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Prof.

: Alan Keuce Soares Mota

HISTÓRIA DA SALVAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO

PANORAMA DO PENTATEUCO

INTRODUÇÃO

ANTIGO TESTAMENTO/TANACH

PENTATEUCO

GÊNESIS

ÊXODO

LEVÍTICO

NÚMEROS

DEUTERONÔMIO

INTRODUÇÃO

- A Bíblia inteira é a Palavra de Deus;

- O Novo Testamento não anula o primeiro, mas é seu cumprimento e plenitude;


- Embora nem todas as leis dadas ao povo de Israel sirvam para nós, cristãos,

muitas tem ensinamentos morais, podendo ser útil também para ver a relação

trazida pelas leis entre a espiritualidade e as questões objetivas da realidade

(política, social, etc);

- o antigo testamento é útil para conhecer a história da ação de Deus na

humanidade, que acontece inicialmente por meio de Israel;

ANTIGO TESTAMENTO/TANACH

1. Torah (Lei): Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio

2. Nevim (Profetas):

Profetas anteriores: Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias e

Ezequiel

Profetas posteriores: Oséias, Amós, Joel, Abdias, Jonas, Miquéias,

Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias

3. Ketovim (Escritos): Salmos, Jó, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Rute,

Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras-Neemias, Crônicas

Total de livros da Tanach: 24 (igual ao número de letras do seu alfabeto); os 12

livros dos profetas posteriores são tomados como 1.


Divisão do Antigo testamento:

Pentateuco ou Lei: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

Livros Históricos: Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas,

Esdras, Neemias e Ester.

Livros Poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares de Salomão.

Livros Proféticos:

Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.

Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum,

Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

PENTATEUCO

Os cincos primeiros livros da bíblia formam um conjunto que os judeus

denominam “Torah” [“instrução”], que em geral se traduz por “Lei” (Mt 5.17; Lc

16.17; At 7.53; 1 Co 9.8). Daí provém o nome que lhe foi dado nos círculos de

língua grega: Pentateuchos, “[livro em] cinco volumes”, que foi transcrito em latin:

Pentateuchus, dando a palavra portuguesa: Pentateuco. Por sua vez, os judeus

de língua hebraica deram-lhe também o nome de “os cinco quintos da lei”. Os


judeus atribuem à Torah maior autoridade e santidade que ao restante das

escrituras que completam o Tanach (Lei, Profetas e Escritos).

Estes cinco livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, contêm

uma grande variedade de material: histórias, episódios, leis, rituais,

regulamentos, cerimônias, registros cronológicos, exortações. Ainda assim, é

uma narrativa histórica unificada.

Importância: A importância vital dessa narrativa histórica é atestada por seu uso

no Novo Testamento como pano de fundo e preparação para a obra de Deus de

redenção do homem por Cristo Jesus.

Autoria: A evidência interna aponta Moisés como autor do Pentateuco, porque

descreve Moisés como autor de certas partes do escopo: “Moisés escreveu

todas as palavras do Senhor” (Ex 24.4); “E tomou o livro da aliança, e o leu ao

povo” (Ex 24.7); “Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras

porque segundo o teor destas palavras fiz aliança contigo e com Israel” (Ex

34.27). Muitas outras referências revelam a mesma coisa, ou seja, a autoria de

Moisés.

Não só as evidências internas das Escrituras deixam claro que Moisés é o

autor do Pentateuco, mas também em outros livros do Antigo Testamento.

Josué 8.32 relata: “… da lei de Moisés, que já este havia escrito…”. Entre
outras referências no AT temos IRs 2.3, IIRs 14.6 e Js 23.6, onde é atribuída a

Moisés a autoria do Pentateuco.

A Tradição Judaica crê com convicção que Moisés é o autor. Algumas partes

foram provavelmente complementadas por outros, como o relato da morte de

Moisés. Apesar disso, ainda há teólogos que consideram a obra anônima, e

outros como sendo uma obra com parte escrita por Moisés e outras partes

foram sendo acrescentadas.

Sombras e “Tipos”

Constantemente o NT fala de Cristo e da salvação. O que não é tão óbvio para

as pessoas é que o mesmo é verdade no que diz respeito ao AT. Mas lá isso

acontece como antecipação, com ― sombras e tipos das coisas que virão (1 Cor.

