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Instituto Nacional De Formação De Quadros Da Educação

Magistério CDTE. Cuidado – Malanje

Metodologia de
Expressão
Plástica

Complexo escolar Comandante Cuidado


Malanje
Manual de Metodologia de Expressão Plástica
Curso EVP –Magistério Comandante Cuidado
Malanje
Sumário
Introdução ..................................................................................................................................... 3
Objetivos gerais da 11ª Classe ...................................................................................................... 4
UNIDADE I – METODOLOGIA DO ENSINO DE EXPRESSÃO PLÁSTICA ............................................ 5
A Metodologia do Ensino da Expressão Plástica Como Ciência Integrada. .................................. 5
Expressão Como Ciência; Seu Objeto De Estudo; Sua Metodologia De Ensino E Relação Com
Outras Ciências.............................................................................................................................. 6
Relação das Expressões: Plástica; Musical E Motora. ................................................................... 6
Importância da Metodologia do Ensino de Expressão .................................................................. 9
Tarefas da Metodologia do Ensino de Expressão ....................................................................... 10
UNIDADE II – FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DO ENSINO DE EXPRESSÃO ..................................... 11
O Papel da Disciplina de Expressão na Formação do Indivíduo. ................................................. 11
Ensino da Expressão Plástica Como Fundamento Teórico-Prático do Processo Ensino-
Aprendizagem. ............................................................................................................................ 11
A Aula Como Forma Fundamental de Organização do Ensino de Expressão. ............................ 12
Exigências Pedagógicas de Uma Aula de Expressões Plástica..................................................... 13
Tipo e Estrutura de Uma Aula de Expressão Plástica .................................................................. 13
Preparação de Uma Aula de Expressão Plástica~ ....................................................................... 14
UNIDADE III – O SISTEMA DE OBJETIVOS .................................................................................... 15
Os Objetivos Instrutivos (Conhecimentos).................................................................................. 15
Os Objetivos Educativos (habilidades) ........................................................................................ 16
Os Objetivos Comportamentais (Atitudes) ................................................................................. 16
Sistema de Objetivos em Expressão Plástica .............................................................................. 17
Derivação Gradual Dos Objetivos (Proveniência) ....................................................................... 17
Aspectos fundamentais da avaliação a ter em conta no ensino da expressão plástica ............. 32
Montagem de Uma Exposição .................................................................................................... 33
Questão Técnica Que Devemos Ter Em Conta............................................................................ 34
UNIDADE IV – A FORMAÇÃO DO SISTEMA DE CONHECIMENTOS, HABILIDADES E HÁBITOS..... 19
A Formação do Sistema de Conhecimentos, Habilidades e Hábitos no Ensino de Expressão. ... 19
A Teoria De Conhecimentos. ....................................................................................................... 19
A Forma de Representação e Conceitos. .................................................................................... 20
A Natureza do Conceito .............................................................................................................. 21
A Formação de Habilidades......................................................................................................... 21
A Formação de Hábitos (Atitude) ................................................................................................ 22

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Elaborado por: Prof. Elvis Aleixo
Prof. Fernando André
Prof. João Sodré
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Formação e Desaparecimento Dos Hábitos. ............................................................................... 23
UNIDADE V – OS MÉTODOS E MEIOS DE ENSINO ....................................................................... 24
Os Métodos de Ensino de Ensino de Expressão Plástica............................................................. 24
A Exposição Oral e a Demonstração ........................................................................................... 25
O Diálogo em Expressão Plástica ................................................................................................ 26
Os Métodos Práticos ................................................................................................................... 27
UNIDADE VI – A AVALIAÇÃO ....................................................................................................... 30
Tipos de Avaliação e Suas Modalidades...................................................................................... 31

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Introdução
“A expressão plástica é essencialmente uma atitude pedagógica diferente,
não centrada na produção de obras de arte, mas na criança, no desenvolvimento
das suas capacidades e na satisfação das suas necessidades”. (Sousa, 2003 ).

O programa da disciplina de Metodologia de Expressão Plástica, tem


como objetivo fornecer aos formandos, futuros educadores, mecanismos de
referência para nas suas práticas pedagógicas poderem trabalhar de forma
integrada e globalizante, visto que o educador do ensino secundário é
polivalente e deve ele mesmo, fazer a ponte entre as diferentes disciplinas,
cuidando no entanto, para que esta não perca a sua especificidade.

Para poder-se estudar o programa de Metodologia de Expressões


Plástica como disciplina integrada, é necessário primeiro na 11ª classe, estudar
as especificidades de cada uma das disciplinas que a compõe (Plástica, Motora
e Musical), para que na 12ª classe, seja possível estudá-la como disciplina única
e globalizante, cuja metodologia se socorre das metodologias especificas
tornando-se mais abrangente e efetiva para todo o trabalho no Ensino Médio.
Neste caso, o programa da 11ª classe constitui-se em pré-requisito para o
entendimento dos conteúdos da Metodologia de Expressão Plástica.

A disciplina de Expressão integra conteúdos de área do conhecimento


que se relacionam com a Expressão: Plástica, Motora e Musical, que exige do
educador uma ética profissional elevada apo manipular conceitos que
necessitem mais do que nunca um trabalho integro e globalizado.

Assim, esta disciplina integra na sua metodologia aspectos comuns às


metodologias das disciplinas que a formam. Pretende-se com o presente
programa, reforçar os aspectos didáticos e metodológicos, e que serão aqui
suficientes que nos permitem trabalhar de forma integrada os diversos temas
que constam do programa de Expressão Plástica.

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Objetivos gerais da 11ª Classe
 Compreender que a Metodologia de ensino de Expressão é uma ciência
pedagógica particular;
 Entender e aplicar a Expressão como uma ciência integrada;
 Valorizar as formas de organização do ensino de Expressão;
 Definir a metodologia de ensino de disciplina integrada à Expressão;
 Conhecer as principais exigências pedagógicas de uma aula de
Expressão Plástica;
 Criar habilidades e hábitos na elaboração e seleção de meios de ensino;
 Conhecer o sistema de objetivos;
 Analisar a avaliação do rendimento escolar;
 Identificar os tipos de avaliação.

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UNIDADE I – METODOLOGIA DO ENSINO DE EXPRESSÃO PLÁSTICA
A Metodologia do Ensino da Expressão Plástica Como Ciência Integrada.
O programa será desenvolvido mediante a abordagem integrada das
diferentes áreas de exploração, desenho, recorte, pintura, dobragem, atividades
prática diversas; tendo como base, formas naturais ou criadas pelo docente e
discentes que constarão fundamentalmente de registos de formas do imaginário.

