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Manual de MR 2 2002-05-30

EuroCargo
Reparações
Motor Tector

Motor Tector
EuroCargo

Generalidades e
Descrição de Funcionamento
EuroCargo / Motor Tector - Generalidades e Descrição de Funcionamento MR 2 2002-05-30
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Índice

Bloco do motor 5
Árvore de manivelas 6
Bielas 7
Pistões 8
Eixo comando de válvulas 9
Mecanismo das válvulas 10
Cabeçote 11
Válvulas e guias de válvulas 12
Comando da distribuição 12
Volante do motor 13
Distribuição por correia 13
Lubrificação 14
Bomba de óleo 15
Intercambiador de calor 16
Cárter de óleo 17
Recirculação dos vapores de óleo 18
Sistema de arrefecimento 19
Bomba d’água 20
Superalimentação 21
Esquema de superalimentação 22
Sistema de alimentação com injeção eletrônica de alta pressão
23
(galeria principal)
Generalidades 23
Sistema elétrico 23
Componentes elétricos do sistema de injeção 24
Descrição do sistema de injeção 26
Sistema hidráulico 27
Esquema hidráulico 28
Principais componentes do sistema de alimentação 30
Pré-filtro de combustível 30
Filtro de combustível 31

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Bomba mecânica de alimentação 32


Bomba de alta pressão 33
Descrição de funcionamento 35
Regulador de pressão na entrada da bomba 38
Descrição de funcionamento 39
Válvula limitadora de pressão (5 bar) 40
Descrição de funcionamento 40
Válvula limitadora de 5 bar com o motor em rotação máxima
40
(regulador aberto)
Válvula limitadora de 5 bar com o motor em marcha lenta
41
(regulador fechado)
Galeria principal (acumulador de pressão) 41
Válvula de sobrepressão 42
Limitadores de fluxo 42
Descrição de funcionamento 43
Passa-parede conector “E” 44
Sensor de temperatura / pressão de ar (85156) 45
Sensor de temperatura / pressão de óleo do motor 45
Sensor da árvore de manivelas (48035) 46
Sensor do eixo comando (48042) 46
Sensor de pressão do combustível (85157) 47
Eletroinjetor 48
Descrição de funcionamento 49
Limitador de pressão para retorno de combustível 50

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Bloco do motor

2
7
3

Figura 1

O bloco do motor é uma estrutura fundida Também são encontradas as câmaras


na qual estão usinadas as camisas de para a circulação do líquido de arrefeci-
cilindros (1), as capas dos mancais (5) e mento e os canais de lubrificação dos
as sedes para: diversos componentes do motor.

- Os casquilhos do eixo comando de vál- A placa (6), montada na parte inferior do


vulas (3). bloco, garante uma maior resistência aos
esforços.
- Os balancins.

- O intercambiador de calor água / óleo


(7).

- A bomba d’água (2).

- A bomba de óleo (4).

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Árvore de manivelas

Figura 2
1. Engrenagem da distribuição
2. Cubo para união do volante
3. Engrenagem da bomba de óleo

A árvore de manivelas é feita de aço Na parte traseira estão montados o eixo


microligado e está apoiada no bloco do comando de válvulas e o cubo para o
motor sobre sete suportes, endurecidos volante do motor.
através de têmpera por indução.
Os casquilhos da árvore de manivelas
No seu interior estão usinados os canais são de aço com revestimento de materi-
de passagem de óleo para a lubrificação ais antifricção, sendo os penúltimos cas-
e na dianteira estão montados o eixo da quilhos dotados de apoio para conter a
bomba de óleo, o amortecedor de vibra- folga axial da árvore de manivelas.
ções e a polia de comando dos compo-
nentes auxiliares. A engrenagem (1) e o cubo são monta-
dos com interferência na parte traseira,
não podendo serem substituídos.

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Bielas

Corpo da biela
1234 W
Nº da biela Peso
0001 V
↑ W
9999 X

Corpo da biela
1234 A 123
Nº da biela Ano Dia
0001 A 1998 001
↑ B 1999 ↑

9999 C 2000 366


D 2001
Figura 4
Figura 3

As bielas, estampadas em aço, são do Além disso, no corpo da biela, é marcada


tipo de corte oblíquo, com separação da uma letra que indica a classe de pesos
capa obtida por uma nova tecnologia da biela montada na produção.
(fracture split) e não por usinagem.
Em caso de substituição, está disponível
Sobre a biela estão gravados os dados para reposição uma só biela de peso
relativos à classe de peso e os números intermediário, que poderá ser utilizada
de acoplamento da biela e da capa. em todos os motores em circulação. Em
caso de substituição parcial, as bielas em
Os casquilhos de biela são de aço, com bom estado não devem ser substituídas,
revestimento de material antifricção. mesmo que sejam de classes diferentes.

Cada biela é marcada, no corpo e na


capa, com um número que indica o par
correto de montagem e o cilindro no qual
será montada.

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Pistões
O pistão possui três alojamentos para os
anéis. Devido à exposição da parte supe-
rior do pistão, a temperaturas e pressões
mais elevadas, o alojamento superior
possui um inserto fundido de seção tra-
pezoidal.

1º anel elástico de compressão: de forma


trapezoidal, com revestimernto cromo-
cerâmico.

2º anel elástico de compressão: retangu-


Figura 5
lar, torcional e cônico.

3º anel com dupla borda: raspador de


Na parte superior do pistão está locali-
óleo com mola interna.
zada a câmara de combustão de alta tur-
bulência. Abaixo da câmara de
Na parte superior do pistão estão grava-
combustão, o pistão é arrefecido pelo
das as indicações a seguir:
óleo do motor através de um pulverizador
montado no bloco. Os motores acima de
210 cv são arrefecidos através de um
canal anular, localizado no interior do pis-
tão.

