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Método Lógico para

CURSO

Redação Científica
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Site SOS CIÊNCIA

1
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Fone do Laboratório: 3345-7440

3
Método Lógico para
Redação Científica

Pensamento e método Científicos


Pensamento e método Científicos: o que é Ciência?

Ciência e Conhecimento

A palavra “ciência” (‘scientia’)


significa conhecimento. Seu objetivo
é conhecer nosso mundo, nosso
entorno e a nós mesmos.
A palavra “conhecimento” (do latin
‘cognoscere’) que significa saber.

Ciência = SABER
2
Pensamento e método Científicos: o que é Ciência?

O que é ciência?

Ciência é o sistema de conhecimento que


abrange verdades gerais ou a operação de
leis gerais especialmente obtidas e
testadas através do método científico.
Entretanto, essas generalizações podem
ser derrubadas no futuro.

3
Pensamento e método Científicos: o que é Ciência?

Distinções entre

Ciência, Filosofia,
Tecnologia e Religião

Buscam conhecimento, mas


com distintos fins e
métodos.

4
Pensamento e método Científicos: o que é Ciência?

A Ciência busca
generalizações e se
fundamenta na observação,
na experimentação, na
lógica e na imaginação.

5
Pensamento e método Científicos: o que é Ciência?

A Filosofia foca no estudo


do pensamento tentando
explicar como conhecemos
e pensamos: está
diretamente ligada à
Ciência.

6
Pensamento e método Científicos: o que é Ciência?

A TECNOLOGIA consiste na
aplicação do conhecimento
com um fim em particular.

E a RELIGIÃO?

A verdade absoluta!
7
Pensamento e método Científicos: o que é Ciência?

A Ciência ao longo da História:

da Idade Antiga aos dias atuais

Desafio!!!

Curso on line: Pensamiento Científico


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E o que é fazer Ciência?
8
Pensamento e método Científicos: o que é Ciência?

Fazer Ciência é…

…fazer estudo de caso para generalizar!

…produzir com qualidade e não em


quantidade!!

…é ser citado!!!

Vejam como é pobre nossa ciência...


10/24
Pensamento e método Científicos: Pesquisa científica

Como adquirir conhecimento?

INTUIÇÃO…

EXPERIMENTAÇÃO: Testar configurações


de sistemas de tratamento de efluentes.

RACIONALIZAÇÃO: Se f(x) = y², logo…

… FAZENDO PESQUISA CIENTÍFICA


10
Pensamento e método Científicos: Pesquisa científica

PESQUISA CIENTÍFICA

Atividade que utiliza a


metodologia e os
pressupostos científicos na
busca de respostas a
indagações.

11/24
Pesquisa científica

Para que seja ciência, é


necessário que o
conhecimento produzido
passe a pertencer ao
conjunto de
conhecimentos já
existentes
12
Pensamento e método Científicos: Pesquisa científica

4 Características do Método Científico

Base empírica
(baseado em evidências)

Amostragem
(o todo comporta como a parte observada)

13
Características do Método Científico

Controle de variáveis
(identificar o agente interferente)

Teste de hipótese
(as suposições são testadas)

14
Método Científico

Evidência empírica

É a informação que nos chega


através dos órgãos do sentido
e que consideramos real

A partir dessa realidade,


podemos decidir sobre hipóteses
e ideias do mundo natural
15
Pensamento e método Científicos: Pesquisa científica

Tipos de métodos científicos

Método indutivo
Faz generalizações universais (princípios) a
partir da observação de casos particulares.

Método dedutivo
Princípios gerais a casos específicos.

16
Pensamento e método Científicos: Pesquisa científica

Pesquisa Básica e Aplicada

17
Tipos Lógicos de Pesquisa Científica

Há várias referências a Tipos de


Pesquisa na Literatura...

Definimos o Tipo de Pesquisa


conforme a Base (Critérios), as
Variáveis envolvidas e a Hipótese
científica formulada

1
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

Lógica da Pesquisa

A base é simples, mas tem


que ser sólida e profunda

USAMOS A BASE EMPÍRICA


Base Empírica: são evidências do
mundo natural que chegam a nós
pelos nossos sistemas sensoriais e
percepções conscientes. Na ciência
elas precisam estar ao alcance de
qualquer pessoa.
2
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

Lógica da Pesquisa

Literatura: inclui a base empírica


que não obtivemos em nosso
estudo. Quando citamos, estamos
usando a informação e dando a
referência de onde está a base
empírica dessa informação.

3
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

Tipos Lógicos Pesquisa Científica

Há 3 Tipos Lógicos de Pesquisa:

DESCRITIVA

ASSOCIAÇÃO

SEM COM

INTERFERÊNCIA
4
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

Pesquisa SEM hipótese: descreve

i. DESCRITIVA

Diz como é.
Composição
Caracteriza algo Estrutura
Opinião
Comportamento

5
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

Pesquisa COM hipótese:


Testa relação
ii. De ASSOCIAÇÃO

Estuda a relação entre as variáveis


Uma variável não interfere na outra

Variável A

Variável B
6
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

Pesquisa COM hipótese: (cont.)


iii. De INTERFERÊNCIA

Avalia se pelo menos uma


variável interfere com outra.

Variável A Variável B

Mecanismo

7
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

ESTUDAMOS VARIÁVEIS

Área: Biológica

peso, presença de bactérias, saúde,


preservação, níveis hormonais,
glicemia, produção, alimentação,
caracteres sexuais, agressão,
sobrevivência, fluxo renal, receptores,
expressão gênica, diâmetro celular etc.

8
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

Área: Exatas

velocidade, dureza, incidência


luminosa, produtividade, eficiência,
peso, volume, composição
química, estrutura atômica ou
molecular, temperatura, pressão,
gravidade,
distância, consumo, energia etc.
9
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

Área: Humanas

desempenho, aprendizagem,
motivação, sucesso, coerência,
técnicas de ensino, estrutura
organizacional, estilo, frequência de
acertos, estética, consumo, perfil de
cliente, estratégia, sexo/gênero, nível
sócioeconômico, idade...
10
Pesquisa científica: TIPOS LÓGICOS

Lógica da Pesquisa Científica

Identificar as VARIÁVEIS
envolvidas no estudo

Variável é o que pode ser


abordado pelo método
empírico

11
Lógica da Pesquisa Científica

VARIÁVEIS:
Teóricas e Operacionais

Independentes e Dependentes

Descubra qual é a lógica do seu


estudo (pode haver mais de uma!)
12
VARIÁVEIS

Teóricas: (ou conceituais)


inferimos a partir das
operacionais

Ex.:Crescimento
Aprendizagem

13
VARIÁVEIS

Operacionais podemos coletar


diretamente (medir)

Ex.: Peso
No de acertos questões

As Operacionais são
indicadoras das Teóricas.

14
VARIÁVEIS

Independentes:

Quando há relação de
interferência

QUEM provoca o efeito é


chamada variável
Independente

Ex.: Tempo
15
VARIÁVEIS

A Dependente é a que sofre o efeito


Ex.: Ganho de peso
Se X afeta Y, dizemos que X é a
Independente e Y a Dependente

16
Lógica da Pesquisa Científica

HIPÓTESE x CONCLUSÃO

O que é uma hipótese CIENTÍFICA?


...
É a RESPOSTA possível de ser
testada!

17/24
Lógica da Pesquisa Científica: HIPÓTESE x CONCLUSÃO

CONCLUSÃO?

RESPOSTA provisória
É a HIPÓTESE testada!

Há pesquisas que não


precisam de hipótese.
Ex.: altura média de
estudantes...
Lógica da Pesquisa Científica

Em pesquisa...
... quem começa com a pergunta
errada, não encontra a resposta
certa!!
...
“O cientista não é o homem que
fornece as verdadeiras respostas; é
quem faz as verdadeiras perguntas”
Claude Lévi-STRAUSS .
1.3 Estrutura da Pesquisa Científica.
Delineamento da Pesquisa.

