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Manuel Mucheta Cureva

Fundamentos lógicos da tomada de decisão

Prof. Dr. Manuel Mucheta Cureva1


Faculdade de Filosofia; Universidade Eduardo Mondlane; Moçambique

Resumo
O Artigo versa sobre a necessidade de construção de uma teoria científica de tomada de
Decisão válida para todos os domínios do conhecimento e de actividade na base de certos
fundamentos lógicos, reconstruindo deste modo a teoria científica de tomada de Decisão
erguida nos finais dos anos 40 do século XX, a qual não é suficientemente abrangente e não
aplicável para tudo e para todos. O presente Artigo pretende divulgar os conhecimentos
lógicos e com a ajuda deles dar uma contribuição original para a elaboração de uma teoria
científica de tomada de Decisão válida para todos os campos do saber e de actividade, através
da aplicação das leis do raciocínio já descobertas, cuja utilização tem sido acessível a um
grupo restrito de consumidores, ou seja aos intelectuais relevantes. O Artigo identifica a
necessidade de elaborar uma nova teoria científica de tomada de Decisão que seja universal.
Para o efeito, no Artigo propõe-se uma “fórmula-resolvente” para a descrição das
regularidades do raciocínio lógico com o nome original de “Equação da Mente”, que possa
servir de Fundamentos lógicos de uma teoria científica universal de tomada de Decisão.

Palavras-chave: Lógica. Decisão. Equação. Mente.

Abstract
The Article focuses on the need of building a scientific decision-making theory valid for all
areas of knowledge and activity on the basis of certain logical fundamentals, reconstructing
the scientific theory of decision-making erected at the end of the 40 years of the 20th century,
which is not sufficiently comprehensive and applicable for all and for all. This article intends
to disseminate the logical knowledge and with their help give an original contribution to the
development of a scientific decision-making theory valid for all fields of knowledge and of
activity through the application of the laws of reasoning already discovered the use of which
has been accessible to a restricted group of consumers, namely the relevant intellectuals. The
article identifies the need to develop a new scientific theory of decision-making that is
universal. To that end, the Article proposes a resolvent- formula "for the description of the
regularities of the reasoning ... of course with the original name of "equation of the Mind" that
can serve as logical Foundations of a universal scientific theory of decision-making.

Keywords: Logic. Decision. Equation. Mind.

1 Introdução

Como é do domínio público, o Homem é um ser vivo racional. O ser vivo é algo
natural, o ser racional é algo natural, ou seja estas características são inerentes ao objecto que

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Prof. de Lógica, Retórica e Filosofia da Ciência na Faculdade de Filosofia da Universidade Eduardo Mondlane
em Moçambique. E-mail: manuel.cureva@yahoo.com.br

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recebeu o nome de Homem. Estas características constituem atributos do objecto Homem,


têm um carácter objectivo, isto é, são independentes da vontade e consciência do próprio
Homem. A manifestação destes atributos é natural.
Em geral, mudar a natureza do objecto Homem é impossível se pretendemos conservar
a natureza humana, que é biológica. Uma eventual mudança da natureza humana poderá
produzir como consequência a desintegração do objecto Homem, formando-se uma ou mais
objectos de naturezas diferentes do objecto Homem. Assim, a natureza humana determina,
muitas vezes, o carácter instintivo do comportamento do objecto Homem, ou seja o Homem
tem um comportamento natural antes que ele seja submetido ao rolhamento com os
fenómenos, processos e outras formas de sua interacção com o meio circundante.
Devido a sua natureza biológica o objecto Homem tende a orientar-se pelo decurso
dos fenómenos, sem, muitas vezes, notar a essência dos mesmos. Ou seja o objecto Homem
carrega como sua guia no universo um enorme peso da fenomenologia e um peso fraco ou
pobre de “essenciologia”.
O peso excessivo da fenomenologia prejudica sobremaneira a visão do Homem sobre
o mundo circundante nas suas primeiras três dimensões, pelo menos o mundo tridimensional.
A fenomenologia excessiva impede o Homem de produzir o conhecimento intelectual,
de produzir formas de sua melhor organização na produção de bens materiais, na gestão dos
recursos ao seu dispor, formas melhores de sua justa luta contra os seus inimigos, melhores
formas de organização e direcção da sociedade com vista a um bem-estar individual e comum.
Pelo contrário, a “essenciologia” permite ao Homem distinguir fácil e claramente as
questões primárias das secundárias, confusão entre fenómeno e essência, entre sabedoria e
pseudo -sabedoria, entre a fé e o conhecimento.
Para que haja predomínio da “essenciologia” a característica de ser racional, inerente
ao Objecto Homem deve ser treinada e aperfeiçoada, sem destruir a sua natureza humana. Ou
seja pretendemos dizer que possuir raciocínio não significa raciocinar correctamente.
Raciocinar não significa igualmente possuir consciência.
O raciocínio correcto não é algo natural, não é algo inerente ao objecto Homem. O
raciocínio correcto é algo a aprender, exercitar e a dominar uma boa parte dele.
O domínio total ou parcial do raciocínio correcto é condição essencial para o exercício
de tomada de decisões de toda a natureza pelo Homem. Surge a pergunta sobre as bases da
tomada de Decisão, sobre como construir uma teoria científica com a ajuda da qual o homem

