHCH2OH, R2 = COCHOHCH3: N­‑[2­-
‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)etil­‑N’­‑(2,3­‑di­‑hidroxipropil­‑5­-
Endotoxinas bacterianas (2.6.14): menos de 1,4 U.I./g no ‑[(2­‑hidroxipropanoil)amino]­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­-
iopamidol destinado à preparação de formas farmacêuticas ‑dicarboxamida,
19. Monog. I 4/3/07 2:36 PM Page 360
para administração por via parentérica, sem outro processo
apropriado de eliminação de endotoxinas bacterianas. J. R1 = NHCH2CH2OH, R2 = COCHOHCH3: N­‑[2­‑hidroxietil)­‑N’­-
‑[2­‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)etil]­‑5­‑[[(2S)­‑2­‑hidroxipropanoil]-
amino]­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
DOSEAMENTO Iotrolano

Para um balão de fundo redondo de 250 ml pese 0,300 g da


amostra, junte 5 ml de solução concentrada de hidróxido
de sódio R, 20 ml de água R, 1 g de pó de zinco R e algumas Calcule o teor por cento em ácido acetil-11-ceto-�-boswélico Dissolva 18
esferas de vidro. Aqueça com refluxo durante 30 min. Deixe utilizando a expressão: carbono R e
arrefecer e lave o refrigerante com 20 ml de água R, juntando
A3 � m2 � 5 � p2 Aminas prim
as águas de lavagem ao conteúdo do balão. Filtre e lave o  A4 � m durante o e
filtro várias vezes com alguns mililitros de água R de cada
vez. Reúna o filtrado e as águas de lavagem. Junte 5 ml de essenciais p
A3 = área do pico devido ao ácido acetil-11-ceto-�-boswélico do
ácido acético glacial R e titule imediatamente com nitrato a solução p
cromatograma obtido com a solução problema,
de prata 0,1 M. Determine o ponto de equivalência por H. R1 = I, R2 = Cl: 4­­‑cloro­‑N,N’­‑bis[2­‑hidroxi­‑1­- em paralelo
potenciometria (2.2.20) utilizando um sistema de eléctrodos = área do pico devido ao ácido acetil-11-ceto-�-boswélico do
A3 ‑(hidroximetil)etil]­‑5­‑[[(2S)­‑2­‑hidroxipropanoil]amino]-
cromato grama obtido com a solução padrão, Solução pro
apropriado como o sistema prata­‑cloreto de prata. ­‑2,6­‑diiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
0,500 g da a
1 ml de nitrato de prata 0,1 M corresponde a 25,90 mg de = massa
m R1
I. = Cl,da
R2tomada de ensaio, em gramas,
= I: 2­‑cloro­‑N,N’­‑bis[2­‑hidroxi­‑1­
-
Solução pad
C17H22I3N3O8. m2 ‑(hidroximetil)etil]­‑5­‑[[(2S)­‑2­‑hidroxipropanoil]amino]­-
= massa do ácido acetil-11-ceto-�-boswélico R na solução padrão, SQR em águ
‑4,6­‑diiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
em gramas, Transfira 1,
CONSERVAÇÃO K.
p2 R1 = I,por
= teor R2cento
= H: em ácido acetil-11-ceto-�-boswélico do ácido -
N,N’­‑bis[2­‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)etil]­‑5­ e junte 19,0
‑[[(2S)­‑2­‑hidroxipropanoil]amino]­‑2,4­‑diiodobenzeno­‑1,3-
acetil-11-ceto-�-boswélico R.
­‑dicarboxamida. Solução em
Ao abrigo da luz. Se a substância for estéril, é conservada em 25,0 ml 20,
recipiente estéril, estanque e de fecho inviolável.
Método. Arr
padrão e so
IMPUREZAS IOTROLANO durante 5 m
IOTROLANO uma das so
Impurezas especificadas: A, B, C, D, E, F, G, H, I, J e K. Iotrolanum gelo durant
Iotrolanum sódio R a 2
mais 5 min
ácido sulfâm
agite energ
forma levan
1,0 ml de so
1 g/l numa
mes de pro
temperatur
com água R
A. R1 = NHCH(CH2OH)2, R2 = H: 5­‑Amino­‑N,N’­‑bis[2­- banho de u
‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)etil]­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­- absorvência
‑dicarboxamida, padrão em
dos 5 min s
B. R1 = NHCH(CH2OH)2, R2 = COCH2OH: N,N’­‑bis[2­- Conformida
‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)etil]­‑5­‑[(hidroxiacetil)amino]­-
‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida, CC3737HH4848II66NN66OO1818 Mr
1626
Mr 1626
– absorvên
Limite:
Monografias