1
Antes da Estrutura
do Texto Científico,
temos que conhecer
a Estrutura e as
Etapas da Pesquisa
Científica
2
Estrutura da Pesquisa Científica

Na pesquisa científica
buscamos evidências e
concluímos

Informações Objetivo

Dados Conclusão
3
Estrutura da Pesquisa Científica

Antes de tudo: planejar a pesquisa a


fim de prever as etapas, circunstâncias
e corrigir situações inadequadas

Fazer o delineamento para que o


objetivo da pesquisa seja atingido

Comece com bom PROJETO DE


PESQUISA!
4
A estrutura da Pesquisa Científica

O planejamento da pesquisa

A qualidade do trabalho depende do projeto

A Lógica da Pesquisa ...

...garantir que os objetivos sejam atingidos

Prever as etapas e situações da pesquisa


(Cronograma)

5
A estrutura da Pesquisa Científica

O delineamento da pesquisa

É como atingir o objetivo do


estudo de forma lógica

Reflete a proposta intelectual


do cientista
6
O delineamento da pesquisa (cont.)

É muito comum que os cientistas


atribuam a tarefa do
delineamento ao estatístico

As ponderações que envolvem o


delineamento competem ao
cientista
A estrutura da Pesquisa Científica

A lógica para o delineamento da


pesquisa

Pesquisa Requisitos lógicos


Descritiva Caracterizar a parte e extrapolar para o
todo
Associação O comportamento de uma variável é
sem proporcional ao da outra variável
interferência
Associação A variação de uma variável é proporcional
com ao da outra (uma afeta a outra).
interferência Alterando-se a variável interferente, altera-
se o efeito.

8
O Objetivo tem que ser:

 Claro
 Direto
 Lógico
 Relevante

O objetivo me diz qual será o


delineamento.
Deduzindo o delineamento a partir do
objetivo

Ex: OBJETIVO: Comer banana.


Delineamento: vou ao campo comer
banana.
Procedimento Especifico: Levantas às
seis, se dirigir ao bananal, escolher uma
bananeira mais baixa, colher a melhor
banana do cacho.

AÇÕES DE MELHORIA: Apanhar o cacho e


trazer para a casa, assim evitará o
deslocamento até o bananal para colher
apenas uma banana.
Delineamento do Estudo

Detalhes de Procedimentos é a sequência


lógica de como conseguir o seu objetivo.
Não confundir Delineamento com Detalhes
de Procedimentos.
Delineamento é a estratégia intelectual
abstrata para se testar uma hipótese de
associação com ou sem interferência.
A estrutura da Pesquisa Científica

Comece pelo projeto...

No Projeto define-se:

• O que fazer e porque – definição do


Tema e Justificativa
• Para que fazer – Objetivos
• Onde fazer e como – campo da
pesquisa e metodologia
• Com que fazer – recursos necessários
• Quando fazer – Cronograma de
execução
• Quem vai fazer – Equipe
Etapas da Pesquisa Científica

1. Escolha do 2. Revisão de 4. Formulação


3. Justificativa
tema literatura do problema

8. Tabulação 7. Coleta de 5. Determinação


6. Metodologia
de dados dados de objetivos

9. Análise e
11. Redação e
discussão dos 10. Conclusão 12. Divulgação
Publicação
resultados

13
Etapas da Pesquisa Científica: Dicas

1 Escolha do tema

O que vou pesquisar? Considerar


nesta escolha:

FATORES INTERNOS:

 Afetividade e interesse pessoal.


 Tempo pessoal disponível.
 A capacidade do pesquisador.

... 14/29
1 Escolha do tema (CONT.)

FATORES EXTERNOS:

 O significado do tema, novidade,


e valores acadêmicos e sociais.

 O limite de tempo disponível.

 Material e dados necessários.

15
Etapas da Pesquisa Científica: Dicas

2 Revisão de literatura: funções

 Informações que ajudam na


construção de nova ideia.

 Testar o grau de originalidade da


pesquisa proposta (Evitar
demonstração do óbvio).

...
16
2 Revisão de literatura: funções

 Apresentar visão nova sobre o


assunto.

 Delimitar o assunto a pesquisar:


distinguir sujeito e objeto

17
Etapas da Pesquisa Científica

3 Justificativa
Não tentar justificar a
Hipótese levantada nem
concluir o que vai ser
buscado na pesquisa.
Exalte a importância do tema!!

18
Etapas da Pesquisa Científica: Dicas

4 Formulação do problema
Pergunta equivocada leva a
resposta equivocada, e se for
irrelevante leva à conclusão
irrelevante.
...
O Problema pode ser
expresso em forma de
pergunta ou afirmação.

19
Etapas da Pesquisa Científica: Dicas

5 Determinação dos OBJETIVOS

20
Etapas da Pesquisa Científica: Dicas

6 Metodologia
Descreve o procedimento para que
possa ser replicável.
É caracterizada em 4 partes:

 Sujeito ou objeto do estudo


 Estratégia (Delineamento)
 Procedimentos específicos
 Análise dos dados
21
Etapas da Pesquisa Científica: 6 Metodologia

 Sujeito ou objeto do estudo


◦ Caracterize-o de acordo com
o detalhamento da área;
◦ Em estudo de campo, indicar
o local.

 Estratégia (Delineamento)
◦ Tamanho da amostra, quais
variáveis, réplicas,
disposição do experimento...
22
Etapas da Pesquisa Científica: 6 Metodologia

 Procedimentos específicos
◦ Técnicas de coleta,
equipamentos, equações.

 Análise
dos dados
◦ Nome do teste estatístico.

23
7. Coleta de dados
8. Tabulação de dados

Não coletar
dados e depois
decidir o que
fazer com eles!

24
Etapas da Pesquisa Científica: Dicas

9 Análise e discussão dos resultados

Todo trabalho quantitativo necessita


de análise estatística?

Com o desenvolvimento dos estudos


quantitativos, a estatística surgiu
como recurso de análise

A melhor forma de mostrar diferenças


e igualdades em dados empíricos é
através de análise estatística
Etapas da Pesquisa Científica: Dicas

10 Conclusão

São generalizações que se baseiam


em evidências do mundo Concreto.

Cabe ao cientista fazer tais


generalizações de um artigo
científico.

Conclusão e especulação: base


empírica e salto teórico aceitável;
a segunda não tem.
26
Etapas da Pesquisa Científica

11 Publicação Científica

27
Etapas da Pesquisa Científica: Dicas

12 Divulgação

E-mails, Facebook científico,


Congressos, Entrevistas...

28
Publicação Científica

1
Publicação Científica

Por que Publicar?

Em que consiste a publicação


científica?

Qual é a essência de um trabalho


científico?
2
Publicação Científica

Publicar é o compromisso
social da ciência, pois os
resultados das pesquisas
científicas devem se tornar
confiáveis e acessíveis.

3
Publicação Científica

A publicação
científica consiste na
divulgação de ideias
com embasamento
empírico.
4
Publicação Científica

A essência de um
trabalho publicável é a
sua conclusão, que
deve ser fundamentada
e inovadora.
5
Publicação Científica

ONDE PUBLICAR
minha pesquisa?

6
Publicação Científica

Meios de Comunicação
 Anais de Congressos;
 Apresentações em Congressos, Simpósios
e Encontros;
 Revistas científicas;
 Formato vídeo do artigo;

 Revistas de divulgação científica;


 Meios de comunicação em massa: TV,
Jornais, Rádio e internet.
7
Revista científica ou de divulgação científica?

8
Classificação dos periódicos
(revistas científicas)

1. Internacionais
2. Internacionais
(c/ alto
(c/ impacto)
impacto)

3. Regionais (c/ 4. Regionais


baixo impacto) (s/impacto)

9
Classificação Lógica dos Periódicos

As Revistas Internacionais
publicam artigos de autores
de vários países e são
citadas por autores de
vários países. As demais
são Regionais.

10
Classificação Lógica dos Periódicos

1 - Internacionais (High Impact Journals)

Altamente impactantes na
academia, seja por publicarem
textos de diversas especialidades
ou por divulgarem assuntos de
interesse a diversas áreas.