Figura 6
1. Número de peça de reposição e número de
modificação
2. Seta que indica o sentido de montagem do pis-
tão na camisa de cilindro
3. Gravação de verificação de inserção do 1º alo-
jamento
4. Data de fabricação

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Eixo comando de válvulas

Figura 7
A. Came de comando das válvulas de admissão
B. Came de comando das válvulas de escapamento

O eixo comando de válvulas está mon- O eixo comando de válvulas é acionado


tado no bloco, sobre 7 suportes. diretamente pela árvore de manivelas,
através de uma engrenagem de dentes
Os suportes dianteiro e traseiro, estão retos. Na parte traseira da engrenagem
providos de casquilhos de aço, revestidos estão os orifícios de marcação dos cilin-
de material antifricção, montados com dros para o acionamento do sensor de
interferência. Para cada cilindro existem fase (6 + 1, para o motor de seis cilin-
2 excêntricos de comando (cames). dros).

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Mecanismo das válvulas

O mecanismo das válvulas é composto pelos componentes a seguir.

Figura 8

1. Balancim
2. Eixo
3. Parafuso de ajuste
4. Vareta
5. Ponte das válvulas
6. Cones
7. Arruela-guia
8. Mola
9. Tucho
10. Eixo comando de válvulas

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Cabeçote

O cabeçote é fundido em uma única O coletor de escape (1) é composto por


peça, com 4 válvulas por cilindro e guias duas peças.
de válvulas prensadas (B).
Um bloco intermediário (7) suporta os
O canal para o retorno de combustível cabos dos eletroinjetores.
dos eletroinjetores está usinado no inte-
rior do cabeçote. O coletor de admissão (5) possui um alo-
jamento para o aquecedor de ar (6) para
Sobre o cabeçote de cilindros (8) também partida a frio.
estão usinados os alojamentos para: os
eletroinjetores (2), o termostato (4) e o
coletor de combustível (9) para os eletro-
injetores.

Figura 9

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Válvulas e guias de válvulas Comando da distribuição

Figura 10

1. Válvula de admissão Figura 12


2. Válvula de escapamento
A. Lado da admissão O comando da distribuição é obtido medi-
S. Lado do escapamento
ante uma engrenagem de dentes retos,
montada na parte traseira da árvore de
As guias de válvulas instaladas no cabe-
manivelas, que aciona a engrenagem do
çote têm uma inclinação de:
eixo comando de válvulas.
- 45º para as válvulas de escapamento.
Para colocar o motor no ponto, deve-se
fazer coincidir as marcas ( ), gravadas
- 60º para as válvulas de admissão.
sobre as referidas engrenagens.
As válvulas de escapamento (2) são dis-
tinguidas das de admissão pela presença
de um orifício no centro do prato.

Os retentores de óleo (1) são montados


sobre as hastes das válvulas.

Figura 11

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Volante do motor Distribuição por correia

Uma correia multi-V (4) transmite o movi-


mento da árvore de manivelas (8) para a
bomba d’água (7), para o alternador (3) e
para o compressor (1) do ar condicionado
(se possível).

A tensão da correia é regulada automati-


camente pela mola calibrada, contida no
tensor (5).

O rolete fixo (2) determina uma adequada


superfície de contato da correia sobre as
polias (1) e (3).
Figura 13

O volante (1) não necessita de uma posi-


ção fixa sobre a árvore de manivelas,
dado que não tem gravações, ressaltos
ou orifícios de referência para sensores
ou ponto de injeção. A eqüidistância dos
orifícios de fixação (2) permite que sua
montagem seja indiferente em qualquer
posição.

Figura 14

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Lubrificação
4

Circuito de óleo com pressão


Circuito de óleo por gravidade
Entrada de óleo

Figura 15

A lubrificação, de circulação forçada, é - Válvula (1) de regulagem da pressão do


realizada mediante os seguintes compo- óleo, incorporada no suporte do filtro.
nentes:
- Válvula by-pass (4) para exclusão do fil-
- Bomba de óleo de rotores (5), localizada tro de óleo obstruído, incorporada no
na parte dianteira do bloco, acionada suporte do filtro.
por uma engrenagem de dentes retos,
montada na árvore de manivelas. - Filtro de óleo com cartucho (2).

- Intercambiador de calor água / óleo (3),


alojado no bloco do motor, com suporte
para o filtro de óleo.

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Bomba de óleo

Figura 16

Figura 17

1. Árvore de manivelas com engrenagem para a bomba de óleo

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Intercambiador de calor

Figura 18

1. Corpo do intercambiador de calor com suporte do filtro


2. Junta interna
3. Intercambiador de calor tipo água - óleo
4. Junta entre o grupo intercambiador e o bloco do motor
5. Válvula de regulagem da pressão do óleo
6. Válvula by-pass para exclusão do filtro de óleo obstruído

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Cárter de óleo

Figura 19

Figura 20

O cárter de óleo (1) está fixado elastica- Este tipo de junta deve ser substituída
mente ao bloco, por meio de uma placa somente em caso de deterioração ou rup-
(3) de alumínio. tura e não necessariamente a cada des-
montagem.
A junta (2) de borracha com seção em
“C”, montada sobre o perfil de união do
cárter de óleo, além de melhorar a estan-
queidade, atenua os ruídos.

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Recirculação dos vapores de óleo

Na tampa dos balancins está alojado um No blow-by (3), parte dos vapores são
pré-separador (1), cuja forma e posição condensados e retornam ao cárter de
determina um aumento da velocidade de óleo, enquanto que a parte restante recir-
saída dos vapores de óleo e, ao mesmo cula na aspiração através da tubulação
tempo, condensa uma parte dos mes- (2).
mos.

O óleo condensado retorna ao cárter,


enquanto que os vapores residuais são
canalizados, recolhidos e filtrados no
blow-by (3).

