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ANDRÉA ALVES ESPINDOLA PEÇANHA

AJUSTAR A CAPA NAS NORMAS.

(Caixa alta, fonte Arial 16, centralizado)

MANEJO SANITÁRIO NÃO CRIAÇÃO DE RÃS Commented [Tutor1]: ?


Commented [Tutor2]: NEGRITO.

Itaboraí
2019
MANEJO SANITÁRIO NA CRIAÇÃO DE RÃS:
Ajustar.

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado à Anhanguera como
requisito parcial para a obtenção do
título de graduado em Medicina
Veterinária.

Orientador:Rita de Cassia Martins


Aurnheimer
Itaboraí
2019

BANCA EXAMINADORA

Prof(o). Adolfo Carlos Barreto Santos

Prof(a). Namir Santos Moreira

Prof(a). Rita de Cassia Martins Aurnheimer

Itaboraí , dia de mês de 2019


A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao
seu tamanho original.”
(Albert Einstein)
PEÇANHA, Andréa Alves. Manejo Sanitário na Criação de Rãs: 2019 Número total
de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina Veterinária)–
Anhanguera,Itaboraí, 2019

RESUMO Commented [Tutor3]: Atividade 3.

O objetivo desta revisão de literatura é mostrar que a falta de manejo sanitário num ranário
traz sérios prejuízos ao produtor, pois a deficiência sanitária durante a produção traz risco
para a produção inteira, ocorrendo surtos de infecção, existem alguns fatores biológicos que
também podem causar danos à viabilidade econômica das atividades aquícolas, como as
enfermidades infecciosas causadas por vírus, bactérias e parasitos.Estas patologias ocorrem
majoritariamente em animais confinados, e podem desenvolver sérios processos infecciosos
comprometendo o desenvolvimento dos animais e até mesmo causar a morte.
Palavras-chave: ranário; manejo sanitário ; deficiência sanitária.
PEÇANHA, Andréa Alves. Sanitary management in fry breedin. 2019. Número total
de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina Veterinária) –
Anhanguera, Itaboraí, 2019

ABSTRACT

The aim of this literature review is to show that the lack of sanitary management in a
rancher brings serious damages to the producer, because the sanitary deficiency
during production brings risk to the whole production, occurring outbreaks of infection,
there are some biological factors that can also cause damage. the economic viability
of aquaculture activities, such as infectious diseases caused by viruses, bacteria and
parasites. These pathologies occur mostly in confined animals, and can develop
serious infectious processes that compromise the development of animals and even
cause death.

Key-words: ranary; sanitary management, health deficiency.


LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - PARÂMETROS FÍSICO E QUÍMICO DA AGUA....................................20


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

FAO Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação


IUCN International Union for Conservation of Nature
DF Distrito Federal
MG Minas Gerais
ENAR Encontro Nacional de Ranicultura
SUMÁRIO Commented [Tutor4]: Colocar nas normas.

1. 1. INTRODUÇÃO………………………………………………………………..19
2. 2. RANICULTURA NO BRASIL E SEUS DESAFIOS………………………21
3. 2.1A QUALIDADE DA ÁGUA ………………………………………………..25
4. 2.2 TEMPERATURA E UMIDADE RELATIVA DO AR. ……………………22
5. 2.3SETOR DE REPRODUÇÃO. ………………………………………..……28
6. 3.CAUSAS DE MORTALIDADE………………………………………………30
7. 4.MANEJO SANITÁRIO E PROFILAXIA ……………………………………35
REFERÊNCIAS………………………………………………………………..………..40
13

1. INTRODUÇÃO

A aqüicultura é definida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura


e Alimentação (FAO) como toda a criação de organismos aquáticos e ranicultura se
engloba nessa especificação.Atividade vem se desenvolvendo a cada ano, pois é
mais uma alternativa de produção de alimentos para a crescente população humana
mundial. Por ser uma atividade industrial emergente requer grandes esforços
científicos e desenvolvimentos tecnológicos para sua melhor viabilidade.É uma
atividade zootécnica que vem se destacando no Brasil como alternativa econômica
para o pequeno e médio produtor.
A importância do bom manejo sanitário na criação de rã é dividida em vários
fatores um deles é a qualidade da água usada em ranário é um dos fatores essenciais
para o sucesso desses empreendimentos. As as rãs deixam seus excretas na água,
além de restos de pele oriundos de trocas constante, por isso, é imprescindível a
constante renovação da água e limpeza dos tanques e baias, as rãs necessitam de
água com qualidade física e quim
́ ica especif́ ica, como pH, alcalinidade total, dureza
total, amônia, nitrito, nitrato, fósforo, cloretos, ferro e principalmente oxigênio, devem
ser medidos antes de iniciar uma criação, para evitar doenças .
Um dos maiores problemas dos produtores enfrentam são os problemas
relacionados à mortalidade de rãs decorrentes de falha de manejo sanitário, a falta de
controle sanitário durante a produção, a manipulação incorreta, a falta de informação
ou qualificação dos manipuladores, têm sido um fator de risco determinante para à
ocorrência de surtos de infecção, existem alguns fatores biológicos que também
podem causar danos à viabilidade econômica das atividades aquícolas, como as
enfermidades infecciosas causadas por viŕ us, bactérias e parasitos.Estas doenças
ocorrem principalmente em animais confinados, e podem desenvolver sérios
processos infecciosos comprometendo o desenvolvimento dos animais e até mesmo
causar a morte no plantel .
A prevenção e profiláticas são as melhores medidas para o controle de
enfermidades em ranários, como medidas profiláticas pode‐ se citar: uso de pedilúvio
e rodolúvio com solução de hipoclorito de sódio na entrada da propriedade,
instalações adequadas, água de boa qualidade, ração de qualidade.A climatação e a
adaptação dos animais são essenciais para que o animal se sinta menos estressado
e o mais importante de tudo é que se tenha sempre em mente as boas técnicas de
14

criação: manejo zootécnico (no intuito utilizar tecnologias apropriadas), manejo


alimentar e manejo sanitário. Quando um dos fatores é negligenciado, é muito
provável que as enfermidades aparecerão podendo causar perda total da criação. Commented [Tutor5]: Resumir.