11
Classificação Lógica dos Periódicos

2 - Internacionais (Impact Journals)

Com impacto na academia, mas


requisitadas principalmente numa
determinada especialidade.

12
Classificação Lógica dos Periódicos

3 - Regionais (Low Impact Journals)


Requisitadas principalmente numa
região, seja um país, um continente
ou algo similar.
4 - Regionais (No Impact Journals)
Requisitas apenas por um grupo
restrito de cientistas, geralmente
ultrapassando pouco as fronteiras
de uma instituição.
13/40
O que é o manuscrito (MS)?

Manuscrito é o texto científico como


proposta do autor para publicação.
Distingue-se do artigo, pois este já
foi publicado.

14
Como escolher a revista?

Na busca de difundir o conhecimento


da pesquisa é necessário selecionar
o meio de comunicação mais
adequado e de acesso à maior
parcela da comunidade científica.

15
Buscar publicar em:
 Revistas internacionais

linguagem universalizada

16
Como escolher a revista?

Requisitos para artigo Internacional:

◦ Novidade das conclusões;


◦ Metodologia Robusta;
◦ Resultados evidentes.

17
Como escolher a revista?

Onde encontrar as melhores?

A WEB OF KNOWLEDGE é a única que calcula o fator de


impacto das revistas, que as classifica quanto ao seu impacto
na ciência. A CAPES também possui um sistema de
classificação da qualidade dos periódicos: O WEB QUALIS.

18
Como escolher a revista?

Fator de impacto

Fator de impacto 2015:


(divulgado em 2016):

FI = (No. Citações em 2014 / No Artigos 2012 e 2013)

Qualis
O Qualis constitui-se num
sistema de avaliação de
periódicos, mantido pela CAPES.

19
WebQUALIS CAPES
Critérios de avaliação dos periódicos

Quanto ao número de periódicos por estrato

A1 < A2

A1 + A2 < 25%

A1 + A2 + B1 < 50%
20
WebQUALIS CAPES

A1 • FI > 1,43 (área) ou FI > 4,00 (outra área)

A2 • FI > 0,75 (área) ou FI > 1,79 (outra área)

B1 • FI < 0,75 (área) ou FI > 0,10 (outra área)


• FI < 0,10 (outra área) ou indexados no ISI,
B2 SCIELO ou SCOPUS (na área) ou revista de
sociedade

B3 • Indexados no ISI, SCIELO ou SCOPUS (outra área),


revista de associação ou revistas de circulação
internacional sem indexação

B4 • Principais revistas de divulgação científica, revisores de


apenas uma instituição, revistas nacionais sem indexação,
revistas de outra área com circulação internacional

B5 • Revistas locais, revistas sem editores ou revisores,


revistas de divulgação científica

C • Revistas comerciais
21
Como escolher a revista?

1. Escolhendo a revista;
2. Examinar se o tema do manuscrito
está de acordo; com a revista (ler
artigos já publicados na revista);
3. Das suas citações, ao menos uma é
potencial para publicar seu
manuscrito;
4. Ver o FI ou o Qualis da revista (noção
do grau de novidade esperado);
5. Verificar se a revista é paga;
6. Submeter primeiro em revistas de
melhor FI.
22
Como escolher a revista?

23
Publicação Científica: Enviando o Manuscrito

24/40
Submissão do manuscrito para a revista
cont.

Consiste no envio do manuscrito para o


editor responsável pela revista científica.
Carta de encaminhamento: como fazer?
◦ Não pode ser longa;
◦ Conter a principal novidade do estudo;
◦ Motivo pelo qual a revista deve publicar seu
estudo;
◦ Em caso de manuscrito em inglês,
mencionar que foi realizada revisão ;
◦ Ser claro e objetivo.
25
Submissão do manuscrito para a revista
cont.

Editor of the Journal Catena

Dear Editor:

Please, find attached the manuscript “Erosion risk mapping applied to environmental
zoning” by Oliveira, P.T.S, Alves Sobrinho, T., Rodrigues, D.B.B. and Panachuki, E.,
which is submitted for publication in the Journal Catena.
We propose a new methodology for the development of environmental zoning plans to
watershed that considers both erosion risk and enviromental legislation.
This manuscript was reviewed by a native English speaker, but we would appreciate any
suggestions that improve the text.
Sincerely yours,

Dr. Teodorico Alves Sobrinho


(on behalf of the other authors)

26
Publicação Científica

27
Alves Sobrinho, T.

1.4 Escolhendo o teste estatístico


A forma de mostrar diferenças e
igualdades em dados empíricos é
através de análise estatística
Descritiva Descritiva

Paramétrica

Hipótese
Não
Paramétrica
Distribuição

Homocedástico Média Paramétrica

Não
Heterocedástico Mediana
Paramétrica

Transformação de Dados
Teste de homocedasticidade

> variância (> sd)2


F= F=
< variância (< sd)2

Regra prática:

Se F < 4, são geralmente homocedásticas

Se F > 4 = fazer correção no G.L.


Transactions of the American Fisheries Society
Hormones and Behavior
Scientific Reports
Medidas de tendência central
Medidas de tendência central

14 22 15 14 28 32

9 13 12 12 9 13 11 15

6 11 10 11 16 10 22 11

X Y
Medidas de tendência central

Média

Mediana

Moda
Medidas de tendência central

Mediana

1) Ordene os dados do menor ao maior

2) Encontre o valor central = mediana

3) Se houver dois valores centrais (n = par), calcule a média entre eles


Medidas de tendência central

Mediana: 39, 37, 79, 34, 43, 36, 41, 40, 42

1) Ordene os dados do menor ao maior

34, 36, 37, 39, 40, 41, 42, 43, 79


Medidas de tendência central

Mediana: 39, 37, 79, 34, 43, 36, 41, 40, 42

1) Ordene os dados do menor ao maior

34, 36, 37, 39, 40, 41, 42, 43, 79

2) Encontre o valor central = mediana

34, 36, 37, 39, 40, 41, 42, 43, 79

mediana
Medidas de tendência central

Mediana: 39, 37, 79, 34, 43, 36, 41, 40, 42, 80

1) Ordene os dados do menor ao maior

34, 36, 37, 39, 40, 41, 42, 43, 79, 80

2) Encontre o valor central = mediana

34, 36, 37, 39, 40, 41, 42, 43, 79, 80

mediana
Medidas de tendência central

Moda

É o valor de maior freqüência

30, 32, 35, 35, 37, 37, 37, 37, 40, 40, 43, 46, 50
Medidas de tendência central

Moda

É o valor de maior freqüência

30, 32, 35, 35, 37, 37, 37, 37, 40, 40, 43, 46, 50
Tipos de análise estatística
Análise visual descritiva

Análise de teste de hipótese


Comparação entre média e um valor fixo
Comparação entre médias
Correlação entre variáveis
Comparação entre frequências
Tipos de análise estatística

Análise visual descritiva

50% da população

mediana

amplitude
Como escolher o teste estatístico?

A amostra (população) SIM = testes


tem distribuição Normal? paramétricos
NÃO = testes não
paramétricos
Como escolher o teste estatístico?

Contínua = geralmente testes paramétricos


A variável é contínua ou discreta?
Discreta = geralmente testes não paramétricos
Como escolher o teste estatístico?

2 médias = teste t ou equivalente


Compara-se 2 ou + médias?
+ 2 médias = Anava ou equivalente
Como escolher o teste estatístico?

SIM = testes com dependência

Há dependência entre as variáveis?