Condensação de óleo

Vapores de óleo

Figura 21
1. Pré-separador
2. Recirculação na aspiração
3. Filtro (blow-by)
4. Retorno ao motor

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Sistema de arrefecimento

O sistema de arrefecimento do motor é - Ventilador viscoso.


do tipo circulação forçada em circuito
fechado e está constituído pelos seguin- - Intercambiador de calor para arrefecer o
tes componentes: óleo do sistema de lubrificação.

- Tanque de expansão, com tampa incor- - Bomba d’água do tipo centrífuga, locali-
pora de duas válvulas, uma de des- zada na parte dianteira do bloco do
carga (2) e uma de admissão (1), que motor.
regulam a pressão do sistema.
- Termostato de regulagem da circulação
- Radiador, que tem a função de dissipar do líquido de arrefecimento.
o calor retirado do motor pelo líquido de
arrefecimento.

Líquido de arrefecimento
que sai do termostato
Líquido de arrefecimento
recirculando no motor
Líquido de arrefecimento
que entra na bomba

Figura 22

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Bomba d’água

A bomba d’água, usinada no bloco, é aci- O motor possui uma válvula termostática
onada pela correia multi-V. que regula sua temperatura.

A quase total ausência de tubos exterio- O líquido de arrefecimento (água e Para-


res, mangueiras e braçadeiras elimina flu a 50%) também circula pelo intercam-
várias conexões, reduzindo as possíveis biador de calor de óleo.
causas de perdas.

Figura 24
Seção A-A
Figura 23

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Superalimentação

O sistema de superalimentação (turbo -


intercooler) é composto por um turbo-
compressor marca Holset.

A pressão de alimentação é de 1,5 bar. O


início da abertura do acionador (WASTE-
GATE) é realizado a 1600 rpm.

Figura 26
Turbocompressor Holset

Motor F4AE0681 (6 cilindros)

A entrada dos gases de escape na tur-


Figura 25 bina é de tipo simples nos turbocompres-
sores de alguns motores e dupla em
Descarga
Descarga outros.
Araspirado
Ar aspiradoquente
quente
Turbocompressor Garrett

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Esquema da superalimentação

Ar que entra
Ar que entra
Comprimido
Comprimido quente quente
Comprimido frío
Comprimido frio
Descarga
Descarga

Figura 27

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Sistema de alimentação com injeção eletrônica de alta pressão


(galeria principal)

Generalidades

A redução das emissões de partículas é O sistema é constituído pelos sistemas


conseguida com pressões de injeção, elétrico e hidráulico.
especialmente quando estão elevadas.

O sistema da galeria principal permite Sistema elétrico


injetar o combustível a pressões que
alcançam os 1450 bar, enquanto que a A central controla a gestão do motor por
precisão da injeção, obtida com o geren- meio dos sensores presentes no mesmo.
ciamento eletrônico do sistema, otimiza o
funcionamento do motor, limitando as
emissões e o consumo.

1 5

6
2

3
8

9
4

10
Figura 28

1. Sensor de pressão do combustível


2. Sensor de temperatura do líquido de arrefecimento
3. Sensor de temperatura / pressão do óleo do motor
4. Sensor da árvore de manivelas
5. Eletroinjetor
6. Sensor de temperatura / pressão do ar
7. Sensor do eixo comando
8. Aquecedor de combustível e sensor de temperatura do combustível
9. Regulador de pressão
10. Central EDC 7

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Componentes elétricos do sistema de injeção

Código do
Referência Descrição
componente
1 85152 Sensor de posição sobre o pedal do acelerador
2 53501 Interruptor do freio primário / secundário
3 42374 Sensor sobre o pedal da embreagem
4 53520 Interruptor do freio motor
5 85130 Central imobilizadora
6 52502 Comutador de chave
7 54031 Comutador Cruise Control
8 53511 Sensor da cabina destravada
9 58053 Interruptor do freio de estacionamento aplicado
10 53508 Interruptor da caixa de mudanças em ponto neutro
11 - Fusível principal EDC (20 A)
12 72021 Conector de diagnose
13 53041 Pulsador Blink-Code
14 52324 Seletor do freio motor
15 - Pulsador para o limitador de velocidade programável
16 42001 Instrumento de pressão do óleo motor
17 47011 Temperatura do líquido de arrefecimento
18 58435 Lâmpada de advertência EDC avariado
19 58055 Lâmpada de advertência do freio motor aplicado
20 48001 Tacômetro
21 58110 Lâmpada de advertência de pré-aquecimento aplicado
22 58905 Lâmpada de advertência do limitador de velocidade programável aplicado
23 40011 Tacógrafo
24 08000 Motor de partida
25 48035 Sensor da árvore de manivelas
26 53007 / 53006 Pulsadores de partida / parada do motor
27 25222 Relé de inserção de pré-pós aquecimento
28 47042 Sensor de temperatura do combustível
29 61101 Resistência do aquecimento do combustível
30 48042 Sensor do eixo comando
31 78013 Eletroválvula para o regulador de pressão
32 85153 Sensor de temperatura do líquido de arrefecimento
33 19005 Resistência de pré-aquecimento
34 78247 Eletroinjetores
35 85156 Sensor de temperatura / pressão de ar
36 85157 Sensor de pressão do combustível
37 78050 Eletroválvula do freio motor
38 42030 Sensor de temperatura / pressão do óleo

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Componentes elétricos do sistema de injeção

Figura 29

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Descrição do sistema de injeção

Controle da resistência do pré-aqueci- Limitação de rotação máxima


mento do motor
A 2700 rpm, a central limita o fluxo de
É ativado o pré-pós aquecimento quando combustível, reduzindo o tempo de aber-
apenas um dos sensores de temperatura tura dos eletroinjetores.
do líquido de arrefecimento ou combustí-
vel sinaliza uma temperatura igual ou Superados os 3000 rpm, os eletroinjeto-
inferior a 5ºC. res são desativados.