10:6, 11; Heb. 8:5).

O tipo é imagem ou representação de alguma coisa que [vai acontecer] em

tempo futuro. O antítipo é a realidade da coisa da qual o tipo é representação.

O tipo pode ser propriamente chamado ‘sombra’; o antítipo, a ‘realidade’.”


GÊNESIS

RESUMO: O livro de Gênesis pode ser dividido em duas seções: História

Primitiva e História Patriarcal. A História Primitiva registra (1) Criação (Gênesis

1-2), (2) a Queda do homem (Gênesis 3-5), (3) o Dilúvio (Gênesis 6-9) e (4) a

Dispersão (Gênesis capítulos 10-11). A História Patriarcal registra as vidas de

quatro grandes homens: (1) Abraão (Gênesis 12-25:8), (2) Isaque (Gênesis 21:1-

35-29); (3) Jacó (Gênesis 25:21-50: 14) e (4) José (Gênesis 30:22-50:26).

ESBOÇO DO LIVRO:

I. Prólogo: Criação dos céus e da terra (1.1-2.3)

II. O relato dos céus e da terra (2.4-4.26)

A. Adão e Eva sob teste no paraíso (2.4-25)

B. A queda e suas consequências (cap.3)

C. A escalada do pecado na linhagem de Caim (4.1-24)

D. Um remanescente piedoso (4.25-26)

III. O relato de Adão (5.1-6.8)

A. Sete e a linhagem da aliança (cap.5)

B. A escalada do pecado antes do dilúvio (6.1-8)

IV. O relato de Noé (6.9-9.29)

A. Preparo para o dilúvio (6.9-7.10)

B. Dilúvio e salvação (7.11-8.19)

C. Aliança de Deus para não destruir a terra (8.20-9.17)

D. Profecias relativas aos filhos de Noé (9.18-29)


V. O relato de Sem, Cam e Jafé (10.1-11.9)

A. Quadro das nações (cap. 10)

B. Escalada do mal na Babilônia (11.1-9)

VI. O relato de Sem (11.10-26)

VII. O relato de Terá (11.27-25.11)

A. Genealogia (11.27-32)

B. A aliança abraâmica: sua terra e povo (12.1-22.19)

1. Migração para a Terra Prometida (12.1-22.19)

2. Livramento do Egito (12.10-20)

3. Ló é separado da terra (cap. 13)

4. Vitória sobre os Reis orientais (cap. 14)

5. A aliança de Deus é ratificada (cap. 15)

6. Agar e Ismael são rejeitados (cap. 16)

7. A aliança de Deus é confirmada (cap. 17)

8. O filho de Sara é anunciado (18.1-15)

9. Ló é resgatado de Sodoma (18.16-19.38)

10. Proteção dos filisteus (cap. 20)

11. Nascimento de Isaque e bênção na terra (cap. 21)

12. Juramento de Deus de abençoar o mundo através da descendência de

Abraão (22.1-19)

C. A transição para Isaque (22.20-25.11)

1. Família de Rebeca (22.20-24)


2. Morte de Sara (cap. 23)

3. Casamento de Isaque com Rebeca (cap. 24)

4. Isaque como único herdeiro (25.1-6)

5. Morte de Abraão (25.7-11)

VIII. O relato de Ismael (25.12-18)

IX. O relato de Isaque (25.19-35.29)

A. Rivalidade na família (25.19-34)

B. Bênção da aliança sobre Isaque (cap. 26)

C. Jacó rouba a bênção de Esaú (27.1-40)

D. Bênção da aliança sobre Jacó e o seu exílio (27.41-32.32)

1. Jacó enviado a Labão (27.41-28.9)

2. O encontro com o anjo em Betel (28.10-22)

3. Conflito com Labão (29.1-30)

4. Nascimento dos pais das doze tribos (29.31-30.24)

5. Jacó prospera e foge de Labão (30.25-31.55)

6. O encontro com anjos em Maanaim e Peniel (cap. 32)

E. Reconciliação de Esaú com Jacó (33.1-17)

F. Transição para Jacó: itinerário e mortes desde Siquém até Manre (33.18-

35.29)