Problema de pesquisa? Você deve colocar cerca de 1 a 2 parágrafos


contextualizando o tema e mais 1 expondo a importância em
Objetivos? estudar seu tema, ou seja, justificando a relevância do
estudo.
Este trabalho se trata de uma revisão de literatura com fundamentação teórica
Commented [Tutor6]: A problemática é feita em forma
embasada em livros do acervo da biblioteca da universidade e artigos pesquisados de pergunta, da qual seu trabalho irá responder ao final de
sua execução.
nas bases de dados como Google acadêmico.Foram utilizados trabalhos publicados Commented [Tutor7]: Você precisa ter 1 objetivo geral e
3 específicos.
nos último 30 anos. A pesquisa foi feita entre os meses novembro e Outubro de 2019.
O objetivo geral se trata de o que você pretende com a
Utilizou-se de descritores como manejo sanitario na criação de rã. elaboração do seu trabalho. Onde você quer chegar com a
abordagem do seu tema.

Os objetivos específicos são formas de chegar ao objetivo


geral. Esses darão título aos seus capítulos.
Cada capítulo deve apresentar cerca de 5 páginas.

Boa noite, Andrea


Leia todas as orientações presentes no modelo para elaborar sua introdução e
os demais elementos das atividades de forma completa.
15

Colcoar todo o trabalho nas normas.

2. RANICULTURA NO BRASIL E SEUS DESAFIOS Commented [Tutor8]: É preciso saber seus objetivos para
corrigir seu trabalho adequadamente, pois não sei o que
A rã-touro (Lithobates catesbeianus) é um anfib
́ io da ordem Anura, famiĺ ia pretende abordar em cada capítulo.

Ranidae, e tem como caracteriś tica principal a presença de membranas interdigitais Commented [Tutor9]: Como já orientado, pular linha.

nos membros posteriores. É uma espécie de grande porte, atingindo cerca de 43 cm


de comprimento e podendo chegar a 2,5 kg.Possui dimorfismo sexual, os machos
́ panos muito maiores que os das fêmeas e possuem o calo nupcial nos
apresentam tim
braços e dedos para manter o mais firme possível, evitando que escorreguem quando
estão abraçando a fêmea.Na época de reprodução, o macho emite um som potente,
o coaxar, muito parecido com o mugido de um touro, por isso esse nome (BRUENING,
2002 ; VIEIRA,1987). Commented [Tutor10]: Você já foi orientada quanto a
ordem.
No Brasil a criação de rãs foram introduzidas na década de 30, quando Tom
Cyrril Harrison trouxe do Canadá os primeiros 300 animais da espécie Rana
catesbeiana. Em 1935 foi implantado o primeiro ranário comercial no Brasil, chamado
Ranário Aurora, que se situava no município de Itaguaí, Estado do Rio de Janeiro.Em
1939, parte destes animais foram trazidos para o estado de São Paulo pela Secretaria
́ io de Pindamonhangaba (VIANA, 1993;
de Agricultura e instalados no municip
FERREIRA,2002).
Contudo a classe Amphibia é formada por três ordens, sendo que a mas
importante economicamente é apenas a Ordem Anura, representada por sapos, rãs
e pererecas (STORER; USINGER, 1991).As rãs são animais ectotérmicos, ou seja,
necessitam do ambiente como fonte de calor, e pecilotérmicos, que não possuem um
mecanismo interno que regule a temperatura interna. Assim, a temperatura e o
metabolismo de seu corpo variam de acordo com a temperatura do meio onde vivem
(NASCIMENTO, 2013).
As rãs nativas se destacam a rã manteiga ou paulistinha (Leptodactylus
latrans), a rã pimenta (Leptodactylus labyrinthicus) e a gia (Leptodactylus
pentadactylus), mais comum na Região Norte do paiś e conhecida internacionalmente
como “south american bullfrog”. Apesar de serem nativos sua criação não é autorizada
comercialmente, e seu desempenho produtivo é menor, e tem maiores dificuldades
técnicas e burocráticas para sua criação, todavia isso não
16

ocorre para a rã-touro americana, único animal autorizado a ser criado nos ranários
nacionais (BRASIL, 1998).
Essa espécie rã-touro é nativa dos EUA Estados Unidos da América é considerada
uma das espécies invasoras mais prejudiciais à natureza , essa espécie que mas se
adaptou ao brasil, deve-se ter controle rígido sobre os criadouros para evitar que a rã-
touro cause problemas à fauna nativa caso indivíduos adultos escapem
acidentalmente e se reproduzam na natureza (LIMA, S. L.; AGOSTINHO) Commented [Tutor11]: Coloque nas normas.

De acordo com “International Union for Conservation of Nature” (IUCN), a rã-


touro é considerada uma das espécies com maior potencial de invasão do planeta. A
dieta muito ampla em todos estágios de desenvolvimento facilita sua adaptação
tornando-a forte predadora e competidora. Se tornando a mas comercializada, devido
as suas caracteriś ticas zootécnicas, tais como: precocidade (crescimento rápido),
prolificidade (alto número de ovos por postura) e rusticidade facilidade de
manejo(GUIONE,2008 ; FERREIRA, 2004).
Sua carne é alimento nobre, de boa digestibilidade, ser hipoalergênica, possuir
baixo teor de gordura e colesterol, elevado nível de protein
́ a, e ainda possui todos os
aminoácidos essenciais para o ser humano.Além disso há muito interesse nos
́ ios, pois atraem a atenção dos responsáveis por laboratórios farmacêuticos
anfib
devido à existência de diversos compostos quim
́ icos em suas peles, como é o caso
de diversas espécies pertencentes aos gêneros Brachycephalus, Dendrobates,
Epipedobates, Phyllomedusa e Lithobates.
(PIRES,2006;NÓBREGA,2007;AFONSO,2012).
O Brasil é o pioneiro que detém as melhores tecnologias de produção de rãs,
onde todo o ciclo de produção é feito em condições controladas, o que evita a caça
predatória de anfíbios; onde há condições climáticas, ambientais e territoriais que
favorecem o desenvolvimento das rãs, até mais que em seu habitat de origem
(FRANCO, 2012).
Seu ciclo de vida é caracterizado por duas fases uma totalmente dependente
de água, que vai de ovo a girino, e outra que começa a partir de imago e onde a
dependência do ambiente aquático diminui, continua desafiando pesquisadores a
buscarem soluções, que possam promover conforto e tirar o máximo proveito do
potencial produtivo do animal (AFONSO, 2005).
17

