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AULA 4

Após descrever maravilhosamente Júpiter e a disposição dos demais deuses no Olimpo,


o narrador dá voz a Júpiter na estância 24:

24

"Eternos moradores do luzente

Estelífero pólo, e claro assento,

Se do grande valor da forte gente

De Luso não perdeis o pensamento,

Deveis de ter sabido claramente,

Como é dos fados grandes certo intento,

Que por ela se esqueçam os humanos

De Assírios, Persas, Gregos e Romanos.

Júpiter começa afirmando que os deuses já devem saber dos feitos portugueses, e que
esse intento é tão grandioso que, se realizado com a anuência dos deuses, fará com que
os feitos de grandes civilizações antigas sejam esquecidos.

25

"Já lhe foi (bem o vistes) concedido

C'um poder tão singelo e tão pequeno,

Tomar ao Mouro forte e guarnecido

Toda a terra, que rega o Tejo ameno:

Os deuses já tiveram como exemplo dos feitos portugueses quando, com tão parcos
recursos, venceam e expulsaram os muçulmanos de suas terras, aumentando assim seu
território.

Pois contra o Castelhano tão temido,

Sempre alcançou favor do Céu sereno.

E assim como vencedor nas batalhas contra os mouros durante a Reconquista, obteve a
vitória contra os castelhanos na batalha de Aljubarrota.

Assim que sempre, enfim, com fama e glória,

Teve os troféus pendentes da vitória.

26

"Deixo, Deuses, atrás a fama antiga,


Que coa gente de Rómulo alcançaram,

Continuando a retomar os feitos portugueses, Júpiter retrocede ainda mais,


relembrando que esse povo alcançou vitória contra a “gente de Rômulo”, ou seja, os
romanos, que têm por lenda a fundação de Roma por

Quando com Viriato, na inimiga

Guerra romana tanto se afamaram;

Aqui corre a primeira referênciaao que se pode chamar de primeiro herói dos
portugueses: Viriato, chefe dos lusitanos no século II a.C, que resistiu à dominação
romana e que alcançou notável sucesso, sendo por fim traído e morto.

Também deixo a memória, que os obriga

A grande nome, quando alevantaram

Um por seu capitão, que peregrino

Fingiu na cerva espírito divino.

O segundo grande exemplo de resistência contra o domínio romano é Quinto Sertório,


pretor romano que, mudando de lado, tornou-se chefe dos lusitanos. Diz-se que este
grande militar tinha domesticada uma cerva, que atribuía a ela poderes divinos.

O discurso de Júpiter segue até o fim da estância 29. Podemos resumir do seguinte
modo as palavras de Júpiter: Depois de dar amostras de tantos feitos gloriosos, podeis
ver os portugueses atravessarem mares desconhecidos por outros povos, tanto
navegaram que rumam agora em direção ao nascer do Sol, o Oriente. O destino, que
não pode ser mudado, prometeu êxito a esse povo em suas conquistas. Como vistes os
desafios vencidos que o mar impõe a esses navegadores, determino que sejam bem
recebidos na costa africana para que possam, após breve descanso, seguir sua rota.

30

Estas palavras Júpiter dizia,

Quando os Deuses por ordem respondendo,

Na sentença um do outro diferia,

Razões diversas dando e recebendo.

Após ouvir as palavras de Júpiter, os deuses divergem em opinião sobre os feitos


portugueses.

O padre Baco ali não consentia

No que Júpiter disse, conhecendo

Que esquecerão seus feitos no Oriente,

Se lá passar a Lusitana gente.


31

Ouvido tinha aos Fados que viria

Uma gente fortíssima de Espanha

Pelo mar alto, a qual sujeitaria

Da índia tudo quanto Dóris banha,

E com novas vitórias venceria

A fama antiga, ou sua, ou fosse estranha.

Altamente lhe dói perder a glória,

De que Nisa celebra inda a memória.

