Você está na página 1de 69

Equipamentos

Elétricos
Notas de aula – Transformadores de instrumentos
1º semestre / 2017
Profª Janaína Gomes da Costa
Transformadores para
Instrumentos
• Os transformadores para instrumentos são
equipamentos elétricos projetados e construídos
especificamente para alimentarem instrumentos
elétricos de medição, controle ou proteção.
• São dois os tipos de transformadores para
instrumentos.
Transformadores para
Instrumentos
• Transformadores de
potencial
o Indutivo
o Capacitivo

• Transformadores de
corrente

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformadores para
Instrumentos
• Transformadores para instrumentos
(transformadores de corrente e potencial) são
utilizados principalmente para isolar o circuito
primário do circuito secundário utilizado com
instrumentos de medição e proteção.
• A isolação é obtida pelo acoplamento magnético
dos dois circuitos.
• Além do isolamento entre os dois circuitos, a
amplitude da grandeza a ser convertida é reduzida
para níveis seguros de serem utilizados em
instrumentos de medição/controle e proteção.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformadores para
Instrumentos
• Os transformadores para instrumentos devem
fornecer corrente e/ou tensão aos instrumentos
conectados nos seus enrolamentos secundários, de
forma a atender aos seguintes requisitos:
o Circuito secundário galvanicamente separado e isolado do primário com
a finalidade de proporcionar segurança aos operadores e instrumentos
conectados ao transformador de potencial.
o Medida de grandeza elétrica adequada aos instrumentos que serão
utilizados.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformador de
Corrente (TC)
• É um transformador para instrumento cujo
enrolamento primário é ligado em série em um
circuito elétrico e cujo enrolamento secundário se
destina a alimentar bobinas de corrente de
instrumentos elétricos de medição, controle ou
proteção.
Transformador de
Corrente (TC)
• A figura ao lado representa,
esquematicamente, o
transformador de corrente.
O TC tem n1 < n2 dando
assim uma corrente I2 < I1,
sendo por isto considerado
na prática como um
elemento “redutor de
corrente”, pois uma
corrente elevada I1 é
transformada para uma
corrente reduzida I2 de
valor suportável pelos
instrumentos elétricos usuais.
Transformador de
Corrente (TC)

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Tipos construtivos
• Transformador de Corrente Tipo Enrolado
o Transformador de corrente, cujo enrolamento primário, constituído de uma ou mais
espiras, envolve mecanicamente o núcleo do transformador.
• Transformador de Corrente Tipo Barra
o Transformador de corrente cujo enrolamento primário é constituído por uma barra,
montada permanentemente através do seu próprio núcleo.
• Transformador de Corrente Tipo Janela
o Transformador de corrente sem primário próprio, construído com uma abertura
através do núcleo, por onde passa um condutor que forma o circuito primário.
• Transformador de Corrente Tipo Bucha
o Transformador de corrente tipo janela projetado para ser instalado sobre uma
bucha de um equipamento elétrico.
• Transformador de Corrente Tipo com Vários Enrolamentos
Primários
o Transformador de corrente com vários enrolamentos primários distintos e isolados
separadamente.
• Transformador de Corrente Tipo com Vários Núcleos
o Transformador de corrente com vários enrolamentos secundários isolados
separadamente e montados cada um em seu próprio núcleo, formando um
conjunto. Este conjunto conta com um único enrolamento primário, cujas espiras
(ou espira) enlaçam todos os secundários. Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Classificação dos
transformadores de corrente
• Os transformadores de corrente são classificados
em dois tipos:
o Transformadores de Corrente para Serviço de Medição.
o Transformadores de Corrente para Serviço de Proteção.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformador de
Corrente (TC)
• Os TCs são projetados e construídos para suportarem, em
regime permanente, uma corrente maior do que a corrente
nominal, sem que nenhum dano lhes seja causado. A relação
entre a corrente máxima suportável por um TC e a sua
corrente nominal define o “fator térmico” do TC.
• Como os TCs são empregados para alimentar instrumentos
elétricos de baixa impedância (amperímetros, bobinas de
corrente de wattímetros, bobinas de corrente de medidores
de energia elétrica, relés de corrente, etc.) diz-se que são
transformadores de força que funcionam quase em curto-
circuito.
Transformador de
Corrente (TC)
• Relação Nominal:

• É a relação entre os valores nominais I1n e I2n das correntes


primária e secundária, respectivamente, correntes estas para
as quais o TC foi projetado e construído. A “relação nominal”
é a indicada pelo fabricante na placa de identificação do
TC.
• É chamada também de “relação de transformação
nominal”, ou simplesmente de “relação de transformação”,
sendo nas aplicações práticas considerada uma constante
para cada TC.
Transformador de
Corrente (TC)
• Relação Real

• É a relação entre o valor exato I1 de uma corrente qualquer


aplicada ao primário do TC e o correspondente valor exato I2
verificado no secundário dele. Em virtude de o TC ser um
equipamento eletromagnético, a cada I1 corresponde um I2 e
como consequência, um Kr.
• Estes valores de Kr são todos muito próximos entre si e também de
Kc, pois os TCs são projetados dentro de critérios especiais e são
fabricados com materiais de boa qualidade sob condições e
cuidados também especiais.
• Como não é possível medir I2 e I1 com amperímetros (I1 tem
normalmente valor elevado), mede-se I2 e chega-se ao valor exato
I1 através da construção do diagrama fasorial do TC.
Transformador de
Corrente (TC)
• Fator de Correção de Relação

• É o fator pelo qual deve ser multiplicada a “relação de


transformação” Kc do TC para se obter a sua relação real Kr.
• De imediato vê-se que a cada Kr de um TC corresponderá
um FCRc.
• Em virtude destas variações, determinam-se os valores limites
inferior e superior do FCRc para cada TC, sob condições
especificadas, partindo-se daí para o estabelecimento da
sua “classe de exatidão”.
Transformador de
Corrente (TC)
• Erro de Fase ou Ângulo de Fase
o É o ângulo de defasagem β existente entre I1 e I2.

• Classes de Exatidão dos TCs


o Os erros de relação e de fase de um TC variam com a corrente primária
e com o tipo de carga colocada no seu secundário, além de sofrerem
influência também das variações da frequência e da forma da onda.
Transformador de
Corrente (TC)
• Tendo em vista estas considerações, as normas
estabelecem certas condições sob as quais os TCs
devem ser ensaiados para que possam ser
enquadrados em uma ou mais das três seguintes
classes de exatidão:
o Classes de exatidão 0,3; 0,6 e 1,2.

• Considera-se que um TC para serviço de medição


está dentro de sua classe de exatidão em
condições especificadas quando, nestas
condições, o ponto determinado pelo erro de
relação εc ou pelo fator de correção de relação
FCRc e pelo ângulo de fase β estiver dentro dos
paralelogramos de exatidão especificados
correspondentes à sua classe de exatidão.
Transformador de
Corrente (TC)

