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Desenhos Gratos a

C a r l o s A l b e r t o O l i v e i r a Paes d e L i m a T h o m a z A q u i n o de Q u e i r o z ,
Jairo M a r q u e s N e t t o ,
Capa Everardo Melo,
Almir Gomes H i l d a Isaac e
S a m i r a A n i z Abrahão
p o r colaboração e a p o i o .

COMPANHIA EDITORA NACIONAL Gratidão e s p e c i a l


DISTRIBUIÇÃO E PROMOÇÃO
Rua Joli, 2 9 4 A o m e u esposo
Fone: 291 - 2 3 5 5 (PABX) A l e x A n i z Abrahão
Caixo Postal 5.312 c o m p a n h e i r o d e t o d a s as h o r a s .
C E P 0 3 0 1 6 - São P a u l o - Brasil
SUMÁRIO

Leitura Musical, 3
1 — linhas suplementares
2 — pausa
3 — acidentes
4 — andamento
5 — s i n a i s d e expressão
6 — melodia — harmonia
7 — intervalos

Conjuntos M u s i c a i s , 33
1 — conjuntos vocais
2 — conjuntos instrumentais

Formas Musicais, 45
1 — formas vocais
2 — formas instrumentais
3 — espetáculos m u s i c a i s

A M ú s i c a Folclórica n o B r a s i l , 4 9
1 — n o canto
2 — n a dança
3 — n a s danças dramáticas
4 — n o s jogos
5 — n a religião
6 — seus i n s t r u m e n t o s

Evolução d a N o s s a M ú s i c a , 6 9
1 — n a República
2 — H i n o à Proclamação d a República
3 — H i n o à Bandeira
4 — n o s s a música p o p u l a r

O u v i n d o C o n s c i e n t e , 85
Alô, m e u a m i g o ! E s t o u d e v o l t a . M u i t a c o i s a
foi dita n o p r i m e i r o v o l u m e . M u i t a coisa a i n d a
t e m o s q u e d i z e r , p a r a q u e você possa d i s c u t i r ,
c o n v e r s a r s o b r e música e até i n t e r p r e t a r as m e n -
sagens m u s i c a i s .
Mensagens musicais?!
S i m , m e n s a g e n s m u s i c a i s , p o i s música é c o -
municação.
Você sabe o q u e é comunicação?
V e j a a p r o p a g a n d a d e televisão:
Alguém, o g r u p o d e r a p a z e s e moças, t r a n s -
m i t e a m e n s a g e m . É o T R A N S M I S S O R . Alguém,
você q u e está v e n d o a televisão, recebe a m e n -
sagem. É o R E C E P T O R .
P a r a q u e a m e n s a g e m c h e g u e até você há
n e c e s s i d a d e d e u m e l e m e n t o físico q u e a t i n j a u m
de seus s e n t i d o s . N a p r o p a g a n d a é a i m a g e m q u e
você vê e o s s o n s d a música q u e você o u v e . Ê o
CÓDIGO.
N a música, o CÓDIGO, i s t o é, a organização
dos sons q u e c o n d u z e m a m e n s a g e m , é o código
auditivo. A mensagem musical é recebida pelo
ouvido, da mesma forma que a mensagem da lin-
guagem falada.
P e l a música, o T R A N S M I S S O R (pessoa q u e
canta o u q u e executa u m i n s t r u m e n t o musical)
t r a n s m i t e a o r e c e p t o r t o d a u m a c a r g a d e emoções,
sentimentos, de t a l m o d o que, ao ouvir, podemos
d i z e r q u e a música é a l e g r e , é t r i s t e , t r a n s m i t e
otimismo o u deprime.
L e m b r e - s e , você v a i p a s s a r a v i d a t o d a rece-
bendo mensagens musicais. Desde os primeiros
d i a s d e n a s c i d o , q u a n d o s u a mãe o e m b a l a v a , p a r a
q u e você d o r m i s s e , você v e m r e c e b e n d o estas
mensagens.
P o i s b e m , a q u i e s t o u p a r a c o n t i n u a r a ajudá-
lo a aprender, a receber e entender a linguagem
d a música.
LEITURA MUSICAL

boi da
boi boi boi Co - ra

/>/»e - ta
éé é
me - m - no ?<* * s m

l i
tr*.- do de cq - re - ta
J á s e i . Você vê n o t a s q u e
e s t ã o f o r a d a pauta.não é m e s m o ?
E l a s estão n a s
Linhas Suplementares

LINHAS SUPLEMENTARES
B e m , são l i n h a s além d a s c i n c o l i n h a s q u e o u a b a i x o d a p a u t a , p a r a r e p r e s e n t a r os sons q u e
f o r m a m a pauta m u s i c a l . Elas p o d e m estar acima a p a u t a m u s i c a l não c o m p o r t a .

A s q u e f i c a m a c i m a d a p a u t a são as l i n h a s A s n o t a s escritas n a s l i n h a s e espaços suple-


S U P L E M E N T A R E S S U P E R I O R E S e as q u e f i c a m mentares superiores f o r m a m e / o u c o m p l e t a m a
a b a i x o d a p a u t a são as l i n h a s S U P L E M E N T A R E S escala a s c e n d e n t e a p a r t i r d a c l a v e .
INFERIORES.

- n - e
-e-
-e-
-e-
A s n o t a s e s c r i t a s n a s l i n h a s e espaços suple-
m e n t a r e s i n f e r i o r e s f o r m a m e / o u c o m p l e t a m a es-
cala d e s c e n d e n t e , a p a r t i r d a c l a v e .

4
i Observe

5
S o n S C^dVeS

M o s t r e a g o r a os s u p l e m e n t o s acres-
c e n t a d o s a o s seus c o n h e c i m e n t o s ! !

é C o m p l e t e as l a c u n a s : 3 — E os sons nelas r e p r e s e n t a d o s são m a i s


1 — Q u a n d o p r e c i s a m o s i n d i c a r sons m a i s q u e os r e p r e s e n t a d o s d e n t r o
g r a v e s o u m a i s a g u d o s q u e os r e p r e s e n t a d o s da pauta.

d e n t r o d a p a u t a , u s a m o s as 4 — C o n t a m - s e as l i n h a s s u p l e m e n t a r e s supe-
r i o r e s de . . . . . . . . . para .
2 — A s l i n h a s escritas a c i m a d a p a u t a m u s i - 5 — A s linhas suplementares
cal chamam-se linhas são escritas a b a i x o d a p a u t a m u s i c a l e c o n t a m -
se de para

Dê o n o m e das n o t a s :

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L i g u e c o m traços:
_CL

1 DÓ
2 RÉ Í 5 Í£=3 5ÍÊÉ 5 2
MI
^ -0-
3
4 FÁ
5 SOL
6 LÁ
7 SI
8 DÓ

I s 8 H 5 5 = 3 5 5

V e j a se você é c a p a z d e a v a l i a r - s e .

Se você r e s o l v e u s o z i n h o t o d o s o s e x e r - 3 — S e r e s o l v e u m e n o s d a m e t a d e , escreva
cícios, a s s i n a l e u m a c r u z n o q u a d r o d a ^dntjho da letra R — Regular.
l e t r a O — Ótimo.
2 — Se você r e s o l v e u m a i s d a m e t a d e , m a r q u e
i
uma cruz n o quadrinho da letra B — R
Bom. li W
Você está c r e s c i d i n h o . Já b r i n c a d e
r o d a à p o r t a d e s u a c a s a . A música
o acompanha.Ela é sua companheira
inseparável.

É v e r d a d e ! A música é m u i t o
importante e m nossa vida.
Estou ansiosa para conhecer
todos oselementos novos que
a p a r e c e m n ac i r a n d a a c i m a .
Então m u i t a atenção e acompanhe-me.

NESTA R U A
moderato folclore

• m - m -
Mes-ta ru-â tem U m ho*» -
<}uc
* 4

Você já c o n h e c e as f i g u r a s d e r i t m o . Está
lembrado? P A U S A é, p o r t a n t o , a f i g u r a d e r i t m o
q u e r e p r e s e n t a o t e m p o d e duração d o silên-
N o último c o m p a s s o d o t r e c h o , p a r a c o m p l e t a r
o t e m p o , s e m s o m m u s i c a l , usa-se a P A U S A o u cio n u m trecho musical.
F I G U R A D E R I T M O N E G A T I V A ( \ ) n o valor A s f i g u r a s d e r i t m o p o s i t i v a s e seus v a l o r e s
dc u m a s e m i n i m a . negativos ( P A U S A S ) correspondentes:

Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

POSITIVAS DO S O M NOTAS

FIGURAS DERITMO

NEGATIVAS L•4 D O SILÊNCIO PAUSAS

O b s e r v e , m a i s u m a v e z , o t r e c h o m u s i c a l . Você
verá q u e n o início a p a r e c e u m n o v o s i g n o d e
compasso: C . É q u e o compasso 4 / 4 pode ser
representado por C o u 4 e o compasso 2 / 2 por 0
ou 2.
Ex.:
Correlacione:

Faça a g o r a u m a p a u s a e v e r i f i q u e .
1
- O - /
A
2 - d - /
J
ó
3 — _ i
Cruzadinha direta

- /
5 —
Si
6 —

m i
7 —

Complete:

*-
r
V
C o m p l e t e as l a c u n a s :

1 — A figura de r i t m o q u e representa o tem- d Marque n o quadradinho conveniente:


p o d e duração d o silêncio n o d e c o r r e r d e u m
Q u a n t a s p a u s a s d e semínimas v a l e m as f i g u r a s ?
t r e c h o m u s i c a l é a . . Ç} i v V J ^ .
2 — Cada figura de ritmo positiva tem u m a
figura de r i t m o . correspondente.
3 — A s . J.' i n d i c a m a duração d o 1 1
1 2 3 ! 1 2 3 4 1
silêncio e têm a m e s m a . . . l
dos • i
valores correspondentes. 7
4 — D u a s pausas de 0,5 1 2
e q u i v a l e m a u m a p a u s a d e mínima. 1 i

10
ACIDENTE

V e j a este t r e c h o : a
— i

- t \t=U -•r k : -
oc se cKa-ma Qoe

Observe que a olado d a nota A s s i m , o t=j ( b e q u a d r o ) r e a l i z a u m a alteração


s o l há u m s i n a l . E u m A c i d e n t e d e s c e n d e n t e se a n o t a f o r s u s t e n i d o e u m a a l t e r a -
o u Alteração.
ção a s c e n d e n t e se a n o t a f o r b e m o l .
P a r a c o m p r e e n d e r m e l h o r c o m o se a l t e r a u m
s o m , o t e c l a d o a b a i x o , c o m u m a acordeão, órgão
e p i a n o v a i ajudá-lo:
TECLADO

Parece o jogo-da-velha!
.dó* ré# fá* sol* lá*
Para que serve? ré\p m i p solb IaU si U

A C I D E N T E o u ALTERAÇÃO são s i n a i s q u e
II I I I I
alteram o s o m das notas, elevando-o o u abaixan-
do-o.
I I I i i i i
V o u a p r e s e n t a r o s a c i d e n t e s a você: dó ré m i fá sol lá si dó

A s teclas b r a n c a s — sons n a t u r a i s :
DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI.
A s teclas p r e t a s — s o n s a l t e r a d o s :
s u b i n d o — s u s t e n i d o s , d e s c e n d o — bemóis.

SUSTENIDO
— e l e v a a entoação d a n o t a e m m e i o t o m .

BEMOL P
— b a i x a a entoação d a n o t a e m m e i o t o m .

BEQUADRO fcy
t imO"C»OnbTiõE"
— anula o efeito d o sustenido e d o bemol.

13
Você v i u q u e as teclas p r e t a s r e c e b e m d o i s APLICAÇÃO
nomes:
— Sustenido — quando sobem. ^ 1 CRUZADA:
— B e m o l — q u a n d o descem.
E n t r e M I e FÁ e S I e DÓ não há t e c l a p r e t a ,
p o i s e n t r e eles só há m e i o t o m o u s e m i t o m n a t u r a l .

Tom

Semitom Semitom

1/2 t o m 1/2 tom

O s a c i d e n t e s o u alterações p o d e m s e r :

A — F I X O S : O s s u s t e n i d o s e / o u bemóis q u e
a p a r e c e m j u n t o à c l a v e (armação d a c l a v e ) . O
s e u e f e i t o a t i n g e t o d a s as n o t a s d o m e s m o n o m e
durante todo o trecho musical.
Ex.:

Ê
è 1
/ j
a
O # está n a 5 . l i n h a — n o t a fá. P o r t a n t o
d u r a n t e t o d o o t r e c h o o fá será s u s t e n i d o .
Horizontais:
9 c
1 — C i n c o l i n h a s p a r a l e l a s o n d e se e s c r e v e m
' • — é p— as n o t a s .
2 — Q u a n d o o s a c i d e n t e s o u alterações a p a -
D u r a n t e t o d o o t r e c h o o S I e M I serão bemóis, r e c e m j u n t o à c l a v e (armação d a c l a v e )
a
p o i s o s i n a l b está n a 3 . l i n h a e n o 4.° espaço, n u m t r e c h o m u s i c a l são a c i d e n t e s ....
respectivamente S I e M I . j

B — O C O R R E N T E S — aparecem a o decor-
rer de u m trecho m u s i c a l . 3 I S E u m a pausa de
Ex.: 4 O colocado a o lado de u m a nota
a b a i x a a s u a entoação d e m e i o t o m .

li
5 )
C — PRECAUÇÃO — a p a r e c e m a f i m d e 6 O colocado ao lado de u m a nota
e v i t a r e r r o s n a l e i t u r a rápida. Q u a s e s e m p r e estão e l e v a a s u a entoação d e m e i o t o m .
e n t r e parênteses. 7 Sinais musicais que representam a m a i o r
o u m e n o r duração d o silêncio.
Ex.:
8 Sinal q u e anula o efeito d o bemol e d o
sustenido.
9 A s l i n h a s escritas a c i m a d a p a u t a m u s i -
c a l são l i n h a s s u p l e m e n t a r e s

14
Verticais:
10 — A m e t a d e d e u m t o m chama-se é Risque Certo o u Errado:

— O b e m o l e l e v a a entoação d a n o t a e m
meio tom.
11 — Esta nota é
CERTO ERRADO

12— $ Pausa de — O b e q u a d r o r e a l i z a u m a alteração des-


13 — S i n a i s q u e a l t e r a m a entoação d a s n o t a s . c e n d e n t e se a n o t a a l t e r a d a f o r s u s t e n i d o .
CERTO ERRADO
14- Nota
— E n t r e M I e FÁ e S I e DÓ há m e i o t o m
ou semitom natural.
15 — [Çnf - 1 O s u s t e n i d o q u e está a r m a d o
ERRADO
na clave é o
1 6 — A s p a u s a s r e p r e s e n t a m a duração d o s i -
lêncio e as f i g u r a s d e r i t m o p o s i t i v a s ,
os P r e e n c h a as l a c u n a s :

I • P p J
I n d i q u e c o m u m traço o n d e d e v o c o l o c a r o s
±
acidentes: ír&\ An-tônio <3<je p r e G^uiça j a s i o hor»as v a p r a m i s s a

i
b y

Del - ena der*— d a o d e - lém ó e


" ' d a 0

N o trecho acima:
1 — Seu compasso é
2 A figura de ritmo que vale u m tempo é

ê
a
Correlacionar: 3 N e s t a m e l o d i a a c o l c h e i a t e m a duração
de
1 Sinais q u e alteram ) Bequadro 4 N o q u i n t o c o m p a s s o há u m a p a u s a d e
as n o t a s
) Fixos 5 A r m a d o n a p a u t a há u m a c i d e n t e c h a -
2 — Teclas brancas
mado
3 — Teclas pretas ) Sustenidos E l e a b a i x a a entoação d a n o t a e m . . .
6
4 — Meio tom ) Sons alterados
7 O acidente armado n a clave correspon-
5 — Eleva os o m de à n o t a
) Acidentes
8 Durante todo o trecho o S I é
6 — Abaixa osom 9 N o último c o m p a s s o a f i g u r a d e r i t m o
) Ocorrentes
7 — Destrói o e f e i t o d a s positiva é u m a e a ne-
gativa (pausa) corresponde a u m a . . .
alterações ) Bemol
8 — Alteração a r m a d a n a
) Sons naturais Auto-avalie-Sj
clave

9 — N o t r e c h o , alterações ) Semitom
j u n t o às n o t a s

15
O METRÔNOMO é u m a c a i x a d e m a d e i r a e m
ANDAMENTO f o r m a d e pirâmide q u a d r a n g u l a r c o m m e c a n i s m o
de u m relógio. P o s s u i u m a régua q u a d r a d a ,
n u m e r a d a d e 4 0 a 2 0 8 , c o m u m pêndulo regulável,
que determina o m o v i m e n t o exato de qualquer
NESTA RUA
moderato folclore andamento.
- 1 f 1 v - - Referindo-se a ele, nas partituras musicais,
j u n t o c o m a indicação d o a n d a m e n t o , n a p a r t e
Mes-ta inicial superior d a clave, v e m o sinal M . M . —
«4 ro-<3
METRÔNOMO d e M a e l z e l .

