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CLASSIFICAÇÃO

SISTEMA DE PADRONIZAÇÃO
USO INTERNO
DE ENGENHARIA - SPE
TÍTULO Nº VALE PÁGINA

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PROCEDIMENTO PARA ELABORAÇÃO DE PLANILHA DE PR - E - 005
REV.
QUANTIDADE E CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO DE SERVIÇOS
13

REVISÕES
TE: TIPO A - PRELIMINAR C - PARA CONHECIMENTO E - PARA CONSTRUÇÃO G - CONFORME CONSTRUÍDO
EMISSÃO B - PARA APROVAÇÃO D - PARA COTAÇÃO F - CONFORME COMPRADO H - CANCELADO

Rev. TE Descrição Por Ver. Apr. Aut. Data

0 C PARA CONHECIMENTO FB LDB EMV MD 16/11/05


INFORMAR SOBRE AS CAPAS DAS
1 C FB FM EMV MD 31/03/06
PQPs E CMs
2 C REVISÃO GERAL FB MS EMV MD 31/08/06

3 C REVISÃO NO ITEM 4.0 FB MS RSF MP 25/07/08

4 C REVISÃO NO ITEM 2.0 FB DA JS FNS 17/03/10


REVISÃO DO ITEM 3.0 E ITEM 5
5 C EC DA JS FNS 15/11/10
ANEXOS (PQP’s E CM’s)
REVISÃO DOS ANEXOS 7 E 9 (PQP’s E
6 C DF CD JS FNS 05/04/11
CM’s) e ALTERAÇÃO DO CABEÇALHO
REVISÃO DOS ANEXOS eÀALTERAÇÃO
7 C LL EC JS FNS 19/08/11
DO CABEÇALHO DAS PQP’s
À DO PROCEDIMENTO
REVISÃO GERAL
8 C E TRANSFERÊNCIA DOS ANEXOS LAD RH LL GJ 01/03/13
Õ ITENS 5.6 (NCM´s) e 6.0
INCLUSÃO DOS
9 C LAD RH LL GJ 30/04/13
(PLANILHA DE CONTRATAÇÃO)
10 C REVISÃO DO ITEM 5.8 E ITEM 5.9 LMM CSP MB GJ 01/11/13
REVISÃO DOS ITENS 1.0, 5.0, 5.3, 5.4,
11 C LMM EMG MB WQ 11/12/14
6.0 E 7.0
REVISÃO DOS ITENS 5.0, 5.4, 5.7, 5.8,
12 C 5.9 E 7.0 E INCLUSÃO DOS ITENS 5.3 E LMM GGG MB AC 04/12/15
5.6
REVISÃO DOS ITENS 3.0, 5.0, 5.6, 5.7 E
13 C INCLUSÃO DA CLASSIFICAÇÃO DA LMM EMG MB GCC 02/08/16
INFORMAÇÃO

Este documento somente poderá ser alterado/revisado pela equipe de gestão do SPE.

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ÍNDICE

ITEM DESCRIÇÃO PÁGINA

1.0 OBJETIVO 3
2.0 APLICAÇÃO 3
3.0 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3
4.0 DEFINIÇÕES 4
5.0 ELABORAÇÃO DA PLANILHA DE QUANTIDADES (PQ) 4
5.1 ITEM 5
5.2 ESTRUTURA ANALÍTICA DE PROJETO - EAP 5
5.3 NÚMERO DO ATIVO 5
5.4 ATIVIDADE 5
5.5 CRITÉRIO DE MEDIÇÃO DE SERVIÇO - CMS 10
5.6 QUANTIDADE 12
5.7 PROVISÃO DE ENGENHARIA E PERDAS 13
5.8 NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL E TARIFA EXTERNA COMUM 15
5.9 PREÇO 15
5.10 FLUXOGRAMA 16
6.0 PLANILHA DE CONTRATAÇÃO 17
7.0 INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES 17

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1.0 OBJETIVO

Estabelecer diretrizes para elaboração das Planilhas de Quantidades (PQ) e Critérios de


Medição de Serviço (CMS) de modo a garantir padronização adequada aos
empreendimentos da Vale.

2.0 APLICAÇÃO

Esse procedimento é aplicável a projetos da Vale nas fases de desenvolvimento (FEL 1, FEL
2 e FEL 3) e de execução.

3.0 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

Os documentos relacionados abaixo foram utilizados na elaboração deste documento ou


contêm instruções e procedimentos aplicáveis a ele. Devem ser utilizados na sua revisão
mais recente.