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pode tomar uma Decisão segura. Ou seja quais os fundamentos racionais de uma Decisão,
comuns a qualquer domínio ou natureza dos objectos a que diga respeito a necessária Decisão.
É visto em tudo que o homem tem limitações cognitivas ao tentar conhecer o mundo
circundante porque ele é recebido frontalmente pelos fenómenos e não de imediato pela
essência. Para que o homem se possa libertar da excessiva fenomenologia deve armar-se de
uma teoria “essenciológica” que o possa tirar da escravidão fenomenológica e assim partir de
imediato para uma Decisão fundamentada sob o ponto de vista “cienciológico”. Ou seja, há
necessidade de advento de uma teoria científica de tomada de Decisão acerca dos objectos,
fenómenos e processos.
O presente Artigo pretende divulgar os conhecimentos lógicos e com a ajuda deles dar
uma contribuição para a elaboração de uma teoria científica de tomada de Decisão válida para
todos os campos do saber e de actividade através da aplicação das leis do raciocínio já
descobertas cuja utilização tem sido acessível a um grupo restrito de consumidores, ou seja
aos intelectuais relevantes.
No nosso Artigo usamos predominantemente métodos gerais de abordagem dos
objectos científicos e vários procedimentos como análise, síntese, abstracção e outros.
O nosso trabalho inspira-se nos resultados das investigações de Jeffrey R.S e Fon
Neiman J., Morgenstein O. Que marcaram o início da criação de uma teoria científica de
tomada de Decisão nos anos 40 do século XX.
No Artigo contamos com a literatura lógica avulsa em geral e os trabalhos dos lógicos
notáveis, tais como Bertrand Russel, Wesley C. Salmon, Condakov N.I, Guetmanova A, Ivin
A.A, Leonidas Hegenberg, Vicent Keller, Cleverson Leite Bastos, e outros.

2 Generalidades
A escola geral, a escola profissional, o ensino superior universitário, o ensino superior
não-universitário, assim como qualquer outra forma de transmissão organizada do
conhecimento não poderão proporcionar toda uma bagagem contendo toda a ferramenta
necessária para a actuação do homem de ciência e não só em todos os domínios do
conhecimento e de actividade. Por mais que este homem assimile e transporte consigo grande
volume de conhecimentos especializados jamais poderá esgotar e prever com precisão todas
as situações ou problemas a resolver com a ajuda do seu conhecimento especializado, pois, é
do domínio público que tais situações problemáticas constituem um conjunto infinito a

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confrontar-se com um conjunto finito de conhecimentos especializados. Torna-se, assim,


