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AS 7 GLÂNDULAS

As Glândulas Endócrinas
AS SETE GLÂNDULAS ENDÓCRINAS
As glândulas endócrinas, também chamadas de glândulas de secreção interna produzem hormônios, que são
distribuídos
por todo o organismo através da corrente sanguínea. Os hormônios têm a responsabilidade de controlar a ordem
e a harmonia
do organismo. Eles regulam a química corporal, o preparo do corpo para a atividade física e sua reação à fome,
estresse,
infecção e enfermidades.

Funções do Sistema Hormonal


A função central do Sistema Hormonal é regular e controlar o emprego dos
alimentos, inclusive a digestão de alimentos sólidos,
a ingestão e uso de Oxigênio, o metabolismo e o equilíbrio dos carboidratos,
gorduras, proteínas, sais minerais e água.
Estas funções resultam no desenvolvimento do corpo, manutenção da vitalidade e
capacidade de reprodução e manutenção
da espécie.
Os sistemas de comunicação hormonais ampliam os sistemas de comunicação
nervosos dentro do organismo.

Os Hormônios
Os hormônios são moléculas químicas (peptídeos, proteínas ou esteróides)
produzidas em uma parte do corpo que então
viajam para fazer efeito em outra parte. Deste modo uma célula pode afetar outras
células distantes. O sistema endócrino
é um sistema refinado de verificações e equilíbrios em forma de circuitos
realimentados que facilitam o funcionamento normal
de todos os sistemas do organismo. Os hormônios podem ser produzidos e ter uma
ação local, ou podem ser produzidos em
uma glândula endócrina e ter efeito em um local distante.

As Glândulas
As glândulas são unidades funcionais formadas de células que segregam
hormônios, localizadas em várias regiões do corpo
e que compõem o sistema endócrino. Cada glândula tem funções específicas que
ajudam a manter o organismo interno em
condições normais e a promover a sobrevivência do organismo.

Tabela completa sobre os Hormônios secretados pelas glândulas, assim como sua
estrutura química, efeitos e estímulos no
organismo.

Glândula Hormônio Estrutura Principais Efeitos Regulação


Química
Hipófise Oxitocina Peptídeo Estimula a contração Sistema nervoso
(Lobo das musculaturas do
posterior) útero e das glândulas
mamárias

Lobo Antidiurético Peptídeo Promove a reabsorção Osmolaridade do


posterior de água pelos rins sangue

Lobo anterior Somatotrofina Proteína Estimula o crescimento Hormônios do


geral do corpo; afeta o Hipotálamo
metabolismo das
células
Lobo anterior Prolactina Proteína Estimula a produção e Hormônios do
a secreção do leite Hipotálamo

Lobo anterior Folículo estimulante Proteína Estimula os folículos Estrógenos no


ovarianos nas fêmeas e sangue; hormônios do
a espermatogênese hipotálamo
nos machos
Lobo anterior Luteinizante Proteína Estimula o corpo Progesterona ou
amarelo e a ovulação testosterona;
nas fêmeas e as hormônios do
células intersticiais nos hipotálamo
machos
Lobo anterior Tireotrofina Proteína Estimula a tireóide a Tiroxina; hormônios do
secretar seus hipotálamo
hormônios

Lobo anterior Adrenocorticotrófico Proteína Estimula a secreção de Cortisol; hormônios do


glicocorticóides pelas hipotálamo
glândulas adrenais

Tireóide Triiodotironina Aminoácidos Estimula e mantém os Tireotrofina


processos metabólicos

Tireóide Calcitonina Peptídeo Baixa o nível de cálcio Concentração de


no sangue e inibe a cálcio no sangue
liberação de cálcio dos
ossos
Paratireóides Paratormônio Peptídeo Eleva o nível de cálcio Concentração de
no sangue e estimula a cálcio no sangue
liberação de cálcio dos
ossos
Pâncreas Insulina Proteína Baixa sua taxa no Concentração de
sangue; estimula o glicose no sangue;
armazenamento de somatostatina
glicose pelo fígado;
estimula a síntese de
proteínas
Pâncreas Glucagon Proteína Estimula a quebra de Concentração de
glicogênio no fígado glicose e aminoácidos
no sangue

Pâncreas Somatostatina Peptídeo Suprime a liberação de Controle nervoso


insulina e glucagon
Adrenal Epinefrina Catecolamina Aumenta o açúcar no Controle nervoso
(medula) sangue; causa
vasoconstrição na pele,
mucosas e rins
Adrenal Norepinefrina Catecolamina Acelera os batimentos Controle nervoso
(medula) cardíacos; causa
vasoconstrição
generalizada no corpo
Glicocorticóides Esteróides Afeta o metabolismo de Adrenocorticotrófico
carboidratos; aumenta
córtex o açúcar no sangue

córtex Mineralocorticóides Esteróides Promove a reabsorção Nível de potássio no


de sódio e a excreção sangue
de potássio pelos rins

Testículos Andrógenos Esteróides Estimula a Hormônio folículo


espermatogênese; estimulante; hormônio
desenvolve e mantém luteinizante
os caracteres sexuais
secundários
masculinos
Ovários Estrógenos Esteróides Estimula o crescimento Hormônio folículo
(folículo) da mucosa uterina; estimulante; hormônio
desenvolve e mantém luteinizante
os caracteres sexuais
secundários femininos
Corpo Progesterona e Esteróides Promove a continuação Hormônio folículo
amarelo estrógenos de crescimento da estimulante; hormônio
mucosa uterina luteinizante

Pineal Melatonina Catecolamina Está envolvida no ritmo Ciclo dia / noite


circadiano

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1. A GLÂNDULA PINEAL [CASA DO ESPÍRITO]
Também chamada de corpo pineal ou epífise, é uma glândula cônica e achatada,
localizada acima do teto do diencéfalo, ao qual se une por um
pedúnculo. No homem adulto, mede aproximadamente 5 por 8 mm. A glândula
pineal fica localizada no centro do cérebro, sendo conectada
com os olhos através de nervos. As pesquisas recentes sobre as funções da
glândula pineal e de seu principal produto, o hormônio
melatonina, despertaram um grande interesse público nesta última década em
função da descoberta do papel da melatonina na regulação do
sono e do ritmo biológico [ritmo circadiano] em humanos.

1.1 A MELATONINA E O RITMO CIRCADIANO


A melatonina é uma substância natural semelhante a um hormônio e é produzida na
glândula pineal. A produção de melatonina pela glândula pineal
é cíclica, obedecendo um ritmo diário de luz e escuridão, chamado ritmo circadiano.
Nos seres humanos, a produção de melatonina ocorre durante
a noite, com quantidades máximas entre 2 e 3 horas da manhã, e mínimas ao
amanhecer do dia. Tanto a luz como a escuridão transmitem o sinal
dos olhos para a glândula pineal, determinando a hora de iniciar e parar a síntese da
melatonina. A produção noturna de melatonina levou à rápida
descoberta do seu papel como indutor do sono em humanos, e como restauradora
dos distúrbios decorrentes de mudanças de fusohorário (jet-lag).

1.2 A MELATONINA E A REGULAÇÃO DO SONO


Além da regulação do sono, a melatonina controla o ritmo de vários outros
processos fisiológicos durante a noite: a digestão torna-se mais lenta,
a temperatura corporal cai, o ritmo cardíaco e a pressão sangüínea diminuem e o
sistema imunológico é estimulado. Costuma-se dizer, por isso,
que a melatonina é a molécula chave que controla o relógio biológico dos animais e
humanos. Do ponto de vista experimental, a melatonina
modifica a imunidade, a resposta ao estresse e algumas características do processo
de envelhecimento. No contexto clínico, tem sido utilizada
nos distúrbios do ritmo biológico, alterações relacionadas ao sono e o câncer. Ela
possui vários e significativos efeitos biológicos.

1.3 A MELATONINA E SEUS EFEITOS NO EQUILÍBRIO DO ORGANISMO


Os pesquisadores estudaram os efeitos anti-câncer da melatonina, que parece
funcionar em conjunto com a vitamina B6 e o Zinco,
opondo-se à degradação do sistema imunológico proporcionada pelo
envelhecimento. A melatonina também pareceu promissora
no tratamento de problemas femininos, como a osteoporose, a síndrome pré-
menstrual, e até mesmo o controle da natalidade.
Por se tratar de um dos principais hormônios anti-estresse, participa ainda das
funções adaptativas e estimulantes. Portanto, a
melatonina estabiliza e sincroniza a atividade elétrica do sistema nervoso central.
Muitos defendem que a pineal, atuando não apenas através
da melatonina, é uma “estrutura tranqüilizadora que suporta o equilíbrio do
organismo”, agindo como um órgão sincronizador, estabilizador
e moderador. Isso sugere que a melatonina pode ter muitas aplicações em
condições onde é importante estabilizar e harmonizar a
atividade cerebral. Um dado importante é o fato de que a glândula pineal afeta
diretamente as outras glândulas por meio de suas
secreções. (Arendt J.,1995. In Melatonin and the Mammalian Pineal Gland,
Chapman & Hall, London, pp. 4.)

1.4 A MELATONINA E SEU PAPEL NA REPRODUÇÃO


Foram caracterizados sítios de ligação para melatonina nas gônadas [glândulas
sexuais], no epidídimo, no ducto deferente e na
glândula mamária, sugerindo vários locais de ação. O papel da melatonina no
desenvolvimento sexual e na reprodução humana ainda
está sendo investigado. Em mulheres, foi demonstrado que as concentrações de
melatonina e de progesterona variam com a importante
ação antigonadotrófica, visto que inibe a produção de hormônio liberador do
hormônio de crescimento (GnRH), que é essencial para o
desenvolvimento das gônadas na fase de puberdade. (Vanecek, 1998).

1.5 A MELATONINA E O MAL DE ALZHEIMER


Diagnosticado por Alois Alzheimer em 1906, o mal de Alzheimer é uma doença
degenerativa que destrói as células do cérebro,
lenta e progressivamente, afetando o funcionamento mental (pensamento, fala,
memória, etc.). Com o avanço da moléstia, o paciente
começa a perder hábitos, como o da higiene pessoal, e a manifestar alterações de
comportamento, como ansiedade, agressividade, etc.
Caracterizado como uma forma de demência, o mal de Alzheimer atinge cerca de
1% da população na faixa dos 65 anos de idade. Seu primeiro
sintoma é, via de regra, a perda da memória recente, sendo indicado, neste caso,
consultar um médico neurologista. Em pacientes com Alzheimer,
os receptores no hipocampo, responsáveis pelo controle da tensão vascular, tem
seu número significativamente aumentado em relação a
pessoas normais da mesma idade, provavelmente devido a uma "up regulation" em
resposta à diminuição da melatonina circulante.
O pico noturno de melatonina não ocorre, ou é muito reduzido em idosos normais. A
melatonina apresenta uma redução na formação da
proteína B amilóide que é a responsável pelo mal, tendo, portanto, um efeito que
permitiria supor uma ação anti-Alzheimer.

1.6 A MELATONINA E A MEMÓRIA


A melatonina também tem um efeito sobre a retenção de memória, tendo sido efetiva
na reversão da perda de memória em animais velhos
e em modelos de Alzheimer.