GU-E-400 Glossário de Termos e Siglas Utilizados nos Empreendimentos


PE-F-635 Biblioteca de Atividades de Engenharia
PE-F-636 Biblioteca de Atividades de Gerenciamento
PE-F-637 Biblioteca de Atividades para Obras Civis, Terraplenagem,
Drenagem, Ferrovia e Pavimentação
PE-F-638 Biblioteca de Atividades de Locação de Equipamentos e Mão-de-
Obra
PE-F-639 Biblioteca para Fornecimento de Equipamentos e Materiais
Mecânicos
PE-F-640 Biblioteca para Fornecimento de Equipamentos e Materiais
Elétricos
PE-F-641 Biblioteca para Atividades de Montagem Desmontagem de
Equipamentos e Materiais Mecânicos
PE-F-642 Biblioteca para Montagem e Desmontagem de Equipamentos e
Materiais Elétricos
PE-G-621 Padrão de Engenharia para Planilha de Quantidades
PE-G-629 Planilha de Contratação
PE-H-601 Planilha de CAPEX
PR-E-013 Procedimento de Engenharia para Identificação e Emissão de
Documentos e Registros
PR-E-028 Identificação de Ativos Equipamentos e Instrumentos

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PR-E-258 Procedimento de Engenharia para Elaboração do CAPEX
PR-E-259 Procedimento de Engenharia de Detalhamento da Elaboração de
CAPEX

4.0 DEFINIÇÕES

As definições de caráter geral, comuns ao universo de implantação de projetos, podem ser


encontradas no GU-E-400.

Planilha de Quantidades (PQ): Planilha destinada a identificar e quantificar as atividades de


engenharia e construção necessárias à implantação do projeto mensurando os grupos de
serviços, fornecimento de materiais, fornecimento de equipamentos, aluguel de
equipamentos, etc. e que estejam em conformidade com os desenhos, memoriais e normas
técnicas. Todas as atividades de serviços deverão conter um critério de medição
correspondente.

Critério de Medição de Serviço (CMS): Discrimina e esclarece quais serviços e insumos


estão contidos em cada atividade, servindo de base para a elaboração da Composição de
Custo Unitário - CPU, cotação ou banco de dados. O critério de medição de serviço
estabelece como será medida a atividade pela Vale.

5.0 ELABORAÇÃO DA PLANILHA DE QUANTIDADES (PQ)

A Planilha de Quantidade (PQ) é elaborada pela engenharia conforme o modelo PE-G-621 e


deverá atender os requisitos do PR-E-013.

O padrão da Planilha de Quantidades é apresentado na figura 5.1, destacando os 9 (nove)


campos a serem preenchidos: Item; Estrutura Analítica de Projeto - EAP; N° do Ativo,
Atividade (Código da Atividade, Descrição das Atividades e Unidade de Medida), Critério de
Medição, Quantidade, Provisão de Engenharia, Classificação Fiscal de Mercadoria -
NCM/TEC e Preço (Unitário e Total).
CLASSIFICAÇÃO (PROGRAMA)
LOGOMARCA DA CONTRATADA OU SIGLA DA ÁREA FUNCIONAL PROJETO XXXXXXX
X0000(-00)
Nº VALE: PÁGINA
FASE DO PROJETO

NOME DA ÁREA / SUBÁREA PQ-NNNNLL-L-NNNNN


Nº (CONTRATADA) REV.
TÍTULO DO DOCUMENTO
PLANILHA DE QUANTIDADE

EAP CÓD. ATIVIDADE CRITÉRIO DE MEDIÇÃO PREÇO


Nº do PROVISÃO DE
Ativo NCM
ITEM Área SubÁrea DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES UNID. QUANTIDADE ENGENHARIA E
K TT UU VVV WWW CMS K TT UU Seq TEC UNITÁRIO (R$) TOTAL (R$)
PERDAS
XX YY BBNN

5.3 - Nº do Ativo 5.4 - Atividade 5.5 - CMS 5.7 - Provisão 5.9 - Preço
5.1 - Item 5.6 - Quantidade de Engª e
5.2 - EAP 5.8 - NCM / TEC
Perdas

Figura 5.1 - Padrão de Engenharia de Planilha de Quantidades

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5.1 ITEM

O campo de itemização, sequencial, da PQ ficará a cargo do projeto a sua definição e


estrutura.

5.2 ESTRUTURA ANALÍTICA DE PROJETO - EAP

A planilha de quantidade deverá ser estruturada conforme Estrutura Analítica do Projeto


(EAP), atendendo aos procedimentos de planejamento de modo que cada atividade da PQ
deverá estar associada ao nível físico da EAP.

5.3 NÚMERO DO ATIVO

Números que representam o terceiro nível físico da EAP correspondentes aos ativos do
projeto, definidos a partir de FEL 3. Essa codificação será alfanumérica, composta por 4
campos e deverá ser definida da seguinte forma: os dois primeiros caracteres serão letras
relacionadas ao tipo de ativo (ex.: BR - Britador, ED – Edificação) e os dois últimos deverão
ser numéricos, identificando o sequencial do Ativo (ex.: ED-01 – Prédio da Britagem
Primaria, ED02 – Prédio da Britagem Secundária) conforme PR-E-028.