X. O relato de Esaú (36.1-37.1)

XI. O relato de Jacó (37.2-50.26)

A. José e o sonho de governo (37.2-11)


B. Os pecados da família de Jacó (37.12-38.30)

C. A ascensão de José ao governo sobre o Egito (caps. 39-41)

D. O ardil de José e a reconciliação da família da aliança (caps. 39-41)

E. Tramsição. para o Êxodo (caps. 56-50)

1. Migração para o Egito (caps. 46.1-27)

2 Preservação em Gósem (46.47.31)

3. Bênção de Jacó sobre as doze tribos (48.1-50.14)

4. A morte de Jacó e o sepultamento em Canaã (49.29-50.14)

5. A morte de José no Egito com a promessa de Canaã (50.15-26)

CRISTO EM GÊNESIS:

- Cristo como descendência da Mulher e Último Adão (Gen. 3:15; I Co. 15.45)

- Deus relaciona-se com o povo por meio de pactos (mandamentos e

promessas de recompensa da parte de Deus pela obediência do povo). Cristo

é o perfeito cumprimento da obediência humana ao Pacto com Deus (Gn.

12.1,2);

- Cristo leva toda maldição da desobediência da humanidade sobre Si (Gl. 3)

- Por exemplo, o templo prefigura Cristo, cujo corpo é o templo (Jo 2:21), mas

prefigura também a igreja, que é chamada de templo (1 Cor. 3:16–17). Alguns

símbolos do AT falam da consumação final que terá lugar nos ―novos céus e
nova terra (2 Pe. 3:13; Ap21:1–22:5). A Jerusalém do AT prefigura a nova

Jerusalém ―que vem da parte de Deus (Ap. 21:2).

- Melquisedeque prefigura Cristo como rei e sacerdote de Salém (Gn. 14.18,

19)

- Cristo é representado no A.T. como Mediador entre Deus e homens por meio

dos mediadores que Deus levantou (Princ. Exemplo: Moisés. Quando o povo

se apavorou da presença de Deus, Moisés intercedeu por ele - Ex. 20:18–21,

Deut. 5:28–33).

- Mediador é pessoa ou instituição que fique entre Deus e o homem, mas todos

representam Cristo. Os pactos dão início a um papel de mediação ao trazer a

palavra de Deus ao povo; o templo traz a presença de Deus. O sacrifício de

animais trazem o perdão de Deus. Muitos mediadores, mas todos eles

apontam para Cristo.


ÊXODO

RESUMO: No tempo definido por Deus, o êxodo dos israelitas do Egito marcou

o fim de um período de opressão para os descendentes de Abraão (Gênesis

15:13), e o início do cumprimento da promessa da aliança com Abraão que seus

descendentes não só viveriam na Terra Prometida, mas também se

multiplicariam e se tornariam uma grande nação (Gênesis 12:1-3, 7). O objetivo

desse livro pode ser definido como delinear o crescimento rápido dos

descendentes de Jacó, do Egito ao estabelecimento da nação teocrática em sua

Terra Prometida.

SIGNIFICADO: A palavra “êxodo” significa partida

I. ESCRAVIDÃO NO EGITO – 1-6

A. Israel oprimido no Egito - 1

B. O nascimento e a educação de Moisés - 2

C. O chamado e o comissionamento de Moisés – 3, 4

D. Moisés inicia o seu ministério - 5, 6

II. AS DEZ PREGAS - 7-12

A. O Primeiro grupo de três pragas – 7:8-19

B. O Segundo grupo de três pragas –8:20-9; 12

C. O Terceiro grupo de três pragas –9:13-10

D. A décima praga. Páscoa, Êxodo – 11-12

III. O ÊXODO 13-18


A. A saída de Israel, Êxodo – 13-15

B. A jornada de Elim até o Sinai, Êxodo – 16-18

IV. A ENTREGA DA LEI - 19-24

A. A Lei Moral, Êxodo – 19, 20

B. A Lei Civil, Êxodo – 21-24

V. O TABERNÁCULO- ÊXODO 25-40

A. O Plano para o Tabernáculo –25-31

B. A Aliança quebrada pela 1° vez –32-34

C. O Tabernáculo construído e montado –35-40

Através de Moisés, Deus redime seu povo escravo no Egito e o conduz à terra

prometida, prefigurando a eterna redenção do seu povo da escravidão do pecado

e a caminhada em direção à Nova Jerusalém.