Logo, entra em destaque a voz de Baco, deus do vinho, que receia que deixe de ser
cultuado na Índia, terra conquistada por ele. Dando ouvido aos fados, percebe que os
portugueses são aqueles que trariam aos seus domínios novos costumes, como em Nisa,
cidade indiana que teria sido fundada por Baco. Eis porque Baco se opõe à empreitada
portuguesa.

33

Sustentava contra ele Vénus bela,

Afeiçoada à gente Lusitana,

Por quantas qualidades via nela

Da antiga tão amada sua Romana;

Já Vênus, que teve como um dos principais nomes na origem da fundação de Roma seu
filho Enéias, herói da Eneida de Virgílio, apoia os portugueses por ver neles
semelhanças com os romanos.

Nos fortes corações, na grande estrela,

Que mostraram na terra Tingitana,

E na língua, na qual quando imagina,

Com pouca corrupção crê que é a Latina.

Assim como os romanos, os portugueses tinham grande sorte nos seus feitos, como
ocorreu na terra Tingitana, ou seja, na atual Mauritânia, região de passagem frequente
dos portugueses após o domínio de navegação do Atlântico. Sobre a língua, Vênus sabe
que o português provém do latim, que com poucas mudanças transformou-se na língua
desse reino muito parecido com o império romano, aos olhos da deusa do amor.

Após as duas opiniões antagônicas, Marte, que aparece em imagem fabulosa: com um
elmo de diamante, um escudo sobre o colo e um bastão bate no solo com tamanha
violência que o Sol, personificado por Apolo empalideceu-se com seu poder.
38

E disse assim: "Ó Padre, a cujo império

Tudo aquilo obedece, que criaste,

Se esta gente, que busca outro hemisfério,

Cuja valia, e obras tanto amaste,

Não queres que padeçam vitupério,

Como há já tanto tempo que ordenaste,

Não ouças mais, pois és juiz direito,

Razões de quem parece que é suspeito.

Nessa fala de Marte, observamos que de modo impositivo, porém respeitoso, pede a
Júpiter para que faça valer sua sentença, já que o destino diz que estes serão
conquistadores do Oriente e que seus feitos agradam a Júpiter, que o pai dos deuses
não ouça as demais opiniões, pois alguns (no caso, Baco) podem estar advogando em
causa própria.

Consentindo com o que disse Marte, Júpiter dissolve o concílio do deuses agradando
Vênus e Marte.

42

Enquanto isto se passa na formosa

Casa etérea do Olimpo onipotente,

Cortava o mar a gente belicosa,

Já lá da banda do Austro e do Oriente,

Entre a costa Etiópica e a famosa

Ilha de São Lourenço; e o Sol ardente

Queimava então os Deuses, que Tifeu

Co’o temor grande em peixes converteu.

A narração agora vai definitivamente para os navegadores portugueses, que já navegam


ao mês de fevereiro no litoral sudeste da África (austro e Oriente), entre a Etiópia e a
ilha de São Lourenço (Madagascar).

43-50,6

Navegam os portugueses pela região atual da fronteira de Moçambique e da Tanzânia.


Vasco da Gama imagina que a terra é desabitada e decide seguir viagem. No entanto,
logo aparecem pequenas embarcações para estabelecer o primeiro contato com os
portugueses. Após se aproximarem, o narrador descreve as embarcações, a cor dos
nativos, as vestes e as armas que portavam. Após os portugueses aportarem, os nativos
sobem a bordo e recebem um banquete dos portugueses. Em língua árabe perguntam
aos portugueses de onde vinham, que respondem:

"Os Portugueses somos do Ocidente,

Imos buscando as terras do Oriente.

51

"Do mar temos corrido e navegado

Toda a parte do Antártico e Calisto,

Toda a costa Africana rodeado,

Diversos céus e terras temos visto;

Mais uma vez Camões situa as ações e intuitos a partis dos pontos cardeais: Afirma que
os nautas vão do Ocidente em direção ao Oriente, e que navegaram de Calisto
(personagem da mitologia grega que foi transformada por Zeus na constelação Ursa
Maior e, pela localização dessa constelação, representação do polo norte) até o
Antártico, contornando o imenso continente africano.

