Você está na página 1de 14

Alimentação dos

Idosos em Lares
Programa de Suplementação
Lisboa 2010
• Introdução

• Alimentação e Suplementação

• Resumo

• Bibliografia

• Contactos
Introdução
Alimentação dos Idosos em Lares

O envelhecimento provoca uma progressiva deterioração das funções fisiológicas.


Há uma diminuição do metabolismo basal (ou taxa metabólica basal - é a quantidade calórica ou
energética que o corpo utiliza, durante o repouso, para o funcionamento de todos os órgãos, por
exemplo, o coração, cérebro, pulmões, intestino, etc.) e por isso diminuem, em especial as
necessidades:

• Proteico-calóricas com os problemas daí decorrentes como astenia (falta de forças), uma
imunidade mais fragilizada, já que as células que constituem a imunidade provém de proteínas;
atrofias musculares; anemia; osteoporose.

Por isso, os idosos tendem a ingerir menor quantidade de alimentos (1.) do que um adulto jovem e
podem vir a ter problemas graves de desnutrição.
Um estudo feito em 2005 (2.) conclui que 10% dos residentes em lares perdem 5% do seu peso corporal
num mês e 10% nos seis meses seguintes.
Introdução (cont.)
Alimentação dos Idosos em Lares

As causas da desnutrição são muitas, mas podemos destacar:

1. Anorexia (falta de apetite)


2. Problemas da boca (dentes, gengivas, etc.) – problemas em mastigar
3. Alteração da sensibilidade do mastigar e paladar
4. Modificação da dieta
5. Alterações psicológicas associadas à solidão, depressão, etc.
6. Dificuldade a engolir por alterações neurológicas, na sequência de um AVC, por exemplo, na
doença de Parkinson.

A desnutrição pode provocar maior predisposição para:

• Infecções
• Dificuldade de recuperação em situações de doença
• Anemia
• Osteoporose
Introdução (cont.)
Alimentação dos Idosos em Lares

Como determinar o estado nutricional do idoso?

• Por parâmetros antropométricos:

o Prega cutânea (em caso de desidratação)


o Perímetro cutâneo

• IMC (Índice de Massa Corporal)

o IMC = Peso (kg) / Altura² (m²)

Há critérios de desnutrição se IMC < 18,5

• Análises sérias específicas:

o Albumina se < 3,5g/dl


o Transferrina se <= 2g/l
o e a leptina – molécula relacionada com a regulação do apetite.
Alimentação e Suplementação
Alimentação dos Idosos em Lares

Então como comer?

O organismo continua a precisar de proteínas, vitaminas, minerais, glúcidos e lípidos, se bem que em
quantidades menores dado que as necessidades energéticas diminuem com a idade:

1. PROTEÍNAS
Considera-se necessário até 1g/kg peso/dia
Dada a dificuldade, em geral, da mastigação no idoso sugere-se:

a) Carne ou peixe – 4x/semana

b) Proteína de Soja – menos aterogénica e de custo mais baixo sob a forma de


Hambúrgueres; como farinha – DIESOJA – adicionada 1 colher de sopa à sopa e
nessa refeição já não é necessário consumir carne ou peixe

c) Proteína láctea magra – PROTIMIL - fornecendo 50 % de proteínas de fácil assimilação.


Bastara 1 colher de sopa por dia misturada com sumos, no leite ou em água
Alimentação e Suplementação (cont.)
Alimentação dos Idosos em Lares

2. VITAMINAS, consideramos em especial:

a) Vit. D (Ergocalciferol, Colecaliferol) (D2/D3) (3.) – Recomenda-se, a partir dos 65 anos,


ingestões diárias de Vit. D entre 600-1000 UI/dia.
Além de se encontrar nas gorduras, os lacticínios são uma boa fonte desta vitamina.
Juntamente com o cálcio previne a osteoporose, situação muito frequente no idoso e
pode ter efeitos na regulação da tensão arterial.
Como suplemento alimentar indica-se o ÓLEO DE FÍGADO DE BACALHAU 270mg –
3 cápsulas/dia.

b) Vit. C (ácido ascórbico) – Na sua carência podem haver alterações na língua, diminuição
da acuidade do paladar e do fluxo salivar.
Como complemento alimentar indica-se 1 cápsula por dia de ACEROLA 520mg. É o
fruto mais rico em Vit. C. As restantes necessidades diárias provirão dos citrinos, da
batata, da alimentação em geral.
Alimentação e Suplementação (cont.)
Alimentação dos Idosos em Lares

2. VITAMINAS (cont.):

c) Vit. E (α Tocoferol) – Lipossolúvel. Protege contra a aterosclerose reduzindo a oxidação


das LDL (lipoproteínas de baixa densidade). Quando oxidadas são aterogénicas e,
lesam o endotélio dos vasos contribuindo para a progressão da aterosclerose.
Diminuem também a agregação plaquetária evitando-se assim a formação de trombos
nos vasos. Como suplemento alimentar indispensável, sugere-se a inclusão de 1 colher
de sopa/dia de ÓLEO DE GERME DE TRIGO – rico em Vit. E+F, na sopa à mesa no
prato de todos os idosos. Não tem qualquer contra indicação.