5.4 ATIVIDADE

Para o preenchimento de cada atividade, deverão ser consultados os padrões de engenharia


de “Biblioteca de Atividades e Critérios de Medição de Serviços”, padronizadas para cada de
tipo de serviço e fornecimento:

• Engenharia PE-F-635

• Gerenciamento PE-F-636

• Obras Civis, Terraplenagem, Drenagem, Ferrovia e Pavimentação PE-F-637

• Biblioteca de Atividades de Locação de Equipamentos e Mão de Obra PE-F-638

• Fornecimento de Equipamentos e Materiais Mecânicos PE-F-639

• Fornecimento de Equipamentos e Materiais Elétricos PE-F-640

• Montagem e Desmontagem Mecânica PE-F-641

• Montagem e Desmontagem de Equipamentos Elétricos PE-F-642

Cada atividade desses padrões de engenharia contém uma estrutura interdependente e


composta por um código de atividade, descrição, unidade de medida e o respectivo código
para o Critério de Medição de Serviço (CMS).

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Os códigos de atividades estão vinculados à atividade e sua unidade, portanto não podem
ser alterados. Caso seja alterada a unidade do item em questão, deverá ser criado um novo
código atividade conforme exemplo 3, figura 5.7.

A seguir, a tabela 5.1 com os códigos de primeiro e segundo níveis das atividades de
engenharia.

Tabela 5.1 – Resumo dos Códigos de Atividade


1º Nível do
Código da Descrição 2º Nível do Código da Atividade
Atividade
05 - Instalações provisórias de obras 10 - Serviços preliminares 20 - Escavação subterrânea 25 - Serviços
em terra/ terraplenagem 35 - Pavimentação 40 - Superestrutura para via férrea/ via de rolamento 45 -
C OBRAS CIVIS Drenagem e obras de arte correntes 50 - Obras de contenções 60 - Fundações especiais 65 - Estruturas
de concreto 75 - Acabamentos prediais e industriais 95 - Serviços complementares 97 - Interferências
99 - Obras de arte especiais
10 - Equipamentos mecânicos 20 - Equipamentos elétricos 30 - Equipamentos de automação e controle
32 - Equipamentos de telecomunicação 55 - Calderaria, proteções e revestimentos 60 - Tubulações,
conexões, válvulas e acessórios 70 - Materiais elétricos 71 - Linha de Transmissão (Trunkey) 72 - Redes de
D DESMONTAGEM
distribuição de energia elétrica (Trunkey) 75 - Estrutura metálica 80 - Materiais de automação, controle e
comunicação 85 - Componentes mecânicos 90 - Equipamentos de mina 92 - Equipamentos
Ferroviários
E ENGENHARIA 10 - Projetos 20 - Estudos e Levantamentos 30 - Equipe de Engenharia 40 - Demais Despesas e Serviços
10 - Equipamentos mecânicos 20 - Equipamentos elétricos 30 - Equipamentos de automação e controle
32 - Equipamentos de telecomunicação 55 - Calderaria, proteções e revestimentos 60 - Tubulações,
conexões, válvulas e acessórios 70 - Materiais elétricos 71 - Linha de Transmissão (Trunkey) 72 - Redes de
F FORNECIMENTO
distribuição de energia elétrica (Trunkey) 75 - Estrutura metálica 80 - Materiais de automação, controle e
comunicação 85 - Componentes mecânicos 90 - Equipamentos de mina 92 - Equipamentos
Ferroviários
G GERENCIAMENTO 05 - Gerenciamento
L LOCAÇÃO 05 - Locação de máquinas e equipamentos 10 - Fornecimento de mão de obra
10 - Equipamentos mecânicos 20 - Equipamentos elétricos 30 - Equipamentos de automação e controle
32 - Equipamentos de telecomunicação 55 - Calderaria, proteções e revestimentos 60 - Tubulações,
M MONTAGEM conexões, válvulas e acessórios 70 - Materiais elétricos 75 - Estrutura metálica 80 - Materiais de
automação, controle e comunicação 85 - Componentes mecânicos 90 - Equipamentos de mina
92 - Equipamentos Ferroviários
O detalhamento destes itens deverá ser elaborado em planilhas auxiliares desenvolvidas pelo projeto conforme
S SOBRESSALENTES
orientações do PR-E-259
O detalhamento destes itens deverá ser elaborado em planilhas auxiliares desenvolvidas pelo projeto conforme
T TURN-KEY
orientações do PR-E-259

Os códigos são subdivididos em 5 (cinco) níveis, sendo os 4 (quatro) primeiros, títulos e


subtítulos de agrupamento e o último nível a atividade a qual será atribuída uma quantidade.