A metodologia a aplicar terá por princípio à participação ativa de todos os


estudantes. Para o efeito, serão aplicadas as seguintes estratégias:

1) Sessões expositivas (modelos, trabalhos de pesquisa, exposições no


final do ano);
2) Realização de trabalhos individuais ou em grupos (na sala de aulas
ou em casa);
3) Sessões de trabalho em contexto não formal de aprendizagem
(aspectos do quotidiano, entre os jovens, factos marcantes, etc.)

É importante, promover a diversificação dos materiais e técnicas e, por


outro, sistematizar e encadear as diferentes técnicas para que o formato tenha
uma visão global das várias possibilidades e aplicações especificas.

Neste domínio, a cadeira Metodologia de Expressão Plástica, visa dotar


os alunos de conhecimentos e de instrumentos conceptuais, formais e
metodológicos indispensáveis ao processo de criação e produção artística.

Podemos dizer hoje, que as Expressões Artísticas Integradas, pelo seu


´´traço integrador´´, constituem uma ponte sempre instável entre a educação e
as artes, entre a aquisição de conhecimentos e o processo para o ser.

Imprime-se assim um novo impulso a formação de Professores em


Expressão, a três níveis:

1. A atualização da formação inicial de professores e educadores;


2. A adaptação às novas realidades sociais e os novos contextos
educativos, cada vez mais integrados;

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3. O acesso do professor generalista à especialização na área das
expressões integradas.

Expressão Como Ciência; Seu Objeto De Estudo; Sua Metodologia De


Ensino E Relação Com Outras Ciências.
Sendo uma linguagem, a expressão plástica, desse ser utilizada pelo
educador no máximo das suas intensões pedagógicas.

A expressão plástica por ser uma ciência, é ensinada na escola,


desenvolvendo nos alunos ou estudantes, uma sensibilidade cultural e artística.
O seu objeto de estudo, centra-se na educação pela arte, proporcionando o
processo de Ensino-aprendizagem.

Na escolha e organização metódica, estes dependem dos conteúdos


específicos e dos métodos peculiares de cada disciplina. Sua assimilação
implica o conhecimento das características dos estudantes, à capacidade de
assimilação conforme a idade, nível de desenvolvimento mental, físico, às suas
características socioculturais e individuais. Cada área possui uma metodologia
própria. A metodologia de ensino é a aplicação de diferentes métodos no
processo de ensino-aprendizagem.

Relação das Expressões: Plástica; Musical E Motora.


A Expressão Plástica

As artes plásticas ajudam o estudante a desenvolver as habilidades


manuais, mentais e despertar o espírito artístico, e, fundamentalmente pelo
gosto do saber fazer Arte. Constitui-se como uma área do saber que se situa na
comunicação da cultura dos indivíduos, tornando-se necessária à organização
de aprendizagem, para a apreensão dos elementos disponíveis no universo
visual.
A compreensão do patrimônio artístico e cultural, envolve a percepção
estética como resposta às qualidades formais num sistema artístico ou simbólico
determinado.

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Expressão Musical

A música é a arte mais bela de todas as artes. Ela é a arte de combinar


os sons de maneira a tornar agradável aos ouvidos.

O Ensino da Música é um processo de construção do conhecimento, que


tem como objetivo despertar e descrever o gosto musical, favorecendo o
desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, sentido rítmico, do prazer de
ouvir música, da imaginação, da socialização e afetividade, também contribuindo
para uma efetiva consciência corporal e de movimentação.

A música atua nas emoções, nos sentimentos, na vontade, na inteligência,


como também favorece o sentido do coletivo. A música pode contribuir a
aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento cognitivo/linguístico, psicomotor
e sócio afetivo do estudante.

Constitui um elemento facilitador do processo de aprendizagem, como


instrumento para tomar a escola um lugar mais alegre e receptivo, e também
ampliando o conhecimento musical do estudante.

Expressão Motora

É a essência do desporto nas escolas. Contribui para melhorar o nível do


desenvolvimento e crescimento saudável dos estudantes.

1. Desenvolve o corpo, as capacidades cognitivas e melhora a


relação com os outros;
2. Estabelece relações com outras áreas que em conjuntos são
contributos fundamentais para a formação dos estudantes;
3. Tem como percurso educativo e combate ao ´´analfabetismo
motor´´;
4. Obriga a aquisição de competências nos diferentes domínios da
Educação Física;
5. Desenvolve uma atitude de empenho, perseverança, esforço e
autodisciplina;
6. Leva ao aperfeiçoamento e a superação;

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7. Obriga a que o cumprimento de regras, estejam sempre presentes;

Através da Expressão Motora os Estudantes:

1. Aprendem a conhecer e a perceber, de forma permanente e


continua, o seu corpo, as suas limitações, na perspectiva de as
superar, e as suas potencialidades no sentido de as desenvolver,
de maneira autônoma e responsável;
2. Aprendem a conviver consigo, com o outro e com o meio ambiente;

É por meio de vivencias corporais e interações sociais ética que o


estudante:

1. Se adapta de conhecimento sobre o corpo e as práticas;


2. Desenvolve a sua identidade;
3. Aprende a articular os seus interesses e pontos de vista com os
dos demais.
4. Aprende o conhecimento sobre si, sobre o outro e sobre o mundo;
5. Aguça a sua curiosidade e seu espirito de investigação;
6. Amplia a sua capacidade de ouvir e dialogar, de trabalhar em
equipa, de conviver com o incerto, o imprevisível e o diferente;
7. Se percebe como integrante responsável, dependente e agente
transformador do meio ambiente, na perspectiva de sua
preservação;
8. Se educa para o lazer;
9. Aprende a ser cidadão consciente, autônomo, responsável,
competente, critico, criativo e sensível;
10. Aprende a viver plenamente a sua corporeidade, de forma lúdica,
tendo em vista a qualidade de vida, promoção e manutenção da
saúde;

Os jogos de bola, saltar à corda, o jogo da macaca, o jogo da escondida,


a banana, o trinta e cinco vitorias, etc., que eram atividades praticadas pelos
nossos estudantes, nos intervalos ou nos tempos não letivos de aulas, foram

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substituídos pelo uso sistemático dos telefones e pelas manifestações gratuitas
das condutas erradas.

A escola no seu todo, deve ter um papel importantíssimo em informar e


educar os seus alunos. O ócio, os maus hábitos alimentares e o excesso de peso
têm consequências graves na saúde física e mental dos nossos estudantes,
minimizando o seu futuro.

O desporto escolar é mais uma tentativa de retirar os estudantes dos


perigos da rua nos seus tempos livres, proporcionando-lhes momentos de lazer
e pratica desportiva regular e organizada. A pratica de exercícios físicos é uma
atividade útil para o desenvolvimento do nosso corpo, avaliar o stress e evitar
várias doenças.

