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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS – UEG

UNIDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS – UnUCET


CURSO DE QUÍMICA INDUSTRIAL
BIOQUIMIICA II
PROF.(A) SAMANTHA
29 SET. 2010

THIAGO OLIVEIRA LOPES.

RESENHA: REGULAÇÃO METABÓLICA NA CONTRAÇÃO MUSCULAR

SILVEIRA, Leonardo R.; HIRABARA, Sandro M.; LAMBERTUCCI, Rafael H.;


Leandro, Carol V.; FIAMONCINI, Jarlei; PINHEIRO, Carlos HJ; D'ANGELO,
Anielle C. ª; BASSIT, Reinaldo ª; PITHON-CURI, Tânia C.; CURI, Rui.
“Regulação Metabólica e Produção de Espécies Reativas de Oxigênio
Durante a Contração Muscular: Efeito do Glicogênio na Manutenção do
Estado Redox Intracelular”. Revista Brasileira de Medicina do Esporte – Vol.
14, No 1 – Jan/Fev, 2008 .

A Revista Brasileira de Medicina do Esporte (RBME), órgão oficial da


Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, é uma publicação científica bimestral
que se tornou a principal referência a nível nacional nas áreas de Medicina do
Exercício e do Esporte e de Ciências do Esporte. Vários dos principais especialistas
do Brasil e do mundo, bem como os principais grupos de pesquisa nacionais já
publicaram artigos na RBME.
O artigo em questão foi elaborado por nove autores, dos quais apenas os
quatro primeiros serão enfatizados: Leonardo dos Reis Silveira, que possui
graduação em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho (UNESP) (1995); mestrado Mestrado em Ciências Biológicas
(Fisiologia) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (1998); doutorado,
também pela UNICAMP, na mesma área que seu mestrado; e dois Pós-Doutorados
pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade de copenhagen. Sandro
Massao Hirabara possui graduação em Graduação em Biologia pela Universidade
Federal do Paraná (UFPR) (2000); doutorado em Fisiologia Humana pela
Universidade de São Paulo (2005); e dois Pós-Doutorados pela Universidade de São
Paula e pela Universidade de Genebra. Rafael Herling Lambertucci possui
graduação em Graduação em Educação Física pela Universidade Metodista de
Piracicaba (UNIMEP) (2002); mestrado em Mestrado em Educação Física pela
UNIMEP (2005); Doutorado em Ciências (Fisiologia Humana) pela Universidade de
São Paulo (USP) (2009). Carol Virginia Gois Leandro possui graduação em
Graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
(1990); mestrado em Mestrado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto
(1999); doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto (2005); e
Pós-Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) (2006).
Neste artigo, inicialmente os autores fazem um breve histórico do uso da
glutationa como antioxidante durante a atividade física e que existem diversas
evidencias que indicam a glutationa como um dos principais antioxidantes do tecido
muscular esquelético exercendo função vital na manutenção do estado redox
intracelular durante a contração muscular. O papel dos antioxidantes é citado
evidenciando sua extrema importância durante a atividade física onde a produção de
espécies reativas de oxigênio é substancialmente aumentada na medida em que o
processo de cansaço muscular que coincide com a depleção dos estoques de
glicogênio muscular. Em preparações: in vitro, usando músculos isolados, foi
mostrado que a adição de antioxidantes exógenos aumenta a força de contração
durante a atividade muscular intensa; in vivo usando músculos isolados, foi
mostrado que a adição de antioxidantes exógenos aumenta a força de contração
durante a atividade muscular intensa. Portanto o efeito positivo de antioxidantes in
vivo indica que uma produção elevada de espécies reativas de oxigênio limita a
capacidade de trabalho muscular durante o exercício prolongado.
Os autores indicam o histórico de mais de 60 anos, sobre evidências de que o
aumento das concentrações endógenas de glicogênio antes do exercício eleva a
capacidade do atleta de realizar atividade física de longa duração. Tendo que
