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NOME: Pr. Denis Constante Vicentim – Cód. Pastoral: 01.

3787

IGREJA: Jaguaré – Cód. Da Igreja: 01.1701

Regional: Lapa

ESTUDO SOBRE O CAPÍTULO 3 DA PRIMEIRA EPÍSTOLA DO APÓSTOLO PAULO À TÍMOTEO

“Os deveres dos bispos e dos diáconos”

1- ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
2 - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto,
hospitaleiro, apto para ensinar;
3 - Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso,
não avarento;
4 - Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia
5 - (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);
6 - Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.
7 - Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no
laço do diabo.
8 - Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não
cobiçosos de torpe ganância;
9 - Guardando o mistério da fé numa consciência pura.
10- E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam se forem irrepreensíveis.
11- Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo.
12- Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas.
13- Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé
que há em Cristo Jesus.
14- Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te bem depressa;
15- Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a
coluna e firmeza da verdade.
16- E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no
Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.

Paulo, inspirado pelo Espirito Santo, escreve neste trecho da sua primeira carta ao seu “Filho na
Fé”, Timóteo (que originalmente não era divida em capítulo e/ou versículos), para doutrina-lo,
especificamente, sobre “Os deveres dos bispos e diáconos”, já que, mesmo sendo jovem ainda,
havia recebido a grandiosa missão de levantar líderes para as igrejas da região de Éfeso (1 Tm 1.3).

Desde então, este trecho, ou como chamaremos aqui de “CAPÍTULO 3 DA PRIMEIRA EPÍSTOLA DO
APÓSTOLO PAULO À TÍMOTEO”, vem sendo usado como parâmetro para serem levantados,
avaliados e promovidos lideres Na Igreja Do Senhor Jesus Cristo.

Primeiramente temos que nos atentar para o que significa ser um bispo e um diácono.

Bispo, dos originais em grego da Bíblia “Epíscopos”, que quer dizer supervisor ou também
superintendente. Nos tempos apostólicos, também chamados de “Presbíteros” ou “Anciões”,
eram os dirigentes da igreja cristã, que se dedicavam ao ensino da doutrina bíblica e à pregação do
Evangelho numa igreja local e mais tarde se tornaram responsáveis por um grupo de igrejas de
uma determinada região, ou seja, líder de outros sacerdotes (os separados para servirem
oficialmente no culto, portadores Da Palavra de Deus).

Entendo que todos que recebemos O Senhor Jesus como único e suficiente Salvador e,
testemunhamos publicamente esta decisão através do batismo nas águas, fomos lavados de
nossos pecados que nos separa de Deus e desde então somos ordenados a sermos não só
sacerdotes, mas reis também (AP 1.5 E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito
dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos
pecados,
6 E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.), ou seja,
é dever de todo cristão ser um sacerdote. Então, assim sendo, todos que desejam e são chamados
à serem pastores(dirigir uma igreja), não só podem, como devem desejarem e serem Bispos
Consagrados, pois ordenados e comissionados como tal já o são, independente do tamanho da
congregação que estão ou já dirigiram.
Davi já havia sido ungido rei, e tinha capacidade de Deus para derrotar gigantes e exércitos, mas
não se rebelou ou se ensoberbeceu com isso, muito pelo contrario, conforme lhe fora ordenado,
cuidava das poucas ovelhas de seu pai num deserto, pois estas precisavam dele enquanto
aguardava uma nova missão e que fosse enviado outro pastor que o substituísse. (1sm 17.28a E,
ouvindo Eliabe, seu irmão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se a ira de Eliabe contra Davi, e disse:
Por que desceste aqui? Com quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto?).

E Diácono: Ser um diácono era e é uma tarefa também gloriosa, não inferior a qualquer outro
cargo eclesiástico. Um diácono deve ser primeiramente “cheio de Fé e do Espírito Santo” (Atos
6:5), pois o mesmo ajudava nos trabalhos administrativos de uma igreja, cuidavam dos pobres,
viúvas, órfãos e necessitados em geral e também ensinavam a doutrina bíblica e pregavam o
Evangelho, ou seja, auxiliavam os lideres da época e também hoje com grande responsabilidade,
sendo preparados para serem lideres no futuro.

Sabendo agora em quem deveríamos encontrar tais deveres, abaixo esmiuçarei as obrigações que
estes devem dar testemunhar a todos para serem aprovados e/ou consagrados.

1a- ESTA é uma palavra fiel: Quer dizer que se trata de uma mensagem devotada, firme e constante
que não cabe muita interpretação, além do significado de cada dever;

1b- se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja: Paulo inicia encorajando àqueles que
desejavam serem bispos, dizendo ser uma excelente obra o que desejavam.
Hoje, não há muito perigo em ter uma ambição assim, mas, devemos sempre lembrar que quando
Paulo escreveu estas cartas, a situação era bem diferente do que é hoje. A responsabilidade de
liderar era pesada e cheia de grandes perigos. De fato, ser um verdadeiro líder exige sacrifício. Este
versículo salienta uma aspiração tal como aquela que leva uma pessoa a estudar, trabalhar e fazer
sacrifícios a fim de equipar-se para a liderança na igreja;

2a - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível: Primeiro dever citado é o dever de ser irrepreensível
(que não pode ou não é digno de ser repreendido, é correto), uma pessoa que ninguém teria nada
do que acusá-la, principalmente a liderança, mas não seria uma pessoa sem pecado, pois se isso
fosse um critério nenhum homem seria qualificado, mas no caso, como um homem digno,
respeitável com reputação irrepreensível, o comportamento deve estar acima de qualquer dúvida,
não rebelde, para não ser digno de repreensão;
2b- marido de uma mulher: Que o candidato deveria ser casado, com uma única mulher, ou seja, não
ter varias famílias, como a atual lei brasileira permite (na qual, apesar de rezar ser crime a pessoa
ter mais de um casamento por vez mas pode ter varias famílias com igualdade de direitos).
Pois a ordem do Senhor é clara na Bíblia que diz que não é bom que o homem esteja só (Gn 2.20-
25; Sl 68.6; Mt 19.4-6; Mc 10.6-9) e que os casados não podem deixar suas esposas para se casarem
com outras mulheres, a não ser, por causa de adultério ( Mt 5.32; 19.9; Mc 10.11; Lc 16.18), apesar
que o mesmo Paulo diz aos Coríntios( 1Co 7), que seria bom que o homem não tocasse em mulher
ou ficasse sem mulher, como ele (vv. 1,8 – dizem os estudiosos, historiadores e teólogos que por
ser fariseu, Paulo fora casado, mas algo aconteceu durante seus embates apologéticos - tanto
religioso como cristão – que passou a estar sem mulher ), mas, também diz, que quem não
consegue se conter (que tem o desejo natural por pessoa do sexo oposto) seria melhor casar-se(v.
9), vejo aqui uma explicação para a determinação de que o Bispo fosse casado: poucas pessoas
não tem desejo natural algum por pessoa do sexo oposto e, principalmente, sendo importante
citar, nenhum desejo sexual antinatural por pessoas do mesmo sexo também, como Nosso Senhor
Jesus, dizendo ser melhor casar-se do que viver abrasado, ou seja, excitado, pois deste modo,
enquanto ainda esta em busca da sua esposa, mesmo ainda não haja ninguém em vista e
principalmente se já tiver conhecido alguém, orado, começado um namoro e um noivado, este
estado de excitação pode atrapalhar a dedicação nos deveres para com a obra de Deus;

2c – vigilante: Ou seja, temperante, que vigia, é atento e cauteloso. Aquele que é comedido em
suas paixões, apetites, etc.;

2d- sóbrio: Que seja moderado, recatado, controlado, especialmente no falar, no comer, no beber e
até mesmo ao se vestir. É parco, simples, frugal. É uma pessoa discreta e prudente, decoroso, tem
ordem em contraste com desordem. Ordeiro tanto em sua vida íntima, assim como, na sua
aparência, no uso de roupas, não é extravagante e que tem o controle de suas faculdades mentais;

2e- honesto: É modesto, honrado, probo, digno de confiança, justo, escrupuloso, decente, casto;

2f- hospitaleiro, Que dá hospedagem por generosidade ou caridade. Disposto a receber em sua casa
e de cuidar dos irmãos até estrangeiros, viajantes ou aqueles que estão fugindo por causa da
perseguição. Naquele tempo, as cartas tinham que ser levadas por mensageiros e não seria bom
ficar em casa de pessoas não crentes. Havia ainda a responsabilidade com as viúvas e com os
órfãos (Rm 12.13; Hb 13.2);

