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A DESCOBERTA DA CÉLULA

As células, presentes desde sempre nos organismos vivos, só foram descobertas


acidentalmente no ano de 1665, pelo biólogo Robert Hooke. Seu objetivo, no entanto, era a
observação de um material vegetal usado para a composição de rolhas (denominado ‘cortiça’). Após
a análise do corte da cortiça aumentado em mais de 250x, o biólogo notou a presença de pequenos
compartimentos entre eles, que neste momento, denominou de ‘células’. As células, como já se sabe,
consistem nas menores – e mais importantes – unidades estruturais e funcionais dos seres vivos.

Na grande maioria dos casos as células são microscópicas e


altamente complexas, o que faz com que dificilmente possam ser
observadas e estudadas a olho nu. Não à toa, as células foram
registradas apenas depois do surgimento dos microscópios. Há a
crença de que o primeiro microscópio tenha surgido em 1590, na
Holanda, sendo ele desenvolvido por Hans Jansen e seu filho
Zacharias Jansen. Neste período, o aparelho não tinha grande
importância – e era considerando irrelevante para a ciência. Sendo
assim, após a sua invenção, ele foi usado como um simples
‘brinquedo’, que tornava possível a observação de objetos de modo
mais detalhado e complexo.

Não demorou muito para o potencial dos microscópios ser descoberto. Com algum
aprimoramento, eles passaram a ser fundamentais para a realização de uma série de pesquisas
científicas. Na época da descoberta da célula, por Hooke, pode-se analisar unicamente as estruturas
celulares vegetais mortas (e consequentemente, vazias). Mas, nos dias de hoje, sabe-se que as células
são estruturas ricas e preenchidas por diferentes estruturas.

Até 1665, as pessoas não sabiam o que eram células e, tampouco, a função que elas desempenhavam.
A descoberta foi feita por Robert Hooke após analisar cortes de cortiça no microscópio. Esse
cientista percebeu que o material era formado por pequenas cavidades, o que denominou de célula
(do latim cellula, que significa pequeno compartimento). Hooke não percebeu nesse estudo que as
células apresentam outros componentes. Isso ocorreu porque sua análise foi feita em um material
biológico com células vegetais mortas, por isso, ele conseguiu observar apenas as paredes celulares.

Após essa descoberta, diversos estudos foram realizados a fim de observar as células em
outros seres vivos. Mathias Schleiden (1804-1881) e Theodor Schwann (1810-1882) propuseram
de forma independente, após vários estudos, que todos os seres vivos eram formados por células.
Essa ideia tornou-se a base da teoria celular.

Após a aceitação de que os seres vivos eram constituídos por células, começou-se a estudar como
essas estruturas surgiam. Segundo Rudolph Virchow (1821-1902), uma célula poderia apenas surgir
de outra célula preexistente. Uma frase muito famosa desse pesquisador é: “Omnis cellula ex
cellula”, que significa “Toda célula origina-se de outra célula”.

Pontos fundamentais da Teoria Celular


A Teoria Celular é formada por ideias de Schleiden, Schwann e Virchow. Os dois primeiros
propuseram a base dessa teoria. A Teoria celular pode ser dividida em três premissas:

1. Todos os seres vivos são formados por células e por estruturas delas derivadas. Assim sendo,
as células são as unidades morfológicas dos seres vivos;
2. Na célula são realizados processos que são fundamentais à vida. Isso significa, então, que as
células são as unidades funcionais ou fisiológicas dos seres vivos;
3. Todas as células só se originam de outras células preexistentes. Com esse postulado,
considera-se que as células realizam divisão celular.

Os vírus e a Teoria Celular

Como todos sabemos, os vírus não são formados por células, característica que faz com que alguns
autores não os considerem seres vivos. Os vírus, no entanto, apresentam grande dependência de
células para realizar suas atividades, sendo considerados parasitas intracelulares obrigatórios.
Assim sendo, mesmo que não tenham células, os vírus necessitam de células para seu funcionamento.

Após descobertas as células, muitos foram os estudiosos que se dedicaram às pesquisas das
células presentes em plantas e em animais. Não tardou para que o material do tipo gelatinoso que
compõe o citoplasma das células fosse descoberto, assim como é o caso do núcleo: em 1833, na
Escócia, o botânico Robert Brown descobriu que as células tinham o interior esférico ou ovoide, e
decidiu chamá-los de núcleos. Outras descobertas dessa mesma fase foram sobre a parede celular e
a membrana plasmática, esta última presente não só nos humanos como também em plantas,
animais e todas as formas de vida.

CLASSIFICAÇÃO CELULAR

As células podem ser classificadas em dois grandes grupos de acordo com os seguintes
critérios: organização do material genético e número celular:

1. ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL GENÉTICO

CÉLULAS PROCARIÓTICAS: Não possuem núcleo verdadeiro e sim nucleoide, pois seu
material genético (DNA e/ou RNA) não está envolto por uma carioteca (membrana que reveste o
núcleo). Além disso, as únicas organelas presentes nas células procarióticas são os ribossomos, além
de outros componentes celulares. Por esse motivo, e pela ausência da carioteca, esse tipo de célula é
considerada bem mais simples se comparadas às células eucarióticas. São encontradas em bactérias
e cianobactérias.

CÉLULAS EUCARIÓTICAS: Possuem núcleo, são mais complexas e possuem uma


grande variedade de organelas mergulhadas no citoplasma. São células que possuem um verdadeiro
(eu) núcleo (karyon). Estão presentes em animais, plantas, protozoários, algas e fungos.

2. NÚMERO CELULAR
Os seres vivos também podem ser classificados de acordo com a quantidade de células que
possuem, como:

UNICELULAR: Seres vivos que são constituídos por somente uma célula, como as
bactérias, cianobactérias, protozoários, algumas algas e alguns fungos. Muitos desses vivem
dentro de seres pluricelulares.

PLURICELULARES: seres vivos que possuem mais de uma célula. Por exemplo: vegetais,
animais, algumas algas e alguns fungos.

IMPORTANTE: Independentemente do nível de complexidade, número ou organização celular


TODOS os seres vivos (bactérias, cianobactérias, protozoários, fungos, algas, plantas e animais)
possuem membrana plasmática envolvendo e delimitando sua(s) célula(s).