durante esse tipo de exercício, a ocorrência de cansaço muscular é fortemente
correlacionada com a depleção do glicogênio muscular. Nessas condições, o
músculo esquelético exibe concentração elevada de inosina 5´-monofosfato (IMP) e
amônia (NH3+), sugerindo um aumento da razão ADP/ATP, diminuindo as reservas
energéticas no músculo esquelético.
A redução nas concentrações endógenas de glicogênio diminui a atividade da
via glicolítica, responsável pela manutenção do fluxo de substratos, piruvato, para o
ciclo de Krebs (que é responsável pela formação de acetil-CoA, oxalacetato e a-
cetoglutarato), seguido de redução de NADH e FADH 2, importantes fornecedores de
elétrons para a síntese oxidativa de ATP mitocondrial. Em adição a esse mecanismo,
um menor conteúdo de glicogênio muscular e hepático reduziria a disponibilidade de
G6-P, um importante intermediário da via glicolítica e responsável pela manutenção
do fluxo de substratos para a via das pentoses. Essa via é a principal fornecedora de
elétrons para a regeneração de NADPH+, o principal doador de elétrons e substrato
da enzima glutationa redutase na redução de glutationa oxidada em glutationa.
Os ácidos graxos, por apresentarem uma estrutura altamente rica em
elétrons, possuem alta capacidade de produzir energia oxidativa. Nesse processo,
os ácidos graxos induzem uma regulação no metabolismo de carboidratos,
reduzindo a oxidação de glicose. Este conceito (ciclo glicose-ácido graxo) explica a
maior utilização dos ácidos graxos pelo tecido muscular durante a atividade física
moderada mantida por período prolongado.
Embora a via das pentoses seja um importante fornecedor de NADPH em
diferentes tecidos, sua atividade é mais alta em tecidos com capacidade elevada de
síntese de lipídio, como é o caso do fígado e dos adipócitos (células de reserva de
lipídio). O de Krebs no músculo esquelético é de oxidar acetil-CoA produzindo
NADH+ e FADH2 para a geração oxidativa de ATP mitocondrial, além de gerar
intermediários para a síntese de outras moléculas.
Os autores concluem o artigo evidenciando que embora estudos conclusivos
a respeito do efeito da suplementação de carboidratos e glutationa (NAC) na
odulação redox do músculo esquelético durante contrações são escassos, a
proposta apresenta é de que um efeito associado da suplementação de N-acetil-L-
cisteína (glutationa) e carboidratos devem ser testados. É possível que haja
aumento do desempenho muscular durante a atividade prolongada, aumentando a
capacidade de produção de ATP via manutenção da atividade do ciclo de Krebs e
equilíbrio do estado redox intracelular.
O grupo de autores com base nessas hipóteses e estratégias que, segundo
eles, comprovadamente elevam as concentrações intracelulares de antioxidantes no
músculo esquelético, diretamente via suplementação de N-acetil-L-cisteína
(glutationa) ou indiretamente via suplementação de carboidratos, podem aumentar a
desempenho durante o exercício prolongado.
Os autores utilizaram uma linguagem fácil, porém é necessário possuir um
mínimo conhecimento da área para melhor entendimento do artigo. A ideia, o texto e
as figuras apresentadas são claros e de fácil entendimento.
O artigo é mais indicado para estudantes de Medicina, Educação Física,
Bioquímica e Química, principalmente referindo-se área de ciclos metabólicos,
atividade enzimática e aumento do desempenho da atividade muscular.

REFERÊNCIAS:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-
86922008000100011&lng=pt&nrm=iso; Acessado em 29 SET 2010.

http://www.medicinadoesporte.org.br/introducao.htm; Acessado em 29 SET 2010.

http://sistemas3.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpes=5101627; Acessado
em 29 SET 2010.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4762930E6; Acessado
em 29 SET 2010.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=C092721; Acessado em
29 SET 2010.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4706219Z8; Acessado
em 29 SET 2010.