Houve vários modelos de cultivo, como o modelo tanque ilha, apresentou como
caracteriś tica principal a escavação na terra de um tanque com uma ilha
central onde eram depositados produtos orgânicos como atrativos para insetos
que serviam de alimentos para as rãs. Este sistema é pouco recomendado do ponto
de vista higiênico‐ sanitário, além de apresentar resultados pouco efetivos no
desenvolvimento dos animais (FONTANELLO,1993).
O sistema confinamento, proposto por (OLIVEIRA,1983), caracterizou‐ se por
baias menores de alvenaria facilitando a limpeza, apresentando áreas secas e
alagadas (piscinas). O sistema Anfigranja, são construções, cujas baias apresentam
disposição linear de cocho para alimentação, abrigo para proteção e área alagada
para manutenção metabólica (LIMA & AGOSTINHO, 1988)
FONTANELLO,1983 propôs a engorda de rãs em gaiolas, na tentativa de Commented [Tutor12]: Ajustar.

diminuir o canibalismo e aumentar a produtividade por área, levando a utilização de


andares com o surgimento do sistema Ranabox em 1990.O sistema inundado,
originalmente desenvolvido em Taiwan, onde os animais são mantidos em baias
preenchidas totalmente com água e abriga maiores densidades de estocagem, o qual
é fortemente utilizado nos dias atuais. Por fim, atualmente observam‐ se os sistemas
híbridos, que envolvem adaptações de dois ou mais sistemas(MAZONI,1995) .
A origem dos sistema de confinamento foi a partir de experiências de
pesquisadores brasileiros em instituições de ensino, pesquisa e extensão e ainda da
iniciativa privada, que foram os modelos de ranários utilizados até os dias atuais, quais
sejam: Sistema tradicional de criação com tanque-ilha – por Dorival Fontanello e sua
equipe, no Instituto de Pesca-SP (CRIBB, 2013); Confinamento - na Universidade
Federal de Uberlândia (UFU)-MG (OLIVEIRA,1982); Sistema Anfigranja - na
Universidade Federal de Viçosa (UFV)-MG (LIMA & AGOSTINHO, 1989), um dos
modelos mais tecnificados e divulgados; Ranabox - pelo ranicultor Haroldo Aguiar em
Contagem-MG e que mais recentemente passou a se chamar sistema vertical
(CRIBB,2013).
Com tanta diversidade de modelos de ranário reflete distintos procedimentos
de manejo, que geram como conseqüência, resultados zootécnicos conflitantes e

nem sempre confiáveis, então para ter um bom desempenho deve se escolher o
melhor sistema , para que tenha um bom manejo saudável e lucrativo (LIMA ,2012),
18

A ração mais utilizada para rãs é a de peixes carnívoros (em especial as


elaboradas com base nas necessidades de truta e eventualmente para peixes
omniv́ oros. Os teores proteicos das rações ficam entre 45 e 32%, sendo estas
apresentadas na forma de pó (para girinos) ou na forma extrusada (para imagos e
adultos).Segundo experiência nos Estados Unidos e confinamento no Brasil observou
se que girinos,peixes,camarões,insetos,larvas, etc são os alimentos preferidos das
rãs.(VIEIRA, 1987).
Um desafio a mais para os ranicultores é condicionar a rã a partir de imago a
apreender alimento inerte, para isso se mantém um cultivo paralelo de alimento vivo,
notadamente larvas de moscas, minhocas oferecida juntamente com a ração. Embora
essa técnica seja bastante usual e já bem dominada, ela é dita gerar mais custo com
instalações, insumos e mão-de-obra .Segundo VIEIRA a carne de minhoca é rica em
proteína é baixo custo e pode ser obtida facilmente.
Algumas estratégias são apontadas nesse sentido, sugerem redução dos
custos operacionais e do tempo de engorda das rãs, usando dispensadores
automáticos e bandejas vibratórias com a ração afim de chamar a atenção dos
animais.Já estudo realizados por (FREITAS, 2011) demonstra que o sistema alagado
permite o uso de ração extrusada diretamente na água. Lima (2012) comenta que com
dedicação efetiva do tratador, as rãs se condicionam ao alimento inerte, sem larva de
mosca.
Um dos maiores problemas dos produtores enfrentam são os problemas
relacionados à mortalidade de rãs decorrentes de falha de manejo sanitário,
instalações inadequadas, água de má qualidade e consanguinidade, a falta de uma
ração especif́ ica para rã touro, é um dos principais obstáculos da ranicultura, onde a
alimentação em cativeiro é feita com rações comerciais utilizadas para atender as
exigências nutricionais de peixes, pois não se dispõe de informações suficientes para
necessidade das rãs‐ touro, acarretando a ineficiência na conversão alimentar, e
aumentando o custo de produção (HIPÓLITO,2004).
Não pular linha no meio do trabalho.

Há outros desafios da atividade, na tentativa de mitigar os fatores estressantes


como o canibalismo, presença de predadores, competição por alimento
19

e espaço, vertentes estas que retardam o crescimento do animal, consequentemente


reduz o sistema imune, tornando o animal mais susceptível a doenças, levando ao
insucesso da atividade ( FEIX, 2006; TEIXEIRA,2007; SEIXAS FILHO, 2008).
Uma boa gestão é fundamental para o sucesso sanitário, o emprego de
sistemas com altas densidades de estocagem, o uso excessivo ou inadequado de
ração, bem como as produzidas com matéria prima de baixa qualidade e
acompanhadas de mudanças ambientais importantes, podem impactar
negativamente a saúde das rãs, podem induzir estresse, imunossupressão e
alterações hematológicas às mesmas, tornando‐ as susceptíveis aos surtos
epizoóticos (FENERICK Jr.,2006).
A transmissão de uma doença infecciosa está baseada não somente na
presença de um organismo patógeno, mas também de um hospedeiro susceptiv́ el e
de um ambiente adequado para tal transmissão. E em se tratando de doenças de
importância para os cultivos de rã‐ touro, aquelas causadas por agentes bacterianos
oportunistas podem ser consideradas como as mais prejudiciais e também as mais
comuns.Um ranário completo é divido basicamente nos setores de: reprodução,
desenvolvimento embrionário, girinagem, metamorfose e engorda (RUTHIG,
2013;MOURINO, 2006).