NÃO = testes independentes


Como escolher o teste estatístico?
Médias Dependência

Sim t de Student - pareado


2
Não t de Student – não pareado
Normal
Sim Anova – medidas repetidas
+2
Não Anova

Sim Wilcoxon
2
Não Mann-Whitney
Não
Normal
Sim Friedman
+2
Não Kruskal-Wallis
Como escolher o teste estatístico?
CORRELAÇÃO LINEAR SIMPLES

Normal Teste de Pearson

Não Teste de Spearman


Normal
Como escolher o teste estatístico?
CORRELAÇÃO LINEAR SIMPLES

r (n-2)1/2
t= Teste t de Student (GL = n – 2)
(1 - r2)1/2
2.1 TIPOLOGIAS DE REDAÇÃO
CIENTÍFICA

1
Redação Científica é um tipo
especializado de escrita

Texto científico

• Investigação científica
• Rigor metodológico
• Princípios e normas universais

2
Tipologias
Diferenças e Tipos de Redação
Artigo Artigo Científico
Texto com Assunto
autoria declarada resultante de
que apresenta e pesquisa
discute ideias, científica,
métodos, destinado a
processos e divulgação
resultados, científica,
destinado a passando por
divulgação. avaliação de
revisores.
3
Relatório Resenha
técnico- científico
Documento que Comunicação de
relata pequeno porte
formalmente relatando o
resultados ou resultado da
progressos avaliação sobre
obtidos em determinada
pesquisa, ou publicação.
descreve
situação de
questão técnica
ou científica.

4
Monografia Dissertação Tese
O autor busca  Representa o  Resultado de
esgotar o resultado de trabalho
Tema. trabalho experimental
experimental ou teórico de
ou exposição tema
• Pode ser
de um estudo . delimitado.
pesquisa
original ou
revisão da  Evidencia o  Deve ser
literatura conhecimento elaborado com
sobre o base em
assunto e investigação
• Trabalho de
capacidade de original (real
conclusão de
sistematização contribuição).
curso de
.
graduação ou
pós-graduação  Obtenção de
Lato Sensu  Obtenção de título de
título de Doutor.
Mestre.
5
Livro: Caráter didático e visão ampla do
assunto ou tema
Tese: Estudo ancorado por hipóteses, defender
uma ideia, (Doutorado)

Dissertação: Deve concluir sobre o tema


(Mestrado)
Monografia: Pode ser revisão de literatura ou
pesquisa original (Graduação).

Review: Artigo de alta qualidade conceitual em


que se esgota a literatura do tema
com conclusões originais

(não confundir Review com revisão de literatura).


6
Artigo completo: Apresenta dados inéditos e responde
completamente um problema, demonstrando o
mecanismo envolvido no processo

Artigo curto: Defende superficialmente idéia original

Estudo de caso: São artigos científicos que descrevem a


observação de experiências reais (caso)

Resumo: É o sumário (síntese) do conteúdo do trabalho

Resumo expandido: É o resumo maior, que tenta


explicar as conclusões do trabalho (normalmente >= 4
paginas)
7
Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC):
Objetiva propiciar ao aluno a oportunidade
de desenvolver projeto relacionado à
utilização do conhecimento adquirido no
curso e possa consolidar sua formação. O
TCC é um dos requisitos para obtenção do
título de graduação (ABNT).

8/14
Review Full paper Short
Communication

 São artigos  Texto


de alta publicado • Também
qualidade em revista defendem
conceitual, científica e uma ideia
que que original,
resumem a demonstra porém sem
literatura de empiricamen se
algum tema te alguma aprofundar
e ideia no
apresentam, original. fenômeno.
dessa
análise,
conclusões.

9
Livro Estudo de Resumo
Caso
 Apresenta a
• Visão síntese do
ampla  Artigos que estudo que o
sobre um descrevem autor fez;
assunto; algum caso
• Tem clínico ou  Não se tem a
caráter similar; intenção de
validar
mais conclusões;
didático;
 Não deve ser
citado como
prova em textos
científicos,
dentro de uma
argumentação.
10
Maior “bagagem”
Melhor qualidade dos textos
produzidos

Consegue escrever bem quem


lê muito e lê bem!

11
Organizadores de referências

12
PROJETO DE Pesquisa
A qualidade do trabalho depende do
projeto

Definir onde serão publicados os


resultados da pesquisa

Antes de tudo: planejar a sua


pesquisa a fim de prever as várias
etapas, circunstâncias e corrigir
situações inadequadas;
É NO PROJETO
QUE INDICAMOS
PORQUE
 Escolhemos
determinado
problema para
investigar;

 Nosso objetivo é
interessante nessa
problemática;

 Nossa metodologia é
correta e permitirá o
sucesso do projeto.
Nada de jeitinho
BRASILEIRO
 A falta de
planejamento leva a
urgências e
improvisos;
 Análise crítica desse
planejamento testa a
exequibilidade da
própria proposta.
Aonde queremos
CHEGAR
 Divulgação para a
comunidade
científica;

 Geração de patente
ou
comercialização.
O que é e para que serve o projeto de
pesquisa?

Basicamente:
Fundamentação para pergunta
e
Objetivos

Testa viabilidade e
exequibilidade da proposta
Planejamento
Detecta erros
Objetivo Metodologia

Projeto Resultados

Pergunta Respostas
Três perguntas básicas ao julgar um projeto
de pesquisa:

O problema no qual se insere a pesquisa é


relevante?

O objetivo é uma proposta que merece


investimento?

O objetivo será alcançado com a metodologia


proposta?

Se responder SIM a essas três perguntas, o


projeto é aprovado!
O caminho para produzir o
conhecimento confiável é o projeto de
pesquisa.

Ciência de bom nível necessita de um


projeto bem elaborado!
Qualidade de um
artigo na ciência
internacional
 Novidade nas
conclusões;

 Metodologia
robusta;

 Resultados
evidentes;

 Apresentação
impecável.
1- Leia artigos recentes e interessantes nas
revistas que considera de bom nível em sua área;

2-Desses artigos, identifique os temas que mais lhe


motivam;

3-Considere seu poder competitivo nesse tema;

4-Pense o que pode fazer de diferente nesse tema;

Lembre-se: antes de redigir o artigo para


publicação, deverá responder:

1) O que isso muda na ciência?


2) Por que as pessoas se interessariam em ler esse
artigo?...

É no projeto que nos preparamos para


essas respostas!
Principais equívocos na criação
de ideias.

Evite estudar ideias que levarão a


resultados “me too”;

Achar que uma pesquisa para


ingressar em revistas
conceituadas deve exigir muitos
recursos.
Estratégias básicas
1º Objetivo 2º Delineamento

3º Análise de dados 4º Sujeito

5º Problemática 6º Justificativas

7º Técnicas e montagem 8º Resumo

9º Título 10º Complementos


Defina Objetivos

claros e inequívocos
Material e métodos
 A sequência a
escrevê-lo é do
mais geral para o
específico:

 Delineamento:
- Indicar a
proposta
metodológica sem
detalhes;
- Se hipótese,
apresentar as
variáveis e as
interdependências;
Material e métodos
 Análise de dados:
- Definir testes estatísticos ou
referencial para as considerações;
- Previsão dos resultados com base
no delineamento;
- Não precisa mencionar o software;

 Sujeito do estudo:
- Não existem regras para a
caracterização;
- Depende da questão que foi
levantada;
Material e métodos
Procedimentos específicos:
- Descrição de cada atividade
prevista;

- Mostre que as técnicas


utilizadas são válidas;

- O nome da Instituição é
desnecessário;
Introdução

Argumento Lógico

 Apresentar a problemática que


originou a pesquisa;

 Fundamentar o que o levou a


escolher seus objetivos;

 Definir com clareza conceitos


específicos que usará no projeto.
Resumo
O importante é o revisor ler o Resumo e
conseguir explicar qual é sua proposta
básica

 Resumo deve ser curto;

 Conferir se o que foi dito


anteriormente ao Resumo valida
seu objetivo;

 Não fique incluindo detalhes


técnicos.
Título
Primeira impressão

 Expor a relevância do projeto;

 Deve ser curto e claro;

 Tente focar o projeto em questões


amplas e de interesse científico.
Referências

Passam aos revisores a noção


de zelo que o proponente do
projeto tem;

Siga corretamente as normas


para redigir as referências.
Cronograma

O cronograma é instrumento de
planejamento e controle onde são
definidas e detalhadas as
atividades a serem executadas.