TABERNÁCULO
Cristo pode ser encontrado como tipo em cada item do tabernáculo. Os objetos

sagrados que acompanhavam o tabernáculo eram:

No Átrio Exterior

Altar do Holocausto - onde eram oferecidos os sacrifícios a Deus.

Bacia - Onde os Sacerdotes lavavam os pés e as mãos simbolizando uma

purificação para entrar no Santo Lugar.

No Santo Lugar

Altar do incenso - Localizado do lado oposto a entrada, no fundo, pouco antes

do véu que separava do Santo dos Santos. Era usado para se queimar incenso

pela manhã e à tarde pelos sacerdotes.

Mesa dos Pães da Proposição - Ficava logo à direita da entrada. Tinha esse

nome pois todo Sábado eram colocados 12 pães, simbolizando as 12 tribos de

Israel em cima dela.

Candelabro de Ouro - À esquerda da entrada, com sete hastes. Era

diariamente enchido pelos sacerdotes para que nunca se apagar, Somente

enquanto estava sendo transportado.

Santo dos Santos

O Véu - Cortina que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos.


Arca da Aliança - Simbolizava a Presença de Deus e carregava as Tábuas da

Lei - os 10 Mandamentos - a Vara de Aarão, que floresceu e o pote de maná

(alimento mandado por Deus no deserto). Era a peça mais santa do

Tabernáculo.

Propiciatório - Nada mais do que a tampa da Arca. Era o lugar onde o Sumo

Sacerdote, uma vez ao ano, no dia da Expiação, aspergia o sangue pela

remissão de seus pecados e pelos pecados do povo.

CRISTO NO ÊXODO:

- A Páscoa indica que Jesus é o cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa

redenção e nos livra da morte. (Êxodo 12)


LEVÍTICO

RESUMO: O objetivo de Levítico é fornecer instruções e leis para orientar um

povo pecador, mas redimido, em seu relacionamento com um Deus santo. Há

uma ênfase em Levítico na necessidade de santidade pessoal em resposta a um

Deus santo. O pecado deve ser expiado através da oferta de sacrifícios próprios

(capítulos 8-10). Outros temas abordados no livro são dietas (alimentos puros e

impuros), o parto e doenças que são cuidadosamente regulamentadas (capítulos

11-15). O capítulo 16 descreve o Dia da Expiação, neste dia um sacrifício anual

é feito pelo pecado cumulativo de todas as pessoas. Além disso, o povo de Deus

deve ser discreto na sua vida pessoal, moral e social, em contraste com as

práticas atuais e pagãs ao seu redor (capítulos 17-22).

- Ofertas Levíticas:

1. Holocausto

O holocausto era um sacrifício que estava completamente queimado. Nada dele

era comido, e então o fogo consumia o sacrifício inteiro. É importante notar que

o fogo jamais se apagava.

Lev 6:13 O "fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará."

O adorador israelita trazia um animal masculino (um touro, cordeiro, cabra,


pombo, ou rola, que dependem da riqueza do adorador) para

a porta do tabernáculo.

Lev 1:3 Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem defeito; à

porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o

SENHOR.

O animal devia ser sem defeito. O adorador então colocava as mãos dele na

cabeça do animal, e em consciência que este animal inocente estava sendo

reputado por pecador, ele buscaria o Senhor para perdão, e então mataria o

animal imediatamente.

Lev 1:4-9 E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito

a favor dele, para a sua expiação. Depois degolará o bezerro perante o

SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão

o sangue em redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da

congregação. Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços. E os

filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha

sobre o fogo. Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os

pedaços, a cabeça e o redenho sobre a lenha que está no fogo em cima do altar;

Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote


tudo isso queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave

ao SENHOR.

Os sacerdotes eram responsáveis por lavar as várias partes do animal antes de

colocar sobre o altar:

Lev 1:6-9 "Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços. E os filhos

de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre

o fogo. Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços,

a cabeça e o redenho sobre a lenha que está no fogo em cima do altar; Porém

a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isso

queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao

SENHOR."

