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ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO PROJETO GURI

POLO PEREIRA BARRETO

MAPEAMENTO CULTURAL
TRILHAS CULTURAIS

PEREIRA BARRETO
2019

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IVETE GIOVANINI SANTANA – HENRIQUE MANOEL MOREIRA DOS
SANTOS – MARCELO CARREIRA DA SILVA – ALUNOS DE PERCUSSÃO E
VIOLÃO

MAPEAMENTO CULTURAL
TRILHAS CULTURAIS

Levantamento realizado pelos alunos de


Percussão e Violão, com auxílio da Secretaria
de Turismo e Cultura de Pereira Barreto,
através do Diretor de Cultura Sr. Mário Cesar
Irikura.

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Primeiramente agradecemos a Deus pelo discernimento e sabedoria para a realização
deste trabalho.

Agradecemos também a Associação Amigos do Projeto Guri que nos deu a


oportunidade de fazermos este mapeamento Cultural do nosso município e termos sido
escolhidos como um dos Polos Pilotos da Regional Araçatuba. Foi um trabalho muito
gratificante, onde aprendemos muito sobre nossa Cultura e descobrimos fatos culturais
que não tínhamos noção que existia em Pereira Barreto. Agradecemos também a
Secretaria de Turismo e Cultura, ao Secretário de Turismo e Cultura Sr. Igor de Freitas
Grespan, principalmente ao Diretor de Cultura Sr. Mário Cesar Irikura, que não mediu
esforços para nos auxiliar em tudo que solicitamos. Agradecemos aos alunos e alunas
do Projeto Guri – Polo de Pereira Barreto que nos auxiliou trazendo informações sobre
algum conhecido ou vizinho que de alguma forma contribui com nossa Cultura,
agradecemos também ao nosso Comitê Trilhas Culturais que ajudou na elaboração
deste mapeamento, a nossa equipe do Polo Henrique Manoel Moreira dos Santos –
Educador musical de Percussão, Marcelo Carreira da Silva – Educador de Violão e Ivete
Giovanini Santana – Coordenador (a) de Polo.

Um agradecimento especial ao nosso parceiro Sr. João de Altayr Domingues, prefeito


municipal da Estância Turística de Pereira Barreto, onde todo o trabalho desenvolvido
dentro do Projeto Guri Polo de Pereira Barreto se dá graças a parceira existente entre
Associação Amigos do Projeto Guri e Prefeitura Municipal.

Finalmente encerramos nossos agradecimentos à Equipe Regional de Araçatuba:


Gislaine Ábrego – Gerente Regional, Saulo Bertolino – Supervisor Educacional,
responsável pelo naipe de Percussão e do Polo de Pereira Barreto no todo, Alexandre
Soares – Supervisor Educacional de Cordas dedilhadas e Juliana Faria – Supervisor (a)
de Desenvolvimento Social responsável pelo Polo de Pereira Barreto, na área de
Desenvolvimento Social, que nos auxiliaram e apoiaram nos momentos de dúvidas.

Hoje dia 15/06/2019 vamos entregar nosso trabalho concluído, concluído em parte, pois
a Cultura está sempre crescendo e cada dia sendo mais valorizada dentro do município
de Pereira Barreto.

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Cidades de Recordações
Atravesso a ponte.
No final da viagem.
Chego no ponto do final da estação
da cidade de Tietê.

Lembranças passadas,
ao olhar,
na sombra da lua,
a cidade que muito mudou.
E a saudade da terra natal-tietê.

Meu destino,
Andando sozinho ao sabor do vento,
chego e relembro a imagem daquela pessoa
da qual me separei muito tempo atrás
e lembranças apagadas voltam e fico triste.

Navio que chega, navio que parte, através da ponte,


Um porto de lembranças, onde o voo da gaivota
traz saudades dos que vão, dos que chegam,
e com o tempo as flores florescem e são as lembranças
da minha vida.
Música: Nobuo Kawamura

Letra: Tatsuki Higashi

Junho de 2008

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Memorial de Pereira Barreto

Histórico

A Origem

No passado, a região em que o município de Pereira Barreto está localizado, já


havia sido vasculhada por inúmeros aventureiros, tendo por aqui passado os
Irmãos Leme, agente de Pascoal Moreira Cabral, Dom Luiz de Céspedes Xéria,
nomeado Governador do Paraguai, que se casou durante sua curta permanência
em São Paulo, com a filha do bandeirante André de Sá, a bela Dona Vitória.

Dom Luiz estacionou nas terras comunais, primeiramente na boca da volta do


Anzol, no Passo de Pirataraca, à altura de Lussanvira. Transferiu-se
posteriormente para o pontal formado pelo Rio Tietê, em sua foz no Rio Paraná,
isso na primavera de 1628. A senhora Vitória de Sá, nomeadamente foi à
primeira mulher a pisar as terras que hoje, constituem o município. Nesse local,
Dom Luiz aprovisionou numa roça que ali foi plantada, e deixada por um anônimo
e desconhecido predecessor. Com hispânica eloquência registrou em seu
relatório que “Havia abundância de pescado e grandíssima suma de casa, de
tigres y leonês y muchissimas antas”. Anos mais tarde, encerrado o ciclo
verdadeiramente empolgante e misterioso das monções e do pioneirismo
paulista, o rio Tietê foi relegado ao esquecimento. Nessa época apareceu um
italiano, Flávio Dias da Costa, que declarou possuir entre outros bens uma gleba
seccionada no seu geocentro, pelo rio que o gentio chamava “Niembi - Meri”,
nome que é uma simples corruptela de Anhembi - Mirim, hoje o atual Rio São
José dos Dourados. Apossou-se desta gleba em 1815, dela se livrando a 27 de
janeiro de 1829, mediante alienação feita a José Garcia Leal, que ficou com a
região de Urubupungá e a Fabricio Joaquim de Souza que se tornou proprietário

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da atual Fazenda Ponte Pensa. Em 1842, o senhor José Garcia Leal, por
doação, transferiu seu latifúndio aos seus sobrinhos, senhor Leal e a senhora
Anna Angélica, e estes para os senhores: Antônio Manoel Teixeira e Antônio
Correia de Souza. Posteriormente, segundo documento datado em 17 de abril
de 1844, a propriedade foi transferida para o senhor Antônio Francisco Lopes e
ao senhor Manoel Pimenta. E, ao senhor Fabrício, que ficava além do Rio São
José do Dourados, venderia também sua fazenda a terceiros, inclusive uma
parte ao senhor João Ferreira da Rocha, que em 1875, no córrego do Limoeiro,
em seu sítio apelidado de Pau Ferrado, à margem da velha estrada de Cuiabá,
em terras do atual município, exercia a profissão de ferreiro. Devemos lembrar
também que, em 1850, o Governo Imperial decidiu por questões de segurança
nacional e política, estabelecer uma ligação permanente entre a Corte e a
Província de Mato Grosso, e em 1858, foi criado a Colônia Militar de Itapura, e
um núcleo de colonização nos limites das duas províncias de Mato Grosso e São
Paulo, com o sensato propósito de facilitar e estimular a navegação e a
comunicação, entre o Governo Imperial e as Forças Armadas, fixadas na
fronteira com o Paraguai. A região possuía uma via de comunicação terrestre,
denominada Picadão de Cuiabá, e em 1870, foi inaugurada a Estrada de São
Bento de Araraquara, ligando

Avanhandava e Itapura, na margem direita do Rio Tietê. Em 1909, a imigração


Japonesa, encadeou uma série de eventos de colonização e de arroteamento de
área, em seu primeiro contato direto com a região, realizada pelos trabalhadores
japoneses contratados para a construção da Estrada do Bacuri e Itapura, até a
conclusão final em 1910. A região onde se localiza o atual município de Pereira
Barreto fazia parte de uma Fazenda Federal, onde em 1858, foi criado uma
Colônia Militar com o nome de “Estabelecimento Naval de Itapura”, em virtude
de estar situado justamente no Salto de Itapura, no rio Tietê. Havia nesta região,
na época pertencente ao município de São José do Rio Preto, um povoado
situado à margem do Rio Tietê, chamado Itapura, que foi elevado a Distrito em

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1909. Parte desse território foi desmembrado, e depois incorporado ao Distrito
de Penápolis em 1910. Era proprietário das terras do povoado de Itapura, o
Coronel Jonas Alves de Mello, que grande parte delas havia vendido a vários
imigrantes japoneses, entre os quais Kumito Miyasaki, Carlos Y Kato e Gousu
kiImau (os primeiros povoadores do lugar).

Início da Imigração Japonesa

A história de Pereira Barreto e da Imigração Japonesa na região, teve início


quando, em 01 de agosto de 1927, reuniram-se em Tóquio cerca de doze
Governadores das Províncias do Japão, e fundaram uma Cooperativa de
Colonização, com o nome de “Kaigai Ijuu Kumiai Rengookai”, cujo objetivo era
de formar grandes núcleos, para dar assistência às pequenas propriedades
agrícolas no Brasil, enviando do Japão os imigrantes proprietários.

Constituição da Cooperativa

A Cooperativa de Colonização foi assim constituída: Diretor Presidente: Dr.


Keishiti Tatsuki- ex Embaixador do Japão no Brasil - Diretor Gerente: Dr.
Mitsusada Umetani - ex Governador da Província de Nagano. Como o objetivo
era de colonização, para fixar definitivamente os imigrantes no Brasil, foi que em
outubro de 1927, o Dr. Mitsusada Umetani veio ao Brasil para adquirir uma
grande gleba de terras. No dia 09 de agosto de 1928, ele adquiriu do Cel. Jonas
Alves de Mello, a Fazenda Tietê, com 46.690 alqueires. No dia primeiro de
setembro de 1928, foi nomeado o primeiro administrador da fazenda, o
experiente Syungoro Wako. No início, incentivaram o plantio de café em cada
lote de dez alqueires, em pelo menos 60% da sua área, com as demais
destinadas ao plantio de cereais, e reserva florestal. A Sociedade Colonizadora
providenciou toda infraestrutura necessária para a colonização. No dia 30 de
março de 1929, esta sociedade foi registrada em São Paulo, com o nome
nacionalizado de “Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda”, e em Japonês com o
nome de “Brasil Takusyoku Kumiai”, depois conhecida por BRATAC.