2.1. A QUALIDADE DA ÁGUA

Para um bom sucesso na criação de rã é essência uma boa qualidade e


limpeza de água, as rãs deixam seus excretos na água, além de restos de pele,
oriundos de trocas constantes, por isso renovação da água e limpeza dos tanques,
no quadro 1. mostra os parâmetros físico e químico ideias da água num ranário (LIMA
& AGOSTINHO; FERREIRA, 2003).
20

Commented [Tutor13]: A figura deve ter título. Colocar


nas normas.

A rã-touro, têm necessidade específica de água com qualidade fiś ica e quim
́ ica,
parâmetros como pH, condutividade elétrica, alcalinidade total, dureza total, amônia,
nitrito, nitrato, fósforo, cloretos, ferro e principalmente oxigênio, devem ser medidos
antes de iniciar uma criação de rã. A rã Touro exige água em abundância, de boa
qualidade, livre de poluentes e com pH entre 6,5 e 7,5 , para as rãs o pH ácido é
menos perigoso do que o pH alcalino , com pH 7,2 a mortalidade de girino é de 10%
e ao atingir 7,8 ela. Vai a 90% de mortalidade (RODRIGUES, 2010 ; VIEIRA 1987).

Agua ligeiramente alcalina com pH 7 a 7,4, ela é mais esverdeada com excesso
de algas, depósito calcáreis, plantas com crescimento acima do normal e
cheiro característico, água alcalina com pH acima de 7,4, as plantas param de crescer
, agua muito turva, cheiro de decomposição orgânica, espuma ou nata na superfície
e ferimentos cutâneos nas rãs.Agua ácida com pH menor 6,8 de cor amarelada, que
significa o fundo do tanque cheio de resíduo orgânico em decomposição , plantas,
folhas, para controlar o pH ,podemos fazer a calagem ( usar cal) e a lavagem dos
tanques, pode colocar um saquinho furado cheio de calcário.Deve se controlar os
alimentos, para evitar as sobras fazendo que se decomponham é aumente a acidez
da água (LIMA (2012),
21

Para se medir o pH é utilizado o papel de Tornassol , ele é mas econômico ,


quando mergulhado na água ele muda de cor vermelho para ácida , azul para alcalina
é violeta para neutra, o inconveniente é que não acusa o grau do pH, ou pode usar o
papel azul de bromotimol que quando mergulhado mudar de cor azul para alcalina,
verde quando neutra e amarelo para ácida, e depois é só comparar a cor do papel,
com as cores da escala que acompanha.( VIEIRA 1987).
Dureza é a medida dos sais minerais nela contido como, o cálcio e o magnésio,
as águas muito moles ou duras podem causar sérios danos as rãs e as plantas, os
efeitos podem ser sentidos somente a médio e longo prazo quando não à há jeito de
neutralizarmos. Quanto maior a quantidade de sais mais dura a água é , e quando
menos sais mais mole ela é , um dos maiores problemas com a dureza da água é a
mucosa da pele que fica afetada, quando elevada utiliza o filtro com carvão ativado
ou dar movimento a água e quando estiver mole a água é só acrescentar bicarbonato
de sódio (FERREIRA,2002).
Para medir a dureza há ferramentas básicas composto por reagentes que
pingado em uma amostra de água de água a ser analisada dentro do tubo de ensaio,
basta pingar uma quantidade de gotas do reagente e contar quantas foram
necessárias para a água ficar vermelha e depois passar a verde, cada gota representa
1 grau de dureza (RODRIGUES, 2010).
Amônia, Nitrito e Nitrato: Da excreção dos organismos aquáticos e da
decomposição bacteriana do material orgânico existente na água o resultado é a
amônia, que é dividida em amônia tóxica (NH3) e io
́ n amônio (NH4). Através da
oxidação bacteriana (nitrossomonas) a amônia é transformada em nitrito. Em seguida
o nitrito é oxidado pelas bactérias do gênero Nitrobacter transformando-se
em nitrato. As bactérias desnitricantes transformam o nitrato em nitrogênio
completando-se o ciclo. Na prática a amônia e o nitrito são as formas tóxicas
(dependendo do pH e temperatura).quando a amônia fica muito acumulada, dificulta
a oxidação do nitrito em nitrato e quando atinge 0,2 a 1 g por litro de água, já pode
causar problemas respiratórios (AFONSO, 2005).
O fósforo é um nutriente com baixa concentração na água, porém é o de maior
fator de concentração no fitoplâncton, seguido do nitrogênio e carbono. Seus
compostos constituem-se num importante componente da célula viva, especialmente
de nucleoproteínas, essenciais à reprodução celular, associados também ao
22

metabolismo respiratório e fotossintético. Ocorrem principalmente na forma de


fosfatos solúveis e fosfatação (HIPÓLITO,2004).
Ferro é um dos parâmetros fiś icos e químicos da água aquele que com maior
frequência inviabiliza a implantação de uma ranicultura comercial.Esse metal quando
em altas concentrações causa a mortalidade dos girinos por toxicidade quim
́ ica.
Algumas vezes consegue-se retirar o ferro da água através de sua oxidação (Fe3+ -
coloidal), em outras palavras, introduzindo oxigênio no meio: aeração
(FONTANELLO,1983).
Contudo, quando se trabalha em condições de cativeiro e confinamento deve
se ter um controle rigoroso da qualidade da água ,precisa ser mantida em excelentes
condições para evitar a proliferação de agentes patogênicos e mortalidades, fazendo
sempre teste periodicamente, afim de evitar doenças (TORANZO 2004).

