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Faculdade UnYLeYa

Clínica Médica de Pequenos Animais


Gabriele de Menezes Borges

UROLITÍASE EM GATOS: CAUSAS, PREVENÇÃO E


TRATAMENTO.

Ibicuí/BA
2019
Faculdade UnYLeYa
Clínica Médica de Pequenos Animais
Gabriele de Menezes Borges

Cálculo Urinário em Gatos: Causas, Prevenção e Tratamento.

Artigo apresentado à
Faculdade UnYLeYa como parte integrante
do conjunto de tarefas avaliativas da disciplina
Trabalho de Conclusão de Curso.
Jefferson Bruno Pereira Ribeiro

Ibicuí/BA
2019
Sumário

1. INTRODUÇÃO ................................................................................... 4

2. REVISÃO DE LITERATURA .................................................................. 5

2.1 Etiopatogenia e epidemiologia........................................................ 5

2.2 Urólitos em gatos e suas características .......................................... 6

2.2.1 Estruvita ................................................................................ 6

2.2.2 Oxalato de cálcio .................................................................... 7

2.2.3 Urato .................................................................................... 7

2.2.4 Fosfato de cálcio ..................................................................... 8

2.2.5 Cálculos de Xantina................................................................. 8

2.2.6 Urólitos de sangue seco solidificado .......................................... 8

2.3 Sinais clínicos .............................................................................. 8

2.4 Diagnóstico ................................................................................. 9

2.4.1 Exame físico ........................................................................ 10

2.4.2 Exames laboratoriais ............................................................. 10

2.4.2.1 Hemograma ................................................................... 10

2.4.2.2 Bioquímica sérica ............................................................ 10

2.4.2.3. Urinálise ....................................................................... 11

2.4.2.4 Cultura urinária............................................................... 11

2.4.2.5 Análise do cálculo ............................................................ 11

2.4.3 Radiografia e ultrassonografia ................................................ 12


2.5 Tratamento ............................................................................... 12

2.6 Prevenção ................................................................................. 14

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................ 14

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................... 15


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1. INTRODUÇÃO

A urolitíase é uma doença do trato urinário caracterizada pela formação de cálculo, que
por sua vez, pode levar a obstrução do sistema urinário e que se não tratada logo pode
levar o animal ao óbito.

Na rotina da clínica de pequenos animais evidencia-se o elevado número de felinos


acometidos por cálculos urinários, o que torna o estudo do assunto muito importante. O
que nos leva a questionar: quais as causas que levam a urolitíase?

Segundo Rosa (2013), os tipos de cálculos que mais afetam os gatos são estruvita e
oxalato de cálcio, onde o manejo alimentar apresenta um papel importante em sua
formação.

O objetivo geral deste projeto é realizar uma revisão de literatura evidenciando quais as
principais causas da formação do cálculo urinário em felinos, bem como, tratamento e
prevenção, tendo como objetivos específicos: identificar quais os tipos de cálculos mais
comuns nos gatos; quais fatores levam ao aparecimento dos cálculos; verificar quais os
tipos de tratamento; e identificar quais as principais formas de prevenção.

A importância desta revisão é que ele servirá para identificar e tratar de forma mais
eficiente os animais acometidos desse mal, e também, a fornecer a orientação
adequada aos proprietários desses animais quanto a melhor forma de prevenção.
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2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Etiopatogenia e epidemiologia

A urolitíase é conhecida pela formação de cálculos ou urólitos. Estes, por sua vez, são
formados a partir do acúmulo de cristais de sais inorgânico, sais orgânicos, bem como
outros materiais, que se aglomeram quando a urina se trona supersaturada. Quando
um urólito é formado, em sua maioria, por um tipo de cristaloide recebe o nome desse
cristal (CARLTON, W. W. & McGAVIN, M. D. 1998; ROSA, P. P., 2013; RICK, G. W. et
al.2017).

Os fatores de risco para a formação dos urólitos incluem: raça, sexo, pH urinário,
infecções bacterianas recorrentes, ingestão de água e a dieta (RICK, G. W. et al, 2017).

Os felinos, de modo geral, apresentam urina mais saturada, devido a menor ingestão
de água por conta da sua adaptação desértica. Os machos, por sua vez, tem mais
chances de obstruir a uretra, o que está relacionado ao fato de apresentarem um
afunilamento da uretra em direção à extremidade do pênis, desse modo a frequência
dos machos com cálculos em clínicas veterinárias são maiores que a das fêmeas.
Quando esta obstrução ocorre é denominada urolitíase obstrutiva, ocorrendo acúmulo
de urina na bexiga, podendo acarretar em inflamação, hidronefrose, uremia pós-renal e
até morte, quando não tratada rapidamente (ROSA, P. P., 2013; CARVALHO, M. B.,
2008; COSTA, F. V. A., 2009; RICK, G. W. et al, 2017).