Exemplo:

Figura 5.2 – Exemplo de Biblioteca de Atividades

1º Nível: C Obras Civis, Terraplenagem, Drenagem e Pavimentação


2º Nível: C 10 Serviços Preliminares
3º Nível: C 10 25 Desmontes, Demolições e Remoções
4º Nível: C 10 25 005 Desmonte de Rocha com Uso de Explosivos
5º Nível: C 10 25 005 005 Desmonte de rocha com uso de explosivos - A céu aberto
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Para utilização das atividades da Biblioteca de Atividades e Critérios de Medição de Serviço
há três possibilidades:

1. Utilizar a atividade idêntica à “Biblioteca de Atividades e Critérios de Medição de


Serviços”:

Exemplo 1:

Para elaboração de uma PQ, acessar o documento PE-F-637 e localizar a atividade


desejada, por exemplo: “Armadura em tela de aço soldada, fornecimento, corte e aplicação
de qualquer malha e/ou bitola”, como indicado na figura 5.3, copiar e colar na planilha de
destino.

Figura 5.3 – Exemplo de Biblioteca de Atividades

2. Detalhar e/ou adaptar a descrição da atividade mantendo os demais dados da


“Biblioteca de Atividades e Critérios de Medição de Serviços”:

A descrição dos itens deverá ser adaptada com o objetivo de fornecer as informações e
especificações necessárias para orçamentação, independente da citação da Folha de Dados
(FD).

Exemplo 2:

A atividade com a descrição específica “Armadura em tela de aço soldada, fornecimento,


corte e aplicação de tela Q196” necessária para a elaboração da PQ não existe no
documento PE-F-637. Entretanto, há uma atividade com a descrição abrangente “Armadura
em tela de aço soldada, fornecimento, corte e aplicação de qualquer malha e/ou bitola” que
poderá ser adaptada para atender tal necessidade.

Então, neste exemplo, utilizaremos a atividade destacada na figura 5.3, que possui uma
descrição abrangente, como base e a modificaremos da seguinte forma: substituiremos o
fragmento de texto “qualquer malha e/ou bitola”, código da atividade C65.10.020.005, pela
descrição “tela Q196” tornando a descrição mais especifica, porém mantendo o item.

Portanto, a nova descrição da atividade será “Armadura em tela de aço soldada,


fornecimento, corte e aplicação de tela Q196” como se pode observar na figura 5.4.

Importante ressaltar que essa possibilidade é viável por se tratar da mesma atividade.

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Figura 5.4 – Exemplo de Biblioteca de Atividades

3. Criar uma nova atividade:

O novo código deverá respeitar a hierarquia dos níveis e ele não poderá ser utilizado por
outra atividade.

A fim de viabilizar a inclusão de novos itens, há intervalos na sequência de numeração entre


os códigos do ultimo nível de uma atividade, ou seja, o 5º nível tem sua numeração como
sendo, normalmente, múltiplos de cinco para possibilitar a inclusão de itens intermediários
como ilustrado na figura 5.5.

OBRAS CIVIS, TERRAPLENAGEM, DRENAGEM, FERROVIA E PAVIMENTAÇÃO

CÓD. ATIVIDADE CRITÉRIO DE MEDIÇÃO


DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES UNID.
K TT UU VVV WWW CMS K TT UU Seq

C 00 00 000 000 OBRAS CIVIS, TERRAPLENAGEM, DRENAGEM, FERROVIA E PAVIMENTAÇÃO


C 25 00 000 000 SERVIÇOS EM TERRA / TERRAPLENAGEM
C 25 05 000 000 ESCAVAÇÃO DE CAVAS E VALAS
C 25 05 005 000 ESCAVAÇÃO DE CAVAS OU VALAS EM MATERIAL DE 1ª CATEGORIA
C 25 05 005 005 Escavação manual de cavas ou valas, material de 1ª categoria - profundidade até 1,5m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 010 Escavação manual de cavas ou valas, material de 1ª categoria - profundidade até 3,0m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 015 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade até 1,5m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 020 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade até 3,0m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 025 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade até 4,5m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 030 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade acima de 4,5m m3 CMS C 25 05 005

Figura 5.5 – Exemplo de Biblioteca de Atividades

Exemplo 3:

A atividade “Escavação manual de cavas ou valas, material de 1ª categoria - profundidade 2


m” necessária para a elaboração da PQ não existe no PE-F-637 como se pode observar na
figura 5.6.

Figura 5.6 – Exemplo de Biblioteca de Atividades sem a Contemplação do Item Necessário

Dessa forma, deverá ser criada a atividade necessária, como destacado na figura 5.7
abaixo:

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Figura 5.7 – Exemplo de Biblioteca de Atividades com a Inclusão do Item

Notar que os 4 (quatro) primeiros níveis foram mantidos, somente o último foi alterado, isso
porque a nova atividade é do mesmo grupo que a atividade do exemplo anterior.