1.7 A PINEAL E O CEREBELO


Na parte posterior do crânio está localizado o cerebelo, cuja função é a manutenção
do equilíbrio, tônus muscular e da postura, bem como
da coordenação dos movimentos. Se houver qualquer tensão ou lesão no cerebelo,
esta repercutirá no funcionamento da pineal e suas
preciosas secreções serão prejudicadas. O cerebelo é comparado a um computador
muito elaborado. Ele não somente recebe impulsos
proprioceptivos, os quais informam sobre a posição de nosso corpo ou de suas
partes, como também chegam impulsos visuais, táteis
e auditivos que podem ser utilizados pelo cerebelo. Não se sabe exatamente como
ele executa esta tarefa.

1.8 O ALIMENTO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL


O sistema nervoso central é um todo, sua divisão em partes é exclusivamente
didática. Essa divisão, em relação a um critério anatômico,
reconhece que ele se localiza dentro do esqueleto axial, isto é, cavidade craniana e
canal vertebral. O encéfalo é a parte do sistema
nervoso central situado dentro do crânio neural. A medula se localiza dentro do
canal vertebral. Encéfalo e medula constituem o neuro-eixo.
No encéfalo, temos o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico. No homem, a
relação entre tronco encefálico e o cérebro pode ser
grosseiramente comparada à que existe entre o tronco e a copa de uma árvore. O
sistema nervoso é formado por estruturas nobres e
altamente especializadas, que exigem para seu metabolismo um suprimento
permanente e elevado de glicose e oxigênio. Assim, o consumo
de oxigênio e glicose pelo encéfalo é muito elevado e requer um fluxo circulante
intenso. Quedas na concentração desses elementos ou
a suspensão do afluxo sanguíneo ao encéfalo não são toleradas além de um
período muito curto. A parada da circulação cerebral por
mais de 7 segundos leva o indivíduo à perda da consciência. Após cerca de 5
minutos começam a aparecer lesões que são irreversíveis.
Contudo, áreas diferentes do sistema nervoso central são lesadas em tempos
diferentes, sendo as áreas filogeneticamente mais
recentes as que primeiro se alteram. A área lesada que resiste por mais tempo é o
centro respiratório situado no bulbo. Os processos
patológicos que acometem os vasos cerebrais tais como tromboses, embolias e
hemorragias ocorrem com uma freqüência cada vez
maior com o aumento da vida média do homem moderno. Cumpre lembrar que no
sistema nervoso central, ao que parece, não existe
circulação linfática, por outro lado, existe circulação liquórica.

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A Glândula Hipófise ou Pituitária


A hipófise é muitas vezes marcada nas tradições como o “Terceiro Olho”. Inúmeras
obras de arte sacra e crenças místicas
indígenas representam essa marca entre as sobrancelhas, na testa, assim como
todas as religiões reconhecem sua importância
espiritual. Esta nobre glândula governa também a memória, a sabedoria, a
inteligência e o pensamento. Ela ainda regula a produção
de hormônios de outras glândulas, como a tireóide.

Relação Hipotálamo-Hipofise

Hipotálamo e hipófise formam uma unidade que exerce controle sobre várias glândulas endócrinas como
também desempenha uma série
de atividades fisiológicas. Células nervosas e glândulas endócrinas encontram-se envolvidas na comunicação
célula a célula através da
secreção de mensageiros químicos (neurotransmissores ou hormônios) e através atividade elétrica.

A relação entre o hipotálamo e a hipófise foi reconhecida inicialmente por Galeno. Ele observou que o
prolongamento ventral do hipotálamo
em forma de funil, termina numa massa glandular envolvida por um rico aporte sanguíneo.
No hipotálamo encontramos neurônios especializados em secretar hormônios (neurônios pepitidérgicos). Os
produtos de secreção desses
neurônios pepitidérgicos são:
> Peptídeos liberadores ou inibidores dos vários hormônios da adeno hipófise.
> Peptídeos neuro-hipofisários: Vasopressina (AVP) e Ocitocina.

Os neurônios hipotalâmicos que se relacionam com a neuro hipófise constituem o trato hipotálamo-neuro-
hipofisário. E os neurônios que
se relacionam com a adeno hipófise constituem o sistema parvicelular ou túbero infundibular. Fazem parte
desse sistema neurônios curtos
cujos corpos celulares se encontram distribuídos em algumas regiões do hipotálamo.e os axônios convergem
para uma área hipotálamica
denominada eminência mediana onde os vários hormônios são secretados. Devido a existência de um sistema
vascular altamente especializado
(sistema porta hipotálamo-hipofisário) entre a adeno-hipófise e a eminência mediana, os hormônios
hipotalâmicos atingem a
adeno-hipófise em altas concentrações.
2. A GLÂNDULA HIPÓFISE OU PITUITÁRIA [OU CASA DA INTELIGÊNCIA]
A hipófise, também chamada de glândula “mestra” do organismo, é um órgão
pequeno, tendo no homem o volume de uma pequena noz,
pesando por volta de 0,6g. Situa-se no interior da caixa craniana, numa depressão
óssea chamada sela túrcica. Ela coordena o
funcionamento das demais glândulas, porém não é independente, obedece a
estímulos do hipotálamo.
A hipófise é formada de três partes:
1) Hipófise anterior ou adeno-hipófise
2) Hipófise intermediaria
3) Hipófise posterior.
A atividade das células hipofisárias e a emissão de seus hormônios no sangue estão
sob o controle de centros nervosos situados
na base do cérebro, na região denominada hipotálamo. As relações entre as duas
estruturas se faz por intermédio de substâncias
químicas: os fatores de liberação, ou “releasing factors”, secretados por
alongamentos de células especializadas do hipotálamo.
Dos sete hormônios produzidos pela adeno-hipófise, quatro exercem sua ação por
intermédio de uma outra glândula endócrina.

2.1 A ADENO-HIPÓFISE OU HIPÓFISE ANTERIOR


A adeno-hipófise produz hormônios essenciais ao crescimento, ao metabolismo
geral e à reprodução, garantindo a
sobrevivência da espécie. Ela produz pelo menos seis hormônios. Três deles, as
gonadotrofinas, são sexuais.

Os principais hormônios hipofisiotróficos são:

TRH, Responsável pela liberação do hormônio tireotrófico e prolactina.

GNRH, Responsável pela liberação dos hormônios gonadotróficos, FSH e LH.

GHRIH, Inibe a síntese e liberação dos seguintes hormônios:

1. GH, hormônio de crescimento.

2. TSH, hormônio tireotrófico.

3. CRH, hormônio liberador de ACTH (Corticotrofina).

GHRH, Responsável pela liberação de GH

CRH, Responsável pela liberação de ACTH (Adrenocorticotrófico)

LHRH, Responsável pela liberação do hormônio luteinizante.

Todos os hormônios ADRENOHIPOFISARIOS são proteicos.

2.2 OS HORMÔNIOS SEXUAIS - AS GONADOTROFINAS


Estas substâncias estimulam as gônadas [testículos e ovários] a produzirem células reprodutoras.
Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas.

2.3 O HORMÔNIO TIREOTRÓFICO (TSH )


O hormônio tireotrófico [TSH] estimula a glândula tireóide e participa no metabolismo
orgânico, no aproveitamento da água,
do iodo, do cálcio, do fósforo, dos açúcares, das gorduras, das proteínas e das
vitaminas.
HORMÔNIOS GONADOTROPICOS
( HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH) E HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE (FSH)

Esses hormônios tem a função de regular o desenvolvimento, crescimento e maturação puberal, os processos
de reprodução e a secreção dos hormônios esteróides sexuais das gonadas dos sexos. Ambos os hormônios
estão presentes entre a 10ª e 12ª semanas da vida fetal mas nenhum deles é necessário p/ o desenvolvimento
intra uterino inicial das gônadas ou p/ as etapas iniciais da diferenciação sexual.

Nas mulheres os depósitos de LH e FSH são mais altos antes da ovulação.

SECREÇÃO DE LH E FSH

A regulação incorpora elementos pulsáteis, periódicos, divinos, cíclicos e relacionados ao estágio da vida. A
regulação é diferente em homens e mulheres.

A secreção de LH quanto FSH é estimulada principalmente por hormônio liberador da gonadotropina (GnRN)
ou hormônio liberador do hormônio luteinizante (LHRH)

Esse acarreta aumento muito maior na secreção de LH do que na de FSH . A dopamina inibe a secreção de
LH.

Melatonina
A produção de melatonina inibe a liberação de gonadotropinas e é suprida pela luz e estimulada pela
escuridão. Embora os níveis de
melatonina e da secreção de gonadotropinas estejam inversamente relacionados nos seres humanos, o papel
da melotonina na regulação
da reprodução humana ainda não foi estabelecido de maneira conclusiva.

O estresse é também influência bem caracterizada sobre as funções da reprodução. A função menstrual nas
mulheres e a produção de espermatozóides nos homens são perdidas comumente durante o estresse físico ou
psíquico prolongado. Esses efeitos podem ser mediados pelo CRH que inibe a liberação de GnRH.

Outra influencia interessante é representada pelos ferormônios que são excitatores ou inibidores químicos
veiculados pelo ar ou água. Após a percepção desses sinais químicos pelo sentido do olfato, conexões do
bulbo olfativo p o hipotálamo transferem provavelmente sinais reprodutivos provenientes do meio ambiente e
de outros indivíduos.

Pessoas sem gônadas e mulheres pós menopausa exibem picos ainda acentuados de LH. A secreção pulsátil
de LH é amortecida em crianças mas aumenta bruscamente a medida que a puberdade chega. No inicio esses
pulsos de amplitude mais alta aumentam apenas a noite coincidindo com
a redução moderada de melatonina. Durante o inicio da puberdade o LH aumenta a noite. Esse padrão diurno
dura 1 ou 2 anos.

Mas nas mulheres é uma natureza cíclica mensal. O ciclo menstrual resulta da interação complexa entre a
unidade neurônio GnRH- gonadotrofo
e nas modificações seqüenciais na secreção dos esteróides ovarianos.

Muitas mulheres são estéreis porque a regulação hipotalâmica desordenada deixa de produzir ovulação e
função adequadas dos gonadotróficos hipofisários.

Os ciclos menstruais normais e a ovulação somente poderão ser restaurados se for administrado GnRH
exógeno a essas mulheres, em pulsos que reproduzem o momento , a amplitude e a freqüência do gerador
hipotalâmico normal. O mesmo vale para espermatogênese em homens estéreis.

As técnicas de reposição são utilizadas em mulheres com endometriose e menstruações doloridas, ou para
inibir o câncer de próstata no homem.
REGULAÇÃO POR FEEDBACK DAS GONADOTROPINAS

A secreção de LH e FSH é regulada por produtos gonádicos.


O mecanismo regulador básico da secreção de LH e FSH é o feedback negativo. Quando as gonadas tornam-
se funcionalmente inativas ou são removidas cirurgicamente haverá eleva7ção dos níveis plasmáticos de FSH
e LH. O FSH aumenta em geral mais que LH.
Os hormônios esteróides gonádicos, testosterona em homens e estradiol em mulheres são os mais importantes
desses sinais de feedback
negativo. O estrogênio principal estradiol inibe a liberação de LH. São alterados tanto a amplitude quanto a
freqüência dos pulsos de LH essas alterações indicam os locais hipofisário e hipotalâmico do feedback positivo.