Numa sociedade como a nossa cada vez mais sedentária, invadida por
divertimentos e passatempos tecnológicos que convidam ao imobilismo físico,
ao sedentarismo, continuar a olhar para a educação física como uma disciplina
de segunda importância é um erro grave de que um dia a saúde pública das
novas gerações se encarregará de manifestar as respectivas consequências
(obesidade e hipertensão). Enfim, a expressão plástica torna-se pertinente na
articulação das diferentes áreas curriculares facilitando a ensino através da
interdisciplinaridade.

Importância da Metodologia do Ensino de Expressão


A metodologia de ensino de expressão, tem capital importância em
proporcionar praticas construtivas, incentivando a inovação pedagógica, através
da exploração dos diferentes materiais e técnicas, articulando o saber fazer.

O desenvolvimento da expressão pessoal, social e cultural do estudante,


são formas de saber que articulam imaginação, razão e emoção. Ela atravessa
a vida das pessoas, trazendo novas perspectivas, formas e densidades ao
ambiente e a sociedade em que se vive. A vivencia artística influencia o modo
como se aprende, como se comunica e como se interpretam os significados do
quotidiano, desta forma, contribui para o desenvolvimento de diferentes

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competências e reflete-se no modo como se pensa, no que se se pensa e no
que se produz com o pensamento.

As artes permitem participar em desafios coletivos e pessoais que


contribuem para a construção da identidade pessoal e social, exprimem e
informam a identidade nacional, permitem o entendimento das tradições de
outras culturas e são uma área de eleição no âmbito da aprendizagem ao longo
da vida.

Dever-se-ia conceder a mesma importância que os outros domínios têm


no processo de aprendizagem, como é o caso da Língua Portuguesa e da
Matemática.

A importância atribuída pela reforma educativa à educação estética e


artística vem acentuar a ideia de que estas desempenham um papel importante
no desenvolvimento e formação integral do estudante, nomeadamente no
desenvolvimento das suas capacidades afetivas, lúdicas, expressivas e
cognitivas.

Tarefas da Metodologia do Ensino de Expressão


Sabe-se que, as tarefas que são apontadas para ensinar a Expressão
Plástica, são os de formação Metodológica e a Formação Profissional, porém,
tais tarefas em expressão devem ter complemento do caráter teórico-prático.

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UNIDADE II – FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DO ENSINO DE EXPRESSÃO
O Papel da Disciplina de Expressão na Formação do Indivíduo.
A Expressão Plástica não pode justifica-se exclusivamente para auxiliar
outras áreas do saber, estrutura-se de uma forma autónoma. A Expressão
Plástica na educação do indivíduo, visa essencialmente potenciar a sua
componente sensorial, cognitiva e ampliar nele o conceito de arte. Ela
proporciona o desenvolvimento do indivíduo nas seguintes capacidades:

1. Capacidades perceptivas: relacionada com a educação dos sentidos


para captar, identificar e interpretar o sentido estético e o gosto pela arte;
2. Capacidades manipulativas e procedimentais: relacionadas com a
manipulação de materiais e a utilização da técnica, ou seja, saber fazer a
arte (costurar, dobrar, vincar, etc.);
3. Capacidades criativas: tem a ver com a comunicação, criação e
expressão, apelando a criatividade e a sensibilidade do indivíduo.

Educar neste milênio, deve-se considerar o educador a partir de três eixos


estratégicos:

1. A pessoa do educador e suas experiências;


2. A profissão e seu saber;
3. A escola e seus projetos.

Ensino da Expressão Plástica Como Fundamento Teórico-Prático do


Processo Ensino-Aprendizagem.
Antigamente a disciplina de Expressão Plástica não era considerada
como uma premissa fundamental na educação dos indivíduos porque não havia
a obrigatoriedade pelos docentes ou educadores, estes, não estavam
sensibilizados para sua importância, a função da sociedade era diminuta, não
havia materiais à disposição nas escolas, a carência era notória e naturalmente
refletia-se no processo de ensino-aprendizagem.

No entanto, é importante referir que atualmente os educadores têm


consciência da situação, pois o problema residia no facto de não saberem o que
fazer, como fazer e qual direção a seguir.

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Existe sim uma vontade de mudança, como é o caso da iniciativa do curso
de EVP, no Magistério Comandante Cuidado. Para o sucesso disso, urge a
necessidade de ter educadores modernos e que têm de ser atualizados,
elemento fulcral de uma escola que tem de equilibrar o saber e o saber fazer (a
teoria e a prática), o saber ser e saber estar (ser educador na escola e fora dela),
o docente deve possuir:

1. Competências técnicas: saber fazer;


2. Competências humanas: saber ser e estar.

É de salientar que em Expressão Plástica, urge desde logo a possibilidade de


ensinar os indivíduos dois aspectos fundamentais e sobre os quais assenta a
organização curricular desta área, são eles:

1. Aspectos cognitivos (conhecimento) da arte associado ao saber;


2. Aspectos produtivos: associado ao fazer. Ambos associados em todo o
processo criativo.

Nota: A Estética é a ciência que estuda o belo, e é considerada como ciência


auxiliar da Expressão Plástica.

A Aula Como Forma Fundamental de Organização do Ensino de


Expressão.
As definições e considerações de organização da aula de expressão
Plástica, tem oferecido muitos currículos, mas são apresentados quatro tópicos
fundamentais, a partir dos quais se deveriam tomar decisões para estruturar o
currículo: o estudante, o professor, o ambiente e a matéria.

A aula é a forma básica de organização das atividades do docente, pois


permite expor e sintetizar a matéria para o alcance dos objetivos propostos,
nomeadamente o desenvolvimento da personalidade dos estudantes.

Toda e qualquer aula tem objetivos que se devem alcançar, na sala de


aulas ou fora dela, a aula não deixa de ser aula.

As pessoas aprendem tendo em conta as demonstrações, discursos ou


conferencias, assim como aprendem fora do contexto da sala de aulas. Uma aula

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envolve atividades administrativas e diversas atitudes, cujo, objetivo é promover
a aprendizagem. O docente não deve desvalorizar os trabalhos dos estudantes,
antes pelo contrário, deve motiva-lo emocionalmente, elogiando o seu trabalho,
como não deveria deixar de ser, e corrigir as possíveis falhas.

Exigências Pedagógicas de Uma Aula de Expressões Plástica.


O presente artigo, pretende apresentar um projeto de investigação tendo
como propósito fundamental, analisar a prática da expressão plástica na
educação escolar, refletindo sobre o conhecimento de uma série de
pressupostos e conceitos referentes à organização pedagógica desta área do
saber, bem como analisar a realidade neste nível educativo e possibilitar uma
melhor adequação das Expressões Plástica ao processo formativo do indivíduo.

Porém é importante que se tenha ateliê próprio para a aula de Expressão


Plástica, o docente deve saber utilizar e escolher várias técnicas para o
estudante e deve ajudar a desenvolver as suas habilidades. É necessário que o
docente se implique no processo educativo, que saiba eleger um conjunto de
atividades direcionadas para um determinado grupo algo, composto por
conteúdos e projetos através de metodologias diversificadas.