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Fundação do Povoado

Tais terras ficavam situadas em região desabitada. O município de Pereira


Barreto foi fundado oficialmente, com o nome de Novo Oriente, em 11 de agosto
de 1928, quando a Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda adquiriu parte das
terras do povoado de Itapura a fim de receber imigrantes japoneses, para
trabalharem nas lavouras.

As terras então já pertenciam pela Lei nº. 2008 de 23 de dezembro de 1924, ao


município de Monte Aprazível. As terras adquiridas pela Sociedade Colonizadora
eram banhadas por grandes rios, como o Tietê e o Paraná, o que as tornavam
apropriadas para a lavoura, que em pouco tempo, tornou viável o rápido
progresso da região.

O Pioneirismo

Após a aquisição destas terras, o Dr. Mitsusada Umetani, planejou a construção


de uma Ponte no Rio Tietê, na qual receberia o nome de “PONTE NOVO
ORIENTE”. Consideram-se realmente como pioneiros e fundadores desta
região, as seguintes personalidades: Dr. Keishiti Tatsuki – 1º Diretor Presidente
da Sociedade Colonizadora – Dr. Mitsusada Umetani – 1º Diretor Gerente da
Sociedade - Syungoro Wako – 1º Administrador da Fazenda Tietê, Dr. Kazuo
Nakashima – Administrador Interino e Agrimensor -Kiichi Takeuche, Kagueki
Onari, Gonroku Yoshimura, Hirosu keIshida, Ikutano Aoynagui, Sentaro
Hatanaka, Tokuya Koseki, Kumito Miyasaki, Carlos Y Kato e Gousu kiImau.
Em junho de 1929, tem início a derrubada das matas, em uma área de 63
alqueires, onde foi planejada a zona urbana. Tempos depois, este povoado, já
composto de cerca de 500 habitantes, passou a se chamar “Vila Novo Oriente”,
mais tarde Pereira Barreto. Em 27de setembro de 1936, vem a falecer no Japão
o senhor Mitsusada Umetani, fundador e ex-diretor gerente da Sociedade
Colonizadora do Brasil Ltda.

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Fonte: Informações extraídas da Obra publicada pelo autor Jitsunobo Igi –
1988.

Ponte Novo Oriente – A Ponte Velha

A construção da ponte era uma necessidade, pois viabilizaria a ligação dos


núcleos urbanos da Fazenda Tietê, à estação de trem de Lussanvira, eliminando
o uso da balsa. A ponte foi projetada por uma empresa do Rio de Janeiro em
1929, e o início da construção ocorreu em outubro de 1932. O local para a
construção foi definido por um engenheiro da BRATAC, Kazuo Nakashima, que
escolheu a área devido à formação rochosa do terreno, que foi utilizada para
“cravar” as bases da ponte, e pela menor distância entre as margens do Rio Tietê
no local. Em 25 de junho de 1935, foi inaugurada à Ponte Novo Oriente. A
construção da ponte durou dois anos e quatro meses para ser concluída, apesar
do contrato da obra prever um prazo de quatorze meses. O custo desta ponte,
hoje submersa pelo Lago de Três Irmãos, foi de 800.000.000 (Oitocentos Contos
de Réis) pagos pela BRATAC, e 400.000.000 (Quatrocentos Contos de Réis)
foram pagos pelo Governo do Estado, totalizando 1.200.000.000 (Hum Mil e
Duzentos Contos de Réis). Após a inauguração da ponte, a Sociedade
Colonizadora do Brasil Ltda., doou-a ao Governo do Estado, que na ocasião foi
representado pelo senhor Antônio Leite. A benção solene da ponte, no dia da
sua inauguração, foi celebrada pelo Padre Emilio Quirce. Neste mesmo dia, foi
inaugurada a estrada estadual, que partia de Lussanvira, passando pela ponte,
indo até o Porto Tabuado, cuja extensão era de 62km. Nesta mesma época, foi
inaugurada a linha de ônibus que ligava o Distrito de Novo Oriente à Araçatuba,
via Mirandópolis. O percurso levava em média 12 horas, partindo as 7:00horas,
chegando a Araçatuba as 19:00horas. Ela serviu por mais de meio século ao
desenvolvimento da região de Urubupungá.

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Criação do Distrito

Em outubro de 1934, através do Decreto Lei Estadual nº 6712, a VILA DE NOVO


ORIENTE, foi elevado à categoria de Distrito.

Criação e Emancipação do Município

Em 30 de novembro de 1938, através do Decreto Lei Estadual nº 9775 o Distrito


de Novo Oriente, foi elevado à categoria de Município, já com o nome alterado
para Pereira Barreto.

Origem do Nome

O nome dado ao município de Pereira Barreto foi uma homenagem ao cientista


brasileiro DR. Luiz Pereira Barreto, que nasceu na cidade de Rezende, Estado
do Rio de Janeiro, em 11 de janeiro de 1840. Formado em medicina, era clínico,
higienista, filósofo, sociólogo, biologista e homem público. Propagou a terra roxa,
a campanha pela imigração europeia, o combate à ferrugem da uva, e a seleção
de gado. Infelizmente o Dr. Luiz Pereira Barreto, nunca esteve nesta região. Seu
nome, dado ao município, foi uma homenagem do então Governador à época,
que fez à sua pessoa.

Registros do Historiador – Linha do Tempo

Embora o ano de 1908, seja considerado o marco “zero” da história da imigração


japonesa no Brasil, vários japoneses já residiam antes desta data, inclusive havia
uma loja filial da Fujisaki, em plena Rua São Bento, em São Paulo. A história
registra que, o primeiro japonês, que visitou o Brasil, foi um Deputado, senhor
Massayo Neguishi, em 1884, a mando do Ministério do Exterior do Japão.

Em 1895, o Brasil firmou o primeiro Tratado de Comércio Marítimo com o Japão,


e no mesmo ano, um Diplomata Japonês passou a residir em solo Brasileiro. Até
o ano de 1927, estas terras pertenciam a Fazenda do Coronel Jonas Alves de
Mello.

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Em 09 de agosto de 1928, foi firmado um contrato de compra e venda de uma
área de 46.670 alqueires, com o Cel. Jonas Alves de Mello, fundando-se então
a “Sociedade Colonizadora do Brasil”, que assumiu a Colonização dessas terras.
O contrato de compra e venda dessas terras, entre o Cel. Jonas Alves Mello e a
Sociedade Colonizadora, contou também com a intermediação do então
Senador Rodolfo Miranda, considerado um dos fundadores da vizinha cidade de
Mirandópolis.

Em 1928, teve início à formação do povoado, por imigrantes japoneses, com o


nome de “Vila Novo Oriente”.

Em 30 de março de 1929, tem início à venda para os imigrantes japoneses de


lotes de até 10 alqueires paulistas, que se propuseram ao trabalho de derrubada
das matas e implantação das pequenas propriedades agrícolas.

Em 02 de junho de 1929, registrou-se o nascimento da primeira pereira


barretense, a menina Ayko Sato, filha de Kaichi Sato, que vieram de Wakayama
no Japão, e residia na secção “A” da Fazenda Tietê.

Em 05 de janeiro de 1933, a Sociedade Colonizadora – BRATAC – assinou


contrato de instalação de luz termoelétrica na Vila Novo Oriente com o
termoelétrico senhor Tamotsu Kimoto.

Em 23 de janeiro de 1933, ocorre a inauguração da luz termoelétrica na Vila,


com apenas 42 lâmpadas, com capacidade de cinco quilowatts, e que atendia
somente 27 famílias. A eletricidade era produzida pelo motor aproveitado da
máquina de arroz existente, e se estendia até a meia noite.

Em abril de 1933, foi enviado de Monte Aprazível, o senhor Waldemar Prudente


Correa, nomeado então, o primeiro Subprefeito de Novo Oriente.

Em outubro de 1934, a Vila de Novo Oriente através do Decreto Lei Estadual


nº.6712, foi elevado à categoria de Distrito, pertencente ao município de Monte

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Aprazível. O primeiro oficial do Cartório de Registro Civil foi o senhor Francisco
Custódio Pacca.

Em 1935, o Imperador do Japão, enviou para o Hospital de Novo Oriente (atual


Santa Casa) um subsidio para a construção de uma sala de cirurgia.

Em 1º de Julho de 1937, deu-se a instalação do Grupo Escolar, com quatro


classes, conforme Decreto-Lei Estadual nº. 9775. O primeiro diretor foi o
professor Aristeu Vitorozo.

Em janeiro de 1938, foi fundada a Cooperativa dos Suinocultores da Fazenda


Tietê, iniciando o processo de Industrialização de banha e carne suína.

Em 29 de janeiro de 1938, por determinação do Presidente Getúlio Vargas, foi


transferida da Agência dos Correios de Lussanvira, a Agente Postal Maria Senize
Maia, esposa de Manoel Maia, para a Agência dos Correios de Novo Oriente,
hoje Pereira Barreto.

Em setembro de 1938, foi fundada a primeira Casa Bancária, denominada de


“Casa Bancária BRATAC” (antecessora do Banco América do Sul). Esta agência
iniciou suas atividades com apenas dois funcionários.

Em 10 de abril de 1939, é nomeado a primeiro Delegado de Polícia do município.


Quem assumiu o cargo foi o Dr. Paim Pinto.

Em 1939, foi nomeado o primeiro Prefeito do município, João Batista de Castilho,


cujo mandato foi até janeiro de 1941.

Em 1940, a vida do pequeno município se resumia na “Avenida Nipão”, atual


Avenida Brasil.

