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Dimensionamento de componentes de partida de motores trifásicos em

regimes S1 e S2 - 3°A - 2°SEM-2019

Tema da aula: Dimensionamento de componentes de partida de motores trifásicos em


regimes S1 e S2

Objetivo: Capacitar os alunos com os mínimos conceitos e quesitos necessários para a


avaliação de aplicações existentes em caso de problemas e/ou no dimensionamento de
novos projetos.

É importante ressaltar que este procedimento é válido para os regimes de serviço S1 e


S2 em motores trifásicos.

A escolha das proteções a serem aplicadas depende do projetista, da aplicação, do


espaço físico e da disponibilidade do dispositivo de proteção. Como base e como padrão
teremos sempre:

Fusível + Rele térmico: Proteções de curto circuito e de sobrecarga separadas


Disjuntor motor (Até 100A): Proteção de curto circuito integrada à proteção de
sobrecarga

A escolha sempre será por Fusível + Rele térmico ou disjuntor motor!

Sequência de execução:

1° passo: O primeiro passo para iniciar o dimensionamento dos componentes pode ser
visto na vídeo aula abaixo.

Parte 1 - Bases

Neste primeiro tópico as diretrizes básicas funcionais e comparativas sobre as três


partidas são mostradas e os cálculos necessários são demonstrados.
Anotem sempre os valores das Correntes nominais, Correntes de pico de partida e os
tempos de partida para utilização nos cálculos a seguir.

Motor utilizado como base:


Pmec: 10CV
Rend: 89,6%
F.P.: 0,88
IP/IN: 7,5
Vn: 220V
Tp (Tempo de partida): 3s

2° Passo: Dimensionamento de fusíveis

O critério de dimensionamento de fusíveis é único para as três partidas em questão, isso


porque sempre a corrente de linha do motor passará pelas proteções de curto circuito.
Dois critérios são aplicados para o dimensionamento dos fusíveis, que são:

Assista a vídeo-aula 2 no link abaixo e acompanhe a descrição a seguir:

Parte 2 - Dimensionamento de Fusíveis

a) Maior fusível aplicável no circuito (Páginas 7 e 8 da apostila de apoio): Neste


critério a corrente de pico do motor será utilizado como base, desta forma tenha em
mãos a corrente de pico calculada no passo 1.

Escolha na tabela abaixo o fator multiplicador:

Cálculo da corrente máxima referencial:


IFM = Ip * Fator multiplicador (A)

IFM: Corrente base para escolha do maior fusível

Próximo passo é escolher qual fusível a ser aplicado. Para isso nós utilizaremos a tabela
padrão NH da WEG conforme abaixo e a pesquisa que vocês fizeram com os
fabricantes de fusíveis (Página 9 da apostila de apoio):

Escolher o fusível imediatamente menor que o da tabela acima.

b) Fusível ideal em função da curva de atuação (página 10 da apostila de apoio): A


escolha do fusível pela curva de atuação leva em consideração o tempo que o motor
demora para efetuar a partida e a corrente de pico. Este tópico serve para que possamos
identificar se o fusível pode ser menor que o dimensionado no ítem a, de forma a
otimizar os custos dos fusíveis e da instalação.

O procedimento é de localizar no eixo X das curvas a corrente de pico nominal e no


eixo Y o tempo de partida:
Em caso de não conhecer o tempo de partida, sempre considerar 5 segundos que é o
tempo máximo estabelecido por norma.

Neste ponto poderemos determinar se o fusível ideal será igual ou menor que o máximo.

Cuidado que as curvas são dispostas em papel DILOG.

3° Passo: Dimensionamento de Reles térmicos - Sobrecarga

Assista a vídeo aula abaixo para você ter as bases de estudo:

Parte 3 - Reles térmicos

Neste ponto há distinção do método de cálculo para partida direta e direta com reversão
em relação à estrela triângulo. A diferença está no fato de que nas partidas diretas a
corrente de linha é a circulante no rele e na estrela triângulo é a corrente de fase.

Considera-se sempre, para regimes S1 e S2, uma sobrecarga máxima próxima de 10%.
Com isso a proteção pode iniciar imediatamente após a corrente nominal ser alcançada
ou após 10% acima da corrente nominal ser alcançada. A escolha depende da aplicação!

a) Partida direta e direta com reversão:

I Ajuste mín = In [A]


I Ajuste máx: In * 1,1 [A]
I Ajuste escolhida deve ser qualquer valor entre IAmín e IA máx. Não há uma regra
para a escolha e apenas a aplicação mostrará qual deve ser a corrente escolhida.

b) Partida Estrela-Triângulo:

I Ajuste mín = IF n [A]


I Ajuste máx: IF n * 1,1 [A]

Atentem-se que a referência neste caso é a CORRENTE DE FASE!!!!! (IN/ Raiz de 3).

