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Ópera João e Maria

Ópera em 3 Atos de Adelheid Wette


Tradução: Dante Pignatari/Jamil Maluf

Humperdinck e o conto de fadas na ópera


Era uma vez, mais de duzentos anos atrás, dois irmãos chamados Jacob e Wilhelm
Grimm. Eles foram professores e bibliotecários onde nasceram, na Alemanha. Mas
ficaram famosos em todo o mundo, e são até hoje, por terem escrito livros que
reuniam histórias muito antigas, daquelas que um conta para o outro, que conta
para o outro, que conta para o outro. Um desses livros, de 1812, conta uma história,
contada a eles por uma moça chamada Dortchen Wild, que mais tarde se casou
com Wilhelm Grimm, misturada com um horripilante caso real.
O nome desta história, em alemão, é “Hansel und Gretel”, que na tradução literal é
Hansinho e Gretazinha, diminutivos dos nomes Hans e Greta. Em português esta
história foi traduzida como “João e Maria”.

Em 1880, Adelheid Wette pediu para seu irmão, o compositor alemão Engelbert
Humperdinck transformar em ópera a adaptação que ela tinha feito da história
escrita pelos irmãos Grimm. A princípio ele apenas reuniu algumas canções
folclóricas junto ao texto. Como recebeu muitos elogios, continuou desenvolvendo
esse trabalho.
Três anos depois estava pronta a ópera mais famosa de Humperdinck e a mais
querida de todos os tempos, apresentada todo ano em várias cidades da Europa e
em Nova York na época do Natal.

Esse conto de fadas musical, cheio de momentos mágicos, românticos e muito


engraçados, além das maravilhosas melodias, encanta crianças de todas as idades.
Sinopse

Ato I
A cena abre em uma casa muito simples, onde João amarra algumas vassouras
fabricadas por seu pai Pedro, enquanto sua irmã Maria tricota. Mas os filhos do
vassoureiro estão mais interessados em brincar do que em trabalhar. Sua mãe,
Gertrudes, se irrita ao vê-los fazendo grande algazarra e acaba por derrubar uma
leiteira, quando tenta alcançá-los para lhes dar umas palmadas. Irritada, ela manda
os filhos para a floresta colher amoras, ficando sozinha a lamentar a pobreza em
que a família vive.

Exausta, começa a adormecer, mas é acordada pelo marido, Pedro, que acaba de
chegar embriagado, como sempre. Quando Gertrudes vai censurá-lo, vê que seu
marido havia trazido muita comida para casa. Ele explica que tivera boa sorte na
feira e pede-lhe que prepare uma bela refeição. No entanto, ao perguntar pelas
crianças, fica preocupado ao saber que estão na floresta, onde mora uma velha
bruxa conhecida por atrair e assar criancinhas no seu forno. Pai e mãe saem
apressados à procura de João e Maria.

Ato II
Na floresta, João já encheu sua cesta de amoras enquanto Maria improvisa uma
guirlanda de flores, com a qual é coroada pelo irmão. Enquanto eles brincam vão
comendo todas as amoras. Preocupados, eles recomeçam a colher outras, sem
perceber que a noite está caindo. Quando se dão conta já está escuro. Assim ficam
impedidos de continuar com a colheita e também não acham o caminho de volta
para casa. Maria fica temerosa e João, seu irmão, tenta consolá-la. Neste instante,
chega o Anão do Sono para jogar areia em seus olhos, para que possam dormir.
Antes porém, os irmãos fazem suas preces. Adormecidos, são guardados por
quatorze anjos, que descem do céu para protegê-los.