2g- apto para ensinar: Que tem aptidão inata ou adquirida e que seja capaz, hábil, habilitado, idôneo
e que mostre implícita qualificação de ensinar as doutrinas bíblicas e a pregar o Evangelho com
exatidão de palavras, após, haver sido antes ele mesmo ensinado (I Tm 5.17; 2 Tm 2.2,34; 3.14; I Co
12.29);

3a - Não dado ao vinho: Claro que isso diz respeito, principalmente, em que não se consuma de
forma alguma nenhum tipo de bebida alcoólica, pois Deus é Espirito, e requer que aquele que o
adorem, o façam em Espirito e em Verdade (Jo 4.23,24) e as bebidas alcoólicas são escarnecedoras
e alvoroçadoras (Pv 20.1), mas entendo também que o vinho aqui representa toda alegria da carne,
o que significa que temos que ser comedidos aos expressarmos alegria da carne, como por
exemplo ao transparecer apreço e nas comemorações de vitórias e conquistas de títulos por uma
agremiação futebolística ou coisas do gênero;

3b- não espancador: Ou seja, não violento (que bate ou machuca), nem desordeiro, rixento,
valentão. Não deve ser mal humorado e nem pronto para usar os punhos (Pv 23.29), mas que
tenha bom senso. Deve ser cordato, calmo e capaz de considerar os sentimentos dos outros.
Tomar como exemplo a Barnabé, “filho da Exortação” (At 4.36);

3c- não cobiçoso de torpe ganância: Não cheio de cobiça, ambicioso, nem ter uma ganância torpe
(impudica, indecorosa, vergonhosa, obscena, ignóbil, sórdida, repugnante, manchada, suja,
imunda, indigna ou vil ganância), não somente um homem que gosta de dinheiro e/ou bens, mas
um homem que quer ganhar dinheiro e/ou de qualquer maneira e por qualquer meio ou custo;

3d- mas moderado: moderado em tudo, não só referente à ganancia, quer dizer, mediano em
quantidade ou qualidade, que guarda o meio-termo entre os extremos, que está nas devidas
proporções: Tamanho moderado, que tem comedimento, moderação ou prudência ou seja, não
exagerado, não excessivo, razoável, temperado, suave, benigno;

3e- não contencioso: Que seja inimigo de contendas, brigas, intrigas, evitando-as ao máximo e nunca
sendo os causadores, pois alguém pode criar problemas ao argumentar, ainda que não tenham
razão ou não e seus argumentos sejam falhos ou verdadeiros;

3f- não avarento: Não ter apego exagerado ao dinheiro e/ou aos bens materiais, ou seja, o desejo
de adquirir dinheiro e bens a qualquer custo não deve ser o motivo dominante de sua vida;

4a - Que governe bem a sua própria casa: Um homem que seja o cabeça do lar e governe bem a sua
casa tem o respeito da esposa e dos filhos;

4b- tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia: Que tenha sobre os filhos o efeito
dependência, submissão e subordinação, com modéstia, ausência de vaidade ou de luxo,
comedimento, humildade, simplicidade no modo de se apresentar, de falar de si ou de qualquer
assunto, desambição, simplicidade, moderação, sobriedade. Filhos mal criados e maus refletem
desfavoravelmente sobre qualquer pastor, não meramente porque são exemplos daninhos aos
filhos dos membros da congregação, mas pior ainda, porque demonstram que o pai é
incompetente em um de seus ofícios;
5 - (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?): Ter e ser
responsável por uma família é uma experiência inestimável de administração, principalmente de
crises, o que torna imprescindível este caráter de ser um bom governante de seus lares aos que
almejam o episcopado;
6 a- Não neófito: Neófito é aquela pessoa que esta se iniciando em algum processo de
conhecimento secular ou religioso, em outras palavras: é um iniciante, inexperiente ou seja, um
recém convertido;

6b- para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo: E como, infelizmente, quase
sempre acontece que as pessoas inexperientes podem se achar muito sabias, e então a soberba
pode tomar conta delas e é ai que acontece o pior. Por essa razão Paulo aconselha a Timóteo a
não admitir os neófitos (Novatos) no Presbitério da Igreja. E isso para que o neófito não incorra na
mesma condenação do Diabo por causa do seu orgulho cego. Uma condenação já pronunciada. (Jo
8.44; Is 14.12-15; 2 Tm 2.26; 2 Pe 2.4).
O próprio Paulo seguiu esse exemplo. Ele passou três anos no deserto antes de trabalhar em Tarso
e Antioquia. Só foi comissionado para a sua primeira viagem missionária dez anos depois da sua
conversão! Também Paulo não elegeu presbíteros durante a sua primeira viagem em cada igreja
até que ele retornasse em outra viagem (At 14.23). E também Timóteo não foi ordenado
imediatamente depois da sua conversão;

7 - Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no
laço do diabo: É dever dar bom testemunhar a todos, inclusive aos não cristãos, pois, desde de
sempre, convivemos bastante com eles e, às vezes, passamos mais tempo com estes do que com
os de mesma fé, como em encontros familiares e outras socializações, no trabalho, no transporte
etc. A opinião deles é muito importante, pois para as pessoas de fora da igreja, o crente (e
principalmente o pastor), deve ser reconhecido por seu caráter impoluto, pois o próprio Cristo nos
avisa que é impossível que não hajam escândalos, mas ai daquele por quem o escândalo vier! (Mt
13.41; 16.23; 18.7; Mc 9.43; Lc 17.1);

8a - Da mesma sorte os diáconos sejam honestos: Não se espera menos dos seus auxiliares, pois estes
respondem pelos lideres quando os mesmos por algum motivo não podem. Busca-se que sejam
honestos, respeitáveis, honrados, decentes no seu comportamento e em toda sua conduta;

8b- não de língua dobre: Ou seja, de uma só palavra. Ele não fala “dos dois lados da boca”. Ele não
fala uma coisa e faz outra;

8c- não dados a muito vinho: Idem ao visto no que se espera na conduta dos lideres, mas como estes
não ocupam ainda cargos de confiança e responsabilidade maior, podem extravasar um
pouquinho mais em suas alegrias naturais e carnais, mas já se preparando, pois, se alcançarem o
Episcopado, terão que ser mais recatados nas suas comemorações;

8d- não cobiçosos de torpe ganância: Idem ao visto no que se espera na conduta dos lideres;

9 - Guardando o mistério da fé numa consciência pura: Não só uma inculpabilidade externa, que
ninguém jogue uma pedra em sua vidraça, mas que as estruturas estejam firmes nos fundamentos
do “mistério da fé”
10a- E também estes sejam primeiro provados: Que estes também não sejam neófitos. Antes de serem
eleitos diáconos, devem ser homens provados, experimentados nos trabalhos da obra de Deus;

10b- depois sirvam se forem irrepreensíveis: E se achados “irrepreensíveis”, ou seja, não necessitam
ser repreendidos, após provados os dignos são aprovados para servir oficialmente na obra de
Deus;

11a- Da mesma sorte as esposas sejam honestas:

11b- não maldizentes,

11c- sóbrias e

11d- fiéis em tudo.

12a- Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e

12b- governem bem a seus filhos e suas próprias casas.

13- Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé
que há em Cristo Jesus.

14- Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te bem depressa;

15- Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a
coluna e firmeza da verdade.

16- E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no
Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.

Na bíblia o que hoje conhecemos por pastor, eram conhecidos como bispos e presbíteros, e a
função de um bispo e presbítero era cuidar da igreja, liderar, pastorear o rebanho de Cristo que
são os cristãos.
Paulo então descreve com detalhes como um bispo, presbítero (pastor), deve ser para poder estar
na liderança da igreja de Cristo.

E deveria ser marido de uma só mulher, não deveria viver em poligamia ou adultério, para que
aquele que fosse casado fosse fiel a sua esposa.

Mas também um bispo ou presbítero não precisava ser necessariamente casado, o próprio
Timóteo era bem possível que não fosse casado.

Também deveria ser um homem, temperante (não exagerado), sóbrio (moderado, controlado),
hospitaleiro (que sabe como receber as pessoas), apto para ensinar (deveria ter conhecimento
bíblico para ensinar a doutrina de Cristo e discipular um novo cristão na fé).

Não dado ao vinho (que não se embriaga com o vinho), não violento, porém cordato (que se
comporta com cautela e sensatez), inimigo de contendas (que não gosta de brigas e discórdias),
não avarento (apegado com exagero ao dinheiro).

E deveria governar bem a sua própria casa, o homem também é constituído por Deus, como líder
do seu lar, da sua família, e esse deve ser o primeiro ministério de um homem casado, conduzir a
sua família a Cristo, aos ensinos das escrituras sagradas, educando seus filhos para que sejam
educados e ensinando-os as leis do Senhor ( Provérbios capítulo 22, versículo 6 ) e ( Efésios
capítulo 6, versículo 4 ).