Em 30 de novembro de 1944, através do Decreto-Lei Estadual nº.14334, Pereira


Barreto foi elevada à categoria de Comarca. A instalação da Comarca deu-se
em 01/01/1945. O primeiro Juiz de Direito foi o Dr. Antônio Gabriel Marão.

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Formação do Lago Três Irmãos

Em 1990, tem início à formação do lago da Usina Três Irmãos. Com a formação
do lago, a cidade transformou-se quase em uma ilha fluvial, e a população viu,
com tristeza, a submersão de um dos marcos da colonização japonesa em
Pereira Barreto: a Ponte Pênsil Novo Oriente. Mesmo com essas mudanças,
Pereira Barreto ainda guarda fortes traços de seus fundadores, os imigrantes
japoneses, que podem ser facilmente observados na cozinha, nos costumes e
nos monumentos públicos. Posteriormente, vieram para cá, também, italianos,
espanhóis, portugueses, sírios, libaneses e muitos brasileiros vindos de várias
regiões do país, principalmente do Nordeste. Com o passar dos anos, a
população de descendentes de japoneses em Pereira Barreto foi se reduzindo.
Alguns se mudaram para outras cidades, outros fizeram o caminho inverso dos
seus antepassados, foram trabalhar no Japão. Pereira Barreto, que até então
era uma cidade de tradições agropecuárias, perde a maior parte de suas terras
férteis, mas passa a ter, em decorrência das transformações geofísicas por que
passou um enorme potencial turístico a ser explorado. A antiga ponte pênsil
“Novo Oriente”, construída pelos colonizadores, no início da década de 1930, foi
também em 1990, totalmente submersa pelas águas do lago de Três Irmãos.
Hoje, ainda é possível observa-la por meio de mergulho.

Gentílico: Pereira barretense

Galeria de Prefeitos

1939 à
João Batista de Castilho
1941
1941 à
Arlindo Custódio Leite
1945
ano de
Floriano Lopes Gonçalves
1945
1945 à
Luiz Paulo Arantes Ramos
1946

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ano de
Cândido Prado de Souza
1947
1948 à
Cícero Castilho Cunha
1951
1952 à
Cyro Maia
1955
1956 à
Antônio Gomes da Silva
1959
1960 à
Cyro Maia
1963
1964 à
Dr. Léo Liedtke Junior
1968
1969 à
Ernesto Trentin
1972
1973 à
Dr. Léo Liedtke Junior
1977
1978 à
Ernesto Trentin
1982
1983 à
Dr. Oswaldo Esperança
1988
01/01/1989
Dr. Edson Gomes à
30/03/1992
31/03/1992
Dr. José Juvenil Severo da Silva à
31/12/1992
01/01/1993
Dr. Carlos Roberto de Castro Neves à
31/12/1996
01/01/1997
Comendador Jorge Tanaka à
18/11/1998
19/11/1998
Washington Luiz de Oliveira à
31/12/2000

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01/01/2001
Washington Luiz de Oliveira à
21/11/2002
22/11/2002
Luiz de Brito à
31/12/2002
03/01/2003
Mário Silvando do Nascimento à
24/03/2004
25/03/2004
Dr. Dagoberto de Campos à
31/12/2004
01/01/2005
Dr. Dagoberto de Campos à
31/12/2008
01/01/2009
Arnaldo Shigueyuki Enomoto à
31/12/2012
01/01/2013
Arnaldo Shigueyuki Enomoto à
31/12/2016
01/01/2017
João de Altayr Domingues à
31/12/2020

OBS.: O Sr. João Batista de Castilho, foi o primeiro Prefeito de Pereira


Barreto.
A cidade de Pereira Barreto exerce um grande papel cultural, com seu festival
de MPB considerado “um dos maiores Festivais de MPB do país” e várias outras
manifestações culturais, desenvolvidas através da Secretaria de Turismo e
Cultura.

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Fotos:

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No ano de 1958, pela ocasião da comemoração do
30º Aniversário de Fundação da cidade foi
inaugurado o relógio de quatro faces mais
conhecido pela população da cidade como Relojão
é um marco da imigração japonesa na cidade, o
monumento fica localizado no centro da cidade na
confluência das ruas Cozo Taguchi e Fauzi
Kassim.Foi construído pelo Srº Risaburo Murai.

Foi inaugurado também em 1958 no dia 20/09 o GO-


JU-NO-TO que representa um Templo de Madeira
onde os Chefes Samurais (membros do Governo
Japonês), guardavam suas joias e livros sagrados.
Devido a sua estrutura e durabilidade, serve até hoje
de estudo para construções modernas. Originária do
Japão a partir do ano 706 (século VIII). Também a
religião budista costumava guardar os trabalhos de
arte tradicional, a obra fica localizada na Praça da
Bandeira, e construída pelo Sr. Hisaburo Murai
(colônia japonesa).

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Em 30 de Outubro de 1990, a Ponte Novo Oriente foi completamente submersa,
repousando nas águas do rio Tietê, desde então a 14 metros da superfície, hoje, ainda
é possível observa-la por meio de mergulho, utilizando-se, para isso, equipamentos
adequados. No lugar desta, foi construída uma nova ponte pênsil com o mesmo nome,
localizada um pouco mais distante da área da antiga ponte.

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Poema de Eliza Igi – moradora de Pereira Barreto

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Poema de Eliza Igi – moradora de Pereira Barreto

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Imagens de Pereira Barreto – hoje

Relógio de quatro faces - Relojão

Ponte nova – extensão 2.122km

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Praia Pôr do Sol

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Praça Carlos Kato

Vista aérea da Estância Turística de Pereira Barreto/SP.

Manifestações Culturais do município da Estância Turística de Pereira


Barreto.

O município de Pereira Barreto através da Secretaria de Turismo e Cultura,


desenvolve vários projetos relacionados com a Cultura, dentre eles citamos
alguns:

 Artesanato – No município de Pereira Barreto temos várias pessoas que


fazem do artesanato uma fonte de renda. A Secretaria de Turismo e
Cultura (pasta da Cultura) desenvolve no Centro Cultural um projeto

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chamado de “Bordado e Cidadania” onde atende alunos (as) de várias
idades, muitas vezes indicadas como terapia. Já são vários anos que este
projeto vem sendo desenvolvido.
 Artes plásticas – também desenvolvido dentro do Centro Cultural Pintura
em Tela “Arte Para Todos”, atendendo alunos (as) de todas as idades, o
material é todo doado pela Secretaria de Turismo e Cultura.
 Áudio Visual – temos fotógrafos profissionais que desenvolvem o seu
trabalho dentro das Secretarias, atendendo a todos os Eventos realizados
pela Prefeitura Municipal.
 Dança – projeto desenvolvido na Casa da Cultura “Maestro Aristeu
Custódio Moreira”, com aulas de Jazz, atende crianças e adolescentes e
o projeto Capoeira Viva que também atende crianças e adolescentes,
desenvolvido pela Secretaria de Turismo e Cultura.
 Festa local/Tradicional – dentre essas festas temos o Juninão, Rock no
Rio, Carna Praia, FIAP, Festas das Nações e o Bom Odori.
 Literatura – temos o projeto “Letras ao Vento”, Cantina da leitura “Regina
Drummond” e o projeto FELIP – Festival Literário, todos projetos
desenvolvidos há mais de dois anos, também realização da Secretaria de
Turismo e Cultura.
 Música – são vários segmentos dentro da música, temos algumas duplas,
FACMOL, Orquestra Popular Caipira de Pereira Barreto, cantores solo,
Projeto Guri, Lual na praia e o MPB.
 Outros – Movidos pela Capoeira, Feira da Lua, Cinema no bairro, Museu
e a APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais.
 Teatro – o projeto de Teatro desenvolvido pela Secretaria de Turismo e
Cultura com parceria da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo já
tem vários grupos, atendendo crianças, adolescentes e adultos, já fizeram
várias apresentações pelo Estado de São Paulo e também tem a Mostra
de Teatro, que acontece na Casa da Cultura “Maestro Aristeu Custódio

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Moreira” e conta com a participação de outros grupos de Teatro de
municípios convidados.

Além dos Projetos, a Secretaria de Turismo e Cultura de Pereira Barreto


proporcionou para a população, através de parceria com a POIESIS
Organização Social de Cultura – Programa Oficinas Culturais da Secretaria de
Estado da Cultura do Governo de São Paulo, oficinas culturais nas áreas de
Grafite, qualificação em dança, qualificação em teatro e catira.

Lendas - A Velha Barrageira

“Não acredito em assombração, mas que existe, existe”.

Diz a lenda, entre os barrageiros, que uma velha sempre aparecia entre os
trabalhadores. Uma senhora de idade avançada (aparência de mais de 80 anos)
que surgia misteriosamente nas avançadas horas para trabalhadores como
vigias, operadores de máquinas pesadas, motoristas, etc. Aparecia sempre para
uma pessoa que estivesse sozinha. Sua aparição para um trabalhador nunca
deixou testemunha. Por isso muitos acreditam que se tratava de uma fantasia
provocada pelo cansaço ou então pelo medo do sobrenatural, como sempre
acontece. Mas o interessante é que a descrição da figura em questão era sempre
a mesma... Pessoa idosa, humilde, vestida com roupas simples, mas sempre
limpa. Enfim uma pessoa como muitas outras que habitavam aquelas paragens
nos anos 50 e 60. Entre os barrageiros dizia-se que se tratava de uma senhora
que morava naquelas matas na companhia de um filho, homem de mais ou
menos 50 anos.

