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O mistério do quarto 311

Durante alguns meses acreditou-se que o quarto 311, de um hospital, tinha uma maldição.
Todas as sextas-feiras de manhã, os enfermeiros descobriam um paciente morto neste
quarto da unidade de cuidados intensivos.
Claro que os pacientes tinham sido alvo de tratamentos de risco mas, no entanto, já não
se encontravam em perigo de morte. Alertadas pelos familiares das vítimas, as
autoridades conduziram um inquérito.
Os utentes do 311 continuaram, no entanto, a morrer a um ritmo semanal e sempre à
sexta-feira. Tirando os médicos e enfermeiros, apenas os auxiliares e pessoal de limpeza
tinham acesso aquele quarto.
Qual a causa destas mortes?
Dois detetives, ao canto do palco, conversam sobre o ocorrido. No centro do palco uma
cama com a paciente do quarto 311. Durante as falas dos detetives é encenado, no
centro do palco, as possíveis causas da morte dos pacientes.

Detetive 1: Esse sem dúvida é um caso muito complicado. Primeiro, devemos analisar
cada pessoa que entra no quarto, depois, analisar qual motivo elas teriam para matar o
paciente.

Detetive 2: Não será preciso. Eu acredito que sei a solução para este caso.

Detetive 1: Mas quanta eficiência. Pode me dizer a sua solução?

Detetive 2: Claro! Muito simples. Muitos anos atrás, em uma sexta-feira, no quarto 311,
um paciente foi morto e amaldiçoado por uma feiticeira. E desde então, toda sexta-feira,
o paciente que se encontra nesse quarto amanhece morto.

Detetive 1: Pare já com essas fantasias! Nós temos que nos concentrar nos fatos.

Detetive 2: E que fatos são esses.

Detetive 1: O fato de todas as noites, o médico, vai visitar os pacientes no quarto. Por
ele saber a enfermidade do paciente, poderia matá-lo sem deixar pistas, desligando
algum aparelho. Não levantaria suspeitas.

Detetive 2: Mas nesse caso, também poderia ser o enfermeiro. Em algum momento
durante a noite, quando fosse trocar o soro, ele aplicaria um veneno fatal. Pela manhã
seria encontrado morto.

Detetive 1: A questão que não são apenas os médicos e enfermeiros que tem acesso ao
quarto. Os auxiliares e pessoal de limpeza também. Uma faxineira poderia muito bem
entrar no quarto. Ela estaria fazendo sua faxina diária, ligaria o aspirador de pó e,
mataria o paciente asfixiado. Seria perfeito, pois, ninguém poderia ouvir nada com o
barulho do aspirador.

Detetive 2: Não se esqueça de que as copeiras também podem entrar no quarto. Ela
estaria levando a comida ao paciente. Ele obrigado a comer a péssima comida de
hospital, comeria sem sentir o sabor do veneno.

Detetive 1: E por último, temos os familiares. Aquele parente frio e calculista estaria
sentado assistindo TV, sem que ninguém desconfie, daria um nó na bolsa de sangue,
impedindo o fluxo sanguíneo.

Detetive 2: Mas também há aqueles parentes falsos e surpreendentes. Ele entra gritando
e chorando. Mas na realidade, ele está coberto de raiva e, mata o paciente de uma forma
sutil enquanto chora.

Detetive 1: Sem dúvida é um caso interessante.

Detetive 2: E complicado também.

Detetive 1: Mas eu já tenho a solução.

Detetive 2: E qual é a solução?

Solução:
Todas as sextas-feiras de manhã, pelas 6 horas da manhã, a mulher da limpeza desligava
o respirador artificial do doente para ligar o aspirador!

AS CENAS NARRADAS SÃO TODAS REPRESENTADAS PELOS ATORES

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