necessário que o homem de ciência e não só admita as limitações do conhecimento
especializado, sua aplicação limitada e admita a necessidade de intervenção de conhecimentos
adicionais ou saberes complementares ao conhecimento especializado de que é detentor.
A necessidade de complementaridade de conhecimentos justifica-se, muitas vezes,
pelo facto de nem sempre os graduados de uma determinada especialidade ou em geral de um
nível de ensino nem sempre poderem ocupar-se dos assuntos da sua formação, devido, entre
outras razões, a exiguidade de vagas nas instituições empregadoras. Nem todos os graduados
de cursos puramente universitários poderão estar enquadrados nas tarefas de ensino e
investigação científica nas instituições de ensino superior e de pesquisa científica pelas razões
já exemplificadas anteriormente.
A maioria dos graduados universitários poderá ocupar-se, por exemplo de negócios,
exercer funções nos órgãos de direcção do estado, de instituições públicas, privadas e mistas.
Assim, os graduados de diferentes especialidades devem estar preparados para actuar como
competentes na área, por exemplo da análise de diferentes esferas da vida de uma sociedade e
seus institutos, como consultores das estruturas de direcção nos sistemas dos poderes
legislativo, executivo e judicial, nas organizações sociais, na esfera de negócios, como
analistas nos meios de comunicação social, entre outras esferas.
Nas diferentes esferas de actividade em que se envolve o especialista é chamado a
participar dos processos de direcção e gestão das organizações ou instituições. Observemos
que a sociedade contemporânea não poderá desenvolver-se sem sistemas de direcção, em que
os gestores, cada vez mais se transformam em recurso mais importante da estabilidade e
funcionamento de qualquer país.
O dirigente, o gestor são necessários na universidade, na fábrica, na loja, no hospital,
no museu, no ambiente familiar. A importância de direcção da sociedade é actualmente
reconhecida, a ponto de ser considerada como um dos factores do desenvolvimento humano e
do progresso da sociedade.
A tomada de decisão é um dos problemas-chave na teoria e prática contemporânea de
direcção dos sistemas e da sociedade. Esta situação afigura-se até certo ponto regular, pois o
acto de tomada de decisão é o momento central de qualquer processo de direcção e gestão. A
tomada de decisão está presente em todas as funções de direcção e gestão, sendo a própria
decisão o resultado principal esperado no trabalho ou funcionamento do sistema.

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A decisão origina a informação necessária na direcção e gestão, que transporta até ao


nível executivo sob forma de tarefas, planos, normas, comandos e serve de base para as
acções objectivas subsequentes. Todos os processos, no nosso ponto de vista, devem ser
vistos como actos de tomada de decisão.
Muitas pessoas estão, provavelmente muito convencidas de que possuindo
conhecimentos profissionais, possuindo certas experiências, tendo vontade ou coragem são
capazes de tomar decisões óptimas. Como regra, as pessoas tendo consciência do grau de
complexidade de um problema e da complexidade de tomada de decisão apropriada, elas,
mesmo assim não duvidam da sua capacidade de achar ou tomar a decisão correcta.
Mas as conquistas da ciência contemporânea, principalmente da Psicologia, de forma
convincente demonstram que esta convicção é infundada, Pois já foram descobertas e
estabelecidas objectivamente os limites das possibilidades do homem na execução ou
realização de operações cognitivas complexas devido à limitação do volume da memória
operativa, limitação da velocidade de assimilação e elaboração da informação, bem como
outras limitações cognitivas. Isto determina uma certa conduta no comportamento do homem,
condicionado ao limite sensorial das formas de sua percepção da realidade, podendo ser
induzido a erros graves na tomada de decisão.
O médico estuda a medicina, o matemático estuda a matemática, o jurista estuda a
jurisprudência, o historiador estuda a história, o biólogo estuda a biologia, o astrónomo estuda
a astronomia, o politólogo estuda a politologia, o sociólogo a sociologia, entre outros
especialistas. Mas muitos destes estudiosos não recebem uma preparação sistematizada de
formas elementares ou aprofundadas com vista a poderem realizar com fundamentos
científicos Tomada de Decisão, a qual poderá ajudá-los em larga medida nas suas funções em
diferentes esferas de actividade, como anteriormente referimos.
Estes e outros especialistas e não só que independentemente da sua vontade e
consciência serão chamados a participar dos processos de direcção e gestão, em que deverão
tomar decisões responsáveis, sendo detentores de conhecimentos especializados ou não,
devem, julgamos necessário, manejar as bases necessárias para ou Metodologia de Tomada
de Decisão.
Em nosso entender os fundamentos ou bases para a tomada de decisões são as Leis e
Formas de Raciocínio lógico. As Leis e Formas de Raciocínio lógico são o objecto de estudo
da ciência chamada “Lógica”. A Lógica como ciência, como é sabido, foi fundada por

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Aristóteles (384-322 a n e), filósofo enciclopedista grego – antigo. Os conhecimentos sobre o


