Você está na página 1de 10

HISTOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

1) Introdução
- O aparelho reprodutor feminino é formado por dois ovários, duas tubas uterinas,
útero, vagina e genitália externa.
- Suas funções são produzir os gametas femininos, garantir o desenvolvimento do
ovócito fertilizado ao longo das fases embrionária e fetal até o nascimento e produzir
hormônios sexuais.
- Os órgãos reprodutores femininos estão sujeitos a alterações estruturais e
funcionais acentuadas, relacionadas com a atividade neural e níveis hormonais durante
cada ciclo menstrual e durante a gravidez. O início do ciclo menstrual é a menarca, que
marca o fim da puberdade e início da vida reprodutiva. Entre 45 e 55 anos, o ciclo
menstrual se torna infrequente até cessar por completo – é a menopausa ou climatério.

2) Ovários
→ Principais funções
- Gametogênese: nas mulheres é denominada oocitogênese, e compreende a
produção de oócitos imaturos, que amadurecem e se tornam óvulos.
- Esteroidogênese: produção de hormônios esteroides
↳ Estrogênios: promovem crescimento e maturação dos órgãos sexuais, sendo
responsáveis pelas características sexuais secundárias.
↳ Progestógenos: preparam os órgãos sexuais internos, principalmente o útero,
para a gravidez, promovendo alterações secretoras no endométrio.

→ Estrutura
- A superfície do ovário é coberta por um epitélio pavimentoso ou cúbico simples – o
epitélio germinativo.
- Sob o epitélio germinativo, há uma camada de tecido conjuntivo denso – a túnica
albugínea.
- O ovário apresenta duas regiões com limites não muito
distintos:
↳ Córtex: contém os folículos ovarianos (conjunto
ovócito + células que o envolvem), inseridos em um estroma
rico em fibroblastos, que respondem a estímulos hormonais
de um modo diferente dos fibroblastos de outras regiões do
organismo, e se dispõem de maneira muito característica,
formando redemoinhos.
↳ Medula: localizada na porção central do ovário,
contém tecido conjuntivo frouxo, vasos sanguíneos
contorcidos de calibre relativamente grande, vasos linfáticos
e nervos.

→ Desenvolvimento inicial do ovário


- Ao final do primeiro mês de vida embrionária, células
germinativas primordiais do saco vitelino migram para os
primórdios gonaidais → nas gônadas, no sexo feminino, se
dividem intensamente e se transformam em ovogônias.
- A partir do terceiro mês, as ovogônias entram na prófase da primeira divisão
meiótica, mas param na fase do diplóteno, constituindo os ovócitos primários,
envolvidos por células foliculares.
- Ao final do sétimo mês, a maioria das ovogônias já se transformou em ovócitos
primários, mas muito são perdidos por um processo degenerativo, a atresia → no
período da puberdade, o número de ovócitos cai para cerca de 300 mil → a atresia
continua por toda a vida reprodutiva da mulher, sobrando, no final do período, cerca de
oito mil ovócitos → ao longo de toda a vida reprodutiva, são liberados cerca de 450
ovócitos, e o restante se degenera por atresia.

→ Folículos ovarianos
- Os folículos ovarianos consistem em
um ovócito envolvido por uma ou mais
camadas de células foliculares (ou
células da granulosa). Eles proporcionam o
microambiente para o oócito em
desenvolvimento.
- De acordo com seu estágio de
desenvolvimento, os folículos ovarianos
podem ser classificados em três tipos
básicos: folículos primordiais, folículos
em crescimento (folículos primários e
folículos secundários) e folículos
maduros.

→ Folículos primordiais
- São os folículos formados durante a o terceiro mês de desenvolvimento fetal e que
nunca sofreram transformações. No ovário maduro, situam-se no estroma do córtex,
logo abaixo da túnica albugínea.
- São formados por um ovócito primário envolvido por uma única camada de células
foliculares pavimentosas, cuja superfície externa é delimitada por uma lâmina basal.
Nesse estágio, oócito e células foliculares estão intimamente apostos uns aos outros.
- O oócito é esférico, com núcleo arredondado e nucléolo bastante evidente. As
organelas se aglomeram próximas ao núcleo. Há várias mitocôndrias, complexos de Golgi
e cisternas de retículo endoplasmático.
- A partir da puberdade, a cada dia um grupo de folículos primordiais inicia um
processo de crescimento folicular, estimulado pelo hormônio FSH, que compreende
modificações do ovócito, das células foliculares e dos fibroblastos do estroma conjuntivo
que envolve cada um desses folículos.