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformador de
Corrente (TC)
• Influência da Corrente Primária nos Erros do TC
o A corrente de excitação dos transformadores,
inclusive dos TPs, é uma grandeza considerada
praticamente constante para cada transformador,
desde vazio até plena carga, sendo o seu módulo I0
e a sua direção θ0 determinados através de ensaio
em vazio.
o Nos transformadores de corrente isto não ocorre. A
corrente de excitação não é constante para cada
TC, nem em módulo nem em direção, pois há de se
levar em conta, neste tipo de transformador, a
influência importante que tem a não linearidade
magnética do material de que são feitos os núcleos.
Transformador de
Corrente (TC)
• Com estas apreciações, pode-se sentir no
diagrama fasorial que, para valores menores da
corrente primária, a corrente de excitação terá
então influência mais acentuada tornando maiores
os erros de relação e de fase.
• Por isto é que as normas técnicas permitem que, na
determinação da classe de exatidão de um TC,
este apresente erros maiores quando ensaiado
com 10% dela, conforme mostram os
paralelogramos de exatidão.
Transformador de
Corrente (TC)
• Nos próximos slides serão apresentadas tabelas 8,
9, 10 e 11 da norma ABNT 6856 as quais apresentam
as cargas padronizadas.
• É interessante ressaltar que estas cargas não foram
“criadas” aleatoriamente, mas sim tendo em vista
os tipos de instrumentos elétricos que são
usualmente empregados no secundário dos TCs,
instrumentos aqueles com os quais tais cargas se
assemelham em características elétricas.
Transformador de
Corrente (TC)
Transformador de
Corrente (TC)
Transformador de
Corrente (TC)
Transformador de
Corrente (TC)
Transformador de
Corrente (TC)
• O Secundário de um TC Nunca Deve
Ficar Aberto
o Quando o primário de um TC está
alimentado, o seu secundário nunca
deve ficar aberto. No caso de se
necessitar retirar o instrumento do
secundário do TC, este enrolamento deve
ser curto-circuitado através de condutor
de baixa impedância.
Transformador de
Corrente (TC)
• Consequências desta imprecaução:
a. Aquecimento excessivo causando a destruição do
isolamento, podendo provocar contato do circuito
primário com o secundário e com a terra.
b. Uma fem induzida E2 de valor elevado, com
iminente perigo para o operador.
c. Mesmo que o TC não se danifique, este fluxo φ
elevado corresponderá uma magnetização forte no
núcleo, o que alterará as suas características de
funcionamento e precisão.
• Desta forma, nunca se usa fusível no secundário
dos TCs.
Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Normas ABNT
• NBR 6546
o Transformadores para Instrumentos – Terminologia

• NBR 6821
o Transformador de Corrente – Método de Ensaio

• NBR 6856
o Transformador de Corrente – Especificação
Características -especificação
TC convencional
• Corrente(s) Primária(s) Nominal(is) e Relação(ões)
Nominal(is).
• Tensão Máxima do Equipamento e Níveis de Isolamento.
• Frequência Nominal.
• Carga(s) Nominal(is).
• Exatidão.
• Número de Núcleos para Proteção e Medição.
• Fator Térmico Nominal.
• Corrente Suportável Nominal de Curta Duração.
• Valor de Crista Nominal da Corrente Suportável.
• Tipo de Aterramento do Sistema.
• Uso Interno ou Externo.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformadores de
corrente ópticos
• Os transformadores de corrente convencionais
baseiam seu funcionamento na transformação
eletromagnética da corrente, através do
acoplamento indutivo dos enrolamentos que são
montados sobre um ou mais núcleos
ferromagnéticos.
• Os transformadores de corrente convencionais
apresentam alguns problemas, em certas situações
encontradas durante sua aplicação. Entre estes
problemas podem ser citadas questões relativas à
linearidade, resposta harmônica, resposta
transitória, saturação, segurança, exatidão etc.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformadores de
corrente ópticos
• Uma alternativa que tem recebido crescente atenção, por
parte da indústria, nos últimos anos, é a utilização dos
chamados transformadores de corrente ópticos.
• Estes equipamentos não apresentam a maioria dos
problemas que se têm quando se aplica os transformadores
de corrente convencionais, de núcleo ferromagnético.
• Os transformadores de corrente ópticos fornecem correntes
com uma maior exatidão, tem tamanho e peso menores e
trabalham com uma “largura de banda” maior (em inglês,
tem uma “higher bandwidth”), do que os transformadores de
corrente convencionais.
• São fabricados atualmente para aplicação em sistemas de
transmissão com tensão máxima de operação de 72,5 kV a
800 kV.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformadores de
corrente ópticos