MEMBRANA PLASMÁTICA

Também é chamada de membrana celular, membrana citoplasmática ou plasmalema. Toda a


célula, seja procarionte ou eucarionte, apresenta uma membrana que isola do meio exterior: a
membrana plasmática. Esta membrana é tão fina (entre 6 a 9 nm) que os mais aperfeiçoados
microscópios ópticos não conseguiram torná-la visível. A membrana plasmática tem três funções
principais: revestimento, proteção e permeabilidade seletiva, sendo esta última sua função mais
comum. Ela seleciona quais são as substâncias que vão entrar e sair da célula, obedecendo a
necessidade celular.

Foi somente após o desenvolvimento da microscopia eletrônica que a membrana plasmática


pôde ser observada. Nas grandes ampliações obtidas pelo microscópio eletrônico, cortes transversais
da membrana aparecem como uma linha mais clara entre duas mais escuras, delimitando o contorno
de cada célula.

CONSTITUIÇÃO QUÍMICA DA MEMBRANA PLASMÁTICA

A membrana possui duas camadas formadas por fosfolipídios, que são moléculas anfipáticas,
ou seja, possuem uma parte hidrofílica ou polar (absorve água e outros líquidos), denominada de
“cabeça”, ligada a duas “caudas”, que são hidrofóbicas ou apolar (não retêm água). Assim, as
“cabeças” das moléculas lipídicas ficam em contato com a água presente no exterior e interior da
célula, e as “caudas” ficam em contato umas com as outras. Como essas moléculas estão em constante
deslocamento, denominou-se o modelo do mosaico fluido. Uma vez que os meios intracelular e
extracelular são compostos, essencialmente, por água, essa característica anfipática da membrana
impede o trânsito livre de grande parte das substâncias importantes pra a manutenção da vida.
O modelo do mosaico fluido foi proposto em 1972, por Singer e Nicholson, para explicar a
estrutura da membrana plasmática. Ele possui essa denominação porque a membrana plasmática
assemelha-se a um mosaico formado por proteínas inseridas em um fluido de lipídios. Neste modelo
a membrana plasmática é basicamente constituída por uma bicamada lipídica na qual estão inseridas
as proteínas, as quais também podem deslocar-se lateralmente.

Na bicamada fosfolipídica encontram-se proteínas que estão inseridas, estas são conhecidas
como proteínas integrais; quando estão localizadas na periferia da membrana plasmática, são
chamadas proteínas periféricas. Porém, não é só composta disso, a membrana também se compõe de
carboidratos (glicídios), e outro tipo de lipídio também está presente na sua formação, o colesterol.

A membrana plasmática é extremamente fina, e só é capaz de ser enxergada através de


microscópio eletrônico. Por ser tão fina assim, outras estruturas a recobrem, atribuindo-lhe uma
proteção extra, que são parede celular (em alguns seres vivos) e glicocálix, o qual possui função
primordial de proteção contra agressões provenientes de agentes físicos e químicos. Nos animais, o
glicocálix também terá função de reconhecimento celular, sendo, por exemplo, de grande importância
em transplantes. Assim, quanto mais parecido o glicocalix de uma pessoa for com o de outra, mais
fácil a compatibilidade da doação.

A parede celular não se encontra presente em células animais, apenas em células de plantas e
algas (sendo composta por celulose), fungos (sendo composta por quitina, um carboidrato
polissacarídeo) e bactérias (tendo em sua composição peptideoglicano).

TRANSPORTE PELA MEMBRANA

A passagem aleatória de substâncias e partículas pela membrana plasmática na maioria do


caso ocorre de um local de maior concentração (meio hipertônico) para outro local de menor
concentração (meio hipotônico). Quando isso ocorre dizemos que a membrana trabalhou a favor
do gradiente. Isso se dá até que a distribuição das partículas seja uniforme, ou seja, a quantidade
dessa substância atinja o equilíbrio no ambiente intracelular (dentro da célula) e no ambiente
extracelular (fora da célula). A partir do momento em que o equilíbrio for atingido, as trocas de
substâncias entre dois meios tornam-se proporcionais (meio isotônico).
SITUAÇÃO I SITUAÇÃO II SITUAÇÃO III

No exemplo acima, o meio hipertônico (situação I) é o ambiente extracelular, pois há maior


quantidade de soluto/nutriente (representado pela bolinha vermelha) do que solvente/água
(representado pela bolinha azul). O meio hipotônico (situação II) está também representado pelo meio
extracelular, pois há menor quantidade de soluto/nutriente (representado pela bolinha vermelha) do
que solvente/água (representado pela bolinha azul). Por fim, no meio isotônico (situação III) a
concentração de soluto e solvente nos meios intra e extracelulares está em equilíbrio, pois é
proporcional.

A passagem de substâncias através das membranas celulares envolve vários mecanismos,


entre os quais podemos citar:

1. TRANSPORTE PASSIVO
● Difusão simples
● Difusão facilitada
● Osmose

2. TRANSPORTE ATIVO
● Bomba de sódio e potássio

3. MECANISMOS ESPECIAIS DE TRANSPORTE


● Pinocitose
● Fagocitose

TRANSPORTE PASSIVO

Este tipo de transporte ocorre sempre a favor do gradiente de concentração, ou seja, no


sentido de igualar as concentrações nas duas faces da membrana e por isso não envolve gasto de
energia.

DIFUSÃO

Por ser um tipo de transporte passivo, consiste na passagem das moléculas do soluto do local
de maior para o local de menor concentração, até estabelecer um equilíbrio. É um processo lento,
exceto quando o gradiente de concentração for muito elevado ou as distâncias percorridas forem
curtas. A difusão deve-se pelo fato das partículas estarem em constante movimentação. Para que
aconteça, duas condições fundamentais devem existir:

● A membrana celular deve ser permeável a substância que será transportada;


● Deve haver diferenças de concentração dessa substância entre a célula e o ambiente
externo.

Dependendo do local da membrana por onde o soluto irá passar, classifica-se o transporte em
difusão simples e difusão facilitada.

