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“ORAR”

ORGANIZAÇÃO EVANGÉLICA DE ASSISTÊNCIA


EDUCACIONAL E SOCIAL DE CORNÉLIO PROCÓPIO
RUA: PORTUGAL, 302 – CENTRO – AO LADO DA UENP
CNPJ: 09.157.304.0001-75
www.orar.org.br – contatos@orar.org.br
Fones: (43) 3523 0968 – 9115 2756

PROPOSTA DE TRABALHO

RÁDIO-ESCOLA: UM NOVO MODELO DE CONCEITO PARA O


1.
DESENVOLVIMENTO ESCOLAR E INTEREÇÃO ENTRE PROFESSORES,
ALUNOS E COMUNIDADE.
Projeto de implantação da Rádio-escola da ONG “ORAR”

2. IDENTIFICAÇÃO

2.1 ENTIDADE PROPONENTE

Proponente: “ORAR” Organização Evangélica de Assistência CNPJ: 09.157.307.0001-75 E.A:


Educacional e Social de Cornélio Procópio.

Endereço: Rua Portugal, 302 – Centro (AO LADO DA UENP)


Município/Localidade: UF: CEP:
Cornélio Procópio Paraná 86.300-000

E-mail: DDD/Telefone: DDD/Fax:


contatos@orar.org.br (43) 35230968

Nome do Responsável: CLÁUDIA MOREIRA CPF: 878.845.189-53


C.I./Órgão Expedidor: Cargo: Função:
5.255.789-5 SSP/PR Presidente Presidente

Endereço Residencial: Rua Portugal, 302 – fundos

Município/Localidade: UF: Paraná CEP: 86.300-000


Cornélio Procópio

E-mail: clauctc@hotmail.com DDD/Telefone:


(43) 9976 7971
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2.2. RESPONSÁVEL TÉCNICO

ORAR

Endereço: RUA PORTUGAL, 302

Município/Localidade: Cornélio Procópio - Paraná UF: PR CEP: 86300.000

E-mail DDD/Telefone: ( DDD/Fax:

Nome do Responsável Técnico: Cláudia Moreira CPF: 878.845.189-53

C.I./Órgão Expedidor: Cargo: Técnico Função: Técnico Matrícula:


5.255.789-5 SSP/PR

Endereço Residencial:

Município/Localidade: Cornélio UF: Paraná CEP: 86.300-000


Procópio

E-mail: DDD/Telefone DDD/Fax:


(43)

3. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO E DA ÁREA DE INTERVENÇÃO

O município de Cornélio Procópio possui área de 637 km², representando 0,3198% do


estado, 0,1131% da região e 0,0075% de todo o território brasileiro. Localiza-se na latitude de
23°10'51" sul e na longitude de 50°38'49" oeste, sendo sua altitude de 658m. A população estimada
em 2005 era de 46.997 habitantes.

População Total: 46.861

 Urbana: 42.683
 Rural: 4.178
 Homens: 22.881
 Mulheres: 23.980

Densidade demográfica (hab./km²): 73,8


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Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,791

 IDH-M Renda: 0,734


 IDH-M Longevidade: 0,743
 IDH-M Educação: 0,897

Hidrografia
 Rio Congonhas

Rdovias e transporte
 BR-369
 PR-160
 Aeroporto de Cornélio Procópio

Taxa de Pobreza (IPEA, IPARDES) 16,44%. Taxa de Familias em situação de Pobreza


(IPARDES), 2361. Taxa de Analfabetismo: 13,71%. Número de Ocupações irregulares urbanas 70.
Número de Familias Cadastradas no CANÚNICO: 3273. Média de Pessoas em situação de
Desemprego: 2662. Número da População Potencialmente usuária da Política de Assistência Social:
3000.

Mapa de Pobreza e Desiguldade – (IBGE) – Cornélio Procópio – taxa de 38,12%

4. PÚBLICO / BENEFICIÁRIOS
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O município de Cornélio Procópio concentra uma taxa educacional
de 38,12%. O público alvo deste projeto contempla as crianças e famílias
atendidas pela ORAR o projeto contemplará a população acima descrita em
situação de vulnerabilidade social e grupos sob carência nutricional, os quais
serão encaminhados através dos Conselhos municipais e do CRAS, com
receituário pedagogico, estudantes da área central, bairros e da zona rural do
municipio.