N o início, a c i m a d a p a u t a m u s i c a l , você vê C o m o u s a r o METRÔNOMO:


e s c r i t a a expressão M O D E R A T O . A L L E G R O M . M . 120
É u m a p a l a v r a d a língua i t a l i a n a q u e s e r v e O pêndulo regulável é g r a d u a d o n o número
para indicar o andamento do trecho musical. 1 2 0 , e p a r a c a d a oscilação d o pêndulo e x e c u t a - s e
u m a semínima, se esta f o r a u n i d a d e d e t e m p o .
ANDAMENTO ou MOVIMENTO é a
m a i o r o u m e n o r v e l o c i d a d e c o m q u e se
PRESTO
executa u m trecho musical.

VAGAROSO Grave,
6 C o m p l e t e as h o r i z o n t a i s e c o n c e i t u e o ele-
m e n t o d a música e m d e s t a q u e n a v e r t i c a l .
Largo, Adagio, Lento
ANDAMENTO

Andamento MODERADO -•Mode-


ou
Movimento
rato, Andante, Andantino,
Allegreto £L
\ — A —
RÁPIDO - * - A l l e g r o , V i -
vace, Presto, Prestissimo
N - -
P a r a se e x e c u t a r c o m m a i s precisão o s a n d a -
m e n t o s m u s i c a i s , n o século X I X f o i i n v e n t a d o u m
a p a r e l h o c h a m a d o METRÔNOMO, aperfeiçoado
por M A E L Z E L e m 1815. Horizontais:
1 — Q u e m aperfeiçoou o metrônomo?
2 — Determina o m o v i m e n t o exato de u m
trecho musical.
3 — U m andamento moderado.
4 — A indicação d o a n d a m e n t o a p a r e c e n o
início d o t r e c h o , a c i m a d a
5 — A b r e v i a t u r a q u e i n d i c a o Metrônomo d e
Maelzel.
6 — O mesmo que andamento.
7 — U m andamento vagaroso.
8 — P a r a i n d i c a r o a n d a m e n t o usa-se o t e r m o
em
i 9 — U m a n d a m e n t o rápido.

17
C o m p l e t e as l a c u n a s :
B V C K E A O V 1 V A C E
L O U H C N 1 D o 1 L A R
1 — O t e r m o e m i t a l i a n o q u e v e m n o início A S S 1 T D A R E F L M 0
do trecho indica o R E N U V A K Z R M E 1 S
2 — Andamento o u é G R F 1 D N O P R 1 G S V
a maior o u menor O 1 B O Z T L 1 M R R U T
c o m q u e se e x e c u t a u m t r e c h o m u s i c a l . D T A L L E G R O Z E 1 M
3 — O s andamentos p o d e m ser 1 U C M Z T O R C M T 1 O
e T U P A D A G 1 O T O L Z
4 — P a r a se e x e c u t a r c o m m a i s precisão o s R Z N V C B M D S R 1 E M
andamentos i n d i c a d o s a p a r e c e u n o sé- N W 1 B 1 S O Z U M T N Z
culo X I X o O C Q S R 1 U P R E S T O
5 — O metrônomo u s a d o é o d e M O D E R A T O S S L 0 T
6 — N o t r e c h o m u s i c a l a indicação metronô- D 1 Z M N Z O s S R U V Z
mica é feita c o m a abreviatura M . M . ,
que significa

N o e m a r a n h a d o de letras descubra os Por equipe e c o m recursos auditivos, com-


Andamentos: p r o v a r os diversos A n d a m e n t o s .

Vagarosos

Moderados

Auto-avalie-se

Rápidos B
S I N A I S D E EXPRESSÃO

FOGO?

N a l i n g u a g e m f a l a d a o s e n t i d o é, m u i t a s v e z e s ,
e x p r e s s o p e l a entoação.
N a l i n g u a g e m e s c r i t a , as emoções, o s e s t a d o s
de espírito n o s são c o m u n i c a d o s p e l a s p a l a v r a s e
p e l o s s i n a i s d e pontuação, c o m o você p o d e v e r
nas f i g u r a s .
E n a MÚSICA? C o m o t r a n s m i t i r as emoções? N e l e você e n c o n t r a s i n a i s c o m o :
Veja o trecho da Ciranda: m f , r a l i , p p e o u t r o s c o m o < , > . Estes s i n a i s
s e r v e m p a r a o r i e n t a r o a r t i s t a n a interpretação d a
NESTA RUA
moderato folclore mensagem musical q u e o compositor quer trans-
9 mitir.
1 1
1 Esses s i n a i s p o d e m r e f e r i r - s e à i n t e n s i d a d e d o s
-\ —• ' 9
tem Um. to«> -
s o n s , a o a n d a m e n t o , a o caráter d o t r e c h o e às
ru-à repetições d e t r e c h o s , c o m o o s q u a d r o s a b a i x o :
-4

Para e x p r i m i r intensidade d o S O M

A B R E V I A T U R A ou S I N A L EXPRESSÃO SIGNIFICADO

P piano leve, brando


PP pianíssimo m u i t o leve
mp mezzo-piano meio leve
sv sotto voce a meia voz
f forte c o m força
ff fortíssimo c o m m u i t a força
mf mezzo forte pouco forte
sforz-sfr ^> sforzando esforçando
cresc. o u crescendo aumentando gradativamente
decres. o u : = = — decrescendo diminuindo gradativamente
dim. diminuindo diminuindo
rinf. rinforzando reforçando

20
Para modificar o A N D A M E N T O

A B R E V I A T U R A ou S I N A L EXPRESSÃO SIGNIFICADO

accell. accellerando acelerando


affret. affrettando apressando
anim. animando animando
string. stringendo agitando
rali. rallentando retardando
rit. ritenuto retido
smorz. smorzando extinguindo
allarg. allargando alargando

P a r a m o d i f i c a r o CARÁTER

EXPRESSÃO SIGNIFICADO

Agitato agitado
Amoroso amoroso
Apassionato apaixonado
Cantabile cantando
Con brio com bravura
Dolce doce
Giocoso alegre
Maestoso majestoso
Scherzando brincando
Risoluto resoluto

P a r a i n d i c a r repetição

R i t o r n e l l o — R e p e t i r o trecho entre os pontos.

1? 29 A p r i m e i r a v e z e x e c u t a - s e o t r e c h o até o n d e se
a
e n c o n t r a a l . c h a v e ; n a repetição s u p r i m e - s e a
p r i m e i r a chave, passando-se para a segunda chave.

D . C . o u D a Capo — R e p e t i r d o início.

— Repetição d o t r e c h o desde o n d e se
4 - ou
a c h a o s i n a l até a p a l a v r a F i n e ( f i m ) .

21
>utros S i n a i s

p a u t a , as n o t a s d e v e m ser e x e c u t a d a s o i t a v a
Fermata — parada p o r tempo indetermi- abaixo.
n a d o , i s t o é, à v o n t a d e d o intérprete.

Contagem número d e c o m p a s s o s de L I G A D U R A — q u a n d o colocada acima


espera. o u abaixo n u m grupo de notas diferentes
i n d i c a a frase m u s i c a l ; q u a n d o c o l o c a d a
89 1 e m sons i g u a i s , o s e g u n d o não se r e p e t e ,
L i n h a d e o i t a v a a c i m a d a p a u t a — as n o t a s e seu s o m é sustentado conforme a sua
são e x e c u t a d a s o i t a v a a c i m a . A b a i x o d a duração.

9 -

Exemplos:
Cai c a i balão Cac caL balão
3
C^UL ^a m i . - irvha ^ 3 o

M U t
e

à carro - CiinHà pec-^OU três Cê«-chorroS de Uma ^ -£

Staccato — Destacado — u m ponto colo- seu v a l o r , c o m o se h o u v e s s e p a u s a s i n t e r -


cado acima o u abaixo da nota indica q u e mediárias.
esta d e v e s e r e x e c u t a d a c o m a m e t a d e d e Exemplo:
4

ainda nao Co<m_ ^rec maS hec de COvn-Jarar uin Ieneí — nino
-5

DA CAPO
±
brdneo prá ^CÍ- p Õ L \v - xar

P r e e n c h a as l a c u n a s :

1 — A interpretação d e u m t r e c h o , q u e dá 6 — D A C A P O quer dizer


v i d a e a l m a à música, é i n d i c a d a p o r 7 este s i n a l s e r v e p a r a o intérprete
de s u s t e n t a r o s o m o u o silêncio p o r t e m -
2 — E s t e s s i n a i s d e expressão são i n d i c a d o s po i n d e t e r m i n a d o e chama-se
por u m a e m italiano, 8 — - este s i n a l n u m g r u p o d e
por ou n o t a s d i f e r e n t e s r e p r e s e n t a u m a frase
3 — é a m a i o r o u m e n o r força m u s i c a l e chama-se
c o m q u e se p r o d u z o s o m . 9 — A l i g a d u r a e m sons i g u a i s i n d i c a q u e o
4 — Este s i n a l — = indica s e g u n d o não se
5 — O t e r m o r a l l e n t a n d o serve para 1 0 — ^— -Êfé p a r a r e p e t i r o t r e c h o e n t r e
o andamento. os

22
este s i n a l i n d i c a q u e o s o m d e v e
Correlacione: aumentar gradativamente.

1 - p — executar oitava acima ERRADO CERTO

2 — rali — fermata
3 — ff — d i m i n u i n d o gradativa-
mente Cruzada

4 — sforz — brando

5 — D.C. — c o m m u i t a força

6 - — acelerando
7 — I 1 — retardando

8 — 8.»-—-, — d o começo

9 — accel. — esforçando

10 - — compassos d e espera

é Risque C E R T O o u E R R A D O :

1 — G i o c o s o — significa doce.

ERRADO CERTO

Stringendo — o m e s m o que agitado. Auto-avalie-se

ERRADO CERTO O B R


MELODIA — HARMONIA

A m e l o d i a não d i s p e n s a o r i t m o , q u e é o s u -
Se esta rua,se esta rua p o r t e d o s o m , a s u a o r d e m simétrica. T e m a m e s -
fosse minha,eu faria, m a importância q u e a pontuação p a r a a l i n g u a g e m
eu faria ladrilhar... falada e escrita.

Melodia:

TL TL TL
* -e--e- -e-
Melodia e ritmo:
a

M E L O D I A . . . M E L O D I A . . . Você já sabe
o q u e é m e l o d i a ? P o i s b e m ! é u m a sequência d e
sons combinados. V e j a o p i a n i s t a d a f i g u r a . E l e a p e r t a várias
Q u a n d o você lê u m a f r a s e , e s t a não é u m a teclas a o m e s m o t e m p o , t o c a n d o sons d i f e r e n t e s
sucessão d e p a l a v r a s c o m b i n a d a s , f o r m a n d o u m q u e se c o m b i n a m .
sentido? A essa combinação d e s o n s simultâneos, tão
P o r e x e m p l o : S e alguém chegasse a você e agradável a o o u v i d o , c h a m a m o s H A R M O N I A .
dissesse: "— U m l i n d o l i v r o u você não s a b e r i a
o quequeria dizer.
M a s se alguém disse: "— Você t e m u m l i n d o í
l i v r o " , você e n t e n d e r i a , p o r q u e há u m a sucessão
de palavras que, c o m b i n a d a s , f o r m a m u m sentido. A s s i m , t e m o s o s três e l e m e n t o s f u n d a m e n t a i s
N a música, m e l o d i a é a m e s m a c o i s a . P a r a d a Música:
que a entendamos, é preciso q u e os sons estejam — M E L O D I A — sequência d e s o n s c o m -
combinados f o r m a n d o u m sentido. binados.
— H A R M O N I A — combinação d e s o n s
A M E L O D I A e o R I T M O fazem com que simultâneos.
a música e x i s t a . São seus e l e m e n t o s básicos. — R I T M O — o r d e m d o s sons n o t e m p o .

25
INTERVALOS
NESTA RUA e — Q u a n d o não u l t r a p a s s a m u m a distância
moderato folclore
de o i t a v a (distância d e o i t o n o t a s ) — I n t e r v a l o s
Simples.
M 3
-m-m- 42
Met-td ru-â

1E5=±
f — Q u a n d o u l t r a p a s s a m a distância d e u m a
oitava — Intervalos Compostos.

-P CL

Observe:

1 — A s d u a s p r i m e i r a s n o t a s têm s o n s i g u a i s .
2 — D e p o i s há u m s a l t o — d o M I p a r a o
LÁ — h a v e n d o e n t r e estas n o t a s u m a distância.
Temos o I N T E R V A L O .
O s I N T E R V A L O S p o d e m ser classificados:
a — D e a c o r d o c o m a s u a distância:

Vamos aproveitar o intervalo


TL
TL e t e s t a r seus c o n h e c i m e n t o s .
JJ.

u
b — D e a c o r d o c o m a s u a espécie, c o n f o r m e
a variação d o número d e s e m i t o n s e t o n s : P r e e n c h a as l a c u n a s :
maiores
menores 1 — À distância q u e v a i d e u m s o m a o u t r o
justos chamamos
aumentados 2 — O s intervalos p o d e m ser, conforme a
diminutos distância:
c Q u a n d o seus s o n s são e x e c u t a d o s u m 3 — Q u a n d o o s s o n s são e x e c u t a d o s u m após
após I n t e r v a l o s Melódicos. o u t r o são i n t e r v a l o s
a. 4 — Q u a n d o e x e c u t a d o s s i m u l t a n e a m e n t e são
intervalos
5 — Q u a n d o não u l t r a p a s s a m a distância d e
u m a o i t a v a o s i n t e r v a l o s são

d — Q u a n d o seus s o n s são e x e c u t a d o s s i m u l - e quando ultrapassam


t a n e a m e n t e — I n t e r v a l o s Harmónicos. são
6 — Q u a n t o à s u a espécie o s i n t e r v a l o s p o -
d e m ser:
A u
m ? — r =

28
5 — Q u a n d o o acidente aparece n o decorrer
T e s t e s seus de u m t r e c h o m u s i c a l , d i z e m o s q u e e l e é:
a — Ocorrente
Loteria Musical: b — D e precaução
c — Fixo
6 — À maior o u menor velocidade c o m q u e
LOTERIA MUSICAL
se e x e c u t a u m t r e c h o c h a m a m o s :
1 1 Teste
a — Volume
Pontos N.°
b — Acidente
P a r a alcançar o s p o n t o s c — Andamento
máximos, m a r q u e a p e n a s u m a r e s p o s t a 7 — O s termos Presto — A n d a n t e — L e n t o
para cada pergunta. correspondem respectivamente aos A n d a m e n t o s :
a — Rápido — m o d e r a d o —
A B C vagaroso
1 t b — V a g a r o s o — rápido —
2 2 moderado
3 3 c — Moderado — vagaroso —
4 4 rápido
5 5 8 — Q u a n d o diminuímos a v e l o c i d a d e d e u m
6 6 t r e c h o , u s a m o s a expressão:
7 7 a — Pianissimo
8 8 b — Decrescendo
' 9 9 c — Rallentando
10 10
9 — < d este s i n a l d e expressão i n d i c a :
11 11
a — aumentar gradativamente a
12 12
intensidade de som
13 13
b — aumentar a velocidade d o
trecho
1 — O s sinais que representam o tempo de c — diminuir a intensidade d o som
duração d o silêncio são a s : 1 0 — P a r a d e t e r m i n a r c o m precisão o s a n d a -
a — Figuras de r i t m o m e n t o s m u s i c a i s usa-se:
b — Pausas a — Abreviaturas
c — Pauta b — S i n a i s d e expressão
c — Metrônomo
2 — A p a u s a c o r r e s p o n d e n t e à c o l c h e i a é:
11 — F E R M A T A — ( ^ ) i n d i c a que o s o m :
• - r a — D e v e ser l i g a d o
b - í b — D e v e ser p a r a d o p o r t e m p o
indeterminado
c — D e v e s e r diminuído
3 — A o s sinais q u e a l t e r a m o s sons d a s n o t a s 12 — À sucessão d e sons c o m b i n a d o s cha-
notas chamamos: mamos:
a — Intervalos a — Harmonia
b — Metrônomo b — Melodia
c — Alterações c — Ritmo
4 — A alteração q u e a u m e n t a a entoação d a 13 À distância q u e v a i d e u m s o m a o u t r o
nota meio t o m é o chamamos:
a — Bemol a — Movimento
b — Sustenido b — Intervalo
c — Bequadro c — Acidente

29
V a m o s rever! N o trecho, respondi


TEMPO OE MARCHA—RANCHO

±
>

•—w~f— • .
• r —
^ — J
rou na ro—
o.

TT
da T o - C a n - d o S e u \J\ - o - I ã o ! j > a - r a _ r a o I Dão!

• • E
p-1 1 ' 1
— •

DÒO ! Pa- ra - rao' £õoí Da o ! Vern de lai S e u de - le ^

—f © "1
w.
•1
?— É = Ê = —m 1 •
-Gja-do E Jpoi- r~rY3h - O s - C o joí- j^t-a p r t -

—y p — i
i

-«oSo C o - m

1- VE2 FIM
1-4
- h — i
-\-
M b - F J - J
m

- h c - c o d e - S s h - q o n - ça-do do-hno .e-le - Ça-dc


30
- S e u compasso ro semicolcheias v a l e m . .
2 — Após a c l a v e v e m a alteração ,
3 — Q u e corresponde à nota 1 0 — O s i n a l |! : :j| é para
4 — Ele a nota meio tom. 11 — N o último c o m p a s s o são d u a s n o t a s
5 — Q u a n d o a alteração v e m j u n t o à c l a v e , que valem
é u m a alteração t e m p o cada u m a .
6 — * N o quarto compasso a figura de r i t m o
é a , e vale
tempos.
7 — A s n o t a s d o s e x t o c o m p a s s o são
Auto-avalie-se

8 — N o t r e c h o duas colcheias v a l e m

31
C O N J U N T O S MUSICAIS

N o capítulo a n t e r i o r , você v i u q u e a música


? R A
é c o m p a n h e i r a d o h o m e m desde o s p r i m e i r o s m o -
b í*eute BR*S»L e &s»L
R mentos.
r
x — / y t N a e s c o l a , você c a n t a e m c o n j u n t o c o m seus
colegaSj _^
A g r u p o s d e pessoas q u e c a n t a m e m c o n j u n t o
chamamos de C O N J U N T O S V O C A I S .