Os tipos de urólitos que mais afetam os felinos são os de estruvita (hexaidrato de


fosfato triplo magnesiano) ou oxalato de cálcio, com incidência maior de estruvita,
observado em um estudo em 2008 na América do Norte (ROSA, P. P., 2013).
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Os urólitos podem ser classificados quanto à localização em nefrólitos, ureterólitos,


cálculos vesicais e uretrólitos, podendo se apresentar com aspecto liso, piramidais ou
de acordo com a estrutura interna dos cristais que os formam (ROSA, P. P., 2013).

2.2 Urólitos em gatos e suas características

2.2.1 Estruvita

Os urólitos de estruvita ou hexaidrato de fosfato triplo magnesiano são formados na


presença de urina supersaturada com fosfato, amônio e magnésio. Ao contrário do que
ocorre em cães, nos gatos a formação deste cristal não esta relacionada à infecção do
trato urinário por bactérias produtoras de uréase, sendo que a urina se apresenta estéril
em aproximadamente 95% dos casos, mas pela urina concentrada e alcalina, além de
deita com excesso de minerais calculogênicos, em especial magnésio e fosforo,
resultando em uma elevada excreção de minerais pela urina. (COSTA, F. V. A., 2009;
MONFERDINI & OLIVEIRA, 2009; ARIZA, P. C., 2012).

O cálculo de estruvita é o mais observado em felinos, cerca de 78% em 1981 e 50% em


2007. Embora, com o uso de dietas acidificantes com restrição do teor de magnésio,
para controlar os cálculos de estruvita, resultou em um aumento do número de casos
dos cálculos formados por oxalato de cálcio, que inicialmente era de 2% no ano de
1981 e passou para 39% no ano de 2007, com pico de 55% em 2002, segundo um
estudo realizado em 2008 nos Estados Unidos, onde foi analisada a composição de
cálculos urinários de gatos desde 1981 a 2007 (ROSA, P. P., 2013).
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2.2.2 Oxalato de cálcio

O cálculo de oxalato de cálcio é o segundo tipo mais predominante encontrado em cães


e gatos, tendo como fatores predisponentes sexo masculino, idade avançada, urina
ácida, hipercalcemia, heperadrenocorticismo e dieta com alta concentração proteica e
baixo índice de sódio. A formação deste tipo de calculo ocorre em urina com
supersaturação de cálcio e ácido oxálico e acidúria significativa (pH urinário < 6.2)
(COSTA, F.V.A, 2009; MONFERDINI & OLIVEIRA, 2009; ARIZA, P.C.,2012; RICK, G.
W. et al, 2017).

A urolitíase por oxalato de cálcio ocorre, geralmente, em animais de 7 a 10 anos de


idade com recidiva frequente sem associação a infecções bacterianas e a prevalência
desse cálculo vem aumentando ao longo dos anos, principalmente, pelo uso de
acidulantes nas rações comerciais a fim de prevenir a formação de cristais de estruvita
(COSTA, F.V.A, 2009).

2.2.3 Urato

A ocorrência dos urólitos de urato de amônio está associada a felinos portadores de


doenças hepáticas, especialmente desvio portossistêmico, urina ácida, dietas ricas em
proteínas, infecção bacteriana que levem ao aumento da quantidade de amônia na
urina e acidose metabólica. No entanto, as causas de formação deste tipo de urólito
ainda não foram estabelecidas (COSTA, F.V.A., 2009, ARIZA, P.C, 2012; RICK, G. W.
et al, 2017).

Os cálculos de urato são, geralmente, encontrados na bexiga e/ou na uretra, sendo


menos comum nos rins e ureteres. As raças Mau Egípcio, Birmanês e Siamês parecem
ter predisposição genética para este tipo de cálculo (ARIZA, P.C., 2012; RICK, G. W.
et al, 2017).
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2.2.4 Fosfato de cálcio

Os fatores de riscos associados a presença dos cálculos de fosfato de cálcio são: urina
alcalina, presença de fosfato na urina e infecções do trato urinário ocasionadas por
bactérias produtoras de uréase. Sua ocorrência é rara, geralmente o fosfato de cálcio é
mais encontrado como componente de outros cálculos. Algumas enfermidades, como
hiperparatireoidismo primário, desordens hipercalcêmica, intoxicação por vitamina D e
excesso de cálcio na dieta também são consideradas como fatores predisponentes
(ARIZA, P.C., 2012; RICK, G. W. et al, 2017).