Feedback positivo é simultâneo:


Mulheres gonádicas com deficiência de estradiol recebem terapia de reposição inicial com estradiol os níveis
basais de LH e FSH (elevados)
acabam declinando (Feedback negativo) após 7 dias de tratamento. A capacidade de responder as doses
repetitivas subsequentes de GnRH na verdade aumenta (feedback positivo).
Progesterona modula a liberação de LH pode aumentar os efeitos do feedback + ( e atenuar) do estradiol sobre
a responsabilidade do GnRH.
Contraceptivos orais utilizam efeitos de feedback – do estradiol, assim como da progesterona para interferir
com os períodos normais e quantidade
de secreção de LH e FSH. A estimulação delicadamente balanceada dos ovários pelas duas gonadotropinas é
perdida e a ovulação é evitada.
As mensurações do LH urinário feitas em casa pelas mulheres podem ajuda-las a prever a ovulação e ajudam
na concepção. A mensuração pode
do HCG (gonadotropina) da gravidez pode detectar precocemente a gravidez.

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PROLACTINA
Hormônio proteico; participa da estimulação do desenvolvimento das mamas e na produção de leite.

Como outros hormônios, a secreção de prolactina aumenta a noite. O primeiro pico aparece dentro de 60 a 90
min. Após o início do sono.
O estresses incluindo anestesia, cirurgia, hipoglicemia induzida pela insulina, medo e tensão mental, provocam
a liberação de prolactina,
(fatores desconhecidos).

NA MULHER
Quando a mulher está no período gestacional, tal hormônio aumenta...

Efeitos biológicos da prolactina, são que além de estimular o desenvolvimento original do tecido mamário e de
sua hiperplasia durante a gravidez; além de ser o principal hormônio pela lactogênese.
Antes e após a puberdade, a prolactina, juntamente com estrogênios, progesterona, cortisol, estimula a
proliferação e a ramificação dos ductos na mama feminina. Durante a gravidez, a prolactina, juntamente com
estrogênios e progesterona, é responsável pelo desenvolvimento dos lobos dos alvéolos, dentro dos quais
ocorre a produção de leite. Finalmente, após o parto, a prolactina, juntamente com insulina e cortisol, estimula
a síntese
e a secreção de leite.

No HOMEM
Em homens, o excesso de prolactina resulta em menor secreção de testosterona e menor produz de
espermatozóide...

Existem fatores que estimulam e inibem a secreção de prolactina.


Estimulam
Um dos fatores que estimulam a secreção é: durante o período de lactação (devido ao grande aumento de
estrogênio- por estimular as
células produtoras de prolactina.). Se a mãe não amamentar o bebê, depois do parto; o nível de prolactina volta
ao normal em um prazo de 3 a 6 semanas. Então podemos observar que o fator de amamentação (ou qualquer
outra estimulação do mamilo), também mantêm os níveis de
prolactina aumentados (principalmente, durante as primeiras 8 a 12 semanas após o parto.).
Nas mulheres, a deficiência de prolactina, causado pela destruição da hipófise anterior, resulta na incapacidade
de produzir leite. O excesso de prolactina resulta de disfunção hipotalâmica ou de tumores hipofisários. Nas
mulheres, a hipersecreção de prolactina, provoca infertilidade e até mesmo, desaparecimento completo da
menstruação. Mesmo freqüentemente, ocorre lactação sem qualquer associação com a gravidez.

Inibem
A inibição da prolactina é por parte do hipotálamo. A dopamina (apesar de não ser um peptídeo hipotalâmico)
inibe fortemente a prolactina; tanto quando gerada no cérebro ou quando aplicada no tecido hipofisário.
Tal inibição é útil para finalidade terapêutica, por exemplo: a hipersecreção patológica de prolactina,
proveniente de tumores, é suprimida
prontamente pelos agonistas da dopamina. Esses efeitos podem até reduzir as dimensões (encolher) esses
tumores.
A prolactina inibe sua própria secreção, via feedback; aumentando diretamente a síntese e a liberação da
dopamina.

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HORMÔNIO TIREOTRÓFICO

Na 13 semana de gestação surge as células produtoras de TSH, sendo encontradas na área ântero-medial da
glândula .Nessa mesma época a tireóide fetal começa a secretar hormônio tireóideo.

O TSH é um hormônio tireóideo-estimulante, glicoproteico e sua função é regular o crescimento e o


metabolismo da tireóide e a secreção de seus hormônios, Tiroxina(T4) e Tridotironina (T3).

O TSH é formado por duas subunidades, uma Ñ e a outra Ò. O TRH hipotalâmico estimula a transição dos
genes de ambas subunidades do TSH
e o hormônio tireóideo a suprime. Além disso o TRH e o hormônio tireóideo modulam o processo de
glicosilação, de forma a aumentar ou reduzir a atividade biológica.

SECREÇÃO DO TSH

A secreção do TSH é regulada reciprocramente, o TRH acelera a secreção, enquanto o hormônio tireóideo
reduz o rítmo por feedback negativo
sobre a hipófise, através dos hôrmonios T3 e T4 da tireóide, bloqueando a ação do hôrmonio de liberação da
tireóide (TRH). A dopamina e a somatostatina também inibem a secreção do TSH.

O TRH é um tripepitídeo (Piroglutamina-histidina-prolinaamida). Sua síntese é no hipotálamo e seu


armazenamento é feito na eminência
mediana e alcança sua células-alvo através da veia porta hipofisária. Após a administração venosa do TRH, os
níveis plasmáticos de TSH
aumentam por até dez vezes e retomam em direção aos níveis basais em 60 minutos.

Exemplo: Com injeções repetidas de TRH, a resposta do TSH diminui com o passar do tempo, pois a
estimulação da tireóide leva a produção
de T3 e T4. Demonstrando assim a regulação por feedback negativo da secreção de TSH. Mas pequenos
aumentos na concentração de hormônio teireóideo, faz com que ocorra o bloqueio da ação estimulante de
TRH, suprindo a secreção de TSH. Já pequenas reduções na concentração do hormônio tireóideo aprimoram a
responsividade do TSH ao TRH.

Por causa do feedback negativo, nos indivíduos que sofrem de doença da tireóide, resultando da deficiência do
hormônio tireóideo (hipotireoidismo), as ações do TRH são relativamente descontroladas (irrestritas). Como
resultado, esse indivíduo apresenta altíssimos níveis plasmáticos de TSH e hiperplasia dos tireotrofos.

A normalização do TSH plasmático é o indicador mais útil do hormônio tireóideo da terapia de reposição é
correta. A secreção de TSH e a
produção do hormônio tireóideo ocorre em duas circunstâncias: Jejum e exposição ao frio, a responsividade do
TSH ao TRH diminui durente
o jejum, ajudando o indivíduo em jejum a adaptar-se à ausência de ingestão energética. Em animais, a
secreção do TSH é aumentada pela
exposição ao frio. Em humanos é difícil demonstrar, já que TSH aumenta a temogênese por estimulação da
tireóide, sendo uma resposta lógica ao frio.

O TSH é secretado com ligeira variação diurna e níveis mais altos durante a noite.

O cortisol (hormônio do córtex supra-renal) reduz tanto a secreção do TRH, quanto de TSH e o hormônio de
crescimento (GH) também reduz a secreção de TSH.

A hiperestimulação do TSH decorrente da deficiência da tireóide, tanto a subunidade Ñ quanto a Ò circulam em


quantidades elevadas. Pacientes
que parecem ter tumores hipofisários não funcionantes, tem altos níveis plasmáticos da unidade alfa.

AÇÕES DO TSH

O TSH exerce ações importantes sobre a tireóide, promovendo o crescimento e diferenciação da glândula e
estimulando a secreção do hormônio tireóideo.

Indivíduos que não produzem o hormônio TSH sofrem da doença chamada cretinismo.
2.4 O HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO ( ACTH )
O hormônio adrenocorticotrófico [ACTH] é o ativador da parte externa da glândula
supra-renal, vital no controle da água, sais
e outros elementos.

HORMÔNIO ADENOCORTICOTRÓFICO (ACTH)

É um hormônio polipeptídico da hipófise anterior, cuja função é regular o crescimento e a secreção do córtex
supra-renal. Onde o hormônio mais importante da sua glândula-alvo é o cortisol. Essas células são
encontradas na parte distal do lobo anterior. Os orticotrofos formam 20% da população da hipófise anterior. No
feto humano a síntese e a secreção de ACTH começam com dez a doze semanas de gestação, antes do
surgimento do córtex supra-renal.

SÍNTESE DE ACTH
A síntese de ACTH ilustra o princípio de que o produto genético primário na síntese de hormônios peptídicos
podem produzir várias moléculas biologicamente ativas. O processo seqüencial desse produto genético
primário no homem, dá origem ao ACTH.

Em lugares extra-hipofisários (cérebro, hipotálamo, medula supra-renal), as moléculas do hormônio melanócito


estimulante (MSH) e o ACTH são produzidos a partir da pro-opiomelanocortina e pode desempenhar diferentes
funções sinalizadoras.

SECREÇÃO DO ACTH
A regulação da secreção do ACTH, está entre os mais complexos de todos os padrões de regulação
dos hormônios hipofisários.
O hormônio exibe rítmo circadiano (noite e dia), explosões cíclicas e controle por feedback e
responde a grande variedade de estímulos.

O CRH hipotalâmico é um mediador final importante dos fluxos reguladores, é um peptídeo que se origina em
pequenas células do núcleo paraventricular. Esteestimula a síntese e a liberação por exocitose, do ACTH e de
seus produtos da pro-opiomelanocortina.

O CRH causa ativação central, pois seus receptores são encontrados em todo o encéfalo e na medula
espinhal, aumentando a atividade do
sistema nervosa simpático e elevando a pressão arterial.

Em contraste o CRH reduz a função reprodutora por diminuir a síntese de hormônio liberador de gonadotropina
(GnRH) e inibir comportamento sexual. Ele também reduz a atividade alimentares crescimento, já nas células
imunes o CRH estimula a liberação de citocinas e exacerba suas atividades sobre as células-alvo.

A secreção do ACTH exibe um acentuado padrão diurno, ocorrendo um grande pico de 2 a 4 horas antes de
despertar e pouco antes do indivíduo adormecer cai para zero. A inibição da secreção de ACTH por feedback
negativo é produzido pelo cortisol. O cortisol suprime a secreção de ACTH,
no nível hipofisário bloqueando a ação estimuladora do CRH e reduzindo a síntese de ACTH ao bloquear a
liberação hipotalâmica do CRH.

A hipersecreção autônoma de cortisol resulta em atrofia funcional do eixo CRH - ACTH - supra-renal, causando
algumas enfermidades depressivas.
A secreção doACTH responde mais caracteristicamente aos estímulos estressantes, com uma resposta que é
essencial para sobrevida.

Exemplo: Em uma cirurgia abdominal extensa ou distúrbio psiquiátrico grave, a hipersecreção de ACTH,
induzida pelo estresse, subjulga comportamentalmente o feedback negativo e não poderá suprida sequer
quando o córtex supra-renal secretar cortisol em seu nível máximo. O estresse é uma situação que induz a
secreção do CRH e ativa o sistema nervoso simpático.