N a s u a e s c o l a há u m a b a n d a . Você e / o u seus
colegas p a r t i c i p a m d e l a .
A esta fusão d e t i m b r e s d e vários i n s t r u m e n -
tos e x e c u t a d o s c o n j u n t a m e n t e d a m o s o n o m e d e
cu
CONJUNTOS INSTRUMENTAIS.

33
CONJUNTOS VOCAIS

N a f i g u r a , você vê três pessoas c a n t a n d o e m


conjunto. Elas f o r m a m u mC O N J U N T O V O C A L .
C o n f o r m e as características, o c o n j u n t o v o c a l
recebe u m a denominação.
Veja os esquemas:

Duo o u Dueto • 2 pessoas


T r i o o u Terceto -3 pessoas
Quarteto -4 pessoas
Pequenos
Quinteto 5 pessoas
Conjuntos
Sexteto •6 pessoas
(denominação Septeto -7 pessoas
segundo Octeto -8 pessoas
o número d e
componentes)

CORO
CORAL
Grandes Conjuntos
MADRIGAL
ORFEÃO

Os conjuntos vocais p o d e m ser:

INFANTIS vozes infantis


FEMININAS • vozes femininas
Quanto aosTi
MASCULINAS vozes masculinas
MISTOS • vozes masculinas e femininas

A CAPELA puramente vocal


Q u a n t o à Atuação
Ml COM ACOMPANHAMENTO de u m o u m a i s i n s t r u m e n t o s

RELIGIOSO Repertório r e l i g i o s o
ERUDITO Repertório clássico, romântico, m o d e r n o
POPULAR Repertório d e músicas p o p u l a r e s
CÍVICO Repertório d e h i n o s , canções, saudações
< Quanto à Natureza cívicas, m a r c h a s
FOLCLÓRICO Música folclórica d e d i v e r s o s países
REGIONAL Repertório d e músicas e r u d i t a s , p o p u -
l a r e s e folclóricas d e u m a região

34
A l g u m a s explicações c o m p l e m e n t a r e s : s i n o d e C a n t o Orfeônico ( h o j e Educação M u s i c a l )
e m t o d a s as escolas d o a n t i g o D i s t r i t o F e d e r a l ,
{jQr
/ 1 — Coro - 6/W*tU ^Y hoje cidade d o R I O D E J A N E I R O .
V e m d o g r e g o K H O R O S , q u e s i g n i f i c a dança.
A dança, porém, e s t a v a l i g a d a a o c a n t o . K H O R O S , O quarteto vocal é composto de soprano,
então, e r a o c o n j u n t o d e pessoas q u e dançavam contralto, tenor e baixo. É chamado
e c a n t a v a m e m c o n j u n t o . T a n t o n a comédia c o m o " Q U A R T E T O CLÁSSICO".
n a tragédia g r e g a o c o r o e r a m u i t o i m p o r t a n t e .
A t u a l m e n t e C O R O é u m a g r u p a m e n t o d e pes-
soas e n t o a n d o s i m u l t a n e a m e n t e u m a , d u a s o u m a i s
vozes.
2 — Coral
Peça p a r a v o z e s , c a n t a d a p o r u m c o n j u n t o
V a m o s afinar o aprendizado.
de pessoas c o n h e c e d o r a s d a técnica v o c a l e d e
padrão artístico e l e v a d o .
O nome C O R A L foi criado p o r L U T E R O , n o
século X V I , p a r a d e s i g n a r o c a n t o r e l i g i o s o d e M P r e e n c h a as l a c u n a s :
sua Igreja ( P r o t e s t a n t i s m o ) .

3 — Madrigal
1 — O s conjuntos musicais podem ser . . . .
Pequeno coral, frequentemente para 5 o u 6 T^vr.WW. e .UQU:
v o z e s , c a r a c t e r i z a d o p e l a execução d e peças e m 2 — A u m c o n j u n t o v o c a l c o m seis c a n t o r e s
cânones* e f u g a t o , e, m u i t a s v e z e s , c o m o expressão c h a m a m o s ^^xfê.T*?. . .

(
de s e n t i m e n t o s d e a t o r e s e m c e n a . 3 — O QsJMtfto. .d^>tí<?.é c o m p o s t o
4 — Orfeão de s o p r a n o , c o n t r a l t o , t e n o r e b a i x o .
C o n j u n t o d e v o z e s d e p e q u e n a técnica v o c a l , 4 — U m coro " a Capela" é u m coro pura-
o n d e p r e d o m i n a o a p r e n d i z a d o p o r audição. mente . . iJJOttSU...
O n o m e d e r i v a d e O R F E U , lendário d e u s d a 5 — O repertório, d e u m c o r o cívico é c o m -
MÚSICA. C o n t a a M i t o l o g i a grega q u e O r f e u t i - posto d e . hj.K^^c^^ ^oàà>
r a v a d e s u a L I R A sons tão s u a v e s q u e atraíam . T m a r d X .£.<W.<IA6
animais, c o m o v i a m florestas e rochedos.
6 — A u m c o n j u n t o v o c a l , c u j o repertório é
O t e r m o f o i usado por W i l k e m B o c q u i l l o n e m
de músicas e r u d i t a s , folclóricas o u p o -
1 8 3 5 , q u a n d o , e m P a r i s , r e u n i u seus a l u n o s
p u l a r e s d e u m a região, c h a m a m o s . . .
para cantar, dando a o conjunto o n o m e de
"ORPHÊON".
N o B r a s i l , q u e m p r i m e i r o l e v o u u m Orfeão 7 — . iV) Q C I ^ ^ p O ^ . . i n t r o d u z i u o orfeão
às escolas f o i JOÃO G O M E S JÚNIOR, e m São e m São P a u l o , n o a n o ^ d e 1 9 1 2 .
P a u l o 1 9 1 2 , d e p o i s F A B I A N O L O Z A N O e JOÃO 8 — J.Ur-/ ) >Ohh^ c o m o l e m a
B A T I S T A JULIÃO. " E d u c a r p e l a MÚSICA", d e u i m p u l s o
O cânone é u m p r o c e s s o d e composição a d u a s aos c o n j u n t o s v o c a i s n o B r a s i l , e t o r n o u
o u m a i s v o z e s , q u e não e n t r a m j u n t a s e d e s e n v o l - o e n s i n o d e . .G^nkl. Oxfá&X\\íO
v e m - s e d e m o d o a q u e pareçam f u g i r u m a d a o u t r a . obrigatório n o a n t i g o D i s t r i t o F e d e r a l ,
Esse é o p r o c e s s o básico d a f u g a o u f u g a t o . hoje cidade d o R i o de Janeiro.
Só e m 1 9 3 2 é q u e V I L L A - L O B O S , c o m o l e m a 9 — A denominação C O R O v e m d o . . . . . .
" E d u c a r p e l a MÚSICA", d e u u m g r a n d e i m p u l s o .0\.YÍ£%.Ç., K H O R O S , q u e significa
a o c a n t o e m c o n j u n t o , t o r n a n d o obrigatório o e n -
.few
O cânone é um processo de composição a duas ou
mais vozes, que não entram juntas e desenvolvem-se 1 0 — A u m c o n j u n t o v o c a l c o n h e c e d o r d a téc-
de modo a que pareçam fugir uma da outra. Esse é n i c a v o c a l e d e padrão artístico e l e v a d o
o processo básico da fuga ou fugato.
c h a m a m o s . . .^rT.Ç?.£ . v C W /
35
Associe corretamente:

1 — Coro misto . J 3 cantores


2 _ Coro " a Capela" \?. 2 t e n o r e s , barítono e b a i x o
3 — Coro femininio puramente vocal £y
4 — C o r o folclórico \ Q 8 cantores | ^ &
5 — Coro masculino P soprano, contralto, tenor e baixo
6 — Orfeão ^ soprano, meio-soprano e contralto
7 _ Coral repertório d e músicas folclóricas 1\ O
8 — Q u a r t e t o clássico : . e n s i n o p o r audição e p o u c a técnica v o c a l
9 — Trio ) . vozes masculinas e f e m i n i n a s
10 — O c t e t o c o n h e c e d o r e s d a técnica v o c a l e padrão artístico e l e v a d o

4
1
C o m p l e t e as h o r i z o n t a i s e c o n c e i t u e c o m c
suas p a l a v r a s a expressão q u e a p a r e c e n a
vertical e m destaque. 3
kl 4 < o
/
*> N
Conjuntos vocais
J

Horizontais:
,0 C O 1 — A g r u p a m e n t o d e pessoas e n t o a n d o s i m u l -
r V P1 C U
N I t 1
r<
c
í *
taneamente a u m a , duas o u mais vozes.
tf u c T O
^ j Ç y D l l ^ 2 — C o n j u n t o v o c a l c o m repertório d e músi-
cas clássicas, românticas e m o d e r n a s .
8
o c 1 0
9
f o M ^ 3 — C o n j u n t o v o c a l c o m repertório d e músi-
\
s 3
cas e r u d i t a s , folclóricas, p o p u l a r e s d e
u m a região. 10.
Cot* C o r o , c o r a l , m a d r i g a l e orfeão c h a m a m - i V \ O 0
se g r a n d e s o í\ A (
ÇoÇVLHé- 5 C o n j u n t o v o c a l c o m repertório d e músi- 12 c
cas p o p u l a r e s .
A €
C o n j u n t o d e 5 pessoas c a n t a n d o e m c o n - 6 A 0 \
junto. * Í- 1
U m soprano e u m tenor cantando e m
S 0
conjunto. DUETT
ode* 0 8 G r u p o d e o i t o pessoas c a n t a n d o e m
conjunto. 13 — C o n j u n t o v o c a l s e m p r e p a r o d a técnica
^LA5T5lCo 9 Soprano, contralto, tenor e baixo f o r m a m vocal e aprendizado geralmente p o r
o quarteto audição.
C o r o c o m repertório d e h i n o s , canções, 1 4 — C o n j u n t o v o c a l c o m repertório c a r a c t e -
m a r c h a s e saudações é u m c o r o r i z a d o p e l a execução d a s peças e m câ-
< S O # * í ^ H — C o n j u n t o d e v o z e s c o m técnica v o c a l e none e fugato e geralmente c o m 5 o u
padrão artístico e l e v a d o . 6 vozes.
12 — C o r o p u r a m e n t e v o c a l . C o r o de vozes masculinas e f e m i n i n a s .

36
M u n i d o s de recursos auditivos comprovar os
diversos tipos de conjuntos vocais: Auto-avalie-se
Erudito Folclórico
Popular Regional B
Cívico

CONJUNTOS INSTRUMENTAIS

O g r u p o d e j o v e n s q u e você vê t o c a n d o d i -
versos instrumentos, c o m diferentes timbres, com-
b i n a n d o os sons, f o r m a u m C O N J U N T O I N S T R U -
MENTAL.
O conjunto instrumental pode variar de dois
i n s t r u m e n t o s até a o r q u e s t r a , c o m m a i s d e c e m
i n s t r u m e n t o s , desde a música p o p u l a r até a e r u d i t a .
D e a c o r d o c o m as características, o c o n j u n t o
i n s t r u m e n t a l r e c e b e u m a denominação.

Assim:

DUO dois instrumentos


TRIO três i n s t r u m e n t o s
QUARTETO quatro instrumentos
Pequenos Conjuntos QUINTETO cinco instrumentos
SEXTETO - seis i n s t r u m e n t o s
(Seu n o m e é dado pelo
número d e i n s t r u m e n t o s ) SEPTETO - sete i n s t r u m e n t o s
OCTETO - oito instrumentos
NONETO - nove instrumentos

O conjunto instrumental composto dos


instrumentos de corda friccionados — dois
violinos, u m a viola e u m violoncelo — é
V A L E A PENA SABER chamado Q U A R T E T O D E C O R D A S o u
CLÁSSICO.

37
Sinfónica o u Filarmónica
D e Câmara
D e Salão
Típica
D e Jazz
Grandes Conjuntos
Militar o u de Concertos
Marcial o u de Corneteiros
De Cavalaria o u Fanfarra
Sinfónica
Escolares

1 — Orquestra grandiosa, ampliando a sonoridade dos instrumen-


D o g r e g o O R K E S T R A — l u g a r o n d e se tos, a d q u i r i n d o s u a p e r s o n a l i d a d e a t u a l .
r e u n i a m p a r a c a n t a r e dançar. C o m o t e m p o , o
n o m e p a s s o u a s i g n i f i c a r o c o n j u n t o d e vários i n s - Seus i n s t r u m e n t o s :
t r u m e n t o s d e c o r d a , s o p r o e percussão q u e e x e c u t a Os instrumentos de corda, a espinha dorsal de
g r a n d e s c o n c e r t o s o u peças sinfónicas. uma orquestra:
E m 1 6 0 0 , as o r q u e s t r a s e r a m f o r m a d a s c o m o s — os violinos, divididos e m dois grupos:
músicos q u e e s t i v e s s e m à mão. Não h a v i a música p r i m e i r o s e s e g u n d o s v i o l i n o s , encabeçados
escrita especialmente para orquestra. P o d e m o s pelo p r i m e i r o v i o l i n o S P A L L A (em italia-
a f i r m a r q u e o m a r c o d a formação d a o r q u e s t r a n a o C O S T A S ) , líder d o c o n j u n t o , a q u e m
f o i o início d o século X V I I c o m CLÁUDIO M O N - compete o solo d o grupo
T E V E R D I . E l e a m p l i o u seus e l e m e n t o s , c h e g a n d o — as v i o l a s
a t r i n t a e seis. — os violoncelos e
1 . 1 N o século X V I I I a composição d a — os contrabaixos
O R Q U E S T R A SINFÓNICA se f i x o u c o m H a y d n , As harpas, instrumentos dedilhados, e m geral
B a c h e M o z a r t . N o século X I X , B e e t h o v e n a u m e n - uma o u duas.
ta o número d e e x e c u t a n t e s p a r a sessenta. C o m Os instrumentos de sopro: P I C C O L O (o mais
B e r l i o z o número c r e s c e a c e r c a d e c e n t o e d e z a g u d o ) , F L A U T I M ( p e q u e n a f l a u t a ) , f l a u t a , cla-
e x e c u t a n t e s , e W a g n e r e m p r e g a u m a orquestração r i n e t e , oboé, corne-inglês, f a g o t e , c o n t r a f a g o t e .

TROMPETES

CLARINETES E CLARQNES

FLAUTIM E FLAUTAS

38
Os instrumentos de metal f o r m a m a artilharia c o m p l e m e n t o d a o r q u e s t r a , além d o s p r a t o s ,
p e s a d a : pistões ( s o n s médios e a g u d o s ) , t r o m b o - b u m b o , triângulo e p a n d e i r o .
nes m a j e s t o s o s , t r o m p a s , t u b a s . N a orquestra moderna, alguns compositores
A seção d e percussão está l i g a d a à acentuação v a l e m - s e d a contribuição d o p i a n o , órgão, i n s t r u -
d o r i t m o : c e l e s t a s , x i l o f o n e s , s i n o s , tímpanos c o m o m e n t o s eletrônicos, i n s t r u m e n t o s r e g i o n a i s , e t c .

A disposição d a o r q u e s t r a sinfónica v a r i a c o m O r q u e s t r a d e Câmara


a f o r m a e o género d o s seus i n s t r u m e n t o s , p o r E x e c u t a música e r u d i t a clássica. P o s s u i n o má-
razões d e técnica e, a i n d a , p e l a preferência d o ximo vinte instrumentos. T e m instrumentos de
R E G E N T E . S e u grupamento, entretanto, é p o r corda, alguns instrumentos de sopro, cravo o u
naipes*, observando-se e m p r i m e i r o p l a n o os ins- piano.
t r u m e n t o s d e c o r d a , q u e f o r m a m u m semicírculo
à frente d o regente, depois os i n s t r u m e n t o s d e
s o p r o f e i t o s d e m a d e i r a , e m s e g u i d a o s m e t a i s e, O r q u e s t r a d e Jazz
e m último p l a n o , o s i n s t r u m e n t o s d e percussão T e m sua o r i g e m n o s n e g r o s a m e r i c a n o s e s u r g i u
(chamados a cozinha da orquestra). após a P r i m e i r a G u e r r a M u n d i a l .
A virtuosidade i n s t r u m e n t a l (maestria excep-
c i o n a l ) l h e é característica e sua música é d e dança.
O s i n s t r u m e n t o s m a i s u s a d o s são o s a x o f o n e ,
c l a r i n e t a , t r o m b o n e , b a n j o , pistão e b a t e r i a .