2884 FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0


DEFINIÇÃO
D-I

– absorvên
Mistura de estereoisómeros de 5,5’-(propanodioilbis(metili- absorvên
mino)]bis[N,N’-bis[2,3-di-hidroxi-1-(hidroximetil)propil]-
-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxamida]. Substâncias
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Iotrolano

DEFINIÇÃO absorvência (2.2.25) da solução problema e da solução padrão


em 495 nm por comparação com o «branco» dentro dos
Mistura de estereoisómeros de 5,5’­‑[propanodioilbis(metilimi­ 5 min seguintes.
no)]bis[N,N’­‑bis[2,3­‑di­‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)propil]­‑2,4,6­-
‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida]. Conformidade do sistema:

Teor: 98,0 por cento a 102,0 por cento (substância seca). – absorvência da solução padrão: no mínimo, 0,40.

Monografias
Limite:

I-L
CARACTERÍSTICAS – absorvência da solução problema: no máximo, a
absorvência da solução padrão (0,05 por cento).
Aspecto: pó branco ou branco amarelado, higroscópico.
Solubilidade: muito solúvel na água, facilmente solúvel no Substâncias aparentadas. Cromatografia em camada fina
dimetilsulfóxido e praticamente insolúvel no etanol a 96 por (2.2.27). Prepare as soluções imediatamente antes da sua
cento. utilização.
Solução problema. Dissolva 1,0 g da amostra numa mistura
IDENTIFICAÇÃO de volumes iguais de metanol R e água R e complete 10,0 ml
com a mistura de solventes.
Espectrofotometria de absorção no infravermelho (2.2.24). Solução padrão (a). Tome 1,0 ml da solução problema e
Comparação: iotrolano SQR. complete 200,0 ml com uma mistura de volumes iguais de
metanol R e água R.
Solução padrão (b). Tome 2,0 ml da solução padrão (a) e
ENSAIO
complete 10,0 ml com uma mistura de volumes iguais de
metanol R e água R.
Aspecto da solução. A solução é límpida (2.2.1) e não é mais
corada que a solução de referência Ac6 (2.2.2, Método II). Solução padrão (c). Dissolva 50 mg de iotrolano para
conformidade do sistema SQR (iotrolano com cerca de 0,05
Dissolva 18,0 g da amostra em água isenta de dióxido de
por cento de cada uma das impurezas A e B) em 50 µl de uma
carbono R e complete 20,0 ml com o mesmo solvente.
mistura de volumes iguais de metanol R e água R.

