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Institutum Sapientiae
Ordinis Canonicorum Regularium Sanctae Crucis

Cursus Theologiae

Grego Bíblico
(Apostila para o uso privado dos alunos)

5ª edição revisada

Pe. Paulus Seeanner, ORC


Anápolis
2020
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O Grego do Novo Testamento

1. A língua grega
Esta apostila pretende ser uma introdução ao grego do Novo Testamento, portanto, a morfologia,
a sintaxe, o vocabulário e os exercícios serão tirados dos textos do NT. Cada lição constará
geralmente de alguns pontos de morfologia e outros de sintaxe, acompanhados de diversos
exercícios.
O grego foi a língua falada e escrita no passado pelos helênicos, os habitantes da península dos
Bálcãs, que corresponde à atual Grécia, e pelos gregos estabelecidos em outras partes do
Mediterrâneo. Falava-se em vários dialetos: jônico, eólico e dórico. O jônico, no qual Homero
escreveu sua obra, converteu-se no dialeto literário e se desenvolveu no ático, dialeto usado pelos
grandes dramaturgos, oradores e filósofos de Atenas, passando a ser, no séculos V e IV a.Cr., o
principal dialeto da Grécia.
O destino da língua grega mudou radicalmente quando a Macedônia adotou-a como língua sua.
Não se sabe exatamente qual era a língua original da Macedônia, mas seus reis se helenizaram
completamente graças às guerras medas. Filipe II (359-336 a.Cr.) unificou a Macedônia e, após a
vitória de Queronéia (338 a.Cr.), dominou totalmente os gregos. Todavia, a língua e a cultura grega
dominaram o novo império, de tal modo que o preceptor do filho herdeiro de Filipe é um filósofo de
língua ática, Aristóteles. Alexandro Magno (336-323 a.Cr.) estendeu o império de seu pai, vencendo
os persas, a Síria, o Egito e chegou aos confins da Índia. E em todo este império se impôs o grego
como língua política, de literatura e de comércio.
Este grego imperial já não tinha nenhum caráter do tipo local, não era a língua de Atenas, e sim
de todo um grande império. Nasceu assim o grego helenista ou «koiné» (= comum). Era uma língua
flexível e em desenvolvimento, que absorveu elementos de outros dialetos gregos e foi capaz de
absorver também outros, das línguas nativas, dos povos do Oriente Médio que começaram a usá-la.
Nesta língua comum, foram escritos os livros que compõem o NT, e é esta a que estudaremos
neste curso, ainda que indiquemos as diferenças mais importantes entre ela e o ático clássico.

Lição 1

2. O alfabeto grego
A palavra alfabeto deriva das duas primeiras letras das vinte e quatro normalmente utilizadas
pelos gregos. As letras foram adaptadas do alfabeto fenício. As maiúsculas ou capitais são as
encontradas nas antigas inscrições gregas e são usadas como maiúsculas nos livros modernos. As
minúsculas se desenvolveram com base nas maiúsculas e são usadas nas letras ordinárias ou
cursivas.
Notas:
a) O sigma tem duas formas: «s, j». A segunda (j) se utiliza no final de uma palavra; a
primeira forma (s), em todos os demais casos.
b) O Gama (g) é pronunciado como um “ni” (n) quando precede imediatamente uma gutural (k,
g, c, x). Por exemplo: «a;ggeloj» se pronuncia «ánguelos».
c) A pronúncia do üpsilon (u) é como a do “u” francês (som intermédio entre o “u” e o “i”).
Todavia, como uma “u” do português, o üpsilon ( u) ajuda a formar os ditongos (au, eu, hu). A
pronúncia do ditongo «ou» é como o “u” do português.
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Alfabeto Grego
Letras Letras exemplo em
transcrição transcrição Nome Som
maiúsculas minúsculas português
A A a a alfa a mar
B B b b beta b boi
G G g g gama g gato
D D d d delta d de
E E e e epsilon e (breve) até
Z Z z z dzeta ds prazo
H Ē h ē eta e (longo) vê
Q TH q th teta t terra
I I i i iota i mim
K K k k capa K cá
L L l l lambda L lá
M M m m mi m mato
N N n n ni n nada
X X x x csi cs fluxo
O O o o ômicron o (breve) nó
P P p p pi p pó
R R r r rô r rato
S S s j s sigma s sim
T T t t tau T tem
U U u u üpsilon ü (alemão) üben
F F f f fi F faraó
C CH c ch xi kh (ch al.) ach
Y OS y ps psi ps psicologia
W Ō w ō ômega o (longo) dono

d) Para se acostumar a escrever corretamente as letras gregas, pode-se seguir duas linhas guias.
Convém copiar repetidamente o alfabeto, observando cuidadosamente que parte da letra ultrapassa
– para cima ou para baixo – as linhas de apoio. Observe-se também o lugar por onde se começa a
escrever cada letra (está sinalizada com um ponto). É necessário distinguir bem o «n» do «u». A
base de uma é pontiaguda e a da outra é arredondada. Note-se também que o «i» não tem ponto na
parte superior.
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.
Aa. B.b G.g D.d Ee. Z z H.h Q.q Ii.
. .
K.k L l M.m N.n X x O.o P.p R.r

Ss.j. T.t U.u F.f C.c Y.y W.w


3. Vogais
As vogais podem ser «longas» ou «breves», conforme se emprega mais ou menos tempo em sua
pronúncia. Há duas vogais que são sempre longas ( h e w), outras duas que sempre são breves «por
natureza», embora possam se converter em longas «por posição» ( e e o). As três restantes podem
ser breves ou longas (a, i, u).
Uma vogal breve (a, e, i, o, u) se converte em longa «por posição» se é seguida por duas ou
mais consoantes ou por consoante dupla, como ocorre com o «a» de «euvaggeli,ou ». Não existe
nenhuma diferença na pronúncia, mas na poesia é identificada com um espaço longo. Todavia se,
das duas consoantes que seguem a vogal, a primeira for muda e a segunda for líquida ou nasal, a
vogal pode ser considerada breve ou longa.

4. Ditongos
Duas vogais diferentes podem se combinar numa só sílaba para formar um ditongo. Em grego,
ocorre um quando a segunda vogal é «i» ou «u». A primeira vogal pode ser breve ou longa; mas,
quando a primeira vogal é longa e a segunda é «i», esta última se escreve debaixo da vogal longa
(por isso se diz «iota subscrito»), porém, não é pronunciada: «a|, h|, w|».
Os ditongos são: «ai (ai), ei (ei), oi (oi), ui (ui), au (au), eu (oi), hu (oi), ou (u)».

5. Consoantes
1. Mudas: Não podem ser pronunciadas sem a ajuda de um ligeiro som vocálico:

Surda sonora aspirada

gutural k g c
labial p b f
dental t d q

2. Semivogais (líquidas, nasais e sibilantes): São consoantes que podem ser pronunciadas por si
mesmas: nasais (m e n), sibilante (s) e líquidas (l e r).
Modificações das consoantes nas declinações: As guturais, labiais e dentais sofrem mudanças na
declinação dos substantivos, na conjugação dos verbos e na adição dos prefixos verbais. Existem
normas que ficarão mais claras depois de assimiladas a declinação dos nomes e a conjugação. São
importantes para se encontrar a raiz de uma palavra em um dicionário. Assim, por exemplo, a nasal
«n» diante de uma gutural pode converter-se em «g» (sug-cai,rw em lugar de sun-cai,rw, evg-
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kaini,zw em lugar de evn-kaini,zw) ou em «m» (sum-fe,rw) em lugar de sun-fe,rw). A sibilante
«s» produz numerosas mudanças nas nasais (queda, alongamento e introdução de vogais
compensatórias). Todas essas modificações serão estudadas nas lições a seguir.
3. Consoantes duplas: São três: «z», «x» e «y». Servem para representar os grupos formados
por uma muda e a sibilante «s». «z» (zs), «x» (gs, ks e cs) e «y» (bs, ps e fs).

6. Pontuação
Os manuscritos gregos muitas vezes omitem a pontuação. A utilizada no texto grego impresso é:
- ponto, virgula: como em português;

- ponto alto (.) (um ponto sobre a linha): equivale aos nossos dois pontos ou ao ponto e vírgula;
- ponto e vírgula: equivale o nosso sinal de interrogação.

Exercício
Ler e pronunciar o texto de João 1,1-18:
«VEn avrch/| h=n o` lo,goj( kai. o` lo,goj h=n pro.j to.n qeo,n( kai. qeo.j h=n o` lo,gojÅ ou-toj
h=n evn avrch/| pro.j to.n qeo,nÅ pa,nta diV auvtou/ evge,neto( kai. cwri.j auvtou/ evge,neto ouvde.
e[nÅ o] ge,gonen evn auvtw/| zwh. h=n( kai. h` zwh. h=n to. fw/j tw/n avnqrw,pwn\ kai. to. fw/j
evn th/| skoti,a| fai,nei( kai. h` skoti,a auvto. ouv kate,labenÅ VEge,neto a;nqrwpoj(
avpestalme,noj para. qeou/( o;noma auvtw/| VIwa,nnhj\ ou-toj h=lqen eivj marturi,an i[na
marturh,sh| peri. tou/ fwto,j( i[na pa,ntej pisteu,swsin diV auvtou/Å ouvk h=n evkei/noj to.
fw/j( avllV i[na marturh,sh| peri. tou/ fwto,jÅ +Hn to. fw/j to. avlhqino,n( o] fwti,zei
pa,nta a;nqrwpon( evrco,menon eivj to.n ko,smonÅ evn tw/| ko,smw| h=n( kai. o` ko,smoj diV
auvtou/ evge,neto( kai. o` ko,smoj auvto.n ouvk e;gnwÅ eivj ta. i;dia h=lqen( kai. oi` i;dioi auvto.n
ouv pare,labonÅ o[soi de. e;labon auvto,n( e;dwken auvtoi/j evxousi,an te,kna qeou/ gene,sqai(
toi/j pisteu,ousin eivj to. o;noma auvtou/( oi] ouvk evx ai`ma,twn ouvde. evk qelh,matoj sarko.j
ouvde. evk qelh,matoj avndro.j avllV evk qeou/ evgennh,qhsanÅ Kai. o` lo,goj sa.rx evge,neto kai.
evskh,nwsen evn h`mi/n( kai. evqeasa,meqa th.n do,xan auvtou/( do,xan w`j monogenou/j para.
patro,j( plh,rhj ca,ritoj kai. avlhqei,ajÅ VIwa,nnhj marturei/ peri. auvtou/ kai. ke,kragen
le,gwn\ ou-toj h=n o]n ei=pon\ o` ovpi,sw mou evrco,menoj e;mprosqe,n mou ge,gonen( o[ti
prw/to,j mou h=nÅ o[ti evk tou/ plhrw,matoj auvtou/ h`mei/j pa,ntej evla,bomen kai. ca,rin
avnti. ca,ritoj\ o[ti o` no,moj dia. Mwu?se,wj evdo,qh( h` ca,rij kai. h` avlh,qeia dia. VIhsou/
Cristou/ evge,netoÅ Qeo.n ouvdei.j e`w,raken pw,pote\ monogenh.j qeo.j o` w'n eivj to.n
ko,lpon tou/ patro.j evkei/noj evxhgh,sato».

Lição 2

1. Espíritos
Quando uma palavra começa com vogal, sobre esta se coloca um sinal chamado «espírito», que
pode ser «brando (suave)» ( v) ou «áspero» ( `). O espírito brando não é pronunciado. A pronúncia
do espírito áspero é uma ligeira aspiração (como um h em inglês).
Colocam-se os espíritos acima da vogal, se for minúscula, ou à sua esquerda, se for maiúscula:
«avmh,n», «VAmh, n ». Se a palavra começa com um ditongo, o espírito é colocado sobre a segunda
vogal, independendo de a primeira vogal ser minúscula ou maiúscula: «ouv», «ai`», «Auv», «Au`».
Todavia, o espírito é pronunciado sempre sobre a primeira vogal.
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No início de uma palavra, o «u» ou «r» têm sempre espíritos ásperos: «u[pnoj», «r`i,za». O
mesmo acontece quando há dois «r» seguidos no meio de uma palavra, todavia, hoje em dia é
comum eliminar o espírito neste último caso: «purro,j», «e;rrhxen».

2. Acentos
O sistema de acentos grego foi inventado por Aristófanes de Bizâncio, por volta de 200 a.Cr.,
para ajudar a pronúncia de um grego disseminado entre muitos povos estrangeiros. Os acentos em
grego foram originalmente empregados para indicar a entonação musical da voz na pronúncia de
uma palavra. Finalmente (possivelmente na época do Novo Testamento), os acentos passaram a
indicar a ênfase numa sílaba, na pronúncia de uma palavra. As regras de acentuação em grego são
complicadas e serão, por isso, apresentadas apenas gradualmente nas lições que seguem. Os acentos
são importantes sobretudo para a pronúncia (indicando a sílaba de uma palavra que deve ser
enfatizada) e, ocasionalmente, para prover um sentido de distinção entre diferentes palavras com a
mesma grafia (p.ex.: «ti,j» quem?, e «tij», algum).
Em grego, existem três acentos diferentes: agudo ( a,), grave (a.) e circunflexo (a/).
Pronunciaremos os acentos como em português, sem distinguir entre os acentos agudo, grave e
circunflexo.
Os acentos se escrevem sobre vogais simples ou ditongos. Se um acento cai sobre um ditongo,
ele é escrito sobre a segunda vogal («tou/to», «pisteu,w»). Quando sobre uma mesma vogal
coincidem um espírito e um acento, este último é colocada à direita (ou acima, se for um acento
circunflexo). Se a vogal é maiúscula, o espírito e o acento são colocadas à esquerda: « h=lqon»,
« =Hlqon», «w[ra», « [Wra», «w-», «_W».

3. Regras de acentuação
Nem todos os acentos podem ser usados em qualquer sílaba. As regras que regulam seu uso são
as seguintes:
- O acento grave é usado somente na última sílaba de uma palavra.
- O acento circunflexo é usado somente em uma das duas últimas sílabas.
- O acento agudo é usado em uma das três últimas sílabas.
- Normalmente, toda palavra grega tem um só acento, mas pode não ter nenhum acento (palavras
enclíticas e proclíticas) ou ter dois acentos (mas nunca mais de dois). Além disso, se a palavra tem
três ou mais sílabas, uma das três últimas é necessariamente acentuada.
- Quando uma palavra é flexionada (isto é, declinada ou conjugada), não conserva sempre o
mesmo acento, nem sobre a mesma sílaba. As regras que regulam essas mudanças são bastante
complexas. Basta saber, por agora, que o acento circunflexo só pode cair sobre uma vogal longa ou
um ditongo, e que o acento grave é encontrado somente sobre a última sílaba, e somente quando
substitui um acento agudo em palavras que não são seguidas de outra enclítica ou de um sinal de
pontuação: Assim, escreve-se «qeo,j», mas «qeo.j le,gei».

4. Palavras sem acentos: proclíticas e enclíticas


Dissemos que, segundo a regra geral, toda palavra tem um acento. Todavia, há certas palavras
que não o têm: são as proclíticas e as enclíticas.
As proclíticas formam uma unidade com a palavra que a segue e são pronunciadas juntamente
com ela; as enclíticas juntam-se à palavra que a precede.
Há somente dez palavras proclíticas:
- Partículas: «ouv», «ouvk», «ouvc» (não);
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- Conjunções: «eiv» (se) e «w`j» (que);
- Preposições: «eivj» (para), «evn» (em) e «evk», «evx» (desde);
- Artigos: «o`» (o), «h`» (a), «oi`» (os) e «ai`» (as).
Embora não tenham acento próprio, essas palavras podem receber um acento secundário, que
sempre será agudo (nunca grave).
As enclíticas são formadas por uma ou duas sílabas e se apóiam de tal modo sobre a palavra que
as precede, a ponto de formar com ela uma palavra só (segundo o som).
São enclíticas as seguintes palavras:
1. Todo o indicativo presente (exceto a segunda singular) dos verbos «eivmi» (ser) e «fhmi»
dizer.
2. Os casos oblíquos dos pronomes pessoais da primeira e da segunda pessoas do singular:
«me», «mou», «moi», «se», «sou», «soi».
3. O pronome interrogativo «ti,j» (quem) e «ti,» (que). Esta mesma palavra serve de pronome-
adjetivo indefinido «um, uma; algum, alguma»:
«ti,j profhth,j»: qual profeta? «profhth,j tij»: um certo profeta.
4. Uma mudança de acentuação semelhante provoca também nos advérbios uma troca de
significado parecida com essa:
«pou/»: onde? enclítica: «pou,»: em algum lugar
«poi/»: aonde? «poi,»: para algum lugar
«po,qen»: de onde? «poqe,n»: de algum lugar
«po,te»: quando? «pote,»: em algum momento
«pw/j»: como? «pw,j»: de algum modo
5. Partículas que são pospositivas ou que vão com sufixos, como:
«te» (e; latim = -que): «profhtai, te»: e profetas (latim = prophetasque)
«ge» (ainda, inclusive, pelo menos)
«de» no pronome-adjetivo demonstrativo «o[de», «h[de», «to,de». Não confundir, porém, com a
partícula pospositiva «de.» (e, mas), que vai sempre acentuada.

5. Apóstrofo, diérese, corônis


Apóstrofo é o mesmo sinal do espírito brando ( v) e com ele se indica a eliminação de uma vogal.
Ele é usado quando uma palavra que termina em vogal breve é seguida de outra que também
começa por vogal: «u`pV auvtou/» em lugar de «u`po. auvtou/».
Diérese é para marcar a ausência de ditongo. São dois pontos colocados sobre a segunda vogal
de um ditongo para indicar que as vogais devem ser lidas como duas sílabas distintas: «avrcai?ko,j»
(que se pronuncia «ar-cha-i-cós»).
Crase e corônis: a vogal ou o ditongo que se encontra no final de uma palavra – em lugar de um
artigo ou um pronome relativo – muitas vezes se contrai com a vogal ou com o ditongo da palavra
seguinte. Esse tipo de contração recebe o nome de crase para distinguí-la da «contração»
propriamente dita, que ocorre no interior de uma palavra. A crase é representada por um sinal
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parecido com um espírito brando e que se chama corônis: «kai. evgw,» = «kavgw,» (e eu); «kai. eva,n»
= «ka'n» (e se).

6. Presente do indicativo de «eivmi,».


O verbo ser em grego é usado como em português, tanto para indicar existência (DEUS existe)
quanto para ligar um sujeito a um adjetivo como predicativo (DEUS é bom). No tempo presente do
modo indicativo, ele é conjugado da seguinte maneira:

Singular Plural
eivmi, sou evsme,n somos
ei= és evste, sois
evsti,(n) é eivsi,(n) são

Exercício
Não podemos deixar de insistir na importância de se ler corretamente o grego. Quem não
aprende a pronunciar bem, jamais dominará a língua. Ao ler, não te preocupes com o significado
das palavras. Deves praticar várias vezes, ao menos durante quinze minutos por dia.
Jo 1,19-51:
«Kai. au[th evsti.n h` marturi,a tou/ VIwa,nnou( o[te avpe,steilan Îpro.j auvto.nÐ oi`
VIoudai/oi evx ~Ierosolu,mwn i`erei/j kai. Leui,taj i[na evrwth,swsin auvto,n \ su. ti,j ei=È kai.
w`molo,ghsen kai. ouvk hvrnh,sato( kai. w`molo,ghsen o[ti evgw. ouvk eivmi. o` cristo,jÅ kai.
hvrw,thsan auvto,n\ ti, ou=nÈ su. VHli,aj ei=È kai. le,gei\ ouvk eivmi,Å o` profh,thj ei= su,È kai.
avpekri,qh\ ou;Å ei=pan ou=n auvtw/|\ ti,j ei=È i[na avpo,krisin dw/men toi/j pe,myasin h`ma/j\ ti,
le,geij peri. seautou/È e;fh\ evgw. fwnh. bow/ntoj evn th/| evrh,mw|\ euvqu,nate th.n o`do.n
kuri,ou( kaqw.j ei=pen VHsai<aj o` profh,thjÅ Kai. avpestalme,noi h=san evk tw/n
Farisai,wnÅ kai. hvrw,thsan auvto.n kai. ei=pan auvtw/\| ti, ou=n bapti,zeij eiv su. ouvk ei= o`
cristo.j ouvde. VHli,aj ouvde. o` profh,thjÈ avpekri,qh auvtoi/j o` VIwa,nnhj le,gwn\ evgw.
bapti,zw evn u[dati\ me,soj u`mw/n e[sthken o]n u`mei/j ouvk oi;date( o` ovpi,sw mou
evrco,menoj( ou- ouvk eivmi. Îevgw.Ð a;xioj i[na lu,sw auvtou/ to.n i`ma,nta tou/ u`podh,matojÅ
tau/ta evn Bhqani,a| evge,neto pe,ran tou/ VIorda,nou( o[pou h=n o` VIwa,nnhj bapti,zwnÅ Th/|
evpau,rion ble,pei to.n VIhsou/n evrco,menon pro.j auvto.n kai. le,gei\ i;de o` avmno.j tou/ qeou/
o` ai;rwn th.n a`marti,an tou/ ko,smouÅ ou-to,j evstin u`pe.r ou- evgw. ei=pon\ ovpi,sw mou
e;rcetai avnh.r o]j e;mprosqe,n mou ge,gonen( o[ti prw/to,j mou h=nÅ kavgw. ouvk h;|dein auvto,n(
avllV i[na fanerwqh/| tw/| VIsrah.l dia. tou/to h=lqon evgw. evn u[dati bapti,zwnÅ Kai.
evmartu,rhsen VIwa,nnhj le,gwn o[ti teqe,amai to. pneu/ma katabai/non w`j peristera.n evx
ouvranou/ kai. e;meinen evpV auvto,nÅ kavgw. ouvk h;|dein auvto,n( avllV o` pe,myaj me bapti,zein
evn u[dati evkei/no,j moi ei=pen\ evfV o]n a'n i;dh|j to. pneu/ma katabai/non kai. me,non evpV
auvto,n( ou-to,j evstin o` bapti,zwn evn pneu,mati a`gi,w|Å kavgw. e`w,raka kai. memartu,rhka
o[ti ou-to,j evstin o` ui`o.j tou/ qeou/Å Th/| evpau,rion pa,lin ei`sth,kei o` VIwa,nnhj kai. evk
tw/n maqhtw/n auvtou/ du,o kai. evmble,yaj tw/| VIhsou/ peripatou/nti le,gei\ i;de o` avmno.j
tou/ qeou/Å kai. h;kousan oi` du,o maqhtai. auvtou/ lalou/ntoj kai. hvkolou,qhsan tw/| VIhsou/Å
strafei.j de. o` VIhsou/j kai. qeasa,menoj auvtou.j avkolouqou/ntaj le,gei auvtoi/j\ ti,
zhtei/teÈ oi` de. ei=pan auvtw/|\ r`abbi,( o] le,getai meqermhneuo,menon dida,skale( pou/
me,neijÈ le,gei auvtoi/j\ e;rcesqe kai. o;yesqeÅ h=lqan ou=n kai. ei=dan pou/ me,nei kai. parV
auvtw/| e;meinan th.n h`me,ran evkei,nhn\ w[ra h=n w`j deka,thÅ +Hn VAndre,aj o` avdelfo.j
9
Si,mwnoj Pe,trou ei-j evk tw/n du,o tw/n avkousa,ntwn para. VIwa,nnou kai.
avkolouqhsa,ntwn auvtw/|\ eu`ri,skei ou-toj prw/ton to.n avdelfo.n to.n i;dion Si,mwna kai.
le,gei auvtw/|\ eu`rh,kamen to.n Messi,an( o[ evstin meqermhneuo,menon cristo,jÅ h;gagen
auvto.n pro.j to.n VIhsou/nÅ evmble,yaj auvtw/| o` VIhsou/j ei=pen\ su. ei= Si,mwn o` ui`o.j
VIwa,nnou( su. klhqh,sh| Khfa/j( o] e`rmhneu,etai Pe,trojÅ Th/| evpau,rion hvqe,lhsen
evxelqei/n eivj th.n Galilai,an kai. eu`ri,skei Fi,lipponÅ kai. le,gei auvtw/| o` VIhsou/j\
avkolou,qei moiÅ h=n de. o` Fi,lippoj avpo. Bhqsai?da,( evk th/j po,lewj VAndre,ou kai.
Pe,trouÅ eu`ri,skei Fi,lippoj to.n Naqanah.l kai. le,gei auvtw/|\ o]n e;grayen Mwu?sh/j evn
tw/| no,mw| kai. oi` profh/tai eu`rh,kamen( VIhsou/n ui`o.n tou/ VIwsh.f to.n avpo. Nazare,tÅ
kai. ei=pen auvtw/| Naqanah,l\ evk Nazare.t du,natai, ti avgaqo.n ei=naiÈ le,gei auvtw/| Îo`Ð
Fi,lippoj\ e;rcou kai. i;deÅ ei=den o` VIhsou/j to.n Naqanah.l evrco,menon pro.j auvto.n kai.
le,gei peri. auvtou/\ i;de avlhqw/j VIsrahli,thj evn w-| do,loj ouvk e;stinÅ le,gei auvtw/|
Naqanah,l\ po,qen me ginw,skeijÈ avpekri,qh VIhsou/j kai. ei=pen auvtw/|\ pro. tou/ se
Fi,lippon fwnh/sai o;nta u`po. th.n sukh/n ei=do,n seÅ avpekri,qh auvtw/| Naqanah,l\ r`abbi,(
su. ei= o` ui`o.j tou/ qeou/( su. basileu.j ei= tou/ VIsrah,lÅ avpekri,qh VIhsou/j kai. ei=pen
auvtw/|\ o[ti ei=po,n soi o[ti ei=do,n se u`poka,tw th/j sukh/j( pisteu,eijÈ mei,zw tou,twn o;yh|Å
kai. le,gei auvtw/|\ avmh.n avmh.n le,gw u`mi/n( o;yesqe to.n ouvrano.n avnew|go,ta kai. tou.j
avgge,louj tou/ qeou/ avnabai,nontaj kai. katabai,nontaj evpi. to.n ui`o.n tou/ avnqrw,pou ».

Lição 3

1. A flexão grega
O idioma grego, como o latino, tem dois tipos de palavras:
a) Palavras que podem adotar formas diferentes. O conjunto dessas formas diferentes chama-se
«flexão»: p.ex.: «qeo,j» - «qeo,n»; «lu,w» - «lu,ei».
Entre as palavras flexionadas, podem-se distinguir dois grupos:
- O nome (substantivo, adjetivo ou pronome). As diferentes formas que este tipo de palavras
pode adotar chamam-se «casos», e o sistema de casos chama-se «declinação».
- O verbo. A flexão do verbo se chama «conjugação». Suas formas mudam com as pessoas, o
tempo e o modo em que a ação se realiza.
b) Palavras que somente admitem uma forma: p.ex.: «kai,», «pou/». Elas recebem o nome de
«invariáveis». Este grupo inclui advérbios, preposições, conjunções e outras partículas.

2. Constituição da palavra grega


As diferentes formas de uma mesma palavra flexionada têm entre si um elemento que é fixo e
outro que se modifica. A parte fixa recebe o nome de «radical» e a parte que varia recebe o nome de
«sufixo» ou «desinência». Assim, em «lo,goj» (palavra), «log-» é o radical e «-oj» é a desinência.
Algo diferente do radical, e que é necessário distinguir bem, é a raiz. A raiz contém o significado
fundamental da palavra e se encontra, ou pode ser encontrada, em um grupo mais ou menos amplo
de palavras que correspondem a um mesmo conteúdo semântico. P.ex.: «log-» em «lo,goj»
(palavra), «euvlogi,a» (bênção), «logi,zesqai» (contar).
Esta raiz pode ser acompanhada de prefixos e/ou sufixos, de modo que o conjunto formato por
raiz, prefixos e sufixos compõe o «radical». P.ex.: «euvlogi,a» tem o prefixo «euv-», e
«logi,zesqai» tem o sufixo «-i,z».
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3. Declinação em «-o»: masculino
1. O grego koiné possui cinco casos, três gêneros e dois números.
1) Os casos são:
Nominativo (N): o caso do sujeito
Genitivo (G): o caso do complemento nominal (CN)
Dativo (D): o caso do objeto indireto (OI)
Acusativo (A): o caso do objeto direto (OD)
Vocativo (V): o caso exclamativo
Notas:
a) O caso nominativo é usado, sobretudo, para indicar o «sujeito» de uma oração principal ou
subordinada. Ele exprime o tópico principal que é considerado, o «sujeito» do discurso, a respeito
do qual se fala.
b) O vocativo pode ser precedido por uma interjeição «w=» (ó!), ainda que no NT não seja muito
freqüente: «w= Qeo,file» (At 1,1): «ó Teófilo»!. Também pode acontecer de se utilizar o
nominativo quando se esperaria um vocativo, por exemplo: «h` pai/j( e;geire» (Menina, levanta-
te!).
c) O genitivo expressa todas as relações possíveis entre o nome e o seu complemento:
- posse: «oi` tou/ Cristou/» (1 Cor 15,23): os de CRISTO.
- parentesco: «VIa,kwboj o` tou/ ~Alfai,ou » (Mt 10,3): Tiago, o (filho) de Alfeu; «Mari,a
h` VIakw,bou» (Mc 16,1): Maria, (a mãe) de Tiago; «Mari,a h` tou/ Klwpa/» (Jo 19,25): Maria, (a
esposa) de Cléofas; «VIou,dan VIakw,bou» (Lc 6,16): Judas, (o irmão/filho) de Tiago.
- conteúdo: «to. di,ktuon tw/n ivcqu,wn» (Jo 21,8): a rede (cheia) de peixes.
- denominação «po,leij Sodo,mwn kai. Gomo,rraj» (2 Pd 2,6): as cidades de (nome)
Sodoma e Gomorra.
2) Os gêneros são: masculino (m), feminino (f) e neutro (n).
3) Os números são: singular (sg) e plural (pl). O dual do grego clássico desapareceu.

2. O grego possui três declinações:


- declinação em «-o» (segunda declinação),
- declinação em «-a» (primeira declinação),
- a terceira declinação.
Começaremos estudando a segunda declinação. Pertencem a esta declinação os nomes cujo radical
termina com a vogal «-o» (chamada «vogal temática»). Normalmente, são nomes masculinos, não
obstante haja umas poucas, mas importantes, palavras femininas.
(artigo) palavra homem DEUS escravo
N o` lo,g-oj a;nqrwpoj qeo,j dou/loj
G tou/ lo,g-ou avnqrw,pou qeou/ dou,lou
D tw/| lo,g-w| avnqrw,pw| qew/| dou,lw|
A to.n lo,g-on a;nqrwpon qeo,n dou/lon
V lo,g-e a;nqrwpe qee, dou/le
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(artigo) palavras homens deuses escravos


N oi` lo,g-oi a;nqrwpoi qeoi, dou/loi
G tw/n lo,g-wn avnqrw,pwn qew/n dou,lwn
D toi/j lo,g-oij avnqrw,poij qeoi/j dou,loij
A tou.j lo,g-ouj avnqrw,pouj qeou,j dou,louj

A «vogal temática» toma, no vocativo, a forma «-e». Esta alteração da vogal temática «o/e» é um
fenômeno muito freqüente em grego, e o estudaremos conforme for aparecendo. No genitivo e no
dativo, a vogal temática se alonga. A desinência do dativo é um «i» que forma um ditongo com a
vogal temática e, por isso, é subscrito (w|). Quando o G ou o D são acentuados na última sílaba, têm
sempre acento circunflexo. O vocativo plural não tem forma própria: utiliza-se a do nominativo.
3. Declinação de «VIhsou/j» (JESUS): o D é peculiar e não tem o «i»:

N VIhsou/j A VIhsou/n G/D/V VIhsou/

4. Vocabulário
o` a;nqrwpoj, ou o homem o` karpo,j, ou/ o fruto

o` qeo,j, ou/ DEUS o` a;ggeloj( ou o Anjo, o mensageiro

o` ku,rioj, ou o Senhor o` ko,smoj( ou o mundo, o universo

o` avdelfo,j, ou/ o irmão o` qro,noj( ou o trono

o` lo,goj, ou a palavra o` qumo,j( ou/ a ira, raiva

o` ouvrano,j, ou/ o céu eivmi, sou, existo, estou

o` ui`o,j, ou/ o filho ei=pen disse, falou

o` lao,j, ou/ o povo ei=pon disseram, falaram

o` oi=koj, ou a casa e;rcetai ele vem, chega

o` a;rtoj, ou o pão e;rcontai eles vêm, chegam

o` ovfqalmo,j, ou/ o olho o`, h`, to, o, a

o` to,poj, ou o lugar avgaqo,j bom

o` kairo,j, ou/ o tempo a[gioj santo, consagrado

o` avpo,stoloj, ou o apóstolo kalo,j belo, bom


o` avgro,j( ou/ o campo o[loj todo, inteiro, completo
o` o;cloj( ou a multidão de gente, o povo ouv, ouvk, ouvc, mh, não
o` no,moj( ou a lei paralutiko,j paralítico
o` qhsauro,j( ou/ o tesouro kako,j mau
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A negação «ouv, ouvk, ouvc» é geralmente usada com o modo indicativo em orações que
expressam uma realidade, um fato objetivo. «ouv» (não tem acento, é proclítica) se usa diante de
palavras que começam por consoante; «ouvk» se usa diante de palavras que começam por vogal com
espírito suave; «ouvc» se usa diante de palavras que começam por vogal com espírito áspero.
«Ouvci,» é a forma reforçativa.
Em orações que expressam ordens, desejos, condições e suposições, utiliza-se «mh,» (portanto,
com o imperativo). Deve-se, pois, distinguir claramente entre:
«ouv le,geij»: tu não dizes e «mh, le,ge»: não digas.
«ouv le,gete»: vós não dizeis e «mh, le,gete»: não digais.

5. O artigo
Diferentemente do latim, o grego e o português possuem o artigo definido. As formas do
masculino coincidem com a sílaba final da declinação que acabamos de ver, mas precedidas de um
«t-» (exceto o N, que começa com uma aspiração e não tem o sigma). O artigo grego se declina do
seguinte modo:
Singular:
Masculino Feminino Neutro
N o` h` to,
G tou/ th/j tou/
D tw/| th/| tw/|
A to,n th,n to,
Plural:
Masculino Feminino Neutro
N oi` ai` ta,
G tw/n tw/n tw/n
D toi/j tai/j toi/j
A tou,j ta,j ta,

O vocativo não é acompanhado de artigo.


O grego desconhece o artigo indefinido. Assim, uma palavra como «lo,goj» pode ser traduzida
como palavra ou como uma palavra, depende do contexto. Mas o uso do artigo definido em grego
corresponde em grande parte ao uso do artigo definido em português. O artigo grego geralmente
funciona como o adjetivo, concordando com a palavra que ele modifica em gênero, número e caso.

6. Tema do presente: indicativo e imperativo


A conjugação grega compreende três vozes (ativa, média e passiva). Cada voz tem quatro temas
(presente, futuro, aoristo e perfeito) e cada tema tem seis modos (indicativo, imperativo, subjuntivo,
optativo, infinitivo e particípio). Estudaremos o verbo começando com a voz ativa; depois de vê-la
em sua totalidade, passaremos para a média e a passiva:
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modelo: «lu,w» (desatar) modelo: «poie,w» (fazer)


indicativo imperativo indicativo imperativo
1. lu,-w poi-w/
2. lu,-eij lu/-e poi-ei/j poi,-ei
3. lu,-ei poi-ei/
1. lu,-omen poi-ou/men
2. lu,-ete lu,-ete poi-ei/te poi-ei/te
3. lu,-ousi(n) poi-ou/si(n)
Infinitivo lu,ein poiei/n

Começaremos estudando as formas singulares de dois tipos de verbos bem diferentes: verbos
terminados em «-w» e verbos terminados em «-e,w». Nós os estudaremos ao mesmo tempo porque
as conjugações são muito parecidas: observe-se que as formas do indicativo presente só se
distinguem porque alguns (os verbos em «-e,w») têm acento circunflexo e outros não.
Tanto em latim como em grego, a primeira pessoa singular do indicativo presente da voz ativa é
usada para designar um verbo, e é assim que ele aparece nos dicionários. Assim, «lu,w» equivale ao
nosso verbo «desatar», ainda que essa forma signifique literalmente «eu desato». Não é assim que
acontece com os verbos terminados em «-e,w», pois a primeira pessoa é «poiw/» e, no entanto, nos
dicionários é encontrado como «poie,w». Mais adiante veremos a razão disso, quando estudaremos
sistematicamente este tipo de verbo. São chamados «verbos contratos».
O imperativo não tem a primeira pessoa. A segunda pessoa é «lu/e» (o acento circunflexo não é
regular: «le,ge», «pi,steue» etc.). Por sua vez, a terceira pessoa é pouco freqüente, e, por isso, nós
também a estudaremos mais adiante.
O «n» da terceira pessoa do indicativo presente, que está entre parênteses, não pertence à
desinência: antes, é uma consoante que normalmente é agregada quando o verbo é seguido de um
sinal de pontuação (pausa) ou de uma palavra que começa por vogal. Chama-se «ni» eufônico.

7. Vocabulário

verbos em «-w» verbos em «-e,w»


e;cw ter poie,w fazer
le,gw dizer, chamar file,w amar
avkou,w ouvir lale,w falar
ginw,skw conhecer (*) peripate,w andar ao redor
qe,lw querer kale,w chamar
eu`ri,skw encontrar zhte,w buscar
ba,llw lançar parakale,w pedir, suplicar,
convocar, convidar
ble,pw ver euvdoke,w aprovar, gostar
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evgei,rw levantar avkolouqe,w seguir


kri,nw julgar aivte,w pedir
me,nw permanecer marture,w dar testemunho de
pisteu,w crer, confiar proskune,w adorar
sw/|zw salvar qewre,w observar
gra,fw escrever krate,w tomar posse de, agarrar
dida,skw ensinar euvloge,w exaltar, abençoar
qerapeu,w servir, cuidar, sarar, curar euvcariste,w agradecer, ser grato
evlpi,zw esperar thre,w vigiar, guardar,conservar
evggi,zw aproximar-se, chegar perto frone,w pensar, considerar, avaliar
feu,gw fugir doke,w crer, pensar, achar
h[kw chegar, vir dokei/ moi me parece, penso, acho

(*) No NT, este verbo aparece sempre sob a forma de «ginw,skw», mas no ático clássico é
«gignw,skw», forma na qual se pode observar com clareza o redobro no tema do presente.

8. Valor locativo dos casos da flexão nominal


As circunstâncias locais se expressam em grego por meio dos diferentes casos (G,D,A). Cada um
deles tem sua própria nuança: o Genitivo indica o «lugar de onde», o Dativo, o «lugar onde» e o
Acusativo o «lugar para onde».
Desde tempos antigos, o valor locativo dos casos nominais é reforçado por certas preposições:
1. Genitivo: «evk» («evx» antes de vogal): de, fora de, (saindo) de, a partir de.
«avpo.» («avpV» antes de vogal com espírito brando, «avfV» se for áspero):
(procedente) de, (vindo) de, (afastando-se) de.
Tais preposições respondem à pergunta «de onde?» («po,qen»):
«avpo. tou/ ouvranou/»: (procedente) do céu;
«o` filo,sofoj evk tou/ oi;kou h[kei»: o filósofo vem da casa (saiu de lá).
2. Dativo: Responde à pergunta «onde?» (pou/).
«ku,klw|»: em círculo (Mc 3,34; 6,7);
«camai,»: na terra (Jo 9,6; 18,6);
«th/| dexia/|»: à direita (At, 2,33).
O NT tem poucos casos de dativo sem preposição, todavia, é freqüente o
Dativo acompanhado de preposições, sobretudo «evn»: em.
3. Acusativo: «eivj»: para, até (o interior de);
«pro,j»: até, em direção a.
Elas respondem à pergunta «para onde?» (poi/): «poi/ h=lqen o` avggeloj;
h=lqen pro.j/eivj Ko,rinqon»: Para onde foi o Anjo? Foi em direção
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a Corinto.
O acusativo também serve para indicar a distância, o afastamento a
partir do ponto de origem (mas não o ponto de origem; para isso
se utiliza o genitivo: iam a uma aldeia distante «stadi,ouj e`xh,konta
avpo. VIerousalh,m» (sessenta estádios de Jerusalém) (Lc, 24,13).
Notas:
a) Observe-se que as preposições «eivj», «evk» e «evn» não têm acento, são proclíticas.
b) Os valores que acabamos de indicar para estas preposições são os mais típicos, mas em muitas
ocasiões – além destas – assumem outros valores. Um estudo sistemático das preposições (no qual
se fala dos diversos sentidos que as preposições podem assumir) encontra-se mais adiante, e sempre
que houver alguma dúvida, será necessário usar um bom dicionário.

Exercícios
1. Traduzir: 1. «o` ui`o.j ei=pen, eivmi,». 2. «o` ui`o.j tou/ avnqrw,pou ku,rio,j evstin ». 3.
«e;rcetai o` avdelfo.j o` kalo,j». 4. «o` a;nqrwpoj e;rcetai». 5. «oi` a;nqrwpoi ouvc a[gioi,
eivsin». 6. «o` qeo.j ei=pen». 7. «o` a;ggeloj o` a[gioj ouvk e;rcetai». 8. «o[loj o` ko,smoj kalo,j
evstin». 9. «o` ouvrano,j ouv kalo,j evstin ». 10. «o` ui`o.j tou/ qeou/ evstin avgaqo,j ». 11.
«marturw/ tw/| dou,lw| Cristou/». 12. «w= ku,rie lo,gon le,ge». 13. «o` avpo,stoloj qerapeu,ei
to.n paralutiko,n». 14. «gra,fe to.n no,mon tou/ Kuri,ou ». 15. «eu`ri,skeij qhsauro.n evn tw/|
avgrw/|». 16. «qew,rei kai. a;koue». 17. «lalei/ o` VIhsou/j lo,gon tw/| o;clw|». 18. «o` a;nqrwpoj
to.n qeo.n zhtei/». 19. «w= avdelfe, evlpi,ze evn kuri,w| VIhsou/». 20. «o` kairo.j evggi,zei». 21.
«a;ggeloj lao.n sw,|zei». 22. «e;cei qro,non ». 23. «gra,fei to.n no,mon tou/ Kuri,ou ». 24.
«feu,ge avp v oi;kou ». 25. «h[kei a;nqrwpoj avpo. tou/ o;clou ».
2. Declinar: todos os casos de: «ku,rioj», «avdelfo,j», «a;ggeloj».
3. Analisar morfologicamente: «ku,rie», «ku,rion», «lo,gou», «lo,gw|», «ouvrano,j»,
«ouvrano,n», «VIhsou/n», «VIhsou/», «qee,», «qew/|».

Lição 4

1. Orações interrogativas diretas


Uma interrogação pode ser indicada:
1. Simplesmente pelo tom da pronúncia. Todavia, é a mais freqüente;
2. Por um pronome interrogativo: «ti,j» (quem? qual?), «ti,» (que coisa?). «Ti,» pode também
significar «por quê?».
Esses pronomes sempre têm acento agudo, e sobre eles recai o acento da frase.
3. Por um advérbio interrogativo: «pou/» (onde?), «poi/» (para onde?), «po,qen» (de onde?) etc.
4. Por uma partícula interrogativa. Raramente o NT utiliza uma partícula interrogativa. « a=ra» é
usada três vezes (Lc 18,8; At 8,30; Gl 2,17). Cuidado para não confundi-la com «a;ra» (por
conseguinte, assim pois). Uma única vez é usada a interrogativa disjuntiva « po,teron h;» (Jo
7,17, usada como interrogativa indireta «se ... ou se ...»). A partícula «a=ra» é usada no início de
uma interrogação, e não tem nenhuma nuança especial de significado. Normalmente, não é
traduzida (recorda-se que para concluir a interrogação o grego utiliza «;»).
5. Pela negação «ouv» ou «mh,». Quando se faz uma pergunta para a qual se espera uma resposta
positiva, ela é iniciada com «ouv» (que pode ser traduzido por «não (é certo que)?»).
Diferentemente, quando se espera uma resposta negativa, a pergunta começa com « mh,» ou «mh,ti»
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(que em português pode equivaler a «acaso?»). As construções clássicas «a=r v ouv» em lugar de
«ouv» e «a=ra mh,» em lugar de «mh,» não ocorrem no NT.