Reconhecimento de ponto Corte de combustível

Através dos sinais dos sensores sobre o O corte de combustível na fase de reten-
eixo comando e a roda fônica na árvore ção está comandado pela central, que
de manivelas, é reconhecido na partida o ativa as seguintes lógicas:
cilindro ao qual deve ser injetado o com-
bustível. - Corta a alimentação dos eletroinjetores.
- Reativa os eletroinjetores, pouco antes
Controle da injeção de alcançar a rotação mínima.
A central, com base nas informações pro- - Comanda o regulador de pressão de
cedentes dos sensores, comanda o regu- combustível.
lador de pressão e varia as modalidades
da pré-injeção e da injeção principal. Controle de fumaça na aceleração

Controle a ciclo fechado da pressão A central comanda o regulador de pres-


de injeção são e varia o tempo de atuação dos ele-
troinjetores para evitar o excesso de
Sobre a base de carga do motor, determi- fumaça no escape, com elevadas deman-
nada pela elaboração dos sinais proce- das de potência e baseada nos sinais
dentes dos diversos sensores, a central recebidos do sensor de pressão / tempe-
comanda o regulador para sempre dispo- ratura do ar e do sensor de rotações do
nibilizar a pressão otimizada para atender motor.
as necessidades de cada instante.
Controle de inserção do compressor
Controle de avanço da injeção primá- de ar condicionado
ria e principal
A central está em condições de coman-
A central determina, com base nos sinais dar a aplicação ou desaplicação da
procedentes dos diversos sensores e a embreagem eletromagnética do com-
sua configuração interna, o ponto ideal pressor (quando instalado), em função da
de injeção. temperatura do líquido de arrefecimento.

Controle da marcha lenta Se a temperatura do líquido de arrefeci-


mento alcança os ~105ºC, o compressor
A central elabora os sinais procedentes é desligado.
dos diversos sensores e regula a quanti-
dade do combustível injetado. Controla o Pós-parada
regulador de pressão e varia o tempo de
injeção dos eletroinjetores. Ao parar o motor, o microprocessador da
central permite memorizar alguns dados
Dentro de certos limites, também consi- na EE-PROM, como a memória de ava-
dera a tensão da bateria. rias, para que estejam disponíveis na
partida seguinte.
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Sistema hidráulico

O sistema da galeria principal apresenta O circuito de alta pressão está consti-


uma bomba especial que mantém, conti- tuído pelas seguintes tubulações:
nuamente, o combustível a alta pressão, - Tubulação que une a saída da bomba
independentemente da fase e do cilindro de alta pressão à galeria principal.
que deve receber a injeção, e o acumula - Tubulação que desde a galeria principal
em uma galeria principal para todos os alimentam os eletroinjetores.
eletroinjetores.
O circuito de baixa pressão está cons-
Portanto, na entrada dos eletroinjetores tituído pelas seguintes tubulações:
sempre está disponível o combustível - Tubulações de admissão do combustí-
com a pressão de injeção calculada pela vel desde o depósito até o pré-filtro.
central eletrônica. - Tubulações que alimentam a bomba
mecânica de alimentação através do
Quando a eletroválvula de um eletroinje- intercambiador de calor da central
tor é energizada pela central eletrônica, para a bomba de baixa pressão e o fil-
no correspondente cilindro, ocorre a inje- tro.
ção do combustível alimentado direta- - Tubulações que alimentam a bomba de
mente pela galeria principal. alta pressão através do filtro de com-
bustível.
O sistema hidráulico consiste de um cir-
cuito de baixa pressão e um de alta pres- Completam o sistema de alimentação: o
são. circuito de retorno do combustível da
galeria principal e dos injetores e o cir-
cuito de arrefecimento da bomba de alta
pressão.

3
1

4
2
5

6
7
Alta pressão
Baixa pressão

Figura 30
1. Eletroinjetor 5. Pré-filtro montado sobre o bloco
2. Galeria principal 6. Bomba de alta pressão
3. Limitador de pressão para o retorno do 7. Bomba mecânica de rotores
combustível 8. Filtro de combustível
4. Válvula de sobrepressão da galeria principal

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Esquema hidráulico

O regulador de pressão, instalado na A válvula limitadora localizada no cabe-


entrada da bomba de alta pressão, regula çote de cilindros, montada no retorno dos
o fluxo do combustível necessário para o eletroinjetores (3), regula o fluxo de
sistema de baixa pressão e, sucessiva- retorno do combustível dos eletroinjeto-
mente, a bomba de alta pressão inicia a res em uma pressão de 1,3 - 2 bar.
alimentação correta da galeria principal.
Desta forma, é enviado somente o com-
bustível necessário, melhorando o rendi- Em paralelo, na bomba mecânica de ali-
mento energético e limitando o mentação estão montadas duas válvulas
aquecimento do combustível no sistema. by-pass. A válvula by-pass (18) permite
que flua o combustível desde a saída da
bomba mecânica até sua entrada,
A válvula limitadora (2), montada sobre a quando a pressão na entrada do filtro de
bomba de alta pressão, tem a função de combustível supera o valor limite permi-
manter a pressão constante a 5 bar na tido.
entrada do regulador de pressão, inde-
pendentemente da eficiência do filtro de
combustível e da perda na instalação. A válvula by-pass (17) permite preencher
o sistema de alimentação através da
bomba manual (10).
A intervenção da válvula limitadora (2)
comporta um aumento do fluxo de com-
bustível no circuito de arrefecimento da
bomba de alta pressão, através da tubu-
lação (16) de entrada e de descarga da
tubulação (8).