A região, nos meados do século passado, era ocupada por grandes proprietários
cujas posses eram de legalidade duvidosa. Não sabiam quanto tinham de terra,
nem onde eram exatamente as divisas de cada um. Região coberta por uma
mata de transição (mata atlântica e cerrado propriamente dito). Com grandes
ipês, paineiras imensas, peroba rosa e muitas, mas muitas mesmo, como ainda
hoje, aroeiras. Pecuaristas da Alta Sorocabana tinham como famosas as

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aroeiras da região de Pereira Barreto. Terra, madeira, água, peixe e caça tinha
para quem quisesse. Os fazendeiros acabavam deixando os compadres e
conhecidos fazerem seus ranchos de pau a pique em local onde houvesse água
fácil. Quando tinha o que fazer (derrubadas, cercas), trabalhavam para o
fazendeiro. Quando não, tocavam seu próprio roçado. Plantavam milho, arroz,
feijão, mandioca. Criavam uns porquinhos, galinhas, e às vezes até umas
cabeças de gado para garantir fartura de leite. Conta a lenda que assim vivia
aquela família naqueles ermos. Até que no final dos anos 50 e início dos 60,
entra um outro personagem na história. O Governo. O progresso tinha
necessidade do aumento da produção de energia elétrica. O Paranasão, o Tietê,
o S. José dos Dourados entrava com uma matéria prima barata e limpa: água. A
região de Urubupungá começou a aparecer nas manchetes dos grandes jornais
e nas conversas ao pé do fogo dos matutos daquela região. Como, quem conta
um conto aumenta um ponto, dá para se imaginar o que se ouvia ali nas
conversas de compadres e conhecidos, além do som de uma violinha humilde e
teimosa. Comentava-se que o governo ia desapropriar toda a região, pagando
aos fazendeiros "aquilo que a lei determinava" e, aos restantes......Bem aos
restantes sobraria o que até hoje sempre sobra….

Bem, até que um dia a conversa mudou de rumo. Apareceram jeeps com alguns
trabalhadores e começaram a abrir pequenas picadas aqui e ali. Mais atrás,
outros com aparelhos estranhos que ninguém tinha ideia como funcionavam.

Perguntando ao dono das terras veio a resposta: "É gente!!!, ninguém segura o
progresso!!!”. Bem!...e nós? Ah! Tem muita terra. Vocês vão para o lugar. Sim...,
mas onde?... Naquela noite, ao pé do fogo, cada um tinha uma saída: Vou-me
embora para a cidade, vou trabalhar com quem tirou a nossa moradia. Nesta
obra que aí vem deve ter muito serviço...vou morar com um filho que trabalha na
Sorocabana.

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Mas o filho da nossa heroína não disse uma palavra. E segundo se conta, nunca
mais ninguém ouviu nada de sua boca. Ficou triste. Muito triste. Tudo que se
sabia era por intermédio de sua mãe, pessoa esperta, embora o adiantado da
idade, gozava de grande prestígio, por se tratar de parteira extremamente
experiente. Nosso amigo já não trabalhava mais, não cuidava das criações e não
saía de um banquinho construído debaixo duma paineirona na porta do rancho.
Até que um dia, acompanhado de seu fiel companheiro, saiu e nunca mais
voltou. Dias depois volta o fiel companheiro, mas trazia consigo apenas a tristeza
de seu dono. Não comeu mais. Viveu pouco. Morreu. Passou para sua dona
aquilo que tinha trazido de volta de seu companheiro. A tristeza. Os vizinhos
continuavam as buscas. Mas nem sinal. Nem sequer um galho partido que
sinalizasse sua passagem... até que um dia a parteira vizinha, "anoiteceu e não
amanheceu. Alguns achavam que tinha ido trazer à luz mais um habitante do
sertão, como era seu costume. Mas nada... os vizinhos se revezavam cuidando
das criações, e quando a esperança deu sinal de cansaço, adotaram os animais
e guardaram os poucos pertences que são próprios de um rancho de pau-a-
pique... aquela moradora da mata só voltou a ser lembrada quando algum
trabalhador da obra via aquela figura estranha em momentos fora de hora. E
continua até hoje. Quando a aparição misteriosa presenteia algum incrédulo ou
medroso, a resposta é certa: É a Velha Barrageira!!!

Pois bem... algo estranho aconteceu comigo num tempo que eu nem sabia da
lenda. E pouca gente sabia. Foi logo no início da construção da UHE de Ilha
Solteira. Meados do mês de junho de 1970. Cheguei em ISA (Ilha Solteira) para
trabalhar no Setor de Educação, como professor de matemática, no dia 30 de
março de 1970. Fui montado (esse realmente era o termo) num Jeep ano 1951,
que era um verdadeiro cavalo "bardoso". Batizei-o de ROCINANTE, homenagem
a um velho e histórico colega. Don Quixote de La Mancha. Tinha sido comprado
à vista (com dinheiro que peguei emprestado do meu cunhado Hélio, que
mantinha a quantia na poupança). Era o início do MILAGRE BRASILEIRO. Todo

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mundo sabe o que significa um camarada mudar para uma terra estranha e
deixar uma noiva a 356 quilômetros de distância. Quase todo fim de semana
estava na estrada. Tinha que viajar pelas quebradas porque não tinha CNH. Era
percurso de terra (com muito areião) de Andradina a Tupi Paulista e de Dracena
a Santo Anastácio. Gastava-se de 7 a 8 horas de viagem. Pois bem, de certa
feita, nos meados de junho, saí às 10h de um sábado de ISA e cheguei a
Rancharia (onde morava a noiva) às 16:30h. No dia seguinte (domingo), saí de
Rancharia às 18h, esperando (se tudo corresse bem... menos o ROCINANTE),
chegar em ISA às 2h da madrugada. Era noite de lua cheia. A lua já passara um
bom pedaço da posição de "a pino", o que me levava a concluir que já era bem
mais de 1 hora da madrugada. Já estava com vontade de fazer xixi quando
aportou também uma grande quantidade de sono. Já se podia ver as luzes de
ISA, de vez em quando, e daí resolvi parar. Era o alto da Fazenda Sta. Pedrina.
A iluminação da cidade embora um pouco longe, aliada à luz da lua, tornava a
noite bem clara. Parei no acostamento, mas não desliguei o ROCINANTE (vai
que depois ele não quisesse pegar). Fui fazer xixi do lado de trás, de modo que
minha condução ficou entre mim e a luz da cidade. Quando estava mais ou
menos no meio do processo, eis que não sei porque o ROCINANTE afogou. Me
surpreendi e virei a cabeça (mais por reflexo do que para examinar o que tinha
acontecido) e constatei que tinha uma pessoa ao volante. Pelo tipo de cabelo
(um tanto desgrenhado) tive a impressão de que era mulher de uma certa idade
(Enfim, uma velha sentada ao volante). Correu-me um frio espinha abaixo (medo
de assaltante ou assombração, uma vez que não tenho bom relacionamento com
esses tipos), nem sei como terminei a tarefa fisiológica. Virei-me para constatar
o óbvio. Nisso DEU-SE a partida e o ROCINANTE passou a funcionar com a
mesma marcha lenta de costume: Boa..., mas o mais surpreendente é que já
não tinha ninguém mais ao volante. No outro dia, contando o acontecido, a turma
do então CIU (Colégio Integrado de Urubupungá) se dividiu: Metade achava que
o Don Quixote verde amarelo estava mentindo e a outra parte, mais séria (será

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que tinha alguém sério naquela turma) achava que era um processo de
alucinação ocasionado pelo cansaço e pelo sono. (Oldack Mendes/01/12/2009)

Causos:

Assassino da caneta

Isso são fatos verídicos, por volta da década de 1980, não sei precisar o mês
certo, mas as noites eram frias (aquele tempo fazia muito frio por estas bandas),
aconteceu um crime pavoroso na nossa cidade, que acabou chocando toda
cidade.

Eu estudava na cidade de Ilha Solteira, viajávamos todas as noites, íamos


chegar em Pereira Barreto por volta da 1 hora da madrugada.

Um homem sequestrou e violentou uma mulher (moça) aqui na nossa cidade,


não contente com o que ele fez, acabou cometendo o pior dos piores horrores.
Ela já na agonia de uma morte eminente e em desespero profundo pelo
sofrimento a qual estava passando, suplicou pela sua vida, mas a frieza ou só
Deus sabe o que passou na cabeça do seu algoz, acabou com a vida dela. Como
ele não dispunha de nenhuma arma no momento e só portava uma caneta
esferográfica, friamente o assassino perfurou a têmpora (não sei precisar o lado,
se é esquerdo ou direito) da cabeça da vítima com a caneta e fugiu, deixando a
vítima agonizado até a sua morte.

Este crime causou a maior revolta em toda população, uma preocupação imensa
dos pais com seus filhos (as) que estudavam a noite ou nas cidades vizinhas.

Meu pai, homem que trabalhava com a terra acordava muito cedo, mas
incansavelmente ficava no ponto à minha espera (com revolver calibre 38 na
cintura) até o assassino ser preso. O ponto era só uma quadra da nossa casa,
na quadra em frente a nossa casa tinha uma escola que foi demolida e os
terrenos colocados à venda, alguns já estavam em construção e na opinião de

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muitos era um ótimo lugar para se fazer um esconderijo, por isso a preocupação
dos meus pais. Uma noite ele não estava bem e não ficou me esperando, desci
do ônibus e observei, mas tudo bem, como era perto e eu me achava corajosa,
fui tranquilamente para casa.

Antigamente as portas das casas tinham uma janelinha (era nosso olho
mágico…kkkkk), por onde abríamos a porta e também verificávamos quem
chegava, antes de abrir a porta, afinal como fazer cópia da chave para dez filhos,
sem condições e naquele tempo chaveiro era artigo de luxo, muito caro para se
fazer cópias, imagina dez cópias.

Então neste dia que meu pai não foi me buscar, como eu disse fui embora
tranquilamente e despreocupadamente, só pensando na minha cama quentinha
(que eu dividia com minha irmã mais nova) chegando em casa, coloquei a mão
por dentro da janelinha para abrir, neste exato momento senti uma mão
extremamente gelada segurar a minha.

Meu Deus!! Que grito aterrorizante saiu da minha boca AHHHHHHHHHHH,


acordei a casa toda, acho que até os vizinhos…kkkkkk

Todos preocupados com o que tinha acontecido e minhas pernas parecendo


gelatina mole. que susto!!

