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Projeto de Combate a Incêndio

Guia para edificações existentes – It nº43 São Paulo/ It nº40 Minas


Gerais

1ª Etapa

@engenharia.de.seguranca
Índice
Edificações Existentes 03
Procedimentos 09
1ª Etapa – Levantamento das condições atuais 10
2ª Etapa – Instalações e adaptações 11

Outros objetos a serem verificados 14


Escadas 15
Rotas de fuga 15
Reserva técnica de incêndio 16
Compartimentação horizontal e vertical 17
Segurança estrutural 17

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Capítulo 1

Edificações Existentes
Projeto de Combate a Incêndio

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Edificações existentes

Com a finalidade de facilitar a regularização e adaptação para


empreendimentos que já possuem sistemas preventivos e para locais que
ainda não possuem sistemas e precisam de implantação, baseando-se na
data de construção/regularização do empreendimento em relação à norma
vigente no momento.

Esta norma surge para solucionar problemas como o representado na figura


na próxima página, não se restringindo somente a este exemplo, onde
retrata um empreendimento que foi construído/regularizado em um
determinado momento.

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Em um momento futuro onde houve
reformulação das normas, precisou-se renovar o AVCB desta edificação,
com isso surge a seguinte pergunta: Qual norma devo utilizar para
regularizar esta edificação? A nova norma ou a antiga?

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Edificações existentes
Segundo a IT nº43 do Estado de São Paulo, deve-se adotar a norma vigente
para áreas novas construídas/ampliadas. Para edificações já existentes, pode
ser aplicada a versão da norma da época desde que haja compartimentação
vertical, horizontal e respeitando os seguintes critérios:

1. Exigência de quantidades de escada de segurança para edificações


residenciais (A2) com altura superior a 80 m;

2. Exigência de compartimentação horizontal para edificações destinadas a


shopping centers (C3);

3. Dimensionamento do sistema de controle de fumaça existente;

4. Dimensionamento do sistema de hidrantes existente;

5. Caminhamento de rotas de fuga para os grupos e divisões de ocupação A,


B, G-1, G-2 e J.

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Para o projetista é interessante que faça a
atualização dos sistemas para as normas vigentes pelo simples fato de
que os métodos antigos de prevenção, uma vez atualizados em
norma, não possuem a mesma eficácia que os novos métodos, seja
relacionado ao dimensionamento do sistema ou à obsolescência dos
equipamentos instalados.

Faz-se necessário a consulta desta norma (IT nº43) sempre que


houver mudança nos casos abaixo. É importante observar que os três
fatores podem alterar a classificação da edificação, bem como o grau
de risco, fato que pode demandar mecanismos de proteção mais
apropriados, portanto, nas modificações que ocasionarem mudança
de risco é necessário fazer análise criteriosa para se atingir o melhor
nível de projeto possível para a edificação em estudo.

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A seguir, os três principais fatores de análise em uma modificação da edificação:
 Aumento na altura da edificação;
 Ampliação da área construída;
 Mudança da ocupação ou uso;

Para edificações antigas e sem AVCB que forem se enquadrar nos parâmetros desta IT, é preciso comprovar a
área inicialmente construída antes da alteração da norma, isso se faz necessário pois o Corpo de Bombeiros precisa
estar ciente do que é área construída e área ampliada para a aplicação das normas, evitando assim possíveis
transtornos. Essa comprovação de área pode ser feita através da planta de prefeitura, IPTU, dentre outros
documentos que comprovem a área original construída.

As etapas para o projeto de uma edificação existente são as mesmas que um PT ou PTS, variando e acordo com suas
características (área, altura e risco). Há a elaboração do Projeto de Incêndio que ocorre através do estudo do
empreendimento, em seguida este projeto é posto para análise pelo Corpo de Bombeiros, assim, caso aprovado,
inicia-se a implementação dos sistemas projetados, finalizando na vistoria feita pela equipe técnica dos Bombeiros
para a emissão do AVCB/CLCB.

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Capítulo 2

Procedimentos
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Procedimentos
A norma responsável por edificações existentes de cada
Estado no Brasil sugere seu procedimento a ser seguido
para análise, adaptação e dimensionamento. No início
do projeto o empreendimento passa por uma
classificação baseada na norma vigente à época..

1ª Etapa – Levantamento das condições atuais


Nesta primeira etapa pode-se iniciar com a visita técnica e em seguida determinar os elementos de
proteção. Basicamente, o responsável pela análise estará ciente do estado que a edificação se
encontra, (caso precise de algum tipo de reforço estrutural contra incêndio, se há compartimentação,
verificar os materiais de acabamento e revestimento, além de dar margem à verificação de outros
tipos de sistemas como o elétrico e hidráulico, os quais podem oferecer risco de incêndio) e em
seguida irá projetar quais medidas de segurança se farão necessárias à edificação em estudo. Pode ser
feita uma “ponte” entre as normas vigentes à época da construção e as normas atuais, levando em
consideração a melhor adequação entre as normas para o empreendimento, lembrando que caso o
projeto conste esses tipos de análises, é necessário indicá-las em memorial para comprovação e
embasamento de cálculo.

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2ª Etapa – Instalações e adaptações

A segunda etapa é verificar as condições de adaptação e aplicação de cada mecanismo de segurança exigido
segundo as normas. Basicamente, esta etapa consiste em verificar as condições de adaptação de mecanismo
de segurança caso precise adaptar. E verificar as condições de instalação caso seja necessário instalar algum
novo sistema. Dentre os mecanismos que devem ter sua condição de aplicação e adaptação estudada, têm-se:
 Extintores de incêndio;
 Iluminação de emergência;
 Sinalização de emergência;
 Detecção e alarme de incêndio;

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2ª Etapa – Instalações e adaptações

 Instalações elétricas em conformidade com as normas técnicas;


 Brigada de incêndio;
 Hidrantes;
 Saída de emergência;
 Selagem de shafts e dutos de instalações, para edificações com
altura superior a 12.
 Controle de material de acabamento e revestimento (CMAR).