DIFUSÃO SIMPLES: O transporte do soluto ocorre


sem o auxílio de proteínas, acontecendo lentamente
através da própria bicamada fosfolipídica.

DIFUSÃO FACILITADA: O transporte do soluto


ocorre com o auxílio de proteínas, denominadas
proteínas carreadoras presentes, geralmente, na
proteína integral.

Um exemplo de difusão simples é o processo de respiração. Ao chegar aos alvéolos


pulmonares, o oxigênio difunde-se para o sangue dos capilares. Enquanto isso, o gás carbônico
presente no sangue dos capilares difunde-se para o interior dos alvéolos. Um exemplo de difusão
facilitada é a absorção de glicose ao nível das vilosidades intestinais, para o meio interno (capilares
sanguíneos intestinais).

OSMOSE

A osmose ocorre em vários sistemas da natureza. Nas células do corpo humano, a osmose é
um processo de extrema importância. Neste outro tipo de transporte passivo não há a movimentação
do soluto (nutriente), mas sim do solvente (água). A água se movimenta livremente através da
membrana, sempre do local de menor concentração de soluto para o de maior concentração. A
pressão com a qual a água é forçada a atravessar a membrana é conhecida por pressão osmótica.

A osmose não é influenciada pela natureza do soluto, mas pelo número de partículas. Quando
duas soluções contêm a mesma quantidade de partículas por unidade de volume, mesmo que não
sejam do mesmo tipo, exercem a mesma pressão osmótica e são isotônicas. Caso sejam separadas por
uma membrana, haverá fluxo de água nos dois sentidos de modo proporcional. Todavia, quando se
comparam soluções de concentrações diferentes, a que possui mais soluto e, portanto, maior pressão
osmótica é chamada hipertônica, e a de menor concentração de soluto e menor pressão osmótica é
hipotônica. Separadas por uma membrana, há maior fluxo de água da solução hipotônica para a
hipertônica, até que as duas soluções se tornem isotônicas.

Célula animal – Quando a célula animal encontra-se em uma solução isotônica (solução que
apresenta mesma concentração do que o interior da célula), a água flui entre a membrana plasmática
na mesma proporção para dentro e para fora da célula, sem modificações. Em solução hipotônica,
onde o meio extracelular apresenta concentração menor do que o interior da célula, ocorrerá uma
entrada de grande quantidade de água por osmose na célula para diluir o excesso de soluto
intracelular, o que poderá levá-la a uma lise (rompimento da membrana). Já quando a célula animal
é colocada em uma solução hipertônica, ou seja quando o meio extracelular apresentar concentração
maior do que o interior da célula, ela irá perder água por osmose para o ambiente e irá murchar.

Célula vegetal – Observa-se neste tipo de célula que a osmose promoverá resultados
diferentes em decorrência da presença de uma parede celular. Na solução hipotônica, a água entra
na célula, porém a presença da parede impede que ela se rompa, como ocorre com a célula animal.
Nesse ponto, dizemos que as células estão túrgidas. Na solução hipertônica, a célula perde água e
observa-se que a membrana plasmática desgruda-se da parede celular. Nesse caso, temos o fenômeno
plasmólise. No ambiente isotônico, a entrada e a saída de água acontecem na mesma proporção.

A osmose ocorre com frequência em nosso dia a dia. Quando temperamos uma salada de
alface com sal, por exemplo, vemos que logo as folhas murcham (plamolisam). Isso ocorre em
decorrência de a alface perder água por osmose para o meio, que, no caso, está mais concentrado (rico
em sal). Ao por flores em um jarro com água a osmose ocorre porque a solução existente no interior
da haste floral é mais concentrada do que no interior do jarro com água, assim, o líquido da terra
passa para dentro da flor que fica túrgida, se abrindo e conservando-se por mais tempo.

TRANSPORTE ATIVO

Neste processo, as substâncias são transportadas com gasto de energia, ocorrendo do local
de menor para o de maior concentração (contra o gradiente de concentração). O transporte ativo
age como uma “porta giratória”. A molécula a ser transportada liga-se à molécula transportadora
(proteína da membrana) como uma enzima se liga ao substrato. A molécula transportadora gira e
libera a molécula carregada no outro lado da membrana, de forma a deixar a concentração do meio
hipotônico ainda menor, depois girando novamente voltando a posição inicial.
BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO

A bomba de sódio e potássio é um tipo de transporte ativo que ocorre em todas as células do
corpo. O processo ocorre devido às diferenças de concentrações dos íons sódio (Na+) e potássio
(K+) dentro e fora da célula. Para manter a diferença de concentração dos dois íons no meio interno
e externo da célula, é preciso utilizar energia na forma de ATP. Assim, a bomba de sódio e potássio
é um tipo de transporte ativo.

A bomba de sódio e potássio está diretamente relacionada com a transmissão de impulsos nervosos
e contração muscular.

Em condições normais, a concentração de Na+ é mais baixa dentro da célula do que no


ambiente extracelular. Enquanto isso, a concentração de K+ é mais alta dentro da célula do que
no ambiente extracelular. Nessa situação, naturalmente, o Na+ entra na célula e o K+ sai da célula,
por difusão. Isso porque os solutos tendem a se manter em equilíbrios de concentração. Entretanto,
para realizar o seu metabolismo, a célula precisa manter as diferenças de concentração entre os dois
íons. Isso quer dizer que o Na+ precisa se manter em baixa concentração dentro da célula e o K+ em
alta concentração.

As proteínas transmembranas expulsam o Na+ que entra na célula e buscam o K+ que sai da
célula. A cada acionamento da bomba de sódio e potássio, 3 Na+ se ligam aos seus sítios específicos
na proteína, e no mesmo momento, os 2 K+ se ligam à proteína em seus sítios específicos. O ATP
também liga-se à proteína e perde um radical fostato, transformando-se em ADP. Isso provoca a
alteração da conformação da proteína que libera os íons de Na+ no meio extracelular. O fosfato é
liberado e a proteína retoma sua conformação original, liberando os íons de K+ no interior da célula.

MECANISMOS ESPECIAIS DE TRANSPORTE

Enquanto que a difusão simples e facilitada e o transporte ativo são mecanismos de entrada
ou saída para moléculas e íons de pequenas dimensões, as grandes moléculas ou até partículas
constituídas por agregados moleculares são transportadas através de outros processos.