Depois dos ânimos serenados descobrimos o que tinha acontecido, minha irmã
mais nova (sempre tem uma atentada na família) tinha colocado a mão no balde
com gelo e ficou me esperando chegar, quando eu coloquei minha mão na
fechadura pelo lado de dentro, ela colocou a dela em cima, imaginem o susto e
a cena. Até hoje não sabemos o que aconteceu com ela para ficar acordada até
tarde...........penso que foi para fazer traquinagem mesmo e para me
desmascarar, pois eu me achava a corajosa, que não tinha medo de nada, ficou
matutando como fazer.

Logo depois o assassino foi preso e acabou a tensão e medo. (Ivete Giovanini Santana)

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Artesã – Sônia Aparecida Ferreira de Amorim

Artesã desde 2005 trabalha com todos os tipos de artesanato, de bordados a


mão e crochê. Em 2013 começou um trabalho de paisagismo, onde inclui
reutilização de materiais, inclusive Marchetaria. “A arte de fazer e descobrir o
que as mãos são capazes de criar…” Cada peça tem seu valor e o melhor é
descobrir que você é capaz de transformar.

Fotos:

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Fotos – Projeto “Bordado e Cidadania – Centro Cultural

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Fotos – Aulas de Pintura em tela – Centro Cultural

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Artes Plásticas – Eucléia Santana – Pintura em tela

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Artes plásticas – Cleide Fuzeto – Mosaico

Lia Design & Aroma

Produtos artesanais para banho, pós banho e aromatização de ambientes.


Lembrancinhas, brindes corporativos e presentes artesanais.

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Áudio visuais:

Alecsandro Ferreira Torraca da Silva (Manaus): Meu pai era fotógrafo. Então
presenciei essa arte de fotografar durante toda minha infância. Depois, na
juventude tive a oportunidade de aprender mais um pouco trabalhando com meu
Tio Wilson Martins Ferreira (Pingo), quando aprendi algumas técnicas e formas
de fotografar. Mas com o passar do tempo a tecnologia, a informatização, o
avanço de tudo, a internet.......O método tradicional foi ficando para trás com a
modernização de câmeras fotográficas digitais. Isso gerou coisas boas e ruins,
ao meu ver. Hoje faço trabalhos fotográficos com a Facmol, Grupo de Viola
Caipira e também com o Projeto Guri. Também faço fotos de pesca esportiva.
Fotografar a arte dá emoção, sensibilidade, estado de espírito e prazer. Nos traz
a realidade vivida, bonita e sofrida.

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José Carlos Ferreira dos Santos – proprietário da empresa JCF Studio Locação
& Produção de vídeos e presta serviços para Prefeitura Municipal de Pereira
Barreto.

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Paulo Chiesa Nishiyama – Trabalha na empresa JCF Studio Locação &
Produção de Vídeo e como freelance.

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Dança: O Projeto Dança e Arte tem como objetivo principal a disponibilização de
aulas profissionais às crianças e adolescentes desprovidos de condição
financeira. As aulas são ministradas pela professora Glaucia Susana Teixeira
Rodrigues dos Santos, uma iniciativa da Secretaria de Turismo e Cultura, as
aulas são realizadas na Casa da Cultura “Maestro Aristeu Custódio Moreira” e
conta atualmente com aproximadamente 50 alunas com idades entre 08 a 17
anos. O Projeto Dança e Arte teve início no ano de 2017, os grupos de dança
tiveram participações em eventos do município, tais como, 1º e 2º Movimente-
se, Festas das Nações, Festival de Verão, dentre outros.

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Festa local/tradicional

Bon Odori - O Bon Odori encontra suas raízes no Obon, uma tradicional
festividade nipônica que tem origem no Budismo, simbolizando gratidão pelas
boas colheitas, celebrando as almas dos antepassados através da dança, o Bon
Odori, e ao som dos tambores japoneses, o Taiko. O Bon Odori consiste em
movimentos simples, porém delicados e leves, remetendo a colheita, a ceifa, o
semear, ao agradecimento e o festejar.

Em Pereira Barreto, o Bon Odori faz parte da tradição do município. O que


começou como uma festividade para preservar as raízes e a cultura japonesa
entre os imigrantes nipônicos que fundaram o município, com o passar do tempo,
foi incorporado por toda a população Pereirabarretense que no espírito da festa,
encontrou uma forma de agradecer e buscar desenvolvimento para o município.

No ano de 2019 o Bom Odori vai realizar a 58ª edição.

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Carna Praia: Realizado na Praia Municipal “Pôr do Sol”, o Carnapraia é realizado
no Espaço Multieventos da praia, sempre atraindo milhares de pessoas.
Conhecido como um dos maiores carnavais da região, o Carnapraia conta com
atrações variadas ao longo das noites de folia, com matinês e uma completa
praça de alimentação.

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Festas das Nações: Um evento que visa proporcionar um intercâmbio cultural em
Pereira Barreto, a Festa das Nações reúne diversas entidades sem fins lucrativos do
município, para trazerem pratos típicos de vários países do mundo, em um evento na
tradicional Praça da Bandeira “Comendador Jorge Tanaka”. A Festa das Nações
também conta com apresentações com grupos que promovem a cultura da dança, da
música e de etnias de Pereira Barreto.

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FIAP: A FIAP (Feira Industrial e Agropecuária de Pereira Barreto) e a Festa do Peão
de Boiadeiro são tradicionais no município. A festa reúne milhares de pessoas nos dias
em que é realizada e visa comemorar o aniversário de Pereira Barreto, celebrado no dia
11 de agosto. Grandes nomes da música sertaneja já se apresentaram por aqui nos
últimos anos, como Jorge e Mateus, João Bosco e Vinícius, Vitor e Léo, Luan Santana,
Gustavo Lima, Munhoz e Mariano, sempre empolgando e agitando a galera do rodeio.

A montaria em touros em Pereira Barreto é uma das mais competitivas do estado de


São Paulo, sempre trazendo grandes duelos entre os animais e os melhores peões do
Brasil.

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31ª FIAP de Pereira Barreto/SP

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Juninão: Evento criado para celebrar e relembrar as tradicionais festas juninas,
o Juninão é realizado na Praça da Bandeira “Comendador Jorge Tanaka” e
totalmente aberto ao público. Nessa festividade, as entidades sem fins lucrativos
de Pereira Barreto montam uma completa praça de alimentação no local, e
comercializam comidas típicas das celebrações de São João. O evento ainda é
marcado pelas apresentações musicais alusivas às festas juninas, e conta com
o tradicional casamento na roça.

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Fanfarra Arco-Íris - APAE

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Rock no Rio: nos dias 26 e 27/08/2017 foi a vez da estreia do “rock no rio
tietê”. Foram dois dias de muito rock and roll. Seis bandas agitaram a praia
municipal pôr do sol. Dia 26/8 subiram ao palco: “Samuel oliveira” e “banda dona
Odete”. No dia 27/8 quem agitou a galera foram as bandas: “Painkiller”, “Cerveza
de litro”, “Pane no Sistema” e fechando com chave de ouro “Rivotrio”.

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Literatura:

Biblioteca Pública Municipal Castro Alves - Biblioteca pública integrante do


Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas (SisEB), coordenado pela Secretaria
da Cultura do Estado de São Paulo. Localizada na Rua Dermival Franceschi,
S/N – Jd. Alvorada – Pereira Barreto/SP – CEP: 15.370-000.

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“Geloteca” - A “Geloteca” é uma biblioteca viva e pronta para a interação com
o público em geral. Em suas laterais, estão textos de escritores
pereirabarretenses que participaram de alguma oficina do Projeto Letras ao
Vento. Foi instalada na Rodoviária Municipal uma geladeira-biblioteca, a
chamada “Geloteca”. Essa é mais uma ação de fomento à leitura no município.

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FELIP – Festival Literário de Pereira Barreto

Resgatar e incentivar a literatura no município é o grande objetivo do Festival Literário


de Pereira Barreto, o FELIP. O FELIP é realizado durante uma semana, sempre
percorrendo as escolas do município, a Casa da Cultura “Maestro Aristeu Custódio
Moreira“ e a Praça da Bandeira “Comendador Jorge Tanaka”. O FELIP recebeu em 2017
a célebre escritora Regina Drummond, familiar do consagrado autor e um dos maiores
nomes da literatura brasileira, Carlos Drumond de Andrade e no ano de 2018 o
compositor e escritor Jean Garfunkel. O Projeto Guri participou do FELIP nos
anos de 2017 e 2018.

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Reynaldo Damásio – Escritor Contação de histórias – Regina Drumond

Evandro Afonso Ferreira - Escritor Regina Drumond – Escritora

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Bate papo com o escritor Reynaldo Damazio no Projeto Guri Polo Pereira Barreto
no ano de 2017.

Atividade socioeducativa “Dia de Ler. Todo dia! ” - Projeto Guri Polo Pereira
Barreto – Com a participação do Sr. Jean Garfunkel e a Sra. Gil Nogueira no ano
de 2018.

Projeto Letras ao Vento: Em 2016 foi criado o projeto de fomento à leitura como
voluntariado em escolas públicas. Em 2017, o projeto “Letras ao Vento” passou
a fazer parte da grade de oficinas realizadas pela Secretaria Municipal de
Turismo e Cultura. Nas escolas, o projeto atendeu trezentas crianças
anualmente com publicação de antologias. No município, o projeto é responsável
pela movimentação da biblioteca Municipal e da Cantina da Leitura. Eventos
foram criados ao decorrer do projeto, como a Semana do Livro Infantil, a Semana
do folclore e o Sarau Veneza Paulista, atendendo mais de três mil crianças de
escolas públicas e particulares. Além de todo fomento à leitura com crianças e
adolescentes, o projeto “Letras ao Vento” proporciona fomento à escrita para

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jovens escritores pereirabarretenses através do grupo de Leitura crítica, que
reúne jovens apaixonados pela literatura.