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformadores de
corrente ópticos

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformador de
Potencial (TP)
• É um transformador para instrumento cujo
enrolamento primário é ligado em derivação
com um circuito elétrico e cujo enrolamento
secundário se destina a alimentar bobinas de
potencial de instrumentos elétricos de
medição, controle ou proteção.
• É considerado um “redutor de tensão”, pois a
tensão no seu circuito secundário é
normalmente menor que a tensão no seu
enrolamento primário.
Transformador de
Potencial (TP)
Transformador de
Potencial (TP)
• Os TPs são projetados e construídos para
suportarem uma sobretensão de até 10% em
regime permanente, sem que nenhum dano lhes
seja causado.
• Os TPs são empregados para alimentar
instrumentos de alta impedância (voltímetros,
bobinas de potencial de wattímetros, bobinas de
potencial de medidores de energia elétrica, relés
de tensão, etc.) a corrente secundária I2 é muito
pequena e por isto se diz que são transformadores
de potência que funcionam quase em vazio.
Transformador de
Potencial (TP)
• Relação Nominal
o É a relação entre os valores nominais U1n e U2n das tensões
primária e secundária, respectivamente, tensões estas para as
quais o TP foi projetado e construído. A “relação nominal” é a
indicada pelo fabricante na placa de identificação do TP. É
chamada também de “relação de transformação nominal”, ou
simplesmente de “relação de transformação”, sendo nas
aplicações práticas considerada uma constante para cada TP.
o Ela é muito aproximadamente igual à relação entre as espiras:
U1n = Kp ≈ N1
U2n N2
Transformador de
Potencial (TP)
• Relação Real
o É a relação entre o valor exato U1 de uma tensão
qualquer aplicada ao primário do TP e o correspondente
valor exato U2 verificado no secundário dele. Em virtude
de o TP ser um equipamento eletromagnético, a cada U1
corresponde um U2 e como consequência, um Kr:
U1 = Kr
U2
o Como não é possível medir U2 e U1 com voltímetros (U1
tem normalmente valor elevado),mede-se U2 e chega-se
ao valor exato U1 através da construção do diagrama
fasorial do TP.
Transformador de
Potencial (TP)
• Fator de Correção de Relação
o É o fator pelo qual deve ser multiplicada a “relação de
transformação” Kp do TP para se obter a sua relação real
Kr.
Kr = FCRT
Kp
o A cada Kr de um TP corresponderá um FCRp. Em virtude
destas variações, determinam-se os valores limites inferior e
superior do FCRp para cada TP, sob condições
especificadas, partindo-se daí para o estabelecimento da
sua “classe de exatidão”.
Transformador de
Potencial (TP)
• Erro de Relação ɛp

o Valor relativo:

o Valor percentual:

o Quando ɛp e FCRp estão expressos em valores percentuais, há o seguinte


relacionamento entre eles:
Transformador de
Potencial (TP)
• Erro de Fase ou ângulo de Fase
o É o ângulo de defasagem existente entre
U1 e o inverso de U2. Se o inverso de U2 é
adiantado em relação a U1, é positivo.
Em caso contrário, é negativo.
Transformador de
Potencial (TP)