Condutividade (2.2.38): no máximo, 25 µS.cm­‑1. Fase estacionária: placa de gel de sílica f254 para CCF R.
Dissolva 1,000 g da amostra em água R e complete 50,0 ml Pré­‑tratamento: em 3/4 da placa com cloreto de metileno R.
com o mesmo solvente.
Fase móvel: amónia concentrada R, água R, dioxano R
(4:20:80 V/V/V).
Aminas primárias aromáticas. Proteja as soluções da luz
durante o ensaio. Todos os tempos de duração fornecidos são Aplicação: 2 µl.
essenciais para os resultados do ensaio. A solução problema,
Desenvolvimento: 3/4 da placa.
a solução padrão e a solução em branco devem ser tratadas
em paralelo. Secagem: numa corrente de ar até evaporação dos solventes.
Solução problema. Num balão marcado de 25 ml dissolva Detecção: examine à luz ultravioleta de 254 nm. Exponha a
0,500 g da amostra em 20,0 ml de água R. placa à luz ultravioleta durante 2­‑5 min até que as manchas
Solução padrão. Dissolva 5,0 mg da impureza A do iopamidol principais apareçam claramente na forma de manchas amarelas.
SQR em água R e complete 20,0 ml com o mesmo solvente. Pulverize com reagente de cloreto férrico­‑ferricianeto­‑arsenito R
Transfira 1,0 ml da solução para um balão marcado de 25 ml e examine à luz do dia.
e junte 19,0 ml de água R. Valores de RF : iotrolano = cerca de 0,25; impureza A = cerca
Solução em branco. Transfira para um balão marcado de de 0,4; impureza B = cerca de 0,5.
25 ml, 20,0 ml de água R. Conformidade do sistema: solução padrão (c):
Método. Arrefeça as soluções (solução problema, solução – o cromatograma apresenta 3 manchas nitidamente
padrão e solução em branco) num banho de água com gelo separadas.
durante 5 min. Junte 1,0 ml de ácido clorídrico R1 a cada
uma das soluções, arrefeça de novo num banho de água com Limites:
gelo durante 5 min, junte 1,0 ml de solução de nitrito de – impurezas A e B: se aparecer uma mancha devida à
sódio R a 20 g/l, agite energicamente e arrefeça num banho impureza A é uma mancha devida à impureza B, não é mais
de água com gelo durante mais 5 min. A cada solução junte intensa que a mancha principal do cromatograma obtido
0,50 ml de solução de ácido sulfâmico R a 80 g/l. Durante com a solução padrão (a) (0,5 por cento),
os 5 min que se seguem, agite energicamente várias vezes e
expulse o gás que se forma levantando as rolhas dos balões. – impurezas não especificadas: se aparecerem outras
Junte a cada solução 1,0 ml de solução de dicloridrato de manchas, nenhuma é mais intensa que a mancha principal
naftiletilenodiamina R a 1 g/l numa mistura de 300 volumes do cromatograma obtido com a solução padrão (b) (0,10
de água R e 700 volumes de propilenoglicol R, agite, deixe por cento).
arrefecer à temperatura ambiente durante 10 min e complete
25,0 ml com água R. Desgasifique as soluções com o auxílio Distribuição dos isómeros. Cromatografia líquida (2.2.29) como
de um banho de ultra­‑sons durante 1 min e determine a prescrito em «Doseamento». Utilize o método de normalização.

FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2885


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Iotrolano

Identificação dos picos: utilize o cromatograma fornecido Tempos de retenção: grupo de isómeros G1 = cerca de
com o iotrolano SQR e o cromatograma obtido com a solução 8­‑12 min; grupo de isómeros G2 = cerca de 15­‑22 min; grupo
padrão para identificar os picos dos 3 grupos de isómeros. de isómeros G3 = cerca de 22­‑32 min.
Calcule os teores por cento dos grupos de isómeros em relação Conformidade do sistema: solução padrão:
à área total de todos os picos dos 3 grupos de isómeros G1, G2 e
– o cromatograma obtido é semelhante ao cromatograma
G3 a partir do cromatograma obtido com a solução problema.
Monografias

fornecido com o iotrolano SQR.


