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NR 12 Segurança no Trabalho em

Maquinas e Equipamentos
São Paulo, 07.10. 2016
Engº SIDNEY ESTEVES PEINADO
40 anos experiência na área de automação e segurança em
maquinas

• Pós graduado na OIT, em Gestão de SST em Turin 2012;


• Assessor técnico na CNTT da NR 12 da Bancada Patronal,
indicado pela ABIMAQ e Grupo IX III da Fiesp;
• Membro da titular da CPN – IM desde 1995 ;
• Formação de docentes do SENAI tema NR 12, Bahia,Rio de
Janeiro e Ceará ;
• Capacitação de peritos na ESMPU ;
• Capacitador da ABIMAQ temas NR 12 E NR 10;

• Diretor Técnico da Fast Solution Segurança e Automação


Econômico: O custo total dos acidentes é como um iceberg flutuante

10% que é visível


Custo de recuperação da lesão
Responsabilidade legal dos empregadores
Responsabilidade legal de terceiros / pública
Responsabilidade legal pelo produto

90% que não é visível


Custo de recuperação da lesão Multas
Danos materiais e no produto Custos legais
Danos prediais e na planta Horas extras
Danos nas ferramentas e nos Mão de obra substituta
equipamentos Tempo de investigação
Tempo de supervisão desviado Esforços administrativos
Suprimentos de emergência Perda de conhecimento
Limpeza da planta
Atraso de produção

Fonte das Porcentagens HSE UK


Norma Regulamentadora
3º Encontro de Representantes Empresariais de NR - 12
SST – Julho/2012
Cenário
Antes da NT 37/2004 , que
MARCOS LEGAIS REVISÃO DA NORMA
depois de revisada passou para NT 16/2005 e
virou anexo VIII da NR 12

• NR 12 – Defasagem ( de PORTARIA 3214 /1978);

• Avanço tecnológico natural;

• Desenvolvimento de tecnologia em proteção de


máquinas (conceito da falha segura)

• Iniciativas diversos Estados (SP/RS/MG/SC);

• Houve Consenso da necessidade da revisão;


3º Encontro de Representantes Empresariais de
SST – Julho/2012

MARCOS LEGAIS

NR 12
NR´s
FUNDAMENTAÇÃO
NR LEGAL
3º Encontro de Representantes
12 – MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Empresariais de SST – Julho/2012

- Convenção N.º 119 (Proteção de Máquinas) da


Organização Internacional do Trabalho - OIT,
ratificada pelo Brasil em 1994, com força de lei
ordinária em nosso ordenamento jurídico;
- Diretiva “Máquinas” – UE (Diretiva
2006/42/CE;
- Capitulo 58 da Enciclopédia da SST da OIT;
- Os artigos 184 a 186 (Das Máquinas e
Equipamentos) da CLT
- Convenções Coletivas do Estado de São Paulo
1998 até hoje;
CLT
3º Encontro de Representantes Empresariais de
NR 12 – MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
SST – Julho/2012

Obrigação legal para o empregador a Lei 6514 (dez 1977),


seção XI estão os Art. 184 e 185 da CLT, mais
concretamente o Art.184:

As máquinas e os equipamentos deverão ser dotados


de dispositivos de partida e parada e outros que se
fizerem necessários para a prevenção de acidentes do
trabalho. Este é o texto legal, ainda em vigor,

A manutenção de conceitos genéricos foi criando ao longo


de sua aplicação profundas discrepâncias de interpretação
quer seja pelos fabricantes, usuários e fiscalização,
trazendo consigo toda a sorte de conflitos
e resultando muitas vezes na interdição da máquina,
conforme previsto na NR 03. 7
OIT
Em 1994 o Brasil se tornou signatário da
Convenção nº 119 da OIT- sobre Proteção de
Máquinas, por meio do Decreto nº1.255 que
adotou integralmente o conteúdo desta convenção,
a redação da Convenção é de 1963, contendo os
mesmos conceitos empregados na NR12.

DECRETO nº 1255 : Promulga a Convenção nº


119, da Organização Internacional do
Trabalho, sobre Proteção das Máquinas,
concluída em Genébra, em 25 de junho de
1963.