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Retorno
Admissão (baixa pressão)
Alimentação bomba alta pressão
(baixa pressão)
Alta pressão

Figura 31

1. Bomba alta pressão


2. Válvula limitadora sobre a bomba de alta pressão (5 bar)
3. Válvula reguladora montada sobre o retorno de combustível dos injetores (1,3 - 2 bar)
4. Válvula de sobrepressão da galeria principal
5. Galeria principal
6. Sensor de pressão
7. Eletroinjetor
8. Tubulação de retorno
9. Trocador de calor da central
10. Bomba manual
11. Pré-filtro montado sobre o bloco
12. Reservatório de combustível
13. Bomba mecânica de alimentação
14. Filtro de combustível
15. Regulador de pressão
16. Tubulação para o arrefecimento da bomba de alta pressão
17. Válvula by-pass (0,8 bar)
18. Válvula by-pass (8,5 bar)

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Principais componentes do sistema de alimentação

Pré-filtro de combustível

O filtro de combustível é do tipo de alta


separação da água e está montado no
lado direito do chassi do veículo, Ele
apresenta, na base do elemento (3), o
sensor (4) para a presença de água no
combustível.

Sobre o suporte do filtro encontra-se a


bomba manual do sistema (5) e o para-
fuso (2) para expulsão do ar do sistema.

Nota: No caso de acendimento da lâm-


pada de advertência, atue imediatamente
para eliminar a causa. Caso contrário, os
componentes do sistema de combustível
poderão deteriorar rapidamente com a
presença de água ou impurezas no com-
bustível.

Figura 32

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Filtro de combustível

Está localizado sobre o bloco do motor no A temperatura do combustível, enviada à


circuito entre a bomba de alimentação e a central EDC 7 pelo correspondente sen-
bomba de alta pressão (CP3). sor, permite um cálculo preciso do fluxo
de combustível a ser injetado nos cilin-
Sobre o suporte estão localizados: o sen- dros.
sor de temperatura do combustível e a
resistência do aquecedor.

Figura 33

1. Suporte do filtro de combustível


2. Conector do aquecedor
3. Aquecedor elétrico do combustível
4. Filtro de combustível
5. Sensor de temperatura do combustível
A. Conexão de saída para a bomba de alta pressão
B. Conexão de entrada / retorno de combustível da galeria principal e do cabeçote de cilindros
(injetores)
C. Conexão de saída / retorno de combustível ao reservatório
D. Conexão de entrada à bomba de alimentação
E. Conexão de retorno da bomba de alta pressão

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Bomba mecânica de alimentação

A bomba de engrenagens está localizada - Condição normal de funcionamento:


sobre a parte traseira da bomba de alta
pressão que tem a função de alimentá-la, A válvula by-pass (1) é acionada
sendo comandada pelo eixo da bomba quando na saída (B) é gerada uma
de alta pressão. sobrepressão. A pressão existente,
vencendo a resistência elástica da mola
Em condições normais de funciona- (1), coloca em comunicação a saída
mento, o fluxo de combustível no interior com a entrada através do canal (2).
da bomba mecânica segue a representa-
ção abaixo.

Figura 35

A. Entrada de combustível proveniente do reser-


vatório de combustível
Figura 34 B. Saída de combustível ao filtro
1. Válvula by-pass em posição de fechamento
2. Válvula by-pass em posição de fechamento
A. Entrada de combustível proveniente do reser-
vatório de combustível
B. Saída de combustível ao filtro - Condição de sobrepressão na saída
1. Válvula by-pass em posição de fechamento
2. Válvula by-pass em posição de fechamento A válvula by-pass (2), quando o motor
não está em funcionamento, é acio-
nada para que o sistema de alimenta-
ção possa ser preenchido através da
válvula manual. Neste caso, a válvula
by-pass (2) é aberta devido à pressão
na entrada e o combustível flui para a
saída (B).

Figura 36

A. Entrada de combustível proveniente do reser-


vatório de combustível
B. Saída de combustível ao filtro
1. Válvula by-pass em posição de abertura
2. Válvula by-pass em posição de abertura

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Bomba de alta pressão

A bomba possui 3 êmbolos radiais e é


acionada pela engrenagem do eixo
comando, não sendo necessária a colo-
cação no ponto no momento da monta-
gem. Sobre a parte traseira da bomba de
alta pressão e comandada por seu eixo
está montada a bomba mecânica de ali-
mentação.

Figura 37

1. Conexão de saída do combustível à galeria principal


2. Bomba de alta pressão
3. Regulador de pressão
4. Conexão de entrada do combustível proviente do filtro
5. Conexão de saída do combustível ao suporte do filtro
6. Conexão de entrada do combustível proveniente do intercambiador de calor da central
7. Conexão de saída do combustível da bomba mecânica ao filtro
8. Bomba mecânica de alimentação

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Figura 38

1. Bomba mecânica de alimentação


2. Retorno do combustível da bomba de alta pressão
3. Válvula de envio à galeria principal
4. Válvula de envio a cada êmbolo
5. Válvulas by-pass sobre a bomba de alimentação
6. Eixo da bomba
7. Entrada do combustível proveniente do filtro
8. Válvula limitadora de 5 bar
9. Regulador de pressão

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Descrição de funcionamento

O êmbolo (3) está orientado para o através do sinal de comando PWM rece-
excêntrico do eixo da bomba. Em fase de bido da central, parcializa o fluxo de com-
admissão, o êmbolo é alimentado através bustível ao êmbolo. Durante a fase de
do canal de alimentação (5). A quanti- compressão do êmbolo, o combustível
dade de combustível a ser enviada ao alcançando uma pressão suficiente para
êmbolo é estabelecida pelo regulador de abrir a válvula de envio à galeria principal
pressão (7). O regulador de pressão, (2) é alimentado através da saída (1).