raciocínio que constituíram a base para a formação da ciência lógica, como é do domínio
público, estão espalhados nas obras aristotélicas, sob o nome comum de “Organon”, tais como
“Categorias, Analítica I e II, da Interpretação, da Refutação dos Sofistas, Tópica e em geral na
sua obra enciclopédica, a Metafísica.
A Lógica constitui instrumento do conhecimento com a ajuda do qual o homem de
ciência e não só aborda as diferentes formas de existência do mundo. A Lógica trata das leis,
formas, regras e esquemas de raciocínio. Ela trata das noções ou do Conceito, do Juízo e das
ilações, assim como das diferentes operações mentais como as Definições, Demonstrações,
generalizações, limitações e outras. Guetmanova A.(1989:7-8) e outros lógicos desenvolve em
grande medida o assunto do objecto da ciência lógica, suas aplicações e grau de importância
para a iluminação do homem de modo a evitar influência da fenomenologia e guiar-se pela
essenciologia. Ou seja, para a distinção clara entre as manifestações externas dos objectos,
fenómenos e processos e o seu interior nuclear.
Todo o profissional e não só envolvido no processo de tomada de decisões públicas e
privadas não pode prescindir da Lógica porque o processo de assessorar a tomada de decisões
é essencialmente a construção de ilações, a construção da demonstração, da refutação, do
conceito e do juízo, elementos essenciais, quer para a produção e avaliação da validade do
argumento, quer para a avaliação da coerência das normas em que se funda o edifício da
administração e direcção. Ora estes assuntos constituem o objecto exclusivo da ciência
Lógica.
Sem o concurso da ciência Lógica, em que se vai fundar uma Teoria Científica de
Tomada de Decisão os Homens envolvidos na tomada de decisões de qualquer natureza terão
uma visão míope, uma visão limitada, não possuindo capacidade de raciocínio independente e
suficientemente flexível para lhes conferir um poder de orientação no processo de tomada
dessas decisões e nas diversas situações da sua actividade.
Dispensar a perspectiva lógica como visão clarificada das coisas é perigar e
comprometer a qualidade das decisões a tomar, porque os seus mentores só se poderão
orientar com a ajuda do pensamento natural, que é inadequado para quem participa da
abordagem diversa sobre a produção e uso do conhecimento o qual no nosso ponto de vista
deve “essenciológico” para eliminar a influência fenomenológica com vista a consequente
tomada de Decisão.

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Assim, a necessidade de tomar em consideração os fundamentos lógicos na construção


de uma Teoria Científica de Tomada de Decisão tem igualmente uma importância
propedêutica, metodológica e organizativa com efeitos para todos os profissionais e não
profissionais decisores.

3 As Aplicações da Teoria Científica de Tomada de Decisão


Na sua vida quotidiana o homem é obrigado a tomar decisões de diferentes naturezas
com vista a remover este ou aquele obstáculo, a resolver este ou aquele problema. Em cada
dia surgem situações que exigem a tomada de alguma decisão.
Se por um lado algumas situações são habituais, por outro lado outras decisões exigem
raciocínios muito sérios, fundamentadas numa base científicas, algumas situações não são
habituais, as vezes surgem pela primeira vez e as mesmas podem ser determinantes na
continuidade ou descontinuidade da vida de um homem, ou seja, podem determinar o destino
de um homem ou toda a espécie humana.
Nas diversas situações o homem tenta, independentemente da sua vontade e
consciência, descobrir “decisões boas”. O que são decisões boas? Quais são os critérios de
comparação entre as diferentes variantes de decisões? O que se deve estabelecer como base
ou princípios dessas decisões? Os critérios de tomada de decisão devem considerar somente a
avaliação subjectiva do homem decisor nas situações concorrentes? Será possível encontrar
métodos que sejam aplicáveis com o mesmo grau de certeza ou sucesso á toda “Consciência
cognoscente” subjectiva e á todas variáveis situacionais e exercícios de tomada de decisão?
Poderá o homem fazer uma escolha racional exacta ou somente poderá limitar-se às
aproximações ou probabilidades de decisões apropriadas?
Qual deverá ser a relação entre a ciência e a arte em uma Teoria de Tomada de
Decisão? Pode-se ensinar o homem a tomar “Decisão Correcta”?
A resposta às questões colocadas e outras do mesmo género não é simples, exige umas
investigações especiais.
O papel e a importância do processo de tomada de decisão na vida da sociedade em
geral e na de pessoas singulares em particular foram considerados e desenvolvidos em certa
medida já há muito tempo pela humanidade. Ou seja, o homem tomou a consciência da
necessidade de uma Teoria de Tomada de Decisão que aplicasse o método científico,