AÇÃO DO ACTH
O ACTH estimula o crescimento de zonas específicas do córtex supra-renal, assim como a síntese
e a secreção de cortisol e de outros hormônios esteróides.
A relação entre o ACTH e o sistema imune é que os receptores de ACTH e sua secreção ocorrem nos
linfócitos, que liberam citocinas que irão estimular a liberação de ACTH pelos corticotrofos.
Por causa de sua seqüência de MSH, o ACTH exacerba a pigmentação da pele, pois o MSH atua sobre os
melanócitos, estimulaando também a enzima chave na síntese de melanina (tirosinase) e a transferência de
melanina dos melanócitos para as células epidérmicas (queratinócitos), acarretando o escurecimento da pele.
Essa hiperpigmentação caracteriza doenças, onde ocorre enormes aumentos de secreção de ACTH,
resultando em feedback negativo quando o córtex supra-renal é destruído (doença de Addison, ou insuficiência
adrenocortical primária) ou em
virtude da produção octópica de ACTH por células malignas da crista neural.

2.5 O HORMÔNIO SOMATOTRÓFICO ( HORMÔNIO DO CRESCIMENTO )


O sexto hormônio, o somatotrófico, ou hormônio do crescimento, estimula o
crescimento de todos os tecidos do corpo e
também tem grande importância no aparecimento do diabetes.
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH)

O GH estimula o crescimento e o desenvolvimento somáticos pós-natais e ajuda a manter a massa corporal


magra e massa óssea normais em adultos. Também exerce várias ações sobre o metabolismo das proteínas,
carboidratos e lipídeos.

O hormônio do crescimento é uma proteína constituída por 191 aminoácidos, formando uma cadeia simples
polipeptídica , contendo duas pontes de dissulfeto
Este hormônio origina-se nos somatotrofos da adeno-hipófise e é armazenado em grânulos densos.
Os somatotrofos constituem 40 a 50% da glândula adulta. Também podem formar tumores que secretam
excesso de GH, produzindo uma doença chamada acromegalia.
O gene do GH transcreve um RNA mensageiro que orienta a síntese de um pré-hormônio. Então, um peptídeo
sinalizador é removido e o hormônio,
já na sua forma final, é armazenado nos grânulos.

SÍNTESE DE GH
A síntese do GH é controlada por alguns fatores, que podem aumentá-la ou inibila. O hormônio
liberador do hormônio do crescimento (GHRH)
é um hormônio hipotalâmico que aumenta a produção do hormônio do crescimento, já a
somatostatina, é um hormônio, também hipotalâmico, que inibe a formação do GH, de forma não
competitiva. Existem ainda o h. tireóideo e o cortisol que induzem a síntese do GH.
SECREÇÃO DE GH
A secreção do GH ocorre sob várias influências diferentes. Uma queda brusca nos níveis plasmáticos de um
dos principais substratos produtores de energia, glicose ou ácidos graxos livres, provoca aumento no produção
do GH. Já uma refeição rica em carboidratos ou uma carga de glicose pura, acarreta uma redução imediata no
nível plasmático de GH.

A ingestão de uma dieta rica em proteínas eleva os níveis plasmáticos de GH; por outro lado o jejum total de
proteína também estimula a secreção.

Exercício, retiradas de sangue, febre, traumatismo e grandes anestesias, são estimuladores rápidos da
secreção do GH.

Os neurotransmissores dopamina, norepinefrina, acetilcolina e serotonina aceleram a secreção do hormônio


através da estimulação da liberação
do GHRH.

A secreção do GH é maior em mulheres, tendo seu nível mais alto antes da ovulação. Isso ocorre devido ao
efeito estimulante do estradiol sobre o hormônio do crescimento.

Secreção do GH de acordo com a idade:

Crianças------- aumentado ligeiramente

Puberdade----------- grande aumento

Após a puberdade---declínio até os níveis que vigoram na fase adulta

Envelhecimento---------- grande redução em resposta ao GHRH

AÇÕES DO GH

A ausência deste hormônio causa um retardo no crescimento dos seres humanos.

O principal efeito do GH é a estimulação do crescimento linear, este resulta da ação do hormônio no disco
epifisário. O metabolismo das células formadoras da cartilagem (condrócitos) é estimulado.
O GH estimula também a proliferação dos condrócitos, bem como sua síntese de DNA, RNA e proteínas.

Também facilita a síntese proteica, por aumentar a captação celular de aminoácidos.

A massa total do osso e seu conteúdo mineral são aumentadas pelo GH.

Os órgãos vicerais, as glândulas endócrinas, o músculo esquelético, o coração, a pele e o tec conjuntivo
sofrem hipertrofia e hiperplasia em resposta ao hormônio do crescimento.

DEFICIÊNCIA DE GH
A deficiência do hormônio de crescimento em crianças causa um retardo no crescimento e caso não
seja tratada leva ao nanismo.
Em adultos, os sintomas da deficiência de hormônio de crescimento não são óbvios e nem todos os
adultos deficientes do hormônio
serão sintomáticos. Entretanto, alguns adultos reclamam de letargia e diminuição da energia para as
atividades diárias. Eles também
possuem uma diminuição da massa magra (muscular) e aumento da massa gordurosa. Estas
alterações podem ser corrigidas com o
uso do hormônio do crescimento sintético.

O tratamento de reposição com GH acarreta retenção de nitrogênio, aumento da massa corporal magra, melhor
desempenho muscular, diminuição
da massa adiposa e sensação de bem estar.

HIPERSECREÇÃO DE GH

A hipersecreção persistente resulta de tumores hipofisários e produz uma síndrome ímpar denominada
acromegalia. Se esta começa antes da puberdade completada, o indivíduo atinge alturas muito elevadas, com
longas extremidades superiores e inferiores. Se ocorrer após a puberdade, apenas o crescimento perióstico é
aumentado, causando deformidades como: dedos, artelhos mãos e pés alargados, cristas ósseas
proeminentes acima dos olhos e mandíbula proeminente.

A íngua é aumentada e a pele fica mais espessa; já a gordura subcutânea é escassa.

Sinais e Sintomas

 Espessamento das partes moles-palmas das mãos, solas dos pés.


 Crescimento das mãos - aumento tamanho de anéis
 Crescimento dos pés - aumento número dos sapatos
 Dor de cabeça
 Pele oleosa
 Face brutalizada
 Suor excessivo
 Fatiga
 Manchas de pele
 Síndrome do túnel do carpo
 Afastamento dos dentes - restos de alimento freqüentes entre os dentes
 Hipertensão
 Diminuição da libido
 Impotência
 Secreção de leite pelos mamilos
 Modificação ou perda da menstruação
 Desordens de humor
 Depressão
 Apnéia do sono
 Prolactinoma (hiperprolactinemia)
O prolactinoma é um tumor da hipófise que secreta prolactina (o hormônio da lactação). O tumor é benigno em
99% dos casos. É também o tumor pituitário mais comum (28% do total). A causa de sua origem é
desconhecida.

Sinais e sintomas:

 Diminuição da libido
 Secura vaginal, dor à relação sexual
 Distúrbios visuais
 Ganho de peso inexplicável
 Alterações de humor
 Hipogonadismo em homens
 Secreção de leite pelos mamilos
 Dor de cabeça
 Modificações ou desaparecimento ciclo menstrual
 Infertilidade
 Fraturas ou osteoporose
 Puberdade retardada

Tumores secretores de unidade alfa

Estes tumores costumam secretar somente fragmentos dos hormônios hipofisários e portanto não possuem
uma síndrome endócrina de hipersecreção. A sub-unidade alfa representa metade dos hormônios FSH, LH e
TSH (cada um deles é composto de sub-unidades alfa- e beta). Boa parte daqueles tumores chamados não-
funcionantes secretam sub-unidade alfa mas a maioria deles não secreta quantidades apreciáveis de FSH, LH
ou TSH. No entanto, é possível dosar a sub-unidade alfa no sangue. Estes tumores são freqüentemente
agressivos.

Síndrome da sela vazia


A síndrome da sela vazia ocorre quando se detecta por meio de imagens a presença de líquor no local que
deveria ser ocupado pela hipófise, dentro da sela túrcica. A causa mais comum é a existência de uma abertura
grande no diafragma da sela, uma membrana que recobre a hipófise e normalmente impede a entrada do líquor
na região. Quando esta membrana tem uma abertura muito grande, a pressão do líquor de cima para baixo
causa um achatamento da glândula hipofisária, na direção do fundo da sela túrcica, como que para o fundo de
um balde. Nesta situação, a função hipofisária é em geral normal mas alguns pacientes relatam dor de cabeça,
hiperprolactinemia, secreção de leite pelo mamilo e menstruações irregulares. Alguns pacientes possuem sela
vazia decorrente de processos inflamatórios locais, como a neurosarcoidose; outros possuem a associação de
sela vazia e tumores dentro da hipófise residual
2.6 A HIPÓFISE INTERMEDIÁRIA E O HORMÔNIO MELANOTRÓFICO
A parte intermediária da hipófise secreta o hormônio melanotrófico ou melatrofina
que em peixes e anfíbios induz à dispersão
dos grânulos de melanina dos melanócitos, levando ao escurecimento da pele. Esse
processo é de fundamental importância
para a proteção desses animais diante da ação dos predadores.

2.7 A HIPÓFISE POSTERIOR E A VASOPRESSINA, O HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO E A


OXITOCINA
A hipófise posterior ou neuro-hipófise, localiza-se no lobo posterior, sendo
constituída por fibras nervosas desprovidas de
mielina (desmielinizadas) e por células da neurologia.
Os hormônios neuro-hipofisários são: a vasopressina ou hormônio antidiurético
(ADH) - ambos produzidos no
hipotálamo e armazenados no lobo posterior da hipófise, que controla o equilíbrio
hídrico do organismo. A oxitocina
age na musculatura lisa da parede do útero, facilitando a expulsão do feto e da
placenta. Uma característica peculiar
da neuro-hipófise é a sua circulação, curiosamente feita quase que totalmente de
sangue venoso, isto é, carregado
de gás carbônico e com baixas taxas de oxigênio. As secreções da “glândula
mestra” obedecem a um conjunto de
estímulos de ordem hormonal e nervosa. Assim, pode-se concluir que exista uma
relação direta entre estado
psíquico e hormônios.

2.8 CENTROS DE REGULAÇÃO DO COMPORTAMENTO E DA EMOÇÃO


Durante muito tempo acreditou-se que a regulação do comportamento e em especial
o comportamento emocional
estaria na dependência de todo o cérebro. Coube principalmente a Hess,
demonstrar a existência de centros de
regulação do comportamento. Sabe-se que as áreas relacionadas com o
comportamento emocional ocupam territórios
bastante grandes. Por exemplo, no tronco encefálico estão localizados vários
núcleos de nervos cranianos, viscerais e
somáticos. Ativando-se essas estruturas ocorrem estados emocionais, resultando
diversas manifestações como: o choro,
alterações fisionômicas, sudorese, salivação, aumento do ritmo cardíaco. Além de
sua participação nos fenômenos
emocionais, estas áreas relacionam-se também com comportamentos ligados às
necessidades básicas do organismo
tais como a sede, a fome e o sexo, importantes para a preservação do indivíduo e da
espécie. O fato de que as áreas
encefálicas que regulam o comportamento emocional também regulam o sistema
nervoso autônomo torna-se mais significativo
se considerarmos que as emoções se expressam através de manifestações
viscerais [choro, aumento de salivação, eriçar de
pelos em um gato com raiva] e são acompanhadas de alterações da pressão arterial,
do ritmo cardíaco e respiratório.
Torna-se claro também que muitos distúrbios emocionais graves resultam de
afecções viscerais, sendo um exemplo clássico
o caso das úlceras gástricas e duodenais.