Também deve cuidar de sua esposa, vendo-a como parte mais frágil e sua auxiliadora ( Efésios
capítulo 5, versículos de 23 ao 33 ).

Se o homem souber ter governo sobre sua casa e liderá-la como a própria palavra nos ensina,
então conseguirá pastorear a igreja de Cristo.

Um bispo ou presbítero não poderia ser um neófito, iniciante, ou no caso aqui um novo convertido
a fé cristã, porque isso poderia ensoberbecê-lo e fazer com que ele pudesse cair na condenação do
diabo, por não ter estrutura espiritual para liderar a igreja de Cristo.

Mas um bispo ou um presbítero (pastor), deve ter um bom testemunho dos de fora, para que não
seja humilhado pelo diabo. Ele deve dar um bom testemunho de suas obras para que todos que o
veja, o reconheça como um homem temente a Deus ( Mateus capítulo 7, versículos 17, e 20 ).
Paulo também da qualificações para um diácono, que seria auxiliares dos bispos e presbíteros
(pastores).

A tradução original de diácono é servo e Paulo diz ser semelhante as qualificações de um bispo,
presbítero para um diácono.

Eles deveriam ser respeitáveis, honesto, de uma só palavra, também não inclinado a bebedices,
cobiçosos e gananciosos sujos.

Porém, devem conservar a fé em Cristo Jesus, tendo a consciência limpa.

Um diácono antes de ser separado para o diaconato deveria ter um tempo de experiência para ver
se estaria preparado para o diaconato, e se apresentar sem nada ter do que acusá-lo, então sim,
poderia exercer o diaconato.

As mulheres também para servirem deveriam ser respeitáveis, não maldizentes, fofoqueiras, mas
temperantes (não exagerada) e fiéis em tudo.

O diácono também deveria ser marido de um só mulher e não viver em poligamia ou adultério,
governando bem sua casa, sua esposa e filhos como convém ao Senhor.

Aqueles que souberem desempenhar bem o diaconato poderia alcançar uma posição superior,
podendo ser um bispo ou presbítero recebendo intrepidez, coragem para exercer a fé em Cristo
Jesus.)

Dos versículos 14 ao 16... A igreja de Deus, coluna e baluarte da verdade. O grande mistério da
piedade ___ Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve;

para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do
Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.

Evidentemente, grande é o mistério da piedade:

Aquele que foi manisfesto na carne, foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado
entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.

( Paulo tinha planos de ir ate a igreja em Éfeso, onde Timóteo era o líder da igreja e por isso estava
ensinando Timóteo como liderar bem a igreja de Cristo e como deveria ser os líderes e servos
escolhidos por ele para estar a frente da igreja com ele.
Paulo diz que a igreja do Deus vivo é coluna e baluarte da verdade, ou seja a igreja é a que
sustenta a verdade do evangelho de Cristo e deve andar como tal verdade.

Paula termina o capítulo 3 com um poema ou um hino cantado e conhecido por eles, referindo a
Cristo Jesus, que foi justificado em espírito, visto por anjos, pregados entre gentios (não judeus),
crido no mundo e recebido na glória, nos céus.)

Este estudo nos mostra como deve ser um líder a frente da igreja do Deus vivo. A Palavra de Deus
não muda, ela continua a mesma! E do conhecimento dela prestaremos conta a Deus, muitas
vezes, pelo bem que devemos fazer e não fazemos ou pelo pecado não confessado ou
arrependido....

Vamos orar irmãos, pelos líderes para que sejam piedosos e andem segundo a Palavra de Deus.

Deus os abençoe e ate os próximos estudos se assim Deus desejar....

a) Presbíteros. vv1-7.

“Se alguém almeja o episcopado, excelente obra almeja”. Será que devemos cabalar para
promoção, angariar votos? Não há grande perigo em ter uma ambição assim? Devemos sempre
lembrar que quando Paulo escreveu estas cartas, a situação era bem diferente do que é hoje. A
responsabilidade de liderar era pesada e cheia de grandes perigos. De fato, ser um verdadeiro
líder exige sacrifício. Este versículo salienta uma aspiração tal como aquela que leva um irmão a
estudar, trabalhar e fazer sacrifícios a fim de equipar-se para a liderança na igreja. O nome do
cargo era de supervisor (Epíscopos). Para ser um presbítero, algumas qualificações eram exigidas:

Testemunho na Igreja

1. Irrepreensível (Boa reputação).

2. Esposo de uma só mulher.

3. Temperante.

4. Sóbrio.

5. Modesto.
6. Hospitaleiro.

7. Apto para ensinar.

Base:

v.6; Não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça.

Testemunho no Mundo.

1. Não dado ao vinho.

2. Não violento.

3. Porem cordato.

4. Inimigo de contendas.

5. Não avarento.

6. Que governe bem a sua própria casa.

7. Criando os filhos sob disciplina.

Base:

v.7 “É necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora”.

Agora observe que em relação ao nosso testemunho na igreja, as características são positivas,
enquanto que em relação ao mundo, são mais negativas.

i) Seu Testemunho na igreja:

1. Que não pode ser repreendido. 2. Correto. 3. Perfeito. 4. Imaculado.

Reputação irrepreensível, o nosso comportamento deve estar acima de qualquer dúvida.

2. Esposo de uma só mulher. Há varias interpretações:

+ O candidato deve ser casado, mas isso não pode ser sentido neste trecho, por que Paulo salienta
que a mulher deve ser “uma só”. Os presbíteros eram escolhidos dentre os homens maduros e
geralmente eram homens casados. Nota-se aqui a queda do dogma da Igreja Católica sobre o
celibato clerical.

+ O candidato não deve tornar a casar-se, caso a primeira esposa venha a falecer. Esse é o ponto
de vista das Igrejas Gregas e Orientais. Não pode ser por causa do ensino de Paulo (I Timóteo
5:14; 4:3; Romanos 7:2-3; I Coríntios 7:39).
+ O candidato não deve ter mais de uma esposa viva de cada vez. Não deve ser bígamo ou
polígamo. Parece que este é o sentido de Paulo. Um líder na Igreja deve mostrar um exemplo de
fidelidade à sua única companheira de casamento. Infidelidade e todo o tipo de imoralidade
sexual eram muito comuns entre os judeus e os gentios (Cp. Êxodo 20:14; Mateus 5:28; João 8:3;
Romanos 1:27; I Coríntios 5:1,9; 6:9-11; Gálatas 5:19)

3. Temperante – vi.gi.lan.te adj. m. e f. 1. Que vigia. 2. Atento, cauteloso

Aquele que é comedido em suas paixões, apetites, etc. Moderado. Controlado, tem o controle de
suas faculdades mentais.

4. Sóbrio – Moderado, especialmente no comer e no beber. 2. Parco, simples, frugal.

É uma pessoa discreta e prudente.

5. Modesto – ho.nes.to

adj. 1. Honrado, probo. 2. Digno de confiança. 3. Justo, escrupuloso. 4. Decente, decoroso. 5.


Casto, recatado.

decoroso, tem ordem em contraste com desordem. Ordeiro tanto em sua vida íntima, assim como,
na sua aparência, no uso de roupas, não é extravagante.

6. Hospitaleiro – Que, ou o que dá hospedagem por generosidade ou caridade.

Disposto a receber em sua casa e de cuidar dos irmãos estrangeiros – crentes viajantes ou aqueles
que estão fugindo por causa da perseguição, naquele tempo, as cartas tinham que ser levadas por
mensageiros e não seria bom focar em casa de pessoas não crentes. Havia ainda a
responsabilidade com as viúvas e com os órfãos. ( Romanos 12:13; Hebreus 13:2).

7. Apto para Ensinar –Que tem aptidão inata ou adquirida; capaz, hábil, habilitado, idôneo
Implica na qualificação de haver sido antes ele mesmo ensinado. (I Timóteo 5:17;II Timóteo 2:2,34;
3:14; I Coríntios 12:29).

ii) Seu Testemunho no Mundo.

1. Não dado ao vinho. I Timóteo 3:8; Tito 1:7. Não podia ser uma pessoa dada a freqüentes
banquetes regados a muito vinho. Cf. Noé, Genesis 9:20-27; Nabal I Samuel 25:36; Na Santa Ceia I
Coríntios 11:21.

2. Não violento – es.pan.ca.dor

(ô), adj. e s. m. 1. Que, ou o que espanca. 2. Desordeiro, rixento, valentão.

Não deve ser mau humorado e nem pronto para usar os punhos – Provérbios 23:29.

3. Porem, cordato – Que tem bom senso.


Deve ser cordato, calmo e capaz de considerar os sentimentos dos outros. Tomar como exemplo a
Barnabé, “filho da Exortação”. Atos 4:36.