FAGOCITOSE
A fagocitose é um tipo de endocitose que consiste no englobamento de partículas sólidas
pela célula. Para realizar a fagocitose, as células emitem projeções citoplasmáticas, os pseudópodes,
que envolvem e englobam as partículas. O processo de fagocitose é realizado por células que podem
se movimentar como as amebas, macrófagos e neutrófilos.

No caso das amebas, a fagocitose está relacionada com a alimentação. Os macrófagos e


neutrófilos fagocitam vírus, bactérias e corpos estranhos, atuando na defesa do organismo. Desse
modo, a fagocitose é um importante processo relacionado a proteção do organismo contra agentes
patogênicos.

O processo de fagocitose compreende duas fases principais, o englobamento da partícula e


a digestão intracelular. A fagocitose inicia com a formação dos pseudópodes que englobam a
partícula a ser ingerida. A proteína actina contribui com a formação dos pseudópodes, conferindo a
sustentação mecânica para a fluida membrana plasmática. Quando a partícula é englobada, forma-se
uma vesícula que se desprende e penetra no interior da célula. Assim, passa a circular no citoplasma
e recebe o nome de fagossomo, que significa “corpo ingerido”. No interior da célula, o fagossomo
une-se com os lisossomos, onde entra em contato com as enzimas digestivas.

PINOCITOSE

Como visto, a fagocitose refere-se ao englobamento de partículas sólidas, a partir da formação


dos pseudópodes, porém na pinocitose ocorre o englobamento de líquidos e pequenas partículas
solúveis. Outra diferença é que na pinocitose não se formam pseudópodes. Para englobar as
partículas, a membrana plasmática sofre invaginações, aprofundando-se em direção ao seu
citoplasma e formando um canal que se estrangula nas bordas. Quando a membrana se fecha em si,
forma uma vesícula, o pinossomos, que em seu interior contém a partícula englobada. Ao entrar na
célula, o pinossomos funde-se ao lisossomos para realizar a digestão intracelular.

EXERCÍCIOS

01. As células são as unidades funcionais e estruturais dos seres vivos. Apesar da variedade dos tipos
celulares, algumas partes são encontradas em todas as células. Costuma-se dizer que essa estrutura é
formada por membrana plasmática, citoplasma e núcleo, uma informação incorreta. Analise as
alternativas a seguir e marque aquela que explica corretamente por que não podemos identificar essas
três partes em todos os tipos celulares.

a) Não podemos dizer que todas as células possuem membrana, citoplasma e núcleo, pois células
mortas não apresentam citoplasma.

b) Não podemos dizer que todas as células possuem membrana, citoplasma e núcleo, pois células
vegetais não possuem membrana plasmática, mas, sim, parede celular.

c) Não podemos dizer que todas as células possuem membrana, citoplasma e núcleo, pois a membrana
plasmática é encontrada apenas em células animais.

d) Não podemos dizer que todas as células possuem membrana, citoplasma e núcleo, pois o núcleo
está presente apenas em células eucariontes.

e) Não podemos dizer que todas as células possuem membrana, citoplasma e núcleo, pois o
citoplasma não é verificado em células adultas.

02. De acordo com a teoria celular, todos os seres vivos são constituídos por células. De acordo com
essa teoria, qual dos organismos a seguir não pode ser considerado um ser vivo?

a) Homem.

b) Musgos.

c) HIV.

d) Levedura.

e) Vermes.

03. As células eucariontes possuem um envoltório nuclear, e as procariontes possuem material


genético disperso no citoplasma. Dos organismos citados a seguir, qual apresenta células
procariontes?

a) Mamíferos.

b) Lactobacilos.

c) Fungos.

d) Levedura.

e) Protozoários.

04. A membrana plasmática é um revestimento relativamente fino que envolve a célula. De acordo
com o modelo do mosaico fluido, essa estrutura é constituída por:
a) uma dupla camada proteica onde estão mergulhados lipídios.

b) uma camada proteica onde estão mergulhados carboidratos.

c) uma dupla camada de fosfolipídios onde estão incrustadas proteínas.

d) uma camada de fosfolipídios onde estão incrustados carboidratos.

e) uma dupla camada de carboidratos onde estão mergulhados lipídios.

05. O esquema abaixo representa a estrutura da membrana plasmática. Baseando-se nos seus
conhecimentos sobre o tema, marque a alternativa que indica corretamente o nome dos componentes
da membrana indicados pelos números 1 e 2.

a) 1- Proteína, 2- Fosfolipídio.

b) 1- Carboidrato, 2- Proteína.

c) 1- Lipídeo, 2- Carboidrato.

d) 1- Fosfolipídio, 2- Lipídeo.

e) 1- Fosfolipídio, 2- Proteína.

06. Em relação aos envoltórios celulares, podemos afirmar que:

a) todas as células dos seres vivos têm parede celular.

b) somente as células vegetais têm membrana celular.

c) somente as células animais têm parede celular.

d) todas as células dos seres vivos têm membrana celular.

e) os fungos e bactérias não têm parede celular.


07. As hemácias são usadas para se entender e verificar o transporte de nutrientes através de
membranas. A fim de demonstrar o processo de osmose, uma professora levou seus alunos ao
laboratório e colocou algumas hemácias em três tubos de ensaio contendo uma solução de NaCl com
diferentes concentrações.
A seguir, está descrito o que ocorreu com as hemácias transcorrido um determinado tempo.

Tubo I: enrugadas.

Tubo II: normais.

Tubo III: rompidas.

A partir dessas informações, assinale a alternativa que expressa corretamente a concentração da


solução de NaCl nos três tubos de ensaio.

A) Tubo I – solução hipotônica; Tubo II – solução isotônica; Tubo III – solução hipertônica.
B) Tubo I – solução hipertônica; Tubo II – solução isotônica; Tubo III – solução hipotônica.
C) Tubo I – solução hipertônica; Tubo II – solução hipotônica; Tubo III – solução isotônica.
D) Tubo I – solução hipotônica; Tubo II – solução hipertônica; Tubo III – solução isotônica.