2.2.5 Cálculos de Xantina

São raros em gatos, sendo secundário à administração de alopurinol, que diminui a


concentração de ácido úrico e aumenta a concentração de xantina na urina. São
radioluscentes e podem recidivar (COSTA, F.V.A., 2009; ARIZA, P.C., 2012).

2.2.6 Urólitos de sangue seco solidificado

Os cálculos de sangue seco solidificado apresenta patogênese desconhecida.


Geralmente os animais acometidos apresentam hematúria intensa. Ao contrário dos
demais cálculos, não apesenta material cristalino e, também, não são coágulos
sanguíneos gelatinosos. Podem aparecer em qualquer parte do trato urinário e não são
identificados por radiografia simples e ultrassonografia (COSTA, F.V.A., 2009; ARIZA,
P.C., 2012).

2.3 Sinais clínicos

Os sinais clínicos dependem da localização do urólito. Em casos de cálculos vesicais o


animal pode ser assintomático ou apresentar inflamação ou infecção na bexiga. Na
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presença de nefrólitos, o animal pode não apresentar sintomas ou apresentar hematúria


indolor e sinais de pielonefrite (febre, anorexia, letargia, dor no flanco, poliúria e
polidipsia. Animais que apresentam cálculo ureteral apresentam sinais clínicos
inespecíficos, porém nos casos de obstrução ureteral observa-se azotemia mesmo
quando a obstrução é unilateral. Quando há presença de cálculo uretral o animal pode
apresentar obstrução uretral, inflamação da uretra, disúria, hematúria e aumento da
frequência de micção (ROSA, P. P., 2013).

No geral os sinais observados em gatos acometidos de urolitíase são: polaciúria (urinar


diversas vezes e em pequenas quantidades), disúria (dor e dificuldade para urinar),
hematúria (presença de sangue na urina), abdômen distendido, lambedura do pênis,
estrangúria (esforço para urinar) e, em alguns casos, anúria excretória (quando os rins
produzem a urina, mas não é expelida do corpo, geralmente por obstrução da uretra)
(CARLTON, W. W. e McGAVIN, M. D., 1998; COSTA, F. V. A., 2009).

Nos casos em que há obstrução completa do trato urinário inferior, quando não
solucionado o quadro resulta em azotemia, hipercalemia, uremia e acidose metabólica,
podendo levar a morte súbita. Podendo ocorrer ainda, como complicação, pielonefrite
ascendente e doença renal crônica (ROSA & QUITZAN, 2011; SILVA, A. S., 2018).

2.4 Diagnóstico

O diagnóstico da urolitíase pode ser feito através do histórico do animal e exame físico
seguidos de imagens radiológicas, ultrassonografia abdominal e exames laboratoriais
(RICK G. W. et al., 2017).
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2.4.1 Exame físico

Ao exame físico pode ser observado aumento e sensibilidade da bexiga, dor na região
renal, dor abdominal e, em alguns casos, presença de cálculos palpáveis (ARIZA, P.C.,
2012).

2.4.2 Exames laboratoriais

Dentre os exames laboratoriais deve ser solicitado hemograma, bioquímica sérica,


urinálise, cultura urinária e análise dos cálculos (ROSA, P.P, 2013).

2.4.2.1 Hemograma

Ao realizar o hemograma pode ser detectado respostas sistêmicas inerentes a urolitíase


como: bacteremia e leucocitose nos casos de uretrólitos com obstrução parcial ou
completa; e leucocitose com desvio a esquerda nos casos de pielonefrite e pionefrose
ocasionadas por complicações da urolitíase. Nos casos menos complicados geralmente
não há alterações no hemograma (ROSA, P. P., 2013).

2.4.2.2 Bioquímica sérica

O perfil renal, ureia e creatinina, e o fósforo estarão aumentados quando há azotemia


decorrente de obstrução do trato urinário ou quando há destruição suficiente do
parênquima renal devido a hidronefrose bilateral, pionefrose e pieonefrite. Em animais
com urolitíase deve incluir dosagem da concentração de ureia, creatinina sérica,
eletrólitos séricos, cálcio e fósforo séricos, enzimas hepáticas, glicose e proteínas totais
(COSTA, F.V.A., 2009; ROSA, P.P., 2013).
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2.4.2.3. Urinálise