Permite fazer análise de


viabilidade antes da aprovação
final para a realização do projeto.
Alves Sobrinho, T.
As atividades traduzem as
etapas metodológicas
necessárias para conclusão
do trabalho.

ATENÇÃO: Revisão
Bibliográfica não caracteriza
atividade do cronograma.
Alves Sobrinho, T.
É feito para ser consultado, ou
seja, deve ser obedecido!

Pense em colocar o dobro do


tempo estimado para cada etapa
do projeto
Sequência de apresentação
1º Título 2º Resumo

3º Introdução 4º Materiais e métodos

5º Sujeito 6º Delineamento

7º Procedimentos espec. 8º Análise de dados

9º Cronograma 10º Referências


CONSTRUINDO OS
OBJETIVOS DO PROJETO

Como Elaborar e
Escrever O OBJETIVO
Objetivo representa aquilo que
desejamos alcançar por meio da pesquisa
cientifica.

Introdução Argumento Lógico Justificam o Objetivo

Ao termino do projeto devemos chegar ao


que foi proposto em nosso objetivo,
apresentando conclusões científica válidas.

Obs.: O objetivo não tem relação com metas mais gerais que podem ser atingidas
por consequência do desenvolvimento da pesquisa. Ex.: Técnica ou estatística.
2
Estruturação do Objetivo

•O objetivo da pesquisa se refere ao


processo, método, de construção do
conhecimento científico.

•Dá à comunidade científica respostas novas


e relevantes a alguma questão importante.

•O objetivo da pesquisa é nosso objetivo


teórico, o qual ao final da pesquisa
contribuirá com a construção do
conhecimento.

3
Objetivos Gerais e Objetivos Específicos

Define-se objetivo como alvo ou


propósito que é projetado ou planejado
para ser atingido ou alcançado no
encerramento do estudo.

 Os objetivos específicos deverão


estar incluídos no geral. Ao ser
cumprido os objetivos específicos,
por consequência, atinge-se o
geral.

4
Lógica dos Objetivos
As relações de lógicas dos objetivos
podem ser diferentes entre os objetivos
gerais e específicos.
 Certifique-se que o objetivo geral é
sustentado com as conclusões derivadas
dos objetivos específicos.

 Seguindo a mesma lógica:

Obj. Gerais Variáveis Teóricas


Obj. Específicos Variáveis Operacionais

5
Objetivos Gerais e Objetivos Específicos

Objetivo Geral:
o Avaliar se a capacidade de
regeneração do lodo de decantador de
ETA é influenciada por acidificação.

Objetivos Específicos:
o Testar se há correlação positiva ou negativa entre pH e
concentração de alumínio regenerado.

o Caracterizar o efeito da variação do pH na


concentração de alumínio regenerado.
Teste de
interferência
Variáveis Operacionais
6
Qual é a BASE LÓGICA?

Como escrever?
Lógica básica dos objetivos

Se tem Hipótese Objetvo:


testá-la

Se é Descritivo Objetivo:
descrever

Todo o projeto deve atingir o


OBJETIVO
 Em Pesquisa com hipótese, evite:
Confirmar, demonstrar, provar,
descrever...

 Analisar: cuidado pois indica


passo metodológico. Responda,
porque irá analisar?

 Não inclua locais do estudo no


objetivo.
 Em Pesquisa de hipótese, use:
Avaliar, investigar-se, averiguar...

 Pesquisa descritiva, use:


descrever, caracterizar.

 Pesquisa de interferência, use:


afeta, reduz, inibe, interfere...
Não usar no objetivo:

 Nome do lugar da pesquisa

 Ano da pesquisa

 Metodologia

 “O objetivo do presente estudo


foi...”
Na elaboração de objetivos devemos
obrigatoriamente ater às variáveis
teóricas, sendo facultativo
mencionar objetivo operacional.

Variáveis

Teóricas Operacionais

Diabetes Glicemia

Crescimento Massa

Classe Social Renda

13
Esquematize o objetivo.... Então, escreva.
C
A B A B
D

A B C A C
D

A B

C A

B C
2.2. ESTRUTURA E LÓGICA DO TEXTO
CIENTÍFICO. COMPONENTES
ESSENCIAIS.
CONSIDERAÇÕES

Testando seu conhecimento:

O que você publica ?

Qual o tempo verbal e a pessoa de


locução no texto científico?
Tempo Verbal

Materiais e Métodos:
No artigo: é redigido no passado.
O presente é utilizado caso
descreva alguma técnica ou
conhecimento presente na
literatura.

No projeto: usar futuro.


Resultados
Obtidos no passado e devem ser
escritos no passado.

Conclusões
Presente: no geral é utilizado o
presente, pois sua conclusão
permanece valendo.

Passado: utilizado em estudos


retrospectivos, análise de eventos
passados (Históricos ou não).
Pessoa de locução no texto
Usar a primeira pessoa ao invés do
impessoal (publicação internacional),
principalmente na conclusão.

Usar o elemento como sujeito da oração.


Ex: O simuladores foram distribuídos....
Ao invés de: Distribuiu-se os simuladores....
Componentes
essenciais
Título

A função do Título é atrair a atenção


do leitor
Uso da água subterrânea para
irrigação no sudeste piauiense e o
risco de salinização e sodificação
do solo

Impacto do uso da água subterrânea


para irrigação
Característica de um Título:

Curto: evite inclusão de local do


estudo, escrever na ordem direta
(sujeito,verbo,complemento).

Fiel ao conteúdo do trabalho: evitar


generalizações e o conteúdo que não
pode ser provado no texto.

Compreensível: evitar siglas e termos


específicos.
Resumo

Pode ser considerado uma


expansão do título

Deve ser sucinto e informar o


principal para que o leitor
queira ler o texto principal
Introdução

Descrever o
problema

Fundamentar
o objetivo

Apresentar o
objetivo
Para saber se sua Introdução está
boa, peça a alguém ler e deduzir o
objetivo.

Erro comum é descrever vários


estudos sobre as variáveis
investigadas.

Introdução é o lugar que


contextualizamos a pesquisa.
Materiais e Métodos
Descrever o procedimento para que possa
ser replicável.

 Sujeito ou objeto do estudo


◦ Caracterize-o de acordo com o detalhamento que a área exige;
◦ Se estudo de campo indicar o local
 Delineamento (tamanho da amostra, quais variáveis,
réplicas, disposição do experimento...)
 Procedimentos específicos (técnicas de coleta,
equipamentos, equações..)
 Análise dos dados (nome do teste estatístico)
Resultados

Apresentar o dado uma única vez;


Definir o formato: figura, tabela ou texto;

No texto também deverá explicar as


figuras e tabelas.
Discussão

Apresenta a estrutura lógica do


seu discurso para validar as
conclusões.

Pode iniciar a discussão


apresentando as principais
conclusões, sem justificá-las
imediatamente.
É necessário validar a
metodologia

Recomende apenas com base


em conclusões sólidas

Evite a Discussão fofoca!!!


(ou pé de alface!!!).
Conclusão

As conclusões aparecem na DISCUSSÃO.


Mostrar o que mudou na rede de
conhecimento com a sua conclusão.

Apenas repita o que foi apresentado como


conclusão na discussão.

Distinguir Resultados de Conclusão: selecione


as conclusões mais gerais.
Estruturando
o Texto
Científico
A Lógica do texto científico

Um argumento lógico, indutivo


ou dedutivo, é composto de:

• Premissas
• Conclusão

Fundamento para a construção


do conhecimento
As informações da Introdução
são as premissas que levam ao
objetivo de sua pesquisa

Quando tiver dúvidas: é uma


premissa necessária??
TEMOS QUE RETIRAR AS ALFACES!!!

A arte da REDAÇÃO CIENTÍFICA é


colocar apenas o necessário no texto!
Lógica de um artigo científico

Premissas
Justificativa Introdução
Conclusão
Objetivo (objetivo)

Métodos Métodos Premissas


Resultados Resultados
Argumentação Discussão Conclusão
Conclusões Discussão
Rotina Lógica para a Redação científica

1. Ecolher o Nível do Periódico


onde se pretende publicar
2 – Análise dos dados

Objetivo da análise:
encontrar novidade nos dados
(revire-os!!)
3 – Encontre uma história
interessante

PROJETO
4 – Limpe sua história

ARTIGO
5. Identifique a força das evidências

ARTIGO
6. Construa a Pirâmide Lógica
7. Entenda sua história
Como começou?