2. Uso do artigo
Geralmente, o artigo tem o mesmo sentido em grego e em português: serve para determinar uma
palavra. Em grego, não existe um artigo indefinido (para isso, pode-se utilizar o adjetivo indefinido
«tij, ti» (um, algum, certo). O artigo exerce a função de adjetivo e, por isso, deve concordar com
o nome que acompanha: «tou/ avnqrw,pou» (do homem), «toi/j avnqrw,poij» (aos homens) etc.
Todavia, em alguns casos, ele é usado de modo especial:
1. Às vezes supre nosso possessivo: «a;nqrwpoj tw/| ui`w/| le,gei»: um homem fala a seu filho.
2. Acompanha um nome próprio (de pessoa, lugar etc.) citado anteriormente ou que nos é
familiar: «o` qeo,j» (DEUS), «o` VIhsou/j» (JESUS), «h` Ko,rinqoj» (Corinto).
3. Substantiva adjetivos, particípios, infinitivos (que são considerados substantivos verbais) e
também advérbios, expressões preposicionadas e até mesmo frases inteiras.
«to. nai. kai. to. ou;»: o sim e o não.
«o` evn avgrw/|»: o (que está) no campo, o do campo.
«to. ouv foneu,seij»: o «não matarás».
4. Todavia, não se utiliza o artigo em grego (e sim em português) para expressar pensamentos
gerais, provérbios, sentenças, que devem imediatamente provocar impacto: «ti,ktei ko,roj
u[brin»: a fartura gera insolência.

3. O Adjetivo
O adjetivo se declina como um substantivo. Nas próximas lições veremos os diversos tipos de
adjetivos existentes em grego.
1) Adjetivo substantivado. Um adjetivo pode funcionar como um substantivo, e, neste caso,
recebe o nome de «adjetivo substantivado»: «o` avgaqo,j»: o bom (refere-se a um homem, por isso
está no masculino). Todavia, a função mais freqüente do adjetivo é a de qualificar um substantivo,
e, neste caso, ele tem a mesma forma (caso, gênero e número) do substantivo que qualifica.
2) O uso predicativo do adjetivo. O adjetivo funciona como o predicado da sentença. Quer
dizer, o adjetivo é usado para afirmar ou «predicar» algo a respeito do sujeito. «o` lo,goj evsti.n
a[gioj» (A palavra é santa). A «santidade» está sendo afirmada, isto é, predicada em relação à
«palavra». Quando um adjetivo é o predicado de uma oração atributiva (como o verbo «ser» ou
similares), ele está sempre no nominativo e concorda com o sujeito da oração em caso, gênero e
número. Todavia, o predicado não tem artigo (diferentemente do sujeito, que pode ter artigo), ainda
que seu sentido seja determinado: «avqa,nato,j evstin o` qeo,j»: DEUS é imortal.
Nota: Se o verbo «eivmi,» vem antes do predicado nominal, este pode ter artigo; mas se vem
depois, não: «su, ei= o` ui`o.j tou/ qeou/ = ui`o.j tou/ qeou/ ei= su,»: tu és o filho de DEUS.
Em grego, é muito comum formar essas orações justapondo o sujeito ao predicado, sem nenhum
verbo de ligação: «di,kaioj o` a;nqrwpoj»: o homem é justo.
3) O uso atributivo do adjetivo. Quando um adjetivo é usado atributivamente, o verbo «eivmi,»
não está implícito. Um adjetivo é «atributivo» quando não necessita de suporte verbal. Assim, em
«o homem bom», «bom» é atributivo. Então não se faz um juízo completo; o pensamento não pode
permanecer no que foi estabelecido, pois o que foi estabelecido não é uma sentença, nem mesmo
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implicitamente: «o` a;ggeloj a[gioj» (O Anjo santo). A «santidade» não está sendo predicada. Esse
não é o ponto em questão, é qualquer outra coisa.
O emprego do artigo para distinguir entre o uso predicativo e o atributivo de um adjetivo não é
uniforme. Distinção entre uso predicativo e atributivo de um adjetivo pode também ocorrer
independentemente do emprego do artigo. Finalmente, o uso ou não-uso do artigo não necessita
sempre ter relevância na distinção entre o uso predicativo e o atributivo de um adjetivo. A distinção
entre o uso predicativo e atributivo do adjetivo também é encontrada em outros casos, mas ela é
particularmente usada em vista do nominativo.
Além disso, o adjetivo pode ter duas funções distintas: ser explicativo ou ser especificativo. É
especificativo quando designa ou atribui qualidades que se consideram indissociáveis do
substantivo; é explicativo quando nos dá uma informação secundária ou não relevante para o
significado da oração e, por isso, poderia ser eliminado sem que o sentido da oração variasse
substancialmente.
Quando o adjetivo é atributivo especificativo, além de concordar em caso, gênero e número com
o substantivo ao qual qualifica, concorda também com ele em denominação, isto é, tem artigo se o
substantivo tiver, e não tem se o substantivo não o tiver. Caso tenha artigo, o adjetivo pode ser
colocado entre o artigo e o substantivo, ou mesmo depois do adjetivo e da repetição do artigo: « o`
avgaqo.j a;nqrwpoj» = «o` a;nqrwpoj o` avgaqo.j» (o homem bom).
Um genitivo ou qualquer expressão preposicional pode ter também uma função especificativa:
«o` tou/ qeou/ lo,goj» = «o` lo,goj (o`) tou/ qeou/»: a palavra de DEUS (muitas vezes, o artigo
a ser repetido antes do genitivo é omitido).
«oi` evn VIhrousalh.m a;nqrwpoi»: os homens (que estão) em Jerusalém.
4) Concordância. Implícita na discussão acima sobre o uso de adjetivos com substantivos está a
regra básica, segundo a qual adjetivos podem «modificar» substantivos ou pronomes, isto é, podem
ser usados para qualificar substantivos ou pronomes. Neste caso o adjetivo «concorda» com o
substantivo ou pronome em gênero, número e caso. Esta regra é vista nos exemplos de adjetivos
dados acima.
Um substantivo ou pronome pode ser explicitamente mencionado como sujeito de um verbo ou
pode estar implícito. Por exemplo, na sentença «o` a;ggeloj avgaqo,j evstin» o substantivo
«a;ggeloj» é explicitamente mencionado quando usado como sujeito de «evstin». Mas na sentença
«avgaqo,j evstin», o adjetivo «avgaqo,j» concorda com o sujeito ele, que está implícito na forma da
terceira pessoa do singular «evstin», como é claro pelo fato de «avgaqo,j» encontrar-se no caso
nominativo. Deve, então, referir-se a um nominativo – neste caso, o sujeito implícito de «evstin».
«avgaqo,j» é também masculino singular, indicando que o sujeito implícito de « evstin» também é
masculino e singular. Daí a tradução: Ele é bom para a sentença «avgaqo,j evstin».

4. O advérbio
1. Os advérbios são palavras indeclináveis que qualificam a ação verbal, um adjetivo ou outro
advérbio: «eu=»: bem, «euvqu,j»: logo.
2. Pode-se considerar o advérbio um «grau» do adjetivo. Semelhantemente ao que acontece em
português com a terminação «-mente», em grego o sufixo «-wj» transforma um adjetivo em um
advérbio de modo. Se o adjetivo que está na base tem acento na última sílaba, o advérbio terá um
acento circunflexo sobre o «w», e se é proparoxítona, terá um acento agudo na penúltima sílaba:
«kalo,j» (formoso) - «kalw/j» (formosamente); «di,kaioj» (justo) - «dikai,wj» (justamente,
conforme a justiça); «avrcai/oj» (antigo) - «avrcai,wj» (antigamente).
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3. É também bastante grande o número de acusativos neutros que têm valor adverbial:
«prw/ton» (primeiramente, em primeiro lugar), «ti,» (por quê?), «to. loipo,n» (de agora em
diante), «tacu,» (= «tace,wj») (rapidamente), «me,ga, polu,» (muito), «mikro,n, ovli,gon» (pouco)
etc.
4. Frases: «e;cw» + advérbio: estar em determinada condição (Mc 5,23; At 21,13).
«kalw/j/eu= e;cw»: estou bem, encontro-me bem.

5. Vocabulário

o` dia,konoj ou o servo, o diácono paideu,w educar, formar


o` ki,ndunoj, ou o perigo pisto,j fiel, crente
o` cristiano,j, ou/ o cristão a;pistoj infiel, incrédulo
o` dida,skaloj, ou o mestre, o professor ponhro,j mau, malvado
o` dou/loj, ou o servo, o escravo presbutero,j velho, ancião
o` fi,loj, ou o amigo evscato,j último
o` farisai/oj, ou o fariseu kalo,j formoso, bonito
o` li,qoj( ou a pedra loipo,j restante
avgaqo,j bom prw/toj primeiro
di,kaioj justo tuflo,j cego
avgaphto,j amável ivscuro,j forte, vigoroso
a[gioj santo avlhqino,j verdadeiro, autêntico
dexio,j destro, a direita qnhto,j mortal
e;rhmoj deserto, árido, vazio o[ti que, porque
me,soj meio, mediano ti, o que?
mo,noj único eu= bem
nekro,j morto euvqu,j logo
me,nw permanecer avpo, (c. gen.) de, a partir de
megalu,nw engrandecer, exaltar, avlla, mas
louvar
dei/ é necessário, avei, sempre
é oportuno
ya,llw cantar, louvar evk, evx (c. gen.) de, fora de
douleu,w (c. dat.) servir, eivj (c. ac.) para, para dentro de,
servir como escravo em direção a
fula,ssw proteger, guardar, evn (c. dat.) em (onde?)
conservar, observar (lei)
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Exercícios
1. Traduzir: 1. «o` Ku,rioj a[gioj kai. ivscuro,j evstin ». 2. «o` lo,goj tou/ Kuri,ou me,nei».
3. «o` avpo,stoloj pisteu,ei tw/| avlhqinw/| Kuri,w| ». 4. «o` dia,konoj megalu,nei to.n di,kaion
Ku,rion». 5. «oi` a;nqrwpoi qnhtoi, eivsin ». 6. «o` tw/n avnqrw,pwn lo,goj ouvk avei.
avlhqino,j evstin». 7. «~Hrw,|dhj toi/j avnqrw,poij ouv pisteu,ei». 8. «Qeo.j tou.j avnqrw,pouj
evk tw/n kindu,nwn sw,|zei». 9. «o` lo,goj Qeo,j evstin». 10. «Cristo,j evstin o` avlhqino.j
a;rtoj». 11. «oi` Cristianoi. pisteu,ousin eivj to.n Ku,rion Cristo,n ». 12. « `Hrw,|dhj ouvc
h[kei eivj Bhqle,em». 13. «o` Qeo,j evstin evn toi/j ouvranoi/j ». 14. «o` Cristo,j o` tw/n
avposto,lwn dida,skalo,j evstin». 15. «pisto.j o` Qeo,j». 16. «o` dou/loj tou/ Kuri,ou
megalu,nei to.n Ku,rion».
17. «euvlogei/te tou.j avdelfou,j ». 18. «oi` farisai/oi le,gousin kai. ouv poiou/sin». 19.
«VIhsou/n zhtei/te to.n Nazarhno,n ». 20. «no,mw| Qeou/ douleu,omen ». 21. «mh. douleu,ete
qumw/,| tw/| kuri,w| Cristw/| douleu,ete». 22. «avkou,ete tou.j lo,gouj tw/n avposto,lwn ». 23.
«ti, le,geij a;nqrwpe;». 24. «ouvk avkou,ete to.n lo,gon tou/ Kuri,ou;». 25. «tou,j ui`ou.j
paideu,ete». 26. «ba,llw li,qouj». 27. «zhtou/men to.n Kuri,on ». 28. «w= Ku,rie, qerapeu,e
tou.j ui`ou,j». 29. «mh. kri,ne to.n dou/lon».
2. Conjugar «paideu,w» e «kale,w».
3. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «fe,rousin», «diw,kete», «thrw/»,
«avkou,omen», «qumw/|», «dou,loij», «douleu,ousin», «sofw/n», «zhtei/te», «lo,gouj», «kako,n»,
«kakoi,».

Lição 5

1. A oração principal, a oração subordinada


O caso nominativo é usado, sobretudo, para indicar o «sujeito» de uma oração principal ou
subordinada. Ele exprime o tópico principal que é considerado, o «sujeito» do discurso, a respeito
do qual se fala.
Uma «oração» é uma palavra ou exposição de palavras implicando ou propondo um juízo
completo em relação a algum aspecto da existência, e geralmente é expressa como afirmação,
questão, ordem, desejo, ou exclamação. Ordinariamente, uma oração contém um sujeito e um
predicado, isto é, um substantivo e uma forma verbal, que são tanto explícitos como implícitos.
Exemplos de orações: DEUS é bom (afirmação); DEUS é bom? (pergunta); Vem! (ordem – o caso
nominativo «tu» é subentendido); Venha o Senhor (desejo); Ó DEUS! (exclamação – algum verbo
deve ser pressuposto, dependendo do contexto).
Uma oração subordinada é uma palavra, ou conjunto de palavras, que não expõe ou implica um
juízo completo em relação a algum aspecto da existência. Exemplos de orações subordinadas: ...
quando ele vem ...; ... em que ele vive ...; embora ela ainda esteja viva ... As orações que aqui são
determinadas simplesmente como «orações dependentes» são consequentemente chamadas
«orações subordinadas».
Dado que as orações subordinadas não podem gramaticalmente se estabelecer por si mesmas,
elas devem ser encontradas como parte de um período. Tais períodos são chamados de «períodos
compostos». A parte que expõe ou implica um juízo completo é chamada de «oração principal». A
oração dependente dela é especificada como «oração subordinada». Exemplos de períodos
compostos: Quando ele vier (oração subordinada), nós ficaremos felizes (oração principal); apesar
de que esteja ainda viva (oração subordinada), ela não está bem (oração principal).
20
Os períodos que contêm duas ou mais orações principais chamam-se «períodos compostos por
coordenação»: DEUS é sempre bom, mas os seres humanos às vezes são maus. Períodos compostos
por coordenação e subordinação são chamados de «períodos complexos»: DEUS, que é criador, é
sempre bom, mas os seres humanos, que são criaturas, às vezes são maus.

2. O Verbo «eivmi,»
As formas do indicativo presente – exceto a segunda pessoa – são enclíticas, isto é, não são
acentuadas, ainda que possam receber um acento secundário.
O Verbo «eivmi,» pode ter um valor verbal. Com este valor verbal do «eivmi,» existem em grego
algumas formas idiomáticas, dentre as quais cabe destacar:
a) «eivmi,» + Dativo: Serve para indicar a posse. É traduzido por «ter» (poder-se-ia também
utilizar o verbo «e;cw» com o mesmo sentido); mas deve-se observar que o Dativo se transforma no
sujeito do verbo «ter», e seu sujeito no objeto direto: «avnqrw,pw| i[ppoj evstin » (= «a;nqrwpoj
i[ppon e;cei»): um homem tem um cavalo.
b) «eivmi,» + Genitivo: Serve para indicar a procedência, a origem, a idade, a matéria de que algo
é feito, a medida de uma coisa, seu preço ou valor, a posse etc. É muito semelhante à expressão «ser
de» usada em portugês: «i[ppoj tou/ fi,lou evsti,n»: é o cavalo do amigo.

3. Valor temporal dos casos da flexão nominal


A lição 3.8 explicou como os diferentes casos da flexão nominal expressam circunstâncias
locais, cujas nuanças são indicadas por certas preposições. Baseado nisso, é fácil entender a
evolução dos modos de exprimir circunstâncias temporais.
1. O Genitivo é o caso usado para expressar a coisa da qual alguém se separa ou se afasta.
Assim, pois, no âmbito temporal:
a) Sem preposição: Indica uma porção de tempo durante a qual algo acontece: «h`me,raj» (de dia,
durante o dia; Ap 21,25); «nu,ktaj» (de noite, Mt 2,14); «ceimw/noj» (no inverno, Mt 24,20).
b) Com as preposições «evk» e «avpo,», expressa o tempo desde quando algo acontece: «avpV
a;rti» (desde agora, Jo 13,19); «avpo. to,te» (desde então, Mt 16,21); «tuflo.n evk geneth/j» (cego
de nascença, desde seu nascimento, (Jo 9,1).
2. O Dativo é o caso utilizado para expressar o tempo exato em que algo acontece. Pode vir sem
preposição, mas muito frequentemente vem acompanhado da preposição «evn»: «kai. th/| tri,th|
h`me,ra| avnasth/nai» (e ressuscitar ao terceiro dia, Lc 24,7); «toi/j sa,bbasin» (Mt 12,1) e «evn
toi/j sa,bbasin» (no sábado, Lc 4,31).
Todavia, por vezes o NT utiliza este dativo para indicar o tempo de duração, em frases que o
grego clássico utilizaria um acusativo: «polloi/j ga.r cro,noij sunhrpa,kei auvto,n» (pois
muitas vezes se apossara dele, Lc 8,29).
3. O Acusativo é o caso utilizado para indicar uma extensão:
a) Sem preposição expressa o tempo durante o qual algo acontece: «kaqeu,dei o[lhn th.n
h`me,ran» (dorme (durante) todo o dia); «nu,kta kai. h`me,ran» (dia e noite, Lc 2,3).
Pode, também, acompanhado de «w[ra» (hora), indicar o momento exato em que algo acontece:
«evcqe.j w[ran e`bdo,mhn » (ontem, à hora sétima, Jo 4,52).
b) Com a preposição «eivj», expressa o momento até o qual algo acontece: «eivj th.n e`spe,ran »
(até o entardecer).
c) Com a preposição «meta,», o tempo depois de algo: «meta. tau/ta» (depois disso).
21
4. O imperfeito do indicativo e o imperativo de «eivmi,»
No Novo Testamento, o tempo imperfeito da maioria dos verbos é usado para expressar uma
ação passada que não é vista como acabada. Visto que o tempo imperfeito do verbo «eivmi,» é o
único tempo passado que este apresenta, o imperfeito serve para indicar algum tipo de ação passada,
ainda que seja vista como ação acabada. O tempo imperfeito encontra-se somente no modo
indicativo.
O imperfeito indicativo do verbo «eivmi,» se conjuga como segue:

Singular Plural
h;mhn era h;meqa / h=men éramos
h=j / h=sqa eras h=te éreis
h=n era h=san eram

O modo imperativo é usado para expressar uma ordem. É encontrado apenas na segunda e
terceira pessoas.
O imperativo do verbo «eivmi,» é como segue:

Singular Plural
i;sqi sê e;ste sede
e;stw / h;tw seja e;stwsan / h;twsan sejam

«i;sqi avgato,j»: sê bom; «e;ste avgaqoi,»: sede bons; «e;stw avgaqo,j»: seja bom; «e;stwsan
avgaqoi,»: sejam bons.

5. O pronome relativo
O pronome relativo «o[j, h[, o[» (que, quem, o/a/o qual) se declina do seguinte modo:

Sg Pl
m f n m f n
N o[j h[ o[ oi[ ai[ a[
G ou- h-j ou- w-n w-n w-n
D w-| h-| w-| oi-j ai-j oi-j
A o[n h[n o[ ou[j a[j a[
Nota:
- todas as formas têm espírito áspero;
- todas as formas estão acentuadas, até mesmo o nominativo;
- o nominativo masculino singular termina em «-j».
Deve se tomar cuidado para distinguir as seguintes formas do artigo e do pronome relativo:
«oi` - oi[» - «h` - h[» - «ai` - ai[» - «o` - o[».
Em grego o pronome relativo segue em geral as mesmas regras gramaticais que em português. O
pronome concorda com seu antecedente (ou seja, com a palavra à qual se refere) em gênero e
número, mas toma o caso a partir do uso que dele é feito em sua própria frase:
22
«o` lo,goj o[j evstin avgaqo,j evsti kalo,j »: A palavra que é boa é bela.
«o` lo,goj o[n ei-pen o` Qeo.j a[gioj evstin »: A palavra que DEUS disse é santa.
Às vezes, o antecedente é omitido. Neste caso, o relativo é traduzido por «o/a/o que»,
«aquele/aquela/ aquilo que»:
«a[ qe,leij e;ceij »: tens o que queres.
Se o antecedente estiver no genitivo ou no dativo, pode acontecer de o relativo grego ser
declinado nesse caso, independentemente de sua função sintática na oração relativa. Tal
comportamento é denominado «atração do relativo».
«peri. tw/n avnqrw,pwn w-n ginw,skw»: acerca dos homens que conheço.

6. O caso acusativo
Um substantivo ou pronome pode ser usado, em grego, no caso acusativo como o objeto direto
de um verbo:
«o` Qeo.j ei=pe to.n lo,gon»: DEUS disse a palavra.
Um substantivo ou pronome pode ser posto no caso acusativo como objeto regido por uma
preposição:
«o` Ku,rioj e;rcetai eivj to.n ko,smon »: O Senhor vem ao mundo.

7. Declinação em «-o»: neutros


Esta declinação serve tanto para os substantivos como para os adjetivos. Assim, os adjetivos cuja
forma masculina termina em «-oj», no neutro terminam em «-on». O nominativo e o acusativo
neutros, tanto no singular quanto no plural, são idênticos. No plural, ambos os casos terminam em
«-a» (tal como em latim).

singular plural
N/V to. dw/ron e;rgon ta. dw/ra e;rga
G tou/ dw,rou e;rgou tw/n dw,rwn e;rgwn
D tw/| dw,rw| e;rgw| toi/j dw,roij e;rgoij
A to. dw/ron e;rgon ta. dw/ra e;rga

8. Sujeito neutro plural e verbo no singular


Quando o sujeito de uma oração é um neutro plural, ele funciona como «coletivo» e o verbo é
usado no singular (isso não ocorre em latim):
«dw/ra pei,qei»: os presentes persuadem.
«ta. paidi,a eu`ri,skei ta. bibli,a»: as crianças encontram os livros.
«ta. e;rga tou/ Qeou/ avgaqa, evstin»: as obras de DEUS são boas.
Quando o adjetivo que aparentemente é especificativo não concorda em gênero com o sujeito
(por exemplo, se está no neutro e o sujeito no masculino ou no feminino), significa que, na
realidade, este adjetivo está substantivado e, se é neutro, designa uma «coisa» em geral:
«avqa,naton o` ko,smoj »: o mundo é uma coisa imortal.
23
9. Vocabulário
to. e;rgon, ou a obra, o trabalho dunato,j poderoso, forte, possível
to. te,knon, ou a criança, o filho e[teroj outro, um outro
to. euvagge,lion, ou o evangelho i;dioj próprio, pessoal
to. i`ero,n, ou/ o templo nekro,j morto
to. pro,swpon, ou o rosto prw/toj primeiro
to. daimo,nion, ou o demônio polloi, muitos
to. i`ma,tion, ou o vestido, o manto maka,rioj bem-aventurado, feliz
to. ploi/on, ou o barco, a barca prw/ton primeiro, em primeiro lugar
to. sa,bbaton, ou o sábado, a semana palaio,j antigo, anterior
to. paidi,on, ou a criança crhsto,j leve, agradável, bom, benéfico
to. shmei/on, ou o sinal khru,ssw proclamar, anunciar, difundir
to. dw/ron, ou o dom, o presente avkou,w ouvir, escutar
to. me,tron, ou a medida e;cw ter, possuir
to. bibli,on, ou o livro le,gw falar, dizer, declarar
to. zw/|on, ou o ser vivo qauma,zw admirar-se, maravilhar-se
to. de,ndron, ou a árvore fe,rw portar, carregar, suportar
to. pro,baton, ou a ovelha prosfe,rw oferecer, trazer
o` tu,poj, ou o modelo, a figura, a evkba,llw expulsar, mandar para fora
marca, o sinal
o` peirasmo,j, ou/ a prova, a tentação kata, (c. ac.) em direção a, de acordo com
o` ma,goj, ou o sábio, o mago w`j como, quando, cerca de
o` evpi,skopoj, ou o bispo pw/j como?
o` stauro,j, ou/ a cruz de, e, pois, ora, portanto, porém
o` oi=noj( ou o vinho pou/ onde?
mikro,j pequeno evkei/ lá, ali, naquele lugar
qaumasto,j admirável di,kaioj justo, reto
e;scatoj último ovli,goi poucos
avqa,natoj imortal neo,j novo
evcqro,j inimigo, hostil kalw/j/eu= e;cw estou bem, encontro-me bem

Observe-se a diferença entre alguns termos: «te,knon» designa o que foi dado à luz, e se aplica
tanto ao menino como à menina; «paidi,on» designa um ser humano de pouca idade, seja menino
ou menina; «ui`o,j» designa o «filho», o membro masculino da família, por extensão designa os
membros de qualquer grupo.
24
Exercícios
1. Traduzir: 1. «o` palaio.j oi=noj crhsto,j evstin, o` de. ne,oj kako,j ». 2. «evste. evcqroi.
tou/ staurou/ tou/ Cristou/». 3. «o` dou/loj evsca,twj e;cei». 4. «e;stin o` Qeo,j». 5. «pw/j
e;ceij; - w= a;nqrwpe, kakw/j e;cw». 6. «ui`oi. tou/ VAbraa.m e;ste». 7. «Qeo.j evn avnqrw,poij
evsti,n». 8. «kako.n fe,rousin karpo.n oi` kakoi. fi,loi ». 9. «ouvk ei= o` Cristo,j;». 10. «eivmi.
o` prw/toj kai. o` e;scatoj ». 11. «pou/ evstin o` avpo,stoloj; evn tw/| oi;kw| evsti,n». 12. «oi`
a;nqrwpoi qnhtoi, eivsi,n». 13. «o` Qeo,j avqa,natoj evstin ». 14. «feu/ge eivj Ai;gupton kai.
i;sqi evkei/». 15. «polloi. kakoi. ovli,goi de. avgaqoi,».
16. «e;cw ta. i`ma,tia». 17. «o` Ku,rioj khru,ssei to. euvagge,lion ». 18. «to. shmei/on kalo.n
h=n». 19. «o` e[teroj a;ggeloj e;rcetai eivj to. kalo.n i`ero,n ». 20. «ta. i`ma,tia h=n kala,». 21.
«ouvk avkou,eij tw/n avnqrw,pwn». 22. «o` Ku,rioj ouvk e;sti nekro,j ». 23. «ta. daimo,nia ouvk
eivsi.n avgaqa,». 24. «o` Ku,rioj e;rcetai eivj to. i`ero,n ». 25. «ei= o` prw/toj o[j le,gei tou.j
lo,gouj». 26. «ta. e;rga h=n kala,». 27. «to. i`ero.n kalo.n h=n». 28. «ta. i;dia i`ma,tia kala,
evstin». 29. «oi` lo,goi ou]j ei=pen o` Ku,rioj avgaqoi, eivsin».
30. «pisteu,w eivj to.n Ku,rion ». 31. «pisteu,eij toi/j lo,goij tou/ avposto,lou ». 32.
«Pe,troj pisteu,ei o[ti o` VIhsou/j Qeo,j evstin». 33. «pisteu,omen eivj to.n avlhqino.n
Qeo,n». 34. «pisteu,ete o[ti avpo. tou/ Qeou/ h[kw». 35. «oi` farisai/oi ouv pisteu,ousin toi/j
tou/ Cristou/ lo,goij». 36. «pi,steue, w= a;nqrwpe, toi/j avlhqinoi/j avnqrw,poij». 37. «mh.
pisteu,ete, w= a;nqrwpoi, tw/| avpi,stw|». 38. «o` avpo,stoloj le,gei o[ti dei/ pisteu,ein tw/|
Qew/|». 39. «oi` Cristianoi. to.n avlhqino.n Qeo.n ginw,skousin ». 40. «ya,llete tw/| Kuri,w|».
41. «Cristo.j tou.j avposto,louj ouv dou,louj le,gei avlla. fi,louj ». 42. «dei/ douleu,ein tw/|
Qew/| tw/| dikai,w| kai. a`gi,w|». 43. «megalu,nomen to.n Ku,rion to.n evn tw/| ouvranw/| ». 44.
«e;ceij qhsauro.n evn toi/j ouvranoi/j ». 45. «oi` avgaqoi. a;ggeloi fula,ssousin tou.j
avnqrw,pouj». 46. «ti, ble,pete eivj to.n ouvrano,n;».
2. Declinar: «o` palaio.j oi=noj», «o` a;nqrwpoj qnhto,j», «o` kako.j fi,loj».

Lição 6

1. O pronome pessoal
Singular Plural
1a pessoa 2a pessoa 1a pessoa 2a pessoa
N evgw, su, h`mei/j u`mei/j
G evmou/ / mou sou/ / sou h`mw/n u`mw/n
D evmoi, / moi soi, / soi h`mi/n u`mi/n
A evme, / me se, / se h`ma/j u`ma/j

Um pronome pessoal é um pronome que se refere a uma ou mais pessoas sem especificar um
nome. Em grego existem pronomes pessoais para o singular e para o plural para todas as três
pessoas. Estudamos, per enquanto, o pronome pessoal para a primeira (eu) e a segunda (tu) pessoa.
Em grego não é necessário dizer: «evgw. lu,w» (eu desato), pois a terminação do verbo já indica a
pessoa e o número do sujeito. O uso do pronome pessoal sugere certa ênfase: «ouvc w`j evgw. qe,lw
avllV w`j su,» (não como eu quero, senão como tu queres, Mt 26,39).
25
As formas «mou, moi, me, sou, soi, se» destes pronomes são enclíticas, quer dizer, não têm
acento, apenas se apóiam na palavra que os precede. Mas há determinadas circunstâncias em que
tem acento: quando sobre eles recaem a ênfase da oração e após a maioria das preposições. Nestes
casos, além de receber o acento, o pronome da primeira pessoa recebe um «ev»:
«ouvk evmoi, avlla. soi,» (não a mim, mas a ti); «avpV evmou/» (longe de mim); «u`pe.r sou/» (sobre
ti). Todavia, muitas vezes «pro,j» é seguido por um pronome sem acento: «pro.j me» (para mim).
É comum o genitivo do pronome pessoal ter um valor possessivo: « o` Ku,rioj mou » (o meu
Senhor); «o` ui`o,j sou » (o teu filho). O artigo pode ter uma função semelhante: «o` ui`o.j le,gei»:
meu filho diz.
O pronome da terceira pessoa será estudado mais adiante.

2. O infinitivo presente
O infinitivo presente dos verbos em «-w» e em «-e,w» tem como desinência «-ein». Observe-se
que os verbos em «-e,w», como é habitual, caracterizam-se pelo acento circunflexo: «lu,ein» -
«poiei/n».
O infinitivo do verbo «eivmi,» é «ei=nai».
O infinitivo é uma forma nominal do verbo, quer dizer, em uma oração ele pode ter valor
nominal ou verbal. De sua função verbal se falará mais adiante. Como substantivo, sempre é neutro
e pode desempenhar as mesmas funções sintáticas que qualquer outro substantivo, formando as
chamadas «preposições substantivas (ou completivas)» do infinitivo. Assim,
1) pode ser sujeito de uma oração: com verbos ou expressões impessoais:
«e;xestin» (é permitido, é lícito, é possível), «dei/, crh,» (deve-se, é necessário, é preciso),
«kalo,n evstin» (é bom) etc.
«ouvk e;xestin fagei/n »: não se pode comer (Lc 6,4).
«peiqarcei/n dei/»: é preciso obedecer (At 5,29).
2) pode ser o objeto direto, por exemplo, de verbos de juízo («le,gw» (dizer), «kri,nw» (pensar,
julgar), «pisteu,w» (crer) etc.) e de vontade («qe,lw» (querer), «keleu,w» (mandar, ordenar),
«kwlu,w» (proibir), «dida,skw» (ensinar), «manqa,nw» (aprender) etc.).
«qe,lw ei=nai avgaqo,j»: desejo ser bom
3) O infinitivo pode ser modificado por um advérbio: «kalw/j le,gein» (falar bem).
Igualmente, pode ter objetos diretos, indiretos e complementos circunstanciais: «lo,gon tw/| law/|
le,gein» (dizer uma palavra ao povo).
4) Tal como em português, um infinitivo grego pode ser o complemento nominal de um
adjetivo ou de um substantivo. O infinitivo pode ter artigo, embora isso seja menos frequente:
«evlpi.j pa/sa tou/ sw,|zesqai h`ma/j »: toda esperança de sermos salvos (At 27,20).
«ouvke,ti eivmi. a;xioj klhqh/nai ui`o,j sou »: eu não sou digno de ser chamado teu filho (Lc
15,19).
«dio. avna,gkh u`pota,ssesqai»: por isso a necessidade de submeter-se (Rm 13,5).
26
3. A primeira declinação
Chama-se a «primeira declinação» ou «delinação em «-a» a declinação daquelas palavras cujo
radical termina em «-a». Os substantivos da primeira declinação são tanto femininos quanto
masculinos. Os substantivos femininos dividem-se em três categorias:
- Substantivos terminando em «-h» no nominativo singular (= alfa alongado),
- Substantivos terminando em «-a», precedido de «e, i, ou r» (= alfa puro),
- Substantivos terminando em «-a» não precedido de «e, i, ou r» (= alfa impuro).
1) Substantivos terminando em «-h» no nominativo singular:

Singular Plural
N h` zwh, ai` zwai,
G th/j zwh/j tw/n zww/n
D th/| zwh/| tai/j zwai/j
A th,n zwh,n ta,j zwa,j
V zwh, zwai,

2) Substantivos terminando em «-a» precedido de «e, i, ou r»:

Singular Plural
N h` a`marti,a ai` a`marti,ai
G th/j a`marti,aj tw/n a`martiw/n
D th/| a`marti,a| tai/j a`marti,aij
A th,n a`marti,an ta,j a`marti,aj
V a`marti,a a`marti,ai

3) Subsantivos terminando em «-a» não precedido de «e, i, ou r»:

Singular Plural
N h` do,xa ai` do,xai
G th/j do,xhj tw/n doxw/n
D th/| do,xh| tai/j do,xaij
A th,n do,xan ta,j do,xaj
V do,xa do,xai

Todos os substantivos que seguem o modelo do alfa puro são femininos.


O «alfa puro» tem a peculiaridade de permanecer invariável em toda a declinação. Existem
pouquíssimas exceções para esta regra. As mais importantes são: «Sa,pfira, hj» (Safira), «prw/|a,
hj» (proa), «spei/ra, hj» (coorte) «ma,caira, hj» (espada).
27
O nominativo não tem nenhuma desinência. Em grego (tal como em latim), o nominativo ou não
tem nenhuma desinência (como neste caso), ou tem como desinência um «-j» (como na segunda
declinação: «lo,goj»).
O genitivo plural tem sempre acento circunflexo.
Quando o nominativo tem acento agudo na última sílaba, recebe um acento circunflexo no
genitivo e no dativo, tal como na segunda declinação.
As formas plurais dos substantivos com alfa alongado são as mesmas dos substantivos com alfa
puro. Todos os nomes que seguem esta declinação também são femininos.
Também as formas dos substantivos com alfa impuro têm as mesmas formas do alfa puro, exceto
o genitivo e o dativo singular, que, como no caso do alfa alongado, são «-hj» e «-h|». Recorde-se
que, se a palavra é acentuada na última sílaba, o genitivo e o dativo terão acento circunflexo (no
genitivo plural, sempre). Seguem este modelo os nomes femininos da primeira declinação cujo
nominativo termina em «-a» não precedido de «e, i, ou r». Existem pouquíssimas exceções a esta
regra. As mais importantes são: «Lu,dda, aj» (Lida); «Ma,rqa, aj» (Marta).

4. Os adjetivos da primeira e segunda delinações


Nos adjetivos da primeira e segunda delinações, a presença de um «a» precedido de «e, i, ou r»
no nominativo feminino singular indica que todas as desinências do feminino são «a», como
«a`marti,a».

Singular
Masculino Feminino Neutro
N a[gioj a`gi,a a[gion
G a`gi,ou a`gi,aj a`gi,ou
D a`gi,w| a`gi,a| a`gi,w|
A a[gion a`gi,an a[gion
V a[gie a`gi,a a[gion

Plural
Masculino Feminino Neutro
N a[gioi a[giai a[gia
G a`gi,wn a`gi,wn a`gi,wn
D a`gi,oij a`gi,aij a`gi,oij
A a`gi,ouj a`gi,aj a[gia
V a[gioi a[giai a[gia

Do mesmo modo como «a[gioj, a`gi,a, a[gion» são declinados «e[teroj, e`te,ra, e[teron»,
«i;dioj, ivdi,a, i;dion», «nekro,j, nekra,, nekro,n».
Os adjetivos que não tem «e, i, ou r» diante das desinências do nominativo feminino singular
têm o feminino singular em «h». Todos os adjetivos da primeira e segunda declinações que não são
contratos e que não se limitam a duas terminações dividem-se em duas categorias:
28
1) aqueles cujo nominativo feminino singular termina em «a» porque o radical do adjetivo
termina em «e, i, ou r»;
2) aqueles cujo radical termina em uma letra diferente destas, e neste caso a terminação é «h».
O radical de uma palavra (o conceito é aplicável a todos os verbos, substantivos e pronomes,
assim como a adjetivos) é aquela parte que é constante em relação à sua parte variável ou
«desinência». Assim, o adjetivo «a`gi,a», no nominativo feminino singular, tem radical «a`gi-» e a
desinência «-a». Pelo fato de o radical terminar em «i», a terminação é em «a». Radicais
terminando em «e ou r» também têm «a» com desinência. Todos os outros radicais têm, como
desinência «h». Por exemplo: o adjetivo «avgaqo,j» encontra-se nesta última categoria:

Singular
Masculino Feminino Neutro
N avgaqo,j avgaqh, avgaqo,n
G avgaqou/ avgaqh/j avgaqou/
D avgaqw/| avgaqh/| avgaqw/|
A avgaqo,n avgaqh,n avgaqo,n
V avgaqe, avgaqh, avgaqo,n

Plural
Masculino Feminino Neutro
N avgaqoi, avgaqai, avgaqa,
G avgaqw/n avgaqw/n avgaqw/n
D avgaqoi/j avgaqai/j avgaqoi/j
A avgaqou,j avgaqa,j avgaqa,
V avgaqoi, avgaqai, avgaqa,

Assim também: «kalo,j, kalh,, kalo,n»; «o[loj, o[lh, o[lon»; «prw/toj, prw,th, prw/ton».

5. O caso genitivo
O caso genitivo é usado para significar posse.
«o` lo,goj tou/ Qeou/»: a palavra de DEUS.
O caso genitivo também pode ser regido por certas preposições:
«evk tou/ i`erou/»: do templo.
Estes são apenas dois dos usos mais fundamentais do caso genitivo.

6. Vocabulário

h` avga,ph, hj o amor avgaphto,j,-h,,-o,n amado, querido


h` gh/, h/j a terra, o país e[kastoj, -h, -on cada, cada um
29

h` zwh,, h/j a vida pisto,j, -h,, -o,n fiel, crente


h` fwnh,, h/j a voz, o som di,kaioj, -a, -on justo, reto
h` avlh,qeia, aj a verdade ponhro,j, -a,, -o,n mau
h` a`marti,a, aj o pecado, o engano a;gw conduzir, guiar
h` basilei,a, aj o reino diw,kw perseguir, caçar, impelir
h` evkklhsi,a, aj a igreja, a assembleia avnalamba,nw recolher, levantar, portar
h` evxousi,a, aj a autoridade, o poder avposte,llw enviar, mandar
h` h`me,ra, aj o dia eivsfe,rw introduzir, fazer entrar
h` kardi,a, aj o coração doxa,zw louvar, glorificar, exaltar
h` oivki,a, aj a casa, a família o` lu,koj( ou o lobo
h` glw/ssa, hj a língua, a linguagem to. me,son, ou o meio, o centro
h` do,xa, hj a glória, o esplendor evn me,sw| (c.gen) em meio a, no meio de
h` tra,peza, hj a mesa o` dia,boloj( ou o acusador, o diabo
h` ma,caira, hj a espada pe,nte cinco
o` fo,boj( ou o medo, o temor, o susto i;sqi sê

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Ouvk e;rgon evstin eu= le,gein, avllV eu= poiei/n ». 2. «i;sqi moi kalo.n
paidi,on». 3. «Ku,rie, ti, dei/ poiei/n;». 4. «Ta. daimo,nia pisteu,ei tw/| Qew/| kai. e;cei
fo,bon». 5. «Ble,pomen ta. shmei/a tw/n kairw/n ». 6. «VAkou,ein qe,lw to.n lo,gon sou». 7.
«Kalo.n paidi,on e;cw ». 8. «w= te,knon, h[keij;». 9. «La,lei, w= te,knon». 10. «Kalo.n to.
te,knon sou». 11. «To. bibli,on di,kaio,n evstin». 12. «Oi` a;nqrwpoi e;cousin pro,bata kai.
ploi/on». 13. «Ku,rie, sw,|ze me». 14. «~O Pe,troj le,gei\ su. ei= o` Cristo,j». 15. «Ouv qe,leij
avgaqo.j ei=nai;». 16. «Fe,re dw/ron Qew/|».
17. «~O ui`o.j e;rcetai avpo. tou/ avgaqou/ avnqrw,pou». 18. « ;Ecw th.n evxousi,an h[ evk tou/
Qeou/ evstin». 19. «~H fwnh. tou/ ui`ou/ kalh. h=n». 20. «To. daimo,nion e;rcetai evk tou/
avnqrw,pou». 21. «~O avdelfo.j ouvk h=n di,kaioj». 22. «To. daimo,nion ponhro.n h=n, o`
a;ggeloj avgaqo.j h=n». 23. «~O avdelfo.j e;rcetai eivj th.n zwh,n ». 24. «~H do,xa tou/ Qeou/
ouvk evstin h` do,xa tw/n avnqrw,pwn». 25. «~O avdelfo.j ei=pen th.n avlh,qeian ». 26. «~H
tra,peza tou/ Kuri,ou a`gi,a evstin ». 27. «Mh. e;ste ponhroi,». 28. «Ouvk evste. ponhroi,». 29.
«e[kastoj ui`o.j avgaphto.j h=n ».
30. «Ei= pisto,j». 31. «~H avga,ph tou/ Qeou/ kalh, evstin ». 32. «~H evxousi,a evk tou/ Qeou/
evstin». 33. «VEk tw/n kardiw/n tw/n avnqrw,pwn e;rcetai h` a`marti,a ». 34. «~H basilei,a
tou/ Qeou/ evx ouvranou/ evstin ». 35. «~H evkklhsi,a tou/ Kuri,ou a`gi,a evstin ». 36. «~H gh/
ouvk e;stin ouvrano,j». 37. «~H glw/ssa tou/ avnqrw,pou kalh, evstin ». 38. « ;Ercetai h`
h`me,ra tou/ Kuri,ou ». 39. «~O ui`o.j avgaphto,j evstin». 40. «Ai` a`marti,ai tou/ ko,smou ouv
kalai. h=san».
41. «To. tou/ Kuri,ou i`ero.n kalo,n evstin ». 42. «Kaloi. oi` tou/ i`erou/ li,qoi eivsin ». 43.
«~O VIhsou/j evn tw/| i`erw/| dida,skei». 44. «Oi` avpo,stoloi to. i`ero.n qauma,zousin ». 45. «Ta.
tou/ Kuri,ou e;rga qaumasta. evstin ». 46. «~O evpi,skopoj tu,poj kalw/n e;rgwn e;stw ». 47.
30
«~O ui`o.j tou/ Qeou/ dunato.j h=n evn lo,goij kai. e;rgoij ». 48. «Megalu,nete ta. tou/ Qeou/
e;rga». 49. «To. avgaqo.n de,ndron kalou.j karpou.j fe,rei ». 50. «Ouvk evk tw/n e;rgwn tou/
no,mou o` a;nqrwpoj di,kaio,j evstin ». 51. «VIwa,nnhj tou.j Cristianou.j te,kna Qeou/
le,gei». 52. «To. euvagge,lion tou/ Pau,lou ouvk e;sti kata. a;nqrwpon ». 53. «Oi` ma,goi tw/|
te,knw| dw/ra prosfe,rousin ». 54. «~O VIhsou/j daimo,nia evkba,llei avpo. pollw/n ». 55. «Ta.
a[gia toi/j a`gi,oij». 56. «~Wj maka,ria kai. qaumasta. ta. dw/ra tou/ Qeou/».
2. Declinar em todos os casos: «to. kalo.n paidi,on».
3. Indicar o infinitivo presente dos verbos: «dida,skw», «lale,w»,«manqa,nw», «qerapeu,w »,
«avposte,llw ».