O Projeto Rádio-Escola Solidária: um novo modelo de conceito para o


desenvolvimento escolar entre professores, alunos e comunidade estima atender os
usuários da ONG ORAR e todos que estiverem matriculados na rede de ensino da
cidade, também em outros projetos sociais tais como: Banco Social, Cooperativas e
também, outras entidades sociais, sendo um trabalho para o fortalecimento na
aprendizagem e no desenvolvimento da opinião e na criação de textos de cada
indívido, motivando-os nas atividades extracurriculares empregadas no projeto.
Os Conselhos Municipais possuem papel de extrema importância na
definição do público alvo, pois são esses órgãos que irão estabelecer os
critérios de elegibilidade do público alvo, levando em consideração os dados
neste projeto descritos, e a equipe técnica do Centro de Referência de
Assistência Social caberá, após o estabelecimento desses critérios, a triagem
da população, que possivelmente será a beneficiada, através de um cadastro
social.

5. OBJETIVOS

5.1 GERAL
- Promover a melhoria do comportamento educacional, das condições de
aprendizagem (leitura, escrita e fala), interação com a instituição de ensino
(coordenação, professores e funcionários), trabalhar grupos de apoio no
reforço escolar, realizar trabalhos pedagógicos de prevenção contra DST,
drogras e doenças neurologicas, inclusão social, trazer os costumes culturais
de nossa cidade, fortalecimento de vinculo entre aluno e comunidade, tirá-los
da rua através do esporte, como forma de motivação e entretenimento dando
a portabilidade de melhorar a qualidade do ensino por meio da forma lúdica
da aplicação do esporte, visando a permanência deste aluno no projeto,
capacitação de fortalecimento de vínculo familiar, educacional e social, os
tornado em cidadãos do bem, através de pesquisa de campo e montagem de
matéria proporcionar à escolha de um curso superior.

5.2 ESPECÍFICOS
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- Propiciar ao munícipio outra variação de metodologia de ensino através das mídias
de comunicação por meio da inclusão social, por meios de comunicação e
interpessoal, aos alunos que apresentam condições desfavoráveis na
aprendizagem, para suprir as dificuldades encontradas dentro da sala de aula;
- Viabilizar a convivência social, a rede de vínculos, a comunicação, a
aprendizagem, a expressão e a reflexão das mensagens;
- Proporcionar a produção de textos de qualidade e a formalização adequada dos
novos conceitos da ortográfia brasileira e aperfeiçoamento dos termos cultos na fala
e escrita;
- Otimizar o desenvolvimeto psiconeural, disponibilizar conceitos de como contralar
as expressões tanto corporal como verbal, diversificar as formas de expressão
conforme o público alvo.

6. JUSTIFICATIVA

O Brasil apresenta um dos mais significativos índices de desigualdade do mundo,


independentemente da variável a ser utilizada e/ou comparada. De acordo com o
Instituto de Pesquisas Aplicadas – IPEA -, em 2002, os 50% mais pobres detinham
14,4% do rendimento e o 1% mais ricos, 13,5% do rendimento. Faz-se importante
ressaltar que essa expressão de desigualdade do país é reproduzida no cotidiano
das cidades, cujos bairros denotam condições de vida desiguais, assim como a
concentração de renda e conseqüentemente a dificuldade ou não de cada família
em suprir aos seus os imperativos a um desenvolvimento sadio e digno, iniciando-o
pela segurança alimentar.
Em 20 de abril de 1923, surge a primeira emissora fundada pelo cientista
Henrique Morize e o médico, antropólogo e escritor Edgard Roquete Pinto na
Academia Brasileira de Ciências, denominada a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Os dois viam no rádio a possibilidade de aumentar a condição cultural do país e
defendiam a precisão de levar educação e cultura aos brasileiros. Logo após,
surgiram muitas outras como a Rádio Clube do Brasil, a Rádio Mundial, Mayrink
Veiga, Sociedade Rádio Philips do Brasil, Educadora do Brasil, Rádio Globo e entre
outras. As primeiras rádios eram financiadas por seus associados e eram instituídas
com a finalidade de difundir cultura e conhecimento promovendo assim a integração
nacional. Roquette Pinto afirmou em seu livro “Seixos Rolados”
.
Nós que assistimos à aurora do rádio sentimos o que deveriam
ter sentido alguns dos que conseguiram possuir e ler os
primeiros livros. Que abalo no mundo moral! Que meio para
transformar o homem, em poucos minutos, se o empregar com
boa vontade, alma e coração! (MOREIRA, 1991, p. 16).