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excluindo o recurso ao “senso comum” que é uma “metodologia” precária inerente ao homem
vulgar.
A tomada de consciência pelo homem acerca da necessidade de uma teoria científica
de tomada de decisão encontrou reflexo nos problemas filosóficos clássicos, tais como a
liberdade do homem na sua vontade, a luta entre o bem e o mal, entre outros problemas, veja-
se Berkov V.F.; Iaskevitch Ia.S (1997).
No século XX o estudo do problema de tomada de decisão entrou num novo nível
qualitativo do seu aperfeiçoamento. Nos fins dos anos 40 do mesmo século a teoria de tomada
de decisão emerge como uma disciplina científica independente com os trabalhos de Jeffrey
R.S (1983) e Fon Neiman J., Morgenstein O. (1970). Ela surge principalmente como
consequência da necessidade de resolução de problemas económicos e políticos na sociedade
de então em decadência.
Presentemente a teoria científica de tomada de decisão usa activamente os resultados e
métodos das diferentes áreas de conhecimento, intrinsecamente ligadas á prática e devido á
especificidade do seu objecto ela tem um carácter complexo e interdisciplinar. O seu
desenvolvimento é inseparável do progresso da técnica computacional, da formação de
direcções científicas tais como investigação operacional, intelecto artificial, análise sistémica
e outras.
Mas no nosso ponto de vista a Teoria Científica de Tomada de decisão usa
activamente os métodos filosóficos, muitas vezes sem a consciência disso, métodos
matemáticos, psicológicos, informáticos e de outros domínios do conhecimento. Trata-se de
uma área do saber com um carácter declaradamente abrangente e aplicabilístico ou muito
prático, podendo ser alicerce orientar para a reconstrução de nova teoria de tomada de
Decisão válido para tudo e para todos.
A análise dos processos de tomada de decisão necessariamente tem um carácter
interdisciplinar, como vimos anteriormente, pois nela intervêm muitos e diferentes factores, a
saber técnico-organizacionais, sócio-económicos, psicológicos, jurídicos e outros. Por isso o
exame desses processos não poderá limitar-se ao nível de uma disciplina científica, sob o
risco de não obter um quadro físico do mundo representativo e condicional da decisão a
tomar.
E mais, o carácter interdisciplinar da teoria de tomada de decisão permite resolver o
problema de desentendimento no uso dos termos característicos na análise do processo

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fenomenal com vista á tomada de uma decisão. Ou seja os especialistas envolvidos deverão
ter o mesmo modelo representativo na descrição do fenómeno. Estes e outros factores exigem
que haja um enfoque cada vez menos “fenomenólgico e mais “essenciológico” igual, que é
uma filosofia geral, uma base interdisciplinar necessária que permite a formação do conceito e
categorias expressivas do núcleo do problema ou fenómeno em análise.
A análise dos processos de tomada de decisão pressupõe a consideração do espectro
completo do problema ou fenómeno, o que exige um domínio de determinadas bases
gnoseológicas e metodológicas aos decisores. Isto diz respeito sobretudo ao sujeito da tomada
de decisão.
Se o sujeito da decisão for um grupo de pessoas, então neste caso surge uma série de
problemas gnoseológicos e metodológicos em relação ao sujeito da decisão constituída por
uma pessoa.
Se o sujeito da decisão for uma pessoa singular, então surge a questão de como se
pode abstrair-se das propriedades influentes ou subjectivas que caracterizam essa pessoa na
tomada de uma decisão.
É do domínio público também que uma das condições da vida quotidiana do homem
antigo, do homem medieval, do homem moderno e do homem contemporâneo é a
“indefinição”, é necessário considerar este factor na tomada de decisão.
Em relação ao que foi exposto surge o problema filosófico e metodológico geral da
análise do comportamento do homem nas condições da “indefinição”. Surge por esta via o
problema de modelação do processo de tomada de decisão. Ou seja, existe um Modelo de
tomada de Decisão?

4 Métodos quantitativos e o Cálculo intuicionista


A aplicação de métodos quantitativos para a fundamentação de uma decisão constitui
uma tarefa suficientemente complexa. O uso de métodos axiomáticos, o uso de modelos
simbolizados na fundamentação de uma decisão muitas vezes provoca discussões no seio de
uma comunidade científica e não só. As incompreensões no uso dos métodos quantitativos
ocorrem devido á complexidade e dinamismo da vida sobretudo contemporânea que cada vez
mais exige a intervenção da intuição na definição das varáveis situacionais. Neste sentido o
papel da intuição é inesquecível. Na busca do modelo ou modelos como guia para a tomada