Lição 7

1. O futuro
O tempo futuro baseia-se no radical do futuro, que transmite o aspecto de uma ação como
subsequente. No modo indicativo esta ação subsequente indica o futuro do tempo primitivo. No
sistema do futuro no Novo Testamento há também os modos infinitivo e particípio, não porém o
subjuntivo, optativo ou imperativo. Somente o modo indicativo do tempo futuro apresenta uma ação
que toma lugar num momento sucessivo ou posterior, considerado independentemente de outro
verbo. Os modos infinitivo e particípio no futuro, como alhures, são dependentes de outros verbos,
e, portanto, podem expressar o futuro somente de modo relativo, isto é, por si mesmos não podem
expressar o futuro como tempo primitivo.
Em grego, para construir o futuro dos verbos basta introduzir o sufixo «-s-» entre a raiz e as
desinências (que são as mesmas do tema de presente). Este sigma recebe o nome de «característica
temporal» do futuro. Os verbos em «-ew» têm a seguinte peculiaridade: o «e» que antecede «s» é
alongado em todos os temas, exceto no presente em «h». Há, todavia, alguns verbos em que,
excepcionalmente, esse aumento não acontece. No mais, a conjugação é absolutamente regular.

modelo: «lu,w» modelo: «poie,w»


futuro infinitivo futuro infinitivo
1. lu,-s-w poih,-s-w
2. lu,-s-eij poih,-s-eij
3. lu,-s-ei poih,-s-ei
1. lu,-s-omen poih,-s-omen
2. lu,-s-ete poih,-s-ete
3. lu,-s-ousi(n) poih,-s-ousi(n)
lu,-s-ein poih,-s-ein

Verbos cujo radical do presente termina em palatal («g/k/c»), formam o radical futuro tendo um
«x» em lugar da palatal e do «s».
Verbos cujo radical do presente termina em labial («p/b/f») formam o radical do futuro com um
«y» em lugar da labial e do «s».
31
Verbos cujo radical do presente termina em dental («t/d/q») formam o radical do futuro em «s»,
isto é, a dental desaparece.
«a;gw» - «a;xw». «ble,pw» - «ble,yw». «pei,qw» - «pei,sw».
Certo número de verbos apresenta formas irregulares no futuro. Este fenômeno será apresentado
nas próximas lições.
O futuro de «e;cw» é irregular: «e[xw» (note-se o espírito áspero).
Muitos verbos com raiz dental têm um tempo presente em que aparece um « z» diante da
desinência, e.g. «bapti,zw». No futuro a raiz dental escondida normalmente reemerge e nas formas
do futuro apresenta apenas um «s», com o desaparecimento da dental, tal como em «bapti,sw». Há
muitos verbos nesta categoria.
Há também poucos verbos que possuem um tempo presente em que aparece um «z» diante da
desinência, porém com radical palatal, e.g. «kra,zw». Estes últimos verbos têm um futuro em que o
radical palatal se reafirma normalmente, de tal modo que a forma tem um «x», e.g. «kra,xw».
Não há regra para distinguir as duas categorias de acordo com as formas do radical do presente.
(Somente o conhecimento da etimologia de cada verbo possibilita uma categorização). Daí, nas
entradas do vocabulário, cada verbo com final «z» no tempo presente será acompanhado pela forma
do futuro, de modo que se tornará clara a categoria – dental ou palatal – à qual pertence.
Em caso de dúvida, aconselha-se que o estudante pressuponha que a categoria é a de uma dental,
visto que há muito mais verbos nesta categoria.

2. Partículas de coordenação
As orações podem ser simples ou compostas. São simples aquelas que requerem um só verbo
para expressar uma idéia com sentido completo, ao passo que as compostas requerem mais de um
verbo.
As orações compostas são formadas por uma preposição principal e por outra ou mais, que
podem ser: justapostas, coordenadas ou subordinadas. As preposições justapostas se caracterizam
pela ausência de um vínculo que una os verbos. As coordenadas estão unidas por partículas de
coordenação, e as subordinadas, por partículas de subordinação.
As partículas de coordenação mais frequentes no grego do NT são as seguintes:
1. Copulativas: A coordenação copulativa (e) é expressa em grego pelas conjunções «kai,» e
«te» (esta última é pospositiva, isto é, vem sempre depois da segunda palavra coordenada,
diferentemente de «kai,», que vem antes, como o –que do latim).
«kai,», ... «te»: e.
«kai,» ... «kai,», «kai,» ... «te»: tanto ... como (às vezes, basta um simples «e»).
«ou;te»: e não, nem.
«ou;te» ... «ou;te»: nem ... nem.
2. Adversativas:
«avlla,»: mas, senão
«me,n» ... «de,»: Essas duas partículas são «pospositivas», e por isso são colocadas em segundo
lugar na oração. A partícula «me,n» é afirmativa, isto é, enfatiza a verdade de algo, ao qual se
contrapõe (é o «de,» a partícula propriamente adversativa) o que é dito na segunda parte da
proposição. Assim, pois, o «me,n» pode não aparecer na primeira parte da oração (e, neste caso, não
32
se enfatiza a verdade ali afirmada). São usadas para assinalar uma oposição entre o que se afirma
em cada proposição, tanto uma oposição muito forte (semelhante a «avlla,») como uma muito fraca
(«e», ou sem nenhuma tradução, conforme o contexto).
Ex.: «evgw. me,n eivmi Pau,lou( evgw. de. VApollw/ »: eu sou de Paulo, eu, de Apolo (1 Cor
1,12).
«avrch. fili,aj me.n e;painoj, e;cqraj de. yo,coj»: o começo da amizade é o elogio, mas (e) o
da inimizade a recriminação.
3. Disjuntivas: «h; ... h;»: ou ... ou.
4. Explicativas: «ga,r»: com efeito, pois. É uma partícula pospositiva. Também é utilizada para
introduzir uma demonstração do que se acaba de dizer, como algo natural ou possível. Esse valor
quase afirmativo pode ser traduzido por um «sim, ...» ou por um «pois».

3. Verbos depoentes médios


A gramática grega tem três vozes: ativa, média e passiva. A voz ativa indica que o sujeito
gramatical do período é o agente real da ação. A voz passiva indica que o sujeito gramatical do
período é de um ou de outro modo o receptor do agente.
A voz média indica que o verbo tem alguma relação especial com seu sujeito, além da relação de
um verbo ativo com seu sujeito. Esta relação vamos tratar mais tarde.
Alguns verbos não têm voz ativa; em seu lugar, em todos os temas, utilizam a voz média, mas
com sentido ativo. Estes verbos se chamam «verbos depoentes». Os depoentes médios não têm
formas ativas, mas usam formas médias para expressar significados ativos. Os depoentes passivos
não têm formas ativas ou médias, mas usam formas passivas para expressar significados ativos.
Por exemplo, o verbo «evrga,zomai» é depoente médio, ou seja, é médio na forma mas tem
significado ativo: «trabalhar». Não existe a forma ativa no Novo Testamento nem em qualquer
outro lugar na língua grega. Esta forma é «deposta», de modo que a forma média assume seu
significado. Isto é verdadeiro para todas as pessoas, números, modos e tempos das formas médias
de «evrga,zomai».
Não há regra para reconhecer quando um verbo é depoente ou, se o for, se é depoente médio ou
passivo. O único modo de reconhecer essas formas é o uso da memória.
As formas depoentes médias e passivas são as mesmas dos verbos normais na voz média ou
passiva.
O presente do indicativo médio de «evrga,zomai» conjuga-se da seguinte maneira:

Singular Plural
1a pessoa evrga,z-omai trabalho evrgaz-o,meqa trabalhamos
2a pessoa evrga,z-h| trabalhas evrga,z-esqe trabalhais
3a pessoa evrga,z-etai trabalha evrga,z-ontai trabalham
Infinitivo evrga,zesqai

Outros verbos têm formas ativas em certos temas, mas em outros (sobretudo no futuro) não têm a
forma ativa e, em seu lugar, utilizam uma forma média, ainda que mantenham o sentido ativo. Esses
verbos recebem o nome de semidepoentes. Por exemplo, o futuro de «avkou,w» (ouvir) é
«avkou,somai». Esses verbos têm o tema de presente da voz ativa e, por isso, nos dicionários
33
encontra-se a forma ativa, seguida da informação de quais temas é necessário conjugar com a forma
média (ou mesmo passiva).

4. Vocabulário
h` yuch,, h/j a alma h` cw,ra, aj o país
h` grafh,, h/j a escritura h` qa,lassa, hj o mar
h` eivrh,nh, hj a paz h` r`i,za, hj a raíz
h` kefalh,, h/j a cabeça h` ge,enna, hj a geena
h` di,kh, hj a justiça to. dei/pnon a festa, o banquete, a ceia
h` avrch,, h/j o princípio to. ponhro,n, ou/ o mal, a maldade
h` timh,, h/j a honra u`po, (c. gen.) por (o agente com verbos
passivos), sob, debaixo de, por
causa de
h` sunagwgh,, h/j a sinagoga, a reunião avpe,rcomai partir, afastar-se, ir embora
h` parabolh,, h/j a parábola de,comai aceitar, receber, acolher
h` avreth,, h/j a virtude avpekde,comai esperar, aguardar
h` evntolh,, h/j o mandato, a ordem poreu,omai ir, dirigir-se, ir para
h` h`donh,, h/j a felicidade, o prazer evkporeu,omai ir embora, sair de
h` dikaiosu,nh, hj a justiça eu;comai pedir, suplicar
h` cara,, a/j a alegria proseu,comai rezar
h` sofi,a, aj a sabedoria evrga,zomai trabalhar, fazer, agir
h` evleuqeri,a, aj a liberdade bou,lomai querer, desejar, preferir
h` fili,a, aj a amizade pei,qw persuadir, convencer
h` qu,ra, aj a porta pei,qomai obedecer
h` w[ra, aj a hora avspa,zomai saudar
o` misqo,j o salário, a recompensa gi,nomai fazer-se, tornar-se, nascer
o` evcqro,j o inimigo avpolamba,nw receber
pro,j (c. acc.) para, em direção de pa,lin de novo, outra vez, ainda
ouv mo,non - avlla. não só ... mas também avdialei,ptwj sempre, constantemente
kai,
ga,r com efeito, pois, porque eiv se
avnoi,gw abrir i`ero,j, a,, o,n santo, sagrado
sofo,j( h,( o,n sábio u`pakou,w obedecer; escutar

dia. ti, por quê? profhteu,w profetizar, prenunciar, pregar

pe,mpw mandar, enviar su,n junto com


34
Exercícios
1. Traduzir: 1. «~Hmei/j me.n u`mi/n pisteu,omen, u`mei/j de. h`mi/n ouv pisteu,ete». 2. «Dia.
ti, ouv pisteu,ete h`mi/n;». 3. «Ti,j me qerapeu,sei;». 4. «Lu,sei se o` Qeo,j». 5. «Ti,j avnoi,xei
ta. bibli,a ta. i`era,;». 6. «Mh. douleu,sete toi/j daimoni,oij ». 7. «Oi` de. cristianoi.
douleu,sousin tw/| Cristw/|». 8. «Qewrh,somen to. pro,swpon tou/ Kuri,ou evn tw/| i`erw/| ». 9.
«Ku,rion to.n Qeo.n sou proskunh,seij ». 10. «Euvlogh,sw to.n a;rton sou kai. to.n oi=no,n
sou». 11. «VEgw. me,n eivmi Pau,lou, evgw. de. VApollw/, evgw. de. Khfa/, evgw. de. Cristou/».
12. «Pe,myw pro.j u`ma/j sofou,j, avllV u`mei/j ouvk pisteu,sete moi ». 13. «Profhteu,seij tw/|
law/| kai. u`pakou,sousin soi». 14. «Su. me.n ga.r kalw/j euvcaristei/j avllV o` e[teroj ouvk ».
15. «VEgw. me.n pisteu,w soi, su. de. ouvk pisteu,eij moi».
16. « ;Ercomai pa,lin eivj to.n ko,smon ». 17. «Pisteu,omen o[ti evk tou/ Qeou/ evkporeu,h| ».
18. «Dei/pnon gi,netai evn tw/| oi;kw| tou/ farisai,ou ». 19. «Deco,meqa tou.j fi,louj eivj to.n
oi=kon». 20. «VEn tw/| tou/ Kuri,ou no,mw| poreu,esqe». 21. «Lo,gw| tou/ Kuri,ou polla.
daimo,nia avpo. tw/n avnqrw,pwn avpe,rcontai». 22. «Eiv evrga,zesqai ouv bou,lei misqo.n ouvk
avpolamba,neij». 23. «~O Pau/loj tou.j avnqrw,pouj pei,qei cristianou.j gi,nesqai ». 24.
«Polloi. tw/| euvaggeli,w| pei,qontai». 25. «Bou,lomai tou/ avnqrw,pou avkou,ein ». 26.
«VApekdexo,meqa to.n Ku,rion evk tou/ ouvranou/ ».
2. Conjugar o futuro de «qerapeu,w », «avnoi,gw » e «zhte,w».
3. Declinar em todos seus casos: «o` koino.j evcqro,j» (o inimigo comum).
4. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «lu,sei», «lu,sein», «lu,seij», «aivtei/n»,
«aivth,sein», «ble,yeij», «suna,xousin», «ei=nai».

Lição 8

1. Indicativo imperfeito
O imperfeito do indicativo é formado com o radical do presente e, assim, mostra que a ação
expressa é vista como não terminada. O tempo imperfeito tem um aumento que mostra que se refere
a ações ou acontecimentos no passado. Quando interpretado de acordo com outros elementos do
contexto, o imperfeito geralmente indica uma ação passada que é vista como repetida ou contínua.
Se deve notar bem que o tempo imperfeito baseia-se no radical do presente. Isto indica que a
ação não é considerada como terminada. A característica desse passado vem primariamente pelo
aumento. O imperfeito é um tempo linear, isto significa que é entendido mais como um processo do
que como um simples evento. Tem os seguintes valores semânticos: « e;luon»: «desatava, estava
desatando, costumava desatar, continuava desatando, seguia desatando, tentava desatar, começava a
desatar». Porém fora de seu contexto procuraremos traduzi-lo por nosso imperfeito «desatava».
Este não é o único modo que o grego tem para se referir ao passado (também existe o indicativo
aoristo e o mais-que-perfeito), e todos eles recebem o nome genérico de «tempos históricos». Ora,
esses tempos históricos têm duas peculiaridades, que os caracterizam: recebem aumento e
desinências secundárias.
Singular «lu,w» «poie,w» Plural «lu,w» «poie,w»
1a pessoa e;luon evpoi,oun 1a pessoa evlu,omen evpoiou/men
2a pessoa e;luej evpoi,eij 2a pessoa evlu,ete evpoiei/te
3a pessoa e;lue$n% evpoi,ei 3a pessoa e;luon evpoi,oun
35
2. O aumento
Há dois tipos de aumento: o silábico e o temporal.
1. Aumento silábico.
Para os verbos cuja raiz começa por consoante, o tempo imperfeito normalmente é formado
prefixando um «ev» ao radical do presente e acrescentando as desinências da respectiva voz, ativa ou
médio-passiva. O «ev» prefixado chama-se «aumento», e indica que a ação em questão está no
tempo passado. Ele é encontrado somente no modo indicativo. O aumento em «ev» tem sempre o
espírito suave: «lu,w» - «e;luon».
2. Aumento temporal.
Quando o radical do presente do verbo começa por vogal ou ditongo, o aumento se forma não
prefixando a letra «ev», mas aumentando a vogal ou ditongo, de acordo com as seguintes regras:
«a» torna-se «h»: «avkou,w» - «h;kouon»
«e» torna-se «h»: «evsqi,w» - «h;sqion»
«i» torna-se «i»: «ivscu,w» - «i;scuon»
«o» torna-se «w»: «ovnoma,zw» - «wvno,mazon»
«u» torna-se «u»: «u`bri,zw» - «u[brizon»
«ai» torna-se «h|»: «ai;rw» - «h=|ron» (o iota do ditongo «ai» transforma-se em iota subscrito na
forma aumentada)
«au» torna-se «hu»:«auvxa,nw » - «hu;xanon»
«eu» torna-se «hu» ou permanece «eu»: «eu`ri,skw» - «hu[riskon» ou «eu[riskon»
«oi» torna-se «w|»:«oivkti,rw» - «w;|ktiron» (o iota do ditongo «oi» transforma-se em iota
subscrito na forma aumentada)
Todavia, no grego do NT, com muita frequência os verbos que começam por ditongo não
recebem o aumento.
Se o verbo começa por uma vogal longa, fica como está: «h[kw» - «h-kon» (vir).
As formas longas escritas «i» e «u» não se distinguem das breves «i» e «u». Na pronúncia a
distinção poderia ser feita por um leve aumento do som.
O espírito para o aumento formado prefixando-se «e» é sempre suave. Mas o espírito para um
aumento formado pelo alongamento de uma vogal ou ditongo mantém o mesmo espírito que na
forma não aumentada da raiz do presente. Assim «avkou,w» torna-se «h;kouon» e «auvxa,nw» torna-
se «hu;xanon», ao passo que «u`bri,zw» torna-se «u[brizon» e «eu`ri,skw» torna-se «hu[riskon» ou
«eu[riskon».
Os seguintes verbos, de uso muito frequente, tem o imperfeito irregular:
«e;cw» - «ei=con» (ter)
«qe,lw» - «h;qelon» (querer, desejar)

3. O aumento nos verbos compostos


Em grego muitos verbos são chamados «compostos» porque compõem-se de um prefixo
(geralmente uma preposição) e de um verbo simples (ou seja, não composto). Assim, o verbo
«avpolu,w» (solto), é composto pelo prefixo «avpo,» e pelo verbo simples «lu,w».
36
Nestes verbos o aumento normalmente é posto imediatamente antes do verbo simples ou raiz,
depois da preposição.
Notas:
a) Quando uma preposição que termina em vogal («avpo,», «avnti,», «para,», «avna,», «dia,»,
«kata,», «meta,», «evpi,», «u`po,», «avmfi,») se encontra com a vogal do aumento, a vogal final da
preposição cai, para evitar o hiato:
«ginw,skw» (conhecer) - «evgi,nwskon»; todavia,
«diaginw,skw » (determinar) - «diegi,nwskon»;
«avpolu,w» (soltar) - «avpe,luon».
b) As exceções mais comuns a esta regra são as preposições «peri,» e «pro,». Estes dois prefixos
sempre mantêm a vogal final dianta da forma verbal, ainda que esta última comece por vogal. Por
exemplo:
«peria,gw» - «perih/gon»
«proa,gw» - «proh/gon»
«probai,nw » - «proe,bainon».
c) O «n» da preposição «su,n» pode ser assimilado pela consoante inicial do verbo no presente;
mas, no imperfeito, graças ao acréscimo do «e», recuperará sua forma inicial:
«sumfe,rw» (levar em companhia de) - «sune,feron».
d) A preposição «evk» toma a forma «evx» quando precede uma vogal; essa é, portanto, a forma
que adotará no imperfeito:
«evkba,llw » (expulsar) - «evxe,ballon ».
e) Em alguns casos, na evolução da língua, perdeu-se a consciência de que certos verbos são
compostas e passou-se a tratá-los como verbos simples. Assim, por exemplo, o Imperfeito do verbo
«avnoi,gw» (abrir) pode ser «avne,w|gon» (com dois aumentos!) ou também «h;noigon».

4. Outros valores da flexão nominal


1. Nominativo.
O nominativo, além de ser o caso do sujeito de uma oração e do atributo ou predicado nominal,
pode ter outros valores:
a) Aposto. Para nomear ou descrever: «Si,mwn o` Kananai/oj » (Simão, o cananeu; Mt 10,4);
«~Hrw,|dhj o` tetraa,rchj» (Herodes, o tetrarca; Mt 14,1).
b) Nominativo «pendens» (Anacoluto). Fica «pendurado», mas independente da oração, na
qual reaparece em forma de pronome: «o` ga.r Mwu?sh/j ou-toj( o]j evxh,gagen h`ma/j evk gh/j
Aivgu,ptou( ouvk oi;damen ti, evge,neto auvtw/|» (Esse Moisés ..., não sabemos o que lhe aconteceu;
At 7,40).
2. Genitivo.
a) Genitivos subjetivos e objetivos. Em grego, como em português, genitivo pode ter tanto um
valor objetivo (equivalente ao objeto direto de uma ação) como subjetivo (equivalente ao sujeito de
uma ação). Assim, «h` avga,ph tou/ qeou/» (o amor de DEUS; Jo 5,42), pode significar tanto o amor
que alguém tem por DEUS (valor objetivo) como o amor que DEUS tem por alguém (valor
subjetivo). Caso se queira deixar bem claro que se trata de um genitivo subjetivo, é necessário
utilizá-lo com a preposição «evk» (procedente de).
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subjetivo: «h` do,xa tou/ qeou/» (a glória de DEUS; cf. Rm 1,23).
objetivo: «fo,boj tw/n VIoudai,wn» (o temor dos judeus; cf. Jo 7,13).
b) Genitivo partitivo. É o valor próprio do genitivo, a tal ponto que, em caso de dúvida, este
sentido é preferido a qualquer outro. Não indica simplesmente a parte de um todo, mas o todo do
que se designa uma parte. Assim, em «ovli,goi tw/n avnqrw,pwn » (poucos homens), o que se quer
dizer exatamente é que do conjunto de todos os homens estou me referindo somente a uns poucos:
«oi` loipoi. tw/n avnqrw,pwn » (os demais homens, o resto dos homens; Lc 18,11).
Embora o grego clássico não use preposições com esse valor partitivo, o NT pode reforçar esse
sentido com «evk, avpo. ou evn»: «kai. su. evx auvtw/n ei= » (tu também és um deles; Lc 22,58);
«VIhsou/j o` avpo. Nazare.q th/j Galilai,aj » (JESUS, o de Nazaré na Galiléia; Mt 21,11).
c) Genitivo de causa. Dado que o genitivo indica a origem ou o ponto de partida, por extensão
indicará também a causa de algo.
«mhdei,j sou th/j neo,thtoj katafronei,tw »: que ninguém te despreze por causa da tua
juventude (1 Tim 4,12).
d) Genitivo de preço. O genitivo também é utilizado para indicar o preço. Pode vir com «evk».
«avgora,swmen dhnari,wn diakosi,wn a;rtouj ...;»: compraremos pães por duzentos denários
...? (Mc 6,37).
«hvgo,rasan evx auvtw/n to.n avgro.n tou/ kerame,wj »: compraram com elas o campo do oleiro
(Mt 27,7).
e) Genitivo de qualidade. É um semitismo. O hebraico tem muito poucos adjetivos, e em seu
lugar utiliza substantivos no genitivo. Esse uso foi herdado pelo grego do NT.
«to. sw/ma th/j a`marti,aj»: o corpo de pecado = o corpo pecador (Rm 6,6).
«evk tou/ sw,matoj tou/ qana,tou tou,tou »: deste corpo de morte = deste corpo mortal (Rm
7,24).
3. Dativo.
a) Dativo de ponto de vista.
«VAdelfoi,( mh. paidi,a gi,nesqe tai/j fresi.n avlla. th/| kaki,a| nhpia,zete( tai/j de.
fresi.n te,leioi gi,nesqe»: Irmãos, não sejais crianças na mentalidade sede antes pequenos na
maldade, mas adultos na mentalidade (1 Cor 14,20).
«h`mei/j fu,sei VIoudai/oi»: nós somos judeus por natureza (Gal 2,15).
b) Dativo instrumental. O dativo também assumiu as funções do caso instrumental, para indicar
o meio ou o instrumento utilizado para realizar uma ação. No NT aparece poucas vezes com este
sentido sem a preposição, mas – graças ao hebraico – é habitual que venha acompanhado da
preposição «evn». Assim, aparece «macai,rh|» (com a espada) em At 12,2, e «evn macai,rh|» em Mt
26,52; «puri,» (pelo fogo) em Lc 3,17, e «evn puri,» em Ap 14,10.
c) Dativo de causa. Graças à sua função instrumental, o dativo pode também expressar a causa
de algo, já que é o meio utilizado para produzi-lo: «th/| avpisti,a| evxekla,sqhsan( su. de. th/|
pi,stei e[sthkaj»: pela incredulidade foram cortados; tu, porém, te manténs pela fé (Rm 11,20).
d) Dativo de um nome acompanhado de um verbo da mesma raiz. Frequentemente, aparece
no NT um nome no dativo, acompanhado de um verbo da mesma raiz. É um tipo de expressão
tirada da LXX, que traduz um infinitivo absoluto hebraico. Uma vez que esse infinitivo absoluto
hebraico tem função adverbial de ênfase, é desse modo que se deveria traduzir: «evpiqumi,a|
evpequ,mhsa tou/to to. pa,sca fagei/n meqV u`mw/n»: desejei ardentemente (literalmente: com
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desejo) comer esta Páscoa convosco ... (Lc 22,15). «o` de. fi,loj tou/ numfi,ou o` e`sthkw.j kai.
avkou,wn auvtou/ cara/| cai,rei dia. th.n fwnh.n tou/ numfi,ou »: o amigo do esposo ... se alegra
muito (literalmente: com alegria) à voz do esposo (Jo 3,29).

5. Substantivos femininos da segunda declinação


Singular Plural
N h` o`do,j ai` o`doi,
G th/j o`dou/ tw/n o`dw/n
D th/| o`dw|/ tai/j o`doi/j
A th,n o`do,n ta,j o`dou,j
V o`de,

6. Vocabulário
evkba,llw expulsar, lançar h`` o`do,j, ou/ o caminho
periba,llw vestir h` a;mpeloj, ou a vinha, videira
avnabai,nw subir h` nh/soj, ou a ilha
katabai,nw descer h` parqe,noj, ou a virgem
avnaginw,skw ler h` no,soj, ou a doença
evpiginw,skw reconhecer h` doko,j, ou/ a trave
u`pa,gw ir-se, partir h` bi,bloj, ou o livro
suna,gw reunir o` pw/loj, ou o burrinho, o jumentinho
katalei,pw abandonar o` presbu,teroj, ou o ancião, o presbitero
avpagge,llw anunciar o` fragmo,j, ou/ a cerca, o obstáculo
avposte,llw enviar o` a`martwlo,j, ou/ o pecador
u`pa,rcw existir to. avgaqo,n, ou/ o bem
prosfe,rw oferecer o` prw/toj, ou o primeiro, o principal
evpistre,fw voltar atrás o` gewrgo,j, ou/ o agricultor, o camponês
avpoqnh,|skw morrer o` ovfqalmo,j, ou/ o olho
paragi,nomai chegar, alcançar, vir o` oi=noj, ou o vinho
e`toima,zw preparar aivscro,j, a,, o,n desonesto, vergonhoso
eu`ri,skw encontrar a;dikoj, on injusto, iníquo, desonesto
ovnoma,zw chamar a`gno,j, h,, o,n puro, santo, inocente
pare,cw dar, fornecer, apresentar ti,j quem?
paraba,llw lançar diante, comparar polla,kij muitas vezes, frequentemente
evsqi,w comer avpo, (c. gen.) de, a partir de, desde, por
causa de
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evlpi,zw esperar te. ... kai, e ... e, não só ... mas


também

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Ei=cej pe,nte avdelfou,j ». 2. «To. te,knon sou a;rton ai;tei». 3. «~O ui`o.j
mou evsca,twj ei=ce». 4. «Dia. ti, pa,lin hvqe,lete avkou,ein;». 5. «VIhsou/j evdi,dasken evn tw/|
i`erw|/». 6. «~Hmei/j me.n hvlpi,zomen eivj Cristo.n, u`mei/j de. eivj ta. daimo,nia». 7. «Ta.
te,kna li,qoij h=ge ta. pro,bata eivj to.n avgro,n ». 8. «Ti, e;lego,n soi;». 9. «VElu,omen to.n
pw/lon». 10. «Ti, evlu,ete to.n pw/lon;». 11. «Dei/ evlpi,zein ta. avgaqa,». 12. «Ta. di,kaia kai.
kala. avgaqa, evsti, ta. dV a;dika kai. aivscra. kaka, ». 13. «~O dou/loj su.n toi/j diako,noij
dei/pnon h;sqien evn tw/| sabba,tw|». 14. «Oi` o;cloi tw/| VIhsou/ hvkolou,qoun». 15. «VIhsou/n
evzhtei/te to.n Nazarhno,n».
16. «Cristo,j evstin h` a;mpeloj h` avlhqinh, ». 17. «VAnaginw,skomen tou.j lo,gouj th/j
kalh/j bi,blou». 18. «Eiv me,nete evn th/| avlhqinh/| avmpe,lw|, fe,rete avgaqo.n karpo,n». 19.
«Pau/loj tou.j Korinqi,ouj parqe,non a`gnh.n tw/| Cristw/| prosfe,rein bou,letai ». 20.
«Ai` avgaqai. a;mpeloi oi=non avgaqo.n fe,rousin ». 21. «Cristo.j pollou.j avnqrw,pouj avpo.
tw/n kakw/n no,swn qerapeu,ei». 22. «VEn tai/j kalai/j nh,soij de,ndra kai. a;mpeloi,
eivsin». 23. «VAnaginw,skete polla,kij ta.j i`era.j bi,blouj ».
2. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «e;legon», «e;feren», «evdi,daskon»,
«e;peiqon», «h;qelej», «evlpi,zomen», «h;kouen», «filei/n», «filei/», «fi,lei», «evfi,lei»,
«ai;tei», «aivtei/».
3. Conjugar no imperfeito: «paideu,w», «lale,w», «avkou,w».

Lição 9

1. Construção e sentido de alguns verbos de uso frequente


1. O verbo «avkou,w» (ouvir), «manqa,nw» (aprender) e similares regem o acusativo de coisa e o
genitivo de pessoa, isto é, o objeto direto (aquilo que se ouve, aprende ...) vai no acusativo; porém,
o objeto indireto (a quem se ouve, de que se aprende) vai no genitivo (não no dativo):
«th.n evpaggeli,an h;koue mou »: ele escutava de mim a notícia.
Também pode acontecer que o que se ouve vá no genitivo:
«avkou,sate, mou th/j pro.j u`ma/j nuni. avpologi,aj » (At 22,1): escutai-me (genitivo de
pessoa) a defesa (que faço) agora perante vós (genitivo de coisa).
2. Há verbos que regem dois acusativos: o objeto direto e seu predicado. Na realidade, trata-se de
uma oração no infinitivo (completiva de objeto direto), na qual o verbo «ei=nai» está subentendido:
Assim «le,gw» + accusativo (coisa) + dativo (pessoa): dizer algo a alguém; mas
«le,gw» + accusativo + accusativo: dizer X é Y, = chamar X de Y:
«to.n ko,smon qeo.n e;lege»: ele dizia que o mundo era Deus, ao mundo ele chamava Deus.
«e;cw» +acusativo: ter algo; porém:
«e;cw» + acusativo + acusativo: ter a X por Y:
«Pate,ra e;comen to.n VAbraa,m» (Mt 3,9): temos por pai (acusativo de «path,r») a Abraão.
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3. Há outros verbos que utilizam dois acusativos, um de pessoa e outro de coisa (em português, a
pessoa viria no dativo): «dida,skw» ensinar, «keleu,w» ordenar, «kolu,w» proibir:
«th.n avlh,qeian di,daske, me»: ensina-me a verdade.

2. Completivas com «o[ti» (w`j)


1. Chama-se oração «completiva» (ou «substantiva») aquela que, por equivaler logicamente a
um substantivo (cuja função é expressa pelo caso da declinação), é indispensável para exprimir o
conteúdo do verbo principal. Assim, em «eu vejo Antônio», o objeto direto «Antônio», pode ser
substituído pela proposição «Antônio vem para cá», que terá, portanto, a mesma função sintática, a
de ser o objeto direto de «ver». Desde modo, «eu vejo que Antônio vem para cá» será um período
composto, com uma oração principal e uma completiva de objeto direto.
2. Em português, estas orações completivas podem ser expressas de três modos possíveis
(embora nem sempre possam ser usadas indistintamente):
a) construção com infinitivo («eu vejo Antônio vir para cá»: esta construção não é possível com
verbos na voz passiva),
b) construção com particípio: com um gerúndio, se está na voz ativa («vejo Antônio vindo para
cá»), ou com um particípio, se a voz é passiva («vejo um homem encarcerado»),
c) construção pessoal, com um «que» completivo («vejo que Antônio vem para cá»).
Também em grego é possível usar esses três mesmos modos: com um infinitivo, com um
particípio ou com uma partícula de subordinação, que pode ser «w`j, o[ti» (que estudaremos a
seguir), «o[pwj, mh,» (que estudaremos mais tarde).
3. Os três grandes grupos de verbos que podem ter uma oração subordinada completiva com
«o[ti» (muitíssimo menos frequente «w`j», utilizado sobre tudo em Lucas e Paulo) são: verbos de
juízo (p.ex.: dizer, pensar, crer etc.), de vontade (p.ex.: querer, ordenar, proibir etc.) e, muito menos
frequentemente, de percepção (p.ex.: ver, ouvir, saber, conhecer etc.).
Com verbos de juízo, pode acontecer que, depois de «o[ti», se coloquem exatamente as mesmas
palavras que foram ditas, cridas ou pensadas. É o que se chama «discurso direto». Equivale aos
nossos dois pontos:
«evsqi,omen a;rton» comemos pão - «le,gousin o[ti evsqi,omen a;rton » dizem: "comemos
pão".
4. «Consecução de tempos». Em grego, o verbo subordinado de uma oração completiva
introduzida por «o[ti» (ou por «w`j») conserva o mesmo tempo e modo que teria em uma oração
independente. Em português, ao contrário, o verbo subordinado sofre determinadas mudanças, caso
o verbo principal esteja no passado ou no futuro, e é necessário estar atento a isso na tradução:
«avkou,ei mou » ele me escuta.
«le,gw o[ti avkou,ei mou » digo que ele me escuta.
«e;legon o[ti avkou,ei mou » dizia que ele me escutava.
«evrw/ o[ti avkou,ei mou » direi que ele me escutará.
«h;koue mou» ele me escutava.
«le,gw o[ti h;koue mou » digo que ele me escutava.
«e;legon o[ti h;koue mou » dizia que ele me escutou.
«evrw/ o[ti h;koue mou » direi que ele me havia escutado.
«avkou,sei mou » ele me escutará.
41
«le,gw o[ti avkou,sei mou » digo que ele me escutará.
«e;legon o[ti avkou,sei mou » dizia que ele me escutará.
«evrw/ o[ti avkou,sei mou » direi que ele me escutará.
«a;koue mou» escuta-me!
«le,gw o[ti a;koue mou » digo que me escutes!
«e;legon o[ti a;koue mou » dizia que me escutasses.
«evrw/ o[ti a;koue mou » direi que me escutes.
5. Nas orações completivas (com infinitivo, com particípio ou com «o[ti»), bem como nas
interrogativas indiretas e nas orações com «i[na», muitas vezes o sujeito da oração subordinada
aparece como o objeto direto da oração principal. É o que se conhece com o nome de «antecipação»
ou «prolepse».
«a[pantej ga.r ei=con to.n VIwa,nnhn o;ntwj o[ti profh,thj h=n » (Mc 11,32): pois todos
achavam que João fosse realmente um profeta.
«oi=da, se ti,j ei=» (Mc 1,24): sei quem tu és.

3. A voz médio-passiva
Apresentamos a conjugação do presente passivo dos verbos em «-w» com o modelo de «lu,w».
Não estudamos ao mesmo tempo o tema do presente dos verbos em «-ew», uma vez que as
diferenças entre eles exigem mais atenção. O tema do presente passivo dos verbos em «-ew» será
estudado mais tarde.

Singular Imperativo Plural Imperativo

1ª pessoa lu,-omai lu-o,meqa

2ª pessoa lu,-h| lu,-ou lu,-esqe lu,-esqe

3ª pessoa lu,-etai lu-e,sqw lu,-ontai lu-e,sqwsan

Infinitivo lu,esqai

As formas do passivo são as mesmas como as formas do médio. «lu,omai», portanto, pode
significar o passivo: «sou desatado», ou o médio: «me desato».
O grego herdou a voz médio-passiva do indo-europeu. A diferença entre ela e a voz ativa é
semelhante à diferença entre o indicativo e os demais modos. A voz ativa descreve um fato ou uma
ação como um acontecimento objetivo; por sua vez, a voz médio-passiva indica um interesse
pessoal do sujeito em tal ação, ou mesmo uma relação especial com ela. Quando esssa relação do
sujeito com sua ação consiste no fato de o sujeito se ver afetado pelo mesmo ato, convertendo-se no
objeto da ação, acontece o que os gramáticos chamam «voz passiva». Com o tempo, foi-se
diferenciando um sentido médio de um passivo, e se criaram duas formas especificamente passivas,
o aoristo e o futuro passivos.
Em todo caso, o sentido passivo não é frequente (pois dá-se preferência à voz ativa) e só é
habitual quando não se quer mencionar o sujeito da ação. Este uso é muito frequente na boca de
JESUS para evitar mencionar o nome de DEUS: por exemplo, «pedi e vos será dado» em lugar de
«pedi e DEUS vos dará».
42
Observe-se que, tanto na voz ativa como na média, o sujeito gramatical da oração realiza a ação
indicada pelo verbo (a diferença entre elas está no tipo de relacionamento entre o sujeito e a ação).
Portanto, em ambas as vozes o verbo transitivo pode ter objeto direto. Todavia, na voz passiva, o
sujeito gramatical é aquele que sofre a ação do verbo, que, neste caso, não tem objeto direto.
O tipo de ação expressa pela voz média pode ser de diferentes tipos e para conhecê-los todos é
necessário o auxílio de um dicionário. Esquematicamente, podemos resumi-los do seguinte modo
(prescindindo do sentido passivo):
- O sujeito faz algo em seu próprio interesse. É o sentido mais frequente:
«ai`re,w» pegar - «ai`rh,somai» escolher.
«dani,zw» emprestar - «dani,zomai» tomar emprestado.
«pau,w» fazer parar - «pau,omai» parar (o que ele mesmo começou).
- O sujeito exerce a ação sobre si mesmo. Este sentido reflexivo está limitado a certos verbos, já
que, para expressar uma ação puramente reflexiva, o grego prefere utilizar a voz ativa com o
pronome reflexivo (exemplo: «r`i,ptei e`auto,n» ele se lança):
«lou,w» lavar - «lou,omai» lavar-se.
«fai,nw » iluminar, brilhar - «fai,nomai» fazer-se visível, mostrar-se.
O sujeito pode também exercer a ação sobre um objeto que lhe pertence:
«lou,omai tou.j po,daj» lavo meus pés - «lou,omai to.n pai/da» lavo o meu filho.