Dum Rei potente somos, tão amado,

Tão querido de todos, e benquisto,

Que não no largo mar, com leda fronte,

Mas no lago entraremos de Aqueronte.

Após descrever o roteiro da viagem, afirmam vir por ordem de um rei (no caso o rei D.
Manuel) tão amado que se fosse preciso navegariam pelo Aqueronte, um dos quatro
rios do Inferno.

52

"E por mandado seu, buscando andamos

A terra Oriental que o Indo rega;

E por ordem desse rei buscam a Índia, terra banhada pelo sagrado rio Indo.

Por ele, o mar remoto navegamos,

Que só dos feios focas se navega.

Na época de Camões, foca era um substantivo comum de dois gêneros.

Mas já razão parece que saibamos,

Se entre vós a verdade não se nega,

Quem sois, que terra é esta que habitais,


Ou se tendes da Índia alguns sinais?"

Por fim, perguntam aos nativos que terra é aquela que habitam e se têm informações
sobre a Índia.

53-64

Após informar sobre a região que habitam, os nativos de Moçambique prometem um


piloto que auxilie os portugueses para chegar à Índia. Após os nativos se retirarem, os
portugueses festejam a bordo as boas notícias. No dia seguinte, recebem a visita do
Regedor das ilhas da qual apareceram os nativos. Este recebe os agrados dos
portugueses de bom grado. Pergunta então o Regedor se os navegadores são da
Turquia, se seguidores da lei de Maomé ou se cristãos, como presume. Segue então a
resposta de Vasco da Gama

64,3

"Dar-te-ei, Senhor ilustre, relação

De mim, da Lei, das armas que trazia.

Nem sou da terra, nem da geração

Das gentes enojosas de Turquia:

Mas sou da forte Europa belicosa,

Busco as terras da Índia tão famosa.

Vasco da Gama reafirma orgulhosamente sobre suas origens: provêm da Europa e não
das enojosas gentes de Turquia. É explícito aqui e nas duas próximas estâncias que
Vasco da Gama aceita os muçulmanos em acordos de paz, mas se caso fosse necessário,
também poderia combater esses infiéis da sua crença.

65

A lei tenho daquele, a cujo império

Obedece ovisíbil e ínvisíbil

Aquele que criou todo o Hemisfério,

Tudo o que sente, e todo o insensíbil;

Que padeceu desonra e vitupério,

Sofrendo morte injusta e insofríbil,

E que do Céu à Terra, enfim desceu,

Por subir os mortais da Terra ao Céu.

Nessa estância brilhando Camões mostra pela boca de Vasco um poder de concisão e de
criação poética incrível. Praticamente reescreve o Credo, dizendo que sua nação está
sob a crença de Deus, senhor do visível e do invisível, mas que sofreu desonra ao
morrer ao vir à Terra, mas que descida de cristo dos Céus foi necessária para que as
almas para lá subissem. Há aqui então um jogo entre os movimentos contrários de
subida e descida, da glória na desonra, em consonância com o que o apóstolo Paulo diz
aos Coríntios, afirmando que a mensagem da cruz é loucura e escândalo para os gentios
porque não entendem que possa haver vitória na derrota.

66

Deste Deus-Homem, alto e infinito,

Os livros, que tu pedes não trazia,

Que bem posso escusar trazer escrito

Em papel o que na alma andar devia.

Este ser, que a nação de Vasco crê, não trazia livros, ou seja a Lei, pois em vez de trazer
sua mensagem escrita, a trazia na alma. É portanto não apenas em palavras, mas
também em atos que o Cristo agia.

Se as armas queres ver, como tens dito,

Cumprido esse desejo te seria;

Como amigo as verás; porque eu me obrigo,

Que nunca as queiras ver como inimigo."