Preparar os docentes para responderem as exigências dos novos


programas e nas novas tecnologias ao nível da disciplina de Expressão Plástica.

Tipo e Estrutura de Uma Aula de Expressão Plástica


Sabemos todos que uma aula de expressão plástica tem caráter teórico-
prático, e difere de muitas outras, por isso, o educador deve associar estes dois
pressupostos.

Nas suas sessões devem-se ter em conta: identificam-se as


necessidades, desenvolvem-se as atividades de aprendizagem, partilham-se
saberes e experiências, fazem-se reflexões e atividades conjuntas.

Deve-se limpar, arrumar e conservar o material, urgindo-se necessidade


de obter novos equipamentos. A sala de aulas é reconhecida como um espaço
libertador, na qual o estudante pode ser autônomo nas suas ações, trabalhando

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de pé, sentado, produzindo livremente sem ter que se expressar para agradar o
educador, mais sim a ela própria, respeitando sempre o espaço do outro.

Preparação de Uma Aula de Expressão Plástica~


Para a preparação de uma aula de Expressão Plástica devemos ter em
conta os seguintes pressupostos:

1. Objetivos
2. Programas
3. Métodos de ensino
4. Conteúdo
5. Técnicas e materiais a usar
6. Critérios de avaliação
7. Obtenção de frequência
8. Calculo da classificação final.

Nos programas estão enquadrados o recorte, a pintura, a dobragem,


modelagem, e outros. O conteúdo é o componente do processo do
docente/educador, que expressa a configuração e alcance dos objetivos, é o
aspecto necessário e imprescindível para o cumprimento dos objetivos. O
conteúdo refere-se a todos os saberes, saber fazer, saber ser, saber estar. Dito
de outros moldes e todos os elementos teórico-prático uteis para o ensino.

As estratégias ou técnicas são as maneiras de executar as tarefas. Já na


obtenção de frequência consta as avaliações continua (assiduidade,
pontualidade, interesse pelo assunto tratado e presença com o material da
disciplina).

No cálculo da classificação final, devemos sempre ter em conta a avalição


continua e a avaliação dos pressupostos (aquilo que foi produzido). Quanto aos
materiais mais usados, constam as colas lápis, as tintas, as tesouras, papeis, e
meios de desperdícios (visto que em expressão plástica um pouco de tudo
aproveita-se).

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UNIDADE III – O SISTEMA DE OBJETIVOS
O Sistema de Objetivos do Ensino da Expressão Plástica

O objetivo é o componente reitor do ensino do processo ensino-


aprendizagem. O objetivo dá resposta a questão: para que se ensina e se
aprende? O objetivo é o que queremos obter no estudante, são os propósitos e
as aspirações que pretendemos formar dele. O objetivo determina a base
concreta que deve ser objeto de assimilação, o conteúdo de ensino. Além disso
precisa os métodos, os meios e as formas organizativas do PEA (processo de
Ensino Aprendizagem).

Para a formulação dos objetivos devem-se considerar os requisitos


seguintes:

1. Devem estar escritos no infinitivo;


2. Devem estar redigidos em função da aprendizagem;
3. Devem precisar a habilidade a ser mostrado pelo Estudante;
4. Devem ser breves e preciso.

Por outras palavras os sistemas de objetivos são passos a serem


seguidos pelo educador para que obtenha êxitos no exercício das suas funções.

Em cada aula o docente deve lembrar-se que a disciplina de Expressão


Plástica tem uma metodologia própria, objetivos, conteúdos, meios, técnicas e
procedimentos próprios.

Os Objetivos Instrutivos (Conhecimentos)


Os objetivos instrutivos referem-se ás transformações que no pensamento
queremos alcançar. Possuem um campo muito vasto, porém, entendê-lo-emos
nas seguintes razoes:

1. A arte como linguagem de expressão e comunicação visual;


2. A percepção visual e a forma plástica;
3. Os elementos estruturais e compositivos da arte;
4. Os materiais, instrumentos e suportes de expressão artística;
5. As técnicas e práticas de representação da arte;

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6. O processo criativo e análise crítica;
7. A investigação e aplicação dos meios e materiais.

Numa perspectiva de valores o processo de ensino, vê-se a necessidade


de comunicar de forma coerente os conhecimentos adquiridos. Deve-se também
situar a informação nova e a interpretação da mesma no seu contexto,
demonstrar a compreensão e capacidade para implementar métodos críticos de
analise, demonstrar a compreensão das teorias cientificas e sua aplicação na
ótica (incentivar atividades de investigação e docência universitária).

Deve-se ainda contribuir para o desenvolvimento econômico nacional,


emitir opiniões, valorizar e incorporar os avanços tecnológicos, ampliar e
atualizar as suas capacidades, enfim, demonstrar capacidades para realizar
investigação cientifica em áreas tecnológicas ligadas à indústria e às ciências da
saúde. Tudo isso para complementar o aspecto polivalente de um docente
moderno.

Os Objetivos Educativos (habilidades)


Os objetivos educativos, referem-se às transformações a alcançar nos
sentimentos, convicções, atitudes e outras características da personalidade.

A habilidade é o núcleo principal do objetivo. É o elemento associado ao


conhecimento. A habilidade está formada de um conjunto de ações e operações.
Para que o estudante domine a habilidade é necessário que utilize em cada
ocasião este conhecimento de ações e operações. Em cada uma dessas ações
utilizam-se conceito, teorias e práticas próprias do objetivo que se quer trabalhar.

Os Objetivos Comportamentais (Atitudes)


A escola desempenha um papel fundamental na modernização do
comportamento e da personalidade do indivíduo, sendo que a escola ocupa
praticamente um terço (1/3) da sua vida ativa.

Pretende-se uma maior interação e colaboração entre a família, a igreja e


a escola de modo a existir uma articulação coerente na educação das atitudes
dos indivíduos.

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Sistema de Objetivos em Expressão Plástica
É importante interpretar as modificações comportamentais do estudante.
E objetivo do sistema é criar estratégias capazes de atenuar a carência
comportamental e comunicativa do estudante, e fazê-lo crescer no bem.

O sistema motor em expressão plástica tem como função interpretar as


modificações comportamentais do estudante. Reconhecer as diferentes técnicas
em expressão plástica em várias dimensões, permite alcançar tantos objetivos
na área educativa.

A correspondência entre os objetivos atingidos pelos estudantes no final


do ano letivo, as capacidades artísticas adquiridas, faz com que se alcance os
objetivos. Para isso, é necessário conhecer os nossos sentimentos, gerir as
emoções, controlar os impulsos, de forma a coordenar a mente racional e
emocional.