Limites:
I-L

Calcule o teor por cento em iotrolano com o auxílio da área


– grupo de isómeros G1: 53,0 por cento a 70,0 por cento, total de todos os picos dos 3 grupos de isómeros G1, G2 e G3
do teor declarado em iotrolano SQR.
– grupo de isómeros G2: 3,0 por cento a 11,0 por cento,
– grupo de isómeros G3: 25,0 por cento a 39,0 por cento.
CONSERVAÇÃO
Iodo livre. Num tubo de ensaio com rolha esmerilada dissolva
Em recipiente estanque, ao abrigo da luz.
0,20 g da amostra em 1 ml de água R. Junte 4 ml de solução
de ácido sulfúrico R a 370 g/l e 5 ml de tolueno R. Rolhe
e agite energicamente. A fase superior permanece incolor
19. Monog. IMPUREZAS
I 4/3/07 2:36 PM Page 362
(2.2.2, Método II). 19. Monog. I 4/3/07 2:36 PM Page 362
Impurezas especificadas: A e B.
Iodeto: no máximo, 20 ppm.
Outras impurezas detectáveis (se estiverem presentes num
Iotrolano
Dissolva 10,0 g da amostra em 50 ml de água isenta de teor suficiente, as seguintes substâncias serão detectadas por
Iotrolano
dióxido de carbono R. Ajuste para pH 3­‑4 com cerca de um dos ensaios da monografia. São limitadas pelo critério
0,15 ml de ácido sulfúrico diluído R e titule com nitrato geral de aceitação aplicável às outras impurezas ou impurezas
de prata 0,001 M. Determine o ponto de equivalência por não especificadas
«Substâncias para ou
usopelas disposições da
farmacêutico». Nãomonografia geral
é, portanto, carbamoil
«Substâncias
potenciometria (2.2.20). A obtenção do ponto de equivalência necessário
«Substâncias parauso
para usofarmacêutico».
identificá-las farmacêutico».
para Não
demonstrar Não é, portanto,
aé,conformidade
portanto, necessário
da carbamo
noil]metil
necessárioVer
não necessita de mais de 1,5 ml de nitrato de prata 0,001 M. substância. identificá-las
identificá­‑las para para
demonstrar
igualmente ademonstrar
«5.10.a Controlo
conformidade
o capítulo conformidade
das da
da substância. noil]met
propil]car
substância.
Ver
impurezas nasVer
igualmente oigualmente o capítulo
capítulo «5.10.
substâncias para Controlo
uso «5.10. Controlo
das impurezas
farmacêutico»): dasE,
C, nas
D, propil]ca
Metais pesados (2.4.8): no máximo, 10 ppm. impurezas
G, H, I e J.nas
F,substâncias parasubstâncias para usoC,farmacêutico»):
uso farmacêutico»): C, D, E,
D, E, F, G, H, I e J.
F, G, H, I e J.
Dissolva 2,0 g da amostra em água R e complete 20 ml com
o mesmo solvente. 12 ml da solução satisfazem ao ensaio A.
Prepare o padrão com solução a 1 ppm de chumbo (Pb) R.

Água (2.5.12): no máximo, 3,5 por cento, determinada em


0,250 g da amostra.

Cinzas sulfúricas (2.4.14): no máximo, 0,1 por cento,


determinadas em 1,00 g da amostra.
F. R = OH: á
F. -triiodobe
R = OH:
Endotoxinas bacterianas (2.6.14): menos de 0,7 U.I./g. -triiodob
G. R = Cl: tet
G.bis[2,4,6-t
R = Cl: t
DOSEAMENTO bis[2,4,6
A.A. N,N’-bis[2,3-di-Hidroxi-1-(hidroximetil)propil]-5-[[3-[[2,3-
N,N’­‑bis[2,3­‑di­‑Hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)propil]­-
Cromatografia líquida (2.2.29). A.-di-hidroxi-1-(hidroximetil)-propil]carbamoil]-5-[(6-
N,N’-bis[2,3-di-Hidroxi-1-(hidroximetil)propil]-5-[[3-[[2,3-
‑5­‑[[3­‑[[2,3­‑di­‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)­p ropil]­
Solução problema. Dissolva 40,0 mg da amostra em água R e -di-hidroxi-1-(hidroximetil)-propil]carbamoil]-5-[(6-
-hidroxi-2,2-dimetil-1,3-dioxepan-5-il)carbamoil]-2,4,6-
carbamoil]­‑5­‑[(6­‑hidroxi­‑2,2­‑dimetil­‑1,3­‑dioxepan­-
-hidroxi-2,2-dimetil-1,3-dioxepan-5-il)carbamoil]-2,4,6-
-triiodofenil]metilamino]-3-oxopropanoil]metilamino]-
complete 25,0 ml com o mesmo solvente. ‑5­‑il)carbamoil]­‑2,4,6­‑triiodofenil]metilamino]­‑3­-
-triiodofenil]metilamino]-3-oxopropanoil]metilamino]-
-2,4,6-triiodobenzeno-l,3-dicarboxamida,
Solução padrão. Dissolva 40,0 mg de iotrolano SQR em água R ‑oxopropanoil]metilamino]­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑l,3­
-2,4,6-triiodobenzeno-l,3-dicarboxamida, -
e complete 25,0 ml com o mesmo solvente. ‑dicarboxamida,