001242t
SECC. B - B
D
Figura 39
Figura 40
1. Saída para envio à galeria principal
2. Válvula de envio à galeria principal Seção B-B
3. Êmbolo
4. Eixo da bomba
5. Canal de alimentação ao êmbolo
6. Canal de alimentação do regulador de pressão
7. Regulador de pressão

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Na figura abaixo estão representados os O regulador de pressão (5) estabelece a


trajetos do combustível a baixa pressão quantidade de combustível para alimen-
no interior da bomba. Estão evidenciados tar os êmbolos e o combustível exce-
o canal principal de alimentação dos dente flui através do canal (9).
êmbolos (4), os canais de alimentação
dos êmbolos (1 - 3 - 6), os canais utiliza- A válvula limitadora de 5 bar, além de
dos para a lubrificação da bomba (2), o desempenhar a função de coletor para as
regulador de pressão (5), a válvula limita- descargas de combustível, mantém a
dora de 5 bar (8) e a descarga de com- pressão constante de 5 bar na entrada do
bustível (7). regulador, independentemente de posi-
ção de maior ou menor fechamento da
O eixo da bomba é lubrificado pelo com- seção de passagem do combustível.
bustível através dos canais (2) de envio e
retorno.

Figura 41
Seção C-C

Figura 42

1. Entrada ao êmbolo
2. Canais para lubrificação da bomba
3. Entrada ao êmbolo
4. Canal principal de alimentação dos êmbolos
5. Regulador de pressão
6. Entrada ao êmbolo
7. Canal de descarga do regulador
8. Válvula limitadora de 5 bar
9. Descarga de combustível à entrada do regulador

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Na figura abaixo representamos o fluxo de combustível a alta pressão, através dos


canais de saída dos êmbolos.

Figura 44

Figura 43
Seção A-A

1. Canais de saída do combustível


2. Canais de saída do combustível
3. Saída de combustível da bomba com conexões para tubulação de alta pressão à galeria principal

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Regulador de pressão na entrada da


bomba

O regulador está localizado na entrada


da bomba de alta pressão, sobre o sis-
tema de baixa pressão e tem a função de
dosar a quantidade de combustível com o
qual será alimentada a bomba de alta
pressão, baseado nos comandos recebi-
dos da central eletrônica EDC 7.

É composto, principalmente, pelas


seguintes peças:

- Obturador
- Núcleo (de comando)
- Mola de pré-carga
- Bobinas

Na ausência do sinal de comando, nor-


malmente, o regulador de pressão man-
tém-se aberto. Portanto, a bomba de alta
pressão mantém-se na condição de envio
máximo.

A central envia ao regulador um sinal de


comando PWM para parcializar em maior
ou menor grau a seção de entrada de Figura 45
combustível na bomba de alta pressão. 1. Conector elétrico
2. Saída do combustível
O componente não pode ser substituído 3. Entrada do combustível
parcialmente. Portanto, não deve ser
desmontado.

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Descrição de funcionamento

Regulador de pressão comandado por Regulador de pressão, normalmente,


sinais da central aberto

Quando a central comanda o regulador Quando a bobina do regulador não é


mediante sinais PWM (Pulse Width excitada, o núcleo (2) é mantido na posi-
Modulation), tais sinais energizam a ção de repouso devido a mola de pré-
bobina (1), provocando o deslocamento carga (3), e o obturador (4) permanece
do núcleo (2). na posição de máximo envio.

Ao movimentar-se, o núcleo desloca o O regulador alimenta a bomba de alta


obturador (3) para a posição de fecha- pressão com o máximo fluxo de combus-
mento parcial da saída de combustível tível disponível.
(5), em função da potência requerida pelo
motor.

Figura 46 Figura 47

1. Bobina 1. Bobina
2. Núcleo 2. Núcleo
3. Obturador 3. Mola de pré-carga
4. Entrada do combustível 4. Obturador
5. Saída do combustível

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Válvula limitadora de pressão (5 bar)

A válvula está montada em paralelo com Descrição de funcionamento


o regulador de pressão e tem a função de
manter constante a pressão na entrada Válvula limitadora de 5 bar com o
do regulador, esta condição é necessária motor em rotação máxima (regulador
para o correto funcionamento do sistema. aberto)

Figura 48 Figura 49

Quando o regulador de pressão fica par- 1. Descarga de combustível


cialmente fechado na saída, pelo sinal de 2. Retorno de combustível da bomba de alta pres-
são
comando PWM, a pressão na entrada 3. Pressão exercida pelo combustível presente na
tende a aumentar. entrada do regulador de pressão
4. Cilindro para abertura do conduto de descarga
Quando a pressão na entrada do regula-
dor supera os 5 bar, o cilindro (4, figura
49), vencendo parcialmente a resistência Quando o motor é levado à condição de
elástica da mola, empurra para cima e máxima potência, grande parte do com-
coloca em comunicação a entrada do bustível que entra no regulador é bombe-
regulador com o retorno. O combustível, ado para a galeria principal.
fluindo para o retorno, reduz a pressão na
entrada do regulador e o cilindro tende a O cilindro de abertura do conduto de des-
regressar à posição de fechado. Em fun- carga (4) resulta em posição de fecha-
ção da potência requerida pelo motor, mento. A folga entre as peças internas
com o regulador de pressão parcialmente permite a passagem para a descarga do
fechado, o cilindro (4, figura 49) desloca- combustível utilizado para lubrificar a
se para uma posição de equilíbrio dinâ- bomba.
mico que garante uma pressão constante
de 5 bar na entrada do regulador.

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Válvula limitadora de 5 bar com o Galeria principal (acumulador de pres-


motor em marcha lenta (regulador são)
fechado)
O volume da galeria principal possui
dimensões reduzidas para permitir uma
rápida pressurização durante a partida.

De qualquer maneira, possui um volume


suficiente para minimizar as pulsações
causadas pelas aberturas e fechamentos
dos injetores e pelo funcionamento da
bomba de alta pressão. Esta função está
interiormente favorecida por um orifício
calibrado, presente na saída da bomba
de alta pressão.

