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COMO ELABORAR UM RESUMO (Orientações e modelo extraído do Manual de

Normas Ttécnicas da FTBP)

7 RESUMO

7.1 Definição

O resumo consiste no trabalho de condensação de um texto; é a redução aos


elementos de maior importância do referido texto. Não é simplesmente uma colagem de
partes do texto, mas um resumo com palavras pessoais do aluno. É um recurso de
aprendizagem, pois ajuda a captação, a análise, o relacionamento, a fixação e a
integração daquilo que se está estudando. O resumo é formado por parágrafos
completos e contém uma apreciação crítica no final.

7.2 Regras

7.2.1 Não resumir antes de ler, de esclarecer todo o texto, de sublinhar, de fazer breves
anotações à margem do texto: Isso por duas razões:

a) quem faz o resumo enquanto lê torna-se prolixo;

b) resumo é trabalho de extração e não de criação, o que supõe fidelidade ao autor e,


para isso, há a necessidade de leitura e exames prévios.

7.2.2 Ser sucinto: o próprio nome já diz, é resumo; não se deve ser prolixo. Todo o
resumo deve conter, geralmente, entre 1500 a 2000 palavras.

7.2.3 Percorrer em especial as palavras sublinhadas e as anotações à margem do


texto:

a) Primeiro, faz-se uma leitura geral corrida.

b) Segundo, faz-se uma segunda leitura com anotações e marcações, esclarecimentos


de termos e conceitos.

c) Terceiro, o caminho já está pronto para um bom resumo, não havendo necessidade
de se reler todo o texto de novo, bastando seguir as anotações e sublinhados.

7.2.4 Havendo transcrição textual, usar aspas e fazer referência à fonte.

7.2.5 Crítica ao autor: O resumo, embora marcado pelo caráter de objetividade e


fidelidade à fonte, deve conter, ao final, uma crítica pessoal e certas anotações de
caráter integrador.

7.3 Estrutura: As partes de um resumo não são destacadas por títulos ou capítulos; as
divisões são verificadas naturalmente pela distribuição e seqüência dos parágrafos.
Esta é a constituição de um resumo:

7.3.1 Folha de rosto (nos anexos você encontrará um modelo específico de folha de
rosto para o Resumo).

7.3.2 1 ou 2 Parágrafo(s) Introdutórios: aqui é apresentada a obra e sua importância,


bem como o autor, suas linhas centrais de pensamento e qual o seu propósito
pretendido.

7.3.3 Parágrafos do Resumo propriamente dito: Relata-se de forma breve os aspectos


de maior destaque e relevância do texto, sempre relacionando uma frase com outra,
uma questão com outra, um parágrafo com outro. Em tais parágrafos não se pode tecer
opiniões, comentários; somente apresentam-se as idéias e argumentações do autor da
forma mais neutra possível.

7.3.4 1 ou 2 Parágrafo(s) de Crítica:

a) dá-se o parecer de apreciação da obra, recomendando-a ou não.

b) faz-se um juízo sintético sobre a obra quanto a estilo, apresentação, validade,


linguagem, objetividade, clareza, etc

c) averigua-se se o autor cumpriu com seu propósito e se conseguiu provar suas


hipóteses.

Exemplo de Resumo:
FACULDADE TEOLÓGICA BATISTA DO PARANÁ

Programa de Bacharelado EAD em Teologia

Por:

TUPINAMBÁ DE MATOS

Resumo do Livro DIDÁTICA de LIBÂNEO, J. C.


São Paulo: Cortez, 1992. 260p.

Resumo apresentado como requisito parcial


da disciplina Metodologia da Pesquisa do
programa de Bacharelado EAD em Teologia
da Faculdade Teológica Batista do Paraná