O projeto poderá criar novos grupos desde o nível 2, como ilustrado no exemplo 4, caso seja
necessária uma nova atividade ainda não existente em nenhum dos demais níveis
existentes.

Exemplo 4:

As Atividades necessárias são “Túnel Armco - MP 152 S -Passagem Inferior - Modelo


123A3339 - Espessura da chapa = 6,5 mm” e “Extremidades do túnel em forma biselada”
que não estão contempladas em nenhuma das Bibliotecas de Atividades disponíveis no
SPE, tampouco há um 2º nível com denominação adequada à atividade. Dessa forma,
deverá ser criado um novo item, a partir do 2º nível, com códigos de atividades, descrição,
unidade e CMS novos, como ilustrado abaixo:

OBRAS CIVIS, TERRAPLENAGEM, DRENAGEM, FERROVIA E PAVIMENTAÇÃO


CÓD. ATIVIDADE CRITÉRIO DE MEDIÇÃO
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES UNID.
K TT UU VVV WWW CMS K TT UU Seq

C 20 00 000 000 ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEA


C 25 00 000 000 SERVIÇOS EM TERRA / TERRAPLENAGEM
C 25 05 000 000 ESCAVAÇÃO DE CAVAS E VALAS
C 25 05 005 000 ESCAVAÇÃO DE CAVAS OU VALAS EM MATERIAL DE 1ª CATEGORIA
C 25 05 005 005 Escavação manual de cavas ou valas, material de 1ª categoria - profundidade até 1,5m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 010 Escavação manual de cavas ou valas, material de 1ª categoria - profundidade até 3,0m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 015 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade até 1,5m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 020 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade até 3,0m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 025 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade até 4,5m m3 CMS C 25 05 005
Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade acima de
C 25 05 005 030 m3 CMS C 25 05 005
4,5m
Figura 5.8 – Exemplo de Biblioteca de Atividades sem a Contemplação do Item de 2º Nível

Desta forma, deverá ser criada a atividade necessária, a partir do 2º nível, como destacado
na figura 5.9 a seguir:

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OBRAS CIVIS, TERRAPLENAGEM, DRENAGEM, FERROVIA E PAVIMENTAÇÃO


CÓD. ATIVIDADE CRITÉRIO DE MEDIÇÃO
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES UNID.
K TT UU VVV WWW CMS K TT UU Seq

C 20 00 000 000 ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEA


C 21 00 000 000 OBRAS SUBTERRÂNEAS
C 21 05 000 000 PASSAGEM INFERIOR
C 21 05 005 000 MÉTODO DESTRUTIVO
C 21 05 005 005 Túnel Armco - MP 152 S - Passagem Inferior - Modelo 123A3339 - Espessura da Chapa = 6,5 mm m CMS C 21 05 005

C 21 05 005 010 Extremidades do túnel em forma biselada m CMS C 21 05 010


C 25 00 000 000 SERVIÇOS EM TERRA / TERRAPLENAGEM
C 25 05 000 000 ESCAVAÇÃO DE CAVAS E VALAS
C 25 05 005 000 ESCAVAÇÃO DE CAVAS OU VALAS EM MATERIAL DE 1ª CATEGORIA
C 25 05 005 005 Escavação manual de cavas ou valas, material de 1ª categoria - profundidade até 1,5m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 010 Escavação manual de cavas ou valas, material de 1ª categoria - profundidade até 3,0m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 015 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade até 1,5m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 020 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade até 3,0m m3 CMS C 25 05 005
C 25 05 005 025 Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade até 4,5m m3 CMS C 25 05 005
Escavação mecanizada de cavas ou valas em material de 1ª categoria - profundidade acima de
C 25 05 005 030 m3 CMS C 25 05 005
4,5m
Figura 5.9 – Exemplo de Biblioteca de Atividades com a Inclusão de Itens a partir do 2º Nível

5.5 CRITÉRIO DE MEDIÇÃO DE SERVIÇO - CMS

Todas as atividades que contemplem serviços nos padrões de engenharia têm um critério de
medição correspondente. Para o preenchimento correto do código do critério de medição,
deverão ser consultados as bibliotecas de atividades e critérios de medição de serviços
constantes nos padrões de engenharia.

As duas alternativas possíveis para a utilização dos CMS estão discriminadas abaixo:

• Utilizar o CMS idêntico à Biblioteca de Atividades e Critérios de Medição de


Serviço;
• Criação de um novo CMS.

Requisitos para novo critério de Medição de Serviço:

• Ser alinhado com a estratégia de execução do serviço;


• Informar todos os serviços e insumos que estarão contidos na atividade;
• Definir a unidade de medida da atividade;
• O novo código deverá obedecer à estrutura CMS K TT UU Seq.