Os sentimentos são essenciais para o pensamento e o pensamento para


os sentimentos. Só desta forma se pode ser feliz e fazer os outros felizes.
Aprender a conhecer as emoções dos outros, sentir empatia e saber gerir
relacionamentos, são competências fundamentais para uma escola, família e
sociedade mais humana, mais justa e menos violenta.

Derivação Gradual Dos Objetivos (Proveniência)


No tocante a derivação gradual dos objetivos, em expressão plástica,
temos de ressaltar que ela ocupa um lugar privilegiado no desenvolvimento
psicomotor e viso-sensorial do indivíduo, oferecendo oportunidade de manipular
diretamente os meios e materiais de expressão.

A necessidade natural que o indivíduo tem de expressar e de comunicar


sensações corporais, sentimentos de alegria, tristeza e serenidade, desejos,
ideia, curiosidade e experiências, em conjunto de fatores emotivos, impõe que o
educador o ajude a se exprimir pelos trabalhos manuais ou por qualquer outra
expressão.

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O trabalho das artes com os estudantes, é muito importante na medida
em que o estudante de uma forma mais direta se pode refletir, se pode
desenvolver e reconhecer. No fundo, um dos objetivos da expressão plástica, é
o de aumentar e engrandecer a qualidade do indivíduo em termo de arte. A
expressão plástica é um dos meios que o estudante encontra de forma imediata
para se comunicar.

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UNIDADE IV – A FORMAÇÃO DO SISTEMA DE CONHECIMENTOS,
HABILIDADES E HÁBITOS
A Formação do Sistema de Conhecimentos, Habilidades e Hábitos no
Ensino de Expressão.
Com as habilidades e os hábitos, em expressão plástica, urge-nos
refletir nas seguintes questões:
1. O que podemos como educadores mudar para que ajude os nossos
estudantes a serem mais bem sucedidos na vida?
2. Que fatores estão em jogo quando por exemplo, pessoas com
capacidades intelectuais elevadas falham onde outras com modestas
capacidades se portam surpreendentemente bem?

A diferença reside frequentemente nas capacidades de outo-controlo, zelo


e persistência, na arte de saber escutar, resolução de conflitos e cooperação, na
capacidade de nos motivarmos a nós mesmo.

Psicologicamente não pode haver liberdade em absoluto, se o processo


defensivo do pensamento não for compreendido por completo. Somente quando
a mente é livre por completo, é que pode haver a percepção do verdadeiro.
Pouco a pouco a formação de hábitos positivos vai se tornando regras
que os estudantes acabam por interiorizar. Claro, alguns com mais facilidades,
outros nem tanto. Mais, são justamente esses que nos permitem reforçar o
aprendizado.

A Teoria De Conhecimentos.
A necessidade de procurar explicar o mundo dando-lhe sentido e
descobrindo-lhe as leis ocultas é tão antiga como o próprio homem, que tem
recorrido para isso quer ao auxílio da magia, do mito e da religião, quer à
contribuição da ciência e da tecnologia. Mas é sobretudo nos últimos séculos da
nossa história, que se tem dado a importância crescente aos domínios do
conhecimento e da ciência.

A teoria quer dizer conhecimento especulativo, ao passo que


conhecimento é o efeito de conhecer. Assim teoria de conhecimento, é o ato de
investigação teórica das coisas, afim de serem conhecidas melhor. A arte

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tomada como conhecimento descreve as descobertas que podem ser expressas
nas diferentes linguagens artísticas. Levando o estudante a construir,
experimentar e refletir, estaremos considerando a arte como área de
conhecimento com características iniciais e imprescindíveis ao desenvolvimento
do ser humano.

Aos docentes são orientações a escolher entre expressividade e técnica,


tradição e inovação, diversão e aprendizagem, mito e profundidade, magia e
estrutura, certo e errado, como se não existisse equilíbrio e, desses elementos
apenas um fosse educativo.

A Forma de Representação e Conceitos.


A formação de representação e conceitos é o desenvolvimento mental das
ideias a cerca de um objeto e torna-lo realidade. No decorrer do ensino, om
estudante poderá desenvolver suas competências estéticas nas modalidades
diversas, valorizando sua expressão singular, desenvolvendo sua percepção
visual e imaginação criadora para que ele se sinta como indivíduo integrante
duma sociedade.

Um fenômeno essencial que a psicologia atual aponta é o conhecimento,


que é um processo que depende do sujeito. A interação aluno-objeto, conduz o
sujeito a utilização das propriedades do objeto. O aluno não é um objeto, mas
sim é um ser que está num processo de aprendizagem.

O campo da imaginação é extenso, e podemos defini-la como a


capacidade de fazer reviver as imagens, as informações e de as organizar em
combinações novas em projetos originais. Sem limites, a imaginação vai da
fantasia mais rude à concepção das ações, das expressões ou de produtos
novos. Vale aqui a criação, que é a utilização de imaginação com vista a realizar
coisas de novo ou de original: produção ou construção. Ela implica autonomia
na ação.

Os conceitos são instrumentos utilizados para organizar o conhecimento


e as experiências em categorias e blocos de construção básicos do pensamento
e da comunicação.

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Quando o aluno faz a sua representação de objetos e a coloca-los em
grupo, ela está a desenvolver conceitos.

A Natureza do Conceito
O termo conceito no dia a dia é utilizado de diversas formas. Por vezes
refere-se a uma ideia que alguém tem como opinião. É conceito particular por
exemplo, hoje as pessoas valorizam mais os que têm (bens, fama, nomes...) e
não os que são (honestos, inteligentes, sérios...)

Mas quando o termo conceito é utilizado em relação ao ensino-


aprendizagem, tem um significado mais preciso e, indica a forma como o
conhecimento e a experiência são classificados. Uns dos aspectos relacionados
com o ensino de conceito advém do campo do desenvolvimento humano. E a
forma como os conceitos são apreendidos depende da ideia da pessoa que
aprende, do seu desenvolvimento linguístico e do seu nível de desenvolvimento
intelectual.

Em suma o processo de aprendizagem de conceitos começa muito cedo


e continua pela vida fora, à medida que desenvolvemos os conceitos constituem
a forma através da qual descobrimos a comunidade e o mundo. A aprendizagem
de conceitos é essencial na escola e na vida quotidiana.

A Formação de Habilidades

O desenvolvimento da expressão e a criatividade ao nível das artes


plásticas, potencializa a habilidade manual contribuindo assim para a criação
dum sentido estético e de crítica artística (o espaço, a cor, a textura, a forma)
dos objetos.

O estabelecimento da expressão plástica como meio de comunicação e


simbolismo permite a exploração, a manipulação, e a experiência de diversos
materiais. As habilidades potencializam ainda o desenvolvimento de forma
pessoal a expressão e, a representação através de descobertas sensoriais,
despertando a imaginação e a criatividade através da exploração livre dos meios
de expressão.