É B O M SABER: O r q u e s t r a d e Salão
C o m p o s t a , n o máximo, d e v i n t e e x e c u t a n t e s ,
t o c a e m b a r e s , b o a t e s , hotéis, n a v i o s , estações d e
P A R T I T U R A — anotação simultânea d e rádio e televisão.
todas as partes instrumentais o u vocais de E x e c u t a danças e m m o d a , m e l o d i a s f a m o s a s e m
u m a o b r a , o n d e o r e g e n t e se apoiará p a r a a r r a n j o s , t r e c h o s d e óperas e o p e r e t a s .
i n t e r p r e t a r a música. Instrumentos: piano, violino, violoncelo, con-
t r a b a i x o , f l a u t a , c l a r i n e t a , pistão e b a t e r i a .
S O L I S T A — indivíduo q u e e x e c u t a o
papel principal. O instrumento o u v o z e m
O r q u e s t r a Típica
destaque n a orquestra.
E x e c u t a música p o p u l a r e folclórica. S u a f o r -
Naipe — divisão dos instrumentos por características
m a e i n s t r u m e n t o s v a r i a m d e a c o r d o c o m a região
sonoras, material de feitura e processo de execução. o u país a q u e o c o n j u n t o pertença.

39
Banda Musical

Banda p r i m i t i v a m e n t e designava os soldados


q u e t o c a v a m à f r e n t e d o s exércitos d o s p o v o s d a
Antiguidade. \t i l / / /
i 7 8
H o j e , a b a n d a d e música não é só d e s o l d a d o s .
Existem muitos conjuntos de civis.
N o B r a s i l , a b a n d a m u s i c a l e x i s t e desde o s
Banda de concertos — instrumentos
t e m p o s c o l o n i a i s . N o t e m p o d a Colónia, e r a m f o r -
m a d a s p e l o s e s c r a v o s q u e t o c a v a m n a s praças, n a s
i g r e j a s , nas festas e n o s salões. CORNETIM
Depois, difundiu-se pelas cidades d o i n t e r i o r , TROMBONE
onde existe pelo m e n o s u m a q u e toca aos d o m i n - TROMPA
gos n a s praças, n a s festas r e l i g i o s a s e cívicas. S A X O R N E S — a família
Metais de i n s t r u m e n t o s
A i n d a h o j e , n a s c i d a d e s d o i n t e r i o r , há o s dias d e
compreendendo:
r e t r e t a , i s t o é, d i a s e m q u e a b a n d a d e música
BARÍTONO
se a p r e s e n t a n o s c o r e t o s d a praça, p a r a a l e g r a r o s
BOMBARDINO
que p o r e l a passeiam. CONTRABAIXO
D a s b a n d a s m u s i c a i s saíram m u i t o s músicos ou T U B A
brasileiros de f a m a .

Banda Militar o ud eC o n c e r t o
E m g e r a l , a p r e s e n t a - s e n a s p a r a d a s cívicas e BOMBO
retretas. S e u repertório c o n s t i t u i - s e d e m a r c h a s , CAIXA CLARA
Percussão
d o b r a d o s (composição p a r a b a n d a , r i t m o d e m a r - TAMBOR SURDO
c h a ) , música p o p u l a r e e r u d i t a . PRATOS
Seus i n s t r u m e n t o s são:
FLAUTIM
FLAUTA Banda Marcial o ud e Corneteiros
OBOÉ T o c a n o s quartéis, r u f o s e b a t i d a s , a c o m p a -
Sopro de FAGOTE n h a n d o as marchas.
Madeira CONTRAFAGOTE S e u repertório é d e m a r c h a s , t o q u e s m i l i t a r e s
REQUINTA e d o b r a d o s . N a s m a r c h a s m i l i t a r e s são o s a n u n -
CLARONE ciantes d o desfile.
S A X O F O N E ( a família) S e u s i n s t r u m e n t o s são d e m e t a l , c o m e t a s e
CLARINETA percussão ( t a m b o r e s vários).

40
VOCÊ S A B I A ?

C H A R A N G A — pequena banda musical


c o m p o s t a só d e i n s t r u m e n t o s d e b o c a l , m a s
o p o v o dá-lhe o s e n t i d o p e j o r a t i v o d e b a n d a
d e má q u a l i d a d e .

N a música p o p u l a r e folclórica são c o m u n s o s


conjuntos mistos. Os componentes tocam e cantam,
Banda — instrumento
P e l o s m e i o s d e comunicação a t u a i s , você p o d e
observar conjuntos c o m :
Banda d e Cavalaria o u Fanfarra
Toca à frente d a cavalaria, nas paradas m i l i -
t a r e s , n o s c o r t e j o s c a r n a v a l e s c o s , n a s procissões.
C o n s t a d e pistões, c l a r i n s e t r o m p a s d e caça.

B a n d a Sinfónica
Também c h a m a d a b a n d a p a r a c o n c e r t o , s e u
repertório é d e músicas e r u d i t a s : óperas, s i n f o n i a s ,
etc.
Ê a B a n d a M i l i t a r , a q u e se a c r e s c e n t a m v i o -
l o n c e l o s , c o n t r a b a i x o s , h a r p a , p i a n o , etc.
O número d e e x e c u t a n t e s v a r i a d e 4 0 a 8 0 .
N o s concertos distribuem-se e m naipes, c o m o
na orquestra, o s i n s t r u m e n t o s mais agudos à fren-
te, seguindo a o r d e m d e acordo c o m o t i m b r e ,
v i n d o , n o f i n a l , o s i n s t r u m e n t o s d e percussão.

Bandas Escolares
A l g u m a s escolas p o s s u e m b a n d a s c o m i m p o r -
t a n t e s o b j e t i v o s : f o r m a r f u t u r o s músicos, d e s p e r t a r
i n t e r e s s e e g o s t o p e l a música, c o n h e c e r o s i n s t r u -
m e n t o s , a b r i l h a n t a r a s festas escolares.
P o s s u e m i n s t r u m e n t o s d e s o p r o e percussão,
c o m predomínio d a s c l a r i n e t a s .

FLAUTA 1 — Três c a n t o r e s e x e c u t a n d o g u i t a r r a s e u m
REQUINTA baterista.
CLARINETAS
S A X O F O N E S (família) 2 — Duas guitarras, c o m baixo, u m a bateria
S A X O R N E S (família) — c o n j u n t o s p o p u l a r e s d e IÊ-IÊ-IÊ.
TROMBONES 3 — U m guitarrista, u m baixo, u m organista,
CORNETINS u m baterista, sendo alguns cantores.
BOMBARDINO
TUBA 4 — Flauta
Clarineta
Cavaquinho
PRATOS Violão CHOROS
BOMBO Bombardino — característicos
TAROL d a música
TAMBOR SURDO popular brasileira.

41
Não e s p e r e a b a n d a passar!
A n t e s faça o s exercícios.

6 N u m e r e a segunda coluna de acordo c o m a p r i m e i r a :

1 Conjunto instrumental c o m 2 violinos, O r q u e s t r a Típica


1 viola e 1 violoncelo.
2 — C o n j u n t o i n s t r u m e n t a l c o m 9 executan- O r q u e s t r a d e Jazz
tes.
3 — C o n j u n t o i n s t r u m e n t a l de cordas, sopro B a n d a Sinfónica
e percussão q u e e x e c u t a c o n c e r t o s e p e -
ças sinfónicas. O r q u e s t r a d e Salão
4 — C o n j u n t o q u e varia sua f o r m a de acordo
c o m a região. Banda Marcial
5 — O r q u e s t r a originária d o s n e g r o s n o r t e -
americanos. O r q u e s t r a Sinfónica
6 — O r q u e s t r a s q u e t o c a m e m b o a t e s , hotéis,
p r o g r a m a s d e rádio e televisão. Q u a r t e t o Clássico I
7 — C o n j u n t o i n s t r u m e n t a l composto de ins-
t r u m e n t o s d e m e t a l e percussão. Noneto
8 — B a n d a m i l i t a r acrescida de i n s t r u m e n t o s
de c o r d a .

d Marque c o m u m a cruz C E R T O o u E R R A D O P r e e n c h a as l a c u n a s :

1 — O S P A L L A é o líder d o s v i o l i n o s n a 1 — A o conjunto instrumental com 1 piano,


orquestra. 1 violino e 1 violoncelo chamamos . . .

CERTO ^ERRADO
O possui
2 — Partitura é a notação musical dos 2 violinos, 1 viola e 1 violoncelo.
violinos. 3 — A o s c o n j u n t o s d e i n s t r u m e n t o s de cor-
das, s o p r o e percussão q u e e x e c u t a m
CERTO ERRADO c o n c e r t o s e peças sinfónicas c h a m a m o s
£?XGjl>^í ou k^^t^ft
O f l a u t i m é o i n s t r u m e n t o mais agudo d a
.orquestra. 4 O . D p £ l t X < * / . é o líder d o c o n j u n t o
de 1.° e 2.° v i o l i n o s n a o r q u e s t r a .
^3j^RTO ERRADO 5 também c h a m a d o
Piccolo, é o i n s t r u m e n t o de sopro mais
A banda M A R C I A L é a banda M I L I - agudo da orquestra.
T A R acrescentada de alguns i n s t r u m e n -
O s i n s t r u m e n t o s n a o r q u e s t r a são a r r u -
tos d e c o r d a . > \ /
mados p o r e n o últi-
CERTO ERRADO m o p l a n o (atrás) f i c a m o s i n s t r u m e n t o s

42
de
a escrita simul-
4 Por equipe, m u n i d o s de recursos a u d i t i v o s ,
ilustrar:
tânea d a música d o s i n s t r u m e n t o s d a
orquestra. A orquestra
As bandas musicais
8 — Além d a O r q u e s t r a Sinfónica t e m o s as
Os conjuntos populares
orquestras
.gm&>., e .tfl.Cl.Ofl
9 — A Banda Militar é composta p o r instru- ^ Auto-avalie-se
mentos de QM. * sito
10 — O s c l a r i n s são próprios d a B a n d a d e . . .
B R
11 — A B a n d a Sinfónica é a B a n d a M i l i t a r
acrescentada de
de ., e p a r a c o n c e r t o s dis-
t r i b u i - s e e m . .tsf. \. \*&^?.
12 — C o m a f i n a l i d a d e d e e s t i m u l a r o a l u n o
p a r a a música, f o r m a m - s e n o s colégios
as B a n d a s :&%C>OirJWL&%., e m q u e
os i n s t r u m e n t o s p r e d o m i n a n t e s são as

13 — A u m c o n j u n t o m i s t o d e c a n t o r e s e i n s -
trumentistas de 2 guitarras e 1 baterista
c h a m a m o s 7X". R . . l s 2 . . .

4 S u b l i n h e os elementos q u e c o m b i n a m e m
c a d a série:

O R Q U E S T R A — Câmara — M a r c i a l — Típi-
ca — F a n f a r r a — M i l i t a r — Jazz — N o n e t o —
Sinfónica
Pequenos C O N J U N T O S — JTrio — Solo —
Octetq — Quarteto — Partitura — Quinteto —
Charanga — Sexteto

Por equipe, fazer u m t r a b a l h o de pesquisa,


escolhendo os temas abaixo:

A o r q u e s t r a : o r i g e m — c u r i o s i d a d e s e as m a i s
famosas
As bandas musicais — o r i g e m — curiosidades
e as m a i s f a m o s a s
Os conjuntos populares — origem — curiosi-
dades e o s m a i s f a m o s o s

43
F O R M A S MUSICAIS

N o s dias d e l e i t u r a , o s e u p r o f e s s o r d e língua
n a c i o n a l m a n d a q u e você p r e p a r e u m a l e i t u r a .
Q u a n d o esta está d i v i d i d a e m frases rítmicas, você
d i z q u e o t r e c h o d a l e i t u r a é e m v e r s o ; se, a o
contrário, o t r e c h o é u m a n a r r a t i v a c o r r i d a , você
d i z q u e se t r a t a d e u m t r e c h o e m p r o s a . O V E R S O
e a P R O S A são d u a s f o r m a s d e comunicação.

P o i s b e m ! N a música, o a r t i s t a p o d e c o m u n i -
car-se d e várias f o r m a s , d e várias m a n e i r a s . A o
m o d o p e l o q u a l o a r t i s t a se c o m u n i c a c h a m a m o s
FORMA MUSICAL.
A s formas musicais p o d e m ser:

45
VOCAIS Concerto
F o r m a sonata para orquestra c o m u m o u mais
solistas.
Canção
Fuga
Composição poética c a n t a d a c o m a c o m p a n h a -
m e n t o i n s t r u m e n t a l . Vários t i p o s : i n f a n t i l , d e D o l a t i m f u g i r e — f e i t a d e imitação, seus t e -
Natal, de trabalho, etc. mas parecem fugir u n s dos outros.
Valsa /
Cânone
Composição m u s i c a l p a r a dança e m c o m p a s s o
Música a d u a s o u m a i s v o z e s , t o d a s e x e c u t a n d o
ternário.
a mesma melodia e m tempos diferentes, entrosan-
do-se f u n c i o n a l m e n t e . Marcha

Cantiga R i t m o m a r c a d o , i n i c i a l m e n t e para os soldados


m a r c h a r e m . M a i s t a r d e a d q u i r i u características
P o p u l a r m e n t e , o m e s m o q u e canção, c o m v e r -
c i v i s : m a r c h a s m i l i t a r e s , n u p c i a i s , fúnebres.
sos d e a m o r , a m i z a d e , sátira, e t c .
Fantasia ^
Hino
Composição d e f o r m a l i v r e .
Canto e m louvor, religioso o u profano. O mais
c o n h e c i d o é o patriótico. R e p r e s e n t a u m E s t a d o Rapsódia
o u País. Reunião d e t r e c h o s d e canções e danças p o -
p u l a r e s t r a d i c i o n a i s d e u m País.
Missa
C o n j u n t o d e peças m u s i c a i s q u e a c o m p a n h a m Música d e P r o g r a m a o u D e s c r i t i v a
a liturgia da M I S S A . T e m cinco partes: K i r i e , Peças m u s i c a i s d e composição l i v r e q u e bus-
Gloria, Credo, Sanctus e Agnus D e i . c a m representar u m assunto e x t r a m u s i c a l : poesia,
d r a m a , p i n t u r a , aspectos d a n a t u r e z a , etc.
P o e m a Sinfónico
F o r m a m u s i c a l sinfónica q u e u s a música d e
programa o u descritiva.
INSTRUMENTAIS Pot-pourri
Reunião d e t r e c h o s m a i s p o p u l a r e s d e u m v a s t o
Suite trabalho musical.
C o n j u n t o d e danças, d e a n d a m e n t o s a l t e r n a d o s ,
rápidos e l e n t o s .

Estudo
Peça m u s i c a l c o m d e s e n v o l v i m e n t o l i v r e , o b -
ESPETACULOS
MUSICAIS
j e t i v a n d o d e s e n v o l v e r a técnica.

Sonata
D o italiano S U O N A R E — S O A R H . Inicialmen-
Ópera
t e , t o d a a peça a s e r t o c a d a p o r u m i n s t r u m e n t o ;
mais tarde t o m o u a seguinte f o r m a e m quatro É t e a t r o m u s i c a d o , c o m representação c a n t a d a ,
p a r t e s : 1.° A l l e g r o a c o m p a n h a d a p o r o r q u e s t r a sinfónica. D i s t i n g u e m -
se, n a ópera: A b e r t u r a , Prelúdio o u Prólogo —
2.° A d a g i o — A n d a n t e
introdução o r q u e s t r a l .
^3.° M i n u e t o — S c h e r z o
A r i a — t r e c h o d a ópera, s o m e n t e p a r a u m
4.° R o n d o — A l l e g r o V i v a c e — F i n a l e
solista,
Se você o b s e r v a r a característica d a S o n a t a e
D u e t o s , T e r c e t o s , Q u a r t e t o s — c a n t o simultâ-
os m o v i m e n t o s a l t e r n a d o s , rápidos e l e n t o s , terá:
neo de 2 , 3 , o u 4 cantores.
Sinfonia Concertantes — Solistas e coro quando c a n t a m
F o r m a sonata para orquestra. e m c o n j u n t o n o s finais dos atos.

46
Opereta a . de .
P e q u e n a ópera — seus e n r e d o s são alegres e ou
ligeiros, i n c l u i n d o e m seu d e s e n v o l v i m e n t o o canto
e m alternância c o m t r e c h o s f a l a d o s .