Ato III
Ao amanhecer, a Fada do Orvalho vem para despertá-los. Enquanto caminham de
volta para casa os irmãos relatam um sonho que ambos tiveram, com quatorze
anjos. De repente eles se deparam com uma casa toda feita de doces. Quando os
dois, entusiasmados, começam a comer, ouve-se, por duas vezes, uma voz, saída
de dentro da casa. Então aparece a bruxa. Assustados eles tentam fugir. Ela os
imobiliza, com um feitiço e tranca João em uma gaiola, para alimentá-lo, até que ele
fique bem gordinho e apetitoso...
Após sair montada em sua vassoura, a feiticeira retorna e pede a João que mostre
seu dedo. O menino lhe mostra um fino pedaço de pau. Ela conclui, então, que ele
precisa comer mais. Quando a bruxa entra em casa para buscar mais comida,
Maria, pegando o pedaço de pau, pronuncia as palavras que quebram o feitiço do
irmão. A velha retorna e sem perceber nada, pede a Maria que olhe para dentro do
forno, para ver se os bolos já estão prontos.
A menina, dizendo que não sabe como se deve fazer, consegue que a bruxa lhe
mostre. Nesse momento, então, ela a empurra para dentro do forno que se
desintegra. Com isso Maria quebra o feitiço que a bruxa colocou em várias crianças
que estão presas na casa. Enquanto João e Maria festejam o ocorrido, Gertrudes e
seu marido Pedro os encontram. E todos comemoram. A bruxa...bem, ela é tirada
do forno, transformada em um enorme bolo !
Das Lied von der Erde

Obras Vocais #3: Das Lied von der Erde, de Gustav Mahler
Neste postal, publicado em Abril passado, referimos a forma, assaz incomum, como
Gustav Mahler (1860-1911) encontrou inspiração para terminar a sua Sinfonia Nº2,
durante as exéquias do maestro e pianista Hans von Bülow (1830-1894).
Uns anos antes Bruno Walter (1876-1962) tinha assistido a 2 concertos dirigidos por
von Bülow, o primeiro em 1889 e o outro em 1891. Como consequência destes
eventos, perdeu-se um promissor pianista e ganhou-se um maestro, um excelente
maestro, diga-se, com a curiosidade acrescida de Walter se ter distinguido em
particular nas obras de... Gustav Mahler!
Em 1901, Bruno Walter viria mesmo a trabalhar com Mahler na ópera da corte de
Viena. Vieram depois tempos difíceis para Mahler, em particular o ano de 1907, em
que deixou a Ópera de Viena, pela violenta campanha organizada contra ele pela
imprensa anti-semita, a morte da filha mais velha e o diagnóstico de uma doença
cardíaca.
Das Lied von der Erde, A Canção da Terra, foi composta por essa altura, em Toblach,
local onde Mahler passava os Verões (desde a saída de Viena o compositor vivia em
Nova Iorque). Embora aqui apelidada de Obra Vocal, Das Lied von der Erde é, na
realidade, uma sinfonia composta por 6 canções, com textos baseados na
adaptação para a língua alemã efectuada por Hans Bethge (1876-1946) de poemas
chineses, maioritariamente do século VIII.
A estreia, póstuma, viria a ter lugar no dia 20 de Novembro de 1911, em Munique,
com Bruno Walter à frente da orquestra. Walter nasceu há 129 anos, em Berlim.
Das Lied von der Erde
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Das Lied von der Erde (ou "A Canção da Terra") é uma obra de Gustav Mahler. É
considerada, por alguns críticos, como a obra mais importante deste autor. Nesta
obra, tornam-se visíveis as qualidades mais singulares do compositor: a angústia
existencial e a sublime grandiosidade.

A obra consiste num ciclo de seis canções baseadas em antigos poemas chineses,
adaptados para o alemão por Hans Bethge. Mahler trabalhou nesta sua obra
durante os últimos verões da sua vida. Conseguiu concluí-la em 1911, pouco antes
de morrer, com uma malformação cardíaca avançada. Porém, não chegou a ouvir a
sua estréia perante o grande público, apesar de a ter interpretado inúmeras vezes
ao piano, auxiliado pelo seu amigo e aluno Bruno Walter - que viria a estreá-la em
Munique, em Novembro de 1912, um ano e meio após a morte do compositor.
[editar] A obra

Os poemas que integram o ciclo consubstanciam a filosofia da existência humana.