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As habilidades em expressão plástica, influenciam no estabelecimento de
uma reflexão conjunta com o decente, em ser capaz de se pronunciar
criticamente em relação a sua produção e a dos outros, ajuda a despertar o
relacionamento da consciência dos sentimentos mais comuns de si e nos outros.

Com as habilidades de executar objetos em expressão, o indivíduo


desenvolve a arte de escuta e a capacidade de comunicar, bases de uma boa
gestão dos relacionamentos interpessoal.

Neste sentido, a expressão plástica ajudará a:

1. Estimular a criatividade
2. Desenvolver o sentido estético
3. Adquirir hábitos de observação visual e retentiva das linhas e formas dos
objetos
4. Desenvolver destrezas manipulativas, mediante diferentes técnicas e
materiais
5. Adquirir o conceito material de tridimensionalidade
6. Observar e explorar a plasticidade dos corpos (modelagem)
7. Exploração de diferentes técnicas e materiais
8. Aplicar criativamente as possibilidades de utilização que os materiais de
reciclagem oferecem
9. Explorar diferentes meios de representação e comunicação.

Enfim, as habilidades desenvolvem a empatia, a autoconfiança, a


autoestima, a automotivação, a alegria, o pensamento positivo e a aprender a
controlar o seu sentido e o seu viver.

A Formação de Hábitos (Atitude)


A palavra habito é de origem latina, e quer dizer ter ou possui. Quando
por vezes falhamos num trabalho novo, justificamos com palavras como não
estou habituado, é certo! Neste sentido, pode-se definir o habito no seu sentido
próprio como uma aptidão adquirida para reproduzir certos atos com mais
facilidade quanto mais tenha sido executado. De acordo com a sua função, ele
pode ser dividido em três classes, são elas:

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1. Hábitos intelectuais: são aqueles que interferem nas faculdades
intelectuais (ou hábitos de leitura, de escrever, de ver e ouvir notícias...)
2. Hábitos motores: são as aptidões a executar por meio de mecanismo
adquiridos pelos exercícios, atos automáticos mais ou menos complexos
com as técnicas de uma profissão, fazer exercícios físicos, habito de
praticar desporto.
3. Hábitos morais: dizem respeito à vontade, às virtudes e aos vícios. Por
conseguinte há um conflito entre o habito e o desejo de romper o habito.
Temos hábitos de pensamentos, hábitos sexuais, inumeráveis hábitos
que podem ser conscientes e é difícil dar-se conta dos hábitos
inconsciente.

Formação e Desaparecimento Dos Hábitos.


Para a sua formação, o habito depende de condições:

1. Biológicas: referem-se aos desígnios (propósitos) da natureza biológica,


um certo costume por excesso ou falha, mas dentro de limites que a
natureza jamais permite transpor.
2. Fisiológicos: o habito aqui passa dos impulsos nervosos, da agilidade
muscular, bem como a repetição continua.
3. Psicológicos: resume-se na inteligência, tomando consciência dos
mecanismos exigidos pelo habito. É ela que escolhe os movimentos uteis
e ilumina os inúteis coordenando os diversos movimentos entre si,
intensificando os hábitos bons.

Os hábitos adquirem-se e podem perder-se quer abstendo-se de o


exercer quer desorganizando o sistema que o compõe. Pouco a pouco, quando
o esforço de proibição se mantem, o habito desaparece, por não ser executado.

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UNIDADE V – OS MÉTODOS E MEIOS DE ENSINO
Os Métodos de Ensino de Ensino de Expressão Plástica
Métodos são as ações do docente e discentes pelas quais se organiza as
atividades de ensino para atingir os objetivos do trabalho docente. Os métodos
são determinados pela relação objetivos-conteúdo, e referem-se aos meios pera
alcançar objetivos gerais e específicos de ensino.

Por isso entendemos que métodos de ensino compõem um conjunto de


ações, passos, condições externas e procedimentos vinculados ao método de
reflexão, compreensão e transformação da realidade, que, sob condições
concretas de cada situação didática, asseguram o conceito formativo entre o
aluno e as matérias de ensino.

Meios de ensino é a designação de todos os meios e recursos materiais


utilizados pelo educador e educandos, na organização e condução metódica do
processo docente-educativo. Para o ensino de expressão plástica, recomenda-
se usar os métodos: expositivos, interativos, práticos em sala de aulas e visitas
de estudos em ateliê.

Os métodos mais atualizados e utilizados na integração da expressão


plástica são:

1. Método expositivo: consiste em expor trabalhos ou métodos de trabalhos,


meios e materiais a usar, as medições corretas, e persuadir os discentes
a observarem claramente a fim de se evitar falhas nas execuções praticas
das obras.
2. Método interativo: é a interação entre quem ensina (orientador) e quem
aprende (aluno ou estudante), como ensina e como aprende, ou seja, é o
contato físico por meio de ideias. Neste método, o orientador procura
saber dos alunos se existe ou não condições para a realização do
trabalho, se compreenderam a explicação ou observação.
3. Método prático em sala de aulas: corresponde com o desenvolvimento
das capacidades cognitivas, ou melhor, com aquilo que somos capazes

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de fazer, são as aptidões em transmitir o que sabemos ou sentimos, é o
momento do grande contato com o trabalho prático.
4. Método de visitas de estudo em ateliê: neste método, o docente e
discentes, devem possuir o habito de fazer visitas de campo em
exposições de artes, bem como meios e materiais de sua execução, a fim
de despertar o gosto do saber fazer.

A Exposição Oral e a Demonstração


A exposição oral e a demonstração têm uma finalidade concreta e pratica
alcançável aos objetivos educacionais, exigências indispensáveis para a
atividade da docência, indicam as linhas, os caminhos e os meios para toda ação
educativa. Este processo é demorado, amplo e especial, para o ensino em todo
os seus métodos e meios para uma aprendizagem concreta e clara.

Características do ensino na exposição oral e na demonstração

1. Clareza: descrever e comunicar claramente o que se quer alcançar,


transparência.
2. Simplicidade: exigência da própria realidade concreta dos alunos, dos
educadores e da escola.
3. Validade: depende das necessidades e urgências, interesse e capacidade
dos alunos.
4. Operacionalidade: é o fim que se alcança possível e concreto.

Conteúdos de ensino

Os conteúdos do ensino são conjuntos de conhecimentos, habilidades,


hábitos, modos, valores e atitudes de atuação social. Organizado pedagógico e
didaticamente, conceitos e ideias, factos, processos, princípios, leis cientificas,
regras, habilidades, modos de atividades, métodos de compreensão e aplicação,
habito de estudo, de trabalho e de conivência social, valores, convicções e
atitudes.