Onde chegou?

Como chegou ai?

O que isso muda na ciência?

Por que interessaria ao mundo?


8. Conte sua historia, vária vezes

Apresente oralmente seu trabalho

9. Onde pretende publicar:


escolha a Revista

10. Conheça o estilo da revista

11. Junte as informações para


a redação...
POR ONDE COMEÇAR??

12. Construa o esboço do seu texto científico


respeitando os itens a serem redigidos: SIGA
SEQUENCIA LÓGICA...

Escreva:
ARTIGO em 1 dia (3 dias para colocar no ponto)
TESE: 5 dias (3 semanas para arrumar)
SEQUÊNCIA LÓGICA

CONTEXTO DA JUSTIFICATIVA
Título (7)

Conclusão (1) Resumo (6)

Resultados (2) Discussão (4)

Métodos (3)
CONTEXTO DA

Introdução (5)
DESCOBERTA

Sequência adaptada de: Magnusson, WE. How to


write backwards. Bull Ecol Soc Am. 77(2):88. 1996
13. Crie tempo para escrever seu artigo

14. Planeje cada tópico (Outline) antes de escrever


15. Redija o Texto: Escreva com suas próprias palavras

16. Insira a literatura que melhor fundamenta seu texto


17. Cheque o conteúdo do texto (não observar forma)

18. Verifique o estilo (parágrafos curtos, clareza...)


Verifique o estilo considerando construção de cada parágrafo
Não faça parágrafo de frase única. Faça assim:
Primeira Frase: ideia central.
Demais frases: sustentação da ideia central
2.3 Estruturando e Redigindo o Texto
Científico (1):
Material e Métodos, Resultados, Discussão

“Redação é a expressão do pensamento em palavras” 1


CONSIDERAÇÕES

Materiais e Métodos:
No artigo: é redigido no passado.
No projeto: usar futuro.

Resultados
Obtidos no passado e devem ser escritos no
passado.

Discussão
Use o Presente para a maior parte do texto e
Futuro para direcionamento
2
ESTRUTURANDO E REDIGINDO
Material e Métodos
MATERIAIS E MÉTODOS

Estudos experimentais: Não inclua o nome do


laboratório ou da instituição

Só inclua coordenadas geográficas em estudo de


campo

Caracterização de variáveis independentes

Não inclua o pacote estatístico, mas o teste usado!

Redija no passado
Alves Sobrinho, T.

Descrever o procedimento para que possa ser replicável... 4


Alves Sobrinho, T.

5
MÉTODOS

Pode ser dividido em 4 BLOCOS

Sujeito da Pesquisa
Estratégia
(Delineamento)

Detalhes
Análise dos Dados
Final do artigo

6
REDIGINDO RESULTADOS
RESULTADOS

Centre-se nas variáveis operacionais

Ninguém quer saber o que você fez, mas o


que conclui a partir do que fez
Só inclua o necessário!
“Ai, põe mais esta tabelinha para enriquecer seu estudo”

BELEZA CIENTÍFICA é escrever pouco e dizer muito

Use o tempo verbal passado


8
Formas de apresentar os Resultados
HÁ 5 FORMATOS:

FIGURA TABELA TEXTO VIDEO ARQUIVO DE SOM

COMO ESCOLHER A FORMA DE


APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS?

USE A LÓGICA DO DISCURSO


...
DICA:
Pesquisa descritiva: Tabela & Texto
De Associação: Figura & Tabela
9
10
OBSERVE O SEGUINTE FORMATO

Os valores do percentual de cobertura do solo,


rugosidade superficial do solo, umidade do solo, intensidade
da chuva aplicada, energia cinética da chuva simulada e taxa
de infiltração de água no solo, para os diferentes sistemas de
preparo do solo e níveis de massa vegetal, são apresentados
no Quadro 3.

1 Quadro 3. Valores médios de cobertura do solo, rugosidade superficial do solo, umidade do solo,
2 intensidade de precipitação aplicada, energia cinética da chuva simulada, relação
3 percentual entre a energia cinética da chuva simulada e a natural (Ecs/Ecn), tempo de
4 início de escoamento superficial, tempo de aplicação da chuva simulada e taxa de
5 infiltração
Semeadura direta Preparo Convencional Cultivo mínimo
Massa de resíduo vegetal sobre a superfície do solo (Mg ha-1)
0 2,0 4,0 0 2,0 4,0 0 2,0 4,0
6
Agora VEJA ESTE: mais elegante e texto não repetitivo!!

EXEMPLIFICANDO...com lógica!

A produção de frutos de laranjeiras e de


limoeiros pode ser estimada usando
modelo de função do tipo linear (Fig 1).

...
Alves Sobrinho, T.

12
REDIGINDO...sem lógica!

Os coeficientes de digestibilidade não


diferiram estatísticamente entre o
milho extrusado e o milho gelatinizado
(Tabela 3).

13
REDIGINDO DISCUSSÃO
DISCUSSÃO

Inicie apresentando suas conclusões!!


Redigir como chegou nas CONCLUSÕES
a partir dos RESULTADOS

A essência não é comparar dados com a


literatura

Fuja da Discussão Fofoca

Deve ser um texto argumentativo onde o autor


valida suas conclusões

15
Inicie forte. A melhor forma é escrever
um parágrafo que mostre o final da
história. Por exemplo, ele pode conter
alguns de seus principais resultados
(apenas essenciais) para sustentar as
conclusões que apresentará nesse
mesmo parágrafo.

16
A ideia de iniciar o primeiro parágrafo
com a CONCLUSÃO é estratégia
presente em revistas de alto nível e
decorre de assumir que o leitor não lerá
seu artigo para saber o que tem de
interessante nele. Ele já sabe o que tem
de interessante, ... lerá para entender
sua argumentação e decidir se concorda
ou não com ela.

17
Alves Sobrinho, T.

18
Alves Sobrinho, T.

19
REDIGINDO AS PARTES DO TEXTO: DISCUSSÃO
Alves Sobrinho, T.

20
REDIGINDO AS PARTES DO TEXTO: RESULTADOS & DISCUSSÃO

Analise o texto Resultados e Discussão...


O resultado
Frasesda vazão
apenasde permanência
para (Q95) para o
Córrego Guariroba com dados de monitoramento foi 4,9 m3/s
apresentar
e estão apresentados a Tabela
na Figura e Figura!
1. Na Tabela 1estão dispostos os
dados da Q95 calculados através da regionalização de vazão. A
estação do Alto Rio verde apresentou a Q95 mais próxima a
vazão de Parágrafos
permanencia com dedados
uma de frase só!
monitoramento.
De acordo com Tucci (2002), a grande diferença entre
áreas de drenagem pode gerar erros significativos na
Discussão
regionalização das vazões. FoFoca!!
As características como solo e cobertura vegetal devem
ser consideradas na regionalização de vazões, pois a semelhança
Frases
entre a bacia sem dados longas!
e bacia com dados de referencia para a
regionalização é essencial para a escolha adequada da estação
de dados (Pereira, 2015) e, ainda, a cobertura do solo segundo
Nãoafeta
Tucci (2002) apresenta argumentação
o uso de vazões específicas locais para a
regionalização de vazões. lógica

...você consegue identificar erro neste texto?


REDIGINDO AS PARTES DO TEXTO: RESULTADOS & DISCUSSÃO

Reescrevendo com lógica...