O primeiro, Das Trinklied vom Jammer der Erde ("A Canção-brinde à Miséria da
Terra") é uma canção que confronta a eternidade da Terra e o carácter efêmero do
homem neste planeta. O segundo, Der Einsame im Herbst ("O Solitário no Outono"),
descreve a Terra envolta numa névoa outonal, como alegoria de desencanto
amoroso. O terceiro poema, Von der Jugend ("Da Juventude"), recria imagens da
juventude: o ruído de "jovens belamente vestidos" dentro de "um pavilhão de verde
e branca porcelana". O quarto, Von der Schönheit ("Da Beleza"), retrata uma
paisagem campestre, onde a beleza, especialmente a humana, é ressaltada pela luz
da natureza e, ao final, um par de jovens trocam calorosos olhares. O quinto, Der
Trunkene im Frühling ("O Bêbado na Primavera") relaciona a vida a um mero sonho
e assim o personagem entrega-se ao simples prazer de beber. O sexto, Der
Abschied ("A Despedida"), reúne um dos tons mais sombrios e melancólicos desta
obra, combinando dois poemas que aludem à nostalgia da amizade e à decisão de
partir, num estado de serenidade própria das filosofias budistas e zen.
[editar] Influências

É conveniente recordar que, naquela época, o mundo germânico foi bastante


influenciado pela obra filosófica de Friedrich Nietzsche, especialmente por Assim
Falou Zaratustra; o trabalho de Carl Gustav Jung, discípulo de Sigmund Freud; os
textos literários de Herman Hesse; a versão alemã do I Ching, assinada por Richard
Wilhelm; o budismo e o taoísmo. Mahler não foi alheio a esta corrente "orientalista"
- mesmo Das Lied von der Erde ("A Canção da Terra") recorreu à antiga poesia
chinesa.

Mahler sempre apreciou a utilização da voz humana, como fazia nos seus "lieder"
como Ruckert Lieder, Drei Lieder, Lieder eines fahrenden Gesellen,
Kindertotenlieder ou Des Knaben Wunderhorn. Daí que os seus lieder traduzam uma
intensidade excepcional de sentimentos. Porém, a escrita sinfónica constitui o seu
veículo de expressão mais pleno, que o conduziu, naturalmente, a uma forma
musical que combina a voz com o acompanhamento orquestral. O compositor
incluiu a voz humana em sinfonias e o máximo expoente desta tendência encontra-
se na "Sinfonia Nº8", denominada "Sinfonia dos Mil" (embora o autor não aprovasse
o nome), devido ao elevado número de instrumentos empregados e, em particular,
de coralistas. A integração mahleriana da voz na massa instrumental atinge o seu
apogeu em Das Lied von der Erde.

É indubitável que neste mundo vocal e instrumental palpita a herança


beethoveniana da "9ª Sinfonia" - "Coral" - também disputada por Richard Wagner.
No entanto, por razões óbvias, a voz humana em Wagner associa-se a cenas
dramáticas integradas num argumento, enquanto a "Ode à Alegria", da sinfonia
"Coral" não possui qualquer intenção narrativa (este o motivo de não se chamar
Poema Sinfónico, mas sim Sinfonia).

Neste sentido, Gustav Mahler encontra-se mais próximo de Beethoven do que


Wagner. Consta que Das Lied von der Erde não foi catalogada como sinfonia devido
a uma superstição que pesava sobre os músicos alemães: ninguém ousava
ultrapassar o número nove afixado por Beethoven na sua última obra deste género.
Mas Das Lied von der Erde «A Canção da Terra» é nitidamente uma sinfonia vocal,
que culmina a linha composicional mahleriana - lamentosa, melancólica e
pessimista - iniciada na Primeira Sinfonia.

Nos derradeiros anos de vida, acossado pela fatalidade - a morte da sua filha Putzi
em 1907 - e pelo desenraizamento, o seu niilismo visceral acentuou-se. "Para os
austríacos sou alemão, para os alemães sou judeu, e como judeu não sou
ninguém", disse Gustav Mahler neste contexto. Das Lied von der Erde pode ser
considerada um verdadeiro testamento musical, testamento com que Mahler disse
o seu adeus. Foi com esta obra que Gustav Mahler se despediu da Terra. Cansado,
fustigado pela sua vida, Das Lied von der Erde é o adeus do compositor, tal como o
nome do íltimo andamento da obra. Mahler escreveu Das Lied von der Erde na pior
altura da vida: havia sido despedido da Ópera Imperial, a sua filha Putzi morrera em
1907 com difteria, Alma o traíra e a sua doença agravara-se muito. Mahler viu-se
então obrigado a prescindir de algumas das suas actividades mais predilectas, e
assim foi criado o clima de Das Lied von der Erde, um confronto do compositor com
a mortalidade, que se sente em toda a obra, com uma atmosfera intimista, típica da
música de câmara, triste, trágica, feliz, resignada, música de uma beleza infindável,
que comove desde a primeira à última nota. É assim Das Lied von der Erde, "A
Canção da Terra".
Nome em
(personagem-título)
português
Turandot Idioma originalItaliano
Compositor Giacomo Puccini
Turandot, última ópera de Giacomo Giuseppe Adami e
Libretista
Puccini, com libreto de Giuseppe Renato Simoni
Adami e Renato Simoni, composta Tipo do enredo Romântico
em três atos, baseado numa peça
Número de
de Carlo Gozzi com a adptação de 3
Friedrich von Schiller. Estreou no atos
Teatro Alla Scala em Milão a 25 de Número de
5
abril de 1926, sob a regência de cenas
Arturo Toscanini. Esta ópera ficou Ano de estreia 1924
inacaba por causa da morte do
Local de
autor à 29 de novembro de 1924, Teatro alla Scala, Milão
sendo completada por Franco estreia
Alfano. Arturo Toscanini não gostou
do final que Franco Alfano deu a ópera de Puccini, por isso que na cena de morte de
Liù, virou-se para a platéia e disse: "Senhoras e Senhores, aqui parou Giacomo
Puccini".