Professor:
Hilmar Fürstenau

CURITIBA
2004
Este livro faz parte da Coleção “Magistério”, e seu autor é Doutor em Educação
(1990) com grande experiência na área. É autor de vários outros livros, publica artigos
em revistas especializadas, coordena o curso de Mestrado em Educação na
Universidade Federal de Goiás e ministra conferências em todo o Brasil.
O livro pretende ser um manual de estudo. Nele estão contidos os temas
necessários para que o futuro professor possa assumir uma sala de aula. Inicialmente,
faz uma explicação dos aspectos teóricos e práticos da formação do professor. Afirma
que o trabalho docente é uma prática muito ampla, sendo necessário considerar e
compreender a importância do ensino na formação humana. A prática educativa se
verifica como uma ação consciente, intencional e planejada no processo de formação
humana.
A Didática orienta a ação docente partindo das situações concretas em que se
realiza o ensino. O trabalho docente é uma das modalidades específicas da prática
educativa mais ampla que ocorre na sociedade. A educação escolar socializa o saber
sistematizado e desenvolve capacidades para a atuação no trabalho e nas lutas sociais
pela conquista dos direitos de cidadania. É um trabalho que articula os conhecimentos
sistematizados com as condições concretas de vida e de trabalho dos alunos, seus
interesses e lutas.
Ao estudar a educação nos seus aspectos sociais, políticos, econômicos,
psicológicos, para descrever e explicar o fenômeno educativo, a Pedagogia recorre à
contribuição de outras ciências como a Filosofia, a Histórias, a Sociologia, a Psicologia
e a Economia. Esses estudos acabam por convergir na Didática, uma vez que esta
reúne em seu campo de conhecimentos objetivos e modos de ação pedagógica na
escola. Além disso, sendo a educação uma prática social que acontece numa grande
variedade de instituições e atividades humanas (na família, na escola, no trabalho, nas
igrejas, nas organizações políticas e sindicais, nos meios de comunicação de massa,
etc), pode-se falar de uma pedagogia familiar, de uma pedagogia política etc, e
também, de uma pedagogia escolar.
Neste conjunto de estudos indispensáveis à formação teórica e prática dos
professores, a Didática ocupa um lugar especial. Com efeito, a atividade principal do
magistério é o ensino, que consiste em dirigir, organizar, orientar e estimular a
aprendizagem escolar dos alunos. É em função da condução do processo de ensinar,
de suas finalidades, modos e condições, que se mobilizam os conhecimentos
pedagógicos gerais e específicos.
O autor mostra que o trabalho do professor não é apenas conteúdos a serem
passados, mas uma atividade de ensino que combina objetivos, conteúdos, métodos e
formas de organização deste trabalho. “O Professor deve ter em mente a formação de
personalidade dos alunos, não somente no aspecto intelectual, como também nos
aspectos moral, afetivo e físico” (p.99)
A prática educativa, portanto, é parte integrante da dinâmica das relações
sociais, das formas da organização social. Suas finalidades e processos são
determinados por interesses antagônicos das classes sociais. No trabalho docente,
sendo manifestação da prática educativa, estão presentes interesses de toda ordem –
sociais, políticos, econômicos, culturais – que precisam ser compreendidos pelos
professores. Por outro lado, é preciso compreender, também, que as relações sociais
existentes na nossa sociedade não são estáticas, imutáveis, estabelecidas para
sempre. Elas são dinâmicas, uma vez que se constituem pela ação humana na vida
social. Isso significa que as relações sociais podem ser transformadas pelos próprios
indivíduos que a integram.
Essas considerações mostram que a prática educativa, a vida cotidiana, as
relações professor-alunos, os objetivos da educação, o trabalho docente, nossa
percepção do aluno estão carregados de significados sociais que se constituem na
dinâmica das relações entre classes, entre raças, entre grupos religiosos, entre homens
e mulheres, jovens e adultos. São os seres humanos que, na diversidade das relações
recíprocas que travam em vários contextos, dão significado às coisas, às pessoas, às
idéias; é socialmente que se formas idéias, opiniões, ideologias.
O campo específico de atuação profissional e política do professor é a escola, à
qual cabem tarefas de assegurar aos alunos um sólido domínio de conhecimentos e
habilidades, o desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, de pensamento
independente, crítico e criativo. Tais tarefas representam uma significativa contribuição
para a formação de cidadãos ativos, criativos e críticos, capazes de participar nas lutas
pela transformação social.
Vê-se que a responsabilidade social da escola e dos professores é muito grande,
pois lhes cabe escolher qual a concepção de vida e de sociedade deve ser trazida à
consideração dos alunos e quais conteúdos e métodos lhes propiciam o domínio dos
conhecimentos e a capacidade de raciocínio necessário à compreensão da realidade
social e à atividade prática na profissão, na política, nos movimentos sociais. Tal como
a educação, também o ensino é determinado socialmente.
A forma como o professor desenvolve suas atividades pode favorecer a
aprendizagem ativa: um processo de assimilação de conhecimentos escolares por meio
da atividade própria dos alunos. Planejar aulas, traçar objetivos, explicar a matéria,
escolher métodos e procedimentos didáticos, dar tarefas e exercícios, controlar e
avaliar, isto tudo se destina a fazer progredir as capacidades intelectuais dos
educandos.
Há uma unidade entre os objetivos e os conteúdos e destes dois com os
métodos. Não basta uma organização lógica dos conteúdos, mas é necessário incluir
elementos da vivência prática dos alunos de modo que eles possam assimilá-los ativa e
conscientemente.
Os métodos são ações a serem realizada pelo professor e pelos alunos para
atingir os objetivos e conteúdos. Há muitas classificações de métodos de ensino:
exposição verbal, demonstração, tarefas dirigidas, elaboração conjunta (professor e