8
OIT E A
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das
atribuições que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da
Constituição , e Considerando que a Convenção nº
119, sobre Proteção das Máquinas, da Organização
Internacional do Trabalho, promulgada entrou em
vigor internacional em 21 de abril de 1965;
Considerando que o Governo brasileiro depositou a
Carta de Ratificação do instrumento multilateral em
epígrafe em 16 de abril de 1992, passando o mesmo
a vigorar para o Brasil em 16 de abril de 1993, na
forma do seu art. 19.
9
Norma Regulamentadora NR - 12

O que são Normas


Regulamentadoras?
• São Instrumentos legais editados pelo
Ministério do Trabalho e Emprego, que
norteiam as obrigações dos
estabelecimentos de qualquer natureza
em relação a saúde e segurança do
trabalhador.

10
Norma Regulamentadora NR - 12

Descumprimento das Normas


Regulamentadoras
• Poderá resultar em notificação, autuação,
interdição ou embargo de ambiente
especifico ou do estabelecimento inteiro e,
também, em ações regressivas por parte
do INSS

11
Quem é Quem?

PODER

EXECUTIVO LEGISLATIVO JUDICIÁRIO MPT

MTE OIT

MPS

MS
EXECUTIVO
MTE MPS MS

CNPS/MPS CNS/MS
SIT
DSST -CTPP
DEPTO
EXECUTIVO CAT CEREST

AFT
FAP 204 CEREST
NORMAS 26 Estaduais
AUDITORES REGULAMENTA
FISCAIS DORAS 178 Regionais
NTP
LOTADOS
NAS SRTE´S
E NAS PPP Vigilância em
GRTE´S Saúde do
Trabalhador
REABILITAÇÃO
Autoridades
RAT (SAT) sanitarias
Ministério do Trabalho
CNPBz 23 FÓRUNS NR 22 - CPNM

Sub. COMBUSTIVÉIS CTPP/MTE NR 29 - CPNP

NR 06 - CNT GT - EAD NR 30 - CPNAq

NR 10 - CPNSEE GT - Divulgação Sub. PLATAFORMAS

NR 12 - CNTT GTT NR Frigoríficos NR 31 - CPNR

NR 13 - CNTT NR 35 - CNTT NR 32 - CNTT

NR 18 - CPN NR 01 - GET NR 34 - CNTT

NR 20 - CNTT NR 24 - GTT OIT 174 - GET


Ministério da Previdência
CNPS/MPS
 CAT
 FAP
 NTEP
 PPP
 Reabilitação
 RAT (SAT)
 e-Social
Ministério da Saúde

CNS
Comissão Intersetorial de Alimentação e Nutrição (CNS)
Comissão Intersetorial de Saúde da Pessoa com Deficiência (CNS)
Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador (CNS)
Comissão Intersetorial de Saúde Mental (CNS)
Comissão Intersetorial de Saúde Suplementar (CNS)

Conferências
Municipais/Estaduais/Nacional

ANS
Câmara de Saúde Complementar (ANS)
Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (ANS)
LEGISLATIVO
Foco no Trabalhador

Projetos 100 SST


de Lei

2013 - Criação da Frente


Parlamentar sobre SST – Pres.
Dep. Vicentinho (PT/SP).

6000 – Projetos de Lei estão no


banco de dados da CNI.

1400 – Projetos de Lei na área


trabalhista.

“Poucos Pls empresariais”


JUDICIARIO

OIT

TRIBUNAIS-
DENUCIAS-
REPRESENT
AÇÕES
JUDICIARIO
Trabalhista Previdência Civil

Penal Ambiental Tributária

Dano moral
Dano material
Dano estético
Resp. Solidária
Aç. Regressivas 2.970 ações
Resp. Penal
Resp. Ambiental
JUDICIARIO
2008 a 2012 a PGF promoveu o
ajuizamento de 2093 ações em prol
do INSS, representando uma média
anual de 418 ajuizamentos. Com
efeito, até julho de 2013 o INSS já
ajuizou aproximadamente 2.970
ações regressivas acidentárias,
gerando uma expectativa de
ressarcimento que se aproxima da
cifra de R$ 590 milhões.