Segundo Filho e Patrocínio (2008), na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a


programação era totalmente cultural demonstrando que cultura também educa,
ensinou poesia, ciência e literatura dando as primeiras aulas de pronúncia padrão da
língua portuguesa. Portanto considera-se o Rádio Sociedade o berço da idéia da
rádio educativa.
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Muitos intelectuais contribuíram com as idéias do
grande divulgador de conhecimento Roquette Pinto,
eles iam até as emissoras para serem entrevistados e
darem palestras. Para a maioria da população, o rádio
continuou refletindo um nível cultural de elite
(MOREIRA, 1991).

Nesta época o rádio era um meio de comunicação ligado às classes sociais


mais favorecidas da população. Devido ao conteúdo de sua programação: óperas,
conferências e músicas clássicas que agradavam à elite, não atingindo as classes
sociais mais baixas, os populares, apesar do empenho de Roquette Pinto para
atingir a camada popular e defender que o rádio era um veículo de transmissão de
cultura e conhecimento.
No final da década de 20, segundo Bahia (1990), as rádios já contemplavam
uma programação bem diversificada, contendo jogos de futebol, rádio teatro e
programas humorísticos, deixando, portanto sua fase amadora. Mas isso não foi de
forma imediata, havia problemas de ordem técnica, a escassez de aparelhos
receptores que eram importados e caros, a falta de regulamentação sobre a
veiculação e publicidade por causa do decreto Nº. 16.657(15/11/1924). De acordo
com o mesmo decreto, as programações deveriam ter como finalidade a formação
educativa, científica, artística e que trouxesse benefício ao povo, ficando proibidas
notícias de caráter político sem que o governo autorizasse com antecedência. Em
caso de guerra, o decreto previa que qualquer emissora particular poderia perder o
direito de funcionamento ou poderia passar para o controle do governo ou ter sua
concessão cassada (CALABRE, 2002).
Edgard Roquette Pinto amparava a tese de que o rádio enquanto uma bossa
nova na tecnologia de ampla potencialidade necessitaria ser empregada inicialmente
em todas as partes do país, a educação foi o marco inicial na junção da rádio com a
educação para levar cultura e conhecimento a todos os ouvintes, buscando diminuir
a distância entre a educação e o rádio, preenchendo o espaço entre a sociedade e a
escola.

A disseminação dos meios de comunicação de massa é um dado


que a escola não pode ignorar, porque eles têm um peso
importante nas vidas das crianças e à escola cumpre levar em
conta esse dado e procurar responder a essas necessidades de
diferentes maneiras, seja em termos de se adequar a essa nova
situação, seja em termos de incorporar alguns desses
instrumentos no seu próprio processo de trabalho. (SAVIANI,
1997, p.76).

