Você está na página 1de 2

Classificação dos legados

1. Legado de coisas
a. Legado de coisa alheia: o CC, art. 1912 determina que "é ineficaz o legado
de coisa certa que não pertença ao testador no momento da abertura da
sucessão", por isso ninguém pode ter liberalidade com bens que não são seus.
b. Legado de coisa do herdeiro ou legatário: Está disposto no art. 1935 do CC;
ocorre quando o testador ordena que o herdeiro ou legatário, entregue coisa
(sublegado) de sua propriedade a ourem (sublegatário), impondo um encargo
ao herdeiro ou legatário, que tem a opção de aceitar a herança ou o legado,
entregando o objeto que lhe pertence a terceiro, conforme disposição
testamentária, ou de conservar o bem em seu patrimônio, renunciando, de
modo implícito, a herança ou o legado.
c. Legado de coisa móvel que se determine pelo gênero ou pela espécie:
Está inserto no art. 1915 CC; este legado será cumprido mesmo que não exista
entre os bens deixados pelo testador.
d. Legado de coisa comum: ocorre quando o legado é de coisa comum e
apenas em parte pertencer ao testador ou na hipótese de o testador ordenar
que o herdeiro ou legatário entregue coisa de sua propriedade a outrem.
e. Legado de coisa singularizada: conforme determina o art. 1916 do CC: se o
testador legar coisa sua, singularizando-a, só terá eficácia o legado se, ao
tempo de sua morte, ela se achava entre os bens da herança ou se ainda
existir entre os bens do testador.
f. Legado de coisa ou quantidade localizada e de coisa incerta: ocorre no
caso do legado de coisa encontrar-se em determinado lugar. Neste caso, só
terá eficácia se no local for achado o legado, salvo se removido a título
transitório. Ocorrendo o legado de coisa incerta, sendo determinado apenas o
gênero ou a espécie, cabe ao herdeiro escolher a coisa, sendo diligente na
escolha, ou seja, não escolhendo apenas a melhor.
2. Legado de crédito ou de quitação de dívida: Neste caso, este legado só terá eficácia
até a importância deste crédito ou quitação de dívida, ao tempo da morte do testador.
3. Legado de alimentos: Neste caso abarca o sustento, a cura, o vestuário, a casa, a
educação enquanto o legatário viver. Quem fixa o valor da pensão alimentícia é o
testador.
4. Legado de usufruto: Que é vitalício. Com a morte do usufrutuário consolida-se o
domínio do nu proprietário.
5. Legado de imóvel (que compreende as benfeitorias de qualquer natureza): Cumpre
ressaltar que o art. 1922 do CC/2002 declara que "se aquele que legar um imóvel lhe
ajuntar depois novas aquisições, estas, ainda que contíguas, não se compreendem no
legado, salvo expressa declaração em contrário do testador."
6. Legado de dinheiro: Disposto no art. 1925 CC, o legado em dinheiro só vence juros
desde o dia em que se constituir em mora a pessoa obrigado a prestá-lo.
7. Legado de renda ou pensão periódica: No caso do legado consistir em renda
vitalícia ou pensão periódica, o art. 1926 do CC dispõe que esta ou aquela correrá da
morte do testador.
8. Legado alternativo: Se o legado for alternativo, a opção é feita pelo herdeiro, salvo se
o testador estiver estipulado de forma diversa.

Você também pode gostar