Com uma afirmação de força e superioridade, mostra as armas pedidas pelo Regedor,
advertindo que é melhor vê-las como amigo do que como inimigo.

69-73

O Regedor, porém, fingia agradar-se do discurso de Vasco, mas secretamente ia


alimentando ódio aos portugueses. Acatou com se fosse do seu agrado ao pedido de
Vasco da Gama para que cedesse a ele um capitão que o auxiliasse a chegar à Índia.
Após retirar-se novamente para terra, enfiou-se em seus aposentos.

Baco, atento a tudo e ainda nutrindo ódio aos portugueses por explorarem o Oriente em
direção à Índia, diz para si que o fado determinava a conquista dos portugueses ao
alcançar a costa indiana, e ele, Baco, sofrerá o esquecimento do povo indiano que tanto
o adorava. Já Alexandre Magno e Trajano alcançaram as fronteiras da Índia, e agora
Baco vê um novo sucesso, maior ainda.

76

"Não será assi, porque antes que chegado

Seja este Capitão, astutamente

Lhe será tanto engano fabricados

Que nunca veja as partes do Oriente.


Baco promete tramar tantas emboscadas para os portugueses a fim de que esses não
cheguem de alguma forma a ver o Oriente.

Eu descerei à Terra, e o indignado

Peito revolverei da Maura gente;

Porque sempre por via irá direita

Quem do oportuno tempo se aproveita."

E promete incitar os muçulmanos contra os portugueses.

É importante lembrar que Baco é o deus da metamorfose, do êxtase e do entusiasmo. E


é usando desses artifícios que desce à terra na forma de um velho sábio, muito
conhecido do Regente e planta intrigas ao Regedor, e o aconselha a formular uma
cilada aos portugueses quando esses desembarcarem, e, caso esse primeiro ardil não
funcione, enviar aos navegadores um piloto que os leve à nações inimigas, para que
sejam ali vencidos e mortos.

Após a emboscada em Moçambique, os portugueses revidam impetuosamente, atirando


contra os nativos, que fogem desesperadamente.

Em consonância às ideias de Baco, o Regedor oferece, como se simulando um acordo de


paz um falso piloto, que tem como missão levar os portugueses para Quíloa, onde não
seriam bem recebidos.

Mas ao observar o desvio dos portugueses, Vênus intercede em favor desses:

100

Para lá se inclinava a leda frota;

Mas a Deusa em Citere celebrada,

Vendo como deixava a certa rota

Por ir buscar a morte não cuidada,

Não consente que em terra tão remota

Se perca a gente dela tanto amada.

E com ventos contrários a desvia

Donde o piloto falso a leva e guia.

Observando a má intensão e a certa derrota dos portugueses se desembarcassem em


Quíloa, a deusa desvia a rota marítima com ventos. Mas novamente o falso piloto traça
um plano e afirma a Vasco da Gama:

101,4

Lhe diz que, pois as águas discorrendo


Os levaram por força por diante,

Que outra ilha tem perto, cuja gente

Eram Cristãos com Mouros juntamente.

Afirma que em outra terra cristãos e muçulmanos convivem pacificamente.

102

Também nestas palavras lhe mentia,

Como por regimento enfim levava,

Que aqui gente de Cristo não havia,

Mas a que a Mahamede celebrava.

Porém, apenas muçulmanos ferozes se encontravam nessa localidade.

O Capitão, que em tudo o Mouro cria,

Virando as velas, a ilha demandava;

Mas, não querendo a Deusa guardadora,

Não entra pela barra, e surge fora.

Vasco da Gama, acreditando no piloto, chega nessa nova localidade, mas Vênus
novamente não permite que as embarcações portuguesas adentrem na baía, em
Mombaça. O rei de Mombaça, perfidamente convida os para o desembarque na barra.

Encerra-se, então Canto I com uma reflexão do autor sobre a vida humana e seus
perigos:

105

O recado que trazem é de amigos,

Mas debaixo o veneno vem coberto;

Que os pensamentos eram de inimigos,

Segundo foi o engano descoberto.