http://www.previdenciatotal.com.br/integra.php?noticia=1342
OIT

Convenções

Recomendações

Brasil

Ratificações: 82
Denunciados: 14
MPT
MPT
Programa Nacional de
Acompanhamento de Obras na
Construção Civil Pesada

Promoção do trabalho decente no


setor sucroalcooleiro

Banimento do amianto no Brasil

Adequação das condições de


trabalho nos frigoríficos

Programa Nacional de Combate as


Irregularidades na Indústria da
Construção Civil
ABNT

Comissões Técnicas
NBR 18.801
(Requisitos de gestão SST)
NBR 9.050
(Acessibilidade)

ISO 45.001
(Em estudo)
Norma Regulamentadora NR - 12

O que são
máquinas
e
equipamentos?

24
Norma Regulamentadora NR - 12

Para fins de aplicação da Norma


Regulamentadora NR 12, o
conceito inclui somente máquina
e equipamento de

uso não doméstico e movido


por força não humana.

25
NBR 12100 -1:2013
NBR NM 213-1
MÁQUINA: conjunto de peças ou de
componentes ligados entre si, em que pelo
menos um deles se move, com os
apropriados atuadores, circuitos de
comando e potência etc, reunidos de forma
solidária com vista a uma aplicação
definida, tal como a transformação, o
tratamento, a deslocação e o
acondicionamento de um material.
26
NBR 12100 -1:2013
NBR NM 213-1
Considera-se igualmente como

“máquina” um conjunto de máquinas


que, para a obtenção de um mesmo
resultado, estão dispostas e são
comandadas de modo a serem solidárias
no seu funcionamento.

27
Norma Regulamentadora NR - 12

Normas Regulamentadoras – Origens


> NR 12- 08.06.1978;

Maquinas e Equipamentos
( ênfase em Maquinas e equipamentos )

> NR 12- 24.12.2010;

Segurança no Trabalho em Maquinas e


Equipamentos
( ênfase Segurança do Trabalhador)

28
Norma Regulamentadora NR – 12

NR 12

NR 12
SUPORTADA
POR OUTRAS
Normas com foco Social NORMAS
Convenções Coletivas &
NR 05- NR 07- NR 09

Normas com foco Técnico


NR 10- NR 11- NR 13 – NR 17- NR 23 –
NR 33

Normas com foco Temático


NR 18- NR 22- NR 31 – NR 32- NR 34

Normas ABNT ( Referências )


NBR 14009,14153, 10152,5410, NBRNM 213-1 , 213-2

29
Norma Regulamentadora NR – 12

NORMAS TÉCNICAS ABNT /


EN/ ISO / IEC

30
C: Prensas
Mecânicas C: Máquinas de
manufatura de Calçados
NBR 13930
C: Moldagem a Sopro EN 692
EN 931 EM FASE DE
NBR 13936 B2: Óptico- TRADUÇÃO
eletrônicos
EN 693
C: Prensas
EN 60204 IEC 61496 Hidráulicas
C: Plástico NBR 14154
EN 746 NBR 13759 B1: Reles e EN 1037 C
EN 418 dispositivos de
B1: Partida
B
B2: Parada de Controle de
EN 50205 Emergência Segurança Inesperada NBR 13853
EN 811 EN 972

B2: Contatores NBR NM 213


de Segurança B1: Distâncias Seguras C: Máquinas de
EN 292 A Membros Inferiores manufatura Couro
EN 415
NBR NM A: Princípios Gerais
C: Termoproces 273 EN 574
EN 1088
samento
B2:Intertravamento NBR ISO B1: Reles de
12.100 NR 12 Comando Bi- NBR 13865
manual
NBR 13536 A: Apreciação de Risco
C: Cilindros
C: Injetoras EN 60204
NBR 13852 de Massa
EN 60204-1 EN 294
B2: Equipamentos
B1: Distâncias Seguras
A: Equipamento Elétrico
Membros Superiores
NBR NM 272 de Máquinas

EN 953 NBR 13854


NBR 13862 EN 349 EN 1114
B2: Proteções NBR 14152
C: Borracha / Plástico
EN 574 NBR ISO NBR 14153 B1: Folgas
C: Transportadores EN 1760
Contínuos 13855 EN 954 Mínimas
B2: Bi-manual
B2: Tapetes
B1: Velocidades B1: Controle
NBR 13867 /Bordas NBR 13862

C: Picadores de C: Transportadores 31
Carne Contínuos
QUAL É O ENFOQUE DA NOVA NR -12
PORTARIA 197 DE 24.12.2010?