Coluna:
– dimensões: l = 0,25 m,  = 4,6 mm,
– fase estacionária: gel de sílica octadecilsililada tratada
(«end­‑capped») para cromatografia R (5 µm),
– temperatura: 40°C.
Fase móvel: metanol R, água para cromatografia R (10:90 V/V).
Débito: 0,5 ml/min.
H. 5,5’-[prop
Detecção: espectrofotómetro em 254 nm. H.-1-(hidrox
5,5’-[pro
Injecção: 10 µl. -1-(hidro
-dioxepan
-dioxepa
mida],
Registo: 40 min. mida],
Monografias

B. R = CO-CH3: 5-(acetilmetilamino)-N,N’-bis[2,3-di-hidroxi-
Monografias

R = CO-CH3: 5-(acetilmetilamino)-N,N’-bis[2,3-di-hidroxi-
B.-1-(hidroximetil)propil]-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
D-I

2886 -1-(hidroximetil)propil]-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
-dicarboxamida, FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0
D-I

-dicarboxamida,
C. R = CO-CH2-CO2H: ácido 3-[[3,5-bis[[2,3-di-hidroxi-1-
R = CO-CH2-CO2H: ácido 3-[[3,5-bis[[2,3-di-hidroxi-1-
C.-(hidroximetil)propil]carbamoil]2,4,6-triiodofenil]-
-(hidroximetil)propil]carbamoil]2,4,6-triiodofenil]-
metilamino]-3-oxopropanóico,
H. •5,5’-[propanodioilbis(metilimino)]bis[N-[2,3-di-hidroxi-
MENU INICIAL MONOGRAFIAS • MONOGRAFIAS (LETRAS A - Z) • I (ÍNDICE)
-1-(hidroximetil)propil]-N’-(6-hidroxi-2,2,dimetil-1,3-
-dioxepan-5-il)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxa-
H. 5,5’-[propanodioilbis(metilimino)]bis[N-[2,3-di-hidroxi-
Ipecacuanha, pó titulado
mida],
-1-(hidroximetil)propil]-N’-(6-hidroxi-2,2,dimetil-1,3-
Monografias

B. R = CO-CH3: 5-(acetilmetilamino)-N,N’-bis[2,3-di-hidroxi- -dioxepan-5-il)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxa-


-1-(hidroximetil)propil]-2,4,6-triiodobenzeno-1,3- mida],
D-I D-I
Monografias

B. CO-CH33: :5­‑(acetilmetilamino)­‑N,N’­‑bis[2,3­‑di­
B. RR-dicarboxamida,
==CO­‑CH 5-(acetilmetilamino)-N,N’-bis[2,3-di-hidroxi-
-
-1-(hidroximetil)propil]-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-
‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)propil]­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­ -
R = CO-CH2-CO2H: ácido 3-[[3,5-bis[[2,3-di-hidroxi-1-
C.‑dicarboxamida,
-dicarboxamida,
-(hidroximetil)propil]carbamoil]2,4,6-triiodofenil]-
C.
C. RRmetilamino]-3-oxopropanóico,
==CO­‑CH
CO-CH22­‑CO
-CO22H:
H: ácido
ácido 3­‑[[3,5­‑bis[[2,3­‑di­‑hidroxi­
3-[[3,5-bis[[2,3-di-hidroxi-1- -
‑1­‑(hidroximetil)propil]carbamoil]2,4,6­‑triiodofenil]­
-(hidroximetil)propil]carbamoil]2,4,6-triiodofenil]-
E.metilamino]­‑3­‑oxopropanóico,
R = H: N,N’-bis[2,3-di-hidroxi-1-(hidroximetil)propil]-
metilamino]-3-oxopropanóico,

Monografias
-2,4,6-triiodo-5-(metilamino)benzeno-1,3-dicarboxamida,

I-L
E. R = H: N,N’­‑bis[2,3­‑di­‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)propil]­-
E. R = H: N,N’-bis[2,3-di-hidroxi-1-(hidroximetil)propil]-
‑2,4,6­‑triiodo­‑5­‑(metilamino)benzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
-2,4,6-triiodo-5-(metilamino)benzeno-1,3-dicarboxamida,