4. Inimigo de Contendas – Há sempre pessoas que estão dispostas a criar problemas e


argumentar, ainda que não tenham razão e seus argumentos sejam falhos, portanto não deve ser
contencioso, como aconteceu em Corinto. (I Coríntios 1:12).

5. Não Avarento –co.bi.ço.so

(ô), adj. 1. Cheio de cobiça. 2. Ambicioso.

O exemplo negativo de Judas (João 12:6). O desejo de adquirir dinheiro a qualquer custo não
deve ser o motivo dominante de sua vida. ( I Timóteo 6:9-10; Lucas 12:29; 16:19-31).

tor.pe

(ô), adj. m. e f. 1. Desonesto, impudico. 2. Indecoroso, vergonhoso. 3. Obsceno. 4. Ignóbil, sórdido.


5. Repugnante. 6. Manchado, sujo.

mo.de.ra.do

adj. 1. Medíocre em quantidade ou qualidade. 2. Que guarda o meio-termo entre os extremos. 3.


Que está nas devidas proporções: Tamanho moderado. 4. Que tem comedimento, moderação ou
prudência. 5. Não exagerado, não excessivo, razoável. 6. Temperado, suave, benigno: Clima
moderado.

6. Que governe bem a sua própria casa – Um homem que seja o cabeça do lar e governe bem a
sua casa tem o respeito da esposa e dos filhos.

7. Criando os filhos sob disciplina – “Filhos mal criados e maus refletem desfavoravelmente
sobre qualquer pastor, não meramente porque são exemplos daninhos aos filhos dos membros da
congregação, mas pior ainda, porque demonstram que o pai é incompetente em seu oficio”. Maus
exemplos nós vemos nos filhos de Eli, cf. I Samuel 2:12-17; 4:11. Nos filhos de Davi, II Samuel 13.
Os bons exemplos vamos encontrar nas filhas de Felipe, Atos 21:8-9 e por que não dizer do
próprio Timóteo, (II Timóteo 1:4-5).

su.jei.ção

s. f. 1. Ato ou efeito de sujeitar. 2. Dependência, submissão, subordinação. 3. Acanhamento, pejo.

mo.dés.tia

s. f. 1. Ausência de vaidade ou de luxo. 2. Comedimento, humildade, simplicidade no modo de se


apresentar, de falar de si etc. 3. Desambição, simplicidade. 4. Moderação, sobriedade.

v.6 – “Não seja neófito”; O que está para receber ou acabou de receber o batismo. 2. O converso
ou prosélito novo. 3. O recém-admitido numa corporação.
, “Não se ensoberbeça”. en.so.ber.be.cer

v. 1. Tr. dir. Inspirar soberba, ufania, vaidade a; tornar soberbo ou orgulhoso, assoberbar. 2. Pron.
Ficar soberbo, orgulhoso, vaidoso. 3. Pron. Agitar-se, enfurecer-se, ficar furioso, irar-se (o vento ou
as ondas).

Vamos por partes: 1º) Neófito é aquela pessoa que esta se iniciando em algum processo de
conhecimento ou religioso, em outras palavras: é um iniciante, inexperiente. 2º) E como sempre
acontece que as pessoas inexperientes podem se achar muito sabidas, a soberba pode tomar
conta delas e ai acontece sempre o pior. Por essa razão Paulo aconselha a Timóteo a não admitir
os neófitos (Novatos) no oficialato da Igreja. O que também é exigido na Constituição da Igreja
Presbiteriana do Brasil. CI/IPB.Cap.III. Art.13 e seus parágrafos. E isso para que o neófito não
incorra na mesma condenação do Diabo por causa do seu orgulho cego. Uma condenação já
pronunciada. (João 8:44; Isaias 14:12-15, cf. II Timóteo 2:26: II Pedro 2:4).

Realmente, Paulo seguiu este exemplo. Ele passou três anos no deserto antes de trabalhar em
Tarso e Antioquia. Só foi comissionado para a sua primeira viagem missionária dez anos depois da
sua conversão! Também Paulo não elegeu presbíteros durante a sua primeira viagem em cada
igreja até que ele retornasse em outra viagem como vemos em Atos 14:23. Timóteo não foi
ordenado imediatamente depois da sua conversão. Foi muito mais tarde – a mais cedo foi durante
a 2ª viagem. Veja-se ainda Atos 10:22.

v.7 – Um testemunho bom para com os que são de fora. Vivemos mais tempo com as pessoas de
fora, e assim sua opinião é de suma importância. Conheci um presbítero que quando algum
membro da Igreja convidava um incrédulo, esse incrédulo dizia. Ah, é da igreja de fulano? Não,
não vou não senhor. Para as pessoas de fora da igreja, o crente tem o dever de ser reconhecido
pelo seu caráter impoluto. Uma pessoa que não tenha um testemunho bom, pode cair se eleito
para a liderança.

b) Diáconos. vv 8-12. (Cf. Filipenses 1:1; Atos 6:1-6).

1. Respeitáveis – Do seu comportamento e conduta (Tito 2:2; Filipenses 4:8).

2. não de língua dobre, ou seja, de uma só palavra. Ele não fala “dos dois lados da boca”. Ele não
fala uma coisa e faz outra, exemplo de Geasi – II Reis 5:19-27, Ananias e Safira – Atos 5:1-10.

3. Não inclinados a muito vinho. Portanto muito temperantes, a virtude está na temperança,
pois a mesma denota equilíbrio e controle sobre o próprio comportamento.

4. Não cobiçoso de sórdida ganância. Estado de imundície. 2. Indignidade, torpeza, vileza


não somente um homem que gosta de dinheiro, mas um homem que quer ganhar dinheiro de
qualquer maneira e por qualquer meio.

5. Conservando o Mistério da fé com a consciência limpa. – Paulo não se contenta com a mera
inculpabilidade externa na conduta dos diáconos; eles também precisam possuir uma vida
espiritual viva, devem ser conhecidos como aqueles que conservam o “mistério da fé”. O “mistério
da fè” não é algo cheio de mistérios, mas uma verdade anteriormente desconhecida, mas agora
divinamente revelada aos crentes (I Coríntios 2:7-10. Esse mistério é um precioso tesouro que é
melhor guardado no receptáculo da “consciência limpa.”

6. Experimentados – Isto é: não neófitos. Antes de derem eleitos diáconos, devem ser homens
provados no trabalho de Deus – e achados “irrepreensíveis”. Só aqueles provados e aprovados são
dignos.

7. Marido de uma só mulher, e que governe bem seus filhos e a sua própria casa. v.12.

+++ Há um premio para o diácono – uma recompensa de serviço fiel – v. 13. Paulo não está
falando sobre o avanço eclesiástico do diácono até à posição de presbítero, nem está falando
sobre a recompensa futura na gloria. Antes se refere à excelente reputação de tal pessoa perante
a comunidade, com ousadia de falar da fé.

c) Mulheres. V.11

Há diversas interpretações dadas a respeito destas “mulheres”.

i) Todas as mulheres da Igreja. Poderia ser, mas Paulo neste trecho está falando sobre a
liderança da Igreja, e estas mulheres poderiam fazer parte dessa liderança.

ii) As esposas dos diáconos, como suas ajudantes no trabalho de atendimento aos pobres
e viúvas. É uma opção válida, mas, deixa dúvidas.

iii) Diaconisas? Mas temos dois pontos a considerar 1- Se Paulo houvesse ordenado
diaconisas, neste trecho ele as chamaria de “Diaconisas” e ele não faz isso! 2 – No Cap. 2:11 ele
determina que a mulher aprenda em submissão, logo se Paulo estivesse se referindo a diaconisas,
ele estaria se contradizendo!

iv) Provavelmente seriam mulheres com bom conhecimento bíblico e com


responsabilidade dentro da Igreja comparada com as SAFs da atualidade. É bom notar que essas
mulheres tinham que ser também respeitáveis, não “fofoqueiras”, e que tinham o controle de si
mesmas com toda a fidelidade. (II Timóteo 3:6-7).

d) Hino de Adoração a Cristo. vv.14-16.


Nestes versículos Paulo dá as suas razoes porque ele esta enviando estas instruções escritas.
Espero ver-te logo, mas acho que posso tardar um pouco, mas o assunto é urgente por que é
relacionado com as coisas da casa de Deus. As coisas de Deus são de suma importância. Os
Crentes são a casa ou o santuário de Deus (I Coríntios 3:16; 6:9).

6) Por que Deus habita neles. Assim Paulo continua – “Que é a Igreja do Deus vivo” não o templo
dos ídolos mortos (I Tessalonicenses 1:9 que eram exibidos nos templos pagãos servidos por seus
devotos. O Deus vivo, portanto, é o autor e a fonte de toda a vida.