O sensor de pressão do combustível (4)


está montado sobre a galeria principal. O
sinal enviado por este sensor à central
eletrônica constitui uma informação na
qual é verificado o valor de pressão na
galeria principal e, se necessário, corri-
gido.

Figura 50
1. Descarga de combustível
2. Cilindro para abertura do conduto de descarga

Quando o motor está na condição de fun-


cionamento com potência mínima, o
regulador de pressão está em posição de Figura 51
máximo fechamento, sendo que a galeria 1. Galeria principal
principal deve ser mantida a uma pressão 2. Limitadores de fluxo
relativamente baixa (350 - 450 bar). O 3. Entrada de combustível na bomba de
cilindro (2) que regula a abertura do con- alta pressão
duto de descarga, resulta na posição de 4. Sensor de pressão
máxima abertura e o combustível exce- 5. Válvula de sobrepressão
dente, presente na entrada do regulador,
flui para a descarga (1).

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Válvula de sobrepressão Limitadores de fluxo

A válvula de sobrepressão (1750 bar), Os limitadores de fluxo estão localizados


presente na galeria principal, tem a fun- sobre as conexões de saída de combustí-
ção de proteger os componentes do sis- vel na galeria principal e tem a função de
tema em caso de intevenção de um proteger a integridade do motor ou do
limitador de fluxo. veículo em caso de perdas internas
(exemplo: pulverizador bloqueado aberto)
ou externas (exemplo: tubulação de alta
pressão deterioradas).

Em tais circunstâncias está permitido,


dentro de certos limites, o funcionamento
do sistema mediante os componentes
que permanecem intactos nos outros
cilindros.

1. Corpo.
Figura 52
Normalmente, a extremidade cônica do pistão 2. Pistão.
mantém fechado o retorno para o reservatório
de combustível
3. Entrada do combustível.
1. Corpo
2. Pistão 4. Mola.
3. Tope
4. Mola
5. Retorno direto ao reservatório 5. Parte enroscada na galeria principal.
6. Assento sobre a galeria principal
Nota: Depois de intervir para bloquear a
saída do combustível pela galeria princi-
pal, o limitador de fluxo é rearmado, auto-
maticamente, pela ação da mola. No
entanto, se a falha não for eliminada na
partida seguinte o motor apresentará as
mesmas anomalias.

Figura 53

Em caso que supera a pressão de 1750 bar do


combustível na galeria principal, o pistão é
levantado descarregando no tanque de
combustível o excesso de pressão

1. Corpo
2. Pistão
3. Tope
4. Mola
5. Retorno direto ao tanque
6. Assento sobre a galeria principal

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Descrição de funcionamento

Figura 54 Figura 56

A = A passagem de combustível desde a galeria C = Limitador com pistão na posição de fecha-


principal até os eletroinjetores ocorre através mento da saída.
dos orifícios usinados sobre o diâmetro
pequeno do pistão. Em condições normais, a 1. Corpo
pressão do combustível, exercida sobre os 2. Pistão
dois lados do pistão, mantém a mola em posi- 3. Entrada do combustível
ção de abertura. 4. Mola
5. Parte enroscada na galeria principal
1. Corpo
2. Pistão
3. Entrada do combustível
4. Mola
5. Parte enroscada na galeria principal

Figura 55

B = Em caso de elevada perda de pressão para a


saída do limitador, a pressão de entrada
resulta predominante e desloca o pistão para
o lado oposto, fechando a saída do combustí-
vel.

1. Corpo
2. Pistão
3. Entrada do combustível
4. Mola
5. Parte enroscada na galeria principal

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Passa-parede conector “E” 39


1 28

12 20

19 27

11 38
E 40
Figura 57 Figura 58
Ref. Descrição Cabos Ref. Descrição Cabos
1 Direção lateral direita 1124 21 Indicador do nível de combustível 5557
2 Direção lateral esquerda 1126 22 - -
3 Luzes de freio 1117 23 Fim de curso dos freios traseiros 6613
4 Luzes de freio 1176 24 Falha dos freios 6680
Sinalização, avaria de freios para
5 Farol baixo direito 2223 25 6684
ABS
6 Farol alto direito 2221 26 “L” alternador (lâmpada) 7780
7 Direção dianteira direita 1123 27 Borne 15 alternador 8876
8 Farol baixo esquerdo 2231 28 “+” bateria para tacógrafo 7728
Positivo para relé de aquecimento
9 Farol alto esquerdo 2219 29 8837
do filtro e pré-filtro de combustível
10 Direção dianteira esquerda 1129 30 - -
Positivo do pulsador “OFF”
11 Faróis antineblina dir. e esq. 2228 31 8154
Pino 7 Cruise Control
Positivo do pulsador “SET”
12 Faróis suplementares dir. e esq. 2229 32 8156
Pino 5 Cruise Control
Regulagem, posicionamento dos Positivo do pulsador
13 9937 33 8255
faróis (A) “RESUME” Pin 3 Cruise Control
Regulagem, posicionamento dos Positivo do pulsador “SET” +
14 9936 34 8157
faróis (B) Pin 2 Cruise Control
Regulagem, posicionamento dos Positivo do seletor do freio motor
15 9935 35 9024
faróis (C) em posição “pedal do freio”
Positivo do seletor do freio motor
16 Lavafaróis / limpador dos faróis 8820 36 9025
em posição de soltura do freio motor
Negativo da central ABS para
17 Limpador dos faróis 8823 37 0027
exclusão freio motor
Negativo para aquecimento do filtro
18 Luzes de posição dianteira direita 3390 38 -
combustível
Positivo para o sensor da
embreagem, pulsador Blink-Code,
Luzes de posição dianteira
19 3380 39 interruptor do freio motor, -
esquerda
pulsadores Cruise Control,
pulsador do limitador de velocidade
Lâmpada de baixo nível do Resistência de aquecimento do
20 5555 40 -
combustível combustível

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Sensor de temperatura / pressão de ar Sensor de temperatura / pressão de


(85156) óleo do motor

Componente composto por um sensor de Componente igual ao sensor de tempera-


temperatura e um de pressão, montado tura / pressão de ar, montado em posição
sobre o coletor de admissão. Ele mede o horizontal sobre o filtro de óleo do motor.
fluxo máximo de ar introduzido, que serve
para calcular de modo preciso a quanti- Ele mede a temperatura e a pressão do
dade de combustível a ser injetado em óleo do motor e está conectado na cen-
cada ciclo. tral, nos pinos 19C - 33C - 9C - 35C.

