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A poluição na China já alcançou níveis mundialmente

preocupantes. Recentemente, a NASA publicou um artigo que


mostrava uma imagem da névoa de poluição que cobre o norte da
China e que pode ser vista a milhares de quilômetros no espaço.

Nos últimos cinco anos, a cidade de Linfen, na província chinesa


de Shanxi, foi considerada a mais poluída do mundo. E toda essa
poluição, que hoje coloca em risco a saúde dos chineses, é fruto
do rápido desenvolvimento econômico do país e da expansão da
classe média.

A China já ocupa a posição de maior emissor de gases estufa


do planeta. O país tem 70% de seus rios contaminados, as
temperaturas estão em constante elevação e os recursos naturais
estão se tornando escassos.

Ambientalistas acreditam que, caso o problema das emissões de


gases do efeito estufa não seja controlado hoje, nada será capaz
de conter os índices de poluição. O governo da China promete
trabalhar para mudar essa realidade, focando o uso eficiente dos
recursos naturais e projetos de desenvolvimento sustentável.

E a poluição na China não afeta somento o país. Estudos já


mostram que o aumento da produção industrial na China provoca
poluição em outras partes do mundo, principalmente nas cidades
do oeste dos Estados Unidos. Cerca de 20% dos poluentes norte-
americanos são provenientes da China.

JUNE 062017
A poluição do ar na China é um problema global?
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Posted by Camila Sakamoto
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Tags: atmosfera, gases, meio ambiente, partícula tóxica, poluição do ar na china, problema
A poluição do ar na China é uma questão recente, mas mais complicada do
que imaginamos. O que são os nevoeiros das famosas fotos? O que os causa?
E quais são as consequências para a população? Confira a seguir!
Com a saída dos EUA do acordo climático de Paris, a China se uniu à União
Europeia para liderar o debate de assuntos climáticos. Isso é importante para o
país, pois as mudanças climáticas causam uma piora na situação da poluição na
China, e, por consequência, na qualidade de vida dos chineses.

A poluição do ar na China
A poluição no gigante asiático passou a ser um problema a partir da década de
80, desde quando os níveis de poluição do ar na China causam um aumento
nos dias propícios a nevoeiros de partículas, completando até 50 dias em um só
ano. Isso pode piorar ainda mais com o aquecimento global. Alguns
pesquisadores da Universidade de Nanjing dizem que a poluição do ar na
China é uma das primeiras preocupações das pessoas comuns nas principais
capitais do país.
A poluição do ar na China chega a ser tão intensa que os chineses usam
máscaras para proteger as vias respiratórias.

As partículas mais perigosas são as microscópicas (com menos de 2,5


micrômetros de diâmetro), suficientemente pequenas para penetrar nas células
humanas. As suas principais origens são a queima de carvão, emissões de
veículos e a poeira. A poluição do ar na China pode causar à população graves
problemas respiratórios e ainda afetar os sistemas cardíacos e imunológicos.

Alerta Vermelho
Em dezembro de 2016, a situação crítica da poluição do ar na China fez com
que o governo se visse obrigado a agir. Um grande nevoeiro de partículas tóxicas
cobriu o norte chinês por mais de 72 horas (confira o vídeo). Algumas restrições
e medidas foram tomadas para não perder o controle da exposição dos cidadãos
aos gases tóxicos. Uma delas foi o rodízio de carros, algumas pausas nas
construções civis e nas indústrias. Sim, o clima pode também afetar a economia
chinesa! O caso ficou conhecido como um segundo “alerta vermelho”. O
primeiro, em 2015, teve os mesmos efeitos.
Atualmente, os alertas por poluição do ar na China podem ficar cada vez mais
comuns no norte da China, região a qual mais abriga as indústrias no país. No
inverno, quando a queima de carvão é maior pela demanda de eletricidade, é
quando as taxas de gases poluentes na atmosfera chinesa são
consideravelmente maiores.
O problema da poluição atmosférica não se restringe à China – o mundo todo
está sujeito às consequências. Na Índia, quase 1 milhão de pessoas tiveram
mortes atribuídas a partículas tóxicas de poluição em 2013. É necessário uma
ação mundial e urgente para diminuir os problemas de poluição do ar na China
e o aquecimento global.

Arpocalipse' na China: poluição


coloca meio bilhão de pessoas em
alerta vermelho
 21 dezembro 2016
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Quase meio bilhão de pessoas estão vivendo sob uma densa poluição no norte da China desde
o final de semana passada, o que levou autoridades a colocarem 21 cidades e a capital, Pequim,
em alerta vermelho.

Com um nível de partículas no ar seis vezes acima do limite estipulado pela Organização
Mundial da Saúde (OMS), o governo chinês pediu que as pessoas não usem seus carros e
permaneçam em casa. Muitas escolas estão fechadas, e, com uma visibilidade de cerca de 50
metros, centenas de voos foram cancelados.
A construção e manutenção de estradas foi suspensa, e veículos mais antigos e poluentes
foram vetados temporariamente. Também foi pedido que indústrias com forte impacto
ambiental, como o setor de aço, reduzam ou interrompam suas atividades.

O alerta vermelho é a categoria mais grave em uma escala de quatro níveis do sistema criado
pelo governo chinês como parte de uma série de medidas de combate à poluição.

Em dezembro do ano passado, Pequim e dezenas de outras cidades chinesas já tinham entrado
em alerta vermelho por conta de uma espessa névoa de fumaça que perdurou por dias.

Há duas semanas, autoridades da metrópole classificaram oficialmente a fumaça como um


“desastre meteorológico”, comparável às tempestades de areia da primavera e as fortes chuvas
de verão que costumam atingir a cidade.

A classificação gerou críticas de especialistas, ambientalistas e provocou discussões nas redes


sociais, pois ela parece isentar os emissores de poluição de sua responsabilidade pelos efeitos
da fumaça.

No entanto, o papel da ação humana nesse fenômeno não é um consenso. "Na média, a poluição
vem diminuindo ano a ano", disse Wang Min, professor de políticas públicas e ambientais da
Universidade de Pequim, ao jornal 'Financial Times'. "As principais razões desta situação tão
ruim agora estão relacionadas ao clima: há muito pouco vento e, com a baixa temperatura, a
fumaça fica presa próxima ao solo."

Esse problema costuma se agravar na China entre novembro e março, quando, por conta do
inverno, residências consomem mais eletricidade de usinas movidas a carvão e os sistemas de
aquecimento municipais são ativados.

O Greenpeace alertou que 460 milhões de pessoas, o equivalente às populações dos Estados
Unidos, Canadá e México somadas, estão sendo afetadas pela mais recente crise, que vem
sendo chamada informalmente de “arpocalipse”.

A mídia chinesa relata que essa crise vem criando o que chamou de “refugiados da poluição”:
moradores deixando as cidades para fugir da fumaça e evitar os riscos à saúde.

Para especialistas, o ar tóxico contém micropartículas que podem chegar ao fundo dos
pulmões e até mesmo entrar na corrente sanguínea.

A China é o país do mundo com o maior número de mortes ligadas à poluição do ar em


ambientes externos, segundo a Organização Mundial da Saúde. Com base em dados de 2012, os
mais recentes disponíveis, 1 milhão de pessoas morrem prematuramente por ano por este
motivo no país.

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