19. Monog. I 4/3/07 2:36 PM Page 363


I. I. 5­‑[[3­‑[[3­‑[[2,3­‑di­‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)propil]­
5-[[3-[[3-[[2,3-di-hidroxi-1-(hidroximetil)propil]- -
carbamoil]-5-[(6-hidroxi-2,2-dimetil-1,3-dioxepan-5-il)-
‑carbamoil]­‑5­‑[(6­‑hidroxi­‑2,2­‑dimetil­‑1,3­‑dioxepan­‑5­‑il)­
I. carbamoil]­‑2,4,6­‑triiodofenil]metilamino]­‑3­‑oxopropanoil]­
5-[[3-[[3-[[2,3-di-hidroxi-1-(hidroximetil)propil]-
carbamoil]-2,4,6-triiodofenil]metilamino]-3-
Menu inicial
carbamoil]-5-[(6-hidroxi-2,2-dimetil-1,3-dioxepan-5-il)-
-oxopropanoil]metilamino]-N,N’-bis(6-hidroxi-2,2-dimetil-
metilamino]­‑N,N’­‑bis(6­‑hidroxi­‑2,2­‑dimetil­‑1,3­‑dioxepan­‑5­ -
-1,3-dioxepan-5-il)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxa-
carbamoil]-2,4,6-triiodofenil]metilamino]-3-
‑il)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxamida,
D. ácido 3-[[3-[[3,5bis[[2,3-di-hidroxi-1-(hidroximetil)propil]- mida,
-oxopropanoil]metilamino]-N,N’-bis(6-hidroxi-2,2-dimetil-
-1,3-dioxepan-5-il)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxa-
D. ácido 3-[[3-[[3,5bis[[2,3-di-hidroxi-1-(hidroximetil)propil]- mida, aprese
anto, carbamoil]-2,4,6-triiodofenil]-metilamino]-3-oxopropa- grupos
anto, 362
D. carbamoil]-2,4,6-triiodofenil]-metilamino]-3-oxopropa-
ácido 3­‑[[3­‑[[3,5­‑bis[[2,3­‑di­‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)- FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII – 7.º SUPLEMENTO 2007
midade da noil]metilamino]-5-[[2,3-di-hidroxi-1-(hidroximetil)-
midade
rolo dasda noil]metilamino]-5-[[2,3-di-hidroxi-1-(hidroximetil)-
propil]­­‑carbamoil]­‑2,4,6­‑triiodofenil­‑metilamino]­
propil]carbamoil]-2,4,6-triiodobenzóico, -
roloC,das 362 propil]carbamoil]-2,4,6-triiodobenzóico, FARMACOPEIA PORTUGUESA VIII – 7.º SUPLEMENTO 2007 C. Croma
»): D, E, ‑3­‑oxopropanoil]metilamino]­‑5­‑[[2,3­‑di­‑hidroxi­‑1-
»): C, D, E, ­‑(hidroximetil)propil]carbamoil]­‑2,4,6­‑triiodobenzóico, Soluçã
espess
Junte
230 g/
mistur
obtido
balão
secura
10 ml
reduzi
Soluçã
F. R = OH: ácido 5,5’-[propanodioilbis(metilimino)]bis[2,4,6- J. 5,5’-[propanodioilbis(metilimino)]bis[N,N’-bis(6-hidroxi- mínim
F. R-triiodobenzeno-1,3-dicarboxílico],
= OH: ácido 5,5’-[propanodioilbis(metilimino)]bis[2,4,6-
F. R-triiodobenzeno-1,3-dicarboxílico],
= OH: ácido 5,5’­‑[propanodioilbis(metilimino)]bis[2,4,6- -2,2-dimetil-1,3-dioxepan-5-il)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3- metan
­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarboxílico], J. 5,5’­‑[propanodioilbis(metilimino)]bis[N,N’­‑bis(6­‑hidroxi­
-dicarboxamida]. -