• Segurança do trabalhador;

• Maquinas e Equipamentos Intrinsecamente


seguros;

• Conceito de falha segura;

• À prova de burla.

32
Norma Regulamentadora NR – 12

PRINCÍPIOS GERAIS

12.1. Esta Norma Regulamentadora e seus


anexos definem referências técnicas,
princípios fundamentais e medidas de
proteção para garantir a saúde e a
integridade física dos trabalhadores e
estabelece requisitos mínimos para a
prevenção de acidentes e doenças do
trabalho..

33
Norma Regulamentadora NR – 12

PRINCÍPIOS GERAIS
12.1.1. Entende-se como fase de utilização

construção, transporte, montagem,


instalação, ajuste, operação, limpeza,
manutenção, inspeção, desativação e
desmonte da máquina ou equipamento.

12.2. As disposições desta Norma referem-se a


máquinas e equipamentos novos e usados,
exceto nos itens em que houver menção
específica quanto à sua aplicabilidade.
34
Norma Regulamentadora NR – 12

12.134 nas fases de projeto e de utilização


de máquinas e equipamentos de todos os
tipos, e ainda a sua fabricação,
importação, comercialização, exposição e
cessão a qualquer título, em todas as
atividades econômicas, sem prejuízo da
observância do disposto nas demais Normas
Regulamentadoras – NR aprovadas pela
Portaria no 3.214, de 8 de junho de 1978,
nas normas técnicas oficiais e, na ausência
ou omissão destas, nas normas
internacionais aplicáveis.
35
Norma Regulamentadora NR – 12

PRINCÍPIOS GERAIS
12.4. São consideradas medidas de proteção, a
ser adotadas nessa ordem de prioridade:
a)medidas de proteção coletiva (EPC);
b) medidas administrativas ou de
organização do trabalho (OS,OSS,PO.....);
c) medidas de proteção individual (EPI).

12.5 A concepção das maquinas e


equipamentos devem atender ao principio de
falha segura.>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
36
Norma Regulamentadora NR – 12

PRINCÍPIOS GERAIS

12.5. A concepção de máquinas deve atender


ao >>>>>>>>>>>>>>>princípio da falha
segura (ESTADO DA TÉCNICA)

Na ocorrência de situação de falha técnica e/ou


falha humana, relevante à segurança de um
sistema e de pessoas, tal sistema deve entrar em um
estado seguro através da atuação imediata de
dispositivos de segurança específicos, projetados
para tal finalidade, de forma a impedir um
descontrole do sistema, e, consequentemente, evitar
a probabilidade da ocorrência de acidentes com
danos pessoais e/ou materiais.
37
Norma Regulamentadora NR – 12

PRINCÍPIOS GERAIS

Princípio da "Falha Segura“


“ ESTADO DA TÉCNICA ou ESTADO DA ARTE”

Considera que máquinas, equipamentos e


seres humanos são falhos, e, portanto a
necessidade de haver dispositivos de
segurança para garantir que essas
falhas não gerem lesões e/ou danos
materiais.

38
Norma Regulamentadora NR – 12

A expressão estado da técnica é usada


alternativamente a 'estado da arte'.

No contexto da concessão de patente europeia, o


estado da técnica (ou estado da arte) integra os
critérios para avaliar inovações, com vistas à
concessão de patentes. "uma invenção é
considerada nova se não estiver incluída no estado
da técnica" (ou estado da arte), sendo que o estado
da técnica constitui-se de tudo o que já era
acessível ao público, antes da data de depósito do
pedido de patente europeia.[2]

39
Norma Regulamentadora NR – 12

O QUE É O PRINCÍPIO DE FALHA


SEGURA?
Requer que um sistema entre em estado seguro
quando ocorrer falha de um componente
relevante à segurança.
A principal pré-condição para a aplicação desse
princípio é a existência de um estado seguro, em
que o sistema pode ser projetado para entrar
quando ocorrerem falhas.