Fotos: Leitura Crítica

Cantina da Leitura – Regina Drumond – Inaugurada em outubro de 2017, a


Cantina da Leitura, um espaço cultural de incentivo à leitura, um local para os
amantes da literatura na Praça da Bandeira “Com. Jorge Tanaka” na ocasião, a
inauguração da cantina da leitura fez parte do cronograma de ações da primeira
edição do Festival de Literatura de Pereira Barreto (FELIP).

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Fotos: Semana do Folclore

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Fotos: “Letras ao Vento”

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Fotos: Semana do Livro Infantil

Escritor Pereirabarretense – Luís de Oliveira começou a escrever em 2009 seus


primeiros poemas. A partir de 2010 em parceria com a Professora Helena (in memoriam)
começou a preparar seu primeiro livro “Choro de Gratidão”, publicado em 2013 (Editora
Baraúna). Em seguida publicou outros livros, o romance “Um coração e seus segredos”
(2015), “Girassóis Femininos” (Giostri 2018) e “As estórias da vovó Helena (2019). É
palestrante e premiado em diversos concursos literários de todo o Brasil.

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Música:

Antônio Marcos de Freitass – cantor e compositor

Alan Teixeira – cantor e músico.

Chantal Rodrigues – Cantor, interpreta MPB, pop rock nacional, samba,


boleros, bossa, temas de novelas, canções que marcaram épocas, sertanejo raiz
e algumas internacionais.

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Daniel França

Dony Marques

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Flávia Sayuri

Paulim Farinha

Robson dos Santos Mazuqui – instrumentos de conhecimento e domínio – Violão,


Teclado, Acordeom, Cavaquinho, Viola Caipira, Contrabaixo, Guitarra e Cajon.

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Sandro Botacio – músico nascido em Pereira Barreto, iniciou sua carreira profissional
em 1988 como tecladista da Banda Show Coisa Nossa de Pereira Barreto, onde atuou
até 1994, formando depois a Banda Transamérica In Concert que permaneceu até o
ano de 2002. Passou depois por várias bandas: Abuse e Use, Banda Albatroz, Grupo
Contradição, atuando atualmente no Grupo 3 de Ouro de Andradina e no Grupo
Xakonóis de Pereira Barreto, onde faz parceria com o cantor Bil, também de Pereira
Barreto, animando bailes de salão, festas, casamentos, confraternizações, etc....

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Vanilda de Souza

Gabriel e Santiago - Dois irmãos da cidade de Pereira Barreto. Com mais de cinco
anos de carreira, a dupla Gabriel & Santiago tem aceitação e influência em todas as
faixas de idade, seja crianças, adolescentes e adultos. A dupla mistura música,
entretenimento e muita diversão em um show abrangendo cada vez mais várias
localidades. O show se faz de uma apresentação composta por um repertório autoral
repleto de hits aliado a muita tecnologia, ilusionismo e efeitos especiais.

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FACMOL - Orquestra de sopros de Pereira Barreto: A Orquestra de Sopros e
Percussão Facmol iniciou suas atividades no ano de 2010, a partir de um
desdobramento da ação cultural da FACMOL – Fanfarra Celda Mello Oliveira, criada em
1992. Portanto, elementos da sonoridade típica das Fanfarras são característicos na
Orquestra de Sopros e Percussão Facmol, apresentando uma perspectiva dinâmica e
inovadora em seu repertório que propõe um diálogo entre o erudito e o popular.

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Lual na praia: O Luau é um evento realizado na Praia Municipal “Pôr do Sol” e nasceu
da ideia de ter uma comemoração para relembrar a conquista do título de Estância
Turística para Pereira Barreto. O Luau é totalmente aberto ao público, e conta com
música ao vivo para os visitantes que prestigiam a festa, além de mesa de frutas, servida

também de maneira gratuita, passando a compor o calendário anual de eventos

permanentes.

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MPB – Festival de Música Popular Brasileira - Um dos eventos mais tradicionais
de Pereira Barreto, a história do Festival de MPB é repleta de ótimas
apresentações, onde artistas de vários lugares do Brasil apresentam suas
músicas e contribuem para o enriquecimento da cultura no país. Grandes nomes
já se apresentaram e venceram no Festival de MPB de Pereira Barreto, que
atualmente é realizado na Praça da Bandeira “Comendador Jorge Tanaka”. Com
três dias de evento, o festival sempre atrai um grande público, que ainda conta
com um show especial de encerramento, por onde já passaram nomes como Zé
Ramalho, Demônios da Garoa, Jair Oliveira e Luciana Mello, Almir Sater,
Peninha, O Teatro Mágico, dentre outros. O evento é totalmente gratuito.

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Orquestra popular caipira de Pereira Barreto: Criada há sete anos pelo
Maestro Wellington Reginaldo Rodrigues dos Santos, conta atualmente com 45
músicos, das mais diversas faixas etárias. A ação do grupo tem como tópicos
principais a sonoridade, as composições, o timbre, o ritmo, a técnica aplicada e
a composição de repertório cancioneiro caipira do Estado de São Paulo. Por
meio da valorização dos elementos tradicionais da música caipira com arranjos
criativos, a Orquestra apresenta um diálogo entre o tradicional e o
contemporâneo. A viola é apresentada de forma versátil e interage com
instrumentos sinfônicos.

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Projeto Guri – Mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, o Projeto Guri é
o maior programa sociocultural brasileiro e oferece, nos períodos de contra turno escolar,
cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música e instrumentos musicais
para crianças, adolescentes e jovens entre 6 e 18 anos (até 21 anos nos Grupos de Referência
e na Fundação CASA). Aproximadamente 50 mil alunos e alunas são atendidos por ano em
todo o estado de São Paulo.
Desde o início, em 1995, o Projeto atendeu mais de 710 mil jovens na Grande São Paulo,
interior e litoral. Além do Governo de São Paulo – idealizador e principal mantenedor do Projeto
– a Amigos do Guri conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e
pessoas físicas.
Em Pereira Barreto, o Guri está localizado na Rua Santa Catarina, 2134 – Vila Marão e
atende a 66 crianças e adolescentes, nas modalidades de Percussão E Violão.
Fotos:

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No dia 06/07/2006 foi inaugurado o Projeto Guri no município de Pereira Barreto, no dia 30/11/2016
comemoramos com um evento o aniversário de 10 anos do Polo Pereira Barreto, realizado na
Casa da Cultura “Maestro Aristeu Custódio Moreira”.

Atividade socioeducativa – Guri Participativo

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Apresentação Homenagem ao Dia da Família - 2018

Entrega do Mérito “Placa de Polo Ótimo”, realizada na Casa da Cultura “Maestro Aristeu
Custódio Moreira”, no dia 26/11/2018.

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Outros:
APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Pereira Barreto
Artesanato – Professores (as) Eucléia dos Santos Santana e Ana Carolina Diniz
da Silva

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Dança –Professora Glaucia Susana Teixeira Rodrigues dos Santos.
Acreditamos ser a Dança um forte veículo de integração e socialização, e permite
que a pessoa com deficiência conheça as qualidades do movimento expressivo
como intensidade, duração e direção; conhecer algumas técnicas de execução
de movimentos e utilizar-se deles e de adotar atitudes de valorização e
apreciação dessas manifestações expressivas. Através da prática da mesma,
pessoas com necessidades especiais podem apresentar uma melhora no
domínio de suas capacidades físicas, cognitivas, intelectuais e emocionais,
proporcionando sua independência e domínio do próprio corpo

Fanfarra Arco-Íris – Professores Bruno Ricardo Ludovino e Rafael Fernandes.


O Projeto “Fanfarra na Escola Especial” foi criado em 2011 e a 08 (oito) anos
vem com intuito de possibilitar aos alunos desta instituição, uma atividade
diversificada e motivadora, que permita um aprofundamento da linguagem
musical. Por meio de um trabalho em grupo, estimulando a participação em
ações dentro e/ou fora do contexto escolar.

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Teatro – Professor Fábio Roberto Ketelhute Sampaio. O objetivo principal é o de
possibilitar o desenvolvimento das habilidades pessoais e sociais da pessoa com
deficiência, além de informar a sociedade sobre as reais potencialidades e
limitações desses indivíduos. É possível observar expressões criativas dos
participantes, assim como o desenvolvimento de autonomia e autoestima, sendo
um facilitador para inclusão social.

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Capoeira: O projeto de capoeira é destinado a crianças, adolescentes, adultos,
idosos de ambos os sexos. Busca desenvolver a socialização, concentração,
atenção, confiança e respeito pelo outro, envolvendo a família e a sociedade de
maneira geral, tentando mostrar que a prática da capoeira é um esporte saudável
e que propaga a cultura da paz e não violência. Formação de três (3) turmas com
duas aulas semanais cada turma, com trinta alunos por turma.