Como sugestão:

K = Será a disciplina e deverá ser igual ao 1º nível do código de atividade


TT UU = Preferencialmente, deverá seguir o 2º e 3º nível do código de atividade
Seq. = é o sequencial do critério de medição de serviço

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Para ilustrar, seguem, abaixo, exemplos do sistema de codificação do CMS, figura 5.10, e de
um critério de medição de serviço na íntegra, figura 5.11.

Exemplo 1:
- Códigos dos Critérios e Medição de Serviços constantes nas PQ, como
destacado no exemplo abaixo:

OBRAS CIVIS, TERRAPLENAGEM, DRENAGEM, FERROVIA E PAVIMENTAÇÃO


CÓD. ATIVIDADE CRITÉRIO DE MEDIÇÃO
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES UNID.
K TT UU VVV WWW CMS K TT UU Seq

C 00 00 000 000 OBRAS CIVIS, TERRAPLENAGEM, DRENAGEM, FERROVIA E PAVIMENTAÇÃO


C 05 00 000 000 INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS DE OBRAS / INSTALAÇÕES DEFINITIVAS
C 05 05 000 000 MOBILIZAÇÃO
C 05 05 005 000 MOBILIZAÇÃO DE PESSOAL E EQUIPAMENTOS
C 05 05 005 005 Mobilização de pessoal e equipamentos vb CMS C 05 05 000
C 05 10 000 000 UNIDADES COMPLEMENTARES
C 05 10 005 000 CONSTRUÇÃO DE UNIDADES COMPLEMENTARES
C 05 10 005 010 Construção de alojamento completo, inclusive mobiliário e acessórios m2 CMS C 05 10 005
C 05 10 005 015 Construção de cozinha industrial completa, inclusive equipamentos e acessórios m2 CMS C 05 10 005
C 05 10 005 020 Construção de refeitório completo, inclusive equipamentos e acessórios m2 CMS C 05 10 005
C 05 10 005 025 Construção de área de lazer ( sala de jogos, tv, quadras, etc.) m2 CMS C 05 10 005
C 05 10 010 000 MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DE ALOJAMENTO / COZINHA / LAZER
C 05 10 010 005 Manutenção e operação de alojamento vb x mês CMS C 05 10 010
C 05 10 010 010 Manutenção e operação de cozinha industrial / refeitório vb x mês CMS C 05 10 010
C 05 10 010 015 Manutenção e operação de área de lazer vb x mês CMS C 05 10 010
C 05 15 000 000 CANTEIRO DE OBRAS
C 05 15 005 000 CONSTRUÇÃO DE CANTEIRO DE OBRAS
C 05 15 005 005 Construção completa de canteiro de obras m2 CMS C 05 15 006
C 05 15 005 010 Construção completa de escritórios m2 CMS C 05 15 006
Construção completa de vestiário com armários e sanitários, inclusive rede de água, esgoto,
C 05 15 005 015 m2 CMS C 05 15 006
fossas, etc.
Construção completa de vestiário com armários e sanitários, exclusive rede de água, esgoto,
C 05 15 005 020 m2 CMS C 05 15 006
fossas, etc.
C 05 15 005 025 Construção completa de sanitários, inclusive rede de água, esgoto, fossas, etc m2 CMS C 05 15 006
C 05 15 005 030 Construção completa de sanitários, exclusive rede de esgoto, fossas, etc m2 CMS C 05 15 006
C 05 15 005 035 Construção completa de áreas cobertas ( central de fôrma, armação, chapeira, etc. ) m2 CMS C 05 15 006
C 05 15 005 040 Construção completa de áreas cobertas em estrutura metálica ( pipe shop, etc. ) m2 CMS C 05 15 006
Figura 5.10 – Codificação dos Critérios de Medição de Serviço

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Exemplo 2:
- Padrão de Engenharia para CMS:

Figura 5.11 – Exemplo de Critério de Medição de Serviço na íntegra

5.6 QUANTIDADE

Campo onde serão atribuídas as quantidades de cada atividade da PQ, de acordo com a
unidade de medida correspondente.

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Além de todas as informações definidas nos desenhos de engenharia, os quantitativos
deverão considerar todos os itens não detalhados, porém conhecidos e entendidos como
necessários, como por exemplo reforços estruturais (para estruturas metálicas e
caldeirarias), tubulações, conexões e suportes que, por ventura, não estejam explicitados
nos desenhos.

As considerações para estimar os itens não explícitos nos desenhos devem ser claramente
apresentadas nas Memórias de Cálculos de cada disciplina.

As quantidades incluídas neste campo não deverão incorporar provisões referentes a


incertezas associadas ao nível de avanço da engenharia ou provisões de perda/sobras
durante a fase de construção. Estes itens deverão ser considerados como “Provisões”,
conforme conceito apresentado no item 5.7.