Depois, na história de Israel haviam ofertas queimadas feitas duas vezes por dia,

uma pela manhã e uma ao entardecer (quando aparecia a primeira estrela):

Num 28:3-4 "E dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao

SENHOR: dois cordeiros de um ano, sem defeito, cada dia, em contínuo

holocausto; Um cordeiro sacrificarás pela manhã, e o outro cordeiro sacrificarás

à tarde; "
A oferta queimada era realizada para reconciliação dos pecados do povo contra

o Senhor, que os separavam de Deus, e era uma oferta de dedicação contínua

de suas vidas ao Senhor.

TIPO DE CRISTO:

Essa oferta tipifica claramente a oferta voluntária de Cristo como o Cordeiro de

Deus, em total obediência ao Pai. Ele sofreu o castigo pelo nosso pecado. A

oferta também simbolizava a apresentação voluntária do adorador a Deus.

Somente quando nos identificamos com Cristo, nossa oferta (Efésios 5:2;

Hebreus 10:10), podemos ser purificados do pecado e nos tornamos sacrifícios

vivos para Deus (Romanos 12:1,2)

2. A Oferta de Manjares

Os Israelitas ofereciam manjares (cereais) ou legumes além dos animais.

Levítico capítulo 2 menciona 4 tipos de ofertas de cereal, e dá instruções de

preparo para cada uma. O pecador poderia oferecer massa de farinha de trigo

assada em um forno, cozida em uma forma, frita em uma panela, ou amassada

para fazer pão (como na oferta das primeiras frutas). Todas as ofertas de

manjares eram feitas com óleo e sal e nenhum mel e fermento seria usado (óleo

e sal preservaram, enquanto o mel e fermento deteriorariam). O adorador

também traria uma porção de incenso (puro incenso).


As ofertas de manjares eram trazidos a um dos sacerdotes que levaram isto ao

altar e lançaram uma "porção memorial" ao fogo e fazia o mesmo com o incenso.

O sacerdote comia o restante, a menos que ele mesmo estivesse trazendo a

comida como oferta, e ele queimaria ela por inteiro.

O propósito da oferta de manjares era um oferecimento de presentes, e fala de

uma vida que é dedicada a dar, e à generosidade.

TIPO DE CRISTO:

Ao fazer a oferta, eles estavam oferecendo simbolicamente a Deus o dom de

suas vida. Mas, a oferta tinha um significado ainda mais profundo. Ela falava da

provisão divina por meio de Cristo para a nossa vida espiritual

3. As Ofertas Pacíficas

A oferta pacífica era uma comida que foi dada pelo Senhor, aos sacerdotes, e

às vezes ao cidadão comum. O adorador trazia bois ou vacas, ovelhas, ou uma

cabra. O ritual foi comparado com o das ofertas queimadas, até ao ponto de

queimar, onde o sangue de animais era vertido ao redor das extremidades do

altar. Foram queimadas a gordura e as entranhas, e o restante era comido pelos

sacerdotes, e, (se fosse uma oferta expontânea) pelos adoradores. Este


sacrifício de louvor e ação de graças era quase sempre, um ato voluntário.

As ofertas pacíficas, incluíram bolos sem levedura. Os sacerdotes comiam tudo,

menos a porção comemorativa dos bolos, e certas partes do animal, no mesmo

dia que o sacrifício foi feito, e quando o adorador os levava juntos, como oferta

voluntária, o adorador poderia comer durante 2 dias do animal inteiro, menos o

peito e a coxa direita que era comida pelos sacerdotes.

TIPO DE CRISTO: Enquanto compartilhava a refeição com o sacerdote e às

vezes com outros adoradores, era como se Deus fosse o anfitrião da mesma,

comungando com todos os presentes. A oferta pacífica representa a comunhão

entre Deus e o homem tornada possível por meio do Senhor Jesus. Ela aponta

para Aquele que “é a nossa paz” (Efésios 2:14), e que “fez a paz pelo sangue da

sua cruz” (Colossenses 1:20).

4. A Oferta pelo Pecado

As Ofertas pelo pecado expiavam, (liquidavam a dívida por completo) das

fraquezas e fracassos não intencionais dos adoradores e fracassos diante do

Senhor.