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de decisão devem ser inclusas as questões ligadas ao uso da intuição, a qual não liberta
totalmente a quantificação.
Por muito exacto seja o método quantitativo não é possível realizá-lo sem recurso á
metodologia crítica do pensamento que se entende como sucessão de acções mentais dirigidas
ou orientadas na verificação dos enunciados, proposições ou sistema de proposições com vista
á sua correspondência aos factos constatados ou por descobrir, às normas e valores.
O pensamento crítico constitui uma das formas racionais que serve de condição
necessária para a tomada de decisão.
Os dirigentes de qualquer nível sempre procuram decidir sobre questões complexas e
confusas acerca das propriedades dos objectos de sua actuação, mas têm dificuldades em que
se devem apoiar para a tomada de decisão apropriada. Usam a intuição para a tomada de
decisão. A intuição é condição necessária mas não suficiente para o efeito. Julgamos que os
protagonistas da decisão devem operar no âmbito de um conhecimento cientificamente
fundamentado acerca das conexões das propriedades dos objectos de sua actuação, isto é
actuarem com base nas recomendações teóricas elaboradas, conselhos de autoridades
científicas (não pseudo-científicas) diplomadas nos respectivos domínios de conhecimento
devidamente reconhecidos. Assim a sua actividade e produtividade poderão ser mais
efectivas.
Como é do domínio público a noção de intuição significa a capacidade de o homem
atingir ou alcançar a verdade contida no objecto sem necessidade de sua fundamentação
lógica através da demonstração, usando a “iluminação interna contida na alma”.
Na História da Filosofia a noção de intuição conheceu vários significados, quer seja
como forma de conhecimento intelectual imediatizada ou contemplação (intuição intelectual),
quer seja como instinto, quer seja uma forma de revelação divina, como um processo
inconsciente que não é compatível com a lógica.
Todas as concepções acerca da intuição convergem num ponto comum, o
reconhecimento de um momento de imediatismo na formação do conhecimento diferente do
carácter discursivo do pensamento lógico.
Apesar da sua oposição à lógica o intuicionismo prestou uma ajuda ao pensamento
lógico a tal ponto que a lógica não poderá desenvolver-se somente no seu aspecto formalístico
sem considerar o conteúdo ou as propriedades essências dos objectos sobre os quais ela versa.

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Os métodos quantitativos (formalização do raciocínio) fundamentados pela lógica


cruzaram-se com o método intuicionista em oposição. Mesmo assim, a intuição sofreu uma
profunda influência do pensamento racional a ponto de ela própria transformar-se em parte
num método formal. Assim, surge a ideia da quantificação mesmo no seio do intuicionismo,
chegando-se á constituição de um Cálculo intuicionista de que se fala frequentemente na
filosofia da matemática.
O intuicionismo é entendido como uma direcção filosófica na fundamentação da
veracidade da matemática e lógica que reconhece como único critério de veracidade dos
métodos e resultados da matemática e lógica a sua convicção intuitiva, isto é a clareza do seu
conteúdo sem necessidade de sua demonstração.
Como é sabido o centro de atenção do intuicionismo como direcção filosófica está
ligado ao facto de sua rejeição da aplicabilidade da lei lógica do terceiro-excluído nos
raciocínios sobre objectos infinitos, tais como o espaço cosmológico, o tempo e conjuntos
infinitos, em que não se pode raciocinar nos termos de verdade e falsidade de proposições.
Para o intuicionismo os conceitos de demonstração, construção e mesmo intuição não
podem ser compreendidos ou abarcados numa definição, por isso nenhum sistema de regras
de raciocínio intuitivo, ilações e demonstração poderá ser e nem deverá ser codificado de uma
vez por todas como postulados da lógica.
O principal no intuicionismo não é a lógica mas sim a interpretação intuitiva do que
pode ser válido na qualidade de meios lógicos e matemáticos de raciocínio para achar a
decisão apropriada. Simultaneamente o pensamento intuicionista pode ser descrita sob forma
de um sistema de cálculo, o cálculo intuicionista ou simplesmente lógica intuicionista, o que
significa que a intuição não contradiz a lógica, julgamos que ela a complementa ou até serve
de fundamento ontológico de um sistema de cálculo a conceber.
Portanto, considerando a possibilidade de formalização da intuição, ou seja
transformação da intuição num sistema de cálculo podemos obter uma união não contraditória
entre os métodos quantitativos e a intuição, constituindo ambas vias um modelo apropriado a
conceber para funcionar como base de tomada de decisão.
Observemos que qualquer sistema formal de cálculo, em que se usa
predominantemente símbolos é concebido para tornar os nossos raciocínios intuitivos-naturais
mais claros. Nestes sistemas o mais importante não é o símbolo usado, mas sim o sentido
transmitido pelos mesmos e suas interconexões.