A vazão de permanência (Q95) do Córrego Guariroba
calculada com dados de monitoramento foi 4,9 m3/s (Figura 1).
A estação do Alto Rio Verde apresentou a Q95 mais próxima da
vazão de permanência com dados monitorados (Tabela1). De
acordo com Tucci (2002), a diferença entre áreas de drenagem
pode gerar erros na regionalização das vazões. Embora haja
diferença entre as áreas da Bacia do Alto Rio verde e do
Córrego Guariroba os dados indicam as demais características
da bacia, principalmente tipo de solo, como fator que interfere
na regionalização de vazões.
As características como solo (Pereira, 2015) e
cobertura vegetal (Pereira, 2015; Tucci, 2002) devem ser
consideradas na regionalização. A semelhança entre a bacia sem
monitoramento e a bacia de referencia é essencial para a
escolha adequada da estação de dados.
2.4 Prática de redação científica (2):
Conclusão, Introdução/Objetivo; Resumo; Título

1
REDIGINDO CONCLUSÕES
CONCLUSÕES

São generalizações que se baseiam em


evidências do mundo concreto

É resposta imediata aos objetivos


Faz parte necessariamente do item
DISCUSSÃO
...

Redija as conclusões gerais no tempo presente!


3
Redigindo a Conclusão

As conclusões aparecem na DISCUSSÃO.


Mostrar o que mudou na rede de
conhecimento com a sua conclusão.

Apenas repita o que foi apresentado como


conclusão na discussão.

Distinguir Resultados de Conclusão: selecione


as conclusões mais gerais.
Observar o contexto do problema formulado!4
Onde aparecem as conclusões?
DISCUSSÃO
Devemos lembrar que as verdades, em
ciência empírica, não são absolutas. São
provisórias. Se colocamos as no passado
então não são mais verdades
atuais,...perderam o prazo de validade
Devemos lembrar que as verdades, em ciência
empírica, não são absolutas. São provisórias.
CONCLUSÃO 1
Se colocamos as no passado então não são
mais verdades atuais,... Devemos lembrar
que as verdades, em ciência empírica, não
são absolutas. São provisórias. Se
colocamos as no passado então não são
mais verdades atuais,...perderam o prazo de
validade Devemos lembrar que as verdades,
em ciência empírica, não são absolutas. São
provisórias. Devemos lembrar que as
verdades, em ciência empírica, não são
absolutas Se colocamos as no passado
então não são mais verdades CONCLUSÃO 2
atuais,...perderam o prazo de validade

CONCLUSÕES
Alves Sobrinho, T.

Devemos lembrar que as verdades, em ciência

Devemos lembrar que as verdades, em ciência CONCLUSÕES 1 e 2


6
Tempo verbal das CONCLUSÕES

Conclui no passado
POPULAÇÃO
(Universo)
Amostra
Alves Sobrinho, T.

Análise
7
Tempo verbal das CONCLUSÕES

Conclui no
passado

Amostra

Análise

TAMBÉM: Redija as conclusões no passado ao


estudar fatos Históricos! 8
Tempo verbal das CONCLUSÕES

Conclua no presente!

Generalize

POPULAÇÃO
(Universo)
Amostra

Análise
9
Devemos lembrar que as verdades, em
ciência empírica, não são absolutas e
sim provisórias. Se colocamos as
CONCLUSÕES no passado então não
são mais verdades atuais,...perderam o
prazo de validade...
Não descreva!
A reação processada a 10 0C contém maior
teor de substâncias oxidantes do que aquelas
realizadas a 30 0C

Prefira generalizar

O teor de substâncias oxidantes depende da


temperatura
...
A elevação térmica reduz o teor de
substâncias oxidantes
11
Analisando o texto...
Conclui-se que as características da bacia hidrográfica
de referencia devem ser semelhantes as da bacia sem
dados na regionalização de vazões. Os dados do
presente estudo indicaram que o tipo de solo
interferiu mais que as áreas das bacias na escolha
adequada da estação utilizada como referência para
regionalização. A vazão de permanência com dados
de monitoramento (Q95) foi de 4,9 m3/s para a Bacia
do Córrego Guariroba e a estação Alto Rio Verde
apresentou valor mais próximo ao monitorado por
Oliveira (2014).

...você consegue identificar erro nesta conclusão?


Reescrevendo a conclusão...
Concluímos que as características da bacia
hidrográfica de referencia devem ser
semelhantes as da bacia sem dados na
regionalização de vazões. O tipo de solo
interfere mais do que a área da bacia na
escolha adequada da estação utilizada como
referencia para regionalização.

Claro, Curto, Elegante e Direto!


REDIGINDO a Introdução
Alves Sobrinho, T.

15
INTRODUÇÃO

Descrever o
problema

Fundamentar
o objetivo

Apresentar o
objetivo
16
Prática de Redação : INTRODUÇÃO & OBJETIVO

A essência não é mostrar o que você leu, mas


defender objetivamente a ideia de seu trabalho
A INTRODUÇÃO quando bem elaborada leva o
leitor a identificar, a priori, o objetivo do trabalho
A literatura deve ser usada de forma objetiva

Redigida no passado para evento passado e no


presente para conhecimento válido hoje

Normalmente aqui é apresentado o objetivo


do trabalho.

17
INTRODUÇÃO

Equívoco comum:

Estresse Fecundação

•Descreve vários estudos sobre Estresse


•Descreve vários estudos sobre fecundação
•Descreve detalhes do organismo a ser estudado
•Apresenta os objetivos
Alves Sobrinho, T.

18
Introdução

O problema
Justifictivas Importantes
Objetivo
Definião de termos
Importância
Alves Sobrinho, T.

19
Introdução: Argumentação

Sem Hipótese

Tipos de Hipótese de Associação ARGUMENTAÇÃO


Pesquisa

Hipótese de Intrferência

20
Pesquisa Sem Hipótese (Descritiva)
Mostrar a necessidade de descrever X

Importância da técnica de descrição

Importância da condição diferencial de X

Objetivo: Decrever X

21
Associação sem interferência

Objetivo: avaliar se os indivíduos maiores são


os mais agressivos

Tamanho do corpo Agressividade

22
Associação sem interferência

• Por que é importante identificar a


agressividade nessa espécie?
• Por que espera que haja associação com o
tamanho?
• Por que espera que os animais sejam mais
agressivos?

Objetivo: Testar se os animais maiores são os


mais agressivos
23
Associação com interferência

O problema: Encontrar agentes que reduzam


colesterol (LDL) em mamíferos.

Objetivo: Testar se extrato de capim gordura


reduz LDL em ratos.

24
Associação com interferência

O problema: Encontrar agentes que reduzam


colesterol (LDL) em mamíferos.
ARGUMENTAÇÃO

Por que reduzir LDL em amíferos?


Por que extrato de plantas?
Por que extrato de capim gordura?
Por que espera que reduza?

Objetivo: Testar se extrato de capim gordura


reduz LDL em ratos.

25
SUGESTÃO
Leia Introduções em artigos de revistas
de alto nível internacional e que sejam
gerais (publicam estudos de várias
especialidade e áreas). Extraia delas o
outline e veja as várias estratégias
usadas. Por exemplo, leia semanalmente
um artigo (mesmo que fora de sua
especialidade) numa destas revistas:
Alves Sobrinho, T.

Science, Nature, PNAS, PLoS ONE ...


26
CITAÇÕES NO TEXTO
Alves Sobrinho, T.

27
CITAÇÕES NO TEXTO
Alves Sobrinho, T.

28
CITAÇÕES NO TEXTO

CITAÇÕES INAPROPRIADAS:
Não suporta (6%)
A informação não dá suporte, ou até mesmo
contradiz o que se quer sustentar.
Possui ambiguidade (10,6%)
A informação admite duas interpretações,
inclusive em sentidos opostos.
São vazias (7,6%)
A citação não é a fonte primária da informação
Alves Sobrinho, T.

(síndrome do autor preguiçoso).


29
CITAÇÕES NO TEXTO

COMO CITAR?

O que as revistas não informam, mas


você tem que saber!

Pelo Método Lógico, a base científica


guia a decisão na citação.

30
CITAÇÕES NO TEXTO

Quem é o autor dessas 3 informações?

Silva (2014) mostrou que a agressão depende de níveis


hormonais. Esse efeito depende da época do ano. No
verão a ação hormonal na agressão é muito mais intensa.