“Coluna e Baluarte” são palavras que indicam a função da Igreja em relação ao Evangelho.

Ela, a Igreja é a “coluna” da verdade, visto que a sustenta e a exibe perante o mundo. A Igreja
também é “Baluarte” da verdade de Deus pelo fato de mantê-la e defendê-la da oposição que a
ataca.

v. 16: Aqui temos o conteúdo da verdade que a Igreja exibe, sustenta e confessa “O mistério da
nossa piedade” é uma referencia Cristo. Mistério que dizer “segredo revelado”.

O restante deste versículo é considerado como a citação de um hino cristão da época.

1) Que foi manifestado na carne.

Uma declaração sobre a encarnação e implica que ela já existia antes de vir a este mundo. Cristo o
Filho de Deus entrou na natureza humana. (Gálatas 4:; Filipenses 2:5-11).

2) Justificado em espírito.

Nem todo o mundo viu a sua gloria “Ele era desprezado e o mais rejeitado entre os homens”
Isaias 53:3). Seus inimigos negaram as Suas afirmativas. Mas as suas afirmativas foram vindicadas
quando Deus o ressuscitou dentre os mortos, e assim Deus reverteu o veredicto dos homens.

3) Contemplado por Anjos.

A grandeza de Cristo na sua ressurreição se destaca na pregação dos apóstolos. Foi em relação à
ressurreição que Ele foi visto por anjos (Mateus 28:2-7; Marcos 16:5-8). Os anjos mostraram
interesse no Seu nascimento (Lucas 2:9-14), na sua vitoria sobre Satanás na tentação no deserto
(Mateus 4:11), depois da sua escensão ( Atos 1:10-11); e eles o receberam de volta no céu com
grande festa (I Pedro 1:12). Mas aqui a referencia é à Sua ressurreição. Enquanto os homens não
podiam vê-lo por falta da fé, os anjos o viram claramente.

4) Pregado entre os gentios.

Foi o Cristo ressurreto que deu a grande comissão: “Ide e fazei discípulos de todas as nações”, e
depois do dia do pentecostes , os discípulos começaram a proclamar a todo o mundo.

5) Crido no mundo.
Um resultado obvio depois da pregação. Assim pessoas de todas as tribos e de todas as nações
começaram a confessar Cristo como Senhor e Salvador (Salmo 72:8-11,17; 87).

6) Recebido na Gloria.

O fato da ascensão de Cristo na gloria, indicando o glorioso caráter d’Aquele que foi assunto ao
céu. “Digno é o Cordeiro… de receber o poder… e a gloria e o louvor”

+++ Esse sumario da verdade cristã forma um clímax para esta terceira divisão da ordem na
congregação local. Também é um bom preparo para o tenebroso assunto da apostasia futura que
é predita no capitulo seguinte.

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A Primeira Epístola a Timóteo - é como é conhecida a primera carta que o apóstolo S. Paulo redigiu
a Timóteo.

Características e Objetivos

Desde o início do século XVIII, I e II Timóteo, bem como a Epístola a Tito têm sido
designadas Epístolas Pastorais. Embora não seja completamente adequada, essa designação indica
a natureza prática do assunto explorado nessas epístolas.

Autoria

A autoria paulina das epístolas pastorais tem sido largamente negada pela erudição moderna,
baseada principalmente sobre os fenômenos linguísticos e sobre a teologia avançada dessas
epístolas. Entretanto, os argumentos contrários à posição tradicional da autoria de Paulo não são
conclusivos. I Timóteo foi escrito na Macedônia (provavelmente em Filipos), cerca de 64 D.C.,
durante o intervalo entre o primeiro e o segundo aprisionamento de Paulo em Roma.

Contexto histórico, geográfico e cultural

Éfeso era a capital e o principal centro de negócios da Ásia (parte da atual Turquia). Era um centro
de transporte marítimo e terrestre, tão importante quanto à Antioquia, na Síria, e Alexandria,
no Egito. Éfeso era uma das maiores cidades no litoral do mar Mediterrâneo, uma cidade com suas
peculiaridades. Progressista, rica e idólatra. Os valores morais não eram os melhores. Praticavam-
se ali torpezas e cultos a diversas divindades, sendo o principal o culto à deusa da fertilidade,
a Diana dos efésios.
A cidade ocupava um lugar estratégico para o comércio que, dentre outras coisas, girava em torno
da manipulação do ouro.

Apesar de toda a riqueza material, em sua terceira viagem missionária, Paulo encontrou ali um
povo não só atolado na decadência moral, como também na cegueira e pobreza espiritual. O nível
cultural que se revelava naquela cidade era excelente, destacando-se ali osestóicos e os epicureus
(filósofos que contendiam com Paulo em Atenas, Atos 1:17-18). Os epicureus ensinavam que
o prazer é o sumo bem dos homens. Os estóicos, ao contrário, ensinavam que o prazer nunca deve
ser o motivo de nossos atos. Zenão de Cítio, o fundador dessa seita, aconselhava os seus discípulos
a dominarem os seus sentimentos, para resistirem o mais possível todas as influências externas. O
estoicismo alcançava um grau de insensibilidade que se assemelhava muitas vezes à dureza.

O propósito da epístola

Proporcionar encorajamento e instrução a Timóteo, um jovem líder. Não foi Paulo o fundador da
igreja em Éfeso. Certamente fora um dos discípulos de João, talvez o próprio Apolo, pregador
eloquente da época.

O que se destaca nesta igreja é que não basta a uma igreja ser cristã, unida e cultivar vários outros
valores importantes na vida do povo de Deus. Ela deve ser cheia do Espírito Santo. Não basta
apenas ter a herdade da eloquência, precisa ser avivada pelo poder de Deus. Ao chegar ali, Paulo
estranhou ao ver uma igreja tão pequena, apenas com alguns poucos discípulos (Atos 1:19-1)

LIVRO DE 1º TIMÓTEO

Autor:

O livro de 1 Timóteo foi escrito pelo apóstolo Paulo (1 Timóteo 1:1).

Quando foi escrito:

O livro de 1 Timóteo foi escrito em aproximadamente 62-66 d.C.

Propósito:

Paulo escreveu a Timóteo para encorajá-lo em sua responsabilidade de supervisionar o trabalho


da igreja de Éfeso e, possivelmente, as outras igrejas na província da Ásia (1 Timóteo 1:3). Esta
carta estabelece as bases para a ordenação de presbíteros (1 Timóteo 3:1-7) e fornece orientação
para a ordenação de pessoas em funções da igreja (1 Timóteo 3:8-13). Em essência, 1 Timóteo é
um manual de liderança para a organização e administração da igreja.

Versículos-chave:

1 Timóteo 2:5: "Porque {há} um {só} Deus, e um {só} Mediador entre Deus e os homens, Jesus
Cristo homem."

1 Timóteo 2:12: "Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o
marido, mas que esteja em silêncio."

1 Timóteo 3:1-3: "Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É
necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante,
sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato,
inimigo de contendas, não avarento."

1 Timóteo 4:9-10: "Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação. Ora, é para esse fim que
labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo,
Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis."

1 Timóteo 6:12: "Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também
foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas."

Resumo:

Esta é a primeira carta que Paulo escreveu a Timóteo, um jovem pastor que tinha sido uma ajuda
de Paulo em sua obra. Timóteo era grego. Sua mãe era judia e seu pai era grego. Paulo foi mais do
que apenas um mentor e líder a Timóteo, ele foi como um pai para ele e Timóteo foi como um
filho a Paulo (1 Timóteo 1:2). Paulo começa a carta exortando Timóteo a ter cuidado com os falsos
mestres e falsas doutrinas. No entanto, grande parte da carta trata da conduta pastoral. Paulo
instrui Timóteo em adoração (capítulo 2) e no desenvolvimento de líderes maduros para a igreja
(capítulo 3). A maior parte da carta lida com a conduta pastoral, advertências sobre os falsos
mestres e a responsabilidade da igreja em relação aos membros pecadores, viúvas, anciãos e
escravos. Ao longo de toda a carta, Paulo encoraja Timóteo a permanecer firme, perseverar e
permanecer fiel à sua vocação.

Conexões:

Uma relação interessante entre o Antigo Testamento e o livro de 1 Timóteo é a citação de Paulo
da base para considerar os presbíteros da igreja como sendo dignos de "dobrados honorários" e
merecedores de respeito quando se trata de serem acusados de má conduta (1 Timóteo 5:17 -19).
Deuteronômio 24:15, 25:4 e Levítico 19:13 falam da necessidade de pagar um trabalhador o que
ele ganhou e fazê-lo em tempo hábil. Parte da Lei Mosaica exigia que duas ou três testemunhas
fossem necessárias para trazer uma acusação contra um homem (Deuteronômio 19:15). Os judeus
cristãos nas igrejas pastoreadas por Timóteo estariam bem cientes destas referências ao Antigo
Testamento.