d) Vit. A (Retinol) – Antioxidante. Reduz a oxidação das LDL. Presente no ÓLEO DE


FÍGADO DE BACALHAU. Melhora a visão, as células das mucosas (da língua, etc.)

e) Complexo B (4.) – Recentemente foram referidos os benefícios da Vit. B6, B12 e do


ácido fólico na prevenção da doença de Alzheimer (5.), e na manutenção das funções
cognitivas nos idosos.
A levedura de cerveja – DIEVITINA – em flocos fornece todas as vitaminas do complexo
B. Recomenda-se diariamente 1 colher de sobremesa no leite, iogurte, água, sumos,
etc.
Alimentação e Suplementação (cont.)
Alimentação dos Idosos em Lares

3. MINERAIS – Consideramos em especial:

a) Cálcio – Além da Vit. D, é necessário para a saúde dos ossos. Os alimentos constituem
a fonte preferida para a manutenção do equilíbrio do cálcio.
A administração de suplementos de cálcio deve acontecer antes da osteoporose se
desenvolver. Um copo de leite de 2,5dl contém 291mg de cálcio. A ingestão de 1g/dia de
citrato, carbonato ou glutamato de cálcio pode ser considerada em todos os idosos, mas
dividida pelas três refeições principais, de forma a melhor a absorção (6.).
O PROTIMIL – é rico em cálcio de fácil assimilação

b) Selénio – Componente do enzima antioxidante glutatião peroxidose. Contraria a acção


aterogénica da Lipoproteina Lp(a) (7.)

c) Ferro – As anemias são comuns não só porque há medicamentos que diminuem a


absorção do ferro, como a ingestão da carne está em geral diminuída pelas razões já
referidas. Como se sabe, o ferro melhor absorvido é o da carne.
Poderá suprimir-se esta carência com um copo de sumo de laranja às refeições e 1
cápsula por dia de FERRIFORT+VIT. C, a uma das refeições principais. Este ferro
orgânico, ao contrário do químico, não provoca obstipação
Alimentação e Suplementação (cont.)
Alimentação dos Idosos em Lares

4. GLÚCIDOS – Não se devem exceder por dia 6 doses de pão, cereais fortificados, arroz, massa
e batata, sendo estas 6 doses divididas pelos vários parâmetros, ou seja:

a) 1 Pão (papo seco) por dia, por exemplo ao lanche


b) Cereais fortificados, por exemplo ao pequeno-almoço
c) 2 Colheres de sopa/dia de arroz ou massa às refeições
d) 1 Batata média/dia às refeições

5. LÍPIDOS – Deve diminuir-se a ingestão de gorduras animais (saturadas) como a manteiga, os


fritos, os molhos. Deve utilizar-se mais o azeite (gordura monoinsaturada) e os óleos vegetais
extraídos a frio: óleo de girassol, ÓLEO DE GERME DE TRIGO já referido atrás. As carências
crónicas em ácidos gordos polinsaturados levam a fragilidades imunitárias e problemas
crónicos de alergias.
Resumo
Alimentação dos Idosos em Lares

A Pirâmide de Alimentos proposta para os Idosos recomenda por dia:

o 6 – 8 Copos de água
o 6 Doses de pão, cereais fortificados, arroz, massa ou batata
o 2 Peças de fruta
o 3 Doses de vegetais
o 2 Doses de lacticínios magros com cálcio: leite, iogurtes, queijos
o 1 Ovo por semana
o 1 Dose de carne ou peixe
o 1 Dose de outro tipo de proteína: soja, leguminosas, PROTIMIL
o Os suplementos alimentares indicados
Bibliografia
1. Morley J.E. – Decreased food intake with aging– J. Gerontol A. Biol Sci Med Sci;
2001; 5; 81-88.

2. Report on the Inaugural Conference of the European Nutrition for Health


Alliance – Mal-nutrition within an ageing Population; London 14th Sep. 2005.

3. Vieth R. – The role of Vitamin D in the prevention of Osteoporosis; Ann Med; 2005;
37(4); 278-285.

4. Fairfield K.M. et al – Vitamins for chronic disease prevention in adults; JAMA; 2002;
287; 3116-3126.

5. Scileppi K.P. et al – Circulating vitamins in Alzheimer’s dementia as compared with


other dementias; J. Am Geriatric Soc.; 1984; 32(10); 709-711.

6. Baker Herman – Nutrição no Idoso; aspectos nutricionais das doenças crónicas;


Geriatrics 2008(5) Vol. 4; n.º 21; 27-34.

7. Schaefer E.J. – Lipoproteins, Nutrition And Heart Disease; Am J. Clin Nutrition; 2002; 75; 191-
212.
Contactos

Dielight – Comércio de Produtos Naturais, Lda


Directora Técnica: Prof.ª Doutora Telma de Gonçalves Pereira

Rua de Macau, 8 - 8A - 8B • 1170-203 Lisboa

Telf.: 218 123 756 • Fax: 218 123 535 • Móvel: 912 491 317

Email: dielight.lda@gmail.com • www.dielight.pt


Dielight
uma questão de saúde