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformador de
Potencial (TP)
• Pode-se observar no diagrama fasorial o erro (módulo e
fase) entre a tensão primária (Up) e a tensão
secundária (Us).
• Os erros/imprecisões são causados pelas quedas de
tensão internas nos enrolamentos primário e secundário.
• O parâmetro de maior influência na queda de tensão
interna é a resistência ôhmica do enrolamento primário.
• As duas principais diferenças em um transformador de
potencial são:
o Elevada exatidão na relação de tensão.
o Minimização das quedas de tensão nos enrolamentos para evitar os efeitos
nos erros de relação e de ângulo de fase.
Transformador de
Potencial (TP)
• Classes de Exatidão dos TPs
o Para um mesmo TP, submetido à uma tensão primária U1,
os erros de relação e de fase variam com o tipo de carga
utilizada no seu secundário, isto é, eles são função de I2 e
Φ2. É desejável na prática que estes erros sejam os
menores possíveis.
o Em virtude deste fato, e com o objetivo de detectar a
qualidade dos TPs e o seu comportamento provável nas
instalações, as normas técnicas estabelecem certas
condições sob as quais estes transformadores devem ser
ensaiados, definindo a partir daí a “classe de exatidão”
dos mesmos.
Transformador de
Potencial (TP)
• Classes de Exatidão dos TPs
o Os TPs são enquadrados em uma ou mais das
três seguintes classe de exatidão: 0,3, 0,6 e 1,2.
o Considera-se que um TP está dentro de sua
classe de exatidão em condições especificadas
quando, nestas condições, o ponto
determinado pelo erro de relação ɛp ou pelo
fator de correção de relação FCRp e pelo
ângulo de fase estiver dentro do “paralelogramo
de exatidão” especificado correspondente à
sua classe de exatidão.
Transformador de
Potencial (TP)
Transformador de
Potencial (TP)
• Para se estabelecer a classe de exatidão dos TPs
estes são ensaiados em vazio e depois com cargas
padronizadas colocadas no seu secundário, uma
de cada vez, sob as seguintes condições de
tensão: tensão nominal, 90% da tensão nominal e
110% da tensão nominal.
• Estas tensões de ensaio cobrem a faixa de tensões
prováveis das instalações em que os TPs serão
utilizados.
Transformador de
Potencial (TP)
• As cargas padronizadas, estão relacionadas no
quadro seguinte. É interessante ressaltar que estas
cargas não foram “criadas” aleatoriamente, mas
sim tendo em vista os tipos de instrumentos elétricos
que são usualmente empregados no secundário
dos TPs, instrumentos aqueles com os quais tais
cargas se assemelham em características elétricas.
Transformador de
Potencial (TP)
Transformador de
Potencial (TP)
Características
construtivas
• Existem basicamente duas tecnologias aplicadas em
transformadores de potencial amplamente conhecidas
em sistemas de alta tensão, sendo elas:
o transformadores de potencial indutivo (TPI)
o transformadores de potencial capacitivo (TPC).
• Normalmente em sistemas de até 145 kV, encontram-se
instalações com transformadores de potencial indutivo,
e acima de 145 kV transformadores de potencial
capacitivo devido ao elevado custo para fabricação
de transformadores indutivos acima desta tensão.
• Um dos motivos desse alto custo dos transformadores de
potencial indutivo é o elevado número de espiras do
enrolamento primário de equipamentos em sistemas
acima de 145 kV.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Características
construtivas
• O enrolamento primário é constituído de uma bobina de várias
camadas de fio isolado com esmalte de verniz, enrolada em um