OBSERVAÇÕES
A hipófise governa também a memória, a sabedoria, a inteligência e o pensamento.
Ela ainda regula a produção
de hormônios de outras glândulas, como a tireóide.
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As Glândulas Tiróide e Paratiróides


3. A GLÂNDULA TIREÓIDE [CASA DO CRESCIMENTO]

A glândula tireóide localiza-se na base do pescoço, frente à traquéia, e abaixo do pomo de Adão.
Tem forma de borboleta.
Cada asa corresponde ao lobo da tireóide presente em ambos os lados da traquéia.

3.1 OS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS – T3 E T4


A função desta glândula é produzir, armazenar e liberar hormônios tireoidianos na
corrente sangüínea. Estes hormônios,
também conhecidos com T3 e T4, agem em quase todas as células do corpo. A
produção da quantidade de hormônios
tireoidianos é controlada por outra glândula chamada pituitária ou hipófise. Outra
parte do cérebro, o hipotálamo,
ajuda a hipófise enviando informações e esta, por sua vez, controla a tireóide,
formando assim uma rede de informações
ininterrupta. A tireóide, a hipófise e o hipotálamo trabalham juntos no controle da
quantidade de hormônios tireoidianos.
Estes órgãos trabalham de forma similar ao termostato, que controla a temperatura
de uma casa. Se não há quantidade
suficiente, a hipófise libera mais hormônio estimulante da tireóide (TSH), que indica
à tireóide que deve produzir mais
hormônio. Se os níveis de hormônio estão dentro dos valores normais, a hipófise
diminui a produção de TSH a seus
valores normais.

3.2 A TIROXINA
A tireóide segrega o hormônio tiroxina. A tiroxina contém iodo e regula o
metabolismo basal ou o índice de oxidação
celular, em outras palavras, o metabolismo do oxigênio. A hiposecressão da tiroxina
pode resultar em:

a- Bócio simples [dilatação da tireóide, resultante da carência de iodo na dieta].


Sais minerais de iodo são encontrados naturalmente em certos alimentos, como couve, agrião, etc.
Quando a
alimentação é deficiente em sais de iodo, a tireóide cresce exageradamente.
b- Mixedema na fase adulta e cretinismo na infância. Ambos têm sintomas como retardamento
físico e mental e metabolismo anormal.

A hipersecressão da tiroxina pode causar o bócio exoftálmico ou bócio tóxico


[inchaço da garganta, elevação da taxa
de metabolismo e glóbulos oculares proeminentes]. O bócio tóxico resulta de um
tumor na tireóide e seus sintomas
são os mesmos do exoftálmico, com exceção dos glóbulos oculares protuberantes.

3.3 AS GLÂNDULAS PARATIREÓIDES


São quatro pequenas glândulas do tamanho de uma ervilha, localizadas no lado
interno da tireóide. Segregam o
paratormônio, que controla o metabolismo de minerais como o cálcio e o fósforo. O
hormônio das paratireóides regula
a assimilação de cálcio e fósforo pelo organismo. A insuficiência desse hormônio
causa contrações musculares.
O excesso pode provocar descalcificação acentuada nos dentes e ossos.

3.4 HIPOSECREÇÃO E HIPERSECREÇÃO DO PARATORMÔNIO


A hiposecressão de paratormônio resulta na queda do índice de concentração do
cálcio no sangue. Este estado
é conhecido como tetania e causa cãibras e espasmos musculares. A hipersecreção
de paratormônio faz com que
o cálcio seja extraído dos ossos e lançado na corrente sangüínea. Este estado,
conhecido por osteíte fibrosa, pode
levar a profundas alterações na estrutura óssea, deformidade do esqueleto e
depósito de cálcio nos rins.

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4. A GLÂNDULA TIMO
Do grego, Thymus, significa energia vital. O timo situa-se na porção superior do mediastino anterior.
Limita-se,
superiormente, com a traquéia, a veia jugular interna e a artéria carótida comum. Lateralmente, com
os pulmões, e
inferior e posteriormente com o coração. Sua cor é variável. Vermelha no feto, branco-acinzentada
nos primeiros
anos de vida e, depois, amarelada. O timo, plenamente desenvolvido, é de formato piramidal,
encapsulado e formado
por dois lobos fundidos. Por ocasião do nascimento pesa de 10 a 35g e continua crescendo de
tamanho até a
puberdade, 15 anos, quando alcança um peso máximo de 20 a 50g. Daí por diante sofre atrofia
progressiva e
passa a pesar pouco mais de 5 a 15g no idoso. O ritmo de crescimento tímico na criança e de
involução no adulto
é extremamente variável e, portanto, difícil determinar o peso apropriado para a idade. Contudo, o
timo continua a exercer
sua função protetora, com a produção complementar de anticorpos, mesmo que nesse período seu
desempenho já
não seja vital, pois há uma compensação pela proteção imunológica conferida pelo baço e nodos
linfáticos, ainda imaturos
nos recém-nascidos.

4.1 O TIMO E OS LINFÓCITOS T


Externamente, o timo é revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo, de onde
partem septos que dividem o órgão
em numerosos lóbulos. Cada lóbulo apresenta uma capa, o córtex, que é mais
escura, e uma polpa interior, a medula,
que é mais clara. Tanto a zona cortical quanto a medular apresentam células de
estrutura epitelial misturadas com um
grande número de linfócitos T e, ocasionalmente, células B e macrófagos. Em
termos fisiológicos, o timo elabora
uma substância, a timosina, que mantém e promove a maturação de linfócitos e
órgãos linfóides como o baço e os
linfonodos. Reconhece-se, ainda, a existência de uma ou outra substância, como a
timina, que exerce função na placa
mioneural (junção de nervos com músculos) e, portanto, nos estímulos neurais e
periféricos, sendo responsável por doenças
musculares.

4.2 OS LINFÓCITOS B [O EXÉRCITO COMBATENTE]


As células do sistema imunológico formam um forte exército, cujos principais
elementos são linfócitos. Os linfócitos
B ou células B são células que produzem anticorpos circulantes. Os anticorpos são
pequenas proteínas, membros da família
das imunoglobulinas, que atacam bactérias, vírus e outros invasores externos
(antígenos). Os anticorpos se "encaixam" às
moléculas de antígeno que atacam como uma chave que se ajusta à fechadura.
Cada anticorpo ataca apenas um tipo
de antígeno. Por exemplo, um vai atacar o vírus do resfriado, enquanto o outro ataca
uma bactéria, e cada linfócito B produz
apenas um tipo de anticorpo para cada epítopo ( epítopo = parte do antígeno que é
capaz de estimular a produção de anticorpos
específicos contra ele).

4.3 AS CÉLULAS T [PATRULHEIRAS - “NATURAL KILLERS”]


Os linfócitos T ou células T não produzem anticorpos. Essas células atacam o
invasores externos ou trabalham junto com
outras células que o fazem ("T "vem do Timo, onde essas células se desenvolvem).
Os vários grupos de células T possuem
diferentes funções : as células T citotóxicas, junto com outras células sangüíneas
citotóxicas naturais [NK - natural Killer)
patrulham constantemente o organismo em busca de células perigosas. Quando
encontram essas células T "associam-se"
às células invasoras e liberam substâncias químicas microscópicas que as
destroem. Cada célula T citotóxica, assim
como cada anticorpo, ataca apenas um alvo muito específico. Alguns atacam células
que foram infectadas por vírus, outros
atacam células cancerosas e alguns atacam tecidos e órgãos transplantados. Cada
célula citotóxica natural (NK), por sua
vez, tem uma ampla gama de alvos e pode atacar tanto células tumorais quanto uma
variedade de micróbios infecciosos.
Dois outros tipos de células T, chamada de células T "auxiliar ou LT-helper" e
"supressores" são especialmente importantes
devido aos seus efeitos regulatórios sobre o sistema imunológico. As células T
auxiliares ajudam os linfócitos B a
produzir anticorpos, enquanto as células T supressores desativam a ação das
células T auxiliares quando o número de
anticorpos produzidos é suficiente. Essas células comunicam-se entre si produzindo
interferons, interleucinas e outros
mensageiros químicos que governam a atividade das células do sistema
imunológico. A proporção entre células
auxiliares/supressores deve ser equilibrada para a saúde do organismo.

4.4 MENTE X SISTEMA IMUNOLÓGICO


Os linfócitos T e B têm receptores na superfície de suas células que podem acionar,
dirigir e modificar suas funções
imunológicas. Esses receptores são a base molecular da influência da mente nos
linfócitos. Os receptores são como
fechaduras que podem ser abertas para acionar as atividades de cada célula. As
chaves que abrem essas fechaduras são
as moléculas mensageiras da mente-corpo: os neurotransmissores do sistema-
nervoso autônomo, os hormônios do
sistema endócrino e os imunotransmissores do sistema imunológico.

4.5 A TIMOSINA
A timosina pode servir como imunotransmissor, modulando os eixos hipotalâmicos
hipofisário-suprarrenal e das gônadas.
O sistema nervoso seria capaz de alterar o curso da imunidade via caminhos
autônomo e neuroendócrino. Alguns trabalhos
concluem que os humanos podem treinar a si mesmos para facilitar seus processos
de cura interna mente-corpo.

4.6 ESTRESSE E DIMINUIÇÃO DA VIGILÂNCIA IMUNOLÓGICA DO ORGANISMO


Qualquer forma de estresse resultante de uma significativa mudança de vida (ex: a
morte de um membro da família, mudança
de emprego, mudança de família, etc.) pode ativar o eixo cortical-hipotalâmico-
suprarrenal para produzir os corticoesteróides
que suprimem o sistema de vigilância imunológica (lembrando que os corticóides
atuam no núcleo das células retardando
a multiplicação celular e isso impede a expansão clonal leucocitária). Em resposta à
mudança estressante de vida
observa-se uma diminuição na atividade das células NK (Natural Killer),
exterminadoras naturais. A boa habilidade em
lidar com desafios (poucos sintomas diante de um considerável estresse) está
associada com uma alta atividade celular NK
exterminadora natural.

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5. A GLÂNDULA PÂNCREAS
O pâncreas é uma glândula em forma de folha, com aproximadamente 12,5
centímetros de comprimento. Ele é circundado
pela borda inferior do estômago e pela parede do duodeno (a primeira porção do
intestino delgado que se conecta ao estômago).
Possui duas funções principais:
> a secreção de um líquido que contém enzimas digestivas para o interior do
duodeno
> a secreção dos hormônios insulina e glucagon, os quais são necessários para
metabolizar o açúcar para a corrente sangüínea.