08. A figura abaixo mostra 3 tipos de transporte (1, 2 e 3) através da membrana plasmática. Analise-
a.

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o número que indica a passagem de O2 da água
para as brânquias de um peixe e o transporte de glicose para o interior das células do corpo humano.
A) 1 e 1

B) 1 e 2

C) 2 e 1

D) 2e 3

E) 3 e 2
09. As figuras, a seguir, representam três células vegetais que foram imersas em soluções salinas de
diferentes concentrações, analisadas ao microscópio e desenhadas.

(http://webbed.com.br/geisy/ Acesso em 13.09.2011.)

Analisando essas figuras, um estudante concluiu que as células vegetais 1, 2 e 3 estão,


respectivamente, flácida (estado normal), túrgida e plasmolisada.

Com base nessa conclusão, é correto afirmar que

A) a célula 1 foi imersa em uma solução hipertônica.

B) a célula 2 foi imersa em uma solução hipotônica.

C) a célula 3 foi imersa em uma solução isotônica.

D) as células 1 e 3 foram imersas em diferentes soluções hipotônicas.

E) as células 1 e 2 foram imersas em diferentes soluções hipertônicas.

10. O gráfico ilustra a alteração de volume de uma célula vegetal que foi colocada em um tubo de
ensaio com uma determinada solução.

Com base no gráfico, pode-se concluir que a célula alterou seu volume após ter sido colocada na
solução do tubo de ensaio, cuja concentração de sais era __________ em relação à sua concentração
interna. A célula perdeu _______________ para o meio externo pelo processo conhecido por
____________.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto.


A) menor – sais – osmose

B) menor – água – osmose

C) maior – água – osmose

D) maior – sais – transporte ativo

E) menor – sais – transporte ativo

11. A membrana plasmática é constituída, basicamente, por uma bicamada de fosfolipídios associados
a moléculas de proteína. Essa estrutura delimita a célula, separa o conteúdo celular do meio externo
e possibilita o trânsito de substâncias entre os meios intra e extracelular.

Sobre o transporte através da membrana, é correto afirmar:

A) A passagem de substâncias através da membrana plasmática, utilizando proteínas transportadoras


é denominada difusão simples.

B) A difusão facilitada é o transporte de substâncias pela membrana com o auxílio de proteínas


transportadoras e gasto de energia.

C) A osmose é a passagem de substâncias através da membrana plasmática em direção à menor


concentração de solutos.

D) Uma membrana permeável à substância A possibilitará o transporte dessa substância para fora da
célula, desde que exista ATP disponível.

E) No transporte ativo, ocorre a passagem de substâncias por proteínas de membrana com gasto de
energia.

12. A figura ilustra um dos efeitos da osmose em uma célula vegetal:


Observando a posição da membrana com relação à parede celular, é correto afirmar que o meio em
que a célula está imersa é

A) hipertônico, pois a célula apresenta aumento do volume interno.

B) isotônico, pois a célula não apresenta alteração do volume interno.

C) hipotônico, pois a célula apresenta diminuição do volume interno.

D) hipotônico, pois a célula apresenta aumento do volume interno.

E) hipertônico, pois a célula apresenta diminuição do volume interno.

13. Osmose é um processo espontâneo que ocorre em todos os organismos vivos e é essencial à
manutenção da vida. Uma solução 0,15 mol/L de NaCl (cloreto de sódio) possui a mesma pressão
osmótica das soluções presentes nas células humanas.

A imersão de uma célula humana em uma solução 0,20 mol/L de NaCl tem como consequência, a

A) adsorção de íons Na+ sobre a superfície da célula.

B) difusão rápida de íons Na+ para o interior da célula.

C) diminuição da concentração das soluções presentes na célula.

D) transferência de íons Na+ da célula para a solução.

E) transferência de moléculas de água do interior da célula para a solução.

14. Quando há infecção bacteriana, os neutrófilos englobam os patógenos e os destroem. No processo


de destruição dessas bactérias, ocorrem sucessivamente:

a) endocitose – formação dos fagossomo – formação do vacúolo digestivo – degradação bacteriana –


clasmocitose.

b) fagocitose – formação do vacúolo autofágico – formação do fagossomo – degradação bacteriana –


defecação celular.

c) endocitose – formação do vacúolo autofágico – ataque lisossômico – egestão.

d) pinocitose – ataque lisossômico – formação do vacúolo digestivo – exocitose.

15. Alguns protozoários obtêm alimento englobando, por pseudópodes, partículas sólidas presentes
no meio. Esse processo é denominado

a) fagocitose.

b) clasmocitose.
c) pinocitose.

d) difusão.

e) osmose.

O Citoplasma

Abrangendo a região da célula situada entre a membrana plasmática e o núcleo, o citoplasma


é preenchido, nas células vivas, por um líquido gelatinoso denominado hialoplasma, também
conhecido por citoplasma fundamental ou matriz citoplasmática. Imersas no hialoplasma encontram-
se as organelas celulares.

Hialoplasma
O hialoplasma é constituído principalmente de água e de proteínas. Na parte externa da célula,
denominada ectoplasma, o hialoplasma apresenta-se denso, em estado de gel. Na parte interna,
chamada endoplasma, o hialoplasma apresenta-se mais fluido, em estado de sol. Os estados de gel e
sol podem sofrer mudanças e um transformar-se no outro, principalmente durante os movimentos
citoplasmáticos, como a ciclose, um movimento do hialoplasma principalmente em estado de sol em
que se forma uma corrente que carrega os diversos orgânulos e distribui substâncias ao longo do
citoplasma.
Organelas Celulares

As organelas ou orgânulos celulares são estruturas citoplasmáticas especializadas na


realização de determinadas funções. São elas: retículo endoplasmático, complexo de Golgi,
lisossomos, plastos, mitocôndrias, vacúolos, centríolos e peroxissomos.

O Retículo Endoplasmático

A microscopia eletrônica revelou a presença, no interior do citoplasma, de um retículo de


membranas lipoprotéicas que foi denominado retículo endoplasmático (RE). Conforme a posição das
membranas, podemos distinguir a existência de túbulos e sáculos ou vesículas achatadas. (Ver figura
5.17).