A urinálise é de grande importância quando há suspeita de urolitíase, é possível avaliar


pH urinário, presença de cristais, densidade e anormalidades sugestivas de inflamação
podendo esta associada com infecção (hematúria, proteinúria, piúria e aumento de
células epiteliais). Contudo, a urinálise é mal interpretada em muitos casos, já que
apenas a presença de cristais, geralmente, não tem significado diagnóstico, uma vez
que muitos urólitos possuem mais de um mineral em sua composição e a presença de
cristais na urina não significa que haja urólitos ou que estes, obrigatoriamente, se
formarão. Há ainda, se a amostra for armazenada ou refrigerada por algumas horas, o
risco dos cristais se formarem após a coleta, principalmente se a densidade urinária
estiver alta. Outro fator que leva a mal interpretação da urinálise é em relação ao pH,
pois ele se torna fisiologicamente alcalino após a alimentação (COSTA, F.V.A., 2009;
ARIZA, P.C.,2012).

2.4.2.4 Cultura urinária

A cultura urinária é indicada em casos em há evidências de piúria e bacteriúria na


urinálise. A coleta é feita por meio de cistocentese e a urina coletada deve ser
refrigerada a 4ºC caso o processamento laboratorial for demorar mais que 30 minutos.
Se o animal estiver em uso de antibióticos a urina só poderá ser coletada de 3 a 5 dias
após a suspensão do medicamento (COSTA, F.V.A., 2009; ROSA, P.P., 2013).

2.4.2.5 Análise do cálculo

A análise do cálculo é o que vai fornecer o diagnóstico definitivo, o prognóstico e a


melhor conduta terapêutica, pois é através dela que a composição dos urólitos será
avaliada. Sabe-se que vários urólitos podem conter mais de um cristal em sua
formação, por isso o núcleo do urólito deve ser analisado separadamente, sempre que
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possível, pois a causa desencadeante do urólito é sugerida pela composição de seu


núcleo (ROSA, P.P., 2013; RICK, G. W. et al, 2017).

2.4.3 Radiografia e ultrassonografia

Os exames de imagem têm como objetivo determinar a localização, número, densidade


e formato de urólitos, bem como anormalidades do trato urinário predisponentes ao
aparecimento do cálculo e adquirida quando há observação de obstrução. O aspecto
dos urólitos é influenciado pela composição mineral, tamanho, quantidade e
localização, sendo assim a radiopacidade varia de acordo com a composição e pode
mudar, nos casos de cálculos radiopacos, para radioluscente quando avaliados em
radiografias com contraste. Isto ocorre porque a maioria dos urólitos são mais
radiopacos que o corpo, mas menos radiopacos que o contraste (ROSA, P.P., 2013;
RICK, G. W. et al, 2017).

2.5 Tratamento

O tratamento da urolitíase varia de acordo com o tipo de cálculo e com o local onde
este está alojado. O tratamento baseia-se em avaliar e desfazer qualquer tipo de
obstrução, quando necessário. Entre os tratamentos mais comuns estão: o tratamento
cirúrgico, que consiste na exérese do cálculo; a terapia nutricional ocorre de forma mais
lenta e consiste da dissolução do urólitos pela diminuição ou aumento do pH urinário e
redução da eliminação urinária de minerais calculogênicos; e uso de determinados
fármacos (ROSA, P.P., 2013; ARIZA, P. C. et al., 2016).

O tratamento cirúrgico só é indicado em casos que não há a possibilidade de realizar o


deslocamento do cálculo por hidropropulsão, quando há anormalidades anatômicas,
quando a dissolução farmacológica não é possível ou quando os cálculos são muito
grandes a ponto de causar obstrução. Em casos de nefrólitos a remoção cirúrgica só é
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recomendada quando os cálculos são a causa de uma doença clinicamente


significativa, pois a nefrectomia acarreta destruição inevitável dos néfrons (ROSA, P.P.,
2013; RICK, G. W. et al, 2017).

O tratamento nutricional é imprescindível no manejo da urolitíase e é utilizado tanto


para a dissolução dos cálculos quanto para prevenção da formação de novos urólitos.
O paciente submetido a este tipo de terapia deve ser avaliado mensalmente com auxilio
de exames de imagem e urinálise. A dissolução do cálculo, por meio de dieta, não é
possível em alguns casos, como é o caso dos urólitos de oxalato de cálcio (RICK, G. W.
et al, 2017).

A dieta utilizada em animais portadores de urólitos de estruvita consiste em utilização


de alimentos com quantidade reduzida de magnésio e fósforo, baixo teor proteico, teor
elevado de sódio para aumenta a ingestão de água e de alta umidade que produza pH
menor que 6,8. A dissolução ocorre em tempo variável e o tratamento deve ser
continuado por até um mês após o desaparecimento dos cálculos nos exames de
imagem (ARIZA, P. C. et al., 2016; RICK, G. W. et al, 2017).