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Critérios na seleção de conteúdos

Correspondências entre os objetivos gerais, específicos e conteúdos, ter


caráter cientifico e sistemático, relevância social acessibilidade e solidez.

Tipos de conteúdos:

1. Conceitual: saber; conteúdo de consciência, conhecimento de factos,


fenômenos, conceitos, princípios, leis saberes, ideias, imagens,
esquemas e informações quotidianas.
2. Procedimental: saber fazer; mecanismos operatórios, domínios,
habilidades, competências, aptidões, procedimentos, destreza,
capacidades, métodos de pesquisa, desenvolvimento de operações
mentais e hábitos de estudo.
3. Atitudinais: saber ser e estar; disposição do sujeito, modo de agir, sentir
e se posicionar, atitudes, postura, valores, convicções, preocupações,
normas, regras e vontade.

A terminar é preciso que a exposição oral e a demonstração sejam


consideradas ao fazermos os métodos e os meios de ensino, porque ao ensina-
la é essencial para os alunos poderem se expressar e demonstrar o que lhes foi
transmitido.

O Diálogo em Expressão Plástica


Entende-se o diálogo como sendo a troca de ideias entre dois ou mais
interlocutores. Em expressão plástica, o diálogo é a comunicação oral que o
artista plástico, docente e discentes utilizam sobre obras de arte. Por outra,
podemos entender também o diálogo em expressão plástica, a maneira como os
artistas em expressão trocam as impressões para melhor executarem os seus
trabalhos: saber as cores, a forma, a maneira como pintar, tirar medições, colar,
cortar, as diferentes ideias.

A avaliação das potencialidades do diálogo, proporciona o


desenvolvimento da capacidade de produção das artes, estudando vários
métodos e a sensibilidade estético-visual. A revelação das artes no sistema

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educativo, centra-se no desenvolvimento de diversas dimensões do cidadão
através da posse, contemplação, produção, criação, reflexão, interpretação,
mercê do diálogo entre as artistas.

O diálogo é a interpretação de uma obra de artes plásticas (aspectos


objetivos) de muitos autores, para encaminhar a formação do gosto, estimular a
inteligência e contribuir para a formação da personalidade.

Os Métodos Práticos
Para as atividades em expressão plástica, é imperioso conhecer os
equipamentos, materiais didáticos, e suportes para a concretização das
diferentes técnicas da disciplina, através do domínio de dois componentes: um
conceptual e outro de caráter prático.

É necessidade da disciplina, dotar os alunos de conhecimento e


instrumentos conceptuais, formas e metodologias indispensáveis ao processo
de criação e produção artística, inculcar neles um conjunto de habilidades
praticas que possibilitam a elaboração de objetos de arte.

Os métodos e os meios de ensino, são obviamente as portas de entrada


para o mundo de toda e qualquer disciplina cientifica, referindo os métodos
práticos em expressão plástica.

A Observação no Ensino de Expressão

O indivíduo é naturalmente observador, e desenvolve-se porem,


lentamente os seus processos mentais necessários à uma observação atenta e
cuidadosa. Para a aprendizagem da expressão plástica, exige uma educação e
disciplina de observação.

A observação é um processo de percepção sensorial feita com atenção


metodicamente e com o ponto de olho, definido. Observar é ver analiticamente
um espaço interativo a descobrir. No ato de observação deve-se seguir os
passos seguintes:

1. A apresentação do objeto em estudo ou a ser trabalhado.

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2. Reconhecimento do objetivo.
3. A interpretação do objetivo, a forma, posição, direta ou esquerda,
tamanho.

Os Meios de Ensino

A expressão plástica por ter caráter teórico e prático, necessita de vários


meios de ensino onde destacaremos os que mais nos saltam a vista: fascículos,
cadernos, esferográficas, lápis, giz, modelos de trabalhos, cartolina, papel,
tesoura, colas, vernizes, jornais, marcadores, cores, linhas, agulhas, etc. para a
execução segura e rigorosa dos trabalhos práticos.

Elaboração, Escolha e Adequação ao Tipo de Aula e Objetivos

O educador ao elaborar, ao escolher e ao selecionar o que vai transmitir


deve ter sempre em conta os as cinco perguntas que jornalisticamente falando
são consideradas as essenciais assim definidas:

1. O que ensinar? – conteúdos;


2. Como ensinar? – técnicas, estratégias, procedimentos.
3. A quem ensinar? – estruturas psicológicas = alunos
4. Como avaliar? – instrumentos e técnicas de avaliação.
5. O que ensinou? – tomadas de decisão = auto avaliação.

Respondendo-as no momento do planeamento das suas aulas, o docente


pode crer que alcançará os objetivos preconizados. Na escolha e adequação do
tipo de aula, os métodos e meios de ensino em expressão plástica. O facilitador
das aprendizagens pode orientar o trabalho quer no quadro ou sobre as
carteiras, isto é, ao se tratar de trabalhos práticos.

Para além dos conteúdos e dos meios, temos também os objetivos a


serem alcançados, partindo do geral ao particular, dependendo sim do trabalho
a ser feito. O docente como mediador do processo ensino – aprendizagem, deve
ter o seguinte perfil:

1. Autoconfiança

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2. Democrático
3. Respeitoso
4. Motivador
5. Seguro
6. Paciente
7. Honesto
8. Humilde
9. Pesquisador
10. Conhecedor da matéria que leciona, etc.

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UNIDADE VI – A AVALIAÇÃO
A avaliação dos formandos baseia-se na assiduidade, no interesse e na
participação mas atividades. Tendo em consideração o caráter teórico-prático da
disciplina, fica estabelecido que:

1. O aluno será avaliado continuamente, quanto a sua participação e


aproveitamento nas aulas, e no consequente desempenho dos exercícios
propostos, quer teóricos quer práticos, dando ênfase à limpeza,
criatividade, originalidade, pertinência e a satisfação dos objetivos
estabelecidos para cada área a explorar.
2. Merecem avaliação dos trabalhos efetuados na sala de aulas ou fora dela.

Definição de Avaliação e Suas Funções

São várias as definições de avaliações, nós ficaremos com algumas:


avaliação é um processo de verificação dos objetivos educacionais propostos, a
avaliação é o processo pelo qual se delimita, se obtém e se fornece informação
útil que leva o docente a uma tomada de decisão.

A avaliação é um termo que engloba várias atividades, em princípio, a


avaliação significa formular juízos, de valores sobre determinada atividades ou
competência. A avaliação não é somente uma questão relacionada ao educador,
mas à escola como um todo. O objetivo primordial da avaliação é o de melhorar
o ensino.

As Funções da Avaliação

Geralmente as funções da avaliação são descritas como:

1. Seleção e certificação dos estudantes.


2. Controlo da qualidade do ensino.
3. Feedback entre professores, alunos e outros intervenientes do processo
educativo.
4. Orientação e motivação.