Em Turandot, Puccini mostra aquela veia sado-masoquista que já havia manifestado


em Suor Angelica, Madama Butterfly e Tosca ("meus instintos nerônicos", dizia ele).
O triunfo final de duas personagens que se comportam de forma censurável
(Turandot e o príncipe Calaf) chocou algumas pessoas, apesar da partitura de um
melodismo fluido, extremamente quente, melancólico e sensual, típico de Puccini.
Esta ópera, na qual Puccini importa temas musicais de origem chinesa, assim como
a Aida de Giuseppe Verdi, é um verdadeiro deleite para os cenógrafos, pois permite
a criação de cenários monumentais.
Personagens
Altum, imperador da China Tenor
Princesa Turandot, filha de Sopran
Altum o
Timur, rei exilado dos
Baixo
tártaros
Calaf, filho de Timur Tenor
Sopran
Liù, escrava de Timur
o
Baríton
Ping, Chanceler
o
Pang, Ministro da Dispensa Tenor
Pong, Grande Cozinheiro Tenor
Um Mandarim Baixo
Sinopse

A Princesa Turandot, filha do Imperador Altum da China, odeia todos os homens, e


jura que jamais se entregará a nenhum deles; isto devido a um fato ocorrido na
família imperial que a traumatizou para sempre: o estupro e assassinato da
princesa Lo-u-Ling, quando os tártaros invadiram e conquistaram a China. Seu pai,
porém, exige que ela se case, por razões dinásticas, e para respeitar as tradições
chinesas. A princesa concorda; porém, com uma condição: ela proporá três enigmas
a todos os candidatos, que arriscarão a própria cabeça se não acertarem todos os
três, e somente se casará com aquele que decifrar todas as três duríssimas
charadas. A crueldade e frieza da princesa não fazem mais do que atiçar a paixão
do Príncipe Desconhecido, filho do deposto rei dos tártaros, que decide arriscar a
própria vida para conseguir a mão da orgulhosa princesa. Ele consegue, após a
derrota de todos os outros candidatos, até porque é o único que compartilha da
natureza sádica e egoísta da princesa, sendo capaz de entendê-la.
Ato I