As membranas do retículo podem ou não exibir ribossomos aderidos em sua superfície


externa. No primeiro caso, a presença dos ribossomos confere à membrana do retículo uma aparência
rugosa; já na ausência desses grânulos, a membrana exibe um aspecto liso. Assim, existem dois tipos
básicos de retículo endoplasmático: o rugoso ou granular (RER) e o liso ou agranular (REL).
Estudos realizados a partir do microscópio eletrônico revelam que, provavelmente, o retículo
endoplasmático liso apresenta as seguintes funções:
 Facilita o intercâmbio de substâncias entre a célula e o meio externo.
 Auxilia a circulação intracelular, por permitir um maior deslocamento de partículas de uma região
para outra do citoplasma.
 Produz lipídios, principalmente esteroides.
O retículo endoplasmático rugoso pode desempenhar basicamente todas as funções
atribuídas ao retículo liso. Mas como apresenta justapostos ao longo de suas membranas inúmeros
ribossomos, que são grânulos constituídos de ribonucleoproteínas (RNA + proteínas), acha-se
também intimamente associado à síntese de proteínas. O retículo endoplasmático rugoso é também
denominado de ergastoplasma.

De modo geral, o retículo endoplasmático é muito desenvolvido em células de grande atividade


metabólica, especialmente aquelas que sintetizam grandes quantidades de proteínas (como os
osteoblastos, células ósseas produtoras da proteína colágeno).

O Complexo de Golgi

Essa estrutura consiste num sistema de membranas lisas que formam vesículas e sáculos
achatados, dispostos paralelamente.
As principais funções do Complexo de Golgi são: armazenamento de proteínas, organização
do acrossomo nos espermatozoides e síntese de glicoproteínas.

Quando se administra um aminoácido radiativo a uma célula, as primeiras organelas a mostrarem


radiatividade são os ribossomos e o retículo endoplasmático. No pâncreas de mamíferos, por
exemplo, isso pode ser observado cerca de 3 a 5 minutos após a injeção dos aminoácidos. Somente
cerca de 20 a 40 minutos depois a proteína radiativa formada estará presente no Complexo de Golgi.

Os Lisossomos

As enzimas, sendo proteínas, são sintetizadas nos ribossomos. Distribuídas pelo retículo
endoplasmático, algumas enzimas migram até o Complexo de Golgi, onde ficam armazenadas. Das
bolsas e cisternas do Complexo de Golgi desprendem-se vesículas cheias de enzimas digestivas cujo
papel é promover a digestão de substâncias englobadas pela célula por fagocitose ou pinocitose. Essas
vesículas são denominadas Lissosomos.

A autólise ou citólise

A ruptura dos lisossomos no interior da célula pode acarretar a destruição da mesma por
dissolução. Nos organismos pluricelulares, esse fato pode ter algum valor no processo de remoção de
células mortas. É evidente que a autodissolução celular (autólise) reveste-se de grande interesse como
processo patológico.

Os plastos

Os plastos são organelas citoplasmáticas típicas das células vegetais. Os principais tipos de
plastos são os leucoplastos e os cloroplastos.

Leucoplastos

São plastos incolores, desprovidos de pigmentos, que se caracterizam por acumular


substâncias nutritivas. Os leucoplastos que acumulam o amido, por exemplo, são comuns em órgãos
de reserva das plantas, como a batata. (Ver figura 5.21), a mandioca, etc.
Cloroplastos

São plastos verdes, responsáveis pela realização da fotossíntese. Essas organelas possuem
vários tipos de pigmentos, entre os quais destacam-se as clorofilas, que têm a função de absorver a
energia luminosa.
Visto ao microscópio eletrônico, o cloroplasto revela a presença de uma membrana externa
dupla, que envolve uma matriz incolor, basicamente proteica, denominada estroma.
Mergulhadas no estroma existem as lamelas lipoprotéicas, placas achatadas que se formam a
partir da membrana envolvente. As lamelas, por sua vez, organizam uma série de discos denominados
tilacoides.
Os pigmentos relacionados com a fotossíntese acham-se depositados sobre os tilacoides, que
se apresentam dispostos de maneira a organizar uma verdadeira “pilha de moedas”, onde a “pilha” é
denominada granum e cada “moeda” é um tilacoides. O conjunto de granum, palavra latina que
significa grão, é denominado grana. Na figura 5.24 você tem um esquema do que foi dito acima.
As mitocôndrias

Como você sabe, os seres vivos necessitam de energia para desempenhar suas atividades.
Denomina-se respiração celular ao fenômeno bioquímico pelo qual as células retiram a energia
acumulada nas substâncias orgânicas.
Nos seres aeróbicos, isto é, que utilizam oxigênio (O2) no processo respiratório, a degradação
das moléculas orgânicas realiza-se, basicamente, em três etapas. A primeira etapa ocorre no
hialoplasma, sem a participação de O2. A segunda e terceira etapas, com a participação de O2, ocorrem
no interior das mitocôndrias.
As mitocôndrias, portanto, constituem verdadeiras “usinas” de energia, onde a matéria
orgânica é “moída”, fornecendo para o metabolismo celular a energia química acumulada em suas
ligações. De fato, quanto maior a atividade metabólica de uma célula, maior deverá ser o número de
mitocôndrias.
Cada mitocôndria, observada ao microscópio eletrônico, revela a presença de duas membranas
limitantes: uma externa (lisa) e outra interna, que forma na cavidade mitocondrial um complexo
sistema de pregas, denominadas cristas, conforme ilustra o esquema da figura 5.25.
Os vacúolos

Os vacúolos são estruturas saculiformes encontradas em diversos tipos de células. Nos


vegetais, os vacúolos de suco celular são, nas células jovens, pequenos e numerosos. Mas, à medida
que a célula vai crescendo, esses vacúolos vão se fundindo de maneira a originar, nas células adultas,
um único e volumoso vacúolo que ocupa, geralmente, uma posição central, deslocando o núcleo para
uma parte mais periférica da célula. (Ver figura 5.26).