núcleo de ferro magnético sobre o qual também se envolvem os
enrolamentos secundários.
• Os enrolamentos secundários são de fio de cobre duplamente
esmaltado, recobertos com papel isolante e isolados do núcleo.
• Se o transformador for de construção isolado a óleo, ao ser
completamente montado, pode ser preenchido com pó de
quartzo com propriedades controladas, de modo a reduzir o
volume de óleo e em seguida tratado com vácuo e preenchido
com óleo isolante tratado.
• O tanque inferior, dentro do qual é acomodado o núcleo
juntamente com os enrolamentos, é constituído de chapa de aço
pintada ou galvanizada a fogo. Também são utilizados tanques
em alumínio fundido.
• Na parte superior, é fixado o isolador de porcelana vitrificada.
Também pode ser utilizado isolador de material polimérico.
Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Características
construtivas
• Em geral, os transformadores isolados a óleo
possuem tanque de expansão do óleo na parte
superior da porcelana, de modo a garantir a
estanqueidade do transformador com a variação
térmica diária.
• Não há grandes diferenças construtivas entre os
transformadores de potencial para medição e
proteção, sendo que, muitas vezes, um único
equipamento atende às duas necessidades.
• Nesse caso, o transformador de potencial possui
dois enrolamentos secundários, um destinado ao
sistema de medição e outro destinado ao sistema
de proteção.
Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Fonte: Catálogo de produtos Pfiffner
Transformadores de
Potencial Indutivo
• O transformador de potencial indutivo é constituído de
uma ou mais unidades eletromagnéticas, cuja relação
de transformação é definida primordialmente pela
relação de espiras de seus enrolamentos.
• O transformador de potencial indutivo é constituído por
dois ou mais enrolamentos que são montados no
mesmo núcleo, semelhante aos transformadores de
potência.
• O princípio de funcionamento dos transformadores de
potencial é a conversão eletromagnética de energia
entre os enrolamentos. Assim, ao ser aplicada uma
tensão no enrolamento primário, será obtido nos
terminais secundários um valor de tensão reduzido
conforme a relação de transformação do
equipamento.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformador de
Potencial Capacitivo
• O transformador de potencial capacitivo é
constituído de uma coluna capacitiva e uma
unidade eletromagnética, projetados e interligados
de modo a reproduzir uma tensão secundária, na
unidade eletromagnética, proporcional à tensão
primária aplicada no divisor capacitivo, e com sua
posição fasorial substancialmente mantida.
• O conjunto fica imerso no interior de um invólucro
de porcelana.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformador de
Potencial Capacitivo
• O divisor capacitivo é conectado entre fase e
terra, sendo que uma derivação intermediária
alimenta uma unidade eletromagnética de média
tensão que compreende, basicamente, os
seguintes elementos:
o Transformador de potencial indutivo conectado na derivação
capacitiva intermediária fornecendo as tensões secundárias desejadas.
o Reator de compensação ajustável para controlar a defasagem angular
provocada pelo divisor capacitivo, na frequência nominal,
independentemente da carga utilizada no secundário, porém nos limites
definidos pela classe de exatidão considerada.
o Dispositivo de amortecimento dos fenômenos de ferrorressonância.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Transformador de
Potencial Capacitivo