4. Vocabulário
h` kefalh,, h/j a cabeça nu/n agora
h` evpistolh,, h/j a carta ga,r pois
h` lu,ph, hj a tristeza, a dor h; ou
h` avna,gkh, hj a necessidade h` euvlogi,a, aj a benção, o louvor
h` pu,lh, hj a porta, o portão h` avtimi,a, aj a deshonra
h` sunagwgh,, h/j a sinagoga, assembléia h` timh,, h/j a honra
h` zu,mh, hj o fermento h` euvcaristi,a, aj a ação de graças
h` didach,, h/j a doutrina h` qa,lassa, hj o mar
paideu,w educar, instruir h` evrhmi,a, aj a solidão
lu,w dissolver, soltar h` dwrea,, a/j o dom, a dádiva
avpoqnh|,skw morrer h` genea,, a/j a geração
evgei,rw levantar, erguer h` mwri,a, aj a loucura
keleu,w mandar, exortar h` u`pomonh,, h/j a perseverança
katakalu,ptomai cobrir-se (com um véu) h` fulakh,, h/j a vigia, a prisão
gra,fw escrever h` parabolh,, h/j a comparação, parabola
avpa,gw conduzir (para fora), to. o[plon, ou a milícia, a ferramenta, a
levar embora arma
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eivse,rcomai entrar to. ploi/on, ou o navio, barco


khru,ssw anunciar, pregar evxe,rcomai sair
prose,cw prestar atenção a (com lamba,nw tomar, acolher, receber
dat.), tomar cuidado de
(a1pov)
steno,j, h,, o,n estreito metalamba,nw receber, ter parte em
ouvdei,j ninguém me,llw estar para fazer, ter a
intenção de fazer, querer
fazer
mhdei,j ninguém (em caso de avntile,gw contradizer
exortação)
peri, c. gen. sobre, acerca de mete,cw ter parte em
dia, c. gen. através de basileu,w ser rei, reinar
para, c. dat. junto de miai,nw polluir, sujar
ouvci, não ... (= em latim pneumatiko,j, h,, o,n espiritual
nonne)
e[wj até (que) a;xioj, a, on digno
e[toimoj, h, on pronto, preparado avdu,natoj, on impossivel, incapaz
to. avrgu,rion( ou prata, dinheiro plou,sioj( a( on rico

e;xestin é permitido, é possível to. o[rion( ou região

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Qe,lomen qewrei/n to. i`ero.n tou/ Qeou/ tou/ VIsrah,l ». 2. «Ouvci. e;xestin
u`mi/n lamba,nein avrgu,rion avpo. tw/n a`martwlw/n;». 3. «Maria.m h;koue to.n lo,gon tou/
VIhsou/». 4. «Pau/loj evdi,dasken to. euvagge,lion ». 5. «o` a[gioj a;ggeloj h;noigen qu,ran evn
toi/j ouvranoi/j». 6. «o` Cristo.j evxe,ballen tou.j ponhrou.j evk tou/ i`erou/ ». 7. «o` a;nqrwpoj
o` plou,sioj u`ph,gen eivj to.n ivdi,on oi=kon ». 8. «Ti. me le,geij avgaqo,n;». 9. «VAkou,ete tou/
ui`ou/ mou». 10. «Oi` VIoudai/oi evxe,ballon to.n Pau/lon avpo. tw/n o`ri,wn ». 11. «Oi`
a`martwloi. ouvc u`ph,kouon tw/| avgaqw/| avnqrw,pw|». 12. «VAnegi,nwsken evn tw/| bibli,w| tou/
palaiou/ no,mou». 13. «Prosfe,romen to. avrgu,rion tw/| dou,lw| ». 14. «VHqe,lomen
qerapeu,ein tou.j ui`ou,j tou/ laou/ ». 15. «o` a;nqrwpoj kate,bainen avpo. VIerousalh.m eivj
VIericw,».
16. «h` o`do.j katabai,nei avpo. VIerousalh.m eivj VIericw, ». 17. «Ti,j paragi,netai evk th/j
o`dou/ pro.j tou.j fi,louj;». 18. «Presbu,teroj evn th/| o`dw/| e;rcetai». 19. «e`toima,zete th.n
o`do.n tou/ Kuri,ou». 20. «Ai` tou/ Qeou/ o`doi. u`po. tw/n avnqrw,pwn ouv ginw,skontai ». 21.
«e;rcesqe eivj tou.j fragmou.j tw/n o`dw/n kai. suna,gete ponhrou,j te kai. avgaqou,j ». 22.
«VEn tai/j tw/n a`martwlw/n o`doi/j ouvc eu`ri,skete ta. avgaqa. ta. avlhqina, ». 23.
«Dida,skale, ta.j o`dou.j tou/ Qeou/ dida,skeij ». 24. «Oi` th/j avmpe,lou karpoi. kaloi,
eivsin». 25. «o` prw/toj th/j nh/sou Po,plioj ovnoma,zetai ». 26. «o` a;ggeloj Gabrih.l
avposte,lletai pro.j th.n parqe,non». 27. «VIhsou/j ta.j no,souj pollw/n avnqrw,pwn
qerapeu,ei». 28. «Ai` a;mpeloi oi=non toi/j gewrgoi/j pare,cousin ». 29. «Cristo.j to. i;dion
kako.n th/| dokw/| evn tw/| ivdi,w| ovfqalmw/| paraba,llei ».
44
30. «Cristo.j evstin h` a;mpeloj h` avlhqinh, ». 31. «VAnaginw,skomen tou.j lo,gouj th/j
kalh/j bi,blou». 32. «Eiv me,nete evn th/| avlhqinh/| avmpe,lw|, fe,rete avgaqo.n karpo,n». 33.
«Pau/loj tou.j Korinqi,ouj parqe,non a`gnh.n tw/| Cristw/| prosfe,rein bou,letai ». 34.
«Ai` avgaqai. a;mpeloi oi=non avgaqo.n fe,rousin ». 35. «Cristo.j pollou.j avnqrw,pouj avpo.
tw/n kakw/n no,swn qerapeu,ei». 36. «VEn tai/j kalai/j nh,soij de,ndra kai. a;mpeloi,
eivsin». 37. «VAnaginw,skete polla,kij ta.j i`era.j bi,blouj ».
38. «h` grafh. le,gei o[ti o` Cristo.j o` ui`o.j tou/ Qeou/ evstin ». 39. «Toi/j lo,goij th/j
grafh/j oi` a;nqrwpoi paideu,ontai». 40. «Pisteu,omen th/| grafh/|». 41. «Th.n grafh.n
ouvdei.j lu,ei». 42. «Ai` tou/ avposto,lou grafai. polla. le,gousi peri. tou/ Cristou/ ». 43.
«Ai` tw/n i`erw/n grafw/n bi,bloi u`po. tw/n Cristianw/n polla,kij avnaginw,skontai ». 44.
«VApollw.j dunato.j h=n evn tai/j grafai/j ». 45. «Kata. ta.j grafa.j dei/ Cristo.n
avpoqnh,|skein kai. evgei,resqai». 46. «Cristo,j evstin o` a;rtoj th/j zwh/j». 47. «VEn avrch/|
h=n o` lo,goj». 48. «Le,gete, eivrh,nh tw/| oi;kw|». 49. «VEn tw/| Cristw/| oi` a;nqrwpoi
eivrh,nhn e;cousin». 50. «Pau/loj Timo,qeon keleu,ei dikaiosu,nhn, avga,phn, eivrh,nhn
diw,kein». 51. «Polloi. a;nqrwpoi o`do.n eivrh,nhj ouv ginw,skousin ». 52. «Mh.
katakalu,ptou th.n kefalh.n». 53. «Eivrh,nh toi/j avdelfoi/j kai. avga,ph avpo. Qeou/ kai.
Kuri,ou Cristou/». 54. «o` Pau/loj evn th/| pro.j tou.j Korinqi,ouj evpistolh/| gra,fei, o[ti
kefalh. tou/ Kuri,ou o` Qeo,j evstin ». 55. «u`mei/j nu/n lu,phn e;cete». 56. «Mhdei.j evk lu,phj
h; evx avna,gkhj to. avgaqo.n e;rgon evrgaze,sqw ». 57. «Eivse,rcesqe dia. th/j stenh/j pu,lhj, h`
ga.r stenh. o`do.j kai. h` stenh. pu,lh eivj th.n zwh.n avpa,gei ». 58. «o` VIhsou/j evn tai/j
sunagwgai/j tw/n VIoudai,wn dida,skei kai. khru,ssei to. euvagge,lion ». 59. «o` VIhsou/j
tou.j avposto,louj keleu,ei mh. avpo. th/j zumh/j tw/n a;rtwn prose,cein, avlla. avpo. th/j
didach/j tw/n Farisai,wn kai. Saddoukai,wn ».
2. Formar o imperfeito de «avnabai,nw», «avpagge,llw», «parakale,w ».
3. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «evkba,lle», «evxe,balle», «avph,ggellej»,
«pareka,loun», «pareka,leij», «sunh,gete».

Lição 10

1. O pronome demonstrativo «o[de»


O pronome demonstrativo é formado pelo artigo e pela partícula enclítica «-de»: «o[de», «h[de»,
«to,de», este, esta, isto.
masculino feminino neutro
N o[de h[de to,de
G tou/de th/sde tou/de
Singular
D tw/|de th/|de tw/|de
A to,nde th,nde to,de
N oi[de ai[de ta,de
G tw/nde tw/nde tw/nde
Plural
D toi/sde tai/sde toi/sde
A tou,sde ta,sde ta,de
45
O pronome demonstrativo «o[de» serve para designar aquilo que está mais perto da pessoa que
fala ou mesmo o que se vai dizer logo a seguir: «e;lege ta,de»: dizia o seguinte. Os demais
pronomes demonstrativos serão estudados mais adiante («ou-toj» esse, «evkei/noj» aquele).
Em grego, tal como em português, as mesmas palavras servem de pronome demonstrativo e de
pronome adjetivo. Assim, quando «o[de» tem a função adjetiva (e, portanto, acompanha um
substantivo), deve ter artigo, que é colocado sempre antes do substantivo, mas nunca antes do
adjetivo (na poesia são permitidas maiores liberdades):
«o[de o` a;nqrwpoj» = «o` a;nqrwpoj o[de» este homem.
«h[de h` timh,» = «h` timh. h[de» esta honra.

2. Adjetivos de três terminações


1. Os adjetivos cujo masculino termina em «-oj» têm o neutro em «-on» (ambos da segunda
declinação). Ora, a terminação feminina habitual destes adjetivos é o «-a» (alfa puro longo, se
precidido de r, i, e) ou o «-h» (alfa alongado, nos demais casos), que se declina segundo os
paradigmas da primeira declinação.
«di,kaioj, dikai,a, di,kaion» justo.
«a;ristoj, avri,sth, a;riston» ótimo, excelente.
«i`ero,j, a,, o,n» sagrado.
«koino,j, h,, o,n» comum.
2. Quando estudamos os paradigmas da primeira declinação, vimos que o genitivo sempre tem
acento circunflexo (w/n). Esta regra não se aplica aos adjetivos que agora estudamos, pois seu
genitivo tem o acento conforme determinam as regras da acentuação, o que significa que tem o
mesmo acento do dativo plural:
o genitivo plural de «di,kaioj» é «dikai,wn» (nos três gêneros), mas
o de «koino,j» é «koinw/n» (nos três gêneros).
3. Embora o adjetivo concorde com o substantivo que acompanha, deve-se notar que as
terminações não necessariamente serão as mesmas. Assim, embora isso ocorra com frequência
(como em «a;nqrwpoj di,kaioj », «avnqrw,poij dikai,oij » etc.), não necessariamente é assim.
Quando o substantivo é um nome masculino da primeira declinação, ou mesmo um feminino da
primeira, as delinações do substantivo e do adjetivo podem seguir paradigmas diferentes (alfa puro,
alfa impuro ou alfa alongado):
«neani,aj kalo,j», «neani,aij kaloi/j » etc., jovem bom.
«h` kalh. cw,ra», «th/| cw,ra| th/| kalh/|» etc., a terra bonita.

3. Adjetivos de duas terminações


Assim como há substantivos que têm uma mesma forma para o masculino e para o feminino (cf.
«o`/h` qeo,j» (o Deus, a deusa), «o`/h` i[ppoj» (o cavalo, a égua), há também adjetivos que têm a
mesma terminação para o masculino e para o feminino, ou seja, tais adjetivos têm duas terminações,
uma comum ao masculino e ao feminino, e outra para neutro.

4. Masculinos da declinação em -a
A este grupo pertencem, fundamentalmente:
46
1. Os «nomina agentis», isto é, os nomes daquelas pessoas que se dedicam a uma atividade
determinada. Estes nomens terminam em «-thj»: «profh,thj» (profeta), «krith,j» (juiz).
2. Nomes de pessoas, famílias e povos: «VIorda,nhj» (Jordão), «VIwa,nnhj» (João), «VAndre,aj»
(André), «Messi,aj» (Messias) etc.

«neani,aj» (jovem) «poihth,j» (poeta)


N neani,aj poihth,j
G neani,ou poihtou/
Singular D neani,a| poihth/|
A neani,an poihth,n
V neani,a poihta,
N neani,ai poihtai,
G neaniw/n poihtw/n
Plural
D neani,aij poihtai/j
A neani,aj poihta,j

Esta declinação se diferencia da dos nomes femininos somente no N, G e V singular.


O N tem a desinência em «-j», como a segunda delincação (recorde-se, porém, que a segunda
declinação termina em «-oj»).
O G termina em «-ou», como a segunda delinação.
O V tem a raiz pura (sem desinência nem alongamentos), como ocorre na primeira declinação
feminina. Nela, porém, uma vez que o N também não tem desinências, o N e o V têm a mesma
forma.

5. Particulas de subordinação adverbial


Já estudamos as orações subordinadas substantivas (ou «completivas»), que equivalem
sintaticamente a um substantivo. Também há orações subordinadas que equivalem a um adjetivo (as
orações relativas) ou a um advérbio (as orações subordinadas circunstanciais). Estas últimas podem
ser de várias classes:
1. Causais. Já vimos o uso de «o[ti» (e menos frequente «w`j») para introduzir orações
subordinadas completivas. Ora, esta mesma conjunção ( o[ti) pode ter também um valor causal
«porque». Outras partículas (dio,ti, evpei,, evpeidh,, kaqo,ti) são menos frequentes.
2. Comparativas. A partícula comparativa («como») mais frequente é «w`j». Menos frequentes
são «w[sper, kaqa,, kaqa,per, kaqw,j, kaqw,sper, kaqo,» etc.
3. Temporais. «w`j» enquanto, «o[te» quando, «e[wj» até, «pri,n (h;)» antes que, até que.
4. Condicionais. «eiv» se. Menos usual é «ei;per» etc.
5. Concessivas. «eiv kai,» (ou também «kai. eiv») ainda que, embora.
6. Locais. «ou-, o[pou, o[qen» aonde.
47
6. Interrogação indireta
A interrogação indireta mantém o tema, o modo e a negação que se utiliza na interrogação direta.
O ático clássico utiliza habitualmente o optativo (que estudaremos mais adiante) quando depende de
um verbo que está num tempo histórico (os indicativos imperfeito, aoristo e perfeito). Todavia, isso
não é usual no NT, e só aparece em Lucas e Atos.
A interrogação indireta é introduzida por um pronome ou advérbio interrogativo, tal como a
interrogação direta ou mesmo por «eiv» (se):
«eiv su. ei= o` Cristo.j o` ui`o.j tou/ Qeou/»: (Diga-nos) se tu és o CRISTO, o filho de DEUS.
A interrogação direta seria: «su. ei= o` Cristo.j o` ui`o.j tou/ Qeou/;».

7. O particípio perfeito passivo


O particípio perfeito médio-passivo tem as desinências «-me,noj», «-me,nh», «-me,non» e declina-
se como um adjetivo de três terminações (genitivo: «-me,nou», «-me,nhj», «-me,nou»).
P.ex.: «evrco,menoj, evrcome,nh, evrco,menon», «lego,menoj, legome,nh, lego,menon».

8. Vocabulário
o` maqhth,j, ou/ o discípulo geu,omai saborear
o` profh,thj, ou o profeta euvaggeli,zomai evangelizar
o` e`katona,rchj, ou o centurião punqa,nomai perguntar
o` telw,nhj, ou o publicano cari,zomai perdoar
o` u`pere,thj, ou o servo yeu,domai mentir
o` krith,j, ou/ o juiz mise,w odiar, abominar
o` u`pokrith,j, ou/ o hipócrita euvloghme,noj, h, on abençoado
o` evrga,thj, ou o trabalhador keklhme,noj, h, on chamado, convidado
o` kle,pthj, ou o ladrão (com astúcia) avcrei/oj, on inutil
o` lh|sth,j, ou/ o ladrão (com violência) eivj to.n aivw/na para sempre
o` a[|dhj, ou o Hades du,o dois
o` despo,thj, ou o Senhor tuflo,j, h,, o,n cego
o` baptisth,j, ou/ o batista para,gw passar
o` euvaggelisth,j, ou/ o evangelista te,leioj, a, on perfeito
o` neani,aj, ou o moço, o jovem h`su,cioj, on calma, tranquilo
o` poihth,j, ou/ o poeta, o artista la,mpw brilhar
o` bwmo,j, ou/ o altar su, tu
h` meta,noia, aj a conversão makro,j( a,( o,n longo
o` lao,j, ou/ o povo avrketo,j( h,( o,n suficiente
h` kw,mh, hj a aldeia, o povoado a;lloj( h( o um outro
o` h[lioj, ou o sol e[teroj( a( on o outro (de dois)
48

o` tetra,rchj( ou o tetrarca skuqrwpo,j( h,( o,n triste, abatido


o` avkroath,j( ou/ o ouvinte plhqu,nw preencher, aumentar
o` cili,arcoj( ou o general, o comandante avpagge,llw anunciar, comunicar
su,ntrofoj( h( on companheiro avpolu,w soltar, demitir
h` teleuth,( h/j o fim, a morte u`pota,ssw submeter (p. submeter-se)
o` avriqmo,j( ou/ o número bia,zw forçar, constranger
evkei/noj( h( o aquele evpi, (c. acc.) para, em direção para
prw/ton (Adv.) primeiro o` me,n ... o` de, um ... o outro
a;rti agora, apenas e[wj (c. gen.) até que, enquanto
to,te então, depois, em seguida crh, deve-se, é necessário
dw,deka doze legome,noj( h( on chamado, dito
metabai,nw ir embora, passar de ... a o` ste,fanoj( ou a coroa, o prêmio, a recompensa
ptwco,j( h,( o,n pobre h` avgora,( a/j a praça, a assembléia

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Me,nete evn th/| oivki,a|, mh. metabai,nete evx oivki,aj eivj oivki,an ». 2. «Crh.
zhtei/n to.n kairo.n th/j evpaggeli,aj». 3. «Kalw/j le,gein dei/ peri. tw/n kalw/n». 4. «Oi`
me.n a;nqrwpoi ble,pousin to. pro,swpon, o` de. Qeo.j ble,pei th.n kardi,an ». 5. «o` Pau/loj
evmartu,rei th/| avlhqei,a| tou/ euvaggeli,ou kai. th/| sofi,a| tou/ Qeou/ ». 6. «Le,gete o[ti dou/loi
avcrei/oi evsmen». 7. «VIwsh.f de. h;kouen o[ti VArce,laioj basileu,ei th/j VIoudai,aj ». 8.
«Kavgw. de. soi le,gw o[ti su. ei= Pe,troj». 9. «Pou/ evsti qew/n bwmo,j; evn th/| avgora/| qew/n
bwmo,j evstin». 10. «o` Qeo.j misei/ th.n avdiki,an kai. th.n a`marti,an». 11. «o` Qeo.j pe,mpei
to.n lo,gon th/j evpaggeli,aj ». 12. «Oi` a`martwloi. e;cousin metanoi,aj to,pon ». 13. «h`mei/j
hvkou,omen evk tou/ no,mou o[ti o` Cristo.j me,nei eivj to.n aivw/na ». 14. «Du,o tufloi. h;kouon
o[ti VIhsou/j para,gei».
15. «Fe,rw u`mi/n to,nde to.n ste,fanon». 16. «o` VIhsou/j e;lege ta,sde ta.j parabola.j tw/|
law/| th/j kw,mhj». 17. «o` Cristo.j o` a;rtoj th/j zwh/j evstin ». 18. «Pisteu,omen eivj ta.j
didaca.j th/j sunagwgh/j». 19. «Maka,rioi oi` ptwcoi,, o[ti u`mw/n h` basilei,a tou/ Qeou/».
20. «h` tou/ sofou/ yuch. h`su,cioj evstin ». 21. «Kalh. h`me,ra evstin, la,mpei o` h[lioj ». 22.
«Qeo.j evstin o` tou/ ko,smou ku,rioj». 23. «Ginw,skousin oi` avdelfoi. th.n avga,phn tou/
Qeou/». 24. «Oi` avpo,stoloi gra,fousin ta.j evpistola,j ». 25. «Ouv me,nei h` ovrgh. tou/ Qeou/».
26. «VEsqi,omen to,nde to.n karpo.n th/j gh/j ». 27. «Eivj to.n aivw/na evstin h` yuch,».
28. «Oi` avgaqoi. Cristianoi. h` do,xa tou/ avposto,lou eivsin ». 29. «VApo. tou/ Qeou/
evxe,rcetai h` euvlogi,a». 30. «Oi` VIoudai/oi to.n Ku,rion th/j do,xhj ouv ginw,skousin ». 31.
«h` gh/ metalamba,nei th/j euvlogi,aj avpo. tou/ Qeou/ ». 32. «Me,llei o` ui`o.j tou/ avnqrw,pou
e;rcesqai evn th/| do,xh| tou/ Qeou/ ». 33. «VEn Cristw/| oi` a;nqrwpoi th/| pneumatikh/|
euvlogi,a| euvloghme,noi eivsi,n». 34. «a;xioj ei=, w= Ku,rie, lamba,nein th.n do,xan kai. th.n
timh,n». 35. «o` Cristo.j a;xio,j evsti lamba,nein th.n euvlogi,an ». 36. «Pau/loj dia,konoj
tou/ euvaggeli,ou evsti,n, evn u`pomonh/|, evn avna,gkaij, evn fulakai/j, evn avga,ph|, evn lo,gw|
avlhqei,aj, dia. tw/n o[plwn th/j dikaiosu,nhj, dia. do,xhj kai. avtimi,aj ». 37. «VAmh,n, h`
euvlogi,a kai. h` do,xa kai. h` sofi,a kai. h` euvcaristi,a kai. h` timh. tw/| Qew/| ». 38. «To.
49
ploi/on tw/n avposto,lwn evn me,sw| th/j qala,sshj h=n». 39. «o` Pau/loj polla,kij evn
kindu,noij evn evrhmi,a| kai. evn qala,ssh| h=n». 40. «a;xioi gi,nesqe th/j dwrea/j tou/ Qeou/ ».
41. «Kako,n evstin th/| tou/ Qeou/ dwrea/| avntile,gein ». 42. «o` ui`o.j tou/ avnqrw,pou th/|
genea/| tw/n VIoudai,wn th.n avlh,qeian tou/ Qeou/ khru,ssei». 43. «o` ko,smoj evn th/| sofi,a|
tou/ Qeou/ ouv ginw,skei dia. th/j sofi,aj to.n Qeo,n, h` ga.r sofi,a tou/ ko,smou mwri,a
para. tw/| Qew/| evstin». 44. «VIhsou/j dida,skei ta.j h`me,raj evn tw/| i`erw/| ». 45. «Dei/
evrga,zesqai ta. e;rga tou/ Qeou/, e[wj h`me,ra evsti,n». 46. «Ouvci. dw,deka w-rai, eivsin th/j
h`me,raj;». 47. «VEn th/| parabolh/| o` a;nqrwpoj th/| w[ra| tou/ dei,pnou avposte,llei to.n
dou/lon kai. le,gei toi/j keklhme,noij , e;rcesqe, to. ga.r dei/pnon e[toimo,n evstin». 48. «o`
ui`o.j th/j Mari,aj VIhsou/j le,getai, o[ti tou.j avnqrw,pouj avpo. tw/n a`martiw/n sw|,zei». 49.
«VIhsou/j khru,ssei to. euvagge,lion th/j basilei,aj ». 50. «Eiv le,gomen, o[ti a`marti,an ouvk
e;comen, h` avlh,qeia ouvk e;stin evn h`mi/n». 51. «VAdu,nato,n evstin trape,zhj Kuri,ou
mete,cein kai. trape,zhj daimoni,wn ».
52. «h` o`do.j h` eivj th.n zwh.n stenh, evstin ». 53. «h` i`era. grafh. th.n tou/ Qeou/
avlh,qeian dida,skei». 54. «VIhsou/j o` ui`o.j th/j a`gnh/j parqe,nou evsti,n». 55. «Pisteu,omen
toi/j lo,goij th/j i`era/j bi,blou ». 56. «VEn th/| avgaqh/| avmpe,lw| karpoi. kaloi, eivsin ». 57.
«Polloi. avntile,gousi th/| dikai,a| o`dw/| tou/ Kuri,ou ». 58. «o` Cristo.j qerapeu,ei th.n
kakh.n no,son». 59. «Th.n a`gi,an grafh.n polla,kij avnaginw,skeij». 60. «Pisteu,w, o[ti su.
ei= o` Cristo.j o` ui`o.j tou/ Qeou/ o` eivj to.n ko,smon evrco,menoj ». 61. «Do,xa kai. timh. kai.
eivrh,nh tw/| evrgazome,nw| to. avgaqo,n ». 62. «Maka,rioi oi` poreuo,menoi evn no,mw| Kuri,ou ,
ouv ga.r oi` evrgazo,menoi th.n a`marti,an evn tai/j o`doi/j tou/ Qeou/ poreu,ontai ». 63. «u`mei/j
evste h` evpistolh. Cristou/ ginwskome,nh kai. avnaginwskome,nh u`po. tw/n avnqrw,pwn ».
64. «Oi` evk th/j sunagwgh/j th/j lego,menhj Libertinw/n kai. Kurhnai,wn avntile,gousin
tw/| Stefa,nw|». 65. «Ta. evk tou/ avnqrw,pou evkporeuo,mena to.n a;nqrwpon miai,nei ». 66. «o`
Messi,aj e;rcetai o` lego,menoj Cristo,j ».
2. Declinar: «telei,a fili,a» (amizade perfeita); «h` yuch. h` dikai,a» (a alma justa); «h`
kalh. h`me,ra» (o dia bonito); «h[de h` avlh,qeia» (esta verdade).
3. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «basilei,a», «basilei,a|», «basilei,ai»,
«qu,raj», «qu,ran», «filiw/n», «crhsth,», «crhsth/|», «crhste,», «crhsta,», «crhstai,»,
«crhstai/j», «evleu,qeron», «evleu,qeroi», «evleuqe,roij», «evleuqe,rw|», «evleu,qerai»,
«evleuqe,raij», «evleuqe,ra|».

Lição 11

1. Comparação do adjetivo
1. A forma mais frequente, mas não a única, de se fazer comparativos e superlativos é a seguinte:
- o comparativo, com as terminações «- ,teroj», «-te,ra», «- ,teron»;
- o superlativo, com as terminações «- ,tatoj», «-ta,th», «- ,taton».
P.ex.: «dikaio,teroj» = mais justo; «dikaio,tatoj» = o mais justo, muito justo, justíssimo.
2. Os adjetivos de três terminações mantêm a vogal temática «o» quando a sílaba que o precede é
longa:
«di,kaioj» (justo): «dikaio,teroj», «dikaio,tatoj»;
«makro,j» (longo): «makro,teroj», «makro,tatoj»;
porém alonga essa vogal temática para «w» quando a penúltima sílaba é breve:
50
«sofo,j» (sábio): «sofw,teroj», «sofw,tatoj».
3. O acusativo neutro pode ter valor adverbial. O mesmo ocorre com o acusativo singular
neutro dos adjetivos comparativos. O advérbio do superlativo é o acusativo plural neutro:
«dikai,wj»: justamente; «dikaio,teron»: mais justamente; «dikaio,tata»: o mais justamente.
«sofw/j»: sabiamente; «sofw,teron»: mais sabiamente; «sofw,tata»: o mais sabiamente.
4. Quando se comparam duas coisas, o complemento do comparativo (isto é, a coisa comparada)
é declinado no genitivo, ou no mesmo caso do primeiro termo da comparação, precedido de «h;»:
«tou/ Kuri,ou sofw,teroj » = «sofw,teroj h' o` Ku,rioj»: mais sábio que o Senhor.
No NT, o comparativo também é formado com «ma/llon h;»: mais do que.
O complemento do superlativo é colocado no genitivo:
«sofw,tatoj tw/n `Ellh,nwn»: o mais sábio dos gregos.

2. Alguns pronomes-adjetivos demonstrativos e palavras afins


1. Pronomes-adjetivos demonstrativos
1) «o[de, h[de, to,de»: este, esta, isto, esse, essa, isso.
2) «evkei/noj, evkei,nh, evkei/no»: aquele, aquela, aquilo. Como acontece com «o[de», quando
«evkei/noj» tem função de adjetivo, o nome ao qual acompanha deve ter o artigo, mas esse artigo
nunca precederá o adjetivo demonstrativo. Quando está no nominativo e tem função de pronome,
pode ter também o valor de pronome pessoal da terceira pessoa, mas com valor enfático.
3) «ou[toj, au[th, tou/to»: esse, essa, isso.
«o[de, h[de, to,de» serve para indicar o que está perto da pessoa que fala, ou mesmo o que se vai
dizer a seguir. Por sua vez, «evkei/noj, evkei,nh, evkei/no» indica o que está mais longe. «ou[toj», por
sua vez, tem um valor intermediário entre aqueles dois: indica o que não está muito perto de quem
fala e/ou o que se acaba de dizer: «esse, essa, isso».
«evkei/noj me.n tau/ta e;lege, evgw. de. ta,de»: ele (aquele) disse isso, porém eu digo isto.
Quem fala assim acaba de citar o que o outro disse (isso) e agora expõe sua própria opinião
(isto).
Quando «ou[toj» é acompanhado de substantivo (isto é, quando funciona como adjetivo
demonstrativo), o artigo é colocado antes do substantivo, mas nunca antes do adjetivo. O mesmo
acontece também com os pronomes-adjetivos «o[de» e «evkei/noj»:
«ou[toj o` VIhsou/j»: esse JESUS.
«ta.j parqe,nouj tau,taj »: essas virgens.
Por outro lado, é necessário ter o cuidado de não confundir as formas de «ou[toj» com as de
«auvto,j».
4) «auvto,j, h,, o,». Seu significado na função de adjetivo (mesmo) é diferente daquele na função
de pronome (neste caso, funciona como pronome pessoal da terceira pessoa: «ele, ela»).
No grego clássico, «auvto,j, h,, o,» só tem função pronominal nos casos oblíquos (isto é, em
todos exceto no nominativo), uma vez que, no nominativo funcionará sempre como adjetivo,
concordando com o sujeito da oração, tanto explícito como implícito (neste caso, significaria «ele
mesmo, ela mesma»). Com efeito, em grego não se utiliza um pronome pessoal da terceira pessoa
como sujeito de uma oração, pois este sujeito está implícito na pessoa do verbo.
51
«auvto,j gra,fei»: ele mesmo escreve.
Por outro lado, no grego bíblico, é muito frequente o uso do «auvto,j» no nominativo naquelas
orações sem sujeito e nas quais dificilmente o sentido é «ele mesmo». Por isso, parece que também
o nominativo pode ter simplesmente a função de pronome pessoal.
«o]n a'n filh,sw auvto,j evstin » (Mt 26,48): a quem eu beijar, é ele.
Quando «auvto,j» tem valor de adjetivo, deve-se prestar atenção se é ou não precedido pelo
artigo: «auvto.j o` a;nqrwpoj (= o` a;nqrwpoj auvto,j)»: o homem mesmo (isto é, em pessoa); mas
«o` auvto,j a;nqrwpoj (= o` a;nqrwpoj o` auvto,j)»: o mesmo homem (isto é, este e não outro).
2. O artigo
Originariamente, o artigo (o`, h`, to,) era um pronome demonstrativo (este), e como tal ainda é
usado na poesia. Também na prosa ficaram restos deste uso arcaico nos seguintes casos:
- seguido da partícula pospositiva «de.»: «o` de. ei=pen»: e ele (este) disse.
- nas expressões adverbiais:
«pro. tou/ (= protou/)»: antes (antes disso)
«tw/|»: por isso; «th/|»: deste modo, assim
- nas coordenadas repetitivas: «to. kai. to,» (ou também: «ta. kai. ta,»): isto e aquilo
- em correlações:
«o` me.n ... o` de. ...»: um ... outro. Pode estar no singular ou no plural, no masculino ou
feminino (uma ... outra, um ... outros, umas ... outras).
«to. me.n ... to. de. ...» (ou «ta. me.n ... ta. de. ...»): por uma parte ... por outra parte.
3. Pronome adjetivo indefinido
«a;lloj, a;llh, a;llo»: outro. Muda de valor, com ou sem o artigo. Sem artigo: «outro, distinto,
diferente». Com artigo: «o` a;lloj»: o resto de, o restante; «oi` a;lloi»: os outros, os demais.
4. O adjetivo possessivo e o pronome reflexivo
O adjetivo possessivo é formado da mesma raiz dos pronomes pessoais e se declina como um
adjetivo de três terminações: «evmo,j, evmh,, evmo,n»: meu; «so,j, sh,, so,n»: teu; «h`me,teroj, a, on»:
nosso, nossa; «u`me,teroj, a, on»: vosso, vossa.
Não existe adjetivo possessivo de terceira pessoa; no seu lugar utiliza-se o genitivo de «auvto,j,
h,, o,».
O pronome reflexivo só existe nos casos oblíquos:

primeira pessoa segunda pessoa terceira pessoa


«evmauto,n»: «seauto,n»: «|e`auto,n»:
a mim mesmo a ti mesmo a ele mesmo
m f m f m f n
G evmautou/ evmauth/j seautou/ seauth/j e`autou/ e`auth/j e`autou/
sg D evmautw/| evmauth/| seautw/| seauth/| e`autw/| e`auth/| e`autw/|
A evmauto,n evmauth,n seauto,n seauth,n e`auto,n e`auth,n e`auto,
52
No grego do NT, o plural é o mesmo para as três pessoas:
m f n
G e`autw/n e`autw/n e`autw/n
pl D e`autoi/j e`autai/j e`autoi/j
A e`autou,j e`auta,j e`auta,

No grego clássico, contudo, esta forma é válida somente para a terceira pessoa; as outras duas se
formam com o pronome pessoal seguido de «auvto,j»: «h`ma/j auvtou,j» etc.

3. Vocabulário
a;dikoj, on Injusto avrketo,j, h,, o,n suficiente, bastante
e;ndoxoj, on celebre, famoso evgei,rw acordar, fazer erguer,
ressuscitar, resurgir
ba,rbaroj, on Estrangeiro sou teu
e;rhmoj, on Deserto e[wj até que, enquanto
fro,nimoj, on prudente, sensato a;rti agora
di,kaioj, a, on Justo h` kardi,a, aj coração
proa,gw levar adiante, conduzir, o[te quando, como, logo,
preceder, vir antes então, uma vez que
evsqi,w Comer h` kw,mh, hj a aldeia
dia. ti, por quê crhsto,j, h,, o,n bom, benéfico, agradável
nhsteu,w Jejuar h` diaqh,kh, hj a aliança, o testamento,
adisposição
zhte,w procurar ne,oj, a, on novo
o` evrga,thj, ou o operário, o trabalhador avnagkai/oj, a, on necessário, urgente
o` stauro,j, ou/ a cruz h` fili,a, aj a amizade
qewre,w ver, observar, olhar, o` ivatro,j, ou/ o médico
contemplar
douleu,w servir, prestar culto, ou=n então, portanto
adorar
o[loj, h, on todo, inteiro, completo kai,w acender, arder
evnw,pion $c.gen.% diante de, na presença de dianoi,gw abrir, escancarar
h` sigh,, h/j o silêncio h` qusi,a, aj o sacrifício, a vítima, a oferta

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Le,gei o` VIhsou/j. avmh.n le,gw u`mi/n o[ti oi` telw/nai kai. oi`
a`martwloi. proa,gousin u`ma/j eivj th.n basilei,an tou/ Qeou/ ». 2. «Oi` farisai/oi e;legon
toi/j maqhtai/j tou/ VIhsou/\ dia. ti, meta. tw/n telwnw/n kai. a`martwlw/n evsqi,ei o`
53
dida,skaloj u`mw/n;». 3. «Le,gousin oi` maqhtai. VIwa,nnou tw/| VIhsou/\ dia. ti, h`mei/j kai. oi`
farisai/oi nhsteu,omen, oi` de. maqhtai, sou ouv nhsteu,ousin*». 4. «Oi` VIoudai/oi
zhth,sousin th.n fwnh.n tou/ profh,tou evn th/| evrh,mw|». 5. «Cristo.j evla,lei evn
parabolai/j toi/j neani,aij\ evzh,toun ga.r th.n avlh,qeian ». 6. «Oi` evrga,tai th/j avdiki,aj
ouvc eu`ri,skousin th.n o`do.n eivj to.n stauro.n ouvde. th.n qusi,an tou/ VIhsou/ qewrou/sin ».
7. «Douleu,ete tw/| Kuri,w| evn o[lh| kardi,a| u`mw/n ». 8. «Kai. o[te evggi,zousin eivj
VIhrouso,luma avposte,llei du,o tw/n maqhtw/n eivj kw,mhn ». 9. «VEgw. avposte,llw pro.j
u`ma/j profh,taj kai. sofou,j ». 10. «a;koue tou/ profh,tou, w= crhste. neani,a». 11. «Sigh.
neani,aij timh.n fe,rei». 12. «Ouv ginw,skeij to,nde to.n crhsto.n neani,an*». 13. «Ouvci. h`
kardi,a h`mw/n kaiome,nh h=n evn h`mi/n w`j evla,lei h`mi/n evn th/| o`dw/| , w`j dih,noigen h`mi/n
ta.j grafa,j*».
14. «Oi` avpo,stoloi evfi,loun th.n tou/ Qeou/ diaqh,khn ». 15. «h=sqa ponhra,». 16. «Tou/de
tou/ avnqrw,pou evgw. sofw,tero,j eivmi». 17. «Di,kaio,n evstin evnw,pion tou/ Qeou/ u`mw/n
avkou,ein ma/llon h' tou/ Qeou/*». 18. «Ai` ne,ai fili,ai avnagkai/ai, ai` de. palaiai.
avnagkaio,terai». 19. «VEn avrch/| h=n o` lo,goj, kai. o` lo,goj h=n pro.j Qeo.n, kai, Qeo.j h=n o`
lo,goj». 20. «h=men ga.r dou/loi th/j a`marti,aj ». 21. «h=j u`pokrith.j kai. h;meqa tufloi, ». 22.
«Daui.d e;lege despo,thj ei=nai ». 23. «VIatrw/| th.n avlh,qeian le,ge ». 24. «Kako.n fe,rousin
karpo.n oi` kakoi. fi,loi». 25. «Makra. evstin h` eivj [Aidon o`do,j». 26. «h=te ou=n dia,konoi
tou/ laou/».
27. «VExe,rcetai o` lo,goj eivj tou.j avdelfou,j, o[ti o` maqhth.j evkei/noj ouvk
avpoqnh,|skei». 28. «Lamba,nete to.n lo,gon tou/ maqhtou/ ». 29. «VArketo,n evsti tw/| maqhth/|
ei=nai w`j o` dida,skaloj». 30. «Dei/ to.n maqhth.n pisteu,ein tw/| didaska,lw| ». 31.
«Maqhta,, gi,nou w`j o` dida,skaloj ». 32. «Oi` maqhtai. e;rcontai pro.j to.n Ku,rion kai.
le,gousin\ Ti,j evstin h` parabolh,*». 33. «Plhqu,netai o` avriqmo.j tw/n maqhtw/n evn
VIerousalh,m». 34. «Maria.m h` Magdalhnh. kai. h` a;llh Mari,a toi/j maqhtai/j tou.j tou/
avgge,lou lo,gouj avpagge,llousin ». 35. «o` VIhsou/j tou.j maqhta.j eivj to.n ko,smon
avposte,llei». 36. «o` neani,aj tw/| Kuri,w| le,gei\ ti, dei/ evrga,zesqai* ». 37. «a;page to.n
neani,an pro.j to.n cili,arcon». 38. «Neani,a( evgei,rou». 39. «Pisteu,eij toi/j profh,taij ».
40. «u`mei/j evste oi` ui`oi. tw/n profhtw/n ». 41. «h=san de. evn VAntiocei,a| kata. th.n
evkklhsi,an profh/tai kai. dida,skaloi o[ te Barna,baj kai. Sumew.n kai. Lou,kioj o`
Kurhnai/oj Manah,n te `Hrw,|dou tou/ tetraa,rcou su,ntrofoj kai. Sau/loj ». 42.
«Kritai. h=san evn tw/| VIsrah.l e[wj Samouh.l profh,tou ». 43. «Nu/n avpolu,eij to.n dou/lon
sou( de,spota( evn eivrh,nh|». 44. «Dei/ tou.j dou,louj ivdi,oij despo,taij mh. avntile,gein(
avlla. u`pota,ssesqai». 45. «VApo. de. tw/n h`merw/n VIwa,nnou tou/ baptistou/ e[wj a;rti h`
basilei,a tw/n ouvranw/n bia,zetai». 46. «Oi` me.n to.n Cristo.n le,gousin VIwa,nnhn to.n
Baptisth,n( a;lloi de. VHli,an( e[teroi VIeremi,an ». 47. «o` VIwsh.f h=n evn Aivgu,ptw| e[wj
teleuth/j `Hrw,|dou». 48. «To,te paragi,netai o` VIhsou/j avpo. th/j Galilai,aj evpi. to.n
VIorda,nhn pro.j to.n VIwa,nnhn». 49. «Mh. gi,nesqe w`j oi` u`pokritai. skuqrwpoi, ». 50.
«u`pokrita,( e;kballe prw/ton evk tou/ ivdi,ou ovfqalmou/ th.n doko,n ». 51. «Gi,nesqe poihtai.
lo,gou\ ouv ga.r oi` avkroatai. no,mou di,kaioi para. tw/| Qew/|( avllV oi` poihtai. no,mou».
2. Declinar em todos os casos: «crhsto.j neani,aj »: um jovem bom; «h` a;mpeloj h`
avlhqinh.»: a vinha verdadeira; «o` avgaqo.j maqhth,j»: o bom discípulo.
3. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «krita,», «kritou/», «kritw/n»,
«ouvranou/», «profh,tai», «neani,aj», «h`me,raj», «maqhtai,», «maqhtai/j», «aivtei/», «aivtei/n»,
«h=j», «th/j», «h;mhn», «h=men», «evste,», «e;ste», «h=te», «evsti,», «moi», «r`i,zh|», «r`i,zaj»,
«ri,zan».
54
Lição 12

1. O aoristo fraco
Chama-se fraco o verbo cuja conjugação precisa da ajuda de um elemento externo, e forte o
verbo que não necessita de tal ajuda. Em grego, há dois tipos de aoristo, um forte e outro fraco. O
aoristo forte será estudado mais adiante. O aoristo fraco precisa da presença de um sufixo, também
chamado «característica temporal». Como esse sufixo é um «s», esse aoristo recebe também o
nome de «aoristo sigmático» (também é conhecido por «aoristo primeiro»). Esse sigma é
normalmente seguido da letra «a» e, por isso, o que caracteriza esse tema é a sílaba «sa». O
conjunto da raiz do verbo mais o sufixo «sa» constitui o «radical do aoristo fraco». assim, no verbo
«lu,w», o radical do tema do presente é «lu-», o do tema do futuro é «lus-», e o do tema do aoristo
é «lusa-».
Como fizemos nas lições anteriores, apresentamos paralelamente dois paradigmas, o do verbo
regular, em «-w» (lu,w) e o dos verbos em «e,w-» (poie,w). Ambas as conjugações são iguais; a
única peculiaridade dos verbos em «-e,w» é que habitualmente a vogal «e» se alonga para «h» antes
do sufixo temporal (já vimos que isso acontece também no futuro).
indicativo imperativo infinitivo
1. e;lusa evpoi,hsa
sg 2. e;lusaj evpoi,hsaj lu/son poi,hson
3. e;luse(n) evpoi,hse(n) lu/sai
1. evlu,samen evpoih,samen poih/sai
pl 2. evlu,sate evpoih,sate lu,sate poih,sate
3. e;lusan evpoi,hsan

A tradução do aoristo. «e;lusa»: desatei; «evpoi,hsa»: fiz.


Observe-se que só no modo indicativo o aoristo tem aumento e desinências secundárias, tal como
o indicativo imperfeito, uma vez que ambos são tempos históricos. Para tudo o que se refere ao
aumento, veja-se o que ali se diz sobre o imperfeito.
Como no caso do presente, a segunda pessoa singular do imperativo aoristo do verbo «lu,w» tem
acento circunflexo (lu/son). Este acento, porém, não é o regular. Assim, «paideu,w» torna-se
«pai,deuson».
Tal como acontece no futuro, se a raiz do verbo termina com uma consoante gutural (g, k, c), o
encontro como o sigma do aoristo produzirá um «x»; caso se trate de uma consoante labial (b, p, f),
produzirá um «y». Muitos verbos com «z» produzem «s»: «sw,|zw» - «e;swsa».