→ Folículos primários
- O crescimento do ovócito é muito rápido durante a primeira fase do crescimento
popular. O diâmetro do ovócito se multiplica ao quíntuplo, o núcleo cresce, o número de
mitocôndrias aumenta e elas se distribuem uniformemente pelo citoplasma, o retículo
endoplasmático cresce e os complexos de Golgi migram para perto da superfície celular.
- As células foliculares aumentam de volume e se dividem por mitose, formando uma
única camada de células cuboides, formando o folículo primário unilaminar.
- As células foliculares continuam se proliferar e originam um epitélio estratificado
chamado de camada granulosa (formado por células da granulosa, que
frequentemente se comunicam por junções gap), constituindo o folículo primário
multilaminar ou folículo pré-antral.
- Uma espessa camada amorfa de glicoproteínas, a zona pelúcida, é secretada e
envolve todo o oócito.

→ Folículos secundários

- À medida que os folículos crescem, passam a


ocupar áreas mais profundas da região cortical.
- Um líquido que contém componentes do
plasma, produtos secretados por céluas
foliculares, glicosaminoglicanos, proteínas e
hormônios esteroidais, o líquido folicular
começa a se acumular entre células foliculares.
Os pequenos espaços que contêm esse fluido se
unem e as células da granulosa gradativamente
se organizam, formando uma grande cavidade, o
antro folicular, constituindo os folículos
secundários ou folículos antrais.
- Durante a reorganização das células da
granulosa, algumas delas se concentram em
determinado local da parede do folículo, formando um espessamento, o cumulus
oophorus, que serve de apoio para o ovócito.
- Um pequeno grupo de células foliculares envolve o ovócito, constituindo a corona
radiata, que acompanha o ovócito quando este abandona o ovário em caso de ovulação.
- A grande maioria das células foliculares constitui a camada granulosa que reveste
internamente a parede do folículo.

→ Tecas foliculares
- Durante as modificações que ocorrem no
folículo, o estroma em sua volta se modifica,
formando as tecas foliculares, com duas camadas
– a teca interna e a teca externa.
- As células da teca interna são poliédricas,
têm núcleos arredondados e citoplasma acidófilo.
Na teca interna há um rico plexo capilar ao redor
de células secretoras.
- As células da teca externa são semelhantes
às células do estroma ovariano, mas se arranjam
concentricamente em volta do folículo.
- O limite entre as duas camadas da teca não é
bem definido, mas o limite da teca com a camada
granulosa é bem evidente, pois as células são
distintas morfologicamente e há uma lâmina basal
entre elas.

→ Folículos maduros
- Durante cada ciclo menstrual, um
folículo antral cresce muito mais do que os
outros e se torna o folículo dominante, que
pode alcançar o estágio mais avançado de
desenvolvimento e prosseguir até a
ovulação. Quando alcança seu máximo
desenvolvimento, é chamado de folículo
maduro, pré-ovulatório ou de Graaf. Os
outros folículos entram em atresia.
- Como resultado do acúmulo de líquido, a
cavidade folicular aumenta de tamanho e a
camada de células da granulosa se torna
mais delgada, pois essas células não se
multiplicam tão rápido como o folículo, e as
tecas são muito espessas.
- O processo total de crescimento do
folículo dura cerca de 90 dias.

→ Atresia folicular
- A maioria dos folículos sofre um processo de involução denominado atresia, por
meio do qual as células foliculares e ovócitos morrem e são eliminados por macrófagos.
Em um estágio posterior, fibroblastos ocupam a área do folículo e deixam uma cicatriz
de colágeno.
- A atresia folicular acontece desde antes do nascimento até alguns anos após a
menopausa. Em alguns momentos, como logo após o nascimento, durante a puberdade e
durante a gravidez, é mais acentuada.
3) Ovulação
- A ovulação consiste na ruptura de parte da parede do folículo maduro e a
consequente liberação do ovócito, que será capturado pela tuba uterina.
- No meio do ciclo menstrual, um pico de estrógeno, produzido pelo folículo de Graaf
e folículos secundários, causa: i. liberação de FSH pela adeno-hipófise por feedback
negativo; ii. Liberação de muito LH pela adeno-hipófise.
- O pico de LH aumenta o fluxo sanguíneo no ovário, e proteínas do plasma escoam
pelos vasos, causando um edema. Concomitantemente, há liberação de prostaglandinas,
histamina, vasopressina e colagenase, e as células da granulosa produzem mais ácido
hialurônico e se soltam.
- Em decorrência da degradação do colágeno da túnica albugínea, uma pequena área
da parede do folículo se enfraquece. Essa fraqueza e a contração de células musculares
lisas que circundam o folículo provocam a ruptura da parte da parede posterior do
folículo e a ovulação.
- A primeira divisão meiótica se completa um pouco antes da ovulação. Os
cromossomos se dividem igualmente entre as células-filhas, mas um dos ovócitos retém
quase todo o citoplasma, enquanto o outro se torna o primeiro corpúsculo polar. Após
a eliminação do primeiro corpo polar, o ovócito inicia a segunda divisão da meiose, que
estaciona em metáfase até que seja fertilizado.