2.2. TEMPERATURA E UMIDADE RELATIVA DO AR

A temperatura deve oscilar entre 25,1° C. e 30,4° C. para obtenção do melhor


desempenho produtivo, em regiões onde a temperatura é baixa recomenda se utilizar
climatizadores, que minimizam os efeitos das variações climáticas, as rãs são
extremamente dependentes da temperatura ambiente e desenvolvem-se melhor
em regiões mais quentes isso influencia na sua produção.São animais pecilotérmicos
(a temperatura corporal acompanha a temperatura ambiente). A estabilização da
temperatura interna dos ranários garante a continuidade do ciclo produtivo durante
todo o ano e ameniza o problema da irregularidade, a temperatura ideal facilita no
manejo, na engorda, em seu desempenho (SEBRAE,1999).
A umidade relativa do ar é um fator que deve ser considerado na instalação de
ranários e que interage com a temperatura média do ar, e esta deve ser superior a
70%. As regiões com alta umidade relativa do ar são mais propícias para a criação de
rãs pois, a alta permeabilidade tegumentar acarreta taxas de perda de água também
particularmente elevadas e expõe esses animais ao risco de desidratação em
ambiente terrestre (RODRIGUES, 2010; BRAGA; LIMA, 2001).
2.3. SETOR DE REPRODUÇÃO
O setor de reprodução é constituído de duas áreas distintas, as baias de
mantença e as de acasalamento. Na primeira, as matrizes são mantidas
confortavelmente durante todo o ano, observar se algumas características como peso
23

corporal dos animais (acima de 250g), idade não superior a 3 anos e ausência de
ferimentos externos, após isso ela é transferidas para as baias de acasalamento
quando o ranicultor necessita de desovas. Essas baias de acasalamento podem ser
individuais (um casal por vez) ou coletivas (vários casais por vez) ocorrem entre a
primavera e o verão, e em regiões mais quentes, pode ocorrer durante o ano todo
(LIMA,1999).
Após a reprodução a desova é transferida para o setor de girinos e o casal
retorna para a baia de mantença. Apesar da baia de reprodução ser semelhante às
do setor de recria, seus elementos básicos estão em número e dimensões
proporcionais ao porte dos reprodutores, que são alojados em uma densidade bem
inferior.A rã touro apresenta reprodução bissexual, do tipo ovulípara, sua maturidade
sexual é atingida com um ano ou menos de vida e pode apresentar duas ou mais
desovas por ano, sua fecundidade aumenta com a idade, chegando a 3.000 ao quinto
ano poderá atingir mais de 19.000 ovos/desova e até chegar a 80.000 ovos, em um
único ciclo reprodutivo ( CRIBB,2013; FABICHAK,1985).
O setor de girinos é formado pelo conjunto de tanques construid
́ os em tamanho
e número proporcional ao porte do empreendimento. A desova é depositada em
incubadeira onde ocorrerá o desenvolvimento embrionário até a saída das larvas, as
quais, decorridos alguns dias, darão origem aos girinos propriamente ditos. Nos
tanques os animais vão se desenvolver até a metamorfose, os girinos sofrerão
metamorfose e passarão de onívoros para carniv́ oros, podendo haver uma queda de
resistência, requerendo uma alimentação balanceada.A densidade de estocagem
deve ser de 1 girino/L e os animais permanecem nesse setor por aproximadamente
três meses, durante a primavera e o verão ( FERREIRA 2003).
O setor de recria é constituído de baias de recria inicial e baias de terminação.
Essas baias consistem de abrigos, cochos e piscinas dispostos linearmente e
adequados ao tamanho dos animais. As baias de recria inicial, recebem os imagos
após a metamorfose, oriundos ou não da mesma desova. Quando as rãs alojadas
nessas baias alcançam de 30 a 40 g são transferidas para as baias de crescimento e
engorda (COSTA, S. R, 2011).
24

3. CAUSAS DE MORTALIDADE

Doença da perna vermelha “redlegdisease” essa doença e causada por uma


série de agentes bacterianos, sendo os principais, Aeromonas hydro la; Pseudomonas
aeruginosae bactérias do grupo das Enterobacteriaceas. Seus sinais são derrame
hemorrágico nas pernas e abdômen e ainda, úlceras nas patas, dedos, mandíbulas e
pele; nos girinos a doença provoca pontos hemorrágicos e ulcerações na cauda e
derrame hemorrágico nas pernas emergentes, pode causar letargia e anorexia, sendo
altamente letal (Pasteris, 2006).
A falta de manejo adequado juntamente com a baixa qualidade de água e
circulação de água, excesso de matéria orgânica, más condições de higiene e limpeza
dos tanques, excesso de sobras alimentares, dejetos e pele; introdução de animais
assintomáticos ou capturados na natureza e captação de água onde existam peixes
contaminados, faz surgir essa doença acometendo todo ranário.A manifestação da
doença é controlada através de manejo adequado, antibióticose permanganato de
potássio. Para aumentar a resistência dos animais é recomendável a utilização de
vitaminas e probióticos. (Almeida , 2000).
Micobacteriose é outra doença de origem bacteriana, causada por
Mycobacterium spp., esta enfermidade está entre as mais comumente encontradas
em ranário, geralmente é observada em animais adultos. É de importância zoonótica,
estas bactérias são conhecidas como as causadoras do “Granuloma de piscina” ou
“Doença do aquariofilista”; as lesões decorrentes da infecção geralmente ocorrem nas
extremidades (mãos e pés) do homem após contato de pele ʺesfoladaʺ à água
contaminada (Martinho & Heatley, 2012).
Sua transmissão ocorra por meio de contato direto entre individ
́ uos infectados,
água contaminada ou ingestão de detritos aquáticos. Em indivíduos
imunocompetentes, a micobacteriose geralmente induz à infecção subclin
́ ica com
poucos sinais clínicos. Os sinas são letargia, anorexia e nódulos granulomatosos de
cor esbranquiçada, localizados principalmente nos rins, fígado, baço e pulmões, que
causam atraso de desenvolvimento e até a morte. A ocorrência pode estar associada
à presença de animais portadores e estranhos dentro do recinto de criação, água
contaminada, troca de reprodutores e alimento contaminado. Em animais
imunodeprimidos ou estressados, a infecção apresenta‐ se muito mais severa
(Barros, 1988;Ferreira, 2006).
25