A aproximação da Educação com o Rádio fortificará o ensino-aprendizagem


de cada educando em seu desenvolvimento cultural e social, o objetivo é que este
intermédio entre a escola e a comunicação integre o educando e os educadores em
impulsionar o adolescente a se interessar no uso da rádio-escola como apoio
pedagógico e dinamizador da cultura na comunidade escolar. Este procedimento
precisa ser valorizado e revitalizado nos institutos de educação este método, de
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acordo com Almeida (1971), tem sido muito pouco utilizado para educar e para
reduzir, por exemplo, o analfabetismo, principalmente nas áreas rurais. Reunindo
todas as qualidades de ensino para serem levadas a todos a mensagens, não só
penetrando somente no pensamento, mas naquilo que tem sensibilidade, ao
decodificar essa mensagem recebida ao produzir fantasias, elaborar idéias, criar
mensagens e enriquecer o espírito de conhecimento.
Na história da educação, a sociedade primitiva era simples rudimentar e
altamente informal integrada na atividade diária de sobrevivência. Os próprios
membros da sociedade atuavam como educadores, para organizar a cultura do
saber, a partir daí surgiu às escolas com a finalidade específica de educar e ensinar.
O rádio na educação possibilita adquirir conhecimento formal e informal.
Segundo Almeida (2001), Roquette Pinto, um dos fundadores e pioneiro a utilizar em
prol da educação e cultura, a principal função do rádio é educar. Ele desenvolveu um
programa educativo de jornal falado de notícias e conteúdos das aulas de português,
francês, literatura e ciências. Em 1936, quando o rádio estava na fase comercial,
Roquette Pinto doou a emissora Rádio Sociedade do Rio de Janeiro ao Ministério da
Educação e Cultura (MEC), para que assim fosse conservado para ensino. Na
história da educação, a sociedade primitiva era simples rudimentar e altamente
informal integrada na atividade diária de sobrevivência. Os próprios membros da
sociedade atuavam como educadores, para organizar a cultura do saber, a partir daí
surgiu às escolas com a finalidade específica de educar e ensinar.
As escolas radiofônicas era uma mudança de atitude e instrumentação das
comunidades. A mudança de atitude era entendida como a disposição da ação
consciente e livre, a partir da compreensão e crítica de situações concretas. A
instrumentação representava a informação. Portanto, programar, experimentar,
promover, coordenar a utilização de uma tecnologia, o rádio, é importante para o
desenvolvimento social.
Segundo Assumpção (1999), na década de 80, o extinto Centro de
Comunicação na Escola conseguiu manter numa emissora de rádio comercial, um
espaço de compartilhamentos de vivências e convivência, onde alunos de vinte e
duas escolas públicas produziam matérias para a escola e para a comunidade local,
gerando uma rede de transmissão de informação e a fundação de uma rádio de
cunho social e educacional. Foi possível avaliar neste contexto o rádio por uma
questão de abrangência de público, não apenas de alunos, mas também da
comunidade. E por determinação de sua popularidade, passava a ter a função de
um veículo facilitador da ação de ensinar e aprender.
De acordo com Almeida (2001) o Programa de Alfabetização Solidária do
Governo Federal (Programa de Rádio Escola Brasil), desde 1º dezembro de 1997,
que vai ao ar de segunda a sexta-feira, tendo 25 minutos de duração e transmitida
pela Rádio Nacional de Brasília (AM-06h35) e Rádio Nacional da Amazônia (OC-8hr,
horário de Brasília) instituiu um projeto de rádio escola juntamente com as
Secretarias de Educação Fundamental (SEF) de Educação a Distância (SEED). De
cunho educacional visando o conhecimento de novas culturas, esses programas
trazem uma figura de revista eletrônica na qual abrange os temas de diversos
assuntos de matemática, ciência, dos direitos humanos e transpondo pela
pluralidade cultural.
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De acordo com Assumpção (1999), o ensino através do meio de comunicação
no Brasil apresentou diversas propostas para desenvolver a educação à distância,
através destes veículos e sendo criados vários institutos de educação pelo país. O
instituto de radiodifusão da Bahia oferece cursos didáticos por correspondência, e
também disponibilizão através do Rádio e TV Educação, para serem transmitos os
cursos de ensino-aprendizagem há longa distância ofertado ao público pelo mesmo,
eram nos níveis pré-primários, médio e universitário. O rádio e a televisão eram
utilizados pelo governo estadual para transmitir seus programas educativos, assim
tendo mais portabilidade para entrar nos lares das pessoas, levando seus objetivos
de educar sem precisarem ir para escola.
ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO
6.1 METODOLOGIA
De acordo com Assumpção (2001), as instituições de ensino atualmente não podem
desconsiderar ou desconhecer o valor e a importância das mídias no cotidiano de
seus alunos. Utilizar-se de recursos midiáticos em sala de aula, não se trata mais de
privilégio ou coisa semelhante, utilizar recursos midiáticos os educadores hoje se faz
necessário aplicar uma forma de estimular os educando no processo de ensino-
aprendizagem. “O papel do professor é ajudar as crianças a ver e compreender a
realidade” (NIDELCOFF, 1991, p.6). A cada dia é mais comum usar os meios de
comunicação com objetivo educacional para a conscientização do cidadão frente à
sociedade para o exercício da cidadania e exigência do respeito e cumprimento dos
direitos, dando base no conceito da sua integridade perante todos da comunidade
onde vive.
Filho e Patrocínio (2008), fazem uma síntese da importância de que a escola
repense em sua função educativa frente às tecnologias da comunicação. É
impossível se pensar em escola entre quatro paredes e totalmente desvinculada do
processo de comunicação, falar sobre educação e comunicação é refletir sobre a
sociedade globalizada. As redes de comunicação são constituídas em escala global,
por isso pode-se dizer que estar em contato com as mídias nos faz cidadão do
mundo. Em especial o rádio e a sua utilização em instituições educacionais, como
prática pedagógica em sala de aula é um recurso didático que permite acompanhar
os alunos na criação de mensagens e discussões, procurando trabalhar de forma
crítica, diversos assuntos perante a sociedade brasileira. Estimulando os estudantes
a obter o hábito de ouvir mensagem criticamente e ter a capacidade de interpretá-las
e analisá-las de forma clarividente e objetiva. O papel do professor neste contexto é
ajudar os alunos a ver e a compreender a realidade, com o valor de legitimidade de
opiniões e responsabilidade social, possibilitando o efetivo exercício da cidadania.