→ Corpo lúteo
- Após a ovulação, as células da granula e da teca interna do foliculo que ovulou se
reorganizam e formam uma glândula endócrina temporária, o corpo lúteo.
- A perda do fluido folicular após a ovulação resulta em um colapso da parede do
folículo. Devido a isso, um pouco de sangue pode passar para a cavidade do antro
folicular, onde coagula e é invadido por tecido conjuntivo, que constituirá a maior parte
do corpo lúteo até que os restos de coágulos sanguíneos sejam gradualmente
removidos.
- As células da granulosa não se dividem após a ovulação, mas aumentam de
tamanho, passando a ser chamadas de células granulosa-luteinicas, formando 80% do
parênquima do corpo lúteo.
- As células da teca também contribuem para a
formação do corpo lúteo, originando as células
teca-luteínicas.
- A reorganização do folículo ovulado e
desenvolvimento do corpo lúteo resultam do
estímulo de LH liberado antes da ovulação. Ainda
sob efeito do LH, essas células se modificam e
iniciam a secreção de progesterona e estrógenos.
- O destino do corpo lúteo depende de como ele é
estimulado após a sua formação.
- Pelo estímulo inicial de LH que causou a
ovulação, ele é programado para secretar durante
10 a 12 dias, tendo suas células degeneradas por
apoptose se não houver estímulos adicionais.
- Por falta de estímulo de LH, a secreção de
progesterona diminui e a menstruação, que é a
descamação da mucosa uterina, ocorre.
- Após a degeneração do corpo lúteo, a secreção
de FSH aumenta, estimulando o crescimento
folicular e iniciando o ciclo menstrual seguinte.
- O corpo lúteo que só dura parte de um ciclo menstrual é chamado de corpo lúteo
da menstruação. Seus restos são fagocitados por macrófagos e fibroblastos produzem
uma cicatriz de tecido conjuntivo, o corpo albicans.
- Em caso de gravidez, as células trofoblásticas do embrião implantado sintetizam o
HCG, que age como o LH e estimula a secreção de progesterona pelo corpo lúteo
durante pelo menos metade da gravidez, garantindo a integridade da mucosa uterina e
secreção das glândulas uterinas – esse é o corpo lúteo da gravidez, que persiste por 4/5
meses, depois se degenera e é substituído por um grande corpo albicans.

4) Tubas Uterinas
- As tubas uterinas são um par de tubos que transportam o óvulo do ovário até o
útero e proporcionam o ambiente necessário para a fertilização e o desenvolvimento
inicial do zigoto até o estágio de mórula.

→ Estrutura e Funcionamento
- Macroscopicamente, as tubas dividem-se em quatro segmentos: infundíbulo,
ampola, istmo e parte intramural.
- A parede da tuba é composta de três camadas:
↳ Serosa: camada mais externa da tuba, composta por mesotélio e uma fina
camada de tecido conjuntivo.
↳ Muscular: camada composta por músculo liso, organizado em uma camada
circular interna relativamente espessa e uma camada longitudinal externa mais delgada.
↳ Mucosa: é o revestimento interno da tuba uterina; apresenta pregas
longitudinais finas que se projetam para o lúmen da tuba, sendo mais numerosas e
complexas na amposa e menores nas regiões mais próximas ao utero. É formada por um
epitélio colunar simples e por uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo. O epitélio
contém células ciliadas (muito numerosas na ampola e infundíbulo) e células
secretoras. Os cílios batem em direção ao útero, movendo nesta direção uma película de
muco que cobre sua superfície. A secreção tem funções nutritivas e protetoras ao
ovócito e permite a capacitação dos espermatozoides.
- No momento da ovulação, a tuba uterina exibe movimentos em decorrência de sua
musculatura, e o infundíbulo se coloca muito perto da superfície ovariana, o que
favorece a captação do ovócito ovulado.
5) Útero
- O útero é um órgão oco piriforme que recebe a morula a partir da tuba uterina.
Todo o desenvolvimento embrionário e fetal subsequente ocorre no útero, que sofre
aumentos drásticos no tamanho e no desenvolvimento