Revista
d Cruzada:

Espetáculo m u s i c a d o s o b r e instantâneos d a 1 — D o l a t i m f u g i r e , p o r q u e seus t e m a s p a -


r e c e m f u g i r u n s dos o u t r o s .
v i d a : política, c o s t u m e s , m o d a , e t c . O s q u a d r o s
D o i t a l i a n o " s u o n a r e " , c o m as f o r m a s :
têm ligações e s t a b e l e c i d a s p e l o s a u t o r e s d o t e x t o
Allegro
e d a música.
Adagio o u Andante
Variedades M i n u e t o o u Scherzo
A g r u p a m e n t o s d e vários q u a d r o s musicados, R o n d o o u Allegro vivace
s e m ligação u n s c o m o s o u t r o s . P e q u e n a ópera c o m e n r e d o a l e g r e e l i -
Show g e i r o , c o m alternância d e c a n t o c o m
Sequência d e cenas m u s i c a d a s o u não, c o n s t i - trechos falados.
tuindo u m "pano de amostras". F o r m a musical que acompanha a liturgia
da Missa.
5 — T r e c h o d a ópera s o m e n t e p a r a s o l i s t a .
6 — F o r m a m u s i c a l q u e reúne u m c o n j u n t o
de danças.
7 — F o r m a m u s i c a l que busca descrever fatos
extramusicais.
F o r m a musical livre, c o m o f i m de apri-
m o r a r o d e s e n v o l v i m e n t o técnico.
9 — F o r m a da sonata composta para o r -
C o m p l e t e as l a c u n a s : questra.
10 — C a n t o d e l o u v o r , p r o f a n o o u r e l i g i o s o .
1 — A é u m a composição
11 — Composição poética, c a n t a d a c o m a c o m -
poética c a n t a d a c o m a c o m p a n h a m e n t o .
panhamento.
2 — O é u m canto de louvor
12 — Introdução o r q u e s t r a l d a ópera.
— religioso o u profano.
13 — Espetáculo m u s i c a d o , c u j o s q u a d r o s têm
3 — A é u m a representação
relações estabelecidas p e l o s a u t o r e s .
cantada, acompanhada p o r orquestra
14 — Composição m u s i c a l p a r a dança, carac-
sinfónica.
t e r i z a d a p e l o s e u r i t m o ternário.
4 — é u m t r e c h o d e ópera só
para solista. 1
F b
5 — é canto q u e finaliza os
O i
a t o s d a s óperas, e é e n t o a d o p o r s o l i s t a
e coro.
1
1 . | i R 1 f
4 f
6 — À sequência d e cenas m u s i c a d a s o u não, M Sa? Sr
constituindo u m "pafio de amostras", 5
A
chamamos 1
7 — A forma s o n a t a p a r a o r q u e s t r a é a . . .
6
s wt

8 — A v a l s a é u m a composição p a r a dança M
e m compasso
9 — é a reunião d e t r e c h o s
populares fie u m trabalho musical ex-
tenso.
10 — A composição m u s i c a l l i v r e q u e p r o c u r a
reproduzir u m texto, poesia o u d r a m a é
13
47
14~
A MÚSICA FOLCLÓRICA N O B R A S I L

— Você se l e m b r a d o q u e é F O L C L O R E ? }
vimos n o primeiro volume, mas vale a pena re
cordar.
C a d a p o v o t e m suas manifestações c u l t u r a i s e
artísticas, q u e vão p a s s a n d o d e geração e m gera/
ção, c o n s t i t u i n d o as tradições.
Você sabe q u e o p o v o b r a s i l e i r o h e r d o u m a -
nifestações artísticas e c u l t u r a i s p o r t u g u e s a s , i n -
dígenas e a f r i c a n a s .
F o r m a d a d a miscigenação d e três raças, a a l m
b r a s i l e i r a h e r d o u manifestações artísticas d o índio
d o português e d o n e g r o a f r i c a n o .
O F O L C L O R E é isso: manifestações artísticas
e c u l t u r a i s d e u m p o v o . O próprio n o m e já d i z :
F O L C = p o v o — L O R E = saber, c o n h e c i m e n t o
0 f o l c l o r e b r a s i l e i r o é riquíssimo. C o m m u i t a )
propriedade podemos afirmar que o povo brasilei
r o nasce, s o f r e , a m a e m o r r e c a n t a n d o .
Para estudar o folclore musical brasileiro te
mos q u e observar:
1 — A s influências d o s r e c u r s o s n a t u r a i s , doí
e s t r a n g e i r o s q u e p a r a o B r a s i l t r a z e m suas m a n i -
festações c u l t u r a i s c o m q u e e n r i q u e c e m o nosso
folclore.
2 — Há músicas próprias d e u m a região ( d e
N o r t e , d o Nordeste, d o Centro-Oeste, d o Sudeste
e d o S u l ) , m a s também há músicas c a n t a d a s e n
t o d o o país, c o m variações q u e se n o t a m d e região
p a r a região. X
3 — A s diferenças d e f a l a r , d e c l i m a , d e aki-
v i d a d e s q u e c a r a c t e r i z a m u m a região d i s t i n g u i i j a o -
a de o u t r a , e n v o l v e m v a r i e d a d e s n a s manifestações
populares. Vocalizo?
Que é isso?
4 — N o s dias d e h o j e , q u a n d o v i v e m o s a e r a
das comunicações, as f a c i l i d a d e s d e m e i o s d e c o - Vocalizo é o canto
? \ * q u e se faz c o m
municações e d o s m e i o s d e t r a n s p o r t e s , i n t e n s i f i - as vogais.
c a n d o as migrações, e n c o n t r a m o s v i v a s as m a n i -
festações folclóricas d o i n t e r i o r d o N o r d e s t e ( p r i n -
c i p a l m e n t e ) n a s p r i n c i p a i s c i d a d e s d a região
Sudeste.
A s s i m , o e s t u d o d a música folclórica envolverá
c a n t o s , festejos, danças, danças dramáticas, j o g o s ,
músicas r e l i g i o s a s , e t c .

Pregões
CANTOS M u i t o c o m u m n a s f e i r a s , o n d e há competição,
o pregão é o c a n t o c o m q u e o s v e n d e d o r e s o f e r e -
c e m seus p r o d u t o s : v e r d u r a s , l e g u m e s , doces, f r u -
tas, r e n d a s . . .

Olha a laranja
seletalOlha at o a !
^~~\ O l h a a b o a t a n g e r i n a !

Nosso p o v o canta n o trabalho, nas horas de


lazer. Gosta de cantar.
O canto e o trabalho
N o t r a b a l h o c o l e t i v o , p o r e x e m p l o , a peneiração
d o café, os c a r r e g a d o r e s d e p e d r a , o s r e m e i r o s d o
São F r a n c i s c o , as r e n d e i r a s d o N o r d e s t e . O h o m e m
brasileiro ameniza a dureza de sua vida c o m o
c a n t o . A m e l o d i a s u r g e espontânea, a j u d a n d o a
tornar a rotina mais amena. OUTROS CANTOS
V e j a m o s a l g u m a s dessas manifestações d a a l m a
Cantigas para Pedir \
brasileira:
O s p e d i n t e s , p r i n c i p a l m e n t e o s cegos, v a l e m - s e
Aboios d o c a n t o p a r a d e s p e r t a r a c a r i d a d e d o s passantes,
O a b o i o é u s a d o p r i n c i p a l m e n t e pelos v a q u e i - fazendo-se a c o m p a n h a r m u i t a s vezes d e v i o l a ,
r o s d o N o r t e e d o N o r d e s t e . São v o c a l i z o s d e g r a n - rebeca, s a n f o n a o u r e c o - r e c o . N o N o r d e s t e , n a s
de beleza c s e r v e m d e comunicação, i n f l u i n d o n o f e i r a s , nas p a r a d a s d e ônibus, os p e d i n t e s o f e r e c e m
comportamento da boiada. ao v i a j a n t e u m espetáculo d e r a r a b e l e z a .

50
Ex.: M e u irmão q u e v a i p a s s a n d o O Canto e a s Horas d e Lazer
C o m saúde e a l e g r i a O canto c o m o passatempo, nos jantares, mesas
A j u d e u m p o b r e cego de b a r , s u g e r i n d o b e b i d a s , está p r e s e n t e , e n f e i t a n -
Q u e não vê a l u z d o d i a . d o as n o i t e s e o s b a r e s .
CORETOS
Cantigas d e Ninar São p e q u e n o s c o r o s s u r g i d o s e m D i a m a n t i n a ,
São c a n t o s ( a c a l a n t o s ) p a r a a j u d a r as crianças M i n a s G e r a i s , n a s festas f a m i l i a r e s , p a r a e x p r i m i r
a a d o r m e c e r . São c a n t i g a s s i m p l e s , m a s g r a n d e s a l e g r i a . H o j e , o s c o r e t o s estão e s p a l h a d o s p o r t o d o
" T R A N S M I S S O R A S " d a s nossas características o Brasil.
musicais.

PEIXE v i v o

00t\
7 ^ - i wt
i —
1 1
1 1 — J V—-—I i g .

C o - m o J^o-de - r e i v i -

ver d o - m o |>o -de - nex V i . - \Jer S e m a

tu a S e m a "to- S e m a t u - a C o m - ^ a - h h t - cB ?

Cantoria u m sai v i t o r i o s o — o D E S A F I O .
S e você v i a j a p e l o N o r d e s t e , o u passa p e l a s Além d a v i o l a , o i n s t r u m e n t o m a i s c o m u m ,
praças públicas d a s g r a n d e s c i d a d e s , p o d e v e r u m também é u s a d a a r e b e c a o u a s a n f o n a .
a g l o m e r a d o d e pessoas q u e o u v e m u m c a n t a d o r O cantador, verdadeiro menestrel, anda de
p o p u l a r . São, g e r a l m e n t e , u m o u d o i s h o m e n s , c i d a d e e m c i d a d e , pés r a c h a d o s p e l a a r e i a q u e n t e
d e d i l h a n d o u m a v i o l a , t i r a n d o d e l a sons c h o r o s o s dos c a m i n h o s , c o m s u a v i o l a d e n t r o d e u m saco
e i m p r o v i s a n d o v e r s o s , o r a c o n t a n d o u m a estória, e n c a r d i d o a t i r a c o l o , p r o c u r a as festas d e casa-
ora reportando-se a u m fato, ora lutando c o m u m m e n t o , b a t i z a d o , aniversários, e m b u s c a d e u m
adversário, n u m a l e a l g u e r r a d e v e r s o s , n a q u a l o p o s i t o r c o m q u e se b a t a em duelo de canto.

51
Moda de Viola
VIOLA é aquele instrumento
de corda friccionada. F o r m a d e canção e n t o a d a p o r d o i s v i o l e i r o s e m
m e l o d i a p a r a l e l a c o m i n t e r v a l o s d e terceiras ( d i s -
tância d o s o m ) .
\J CALMA, logo adiante Ex.
\ . você terá u m a descrição
\d etodos esses
\y \ i n s t r u m e n t o s .
1 st
%1
A m o d a d e v i o l a é e n c o n t r a d a n o s sertões e
nas z o n a s r u r a i s d e São P a u l o , M i n a s G e r a i s , M a t o
Grosso e n o R i o de Janeiro.
N o s desafios, cada d u p l a de v i o l e i r o s canta a
sua M O D A e d e i x a q u e o s o u t r o s j u l g u e m .
Formas mais comuns de C A N T O R I A : Os violeiros, para demonstrar sua vaidade, le-
Embolada v a m lenços c o l o r i d o s n o pescoço e a m a r r a m f i t a s
C o m u m n o litoral n o r d e s t i n o , é u m a f o r m a de também c o l o r i d a s n o braço d a v i o l a .
canção l o n g a , c o m r i t m o rápido e t e x t o d e dicção
difícil. P o r isso o n o m e E M B O L A D A .
Desafio
Manifestação poética, d i s p u t a d e d o i s c a n t a -
d o r e s , cada u m c a n t a u m a e s t r o f e , q u e o o u t r o
responde, geralmente aproveitando o m o t e o u tema
da e s t r o f e c a n t a d a . O d e s a f i o d u r a h o r a s , às vezes Isto é u m desafio!
d i a s , e p e r d e a q u e l e c a n t a d o r q u e não c o n s e g u e Mostre o q u e aprendeu!
responder ao m o t e d o o u t r o .
Toada Sertaneja
N o m e d a d o a q u a l q u e r canção s e r t a n e j a , n o r -
m a l m e n t e constituída *de e s t r o f e s c o m refrão.
4 CRUZADA:

0
5
6
0
A N TO u Pt
0

f O L

A U3 0

Horizontais: 4 Q u a l q u e r canção s e r t a n e j a , g e r a l m e n t e
1 — Pequenos coros surgidos e m D i a m a n t i n a c o m e s t r o f e s e refrão.
( M i n a s G e r a i s ) n a s festas f a m i l i a r e s . 5 F o r m a d e canção, d e r i t m o rápido e t e x t o
2 — D i s p u t a poética d e d o i s c a n t a d o r e s , até de difícil dicção.
u m se d a r p o r v e n c i d o . 6 Usados pelos vaqueiros d o N o r t e e N o r -
3 — Músicas c a n t a d a s d u r a n t e o t r a b a l h o c o - deste, s e r v e m d e comunicação p a r a o
letivo. comportamento da boiada.

52
Peixe V i v o
PEIXE VIVO

Co- DO -de O pet-xe v/c - V e r

O —7 P—1 r3 i
Co - m o J30 - d e - * e i v i .

Oo-mo j > o - d c - n e x Vi - vier S e m a

tu - a Sem a to- Sem a t o -a C o m -|>a - h h t - a

D o C o r e t o acima responda: 2 — A M O D A D E V I O L A é u m a canção


entoada p o r dois violeiros e m melodias
1 — O c a n t o folclórico está íiu c o m p a s s o paralelas e m terceiras.

2 — A figura que vale u m tempo é a CERTO ERRADO

3 — A M O D A D E V I O L A é mais encontra-
3 — D u a s colcheias v a l e m d a n a região S u l .
4 — A s p a u s a s são d e
CERTO ERRADO
e equivalem a tempo.

5 — O sinal :|| é para indicar 4 — A d i s p u t a poética e n t r e d o i s c a n t a d o r e s


é a EMBOLADA.
6 — A s n o t a s d o último c o m p a s s o são . . CERTO ERRADO

A viola é o instrumento musical preferi-


7 — N o t r e c h o você e n c o n t r a J , o ponto do dos cantadores.
colocado ao lado da colcheia aumenta
CERTO ERRADO
a nota a d o seu valor.

Risque C E R T O o u E R R A D O d C o m p l e t e as l a c u n a s :

1 — O s pregões são os c a n t o s c o m q u e o s v e n - 1 — O s a b o i o s são m u i t o u s a d o s p e l o s v a -


d e d o r e s o f e r e c e m as suas m e r c a d o r i a s . queiros d o e
2 — Nos os vendedores ofe-
CERTO ERRADO
r e c e m c a n t a n d o as suas m e r c a d o r i a s .

53
D e g r a n d e influência n a formação d e
DANÇAS
nossa música são as de
, q u e as babás c a n t a v a m
p a r a a d o r m e c e r as crianças.
4 — Os pequenos coros surgidos e m D i a m a n -
t i n a n a s festas f a m i l i a r e s são o s

A cantoria é m u i t o encontrada nas re-


giões e
6 Na região C e n t r o - O e s t e predomina a
Moda
7 A é entoada p o r dois vio-
leiros e m m e l o d i a paralela e m terceiras.
O d e s a f i o é m a i s e n c o n t r a d o n a região

M u n i d o de recursos audiovisuais recolha


vários c a n t o s folclóricos d e s u a c i d a d e .
Faça-o e m e q u i p e .

Pregões DE ORIGEM EUROPEIA

C a n t i g a s d e cegos E n c o n t r a m o s , p r i n c i p a l m e n t e n a região S u l , sua


Cantos de trabalho influência e m :
Cantigas de n i n a r Fandango
O s p o r t u g u e s e s c o l o n i z a d o r e s d o s Açores t r o u -
Auto-avalie-se x e r a m o hábito d e p r e e n c h e r as h o r a s de l a z e r
c e m as danças d o f a n d a n g o . São i n d i v i d u a i s o u d e
B pares. Recebem dezenas de n o m e s : Cana-verde,
Chimarrita, Andorinha, Ciranda, Chimarrete, Pa-
gará, P e g a - f o g o , R e c o r t a d o , Vilão, Dandão, Peri-
cón, A n u - b a l a i o , T o n t a . . .

54
Chula T e m o n o m e originário d e " f e r v e r " e o r i g i n a - s e
S u a característica m a i s c o n h e c i d a a t u a l m e n t e da Capoeira (jogo t r a z i d o pelos negros de A n g o l a ) .
é a d i s p u t a . C o n s i s t e e m d u a s f i l e i r a s d e dançari- O passista s e g u r a U m g u a r d a - c h u v a p a r a e q u i l i -
nos, tendo n o centro u m a vara de 4 metros de b r a r - s e , p o i s s u a dança é frenética. P o s s u i vários
c o m p r i m e n t o . E m cada e x t r e m i d a d e fica u m dan- passos: t e s o u r a , dobradiça, b o r b o l e t a , e t c . T o r n o u -
çarino, p r o c u r a n d o e x i b i r passos m a i s difíceis. se p o p u l a r n o s c a r n a v a i s p e r n a m b u c a n o s .

Pezinho Jongo
O gaúcho dança c o m b o t a s e e s p o r a s . S e u p a r , É u m a d a s p r i n c i p a i s heranças d a c u l t u r a a f r i -
ele c h a m a d e " P R E N D A " . Ê a única dança e m cana n o nosso folclore. Formou-se nas terras d o
que todos os participantes cantam. café. P a r t i c i p a m h o m e n s e m u l h e r e s . O c a n t o t e m
papel importante e seu instrumento principal é o
CURIOSIDADE A T A B A Q U E . S e m e l h a n t e a o J O N G O , há e m N a t a l
o BAMBELÔ, e o C A X A M B U , e m M i n a s G e r a i s ,
F A N D A N G O — também s i g n i f i c a : n o S u l ,
s e n d o s e u i n s t r u m e n t o p r i n c i p a l o C a x a m b u (es-
i B A I L E , e n o N o r d e s t e , FORRÓ.
pécie d e a t a b a q u e ) .