Edema generalizado é causada pelos agentes bacterianos Streptococcus sp. e


Staphylococcus sp. Acomete animais de todas as fases de produção, o edema é o
́ ico podendo apresentar parésia dos posteriores. Esta patologia é
principal sinal clin
decorrente. da alimentação inespecif́ ica (Hipolito, 2004; Souza, 2001).
As bactérias do gênero Streptococcus são encontrada em ranário, também
estão relacionadas com episódios de alta mortalidade em sistemas de criação
intensiva de rãs‐ touro. A septicemia causada por esta bacteriose causa diversos
́ icos como modificação da postura, diminuição da reação de estímulos
sinais clin
externos, sistemas nervosos de incoordenação, desvio lateral da cabeça, edema,
ascite, podendo estar associada também ao prolapso retal. Porém, há dúvidas em
relação ao papel primário deste agente infeccioso, pois normalmente é encontrado
como componente natural do ambiente (Cunningham, 1996;Mostério, 2014).
Incoordenação motora o principal agente isolado é Streptococcus
Enterococcus do grupo D, surge em animais adultos e na fase de engorda. Os
principais sinais clínicos são movimentação e posição atip
́ ica, nado descoordenado é
letargia. É uma patologia associada a condições de higiene deficitárias e diminuição
da qualidade da água (Hipolito, 2004; Souza, 2001).
Saprolegnose está doença é causada por fungos micelianos de vida aquática
(Saprolegnia e Achlya) que possuem esporos ativos e podem comprometer todo o
corpo do animal. Os sinais são tufos grandes, brancos (acabam ficando escurecidos
pela grande quantidade de sujeira presente nos tanques de cultivo) e provocam lesões
graves e hemorrágicas na pele dos girinos.É causado por um manejo inadequado,
devido à grande quantidade de matéria orgânica no ambiente, podem sobreviver em
locais secos pela formação dos esporos bastante resistentes (Barros, 1988).
Outra doença acusada por fungo é a chytridiomicose é uma micose dérmica
letal causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis (Bd) e está relacionada com
mortalidade em massa em animais de criação. A espécie rã‐ touro é considerada por
Pesquisadores como reservatório natural dessa espécie de fungo, isto é, ela pode
hospedar o patógeno sem, no entanto, apresentar obrigatoriamente sinais de
morbidade ou mortalidade. Dessa forma, estes somente se manifestam na referida
espécie em casos de estresse e comprometimento do seu sistema imune (Voyles,
2009).
26

Seus sinais clínicos são: letargia, emagrecimento, eritema cutâneo, postura do


corpo anormal e perda do reflexo de endireitamento. O B. dendrobatidis e Ranavirus
são considerados agentes etiológicos de notificação obrigatória OIE (2011).
Necrose Hematopoiética Epizoótica (EHN) esta doença é causada por
Ranavirus (famiĺ ia Iridoviridae) e pode sua transmissão é através da água, de cultivo
para cultivo; pela transferência de peixes, aves e contato com utensiĺ ios
contaminados, pode ser replicado no por fluido corporal e carcaças decompostas na
água e surgir pelas altas densidades no cultivo. Estes organismos são altamente
virulentos e considerados uma ameaça emergente, pois estão relacionados a eventos
de mortalidade em anfíbios no mundo todo (Hoverman, 2010).
Os sinais são anorexia, inchaço ventral, baixa temperatura corporal, pulmões
hemorrágicos e com muito ar, aumento na mortalidade, diminuição na qualidade da
águam afetando o estado geral de saúde, na sua forma crônica erosões na nadadeira,
pele, descoloração, hemorragias, hipertrofia do baço e fig
́ ado, ascite e líquido
sanguinolento com focos de necrose (Mazzoni ,2009).
Existe alguns parasitos que também são causadores de enfermidades em rãs,
como os nematoides, protozoários, monogenéticos, digenéticos, cestoides, anelídeos,
acantocéfalos, crustáceos, entre outros. O Trichodina (protozoário ciliado) causa
excesso na produção de muco, lesões e infecções secundárias, Gorgoderina vitelli
loba (digenético) ataca a bexiga urinária das rãs causando descamação e perda de
sangue, Longibuccacatesbeianae (nematóide) causa apatia, anorexia, aumenta a
quantidade de muco no estômago, causa hemorragias e processos inflamatórios
(Souza Jr. ,1993).
O nematoide L. catesbeianae é parasito do trato gastrointestinal de rã‐ touro e
localiza‐ se principalmente no estômago e, em menor número, no intestino do seu
hospedeiro. observaram altos índices parasitológicos de L. catesbeianae em rãs‐
touro selvagens e de cultivo no estado de São Paulo, com intensidade de infecção
que variaram de 2.500 a 10.726 parasitos por hospedeiro. Os sinais clínicos do
parasita no hospedeiro são lesões gástricas e intestinais, sangramento e apatia nos
hospedeiros infectados (Hipolito, 2004, 1995; Souza, 2001).
O verme‐ âncora é parasito de diversas espécies de peixes de água doce,
assim como de anfíbios (formas larvais), sua presença pode ser potencialmente letal
ao ranário. Em sistemas de girinagem, uma das vias mais comuns de introdução do
27

parasito é por meio do uso de água contaminada por peixes selvagens parasitados ou
introduzidos em açudes que abastecem a criação (Kupferberg, 2009).
Foi observado na espécie L. cyprinacea em girinos de rã‐ touro, uma infestação
do verme âncora no ranário no período de 72 a 96 horas após exposição inicial, e
observaram 100% de mortalidade dos mesmos, os parasitos fixaram‐ se
principalmente na boca e cloaca dos girinos, onde foi possível observar alterações
teciduais significativas, como prolapso anal e má formação dos membros posteriores
(Martins & Souza Jr. 1995).
Detectaram a presença de oocistos do protozoário Cryptosporidium sp. em
raspagens da mucosa intestinal e amostras de fezes de rã‐ touro, deve se dar mas
importância da realização de pesquisas epidemiológicas relacionadas ao parasito
devido a possibilidade de sua transmissão ao homem (zoonose) (Cabral,2011).
O canibalismo é devido a falhas no manejo alimentar, como qualidade,
quantidade e distribuição dos alimentos provocando diferenças marcantes no
crescimento dos animais. Normalmente quando há troca da marca e tipo da ração
e/ou mudanças bruscas no regime alimentar, parte dos animais não se adaptam
completamente favorecendo o canibalismo (Souza, 2001).
Obstrução Intestinal é causado por algum corpo estranho, presença de material
estranha no alimento. Pode ocorrer a invalidação intestinal (associado geralmente
pela má qualidade da ração muito grosa ou muito seca, presença de substâncias
tóxicas, promovendo alterações graves nos processos digestivos, como necrose e
hemorragias (Afonso, 2005).
Prolapso cloaca é causada devido a um excesso de fibra bruta na dieta ou
quando esta apresenta baixo teor de humidade, presença de corpo estranho, necrose
de ança intestinal ou ainda decorrente de mecanismo fisiológico em enterites severas.
O sinal clínico evidente é o prolapso da cloaca (Souza, 2001).
Presença de gases no intestino é causado em girinos e imagos e está
relacionado ao fornecimento de alimento altamente fermentativo e conservado em
temperaturas desapropriadas, o que pode promover a fermentação. Causam a ruptura
da parede abdominal e exposição dos órgãos internos, levando à morte. Em girinos
maiores a principal ocorrência é a dificuldade de natação e flutuabilidade (Afonso,
2005).
Avitaminose do Grupo B está relacionado à falta de vitaminas na ração.
Causando parada no desenvolvimento e descoordenação dos girinos, e nos animais
28