2. O aspecto na conjugação grega


Já dissemos que o aumento só aparece no modo indicativo dos verbos, e é isso o que caracteriza
um «tempo histórico» (isto é, do passado). Ora, o grego tem três «tempos históricos» (os indicativos
imperfeito, aoristo e mais-que-perfeito). Qual a diferença de significado entre eles? Evidentemente
não pode ser de tempo, pois todos indicam um tempo passado. A diferença é de aspecto.
O aspecto nos diz de que tipo de ação se fala, em qual perspectiva a ação é expressa. Ela pode
ser considerada em seu desenvolvimento (durativo) ou ser colhida em um ponto (pontual); ela
pode aparecer como uma energia que tende a um objetivo (determinada) ou, ao contrário, estar
55
sem objetivo (indeterminada). O aspecto opõe a maior subjetividade dos temas do presente e do
perfeito à relativa objetividade do tema do aoristo.
Em grego, o tempo em que se desenvolve uma ação (passado, presente ou futuro) é indicado
somente no modo indicativo dos diferentes temas. Todavia, o aspecto é o mesmo para todos os
modos de um mesmo tema. Cada tema tem um aspecto determinado.
1. Tema do presente:
Ação durativa, iterada ou habitual. Também expressa uma ação pontual no presente, já que o
aoristo - que serve para expressar ações pontuais - não pode expressar ações no presente. São
possíveis também outros aspectos secundários.
a) Indicativo presente
- Presente pontual: «kai. le,gei auvtw/|\ eiv ui`o.j ei= tou/ qeou/( ba,le seauto.n ka,tw » (Mt
4,6): e lhe diz: Se és filho de DEUS, atira-te para baixo.
- Presente durativo: «ai` lampa,dej h`mw/n sbe,nnuntai» (Mt 25,8): nossas lâmpadas estão se
apagando.
É o sentido mais frequente. Na tradução, é possível expressar esta nuança com a forma
perifrástica do presente.
- Presente habitual: «gra,fei»: está acostumado a escrever, escreve habitualmente, é um
escritor.
- Presente conativo: Às vezes, o presente é usado para expressar uma ação que pretende fazer,
mas que ainda não se fez:
«polla. e;rga kala. e;deixa u`mi/n evk tou/ patro,j \ dia. poi/on auvtw/n e;rgon evme.
liqa,zeteÈ»: (Jo 10,32): muitas obras boas tenho mostrado a vós ... por qual destas obras quereis
apedrejar-me?
- Há alguns verbos cujo presente tem também um sentido de perfeito:
«ti,j de, evstin ou-toj peri. ou- avkou,w toiau/taÈ » (Lc 9,9): quem é esse, afinal, de quem
ouço (= tenho ouvido) tais coisas?
Há também verbos cujo presente cumpre a função do perfeito de outros verbos. Por exemplo:
«h[kw»: chegar, ter vindo (= perfeito de «e;rcomai»: ir).
«avmh.n le,gw u`mi/n( avpe,cousin to.n misqo.n auvtw/n » (Mt 6,2): em verdade vos digo, já
receberam (= perfeito de «avpolamba,nw») sua retribuição.
b) Indicativo imperfeito
Seu aspecto é o mesmo do presente, porém situado no passado.
- Imperfeito durativo: É o uso mais frequente: «e;grafe»: estava escrevendo, escrevia.
- Imperfeito habitual: «kaqV h`me,ran evn tw/| i`erw/| evkaqezo,mhn » (Mt 26,55): todos os dias eu
me sentava (ou: costumava me sentar) no templo ...
- Imperfeito ingressivo: No NT, muito frequentemente o imperfeito indica o ponto inicial de uma
ação: «kai. euvqu.j toi/j sa,bbasin eivselqw.n eivj th.n sunagwgh.n evdi,dasken » (Mc 1,21): e
logo, no sábado, entrando na sinagoga, ensinava.
- Imperfeito conativo: Tal como o presente, o imperfeito pode expressar uma ação que se
pretende fazer: «o` de. VIwa,nnhj diekw,luen auvto,n » (Mt 3,14): mas João tentava dissuadi-lo.
56
- Imperfeito desiderativo: Às vezes, o imperfeito pode descrever um desejo mais ou menos vago
ou expresso educadamente: «evboulo,mhn kai. auvto.j tou/ avnqrw,pou avkou/sai » (At 25,22):
quisera também eu ouvir este homem.
c) Imperativo presente
- Se a ação que se ordena já está em andamento, pede-se que ela continue:
«kaqeu,dete to. loipo.n kai. avnapau,esqe » (Mc 14,41): continuai dormindo e repousai.
Com a negação, pede-se que se termine o que já começou e ainda acontece:
«mh. plana/sqe» (1Cor 15,33): não continueis enganados.
- Se a ação que se ordena ainda não está em andamento, pede-se que se torne realidade (uma
realidade permanente) no futuro:
«grhgorei/te ou=n» (Mt 25,13): assim, pois, vigiai (ou: começai a velar!).
Com a negação, pede-se que tal ação jamais comece (imperativo preventivo):
«o`ra/te mh. qroei/sqe» (Mt 24,6): Atenção! Não vos alarmeis.
2. Tema do futuro:
Quanto ao aspecto, o futuro é neutro e prescinde do aspecto.
a) Indicativo futuro
- Usado principalmente para expressar ações pontuais que se espera, prevê, deseja ou se teme
que ocorram.
- Futuro de comando: Também é frequente utilizar o futuro para expressar uma ordem:
«ouv foneu,seij» (Mt 5,21): não matarás (ou: não mates);
«ei; tij qe,lei prw/toj ei=nai( e;stai pa,ntwn e; scatoj» (Mc 9,35): se alguém quiser ser o
primeiro, que seja o último ...
b) Recorde-se que o futuro não tem imperativo.
3. Tema do Aoristo:
Ação pontual. Abstraído de toda duração, descreve uma ação como um todo único, sem
considerar o tempo empregado em sua realização, ou como efetuada em um tempo brevíssimo. Se o
valor do presente pode ser ilustrado com uma linha, o valor do Aoristo pode ser ilustrado com um
ponto.
Recorde-se, contudo, que muitas vezes o grego utiliza o imperfeito em frases que, segundo nossa
lógica, esperaríamos um aoristo.
a) Indicativo aoristo
- Aoristo pontual:
«tessera,konta kai. e]x e;tesin oivkodomh,qh o` nao.j ou-toj» (Jo 2,20): Em quarenta e seis
anos edificou-se este templo.
Observe-se que, embora a ação tenha se desenvolvido por muito tempo, não se leva em
consideração o tempo empregado, e sim a ação em si mesma. Com um imperfeito, o sentido seria
«ia-se edificando ...».
- Aoristo ingressivo:
Com o aoristo, pode-se indicar o ponto em que uma ação começa:
57
«o` avdelfo,j sou ou-toj nekro.j h=n kai. e;zhsen » (Lc 15,32): esse teu irmão estava morto e
começou a viver.
b) Imperativo aoristo
No imperativo, o aoristo conserva seu valor ingressivo. Com ele, pede-se que em determinado
momento comece a existir (ou a não existir) o que se ordena:
«ca,rhte evn evkei,nh| th/| h`me,ra| » (Lc 6,23): alegrai-vos naquele dia.
«mh. gnw,tw h` avristera, sou ti, poiei/ h` dexia, sou » (Mt 6,3): não saiba (ou: não chegue a
saber) tua mão esquerda o que faz tua direita.
4. Tema do perfeito: será estudado mais tarde.

3. O tempo no modo indicativo. Sintaxe.


Em grego, o indicativo é um modo «objetivo» (diferentemente do subjuntivo e do optativo, que,
como veremos, são «subjetivos»), isto é, utiliza-se o indicativo para constatar ações. É precisamente
graças a essa característica que ele pode indicar as diferenças de tempo, já que as ações descritas
podem ocorrer no passado, no presente ou no futuro.
Todavia, o indicativo (tal como o subjuntivo e o optativo) expressa duas coisas distintas: o que é,
foi ou será e o que poderia ter sido, mas não é. Ao primeiro tipo de orações dá-se o nome de
«reais»; ao segundo, o de «irreais». O que as diferencia é a presença, ou não, da partícula « a;n». As
«reais» são formuladas sem «a;n», enquanto as «irreais» com «a;n». Não obstante, essa regra, que é
geral no ático clássico, não o é no grego do NT, e por isso é comum encontrar orações irreais sem
«a;n».
1. Indicativo sem «a;n». São, sem dúvida, as orações mais frequentes em grego. Segundo os
diferentes temas, assim se espressa o tempo:
a) O indicativo presente geralmente se refere ao tempo considerado presente pela pessoa que
fala ou escreve. Todavia, também são possíveis outros valores temporais:
- Presente geral (ou gnómico): Para expressar máximas, sentenças, provérbios etc., pode-se
utilizar o presente com um valor atemporal, pois o que se afirma vale para qualquer tempo:
«pa/n de,ndron avgaqo.n karpou.j kalou.j poiei/ » (Mt 7,17): toda árvore boa produz frutos
bons.
- Presente histórico: Também se utiliza o presente para se referir a fatos acontecidos no passado,
com um valor mais próximo ao aoristo que ao imperfeito. É muito frequente no NT, sobretudo em
Marcos, embora aparentemente Lucas o evite.
«kai. le,gei auvtoi/j » (Mc 1,38): e lhes disse.
- O presente também pode descrever fatos que, tendo começado no passado, ainda se realizam no
presente:
«Mwu?sh/j ga.r evk genew/n avrcai,wn kata. po,lin tou.j khru,ssontaj auvto.n e;cei» (At
15,21): Com efeito, Moisés, desde gerações antigas, tem (ou: vem tendo) em cada cidade os que o
anunciam.
- Presente por futuro: É bastante comum encontrar um indicativo presente com valor de futuro
próximo, graças provavelmente a uma influência do aramaico. É frequente em oráculos e profecias.
«meta. trei/j h`me,raj evgei,romai» (Mt 27,63): Depois de três dias ressuscitarei.
Também é frequente nas orações condicionais:
58
«eiv h;|dei o` oivkodespo,thj poi,a| fulakh/| o` kle,pthj e;rcetai( evgrhgo,rhsen a'n » (Mt
24,43): se o dono da casa soubesse em que vigília (= a que hora da noite) viria o ladrão, vigiaria.
b) O indicativo imperfeito é um tempo histórico, e serve para narrar feitos ocorridos no
passado. Contudo, são possíveis outros sentidos:
Imperfeito por futuro: Como o presente, o imperfeito pode ser usado para designar uma ação
futura:
«+Hn de. to. pa,sca kai. ta. a;zuma meta. du,o h`me,raj » (Mc 14,1): A Páscoa e os ázimos
seriam depois de dois dias.
c) O indicativo futuro. Serve para expressar ações futuras.
d) O indicativo aoristo é, como o imperfeito, um tempo histórico e, por isso, usado para narrar
fatos acontecidos no passado (diferencia-se do imperfeito no aspecto). Não obstante, são possíveis
também outros valores temporais:
- Aoristo por presente: Este uso é muito antigo, pois existe em outras línguas indo-européias. No
NT, há alguns casos desse uso nos diálogos:
«su. ei= o` ui`o,j mou o` avgaphto,j( evn soi. euvdo,khsa » (Mc 1,11): Tu és meu filho amado, em
ti me comprazo.
«kai. a;fej h`mi/n ta. ovfeilh,mata h`mw/n( w`j kai. h`mei/j avfh,kamen toi/j ovfeile,taij
h`mw/n» (Mt 6,12): perdoa-nos nossas dívidas, como também nós perdoamos (temos perdoado?
aoristo!) aos nossos devedores.
- Aoristo por futuro:
«eva,n sou avkou,sh|( evke,rdhsaj to.n avdelfo,n sou » (Mt 18,15): se te escutar (no futuro) terás
ganho teu irmão.
e) O indicativo perfeito. Será estudado mais tarde.
2. Indicativo com «a;n».
Muito menos frequentes que as orações anteriores, servem para descrever o que poderia ter sido,
mas não é (ou não foi). É o que se conhece como «orações irreais», que podem ser «irreais do
passado» ou «irreais do presente», uma vez que, como é lógico, não pode haver irreais do futuro,
pois o futuro ainda não é (pode haver orações potenciais ou eventuais, que estudaremos mais tarde).
O indicativo com «a;n» pode estar em uma proposição simples: « kavgw, ... su.n to,kw| a;n
auvto. e;praxa» (Lc 19,23): e eu ... o teria cobrado com juros.
Contudo, é muito mais frequente encontrá-lo em orações compostas, sobretudo em orações
condicionais.
a) Em grego, as «irreais do passado» são formuladas com o indicativo aoristo (tanto a prótase
como a apódose), com «a;n» na apódose: «eiv» + Ind. Aor - Ind. Aor + «a;n».
«eiv evpi,steusa soi( evmoi. evpi,steusaj a;n»: se eu acreditasse (tivesse acreditado) em ti, tu
acreditarias (terias acreditado) em mim.
Todavia, há frases em que o «a;n» é omitido: «eiv mh. ... evla,lhsa auvtoi/j( a`marti,an ouvk
ei;cosan» (Jo 15,22): se não lhes tivesse falado não teriam pecado.
b) Em português, não existem «orações irreais do presente» propriamente ditas. Com efeito, a
frase «se tu acertasses (ou: tivesses acertado) eu me equivocaria (ou: estaria equivocado)» não
implica de modo algum que tu não acertes; no máximo, indica uma maior improbabilidade do que a
formulação «se tu acertas, eu me equivoco». Todavia, em grego existem, sim, orações irreais do
presente, formuladas com o indicativo imperfeito (tanto a prótase como a apódose), com « a;n» na
59
apódose. Este tipo de oração normalmente é traduzida em português por uma oração potencial: « eiv»
+ Ipf - Ipf + «a;n».
«eiv evpi,steuon soi,( evmoi. evpi,steuej a;n»: se eu acreditasse em ti, tu acreditarias em mim.
Todavia frequentemente o «a;n» é omitido:
«eiv mh. h=n ou-toj para. qeou/( ouvk hvdu,nato poiei/n ouvde,n » (Jo 9,33): se este (homem) não
estivesse junto de DEUS, não poderia fazer nada.
Nota: Embora não seja habitual, pode haver uma mistura de tempos:
«eiv evdida,cqhj( evgnw,rizej a;n»: se tivesses sido instruído, saberias.
c) Não obstante, essa regra tem exceções, uma vez que é possível usar um imperfeito para
expressar um passado irreal, ou um aoristo para um presente irreal:
«eiv h;meqa evn tai/j h`me,raij tw/n pate,rwn h`mw/n( ouvk a'n h;meqa auvtw/n koinwnoi. evn
tw/| ai[mati tw/n profhtw/n» (Mt 23,30): Se tivéssemos vivido (Ipf.) nos tempos de nossos pais,
não teríamos sido (Ipf.) seus cúmplices no sangue dos profetas.
«eiv h;|dei o` oivkodespo,thj poi,a| fulakh/| o` kle,pthj e;rcetai( evgrhgo,rhsen a'n kai. ouvk
a'n ei;asen diorucqh/nai th.n oivki,an auvtou/ » (Mt 24,43): Se o dono da casa soubesse (Ipf.) a
que hora vem (presente por futuro) o ladrão vigiaria (Aor.) e não permitiria (Aor.) que sua casa
fosse arrombada.
É evidente que, por essa razão, há casos duvidosos. Assim, há autores que interpretam a frase
«eiv hvgapa/te, me evca,rhte a'n » (Jo 14,28) de acordo com a regra (se me amásseis (Ipf.), teríeis
exultado (Aor.)), enquanto outros a consideram mais uma exceção (se me amásseis, exultaríeis).
d) As orações condicionais (não importa de qual tipo) negam-se mutuamente: a prótase com
«mh,», a apódose com «ouv».
Observe-se como um mesmo tempo grego (o indicativo aoristo ou o indicativo imperfeito) pode
ser traduzido de modos completamente diferentes, caso esteja numa oração real ou numa irreal, pois
a tradução sempre depende da sintaxe.

4. Vocabulário
skandali,zw fazer tropeçar, fazer pecar avlei,fw ungir

avsqene,w estar doente, ser fraco, peria,gw conduzir em redor;


ser indigente vaguear, passar por
mwro,j( a,( o,n estúpido, louco, proko,ptw prosseguir, fazer
insensato progresso
h=lqen ele veio avnabai,nw subir, escalar

h` po,rnh( hj a prostituta, a meretriz o` to,poj( ou o lugar; o momento


oportuno
h` blasfhmi,a( aj a blasfêmia, o insulto, o to. mu,ron( ou o ungüento, o perfume
ultraje, a calûnia
to. te,knon( ou o filho, a filha, a criança to. pa,sca a Páscoa; o Cordeiro/ a
Ceia pascoal
o` lepro,j( ou/ o leproso o` misqwto,j( ou/ o assalariado, trabalhador

ponhro,j( a,( o,n mau, malvado, maligno, h` proseuch,( h/j a oração


doente
60

o` lao,j( ou/ a gente, o povo, a nação to. shmei/on( ou o sinal

evndu,w vestir, revestir h` fwnh,( h/j a voz

ei=pen ele disse to. e;laion( ou o óleo, o ungüento

o` desmo,j( ou/ a algema, o vínculo, a h` avnastrofh,( h/j o comportamento


prisão
o`deu,w andar, caminhar nekro,j( a,( o,n morto

u`giai,nw estar com saúde a;rrwstoj( on doente, sem força

ai;rw levantar, carregar, tirar evmo,j( h,( o,n meu

oivkti,rw $c. acc.% ter compaixão e;natoj( h( on o nono

auvxa,nw aumentar, fazer crescer du,o dois

ivscu,w ser forte, ser capaz, valer pote, $encl.% então

qe,lw querer dia, $c. acc.% por causa de

avpoktei,nw matar u`pe,r $c. acc.% (para) além de

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Eiv evme. evdi,wxan( kai. u`ma/j diw,xousin». 2. «Mh. skandali,zete tou.j
avdelfou.j oi] avsqenou/sin». 3. «Mwroi. h`mei/j( oi] evpisteu,samen toi/j lo,goij sou ». 4.
«h=lqen VIwa,nnhj pro.j u`ma/j evn o`dw/| dikaiosu,nhj kai. ouvk evpisteu,sate auvtw/|( oi` de.
telw/nai kai. ai` po,rnai evpi,steusan auvtw/|». 5. «Nu/n hvkou,sate th.n blasfhmi,an ». 6. «Eiv
te,kna tou/ VAbraa,m h=te( ta. e;rga tou/ VAbraa.m evpoiei/te ». 7. «Eiv qe,leij avgaqo.j ei=nai(
prw/ton pi,steuson o[ti kako.j ei=». 8. «Eiv me.n e;legej th.n avlh,qeian( evpisteu,samen a;n
soi». 9. «Ouvc oi` leproi. evpi,steusan tw/| lo,gw| tou/ VIhsou/*». 10. «Sw|,ze to.n lao.n sou
avpo. tou/ ponhrou/». 11. «VIatre,( qera,peuson seauto,n». 12. «Kai. evne,dusan auvto.n ta.
i`ma,tia auvtou/». 13. «Ti,j u`mi/n pisteu,ei* ». 14. «o` de. Sau/loj h;kouse fwnh.n h] e;legen
auvtw/|( Saou,l( Saou,l( ti, me diw,keij* ei=pen de.( ti,j ei=( Ku,rie* o` de.( evgw, eivmi VIhsou/j
o]n su. diw,keij». 15. «Lu,sate auvth.n tw/n desmw/n ». 16. «Ouvci. su. ei= o` Cristo.j* sw/son
seauto.n kai. h`ma/j».
17. «VEpi,steuon eivj to.n despo,thn tou/ ko,smou ». 18. «h`toi,mazon th.n o`do.n tou/
Kuri,ou». 19. «VEpi,steuej toi/j profh,taij ». 20. «h`toi,mazej h`mi/n to,pon ». 21. «o` Pe,troj
evpi,steuen eivj th.n evrcome,nhn basilei,an tou/ Qeou/ ». 22. «VIwa,nnhj h`toi,mazen tw/|
Kuri,w| th.n o`do,n». 23. «VEpisteu,omen tw/| euvaggeli,w| th/j basilei,aj ». 24. «h`toima,zomen
toi/j fi,loij dei/pnon». 25. «VEpisteu,ete tw/| avpi,stw| avnqrw,pw|». 26. «h`toima,zete mu,ra
tw/| nekrw/|». 27. «Oi` VAqhnai/oi ouvk evpi,steuon tw/| Pau,lw| ». 28. «Du,o avpo,stoloi
h`toi,mazon tw/| Kuri,w| kai. toi/j maqhtai/j to. pa,sca».
29. «o` lao.j evmega,lunen tou.j avposto,louj dia. ta. gino,mena shmei/a». 30. «Oi` evcqroi.
tou/ Kuri,ou e;legon( o[ti Beezebou.l e;cei ». 31. «o` VIhsou/j evgi,nwsken( ti, h=n evn tw/|
avnqrw,pw|». 32. «Ouvk evginw,skete th.n avlh,qeian tou/ Qeou/ ». 33. «o` VIhsou/j evdi,daske tou.j
maqhta.j kai. to.n lao.n evn parabolai/j polla,». 34. «o` Sau/loj evn tai/j sunagwgai/j
evkh,russen( o[ti o` VIhsou/j evstin o` ui`o.j tou/ Qeou/ ». 35. «Ti, ouvc w[deuej th.n o`do.n th/j
zwh/j*». 36. «Oi` cristianoi. u`gi,ainon th/| avga,ph| kai. th/| u`pomonh/|». 37. «Ta. pro,bata ouvk
h;kouen th/j fwnh/j tou/ misqwtou/ ». 38. «o` Farisai/oj ouvk ei=ce misqo.n para. tw/| Qew/| ».
39. «Si,mwn o` Kurhnai/oj evrco,menoj avpV avgrou/ h=|ren to.n stauro.n tou/ Kuri,ou ». 40. «o`
61
Samari,thj to.n a;nqrwpon w;|ktiren ». 41. «VEn th/| VEfe,sw| tou/ Kuri,ou o` lo,goj hu;xanen
kai. i;scuen». 42. «~Hrw,|dhj ouvk h;qelen avpoktei,nein VIwa,nnhn to.n baptisth,n( o[ti o`
lao.j auvto.n w`j profh,thn ei=cen ». 43. «Prosei/con de. oi` o;cloi toi/j legome,noij u`po.
tou/ Fili,ppou». 44. «Pe,troj de. kai. VIwa,nnhj avne,bainon eivj to. i`ero.n evpi. th.n w[ran
th/j proseuch/j th.n evna,thn». 45. «Oi` VIoudai/oi avnte,legon toi/j u`po. tou/ Pau,lou
legome,noij». 46. «Oi` dw,deka daimo,nia polla. evxe,ballon kai. h;leifon evlai,w| pollou.j
avrrw,stouj kai. evqera,peuon ». 47. «o` Pau/loj gra,fei\ VHkou,sate th.n evmh.n avnastrofh,n
pote evn tw/| VIoudai?smw/|( o[ti evdi,wkon th.n evkklhsi,an tou/ Qeou/ kai. proe,kopton evn tw/|
VIoudai?smw/| u`pe.r pollou,j». 48. «Kai. perih/gen o` VIhsou/j o[lhn th.n Galilai,an kai.
evdi,dasken evn tai/j sunagwgai/j kai. evkh,russe to. euvagge,lion th/j basilei,aj ».

Lição 13

1. Imperativo: As terceiras pessoas


Em grego, as terceiras pessoas do imperativo são bem menos frequentes que as segundas
pessoas. As desinências de terceira pessoa são: singular: «-tw», plural: «-twsan» (clássico: «-
ntwn»).
O quadro a seguir apresenta os paradigmas dos verbos em «-w», em «-e,w» e o verbo «eivmi,». O
verbo «eivmi,» não tem o tema do aoristo.
Recorde-se que o tema do futuro não tem formas imperativas. Não obstante, se a raiz do verbo
termina com uma consoante gutural (g, k, c), o encontro com o sigma do aoristo produzirá um «x»;
analogamente, caso se trate de uma consoante labial ( b, p, f), produziará um «y».

presente aoristo
lue,tw poiei,tw e;stw $h;tw% lusa,tw poihsa,tw não tem
lue,twsan poiei,twsan e;stwsan $h;twsan% lusa,twsan poihsa,twsan não tem

2. Nomes contratos da segunda declinação


Quando a raiz de uma palavra terminada em «-o» ou em «-e» encontra-se com a vogal temática,
é comum haver uma contração que evita hiato, embora isso não ocorra sempre (por exemplo, em
palavras curtas, como «qeo,j»).
As regras da contração são as seguintes: «-eo» e «-oo» para «-ou»; «-ea» para «-a».
Além disso, uma vogal longa ou um ditongo absorvem a vogal breve (e, o) que os precede.
A seguir, a declinação de duas palavras, uma masculina e outra neutra, que nos servem como
paradigmas para os nomes contratos.
«o` plou/j» (de: «plo,oj») «to. ovstou/n» (de: «ovste,on»)
a travessia o osso
N $plo,oj% plou/j $ovste,on% ovstou/n
G $plo,ou% plou/ $ovste,ou% ovstou/
sg D $plo,w|% plw/| $ovste,w|% ovstw/|
A $plo,on% plou/n $ovste,on% ovstou/n
V $plo,e% plou/ $ovste,on% ovstou/n
62

N $plo,oi% ploi/ $ovste,a% ovsta/


pl
G $plo,wn% plw/n $ovste,wn% ovstw/n
D $plo,oij% ploi/j $ovste,oij% ovstoi/j
A $plo,ouj% plou/j $ovste,a% ovsta/
Notas:
Alguns dicionários apresentam a forma não contrata e, a seguir, a forma contrata.
Em geral, as palavras simples têm o acento circunflexo na última sílaba, o que não acontece com as
compostas: «plou/j» (travessia), «peri,plouj» (périplo).
No NT, com frequência essas formas aparecem não contraídas.
Há também nomes contratos da primeira declinação. Não os estudamos como grupo
independente porque as desinências são exatamente as mesmas dos nomes não contratos. A única
diferença é que os nomes contratos têm acento circunflexo em todos os casos, enquanto os outros
não.
Baseados nisso, podemos entender o comportamento dos verbos em «-e,w», que também são
verbos «contratos». A raiz desses verbos termina em «-e», e quando ela se encontra com a vogal
temática (o, e) colocada entre a raiz e as terminações, acontece a mesma contração que vemos nos
substantivos (deve-se ainda acrescentar que «e» + «e» = «ei»).

3. Adjetivos contratos de três terminações


Não só os nomes da primeira e da segunda declinação podem ter formas contratas, mas também
os adjetivos. Tais adjetivos têm acento circunflexo na última sílaba.
diplou/j( h/( ou/n avrgurou/j( a/( ou/n
N diplou/j diplh/ diplou/n avrgurou/j avrgura/ avrgurou/n
G diplou/ diplh/j diplou/ avrgurou/ avrgura/j avrgurou/
sg
D diplw/| diplh/| diplw/| avrgurw/| avrgura/| avrgurw/|
A diplou/n diplh/n diplou/n avrgurou/n avrgura/n avrgurou/n
N diploi/ diplai/ dipla/ avrguroi/ avrgurai/ avrgura/
G diplw/n diplw/n diplw/n avrgurw/n avrgurw/n avrgurw/n
pl
D diploi/j diplai/j diploi/j avrguroi/j avrgurai/j avrguroi/j
A diplou/j dipla/j dipla/ avrgurou/j avrgura/j avrgura/

4. Voz médio-passiva: imperfeito


Por ser um tempo histórico, o indicativo imperfeito tem aumento e desinências secundárias. A
tradução é: eu era desatado, eu me desatava.
singular plural
1. evluo,mhn evluo,meqa
2. evlu,ou evlu,esqe
3. evlu,eto evlu,onto
63
5. Genitivo absoluto
Trata-se de uma construção autônoma muito interessante. Ela é formada por um substantivo no
genitivo (com ou sem artigo), acompanhado por um particípio (sempre sem artigo e, eventualmente,
com seus próprios complementos) que concorda com o substantivo em caso (isto é, está sempre no
genitivo), gênero e número. Pode acontecer de o substantivo estar subentendido, mas nunca faltará
o particípio. No particípio apositivo (que estudaremos mais tarde), o nome com o qual o particípio
concorda tem uma função própria na oração principal (é o sujeito ou um dos complementos); no
genitivo absoluto, porém, o nome não tem função própria, é independente (daí seu nome de
«absoluto»).
O genitivo absoluto serve para expressar circunstâncias secundárias ou assessórias. Corresponde
ao «ablativo absoluto» latino. Esta construção grega é frequente e, como o particípio apositivo,
pode ser traduzida por um gerúndio (se está na voz ativa), por um particípio (se está na passiva), ou
melhor ainda, por uma oração circunstancial.
«o;ntoj auvtou/ evn Bhqani,a| evn th/| oivki,a| Si,mwnoj tou/ leprou/( katakeime,nou auvtou/
h=lqen gunh,» (Mc 14,3): estando ele (= enquanto ele estava) em Betânia, na casa de Simão o
leproso assentado à mesa veio uma mulher.
O particípio, tanto o apositivo como o genitivo absoluto, expressa uma circunstância: muitas
vezes a causa ou uma circunstância temporal, mas também o meio usado, de que modo se faz
algo, a condição de uma ação (neste caso, equivale à prótase de uma oração condicional); pode
ainda restringir o alcance da frase a que ela pertence, tendo assim um valor concessivo.
Em português, esse mesmo valor circunstancial é um dos usos do gerúndio e por isso sempre se
pode traduzir desse modo. Assim, por exemplo, em «chovendo, não faz frio», o gerúndio tem um
valor condicional (se chove ...); em «tendo carro, não vieste me ver», tem um valor concessivo
(embora tenhas ...); em «não podendo ir, fiquei em casa», tem um valor causal (por não poder ir,
porque não pude ir); em «trabalha cantando», tem um valor temporal (enquanto canta).
Embora só o indicativo seja o modo com o qual o grego expressa um valor temporal, na prática,
costuma-se aplicar a seguinte regra: o particípio presente afirma que determinada ação é
contemporânea à do verbo principal (e por isso é traduzida por um gerúndio simples); por sua vez, o
particípio aoristo indica com frequência, mas não sempre, uma ação anterior à do verbo principal (e
por isso deveria ser traduzida por um gerúndio composto). Quanto ao particípio futuro, ele não
indica o tempo, e sim a finalidade.
- causal: «nuni. de. mhke,ti to,pon e;cwn evn toi/j kli,masi tou,toij( ... poreu,omai eivj
VIerousalh,m» (Rm 15,23-25): agora, porém, não tendo (uma vez que não tenho, por não ter)
espaço nessas regiões ... vou a Jerusalém.
- temporal: «lalou/ntoj auvtou/ evfw,nhsen avle,ktwr » (Lc 22,60): falando ele (enquanto ele
falava), cantou um galo.
- condicional: «ti, ga.r wvfelei/tai a;nqrwpoj kerdh,saj to.n ko,smon o[lon e`auto.n de.
avpole,sajÈ» (Lc 9,25): com efeito, que aproveita ao homem, ganhando (se ganha) o mundo inteiro,
mas perdendo-se (se se perde) a si mesmo?
- concessiva: «evleu,qeroj ga.r w'n evk pa,ntwn pa/sin evmauto.n evdou,lwsa » (1Cor 9,19):
com efeito, eu, sendo (embora eu seja) livre em relação a todos, fiz a mim mesmo escravo de todos.
Embora o particípio sozinho possa ter todos esses valores, ele pode contar com a ajuda de certas
partículas para precisar seu sentido circunstancial (é algo pouco comum no NT, mas frequente no
ático clássico):
- concessivo: embora: «kai,» (2Cor 2,12; Ef 2,5), «kai,per» (Fl 3,4; Hb 5,8; 7,5; 12,17; 2 Pd
1,12), «kai,toi» (Hb 4,3).
64
«kai. o;ntaj h`ma/j nekrou.j toi/j paraptw,masin » (Ef 2,5): embora estivéssemos mortos por
nossos pecados.
«kai,per meta. dakru,wn evkzhth,saj auvth,n» (Hb 12,17): embora, com lágrimas, o tivesse
buscado.
- temporal: «a[ma» (Mc 2,18; At 12,40; Cl 1,12; 4,3): enquanto, ao mesmo tempo; «euvqu,j» (Mc
6,25.54): logo, em seguida.
«a[ma avne,ntej ta.j zeukthri,aj tw/n phdali,wn » (At 27,40): ao mesmo tempo soltaram as
amarras dos lemes.
- causal:
causa subjetiva: «w`j»: porque, como alguém que. Indica a razão, real ou suposta, de uma ação.
«proshne,gkate, moi to.n a;nqrwpon tou/ton w`j avpostre,fonta to.n lao,n » (Lc 23,14):
vós me apresentastes este homem porque é (ou: como se fosse) alguém que subleva o povo.
Nota: «Pau,esqai» + particípio: «evpau,onto euvaggelizo,menoi»: cessavam de ensinar.
6. Vocabulário
to. ovstou/n( ou/ osso h` e;rhmoj( ou o deserto, a solidão
o` plou/j( ou/ travessia (por mar) to. ei;dwlon( ou o ídolo
a`plou/j( h/( ou/n sincero, honesto h` evntolh,( h/j o mandamento
avrgurou/j( a/( ou/n de prata o` prosh,litoj( ou o prosélito
sidhrou/j( a/( ou/n de ferro h` cara,( a/j a alegria
calkou/j( h/( ou/n de bronze to. pro,swpon( ou a face, o rosto
crusou/j( h/( ou/n de ouro to. sune,drion( ou o sinédrio
diplou/j( h/( ou/n duplo o` skhnopoio,j( ou/ o fabricante de tendas
a`rpa,zw roubar h` te,cnh( hj a arte, o artesanato
bapti,zw imergir, lavar, batizar h` peri,cwroj( ou a circunvizinhança, os
arredores
die,rcomai atravessar, passar por o` potamo,j( ou/ o rio (grande)
(meio de)
euvaggeli,zomai anunciar (uma boa avllh,lwn( oij( ouj uns aos outros, mutuamente
notícia), evangelizar
pau,w fazer terminar/calar, auvto,j( h,( o,n mesmo
tranqüilizar
pau,omai cessar de ..., terminar o` auvto,j o mesmo
avnapau,w fazer descansar, deixar mo,noj( h( on sozinho
descansar, aliviar
avnapau,omai descansar o`mo,tecnoj( on exercendo o mesmo ofício
diaste,llomai mandar, ordenar u`pe,r $c. gen.% em favor de
dialogi,zomai aconselhar-se mutuamente, e[neken( e[neka $c. gen.% por causa de
considerar, dialogar
65

sumporeu,omai caminhar junto, reunir-se pantacou/ em todo lugar


diale,gomai conversar ou=n pois
ble,pw avpo, cuidar-se de, guardar-se de pw/j como?
kaqeu,dw dormir po,qen de onde? por que?
ivdou, eis evpi, $c. gen.% acima de, encima de, junto de
a;karpoj( on infrutífero, estéril, inútil dh, com certeza, portanto, pois
proskune,w prostrar-se, adorar avna,qema votado ao extermínio, à
maldição, dom, oferta votiva

Exercícios
1. Traduzir: 1. «u`mei/j( farisai/oi( poiei/te to.n prosh,luton ui`o.n gee,nhj diplo,teron
u`mw/n». 2. «Oi` maqhtai. prosece,twsan toi/j didaska,loij ». 3. «To,te dih,noixen auvtw/n
to.n nou/n $a mente% tou/ sunie,nai $para compreender% ta.j grafa,j». 4. «a;ra ou=n auvto.j
evgw. douleu,w no,mw| Qeou/ kai. ouv no,mw| a`marti,aj». 5. «avkolouqe,twsan oi` o;cloi tw/|
VIhsou/». 6. «Ti,j ginw,skei nou/n Kuri,ou; h`mei/j de. nou/n Cristou/ e;comen ». 7. «o` de.
nou/j mou a;karpo,j evstin». 8. «a;koue dh. nu/n kai. pro,sece to.n nou/n evmoi,». 9. «Kai. oi`
loipoi. tw/n avnqrw,pwn proskunh,sousin ta. daimo,nia kai. ta. ei;dwla ta. crusa/ kai. ta.
avrgura/ kai. ta. calka.( a] ou;te ble,pei ou;te avkou,ei». 10. «e;stw o` ovfqalmo,j sou
a`plou/j».
11. «Pro.j tou.j avdelfou.j eivj Damasko.n evporeuo,mhn ». 12. «VEdiwko,mhn u`po. tw/n
evcqrw/n tou/ Cristou/». 13. «Proshu,cou tw/| Qew/|». 14. «u`po. tou/ Kuri,ou evpaideu,ou ». 15.
«VExh,rceto de. kai. daimo,nia avpo. pollw/n ». 16. «VIhsou/j h;geto evn th/| evrh,mw| ». 17.
«Huvco,meqa u`pe.r tw/n avdelfw/n ». 18. «VEdiwko,meqa e[neken dikaiosu,nhj ». 19. «Dw/ra
prosfe,rein evbou,lesqe». 20. «Pro.j ta. ei;dwla h;gesqe». 21. «VEporeu,onto evn tai/j
evntolai/j tou/ Kuri,ou». 22. «Polloi. tw/n Korinqi,wn evbapti,zonto».
23. «VExerco,menoi de. oi` maqhtai. dih,rconto kata. ta.j kw,maj euvaggelizo,menoi
pantacou/». 24. «Tou/ Pau,lou euvaggelizome,nou th.n basilei,an tou/ Qeou/ oi` me.n
evpei,qonto( oi` de. ouvk evpi,steuon ». 25. «o` de. lo,goj tou/ Qeou/ hu;xanen kai. evplhqu,neto ».
26. «Pe,troj kai. VIwa,nnhj polla.j kw,maj tw/n Samaritw/n euvhggeli,zonto ». 27. «Oi` me.n
ou=n avpo,stoloi evporeu,onto evn cara/| avpo. prosw,pou tou/ sunedri,ou e;n te tw/| i`erw/| kai.
katV oi=kon ouvk evpau,onto euvaggelizo,menoi to.n Cristo,n ». 28. «o` VIhsou/j dieste,lleto
toi/j maqhtai/j\ ble,pete avpo. th/j zu,mhj tw/n Farisai,wn kai. th/j zu,mhj ~Hrw,|douÅ Kai.
dielogi,zonto pro.j avllh,louj( o[ti a;rtouj ouvk e;cousin ». 29. «Polla. me.n ou=n kai. e[tera
euvhggeli,zeto to.n lao.n o` VIwa,nnhj».
30. «Auvto.j o` Qeo.j sw,|zei tou.j avnqrw,pouj ». 31. «o` auvto.j Qeo.j poihth.j tw/n
avnqrw,pwn evsti,n». 32. «o` VIhsou/j e;legen evn tw/| i`erw/|\ pw/j le,gousin( o[ti o` Cristo.j
ui`o.j Daui,d evstin* auvto.j ga.r Daui.d le,gei auvto.n Ku,rion( kai. po,qen auvtou/ evstin
ui`o.j*». 33. «Huvco,mhn ga.r avna,qema ei=nai auvto.j evgw. avpo. tou/ Cristou/ u`pe.r tw/n
avdelfw/n mou». 34. «Kai. ivdou. du,o evk tw/n maqhtw/n evn auvth/| th/| h`me,ra| h=san
poreuo,menoi avpo. VIerousalh.m eivj VEmmaou/j( kai. auvto.j VIhsou/j suneporeu,eto auvtoi/j».
35. «Oi` Nazarhnoi. h;qelon to.n Ku,rion avpoktei,nein\ auvto.j de. dierco,menoj dia. me,sou
auvtw/n evporeu,eto». 36. «Kai. e;menen evn Bhqani,a| auvto.j kai. oi` maqhtai. auvtou/ ». 37.
«Kai. h=n to. ploi/on evn me,sw| th/j qala,sshj( kai. auvto.j mo,noj evpi. th/j gh/j». 38. «Su,( w=
Ku,rie( avei. o` auvto.j ei=». 39. «o` Pau/loj keleu,ei tou.j Cristianou.j to. auvto. le,gein ».
66
40. «Maka,rioi oi` diwko,menoi e[neken dikaiosu,nhj( o[ti auvtw/n evstin h` basilei,a
tw/n ouvranw/n». 41. «To,te e;rcetai o` VIhsou/j pro.j maqhta.j kai. le,gei auvtoi/j \
kaqeu,dete kai. avnapau,esqe». 42. «h=n ga.r auvtw/n ponhra. ta. e;rga». 43. «VEn Kori,nqw|
h=san VAku,laj kai. Pri,skilla evrco,menoi avpo. th/j ~Rw,mhj\ Pau/loj ou=n dia. to.
o`mo,tecnon ei=nai e;menen parV auvtoi/j kai. hvrga,zeto\ h=san ga.r skhnopoioi. th/| te,cnh|\
diele,geto de. evn th/| sunagwgh/|( e;peiqe,n te VIoudai,ouj kai. a;llouj ». 44. «VEn de. tai/j
h`me,raij evkei,naij paragi,netai VIwa,nnhj o` baptisth.j evn th/| evrh,mw| th/j VIoudai,aj
euvaggelizo,menoj( o[ti h[kei h` basilei,a tw/n ouvranw/n \ to,te evxeporeu,eto pro.j auvto.n
~Ieroso,luma kai. h` VIoudai,a kai. h` peri,cwroj tou/ VIorda,nou kai. evbapti,zonto evn tw/|
VIorda,nh| potamw/| u`pV auvtou/».
2. Declinar: «o` kalo.j plou/j»
3. Formar os quatro imperativos presente e aoristo de «lale,w» e «avkou,w».