Em seu interior encontra-se o suco vacuolar, solução aquosa que pode conter açúcares,
óleos, sais, pigmentos e outras substâncias; nas células vegetais, esses vacúolos têm
fundamentalmente a função de promover armazenamento de substâncias diversas e participar da
regulação osmótica.
Além dos vacúolos de suco celular, podem ser encontrados outros tipos de vacúolos nos
seres vivos. É o caso dos vacúolos digestivos, relacionados com a digestão intracelular, e dos grandes
vacúolos que armazenam gordura em nossas células adiposas, sob a pele.
Exemplo interessante dessas organelas são os vacúolos pulsáteis ou contráteis, verificados
entre os protozoários de água doce, como as amebas e os paramécios. Nesses organismos, o fluido
citoplasmático é hipertônico em relação ao meio em que vivem. Assim, ocorre um contínuo fluxo de
água, por osmose, do meio ambiente para o interior da célula, o que poderia provocar sua ruptura,
não fosse a atividade reguladora do vacúolo pulsátil. Esse vacúolo atua recolhendo o excesso de água
que penetrou na célula e através de movimentos de pulsação, elimina essa água para o meio externo.

Os centríolos

Os centríolos são organelas fibrilares constituídas por 27 túbulos de natureza proteica,


organizados em nove grupos de três. Em geral, a célula apresenta um par de centríolos dispostos
perpendicularmente um em relação ao outro. Ao conjunto dá-se o nome de diplossomo. Veja a figura
5.28.

Os centríolos não aparecem em células de vegetais superiores. Nas células de vegetais


inferiores e nas células animais os centríolos se relacionam com o processo de divisão celular. Os
centríolos também estão relacionados com a formação e coordenação do movimento dos cílios e
flagelos.
Cílios e flagelos são estruturas móveis que aparecem em diversos tipos de células, onde
desempenham o papel de promover o movimento celular. Os cílios são mais curtos e mais numerosos
que os flagelos. Na verdade, essas estruturas são centríolos modificados e muito mais compridos.
EXERCÍCIOS
01. O termo ciclose é empregado para designar:

a) Movimentos citoplasmáticos que não acarretam alterações da forma celular e que podem arrastar
determinadas estruturas e inclusões.
b) Uma estrutura circular dos cromossomos de bactérias.
c) Uma série de movimentos circulares de hemácias em torno de coágulos.
d) A formação de anéis nos cromossomos de certas moscas.
02. “Na célula nervosa, ao contrário do corpo celular, o axônio não apresenta substância de Golgi
nem retículo endoplasmático rugoso. Além disso, há pouquíssimos ribossomos no axônio.”

O texto acima permite deduzir que o axônio é uma região do neurônio que:

a) Apresenta intensa síntese de lipídios.


b) Dispõe de numerosos grânulos glicídios.
c) Provavelmente é inativa para síntese proteica.
d) Apresenta uma intensa síntese de hormônios.
e) Provavelmente é muito ativa para síntese proteica.
03. No desenho abaixo, a região onde se verifica a maior síntese proteica é apontada pela seta:
a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. e) 5.

04. Qual a alternativa da tabela abaixo cujos termos preenchem corretamente a frase seguinte?

Os lisossomos têm como função ...I... e são produzidos na organela chamada ...II...

I II

a) Síntese de proteínas Cloroplasto

b) Síntese de açúcares Cloroplasto

c) Digestão intracelular Retículo endoplasmático

d) Síntese de proteínas Retículo endoplasmático

e) Digestão intracelular Complexo de Golgi


05. A função de transporte no interior da célula é exercida:

a) Pelos lisossomos.
b) Pelos ribossomos.
c) Pelas mitocôndrias.
d) Pelo retículo endoplasmático.
e) Pelo complexo de Golgi.
06. Um material sintetizado por uma célula é “empacotado” para ser secretado para o meio externo
no:
a) Retículo endoplasmático. b) Complexo de Golgi.

c) Lisossomo. d) Nucléolo. e) Vacúolo secretor.

07. Fornecendo-se um aminoácido X radiativo a uma célula que o utiliza para fabricar o material de
secreção, após um certo tempo observar-se-ão sinais de radiatividade, notadamente:

a) No núcleo. b) Na cromatina. c) Nos fagossomos.

d) Na membrana plasmática. e) No complexo de Golgi.

08. Uma célula animal que sintetiza, armazena e secreta enzimas, deverá ter bastante desenvolvidos
o:

a) Retículo endoplasmático granular e o complexo de Golgi.


b) Retículo endoplasmático agranular e o complexo de Golgi.
c) Retículo endoplasmático granular e os lisossomos.
d) Complexo de Golgi e os lisossomos.
e) Complexo de Golgi e o condrioma.
09. Considere as seguintes funções atribuídas a uma organela celular:

I. Armazenamento de substâncias
II. Secreção celular
III. Formação de lisossomos
Essa organela é:

a) Plasto. b) Mitocôndria. c) Complexo de Golgi.

d) Retículo endoplasmático. e) Vacúolo.


10. Observe a figura abaixo:

A organela citoplasmática envolvida no processo nela esquematizado é denominada:

a) Ribossomo. b) Lisossomo. c) Centríolo.

d) Mitocôndria. e) Cloroplasto.

11. Considere a seguinte situação:

“Enzimas líticas, sintetizadas por grânulos ribonucleoproteicos, são armazenadas em um conjunto de


sáculos ou cisternas. Posteriormente, essas enzimas são encontradas no interior de vesículas cuja ação
fisiológica é manifestada na digestão de partículas englobadas pela célula. Todo mecanismo é
dependente de energia da respiração.”

Qual das estruturas abaixo não está associada ao processo apresentado?

a) Centríolo. b) Mitocôndria. c) Ribossomo.

d) Lisossomo. e) Complexo de Golgi.

12. A figura esquemática abaixo representa o cloroplasto e seus componentes organizacionais vistos
ao microscópio eletrônico.

Os componentes indicados com os números 1, 2 e 3, na figura, denominam-se respectivamente:

a) 1 _ grana; 2 _ estroma; 3 _ tilacoides.

b) 1 _ grana; 2 _ tilacoides; 3 _ estroma.


c) 1 _ estroma; 2 _ tilacoides; 3 _ grana.

d) 1 _ tilacoides; 2 _ grana; 3 _ estroma.

e) 1 _ tilacoides; 2 _ estroma; 3 _ grana.