jovens está associada à incapacidade de recolhimento da lin


́ gua projeta para fora da
boca quando da captura de alimentos e desvio lateral da cabeça.A consanguinidade
também é um problema no plantel, devido à reprodução entre parentes próximos é
arriscado quando os acasalamentos são realizados entre irmãos, tios e primos ou
direta ou em linha, entre pais e filhos, avós e netos e os seus resultados dependem
dos reprodutores utilizados (Vieira, 1987).
A consangüinidade é uma faca de dois gumes, pois tanto soma as virtudes
quanto os defeitos, podendo causar grandes prejuízos quando não é bem
administrada. Não é indicado os criadores a utilizarem a consangüinidade, porque
podem aparecer caracteres prejudiciais como a perda de peso e tamanho, queda de
resistência física, baixa na fertilidade, esterilidade, genes patológicos, raquitismo,
fatores letais, etc. A consangüinidade só pode ser praticada por profissionais
qualificados, com grandes conhecimentos de criação e genética (Vieira, 1987).

4.MANEJO SANITÁRIO E PROFILAXIA

Deve se ter um controle do plantel, e da prole, os programas de melhoramento


genético tem sido negligenciados, pois acasalamentos são feitos aleatoriamente e
muitas vezes envolvendo animais com alto grau de parentesco, gerando problemas
deletérios (LIMA, S. L., AGOSTINHO,1988).
29

É recomendo a limpeza da baia e renovação da água este manejo é


fundamental, pois compreende a retirada de animais mortos e a remoção de sujidades
com o auxílio de uma vassoura e de jatos de água das mangueiras de apoio. A coleta
de um animal morto deve ser feita com o auxiĺ io de uma pá ou pegador. É indicado
utilizar utensílios de cor vermelha, poderão ser higienizados separadamente. Os
animais coletados deverão ser transportados a um pequeno forno crematório na
propriedade, que servirá para auxiliar na erradicação de quaisquer agentes
infecciosos presentes no criatório. Recomenda- se proceder ao manejo sem adentrar
as baias, o que também reduzirá a incidência de doenças (FERREIRA,2002).
Par um bom desempenho no manejo deve se fazer após a saída de um lote de
animais de uma baia, a higienização com o auxílio de vassouras e água hiperclorada
(100ppm). Deve se fazer, a troca periódica de desinfetantes para este procedimento
e nos casos de doenças diagnosticadas e mortalidade acima do esperado, poderá ser
utilizada vassoura de fogo.Todos os setores deverão possuir fichas de controle, com
entradas e saídas dos tanques, quantidade de ração fornecida por dia e mortalidade,
além de outras observações que se fizerem necessárias (LIMA, S.L., AGOSTINHO,
1992).
Para o controle de fugas deverão ser construídas caixas e diariamente
monitoradas, afim de se evitar impactos negativos no entorno da propriedade. O
sistema de tratamento deve ser monitorado .Todo o planejamento geral, assim como
o controle do fluxo de entrada e saída de alimentos e medicamentos, depende do
bom funcionamento dos controles (MOITA, T. F. S, 2011).
É fundamental ter in
́ dices zootécnicos, pois são importantes in
́ dices
relacionados ao manejo sanitário, alimentar e reprodutivo do plantel, pois representam
todos os parâmetros produtivos e reprodutivos do empreendimento, é a melhor forma
de controlar o ranário. Os valores são constantemente alterados à medida que
estudos de nutrição, genética e manejo proporcionam novos patamares, provendo um
ganho substancial de produtividade, o sucesso do empreendimento é o reflexo de um
bom, controle desses in
́ dices, contudo o registro zootécnico facilita a base de
comparação para formular previsões e avaliar a rentabilidade da atividade (MION,
2012).
As intervenções na qualidade do plantel e nas práticas de manejo serão
influenciadas, em grande parte, pela não obtenção dos in
́ dices previamente
estabelecidos. O produtor que detém este conhecimento consegue interferir de
30

maneira positiva e rápida numa produção que está abaixo de seu potencial,
selecionando práticas que devem ser mantidas, substituid́ as ou aprimoradas
(ZANGERÔNIMO, M. G.; FILHO, O. P. R.; MURGAS, L. D. S., 2002).
Os principais in
́ dices zootécnicos são uma boa densidade de estocagem,
número ideal de indivíduos por metro quadrado (jovem/adulto) ou por litro (girino),
esse dados previne grandes concentrações em um pequeno espaço que poderiam
ocasionar eventos de mortalidade e diminuição do crescimento e, de maneira oposta,
impede a subutilização do espaço, cuja consequência seria a perda de rentabilidade.A
quantidade de macho e fêmea estabelece no setor ou tanque de acasalamento
coletivo. É preciso ter um equilíbrio de machos pois, são bastante territoriais e acabam
se ferindo em lutas pelas fêmeas (possibilidade de infecções) ALBUQUERQUE,
L.X.2011).
Não podemos esquecer na porcentagem das fêmeas que desovam em
comparação ao total de fêmeas utilizadas para a reprodução e a quantidade de óvulos
eliminados pela fêmea é fecundado pelo macho.Esses dado fornece ao produtor uma
visão do estado das fêmeas, na medida em que valores abaixo do estabelecido podem
indicar caracteriś ticas genéticas desfavoráveis, assim como problemas no ambiente
de mantença ou nas técnicas de reprodução (ALBUQUERQUE, L. X.; MELLO, S. C.
R. P.; SEIXAS FILHO, J. T.,2012).
A prevenção e profiláticas são as melhores medidas para o controle de
enfermidades em ranários, como medidas profiláticas pode‐ se citar: uso de pedilúvio
e rodolúvio com solução de hipoclorito de sódio na entrada da propriedade,
instalações e entre setores; construir instalações para desinfecção e higiene pessoal
(banheiros, lavatórios, vestuário, botas e luvas); limpar, desinfetar e esterilizar
utensiĺ ios; privar‐ se de cantos e superfić ie abrasiva nas instalações de cultivo a fim
de evitar injúria nas rãs (porta de entrada para infecções secundárias) e acúmulo de
́ uos (SEIXAS FILHO, J. T.,2012).
resid
Não se deve manipular muito os animais, pois a manipulação excessiva dos
animais causa estresse, certificar a procedência dos reprodutores antes da sua
aquisição, não acondicionar os animais recém adquiridos imediatamente junto aos
́ do de quarentena), sempre utilizar ração de ótima qualidade e
demais (perio
armazená‐ la em locais apropriados longe do chão evitando roedores, umidade e
estocagem prolongada.Deve se tratar a água de desuso da criação por meio de lagoa
de decantação ou sedimentação para posterior eliminação junto ao corpo receptor de
31

