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Desenvolvimento de Plano de Negócios – parte I

O processo de empreender envolve quatro etapas: identificação de oportunidades, elaboração


do plano de negócios, captação de recursos e gerenciamento. Cada etapa é importante e tem
seus desafios, sendo que a identificação de oportunidades pode ser vista como a mais difícil, e
a elaboração do plano de negócios, a mais trabalhosa.

A primeira etapa, identificação de oportunidades, é a geração de ideias, onde entra a


criatividade, intuição e experiência para detectar oportunidades. Já a segunda etapa é a
elaboração do plano de negócios, onde estará toda a descrição do empreendimento e o
modelo de negócios. A terceira etapa envolve a busca por recursos – não só financeiros, mas
físicos e humanos – para iniciar os negócios. Por fim, na quarta etapa, há a responsabilidade de
gerenciar a empresa já criada.

Desse modo, um plano de negócios é um documento de planejamento, uma forma de detalhar


toda uma ideia nova para um negócio, que demonstra a viabilidade do plano, do ponto de
vista estratégico, de marketing, operacional e financeiro. Será a descrição do que é a empresa,
e a sua elaboração permite análise do mercado antes de tomar decisões. Buscando
informações, adquire-se conhecimento sobre o setor e o mercado no geral. Nesse sentido,
será possível analisar a viabilidade da empresa, e se for inviável, é possível chegar a essa
conclusão mediante a formulação do plano, e não na prática. Assim, a utilidade do plano de
negócios vai além de organizar ideias, mas também ajuda a orientar a expansão de uma
empresa, serve como apoio à gestão do negócio e como facilitador à comunicação entre os
envolvidos, e ajuda a captar recursos. O plano também pode ser desenvolvido não só para um
único público, mas para obtenção de recursos, para negociar, vender serviços, para melhorar
comunicação interna, entre outros. As funções principais de um plano são de planejamento,
diagnóstico e financiamento.

Concluindo, um plano de negócios é primordial para o empreendedor, no sentido de permitir


uma visão ampla do negócio sob todos os aspectos – mercadológico, operacional, estratégico e
financeiro –, de modo a ajudá-lo a tomar decisões e fazer as melhores escolhas. Contudo, é
necessário que o empreendedor tenha a visão real de seu negócio, e não apenas uma visão de
extremo positivismo. Em outras palavras, é necessário que se considere os pontos fortes mas
também os pontos fracos. Paralelamente, ainda que o plano tenha sido bem desenvolvido, é
preciso que haja a consciência de que ele pode precisar ser revisto em breve, e de forma
contínua se for o caso de se adotar uma postura de pensamento estratégico. Assim, o plano de
negócios poderá ser usado como uma ferramenta importante, sem ignorar as constantes
mudanças características de um mercado dinâmico.