40
Norma Regulamentadora NR – 12

ALTO NIVEL DE CONFIABILIDADE


ONDE SE DEPOSITA TODA SEGURANÇA EM
DISPOSITIVOS INSTALADOS NAS MAQUINAS E
EQUIPAMENTOS.

BAIXO NIVEL DE CONFIABILIDADE


ONDE SE DEPOSITA TODA SEGURANÇA DA
MAQUINA E EQUIPAMENTO NA MÃO DO
TRABALHADOR, E DEPENDE DA VIGILÂNCIA
DO TRABALHADOR DURANTE O PERIODO
LABORAL
41
Norma Regulamentadora NR – 12

Os dispositivos de segurança
de uma máquina ou
equipamento que ofereçam
riscos podem falhar?

42
Norma Regulamentadora NR – 12

Isto é aceitável?

43
Norma Regulamentadora NR – 12

Sim, desde que a máquina ou


equipamento possua sistemas
de segurança projetados para
respeitar o princípio da falha
segura/ESTADO DA ARTE ou
ESTADO DA TÉCNICA.

44
Norma Regulamentadora NR – 12

E como isso é possível?

45
CONHECENDO OS REGULAMENTOS DA NR - 12

ADMR

46
Auto Teste - teste funcional executado
automaticamente pelo próprio dispositivo;

Diversidade - aplicar componentes, dispositivos ou


sistemas de diferentes princípios / tipos / marcas;

Monitoramento - função intrínseca de projeto do


componente ou realizada por interface de
segurança que garante a funcionalidade
/desempenho da função de segurança;

Redundância - aplicação de mais de um


componente, dispositivo ou sistema, é a repetição
da mesma técnica.
47
1. Análise de riscos
e perigos

3. Projeto & Verificação

EN ISO 13849-1 - Nível de Desempenho(Performance Level)

EN62061-Safety Integrity Level(Nivel da Integridade da


Segurança)
48
Introdução ao Processo de
Avaliação de Riscos
(Analise e Apreciação
dos
Riscos)
Citados nos itens
12.39 – 12.40 – 12.130
49
ACIDENTE ZERO – UTOPIA OU REALIDADE

TEORIA DE HEINRICH

O Risco não pode ser


eliminado.

Risco “ZERO” não existe


Porém, os riscos podem ser:
Identificados
 Analisados
 Controlados
Causas primárias de falhas em sistemas de
SEGURANÇA
SEGURANÇA FORA DO CONTROLE
Por que os sistemas de SEGURANÇA dão errado e como
evitar o falhas?

15% operação e 6% instalação e


manutenção comissionamento

20% mudanças 15% projeto e


após o implantação
comissionamento

44% das especificações

(INCLUE SE A AVALIAÇÃO DE
RISCOS + CONCEITUAÇÃO DE
SEGURANÇA)
NORMA REGULAMENTADORA NR 12-
Avaliação de Riscos

O que fazer?

Por onde começo?

52
O QUE PEDE A NR 12!!!!!!

NR -12

12.153 / Inventário atualizado das


máquinas e equipamentos

Itens 12.39/12.40/12.130
Processo de avaliação de riscos
+ com plano de ação
Inventário atualizado das máquinas e equipamentos
O QUE PEDE A NR 12!!!!!!

NR -12

Inventário atualizado das


máquinas e equipamentos

Processo de avaliação de
riscos
+
com plano de ação
Representação NBR ISO 12.100:2013
esquemática
do processo
de redução de
riscos
incluindo o
método
iterativo em
três passos

56
NORMA REGULAMENTADORA NR 12-
Analise & Apreciação de Riscos
(PROCESSO DE AVALIAÇÃO)

Processo
de
Avaliação
de
Riscos

57
CONHECENDO OS REGULAMENTOS DA NR - 12

ABNT NBR 14153

Ela Descreve um método simplificado


baseado na NBR ISO 12100/ 2013-
Segurança de máquinas - Princípios para
apreciação de riscos (particularmente com
relação à simplificação dos elementos de risco)
para a seleção de categorias apropriadas, como
ponto de referência para o projeto das diversas
partes relacionadas à segurança de sistemas
de comando.