Pequim. Um arauto do governo imperial anuncia à multidão, reunida na Praça da


Paz Celestial, o decreto do imperador Altum: a Princesa Turandot desposará aquele
que, de sangue real, decifre os três enigmas que ela proporá. Aquele que se
arriscar, porém, e fracassar, pagará com a vida. O Príncipe da Pérsia acaba de
tentar, mas não teve sorte: será executado ao nascer da lua. A multidão mal pode
esperar para ter o prazer de assistir à execução (Perchè tarda la luna?). No meio
dessa turba ensandecida está o velho Timur, incógnito príncipe destronado dos
tártaros, e sua fiel servidora Liù. O Príncipe Desconhecido, filho de Timur, exulta de
alegria ao reencontrar seu pai, que julgava morto. A lua surge no céu. Aparece o
Príncipe da Pérsia a caminho do patíbulo; longe de parecer assustado diante da
morte, ele parece estar num êxtase místico, embriagado pela beleza de Turandot.
Aqui a princesa entra em cena pela primeira vez. Tomados de compaixão pelo
jovem príncipe, todos suplicam-lhe por clemência; mas, ao invés, sem hesitar um só
segundo, num gesto imperioso, frio, e cruel, ela dá o sinal ao carrasco que faz
descer o machado no pescoço do príncipe. É neste exato momento que o Príncipe
Desconhecido se apaixona por Turandot, e anuncia sua intenção de se candidatar à
mão da princesa. Todos tentam demovê-lo da idéia: seu pai, os três ministros
imperiais Ping, Pang e Pong, e Liù que, numa comovente ária, Signore ascolta,
confessa que está apaixonada pelo príncipe desde o dia em que pela primeira vez o
viu sorrir no palácio real. O Príncipe responde pedindo-lhe que nunca deixe de
tomar conta de seu velho pai, se ele vier a faltar (Non piangere Liù). Aos gritos
gerais de louco! insensato! o que estás fazendo? - o príncipe toma do martelo, e dá
três golpes no gongo, sinal de que está se candidatando à mão de Turandot.
Ato II
Os três ministros Ping, Pang e Pong discutem o destino da China, e comentam que,
desde que Turandot começou a reinar, ninguém mais tem paz no Celeste Império: o
machado e os instrumentos de tortura funcionam noite e dia. Monta-se a cena
diante do Palácio Imperial para a cerimônia dos enigmas. Surge em cena o velho
imperador Altum, que tenta convencer o jovem pretendente a desistir: "Permite,
meu filho, que eu possa morrer sem levar para o túmulo essa culpa pela tua jovem
vida, muito sangue já correu!" Mas é tudo em vão, a obstinação do jovem Príncipe
Desconhecido deixa todos estupefatos. Surge Turandot, que olha o candidato com
olhar frio, impassível, e cheio de desdém. Sua voz se faz soar pela primeira vez:
"Neste palácio (In questa Reggia), já faz mais de mil anos, um grito desesperado
ressoou; e aquele grito, da flor da minha estirpe, um eco eterno na minh'alma
deixou. Princesa Lo-u-Ling!... Há séculos ela dorme na sua tumba enorme!
Estrangeiro, desiste! Os enigmas são três, a morte é uma." Tendo o príncipe
recusado sua última chance de escapar ileso, Turandot expõe seu primeiro enigma.
"Qual é o fantasma que nasce todas as noites, apenas para morrer quando chega a
manhã?" "É a esperança," responde o príncipe. Os três sábios do reino consultam o
livro das respostas: primeira resposta, correta. Turandot, por um breve momento,
parece ter sentido um choque, mas não se deixa abater, e diz cheia de escárnio:
"Sim! A esperança que ilude sempre!" Impassível, ela propõe o segundo enigma: "O
que é vermelho e quente como a chama, mas não é chama?" "O sangue," responde
o príncipe. Os sábios consultam seus livros: a segunda resposta também está
correta. Agora, Turandot parece ter perdido um pouco a compostura, mas se
convence de que nem tudo está perdido. Vem o terceiro enigma: "Qual é o gelo que
te faz pegar fogo?" "Turandot." "Turandot! Turandot!" gritam os sábios em coro.
Resposta correta! Agora, o desespero toma conta de Turandot, que se atira nos
braços do pai: "Pai, não me obrigue a entregar-me a este estrangeiro!" Mas seu pai
lhe responde que nada pode fazer: o juramento é sagrado. O Príncipe
Desconhecido, porém, afirma que não quer ter Turandot contra a vontade da
princesa. Ele propõe-lhe, então, um único enigma; se ela responder corretamente,
ele desiste dos seus direitos, e entrega sua cabeça ao carrasco. "Tens até a aurora,"
diz ele, "para descobrir meu nome."]