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
TPs Capacitivos Atuando como
Transmissor e Receptor Carrier
• Um dos motivos da utilização de transformadores de
potencial capacitivo é a sua obrigatoriedade de utilização
em linhas de transmissão com comunicação carrier.
• Para isso, utiliza-se um aparelho transmissor receptor para
tratamento de sinal normalmente com frequência na faixa de
10 kHz a 300 kHz. O sinal é transmitido no próprio condutor da
linha de transmissão.
• O divisor capacitivo dos transformadores de potencial
capacitivos é utilizado como capacitor de acoplamento por
apresentar baixa impedância à frequência da onda
portadora e bloqueia a corrente à frequência de 60Hz,
oferecendo a ela um caminho de alta impedância. Sendo
assim, é usado como parte do circuito de sintonia, em
conjunto com a unidade de sintonia, estando ligado
diretamente à linha de transmissão, evitando influências da
frequência da rede de energia nos equipamentos carrier.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Fonte: Catálogo de produtos Pfiffner
Transformadores de
potencial ópticos
• Uma tecnologia alternativa são os transformadores para
instrumentos não convencionais, ou simplesmente transformadores
para instrumentos ópticos, que apresentam desempenho em
algumas aplicações, superior ao dos transformadores para
instrumentos convencionais, em relação à confiabilidade e precisão.
• Os transformadores para instrumentos puramente ópticos não
possuem um núcleo ferromagnético. Eles são baseados nos efeitos
dos campos elétrico e/ou magnético sobre feixes de luz polarizados.
• A tecnologia óptica utiliza como princípio alguns cristais particulares
que mostram mudança nos índices de refração diretamente
proporcionais ao campo elétrico aplicado. Esse fenômeno é
chamado de efeito eletro-óptico linear ou efeito Pockel.
• Utilizando o conceito de birrefringência em que a radiação luminosa
refratada seja dividida em dois feixes ortogonais de radiação
polarizada que se propagam com velocidades diferentes, sendo tal
diferença proporcional à magnitude do campo elétrico.
Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Ferrorressonância
• Ferrorressonância é um tipo de fenômeno que
pode ocorrer no sistema gerando problemas de
qualidade e segurança.
• Os fenômenos de ferrorressonância relacionados a
transformadores de potencial podem ser
provocados, por exemplo, por transitórios gerados
em operações de manobra do circuito primário em
que o TP está conectado.
• Pode- se obter diferentes comportamentos
oscilatórios de ferrorressonância para o mesmo
transformador de potencial, dependendo das
condições iniciais e dos valores de capacitância
envolvidos no circuito.
Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Ferrorressonância
• A amplitude da corrente primária nominal no
enrolamento de alta tensão é na ordem de
miliamperes com tensão primária nominal na faixa de
dezenas de kilovolts.
• Nos sistemas elétricos, transformadores de potencial
conectados entre fase e terra podem ser susceptíveis
ao fenômeno de ferrorressonância quando instalados
em sistemas com neutro não solidamente aterrado.
• Com construções cada vez mais compactas e com
reduzida capacidade térmica, os transformadores de
potencial quando submetido ao fenômeno de
ferrorressonância estarão sujeitos à circulação de
elevada corrente no enrolamento primário, podendo
provocar a falha por efeito térmico resultando em falta
fase-terra.
Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Ferrorressonância
• O princípio básico de projeto de circuitos
magnéticos de dispositivos elétricos é de garantir
que a densidade de fluxo magnético não supere o
nível de saturação característico do material
utilizado.
• Este requisito deve ser considerado para as
condições operacionais normais e para as
condições temporárias sujeitas durante transitórios
gerados no sistema elétrico.
• A saturação magnética resulta em componente
não linear indutiva que, combinada com as
capacitâncias do circuito elétrico, pode resultar
em um circuito ressonante não amortecido.
Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão
Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Parâmetros elétricos
mínimos para Especificação
• Tensão nominal do sistema.
• Tensão máxima do equipamento.
• Tensão suportável à frequência industrial a seco e sob chuva.
• Tensão suportável nominal de impulso atmosférico, onda plena e onda
cortada.
• Tensão suportável nominal de surto de manobra.
• Frequência nominal.
• Tensão primária nominal.
• Tensão secundária nominal.
• Relações nominais.
• Grupo de ligação.
• Quantidade de enrolamentos secundários.
• Classe de exatidão e carga nominal.
• Carga simultânea.
• Relações nominais.
o Potência térmica nominal.
o Capacitância mínima para TPC’s.
o Faixa de frequência para dispositivo carrier para TPC’s.
o Variação de frequência para TPC’s.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas
Parâmetros elétricos
mínimos para Especificação
• Tensão nominal do sistema.
• Tensão máxima do equipamento.
• Tensão suportável à frequência industrial a seco e sob chuva.
• Tensão suportável nominal de impulso atmosférico, onda plena e onda
cortada.
• Tensão suportável nominal de surto de manobra.
• Frequência nominal.
• Tensão primária nominal.
• Tensão secundária nominal.
• Relações nominais.
• Grupo de ligação.
• Quantidade de enrolamentos secundários.
• Classe de exatidão e carga nominal.
• Carga simultânea.
• Relações nominais.
o Potência térmica nominal.
o Capacitância mínima para TPC’s.
o Faixa de frequência para dispositivo carrier para TPC’s.
o Variação de frequência para TPC’s.

Fonte: Livro Equipamentos de Alta Tensão


Prospecção e Hierarquização
de Inovações Tecnológicas