 Deve ser considerado como parte da Analise


e Apreciação de riscos e Fenômenos
Perigosos dada na NBR ISO 12100 , e não
como um substituto para ela.
Norma Regulamentadora NR – 12 – NBR 14153 ANEXO B-
TABELA 2

B 1 2 3 4 Categoria
Ponto de S1
Partida P1
F1
Categoria preferencial
S2 P2
P1
para referência
F2
P2
Freq./tempo de exposição ao perigo

Severidade do ferimento
Possibilidade de evitar o perigo

S1: Ferimento leve (geralmente reversível)


S2: Ferimento sério (geralmente irreversível),
incluindo morte
Severidade do ferimento

Frequência e/ou tempo de exposição ao perigo


F1: Raro a relativamente frequente e/ou
baixo tempo de exposição
F2: Frequente a contínuo e/ou tempo de exposição longo

Possibilidade de evitar o perigo


P1: Possível sobre certas condições
P2: Praticamente impossível 60
61
1. Análise de
Riscos e perigos

2. Especificação
funcional

3. Projeto & Verificação

• EN ISO 13849-1 - Nível de Desempenho(Performance Level) / Pl;


• EN62061-Safety Integrity Level (Nivel da Integridade da Segurança)/
SIL

62
QUAL É A DEFINIÇÃO DE SEGURANÇA?

" Qual é a liberdade do risco inaceitável


de causar danos corporais ou danos à
saúde das pessoas , de forma direta ,
ou indireta como resultado de danos à
propriedade ou ao meio ambiente.

" Um sistema de segurança é projetado


para proteger ( Na seguinte ordem ) :

1. Pessoas;
2. Meio Ambiente;
3. Maquinas
O QUE É SEGURANÇA FUNCIONAL?

A função de um sistema de segurança é monitorar


e condições de controle sobre uma máquina ou
processo que são perigosos em si mesmos ou, se
não fossem tomadas medidas , pode dar origem a
situações perigosas
O QUE EU PRECISO?
Apenas compro de produtos de segurança ?

É a minha segurança atual é suficiente?

Como sei?

Apreciação de riscos é um método/processo destinado a

 Identificar os riscos associados com a interação


humana com os processos ou máquinas;
 Estimar o nível de risco associado com os perigos;
 Avaliar o nível de risco para determinar se o nível
de risco é aceitável
Avaliar o nível de risco para determinar se o risco
é tolerável ?
Quanto de mitigação de risco você precisa?
• SIL2 ou SIL3 ?
• CAT2 ou CAT3 ou cat4 ?
• PLC ou PLd ?
• Se a sua função de segurança, fora igual ou superior a redução do risco de seu perigo requer ;
• Risco tolerável.

Performance SIL CAT


nível, PLr nivel nivel

F1 P1 a
b
1
S1 P2
b
Perigo F2 P1 2 1
P2 c
F1 P1 3 2
S2 P2 d
F2 P1
P2 e 4
3
S = Severidade
F = Frequencia ou duração de exposição 4
P = probabilidade de evitar o dano
ISO 13849 IEC 62061 NBR 14153
 SRP/CS - Sistema de controle / Partes Relacionadas a
Segurança
Segurança funcional se refere à parte de um sistema de controle que
executa funções de segurança e que depende do funcionamento
correto de seus (sub)sistemas relativos à segurança, bem como,
dispositivos de redução de riscos externos, para garantir condições
seguras.