Ato III

Funcionários públicos percorrem as ruas de Pequim com lanternas acesas. Numa


ditadura perfeita, onde ela tem poderes ilimitados, Turandot ordenou que ninguém
durma esta noite em Pequim: todos devem ajudar a descobrir o nome do Príncipe
Desconhecido. É então que o príncipe canta a celebérrima ária Nessun dorma (Que
ninguém durma). Os três ministros Ping, Pang e Pong tentam fazer de tudo para
convencer o jovem a desistir, oferecendo-lhe lindas mulheres, riquezas, e um visto
de saída da China - mas tudo em vão. De repente, alguém se lembra de que viu o
jovem príncipe em companhia de Liù e do velho. Turandot ordena que Liù seja
torturada, até que revele o nome do príncipe; ela morre sem dizer uma palavra,
numa das mortes mais comoventes de todas as óperas. O dia nasce com o velho
chorando sobre o cadáver de Liù. "Liù, bondade! Liù, doçura! Liù, poesia!". Calaf, o
principe desconhecido vê Turandot, ela pede que todos saim e tem um duo com ele
(este já composto por Franco Alfano) em que ela se revela humilde. Calaf conta qual
é o seu nome, e os guardas chegam; Turandot restaura seu orgulho, mas na hora de
falar qual é o nome de Calaf ela fala que o nome dele é "Amor".
Curiosidades

A cena final é muitas vezes considerada pelos melómanos como um pouco


decepcionante, quando o enigma final é revelado: O nome do Príncipe é Amor.

Em 2001, o compositor italiano Luciano Berio compôs um novo final para a ópera
Turandot, alternativo ao de Franco Alfano.
No auge da maturidade de Puccini, a ópera Turandot apresenta um curioso
contraste com todas as outras óperas com temas orientais do período romântico,
pois ela não era igual a Aida e Lakmé que pouco tinham da música de seus países.
Turandot, usava escalas orientais como em Madama Butterfly. Turandot lembra a
China em todos os aspectos musicais, mesmo sendo uma ópera italiana.

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Ariadne

Depois de O Cavaleiro da Rosa, Ariadne auf Naxos é a ópera mais famosa de


Richard Strauss. Durante a vida do compositor, a ópera foi produzida apenas uma
vez, em 1926, quando foram feitas três apresentações, uma delas conduzida pelo
próprio Strauss. Somente três décadas depois é que Ariadne auf Naxos retornaria ao
palco, foi apresentada no Salzburg Festival e atingiu enorme sucesso com Karl
Böhm, em 1954. A ópera é composta por um ato e um prólogo. Foi escrita por Hugo
von Hofmannsthal.
Sinopse

Músicos, cantores, carpinteiros, estão todos trabalhando na preparação da primeira


apresentação de uma ópera-séria especialmente encomendada pelo homem mais
rico de Viena para entreter seus convidados. Há, no entanto, um constrangimento
quando o mordomo avisa que depois da ópera-séria haverá uma ópera-bufa e que
ambas não deveriam atrasar-se, pois haveria fogos de artifício precisamente às 21h.
Porém, o pior ainda estava por vir, mais tarde o mordomo volta para avisar que o
seu patrão tinha mudado de idéia: agora as duas óperas deveriam se apresentar
simultaneamente, sendo a ópera-séria pontuada por intervalos de dança dos
comediantes da ópera-bufa. O compositor entra em desespero e quer abandonar
tudo. No entanto, o professor de dança lhe lembra que grandes compositores
tiveram que concordar com exigências desse tipo para ver suas obras no palco.
Zerbinetta então o convence a fazer os cortes necessários. Enquanto o professor de
música e o de dança conversam, o compositor fica fascinado por Zerbinetta. Agora
o compositor aceita as mudanças que devem ser feitas e está entusiasmado, pronto
para ver o mundo com outros olhos. Ele afirma que o mundo é amável e não
temível para os corajosos. Quando Zerbinetta e seus companheiros invadem a sua
ópera, o compositor cai em si e percebe, tarde de mais, o que ele tinha aceitado,
caindo em um desespero incontrolável. E assim começa a ópera.
Ato I

Na ilha deserta de Naxos está Ariane, que foi abandonada pelo seu amado, Teseu.
As ninfas Naiade, Driade e Eco estão junto dela. Ao acordar, infeliz, deseja a morte.
Zerbinetta e Arlequim tentam a distrair, mas em vão. Ariane está à espera de
Hermes, o deus mensageiro dos deuses. Zerbinetta fala para Ariane, de mulher
para mulher, que ela deveria parar de sofrer por seu amor, pois todas as mulheres
já passaram por isso. Ela mesma, Zerbinetta, já havia sofrido muito pelos homens e
ainda não tinha aprendido a lidar com eles. No entanto, Ariane não demonstra
qualquer reação. Nesse momento, um navio se aproxima. As ninfas avisam que um
jovem deus estava se aproximando da costa. Era Baco. Ariane escuta sua voz de
longe e pensa ser Hermes, por quem ela estava esperando. Baco pensa que Ariane
é Circe, que tentara pouco antes transformá-lo em animal. Quando Baco se coloca
diante de Ariane, esta pensa se tratar de Teseu, mas se convence que seus sentidos
estão perturbados. Ela pede então a Baco que a leve em seu navio, pois pensa ser
Hermes. Baco se apaixona por Ariane e a leva consigo.
Ça Ira

Ça Ira é uma ópera de três atos do britânico Roger Waters.