5.7 PROVISÃO DE ENGENHARIA E PERDAS

Campo onde deverão ser atribuídas eventuais provisões ou “allowances” de engenharia e/ou
fatores de perdas.

5.7.1 Provisão de Engenharia

Este tipo de provisão (conhecido em outras literaturas como Design Development


Allowances, Design Development Growth Allowances ou Growth Allowances) destina-se a
cobrir variações dos quantitativos considerados no projeto. Estas variações têm como
origem as diferenças entre o estágio atual e final do projeto.

Exemplos:

• Estrutura metálica: com o avanço de um determinado projeto (Engenharia


Básica para Engenharia Detalhada), considerou-se um aumento de
quantitativos de estruturas metálicas causados por possíveis variações nos
planos de carga;
• Tubulação: Em um determinado projeto onde a rota de tubulação foi
desenvolvida com topografia que não apresentava o grau necessário de
definição, poderão ocorrer variações nos quantitativos de tubulação.

Espera-se que a quantidade das provisões de engenharia diminua à medida que o projeto
de Engenharia evolua até a etapa de emissão das planilhas de quantidades finais para
compra, momento em que a quantidade para provisões seja mínima.

5.7.2 Fatores de Perdas

Tipos de variação normalmente associados ao método construtivo, condições de


armazenamento, manuseio, quebras, etc. ou sobras de materiais. Estes fatores (também

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conhecidos como Waste Allowance, Waste Factors ou Construction Allowance) deverão ser
tratados da seguinte forma:

• Perdas relativas aos serviços (ex.: Obras Civis) deverão fazer parte das
CPUs (Composições de Preços Unitários) – Não incluir nas PQ´s.
• Perdas relativas aos demais fornecimentos (aquisições de materiais)
deverão estar somadas à provisão de engenharia e colocadas na mesma
coluna.

Notas gerais sobre provisões e perdas:

1. As provisões de engenharia e fatores de perda poderão ser estimados com base na


experiência dos profissionais de engenharia e construção – utilizando como base
banco de dados históricos, benchmarking ou outra metodologia.

2. Os percentuais adotados e as justificativas para cada grupo de quantidade deverão


ser explicitados no documento de Critérios de Projeto de cada disciplina de
Engenharia. O racional para determinar as provisões deve ser apresentado, no
mínimo por disciplina e área, conforme exemplos ilustrativos da tabela 5.2.

3. As provisões de engenharia e fatores de perda devem ser propostos pelas empresas


de engenharia e validados pelo Owner Team.

Tabela 5.2 – Exemplos Documento de Projeto com Justificativas das Provisões de Engenharia.
OBS.: Os percentuais ilustrados não devem ser utilizados como referências a serem consideradas
pelos projetos. Cada projeto deverá analisar os percentuais que melhor representem o seu caso

Critérios de Estrutura Metálica (exemplo de um projeto em FEL3)

Provisões
Disciplina Área Atividade utilizadas na Justificativa
estimativa

Provisão de Engenharia
Não foi necessário aplicar provisão,
Estrutura Estrutura metálica
Geral 0% pois os planos de carga consideraram os
Metálica pesada
equipamentos mais pesados disponíveis no
banco de dados da projetista.

Critérios de Tubulação (exemplo de um projeto em FEL3)


Provisões
Disciplina Área Atividade utilizadas na Justificativa
estimativa
Provisão de Engenharia
Topografia ainda não é final e pode acarretar em
pequenas variações na rota da tubulação
Tubulação Geral Tubulação > 6" 8%
Fator de Perda
Perdas durante a fase de construção, de acordo
com experiência da projetista

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Provisão de Engenharia
Item fatorado a partir da estimativa de
tubulações >6". Para cobrir variações em função
deste item ter sido fatorado
Tubulação < 6" 10%
Fator de Perda
Perdas durante a fase de construção, de acordo
com experiência da projetista

Critérios de Civil (exemplo de um projeto em FEL3)


Provisões
Disciplina Área Atividade utilizadas na Justificativa
estimativa

Provisão de Engenharia
Quantitativo elaborado em área de
sondagem definitiva (onde não são
Concreto para fundação
Civil Moagem 0% esperados mais estudos na próxima
(fck 30,0 Mpa)
fase) e plano de carga considerando os
equipamentos mais pesados disponíveis
no banco de dados da projetista

Provisão de Engenharia
Quantitativo estimado em área sem
sondagem geotécnica. As fundações
Concreto para fundação foram dimensionadas extrapolando o
Civil Peneiramento 5%
(fck 30,0 Mpa) perfil do solo a partir de sondagens
próximas. Para esta área foi estimado
5% de variação em função da ausência
de sondagem

5.8 NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL E TARIFA EXTERNA COMUM

A Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM é uma classificação fiscal de mercadorias e a


Tarifa Externa Comum - TEC é um código que agrupa produtos similares, esta indica quais
os tributos incidem sobre o produto ou grupo de produtos (Ex.: IPI, II, PIS, COFINS). O
enquadramento incorreto na NCM (classificação errada) poderá levar tanto ao recolhimento
a maior, quanto a menor de tributos além do pagamento de multas e outras sanções.