ENTRADAS LÓGICA SAíDAS

07/10/2016 12:00 67
Entradas: ; Logica;
• Sensores depresença; • Interfaces de
• Cortinas de luz; seguranças;
Saidas:
• Laser Scanner; • Parada de
• Contatores de
• Tapetes de segurança; emergencia;
segurança;
• Chaves de segurança com • Cortina de luz;
• Contatores
atuador mecânico; • Tapetes de
comun
• Chaves de segurança seguranbça;
redundantes;
magneticas; • Scanner laser;
• Valvulas de
• Chaves de segurança com • Monitoramento
segurança
bloqueio; de zero speed;
pneumatica;
• Dobrediça de segurança; • Monitotamento
• Bloco de
• Botões de emrgencia; de chaves de
segurança
• Botões de reset; cames;
hidraulico;
• Trapped key; • Monitoramento
• Inversores de
• Botão homen morto; de valvulas de
frequencia com
• Ihm´s; segurança;
STO;
• Comando bi manual; • Interfaces de
• Chaves de validação; segurança
• Chaves de cames. programaveis
• Sensores de sobrecarga;
• Detetores de concetração .
Sistemas de comando devem ser concebidos e construídos de
modo a evitar qualquer situação perigosa. Devem ser concebidos
e construídos de forma que uma falha no hardware ou no
software do sistema de comando não conduza a situações
perigosas.
Os métodos a serem utilizados para cumprir este requisito
são, entre outros:
 A exclusão ou redução da probabilidade de defeitos ou
falhas usando elementos e componentes especialmente
confiáveis e princípios de segurança básica;
 O uso de componentes padrão e a verificação do seu
funcionamento correto em intervalos adequados;
 A aplicação de redundância para evitar que um elemento leve
à falha do sistema inteiro;
 O uso de diversidade técnica para evitar falhas de causa
comum;
 Auto-teste para a detecção de defeitos ou falhas, resultando em
uma resposta adequada (bloqueio, parada, alarme, etc.)
07/10/2016 12:00 69
Dualidade / Redundância o que é ?

 Redundância é a duplicação (ou multiplicidade) de


dispositivos ou sistemas;
 O objetivo é assegurar que outro dispositivo/sistema
atenda a função de segurança no caso de falha de uma
parte no cumprimento de sua função;
 Redundância melhora a "tolerância" para as falhas de
um sistema, mas não reduz a possibilidade de falha do
equipamento;
 Quando necessário que o defeito de um elemento não
cause uma falha ou perda da função de segurança, a
redundância deve ser aplicada a todos os elementos
que podem falhar nesta etapa.
Diversidade, o que é ?

- Uma estrutura com diversidade significa


canais diferentes, usando:
- componentes diferentes;
- a partir de diferentes fabricantes;
- usando diferentes princípios físicos;
- que usam diferentes energias;
- orientação ou montagem diferente;
- comportamento diferente antes da falha.

71
Regra dos 3 D´s

• Dualidade (também conhecido como redundância )


Se uma coisa falhar, há outra coisa que pode trazer
o sistema para um estado seguro Em paralelo para
entradas ou em série para Saídas;
• Diversidade Protege contra duas coisas não
exatamente da mesma maneira , ao mesmo tempo;
• Diagnostico (também conhecido como auto teste)
produtos de segurança gastam muito do seu tempo
realizando auto-diagnóstico . Se um problema é
detectado , o sistema irá para o seu " estado
seguro " e não permitirá que o sistema seja
reiniciado até que o problema seja corrigido

72
Regra dos 3 D´s
 Você pode encontrar os 3 D' s de Segurança neste
exemplo padrão?
Dualidade Diagnostico

Chn A

Chn B

Diversidade
73
O que faz uma interface de segurança (relé)?
Voce pode encontrar os
3 D’s???
Atuador da
chave seg.
Porta
Diversidade

Dualidade
Diagnostico

Intertravamento
sem contato

Contatores
redundantes
O que faz um componente de segurança?
 Contatos acionamento direto.
 Atuação nas unidades de força dos contatos Welded contact isforced open
when actuator is removed

abertos (quebras de soldas ). não depende de


uma mola para abrir contatos, tais como um Simbolo de
interruptor de segurança . ruptura
positiva

 Mecanicamente Ligados / Positivamente


guiados , significa que se soldar um contato
, todos os contatos permanecem fechados –
para monitoramento !
Simbolo de
 Contatos redundantes; positivamente
guiado
• Uma unica falha pode ser tolerada;

• Orientado ao modo de falha;


• Se o dispositivo falhar vai para estado
seguro.