G. R = Cl: tetracloreto de 5,5’-[propanodioilbis(metilimino)]- ‑2,2­‑dimetil­‑1,3­‑dioxepan­‑5­‑il)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­- Soluçã
G. RRbis[2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarbonil],
G. ==Cl:
Cl:tetracloreto
tetracloretode
de5,5’­‑[propanodioilbis(metilimino)]­
5,5’-[propanodioilbis(metilimino)]- ‑dicarboxamida]. mínim
bis[2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarbonil],
bis[2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­‑dicarbonil], metan
]-5-[[3-[[2,3- Soluçã
-5-[[3-[[2,3-
-5-[(6-
5-[(6- ISPAGULA, TEGUMENTO DA SEMENTE mínim
oil]-2,4,6- metan
oil]-2,4,6-
ilamino]- IPECACUANHA, PÓ TITULADO
lamino]- Plantaginis ovatae seminis tegumentum Fase e
Ipecacuanhae pulvis normatus Fase m
DEFINIÇÃO
Aplica
DEFINIÇÃOdas sementes de Plantago ovata Forssk. (P. ispaghula
Tegumento Desen
Roxb.).
Obtido por pulverização (180) (2.9.12) de «Ipecacuanha, raiz». Detecç
amino
Teor: no mínimo, 1,9 por cento e, no máximo, 2,1 por cento de
CARACTERÍSTICAS 5 min.
alcalóides totais expressos em emetina (C29H40N2O4; Mr 480,7)
(fármaco seco). macroscópicas
Este título podee ser ajustado, secomo
necessário, Result
Características microscópicas descritas proble
comensaios
nos lactose de
emidentificação
pó ou com umA epóB.de raiz de ipecacuanha de (arabin
fraco teor de alcalóides totais.
tose) s
H. 5,5’-[propanodioilbis(metilimino)]bis[N-[2,3-di-hidroxi- IDENTIFICAÇÃO dos cr
H. 5,5’­‑[propanodioilbis(metilimino)]bis[N­‑[2,3­‑di­ -
H. 5,5’-[propanodioilbis(metilimino)]bis[N-[2,3-di-hidroxi-
-1-(hidroximetil)propil]-N’-(6-hidroxi-2,2,dimetil-1,3-
‑hidroxi­‑1­‑(hidroximetil)propil]­‑N’­‑(6­‑hidroxi­‑2,2,-
-1-(hidroximetil)propil]-N’-(6-hidroxi-2,2,dimetil-1,3- CARACTERÍSTICAS
-dioxepan-5-il)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxa- A. O tegumento da ispagula é de cor bege rosada, liso em
dimetil­‑1,3­‑dioxepan­‑5­‑il)­‑2,4,6­‑triiodobenzeno­‑1,3­
-dioxepan-5-il)-2,4,6-triiodobenzeno-1,3-dicarboxa- - ENSAIO
mida], forma de claro
barcoaecastanho­‑amarelado
curvo. Mede 1,5 a 3,5 mm defraco.
compri-
3-di-hidroxi- mida],
‑dicarboxamida], Pó cinzento e cheiro
3-di-hidroxi- mento, 1,5 a 2 mm de largura. A face convexa apresenta Elemento
1,3- uma mancha castanha clara, correspondente à localização
1,3- FARMACOPEIA PORTUGUESA 9.0 2887 dos eleme
do embrião, antes de ter sido removido da semente. amostra.
idroxi-1- B. Reduza a amostra a pó (355). O pó é amarelo claro. Exa- Perda por
droxi-1-
enil]-
nil]- mine ao microscópio utilizando reagente láctico R. O pó determina
apresenta, principalmente, fragmentos do episperma com estufa a 10
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Ipecacuanha, raiz