Lição 14

1. O perfeito
a) Forma:
O tema do perfeito se caracteriza pelo "redobro": em um verbo iniciado por consoante (os
demais casos serão tratados posteriormente), acrescenta-se como prefixo ao verbo uma sílaba
formada por tal consoante (que assim aparece duplicada) acompanhada da vogal «e». Assim, o
verbo «lu,w», no perfeito, se transformará em «le,luka».
Além do redobro, o perfeito pode ter uma conjugação "fraca" e uma "forte", caso necessite ou
não de um sufixo ou "característica temporal" para sua formação.
O perfeito fraco (também denominado "perfeito em «k»") é comum nos verbos cuja raiz termina
em vogal: acrescenta-se como sufixo um «k», colocado entre a raiz e as desinências. O conjunto
formado por raiz, redobro e característica temporal constitui o "radical" do perfeito: trata-se da parte
que se mantém invariável em toda a conjugação deste tema. Por conseguinte, o radical do perfeito
do verbo «lu,w» é «leluk-».
O perfeito forte é o habitual dos verbos cuja raiz termina em consoante. Nesses verbos, o
"radical" do perfeito consiste no conjunto formado pela raiz e pelo redobro. Portanto, o radical do
perfeito do verbo «gra,fw» é «ge,graf-».
As desinências do tema do perfeito são colocadas imediatamente após o radical e são as mesmas
do aoristo. Já a desinência do infinitivo é nova. Tomemos como modelos desta conjugação os
verbos «lu,w» (para o perfeito fraco), «gra,fw» (para o perfeito forte) e «poie,w» (para os verbos
contratos em «-e,w»). Recorde-se que, nos contratos em «-e,w», o «e» normalmente se alonga para
«h» antes da característica temporal.

indicativo imperativo infinitivo


1. le,luka ge,grafa pepoi,hka
sg. 2. le,lukaj ge,grafaj pepoi,hkaj
não leluke,nai
3. le,luke$n% ge,grafe$n% pepoi,hke$n%
existe gegrafe,nai
1. lelu,kamen gegra,famen pepoih,kamen no NT pepoihke,nai
pl. 2. lelu,kate gegra,fate pepoih,kate
3. lelu,kasi$n% gegra,fasi$n% pepoih,kasi$n%
67

No NT, não há imperativos no perfeito.


b) Redobro: Eis os vários casos em que pode acontecer o redobro:
1) Se o verbo começa por uma consoante (exceto o «r»): Repete-se a consoante com a vogal
«e»: «lu,w» - «le,luka».
Todavia, se essa consoante for aspirada (f, c, q), no redobro ocorre a "dissimilação" e a
consoante usada é a surda correspondente:
«qu,w» (sacrificar) - «te,quka».
«foneu,w» (matar) - «pefo,neuka».
«cri,w» (ungir) - «ke,crika».
2) Se o verbo começa por duas consoantes, segue-se a regra geral somente quando elas são uma
muda seguida por uma líquida: «gra,fw» (escrever) - «ge,grafa».
3) Em todos os demais casos (isto é, quando o verbo começa por vogal, ou por duas consoantes
que não sejam mudas com líquidas), o redobro é praticamente idêntico ao aumento, e segue as
mesmas regras que já estudamos.
«avgge,llw» (anunciar) - «h;ggelka».
«evlpi,zw» (esperar) - «h;lpika».
«eu`ri,skw» (encontrar) - «eu[rhka» (no clássico: «hu[rhka»).
«ste,llw» (enviar) - «e;stalka».
«strateu,w» (ir à guerra) - «evstra,teuka».
«zhte,w» (buscar) - «evzh,thka».
4) Os verbos que começam por «r`» comportam-se como se tivessem duas consoantes; por isso,
eles têm um aumento no lugar do redobro e, ao mesmo tempo, o «r`» é duplicado:
«r`i,ptw» (arremessar, lançar) - «e;rrifa» (imperfeito: «e;rripton»).
5) Alguns verbos que começam por vogal apresentam um redobro especial, chamado "ático":
duplicam-se as duas primeiras letras do verbo, seguidas da vogal «e»:
«avkou,w» (ouvir) - «avkh,koa» («avkea,koa»).
6) Quando se trata de verbos compostos que têm como prefixo uma ou mais preposições, o
redobro, tal como o aumento, é colocado entre o prefixo preposicional e a raiz:
«dialu,w» (dissolver) - «diale,luka» (Ind. Aor.: «die,lusa»).
«sugkale,w» (convocar) - «sugke,klhka» (Ind. Aor.: «suneka,lesa»).
Todavia, se o pré-verbo não for uma preposição, ele será considerado parte integrante da raiz, e o
redobro será construído conforme as regras gerais:
«dustuce,w» (ser desgraçado) - «dedustu,chka» (Ind. Aor.: «evdustu,chsa»).
c) Significado:
O perfeito grego não tem o mesmo significado do perfeito latino, nem o do nosso pretérito
perfeito (que melhor corresponde ao aoristo). Esse tema não faz referência ao passado, e sim ao
presente.
68
1) Aspecto: O perfeito grego indica o término e o ápice de uma ação, isto é, denota que o estado
ou a ação alcançou seu ponto máximo. Todavia, esse máximo pode referir-se a várias coisas: uma
maior intensidade, definição, desenvolvimento da ação até seu término ou o efeito permanente de
uma ação já cumprida.
Intensidade:
«pisteu,w»: creio - «pepi,steuka»: creio firmemente, estou convencido.
«kra,zw»: grito - «ke,kraga»: grito com grande força.
Estado alcançado e no qual se mantém, geralmente como resultado de uma ação anterior:
«eu`ri,skw»: encontro - «eu[rhka»: tenho (nas mãos).
«gra,fw»: escrevo - «ge,grafa»: tenho escrito.
«nika,w»: venço - «neni,khka»: venci (eu os venci!).
2) Tempo:
Como já dissemos antes, o tempo só se expressa no modo indicativo:
Indicativo perfeito: Ação passada e resultado presente, ou mesmo ação presente e resultado
futuro.
Indicativo mais-que-perfeito: Ação passada e resultado passado. Essa forma é pouco frequente e
a estudaremos mais adiante.
3) Tradução:
Em português, o sentido perfectivo de um verbo poderia ser expresso pela frase "ter +
particípio": «ei;rhka soi o[ti ))) »: tenho-te dito que ... , mas esta construção não é muito frequente
e só é possível com verbos transitivos. A forma "estar + particípio", por ser passiva, não indica o
sujeito agente e, por isso, o sentido do verbo muitas vezes é desvirtuado. É muito comum traduzir o
perfeito grego por um pretérito perfeito, mas, neste caso, é necessário sempre recordar que o grego
se refere a um tempo presente, não a um passado.
«nenikh,kamen »: vencemos (isto é: agora nós os vencemos!)

2. Vocabulário
evmo,j( h,( o,n meu, minha w-de aqui

so,j( h,( o,n teu, tua ou;pw ainda não

h`me,teroj( a( on nosso, -a pa,ntote sempre

u`me,teroj( a( on vosso, -a dia. ti, por que?

cai,rw alegrar-se avmh,n amém, em verdade ...

cai/re alegra-te sh,meron hoje

basta,zw carregar, levar embora ge, $encl.% ao menos, mesmo

pa,reimi estar presente avdike,w ser injusto, cometer injustiça


eivmi, $encl.% eu sou/estou ou;te ... ou;te nem ... nem
evsme,n $encl.% nós somos evle,gcw revelar, convencer, refutar,
censurar, acusar
e;sh| tu serás ovfei,lw dever
69

h` yuch,( h/j a alma h` lalia,( a/j o discurso, a pronúncia, a palavra


h` r`i,za( hj a raiz nai, sim, com certeza
o` i`lasmo,j( ou/ a expiação, reparação o` neani,skoj( ou o jovem, jovenzinho
o` kairo,j( ou/ o momento (oportuno), o nika,w vencer, bater, derrotar
tempo
o` para,deisoj( ou o paraíso evxh/lqon saí
o` qa,natoj( ou a morte o` path,r o Pai
ptwco,j( h,( o,n pobre file,w amar, querer bem
meta, $c. gen.% no meio de, junto de wvfele,w ser útil, ajudar
su,n $c. dat.% junto com w`ra,w ver
pro, $c. gen.% antes (no sentido local e avpagge,llw responder, levar um
temporal) anúncio
ouvke,ti não ... mais, jã ... não o` swth,r o salvador
oi;damen sabemos evnteu/qen dali, de lá, daqui

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Ou;te se hvdi,khsen ou;te tou.j fi,louj sou ». 2. «Le,gei auvtoi/j o`
VIhsou/j\ Ginw,skete ti, pepoi,hka u`mi/n». 3. «Ti,j evx u`mw/n evle,gcei me peri. a`marti,aj* eiv
avlh,qeian le,gw( dia. ti, u`mei/j ouv pisteu,ete, moi* ». 4. «Pe,feuga evk qala,sshj». 5.
«Ouvke,ti dia. th.n sh.n lalia.n pisteu,omen\ auvtoi. ga.r avkhko,amen kai. oi;damen o[ti
ou-to,j evstin avlhqw/j o` swth.r tou/ ko,smou ». 6. «e;legon ou=n auvtw/| oi` Farisai/oi\ Pw/j
ou=n teqera,peuke, se* ». 7. «Le,gei auvtw/|( Nai,( Ku,rie( evgw. pepi,steuka o[ti su. ei= o`
Cristo.j o` ui`o.j tou/ Qeou/». 8. «e;graya u`mi/n( neani,skoi( o[ti ivscuroi, evste kai. o`
lo,goj tou/ qeou/ evn u`mi/n me,nei kai. nenikh,kate to.n ponhro,n ». 9. «Le,gei o` Pila/toj\ o]
ge,grafa( ge,grafa». 10. «Auvto.j ga.r o` path.r filei/ u`ma/j( o[ti u`mei/j evme. pefilh,kate
kai. pepisteu,kate o[ti evgw. para. tou/ Qeou/ evxh/lqon». 11. «dou/loi avcrei/oi, evsmen( o]
wvfei,lomen poih/sai pepoih,kamen ». 12. «Th.n avlh,qeian u`mi/n lela,lhka h]n h;kousa para.
tou/ Qeou/\ tou/to VAbraa.m ouvk evpoi,hsen». 13. «Le,gei auvtw/| o` VIhsou/j\ o[ti e`w,raka,j me
pepi,steukaj». 14. «}O h=n avpV avrch/j( o] avkhko,amen( o] e`wra,kamen toi/j ovfqalmoi/j
h`mw/n( avpagge,llomen kai. u`mi/n ».
15. «VEgw, eivmi h` a;mpeloj h` avlhqinh,». 16. «Su. ei= Si,mwn o` ui`o.j VIwa,nnou ». 17.
«h`mei/j evk tou/ Qeou/ evsmen ». 18. «Tw/| ui`w/| Qeou/ u`mei/j ouv pisteu,ete ». 19. «Louka/j evstin
mo,noj metV evmou/». 20. «Megalu,nei h` yuch, mou to.n Ku,rion ». 21. «Eiv evmoi. ouv
pisteu,ete( toi/j e;rgoij pisteu,ete». 22. «Le,ge moi\ su. r`wmai/oj ei=*». 23. «Pisteu,ete eivj
to.n Qeo,n( kai. eivj evme. pisteu,ete». 24. «Ti, me le,geij avgaqo.n* ». 25. «VEgw, eivmi Ku,rioj
o` Qeo,j sou». 26. «Ti, evmoi. kai. soi,». 27. «Kavgw. de, soi le,gw( o[ti su. ei= Pe,troj». 28.
«Ouv su. r`i,zan basta,zeij( avlla. h` r`i,za se, ». 29. «VAspa,zontai se oi` metV evmou/».
30. «Proseu,cesqe peri. h`mw/n ». 31. «Kalo,n evstin h`ma/j w-de ei=nai». 32. «VEgw, eivmi
VIwsh.f o` avdelfo.j u`mw/n». 33. «VEgw. th.n avlh,qeian le,gw u`mi/n ». 34. «o` deco,menoj u`ma/j
evme. de,cetai». 35. «u`mei/j ouv pisteu,ete( o[ti ouvk evste. evk tw/n proba,twn tw/n evmw/n \ ta.
pro,bata ta. evma. th/j fwnh/j mou avkou,ousin( kavgw. ginw,skw auvta, ». 36. «o` lo,goj o` so.j
avlh,qeia, evstin». 37. «VIhsou/j Cristo,j i`lasmo,j evstin peri. tw/n a`martiw/n h`mw/n( ouv
70
peri. tw/n h`mete,rwn de. mo,non( avlla. kai. peri. o[lou tou/ ko,smou ». 38. «o` kairo.j o` evmo.j
ou;pw pa,restin( o` de. kairo.j o` u`me,teroj pa,ntote, evstin e[toimoj ». 39. «VAspa,zontai
u`ma/j ai` evkklhsi,ai th/j VAsi,aj( avspa,zetai u`ma/j evn Kuri,w| VAku,laj kai. Pri,ska su.n
th/| katV oi=kon auvtw/n evkklhsi,a|». 40. «VIdou. evgw. avposte,llw to.n a;ggelo,n mou pro.
prosw,pou sou». 41. «Dia. ti, oi` maqhtai. VIwa,nnou kai. oi` maqhtai. tw/n Farisai,wn
nhsteu,ousin( oi` de. soi. maqhtai. ouv nhsteu,ousinÈ ». 42. «VAmh,n soi le,gw( sh,meron metV
evmou/ e;sh| evn tw/| paradei,sw|». 43. «Maka,rioi oi` ptwcoi,( o[ti u`mete,ra evsti.n h` basilei,a
tou/ qeou/». 44. «To. so.n e;rgon evrga,zou». 45. «ku,rie( meta. sou/ e[toimo,j eivmi kai. eivj
fulakh.n kai. eivj qa,naton poreu,esqai». 46. «Ouv to. e;rgon mou u`mei/j evste evn kuri,w|È eiv
a;lloij ouvk eivmi. avpo,stoloj( avlla, ge u`mi/n eivmi ».
2. Conjugar todas as formas do perfeito no indicativo e no infinitivo de «file,w» e
«qerapeu,w».
3. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «avkhko,asi», «avkoai,», «pefilhke,nai»,
«pefi,lhkaj», «e;graye», «ge,grafe».

Lição 15

1. Função verbal do infinitivo


O infinitivo é uma forma nominal do verbo, que expressa a idéia verbal pura e simples. Não
existia no indo-europeu e supõe um elevado grau de abstração. Por ser um substantivo verbal, em
parte têm funções próprias de um substantivo e em parte funções próprias de um verbo. Por ser um
verbo:
1. Existe nos distintos temas: presente ( lu,ein), futuro, (lu,sein), aoristo (lu/sai), perfeito
(leluke,nai).
2. É determinado por advérbios (e não por adjetivos): «kalw/j le,gein»: falar bem.
3. Embora não seja algo frequente, pode ser usado como verbo de uma oração independente, ou
como o verbo de uma oração principal. Neste caso, pode equivaler a um imperativo (o sujeito
aparece no nominativo): «mhde.n ai;rete eivj th.n o`do.n( mh. r`a,bdon mh,te ph,ran mh,te a;rton
mh,te avrgu,rion( mh,te du,o citw/naj e;cein» (Lc 9,3): não leveis nada pelo caminho, nem
bastão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas (ao imperativo « ai;rete»,
segue-se o infinitivo «e;cein»).
«euvlogei/te tou.j diw,kontaj u`ma/j( ... cai,rein meta. cairo,ntwn( klai,ein meta.
klaio,ntwn» (Rm 12,14-15): abençoai os que vos perseguem ... alegrai-vos com os que se alegram,
chorai com os que choram ... (ao imperativo «euvlogei/te», seguem-se os infinitivos «cai,rein» e
«klai,ein»).
O uso de «cai,rein» nas cartas ou como fórmula de saudação expressa primeiramente um
desejo:
«Oi` avpo,stoloi kai. oi` presbu,teroi avdelfoi. toi/j kata. th.n VAntio,ceian kai.
Suri,an kai. Kiliki,an avdelfoi/j toi/j evx evqnw/n cai,rein » (At 15,23).
«Klau,dioj Lusi,aj tw/| krati,stw| h`gemo,ni Fh,liki cai,rein » (At 23,26).
«VIa,kwboj qeou/ kai. kuri,ou VIhsou/ Cristou/ dou/loj tai/j dw,deka fulai/j tai/j evn th/|
diaspora/| cai,rein» (Tg 1,1).
71
«ei; tij e;rcetai pro.j u`ma/j kai. tau,thn th.n didach.n ouv fe,rei( mh. lamba,nete auvto.n
eivj oivki,an kai. cai,rein auvtw/| mh. le,gete\ o` le,gwn ga.r auvtw/| cai,rein koinwnei/ toi/j
e;rgoij auvtou/ toi/j ponhroi/j» (2 Jo 1,10.11).
4. Pode ter seus próprios complementos: «th.n avlh,qeian le,gein »: dizer a verdade.
5. Tem seu próprio sujeito.
Em português, só é possível utilizar o infinitivo em orações completivas quando o sujeito desse
verbo for o mesmo do verbo principal. Se a ação subordinada tiver seu próprio sujeito, será
necessário utilizar a construção pessoal «que + subjuntivo».
Em grego é diferente. O infinitivo tem seu próprio sujeito, que pode ou não ser o mesmo do
verbo principal. As regras de concordância entre o infinitivo e seu sujeito são as seguintes:
a) Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo que o rege, omite-se o sujeito (tal como
em português):
«h[xein evlpi,zw»: penso vir (ou: penso que virei).
«e;maqon auvta,rkhj ei=nai»: aprendi a ser independente.
Observe-se neste último exemplo que «auvta,rkhj» está no nominativo, pois, por ser o predicado
nominal, concorda com o sujeito, que é o mesmo da oração principal e está no nominativo.
Em geral, também é omitido o sujeito do infinitivo que, na oração principal, é usado como
complemento, no genitivo ou no dativo:
«toi/j e;qnesin avph,ggellon metanoei/n kai. evpistre,fein evpi. to.n Qeo,n »: aos gentios,
anunciava que se arrependessem e convertessem a DEUS.
b) Nos demais casos, o sujeito do infinitivo deve ser expressado e estar no acusativo:
«le,gein se dei/»: é necessário que tu fales.
«le,gw se avgaqo.n ei=nai»: digo que tu és bom.
Observe-se neste último exemplo que «avgaqo,n» está no acusativo, pois, por ser o predicado
nominal, concorda com seu sujeito, que neste caso está no acustaivo ( se).

2. Orações subordinadas de infinitivo


Já dissemos que o infinitivo é um substantivo verbal, e acabamos de ver as funções que tem
como verbo. Todavia, ele também tem funções de substantivo, pode ter artigo (que sempre será
singular neutro): «to. le,gein»: o (fato de) falar.
Com ou sem artigo, o infinitivo pode ter as mesmas funções sintáticas de qualquer substantivo
(sujeito, objeto direto, indireto, circunstancial, complemento nominal), formando as
correspondentes orações subordinadas:
1. Completivas do sujeito. Com ou sem artigo.
O infinitivo só pode servir como sujeito em construções impessoais, seja com verbos impessoais
(«dei/»: é um dever, deve-se; «crh,»: é uma obrigação, é necessário, há de; «e;xesti»: é possível),
seja com «eivmi» + adjetivo. Neste último caso, o adjetivo (que é o predicado nominal) deve
concordar com o sujeito (que, por ser o infinitivo, é singular neutro) e por isso está sempre no
nominativo singular neutro:
«avgaqo.n evsti» + Inf.: é bom, está bem.
«le,gein dei/»: deve-se falar.
72
«evn toi/j tou/ patro,j mou dei/ ei=nai me » (Lc 2,49): é necessário que eu esteja nas (coisas)
de meu pai (ou: entre os de meu pai; ou: na (casa) de meu pai.
«Ku,rie( kalo,n evstin h`ma/j w-de ei=nai» (Mt 17,4): Senhor, é bom estarmos aqui.
Nota: O ático clássico converte frequentemente as expressões impessoais adjetivas em
construções pessoais. Como isso não ocorre no grego do NT, não estudaremos as construções
pessoais.
2. Completivas de objeto direto.
Nestas orações, o infinitivo nunca é precedido pelo artigo.
a) Muitas vezes, o infinitivo complementa verbos de «juízo» («le,gw» dizer, «nomi,zw» pensar,
«pisteu,w» crer) e de vontade («qe,lw» querer, «keleu,w» ordenar, «kwlu,w» proibir, «evlpi,zw»
esperar, «pei,qw» persuadir, «dida,skw» ensinar).
«a|;dein kwlu,ei»: proibe cantar.
«le,gein dida,skei»: ensina a falar.
«pepeisme,noj ga,r evstin VIwa,nnhn profh,thn ei=nai » (Lc 20,6): pois (o povo) está
persuadido de que João é um profeta.
Recorde-se que, com esses verbos, as orações completivas também podem ser construídas com
«w`j» ou «o[ti» mais o indicativo. E como neste caso o infinitivo substitui um indicativo de
constatação, ele expressa não só o aspecto, mas também o tempo, tal como o indicativo:
«le,gw o[ti avkou,ei mou » = «le,gw auvto.n avkou,ein mou»: digo que ele me escuta.
«e;legon o[ti avkou,ei mou » = «e;legon auvto.n avkou,ein mou»: dizia que ele me escutava.
«le,gw o[ti avkou,sei mou » = «le,gw auvto.n avkou,sein mou »: digo que ele me escutará.
«le,gw o[ti h;kouse mou » = «le,gw auvto.n avkou,sai mou »: digo que ele me escutou.
b) Todavia, não é frequente o uso do infinitivo com verbos de «percepção» (ver, ouvir, saber,
conhecer, dar-se conta, começar a, cessar de etc.). Com esses verbos também não é comum utilizar
«w`j» e «o[ti». O habitual é utilizar o particípio, embora existam numerosas exceções.
3. Completivas de objeto indireto. As completivas de complemento indireto equivalem a
orações finais.
Frequentemente, o infinitivo sem artigo é objeto indireto de algum verbo. Se esse verbo
pertencer ao grupo acima, a frase pode ser ambígua e somente o contexto nos indicará o sentido
exato.
No NT, o valor final-consecutivo frequentemente é expresso com «tou/» + infinitivo:
«me,llei ga.r ~Hrw,|dhj zhtei/n to. paidi,on tou/ avpole,sai auvto, » (Mt 2,13): porque
Herodes vai buscar o menino para matá-lo («tou/» + infinitivo = futuro próximo).
«evleuqe,ra evsti.n avpo. tou/ no,mou( tou/ mh. ei=nai auvth.n moicali,da » (Rm 7,3): ela é livre
da lei, de modo que (ou: e por conseguinte) ela não é adúltera.
Este é o sentido também quando o infinitivo acompanha substantivos, dos quais, de certo modo,
é independente:
«e;dwken auvtoi/j o` qeo.j pneu/ma katanu,xewj( ovfqalmou.j tou/ mh. ble,pein kai. w=ta
tou/ mh. avkou,ein» (Rm 11,8): Deu-lhes DEUS ... olhos para não ver e ouvidos para não ouvir.
73
Um sentido muito próximo a este (na realidade, indica o objetivo de um movimento) tem o
infinitivo que depende de verbos de movimento e que significam dar, rejeitar, eleger etc. Neste
caso, o infinitivo não tem artigo:
«u`pa,gw a`lieu,ein » (Jo 21,3): vou pescar.
4. Infinitivo com valor circunstancial.
A oração subordinada circunstancial é aquela que expressa tempo, modo, causa etc. Neste caso,
o infinitivo é precedido por uma preposição e por um artigo. No NT, este uso não é muito frequente.
Os significados são: em vez de, enquanto, por causa de etc. (cf. vocabulário).
5. Completivas de complemento nominal.
Este uso é encontrado apenas no NT. O infinitivo está no genitivo, habitualmente sem artigo:
«evlpi.j pa/sa tou/ sw,|zesqai h`ma/j » (At 27,20): toda esperança de sermos salvos (ou: de que
nós fossemos salvos).
«ouvke,ti eivmi. a;xioj klhqh/nai ui`o,j sou » (Lc 15,19): eu não sou digno de ser chamado filho
teu.
«dio. avna,gkh u`pota,ssesqai» (Rm 13,5): por isso a necessidade de ser submisso.
6. Infinitivo epexegético.
Este infinitivo serve para explicar ou esclarecer o que se acaba de dizer. Pode vir depois de um
pronome demonstrativo, mas não necessariamente:
«qrhskei,a kaqara. ... au[th evsti,n( evpiske,ptesqai ovrfanou.j » (Tg 1,27): religião pura ... é
esta: assistir os órfãos ...
«pare,dwken auvtou.j o` qeo.j eivj avdo,kimon nou/n( poiei/n ta. mh. kaqh,konta» (Rm 1,28):
DEUS os entregou a uma mente corrompida, (isto é) fazer o que não é conveniente.
Também pode vir com o artigo «tou/»
«Kai. evge,neto po,lemoj evn tw/| ouvranw/|( o` Micah.l kai. oi` a;ggeloi auvtou/ tou/
polemh/sai meta. tou/ dra,kontoj » (Ap 12,7): E houve uma guerra no céu, (a saber:) Miguel e
seus Anjos combateram contra o dragão.

3. Negação do infinitivo
A negação do infinitivo segue a regra geral:
1. Utiliza-se a partícula «ouv» quando se fala de um fato real, por exemplo, quando o verbo
principal é um verbo de juízo:
«ouv pepoihke,nai tou/to le,gei»: diz que não fez isso.
2. Utiliza-se a partícula «mh,» quando o verbo principal é um verbo de vontade, desejo ou
qualquer outra decisão pessoal (é o mais frequente):
«evlpi,zw mh. h[xein auvto,n »: espero que ele não venha.

4. O «n» eufônico
Às vezes, no final de uma palavra, aparece um «-n» que não pertence a seu radical nem a
nenhuma desinência. Sua finalidade é meramente eufônica e é usado somente em duas ocasiões:
1. Após a desinência «-si$n%» de:
a) Nomes: dativo plural da terceira declinação;
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b) Verbos: terceira singular, p.ex.: «fhsi$n%» e também «evsti$n%»;
terceira plural, p.ex.: «lu,ousi$n%», «lu,wsi$n%», «fasi,$n%», «eivsi,$n%».
c) O numeral «ei;kosi$n%»: vinte.
2. Após a terminação «-e» dos verbos, nas seguintes formas:
Imperfeito: «e;lue$n%»; Ind. Aoristo: «e;luse$n%»; Ind. Perfeito: «le,luke$n%».

5. Vocabulário
foneu,w matar avnupo,kritoj( on sem fingimento
pisteu,w acreditar, confiar peri,lupoj( on muito/altamente triste
eivsakou,w obedecer, escutar, atender pe,nte cinco
latreu,w servir o[pou onde (relativo)
sumbasileu,w reinar junto evkei/ lá, cá, para lá
evleu,somai futuro de e[rcomai: ir, o[te quando, depois de
vir
evxeleu,somai futuro de e1xevrcomai: po,te* quando?
sair
pareleu,somai futuro de parevrcomai: plh,n $c. gen.% fora de, com exepção de
passar (ao lado),
ultrapassar, transgredir
u`pome,nw perseverar kata, $c. gen.% de cima para baixo, para
dentro de, contra (no
jurar: por)
evxagoreu,w declarar, professar, dei/ é um dever, deve-se
confessar
carh,somai futuro de caivrw: crh, é uma obrigação, é
alegrar-se necessário, há de
e;somai futuro de ei1miv: ser, nomi,zw pensar
estar
h` cw,ra( aj a terra, a região avnti. tou/ em vez de
h` kardi,a( aj o coração dia. tou/ enquanto
h` evmpaigmonh,( h/j a zombaria dia. to, por causa de
o` evmpai,kthj( ou o zombador eivj to, para que, de modo que
h` evpiqumi,a( aj o desejo, a ânsia evk tou/ em função de
h` qusi,a( aj o sacrifício evn tw/| enquanto
h` phgh,( h/j a fonte e[neken tou/ por causa de
h` nefe,lh( hj a nuvem meta. to, depois de
a;pistoj( on incrédulo, infiel pro. tou/ antes de
75

euva,restoj( on agradável pro.j to, para que, de modo que


euvpro,sdektoj( on bem-aceito, bem-vindo, pe,mpw mandar, enviar
agradável
a;nudroj( on sem água, deserto i`kano,j( h,( o,n idôneo, capaz, adequado,
suficiente
fro,nimoj( on prudente, inteligente parakale,w chamar, convidar,
exortar, suplicar
evpoura,nioj( on celeste u`postre,fw voltar, retornar
e;scatoj( h( on último peripate,w caminhar, comportar-se
mwro,j( a,( o,n estúpido, sem o;yomai vou ver, verei
inteligência
aivw,nioj( i,a( on eterno carh,setai se alegrará
e;stai ele será pra,ssw fazer, comportar-se
h=lqon vim, cheguei katalu,w destruir, anular

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Le,gein crh. th.n avlh,qeian ». 2. «Th.n avlh,qeian se crh. le,gein». 3.
«Kalo,n evstin h`ma/j pra,ssein th.n dikaiosu,nhn ». 4. «h[xein evlpi,zw ». 5. «h[xein auvto.n
evlpi,zw». 6. «o` VIhsou/j me,llei aivtei/n auvtou.j pe,mpein i`kano.n a;rton ». 7. «Nu/n kairo.j
tou/ le,gein». 8. «Oi` de. o;cloi e;cairon evn tw/| avkou,ein kai. ble,pein ta. shmei/a a]
e;poiei». 9. «Ouvk h=lqon katalu/sai to.n no,mon h' tou.j profh,taj». 10. «o` ga.r Qeo.j
pe,mpei to.n ui`o.n auvtou/ sw,|zein to.n ko,smon ». 11. «Pareka,loun de. to.n Pe,tron
dida,skein ta.j evntola,j». 12. «Ouvk h=lqon kale,sai dikai,ouj avlla. a`martwlou,j ». 13. «VEn
de. tw/| u`postre,fein to.n VIhsou/n e;bleyen auvto.n o` o;cloj». 14. «To. de. peripatei/n evn
tai/j o`doi/j auvtou/ avgaqo,n evstin toi/j ui`oi/j tw/n avnqrw,pwn ». 15. «e;grafon eivj to. u`ma/j
evpiginw,skein th.n avgaph.n mou ».
16. «VEgw, avnapau,sw u`ma/j ». 17. «Ouv foneu,seij». 18. «To. avlhqino.n ti,j u`mi/n
pisteu,sei*». 19. «Pisteu,somen evpV auvto,n». 20. «Pw/j ta. evpoura,nia pisteu,sete* ». 21. «Ta.
pro,bata th/j fwnh/j mou avkou,sousin ». 22. «VEn eivrh,nh| avnapau,somai». 23. «VExeleu,sh|
evk th/j cw,raj sou». 24. «Auvtoi. kai. avkou,sousin». 25. «Ouvk e;sontai soi qeoi. e[teroi
plh.n evmou/». 26. «Ouvk e;sesqe w`j oi` u`pokritai,». 27. «o[pou ga,r evstin o` qhsauro,j sou(
evkei/ e;stai kai. h` kardi,a sou ». 28. «avmh.n avmh.n le,gw u`mi/n o[ti e;rcetai w[ra kai. nu/n
evstin o[te oi` nekroi. avkou,sousin th/j fwnh/j tou/ ui`ou/ tou/ Qeou/». 29. «Eiv u`pome,nomen(
kai. sumbasileu,somen».
30. «VExagoreu,sw katV evmou/ th.n a`marti,an mou tw/| Kuri,w| ». 31. «o` ouvrano.j kai. h`
gh/ pareleu,sontai». 32. «Kuri,w| latreu,somen kai. th/j fwnh/j auvtou/ avkouso, meqa». 33.
«Kai. u`mei/j ou=n nu/n me.n lu,phn e;cete\ pa,lin de. o;yomai u`ma/j( kai. carh,setai u`mw/n h`
kardi,a( kai. th.n cara.n u`mw/n ouvdei.j ai;rei avfV u`mw/n ». 34. «Polloi. de. e;sontai prw/toi
e;scatoi kai. e;scatoi prw/toi». 35. «w= genea. a;pistoj( e[wj po,te pro.j u`ma/j e;somaiÈ
fe,rete auvto.n pro,j me». 36. «h` avga,ph avnupo,kritoj e;stw ». 37. «o` avpo,stoloj to. dw/ron
tw/n Filipphsi,wn qusi,an euva,reston tw/| Qew/| le,gei ». 38. «Oi` Cristianoi.
prosfe,rousi pneumatika.j qusi,aj euvprosde,ktouj Qew/|». 39. «Oi` ponhroi. Cristianoi.
evn tai/j a`gi,aij grafai/j phgai/j avnu,droij kai. nefe,laij avnu,droij paraba,llontai ». 40.
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«Pe,nte evk tw/n parqe,nwn h=san mwrai. kai. pe,nte fro,nimoi ». 41. «VApeleu,sontai oi`
di,kaioi eivj zwh.n aivw,nion». 42. «To,te le,gei auvtoi/j\ peri,lupo,j evstin h` yuch, mou e[wj
qana,tou».

Lição 16

1. Pronome-adjetivo demonstrativo «ou-toj»


singular plural
m f n m f n
N ou-toj au-th tou/to ou-toi au-tai tau/ta
G tou,tou tau,thj tou,tou tou,twn tau,twn tou,twn
D tou,tw| tau,th| tou,tw| tou,toij tau,taij tou,toij
A tou/ton tau,thn tou/to tou,touj tau,taj tau/ta

Declinam-se como «ou-toj», mas sem o «t» inicial:


«tosou/toj», «tosau,th», «tosou/to$n%»: tão grande, tanto.
«toiou/toj», «toiau,th», «toiou/to$n%»: tal, semelhante.
«thlikou/toj», «thlikau,th», «thlikou/to$n%»: tão grande, tão importante.

2. Conjunção consecutiva «w[ste»


«w[ste» introduz uma oração subordinada consecutiva. Seu sentido varia caso o verbo que o
segue esteja no indicativo ou no infinitivo, embora em português seja difícil expressar a mudança de
matiz.
1. «w[ste» + indicativo (negação com «ouv»).
Indica que a consequência ou o resultado do que foi dito na oração principal é considerado um
fato objetivo que se pode constatar.
Em português, essa constatação pode ser indicada gramaticalmente seja de modo subordinado
(de modo que), seja de modo não subordinado (por isso, por tanto, por essa razão, por conseguinte,
assim pois). Pode-se também acentuar a oração principal por meio de «tanto, tão, de tal modo (ou
maneira), em tal medida, até tal ponto» e, neste caso, a subordinada começa simplesmente com um
«que». Por exemplo: «Ele fala de tal modo, que marvilha a todos».
«w[ste ouvke,ti eivsi.n du,o avlla. sa.rx mi,a » (Mt 19,6): portanto, já não são dois, mas uma só
carne.
2. «w[ste» + infinitivo (negação com «mh,»).
O infinitivo indica que a consequência em questão é inevitável, necessária, uma consequência
prevista, provável ou natural. Pode ser que a consequência tenha acontecido ou não (e nisso o
infinitivo se distingue do indicativo), mas ela é algo natural. É muito mais frequente encontrar a
oração consecutiva com o infinitivo do que com o indicativo.
Visto que em português não costumamos distinguir esses matizes em uma orção consecutiva, é
comum traduzir do mesmo modo frases em que o «w[ste» é usado com indicativo e com infinitivo.
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Todavia, se se quiser sublinhar o matiz indefinido de «w[ste» + infinitivo, pode-se traduzir «como
para, a ponto de, de modo que pude (ou pode), de modo que tive de, de maneira a» ou similares.
«o` de. VIhsou/j ouvke,ti ouvde.n avpekri,qh( w[ste qauma,zein to.n Pila/ton » (Mc 15,5):
JESUS não respondeu nada, de modo que Pilatos se maravilhava (ou: tinha de maravilhar-se).
Que Pilatos fique maravilhado não é algo cuja existência se constata, mas que se julga inevitável,
ou o mais lógico ou provável.

3. A terceira declinação. Considerações gerais


As raízes dos nomes podem terminar em vogal ou em consoante. Até agora, vimos as
declinações dos nomes cujas raízes terminam:
a) em vogal temática «o/e» (segunda declinação) e
b) em «a» (primeira declinação).
Os demais casos, isto é, aqueles nomes cuja raiz termina em uma consoante ou nas vogais « i/u»
ou em ditongo, declinam-se de acordo com um mesmo modelo, chamado "terceira" declinação.
Todavia, a união das diferentes desinências com a última letra da raiz produz notáveis variações
nesta declinação.
As desinências da terceira declinação são as seguintes:
singular plural
a) Radical puro e simples
b) Radical alongado
N «ej»
c) Radical + «j»
d) Radical acumulado (isto é, alongado + «j»
G «oj» «wn»
D «i» «si$n%»
a) «n»
A «aj»
b) «a»
V Normalmente, radical puro e simples

Já vimos nas declinações anteriores, que o nominativo pode ter como desinência um «j» ou
nada. O mesmo ocorre na terceira declinação.

O acusativo tem, como nas declinações anteriores, a desinência «n»; mas essa consoante se
transforma em uma vogal «a» quando se encontra antes de outra consoante (como acontece no
acusativo singular) ou depois dela (como acontece no acusativo plural: «ns»). Este «n» (que tem a
peculiaridade de poder ser vocalizado com um «a») recebe o nome de «n» soante.

4. Terceira declinação: Temas em gutural e em labial


A maioria destes nomes é feminino, alguns são masculinos, e nenhum é neutro.
Para identificar o radical, basta suprimir a terminação «oj» do genitivo singular.
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radical «fulak-» radical «salpigg-» radical «fleb-» radical «Aivqiop-»
guardião trombeta veia etiope
N/V fu,lax sa,lpigx fle,y Aivqi,oy
G fu,lakoj sa,lpiggoj flebo,j Aivqi,opoj
sg
D fu,laki sa,lpiggi flebi, Aivqi,opi
A fu,laka sa,lpigga fle,ba Aivqi,opa
N fu,lakej sa,lpiggej fle,bej Aivqi,opej
G fula,kwn salpi,ggwn flebw/n Aivqio,pwn
pl
D fu,laxi$n% sa,lpigxi$n% fleyi,$n% Aivqi,oyi$n%
A fu,lakaj sa,lpiggaj fle,baj Aivqi,opaj

O nominativo singular desses nomes tem sempre a desinência em «-j». Recorde-se que a
combinação de uma gutural (g, k, c) com um «s» se escreve «x», e que a combinação de uma labial
(b, p, f) com um «s» se escreve «y». Essa combinação vale também para o dativo plural.
Exceções:
N sg G sg D pl
«gunh,» (V. gu,nai) «gunaiko,j» «gunaixi,$n%» mulher
«nu,x» «nukto,j» «nuxi,$n%» noite
«qri,x» «trico,j» «qrixi,$n%» cabelo

5. Vocabulário

h` gunh,( gunaiko,j a mulher avnable,pw levantar o olhar, enxergar


de novo, olhar
o` Aiqi,oy( &opoj o etíope prose,rcomai chegar perto, aproximar-
se
o` a;ray( aboj o árabe logi,zomai calcular, opinar, pensar

h` sa,rx( sarko,j a carne futeu,w plantar

o` kh/rux( kh,rukoj o arauto, pregador kri,nw distinguir, separar, julgar

o` ko,rax( &akoj o corvo katagge,llw anunciar, proclamar

h` sa,lpigx( sa,lpiggoj a trombeta politeu,omai ser cidadão, viver

h` qri,x( trico,j o cabelo, pelo selhnia,zomai ser sonâmbulo

o` fu,lax( fu,lakoj o guardião profhteu,w profetizar

cai,rw alegrar-se, ser feliz, estar lamba,nw pro,swpon fazer acepção de pessoa,
contente julgar com interesse
doke,w opinar, estimar, crer, kakw/j e;cw comportar-se mal, estar
pensar, decidir, parecer doente
tuflo,j( h,( o,n cego e;xestin é permitido, é possível
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evge,neto aconteceu, foi feito klai,w chorar

o` a;nemoj( ou o vento h` avkoh,( h/j a notícia, a fama

o` nao,j( ou/ templo o` fo,boj( ou o medo

o` basileu,j( e,wj rei h` glw/ssa( hj a língua, o idioma

h` pe,tra( aj pedra, rocha h` evxousi,a( aj o poder, a liberdade de


agir, o direito
avkolouqe,w seguir h` swthri,a( aj a salvação

corta,zw saciar, satisfazer h` avnatolh,( h/j o nascer (do sol), o


levantar, o oriente
po,soj( h( on quão grande, quanto h` evriqei,a( aj o egoísmo, a manía de
brigar
po,qen de onde, como kwfo,j( h,( o,n mudo, surdo, (uma faca)
sem corte
e`pta, sete ovli,goj( h( on pequeno, pouco: plural:
poucos
katalu,w destruir diV ovli,gwn em breve, brevemente

to. ivcqu,dion( ou peixinho, peixe pequeno ovrqo,j( h,( o,n direito, reto, certo

evxapata,w seduzir, enganar ti, kai,* para quê?

avpoktei,nw matar ou[twj( ou[tw assim

nika,w vencer, superar evggu,teron $Adv.% mais perto, mais próximo

o` le,wn o leão kaqw/j (assim) como, conforme


a, já que
h` fulh,( h/j tribo, estirpe, família mo,non $Adv.% só, sozinho, somente

to. bibli,on( ou livro o[lwj inteiramente, totalmente,


por completo
ovmnu,w jurar o[qen de onde, por isso

qerapeu,w servir, cuidar, curar h; do que (no comparativo)

to. u`popo,dion( ou estrado, escabelo euv( kalw/j bem

o` pou,j( podo,j pé leuko,j( h,( o,n branco


h` po,lij( ewj cidade me,lainan preta
mi,an uma avnqrw,pinoj( h( on humano

Exercícios
1. Traduzir: 1. «o` de. VIhsou/j evqera,peue tou.j ptwcou.j( w[ste to.n lao.n cai,rein ». 2.
«Ou-toi oi` presbu,teroi dokou/sin tufloi, ». 3. «To. sa,bbaton dia. to.n a;nqrwpon
evge,neto kai. ouvc o` a;nqrwpoj dia. to. sa,bbaton( w[ste ku,rioj evstin o` ui`o.j tou/
avnqrw,pou kai. tou/ sabba,tou ». 4. «VEgw. katalu,sw to.n nao.n tou/ton ». 5. «Ou-to,j evstin
VIhsou/j o` basileu.j tw/n VIoudai,wn». 6. «u`mei/j evk tou,tou tou/ ko,smou evste,( evgw. ouvk
eivmi. evk tou/ ko,smou tou,tou ». 7. «Po,qen tou,tw| h` sofi,a au[th*». 8. «o` a;nemoj h=n
ivscuro.j w[ste ba,llein to. ploi/on evpi. ta.j pe,traj ». 9. «Mh. kwlu,ete ta. paidi,a
e;rcesqai pro.j me( tw/n ga.r toiou,twn evsti.n h` basilei,a tou/ Qeou/ ». 10. «Au[th
80
hvkolou,qei tw/| neani,a|». 11. «Kai. le,gousin auvtw/| oi` maqhtai,\ po,qen h`mi/n evn evrhmi,a|
a;rtoi tosou/toi w[ste corta,sai o;clon tosou/ton* kai. le,gei auvtoi/j o` VIhsou/j \ po,souj
a;rtouj e;cete* oi` de. e;legon e`pta,( kai. ovli,ga ivcqudi,a\ avlla. tau/ta ti, evstin eivj
tosou,touj*». 12. «h` ga.r a`marti,a evxhpa,thse,n me (me enganou) kai. dia. th/j evntolh/j
avpe,kteinen* w[ste o` me.n no,moj a[gioj kai. h` evntolh. a`gi,a kai. dikai,a kai. avgaqh, ». 13.
«Mh. klai/e( ivdou. evni,khsen o` le,wn o` evk th/j fulh/j VIou,da( avnoi/xai to. bibli,on ».
14. «h;kousa ovpi,sw mou fwnh.n mega,lhn w`j sa,lpiggoj». 15. «Ei=con tri,caj w`j
tri,caj gunaikw/n». 16. «u`mei/j kata. th.n sa,rka kri,nete». 17. «avposte,llei tou.j
avgge,louj auvtou/ meta. sa,lpiggoj mega,lhj». 18. «Oi` Farisai/oi tw/| VIhsou/ le,gousin( eiv
e;xestin avnqrw,pw| avpolu/sai th.n gunai/ka auvtou/*». 19. «e;grafe u`mi/n peri. tou/ ui`ou/ tou/
Daui.d kata. sa,rka». 20. «VEgw. de. le,gw u`mi/n mh. ovmo,sai o[lwj\ mh,te evn tw/| ouvranw/|(
o[ti qro,noj evsti.n tou/ qeou/\ mh,te evn th/| gh/|( o[ti u`popo,dio,n evstin tw/n podw/n auvtou/(
mh,te eivj ~Ieroso,luma( o[ti po,lij evsti.n tou/ mega,lou basile,wj( mh,te evn th/| kefalh/|
sou( o[ti ouv du,nasai mi,an tri,ca leukh.n poih/sai h' me,lainan». 21. «VAnqrw,pinon
le,gw dia. th.n avsqe,neian th/j sarko.j u`mw/n ». 22. «Nw/e dikaiosu,nhj kh/rux h=n». 23.
«Fanera. de, evstin ta. e;rga th/j sarko,j ».
24. «Tai/j evntolai/j sou evpi,steusa». 25. «e;sh| kwfo,j( o[ti ouvk evpi,steusaj toi/j
lo,goij mou». 26. «Ku,rie( ti,j evpi,steusen th|/ avkoh/| h`mw/n* ». 27. «Eivj Cristo.n
evpisteu,samen». 28. «Dia. ti, ou=n ouvk evpisteu,sate tw/| VIwa,nnh|*». 29. «Oi` maqhtai.
evpi,steusan th/| grafh/| kai. tw/| lo,gw| tou/ Cristou/ ». 30. «Pi,steuson evpi. to.n Ku,rion ».
31. «Douleu,sate tw/| Kuri,w| evn fo,bw| ». 32. «o` boulo,menoj zwh.n makari,an e;cein
pausa,tw th.n glw/ssan avpo. kakou/ ». 33. «Oi` a;nqrwpoi douleusa,ntwn $douleusa,twsan%
tw/| Qew/|». 34. «VExousi,an e;cw avpolu/sai, se». 35. «Ou[twj khru,ssomen kai, ou[twj
evpisteu,sate». 36. «Ouvk evpi,steusan ou=n oi` VIoudai/oi peri. auvtou/ o[ti h=n tuflo.j kai.
avne,bleyen». 37. «Oi` profh/tai kai. o` no,moj e[wj VIwa,nnou evprofh,teusan ». 38. «Eiv evme.
evdi,wxan( kai. u`ma/j diw,xousin». 39. «Nu/n evggu,teron h`mw/n h` swthri,a h' o[te
evpisteu,samen».
40. «VEdi,wxa th.n evkklhsi,an tou/ Qeou/ ». 41. «Pisteu/sai ga.r dei/ to.n proserco,menon
tw/| qew/| o[ti e;stin». 42. «h`mei/j hvkou,samen evk tou/ no,mou o[ti o` cristo.j me,nei ». 43. «Dia.
Silouanou/ u`mi/n tou/ pistou/ avdelfou/( w`j logi,zomai( diV ovli,gwn e;graya ». 44. «VElai,w|
th.n kefalh,n mou ouvk h;leiyaj». 45. «e;xestin tw/| sabba,tw| qerapeu/sai h' ou;*». 46.
«Paidi,a( evsca,th w[ra evsti,n( kai. kaqw/j hvkou,sate( o[ti o` avnti,cristoj e;rcetai( kai.
nu/n avnti,cristoi polloi. gego,nasin\ o[qen ginw,skomen( o[ti evsca,th w[ra evsti,n ». 47.
«Oi` maqhtai. ouvk i;scusan evkba,llein to. daimo,nion ». 48. «Kai. evfu,teusen Ku,rioj o`
Qeo.j para,deison evn VEde.m kata. avnatola,j ».
49. «o` Qeo.j dikai,wj kri,nei». 50. «Dida,skale( ovrqw/j le,geij kai. dida,skeij kai. ouv
lamba,neij pro,swpon( avllV evpV avlhqei,aj th.n o`do.n tou/ Qeou/ dida,skeij ». 51. «Oi` me.n evx
avga,phj( oi` de. evx evriqei,aj to.n Cristo.n katagge,llousin( ouvc a`gnw/j ». 52. «VAxi,wj tou/
euvaggeli,ou tou/ Cristou/ politeu,esqe». 53. «o` ui`o,j mou selhnia,zetai kai. kakw/j
e;cei». 54. «Ouv kalw/j le,gomen h`mei/j o[ti Samari,thj ei= su. kai. daimo,nion e;ceijÈ ». 55.
«Kalw/j evprofh,teusen VHsai<aj peri. u`mw/n tw/n u`pokritw/n ». 56. «Ti. pra,ssousin oi`
baptizo,menoi u`pe.r tw/n nekrw/n* eiv o[lwj nekroi. ouvk evgei,rontai( ti, kai. bapti,zontai
u`pe.r auvtw/n*».
2. Declinar em todos os seus casos:
«ou-toj o` ko,smoj»; «au[th h` sofi,a»; «tou/to to. sa,bbaton »; «toiau,th fu,lax »; «h` kalh.
gunh,».
81
3. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «auvtai,», «au[tai», «auvth,», «au[th»,
«auvth/|», «e`auth/|», «toiou/ton», «toiou,twn», «tosau,thn», «tou,toij», «gu,nai», «sarki,»,
«sarxi,», «gunaixi,», «trixw/n», «tri,caj», «a;raba», «a;rayi», «kh,ruki», «qri,x».