Aplicação Prática:

Jesus Cristo é apresentado por Paulo como o mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5), o
Salvador de todos os que nEle creem. Ele é o Senhor da igreja, e a quem Timóteo realmente serve
quando pastoreia a Sua Igreja. Assim, encontramos a principal aplicação da primeira carta de
Paulo a seu "filho na fé". Paulo instrui Timóteo sobre questões de doutrina, liderança e
administração da igreja. Podemos usar essas mesmas instruções para governar nossa assembleia
local hoje. Da mesma forma, o trabalho e o ministério de um pastor, as qualificações para um
ancião e as qualificações de um diácono são tão importantes e pertinentes hoje quanto eram na
época de Timóteo. A primeira carta de Paulo a Timóteo resulta em um livro de instruções sobre
liderança, administração e como pastorear a igreja local. As instruções contidas nesta carta podem
ser aplicadas a qualquer líder ou o líder potencial da igreja de Cristo e são igualmente relevantes
hoje como eram na época de Paulo. Para aqueles não chamados a papéis de liderança em sua
igreja hoje, o livro ainda é prático. Cada seguidor deve batalhar pela fé e evitar falsos
ensinamentos. Cada seguidor deve ser firme e perseverante.

ESTUDO DO LIVRO DE 1º TIMÓTEO

Cartas para um Jovem Evangelista

Timóteo, amado "filho" na fé.

O jovem Timóteo morava na cidade asiática de Listra, e era filho de uma judia crente e um pai
grego (veja Atos 16:1). É provável que Timóteo e sua mãe fossem convertidos pela pregação de
Paulo durante a primeira viagem missionária do apóstolo (veja Atos 14). Ao visitar Listra
novamente durante sua segunda viagem, Paulo ouviu o bom testemunho dos irmãos sobre
Timóteo e decidiu levá-lo consigo para o trabalho da pregação do evangelho (Atos 16:2-3). Sendo
que o pai de Timóteo não era cristão, Paulo logo se tornou como um "pai" na fé para este
discípulo. O apóstolo mostra grande respeito, confiança, e amor por Timóteo, mencionando o
discípulo com muita afeição em 8 das 13 cartas que escreveu.

O tema das cartas.


A tarefa de Timóteo na cidade de Éfeso não era pequena. Paulo o havia deixado com o cargo de
corrigir "certas pessoas" que estavam promovendo erro doutrinário (1 Timóteo 1:3). Na primeira
carta, para ajudá-lo a combater estes falsos mestres, Paulo ensina a Timóteo "como se deve
proceder na casa de Deus" (1 Timóteo 3:15). Embora que Timóteo fosse ainda jovem (1 Timóteo
4:12), ele teria que ensinar e ordenar estes mandamentos de Deus aos irmãos de Éfeso (1 Timóteo
4:6,11,16).

Na segunda carta, Paulo encoraja Timóteo a continuar pregando a palavra, corrigindo e


repreendendo "com toda a longanimidade e doutrina" (2 Timóteo 4:2), mesmo no meio de muitas
perseguições pelas mãos dos infiéis (2 Timóteo 1:8; 2:3; 3:12-13; 4:5).

A ênfase de Paulo nestas duas cartas está sempre voltada à palavra de Deus. Tudo o que Timóteo
precisava, tanto para corrigir erros doutrinários como para ficar firme no meio de tribulação, ele
poderia achar na palavra do Senhor. Por este motivo, Paulo exorta a Timóteo: "aplica-te à leitura,
à exortação, ao ensino" (1 Timóteo 4:13), e "procura apresentar-te a Deus aprovado, como
obreiro...que maneja bem a palavra da verdade" (2 Timóteo 2:15).

Paulo sabia que Timóteo precisava da palavra de Deus para fazer o trabalho de evangelista. Ele
não ordenava que Timóteo se apoiasse na sua "experiência", e nem que ele estudasse teologia
para aprender pregar. Em vez disso Paulo mandou: "tem cuidado de ti mesmo e da doutrina...
porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes" (1 Timóteo 4:16).

O caráter das cartas.

Paulo, embora tendo grande intimidade como um "pai" para Timóteo, começa as duas cartas
falando da sua autoridade como apóstolo (1 Timóteo 1:1; 2 Timóteo 1:1). Estas não são
meramente cartas particulares, mas contêm a revelação divina de Deus (veja 1 Coríntios 14:37;
Efésios 3:3-5; 2 Pedro 3:15-16).

As cartas foram escritas inicialmente para Timóteo, e assim contêm muitas referências
particulares, que não podemos aplicar como mandamento do Senhor (veja 1 Timóteo 1:3 e 5:23; 2
Timóteo 4:21). Mesmo assim, elas têm um segundo nível de aplicação universal, revelando a
vontade de Deus sobre o papel das mulheres (1 Timóteo 2:11-15), as qualificações dos bispos e
diáconos (1 Timóteo 3:1-13), a inspiração das Escrituras (2 Timóteo 3:14-17), e várias outras
coisas.

"Combate o Bom Combate"

Saudação (1:1-2).

Ao escrever para encorajar o jovem Timóteo, Paulo assume os dois papéis de apóstolo e de "pai"
espiritual. Como apóstolo "pelo mandato de Deus", suas palavras carregam a autoridade da
revelação divina, e devem ser obedecidas como sendo de Deus (veja 1 Coríntios 14:37). Como
"pai" escrevendo para seu "verdadeiro filho na fé", suas palavras têm um tom de afeição e
oferecem conforto.
Contra doutrinas falsas (1:3-11).

Paulo lembra Timóteo do propósito do seu trabalho como evangelista em Éfeso: a correção do
erro. "Certas pessoas" estavam deixando de ensinar a doutrina de Cristo em favor de "outra
doutrina" e "fábulas e genealogias sem fim". Por causa destas coisas, alguns não estavam
crescendo no "serviço de Deus", mas estavam se perdendo em discussões inúteis (1:3-4). Timóteo
precisava exortar a igreja acerca de "amor... de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem
hipocrisia" (1:5). Onde não há amor pela verdade de Deus e pelas pessoas que precisam da
salvação, a consciência se engana, e ao seguir e ensinar com fervor as doutrinas de homens, a fé e
as obras se tornam vãs e hipócritas (1:6-7; veja 2 Tessalonicenses 2:9-12; 1 Timóteo 4:1-2; 2
Timóteo 4:1-4; Mateus 15:7-20).

O uso legítimo da lei (doutrina) de Deus é a correção dos que erram, e não a criação de polêmicas
e discussões (1:8-11; veja 2 Timóteo 3:16; Romanos 7:7; Gálatas 3:19). Quem discute a doutrina de
Deus sem primeiramente ouvi-la e obedecê-la comete um grande erro (veja Mateus 22:23-33)!
Com muito cuidado devemos compreender, falar e praticar ousadamente somente a doutrina que
o Senhor nos revelou no seu evangelho.

O poder do evangelho (1:12-17):

Ninguém sabia mais sobre engano do que o próprio apóstolo Paulo. Ele acreditava estar fazendo o
que era reto perante Deus, mas na sua ignorância e incredulidade, ele perseguia com fervor a
igreja do Senhor (1:12-13; veja Atos 8:1-3; 9:1-2). Porém, pela graça de Deus através do
evangelho, até este "principal" dos pecadores recebeu perdão quando creu "para a vida eterna"
(1:14-17). O evangelho que salvou Paulo não incluiu a doutrina de "certas pessoas" em Éfeso! Era
este o evangelho que Timóteo precisava pregar, confiante no poder dele tanto para corrigir erro
como salvar os que nele crêem (veja Romanos 1:16-17).

O bom combate (1:18-20). Timóteo precisava ficar firme na luta contra falsa doutrina (1:18-19;
veja Judas 3-4). Hoje há muitos que têm "rejeitado a boa consciência" e ensinam como doutrina
coisas que não fazem parte do evangelho do Senhor (1:19; veja 1 Timóteo 4:1-3; 2 João 8-9).
Devemos manter a fé assim como Timóteo, pregando fielmente a palavra do Senhor para corrigir
os que "blasfemam" com doutrinas falsas (1:20).