alunos), trabalho em grupo e estudo do meio.
O importante é o professor dominar o método. Em primeiro lugar, os métodos de
ensino dependem dos objetivos imediatos da aula: introdução de matéria nova,
explicação de conceitos, desenvolvimento de habilidade, consolidação de
conhecimentos etc. Ao mesmo tempo, dependem de objetivos gerais da educação
previstos nos planos de ensino pela escola ou pelos professores.
Em segundo lugar, a escolha e organização dos métodos dependem dos
conteúdos específicos e dos métodos peculiares de cada disciplina e dos métodos da
sua assimilação. Há uma relação mútua entre os métodos gerais e os métodos
específicos de cada disciplina. Não há método único de ensino, mas uma variedade de
métodos cuja escolha depende dos conteúdos da disciplina, das situações didáticas
específicas e das características sócio-culturais e de desenvolvimento mental dos
alunos.
O trabalho docente, sendo uma atividade intencional e planejada, requer
estruturação e organização, a fim de que sejam atingidos os objetivos do ensino. A
indicação de etapas de desenvolvimento da aula não significa que todas as aulas
devam seguir um esquema rígido. A ação de qual etapa ou passo didático é mais
adequado para se iniciar a aula ou a conjugação de vários passos numa mesma aula
ou conjunto de aula depende dos objetivos e conteúdos da matéria, das características
do grupo de alunos, dos recursos didáticos disponíveis, das informações obtidas na
avaliação diagnóstica etc. Por causa disso, ao estudarmos os passos didáticos, é
importante assinalar que a estruturação da aula é um processo que implica criatividade
e flexibilidade do professor, isto é, a perspicácia de saber o que fazer frente a situações
didáticas específicas, cujo rumo nem sempre é previsível.
A aula é um dos meios e condições pelos quais o professor dirige e estimula o
processo de ensino. Nas aulas aparecem várias formas didáticas, é uma ação conjunta
do professor e dos alunos, visando a assimilação ativa de conhecimentos e habilidades.
De acordo com esse entendimento, o termo aula não se aplica somente à aula
expositiva, mas a todas as formas didáticas organizadas e dirigidas direta ou
indiretamente pelo professor, tendo em vista realizar o ensino e a aprendizagem. Em
outras palavras, a aula é toda situação didática na qual se põem objetivos,
conhecimentos, problemas, desafios, com fins instrutivos e formativos, que incitam as
crianças e jovens a aprender.
A avaliação escolar é vista como parte integrante do processo de ensino e
aprendizagem, e não etapa isolada. Ela ajuda a tornar mais claros os objetivos. A
avaliação possibilita o conhecimento de cada aluno. Portanto não deve se limitar a
provas no final de bimestre, mas um acompanhamento dos alunos nas várias situações
diárias.
A avaliação é uma tarefa complexa que não se resume à realização de provas e
atribuições de notas. A mensuração apenas proporciona dados que devem ser
submetidos a uma apreciação qualitativa. A avaliação, assim, cumpre função
diagnóstica e de controle em relação às quais se recorre a instrumentos de verificação
do rendimento escolar.
Podemos, então, definir a avaliação como um componente do processo de
ensino que visa, através da verificação e qualificação dos resultados obtidos,
determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e, daí, orientar a
tomada de decisões em relação às atividades didáticas seguintes.
O planejamento é um meio de programação das ações docentes, mas também
um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação: tem sempre o
objetivo de alcançar os melhores resultados possíveis e depende muito do preparo
profissional, os conhecimentos de Didática, de psicologia, de sociologia e,
especialmente da disciplina lecionada. Está condicionado, também, pelo nível de
preparo em que os alunos se encontram em relação às tarefas da aprendizagem.
O planejamento não assegura, por si só, o andamento do processo de ensino.
Mesmo porque a sua elaboração está em função da direção, organização e
coordenação do ensino. É preciso, pois, que os planos estejam continuamente ligados à
prática de modo que sejam sempre revistos e refeitos. A ação docente vai ganhando
eficácia na medida em que o professor vai acumulando e enriquecendo experiências ao
lidar com as situações concretas de ensino. Isso significa que, para planejar, o
professor se serve de um lado, dos conhecimentos e, de outro, da sua própria
experiência prática.
Para finalizar o autor fala das relações Professor-Aluno: formas de comunicação,
os aspectos afetivos e emocionais, a dinâmica das manifestações na sala de aula. “O
Professor não apenas transmite informações, mas também ouve os alunos, dá-lhes
atenção e cuida para que aprendam a expressar-se, a expor opiniões e dar respostas.”
(p. 250)
Na sala de aula o professor exerce uma autoridade, fruto de qualidades
intelectuais, morais e técnicas. Ela é um atributo da condição profissional do professor e
é exercida como um estímulo e ajuda para o desenvolvimento independente dos
alunos. O professor estabelece objetivos sociais e pedagógicos, seleciona e organiza
os conteúdos, escolhe os métodos, organiza a classe. Entretanto, essas ações
docentes devem orientar os alunos para que respondam a elas como sujeitos ativos e
independentes.
O principal benefício do livro foi contribuir para a melhoria da qualidade do ensino
ministrada na escola de ensino médio, mediante um conteúdo pautado no caráter
científico e sistemático, em estreita ligação com exigências metodológicas do ensino
aprendizagem. O livro aborda temas em profundidade, assegurando o máximo de
informações, conceitos e idéias, permitindo ao leitor-professor uma re-seleção de
conteúdos, conforme as exigências de cada escola e as características sócio-culturais e
individuais dos alunos. É um livro de agradável leitura, com letras grandes e
encadernação muito boa. O conteúdo de grande importância para o professor. Os
capítulos têm uma seqüência lógica, seguidos de sugestões de estudo.