Esse órgão também secreta grandes quantidades de bicarbonato de sódio para o


duodeno, o qual neutraliza o ácido proveniente
do estômago. Essa secreção de bicarbonato de sódio flui através de um ducto
coletor que avança ao longo do centro do pâncreas
[ducto pancreático). Em seguida, esse ducto une-se ao ducto biliar comum
[proveniente da vesícula biliar e do fígado) para formar
a ampola de Vater, a qual desemboca no duodeno. Do grego, págkreas, todo
carnoso, produz 2 hormônios: insulina e glucagon.
Eles diminuem e aumentam respectivamente o nível de glicose no sangue para
mantê-lo dentro dos limites normais. Quando
há deficiência de insulina, a glicose é eliminada pelos rins sem aproveitamento,
ocasionando o diabetes. O glucagon provoca
hiperglicemia [aumento de glicose no sangue), diminui a motilidade intestinal e a
secreção gástrica, aumentando a excreção
renal. Esta glândula pode ser atingida por inflamação (pancreatite), por tumores,
cálculos, cistos e pseudocistos (bolsas líquidas,
geralmente conseqüentes a traumatismo). Algumas dessas alterações
desempenham importante papel na gênese do diabetes.

5.1 PÂNCREAS E DIABETES


A deficiência de produção e/ou da ação da insulina provoca uma doença chamada
Diabetes Mellitus. Esse distúrbio
envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves
conseqüências, tanto quando surge rapidamente,
como quando se instala lentamente.

O Diabetes Mellitus (DM) apresenta duas formas clínicas:

1 - Diabetes Mellitus tipo I

Ocasionado pela destruição das células beta do pâncreas, produtoras de insulina. Em geral, ocorre
em função de um processo
auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina. Aparece na infância e adolescência.

2 - Diabetes Mellitus tipo II

Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina, associado a uma


relativa deficiência de sua
secreção. É mais freqüente surgir depois dos 40 anos de idade.

Infelizmente, nada se sabe ainda sobre a causa da DM do tipo II, que representa 90% dos casos da
doença. Entretanto, parece
que as pessoas com predisposição genética, os obesos e aquelas que levam vida sedentária e
estressada são as mais suscetíveis.
A incidência de diabetes no mundo todo vem aumentando. Estima-se que o número de pessoas
atingidas passe de 90 milhões,
constatados em 1994, para 210 milhões até 2010. Evidentemente, um dos motivos para esse
aumento é o próprio aumento da
expectativa de vida. Mas, outra causa que tem merecido destaque entre os pesquisadores é a
mudança no estilo de vida. Se a
pessoa faz poucos exercícios físicos, leva uma vida sedentária, estressante e consome alimentação
gordurosa, rica em açúcar,
refrigerantes, aumentando assim a obesidade, ela apresenta maior risco de incidência de diabetes.

Embora as causas da DM sejam obscuras, o que se sabe, com certeza, é o fato de existirem alguns
"gatilhos" que desencadeiam
as crises. O principal desses gatilhos é o estresse contínuo, estado em que as glândulas supra-renais
liberam superdoses de
adrenalina. Este hormônio, além de acelerar o coração, tem a capacidade de liberar no sangue a
glicose estocada no
fígado e nos músculos. Esse processo se chama gliconeogênese. Para compensar a liberação
aumentada de glicose produzida pela
gliconeogênese, o pâncreas se esforça em produzir quantidades extras de insulina. Se esse esforço
pancreático não for suficiente
para reduzir ao normal os níveis aumentados de glicose pelo estresse ou, pior, se o pâncreas chegar
a se esgotar, o resultado é
o surgimento ou agravamento do diabetes.
É também algo mais ou menos semelhante o que ocorre na obesidade. Quanto mais obesa e
pesada a pessoa for,
maior é a quantidade de insulina necessária, levando o pâncreas à fadiga.
Certas infecções também funcionam como gatilho para o diabetes, assim como alguns casos de
mulheres grávidas.

5.2 DISTÚRBIOS DO PÂNCREAS - PANCREATITE AGUDA


A pancreatite aguda é uma inflamação aguda do pâncreas que pode ser leve ou
letal. Normalmente, o pâncreas
secreta suco pancreático através do ducto pancreático ao duodeno. Esse suco
contém enzimas digestivas em uma
forma inativa e um inibidor que atua sobre qualquer enzima que é ativada no seu
percurso até o duodeno. A obstrução
do ducto pancreático (ex: por um cálculo biliar) interrompe o fluxo do suco
pancreático. Geralmente, a obstrução é
temporária e causa um dano limitado, o qual é logo reparado. Entretanto, quando a
obstrução persiste, ocorre um
acúmulo de enzimas ativadas no pâncreas, as quais suplantam a capacidade do
inibidor e começam a digerir
as células do pâncreas, causando uma grave inflamação. O consumo diário de mais
de 120 ml de álcool durante
vários anos pode provocar a obstrução do ducto pancreático, desencadeando
finalmente a pancreatite aguda. Uma
crise de pancreatite pode ser desencadeada por um consumo excessivo de álcool
ou por uma refeição copiosa.
Existem muitos outros distúrbios que podem causar uma pancreatite aguda.

5.3 SINTOMAS

Quase todos os indivíduos com pancreatite aguda apresentam uma dor abdominal intensa.

5.4 PANCREATITE CRÔNICA


A pancreatite crônica é uma inflamação do pâncreas de longa duração. Nos Estados
Unidos e no Brasil, a causa
mais comum da pancreatite crônica é o alcoolismo. Outras causas incluem uma
predisposição hereditária e a
obstrução do ducto pancreático resultante da estenose do ducto ou de um câncer
pancreático. Em muitos casos,
a causa da pancreatite é desconhecida. Nos países tropicais (ex: Índia, Indonésia e
Nigéria), a pancreatite crônica
de causa desconhecida em crianças e adultos jovens pode dar origem ao diabetes e
a depósitos de cálcio no pâncreas.
Os sintomas iniciais são decorrentes do diabetes.

5.5 SINTOMAS
Os sintomas da pancreatite crônica geralmente se enquadram em dois padrões. Em
um deles, o indivíduo apresenta
uma dor na região média do abdômen de intensidade variável. No outro, o indivíduo
apresenta episódios intermitentes
de pancreatite com sintomas semelhantes aos de uma pancreatite aguda leve a
moderada. Algumas vezes, a dor é
intensa e dura de muitas horas a vários dias. Em ambos os padrões, à medida que a
pancreatite crônica evolui, as
células que secretam enzimas digestivas são lentamente destruídas e, finalmente, a
dor desaparece.

5.6 ADENOCARCINOMA DO PÂNCREAS


O adenocarcinoma do pâncreas é um tumor canceroso que se origina nas células
que revestem o ducto pancreático.
Aproximadamente 95% dos tumores cancerosos do pâncreas são adenocarcinomas.
Esses tumores afetam os
homens quase duas vezes mais do que as mulheres e são discretamente mais
comuns entre os indivíduos da
raça negra. O adenocarcinoma do pâncreas é duas a três vezes mais comum em
tabagistas inveterados. Os indivíduos
com pancreatite crônica apresentam um maior risco de apresentá-lo. Existe uma
variabilidade mundial de
incidência de câncer de pâncreas. Os dados indicam 9 em cada 100.000 indivíduos
nos Estados Unidos, enquanto
que no Brasil os dados publicados pelo Ministério da Saúde, em 1991, registraram
índices de 7.3 homens e de
4.6 mulheres em 100.000 indivíduos no estado de São Paulo. A doença vem se
tornando mais comum nos Estados
Unidos com o aumento da expectativa de vida. Raramente o adenocarcinoma do
pâncreas ocorre antes dos
cinqüenta anos de idade. A média de idade no momento do diagnóstico é de 55
anos. Pouco se sabe sobre a sua causa.

5.7 SINTOMAS
O adenocarcinoma do pâncreas comumente é assintomático até o tumor tornar-se
volumoso. Por essa razão, no
momento do diagnóstico e em 80% dos casos, o tumor já produziu metástases
extrapancreáticas, afetando linfonodos
próximos, o fígado ou os pulmões.

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As Glândulas Supra-Renais
6. AS GLÂNDULAS SUPRA-RENAIS

As glândulas supra-renais têm este nome devido ao fato de se situarem sobre os rins, apesar de
terem pouca relação
com estes em termos de função. As supra-renais são glândulas vitais para o ser humano, já que
possuem funções
muito importantes, como regular o metabolismo do sódio, do potássio e da água, regular o
metabolismo dos carboidratos
e regular as reações do corpo humano ao stress.

6.1 A ALDOSTERONA, A ADRENALINA E A NORADRENALINA

Estas glândulas endócrinas têm forma de lua achatada, situadas uma sobre cada rim e secretam
vários hormônios,
entre os quais destacam-se a aldosterona, a adrenalina (ou epinefrina) e a noradrenalina (ou
norepinefrina).
Sua função básica está relacionada à manutenção do equilíbrio do meio interno, isto é,
da homeostase do organismo, frente a
situações diversas de modificação desse equilíbrio (tensão emocional, jejum,
variação de temperatura, infecções,
administração de drogas diversas, exercício muscular, hemorragias, etc]. Possuem
íntima conexão com o sistema nervoso.
Embriologicamente, cada supra-renal é formada por dois tecidos embrionários
diferentes, dos quais resultam as duas camadas
da supra-renal: a mesoderme origina o córtex e a neuroectoderme a medula da
glândula. Muitos autores consideram córtex
e medula da supra-renal como sendo dois órgãos distintos.

6.2 CÓRTEX DA SUPRA-RENAL

O córtex, camada externa da glândula, é amarelado e compõe-se de três camadas concêntricas de


células. A camada externa,
abaixo da cápsula, é chamada zona glomerulosa do córtex supra-renal. Funcionalmente, a camada
glomerular produz e
secreta aldosterona, enquanto que as outras duas camadas produzem glicocorticóides (cortisol e
corticosterona) e
hormônios sexuais.

6.3 A ALDOSTERONA

A principal ação da aldosterona é a retenção de sódio. Onde há sódio, estão associados íons e água.
Portanto, a
aldosterona age profundamente no equilíbrio dos líquidos, afetando o volume intracelular e
extracelular dos mesmos. Glândulas
salivares e sudoríparas também são influenciadas pela aldosterona para reter sódio. O intestino
aumenta a absorção de sódio
como reação à aldosterona.

6.4 O ESTRESSE E O CORTISOL

O estresse ainda é um tema que suscita muitas controvérsias, desde a sua definição até as suas
implicações com as
doenças. Por vezes, o estresse é definido como um estímulo, sendo por outras considerado como
resposta desenvolvida por
esse estímulo. Na realidade, a palavra estresse, em si, quer dizer “pressão”, “insistência” e estar
estressado quer dizer
“estar sob pressão” ou “estar sob a ação de estímulo insistente”. Significa também tensão. É uma
palavra amplamente usada
no âmbito da Física como sendo a tensão gerada em um corpo pela ação de forças sobre o mesmo.
Neste caso, o estresse
assume o significado de “reação” do corpo à ação das forças que configuram o estressor. De fato,
estressor é qualquer
estímulo capaz de provocar o aparecimento de um conjunto de respostas orgânicas e/ou
comportamentais, relacionadas
com mudanças fisiológicas estereotípicas de padrões, que incluem a hiperfunção da supra-renal, ou
adrenal.
O estresse é um processo reativo, que tem como objetivo diminuir os efeitos negativos
causados pelo estressor e
favorecer a adaptação a este ou às mudanças advindas da sua presença. Assim, o estado de
estresse é exatamente
aquele relacionado com a fase de adaptação, sendo o seu estabelecimento compatível com a
liberação de cortisol
(hormônio secretado pela suprarenal), que torna o organismo hábil para responder às
exigências adaptativas.