"Levantando Mãos Santas"

A prática de oração (2:1-8). Visto que Timóteo precisava de firmeza na luta contra falsa doutrina
(1:3-20), Paulo o exortou que começasse "antes de tudo" orando (2:1). Jesus falou muito da
importância de oração (veja Marcos 9:14-29; Lucas 18:1-8), e oração constante é evidente nas
vidas dos seus discípulos (veja Atos 1:12-14; 4:23-31). Paulo exortou a Timóteo que praticasse a
oração em todas as suas formas:

súplicas: pedidos específicos, baseados em necessidades. Timóteo precisava de coragem para


pregar apenas a verdade.
orações: palavras direcionadas a Deus. A oração é uma conversa com o Pai celeste, o Criador do
universo.

intercessões: pedidos em favor de outras pessoas. O cristão tem acesso ao Pai através de Jesus
(veja Romanos 5:2; Efésios 2:18 e 3:12) e deve ajudar aos outros que estão perdidos.

ações de graças: agradecimento por tudo que Deus já fez.

A oração certa não pensa em si só, mas é feita em favor de outros. Paulo exortava que as orações
fossem feitas em favor de todos, e especificamente em favor das autoridades, a fim de que todos
vivessem uma "vida tranquila" (2:1-2). Deus deseja a salvação de todos, e a vida tranquila facilita
que as pessoas "cheguem ao pleno conhecimento da verdade" para que sejam salvas (2:3-4).

Orando "antes de tudo" daria a Timóteo a perspectiva certa. Ele não precisava lutar para defender
a si mesmo, mas para defender a verdade de Deus, a testemunha do sacrifício de Jesus "por
todos" (2:5-7). Falsos mestres lutam contra Deus e não contra evangelistas. Por isso, é necessário
que os homens orem em santidade, "sem ira e sem animosidade" (2:8). A oração certa é feita para
salvação e não para condenação.

Acerca das mulheres (2:9-15). As mulheres também devem refletir a santidade em suas vidas. A
mulher não deve chamar atenção para si com a sua aparência física, mas pelas suas boas obras
deve mostrar a sua piedade (2:9-10; veja 1 Pedro 3:1-6).

A mulher piedosa é submissa, e aprende "em silêncio" (2:11). Muitos tropeçam com esta palavra,
dizendo que as mulheres têm tanta habilidade quanto os homens para ensinar a palavra de Deus,
e por isso seria até errado se elas se mantivessem caladas. Porém, a questão não é de habilidade,
e sim de autoridade. Paulo não disse que a mulher não é capaz, mas que ela não é permitida. Sem
a permissão de Deus para falar, ela deve manter "silêncio" (2:12; 1 Coríntios 14:34-37). Ainda
outros se justificam dizendo que esta palavra reflete as "injustiças" da época contra as mulheres.
Porém, Paulo não falava da sua época, mas de uma diferença nos papéis de homens e mulheres
desde a criação (2:13-15; veja Gênesis 3:16-17). A mulher piedosa respeitará os limites de Deus.

"Uma Excelente Obra"

Na instrução para combater erro doutrinário em Éfeso, Paulo inclui ensinamento sobre os
presbíteros. É o plano de Deus que cada igreja local eleja presbíteros qualificados (veja Atos 14:23;
Filipenses 1:1; Tito 1:5). Paulo não oferece a Timóteo sugestões para esta escolha, mas
dá qualificações, dizendo que "é necessário..." (3:2). Portanto, quem não tiver todas estas
qualidades reveladas por Deus não deve ocupar o cargo de presbítero.

Qualificações dos bispos (3:1-7).

As palavras "episcopado" (3:1) e "bispo" (3:2) traduzem uma só palavra grega (episkopos) que
quer dizer "supervisar" ou "pastorear". Na Bíblia, bispos também são chamados de "presbíteros"
("anciãos"), e sua função é a obra de pastorear o rebanho de Deus (veja Atos 20:17-28). Logo, as
palavras "pastor", "bispo", e "presbítero" descrevem o mesmo cargo, e a distinção feita entre elas
por homens não tem base bíblica. Assim, o que é necessário para ser bispo é necessário também
para ser pastor ou presbítero.

As qualificações do bispo ressaltam seu caráter provado como servo fiel a Deus, e nada têm a ver
com posição social ou grau de escolaridade. Olhando para todas as qualificações juntas, tiramos
algumas observações gerais sobre bispos:

O cargo de bispo é uma obra (3:1):

"bispo" não é um mero título de honra, mas é uma obra de muita responsabilidade espiritual (note
as fortes advertências de Paulo em Atos 20:28-32). Esta obra deve ser feita somente por homens
preparados e qualificados pela palavra de Deus!

O bispo deve ser irrepreensível (3:2):

a palavra "irrepreensível" fala da necessidade do bispo ser reconhecido por seu bom
comportamento e domínio próprio. Veja como as outras qualificações descrevem esta qualidade:
"temperante", "sóbrio", "modesto" (3:2); "não dado ao vinho", "não violento", "inimigo de
contendas", "não avarento" (3:3); tendo "bom testemunho dos de fora" (3:7).

O bispo deve ser fiel em casa (3:2, 4-5):

• Como "esposo de uma só mulher" (3:2), o bispo mostra fidelidade e respeito para a aliança feita
por Deus (veja Mateus 19:6).

• Como quem governa "bem a própria casa" (3:4-5), o bispo mostra fidelidade em cuidar das
almas dadas a ele por Deus (veja Salmo 127). Se os filhos o obedecem com respeito, isto mostra
sua capacidade como líder e disciplinador, a qual será necessário para lidar com "crianças
espirituais" na igreja (veja 1 Pedro 2:1-2).

[Estas qualificações exigem mais duas observações importantes: O bispo deve ser casado e ter
filhos. Na Bíblia não há bispos solteiros. O bispo tem que ser homem – "esposo". A Bíblia não
menciona "bispas", "pastoras", ou "presbíteras".]

"Como Proceder na Casa de Deus"

Acerca dos diáconos (3:8-13).

Depois de falar das qualidades necessárias para um homem ser bispo (3:1-7), o apóstolo Paulo
também fala das qualificações para os diáconos. "Diácono" traduz a palavra grega "diáconos", que
descreve um servo em relação a seu trabalho. Embora todos os cristãos devem servir a Deus
(Romanos 6:22-23) e uns aos outros (Marcos 10:42-45), o diácono é um servo com um trabalho
definido para fazer na igreja (veja Atos 6:1-5 como exemplo deste tipo de serviço). O diácono,
assim como o bispo, deve ser alguém aprovado por Deus (3:8). Estas qualidades são necessárias
para ser diácono na igreja do Senhor:
"respeitável" (3:8):

o diácono vai servir, e assim deve ser alguém cujo caráter como servo de Deus é notável pelo seu
comportamento sério e pela confiança que os outros têm nele.

"de uma só palavra" (3:8):

o diácono deve ser convicto e honesto, e não alguém que muda sua opinião e sua palavra de
acordo com a situação no que trabalha (compare Efésios 4:11-16).

"não inclinados a muito vinho" (3:8):

o diácono precisa tomar decisões no seu serviço, e quem bebe logo perde a capacidade para reto
juízo (veja Provérbios 31:4-5; Isaías 28:7).

"não cobiçosos de sórdida ganância" (3:8):

o trabalho do diácono talvez o coloque em contato com o dinheiro da igreja, e ele deve ser alguém
que não cairia na tentação da riqueza.

"conservando o mistério da fé com a consciência limpa"(3:9):

Paulo refere ao evangelho como "o mistério da fé" (veja Efésios 3:3-5. 1:9-10). O diácono deve ser
alguém que tem a consciência limpa com respeito ao evangelho, ou seja, um servo fiel de acordo
com a palavra de Cristo (veja 1 Coríntios 4:1-2).

"primeiramente experimentados" (3:10):

o diácono deve ser aprovado antes de assumir a função, não depois.

provados em casa (3:11-12):

quem vai servir na igreja ("a casa de Deus" – veja 3:5, 15) deve ser alguém que já provou seu
serviço na sua própria casa. Um homem ("marido" é só homem) deve ser escolhido como diácono
somente se ele é fiel à esposa e se a esposa e os filhos são fiéis a ele. Ser marido e pai é um serviço
adequado para provar o caráter do homem de Deus (veja Efésios 5:22-6:4).

O bom serviço do diácono resulta em ainda mais confiança e respeito dos outros e no crescimento
espiritual do diácono (3:13).

Na casa de Deus (3:14-16).

A igreja, sendo a casa de Deus, deve apoiar e promover a verdade do Pai, muito como o caráter do
lar manifesta o caráter do diácono. A casa de Deus nunca deve ter o foco em si mesma, mas no
evangelho, o qual ensina a encarnação, justificação, pregação, e glorificação de Cristo (3:16; veja 1
Coríntios 15:1-4).

"Torna-te Padrão dos Fiéis"


Alguns se afastarão da fé (4:1-5).