O professor precisa conhecer outras linguagens, e o educando,


saber ler e produzir textos sonoros, imagéticos, escritos e
hipertextos. A leitura e a produção desses textos conduz o aluno à
compreensão das linguagens jornalística, radiofônica, televisiva e
do computador (radiojornal, telejornal, jornal impresso e jornal
online), levando-o a distinguir e compreender o discurso simbólico,
um outro ver, compreender e interpretar a sociedade globalizada.
(NIDELCOFF, 1991)
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Professores e alunos vivenciando um processo de comunicação favorecem o
fortalecimento da relação pedagógica, e a revitalização da aldeia global pela
escalada vertiginosa da mídia na educação. Destaca a articulação entre diferentes
campos do saber, intentando para existência da multi e interdisciplinaridade por meio
da educação/comunicação como determinante de pressupostos teóricos que
funcionam como alicerces para a construção de uma proposta de utilização do rádio.
Condizente com a necessidade para a organização de critérios e padrões de
qualidade na educação.
A escola como instituição social do saber deverá contribuir para a execução da
fluência na leitura de pequenos textos, interpretação, produção de textos, espírito de
equipe e companheirismo, responsabilidade, síntese, pesquisa de temas, iniciativa
própria, análise crítica do meio radiofônico, eloqüência e entre outros conhecimentos
que a escola objetará aos educando, várias pessoas poderá trabalhar diretamente
na criação da rádio escola, fundamentação e estruturação, educação informal e
concepções pedagógicas.

Os meios podem ser utilizados também como instrução,


informação, formas de passar conteúdos organizados, claros e
seqüenciados. Eles não eliminam o papel do professor, antes o
ajudam a desenvolver sua tarefa principal que é a de educar para
uma visão mais crítica da sociedade. (MORAN, 1991).

O rádio na escola possibilita a visão dos educando para um novo horizonte


dando portabilidade para desenvolver suas habilidades na escrita, fala e no
pensamento crítico. Os educadores possibilitam ajudar na reflexão dos alunos ao se
identificarem na sua vida diante a sociedade, para a construção de uma relação
entre alunos, professores, escola e sociedade, no contexto de orientar as
perspectiva de vida de cada integrante em seu âmbito educacional e cultural.
A rádio escola tem a vantagem de trabalhar com vários aspectos; de cidadania,
saúde, ética e convivência, assim valorizando os membros da comunidade, permitir
ajudar na auto-estima e na autovalorização dos elementos nela inserido. “Dessa
forma, os alunos comunicam-se dialogicamente com outras escolas” (ASSUMPÇÃO,
1999). . Nos dias de hoje já não pode continuar em uma escola encerrada entre
quatro paredes e completamente desvinculada do processo de comunicação.
(GUTIERREZ, 1978, p. 33). Com esse método de influenciar a transformação as
crianças em cidadãos críticos e reflexivos, por intermédio desta mídia comunitária
que privilegia o desenvolvimento pedagógico, na variação de experiência escolar pra
extra-escolares em um sistema de aprendizagem coletivo, estimulando a prática de
jornalismo comunitário, e podendo manusear e tendo a oportunidade de conhecer o
mundo da Rádio.