• Super dimensionamento ;
• Se a corrente é 4A ; usar um dispositivo
classificado para 8A
75
1. Análise de
Riscos e perigos

2. Especificação
funcional

3. Projeto & Verificação

76
Projeto de Circuitos
de
Segurança (conceito)

 NBR 14153 - Segurança de máquinas - Partes


de sistemas de comando relacionadas à
segurança -Princípios gerais para projeto
CAT B/1 CAT 2

CAT 3 CAT 4 (> diagnostic que a CAT 3)


1. Análise de
Riscos e perigos

4. Instalação física e 2. Especificação


validação funcional

3. Projeto & Verificação

79
INVENTÁRIO QUALITATIVO
+ + CALCULADO + QUANTITATIVO
ENTREVISTAS + CALCULADO
ENTREVISTAS
PROJETO
ELÉTRICO DE
SEGURANÇA
TORNO MECÂNICO PADRÃO

ANTES

DEPOIS

82
TORNO MECÂNICO PADRÃO

Etapa 5 — Acompanhamento e
revisão
A avaliação de riscos deve ser revista a intervalos
regulares, para assegurar que se mantenha
atualizada. Deve ainda ser revista sempre que se
verifiquem na organização mudanças relevantes, ou
na sequência dos resultados de uma investigação
sobre um acidente ou um «quase acidente»

VALIDAÇÃO/ MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO

85
TORNO MECÂNICO PADRÃO

O QUE SE ENTENDE COMO VALIDAÇÃO


ISO 13849?
86
TORNO MECÂNICO PADRÃO

VALIDAÇÃO, É UM PARECER DE
CONFORMIDADE COM RECOLHIMENTO DE
ART ???????
87
PARECER

PARECER..............................>>>>>>>>>

PROJETO ELÉTRICO DE SEGURANÇA

ART

DATA SHEETS +CERTIFICADOS DOS


ESPECIFICAÇÃO FUNCIONAL DE PRODUTOS APLICADOS
SEGURANÇA

88
NR 12 e suas tendências de revisão e aplicação

Novos paradigmas para empresas e


profissionais:

Empresas:

Visão integrada;
Processo de Avaliação de Riscos;
Primar pela gestão dos riscos;
Foco nas pessoas.
NRS e suas tendências de revisão e aplicação

Primeiras 28 NRs (1978):


 Prescritivas;
 Cópia de outros países;
 Genéricas;

NRs atuais (36):


 Tidas como inteligentes;
 Providas parcialmente do viés de gestão;
 Aspectos técnicos (cópia de outros países);
 Extremamente detalhadas;
 Temáticas;
Qual é o melhor conceito?

91
Acidente do Trabalho

“Acidente é qualquer
ocorrência não
programada, inesperada,
que interfere ou interrompe
o processo normal de uma
atividade, trazendo como
Conceito consequência, iscada ou
Prevencionista simultaneamente, perda
de tempo, danos
materiais e lesões ao
homem.
Objetivos Principais

93
Trazer informações sobre boas
práticas em segurança de máquinas;
Nova geração de máquinas com
conceitos de segurança desde o
projeto, passando pelas fases de
utilização até o descarte;

Adequação das máquinas existentes;


94
Redução das assimetrias
regionais quanto a proteção dos
trabalhadores;

Redução dos acidentes típicos;

Prevenção de doenças ocupacionais;

95
PONTOS
IMPORTANTES

96
O QUE É UM RISCO ACEITÁVEL???

97
O que protege o usuário é a Conformidade;

 Não existe maquina Risco 0;

 O usuário é o responsável pela conformidade da


máquina;

 NR-12 está colocando a responsabilidade nos


Fabricantes e Usuários;

 Quem dita qual é a Categoria de Segurança é o


Nível de Risco.

98
O QUE É A NR 12?

99
MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO
Em MAQUINAS E EQUIPAMENTOS

EQUIPAMENTO: PROCEDIMENTOS; TREINAMENTO;

•Analise de riscos; •Responsabilidades, •Capacitação de todos


•Manutencao Preventiva, •Mudança de cultura, os envolvidos no processo
•Implantaçao de disp. produtivo
•Comportamento.
Segurança.
* Operaçao adequada

100
Dúvidas?
101
Muito
Obrigado!
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sidney@siamfesp.org.br;

11 940098820
11 22681286

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