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Ciclo de estudos – Cultura Caipira - A Estância Turística de Pereira Barreto
sediou neste sábado, o ciclo de estudos sobre Cultura Tradicional e
Contemporaneidade. O ciclo objetivou propor um intercâmbio entre a Cultura
Caipira e aconteceu pelo segundo ano consecutivo, em Pereira Barreto. O ciclo
foi realizado na Praça da Bandeira “Com. Jorge Tanaka”, e foi totalmente aberto
ao público, que contou com a participação de violeiros, artistas, produtores,
educadores, músicos, estudantes, pesquisadores de cultura popular, gestores e
demais interessados. O evento contou com uma conversa com o tema
“Imaginários de um Brasil Caipira”, com Mário de Almeida, Juliana Pérez e Tiago

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Gonçalves, mediada por Uassyr de Siqueira e trouxe olhares sobre aspectos
sociais e econômicos que levaram o caipira, agente social e produtor de cultura,
de sujeito construtor de sentidos a personagem-objeto de visões e
representações paradoxais e pejorativas. Em seguida foi realizada uma
discussão com o tema “Resgate e Resguardo: o papel das Orquestras de Viola
Caipira no estado de São Paulo”, mediada por Saulo Alves, que indagou os
instrumentos provocadores de lembranças que constituem um sistema de
imaginários e crenças do universo caipira. Diferentes maestros refletem sobre o
trabalho desenvolvido por suas respectivas orquestras de viola, organismos
vivos de reconhecimento e reconstrução da memória por meio da música raiz. O
ciclo faz parte do programa oficinas culturais, desenvolvido pela Secretaria de
Cultura do estado de São Paulo que, desde 1986, promove formação e vivência
à população no campo da cultura. O programa é administrado pela POIESIS
(instituto de apoio à cultura, à língua e à literatura). Hoje, além de quatro
unidades localizadas na capital, o programa dialoga com o interior por meio de
dois festivais (música instrumental e literatura), jornadas de gestão cultural,
ciclos de cultura tradicional e contemporaneidade, qualificação artística de
grupos de teatro e dança, e ações dedicadas à pesquisa e experimentação nas
diversas linguagens artísticas bem como à formação de novos públicos. O ciclo
é um espaço horizontal de troca, preservação, renovação e expansão de novas
conexões entre pensadores, pesquisadores, mestres e agentes de tradições.
Realizado desde 2014, reflete sobre o lugar da cultura tradicional no contexto
contemporâneo. Explorando o universo de temas como Cultura Caipira, Caiçara,
Indígena, Tradições Afro-Brasileiras, Religiosidade e Cultura Popular, já circulou
pelos municípios e regiões de Araçatuba, Botucatu, Cubatão, Franca, Ibirá,
Jacareí, Mongaguá, Pereira Barreto, Piacatu, Praia Grande, Santos, São José
dos Campos, São Carlos, São Paulo, Sorocaba e Tupã.

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Circuito SESC de Artes – A Estância Turística de Pereira Barreto recebeu pela
primeira vez, no último sábado (6), o Circuito SESC das Artes. O evento lotou a
Praça da Bandeira “Comendador Jorge Tanaka”, e segundo dados da Secretaria
Municipal de Turismo e Cultura, estiveram presentes, cerca de 3 mil pessoas.
As oficinas de Literatura, Cinema e Tecnologias foram as grandes atrações para
o público infantil que compareceu ao evento. Essas atividades tiveram início às
16h, e as crianças já faziam filas para poderem participar das atrações. Durante
as oficinas, a música ambiente ficou a cargo do conceituado DJ Paulão, que
mesclou grandes clássicos da música brasileira e sucessos atuais.
O teatro itinerante, literalmente arrastou o público, que atento, acompanhou os
passos dos atores até o momento final. Para a alegria dos mais velhos e da
criançada, o Circo 100% Loucos levou a plateia a dar muitas gargalhadas, numa
apresentação onde a interação com o público foi o ponto forte. Finalizando o

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Circuito SESC das Artes em Pereira Barreto, com chave de ouro, a banda baiana
Maglore, relembrou hits do Tim Maia e também fez seu trabalho autoral,
agradando e muito aos fãs que ali estavam.

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Cinema no bairro: Evento Cultural idealizado e executado pela Secretaria de
Turismo e Cultura projeto “cinema no bairro”. O projeto visa a
descentralização da cultura, levando para os bairros mais afastados a magia da
sétima arte.

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Cinema – Fazenda Esmeralda

Desfile Cívico: Com o tema “nossa história, nossas vidas”, foi realizado no dia
11 de agosto, o tradicional desfile cívico, este ano, em homenagem aos 90 anos
da fundação de Pereira Barreto. O desfile teve a participação com apresentações
de diversas entidades, escolas e grupos ligados a cultura de Pereira Barreto. O
evento teve início às 9h, na Avenida Brasil.

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Feira da Lua: Já virou tradição em Pereira Barreto: quarta à noite é dia de feira.
A Feira da Lua é uma das particularidades dessa Estância Turística, aonde a
população vai até o espaço localizado no cruzamento das duas principais
avenidas da cidade, Jonas Alves de Mello e Brasil, aproveitar para comprar
peixes, queijos, doces caipiras, pastel, frutas, além de produtos da culinária
japonesa, tapioca, escondidinho, crepes, espetinhos de carne e artesanatos em
geral, dentre várias outras opções.”

Fotos do antigo recinto da feira da lua:

Hoje a “Feira da lua” está sendo realizada provisoriamente na Praça da Bandeira


“Comendador Jorge Tanaka”, pois o verdadeiro espaço está passando por
revitalização.

Feira da Lua – praça da Bandeira “Comendador Jorge Tanaka”

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Festival de Verão: O Festival de Verão é realizado na Praia Municipal “Pôr do
Sol” e conta com diversas atrações no local, que costumeiramente encontra-se
com um grande movimento neste período, inclusive com vários turistas de vários
municípios da região e também do Brasil. O Festival de Verão conta com a
prática de esporte como o futebol de areia, voleibol de areia, futevôlei, natação,
ciclismo, dança, aeróbica, além de apresentações musicais todos os domingos
em que é realizado o festival.

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Grupo de Catira “Pés no Chão”

O Grupo de Catira Pés no Chão é resultado dos desdobramentos das


atividades das Orquestras Caipira e FACMOL. Após a realização de uma
oficina de Catira, alunos da FACMOL, começaram a dançar catira em ensaios
da Orquestra Caipira, e desde então, tem feito participações nas
apresentações públicas da corporação.

Oficina de Grafite - foi realizada nos meses de abril e maio, o segundo módulo
da oficina de grafite, em parceria com a POIESIS. Devido ao grande sucesso do
módulo I, realizada na casa da cultura em 2017, em 2018, quem ganhou cores
foi a praia municipal pôr do sol. o segundo módulo da oficina de grafite, foi
realizada na praia municipal “pôr do sol”. A oficina ainda será realizada nos
próximos sábados, dias 28 de abril, 5 e 12 de maio, das 9h às 17h. a oficina visa
explorar a prática de grafite por meio do estêncil, convidando os participantes a
experimentarem moldes de desenhos e composições a partir de memórias e
material histórico-afetivo de cada um. O participante vivenciará a cultura urbana

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nos processos de aprendizagem. Os alunos inscritos na oficina estão grafitando
seis paredões na praia municipal a cada sábado, totalizando 24 paredões que
irão dar um novo aspecto visual na praia. A oficina é uma atividade realizada
pela prefeitura municipal em parceria com a POIESIS Organização Social de
Cultura – Programa Oficinas Culturais da Secretaria de Estado da Cultura do
Governo de São Paulo.

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Megumi-Kai - A Instituição MEGUMI-KAI foi fundada em Pereira Barreto no ano
de 1993, para atender idosos e desde então está sediada em uma casa cedida
pela Paroquia de Santo André da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Esta casa
foi doada para a Igreja, no ano de 1991, por uma professora do Japão, que
adquiriu este imóvel para residir com o objetivo em colaborar na área da
Educação durante o período que morou no Brasil.

Iniciou com muitos imigrantes japoneses que não dominaram a língua


portuguesa residindo dentro da colônia e muitos viúvos sozinhos. No início, as
atividades estavam sendo oferecidas em língua japonesa, mas com o tempo pelo
aumento dos idosos, foi adaptada em língua portuguesa também.

Atualmente possui 33 associados tanto japoneses e brasileiros acima de 60


anos, em sua maioria mulheres, que participam e frequentam regularmente o
local.

Em 1997, uma ferramenta, Dança Sênior foi introduzida na atividade no Megumi


Kai e o Grupo de Dança Sênior nasceu quando os cursos de capacitação foram
trazidos em Pereira Barreto em 2000. Desde então, este grupo reúne
semanalmente nas quintas-feiras para ensaiar e visita as entidades dos idosos
dentro e fora do município para estimular com intercâmbio e também visita as
escolas junto com o Conselho Municipal do Idoso na campanha em conscientizar
as crianças em respeitar os idosos. Também participa nos eventos no município
de Pereira Barreto.

Os encontros acontecem 02 vezes por semana (quarta-feira e sexta-feira) das


8h às10h. São desenvolvidas atividades diversas como mensagens para
autoestima, exercício físico, Dança Sênior, jogos, brincadeiras, confecção de
artesanatos, momento de chá e aulas de música,

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Em 2017 iniciou mais um projeto para atender os idosos fragilizados oferecendo
atividades com colaboração de fonoaudióloga, fisioterapeuta e ministrante de
Dança Sênior nas terças-feiras e quintas-feiras.

Finalmente, juntando todas estas atividades, foi fundada Associação de Apoio


aos Idosos “Megumi Kai” no dia 15 de dezembro de 2018.

Com as seguintes finalidades: -

· Resgatar e valorizar o papel social do idoso, seus saberes, experiência e


vivências;

· Oportunizar a ocupação do tempo livre do idoso com ações significativas,


educativas, culturais;

· Contribuir para o aumento da autoestima, qualificação, satisfação e realização


do idoso;

· Sensibilizar instituição e a sociedade em geral para que reconheçam que o


idoso é um cidadão, atuante e produtivo;

· Combater o isolamento e a depressão.

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Museu: O Museu Histórico da Colonização de Pereira Barreto está localizado na
Rua Hajime Fujimoto nº 1.000 e tem em seu acervo peças e documentos que
resgatam a história da colonização de Pereira Barreto pela colônia japonesa.

O museu busca resgatar a história da colonização japonesa de Pereira Barreto,


despertar e desenvolver a cultura e o instinto de preservação patrimonial da
comunidade, conhecimento da diversidade de acervos existentes em casa
departamento e na história dos primeiros colonizadores, criar uma mentalidade
preservacionista e estimular o amor pelas coisas de sua comunidade, despertar
o respeito pela comunidade através de seus bens culturais, despertar na
comunidade o interesse pelo passado, lhe fortalecendo as raízes, enaltecendo e
enobrecendo sua família, facilitando o entendimento de muitos fatos presentes,
preparando-os para uma convivência harmoniosa.