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Os métodos quantitativos em geral e a lógica intuicionista (cálculo intuicionista) em


particular poderão fundamentar o modelo conceptual universal da teoria científica de tomada
de decisão.

5 O Método de Formalização e Axiomatização do raciocínio


Como é do domínio público a formalização consiste numa operação mental de
representação dos resultados do raciocínio ou pensamento através de conceitos ou afirmações
exactos. Neste sentido a formalização contrapõe-se ao pensamento substancial ou intuitivo.
Na matemática e na lógica formal em que é mais desenvolvida, a formalização é
entendida habitualmente como a representação do conhecimento substancial sob forma de
sinais ou símbolos ou simplesmente uma representação do conhecimento substancial ou
material numa linguagem formalizada ou artificial.
Uma condição necessária para a elaboração da linguagem formalizada é o uso do
método axiomático, graças ao qual torna-se possível obter todos os resultados ou afirmações
de uma teoria a partir de um número pequeno de axiomas ou afirmações aceites sem
demonstração.
A obtenção de uma teoria formal completa é possível só e somente se abstrairmo-nos
do conteúdo ou significado substancial dos conceitos iniciais e axiomas da teoria em causa e
obtermos com sucesso a aplicação formal das regras de sequência lógica que permitem uma
transição dos axiomas para os teoremas.
O uso do método axiomático no processo da formalização do raciocínio oferece uma
sistematização do conhecimento em que os elementos constitutivos do conhecimento ou
pensamento ficam coordenados e sobretudo encontram-se numa relação de subordinação
universal. Assim, a busca de axiomas dos quais pode-se pela via puramente lógica obter
consequentes ou simplesmente teoremas constitui uma das tarefas mais importantes da
formalização do raciocínio ou pensamento.
A formalização da demonstração oferece possibilidades de o homem libertar-se do
intuitivismo, o que confere maior rigorosidade nas ilações ou suas conclusões mentais e
mesmo a partir de raciocínios sobre as propriedades de substâncias corpóreas. A
representação da demonstração em forma de sucessão de fórmulas em que cada uma delas
constitui ou axioma, ou obtém-se de algum axioma segundo certas regras de sequência lógica
converte o próprio processo de verificação da demonstração num procedimento puramente

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mecânico que até pode ser transmitido ás máquinas calculadoras para o executar. Por isso a
demonstração está ligada aos sistemas de cálculos, incluindo o cálculo intuicionista, meio
repleto de elementos do senso comum.
A formalização joga um papel importante na análise, confirmação da exactidão e
explicação dos conceitos científicos e não só. Os conceitos intuitivistas, embora pareçam-se
mais claros sob o ponto de vista do senso comum, devido a sua indefinição e carácter
polissémico não são utilizáveis para fins científicos. No conhecimento científico, muitas
vezes, tem sido muito difícil não só para resolver mas também para formular e colocar um
problema científico de forma clara devido ao carácter indeterminado dos conceitos
intuitivistas não prestáveis á formalização segura e posterior axiomatização, havendo
necessidade de o homem esforçar-se para a sua libertação das garras do senso comum.
A formalização está intimamente ligada ao advento e elaboração das linguagens
artificiais ou formalizadas ou linguagens científicas. As linguagens artificiais são criadas para
expressar com exactidão as ideias ou raciocínios, com o objectivo de excluir a possibilidade
de entendimentos polissémicos dos conceitos usados numa determinada teoria científica, tais
como a teoria matemática, a teoria física, a teoria politológica, a astronomia e outras.
A formalização oferece possibilidades de elaborar uma linguagem científica com uma
estrutura exacta estabelecida e com as regras de transformação ou conversão de umas
expressões em outras devidamente concebidas e que excluem a coexistência contraditória.
Os resultados obtidos com a aplicação do método formalístico possuem um grande
valor e importância filosófica, antes de tudo, ao possibilitar a resolução do problema da
relação entre os componentes formais e substanciais no conhecimento científico.
Como é do domínio público as investigações acerca da solubilidade das teorias
matemáticas formalizadas mostraram a ausência de fórmula-resolvente ou procedimento da
resolução para o cálculo restrito de predicados. Os resultados destas investigações romperam
a crença nos princípios de demonstração puramente formal da teoria matemática ou da
matemática. Estas e outras investigações do género mostraram as limitações do programa da
filosofia neopositivista de análise da teoria científica que considera a primazia da forma em
relação ao conteúdo e que reduzia todos os problemas da filosofia da ciência á análise da
estrutura da linguagem científica.
No processo de interacção entre a forma e o conteúdo, como foi sentenciado pelos
representantes da filosofia clássica alemã (Hegel, Marx), devemos constatar e reconhecer o