6.2 CONCIENTIZAÇÃO DA IMPLANTAÇÃO DA RADIO-ESCOLA


SOLIDARIA

Segundo Gonçalves e Azevedo (2004), o rádio é um veículo de comunicação em


massa popular, que atinge todos os níveis sociais. Com as novas tecnologias a
velocidade da informação estonteante, os alunos têm acesso a muitos
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conhecimentos constantemente, é interessante que as instituições de ensino
explorem o recurso rádio escola, e utilizem-no como uma nova prática pedagógica
para a transmissão de cultura, conhecimento, experiência e informação. “O povo
precisa da escola para ter acesso ao saber erudito, ao saber sistematizado e, em conseqüência, para
expressar de forma elaborada os conteúdos da cultura popular que corresponde aos seus interesses
(SAVIANI, 1992, p. 84, 96).
A rádio escola deve ser compreendida como um meio de comunicação para a
percepção de transformações e introdutora de novos hábitos no ambiente escolar.
Abordar o valor do diálogo e da reflexão crítica, como uma prática transformadora, a
rádio-escola, neste contexto pode ajudar os alunos, professores e demais envolvidos
no processo de ensino-aprendizagem a compartilharem suas idéias, opiniões,
conceitos, apreciações e experiências.
Explorando esse meio de comunicação eficaz, a escola pode também integrar
os seus alunos num programa social para construção da cidadania, criação de
textos radiofônicos considerando a criatividade, expressão e comunicação,
possibilitando assim avaliar as habilidades dos alunos. Estendendo este meio de
comunicação como base de aprendizagem e como meio didático de informação que
interage e diverte ao mesmo tempo.
Tiscoski e Franzoni (2008), relata que com isso os alunos poderão expressar
e transmitir seus pensamentos e idéias aos seus amigos de escola, através de suas
curiosidades cotidianas, pesquisas e estudos sobre diversos temas e assuntos, e
automaticamente adquirirão conhecimento técnico e científico para apresentação de
um programa de rádio e o aluno terá atividades extracurriculares. Ao concluir o
trabalho com a rádio-escola o aluno poderá fazer sua análise crítica e divulgar suas
considerações finais e aspectos relevantes.

A disseminação dos meios de comunicação de massa é um dado


que a escola não pode ignorar, porque eles têm um peso
importante nas vidas das crianças e à escola cumpre levar em
conta esse dado e procurar responder a essas necessidades de
diferentes maneiras, seja em termos de se adequar a essa nova
situação, seja em termos de incorporar alguns desses
instrumentos no seu próprio processo de trabalho. (SAVIANI,
1997, p. 76)

O programa de rádio que será proposto tem a finalidade de demonstrar a


visão dos alunos sobre diversos assuntos sociais, políticos, econômicos, culturais e
entre outros, considerando como se dá o processo de criação, produção e a
apresentação da mensagem radiofônica. Através de uma plataforma de rádio online,
também conhecida como rádio web, todo o conteúdo produzido pelos alunos poderá
ser acessado em todos os lugares, necessitando apenas de um computador,
smartphone ou qualquer outro aparelho, desde que tenha conexão com a internet.
Para tanto há a necessidade de investir nesses futuros profissionais da
comunicação e educação, a fim de que eles possuam condições de incorporar o
conhecimento adquirido, no curso superior. O rádio passa a ser um recurso para sua
prática pedagógica, pois conhecer e usar esse recurso didático implica na
aprendizagem dos procedimentos e habilidades técnicas tanto para organização
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quanto para a execução é importante saber mobilizar os alunos para o processo de
percepção sonora e imaginativa visual, a partir de individualidade de cada um.