→ Estrutura
- Anatomicamente, o útero se divide em corpo do útero, fundo do útero e colo
uterino.
- A parede uterina é composta por três camadas:
↳ Perimétrio: camada serosa externa, contínua com o peritônio pélvico e
abdominal. Consiste em mesotélio e uma camada fina de tecido conjuntivo frouxo. Abaixo
do mesotélio, há uma camada proeminente de tecido elástico. Cobre toda a superfície
posterior do útero, mas apenas uma parte da superfície anterior – a outra consiste em
tecido conjuntivo ou adventícia.
↳ Miométrio: camada mais espessa do útero, formada por pacotes de músculo
liso separados por tecido conjuntivo, que se distribuem em quatro camadas não muito
bem definidas. A primeira e a quarta camadas têm fibras dispostas longitudinalmente,
paralelas ao eixo longo do órgão. Nas camadas intermediárias, circulares, passam os
grandes vasos que irrigam o órgão.
Durante a gravidez, passa por hipertrofia e hiperplasia. Nessa fase, muitas
células adquirem características de células secretoras de proteínas e sintetizam
ativamente colágeno. Após a gravidez, algumas células musculares lisas sofrem
degeneração, redução do tamanho de outras e degradação enzimática do colágeno.
↳ Endométrio: consiste em um epitélio e uma lâmina própria, rica em fibroblastos
e matriz celular, que abriga glândulas tubulares. As células que revestem a cavidade se
organizam em um epitélio simples colunar formado por células ciliadas e células
secretoras.
Pode ser dividido em duas camadas: i. a camada basal, profunda, constituída
por tecido conjuntivo da lâmina própria, epitélio superficial e porção final das glândulas,
irrigada pelas artérias retas; ii. A camada funcional, formada pelo restante to tecido
conjuntivo, porção final das glândulas e epitélio superficial, sendo a camada que sofre
mudanças intensas durante o ciclo menstrual, irrigada pelas artérias espirais.

→ Ciclo Menstrual
- A proliferação, diferenciação e secreção das células epiteliais, como também o
tecido conjuntivo, do sistema reprodutor feminino dependem de estrógenos e
progesterona. Durante a vida fetal, eles circulam no sangue materno e alcançam o feto
pela placenta. Depois da menopausa, a síntese diminuída desses hormônios causa uma
involução dos órgãos reprodutores. Depois da puberdade, por estímulo da adeno-
hipófise, esses hormônios submetem o endométrio a mudanças cíclicas durante todo
ciclo menstrual.
↳ Fase menstrual: se não ocorre fertilização e implantação do embrião, o corpo
lúteo deixa de funcionar 10-12 dias após a ovulação. Em consequência, os níveis de
estrógenos e progesterona diminuem. As artérias espirais se contraem ciclicamente,
bloqueiam o fluxo sanguíneo e ocasionam uma isquemia, que causa morte das células
das paredes arteriais e da camada funcional do endométrio. A maior parte dessa camada
cai no lúmen uterino, fazendo parte do fluido menstrual, e o resto do endométrio
encolhe.
↳ Fase proliferativa: após a descamação da fase menstrual, a mucosa uterina fica
bastante delgada. O começo da fase proliferativa coincide com o crescimento rápido de
um pequeno grupo de folículos situados entre os estágios pré-antral e antral. Quando a
sua teca interna se desenvolve mais intensamente, eles começam a secretar estrógenos.
Os estŕogenos agem no endométrio induzindo a proliferação celular, que reconstitui o
endométrio perdido durante a menstruação.
↳ Fase secretória: começa após a ovulação e resulta da ação da progesterona
secretada pelo corpo lúteo. A progesterona continua a estimular as células epiteliais das
glândulas. As células epiteliais começam a acumular glicogênio, em seguida a quantidade
dele diminui e o lúmen das glândulas se dilata. Nessa fase, o endométrio alcança sua
máxima espessura. Mitoses são raras durante essa fase.
Se tiver ocorrido fertilização, o embrião terá sido transportado ao útero e
aderido ao epitélio uterino durante a fase secretória. A progesterona inibe a ação das
células musculares lisas do miométrio, que poderiam interferir na implantação do
embrião.
- Se houve uma implantação embrionária, as células trofoblásticas produzem HCG,
que estimula a produção de progesterona pelo corpo lúteo. Portanto, assim que a
gravidez acontece, a menstruação não ocorre e o ciclo menstrual cessa durante toda a
gravidez. A progesterona estimula a dilatação e tortuosidade das glândulas, que
secretam um fluido que ajuda na nutrição para o desenvolvimento do embrião.
- A implantação ou nidação compreende a adesão do embrião às células do epitélio
endometrial, seguida pela penetração do embrião na mucosa uterina. Começa ao redor
do sétimo dia, e em torno do nono ou décimo dia o embrião já está totalmente imerso no
endométrio. Após a implantação do embrião o tecido conjuntivo endometrial sofre
mudanças profundas – os fibroblastos da lâmina própria aumentam de tamanho e são
chamados de células deciduais, e o endométrio recebe o nome de decídua.
- A placenta é um órgão temporário que serve como local de trocas fisiológicas entre
a mãe e o embrião/feto. Consiste em decídua basal, a parte materna, e cório, parte
fetal. Fornece sangue materno para a placenta e recebe sangue venoso desta, produz
hormônios como HCG, estrógenos e progesterona e somatomamotropina.
→ Colo uterino
- Mucosa revestida por epitélio simples colunar
secretor de muco. Contém as glândulas mucosas
cervicais, que se ramificam intensamente. A mucosa
não sofre alterações notáveis durante o ciclo
menstrual e não descama durante a menstruação.
- As secreções cervicais têm um papel importante
na fertilização: na época da ovulação, são bem fluidas e
facilitam a penentração do esperma no útero. Na fase
luteal ou na gravidez, tornam-se viscosas, devido à
progesterona, e evitam a passagem de esperma e
microrganismos.
- Extremidade externa (que provoca a saliência no
lúmen da vagina) revestida por epitélio estratificado
pavimentoso.