DE O R I G E M A F R I C A N A Samba
Batuque Encontrado principalmente na B A H I A e R I O
M u i t o p o p u l a r n a s c i d a d e s d o i n t e r i o r d e São D E J A N E I R O , significa umbigada. Seu compasso
P a u l o , é u m a dança d e t e r r e i r o . é binário. S a i u d a s senzalas c o m o dança d e r o d a ,
F o r m a m duas fileiras. D e u m lado os h o m e n s c o m s o l i s t a . M a i s t a r d e f o i p a r a o s salões, a d q u i -
e d o o u t r o as m u l h e r e s . Dançando, as f i l e i r a s se rindo f o r m a popular. H o j e , o samba é a principal
encontram, dando umbigadas. atração turística n o C a r n a v a l d o R i o d e J a n e i r o ,
o n d e as g r a n d e s E s c o l a s d e S a m b a d e s f i l a m , o s
Frevo
passistas se e x i b e m e as m u l a t a s m o s t r a m s e u
g i n g a d o d e graça e b e l e z a , u s a n d o f a n t a s i a s riquís-
simas.

Coco
Dança típica d o l i t o r a l n o r d e s t i n o , p r i n c i p a l -
m e n t e e m A l a g o a s , e s u a o r i g e m é afro-ameríndia
( a f ricano-indígena).
G r u p o d e pessoas sapateia, c a n t a e b a t e p a l -
m a s (mãos e n c o v a d a s ) . N o c e n t r o u m a p e s s o a
canta — o t i r a d o r de coco.
O coco recebe o n o m e d o i n s t r u m e n t o q u e o
a c o m p a n h a (coco-de-ganzá, coco-de-zambé) e d e
características d o t e x t o ( c o c o - d e - e m b o l a d a ) , e t c .

D E O R I G E M INDÍGENA

Cateretê
Dança e m f i l e i r a s o p o s t a s , r i t m o m a r c a d o p o r
p a l m a s e s a p a t e a d o . O s jesuítas e n s i n a v a m a o s
índios a dançar n a s festas r e l i g i o s a s . O s v i o l e i r o s
c a n t a m e b a t e m o s pés. Ê e n c o n t r a d a e m São
Paulo, M i n a s Gerais, M a t o Grosso, R i o de Janeiro.
E m Goiás r e c e b e o n o m e d e CATÍRA.

55
B a t u q u e c o m a caneta
o q u e você a s s i n a l o u .
N o exercício, é c l a r o .
J

Correlacione:

1 — Fandango . . . . Dança e m f i l e i r a s o p o s t a s , r i t m o
marcado c o m palmas e sapateado.
O s v i o l e i r o s c a n t a m e b a t e m os pés.
2 — Coco
. . . . Cateretê, q u e e m Goiás r e c e b e esta
denominação.

3 — Cateretê . . . . Dança d e o r i g e m a f r i c a n a , s e u c a n -
t o t e m p a p e l i m p o r t a n t e e s e u ins-
trumento principal é o atabaque.
4 — Samba
. . . . Dança d e t e r r e i r o , dançada e m f i -
l e i r a s o p o s t a s ; q u a n d o o s p a r e s se
e n c o n t r a m , dão u m b i g a d a s .
5 — Frevo
. . . . D e origem portuguesa, disputa de
d o i s dançarinos, n a e x t r e m i d a d e d e
6 — Jongo u m a vara de 4 m , cada q u a l pro-
c u r a n d o e x i b i r seus passos.

. . . . T o d o s o s p a r t i c i p a n t e s dançam, o s
7 — Batuque h o m e n s u s a m b o t a s e e s p o r a s e sua
companheira é a "prenda".

8 _ Chula . . . . S i g n i f i c a " f e r v e r " ; dança frenética


e m q u e o passista se e q u i l i b r a c o m
u m guarda-chuva.

9 — Pezinho
. . . . Dança d e r o d a c o m s o l i s t a , e m
c o m p a s s o binário, m u i t o e n c o n t r a -
da n a B a h i a e R i o de Janeiro.
10 — C a t i r a
. . . . Dança d e r o d a i n d i v i d u a l o u d e
p a r e s , q u e r e c e b e vários n o m e s .

. . . . Dança típica d o l i t o r a l n o r d e s t i n o ,
e m que os participantes sapateiam,
dançam e b a t e m p a l m a s c o m as
mãos e n c o v a d a s .
S u b l i n h e as danças q u e c o m b i n a m e m c a d a DANÇAS DRAMÁTICAS
série.

D e o r i g e m portuguesa — C h u l a — Chimarri-
t a — C o c o — Vilão — S a m b a — R e c o r t a d o —
Catira — Fandango.
De origem africana — Coco — Samba —
Cateretê — B a t u q u e — C a n a - v e r d e — l o n g o —
Frevo — Pezinho.
D e o r i g e m indígena — A n d o r i n h a — C o c o —
C a t i r a — Cateretê — S a m b a .

N a s l e t r a s e m a r a n h a d a s , f o r m e a p a l a v r a e,
a o l a d o , d e s c u b r a c o m suas p a l a v r a s :

São b a i l a d o s p o p u l a r e s r e a l i z a d o s p e l o p o v o
i n c u l t o , e m q u e a dança e a c a n t o r i a são e n t r e -
m e a d a s c o m representações e c o r t e j o .

Nelas podemos observar:


• São m a i s d i f u n d i d a s n o N o r d e s t e .
2 —
• G e r a l m e n t e , s e u e n r e d o é d e conversão e res-
surreição.
• S u a realização se f a z n o s dias d e festas r e l i g i o -
a
sas c o m o : São B e n e d i t o , N . S . d o Rosário, D i -
v i n o Espírito S a n t o , São João, N a t a l , R e i s ,
Carnaval.
• S e u cenário são as r u a s e praças públicas d e
nossas c i d a d e s .
Pesquisa de equipe: Cada equipe deve pre- • São u m a n e c e s s i d a d e d e manifestação artística
parar, m u n i d a de recursos audiovisuais, e d i v e r t i m e n t o c o l e t i v o d o nosso p o v o .
a u l a s s o b r e danças d e o r i g e m :
E m g e r a l , as danças dramáticas têm o s e g u i n t e
PORTUGUESA desenrolar:
AFRICANA A — S a e m c o r t e j o s dançando e c a n t a n d o .
INDÍGENA B — N o local onde chegam, e m versos cantados,
f a z e m a louvação a o d o n o d a casa.
Auto-avalie-se
C — Representação o u dramatização.
D — D e s p e d i d a s c o m críticas o u a g r a d e c i m e n t o s ,
B R
c o n f o r m e a recepção d a d a a o g r u p o .

57
D E INFLUÊNCIA P O R T U G U E S A — CAPITÃO — d o n o d o b o i
— M A T E U S — Vaqueiro
Bumba-meu-boi — PADRE
É a d e m a i o r importância e n a s c e u , p r o v a v e l - — MÉDICO e E N F E R M E I R A
mente, n o Nordeste. É hoje praticada e m todo o Instrumentos: pandeiro, chocalho, tambor,
Brasil, recebendo diversos nomes, conforme a atabaque, zabumba.
região:
• BOI-BUMBÁ — A m a z o n a s e Pará Reisado
• B O I - D E - R E I S — Espírito S a n t o A p a r e c e n o período n a t a l i n o , p r i n c i p a l m e n t e
• BOI-DE-MAMÃO — Paraná e S a n t a C a t a r i n a n o N o r d e s t e . É u m r a n c h o alegre, c o m pessoas
• M U L I N H A — Minas Gerais c a n t a n d o e dançando louvações a o n a s c i m e n t o d e
• B O I Z I N H O , BOI-DE-IACÁ — São P a u l o Jesus, c o m o se f o s s e m o s c o n t i n u a d o r e s d o s R E I S
• B O I - S U R U B I — Ceará MAGOS.
E n r e d o — M o r t e e ressurreição d o b o i ( t e m a bási- A o c h e g a r às casas, c a n t a m p e d i n d o licença:
co). "— Ô d e casa!
O dono d o b o i , u m branco. U m h o m e m negro — Ô de fora!
r o u b a o a n i m a l p o r q u e s u a m u l h e r grávida está — Q u e m está d e n t r o
c o m d e s e j o d e c o m e r língua d e b o i e p a r a isso (bis)
a p a r e c e u m índio, " o PAJÉ". — Saia fora"
S u a apresentação n o N o r d e s t e se f a z p o r oca- P e d e m contribuição p a r a as festas, s i m u l a m l u -
sião d o N a t a l ; n o N o r t e , n o s festejos d e São João. tas d e espadas e n t r e r e i s e f i d a l g o s e se d e s p e d e m
Recentemente, t e m aparecido n o Carnaval. c o m a g r a d e c i m e n t o s p e l o s c o m e s e bebes.
Seus personagens v a r i a m de local para local. Seus p e r s o n a g e n s são v a r i a d o s : R e i , R a i n h a ,
Podemos citar: M e s t r e , C o n t r a m e s t r e , índio, E m b a i x a d o r , S e r e i a ,
— O B O I — s a r r a f o s d e m a d e i r a c o m o ar- Estrela. . .
mação, r e c o b e r t o s c o m u m a c h i t a c o m p o n d o o S u a característica são o s chapéus r i c a m e n t e
c o r p o . A cabeça é u m a c a v e i r a d e b o i o u v a c a adornados.
com os chifres. I n s t r u m e n t o s : s a n f o n a ( o u v i o l a ) , a d u f e s , cai-
— O T R I P A — h o m e m que v a i dentro da xas e z a b u m b a .
armação, c o n d u z i n d o - a .
— C A T I R I N A o u C A T A R I N A — mulher Pastoril
grávida Dança n a t a l i n a , seus c o m p o n e n t e s v i s i t a m o s
presépios. É u m t e a t r o f e s t i v o e c h e i o d e e n s i n a -
m e n t o s m o r a i s . Único b a i l a d o c u j o s c o m p o n e n t e s ,
e m s u a m a i o r i a , são moças.
P e r s o n a g e n s : D o i s cordões: a z u l e e n c a r n a d o .
M E S T R A e C O N T R A M E S T R A . U s a m lenços n a
cabeça, d i a d e m a s , c o l a r e s , e t c .
N o c e n t r o d o s cordões a z u l e e n c a r n a d o v a i
a D I A N A , v e s t i d a d a s d u a s cores, e m a i s o
CUPIDO, o VELHO, o ANJO e a CAMPONESA.
I n s t r u m e n t o s : P a n d e i r o s e n f e i t a d o s c o m as
cores d o s r e s p e c t i v o s cordões.

Cavalhadas
S e u t e m a é r e l i g i o s o e t r a n s m i t e a lição cristã
sobre o B E M e o M A L . D o i s partidos:
CRISTÃOS — v e s t e m - s e d e a z u l , c o r d o céu:
BEM.
M O U R O S — vestem-se de v e r m e l h o : M A L .

58
N e l a s se c a n t a m o s g r a n d e s f e i t o s marítimos
dos p o r t u g u e s e s , p e l o s h o m e n s s i m p l e s d o m a r .
P e r s o n a g e n s — Capitão, G e n e r a l , P i l o t o , C o n t r a -
mestre, G a j e i r o , m a r i n h e i r o s , personagens
cómicos. . .
Q u e m d i r i g e o espetáculo é o Capitão-General,
usando u m apito para dar ordens.

D E INFLUÊNCIA A F R I C A N A
O s n e g r o s e s c r a v i z a d o s e r a m o b r i g a d o s a acei-
t a r a v i d a d o s s e n h o r e s e s u a religião. N a s h o r a s
de f o l g a , p r o c u r a v a m d i v e r t i r - s e c o m c a n t o s e d a n -
ças e m h o m e n a g e m às d i v i n d a d e s q u e a d o r a v a m ,
ao l a d o d o s s a n t o s d a i g r e j a católica.

Congos e Congadas
L u t a s , e m b a i x a d a s e c a n t o s . S e m p r e o s cristãos
N a s u a representação há d u a s p a r t e s :
l u t a m c o n t r a os m o u r o s , t e r m i n a n d o c o m o batis-
— b r i n c a d e i r a s : j o g o s atléticos, d e m o n s t r a n d o
m o d o s infiéis e t o d o s j u n t o s f a z e n d o a f e s t a e m
a perícia d o s c a v a l e i r o s
l o u v o r a São B e n e d i t o .
— p a r t e d r a m a t i z a d a : e n t r e cristãos e m o u r o s ,
Hoje, n o N o r t e e Nordeste, chamam-se Congos.
t e r m i n a n d o p o r v e n c e r o s cristãos e o r e i
b a t i z a n d o o s infiéis N o Centro-Oeste e S u l , C O N G A D A S .
C o n s t a m de u m cortejo real: R e i , r a i n h a , m i -
S e u s a n i m a i s são r i c a m e n t e a d o r n a d o s .
n i s t r o , e t c , q u e vão pelas r u a s c a n t a n d o e d a n -
çando. E m d e t e r m i n a d o p o n t o , há a e m b a i x a d a
Cheganças (que é a parte representada o u dramatizada) de
c o s t u m e nas p o r t a s d e i g r e j a s , c o m a coroação s i m -
N o m e q u e d e s i g n a d u a s danças dramáticas: a
Chegança d e M o u r o s , q u e r e p r e s e n t a as l u t a s d o s bólica d o r e i n e g r o p e l o p a d r e .
p o r t u g u e s e s c o m o s infiéis, e a Chegança d e M a r u - Seus i n s t r u m e n t o s : v i o l a , canzá, p a n d e i r o , c a i -
j o s , q u e c e l e b r a as a v e n t u r a s marítimas d e P o r - x a , triângulo e t a m b o r e s .
tugal.
Seu n o m e v e m de "chegar" o u "chegada", que, Maracatu
e m náutica, q u e r d i z e r " d o b r a r as v e l a s " , q u a n d o O m a r a c a t u n a s c e u n a s procissões e m l o u v o r
o n a v i o chega. a
a N . S . d o Rosário d o s N e g r o s e m P e r n a m b u c o .
N o N o r t e e N o r d e s t e elas se a p r e s e n t a m n a s Além desse E s t a d o , é também m u i t o d i f u n d i d o n o
vésperas d e R e i s , n o C a r n a v a l e n o mês d e j u n h o . Ceará, A l a g o a s , Paraíba.
CHEGANÇA D E M O U R O S — é o e n c o n t r o O s c o m p o n e n t e s f o r m a m u m a sociedade cha-
d a tripulação d e u m n a v i o cristão c o m u m n a v i o m a d a "NAÇÃO". N a f r e n t e v e m o e m b a i x a d o r
m o u r o , e m q u e o s cristãos v e n c e m e b a t i z a m o s t r a z e n d o o e s t a n d a r t e c o m o n o m e d a nação b o r -
m o u r o s . A n t e s e depois, os cantos sobre a v i d a d o d a d o . A b a l i z a a b r e p a s s a g e m e, e m s e g u i d a , v e m
mar. o cortejo real, q u e lembra o fausto d o Congo —
Personagens: Comandante, piloto, gajeiro, cirur- o r e i e a r a i n h a a c o m p a n h a d o s d o babalorixá ( p a i -
gião, m a r i n h e i r o s , cristãos e m o u r o s . d e - s a n t o ) c o b e r t o p o r u m g r a n d e chapéu-de-sol,
CHEGANÇAS D E M A R U J O S — E m A L A G O A S todo o r n a m e n t a d o . A D a m a d o Passo, f i g u r a de
— Cheganças d e M a r u j o s ; N a PARAÍBA — m a i o r destaque, carrega a " C A L U N G A " .
N a u Catarineta; N a B A H I A — Marujos; E m I n s t r u m e n t o s : B o m b o s , ganzás, cuícas, choca-
S E R G I P E — M a r u j o s ; E m SÃO P A U L O e lhos, pandeiros.
M I N A S G E R A I S — Marujadas. H o j e , o m a r a c a t u é atração d o C a r n a v a l d o
N o CEARÁ — F a n d a n g o Recife.

59
Quilombos N o t a - s e p r i n c i p a l m e n t e a influência indígena
T r a d i c i o n a l e m A l a g o a s , é a representação d a n o vestuário. O s p a r t i c i p a n t e s v e s t e m - s e c o m * p e n a s
fuga d o s escravos n o N o r d e s t e . coloridas, l i n d o s cocares e flechas r i c a m e n t e en-
É b o m saber: f e i t a d a s . A l g u n s c a r r e g a m bastões e n f e i t a d o s d e
penas coloridas.
Q U I L O M B O — lugar onde os escravos O m e n i n o q u e r e p r e s e n t a o pássaro é o p a r t i -
f u g i t i v o s se j u n t a v a m . cipante q u e veste a m e l h o r fantasia.
N o A m a z o n a s , esta dança, c o m p e q u e n a s v a -
riações, é c o n h e c i d a c o m o "Cordão d e B i c h o s " .
É realizada n o s festejos d a N a t i v i d a d e e e m
festas d e s a n t o s p a d r o e i r o s . D i v i d e - s e e m d o i s g r u -
p o s : n e g r o s v e s t i n d o calças a z u i s até o s j o e l h o s ,
e caboclos c o m tangas e tiaras de penas. Cada
grupo apresenta-se c o m seu r e i , r a i n h a , e m b a i x a d o r
e secretário. Não d r a m a t i z e !
O T e r n o de Z a b u m b a (conjunto de instrumen- Faça seus exercícios.
tos folclóricos) a l e g r a a representação.