Lev 4:1-4 FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel,
dizendo: Quando uma alma pecar, por ignorância, contra alguns dos

mandamentos do SENHOR, acerca do que não se deve fazer, e proceder contra

algum deles; Se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá ao

SENHOR, pelo seu pecado, que cometeu, um novilho sem defeito, por expiação

do pecado. E trará o novilho à porta da tenda da congregação, perante o

SENHOR, e porá a sua mão sobre a cabeça do novilho, e degolará o novilho

perante o SENHOR.

Os pecados do sumo sacerdote requeriam o oferecimento de um touro, e o

sangue não era vertido no altar mas aspergido do dedo do sumo sacerdote 7

vezes no altar. Então a gordura era queimada, e o restante era queimado (nunca

comido) fora do arraial "em um lugar limpo" onde o sacrifício era feito e

as cinzas se despejavam.

Lev 4:12 "Enfim, o novilho todo levará fora do arraial a um lugar limpo, onde se

lança a cinza, e o queimará com fogo sobre a lenha; onde se lança a cinza se

queimará."

Os pecados dos líderes requeriam o oferecimento de um bode. O sangue era

aspergido somente uma vez, e o restante era vertido ao redor do altar como com

o oferecimento queimado.
Os pecados do povo requeriam animais fêmeas, cabras, cordeiros, rolas, ou

pombos e no caso de ser muito pobre, um oferecimento de grãos era aceitável

só como um oferecimento de manjares.

Os pecados não intencionais eram difíceis identificar e poderiam acontecer a

qualquer hora, e então os sacerdotes trabalhavam de perto como mediadores

com Deus e o povo, e instruíam as pessoas sobre como eles buscariam ao

Senhor. No caso de qualquer pecado cuja oferta não foi trazida diante do Senhor,

havia ofertas para a nação e para o sumo sacerdote que os cobriam de um modo

coletivo. No Dia da Expiação, o sumo sacerdote aspergia sangue no propiciatório

para os seus próprios pecados e pelos pecados da nação.

TIPO DE CRISTO: Esta oferta prefigurava nosso perdão por meio do sangue de

Cristo (Hebreus 9:12-14; 1 Joao 1:9).

5. As Ofertas pela Culpa

A Oferta pela culpa era bem parecida com a oferta pelo pecado, mas a diferença

principal era que a oferta pela culpa era uma oferta em dinheiro para pecados de

ignorância relacionados à fraude. Por exemplo, se alguém enganasse sem

querer a outro por dinheiro ou propriedade, o sacrifício dele devia era ser igual à

quantia levada, mais um quinto para o sacerdote e para o ofendido.


Lev 6:5-7 " Ou tudo aquilo sobre que jurou falsamente; e o restituirá no seu todo,

e ainda sobre isso acrescentará o quinto; àquele de quem é o dará no dia de sua

expiação. E a sua expiação trará ao SENHOR: um carneiro sem defeito do

rebanho, conforme à tua estimação, para expiação da culpa trará ao sacerdote;

E o sacerdote fará expiação por ela diante do SENHOR, e será perdoada de

qualquer das coisas que fez, tornando-se culpada. "

TIPO DE CRISTO: O pecador tinha primeiro que reconhecer o seu erro. Depois,

quando levava a oferta, devia apresentar ao sacerdote o pagamento total do seu

débito para com o ofendido, com acréscimo de um quinto. Uma vez feito o

pagamento, a divida ficava quitada e o ofertante recebia pleno perdão. Cristo e

a nossa oferta pelo pecado (Isaías 53:10). Ele não só aceitou o castigo pelo

pecado, como também nos deu a Sua justiça (2 Coríntios 5:21).


NÚMEROS

RESUMO: O livro de Números registra a peregrinação do povo de Israel no deserto,

após o Êxodo do Egito rumo à Terra Prometida, tal qual um diário dos primeiros dias da

aliança entre Javé e os hebreus. O nome hebraico do livro é “No deserto”, tirado do

primeiro versículo. O livro destaca a rebelião do povo e as provações durante a jornada

no deserto. O nome “Números” vem da tradução grega do Antigo Testamento referente

ao recenseamento do povo mencionados nos capítulos 1 e 26.