O sensor está conectado na central, nos O sensor é alimentado com 5 volts e o


pinos 21C - 29C - 10C - 28C. sinal detectado é enviado à central EDC,
que comanda o instrumento indicador no
Está alimentado com 5 volts, tendo uma painel de instrumentos (indicador + lâm-
tensão presente na saída proporcional à pada de baixa pressão).
pressão ou temperatura detectada pelo
sensor. A temperatura do óleo não é visualizada
em nenhum instrumento, sendo utilizada
Pinos 21C - 29C = Temperatura somente pela central.
Pinos 10C - 28C = Pressão
Pinos 19C - 33C = Temperatura
Pinos 9C - 35C = Pressão

50324 50344
ESQUEMA ELÉCTRICO
Figura 59 Figura 60
Sensor de temperatura / pressão de óleo do motor Esquema Elétrico

Pinos na central
Referência Descrição
Óleo Ar
1 Massa 19C 21C
2 Sinal NTC (temperatura) 33C 29C
3 Alimentação +5 V 9C 10C
4 Sinal (pressão) 35C 28C

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Sensor da árvore de manivelas (48035) Sensor do eixo comando (48042)

Sensor indutivo, localizado na parte dian- Sensor localizado na parte traseira


teira esquerda do motor. Gera os sinais esquerda do motor. Gera os sinais obti-
obtidos pelas linhas de fluxo magnético, dos pelas linhas de fluxo magnético, que
que são fechadas através das aberturas são fechadas através dos orifícios confor-
de uma roda fônica montada sobre a mados sobre a engrenagem do eixo
árvore de manivelas. O mesmo sinal é comando de válvulas. O sinal gerado por
utilizado para acionar o tacômetro eletrô- este sensor é utilizado pela central eletrô-
nico. nica como sinal de ponto de injeção.

Está conectado na central, nos pinos 25C Ainda que seja similar ao sensor do
- 24C. volante, não é intercambiável, porque
apresenta uma forma externa diferente.
O valor da resistência do sensor é de
~900 Ω. Está conectado na central, nos pinos 23C
- 30C.

O valor da resistência do sensor é de


~900 Ω.

48042

SENSOR COMANDO
Figura 61 50320
Sensor do eixo comando

48035

Figura 62
50319
SENSOR
Sensor da ARVORE
árvore de MANIVELAS
manivelas
3 2 1

Figura 63 Figura 64
Conector de conexão Esquema elétrico

Pinos da central
Referência Descrição
48035 48042
1 Sinal 25C 23C
2 Sinal 24C 30C
3 Malha anti-interferência

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Sensor de pressão do combustível


(85157)

Montado em um extremo da galeria prin- Ele está conectado na central, nos pinos
cipal, o mesmo mede a pressão do com- 20C - 27C - 12C e é alimentado com 5
bustível existente para informar a central. volts.

O valor da pressão de injeção é utilizada


para o controle da própria pressão e para
determinar a duração do comando elé-
trico da injeção.

2
1 3

Figura 65
Conector do sensor de pressão do combustível (85157)

Referência Descrição Pinos da central


1 Massa 20C
2 Sinal 27C
3 Alimentação 12C

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Eletroinjetor

O injetor tem uma construção similar a Injetor em posição de repouso


dos tradicionais, salvo pela ausência das
molas de retorno da agulha.

O eletroinjetor é constituído por duas


peças:

- Acionador - pulverizador, composto


por: haste de pressão (1), agulha (2) e
orifícios (3).

- Eletroválvula de comando, composta


por: bobina (4) e válvula piloto (5).

A eletroválvula controla o equilíbrio da


agulha do pulverizador.

Figura 66

1. Haste de pressão
2. Agulha
3. Orifícios
4. Bobina
5. Válvula piloto
6. Obturador a bola
7. Área de controle
8. Câmara de pressão
9. Volume de controle
10. Canal de controle
11. Canal de alimentação
12. Saída do combustível de controle
13. Conexão elétrica
14. Mola
15. Entrada do combustível a alta pressão

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Descrição de funcionamento

Início da injeção

Quando a bobina (4) é excitada, ela pro-


voca o deslocamento para cima do obtu-
rador (6).

O combustível de volume de controle (9)


é deslocado para o canal de refluxo (12),
provocando uma queda de pressão no
volume de controle (9).

Ao tempo tempo, a pressão de combustí-


vel na câmara (8) provoca a elevação da
agulha (2), com a respectiva injeção de
combustível no cilindro.

Final da injeção

Quando a bobina (4) não está excitada, o


obturador (6) volta à posição de fechado,
recriando um equilíbrio de forças, sufici- Figura 67
ente para fazer que a agulha (2) volte à
posição de fechamento e conclua a inje-
ção.

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Limitador de pressão para retorno de


combustível

O limitador de pressão para retorno de


combustível está alojado na parte traseira
do cabeçote de cilindros, regulando a
pressão de combustível de retorno dos
injetores a uma pressão compreendida
entre 1,3 - 2 bar.

Garantindo esta pressão ao combustível


de retorno, se evita a formação de vapo-
res de combustível no interior dos eletro-
injetores, otimizando a pulverização de
combustível e sua combustão.

Figura 68

A = Ao reservatório de combustível
B = Proveniente dos eletroinjetores

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