D E INFLUÊNCIA INDÍGENA N o e m a r a n h a d o de letras abaixo descubra:

Caboclinhos o u Cabocolinhos Danças dramáticas c r i a d a s n o B r a s i l e q u e têm


R e a l i z a d a n a Paraíba, R i o G r a n d e d o N o r - elementos:
te, P e r n a m b u c o , A l a g o a s e Ceará, t e m o s a b o r d o
PORTUGUESES —
b a i l a d o indígena. S e u e n r e d o é, às v e z e s , a m o r t e
e a ressurreição d o pajé, o u c e n a s t r i b a i s .
S e u s i n s t r u m e n t o s também são indígenas: pífa-
n o , maracá e ganzá.
AFRICANOS —

Caiapós
U m a dramatização d a m o r t e d o m e n i n o índio,
o c u r u m i m , m o r t o p e l o b r a n c o . P o r m e i o d e mí- INDÍGENAS —
m i c a s , o pajé o r e s s u s c i t a . A p a r e c e p r i n c i p a l m e n t e
e m São P a u l o ( o n d e v i v i a m o s Caiapós d o S u l ) ,
Minas Gerais e Estado d o R i o de Janeiro.
Instrumentos: tambor, buzina, queixada de va-
ca. O r i t m o é m a r c a d o c o m b a t i d a s d o a r c o n o o A D R F G H J K J 1 O H G
chão. F G H J K L T R E R E U F H
M O L J H G G B B B L 1 M 1
Dança d o s Pássaros T F G R E 1 S A D O S L J K
N o Pará, p r i n c i p a l m e n t e e m Belém, é u m a
U F G 1 G V T G Y 1 R O L K
dança dramática r e a l i z a d a n o mês d e j u n h o , p e l a
X V O P R B H M K B R M V B
chegada d o i n v e r n o , e q u e representa a m o r t e e N P N O Z G D M E U C B V B
ressurreição d e u m pássaro, o u u m a n i m a l d o m a t o . A A R C D B M A Z M X O Z B
T S U A B V N R R B N S O Z
O caçador m a t a a a v e q u e p e r t e n c i a à s u a
U S T 1 M N K A B A U N D K
a m a d a , vê-se e m a p u r o e o remédio é r e s s u s c i t a r
R A Z A V V M C T X F O MÍC
a a v e . Aí, então a f e s t a c o n t i n u a , m u d a n d o a p e n a s
Q R T P M K L A C N M . V J Oj
o cenário.
C O N O P A S T O R I L H N
São r e p r e s e n t a d o s o s pássaros d a f a u n a p a -
B S D S C F G U L K M F R G
raense: p e r i q u i t o , u i r a p u r u , guariba, j a p i m . . .
T F R G A V A G B Y T E W/A
M C A B O C L 1 N H O S E D
60 D T G H B V F
A R E S A Q
U Y T R F G B V H N S D C
d P r e e n c h a as l a c u n a s : d P o r e q u i p e : I m p r o v i s a r u m a representação,
a e s c o l h e r , d a s s e g u i n t e s danças:
1 — Chamamos Bumba-meu-boi
aos b a i l a d o s p o p u l a r e s , c o m c a n t o s , d a n - Maracatu
ças, c o r t e j o e p a r t e d r a m a t i z a d a . Caiapós
2 — E s t a s danças são m a i s d i f u n d i d a s n a r e -
gião , e , d e u m m o d o ge-
Auto-avalie-se
ral, seu enredo é de
e de u m personagem
B
h u m a n o q u e r e p r e s e n t a a segurança d o
grupo.
3 — Além d o c a n t o , dança e c o r t e j o há a
parte ou ,
e m q u e a música também está p r ^ e n t e .
4 — A dança dramática m a i s d i f u n d i d a e m
todo o Brasil é o
n o Maranhão, NOSJOGOS
n o A m a z o n a s e Pará. R e p r e s e n t a a m o r t e
e ressurreição d o b o i .
5 — No a m a i o r i a dos p a r t i c i -
p a n t e s são moças. V i s i t a m o s presépios
n a época n a t a l i n a . P o s s u i d o i s cordões:
azul e encarnado.
6 — O s C o n g o s e C o n g a d a s são d e o r i g e m

7 — O M a r a c a t u nasceu e m
S e u s c a n t o s e danças são e m l o u v o r d a
, carregada pela D a m a
d o Paço.
8 — A Dança d o s Pássaros é d e o r i g e m . . .

d C i t e u m a dança dramática p o r t u g u e s a e des-


c r e v a o s p e r s o n a g e n s c o m suas p a l a v r a s .

Infantis
Você já b r i n c o u n a p o r t a d e s u a c a s a , n o j a r -
d i m d e infância, c o m m e n i n o s e m e n i n a s d e s u a
idade, de " P a i Francisco" " T e r e s i n h a de Jesus",
" T i r a - t i r a o s e u p e z i n h o " , etc.
Você já sabe até l e r e i n t e r p r e t a r o t r e c h o
m u s i c a l destas m e l o d i a s . J u n t o s já v i m o s t o d o s o s
e l e m e n t o s melódicos e rítmicos.
T e n d o " N e s t a R u a " c o m o e x e m p l o , já p o d e
então n o t a r a b e l e z a d e s u a l i n h a melódica e d o
seu r i t m o .

61
R e p e t i d a s c o n s t a n t e m e n t e n a infância, essas O Marimbondo
melodias a j u d a r a m o nosso p o v o a criar a sua Dançada e m Goiás, é engraçadíssima p e l o s
música própria. passos d e s o r d e n a d o s , c a n t o s , s a l t o s , e t c , t e n d o o
N e s s e s j o g o s c a n t a d o s e dançados p o d e m o s dançante u m p o t e c h e i o d e água n a cabeça, s o b r e
o b s e r v a r q u e , d e u m m o d o g e r a l , as crianças se uma rodilha de pano.
m o v i m e n t a m e m círculo d e mãos d a d a s , o u e m O s assistentes c a n t a m e m círculo:
f i l e i r a s q u e vão e vêm. "— N e g r o , o q u e a q u i t e m ? "
Vejamos, por exemplo: Ele responde:
" P a i F r a n c i s c o " , dançado e m f i l e i r a c o m a "— M a r i m b o n d o , sinhá!"
mímica de " b o n e c o desengonçado". Q u a n d o se c a n s a , a j o e l h a - s e a o s pés d o assis-
" A s operárias" — originária d e u m a canção t e n t e q u e o substituirá.
f r a n c e s a , t r a z i d a p e l a s f r e i r a s n o s colégios. C a s o o e s c o l h i d o não s a i a dançando, pagará
uma m u l t a e m bebida.
"Lá n a p o n t e d a vinhaça
T o d o m u n d o passa
A Capoeira
As lavadeiras fazem assim
Assim . . . Assim ..
E s f r e g a n d o o v e s t i d o , as m e n i n a s i m i t a m a l a - * ! • • «ff 1 | | | | | | |
vagem de roupa. E m seguida i m i t a m costureiras, ' i i t f i j i i i i i H
engomadeiras, cozinheiras, quitandeiras. . .
14 jmiiini
Adultos
Nas cidades d o i n t e r i o r , os jogos de adultos
eram passatempo e s e r v i a m de d i v e r t i m e n t o . Neles,
além d a dança e d o c a n t o , a i n d a e x i s t e a c o m -
petição.
A l g u n s Jogos:

Danças d a s F i t a s
Com u m mastro n o centro, de cuja ponta saem
p a r e s d e f i t a s . Dançando r i t m a d a m e n t e , moças e
r a p a z e s s e g u r a m , trançam e destrançam as f i t a s .
O a c o m p a n h a m e n t o g e r a l m e n t e é f e i t o p o r sanfo-
n a , violões, p a n d e i r o s .

A Canoa T r a z i d a para o Brasil pelos negros de A n g o l a ,


D o z e c a n t a d o r e s s e n t a m - s e n o chão c o m p e r n a s é u m j o g o atlético c o m vários g o l p e s a o s o m d e
e s t e n d i d a s , pés c o n t r a pés, e m t o r n o d o v i o l e i r o . música.
Este pende o corpo sobre u m dos cantores, q u e o S u a música é monótona e e x c i t a n t e . O s d o i s
sustém c o m as p a l m a s d a s mãos, e n u m m o v i m e n t o l u t a d o r e s dão g o l p e s e c o n t r a g o l p e s , e m círculo,
o arremessa à sua d i r e i t a . O i m e d i a t o o impele os assistentes b a t e m p a l m a s e c a n t a m a c o m p a n h a -
p a r a o v i z i n h o e, a s s i m , n u m r o d a r v e r t i g i n o s o dos de b e r i m b a u (seu i n s t r u m e n t o p r i n c i p a l ) , caxi-
o violeiro toca e canta. xi, pandeiro, etc.
"— A c a n o a v i r o u O s golpes m a i s c o m u n s são: aú, b a n a n e i r a ,
Lá n a s o n d a s d o m a r " chapa-pé, c h i b a t a , m e i a - l u a , r a b o - d e - a r r a i a , r a s t e i -
ra, t e s o u r a , e t c . . .
E os cantores respondem: T o d o s esses g o l p e s r e v e l a m m a i s d e s t r e z a d o
q u e força m u s c u l a r .
"— É p o r q u e Mãe M a r i a A capoeira é difundida n a Bahia e R i o de
Não s o u b e r e m a r " Janeiro.
Pai Francisco entrou
é M u n i d o s de recursos audiovisuais, por equi-
pe, descreva:
na roda... 1 — Jogos i n f a n t i s d e s e u município
E você neste t r a b a l h o . 2 — " A Capoeira"

Auto-avalie-se
P r e e n c h a o s quadrículos, n o s números c o r -
respondentes:
B

A
L
U C à NA RELIGIÃO
£

1 — J o g o d e a d u l t o , o n d e 1 2 c a n t o r e s , sen-
t a d o s n o chão, c a n t a m " A c a n o a v i r o u " .
2 — N o centro o cantador c o m sua
c a n t a " A c a n o u v i r o u . Lá n a s o n d a s d o
mar".
Você já d e v e t e r v i s t o , p e l o s m e i o s d e c o m u -
3 — Jogo t r a z i d o pelos negros d e A n g o l a .
nicação, a apresentação d e u m r i t u a l d e u m b a n d a .
4 — I n s t r u m e n t o principal d a capoeira.
Também já d e v e t e r o u v i d o f a l a r n a s " F e s t a s d o
5 — J o g o d e a d u l t o , dançado e m Goiás.
Divino".
6 — Dança d a s , onde rapazes
E s t a s manifestações folclóricas estão l i g a d a s a
e moças, dançando, entrelaçam as f i t a s
cultos religiosos de o r i g e m portuguesa, africana o u
n u m mastro central.
indígena.
N o i n t e r i o r , p o r ocasião d a s procissões, o p o v o
canta os B E N D I T O S :
D e s c r e v a u m j o g o i n f a n t i l e m q u e você t e n h a
brincado: " B e n d i t o , l o u v a d o seja
D o céu a d i v i n a l u z
M a s também n a t e r r a
Louvores a Santa C r u z . "
N a s festas r e l i g i o s a s o p o v o reúne-se à f r e n t e
d a i g r e j a , c a n t a e dança a c o m p a n h a d o d e v i o l a s ,
rebecas, sanfonas, etc, festejando o santo pa-
droeiro.
F e s t a d e S a n t a C r u z , F e s t a d e São Gonçalo,
Festa d a P e n h a . . .

63
FOLIAS

Do Divino
G r u p o q u e s a i p e l a s r u a s p e d i n d o e m louvação
e c a n t o s , dançando a c o m p a n h a d o d e v i o l a s , p a n -
d e i r o s , triângulos, e t c , a n g a r i a n d o d o n a t i v o s p a r a
a festa.
O d o m i n g o d o D i v i n o Espírito S a n t o é feste-
j a d o c o m c a n t o s , danças e a coroação d o I m p e r a -
dor d o D i v i n o .
De Reis
Louvação a D e u s - m e n i n o . Começa n a véspera
a
de N a t a l e v a i até R e i s o u d i a d e N . S . d a s C a n -
deias ( 2 d e f e v e r e i r o ) .
O s participantes saem pelas ruas cantando e
dançando, c e l e b r a n d o a v i s i t a d o s R e i s M a g o s ;
v i s i t a m as casas, p e d e m e s m o l a s .
P e r s o n a g e n s : palhaços, capitão, a l f e r e s d a Instrumentos de umbanda
Bandeira e tocador de caixa.
P o r m e i o d e c a n t o e dança, a c o m p a n h a d o s p o r
a t a b a q u e s e o u t r o s i n s t r u m e n t o s d e percussão,
p r o c u r a m e n t r a r e m c o n t a t o c o m suas d i v i n d a d e s
(ORIXÁ), n o Candomblé, e " S A N T O S " n a
UMBANDA
UMBANDA.
O s " S A N T O S " a o i n c o r p o r a r e m - s e nas " F i l h a s -
d e - S a n t o " (pessoas que recebem as entidades) c u m -
p r i m e n t a m os presentes e t r a n s m i t e m conselhos.
São r e a l i z a d o s g e r a l m e n t e e m "barracões" cha-
mados "terreiros".
N o t a - s e n a s suas danças e c a n t o s q u e i n v o c a m
as e n t i d a d e s , a influência d a m e l o d i a e p r i n c i p a l -
m e n t e o r i t m o d a n o s s a música p o p u l a r .
S e u s i n s t r u m e n t o s também têm g r a n d e i m p o r -
tânefa n a n o s s a música.

Culto de origem africana trazido pelo negro Não é h o r a d e l o u v a r !


e s c r a v o . S o f r e n d o variações c o n f o r m e a região, N e m m e s m o d e saravar!
c o n s e r v a , porém, a s u a e s t r u t u r a . É hora de exercitar.
É chamado
- • M A C U M B A — no R i o de Janeiro

ó
- • U M B A N D A — e m São P a u l o
-•CANDOMBLÉ — B a h i a
- • B A T U Q U E — Rio Grande d oSul P r e e n c h a as l a c u n a s :
- • T A M B O R D E M I N A — Maranhão
- • X A N G Ô — P e r n a m b u c o , Paraíba e A l a g o a s 1 — N a s procissões n o i n t e r i o r é c o m u m o
-•BABAÇUÊ — Pará povo cantar os

64
N a s festas d e . . 5 — E m São P a u l o é c r
, , o povo na Bahia . . . . ., e n o Pará
se reúne à f r e n t e d a i g r e j a p a r a c a n t a r
e dançar.
São r e a l i z a d a s e m barracões c h a m a d o s
A s a i n a época
n a t a l i n a , l o u v a n d o a D e u s - m e n i n o , cele-
brando a visita dos Reis Magos. 7 — S e u s c a n t o s e danças são a c o m p a n h a d o s

4 — A n o R i o de Janeiro f o i por instrumentos de


trazida pelo negro escravo. 8 — O principal instrumento é o

d Correlacione:
. . . . C u l t o religioso de o r i g e m africana,
1 — F e s t a d e São Gonçalo na Bahia.

. . . . C u l t o religioso de o r i g e m africana
2 — Benditos no R i o de Janeiro.
. . . . Local onde são realizadas as
3 — Folias d o D i v i n o "macumbas"
. . . . Instrumento principal do Candom-
4 — Macumba
blé.
. . . . Festa religiosa.
5 — Candomblé
. . . . Cantos religiosos.
6 — Atabaque . . . . G r u p o s q u e saem cantando e dan-
çando p a r a a n g a r i a r f u n d o s p a r a a
7 — Terreiros festa d o D i v i n o .

d L i g u e c o m traços: d Fazer u m trabalho de pesquisa sobre:


CANDOMBLÉ

Macumba Bahia

Tambor Auto-avalie-se
de M i n a Pernambuco

B
Batuque ranhão

65
OS INSTRUMENTOS Afoxê

FOLCLÓRICOS
C h o c a l h o d e cabaça o u c o c o e n v o l t o p o r u m a
rede de fios de contas. O r i g e m africana.

Agogô
T r a z i d o p e l o s n e g r o s , é característico d o N o r -
deste. D u a s o u três campânulas d e f e r r o d e t a m a -
n h o s d i f e r e n t e s . O s o m é p r o d u z i d o p o r u m a haste
de f e r r o .
Atabaque o uTabaque
É u m t a m b o r e m f o r m a de cone, onde a pele
é presa c o m cordas a u m arco e fixa c o m u m a
c u n h a d e m a d e i r a . S e g u r o e n t r e as p e r n a s , é t o c a d o
c o m as mãos. É d e o r i g e m a f r i c a n a e recebe o u t r a s
A g o r a , v o u satisfazer sua curiosidade. denominações: curimbó, i l u , c o c u m b i , c a n d o n g u e i -
Q u a n d o l h e f a l e i d e danças, c a n t o s , j o g o s c i t e i ro, tambu, etc. . .
u m a porção d e i n s t r u m e n t o s q u e você d e s c o n h e c e .