Ele é um antigo vocalista da banda de rock Pink Floyd, terminou um trabalho de que
durou dezesseis anos. Ça Ira, uma história da Revolução Francesa em forma de
ópera, foi lançada em CD no dia 27 de Setembro de 2005.

Waters começou a trabalhar em Ça Ira desde 1989, quando Etienne Roda-Gil, um


compositor, o abordou com um livreto perguntando se poderia usar algumas
canções antigas de Waters. Ele se apaixonou pelo projeto, que foi suspenso quando
a mulher de Roda-Gil morreu, mas depois foi retomado.

Esta é a primeira ópera para uma orquestra completa com vocais que Roger Waters
elabora.

A pródiga primeira edição de Ça Ira, uma ópera em três atos para orquestra cheia,
solistas e coros, incluiu um SACD DigiPack e um encarte de 60 páginas de luxo
coloridas inclusive as letras de Roger Waters baseado no libretto francês original de
Etienne Roda-Gil, as ilustrações originais criadas por Nadine Roda-Gil, biografias de
Waters e o elenco da ópera, fundo e nota de produção da ópera.

Ça Ira ainda inclui um documentário de DVD especial que escreve crônicas da


produção da ópera. O DVD Ça Ira localiza a história do projeto, de concepção para
conclusão, e inclui entrevistas de revelatorio com Waters e os músicos e elenco de
Ça Ira como também metragem de estudio exclusivo da gravação da ópera.

Apresentado ao Etienne Roda-Gil por um amigo mútuo, Waters ficou imediatamente


e profundamente impressionado pela paixão e o poder do manuscrito de Etienne e
começaram trabalho em criar uma pontuação orquestral rica para Ça Ira. O trabalho
no projeto foi suspenso quando Nadine morreu tragicamente de leucemia. Vários
anos passaram antes de Roger e Etienne retomarem a elaboração de Ça Ira.

Em 1997, Roger começou a escrever uma versão inglesa do texto. "Não é justo uma
tradução", ele diz. "Eu aderi muito ao espírito do original de Etienne e somei um
pouco a isto. Embora esteja arraigado na história da revolução, sua inclinação
filosófica é, eu suponho, contemporâneo como bem. É mais que há pouco uma
história da Revolução Francesa, é um pedaço sobre o potencial humano para
mudança".

A versão final de Ça Ira caracteriza orquestração e arranjos coral por Rick


Wentworth e Roger Waters, também os produtores do álbum. São trazidos como
caracteres principais na ópera a vida pelo baixo-barítono galês Bryn Terfel (o
Ringmaster, o Encrenqueiro, Louis Capet - o Rei de França); internacionalmente
aclamou o soprano Ying Huang (Marie Marianne - a Voz de Liberdade, Razão e a
República, Marie Antoinette - a Rainha da França); o tenor americano Paul Groves
(Padre Revolucionário, Um Oficial Militar); e Senegalese " uma orquestra " de
homem Ismael Lo (um Escravo Revolucionário). Outras partes são cantadas por
Jamie Bower (Pássaro Honrado - o Padre Revolucionário jovem) e Helen Russill (a
Senhora Antoine - a jovem Marie Antoinette).

Antes da subida e se cai da guilhotina, antes de o terror levasse cabo, as Pessoas da


França lutaram para um mundo melhor baseado nos ideais de liberdade, igualdade
e fraternidade em lugar da pessoa regeu por uma nobreza calosa e antiquada. É
esta história de esperança e promete que Ça Ira foi inspirada. Fixe durante os dias
cedo otimistas da Revolução Francesa, Ça Ira é um trabalho de poder atordoante e
beleza e invoca a paixão, loucura, e triunfo de fé por um tempo que mudou para
sempre a natureza do mundo.