acordo com as normas do CONAMA, em caso de suspeita de doenças ou ferimentos,


isolar os animais em instalações afastadas (Vieira,1987).
A prática de vacinação e a utilização de aditivos alimentares, tais como:
vitaminas C e E, imunoestimulantes, prebióticos e probióticos, estas medidas são
aplicadas na aquicultura, onde se obtém resultados satisfatórios.Vacinação é o termo
́ eno proveniente de um organismo
utilizado para definir qualquer preparo com antig
patogênico, capaz de estimular tanto o sistema imune inato quanto o adaptativo da
espécie animal de interesse, conferindo‐ lhe aumento de resistência e proteção
duradoura contra infecções (viral, bacteriana ou fúngica) sem o desenvolvimento
prévio de enfermidades (Magnadottir, 2010).
As formas de administrações mais frequentes são: por imersão, injeção
(intraperitoneal) ou até mesmo via oral na alimentação.Também são administrados
vitaminas A, C e E, carotenóides e alguns minerais, micronutrientes antioxidantes são
aplicados como aditivos alimentar preventivos na dieta. A deficiência de vitamina C
pode levar à imunossupressão e susceptibilidade à infecção por agentes infecciosos,
ao passo que a insuficiência de vitamina E pode acarretar em condições
degenerativas de células não especif́ icas (Kiron, 2012; Magnadottir, 2010; Pridgeon
& Klesius, 2010).
Alguns estudos sugere que a suplementação de vitamina C para girinos de L.
catesbeianus deve ser 2.000 mg/kg de ração, pois esta concentração promoveu
melhorias na taxa de sobrevivência (93,0%), crescimento especifico (6,0% ao dia),
ganho de peso (4,2) e porcentagem de metamorfose (Colombano,2007) .
As rãs pós‐ metamorfose (imago) suplementada com diferentes níveis de
vitamina C (0, 250, 500, 750, 1.000 e 2.000 mg/kg de ração), inferiram não haver
influência da adição de vitamina C sobre a conversão alimentar, crescimento,
sobrevivência, níveis de leucócitos, de corticosterona no plasma (indicador de
estresse) e de macrófagos ativos. Estes niv́ eis de corticosterona indicam possiv́ el
adaptação às condições de cativeiros destes animais pós‐ metamorfose
(Knoop,2011; Knoop,2014).
Os imuno estimulantes são compostos que modulam o sistema imunológico
inato do hospedeiro, conferindo ao mesmo aumento de resistência às doenças
causadas por agentes patogênicos por meio da estimulação direta dos receptores de
células e/ou genes ligados ao referido sistema. Portanto não produzem nenhum
componente de memória e a resposta é de curta duração, sendo incluída na dieta
32

durante operações estressantes na aquicultura como classificação, transferência,


vacinação ou ao longo das fases cruciais de vida do animal para ajudá‐ lo a manter
boa saúde (Kiron, 2012;Encarnação, 2010).
Os imuno estimulantes mais utilizados atualmente na aquicultura são
fragmentos de parede celular de padrões moleculares associados a patógenos como:
beta‐ glucanos de fungos, peptidoglicanos de bactérias gram‐ positivas,
́ eos de bactérias gram‐ negativas e nucleotid
lipopolissacarid ́ eos de viŕ us,o
imunoestimulante teve papel hepato‐ protetor, reduzindo os efeitos estressores sobre
́ ado (Encarnação, 2010).
o fig
Os prebióticos são ingredientes não digeríveis pelas enzimas do hospedeiro,
como a inulina e os fruto‐ oligossacarídeos, que são utilizados como substratos e
fermentados pela flora bacteriana do trato digestivo originando substâncias que
estimulam seletivamente o crescimento e/ou atividade de bactérias benéficas,
particularmente as bifidobactérias e lactobacilos, melhorando o equilíbrio intestinal do
hospedeiro e inibindo a colonização por bactérias patógenas (Encarnação, 2010).
Os probióticos na aquicultura são definidos como células microbianas que, ao
serem adicionadas na alimentação, colonizam e se mantém vivas no trato digestório
dos animais, de modo a melhorar a condição de saúde dos mesmos, agindo de
madeira preventiva (Gatesoupe, 1999).
Os probióticos podem atuar das seguintes formas: competir pelos nutrientes
e/ou inibir o crescimento de bactérias patogênicas;alterar a composição da
comunidade bacteriana, promovendo melhorias na saúde dos animais; excluir o
organismo patogênico devido a alguma competição; contribuir com fonte nutricional
e/ou na digestão enzimática; melhorar os parâmetros zootécnicos (vide revisão de
Balcázar ,2006).
No âmbito da aquicultura, são diversos os estudos que têm demonstrado
efeitos positivos à saúde do animal cultivado, quando se utilizam dietas
suplementadas com bactérias probióticas. Este é o caso dos resultados de Dias et al.
(2008; 2010)
Andrea, faça seus objetivos e divida adequadamente seus capítulos, para que
eu corrija apenas o que é referente a cada atividade.
Ajuste sua escrita também.
33

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