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papel de cada um destes aspectos da existência. A forma desempenha um papel crucial na


revelação das propriedades do objecto representadas pelo conteúdo do mesmo. A limitação da
análise do objecto á sua forma prejudica o conhecimento, simultaneamente a exacerbação do
conteúdo remete o homem ao intuitivismo, muito ligado ao senso comum. Ou seja, o
formalismo não esgota o substancialismo e este último não poderá independizar-se do
primeiro.
Portanto, o método da formalização e axiomatização do raciocínio poderão ser
instrumentos para a realização do modelo conceptual universal na teoria científica de tomada
de decisão.

6 As leis do raciocínio correcto


Sabe-se que numa primeira aproximação da noção, lei significa relação necessária,
relação essencial, substancial, repetitiva e estável entre os objectos, fenómenos e processos.
Uma lei expressa ligações necessárias entre as propriedades do objecto, entre os objectos,
entre os componentes ou elementos do objecto, assim como entre as propriedades mais
internas do objecto. Ou seja, qualquer lei expressa o carácter regular das conexões entre as
propriedades do objecto que ela descreve, excepto as leis entendidas como normas, por
exemplo no direito.
Existem leis de funcionamento que expressam a ligação substancial necessária entre os
objectos, fenómenos e processos coexistentes no espaço, por exemplo a lei de gravitação
universal. Existem leis que regulam outros fragmentos da realidade, por exemplo as leis da
génese, crescimento, desenvolvimento, reprodução e transformação.
As leis regulam os objectos, fenómenos e processos da natureza, da sociedade e do
pensamento. As leis reflectem a unicidade da matéria, mesmo que esta última se apresente sob
formas diversas, como dizia Engels F. (1985) nomeadamente sob formas de movimento
biológico (nascimento, crescimento, desenvolvimento e transformação dos sistemas vivos),
movimento mecânico (deslocação espacial dos corpos, sistemas mecânicos), movimento
físico (variações de temperatura dos corpos), movimento químico (reacções químicas das
substâncias), entre outras formas derivadas.
As leis têm um carácter objectivo, não foram criadas por alguma autoridade
administrativa, existem e actuam independentemente da vontade e consciência do homem
sobre elas. Ou seja, querendo ou não, conhecendo-as ou não, elas actuam sobre o homem e

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ditam a sua necessidade. Ao homem só resta obedece-las ou se as dominar usá-las para o seu
bem-estar.
Tal como outros fragmentos da realidade o raciocínio está sob controlo de
determinadas leis, as leis de raciocínio ou de pensamento, as quais servem de “árbitro” sobre a
correcção ou incorrecção do raciocínio nas suas diferentes formas de apresentação.
A observância das leis de raciocínio constitui uma condição necessária para a
consecução da verdade em qualquer processo. Ou seja o raciocínio correcto é aquele que se
desenrola sob controlo das leis naturais de pensamento. A violação das leis de raciocínio
lógico torna impossível o manejo da verdade nos processos tanto do senso comum como
puramente científicos, não permitindo obter resultados axiomatizáveis na formulação de um
problema e proposta de sua resolução. As leis do raciocínio correcto são conexões
necessárias, essenciais e estáveis entre os elementos do pensamento, presentes na chamada
forma lógica ou estrutura da mente.
No presente Artigo, como nossa contribuição, propomos considerar as leis do
raciocínio como a “Regularidade das Variáveis Mentais” com a ajuda da qual torna-se
possível apresentar uma “Equação da Mente”.
A “Equação da Mente” deve ser apresentada sob forma de uma “Função Lógica” ou
“Função Racional” de 4 (quatro) varáveis, a função racional seguinte: F(rc) →∆ (q, s, p ,℮),
em que Frc – função racional correcta, ∆ - variação racional, q – quantificador, s – sujeito
cognoscente ou objecto de raciocínio, p – predicado lógico e ℮ - cópula lógica.
Em nosso entender a “Equação da Mente” funcionará como Fundamento Lógico de
uma Teoria Científica de Tomada de Decisão. Isto é o que pretendemos alcançar no presente
Artigo.
Neste sentido a “Equação da Mente” actuará como “árbitro do raciocínio” ao controlar
a todo o momento a correcção, a clareza, nitidez, não contrariedade, sequencialidade,
derivabilidade, dirigibilidade, detectabilidade, definibilidade e edificabilidade ou
construtividade do mesmo.

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Referências

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