6) Vagina
- A parede da vagina não tem glândulas e consiste
em três camadas: mucosa, muscular e adventícia. O
muco do lúmen vaginal advém das glândulas do colo
uterino.
- O epitélio da mucosa vaginal é
estratificado pavimentoso, com um pouco de
queratina que não forma placas. Sob o
estímulo de estrógenos, as células epiteliais
secretam e acumulam glicogênio, que é
depositado no lúmen vaginal na quando as
células do epitélio vaginal descamam – o que
ajuda a nutrir a flora bacterial da vagina, que
metaboliza o glicogênio e produz ácido lático,
e manter o Ph ácido do meio vaginal.
- A lâmina própria da mucosa vaginal é
composta de tecido conjuntivo frouxo rico em
muitas fibras elásticas.
- A camada muscular da vagina é
composta principalmente de conjuntos
longitudinais de fibras musculares lisas. Há
alguns pacotes circulares próximo à mucosa.
- A adventícia, uma camada de tecido
conjuntivo denso, rica em fibras elásticas, une
a vagina aos tecidos circunvizinhos. A grande
elasticidade da vagina se deve a essa grande quantidade de fibras elásticas no tecido
conjuntivo de sua parede. Neste tecido conjuntivo, há um plexo venoso extenso, feixes
nervosos e grupos de células nervosas.

7) Genitália Externa
- A genitália externa feminina consiste em monte do púbis, clitóris, pequenos lábios,
grandes lábios e algumas glândulas que se abrem no vestíbulo.
- O monte do púbis é a proeminência arredondada sobre a sínfise púbica formada
por tecido adiposo subcutâneo.
- O clitóris é uma estrutura erétil homóloga ao pênis. Seu corpo é composto de dois
pequenos corpos eréteis, os corpos cavernosos, e a glande é um pequeno tubérculo de
tecido erétil. A pele sobre a glande é muito fina, forma o prepúcio do clitóris e contém
muitas terminações nervosas.
- Os lábios menores consistem em um par de pregas de pele, sem pelos, que
margeiam o vestíbulo e são análogas à pele do pênis. O centro do tecido conjuntivo
dentro de cada prega é desprovido de gordura, mas contém muitos vasos sanguíneos e
fibras elásticas delgadas.
- Os lábios maiores são grandes pregas longitudinais de pele, homólogas à pele
escrotal, que formam os limites da fenda urogenital. Contêm uma camada fina de
músculo liso (semelhante a túnica dartos) e uma grande quantidade de tecido adiposo
subcutâneo. Há glândulas sebáceas e sudoríparas em suas superfícies externa e interna.
- O vestíbulo da vagina é revestido por epitélio estratificado pavimentoso e nela se
abrem a uretra e os ductos das glândulas vestibulares.
↳ As glândulas vestibulares menores (glândulas de Skene) se encontram próximo
do clitóris e ao redor do óstio externo da uretra.
↳ As glândulas vestibulares maiores (glândulas de Bartholin) são homólogas às
glândulas bulbouretrais masculinas esse localizam na parede lateral do vestíbulo. Elas
produzem um muco lubrificante que é depositado no vestíbulo, próximo da abertura
vaginal.