6.5 A Adrenalina e a Noradrenalina

Existem, na medula adrenal, dois tipos de células: umas secretam adrenalina, as outras
noradrenalina. Tais hormônios
são secretados em resposta à estimulação simpática e são considerados como hormônios gerais.
Liberados em grandes
quantidades depois de fortes reações emocionais como, por exemplo, susto ou medo, estes
hormônios são transportados
pelo sangue para todas as partes do corpo, onde provocam reações diversas, principalmente
constrição dos vasos,
elevação da pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, etc. Tais reações resultam, entre
outras coisas, no aumento
do suprimento de oxigênio às células. Além disso, a adrenalina, que aumenta a glicogenólise hepática
e muscular e a
liberação de glicose para o sangue, eleva o metabolismo celular. A combinação dessas reações
possibilita, por exemplo,
reações rápidas de fuga ou de luta frente a diferentes situações ameaçadoras. Ao contrário do córtex
supra-renal, que
lança seus produtos continuamente na circulação, a medula acumula os hormônios produzidos.
Existem doenças que se
caracterizam pelo excesso de produção dos hormônios das supra-renais. As principais são a
Síndrome de Cushing e o
Feocromocitoma.

6.6 A SÍNDROME DE CUSHING


Caracteriza-se por deposição de gordura no abdômen, fraqueza muscular, estrias
avermelhadas, aumento de pêlos,
surgimento espontâneo de hematomas, aumento de gordura na face e no pescoço.
O quadro clínico é semelhante ao provocado
pelo uso constante de medicamentos à base de corticóides.

6.7 O FEOCROMOCITOMA
É uma doença na qual ocorrem crises de hipertensão arterial podendo ou não estar
acompanhada de dor de cabeça,
sudorese e palpitações. Qualquer paciente jovem que apresente hipertensão arterial
merece uma investigação médica visando
excluir a possibilidade de feocromocitoma.

6.8 DOENÇA DE ADDISON


Além das doenças acima (que se caracterizam por excesso de hormônios das supra-
renais) existe uma outra que se caracteriza
pela falta dos hormônios das supra-renais. É a Doença de Addison, que se
caracteriza por fraqueza, perda de peso, dores
abdominais discretas e escurecimento de algumas áreas da pele e das mucosas.

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As Glândulas Sexuais ou Gônadas
7. AS GLÂNDULAS SEXUAIS OU GÔNADAS MASCULINAS

7.1 AS GÔNADAS MASCULINAS - OS TESTÍCULOS

O testículo é composto por até 900 túbulos seminíferos enovelados, cada um tendo em média mais
de 0,5m de comprimento,
nos quais são formados os espermatozóides. O espermatozóide maduro é formado por uma cabeça,
um corpo intermédio e uma cauda.
Os espermatozóides podem chegar a viver três dias no interior do aparelho genital feminino. Os
testículos começam a fabricar os
espermatozóides e este processo continua ao longo da vida. Os espermatozóides são lançados no
epidídimo, outro tubo enovelado
de cerca de 6 m de comprimento. A hipófíse é a glândula que controla e regula o funcionamento dos
testículos.

7.2 OS ANDROGÊNIOS
Os testículos secretam vários hormônios sexuais masculinos que são coletivamente
chamados de androgênios,
compreendendo a testosterona, diidrotestosterona e androstenodiona. Todavia, a
testosterona é muito mais abundante que os
demais hormônios, a ponto de poder ser considerada o hormônio testicular
fundamental.

7.3 SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO


Puberdade: os testículos da criança permanecem inativos até que são estimulados
entre 10 e 14 anos pelos hormônios
gonadotróficos da glândula hipófise (pituitária). O hipotálamo secreta fatores
liberadores dos hormônios gonadotróficos
que fazem a hipófise liberar FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio
luteinizante). O FSH estimula a espermatogênese
pelas células dos túbulos seminíferos. Já o LH estimula a produção de testosterona
pelas células intersticiais dos testículos e
estabelece características sexuais secundárias e elevação do desejo sexual.

7.4 A TESTOSTERONA E OS CARACTERES SEXUAIS MASCULINOS


A testosterona faz com que os testículos cresçam. Ela deve estar presente, também,
junto com o folículo estimulante, antes que
a espermatogênese se complete. Após poucas semanas de vida do feto no útero
materno, inicia-se a secreção de testosterona.
Essa testosterona auxilia o feto a desenvolver órgãos sexuais masculinos e
características secundárias masculinas. Isto é,
acelera a formação do falo, da bolsa escrotal, da próstata, das vesículas seminais,
dos ductos deferentes e dos outros órgãos
sexuais masculinos. Além disso, a testosterona faz com que os testículos desçam da
cavidade abdominal para a bolsa escrotal.
Se a produção de testosterona pelo feto é insuficiente, os testículos não conseguem
descer e permanecem na cavidade abdominal.
A secreção da testosterona pelos testículos fetais é estimulada por um hormônio
chamado gonadotrofina coriônica, formado na
placenta durante a gravidez. Imediatamente após o nascimento da criança, a perda
de conexão com a placenta remove esse
feito estimulador, de modo que os testículos deixam de secretar testosterona. Em
conseqüência, as características
sexuais interrompem seu desenvolvimento desde o nascimento até à puberdade. Na
puberdade, o reaparecimento da
secreção de testosterona induz os órgãos sexuais masculinos a retomar o
crescimento. Os testículos, a bolsa escrotal e o
falo crescem, então, aproximadamente 10 vezes.

7.5 CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS

Além dos efeitos sobre os órgãos genitais, a testosterona exerce outros efeitos gerais por todo o
organismo para dar ao homem
adulto suas características distintivas. Faz com que os pêlos cresçam na face, ao longo da linha
média do abdome, no púbis
e no tórax. Origina, porém, a calvície nos homens que tenham predisposição hereditária para ela.
Estimula o crescimento
da laringe, de maneira que o homem, após a puberdade, fica com a voz mais grave. Estimula, ainda,
um aumento na deposição
de proteínas nos músculos, pele, ossos e em outras partes do corpo, de maneira que o adolescente
do sexo masculino se
torna geralmente maior e mais musculoso do que a mulher. Algumas vezes, a testosterona também
promove uma secreção
anormal das glândulas sebáceas da pele, fazendo com que se desenvolva a acne pós-puberdade na
face. Na ausência de
testosterona, as características sexuais secundárias não se desenvolvem e o indivíduo mantém um
aspecto sexualmente infantil.

Hormônios Sexuais Masculinos


Glândula - Hormônio - Órgão-alvo - Principais ações Hipófise FSH e LH testículos
estimulam a produção de testosterona pelas
células de Leydig (intersticiais) e controlam a produção de espermatozóides.
Testículos Testosterona diversos estimula o
aparecimento dos caracteres sexuais secundários. Sistema Reprodutor induz o
amadurecimento dos órgãos genitais,
promove o impulso sexual e controla a produção de espermatozóides

7.6 A VIDA SEXUAL ADULTA E O CLIMATÉRIO MASCULINO


Após a puberdade, os hormônios gonadotrópicos são produzidos pela glândula
hipófise masculina pelo resto da vida.
A maioria dos homens, entretanto, começa a exibir um declínio lento das funções
sexuais ao final da década dos 40 ou dos 50 anos.
Um estudo mostrou que a média da idade para o término das relações intersexuais
era aos 68 anos, apesar da grande variação.
Este declínio da função sexual está relacionado com o declínio da secreção de
testosterona. A diminuição da função sexual
masculina é chamada de climatério masculino.

7.7 ANORMALIDADES DA FUNÇÃO SEXUAL MASCULINA


A próstata permanece relativamente pequena durante a infância e começa a crescer
na puberdade, sob o estímulo
da testosterona. A glândula atinge tamanho quase estacionário por volta dos 20
anos, e não se altera até a idade aproximada
dos 50 anos. Nesta época, em alguns homens, começa a involuir, justamente com a
produção diminuída de testosterona
pelos testículos. Um fibroadenoma benigno prostático freqüentemente se
desenvolve na próstata de muitos homens
mais velhos, podendo causar obstrução urinária. Esta hipertrofia não é causada pela
testosterona. O câncer da glândula
prostática é uma causa comum de morte, resultando em cerca de 2 a 3% de todas
as mortes masculinas.

7.8 ORQUITE GRANULOMATOSA (AUTO-IMUNE)


A orquite granulomatosa não tuberculosa é uma causa rara de aumento unilateral do
testículo entre os homens de meia idade.
Com freqüência, este aumento de tamanho do testículo desenvolve-se alguns meses
após traumatismo. Histologicamente,
esta orquite é caracterizada por granulomas, que são encontrados tanto nos túbulos
seminíferos como no tecido conjuntivo
intertubular.

7.9 SÍFILIS
O testículo e o epidídimo são lesados tanto na sífilis congênita como na adquirida,
mas, quase invariavelmente, o testículo
é o primeiro a ser lesado. Às vezes pode haver orquite sem epididimite
concomitante. Microscopicamente, há dois tipos
de reação: a produção de gomas ou uma inflamação intersticial difusa, esta
caracterizada por edema, infiltração de
linfócitos e plasmócitos. Nos casos incipientes, as gomas podem produzir um
aumento nodular e os focos de necrose
branco-amarelados característicos. A reação difusa causa edema e endurecimento.
Na evolução, seja a reação
inicial gomosa ou difusa, segue-se uma cicatrização fibrótica progressiva, a qual, por
sua vez, conduz a uma atrofia
tubular considerável e, em alguns casos, à esterilidade. Geralmente o testículo
diminui de tamanho, torna-se pálido e fibrótico.
As células intersticiais de Leydig são poupadas e a potência não está alterada.
Entretanto, quando o processo é muito
extenso, as células de Leydig podem ser destruídas, produzindo-se perda de libido.
A esterilidade ocorre menos freqüentemente
quando a lesão é gomosa e não difusa.

7.10 CÂNCER DE PRÓSTATA


Não é nosso objetivo nesta apresentação abordar o tema com profundidade. A idéia
é dar uma visão geral para que nosso
praticante possa tomar as providências necessárias assim que tiver um sintoma
inquietante. O câncer de próstata
(câncer prostático) é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, depois
do câncer de pele, e a segunda
causa principal de morte por câncer nos homens, depois do câncer de pulmão. A
próstata é uma das glândulas
sexuais masculinas. É uma glândula pequena (do tamanho de uma noz) e produz
uma substância que, juntamente
com a secreção da vesícula seminal e os espermatozóides produzidos pelos
testículos, formam o esperma (sêmen).
Está localizada em cima do reto e embaixo da bexiga. A próstata rodeia a uretra
(tubo que leva a urina desde a
bexiga até o aparelho genital). Com o crescimento da próstata aparecem
dificuldades em urinar e em manter
relações sexuais. Só os homens possuem próstata e seu desenvolvimento é
estimulado pela testosterona, o
hormônio masculino. O câncer de próstata se dá com maior freqüência em homens
adultos. A próstata segue
crescendo durante toda vida de um homem, e muitos deles, com idades próximas a
60 anos, apresentam uma
condição chamada hipertrofia prostática benigna (HPB), muito mais comum que o
câncer de próstata. Muitos dos
sintomas do HPB são os mesmos do câncer de próstata. Como ocorre em muitos
tipos de câncer, a detecção e o
tratamento antecipados aumentam a perspectiva de cura. Além do mais, o câncer de
próstata é um tipo de câncer
que cresce lentamente.