13. No interior dos cloroplastos são encontradas pequenas quantidades de DNA, RNA e ribossomos.
Tais componentes permitem que os cloroplastos sejam capazes de realizar:

a) Fluorescência e síntese lipídica.


b) Fotossíntese e secreção celular.
c) Autoduplicação e síntese proteica.
d) Ciclo de Krebs e síntese de ATP.
e) Fermentação anaeróbica e síntese de clorofila.
14. Observe

Organoide Forma Função Celular

1 Série de sáculos achatados, paralelos e Secreção celular


muito próximos.

2 Rede de membranas, com ribossomos Transporte de substâncias e síntese


aderidos. proteica

3 Esféricos ou cilíndricos, com dupla Produção de energia


membrana envolvente, a interna com cristas.

4 Pequenas partículas, envolvidas por Digestão e remoção de substâncias


membrana única. estranhas e de organelas velhas

Os organoides celulares 1, 2, 3, 4 e 5 são, respectivamente:

a) Centro celular, ergastoplasma, lisossomo, ribossomo, leucoplasta.


b) Complexo de Golgi, retículo endoplasmático liso, cloroplasto, lisossomo, mitocôndria.
c) Complexo de Golgi, retículo endoplasmático rugoso, mitocôndria, lisossomo, cloroplasto.
d) Retículo endoplasmático, mitocôndria, cloroplasto, lisossomo, leucoplasta.
e) Mitocôndria, retículo endoplasmático rugoso, cloroplasto, complexo de Golgi, ribossomo.
15. Dentre os componentes celulares abaixo, pertencem exclusivamente à célula vegetal:

a) Complexo de Golgi e retículo endoplasmático.


b) Mitocôndrias e ribossomos.
c) Núcleo e vacúolos.
d) Cloroplastos e membrana celular.
e) Cloroplastos e membrana celulósica.

O Núcleo Celular
O núcleo é o componente celular portador dos fatores hereditários e controlador das
atividades metabólicas.

Estrutura do Núcleo

A estrutura nuclear varia conforme a célula esteja ou não em divisão. Assim, consideraremos,
inicialmente, uma célula em interfase, isto é, uma célula que não está se dividindo. A interfase
compreende o espaço de tempo existente entre duas divisões celulares sucessivas. Nesse período, o
núcleo é denominado interfásico.
O núcleo interfásico apresenta os seguintes componentes: carioteca, cariolinfa, cromatina e
nucléolo.
Carioteca: também chamada de cariomembrana, essa estrutura envolve o conteúdo nuclear
e é formada por duas membranas lipoprotéicas, lamela interna e lamela externa, entre as quais existe
um espaço denominado perinuclear.
A carioteca é dotada de numerosos poros - os annulli - que permitem a comunicação entre o
material nuclear e o citoplasma. Através desses poros ocorre o intercâmbio de substâncias diversas
entre o núcleo e o citoplasma, inclusive macromoléculas. De maneira geral, quanto maior a atividade
celular, maior é o número de poros da carioteca.
Cariolinfa: conhecida também como nucleoplasma ou suco nuclear, é uma massa incolor
constituída principalmente de água e proteínas, que preenche o núcleo celular.
Cromatina: representa o material genético contido no núcleo. Quimicamente, as cromatinas
são proteínas conjugadas (nucleoproteínas), resultantes da associação entre proteínas simples e
moléculas de DNA.
A cromatina aparece, no núcleo interfásico, com o aspecto de um emaranhado de filamentos
longos e finos, denominados cromonemas.
Durante a divisão celular, os cromonemas espiralizam – se, isto é, ficam mais condensados,
tornando-se mais curtos e mais grossos. Podem então ser vistos individualmente e passam a ser
chamados de cromossomos.
Nucléolo: trata-se de um corpúsculo esponjoso e desprovido de membranas que se encontra
em contato direto com o suco nuclear.
O nucléolo é constituído basicamente de RNA ribossômico associado a proteínas. Na síntese
proteica, o nucléolo pode atuar como fonte de grânulos de ribonucleoproteínas, que migram para o
citoplasma, originando os ribossomos, organelas que representam a sede da síntese de proteínas numa
célula. Compreende-se, então, por que células muito ativas na produção de proteínas costumam
possuir nucléolos bem desenvolvidos.
Cromossomos
Nos cromossomos conhecem-se dois tipos básicos de constrição ou estrangulamento: primária
e secundária.
EXEEERCÍCIOS

01.Os termos metacêntrico, submetacêntrico e acrocêntrico correspondem à classificação de:

a) Cromossomos, quanto à posição do centrômero.


b) Cromossomos, quanto à posição do satélite.
c) Mutações cromossômicas estruturais.
d) Mutações cromossômicas numéricas.
e) Inversões cromossômicas.
02. Mus musculus, Rattus norvegicus e Macaca mulatta produzem gametas com 20, 21 e 24
cromossomos, respectivamente. Uma célula somática destes animais conterá, respectivamente,
quantos cromossomos?

a) 40, 42 e 48. b) 20, 21 e 24. c) 80, 84 e 96.

d) 60, 63 e 72. e) 100, 105 e 120.

03. Assinale a opção que contém apenas seres procariontes:

a) Vegetais e bactérias. b) Cianofíceas e bactérias.

c) Algas e fungos. d) Protozoários e fungos.

e) Algas e cianofíceas.

03. A Escherichia coli, usualmente encontrada no trato intestinal dos seres humanos, é uma das
bactérias mais estudadas.

A característica que permite classificá-la como procariota é:

a) Ausência de membrana nuclear e mitocôndrias.

b) Presença de apenas um cromossomo, com DNA associado a proteínas.

c) Presença de ribossomos, estruturas envolvidas na síntese proteica.

d) Nutrição heterotrófica.

e) Organização unicelular microscópica.


04. A análise criptogenética realizada em várias células de um mamífero permitiu elaborar o seguinte
esquema:

Ele representa:

a) O fenótipo do organismo.

b) O genoma de uma célula haploide.

c) O genoma de uma célula diploide.

d) Os cromossomos de uma célula haploide.

e) Os cromossomos de uma célula diploide.