A agressão depende de níveis hormonais. Esse efeito


depende da época do ano. No verão a ação hormonal na
agressão é muito mais intensa (Silva, 2014).

Silva (2014) mostrou que a agressão depende de níveis


hormonais. No entanto, ele observa que esse efeito
depende da época do ano, sendo a agressão mais
intensa no verão. 31
Vários autores indicam as mesmas
informações da frase: qual literatura
sustenta cada informação?

O zoneamento ambiental pode ser


realizado com base no risco de erosão do
solo, nas características geomorfológicas
e pedológicas (Aguiar et al., 2012;
Alburquer, 2011; Smith, 2003).

O zoneamento ambiental pode ser realizado


com base no risco de erosão do solo (Smith,
2003), nas características geomorfológicas
(Alburquer, 2011) e pedológicas (Aguiar et al.,
2012).
32
NÃO CITE O ÓBVIO!!

Os bois são herbívoros ruminantes


(Dutra, 2014).

A falta de alimento é um problema


mundial (Smith, 2013).
REDIGINDO O Objetivo
Escrevendo o objetivo...

Geral:
Analisar as características que interferem na
regionalização de vazões para a Bacia do
Córrego Guariroba.
Qual o erro??

Avaliar as características da bacia


hidrográfica que interferem na
regionalização de vazões.
O conteúdo do objetivo
estará necessariamente
fundamentado na
Introdução.
Atenção
Não confunda
O objetivo diz o que passos
você fará, não o que metodológicos
com objetivo.
tentará fazer, portanto
ele tem que ser
SEMPRE atingido.
Cuidados na elaboração dos objetivos:

Analisar e Comparar (por qual motivo?):


Esse motivo é o objetivo. Assim: Analisar e
comparar são meios! Indicam passos
metodológicos!

O objetivo do presente estudo foi... (alface!!)


...

Observar a sequência lógica das variáveis


Alves Sobrinho, T.

37
Elaborando objetivos

Objetivo geral: usar variável teórica.


Ex.: Estimar a infiltração de água em áreas
urbanas.

Objetivos específicos: variáveis operacionais.


Ex.: Caracterizar o volume de escoamento
superficial e volume infiltrado no tempo
a partir de dados de chuva simulada.
Alves Sobrinho, T.

38
 Pesquisa de hipótese,
 Em Pesquisa com
use:
hipótese, EVITE: Avaliar, investigar-se,
averiguar...
Confirmar, demonstrar,
provar, descrever...
 Pesquisa descritiva, use:
Descrever, caracterizar.
 Analisar: cuidado
pois indica passo  Pesquisa de
metodológico. interferência, use:
Responda, porque irá Afeta, reduz, inibe,
analisar? interfere...

 Não inclua locais do  Dúvida: não especifique:


estudo no objetivo. afeta X reduz
REDIGINDO O RESUMO
Alves Sobrinho, T.

RESUMO

41
RESUMO

Tipos:

 CONVENCIONAL (Vazio)
 CRIATIVO

Resumo Convencional é uma miniatura do texto


Formato comum de CONGRESSO

Resumo CRIATIVO: formato utilizado em revistas


científicas de bom nível
Deve ser sucinto, “MÁXIMO 100/200 PALAVRAS” e
informar o principal para que o leitor queira ler o texto

42
RESUMO

Pode ser considerado uma


expansão do título

Deve ser sucinto e informar o


principal para que o leitor
queira ler o texto principal

43
RESUMO CRIATIVO:
Limita-se ao essencial;
Qualquer parte do texto pode ser
inserida;
A sequência para apresentar as
informações pode ser livre;
Deve ser curto e passar rapidamente
a informação desejada.

44
EXEMPLO DE RESUMO CRIATIVO
Vitamin C is used as a dietary supplement because of
its antioxidant activity, although a high dose (500 mg)
may act as a pro-oxidant in the body. Here we show
that 100 g of fresh apples has an antioxidant activity
equivalent to 1,500 mg of vitamin C, and that whole
apple extracts inhibit the growth of colon and
livercancer cells in vitro in a dose-dependent manner.
Our results indicate that natural antioxidants from fresh
fruit could be more effective than a dietary supplement.
[82 palavras! Qual foi o salto??]

Nature 405: 903-904, 2000


OUTRO EXEMPLO DE Resumo CRIATIVO!!!

Can apparent superluminal neutrino speeds be


explained as a quantum weak measurement?
M V Berry1, N Brunner1, S Popescu1 and P Shukla2

1 H H Wills Physics Laboratory, Tyndall Avenue, Bristol


BS8 1TL, UK
2 Department of Physics, Indian Institute of Technology,

Kharagpur, India. Received 12 October 2011, in final


form 27 October 2011. Published 11 November 2011

Abstract

Probably not.
Alves Sobrinho, T.

Abstract construído com apenas 2 PALAVRAS!!


46
REDIGINDO AS PARTES DO TEXTO: RESUMO
Alves Sobrinho, T.

47
REDIGINDO O TÍTULO
Título

A função do Título é atrair a


atenção do leitor

Uso da água subterrânea para irrigação


no sudeste piauiense e o risco de
salinização e sodificação do solo

Impacto do uso da água subterrânea para irrigação


Característica de um título:

Curto: evite inclusão de local do estudo, escrever na


ordem direta (sujeito,verbo,complemento).

Fiel ao conteúdo do trabalho: evitar


generalizações e o conteúdo que não pode ser provado
no texto.

Compreensível: evitar siglas e termos específicos.


CONSTRUINDO O TÍTULO

O Título aparece no objetivo e,


principalmente, na conclusão

Mostre a novidade do seu estudo

Se possível, priorize as variáveis


teóricas

[o leitor lerá o trabalho para ver se concorda com ela]


51
Faça título curto mostrando a
generalidade e novidade do estudo
[o leitor deverá lê-lo rapidamente; não
abandoná-lo no meio]

Exponha a lógica do seu estudo


[Descrição, Associação ou Interferência]

52
53
CORRIGINDO UM TÍTULO

TÍTULO ORIGINAL

RUGOSIDADE DA SUPERFÍCIE DE UM LATOSSOLO


DO CERRADO BRASILEIRO SUBMETIDO A
DIFERENTES TIPOS DE PREPARO DO SOLO E CHUVA
SIMULADA EM AQUIDAUANA - MS

SUGESTÃO 1

EFEITO DO MANEJO DO SOLO SOBRE A


RUGOSIDADE SUPERFICIAL, SOB CHUVA SIMULADA
SUGESTÃO 2

EFEITO DO MANEJO DO SOLO SOBRE A RUGOSIDADE


54
elsevier.com https://www.elsevier.com/authors-update/home/featured-article/8-reasons-why-your-article-could-be-rejected

8 reasons why your article could be rejected

An editor reveals the top reasons many manuscripts fail to make it to the peer
review process

By Dr. Peter Thrower Posted on 7 March 2016

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Below are 8 reasons that one of our editors, Dr. Peter Thrower, gave when it came to rejecting articles. The full story
was featured in our Elsevier Connect channel back in September 2012. It was such a well-read story we thought we
would highlight it to our Authors’ Update audience. See link below for the full article.

Are you ready to submit your paper? Keep these points in mind before you submit to avoid getting rejected before it
goes for peer review.

1. It fails the technical screening (e.g. figures or references are not complete).
2. It does not fall within the Aims and Scope of the journal.
3. It's incomplete (e.g. article contains observations but is not a full study).
4. The procedures and/or analysis of the data is seen to be defective (e.g. the study lacks clear control groups
or other comparison metrics).
5. The conclusions cannot be justified on the basis of the rest of the paper.
6. It's simply a small extension of a different paper, often from the same authors.
7. It's incomprehensible (e.g. the language, structure, or figures are poor).
8. It's boring.

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Author biography
Dr. Peter Thrower
Peter Thrower, PhD, is Emeritus Editor-in-Chief of Carbon, the international journal
of the American Carbon Society, and Professor Emeritus of Material Sciences and
Engineering at Penn State University.