Tendo analisado estes tópicos na edificação, podem ser feitas duas


perguntas:

 É preciso adaptar o que já existe?


o Se sim, o que?
 É requerido instalar um novo sistema de proteção?
o Se sim, qual ou quais?

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O fluxograma abaixo representa o processo de
tomada de decisão referente às perguntas citadas:

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Capítulo 3

Outros objetos a serem


verificados
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Outros objetos a serem verificados
Em paralelo aos mecanismos de segurança, existem outros pontos a serem analisados e adaptados quando necessários,
são eles:

 Escada – Quanto ao tipo e à necessidade;


o Escada comum;
o Escada enclausurada protegida;
o Escada enclausurada à prova de fumaça;
o Escada pressurizada;

Para todo tipo de escada é observado a conformidade com as normas em relação a:

o Largura;
o Piso ou fita antiderrapante;
o Sinalização reflexiva;
 Rotas de fuga;

Adotando a hipótese de aumento de área ou mudança de ocupação, a distância máxima a ser percorrida pode ter sido
alterada, daí tem-se a necessidade de rever os caminhos de rota de fuga e saídas de emergência, bem como a lotação máxima
permitida nos recintos.

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Outros objetos a serem verificados
A utilização de sistemas de chuveiro automático, detecção de incêndio e controle de fumaça podem favorecer no
aumento da distância máxima a ser percorrida, dando a possibilidade de se explorar layouts mais adequados ao uso
edificação, não limitando a distância a ser percorrida a um único valor fixo.

 Reserva técnica de incêndio;

Para o estado de Minas Gerais exclusivamente, é citado na IT nº 40, item 6.12, sobre adaptações em reserva técnica
para edificações existentes. Este item prevê a possibilidade de se utilizar a complementação da Reserva Técnica de Incêndio
pela reserva para consumo quando ocorrer os seguintes casos:

a) Na impossibilidade técnica de executar a complementação da RTI para atender as exigências atuais;


a. Tal impossibilidade pode ser tida como a execução feita entrando em conflito com os requisitos da norma. Ou a
inviabilidade física de instalação.
b) O volume da RTI existente corresponda a pelo menos 50% do valor total requerido atualmente.
c) O sistema de hidrantes seja do tipo 1 ou tipo 2, de acordo com a IT nº 17.
d) O resultado da soma dos volumes (RTI + reserva de consumo) seja suficiente para uma autonomia de pelo menos 30
minutos da rede de hidrantes.

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 Compartimentação horizontal e vertical;

Na área de combate a incêndio, compartimentar significa ‘isolar’, logo, quando se pensa em compartimentar uma
edificação, tem-se a intenção de isolar alguma área em específico do fogo, seja para propagar o fogo que está neste
ambiente a outro ou para proteger esta área de incêndio externo a ela.
A compartimentação horizontal visa isolar as ações do fogo em um único plano, andar ou pavimento, impedindo
assim que o fogo se propague de maneira horizontal, de um ambiente para o ambiente ao lado.
A compartimentação vertical tem como objetivo impedir a propagação do fogo em sentido vertical, ou seja, de um
pavimento qualquer para o pavimento superior ou inferior.
Para a segurança estrutural é importante ter em mente os materiais que compõem a estrutura, seja concreto, aço ou
madeira.

• Segurança estrutural;

Dentro da área de combate a incêndio existe um termo chamado TRRF – Tempo Requerido de Resistência ao Fogo.
Este termo representa o tempo mínimo requerido por determinada estrutura quando submetida a situação de
incêndio para que propicie a retirada das pessoas do local e início da ação de combate ao incêndio, seja por brigada,
equipamentos automáticos e/ou bombeiros.
Existem duas variáveis que influenciam no TRRF e logo, propiciam mais condições para evacuação segura da
população, cumprindo assim um dos objetivos dos sistemas preventivos: Preservar a vida.

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Essas duas características são:
1. Características físicas;
Esta primeira variável está ligada à forma que o elemento estrutural foi construído, em especial o concreto armado.
Quando em uma situação de incêndio, o concreto tem como principal função proteger a armadura de aço em seu
interior. Para tal, é possível trabalhar de maneira que o fogo não atinja a armadura elevando a espessura do concreto
que o cobre, tal característica é também chamada de COBRIMENTO. Este fator pode ser trabalhado em lajes,
pilares e vigas, porém deve ser previsto no momento do dimensionamento da estrutura, logo, para edificações
existentes não é uma solução que atende, restando trabalhar com os agentes externos
1. Protetores externos de estruturas;
Quando se fala em protetores externos para estruturas, tem-se a intenção de proteger a estrutura sem trabalhar
diretamente em sua composição, ou seja, utilizando somente materiais externo. Neste ponto, o mercado possui
diversas soluções, permitindo trabalhar com os chamados RETARDANTES DE FOGO. Os retardantes são fornecidos
em forma de tinta para revestimento a base de materiais incombustíveis ou que possuem um TRRF mais elevado que
o normal. A atuação destes materiais consiste em elevar o TRRF da estrutura, principalmente o concreto, e assim
proporcionar maior tempo para a ação de combate a incêndio.

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Uma dica!
Quando houver a necessidade de executar serviços de combate a incêndio
em sua edificação, contrate um profissional habilitado e qualificado!

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