IDENTIFICAÇÃO O rizoma é constituído por fragmentos curtos aderentes


habitualmente às raízes, de forma cilíndrica, atingindo
O pó titulado de ipecacuanha satisfaz aos ensaios de 2 mm de diâmetro, finamente enrugado no sentido
identificação B e C da monografia «Ipecacuanha, raiz». longitudinal. A medula atinge cerca de um sexto do
Examinado ao microscópio, em glicerina a 85 por cento R, o diâmetro total.
pó pode apresentar cristais de lactose.
C. acuminata. No seu conjunto a raiz assemelha­‑se à da
Monografias

C. ipecacuanha, mas apresenta as seguintes diferenças: a


I-L

ENSAIO sua espessura atinge muitas vezes 9 mm, a face externa,


cuja cor varia de castanho­‑acinzentado a castanho­-
O pó titulado de ipecacuanha satisfaz aos ensaios «Elementos ‑avermelhado, apresenta estrangulamentos transversais de
estranhos», «Cinzas totais» e «Cinzas insolúveis no ácido l­‑3 mm. Estes estrangulamentos, geralmente com
clorídrico» da monografia «Ipecacuanha, raiz». Satisfaz, 0,5­‑1 mm de largura, não ocupam senão cerca de metade
ainda, ao ensaio seguinte: da circunferência e desaparecem nas extremidades.
B. Reduza a amostra a pó (355) (2.9.12). O pó é ou
Perda por secagem (2.2.32): no máximo, 5,0 por cento, cinzento claro ou castanho amarelado. Examinado
determinada em 1,000 g da amostra, na estufa a 105°C. ao microscópico, utilizando a solução de hidrato de
cloral R, o pó apresenta os elementos seguintes: células
parenquimatosas, ráfides de oxalato de cálcio cujo
DOSEAMENTO comprimento pode atingir até 80 µm em feixes ou
disseminados no pó; fragmentos de traqueídeos e vasos de
Efectue o doseamento seguindo a técnica descrita na 10­‑20 µm de diâmetro com pontuações areoladas; vasos
monografia «Ipecacuanha, raiz». mais largos e células esclerenquimatosas provenientes
do rizoma. Examinado ao microscópio, utilizando uma
1 ml de ácido clorídrico 0,1 M corresponde a 24,03 mg de
solução de glicerina R a 50 por cento V/V, o pó apresenta
alcalóides totais calculados em emetina.
células parenquimatosas contendo grãos de amido simples
e grãos compostos de 2 a 8 elementos, podendo os grãos
CONSERVAÇÃO simples de C. ipecacuanha atingir 15 µm de diâmetro e os
de C. acuminata 22 µm.
Em recipiente estanque, ao abrigo da luz. C. Cromatografia em camada fina (2.2.27).
Solução problema. Num tubo de ensaio introduza 0,1 g
da amostra (180) (2.9.12), junte 0,05 ml de amónia
concentrada R e 5 ml de éter R e agite, energicamente,
IPECACUANHA, RAIZ com uma vareta de vidro. Deixe em repouso durante
30 min e filtre.
Ipecacuanhae radix Solução padrão. Dissolva 2,5 mg de dicloridrato de
emetina SQR, 3 mg de dicloridrato de cefaelina SQR em
metanol R e complete 20 ml com o mesmo solvente.
DEFINIÇÃO
Fase estacionária: placa de gel de sílica para CCF R.
Órgãos subterrâneos, fragmentados, secos, de Ceaphaelis Fase móvel: amónia concentrada R, metanol R, acetato de
ipecacuanha (Brot.) A. Rich., conhecida como ipecacuanha etilo R, tolueno R (2:15:18:65 V/V/V/V).
do Mato Grosso, ou de C. acuminata Karsten, conhecida
como ipecacuanha da Costa Rica, ou pela mistura das duas Aplicação: 10 µl, em «traços».
espécies.
Desenvolvimento: 10 cm.
Teor: no mínimo, 2,0 por cento de alcalóides totais expressos
Secagem: ao ar.
em emetina (C29H40N2O4; Mr 480,7) (fármaco seco). Os
principais alcalóides são a emetina e a cefaelina. Detecção A: pulverize com solução de iodo R a 5 g/l em
etanol a 96 por cento R e aqueça a 60°C durante 10 min.
Examine à luz do dia.
CARACTERÍSTICAS
Resultados A: ver, no quadro, a sequência das bandas
Cheiro fraco. presentes nos cromatogramas obtidos com a solução
padrão e com a solução problema.
Parte superior da placa
IDENTIFICAÇÃO

A. C. Ipecacuanha. As raízes apresentam­‑se em fragmentos Emetina: uma banda amarela Uma banda amarela (emetina)
ligeiramente torcidos, cuja cor varia de castanho­- Cefaelina: uma banda castanha Uma banda castanha clara
‑avermelhado escuro a castanho escuro, rara