O que o professor diz se converte em conhecimento, o que


autoriza o aluno, a partir de seu contato com o professor, no
espaço escolar, na aquisição da metalinguagem, a dizer que
sabe: a isso se chama escolarização (ORLANDI, 1996, p.
31).

6.3 CRONOGRAMA(Período máximo sugerido)


PERÍODO (MESES)
ATIVIDADES
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

Elaboração do Projeto Básico X X X X


de Arquitetura e Relatórios
Técnicos

Execução de Obras X X X X X

Aquisição dos equipamentos, X X


materiais permanentes e de
consumo

Instalação e testes de X X
equipamentos

Contratação de pessoal X X

Inauguração X

7.3 ESTIMATIVA DE CUSTOS


Total Concedente Proponente
Especificação
(R$) (R$) (R$)

Obras e Instalações 0

Equipamento e Material Permanente

Material de Consumo

Outros Serviços de Terceiros - PF

Outros Serviços de Terceiros - PJ

TOTAL GERAL

7. PARCERIAS
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O Projeto Rádio-Escola Solidária: um novo modelo de conceito para o
desenvolvimento escolar e interação entre professores, alunos e comunidade, constituir-se-á
de parcerias antes, durante e depois de sua instalação, a fim de aperfeiçoar as ações
propostas.
A ONG ORAR, embora seja a proponente desta proposta, caracteriza-se como
importante parceira através de órgãos de sua administração, tais como o CRAS, ator
participativo no que tange a Proteção Social Básica e que compartilha com o projeto em
questão tanto no público alvo: população que vive em situação de vulnerabilidade social,
quanto dos mesmos anseios, isto é, o fortalecimento do convívio comunitário; a
emancipação dos sujeitos; promoção da autonomia e da cidadania; incentivo as ações de
geração de trabalho e renda, contribuindo ainda na triagem dos possíveis beneficiários da
Rádio-Escola Solidária; e o Programa Saúde da Família (PSF), representado pelos agentes
comunitários e enfermeiras, encaminhando ao CRAS.
Aos Conselhos cabe a definição dos critérios para a elegibilidade dos beneficiários,
além de definir prioridades, acompanhar e monitorar as decisões implementadas, a gestão
de recursos e a qualidade de serviços.
A equipe executora, composta pelo Técnico, os diretores da instituição Orar e os conselhos
municipais (CMDCA e CMAS).
As organizações governamentais ou não governamentais contribuirão também no
que tange ao monitoramento das ações, e a proposição de modificações, visualizando
melhorias dos objetivos propostos, e especialmente Do conselho municipal da Criança e
adolescente, ator importante no encaminhamento de crianças em situação de carência
psiconeural, já que real.

9. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

O Projeto Rádio-Escola Solidária será avaliado de forma constante, sistemática, com


reuniões técnicas, encontros e entrevistas trimestrais, envolvendo nessas a participação da
comunidade, com sujeitos envolvidos direta ou indiretamente nas ações; e
assistematicamente, realizada mensalmente, onde a equipe técnica e os produtores
envolvidos no projeto irão se reunir para avaliar o desenvolvimento das ações, com o
objetivo de fortalecer as ações e a autoconfiança, de cada produtor, bem como de cada
membro da equipe. A equipe compreenderá um técnico, agente responsável por zelar pelo
bom rendimento da aprendizagem da população e garantir à mesma um esboço variado de
vários métodos educacionais essenciais para educação.
A avaliação, de uma forma ampla, considerando os dados coletados e
posteriormente analisados contribuirá para a retroalimentação da tomada de decisões, ou
seja, o projeto influencia e é influenciado pelo todo, e a avaliação é importante para a
reestruturação das ações e realimentação dos objetivos propostos, além do
redirecionamento quando preciso das atividades anteriormente planejadas.
O acompanhamento será realizado pelos Conselhos supramencionados através da
observação participativa com a utilização de visitas, reuniões técnicas, encontros de
integração para relatos e troca de experiências. Faz-se importante ressaltar que a
população é parte integrante do monitoramento em todas as ações públicas, uma vez que
contempla o caráter democrático e descentralizado do novo desenho da Política de
Assistência Social, além de concretizar-se como instrumento de controle no processo de
gestão político-administrativa-financeira e técnico operativa.