Estão expostos no museu, importantes peças que ajudam a contar a história de


Pereira Barreto como a carroça de tração animal da década de 50 doado pela
família Kayama, a máquina a vapor utilizada para recalque de água do poço da
Estação Ferroviária de Lussanvira, de 1930, e o painel do artista plástico James
Kudo, neto de um dos fundadores de Pereira Barreto.

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No dia 02 de agosto de 2018, foi realizado o Repatriamento de Acervo
Arqueológico para o Museu Histórico da Colonização de Pereira Barreto, os
fragmentos de objetos arqueológicos foram entregues pelo Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo MAE/USP.

O material teve as datações obtidas por Termoluminescência e remetem a


ocupações que podem ter ocorrido há 2200 anos antes do Presente (AP).

São aproximadamente duas mil peças em cerâmica - vasos, urnas funerárias e


um machado em pedra polida, todos com tradições típicas Tupi-guarani - que
formam o que é considerado pelo Iphan como uma rara coleção que acaba de
ser repatriada ao município. "O material cerâmico, embora fragmentado, oferece
preciosas informações sobre os ceramistas pré-históricos que habitavam a
região", informou o órgão federal.

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Todos os sítios arqueológicos ocupavam vertentes de suaves colinas, próximos aos rios,
a uma distância que os protegia das inundações periódicas. Realizaram-se datações
em quatro dos sítios e assim foi possível afirmar sua ocupação pelos antigos indígenas
entre 2200 a 1040 AP (Antes do Presente).

Teatro: A Cia. de Teatro Cid Chagas foi formada no ano de 2013, com atores de
Pereira Barreto, depois de cursos proporcionados pelo Projeto Ademar Guerra,
ministrados na Casa da Cultura, por técnicos do Projeto. Os atores foram
aprendendo mais sobre interpretação, posicionamento no palco, iluminação,
sonoplastia, encenação dentre vários outros conceitos, contando sempre com o
apoio da Prefeitura da Estância Turística de Pereira Barreto, através da
Secretaria de Turismo e Cultura, a Cia. de Teatro Cid Chagas realizou as

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primeiras apresentações, buscando em 2014 levar este espetáculo para todo o
estado de São Paulo.

Abaixo as peças de teatro realizadas pela “Cia de teatro Cid Chagas”.

“Anne Frank”

Releitura dramática do livro “O Diário de Anne Frank”, encenada por duas jovens
atrizes da Cia Cid Chagas de Pereira Barreto. A encenação é intimista e revela
as angustias vividas diante dos horrores da história, a partir do olhar sensível de
uma adolescente.

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“Bang Bang você morreu”

Peça baseada no livro do escritor americano William Mastrosimone, Bang Bang


You´re Dead, gira em torno da mente de Josh, um garoto inteligente, que por
diversos motivos e distúrbios psicológicos, acaba por tomar uma atitude drástica,
matar alguns de seus colegas de colégio. Um garoto, BANG! Risos BANG! Um
rifle, BANG! Josh ouve vozes que buscam descobrir os motivos que o levaram a
cometer o crime. A partir daí a história ganha força e o espectador passa a
acompanhar a mente de Josh, seus pensamentos. O eco dos mortos o perturba.
O que é realidade? O que é loucura?

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“Cabaret”

Sinopse: Cabaret é um espetáculo que une teatro e dança, e mistura os anos 20


com o contemporâneo, a narrativa apresenta três personagens que vivem neste
Cabaret, e um amor não correspondido.

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“Circo de Brinquedos”

Sinopse: Circo de brinquedos é um espetáculo infantil feito por crianças, onde a


história de um menino que deseja que seus brinquedos tenham vida é construída
através de imagens, cores e texto.

“E.L.A.S”

Sinopse: ELAS, esse espetáculo-experimental tem como característica principal


a relação semi-intimista com o público, onde o texto é dito como um depoimento
à público que está no palco e na platéia.

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“Era uma vez” - Três histórias contadas ao nosso modo, através do jogo “e daí”,
as histórias se cruzam, conectam e se ilustram para a plateia.

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“Gentileza o Profeta”

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História e memórias: trabalho feito em homenagem a Pereira Barreto, dois
atores sobem ao palco e as histórias da cidade vão sendo contadas e
transformadas em imagens dos monumentos existentes em Pereira Barreto,
através das caixas de madeiras.

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Linhas tortas: “Linhas Tortas” é composto por apresentações solos que revelam
uma sociedade permeada pelo drama bradado no silêncio social. Histórias são
refletidas e humanizadas nas rachaduras do espelho humano, as quais se
perdem pelo pudor cultural. Neste cenário real e explicito o teatro grita a dor de
existências negligenciadas.

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“Luna & Apollo” – Luna Clara

Sinopse: Foi naquela sexta-feira dos ventos que os acontecimentos começaram


a acontecer feito loucos nas cidades de Destino do Norte e do Sul. Uma história
onde acontecem mais imprevistos e por acasos do que se pode imaginar,
podemos vivenciar o flerte do farcesco com a literatura de cordel, a brincadeira
cantada onde sinônimo e autônomos se misturam numa dupla simetria cênica
que nos conduz a um fascinante mundo de dois jovens que atravessam o Vale
da perdição perdendo até a própria sorte para finalmente reencontrar o que se
havia perdido.

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“Na ponta da ponte do Novo Oriente”

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“OITAVO”

Sinopse: Se essa casa, se essa casa fosse minha O que você vê através da
fechadura? Verdades não ditas podem queimar. Até que ponto o amor de uma
mãe pode asfixiar? Sua ausência realmente era ausente? Antonieta, Jesebeth,
Carlota, Eleonor, Elizabeth, Marta, Aurora filhas da escuridão e irmãs do
desalento. O espetáculo é hibrido de teatro físico, teatro do absurdo e
surrealismo.

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“Os Inventariantes”: Tudo o que eles querem é uma saída, mesmo que mortal.
Juliano, Fausto e Otávio se enfrentam desesperadamente numa busca insólita.
Pode um jogo definir o destino de uma família? O que você mais teme: a vida ou
a morte? Quer jogar?

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“Os Saltimbancos”: A peça inspirada no conto dos irmãos Grimm “ Os Músicos
de Bremen”, narra a história do encontro de quatro animais (um jumento, um
cachorro, uma galinha e uma gata), que devido a maus tratos, fugiram de seus
patrões.

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“R.E.M – RapidEyeMovement

Sinopse – R.E.M. – fase do sono na qual ocorrem os sonhos mais vividos.


Durante esta fase, os olhos movem-se rapidamente e a atividade cerebral é
similar àquela que se passa nas horas em que se está acordado.

O espetáculo dialoga com a obra “ O Bom Crioulo, de Adolfo Caminha, retratando


um triangulo amoroso. Influenciado pelo surrealismo, perambula pelo campo
onírico para compor um quebra-cabeça, onde a ordem das peças não se faz
necessária, despertando assim no espectador o inconsciente e levando-o para
um estado de desligamento da realidade.

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Arara Duda
Arara vive solta na natureza e sempre que pode acompanha o operador de
empilhadeiras, há um ano, em 'rolezinhos' por Pereira Barreto (SP).

Por Heloísa Casonato, G1 Rio Preto e Araçatuba

Arara-canindé e
morador de Pereira Barreto (SP) têm relação especial e de
confiança — Foto: Manuel Eduardo Zeferino/Arquivo Pessoal.

Os "rolês radicais" de uma arara-canindé em uma motocicleta têm chamado a


atenção dos moradores de Pereira Barreto (SP), cidade com 25 mil habitantes
no noroeste paulista. A relação de carinho entre a ave e um operador de
empilhadeiras começou há cerca de um ano e inclui muitos passeios.

Manuel Eduardo Zeferino ressalta que a ave vive solta na cidade. Ele conta que
Duda voa livremente pelo céu, mas o amor por ele a faz voltar todos os dias para
o coqueiro onde mora, na casa de Zeferino. O café da manhã da arara é com
direito a frutas e semente de girassol dadas por ele.

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De acordo com a Polícia Ambiental, é considerado crime se a pessoa cria a ave
silvestre em cativeiro, presa em alguma gaiola. A polícia informou também que
alimentar animal silvestre não caracteriza infração.

"Ela voa para todo o canto, fica livre, mas não se perde. Ela volta todo dia para
a casa. Eu coloquei o nome de Duda nela. Quando eu assovio, ela reconhece,
assovia de volta e vem voando para mim", conta Eduardo em entrevista ao G1.

Ele afirma que a ave fica por perto o tempo todo. A companhia varia desde
passeios no ombro a pé pela cidade a "rolês" mais radicais em uma motocicleta.

"Às vezes, quando eu mesmo estou voltando do trabalho, passando na rua, ela
me encontra e já voa para o meu ombro. É uma relação de muito carinho", diz.

Eduardo afirma que cuida de Duda há um ano. Ele resgatou a arara quando
trabalhava em uma casa e a ave ainda aprendia a voar. "Ela tinha se alojado em
um lugar oco. A dona da casa estava com medo de algum gato pegar, então eu
comecei a cuidar da Duda.

"A Duda é muito mansa.


Eu acho que é coisa de Deus mesmo, é raridade, porque eu
nunca vi um bicho tão amoroso assim. A gente cria ela livre,
solta. Costumo falar que é nossa, da natureza".

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Fotos da população com a Arara Duda:

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A mascote da Praia Pôr do Sol - Duda

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Comitê Trilhas Culturais: Comitê composto pelos alunos de Percussão – Isaac
Malvezzi Torraca, Pedro Augusto Barbosa e Tiago Rocha Gonçalves. Alunos de
Violão – Marcos Gabriel da Silva Rocha, Marianne da Silva Vicente, Melinda
Vitória de O. de Almeida e Rafael Nakai. Educadores Henrique Manoel Moreira
dos Santos e Marcelo Carreira da Silva. Coordenador (a) de Polo – Ivete
Giovanini Santana.

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