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2019

Curso
Turismo: evolução, conceitos e classificações
1 Índice
2 Introdução ................................................................................................................. 3

3 Benefícios do Manual ................................................................................................ 3

4 Conceito de lazer, recreio e turismo ......................................................................... 4

5 Classificação do sujeito turístico ............................................................................... 6


2
6 Evolução do turismo e suas características .............................................................. 7

7 Perspetivas de evolução do turismo ......................................................................... 8

8 Bibliografia .............................................................................................................. 10
2 Introdução

Este manual pretende possibilitar ao seu detentor conhecimentos sobre Turismo,


evolução, conceitos e classificações. Está escrito numa linguagem simples. Os textos
apresentados são elucidativos de como agir em determinado momento. As figuras
procuram auxiliar o leitor a compreender as orientações.

3
3 Benefícios do Manual

Apresentação coordenada e sistemática dos conteúdos a serem abordados, facilitando


a assimilação destes através da sua maior contextualização no panorama mais
abrangente do Curso.
4 Conceito de lazer, recreio e turismo

CONCEITOS
Conceito de Lazer para Dumazedier (1976)

"o lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre


vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou ainda,
4
para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social
voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das
obrigações profissionais, familiares e sociais."

Conceito de turismo
É o conjunto de relações e fenómenos originados pela deslocação e permanência de
pessoas fora do seu local habitual de residência, desde que tais deslocações e
permanências não sejam utilizadas para o exercício de uma atividade lucrativa principal.
Association Internationale des Experts Scientifiques du Tourisme (AIEST)

O turismo compreende as atividades desenvolvidas pelas pessoas ao longo de viagens e


estadas em locais situados fora do seu enquadramento habitual, por um período
consecutivo que não ultrapasse um ano, para fins recreativos, de negócios, ou outros.
Organização Mundial do Turismo / World Tourism Organization (OMT /WTO), 1991.

Turismo é movimento de pessoas, é um fenómeno social, económico e cultural que


envolve pessoas.

É um ramo das ciências sociais e não das ciências econômicas, apesar de que esta última
pode ser a razão de tal movimento, o turismo transcende as esferas das meras relações
da balança comercial.

O conceito de Turismo, segundo o dicionário Michaelis é:

"Viagens realizadas, por prazer, a lugares que despertam interesse"

O dicionário Aurélio conceitua o verbete como: "Viagem ou excursão, feita por prazer,
a locais que despertam interesse.
Dicionário Michaelis conceitua o Turismo como:

"Gosto das viagens. Viagens realizadas por prazer a lugares que despertam interesse".

Andrade (op.cit, p.24) propôs a seguinte definição:

“turismo é o conjunto de serviços que tem por objetivo o planejamento, a promoção e


a execução de viagens, e os serviços de recepção, hospedagem e atendimento aos 5

indivíduos e aos grupos, fora de suas residências habituais”.

Turismo, lazer e recreio


TEMPO LIVRE TEMPO DE TRABALHO

TEMPO REALMENTE LIVRE TEMPO SEMI-LIVRE

LAZER Necessidades vitais (obrigações


 repouso / inactividade sociais, domésticas e biológicas)
 hobbies  habitação
 ler, tv, etc.  trabalho
 desporto  deslocações
 desenvolvimento pessoal,
cultural, profissional
 Recreio/ Turismo

Lazer – corresponde ao tempo realmente livre


Recreio – conjunto de atividades exercidas durante o tempo livre
Turismo – distingue-se do recreio porque implica necessariamente uma deslocação
enquanto o recreio pode ou não dar origem a uma viagem

Assim o turismo pode ser considerado como uma forma particular de lazer e
recreação, distinguindo-se pela componente da viagem e duração da mesma.
Características fundamentais do Turismo:
 Deslocação
 Permanência pouco prolongada
 Deslocação e permanência não utilizadas para atividade lucrativa principal

5 Classificação do sujeito turístico


Visitante
Todo aquele que se desloca temporariamente para fora da sua residência habitual, quer 6
seja no seu próprio país ou no estrangeiro, por uma razão que não seja a de aí exercer
uma profissão remunerada.

Turista
Visitante temporário que permanece no local visitado mais de 24 horas.

Excursionista
Visitante temporário que permanece no local visitado, fora da residência habitual,
menos de 24 horas.