7.11 SINTOMAS DO CÂNCER DE PRÓSTATA

No seu estágio mais inicial, o câncer de próstata pode não produzir sintomas.

Com o crescimento do tumor, nota-se certos sintomas como:

Dificuldades em começar e terminar de urinar.

Reduzido jato da urina.

Gotejo no final da urinação.

Micção dolorosa.

Urinar pouca quantidade de cada vez e freqüentemente, especialmente à noite.

Ejaculação dolorosa.

Sangue na urina.

Incapacidade de urinar.
Dores contínuas.

8. AS GLÂNDULAS SEXUAIS OU GÔNADAS FEMININAS

8.1 OS OVÁRIOS
Os ovários são os centros endócrinos e germinativos da mulher, e a caracterizam
como tal. O caráter cíclico
da natureza e da fisiologia feminina é típico. Todas as ações cíclicas estrogênicas
e/ou estrogênico-progesterônicas
geram inúmeras transformações também cíclicas nos órgãos sexuais da mulher
[genitália e mamas), em sua fisiologia
e em outros setores do seu corpo. O funcionamento das gônadas femininas está sob
o controle do sistema
hipotálamohipofisário (com o qual elas interagem em regime de “feedback”) e
também de fatores intraovarianos
específicos. Estes últimos, entre outras ações, modulam a capacidade de resposta
dos ovários às gonadotrofinas
hipofisárias, que são o FSH [hormônio folículo estimulante) e o LH [ hormônio
luteinizante). Resumidamente, podemos
dizer que a fisiologia das gônadas femininas depende das ações das gonadotrofinas
hipofisárias, dos próprios
hormônios sexuais por elas produzidos e de fatores reguladores intra-ovarianos
ainda mal conhecidos.

8.2 O ESTROGÊNIO E A PROGESTERONA

A trajetória biológica de tudo o que no corpo da mulher é caracteristicamente feminino é determinada


pela trajetória
biológica dos ovários ao longo da vida, uma vez que eles são a fonte básica dos estrogênios - os
principais hormônios
da feminilidade ao nível somático. Assim, é inegável que, durante a maior parte da vida da mulher, as
suas gônadas são
muito mais importantes como produtoras de estrogênios (e também de progesterona) do que de
óvulos. A maior parte do
volume dos ovários se deve à camada cortical, que é a camada funcional propriamente dita. É nela
que, em meio a um
estroma conjuntivo também dotado de certa capacidade endócrina, se encontram os folículos
ovarianos, que são as
unidades funcionais básicas das gônadas femininas. Após a ovulação, também em decorrência do
pico ovulatório de LH,
as células granulosas e tecais passam por acentuadas modificações morfológicas e funcionais, dando
origem ao corpo lúteo.

Pouquíssimos são os folículos que atingem o pleno desenvolvimento, conseguindo produzir altos
níveis de estrogênios,
ovular e luteinizar-se. A imensa maioria deles está condenada à regressão e ao desaparecimento
através do
processo da atresia* ou morte folicular antes mesmo de completarem os primeiros estágios do seu
crescimento. Como a
formação de novos folículos é impossível ao longo da vida da mulher, o fenômeno da atresia folicular
vai gradualmente
levando ao esgotamento das gônadas femininas - esgotamento este que se completa em torno dos
50 anos, culminando
com a menopausa. Assim, os órgãos que são os centros endócrinos e germinativos da mulher estão
paradoxalmente
condenados ao esgotamento e envelhecimento precoce. Em decorrência da privação estrogênica
pós-menopáusica, todos
os órgãos e tecidos estrogênio-dependentes do corpo da mulher entram em atrofia. Os estrogênios
podem ser vistos como
a principal manifestação endócrina do lado afrodisíaco da mulher, uma vez que são eles os
responsáveis pela maturação
sexual da mesma e pelo trofismo e boa forma de tudo o que no seu corpo é tipicamente feminino. A
progesterona,
à parte a sua fundamental importância na fisiologia ginecológica e no equilíbrio endócrino feminino,
de certa forma pode
ser vista como mais relacionada ao lado maternal da mulher. Já os androgênios, precursores
bioquímicos dos estrogênios,
podem ser relacionados ao obscuro componente masculino da mulher. *Atresia folicular - processo
fisiológico através
do qual a maioria dos folículos ovarianos entram em regressão, morrem e desaparecem ao longo dos
vários estágios do seu
crescimento.

8.3 HORMÔNIOS SEXUAIS FEMININOS

Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo desenvolvimento


sexual da mulher
e pelo ciclo menstrual. Esses hormônios, como os hormônios adrenocorticais e o hormônio masculino
testosterona,
são ambos compostos esteróides, formados, principalmente, de um lipídio, o colesterol. Os
estrogênios são, realmente, vários
hormônios diferentes chamados estradiol, estriol e estrona, mas que têm funções idênticas e
estruturas químicas muito
semelhantes. Por esse motivo, são considerados juntos, como um único hormônio.

8.4 FUNÇÕES DO ESTROGÊNIO

O estrogênio induz as células de muitos locais do organismo a proliferar, isto é, a aumentar em


número. Por exemplo, a
musculatura lisa do útero aumenta tanto que o órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou mesmo
a triplicar de tamanho.
O estrogênio também provoca o aumento da genitália feminina o desenvolvimento dos lábios que a
circundam, faz o púbis se
cobrir de pêlos, os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovóide, em vez de
afunilada como no homem.
Provoca também o desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus elementos glandulares, e,
finalmente, leva o
tecido adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas como os quadris e coxas, dando-lhes o
arredondamento típico
do sexo. Em resumo, todas as características que distinguem a mulher do homem ocorrem em função
do estrogênio
e a razão básica para o desenvolvimento dessas características é o estímulo à proliferação dos
elementos celulares em certas
regiões do corpo. O estrogênio também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a
puberdade, mas promove
rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos que crescem se “extingam” dentro
de poucos anos, de
forma que o crescimento, então, pára. A mulher, nessa fase, cresce mais rapidamente que o homem,
mas pára após os
primeiros anos da puberdade. Já o homem tem 32 um crescimento menos rápido, porém mais
prolongado, de modo
que ele assume uma estatura maior que a da mulher, e, nesse ponto, também se diferenciam os dois
sexos. O estrogênio
tem efeitos muito importantes no revestimento interno do útero, o endométrio, e no ciclo menstrual.

8.5 FUNÇÕES DA PROGESTERONA


A progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos. Está
principalmente relacionada
com a preparação do útero para a aceitação do embrião e à preparação das mamas para a secreção
láctea. Em geral, a
progesterona aumenta o grau da atividade secretória das glândulas mamárias e, também, das células
que revestem a parede
uterina, acentuando o espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente
invadido por vasos sangüíneos.
Determina, ainda, o surgimento de numerosas glândulas produtoras de glicogênio. Finalmente, a
progesterona inibe as
contrações do útero e impede a expulsão do embrião implantado ou do feto em desenvolvimento.

8.6 SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

A hipófise anterior das meninas, como a dos meninos, não secreta praticamente nenhum hormônio
gonadotrópico até à
idade de 10 a 14 anos. Entretanto, por essa época, começa a secretar dois hormônios
gonadotrópicos. No inicio, secreta
principalmente o hormônio folículo-estimulante (FSH), que inicia a vida sexual na menina em
crescimento. Mais tarde,
secreta o hormônio luteinizante (LH), que auxilia no controle do ciclo menstrual.

8.7 O HORMÔNIO FOLÍCULO-ESTIMULANTE

Causa a proliferação das células foliculares ovarianas e estimula a secreção de estrógeno, levando
as cavidades foliculares a
desenvolverem-se e a crescer.

8.8 O HORMÔNIO LUTEINIZANTE

Aumenta ainda mais a secreção das células foliculares, estimulando a ovulação.

8.9 CICLO MENSTRUAL

O ciclo menstrual na mulher é causado pela secreção alternada dos hormônios folículoestimulante e
luteinizante pela
hipófise anterior (adenohipófise), e a secreção dos estrogênios e progesterona pelos ovários. O ciclo
de fenômenos que induzem
essa alternância tem a seguinte explicação: 1- No começo do ciclo menstrual, isto é, quando a
menstruação se inicia, a
hipófise anterior secreta maiores quantidades de hormônio folículo-estimulante juntamente com
pequenas quantidades de
hormônio luteinizante. Juntos, esses hormônios promovem o crescimento de diversos folículos nos
ovários e acarretam uma
secreção considerável de estrogênio (estrógeno). 2- Acredita-se que o estrogênio tenha, então, dois
efeitos seqüenciais sobre a
secreção da hipófise anterior. Primeiro, inibiria a secreção dos hormônios folículo-estimulante e
luteinizante, fazendo com que suas
taxas declinassem a um mínimo por volta do décimo dia do ciclo. Depois, subitamente, a hipófise
anterior começaria a secretar
quantidades muito elevadas de ambos os hormônios, mas principalmente do hormônio luteinizante. É
essa fase de aumento
súbito da secreção que provoca o rápido desenvolvimento final de um dos folículos ovarianos e a sua
ruptura dentro de cerca de
dois dias. 3- O processo de ovulação, que ocorre por volta do décimo quarto dia de um ciclo normal
de 28 dias, conduz ao
desenvolvimento do corpo lúteo ou corpo amarelo, que secreta quantidades elevadas de
progesterona e quantidades
consideráveis de estrogênio. 4- O estrogênio e a progesterona secretados pelo corpo lúteo inibem
novamente a hipófise anterior,
diminuindo a taxa de secreção dos hormônios folículo-estimulante e luteinizante. Sem esses
hormônios para estimulá-lo, o
corpo lúteo involui, de modo que a secreção de estrogênio e progesterona cai para níveis muito
baixos. É nesse momento
que a menstruação se inicia, provocada por esse súbito declínio na secreção de ambos os
hormônios. 5- Nessa ocasião, a
hipófise anterior, que estava inibida pelo estrogênio e pela progesterona, começa a secretar outra vez
grandes quantidades de
hormônio folículo-estimulante, iniciando um novo ciclo. Esse processo continua durante toda a vida
reprodutiva da mulher.

8.10 MENOPAUSA

Na maioria das mulheres, esse período de declínio estrogênico é acompanhado por reações vaso-
motoras, alterações
de temperamento e mudanças na composição da pele e do corpo. 0corre também aumento da
gordura corporal e diminuição
da massa muscular. A queda nos níveis de estrogênio é seguida por uma alta incidência de doenças
cardiovasculares, perda
de massa óssea e falhas no sistema cognitivo. A Terapia de Reposição Hormonal (TRP) mostrou-se
dúbia. Foram
registrados riscos com reposição efetuada com estrógenos sintéticos e progestinas. No entanto, há
grande aceitação
médica com a progesterona natural em forma de creme transdérmico para tratar dos males
decorrentes do desequilíbrio
hormonal. A progesterona natural via transdérmica não apresenta efeitos colaterais quando usada em
doses fisiológicas.

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