ESBOÇO:

. Instruções para a viagem do Sinai 1.1-10.10

Relato sobre a tomada do censo 1.1-4.9

1) Censo militar 1.1-2.34

2) Censo não militar: levitas 3.1-4.49

Instruções e relatos adicionais 5.1-10.10

1) Cinco instruções 5.1-6.27

2) Ofertas dos líderes 7.1-89

3) Levitas dedicados 8.1-26


4) Segunda Páscoa 9.1-14

5) Direção pela nuvem e fogo 9.15-23

6) As trombetas de prata 10.1-10

II. Relato da viagem do Sinai 10.11-36.13

Rebelião e punição da primeira geração 10.11-25.18

1)Relato da primeira marcha do Sinai 10.11-36

2) Queixas do povo 11.1-3

3) Ansiando por carne 11.4-35

4) Desafio para Moisés 12.1-16

5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.1-14.45

6) Instruções relacionadas às ofertas 15.1-41

7) Desafios à autoridade de Arão 16.1-18.32

8) Leis da purificação 19.1-22

9) A morte de Miriã e Arão 20.1-29

10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21.1-35

11) Balaque e Balaão 22.1-25.18

Preparo da nova geração 26.1-36.13


1) Um novo censo 26.1-65

2) Instruções relacionadas à herança, ofertas e votos 27.1-30.16

3) Vingança sobre os midianitas 31.1-54

4) As tribos da Transjordânia 32.1-42

5) Itinerário do Egito até Moabe 33.1-49

6) Instruções para a ocupação de Canaã 33.50-36.13

TIPOS MESSIÂNICOS:

· Moisés fere a rocha, 20:7-11.

· A serpente de bronze, 21:6-9.

· As cidades de refúgio, cap. 35.


DEUTERONÔMIO

RESUMO: Deuteronômio tem os sermões, as pregações, os discursos e os

conselhos últimos de Moisés. São os conselhos da sua despedida. Moisés deu

estes ensinos ao povo de Deus um pouco antes da sua morte. A geração velha

que saiu do Egito 40 anos atrás tinha morrido ou ia morrer em poucos dias. A

nova geração ia entrar em pouco tempo na terra prometida, e por isso Moisés

deu uma revisão da história hebraica e da lei e dos ensinos de Deus. O tema de

Deuteronômio é a Fidelidade de Deus e a Obediência do homem.

Deuteronômio: Segunda Lei/ Repetição da Lei

TIPOS MESSIÂNICOS:

- Cristo como realidade para onde Moisés apontava;

“O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos,

como eu; a ele ouvireis; Conforme tudo o que pediste ao Senhor teu Deus em

Horebe, no dia da assembleia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do Senhor meu

Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. Então

o Senhor me disse: Bem falaram naquilo que disseram. Eu lhes levantarei um

profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua

boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E acontecerá que qualquer

que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei

dele.” Dt.18.15-19
- Israel pela obediência deveria ser uma luz para as nações. Cristo em sua

obediência é a luz que Israel não chegou a ser;

- Moisés, em sua intercessão, representa Cristo, aplacando a ira de Deus pelo

pecado do povo e destruindo o pecado;

“E olhei, e eis que havíeis pecado contra o Senhor vosso Deus; vós tínheis feito

um bezerro de fundição; cedo vos desviastes do caminho que o Senhor vos

ordenara.

Então peguei das duas tábuas, e as arrojei das minhas mãos, e as quebrei

diante dos vossos olhos.

E me lancei perante o Senhor, como antes, quarenta dias, e quarenta noites;

não comi pão e não bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis

cometido, fazendo mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira.

Porque temi por causa da ira e do furor, com que o Senhor tanto estava irado

contra vós para vos destruir; porém ainda por esta vez o Senhor me ouviu.

Também o Senhor se irou muito contra Arão para o destruir; mas também orei

por Arão ao mesmo tempo.

Porém eu tomei o vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, e o queimei a

fogo, e o pisei, moendo-o bem, até que se desfez em pó; e o seu pó lancei no

ribeiro que descia do monte.” Deuteronômio 9:16-21


“História da Salvação do Antigo Testamento” – Vern Sheridan Poythress

“Antigo Testamento – História de Israel” – Gilvan Nascimento

Bíblia de Estudo Genebra

https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/w20150315/tipos-antitipos/

http://www.jesusnet.org.br/tabernaculo/5ofertas.htm

http://bbliadeestudos.blogspot.com.br/2011/06/esboco-de-numeros.html