Viajante
O viajante gosta de se distanciar e dizer que viaja para mergulhar na cultura local, viaja
para interagir com os habitantes locais, para aprender e experimentar coisas novas.
Viaja por um mês ou mais, dorme onde calha, come onde pode e fotografa com o
coração.
VIAJANTES

Não incluídos - migrantes


em estatísticas -Passageiros em
trânsito
Incluídos em do turismo - Diplomatas e
estatísticas do membros das
turismo forças armadas
- Nómadas
- Refugiados

VISITANTES
7
TURISTAS EXCURSIONISTAS

motivos da
visita
Passageiro em Visitantes
cruzeiro diários

Recreio Trabalho Outros


Tripulantes

- Férias - Reuniões - Estudos


- Cultura - Negócios - Saúde
- Desporto - Outros - Trânsito
- Visita a - Diversos
parentes
ou amigos
- Outros

Adaptado de OCDE (1989), National and International Tourism Statistiques

6 Evolução do turismo e suas características


As razões que levam as pessoas a querer viajar são complexas e diversificadas. O que
contribuiu para o intenso crescimento pelo qual o turismo passou num período de
tempo relativamente curto foi a maior acessibilidade aos muitos componentes da
experiência de viagem. No que concerne nas motivações de turismo, vale ressaltar: os
padrões culturais de uma sociedade que influenciam seus cidadãos na capacidade e
desejo de viajar. Tal influência pode ser descrita como a cultura influenciando a
motivação do turista emissivo.

As casas devem integrar -se nos estilos arquitetónicos típicos locais, e os proprietários
devem estar disponíveis em contar a história local, bem como a da casa; e dar
informações, com entusiasmo, sobre a gastronomia local, festas, artesanato, tradições
e locais de interesse próximos.
Turismo de Habitação foi o primeiro dos três géneros de alojamento a ser introduzido
(seguindo-se Turismo Rural e Agroturismo, em 1986/8). Começou há cerca de duas
décadas em quatro zonas - piloto: Ponte de Lima, Vila Viçosa, Castelo de Vide e Vouzela.
Contudo, está agora no seu estágio mais desenvolvido em Ponte de Lima, onde a
Associação TURIHAB está sediada.

As casas de classificação Turismo de Habitação são, atualmente, identificadas como


8
Casas Antigas - abrangem Paços e casas com arquitetura erudita de grandes dimensões.

A legislação governamental impõe que as casas devem ter um máximo de dez quartos,
cada um com uma casa de banho privativa. A TURIHAB também contempla os seguintes
detalhes (aplicados aos diferentes grupos de acordo com a classificação das casas):

 o estilo arquitetónico do edifício e a localização;

 decoração interior, mobiliário e preservação;

 valor histórico da casa;

 infraestruturas/facilidades, ex.: piscinas, courts de ténis, campos de golfe, pesca,


etc.;

 proprietários afáveis: conhecimentos locais, de línguas, etc.;

 atmosfera, hospitalidade, tranquilidade;

 serviço: pessoal bem treinado;

 qualidade: refeições bem apresentadas, mudança diária de lençóis, toalhas, etc.

7 Perspetivas de evolução do turismo


O turismo, na sua faceta mais tradicional de sol e praia, marcou o desempenho
económico nas três últimas décadas de regiões como o Algarve e a Madeira e, em menor
grau, Lisboa.
Explorando o potencial natural desses territórios, o sector confirmou-se como um
importante gerador de emprego e rendimento, embora se tenha convertido em mais
uma causa do crescimento assimétrico e litoralizado do país.

À luz desta experiência, para constituir um instrumento de desenvolvimento das regiões


deixadas esquecidas pelo modelo a que acabámos de nos reportar, o turismo português
precisaria de desconcentrar se e diversificar-se, aproveitando o potencial dos territórios 9
e configurando produtos turísticos alternativos.

Num certo sentido, era essa a ideia enformadora do ordenamento turístico do território
lançado em 1986. No entanto, o “Plano Nacional de Turismo” que lhe dava forma foi
rapidamente abandonado, tendo-se perdido a ênfase política de base regional que
prosseguia.

E, todavia, a beleza das paisagens, a riqueza arquitetónica de edifícios seculares, a


exuberância da gastronomia e de muitas manifestações culturais são uma realidade
incontornável da identidade de múltiplas regiões portuguesas, como disso são
expressão o Minho, em geral, e os concelhos de Caminha e Paredes de Coura, em
particular.

A limitar a exploração comercial desses recursos têm estado o excessivo investimento


promocional feito no turismo de sol e praia e o correspondente défice de empenho
noutros produtos, porventura menos massificados, mais exigentes em matéria de
qualidade de serviço, mas, seguramente, portadores de progresso numa lógica de
desenvolvimento mais sustentável e mais equilibrado territorialmente.

Umas e outras entidades (instituições e operadores turísticos, entenda-se) terão, por


outro lado, de manter-se atentas à evolução das necessidades e preferências dos
consumidores, porque serão eles que ditarão o sucesso ou insucesso dos produtos
turísticos oferecidos.
8 Bibliografia
BAPTISTA, A. J. Mendes (1997), “A acção económica das regiões”, Regionalização e
Desenvolvimento, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica
de Lisboa,

https://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Conceitos-De-Lazer/78205618.html

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