Nas planilhas de quantidades, PE-G-621, o preenchimento da coluna “NCM TEC” é opcional


e ficará a cargo da equipe do projeto.

Para a correta utilização do sistema NCM e TEC, consultar o site da Receita Federal do
Brasil.

5.9 PREÇO

Embora o Padrão de Engenharia de Planilha de Quantidades, PE-G-621, possua o campo


“PREÇO”, este deverá ser utilizado apenas pela área de Suprimentos para os processos de
cotação.

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Para o preenchimento dos preços unitários e totais detalhados (tributos, fretes, benefícios e
despesas indiretas e câmbio) deverá ser utilizada a planilha de estimativa de CapEx, PE-H-
601 e os requisitos do PR-E-259 deverão ser atendidos.

5.10 FLUXOGRAMA

Segue o fluxograma básico para elaboração de Planilhas de Quantidades:

Figura 5.12 – Fluxograma para Elaboração da PQ


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6.0 PLANILHA DE CONTRATAÇÃO

Para a documentação técnica que irá integrar as Requisições de Compras do projeto,


deverão ser elaboradas Planilhas de Contratação específicas para cada pacote de
contratação. Para tanto, a equipe do projeto deverá utilizar as seguintes diretrizes:

Planilha de contratação - PE-G-629 - sumariza as quantidades por pacote de contratação,


preservando a estrutura original de codificação das atividades, descrição, unidade e CMS;

As planilhas de quantidades (PQ) por áreas físicas (área/subárea) são fontes de informação
para composição do custo e elaboração do planejamento da obra;

A proponente deverá ser munida de informações necessárias e suficientes para compor o


custo do escopo proposto no objeto da contratação.

Visando manter a rastreabilidade e consistência das informações é fundamental que as


planilhas de contratação sejam elaboradas a partir das planilhas de CapEx, preservando
assim as codificações das atividades, unidades e CMS. Da mesma forma, a planilha de
CapEx deverá ser utilizada como base para a definição das estratégias de contratação que
irá integrar o plano de suprimentos do projeto e norteará a composição dos pacotes a serem
contratados.

7.0 INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

A elaboração das planilhas de quantidades de cada disciplina deverá estar condizente com o
nível de desenvolvimento da engenharia para a fase em que se encontra projeto;

Cada item de fornecimento e/ou serviço deverá ser destacado em uma única linha da PQ,
ficando a cargo do projeto a opção de agrupar os ativos, atentando para as regras do
processo de capitalização de ativos;

Critérios de medição para fornecimentos deverão ser estabelecidos pelo projeto em conjunto
com os responsáveis pela aquisição;

Caso seja definida pelo projeto a modalidade de contratação de sistemas ou turnkey, as


atividades correspondentes a essas modalidades deverão ter o 1º nível do código de
atividade alterado para a letra “T”, em razão das diferentes tratativas que a PE-H-601
confere aos tributos;

Os padrões de engenharia de códigos de atividade e CMS foram elaborados separando-se


itens que, unificados, poderiam causar distorções nos preços quando modificadas as
quantidades a serem executadas, por exemplo, se incluíssemos na composição do preço
unitário de uma atividade qualquer a mobilização e desmobilização, o preço unitário
calculado iria variar de acordo com a quantidade contratada (menor quantidade, maior preço
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unitário) uma vez que se elaborado em separado, independente do montante contratado, o
preço do serviço não sofreria influência do custo de mobilização e desmobilização;

As planilhas de quantidades deverão ser emitidas por disciplina, exceto naquela em que os
itens de fornecimento e montagem estão separados. Neste caso, deverão ser emitidas em
planilhas distintas;

Nas planilhas de fornecimento, montagem e desmontagem, as descrições dos itens de 5º


nível deverão ser idênticas para que seja verificada a consistência entre as atividades;

Deverá ser evitada a emissão de itens na planilha de quantidades cuja unidade é verba.
Optar por inserir os itens separados. Mas, caso haja, deverá ser apresentado o racional
detalhado da atividade;

As atividades e/ou CMS que foram criadas pelo projeto poderão ser encaminhadas para o e-
mail spe@vale.com para análise e possível inclusão nas bibliotecas de atividades e critérios
de medição de serviços.

DÚVIDAS, CRÍTICAS OU SUGESTÕES


Para dúvidas, críticas ou sugestões relacionadas ao SPE, acesse a central online SPE Responde,
disponível no Portal de Projetos, ou utilize o endereço eletrônico spe@vale.com

Sua participação é fundamental nos processos de melhoria e manutenção do acervo do SPE.

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