Ó grandes e gravíssimos perigos!

Ó caminho de vida nunca certo:

Que aonde a gente põe sua esperança,

Tenha a vida tão pouca segurança!


As mentiras, as incertezas e os enganos não nos garantem nada nessa vida. Muitos são
os perigos, pois temos de trilhar caminhos tortuosos sem saber qual o seu verdadeiro
destino.

106

No mar tanta tormenta, e tanto dano,

Tantas vezes a morte apercebida!

Na terra tanta guerra, tanto engano,

Tanta necessidade avorrecida!

Onde pode acolher-se um fraco humano,

Onde terá segura a curta vida,

Que não se arme, e se indigne o Céu sereno

Contra um bicho da terra tão pequeno?

Onde podemos nos assegurar contra tão terríveis males, já que o ser humano é um ser
tão frágil e tão pequeno perante a imensidão do mundo e as implacáveis forças da
natureza?

1. Sobre o pronunciamento de Júpiter, podemos perceber que:


a) O pai dos deuses mantém um tom impositivo aos demais deuses, buscando
reafirmar sua autoridade pela força e pela intimidação àqueles que não
cumprirem suas ordens.
b) O pai dos deuses mantém um tom conciliador, apesar de imponente, buscando
ressaltar as virtudes portuguesas e ratificar sucesso da empreitada portuguesa
no Oriente.
c) O pai dos deuses procura ouvir os argumentos dos deuses interessados nas
navegações portuguesas, e por fim define a sua sentença em favor de Baco.
d) O pai dos deuses afirma que, apesar da grandeza dos feitos portugueses, esses
feitos não são mais grandiosos que os dos gregos e romanos, que o cultuavam
como o maior dos deuses.
2. Nas estâncias 30 e 31 o poeta explica o motivo de Baco ser contra a navegação
dos portugueses:
a) Por ser cultuado por gregos e romanos, Baco não deseja que os feitos
heroicos desses povos sejam esquecidos em virtude dos feitos portugueses
no Oriente.
b) Por ser um deus pagão, Baco é contra os portugueses, pois estes cultuam a fé
cristã, e não o mundo politeísta romano ao qual Baco e os demais deuses do
Olimpo estão inseridos.
c) Por ressentimento aos portugueses, já que estes buscaram novas terras,
desprezando sua pátria que teve como primeiro habitante Luso, filho de
Baco, e que deu o nome de lusitanos aos habitantes daquela região.
d) Por temer que os portugueses conquistem a Índia, local que segundo a
tradição foi conquistado por Baco, que era adorado em Nisa e em outras
cidades indianas.

3. Após a fala de Marte, Júpiter decide que:


a) Todos os deuses têm razão em seus argumentos e deixa para que o destino
decida qual será o futuro dos portugueses.
b) Baco está correto e permite que o deus defenda seus interesses, desde que
não peça ajuda de Netuno, deus dos mares.
c) O destino português é a conquista do Oriente, como argumentaram Vênus e
Marte. Sendo assim, decide o pai dos deuses pela manutenção do destino
favorável aos navegadores lusitanos.
d) O destino humano não compete aos deuses do Olimpo, mas ao Deus único
cristão, deixando a cargo Deste o destino português.

4. Traçado o destino português, Baco:


a) Descumpre a sentença de Júpiter e metamorfoseia-se em um velho sábio
que aconselha o Regedor de Moçambique a preparar uma cilada aos
portugueses.
b) Acata a sentença do pai dos deuses com receio de que caia sobre ele a ira de
Júpiter se descumprir o que foi acordado no concílio dos deuses.
c) Descumpre a sentença de Júpiter, metamorfoseando-se em cristão para que
os portugueses que investigassem a ilha de Moçambique imaginassem que
lá conviviam muçulmanos e cristãos pacificamente.
d) Descumpre a sentença de Júpiter, confundindo o navegador português para
que dirigisse os portugueses para um território hostil.

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