Lição 17

1. O modo subjuntivo: presente e aoristo


O subjuntivo é um modo muito utilizado em grego. Suas formas são muito simples:

presente aoristo
1. lu,w poiw/ lu,sw poih,sw
sg. 2. lu,h|j poih/|j lu,sh|j poih,sh|j
3. lu,h| poih/| lu,sh| poih,sh|
1. lu,wmen poiw/men lu,swmen poih,swmen
pl. 2. lu,hte poih/te lu,shte poih,shte
3. lu,wsi$n% poiw/si$n% lu,swsi$n% poih,swsi$n%

O subjuntivo presente tem as mesmas desinências do indicativo, porém com a característica de


alongar a vogal temática (nisso consiste o «sufixo modal» do subjuntivo). Note-se que a única
diferença do verbo contraído em «-e,w» é a presença do acento circunflexo sobre a vogal temática
alongada. Anteriormente já observamos que a presença desse acento circunflexo caracteriza um
verbo (ou substantivo) contrato.
O futuro não tem subjuntivo.
Para se formar o subjuntivo aoristo basta acrescentar as desinências do subjuntivo presente ao
radical do aoristo. Recorde-se que para se obter o radical do aoristo é necessário acrescentar ao
radical do presente a característica do Aoristo, que é um «-s». O radical do verbo contrato em «e,w»
alonga o «e» em «h» antes da característica temporal, como na regra geral.
O subjuntivo presente e o subjuntivo aoristo se traduz em português com o subjuntivo.
Diferentemente do que acontece no ático clássico, no NT o subjuntivo perfeito (tanto dos
verbos em «-w» como nos contratos) é formado de modo perifrástico:
«lelukw,j $ui/a( o,j% w=( h=|j( h=|( w=men( h=te( w=si »: que eu tenha desatado ...
«lelume,noj $h( on% w=( h=|j( h=|( w=men( h=te( w=si »: que eu tenha sido desatado ...
«pepoihkw,j $ui/a( o,j% w=( h=|j( h=|( w=men( h=te( w=si ».
«pepoihme,noj $h( on% w=( h=|j( h=|( w=men( h=te( w=si ».

2. O subjuntivo de «eivmi,»
O verbo «eivmi,» só tem o subjuntivo presente, uma vez que não tem os temas do aoristo e do
perfeito, e porque o futuro não tem subjuntivo. Suas formas são as mesmas que as desinências dos
verbos contraídos em «-e,w».

singular plural
82

1. w= w=men
2. h=|j h=te
3. h=| w=si$n%

3. Sintaxe do subjuntivo. Subjuntivo sem «a;n».


1. Contrariamente ao indicativo, que constata de modo objetivo, o subjuntivo e o optativo
expressam disposições subjetivas (evidentemente distintas entre si).
De um modo geral, podemos dizer que, assim como o modo indicativo expressa uma realidade, e
o imperativo a necessidade de fazer, o subjuntivo expressa algo que não é: tanto aquilo que será (ou
melhor, que pode vir a ser: subjuntivo eventual), como a vontade de se fazer algo ou de se evitar
que algo seja feito (subjuntivo de vontade). Esses dois valores do subjuntivo são subjetivos, mas de
modos diferentes, pois enquanto a vontade vê só seu objeto, a eventualidade fundamenta-se numa
previsão da realidade.
Aparentemente, a língua grega fez todo o possível para distinguir ao máximo esses dois sentidos
do subjuntivo, e para isso:
- Utiliza negações diferentes: para o subjuntivo de vontade, a partícula «mh,»; para o subjuntivo
eventual, a partícula «ouv».
- No ático clássico (o grego koiné nem sempre segue esta regra) é necessária a partícula « a;n»
para acentuar o subjuntivo eventual, mas ela nunca é usada com o subjuntivo de vontade.
2. Assim, pois, o subjuntivo sem «a;n» serve para expressar uma idéia de vontade, que pode
assumir diversos matizes:
a) A primeira pessoa do singular e do plural (presente ou aoristo: a diferença entre ambos é de
aspecto) serve para expressar uma exortação ou uma deliberação.
No caso de uma exortação, o sujeito encoraja a si mesmo para fazer (ou não fazer) algo. Em
português, utiliza-se o subjuntivo:
«lu,wmen $lu,swmen%»: desliguemos.
«mh. gra,fwmen $gra,ywmen%»: não escrevamos.
A deliberação é uma pergunta que alguém faz a si mesmo sobre a ocasião (ou não) do que faz ou
vai fazer. Em português, uma das maneiras de se indicar a deliberação é usar o verbo modal
«dever»:
«ti, le,gw* »: que devo dizer?
«kwlu,$s%wmen*»: devemos impedir ...?
b) A segunda pessoa do subjuntivo (mas apenas a do aoristo) serve para proibir.
Diferentemente do que acontece no tema do presente, em que o imperativo serve tanto para ordenar
como para proibir, no tema do aoristo o imperativo é usado para ordenar e o subjuntivo para proibir:
«lu,e»: solta.
«mh. lu,e»: não soltes! pára de soltar!
«lu,son»: solta, começa a soltar.
«mh. lu,sh|j»: não soltes, não te ponhas a soltar.
83
c) «ouv mh,» + subjuntivo. Já vimos que a negação do subjuntivo de vontade é formulada com
«mh,». Também pode ser formulada com «ouv mh,», mas, neste caso, o sentido é diferente. Indica-se
que se exclui toda possibilidade de algo acontecer (incluindo o tempo futuro); trata-se de uma
negação absoluta:
«avmh.n avmh.n le,gw u`mi/n( eva,n tij to.n evmo.n lo,gon thrh,sh|( qa,naton ouv mh. qewrh,sh|
eivj to.n aivw/na» (Jo 8,51): Em verdade, em verdade, eu vos digo: ele não verá (de nenhum modo
verá, não há perigo de que veja) nunca a morte.
É muito menos frequente usar um futuro em lugar de um subjuntivo:
«ouv mh. timh,sei to.n pate,ra auvtou/ » (Mt 15,6): não honrará seu pai.
d) O subjuntivo de vontade também pode ser utilizado para indicar uma finalidade (e, no NT,
embora seja pouco habitual, também uma consequência), já que a finalidade (e a consecução) é, de
algum modo, fruto de uma vontade. Neste caso, o subjuntivo é precedido por uma conjunção de
subordinação: «i[na» ou, menos frequentemente, «o[pwj». Se a finalidade for negativa, é precedido
por «i[na mh,( o[pwj mh,» ou simplesmente «mh,».
«i[na pisteu,shte ge,grafa tou/to»: para que creiais, escrevi isso.
«r`abbi,( ti,j h[marten( ou-toj h' oi` gonei/j auvtou/( i[na tuflo.j gennhqh/| » (Jo 9,2): Rabi,
quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
«grhgorei/te kai. proseu,cesqe( i[na mh. eivse,lqhte eivj peirasmo,n » (Mt 26,41): vigiai e
orai, para que não entreis (ou não aconteça que entreis) em tentação.
e) A construção «i[na» + subjuntivo é muito frequente no NT: cerca de 620 vezes, não só com
valor final, mas também em frases em que se esperaria um infinitivo. Por exemplo:
«sumfe,rei u`mi/n i[na evgw. avpe,lqw » (Jo 16,7): é necessário para vós que eu me vá.
«evrwtw/ se ou=n( pa,ter( i[na pe,myh|j auvto.n eivj to.n oi=kon tou/ patro,j mou» (Lc
16,27): eu te peço, pai, que o envies à casa de meu pai.
«ouv crei,an e;ceij i[na ti,j se evrwta/| » (Jo 16,30): não tens necessidade de que alguém te
pergunte.
«au[th de, evstin h` aivw,nioj zwh. i[na ginw,skwsin ...» (Jo 17,3): esta é a vida eterna, que
conheçam ...
f) A subordinada completiva dependente de verbos de temor é introduzida por «mh,» e
subjuntivo.

4. Aoristo fraco médio


Indicativo Imperativo Subjuntivo
(desatei para mim) (desate)
1. evlusa,mhn lu,swmai
sg. 2. evlu,sw lu/sai lu,sh|
3. evlu,sato lusa,sqw lu,shtai
1. evlusa,meqa lusw,meqa
pl. 2. evlu,sasqe lu,sasqe lu,shsqe
3. evlu,santo lusa,sqwsan lu,swntai
84
Infinitivo: «lu,sasqai».
Particípio: «lusa,menoj( h( on».
O paradigma dos verbos em «-e,w» é exatamente igual ao verbo «lu,w», com a exceção de que o
«e» é alongado para «h» antes do sufixo «s»: «evpoihsa,mhn( poih/sai( poih,swmai» etc.
O indicativo, por ser um tempo histórico, tem aumento e desinências secundárias.
O imperativo tem, na segunda singular, uma estranha terminação: «-sai». As demais pessoas
têm as desinências habituais. O acento circunflexo da segunda singular do imperativo aoristo médio
não é o regular: p.ex.: «pai,deusai» etc.
O subjuntivo, como sempre, tem desinências primárias precedidas da vogal temática alongada.
O infinitivo e o particípio têm as desinências habituais.

5. Vocabulário
evkle,gomai escolher para si o` qo,ruboj( ou o barulho, tumulto, a confusão

a;rcw reger, mandar, ser o o` avrcitri,klinoj( ou o mestre-sala


primeiro, preceder, começar
a;rcomai começar, fazer pela h` evpaggeli,a( aj o anúncio, a promessa
primeira vez
kli,nw inclinar, flexionar, apoiar h` avfqarsi,a( aj a incorruptibilidade, a
imortalidade
avpolou,omai lavar-se, purificar-se h` avqanasi,a( aj a imortalidade

evndu,omai vestir-se, revestir-se o` diwgmo,j( ou/ a perseguição

avnasei,w instigar, incitar h` avdelfh,( h/j a irmã, a parente

pe,mpw mandar, enviar kaino,j( h,( o,n novo

metape,mpomai mandar chamar, fazer vir fqarto,j( h,( o,n perecível, corruptível

geu,omai $c.acc., gen.% desfrutar, experimentar, du,skoloj( on difícil, árduo


provar
peira,zw tentar, provar, desafiar crei,an e;cw ter necessidade

avnade,comai receber, acolher, aceitar crhsto,j( h,( o,n bom, leve, ligeiro, fácil,
agradável, bondoso
avpode,comai receber (com alegria), w-de aqui
acolher, reconhecer
u`postre,fw voltar, retornar meta, $c.acc.% atrás de, depois de

u`pode,comai acolher, hospedar, para, $c.gen.% de, da parte de


receber em casa
perible,pomai olhar em volta, ao redor thre,w guardar, vigiar, observar

r`u,omai resgatar, libertar h` ca,rij( ca,ritoj a graça

qu,w imolar, sacrificar perisseu,w abundar

h` panopli,a( aj a armadura, a arma o` klhrono,moj( ou o herdeiro

h` perikefalai,a( aj o capacete klhronome,w herdar, receber em herança


85

to. swth,rion( ou a salvação, a libertação h` paidi,skh( hj a serva, a escrava

h` evne,rgeia( aj a eficácia, energia, o poder evleu,qeroj( a( on livre

h` pla,nh( hj o desvio, o erro, engano o` stratiw,thj( ou o soldado

o` yeu,sthj( ou o mentiroso, o enganador dw,deka doze

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Dida,skale( ti, poih,swmen*». 2. «Oi` ga.r farisai,oi ouvk evth,roun th.n
evntolh.n tou/ Qeou/ i[na to.n i;dion no,mon thrw/sin». 3. «Ti, ou=n poih,swmen* me,nwmen evn
a`marti,a| i[na perisseu,h| h` ca,rij*». 4. «Mh. avkou,shte auvth/j». 5. «Oi` gewrgoi. e;legon\
Ou-to,j evstin o` klhrono,moj( avpoktei,nwmen auvto,n». 6. «Ouv mh. klhronomh,sei o` ui`o.j th/j
paidi,skhj meta. tou/ ui`ou/ th/j evleuqe,raj ». 7. «Pe,myon ta. te,kna eivj th.n e;rhmon i[na mh.
avpoktei,nwsin auvta. oi` ponhroi/». 8. «a;gwmen evnteu/qen». 9. «Eiv eu`ri,skete auvto.n(
avpagge,llete moi( o[pwj kavgw. proskunh,sw auvtw/| ». 10. «a;gwmen eivj ta.j a;llaj kw,maj(
i[na kai. evkei/ khru,xw». 11. «Oi` stratiw/tai e;legon tw/| VIwa,nnh|\ Ti, poih,swmen kai.
h`mei/j*». 12. «Kai. evpoi,hsen dw,deka i[na w=sin metV auvtou/ kai. i[na avposte,llh| auvtou.j
khru,ssein». 13. «Kai. tw/| avgge,llw| th/j evn Filadelfei,a| evkklhsi,aj gra,yon\ Ta,de
le,gei o` a[gioj( o` avlhqino,j ».
14. «Ouvk evgw. u`ma/j tou.j dw,deka evxelexa,mhn*». 15. «Ku,rie( evxele,xw to.n avpo,stolon
evk tw/n maqhtw/n». 16. «h` h`me,ra h;rxato kli,nein ». 17. «Proshuxa,meqa evn tw/| i`erw/|». 18.
«w`j a;ggelon Qeou/ evde,xasqe, me». 19. «Oi` Samarei/tai ouvk evde,xanto to.n Ku,rion ». 20.
«VApo,lousai ta.j a`marti,aj sou ». 21. «VEndu,sasqe th.n panopli,an tou/ Qeou/ kai. th.n
perikefalai,an tou/ swthri,ou de,xasqe ». 22. «VEke,leusa u`ma/j evndu,sasqai to.n kaino.n
a;nqrwpon». 23. «VAnasei,ei to.n lao,n( avrxa,menoj avpo. th/j Galilai,aj e[wj w-de». 24. «o[ti
oi` a;nqrwpoi th.n avga,phn th/j avlhqei,aj ouvk evde,xanto( pe,mpei auvtoi/j o` Qeo.j
evne,rgeian pla,nhj eivj to. pisteu/sai auvtou.j tw/| lo,gw| tou/ yeu,stou ». 25. «VEgw. VIhsou/j
e;pemya to.n a;ggelo,n mou». 26. «o` Fh/lix metepe,myato to.n Pau/lon kai. h;kousen auvtou/
peri. th/j didach/j tou/ Kuri,ou ». 27. «Meta. de. to. pau,sasqai to.n qo,rubon
metapemya,menoj o` Pau/loj tou.j maqhta.j evporeu,eto eivj Makedoni,an ». 28. «Para. tou/
sunedri,ou kai. evpistola.j dexa,menoj pro.j tou.j avdelfou.j eivj Damasko.n evporeuo,mhn ».
29. «o` avrcitri,klinoj evgeu,sato to.n oi=non ».
30. «h;qele qu,ein VAbraa.m to.n VIsaa.k peirazo,menoj kai. to.n ui`o.n auvtou/ prose,feren
o` ta.j evpaggeli,aj avnadexa,menoj ». 31. «Dei/ ga.r to. fqarto.n evndu,sasqai avfqarsi,an kai.
to. qnhto.n evndu,sasqai avqanasi,an ». 32. «Ouvc u`mei/j me evxele,xasqe( avllV evgw. evxelexa,mhn
u`ma/j». 33. «VEn de. tw/| u`postre,fein to.n VIhsou/n avpede,xato auvto.n o` o;cloj ». 34. «Kai.
peribleya,menoj o` VIhsou/j le,gei toi/j maqhtai/j auvtou/\ pw/j dusko,lwj oi` plou,sioi eivj
th.n basilei,an tou/ Qeou/ eivseleu,sontai ». 35. «r`u/sai h`ma/j avpo. tou/ ponhrou/». 36. «VEk
tw/n diwgmw/n me evru,sato o` Ku,rioj ». 37. «VEgeu,sasqe( o[ti crhsto.j o` Ku,rioj ». 38.
«o[de o` lo,goj avlhqino,j evstin». 39. «r`u,sasqe to.n fi,lon evk tw/nde tw/n kindu,nwn ». 40.
«VEn tw/| poreu,esqai auvtou.j Ma,rqa u`pede,xato auvto.n eivj th.n oivki,an\ kai. th/|de h=n
avdelfh. legome,nh Maria,m». 41. «Kai. tw/| avgge,lw| th/j evn Quatei,roij evkklhsi,aj
gra,yon\ Ta,de le,gei o` ui`o.j tou/ Qeou/».
2. Forme o subjuntivo correspondente aos seguintes indicativos:
86
«kwlu,omen»; «evkwlu,samen»; «kwlu,w»; «evkw,lusa»; «e;pausaj»; «evpau,sate»; «pau,eij»;
«pau,ete»; «pisteu,ei»; «pisteu,ousin»; «evpi,steuse»; «evpi,steusan»; «gra,feij»; «e;grayan»;
«gra,fete»; «e;graya».
3. Escreva o indicativo e o subjuntivo, tanto do presente como do aoristo, dos verbos « kwlu,w»
e «euvloge,w».

Lição 18

1. Terceira declinação: Temas em nasal (-n)


A maioria dos substantivos deste grupo é masculina, alguns são femininos; nenhum, porém é
neutro.
radical «dai,mon-» radical «poimen-» radical «aivwn-» radical«e[llhn-»
N dai,mwn poimh,n aivw,n e[llhn
G dai,monoj poime,noj aivw/noj e[llhnoj
sg.
D dai,moni poime,ni aivw/ni e[llhni
A dai,mona poime,na aivw/na e[llhna
V dai/mon poimh,n aivw,n e[llhn
N dai,monej poime,nej aivw/nej e[llhnej
pl.
G daimo,nwn poime,nwn aivw,nwn e`llh,nwn
D dai,mosi$n% poime,si$n% aivw/si$n% e[llhsi$n%
A dai,monaj poime,naj aivw/naj e[llhnaj

O nominativo tem o radical alongado, isto é, alonga sua última vogal e não tem desinência (em
«-j»). Evidentemente, se a última vogal do radical já for longa, não se pode alongá-la ainda mais.
O vocativo tem o radical puro e simples (isto é, sem desinências nem alongamentos), exceto
quando o nominativo tem o acento na última sílaba; neste caso, o vocativo é igual ao nominativo
(cf. «poimh,n»). No dativo plural, o «n» da raiz cai diante do «s» da desinência.

2. Sintaxe do subjuntivo. Subjuntivo com «a;n».


O subjuntivo pode descrever uma eventualidade, isto é, uma realidade futura prevista com base
em observações anteriores. Seu sentido é semelhante a «pode-se esperar que aconteça isto ou
aquilo». Com este valor eventual, o subjuntivo grego encontra-se sempre em uma oração
subordinada e acompanhado de «a;n» (no grego clássico, sempre; no NT há exceções). A negação é
formulada com «ouv».
1. Dado que a eventualidade se refere ao futuro, o verbo da oração principal muitas vezes está no
futuro ou, menos frequentemente, no imperativo.
Eis, a seguir, diversos tipos de orações, por meio das quais se pode comprovar a diferença entre
uma oração subordinada formulada com indicativo (que descreve um fato objetivo, constatável) e
outra com subjuntivo + «a;n» (que expressa uma eventualidade, isto é, um fato que se espera que
aconteça no futuro):
87

indicativo subjuntivo + «a;n»


Pronome relativo o[j( h[( o[ o]j a;n( h] a;n( o] a;n
Cunjunção temporal o[te $ou outra% o[tan $o[te a;n% $ou outra%
Conjunção condicional e interrogativa eiv eva.n $eiv a;n%
Conjunção concessiva eiv kai, $kai. eiv% ka'n $kai. eiv a;n%

«pisteu,omen oi-j le,geij»: cremos que dizes (o que estás dizendo).


«pisteu,somen oi-j le,gh|j»: creremos que dirás (no futuro).
«pisteu,omen o[te le,geij »: cremos quando dizes (agora).
«pisteu,somen o[tan le,gh|j »: creremos quando disseres (no futuro).
«eiv le,geij( pisteu,omen »: se dizes (se estás falando), cremos.
«eva.n le,gh|j( pisteu,somen »: se disseres (no futuro), creremos.
Nesses exemplos, «quando/se disseres» não indica um fato do qual se pode afirmar que ocorrerá
de modo certo, objetivo e constatável no futuro (neste caso, seria usado o indicativo futuro); antes,
trata-se de algo que se pode esperar que aconteça.
Nota: Com relativa frequência, as orações relativas eventuais são formuladas com «eva,n» no
lugar de «a;n»:
«o]j eva.n ou=n lu,sh| mi,an tw/n evntolw/n tou,twn »: portanto, quem violar um só desses
preceitos.
2. Há outro tipo de eventualidade que se expressa na repetição ilimitada de atos. O subjuntivo
indica que se espera que tal repetição continue acontecendo. Trata-se de uma repetição no presente-
futuro, mas nunca no passado. O verbo principal encontra-se, como é lógico, no presente.
«eva.n le,gh|j( pisteu,omen »: se (sempre que, cada vez que) dizes, cremos.
Às vezes, orações eventuais têm o verbo principal no presente, mas com valor de futuro. Só o
contexto pode dizer se se trata de uma oração eventual ou da repetição de atos no presente-futuro.
No NT, para se indicar a repetição de atos no passado, utiliza-se um tempo histórico, tanto na
prótase (em subordinadas relativas ou temporais) como na apódose (o grego clássico utiliza aqui o
optativo), em frases do tipo:
«o[tan e;legej( evpisteu,omen »: sempre que tu falavas, críamos.

3. Vocabulário
o` h`gemw,n( o,noj o príncipe evla,cistoj( i,sth( on mínimo, menor
o` dai,mwn( onoj o demônio evpaqroi,zomai reunir-se, aglomerar-se

o` braci,wn( onoj o braço katerga,zomai fazer agir, produzir,


conseguir, executar
o` gei,twn( onoj o vizinho mequ,skomai embriagar-se, inebriar-se

h` eivkw,n( o,noj a imagem keleu,w mandar, ordenar

o` ku,wn( kuno,j o cachorro h` evrgasi,a( aj o trabalho, a obra, arte, o lucro

h` ciw,n( o,noj a neve h` euvpori,a( aj a prosperidade, o bem-estar


88

o` aivw,n( w/noj a época, o século h` e`orth,( h/j a festa, a festividade

o` avmpelw,n( w/noj a vinha h` perioch,( h/j o conteúdo, a passagem, o trecho

o` ceimw,n( w/noj o inverno to. mnhmei/on( ou o sepulcro, o monumento

o` citw,n( w/noj a túnica h` ui`oqesi,a( aj a adoção, a filiação

o` poimh,n( e,noj o pastor h` diaqh,kh( hj a disposição, o


testamento, a aliança
h` frh,n( eno,j o pensamento h` nomoqesi,a( aj a legislação

o` mh,n( mhno,j o mês h` latrei,a( aj a adoração, o culto

o` e[llhn( hnoj o grego o` avrcisuna,gwgoj( ou o chefe da sinagoga


ta. pneu,mata os espíritos h` aivti,a( aj a causa, origem, o
pecado, a culpa, o delito,
o crime
prospi,ptw prostrar-se o` po,lemoj( ou a guerra, a batalha

qewre,w ver, observar, olhar h` a;mmoj( ou a praia, a areia

kra,zw gritar, exclamar h` koili,a( aj o ventre, o coração, o


íntimo do homem
ka;n e se, ainda que, embora h` aivscu,nh( hj a vergonha, a ignomínia,
o pudor
h` marturi,a( aj o testemunho a;ra porventura? pois, portanto

i;de eis, vê avlhqw/j $Adv.% verdadeiramente

ei;ph| 3ª sg Subj Aor de le,gw ka,tw $Adv.% abaixo, embaixo

o[tan quando, sempre que a;nw $Adv.% para cima, ao alto, sobre,
em cima
parakou,w não escutar, não fazer caso ta. ka,tw as coisas deste mundo

evqniko,j( h,( o,n pagão ta. a;nw as coisas celestes

metaxu, no meio de, entre, ti.j( ti. qualquer um, qualquer coisa
entretanto, seguinte
kerdai,nw ganhar, conquistar e[x seis

doqh,setai será dado ouvdamw/j certamente não, de modo


nenhum
avrqh,setai será tirado e;dwken ele deu, ele concedeu

avka,qartoj( on impuro w[sper como, assim como

Exercícios
1. Traduzir: 1. «Ka;n evmoi. mh. pisteu,hte( toi/j e;rgoij pisteu,ete ». 2. «Kai. ta.
pneu,mata ta. avka,qarta( o[tan auvto.n evqew,roun( prose,pipton auvtw/| kai. e;krazon». 3.
«Eiv o` ko,smoj u`ma/j misei/( ginw,skete o[ti evme. prw/ton u`mw/n memi,shken( eiv evk tou/
ko,smou h=te( o` ko,smoj a;n to. i;dion evfi,lei ». 4. «Ka'n evgw. marturw/ peri. evmautou/(
avlhqinh, evstin h` marturi,a mou ». 5. «w= parqe,ne( a;kouson mou( i[na h=|j dikai,a». 6. «Kai.
to,te eva,n tij u`mi/n ei;ph|\ i;de w-de o` cristo,j( i;de evkei/( mh. pisteu,ete». 7. «Kalo.j plou/j
evstin( o[tan feu,gh|j kaka,». 8. «Tau/ta ge,grafa( i[na pisteu,hte o[ti VIhsou/j o` ui`o.j tou/
89
Qeou/ evstin». 9. «o[tan de. diw,kwsin u`ma/j evn th/| po,lei( feu,gete eivj th.n e`te,ran ». 10.
«VEa.n de. kai. th/j evkklhsi,aj parakou,sh|( e;stw soi w[sper o` evqniko.j kai. o` telw,nhj».
11. «VEa.n de. a`marth,sh| eivj se. o` avdelfo,j sou( u[page e;legxon auvto.n metaxu. sou/ kai.
auvtou/ mo,nouÅ eva,n sou avkou,sh|( evke,rdhsaj to.n avdelfo,n sou ». 12. «Tou/to u`ma/j
skandali,zei* eva.n ou=n qewrh/te o[ti o` ui`o.j tou/ avnqrw,pou avnabai,nei o[pou h=n to.
pro,teron*». 13. «Ble,pete ou=n pw/j avkou,ete\ o]j a'n ga.r e;ch|( doqh,setai auvtw/|\ kai. o]j
a'n mh. e;ch|( kai. o] dokei/ e;cein avrqh,setai avpV auvtou/». 14. «Kai. su. Bhqle,em( gh/ VIou,da(
ouvdamw/j evlaci,sth ei= evn toi/j h`gemo,sin VIou,da».
15. «Ou-toj o` a;nqrwpoj a`martwlo,j evstin ». 16. «Au[th h` pu,lh tou/ Kuri,ou\ di,kaioi
eivseleu,sontai evn auvth/|». 17. «Ti, a;ra to. paidi,on tou/to e;stai*». 18. «Kai. e;legon\ ouvc
ou-to,j evstin VIhsou/j o` ui`o.j VIwsh,f». 19. «Oi` de. o;cloi e;legon\ ou-to,j evstin o`
profh,thj VIhsou/j o` avpo. Nazare.q th/j Galilai,aj ». 20. «VAkou,eij( ti, ou-toi le,gousin*».
21. «Dida,skale( po,te ou=n tau/ta e;stai* ». 22. «VEk tau,thj th/j evrgasi,aj h` euvpori,a h`mi/n
evstin». 23. «VAlhqw/j ou-toj o` a;nqrwpoj ui`o.j qeou/ h=n ». 24. «Dia. tou/to u`mei/j ouvk
avkou,ete( o[ti evk tou/ qeou/ ouvk evste,». 25. «Ou-toi oi` lo,goi avlhqinoi. tou/ Qeou/ eivsin ».
26. «VEgw. ou;pw avnabai,nw eivj th.n e`orth.n tau,thn ». 27. «VEn avrch/| h=n o` lo,goj( kai. o`
lo,goj h=n pro.j to.n qeo,n( kai. qeo.j h=n o` lo,goj\ ou-toj h=n evn avrch/| pro.j to.n qeo,n». 28.
«Kai. e;legen auvtoi/j\ u`mei/j evk tw/n ka,tw evste,( evgw. evk tw/n a;nw eivmi,\ u`mei/j evk tou,tou
tou/ ko,smou evste,( evgw. ouvk eivmi. evk tou/ ko,smou tou,tou ». 29. «Po,qen tou,tw| h` sofi,a
au[th».
30. «Tw/n de. o;clwn evpaqroizome,nwn h;rxato le,gein\ h` genea. au[th genea. ponhra,
evstin». 31. «Kai. au[th evsti.n h` marturi,a( o[ti zwh.n aivw,nion e;dwken $deu% h`mi/n o`
qeo,j( kai. au[th h` zwh. evn tw/| ui`w/| auvtou/ evstin ». 32. «Ei; tij e;rcetai pro.j u`ma/j kai.
tau,thn th.n didach.n ouv fe,rei( mh. lamba,nete auvto.n eivj oivki,an kai. cai,rein auvtw/| mh.
le,gete». 33. «Tuciko.n e;pemya pro.j u`ma/j su.n VOnhsi,mw| tw/| pistw/| avdelfw/|( o[j evstin
evx u`mw/n». 34. «Saou.l Saou.l( ti, me diw,keij* Ti,j ei=( Ku,rie* VEgw, eivmi VIhsou/j o]n su.
diw,keij». 35. «Ou-to,j evstin o` cristo.j o` VIhsou/j o]n evgw. katagge,llw u`mi/n ». 36. «h` de.
perioch. th/j grafh/j h]n avnegi,nwsken h=n au[th ». 37. «o]j ouvk e;stin evk tou/ qeou/ ouvk
avkou,ei h`mw/n». 38. «Mh. qauma,zete tou/to( o[ti e;rcetai w[ra evn h-| oi` evn toi/j mnhmei,oij
avkou,sousin th/j fwnh/j auvtou/». 39. «Huvco,mhn ga.r avna,qema ei=nai auvto.j evgw. avpo. tou/
Cristou/ u`pe.r tw/n avdelfw/n mou kata. sa,rka( w-n h` ui`oqesi,a kai. h` do,xa kai. ai`
diaqh/kai kai. h` nomoqesi,a kai. h` latrei,a kai. ai` evpaggeli,ai». 40. «u`mei/j o] hvkou,sate
avpV avrch/j( evn u`mi/n mene,tw ». 41. «o] ga.r katerga,zomai ouv ginw,skw\ ouv ga.r o] qe,lw
tou/to pra,ssw( avllV o] misw/ tou/to poiw/». 42. «Ti, ou=n evstin VApollw/jÈ ti, de, evstin
Pau/lojÈ dia,konoi diV w-n evpisteu,sate( kai. e`ka,stw| w`j o` ku,rioj e;dwken ». 43. «o`
avrcisuna,gwgoj e;legen tw/| o;clw|( o[ti e]x h`me,rai eivsi.n( evn ai-j dei/ evrga,zesqai\ evn
auvtai/j ou=n evrco,menoi qerapeu,esqe kai. mh. th/| h`me,ra| tou/ sabba,tou». 44. «o]j ouv
lamba,nei to.n stauro.n auvtou/ kai. avkolouqei/ mou( ouvk e;stin mou a;xioj». 45. «o`
dia,boloj qe,lei suna,gein tou.j avnqrw,pouj eivj to.n po,lemon( w-n o` avriqmo.j w`j h` a;mmoj
th/j qala,,sshj». 46. «Ti,j h` aivti,a( diV h]n pa,reste*». 47. «h[xei o` ku,rioj tou/ dou,lou
evkei,nou evn h`me,ra| h-| ouv dokei/ kai. evn w[ra| h-| ouv ginw,skei». 48. «Dou/loi, evste( w-|
u`pakou,ete». 49. «Polloi. eivsin( ou]j polla,kij e;legon u`mi/n tou.j evcqrou.j tou/ staurou/
tou/ Cristou/( w-n o` qeo.j h` koili,a kai. h` do,xa evn th/| aivscu,nh| auvtw/n».
2. Escrever todos os casos de: «o` avgaqo.j h`gemw,n»; «h` dikai,a frh,n ».
3. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «h`gemo,si», «h`gemo,ni», «gei,twn»,
«geito,nwn», «citw,nwn», «ceimw/noj», «ceimw/ni».
90
Lição 19

1. Aoristo forte
Embora o normal seja que um verbo tenha um aoristo fraco, são muitos os que têm um aoristo
forte. Também pode acontecer que um mesmo verbo tenha dois aoristos, um fraco e outro forte
(neste caso, há um matiz de significado diferente para cada um deles).
Eis o que caracteriza o aoristo forte:
1. O radical do tema do aoristo é diferente do radical do presente. Tal diferença pode ser devida a
a) Redobro, sufixos ou infixos no tema do presente. Tais fenômenos só acontecem no tema do
presente; nos demais temas, não. Portanto, não aparecem no tema do aoristo. Os verbos mais
frequentes deste grupo são:
Indicativo Presente Indicativo Aoristo
e;cw e;scon ter
lamba,nw e;labon tomar
eu`ri,skw eu-ron encontrar
manqa,nw e;maqon aprender
ba,llw e;balon lançar
pi,nw e;pion beber

b) Alternância vocálica nos diversos temas do verbo. Por exemplo: «feu,gw» - «e;fugon»
(fugir); «lei,pw» - «e;lipon» (deixar).
c) Presente e aoristo utilizam raízes diferentes. Há sete verbos que utilizam raízes diversas em
sua conjugação.
Indicativo Presente Indicativo Aoristo
e;rcomai h=lqon ir, vir
le,gw ei=pon dizer
o`ra,w ei=don ver
fe,rw h;negkon levar
ai`re,w ei-lon tomar
tre,cw e;dramon correr
evsqi,w e;fagon comer

2. Todos esses verbos são conjugados em todos os modos do aoristo (indicativo, imperativo,
subjuntivo, optativo, infinitivo e particípio), tal como no tema do presente dos verbos regulares,
exceto o infinitivo e o particípio, que têm acento nas desinências (o infinitivo em «-ei/n» e o
particípio em «-w,n( ou/sa( o,n »). O indicativo aoristo tem as mesmas desinências do indicativo
imperfeito (pois este é o tempo histórico do tema do presente). Exemplo: «ba,llw»:

Indicativo Imperfeito Indicativo Aoristo Subjuntivo Presente Subjuntivo Aoristo


e;ballon e;balon ba,llw ba,lw
91

e;ballej e;balej ba,llh|j ba,lh|j


e;balle$n% e;bale$n% ba,llh| ba,lh|
evba,llomen evba,lomen ba,llwmen ba,lwmen
evba,llete evba,lete ba,llhte ba,lhte
e;ballon e;balon ba,llwsi$n% ba,lwsi$n%

No NT, muitas vezes as desinências do aoristo forte destes verbos são substituídas pelas
desinências do aoristo fraco (evidentemente, sem sigma):
«evn fulakh/| h;mhn kai. h;lqate pro,j me » (Mt 25,36): estava na prisãoe vieste a mim.
«oi` de. ei=pan» (Mt 2,5): eles então disseram.
«evlqa,tw h` eivrh,nh u`mw/n evpV auvth,n » (Mt 10,13): venha vossa paz sobre ela.

2. Diversos usos do acusativo


1. Há alguns verbos que, embora intransitivos por natureza, às vezes recebem como objeto direto
um nome derivado da mesma raiz verbal. É o que se conhece com o nome de "figura etimológica".
Em português, isso acontece em expressões do tipo "Fulano morreu uma morte gloriosa", "dormir
um sono tranquilo", "viver uma vida miserável".
2. Esta figura também ocorre em grego. Normalmente esse acusativo está acompanhado de um
atributo, embora possa também estar só:
«avgwni,zou to.n kalo.n avgw/na th/j pi,stewj» (1Tm 6,12): combate o bom combate da fé.
«evca,rhsan cara.n mega,lhn sfo,dra » (Mt 2,10): eles se alegraram muitíssimo (literal: muito
grande alegria).
«fobei/sqai fo,bon me,gan »: ter grande medo.
«fula,ssein fu,laka,j »: vigiar rigorosamente.
3. Em outros casos, o complemento não deriva da mesma raiz do verbo, mas tem um significado
afim. Neste caso, recebe o nome de "objeto interno".
«mh. ovmnu,ete mh,te to.n ouvrano.n mh,te th.n gh/n mh,te a;llon tina. o[rkon » (Tg 5,12): não
jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem nenhum outro juramento ("jurar pelo céu" está em paralelo
com "jurar um juramento").
«Dolich.n o`do.n bai,nein »: percorrer um longo caminho.
«tri,ton e;rcomai»: venho pela terceira vez.
4. Apesar de propriamente intransitivos, esses verbos podem ser construídos na voz passiva.
Neste caso, o sujeito gramatical será o complemento de pessoa da voz ativa (em genitivo ou em
dativo), enquanto o acusativo interno permanece em acusativo na oração passiva.
«oivkonomi,an pepi,steumai» (1Cor 9,17): foi-me confiado um cargo (a forma ativa seria:
«oivkonomi,an evmoi. pisteu,ein»: confiar-me um cargo).
5. Outro uso do acusativo, muito frequente no ático clássico, é o acusativo de relação, também
chamado de "acusativo grego". Coloca-se no acusativo algo que limita o verbo, por atribuir-lhe
algum caráter ou qualidade. No NT esse uso é mais reduzido do que no ático clássico e
frequentemente é substituído por um dativo:
92
«avne,pesan ou=n oi` a;ndrej to.n avriqmo.n w`j pentakisci,lioi » (Jo 6,10): sentaram-se,
pois, os homens; quanto ao número, cerca de cinco mil.
6. Acusativo de distância: indica a distância, o deslocamento desde o ponto de origem.
7. Acusativo de tempo: sem preposição, pode indicar duas coisas:
a) o tempo durante o qual algo acontece;
b) com «w[ra», o momento exato do acontecimento.
Este valor temporal pode ser especificado por meio de preposições. Com « eivj», expressa o
momento até quando algo acontece.
8. Acusativo de direção: indica o lugar para onde e por extensão, o objetivo de uma ação.
9. Duplo acusativo: Os usos do acusativo não se excluem mutuamente; antes, pode haver dois
acusativos na mesma frase:
a) objeto interno e externo.
b) dois acusativos externos (do todo e da parte).
c) acusativo de coisa e de pessoa (no passivo permanece o acusativo de coisa):
- nos verbos de ensinar: «u`ma/j dida,xei pa,nta» (Jo 14,26): vos ensinará todas as coisas.
- nos verbos de perguntar e pedir: «hvrw,twn auvto.n oi` peri. auvto.n su.n toi/j dw,deka ta.j
parabola,j» (Mc 4,10): interrogaram-no acerca das parábolas.
- nos verbos de vestir: «i`ma,tion porfurou/n perie,balon auvto.n » (Jo 19,2): vestiram-no com
um manto de púrpura.
- nos verbos com sentido causativo: «}Oj ga.r a'n poti,sh| u`ma/j poth,rion u[datoj » (Mc
9,41): porquanto, aquele que vos der de beber um copo de água.
d) objeto direto e seu predicado.
e) acusativo de objeto e de conteúdo (no passivo permanece o acusativo de conteúdo):
«dia. th.n pollh.n avga,phn auvtou/ h]n hvga,phsen h`ma/j » (Ef 2,4): por causa do seu grande
amor com que nos amou.