I Ajuste escolhida deve ser qualquer valor entre IAmín e IA máx. Não há uma regra
para a escolha e apenas a aplicação mostrará qual deve ser a corrente escolhida.

Tabela de escolha de reles (Páginas 12 e 13 da apostila de apoio):

Os catálogos são demonstrados em faixas de ajuste da corrente nominal do componente


e sempre devemos escolher um componente no qual a corrente de ajuste determinada
esteja próxima ao centro da faixa de ajuste do rele térmico. Procurar nunca escolher um
rele no qual a corrente de ajuste seja igual aos extremos da faixa de ajuste do rele.

4° Passo: Contatores
Assista a vídeo aula abaixo para você ter as bases de estudo:

Parte 4 - Contatores

a) Dados comuns:

a.1) Categoria de aplicação: Sempre para motores trifásicos de indução a categoria será
AC-3
a.2) Tensão nominal da bobina: Sempre será a tensão de comando do seu projeto de
comando elétrico.

b) Partida direta e direta com reversão:

I contator >= In motor [A]

c) Partida Estrela-Triângulo:

c1) Contatores principal e Delta:

I contator >= I de fase do motor [A]

c2) Contator estrela:

I contator >= In / 3 [A]

Tabela de escolha de contatores (Páginas 14 e 15 da apostila de apoio):


Escolham sempre a corrente referenciada na marcação em vermelho que é a corrente em
AC-3.

5° Passo: Disjuntor motor

Assista a vídeo aula abaixo para você ter as bases de estudo:

Parte 5 - Disjuntor motor

O critério de dimensionamento de disjuntor motor é único para as três partidas em


questão, isso porque sempre a corrente de linha do motor passará pelas proteções de
curto circuito e sobrecarga.

Considera-se sempre, para regimes S1 e S2, uma sobrecarga máxima próxima de 10%.
Com isso a proteção pode iniciar imediatamente após a corrente nominal ser alcançada
ou após 10% acima da corrente nominal ser alcançada. A escolha depende da aplicação!

Dois critérios são aplicados para o dimensionamento dos Disjuntores motores são:

a) Corrente de ajuste:

I Ajuste mín = In [A]


I Ajuste máx: In * 1,1 [A]

I Ajuste escolhida deve ser qualquer valor entre IAmín e IA máx. Não há uma regra
para a escolha e apenas a aplicação mostrará qual deve ser a corrente escolhida.

Determinação do disjuntor pela faixa (Páginas 16 e 17 da apostila de apoio):


Evitar a escolha e aplicação de disjuntores maiores que 65 A pois são raros de encontrar
a pronta entrega para compra.
Os catálogos são demonstrados em faixas de ajuste da corrente nominal do componente
e sempre devemos escolher um componente no qual a corrente de ajuste determinada
esteja próxima ao centro da faixa de ajuste do disjuntor motor. Procurar nunca escolher
um disjuntor no qual a corrente de ajuste seja igual aos extremos da faixa de ajuste do
mesmo.

b) Conferência pela Curva: Sempre haverá a necessidade de conferir se o disjuntor não


entenderá a corrente de partida do motor como um curto circuito e abrirá. Desta forma,
para disjuntores da WEG, há a necessidade de calcular o fator da aplicação, que é:

Fator: Ip/Ia

Deve-se localizar na curva o fator no eixo X e o Tp no eixo Y. O ponto de intersecção


deve estar dentro da curva do disjuntor.

Curvas (Páginas 18 e 19 da apostila de apoio):


Para finalizar a aula, vocês devem fazer dois exercícios de fixação de dimensionamento
e entregar no dia 16.08.2019.

Dimensionar os contatores, reles térmicos (RT), fusíveis(F) e disjuntores motores (DM).

Pmec REND Cos


Fi Vn Vcomando Ip/In Tp Partida Proteção

15 90,5 0,90 220 220 8 3 PD /


PDR F+RT / DM

150 94,6 0,89 380 24(VCC) 7,5 1 E/T


F+RT

[CV] [%] [V] [V] [s]