Quando o apóstolo Paulo partiu da Ásia pela última vez, ele severamente avisou os presbíteros de
Éfeso sobre "lobos vorazes" e "homens falando coisas pervertidas" que se levantariam no meio
deles (veja Atos 20:17, 29-30). Na sua carta enviada a Timóteo em Éfeso (veja 1:3), Paulo
novamente avisa pelo Espírito que "alguns apostatarão da fé" (4:1). Este desvio da fé seria o
resultado de obediência a "espíritos enganadores e a ensinos de demônios" (4:1). Pessoas
encantadas pelas mentiras de falsa doutrina agem contra a sua própria consciência (4:2; veja
Romanos 2:14-16) e fazem coisas que os "que conhecem plenamente a verdade" jamais devem
fazer (4:3-5; veja os avisos em 2 Tessalonicenses 2:9-12 e 1 João 4:1).

"Ordena e ensina estas coisas" (4:6-11).

Para que as pessoas não caiam no erro, é necessário que homens fiéis como Timóteo ensinem
cada vez mais "as palavras da fé e da boa doutrina" que eles mesmos praticam (4:6) e que
rejeitem as "fábulas profanas" que são as tradições de homens tolos (4:7; veja 1:4). O
ensinamento da verdade dará aos homens o que é necessário para a prática espiritual. Assim
como é necessário o exercício físico para manter o corpo em boa forma, também é necessário
exercitar a alma "na piedade" (4:7). Este exercício espiritual é mais proveitoso do que o físico, pois
prepara pessoas para terem a força de lutar e se esforçar na esperança da salvação (4:9-10). Jesus
morreu para salvar a todos, conforme a vontade de Deus (veja 2:3-6). Porém, a esperança desta
salvação é somente para os fiéis (4:10). Muitos se desviam e perdem a salvação porque não se
exercitam na prática da verdade, e assim estão fracos e facilmente enganados quando a falsa
doutrina surge (veja Gálatas 1:6-7; Efésios 4:11-14; Hebreus 5:12-14; etc.).

"Torna-te padrão dos fiéis" (4:12-16).

Paulo não queria que a juventude de Timóteo impedisse a sua eficácia como pregador da palavra
de Deus. Afinal, o que faz de um servo de Cristo um bom ministro não é a sua idade ou formação
teológica, e sim a sua fidelidade para com a palavra a ele conferida (4:12-13, 16; veja 1 Coríntios
4:1-4). O servo de Cristo precisa se dedicar diligentemente para mostrar o "padrão" da vida cristã
na sua própria vida (4:12) e para exortar e ensinar a outros (4:13-15). Sem dar o esforço necessário
para estudar e viver verdadeiramente a palavra do Senhor, muitos que se chamam "ministros" de
Deus levam pessoas à destruição eterna (veja Mateus 15:12-14; 23:13-28). O resultado, porém, da
prática e do ensino fiel da doutrina de Cristo é a salvação de todos que a obedecem (4:16).

Como lidar com vários irmãos

Com os irmãos em geral (5:1-2).

O jovem Timóteo precisava manter o relacionamento certo com cada membro da igreja. Ele não
foi deixado em Éfeso para dominá-los, mas para exortá-los em amor (veja 1:3-5). Os membros da
“casa de Deus” (veja 3:15) devem ser tratados como “pais”, “mães”, “irmãos” e “irmãs” no Senhor.
Os idosos merecem respeito, e a conduta do evangelista entre os da mesma idade deve ser
temperada com amor e cautela (5:1-2).
Com as viúvas (5:3-16).

As viúvas entre os irmãos devem ser “honradas” (5:3). A palavra traz o duplo sentido de “respeito”
e “recompensa” financeira (veja 5:4; compare Atos 6:1-2). Enquanto todas as viúvas devem
receber “respeito” dos membros como “mães”, nem todas elas se qualificam para receber
sustento financeiro da igreja. As seguintes regras determinam as “viúvas verdadeiras” que podem
receber essa ajuda:

Não há filhos ou netos para cuidar dela (5:4, 8, 16).

É necessário que os filhos tenham cuidado dos pais idosos porque isto é a vontade de Deus e evita
que a igreja seja “sobrecarregada”.

Mente espiritual (5:5-6).

A viúva verdadeira pensa nas coisas espirituais. O dinheiro da igreja não deve ser usado para
sustentar quem vai se entregar aos prazeres da carne.

Idade suficiente (5:9, 11-15).

A verdadeira viúva tem pelo menos 60 anos de idade. As mais novas devem casar e ter famílias
para não cair nas tentações que vêm com uma vida sem direção.

Caráter provado (5:9-10).

O caráter da viúva é provado pela sua fidelidade ao marido e pelas suas boas obras já
reconhecidas entre os irmãos.

Com os presbíteros (5:17-19).

Os presbíteros que “se afadigam” no seu trabalho com a palavra também merecem “dobrados
honorários” pela igreja. Esta honra inclui ambos a possibilidade de um salário (5:17-18), e respeito
pelo caráter dele. O trabalho do presbítero de atender pelo rebanho de Deus (veja Atos 20:28-32)
o coloca como alvo dos que estão insatisfeitos. Por isso, a “honra” insiste que uma denúncia
contra um presbítero seja aceita somente com testemunho incontestável (5:19).

Outros conselhos (5:20-25).

Ao lidar com irmãos que “vivem no pecado”, às vezes é necessário repreendê-los publicamente
como lição para todos (5:20). Tal ato é muito sério, e não deve ser feito “com parcialidade” ou
“precipitadamente”, pois é possível pecar ao repreender alguém por motivos errados ou sem
examinar os fatos (5:21-22). É melhor agir com paciência, pois com tempo os pecados se
manifestam, assim como boas obras não permanecem escondidas (5:24-25).

1 Timóteo 6:1-21

A Verdadeira Riqueza
Ensino para servos (6:1-2). Deus quer que trabalhemos para suprir as necessidades de nossas
famílias e as de outras pessoas (veja 1 Timóteo 5:8; Efésios 4:28). Portanto, a maneira que
trabalhamos mostra muito sobre a nossa relação com Deus, pois todo trabalho deve ser feito
como ao Senhor, e não como aos homens (veja Efésios 6:5-8; Colossenses 3:22-25). Um trabalho
mal feito por um trabalhador preguiçoso ou irresponsável que se chama de "cristão" dá
oportunidade para outros falarem mal de Deus e da sua doutrina (6:1).

O bom trabalho beneficia tanto ao trabalhador quanto ao chefe. Por isso, o cristão que trabalha
para outro cristão não deve trabalhar menos, esperando levar vantagem ao ser favorecido entre
os outros servos. De fato, o amor exige que ele trabalhe ainda mais para que os dois possam
compartilhar dos frutos do trabalho que Deus lhes concedeu (6:2).

Caráter dos falsos mestres (6:3-5).

Os falsos mestres em Éfeso eram facilmente reconhecidos pela maneira que trabalhavam. Eles não
procuravam um bom fruto do seu trabalho para todos, mas ensinavam o que não era da verdade,
promoveram discussões em vez de entendimento, e visavam seu dinheiro como o único fim de seu
trabalho.

Os perigos da riqueza (6:6-16).

Muitos hoje apelam a Deus em busca de bens materiais. Porém, Paulo exorta que o cristão se
contente ao ter as necessidades básicas supridas (6:8; veja Filipenses 4:10-13). A procura da
riqueza traz somente tristeza e tropeços na vida de quem quer servir a Deus, pois vem de um
coração enraizado no mundo e não no Senhor (6:9-10; veja Colossenses 3:1-2). De fato, o servo de
Deus não deve procurar a riqueza, porque tal procura é vã e gasta tempo que deve ser usado na
busca da piedade e da vida eterna (6:11-16; veja também Mateus 6:24-34).

A verdadeira riqueza (6:17-19).

Mesmo sem buscar a riqueza, alguns cristãos terão muitos bens materiais. Para estes é necessário
lembrar que tudo é dado por Deus, e que se deve confiar nele e não na própria riqueza, que é
passageira (6:17). De fato, a riqueza verdadeira consiste na prática da vontade de Deus, usando as
dádivas dele para fazer o bem a outros. Tal serviço preparará o tesouro real para a vida verdadeira
após esta (6:18-19).

Exortações finais (6:20-21).

Para ajudar os irmãos efésios, Timóteo precisava "guardar" a verdade do evangelho (6:20; veja
1:18-19; 3:14-15; 4:6, 11, 16). As discussões e contradições na sabedoria da palavra dos outros
somente iriam desviar pessoas da fé, porém a palavra de Deus que Timóteo falava traria a graça
do Senhor para todos (6:21).