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Podemos dizer que a avaliação escolar é um componente do processo
ensino-aprendizagem, cujo propósito é de recolher informações que possibilitam
estabelecer uma correspondência entre os dados obtidos e os propostos afim de
o educador verificar o desenvolvimento do aluno em relação ao trabalho
executado, orientado para uma tomada de decisão em relação as atividades.

Tipos de Avaliação e Suas Modalidades


Como se afirmou nas definições, também existe variados tipos de
avaliação e que podem ser descritas no seguinte:

1. Oral
2. Escrita
3. Trabalhos individuais ou em grupo
4. Frequência pratica.

Atualmente a face mais visível da pratica da avaliação é a sua função


pedagógica na qual se cruzam quatro dimensões:

1. Uma dimensão pessoal, visando a estimulação e o sucesso do aluno;


2. Dimensão didática, com as fases de diagnostico, melhorando e
verificação dos resultados da avaliação.
3. Dimensão curricular, envolvendo a possibilidade de realizar adopções
curriculares face as necessidades dos alunos.
4. Dimensão educativa, com a avaliação da qualidade do ensino.

As modalidades de avaliação mais conhecidas são: a avaliação


informativa, a avaliação somática e a de diagnóstico.

A função de diagnostico tem por finalidade realizar uma sondagem de


acontecimentos e experiências, já disponível no aluno, bem como a existência
de pré-requisitos necessários à aquisição de um novo saber. Este tipo de
avaliação é realizado no começo do ano letivo (na primeira aula) ou no começo
de uma nova unidade temática ou novo trimestre.

A avaliação informativa, consiste em informar o aluno e o seu


encarregado, os professores e os intervenientes, sobre a qualidade do processo

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educativo, informar sobre as inovações educativas, os materiais exigidos,
estabelecendo metas intermedias que favoreça a confiança própria do sucesso
educativo.

A função sumativa, tem o propósito de oferecer subsídios para o registo


de informações relativamente ao desempenho do aluno. Esta função acontece
no final de cada unidade, trimestre ou ano letivo.

A avaliação pode ser ainda qualitativa ou quantitativa. A avaliação é


qualitativa quando o objetivo é dar ao estudante uma qualidade, como mau (0-2
ou 0-4), medíocre (3-4 ou 5-8) suficiente (5-6 ou 9-12) bom (7-8 ou 13-16) muito
bom (9-10 ou 17-20). Nas classes de transição automática (1ª 3ª e 5ª classes),
a avaliação segundo a reforma educativa é qualitativa. Ao passo que é qualitativa
quando se atribui notas que vão de 0-10 para o ensino primário e de 0 a 20 para
o Iº e IIº ciclos do ensino secundário.

Aspectos fundamentais da avaliação a ter em conta no ensino da


expressão plástica
Com base em normas de frequência e avaliação adotadas pelo ISCED, e tendo
como fundamento o programa e metodologia proposto para a disciplina de
expressão plástica, orientando problemas de participação criativa, técnica e
cientifica nesta área, julga-se como conveniência continua, seriados da seguinte
forma:

1. Criatividade e perspectiva criativa = 25%


2. Domínio expressivo da técnica = 25%
3. Conhecimento do corpo teórico e conceitos adquiridos que sirvam de
suporte à construção dos objetivos = 15%
4. Empenho e intervenção manifestados nos trabalhos realizados = 10%
5. Interesse e participação no decurso das aulas práticas = 5%
6. Pontualidade e assiduidade = 5%

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Montagem de Uma Exposição
O termo exposição encontra-se associado a várias questões, ao ato ou
efeito de expor, aos elementos expostos, ao lugar onde se expõe, etc. podemos
realizar uma exposição por muitos motivos e com intenções muitos distintas.
Numa exposição, podemos dar a conhecer produtos variados, característicos de
um país ou região, mostrar imagens de violência para lembrar os direitos
humanos, ou expor os nossos trabalhos na escola para demonstrar a nossa
criatividade artística ou os saberes adquiridos.

Podemos montar exposições

1. Permanentes: aquelas que não se desmontam e a sua visita obedece aos


critérios e horários preestabelecidos;
2. Temporárias: são aquelas exposições que possuem um tempo
determinado da montagem e da desmontagem da exposição;
3. Itinerante: refere-se as exposições com curtíssimo período para a
visitação e a sua montagem muda de lugar em lugar.

Espaços para exposição

Quando queremos montar uma exposição, temos de assegurar um


espaço adequado, proteção para as obras expostas, e iluminação conveniente.
Convém que o espaço seja amplo, com entrada e saída dos visitantes e, se
possível janelas vidradas a norte para evitar a entrada direta dos raios solares.

Onde colocar os objetos a expor

Os objetos a expor, devem estar afastados do contato direto com o público


ou então escrever NÃO TOCAR, ou colocar vitrinas ou fitas separadoras. No
caso de objetos bidimensionais, é fundamental a existência da superfície vertical
para pendura-los, ou horizontais para os colocar, assim como os objetos
tridimensionais.

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Informação técnica

Já que expor é uma atividade cultural e social, é importante saber a


natureza do que pretendemos expor, estruturar a exposição, cria estratégias
adequadas, quer ao tipo de objetos a expor, quer as características do público a
quem se destina a exposição, a idade, interesse, nível cultural, social, etc.

Podem também criar artifícios que incluem sistemas abertos de


participação dos visitantes, suportes multimídia. Depois de definido o objetivo da
exposição e depois de conhecermos e selecionarmos os objetos a expor, a
preocupação deve cingir-se nos seguintes fatores:

1. Coordenação geral dos cursos.


2. Concepção das ideias.
3. Arranjos e decoração do espaço.
4. Divulgação.
5. Montagem da exposição.
6. Analise e interpretação dos resultados em função dos objetos
preconizados.

Questão Técnica Que Devemos Ter Em Conta


Na implantação:

1. Planificar programas educativos complementares (conferencias debates


radiofônicos, etc.)
2. Informar as mídias
3. Confeccionar e distribuir cartazes de divulgação
4. Elaborar lista de convidados e enviar convites.

Na montagem:

1. Definir o tema e o título da exposição.


2. Marcar a data da inauguração.
3. Fazer um estudo para se alcançar um aproveitamento adequado do
espaço, tendo em vista os objetos a expor.
4. Assegurar os materiais a expor.

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5. Fazer etiquetas, títulos, (preços), para todas as peças.
6. Vedar a área de exposição ao público.
7. Pintar toda área de exposição.
8. Montar a iluminação.
9. Colocar as peças junto dos locais onde vão ficar.
10. Afixar os títulos.
11. Pendurar as peças que se destinam as paredes.
12. Colocar as peças nos expositores.
13. Afixar as etiquetas correspondentes.
14. Limpar a área de exposição.
15. Planificar a desmontagem da exposição.

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