Os cálculos de oxalato de cálcio não são dissolvidos através de dieta, porém seu uso
tem por objetivo reduzir a supersaturação e densidade urinária e promover aumento da
concentração e atividade de inibidores de crescimento e agregação de cristais de
oxalato de cálcio, deste modo o tratamento dietético minimiza o crescimento e
recorrência de urólitos de oxalato de cálcio (ARIZA, P. C. et al., 2016).

O uso de antimicrobianos no tratamento da urolitíase é indicado nos casos em que a


urolitíase foi desenvolvida por infecção urinária bacteriana ou quando a infecção
urinária é secundária ao aparecimento dos cálculos (RICK, G. W. et al, 2017).

Existem outras técnicas utilizadas para eliminação de cálculos urinários, a


hidropropulsão e litotripsia. A primeira consiste em remover pequenos cálculos através
de uma pressão exercida, que a depender do tamanho do cálculo pode ser eliminado
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dos trato urinário inferior ou deslocado para a bexiga. A segunda consiste em


fragmentar os urólitos facilitando sua eliminação (ARIZA, P. C. et al., 2016).

2.6 Prevenção

A prevenção consiste, principalmente, na redução de substâncias urinárias


calculogênicas, através de reformulações de dietas, técnicas para estimular o consumo
de água, redução de peso em animais com sobrepeso, fármacos, entre outros. É
importante ressaltar que a prevenção deve ser implementada de acordo com o tipo de
calculo que acomete o animal (RICK, G. W. et al., 2017; ROSA, P. P., 2013; CARLTON,
W. W. e McGAVIN, M. D. 1998).

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muito são os fatores que influenciam o aparecimento da urolitíase em gatos, sendo


necessário o diagnóstico correto para identificação do tipo de cálculo que está
acometendo o animal, pois o sucesso do tratamento depende, principalmente, desta
análise. A alimentação adequada e a ingestão de água são a chave para o tratamento e
prevenção em determinados tipos de cálculos evitando, muitas vezes, a realização de
procedimento cirúrgico. A urolitíase pode levar a obstrução do trato urinário que se não
for corrigida logo, pode levar a complicações como doença crônica renal e morte.
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4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARIZA, P. C. Epidemiologia da Urolitíase em cães e gatos. 2012. 41f. Seminário


(pós-graduação em ciência animal). Universidade Federal de Goiás. Goiânia 2012.

ARIZA, P. C. et al. Tratamento da urolitíase em cães e gatos: abordagens não


cirúrgicas.2016. Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer. Goiânia, v.13,
n.23, p. 1314-1334.

CARLTON, W. W. & McGAVIN, M. D. Patologia veterinária especial de Thomson:


Sistema Urinário. 2ª edição. Editora Atmed, Porto Alegre. 228-260, 1998.

CARVALHO, M. S. Semiologia do sistema urinário. In: FEITOSA, F. L. F. Semiologia


veterinária: a arte do diagnóstico. São Paulo: ROCA. 2 ed. 2008. 427-448p.

COSTA, F. V. A. Contribuição ao estudo da doença do trato urinário inferior felino


(DTUIF) – Revisão de literatura. 2009. Medvep – Revista Científica de Medicina
Veterinária – Pequenos animais e animais de estimação. [S.l.] v. 7, n. 23, p. 448-463.

MONFERDINE, R. P. & OLIVEIRA, J. Manejo nutricional para cães e gatos com


urolitíase – revisão bibliográfica. 2009. Acta Veterinária Brasilica. v.3, n.1, p.1-4,
2009.

RICK, G. W. et al. Urolitíase em cães e gatos. 2017.PUBVET. [S.l.] v.11, n.7, p.705-
714.

ROSA, P. P. Urolitíase Causada por Oxalato de Cálcio em Felinos. 2013. 55f.


Monografia (Graduação de Medicina Veterinária). Universidade Federal do Rio Grande
do Sul. Porto Alegre. 2013.

ROSA, V. M. & QUITZAN, J. G. Avaliação retrospectiva das variáveis etiológicas e


clínicas envolvidas na doença do trato urinário inferior dos felinos (DTUIF). 2011.
Iniciação cientifica Cesumar. v.13, n.2, p. 103-110. 2011.
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SILVA, A. S. et al. Obstrução uretral em gatas. 2018. Acta Scientiae Veterinariae. 46


(suppl.1) 286. 2018. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/actavet/46-suple-
1/CR_286.pdf> Acessado em: 18/07/2018.

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