3. Vocabulário
a`marta,nw pecar, errar, falhar kakei/noj( h( on e aquele, e este
h[marton
lamba,nw e;labon tomar, receber, acolher to. kuna,rion( ou o cachorrinho, o cãozinho

paralamba,nw aceitar, acolher, receber to. xu,lon( ou a madeira


pare,labon
avnalamba,nw recolher, aceitar h` auvlh,( h/j o recinto, o pátio, o
aprisco, o átrio, a casa
avne,labon
prolamba,nw fazer algo o` ta,racoj( ou o tumulto, a agitação, a
confusão
proe,labon antecipadamente
evpilamba,nomai agarrar, tomar, pôr as o` stratiw,thj( ou o soldado
evpelabo,mhn $c.gen.% mãos sobre
93

avntilamba,nomai ajudar, socorrer, cuidar h` ma,caira( $aj% hj a espada


avntelabo,mhn $c.gen.%
avpoqnh,|skw Morrer xe,noj( h( on estrangeiro, alheio,
estranho
avpe,qanon
suna,gw colher, recolher, con- o` xe,noj( ou o estrangeiro
sunh,gagon gregar, reunir, acolher
ba,llw e;balon lançar, arremessar a;dikoj( on injusto, iníquo, desonesto

periba,llw lançar, colocar ao redor, gumno,j( h,( o,n nu, mal vestido, simples,

perie,balon vestir
eivse,rcomai Entrar avnama,rthtoj( on sem culpa, sem pecado,
inocente
eivsh/lqon
avpe,rcomai partir, afastar-se kuriako,j( h,( o,n do Senhor
avph/lqon
avnapi,ptw sentar-se, acomodar-se, dexio,j( a,( o,n direito
avne,peson tomar lugar à mesa
gi,nomai nascer, acontecer, h` dexia,( a/j a direita, a mão direita, do
lado direito
evgeno,mhn suceder, realizar-se, vir
evpilanqa,nomai esquecer, descuidar evnw,pion $c.gen.% diante de, na presença de
evpelaqo,mhn $c.gen.%
pa,scw fazer experiência, provar, dwrea,n $Adv.% gratuitamente
e;paqon experimentar, sustentar,
suportar, sofrer
manqa,nw aprender, conhecer, eivj to. auvto, do mesmo modo, no
mesmo lugar, junto
e;maqon experimentar
evkde,comai esperar w[ste portanto, de tal modo
que, por conseguinte
deiknu,w mostrar, indicar, ensinar a;lloj( h( o outro

tre,cw Correr fagei/n inf.aor.at de «evsqi,w»

Exercícios
1. Traduzir: 1. «h[marton eivj to.n ouvrano.n kai. evnw,pio,n sou ». 2. «Ti, de. e;ceij o] ouvk
e;labejÈ». 3. «Eiv ga.r dia. no,mou dikaiosu,nh( a;ra Cristo.j dwrea.n avpe,qanen ». 4. «Xe,noj
h;mhn kai. sunhga,gete, me( gumno.j kai. perieba,lete, me( evn fulakh/| h;mhn kai. h;lqate
pro.j me\ Ku,rie( po,te se ei;domen xe,non kai. sunhga,gomen( h' gumno.n kai.
perieba,lomen* po,te de, se ei;domen evn fulakh/| kai. h;lqomen pro.j se,* ». 5. «Eivj ta. i;dia
h=lqen( kai. oi` i;dioi auvto.n ouv pare,labon ». 6. «Ei;selqe eivj th.n cara.n tou/ kuri,ou
sou». 7. «VElqe,tw h` basilei,a sou ». 8. «Dia. tou/to avnala,bete th.n panopli,an tou/
qeou/». 9. «Ouvk e;stin kalo.n labei/n to.n a;rton tw/n te,knwn kai. balei/n toi/j
kunari,oij». 10. «Kaqw.j ga.r evge,neto VIwna/j toi/j Nineui,taij shmei/on( ou[twj e;stai
kai. o` ui`o.j tou/ avnqrw,pou th/| genea/| tau,th| ». 11. «Oi` maqhtai. evpela,qonto labei/n
94
a;rtouj». 12. «VEpilabou/ th/j aivwni,ou zwh/j ». 13. «Mh. evpila,qesqe tou/ Qeou/». 14. «Ouv
ga.r a;dikoj o` Qeo.j evpilaqe,sqai tou/ e;rgou u`mw/n kai. th/j avga,phj». 15. «Oi` filo,sofoi
evpilabo,menoi tou/ Pau,lou evpi. to.n :Areion pa,gon h;gagon ». 16. «Kai. a;lla pro,bata
e;cw a] ouvk e;stin evk th/j auvlh/j tau,thj\ kavkei/na dei/ me avgagei/n kai. th/j fwnh/j mou
avkou,sousin». 17. «~O de. VIhsou/j ei=pen toi/j maqhtai/j auvtou/\ avmh.n le,gw u`mi/n o[ti
plou,sioj dusko,lwj eivseleu,setai eivj th.n basilei,an tw/n ouvranw/n ». 18. «Gra,yon ou=n
a] ei=dej kai. a] eivsi.n kai. a] me,llei gene,sqai meta. tau/ta ». 19. «Genome,nhj de. h`me,raj h=n
ta,racoj ouvk ovli,goj evn toi/j stratiw,taij ti, a;ra o` Pe,troj evge,neto». 20. «Kai. o[te
evge,neto h` w[ra( avne,pesen kai. oi` avpo,stoloi su.n auvtw/| ». 21. «Ouvk h=lqon balei/n
eivrh,nhn avlla. ma,cairan ». 22. «o` VIhsou/j ei=pen pro.j tou.j Farisai,ouj\ o` avnama,rthtoj
u`mw/n prw/toj evpV auvth.n bale,tw li,qon ». 23. «Sunercome,nwn ou=n u`mw/n evpi. to. auvto.
ouvk e;stin kuriako.n dei/pnon fagei/n». 24. «Kai. e;legen auvtoi/j\ to. sa,bbaton dia. to.n
a;nqrwpon evge,neto kai. ouvc o` a;nqrwpoj dia. to. sa,bbaton». 25. «VApo. to,te h;rxato o`
VIhsou/j deiknu,ein toi/j maqhtai/j auvtou/ o[ti dei/ auvto.n eivj ~Ieroso,luma avpelqei/n kai.
polla. paqei/n avpo. tw/n presbute,rwn ». 26. «h` dexia, sou avntela,beto, mou ». 27. «a] kai.
evma,qete kai. parela,bete kai. hvkou,sate kai. ei;dete evn evmoi,( tau/ta pra,ssete\ kai. o`
qeo.j th/j eivrh,nhj e;stai meqV u`mw/n». 28. «Kai. evge,neto evn tw/| poreu,esqai eivj
VIerousalh.m kai. auvto.j dih,rceto dia. me,son Samarei,aj kai. Galilai,aj».

Lição 20

1. Diversos usos do subjuntivo


a) Em orações principais:
- exortação (de si mesmo): «a;gwmen»: vamos! Negação: «mh,» (= coni. adhortativus).
- proibição: «mh. foneu,sh|j»: não matarás (= coni. prohibitivus).
- negação acentuada: «oi` lo,goi mou ouv mh. pare,lqwsin»: as minhas palavras não passarão.
- perguntas de dúvida e deliberação: «ti, fa,gwmen* »: ou que vamos comer? (coni. dubitativus,
deliberativus).
b) Em orações subordinadas:
- perguntas deliberativas: «ti, fa,ghte*» o que comereis?
- frases com sentido final, introduzidas por «i[na( o[pwj»; negação: «i[na mh,( o[pwj mh,»:
«i[na zwh.n e;cwsin »: a fim de que tenham vida
- frases condicionais, introduzidas por «eva,n», negação «eva,n mh,»: «eva.n ei;pwsin »: se eles
dizerem.
- frases relativas condicionais com «a;n»: «o]j a'n mh. de,xhtai»: quem não acolher.
- frases com «o[tan( e[wj a;n( pri.n a;n »: «o[tan proseu,chsqe»: se rezardes.

2. Adjetivos de duas terminações da terceira declinação


a) Estes adjetivos têm duas terminações: uma para o masculino e o feminino (-wn ou -hn) e
outra para o neutro (-on ou -en). Declinam-se segundo o modelo dos temas em nasal.
95

«a;frwn( on» insensato «a;rshn( en » varão


m-f n m-f n
N a;frwn a;fron a;rshn a;rsen
G a;fronoj a;fronoj a;rsenoj a;rsenoj
sg
D a;froni a;froni a;rseni a;rseni
A a;frona a;fron a;rsena a;rsen
N a;fronej a;frona a;rsenej a;rsena
G avfro,nwn avfro,nwn avrse,nwn avrse,nwn
pl
D a;frosi$n% a;frosi$n% a;rsesi$n% a;rsesi$n%
A a;fronaj a;frona a;rsenaj a;rsena

b) Já vimos as formas do comparativo do adjetivo. Todavia, nem todos os adjetivos seguem esse
modelo. Alguns seguem o modelo dos adjetivos de duas terminações da terceira declinação, ainda
que possam apresentar formas variantes quanto ao paradigma que acabamos de indicar. Tomemos
como modelo «mei,zwn( on»: maior.

singular plural
N mei,zwn mei/zon mei,zonej $mei,zouj% mei,zona $mei,zw%
G mei,zonoj mei,zonoj meizo,nwn meizo,nwn
D mei,zoni mei,zoni mei,zosi$n% mei,zosi$n%
A mei,zona $mei,zw% mei/zon mei,zonaj $mei,zouj% mei,zona $mei,zw%

Lista de comparativos e superlativos mais frequentes no NT:


comparativos superlativos
mikro,j evla,sswn( e;lasson menor evla,cistoj( h( on
h-kka h[sswn( h[sson inferior h-kista
kalo,j kalli,wn( ka,llion mais bonito ka,llistoj( h( on
avgaqo,j krei,ttwn( krei/tton melhor, mais forte kra,tistoj( h( on
polu,j plei,wn( plei/on mais numeroso plei/stoj( h( on
kako,j cei,rwn( cei/ron pior cei,ristoj( h( on
me,gaj mei,zwn( mei/zon maior me,gistoj( h( on

3. Pronomes do tema em nasal: «ti,j» e «o[stij»


1. Pronome-adjetivo interrogativo «ti,j», «ti,».
Este pronome serve para formar interrogações diretas e indiretas, e tem sempre um acento agudo
sobre o «i».

singular plural
96

m-f n m-f n
N ti,j ti, ti,nej ti,na
G ti,noj ti,noj ti,nwn ti,nwn
D ti,ni ti,ni ti,si$n% ti,si$n%
A ti,na ti, ti,naj ti,na

Quando é usado como pronome, é traduzido por "quem?", "qual?"; quando é adjetivo, é
traduzido por "que?":
«ti,j gunh,*»: que mulher?
«ti,nej gunai/kej* »: que mulheres?
Às vezes, «ti,» é usado adverbialmente e significa "por que?":
«ti, le,geij tou/to* »: por que dizes isso?
2. Pronome-adjetivo indefinido «tij»,«ti».
Esta mesma palavra, mas enclítica (isto é, sem acento, mas caso tenha um secundário, porém não
será sobre o «i» da primeira sílaba), é o pronome-adjetivo indefinido "alguém, algum, alguma, um
certo".
Pronome:
«e;lege, tij»: alguém falava.
«e;lego,n tinej»: alguns (algumas) falavam.
Adjetivo:
«gunh, tij»: uma certa mulher.
«gunai/ke,j tinej »: algumas mulheres.
3. Pronome relativo indefinido «o[stij»: qualquer um que, quem quer que.
Trata-se de uma junção do pronome relativo com o indefinido. Embora formem uma só palavra,
ambos os pronomes se declinam independentemente:
singular plural
N o[stij h[tij o[ti oi[tinej ai[tinej a[tina
G ou-tinoj h-stinoj ou-tinoj w-ntinwn w-ntinwn w-ntinwn
D w-|tini h-|tini w-|tini oi-stisi$n% ai-stisi$n% oi-stisi$n%
A o[ntina h[ntina o[ti ou[stinaj a[stinaj a[tina

Frequentemente, a forma «o[ti» é escrita separada (o[ ti) para diferencia´-la da conjunção «o[ti».
De fato, originariamente se tratava de mesma palavra.
O sentido que este pronome indefinido tem no grego clássico (qualquer um que) quase
desapareceu no grego koiné; por isso, às vezes, é mais correto traduzi-lo no NT como se fosse um
pronome relativo definido: que, o que, a que.
97
4. Os adjetivos numerais
Excetuados os quatro primeiros, os numerais cardinais gregos são invariáveis, isto é, não se
declinam.
1. O número "um" tem três formas: «ei-j( mi,a( e[n» (cuidado para não confundir com as
preposições «eivj( evn», sem acento e com espírito brando).
Se prefixado pelo advérbio de negação («ouv» ou «mh,»), obtém-se o adjetivo "nenhum(a),
ninguém": «ouvdei,j( ouvdemi,a( ouvde,n( mhdei,j( mhdemi,a( mhde,n».

m f n m f n
N ei-j mi,a e[n ouvdei,j ouvdemi,a ouvde,n
G e`no,j mia/j e`no,j ouvdeno,j ouvdemia/j ouvdeno,j
D e`ni, mia/| e`ni, ouvdeni, ouvdemia/| ouvdeni,
A e[na mi,an e[n ouvde,na ouvdemi,an ouvde,n

Como em português, duas negações não se anulam, mas se reforçam:


«ouvk e;fagen ouvde.n evn tai/j h`me,raij evkei,naij » (Lc 4,2): não comeu nada durante aqueles
dias.
«ouvdeni. ouvde.n ei=pan » (Mc 16,8): não disseram nada a ninguém.
2. Numerais de "dois" a "quatro":
m-f-n m-f n m-f n
N du,o trei/j tri,a te,ssarej te,ssara
G du,o triw/n triw/n tessa,rwn tessa,rwn
D dusi,$n% trisi,$n% trisi,$n% te,ssarsi$n% te,ssarsi$n%
A du,o trei/j tri,a te,ssaraj te,ssara

O numeral "dois" tem as mesmas formas para o masculino, feminino e neutro: « du,o».
O "três" é um adjetivo de duas terminações: «trei/j( tri,a».
O "quatro" tem também duas terminações: «te,ssarej( te,ssara».
As formas apresentadas no quadro são as que aparecem no NT. nem sempre elas coincidem com
as do grego clássico, no qual o genitivo de «du,o» é «duoi/n», e o dativo é «duoi/n» ou «dusi,».

5. Os numerais

númerais cardinais numerais ordinais advérbios numerais


1 ei-j( mi,a( e`n prw/toj( h( on a[pax
2 du,o deu,teroj( a/( on di,j
3 trei/j( tri,a tri,toj tri,j
4 te,ssarej te,tartoj tetra,kij
98
5 pe,nte pe,mptoj penta,kij
6 e[x e[ktoj e`xa,kij
7 e`pta, e[bdomoj e`pta,kij
8 ovktw, o;gdooj ovkta,kij
9 evnne,a e;n$n%atoj evna,kij
10 de,ka de,katoj deka,kij
11 e[ndeka e`nde,katoj e`ndeka,kij
12 dw,deka dwde,katoj dwdeka,kij
13 dekatrei/j tri,toj kai. de,katoj triskaideka,kij
14 dekate,ssarej te,tartoj kai. de,katoj tetrakaideka,kij
15 dekape,nte pe,mptoj kai. de,katoj
16 e`kkai,deka e[ktoj kai. de,katoj
17 e`ptakai,deka e[bdomoj kai. de,katoj
18 ovktwkai,deka o;gdooj kai. de,katoj
19 evnneakai,deka e;natoj kai. de,katoj
20 e;kosi$n% eivkosto,j eivkosa,kij
30 tria,konta triakosto,j triakonta,kij
40 tessara,konta tessarakosto,j
50 penth,konta penthkosto,j
60 e`xh,konta e`xhkosto,j
70 e`bdomh,konta e`bdomhkosto,j
80 ovgdoh,konta ovgdohkosto,j
90 evnenh,konta evnenhkosto,j
100 e`kato,n e`katosto,j e`katonta,kij
200 diako,sioi( ai( a diakosiosto,j
300 triako,sioi triakosiosto,j
400 tetrako,sioi tetrakosiosto,j
500 pentako,sioi pentakosiosto,j
600 e`xako,sioi e`xakosiosto,j
700 e`ptako,sioi e`ptakosiosto,j
800 ovktako,sioi ovktakosiosto,j
900 evnako,sioi evnakosiosto,j
1000 ci,lioi( ai( a ciliosto,j cilia,kij
2000 disci,lioi( ai( a disciliosto,j discilia,kij
10000 mu,rioi( ai( a muriosto,j muria,kij

6. Vocabulário
pi,nw e;pion $Aor.% beber h` ovrgh,( h/j a ira, a cólera
ponhreu,omai agir mal, ser mau perisso,j( h,( o,n excepcional, abundante
99

sumfe,rw recolher, ajudar, ser útil loipo,j( h,( o,n restante


pagideu,w pegar em armadilha to. loipo,n de resto, em conclusão
tre,cw correr evmautou/( h/j $refl.% (de, em, com, por ...) mim
e;dramon $Aor.% mesmo

aivne,w louvar, exaltar seautou/( h/j $refl.% (de, com, para ...) ti mesmo
kate,cw segurar, reter, agarrar e`autou/ $au`tou/%( h/j (de, com, para ...) si
$refl.% mesmo
qhsauri,zw juntar, acumular e;xw $Adv.% fora, do lado externo
klai,w chorar plh,n $Adv.% mas, porém, todavia
stena,zw gemer, suspirar h` avsqe,neia( aj a fraqueza, a doença
to. tekni,on( ou o filhinho, a filhinha h` dia,noia( aj o intelecto, a inteligência, a mente
to. tamei/on( ou a dispensa, o quarto o[tan $o[te a;n% quando, sempre que, cada
interno vez que
h` parrhsi,a( aj a franqueza, a liberdade i[na( o[pwj que, para que
no falar
o` summaqhth,j( ou/ o condiscípulo eva,n se
o` para,klhtoj( ou o advogado, o consolador h` mh,thr a mãe
to. sumbou,lion( ou o conselho, a decisão h` ouvsi,a( aj a riqueza, os bens
dida,xh| $dida,skw% 3ª sg Subj Aor klhqh,setai ele será chamado

Exercícios
1. Traduzir: 1. «VEa.n tij to.n evmo.n lo,gon thrh,sh|( qa,naton ouv mh. qewrh,sh| eivj to.n
aivw/na». 2. «o` ou=n Cristo,j evstin mei,zwn tou/ i`erou/». 3. «Ti,j evstin h` mh,thr mou* kai.
ti,nej eivsi.n oi` avdelfoi. mou* ». 4. «Ti,na me le,gousin oi` a;nqrwpoi ei=nai* ». 5. «Eiv tij
e;cei w=ta avkou,ein( avkoue,tw ». 6. «Ouvdemi,an aivti,an eu`ri,skw evn auvtw/| ». 7. «Ti,noj evstin
h` eivkw.n au[th*». 8. «a;nqrwpoj tij kate,bainen avpo. VIerousalh.m eivj VIericw, ». 9. «Ti,j
ei=( Ku,rie*». 10. «Ti, evstin avlh,qeia». 11. «Ti, lu,ete to.n pw/lon*». 12. «Ouvdei.j Qeo.j( eiv
mh. ei-j». 13. «e[na fi,lon e;cw». 14. «Maka,rioj( o[stij ouvsi,an kai. nou/n e;cei». 15. «o]j eva.n
ou=n lu,sh| mi,an tw/n evntolw/n tou,twn tw/n evlaci,stwn kai. dida,xh| ou[twj tou.j
avnqrw,pouj( evla,cistoj klhqh,setai evn th/| basilei,a| tw/n ouvranw/n ».
16. «Kai. o[tan proseu,chsqe( ouvk e;sesqe w`j oi` u`pokritai,\ o[tan de. nhsteu,hte( mh.
gi,nesqe w`j oi` u`pokritai. skuqrwpoi,». 17. «VEgw. h=lqon i[na zwh.n e;cwsin kai.
perisso.n e;cwsin». 18. «Tekni,a mou( tau/ta gra,fw u`mi/n i[na mh. a`ma,rthteÅ kai. eva,n tij
a`ma,rth|( para,klhton e;comen VIhsou/n Cristo.n di,kaion». 19. «Ti, fa,gwmenÈ h;\ ti,
pi,wmenÈ h;\ ti, peribalw,meqa*». 20. «To,te eva,n tij u`mi/n ei;ph|\ ivdou. w-de o` Cristo,j( h;\
w-de( mh. pisteu,shte\ eva.n ou=n ei;pwsin u`mi/n\ ivdou. evn th/| evrh,mw| evsti,n( mh. evxe,lqhte\
ivdou. evn toi/j tamei,oij( mh. pisteu,shte». 21. «To,te ou=n ei=pen auvtoi/j o` VIhsou/j
parrhsi,a|\ La,zaroj avpe,qanen( kai. cai,rw diV u`ma/j i[na pisteu,shte( o[ti ouvk h;mhn
evkei/\ avlla. a;gwmen pro.j auvto,n\ ei=pen ou=n Qwma/j o` lego,menoj Di,dumoj toi/j
summaqhtai/j\ a;gwmen kai. h`mei/j i[na avpoqa,nwmen metV auvtou/ ». 22. «Mh. foneu,sh|j». 23.
100
«VAdelfoi,( mh. ponhreu,shsqe». 24. «VAllV evgw. th.n avlh,qeian le,gw u`mi/n( sumfe,rei
u`mi/n i[na evgw. avpe,lqwÅ eva.n ga.r mh. avpe,lqw( o` para,klhtoj ouvk evleu,setai pro.j u`ma/j».
25. «avpV a;rti le,gw u`mi/n pro. tou/ gene,sqai( i[na pisteu,shte o[tan ge,nhtai o[ti evgw,
eivmi». 26. «u`mei/j ouv logi,zesqe( o[ti sumfe,rei u`mi/n( i[na ei-j a;nqrwpoj avpoqa,nh| u`pe.r
tou/ laou/». 27. «To. loipo.n proseu,cesqe( avdelfoi,( peri. h`mw/n( i[na o` lo,goj tou/ kuri,ou
tre,ch| kai. doxa,zhtai kaqw.j kai. pro.j u`ma/j ». 28. «Oi` Farisai/oi sumbou,lion e;labon
o[pwj auvto.n pagideu,swsin evn lo,gw|». 29. «VAmh.n le,gw u`mi/n( o]j a'n mh. de,xhtai th.n
basilei,an tou/ Qeou/ w`j paidi,on( ouv mh. eivse,lqh| eivj auvth,n ».
30. «To.n evrco,menon pro.j evme. ouv mh. evkba,lw e;xw ». 31. «Le,gei auvth/| o` VIhsou/j\ ouvk
ei=po,n soi o[ti eva.n pisteu,sh|j o;yh| th.n do,xan tou/ qeou/». 32. «Eiv su. ei= o` cristo,j(
eivpo.n h`mi/nÅ ei=pen de. auvtoi/j\ eva.n u`mi/n ei;pw( ouv mh. pisteu,shte». 33. «Proseu,cesqe(
i[na mh. eivse,lqhte eivj peirasmo,n ». 34. «VOnh,simon evgw. evboulo,mhn pro.j evmauto.n
kate,cein». 35. «Ti, le,geij peri. seautou/*». 36. «VAuto.j de. o` VIhsou/j ouvk evpi,steuen
auvto.n auvtoi/j». 37. «Ouv ga.r e`autou.j khru,ssomen( avlla. VIhsou/n Cristo.n Ku,rion(
e`autou.j de. dou,louj u`mw/n dia. VIhsou/n ». 38. «Pa,ntote ga.r tou.j ptwcou.j e;cete meqV
e`autw/n( evme. de. ouv pa,ntote e;cete». 39. «Th.n avga,phn tou/ qeou/ ouvk e;cete evn e`autoi/j ».
40. «VApo. seautou/ su. tou/to le,geij h' a;lloi ei=po,n soi peri. evmou/ *». 41. «Qhsauri,zeij
seautw/| ovrgh.n evn h`me,ra| ovrgh/j». 42. «Ti, de. kai. avfV e`autw/n ouv kri,nete to. di,kaion ».
43. «Mh. klai,ete evpV evme,\ plh.n evfV e`auta.j klai,ete kai. evpi. ta. te,kna u`mw/n ». 44.
«Ei=pen de. auvtw/| o` dia,boloj\ eiv ui`o.j ei= tou/ Qeou/( eivpe. tw/| li,qw| tou,tw| i[na ge,nhtai
a;rtoj». 45. «Eiv ui`o.j ei= tou/ qeou/( ba,le seauto.n evnteu/qen ka,tw ». 46. «h`mei/j auvtoi. evn
e`autoi/j stena,zomen ui`oqesi,an avpekdeco,menoi ». 47. «VAmh.n le,gw u`mi/n( o[ti ouv mh.
pare,lqh| h` genea. au[th( e[wj a'n tau/ta ge,nhtai\ o` ouvrano.j kai. h` gh/ pareleu,setai( oi`
de. lo,goi mou ouv mh. pare,lqwsin».
2. Escrever todos os casos de:
«ei-j Qeo,j»; «o` sw,frwn neani,aj»; «ti,j timh,»; «kalo.j tij».
3. Analisar morfologicamente as seguintes palavras: «ei-j», «eivj», «eivsi,», «evn», «e[n», «e`ni,»,
«h=n», «h[n», «ti,noj», «ou-tinoj».
101
Resumo de Morfologia

1. Declinação do artigo
singular plural
m f n m f n
N o` h` to, oi` ai` ta,
G tou/ th/j tou/ tw/n tw/n tw/n
D tw/| th/| tw/| toi/j tai/j toi/j
A to,n th,n to, tou,j ta,j ta,

2. Declinação dos substantivos


a) Primeira declinação (declinação em «-a»)
1) Femininos
alfa puro alfa alongado alfa impuro
alegria dia verdade início amor glória língua
N cara, h`me,ra avlh,qeia avrch, avga,ph do,xa glw/ssa
G cara/j h`me,raj avlhqei,aj avrch/j avga,phj do,xhj glw,sshj
D cara/| h`me,ra| avlhqei,a| avrch/| avga,ph| do,xh| glw,ssh|
A cara,n h`me,ran avlh,qeian avrch,n avga,phn do,xan glw/ssan
V cara, h`me,ra avlh,qeia avrch, avga,ph do,xa glw/ssa
N carai, h`me,rai avlh,qeiai avrcai, avga,pai do,xai glw/ssai
G carw/n h`merw/n avlhqeiw/n avrcw/n avgapw/n doxw/n glwssw/n
D carai/j h`me,raij avlhqei,aij avrcai/j avga,paij do,xaij glw,ssaij
A cara,j h`me,raj avlhqei,aj avrca,j avga,paj do,xaj glw,ssaj
2) Masculinos
jovem poeta
N neani,aj poihth,j
G neani,ou poihtou/
D neani,a| poihth/|
A neani,an poihth,n
V neani,a poihta,
N neani,ai poihtai,
G neaniw/n poihtw/n
D neani,aij poihtai/j
A neani,aj poihta,j
102
b) Segunda declinação (declinação em «-o»)

masculinos (há poucos femininos neutros


palavra homem DEUS escravo dom obra
N lo,goj a;nqrwpoj qeo,j dou/loj dw/ron e;rgon
G lo,gou avnqrw,pou qeou/ dou,lou dw,rou e;rgou
D lo,gw| avnqrw,pw| qew/| dou,lw| dw,rw| e;rgw|
A lo,gon a;nqrwpon qeo,n dou/lon dw/ron e;rgon
V lo,ge a;nqrwpe qee, dou/le dw/ron e;rgon
N lo,goi a;nqrwpoi qeoi, dou/loi dw/ra e;rga
G lo,gwn avnqrw,pwn qew/n dou,lwn dw,rwn e;rgwn
D lo,goij avnqrw,poij qeoi/j dou,loij dw,roij e;rgoij
A lo,gouj avnqrw,pouj qeou,j dou,louj dw/ra e;rga
c) Terceira declinação (masculinos, femininos e neutros)
masculinos e femininos masculinos (e alguns femininos)
radical em gutural radical em labial radical em nasal
fulak- salpigg- fleb- Aivqiop- dai,mon- poimen- aivwn- e[llhn-
guardião trombeta veia etiope demônio pastor época grego
N fu,lax sa,lpigx fle,y Aivqi,oy dai,mwn poimh,n aivw,n e[llhn
G fu,lakoj sa,lpiggoj flebo,j Aivqi,opoj dai,monoj poime,noj aivw/noj e[llhnoj
D fu,laki sa,lpiggi flebi, Aivqi,opi dai,moni poime,ni aivw/ni e[llhni
A fu,laka sa,lpigga fle,ba Aivqi,opa dai,mona poime,na aivw/na e[llhna
V fu,lax sa,lpigx fle,y Aivqi,oy dai/mon poimh,n aivw,n e[llhn
N fu,lakej sa,lpiggej fle,bej Aivqi,opej dai,monej poime,nej aivw/nej e[llhnej
G fula,kwn salpi,ggwn flebw/n Aivqio,pwn daimo,nwn poime,nwn aivw,nwn e`llh,nwn
D fu,laxi$n% sa,lpigxi$n% fleyi,$n% Aivqi,oyi$n% dai,mosi$n% poime,si$n% aivw/si$n% e[llhsi$n%
A fu,lakaj sa,lpiggaj fle,baj Aivqi,opaj dai,monaj poime,naj aivw/naj e[llhnaj
103
3. Declinação dos adjetivos
a) Primeira e segunda declinação (três terminações)

feminino em a puro feminino em a alongado


«a[gioj( a`gi,a( a[gion»: santo «avgaqo,j( avgaqh,( avgaqo,n»: bom
m f n m f n
N a[gioj a`gi,a a[gion avgaqo,j avgaqh, avgaqo,n
G a`gi,ou a`gi,aj a`gi,ou avgaqou/ avgaqh/j avgaqou/
D a`gi,w| a`gi,a| a`gi,w| avgaqw/| avgaqh/| avgaqw/|
A a[gion a`gi,an a[gion avgaqo,n avgaqh,n avgaqo,n
V a[gie a`gi,a a[gion avgaqe, avgaqh, avgaqo,n
N a[gioi a[giai a[gia avgaqoi, avgaqai, avgaqa,
G a`gi,wn a`gi,wn a`gi,wn avgaqw/n avgaqw/n avgaqw/n
D a`gi,oij a`gi,aij a`gi,oij avgaqoi/j avgaqai/j avgaqoi/j
A a`gi,ouj a`gi,aj a[gia avgaqou,j avgaqa,j avgaqa,
b) Formas contraídas

feminino em a alongado feminino em a puro


«diplou/j( h/( ou/n»: duplo «avrgurou/j( a/( ou/n»: de prata, prata
m f n m f n
N diplou/j diplh/ diplou/n avrgurou/j avrgura/ avrgurou/n
G diplou/ diplh/j diplou/ avrgurou/ avrgura/j avrgurou/
D diplw/| diplh/| diplw/| avrgurw/| avrgura/| avrgurw/|
A diplou/n diplh/n diplou/n avrgurou/n avrgura/n avrgurou/n
V diplou/j diplh/ diplou/n avrgurou/j avrgura/ avrgurou/n
N diploi/ diplai/ dipla/ avrguroi/ avrgurai/ avrgura/
G diplw/n diplw/n diplw/n avrgurw/n avrgurw/n avrgurw/n
D diploi/j diplai/j diploi/j avrguroi/j avrgurai/j avrguroi/j
A diplou/j dipla/j dipla/ avrgurou/j avrgura/j avrgura/
104
c) Segunda declinação (duas terminações)

«a;dikoj( on»: injusto


m-f n
N a;dikoj a;dikon
G avdi,kou avdi,kou
D avdi,kw| avdi,kw|
A a;dikon a;dikon
V a;dike a;dikon
N a;dikoi a;dika
G avdi,kwn avdi,kwn
D avdi,koij avdi,koij
A avdi,kouj a;dika
d) Terceira declinação (duas terminações)

formas não-contratas
«a;frwn( on» insensato «a;rshn( en» varão
m-f n m-f n
N a;frwn a;fron a;rshn a;rsen
G a;fronoj a;fronoj a;rsenoj a;rsenoj
D a;froni a;froni a;rseni a;rseni
A a;frona a;fron a;rsena a;rsen
V a;frwn a;fron a;rshn a;rsen
N a;fronej a;frona a;rsenej a;rsena
G avfro,nwn avfro,nwn avrse,nwn avrse,nwn
D a;frosi$n% a;frosi$n% a;rsesi$n% a;rsesi$n%
A a;fronaj a;frona a;rsenaj a;rsena

adjetivos comparativos em «-$i,%wn,- $i,%on»


singular plural
m-f n m-f n
N mei,zwn mei/zon mei,zonej $mei,zouj% mei,zona $mei,zw%
G mei,zonoj mei,zonoj meizo,nwn meizo,nwn
D mei,zoni mei,zoni mei,zosi$n% mei,zosi$n%
A mei,zona $mei,zw% mei/zon mei,zonaj $mei,zouj% mei,zona $mei,zw%
105
e) Declinação dos adjetivos numerais

«ei-j»: um «du,o»: dois «trei/j»: três «te,ssarej»: quatro


m f n m-f-n m-f n m-f n
N ei-j mi,a e[n du,o trei/j tri,a te,ssarej te,ssara
G e`no,j mia/j e`no,j du,o triw/n triw/n tessa,rwn tessa,rwn
D e`ni, mia/| e`ni, dusi,$n% trisi,$n% trisi,$n% te,ssarsi$n% te,ssarsi$n%
A e[na mi,an e[n du,o trei/j tri,a te,ssaraj te,ssara

4. Declinação dos particípios

médio-passivo
m f n
N luo,menoj luome,nh luo,menon
G luome,nou luome,nhj luome,nou
D luome,nw| luome,nh| luome,nw|
A luo,menon luome,nhn luo,menon
N luo,menoi luo,menai luo,mena
G luome,nwn luome,nwn luome,nwn
D luome,noij luome,naij luome,noij
A luome,nouj luo,menai luo,mena

5. Declinação dos pronomes


a) Pronomes pessoais

Singular Plural
a a
1 pessoa 2 pessoa 1 pessoa 2a pessoa
a

N evgw, su, h`mei/j u`mei/j


G evmou/ / mou sou/ / sou h`mw/n u`mw/n
D evmoi, / moi soi, / soi h`mi/n u`mi/n
A evme, / me se, / se h`ma/j u`ma/j
106
b) Pronomes-adjetivos demonstrativos

«auvto,j» - a) pronome de terceira pessoa; b) adjetivo: "mesmo"


singular plural
m f n m f n
N auto,j auvth, auvto, auvtoi, auvtai, auvta,
G auvtou/ auvth/j auvtou/ auvtw/n auvtw/n auvtw/n
D auvtw/| auvth/| auvtw/| auvtoi/j auvtai/j auvtoi/j
A auvto,n auvth,n auvto, auvtou,j auvta,j auvta,

«o[de»: este, esta, isto «ou-toj»: este, esta, isto «evkei/noj»: aquele, aquela, aquilo
m f n m f n m f n
N o[de h[de to,de ou-toj au-th tou/to evkei/noj evkei,nh evkei/no
G tou/de th/sde tou/de tou,tou tau,thj tou,tou evkei,nou evkei,nhj evkei,nou
D tw/|de th/|de tw/|de tou,tw| tau,th| tou,tw| evkei,nw| evkei,nh| evkei,nw|
A to,nde th,nde to,de tou/ton tau,thn tou/to evkei/non evkei,nhn evkei/no
N oi[de ai[de ta,de ou-toi au-tai tau/ta evkei/noi evkei/nai evkei/na
G tw/nde tw/nde tw/nde tou,twn tau,twn tou,twn evkei,nwn evkei,nwn evkei,nwn
D toi/sde tai/sde toi/sde tou,toij tau,taij tou,toij evkei,noij evkei,naij evkei,noij
A tou,sde ta,sde ta,de tou,touj tau,taj tau/ta evkei,nouj evkei,naj evkei/na

c) Pronomes reflexivos

primeira pessoa segunda pessoa terceira pessoa


«evmauto,n»: «seauto,n»: «|e`auto,n»:
a mim mesmo a ti mesmo a ele mesmo
m f m f m f n
G evmautou/ evmauth/j seautou/ seauth/j e`autou/ e`auth/j e`autou/
sg D evmautw/| evmauth/| seautw/| seauth/| e`autw/| e`auth/| e`autw/|
A evmauto,n evmauth,n seauto,n seauth,n e`auto,n e`auth,n e`auto,

No grego do NT, o plural é o mesmo para as três pessoas:


m f n
G e`autw/n e`autw/n e`autw/n
pl D e`autoi/j e`autai/j e`autoi/j
A e`autou,j e`auta,j e`auta,
107
d) Pronomes-adjetivos interrogativos e indefinidos

interrogativo indefinidos
«ti,j»: quem? que? «tij»: alguém, algum «a;lloj»: outro
m-f n m-f n m f n
N ti,j ti, tij ti a;lloj a;llh a;llo
G ti,noj ti,noj tino,j tino,j a;llou a;llhn a;llou
D ti,ni ti,ni tini, tini, a;llw| a;llh| a;llw|
A ti,na ti, tina ti a;llon a;llhn a;llo
ti,nej ti,na tine,j tina, a;lloi a;llai a;lla
ti,nwn ti,nwn tinw/n tinw/n a;llwn a;llwn a;llwn
ti,si$n% ti,si$n% tisi,$n% tisi,$n% a;lloij a;llaij a;lloij
ti,naj ti,na tina,j tina, a;llouj a;llaj a;lla

e) Pronomes relativos

determinado indeterminado
«o[j»: que, o que «o[stij»: quem quer que
m f n m f n
N o[j h[ o[ o[stij h[tij o[ti
G ou- h-j ou- ou-tinoj h-stinoj ou-tinoj
D w-| h-| w-| w-|tini h-|tini w-|tini
A o[n h[n o[ o[ntina h[ntina o[ti
N oi[ ai[ a[ oi[tinej ai[tinej a[tina
G w-n w-n w-n w-ntinwn w-ntinwn w-ntinwn
D oi-j ai-j oi-j oi-stisi$n% ai-stisi$n% oi-stisi$n%
A ou[j a[j a[ ou[stinaj a[stinaj a[tina
108
6. Conjugação dos verbos
a) Verbos temáticos: «lu,w»: desatar
VOZ ATIVA

Indicativo Imperativo Subjuntivo Optativo Infinitivo Particípio


Presente lu,w lu,w lu,ein
lu,eij lu/e lu,h|j
lu,ei lue,tw lu,h|
lu,omen lu,wmen
lu,ete lu,ete lu,hte
lu,ousi$n% lue,twsan lu,wsi$n%
Imperfeito e;luon
e;luej
e;lue$n%
evlu,omen
e;lu,ete
e;luon
Futuro lu,sw lu,sein
lu,seij
lu,sei
lu,somen
lu,sete
lu,sousi$n%
Aoristo e;lusa lu,sw lu/sai
e;lusaj lu/son lu,sh|j
e;luse$n% lusa,tw lu,sh|
evlu,samen lu,swmen
evlu,sate lu,sate lu,shte
e;lusan lusa,twsan lu,swsi$n%
Perfeito le,luka leluke,nai
le,lukaj
le,luke$n%
lelu,kamen
lelu,kate
lelu,kasi$n%

VOZ MÉDIA

Indicativo Imperativo Subjuntivo Optativo Infinitivo Particípio


Presente lu,omai lu,wmai lu,esqai m:luo,menoj
lu,h| lu,ou lu,h| luome,nou
lu,etai lue,sqw lu,htai f: luome,nh
luo,meqa luw,meqa luome,nhj
lu,esqe lu,esqe lu,hsqe n:luo,menon
lu,ontai lue,sqwsan lu,wntai luome,nou
109

Imperfeito evluo,mhn
evlu,ou
evlu,eto
evluo,meqa
evlu,esqe
evlu,onto
Futuro lu,somai lu,sesqai m:luso,menoj
lu,sh| lusome,nou
lu,setai f: lusome,nh
luso,meqa lusome,nhj
lu,sesqe n:luso,menon
lu,sontai lusome,nou
Aoristo evlusa,mhn lu,swmai lu,sasqai m:lusa,menoj
evlu,sw lu/sai lu,sh| lusame,nou
evlu,sato lusa,sqw lu,shtai f: lusame,nh
evlusa,meqa lusw,meqa lusame,nhj
evlu,sasqe lu,sasqe lu,shsqe n:lsa,menon
evlu,santo lusa,sqwsan lu,swntai lusame,nou

VOZ PASSIVA

Indicativo Imperativo Subjuntivo Optativo Infinitivo Particípio


Presente lu,omai lu,wmai lu,esqai m:luo,menoj
lu,h| lu,ou lu,h| luome,nou
lu,etai lue,sqw lu,htai f: luome,nh
luo,meqa luw,meqa luome,nhj
lu,esqe lu,esqe lu,hsqe n:luo,menon
lu,ontai lue,sqwsan lu,wntai luome,nou
Imperfeito evluo,mhn
evlu,ou
evlu,eto
evluo,meqa
evlu,esqe
evlu,onto
110
b) Verbos contratos em «-e,w». Modelo «poie,w»: fazer
VOZ ATIVA

Indicativo Imperativo Subjuntivo Optativo Infinitivo Particípio


Presente poiw/ poiw/ poiei/n
poiei/j poi,ei poih/|j
poiei/ poiei,tw poih/|
poiou/men poiw/men
poiei/te poiei/te poih/te
poiou/sin poiei,twsan poiw/si$n%
Imperfeito evpoi,oun
evpoi,eij
evpoi,ei
evpoiou/men
evpoiei/te
evpoi,oun
Futuro poih,sw
poih,seij
poih,sei
poih,somen
poih,sete
poih,sousin
Aoristo evpoi,hsa poih/sai
evpoi,hsaj poi,hson
evpoi,hse(n)
evpoih,samen
evpoih,sate poih,sate
evpoi,hsan
Perfeito pepoi,hka pepoihke,nai
pepoi,hkaj
pepoi,hke$n%
pepoih,kamen
pepoih,kate
pepoih,kasi$n%
111
VOZ MÉDIO-PASSIVA

Indicativo Imperativo Subjuntivo Optativo Infinitivo Particípio


Presente poiou/mai poiw/mai poiei/sqai m:poiou,menoj
poih/| poiou/ poih/| poioume,nou
poiei/tai poiei,sqw poih/tai f: poioume,nh
poiou,meqa poiw,meqa poioume,nhj
poiei/sqe poiei/sqe poih/sqe n:poiou,menon
poiou/ntai poiei,sqwsan poiw/ntai poioume,nou
Imperfeito evpoiou,mhn
evpoiou/
evpoiei/to
evpoiou,meqa
evpoiei/sqe
evpoiou/nto

c) Verbo «eivmi,»: ser

Indicativo Imperativo Subjuntivo Optativo Infinitivo Particípio


Presente eivmi, w= ei=nai
ei= i;sqi h=|j
evsti,$n% e;stw( h;tw h=|
evsme,n w=men
evste, e;ste h=te
eivsi,$n% e;stwsan( h;twsan w=si$n%
Futuro e;somai
e;sh|
e;stai
evso,meqa
e;sesqe
e;sontai
Imperfeito h;mhn
h=j( h=sqa
h=n
h;meqa( h=men
h=te
h=san
112

Pa,ter h`mw/n o` evn toi/j ouvranoi/j(


a`giasqh,tw to. o;noma, sou\
evlqe,tw h` basilei,a sou\
genhqh,tw to. qe,lhma, sou(
w`j evn ouvranw/| kai. evpi. gh/j\
To.n a;rton h`mw/n to.n evpiou,sion do.j h`mi/n sh,meron\
kai. a;fej h`mi/n ta. ovfeilh,mata h`mw/n(
w`j kai. h`mei/j avfh,kamen toi/j ovfeile,taij h`mw/n\
kai. mh. eivsene,gkh|j h`ma/j eivj peirasmo,n(
avlla. r`u/sai h`ma/j avpo. tou/ ponhrou/Å VAmh,n )

Cai/ re( kecaritwme, nh( o` Ku, rioj meta. sou/ Å


euv loghme,n h su. evn gunaixi,n
kai. euvl oghme,n oj o` karpo.j th/j koili,a j sou( VIhsou/ j )
` Agi,a Maria,m ( mh, ter Qeou/ (
proseu,c ou u`pe. r h` mw/n a`martwlw/ n (
nu/ n kai, evn th/| w[ ra tou/ qana, tou h`m w/ n ) VAmh, n )

` H do,xa tw/| Patri, kai. tw/ | ` Uiw/| kai. tw/ ` Agi, w| Pneu,mati)
w`j h=n evn avrch/| kai. nu/ n kai. av ei. kai. eivj tou. j aivw /naj tw/ n
aiv w, nwn) VAmh,n )

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