Bastões d e R i t m o
Feitos de m a d e i r a d u r a c o m cerca de 0 , 9 0 m a
l , 7 0 m d e c o m p r i m e n t o . Q u a n d o se e n t r e c h o c a m ,
m a r c a m o r i t m o d e dança.
Berimbau-de-barriga
A r c o de madeira de aproximadamente l , 5 0 m
Conjunto folclore de c o m p r i m e n t o , t e n d o u m a r a m e r e t e s a d o e n t r e
as p o n t a s e p a s s a d o n e s t e u m a m o e d a pesada —
São o s i n s t r u m e n t o s folclóricos: dobrão — através d e u m f u r o n o c e n t r o . N u m a
das e x t r e m i d a d e s se p r e n d e p o r u m b a r b a n t e u m a
Adjá
p e q u e n a cabaça c o r t a d a , s e r v i n d o d e c a i x a d e res-
D o i s c o n e s d e m e t a l o u latão p e r c u t i d o s p o r sonância. N a o u t r a e x t r e m i d a d e v a i o c a x i x i , u m a
u m a h a s t e metálica. M u i t o u s a d o n a s M a c u m b a s /
candomblés.
Adufe
D a família d o p a n d e i r o , c a i x a d e m a d e i r a q u a -
drada coberta p o r u m a pele de gato o u cabrito,
usado nas folias de Reis, d o D i v i n o , nas Congadas
e Fandangos.

66
cestinha cheia de sementes, para marcar o r i t m o . Triângulo
O t o c a d o r u s a u m a v a r i n h a c o m a mão e s q u e r d a Barra de metal de formato triangular aberto
para percutir a corda e com a direita puxa o do- n u m d o s ângulos d a base. S e u r i t m o é m a r c a d o
brão p a r a reforçar a emissão d o s o m . Originário c o m u m a haste de m e t a l .
d a África, é m u i t o i m p o r t a n t e n a c a p o e i r a .
Tambor
C a i x a cilíndrica r e c o b e r t a d e p e l e n u m a o u
Bongô nas d u a s faces. S e u s o m é p e r c u t i d o p o r d u a s
É u m p a r de atabaques pequenos. M u i t o usado b a q u e t a s ( p a u s ) o u pelas mãos.
nos terreiros de U m b a n d a .
Zabumba
B o m b o , t a m b o r de som grave, tocado por u m a
o u duas baquetas.

Canzá o u Ganzá o u R e c o - R e c o
C i l i n d r o d e b a m b u c o m c h a p a d u r a s o n d e se
fricciona a varinha. Sua origem é africana.
Cuíca o u Puíta
C i l i n d r o o u p r i s m a oco, coberto de pele n u m a
das e x t r e m i d a d e s . N o c e n t r o d a p e l e , p o r d e n t r o , Viola
há u m a v a r a presa. É t o c a d o p o r fricção n e s t a I n s t r u m e n t o rústico, d e c o r d a s d u p l a s d e d i l h a -
vara c o m u m pano molhado. Produz u m som como das, f e i t o à mão p e l o h o m e m d o i n t e r i o r . E m São
u m ronco. Paulo, é m u i t o c o m u m c o m cinco cordas duplas.
Maracá E m A n g r a dos Reis, R i o de Janeiro, e n o litoral
C h o c a l h o indígena, f e i t o c o m coco-da-baía é m a i s u s a d a a v i o l a c o m sete c o r d a s d u p l a s .
o u cabaça c o m s e m e n t e s n o i n t e r i o r , m u n i d o d e
c a b o . Também se c h a m a maracá a u m c h o c a l h o
f e i t o d e latão.

Matraca
U m a tábua c o m alça p a r a a mão. N o c e n t r o ,
f e r r o p r e s o p o r dobradiças b a t e a o s m o v i m e n t o s
giratórios d a mão.
Pandeiro
C i l i n d r o de m a d e i r a , coberto p o r u m a pele
n u m a d a s faces. T o c a - s e c o m as mãos. N a p a r t e
l a t e r a l há c h a p i n h a s d e m e t a l e n c r a v a d a s .
Rebeca
Pífano — P i f e o u Pífaro V i o l i n o rústico, f e i t o p e l o h o m e m d o sertão,
I n s t r u m e n t o d e s o p r o c o m sete orifícios, seis c o m q u a t r o c o r d a s : lá, ré, s o l e s o l o i t a v a a c i m a ,
para os dedos e u m para a boca. fazendo dupla.

67
Terno d e Z a b u m b a
C o n j u n t o típico d o N o r d e s t e ; p o s s u i d o i s t o - ^U)| Resf
c a d o r e s d e pífano, c a i x a e z a b u m b a ( b o m b o ) .
A l e g r a várias danças folclóricas, b a i l e s d o i n t e r i o r , 1 — C i t e três i n s t r u m e n t o s d e o r i g e m a f r i c a n a
procissões. Também é c h a m a d o d e T E R N O d e
MÚSICA.
E m Alagoas — E S Q U E N T A - M U L H E R Descreva o berimbau-de-barriga
N a Paraíba — CABAÇAL
. . Cv . y \ n . . . . A . y x e x . áte
N o Ceará — B A N D A D E C O U R O

" M i n h a viola v a i p r o fundo d o


baú", p a r a p o d e r r e s p o n d e r a estas
C o m o se c h a m a o i n s t r u m e n t o d e s o p r o
perguntas.
c o m sete orifícios, seis p a r a os d e d o s e
u m para a boca?

C o l o c a r o número d a s f i g u r a s n o s parênte-
ses c o r r e s p o n d e n t e s :

O q u e é rebeca?

5 —

Descreva u m a viola.

I b f t f c . .^L(.k). .pifa.. . y v e w f n . âk)


O que é T e r n o de zabumba? ) h€/
L&n4 UY\k): rfípívO. .flfaM. v

... \,qo\M^. . dkpí£nrô<...


C o m o ele é chamado e m Alagoas?

Pesquisa:

Lançando mão d e r e c u r s o s a u d i o v i s u a i s , pes-


q u i s a r vários s o n s d e i n s t r u m e n t o s folclóricos.

Auto-avalie-se
( ^ ) AFOXÊ ( ^ BONGÔ
(L/) A T A B A Q U E ( 6 ) MARACÁ
B
( 9 BERIMBAU ( / ) ZABUMBA
EVOLUÇÃO DA NOSSA MÚSICA

à frente c o m o organizador e p r i m e i r o d i r e t o r , cargo


e m q u e se r e v e l a notável a d m i n i s t r a d o r , até a s u a
morte, e m 1902.
O prémio q u e l h e c o u b e p e l a e s c o l h a d o h i n o ,
v i n t e c o n t o s d e réis ( v i n t e c r u z e i r o s , e m n o s s a
moeda atual), doou-o ao Instituto N a c i o n a l de
Música, p a r a a c o m p r a d e u m órgão.
Você já v i u q u e , p a r a a e s c o l h a d o n o s s o h i n o ,
após a proclamação d a República, o n o s s o p o v o D e i x o u várias o b r a s : o p o e m a dramático —
p r e f e r i u ô a n t i g o h i n o , a p e s a r d a composição d e Pelo amor, o d r a m a lírico Os Saldunes, m u i t o s
p o e m a s sinfónicos c o m o Parisina, Prometeu e a
L e o p o l d o M i g u e z t e r o b t i d o e s c o l h a unânime d o s
jurados. O p o v o escolheu, portanto, o de Francisco composição m u s i c a l d o Hino da Proclamação da
Manuel. República.
0 M a r e c h a l D e o d o r o d a Fonseca, consideran- V a m o s e n t o a r o H i n o d a Proclamação d a R e -
d o a e s c o l h a p o p u l a r , l a v r o u o d e c r e t o 1 7 1 d e pública:
20/1/1890:
1 — E s t a b e l e c e n d o q u e o Hino Nacional Bra-
sileiro s e r i a a composição, s e m l e t r a , d e F r a n c i s c o
Manuel.
HINO D A
2 — Considerando que o H i n o de Leopoldo PROCLAMAÇÃO
M i g u e z , c o m adaptação d o p o e m a d e M e d e i r o s e
A l b u q u e r q u e , s e r i a o Hino da Proclamação da
D A REPÚBLICA
República. Letra Música
F a l a m o s e m L e o p o l d o M i g u e z . V a m o s conhecê- Medeiros e Albuquerque Leopoldo Miguez
lo mais de perto?
S e j a u m pálio d e l u z d e s d o b r a d o
Leopoldo Miguez S o b a l a r g a amplidão destes céus
(Rio, 1850-1902) Este canto rebel, q u e o passado
N o início d o período r e p u b l i c a n o , L e o p o l d o V e m r e m i r d o s m a i s t o r p e s labéus!
M i g u e z e x e r c i a g r a n d e influência n o m e i o artístico S e j a u m h i n o d e glória q u e f a l e
musical. D e esperanças d e u m n o v o p o r v i r !
O Conservatório d o R i o d e J a n e i r o se t r a n s - C o m visões d e t r i u n f o s e m b a l e
f o r m a e m I n s t i t u t o N a c i o n a l d e Música, t e n d o - o Q u e m p o r ele lutando surgir!
Estribilho Apresento-lhe agora, alguns d o s nossos compo-
Liberdade! Liberdade! sitores nacionalistas:
A b r e as asas s o b r e nós!
Das lutas n a tempestade
Dá q u e ouçamos t u a v o z ! Alexandre Levi
(São P a u l o , 1 8 6 4 - 1 8 9 2 )
Nós n e m c r e m o s q u e e s c r a v o s o u t r o r a P r e c u r s o r d o n a c i o n a l i s m o , começou seus es-
T e n h a h a v i d o e m tão n o b r e país. . . t u d o s m u s i c a i s n o B r a s i l , aperfeiçoando-se n a
Hoje o rubro lampejo da aurora França. P i a n i s t a , r e g e n t e , crítico m u s i c a l e c o m -
A c h a irmãos, não t i r a n o s h o s t i s , positor.
Somos todos iguais! A o f u t u r o Infelizmente faleceu aos v i n t e e oito anos.
Saberemos, unidos, levar D e i x o u várias composições, m u i t a s delas s o b a
Nosso augusto estandarte que, puro, influência e u r o p e i a . A s q u e o m a r c a r a m c o m o
B r i l h a , a v a n t e , d a Pátria n o a l t a r ! precursor d o Nacionalismo f o r a m T a n g o brasileiro,
S u i t e b r a s i l e i r a p a r a o r q u e s t r a , d e q u e faz p a r t e o
célebre S a m b a .
Estribilho
Liberdade! Liberdade! etc.

Itiberê d a C u n h a
Se é m i s t e r q u e d e p e i t o s v o l a n t e s
(Paraná, 1 8 4 8 - 1 9 1 3 )
H a j a s a n g u e n o n o s s o pendão,
F o i o p r i m e i r o a inspirar-se n o folclore. C o m
S a n g u e v i v o d o herói T i r a d e n t e s
s a u d a d e s d e s u a t e r r a , compôs A Sertaneja. C o m
B a t i z o u este a u d a z pavilhão!
m o t i v o p o p u l a r , Balaio meu bem balaio a b r e o s
Mensageiro de paz, p a z queremos,
c a m i n h o s n a c i o n a l i s t a s p a r a n o s s a música.
É d e a m o r n o s s a força e p o d e r
F o i cônsul d o B r a s i l n a A l e m a n h a , e s c r i t o r e
M a s d a guerra n o s transes supremos
m u s i c i s t a . N e n h u m a d e suas o b r a s t e v e sucesso
Heis de ver-nos l u t a r e vencer!
a não s e r a n a c i o n a l i s t a , t e n d o s i d o m u i t a s vezes
tocada p o r Liszt, s e u a m i g o particular.
Estribilho
Liberdade! Liberdade! etc.

Alberto Nepomuceno
D o Ipiranga é preciso q u e o brado
(Ceará, 1 8 6 4 - 1 9 2 0 )
S e j a u m g r i t o s o b e r b o d e fé!
T e v e suas p r i m e i r a s lições d e música c o m s e u
O B r a s i l já s u r g i u l i b e r t a d o
p a i . C o m a m o r t e d e s t e , v e i o p a r a o R i o d e Janei-
S o b r e as púrpuras régias d e pé!
r o , o n d e se t o r n o u c o n h e c i d o c o m o c o m p o s i t o r e
Eia, pois, brasileiros, avante!
pianista.
V e r d e s l o u r o s c o l h a m o s louçãos!
N o concurso d o H i n o N a c i o n a l conquistou
S e j a o n o s s o país, t r i u n f a n t e ,
u m a bolsa de estudos n a E u r o p a . A o regressar
L i v r e t e r r a d e l i v r e s irmãos!
f o i n o m e a d o p r o f e s s o r d e órgão d o I n s t i t u t o N a -
c i o n a l d e Música; e m 1 9 0 2 , s e u d i r e t o r .
Estribilho Lançou a c a m p a n h a d a música d e caráter
Liberdade! Liberdade! etc. n a c i o n a l i s t a e d o c a n t o e r u d i t o e m português, até
então só o u v i d o e m i t a l i a n o , francês o u alemão.
S o f r e n d o o s r e f l e x o s d a época e d o m e i o , c o m Após m u i t a s t e n t a t i v a s e v i o l e n t a s críticas conse-
a república s u r g e e m n o s s a música o m o v i m e n t o g u i u f i n a l m e n t e implantá-lo.
de b r a s i l i d a d e . N o s s o s c o m p o s i t o r e s começam a D e suas composições p o d e m o s d e s t a c a r : P r e -
i n s p i r a r - s e n o n o s s o f o l c l o r e , n o ameríndio e n o lúdio d o G a r a t u j a , V a l s a humorística, U i a r a ( l e n d a
a f r o - b r a s i l e i r o c o m suas l e n d a s , m i t o s , c a n t o s e d o r i o N e g r o ) , Série b r a s i l e i r a , d i v i d i d a e m q u a t r o
danças. A essas composições c h a m a m o s NACIO- p a r t e s : " A l v o r a d a n a s e r r a " , "Intermédio", a "Ses-
NALISTAS. ta n a rede" e " B a t u q u e " .

70
Antônio F r a n c i s c o B r a g a
(Rio, 1868-1945)
M e n i n o pobre, internado n o asilo de M e n i n o s
D e s v a l i d o s , h o j e Colégio João A l f r e d o , r e v e l o u
tendências p a r a a música.
F a z i a p a r t e d a b a n d a d o educandário, t o c a n d o
clarineta.
V e n d o suas aptidões p a r a a d i v i n a a r t e , s e u
diretor matriculou-o n o Instituto Nacional de
Música, n o s c u r s o s d e C l a r i n e t a e Composição e
d e u - l h e a regência d a b a n d a .
A l u n o brilhante, Medalha de O u r o e m Clari-
neta, n o concurso d o H i n o Nacional ganha bolsa
de e s t u d o s n a E u r o p a .
D e s t a c a m o s d e suas composições: Marabá,
Variações s o b r e um t e m a b r a s i l e i r o . A s óperas:
J u p i r a e A n i t a G a r i b a l d i , e vários h i n o s patrióticos,
e n t r e eles o n o s s o H i n o à B a n d e i r a .

Por falar e m H i n o à B a n d e i r a ,

Olavo Bilac e Francisco Braga

— P o i s b e m . E m 1 9 0 5 , o então p r e f e i t o d o
D i s t r i t o F e d e r a l , P e r e i r a Passos, s u g e r i u a O l a v o
B i l a c e F r a n c i s c o B r a g a a composição d e u m h i n o
p a r a s e r e n t o a d o n a s escolas p o r ocasião d o h a s -
t e a m e n t o d o Pavilhão N a c i o n a l .
Assim o povo brasileiro ganhou u m novo h i n o
q u e h o j e é c a n t a d o e m t o d o o Território N a c i o n a l .

HINO A BANDEIRA NACIONAL


Letra d e Olavo Bilac Música d e F r a n c i s c o B r a g a
T E M P O DE M A R C H A

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HINO À BANDEIRA NACIONAL

Letra Música
O l a v o Bilac Francisco Braga

S a l v e , l i n d o pendão d a esperança!
S a l v e , símbolo a u g u s t o d a p a z !
T u a n o b r e presença à lembrança
A g r a n d e z a d a pátria n o s t r a z .
Estribilho Luciano Gallet
R e c e b e o a f e t o q u e se e n c e r r a (Rio, 1893-1931)
E m nosso peito juvenil, Pianista, aluno brilhante d o Instituto Nacional
Q u e r i d o símbolo d a t e r r a , de Música, m e d a l h a d e o u r o e m 1 9 1 6 , f o i u m
D a amada terra do Brasil! e n t u s i a s t a d e n o s s a música, t r a b a l h o u m u i t o p e l o
seu progresso. D i r e t o r d o I n s t i t u t o N a c i o n a l d e
E m t e u seio f o r m o s o retratas Música, e l a b o r o u n o v o s p r o g r a m a s , a f i m d e i n -
E s t e céu d e puríssimo a z u l , tegrá-lo à U n i v e r s i d a d e d o B r a s i l .
A v e r d a d e s e m p a r destas m a t a s Além d e p i a n i s t a e c o m p o s i t o r , n o t a b i l i z o u - s e
E o esplendor d o Cruzeiro d o S u l . como F O L C L O R I S T A . F o i u mdos primeiros a
interessar-se pelo estudo d o folclore b r a s i l e i r o . Es-
Estribilho c r e v e u Estudos do folclore e d o i s c a d e r n o s d e m e -
R e c e b e o a f e t o q u e se e n c e r r a , e t c . lodias populares.
S u a s p r i n c i p a i s composições: Turuna, Suite,
C o n t e m p l a n d o o t e u v u l t o sagrado, contendo: m a c u m b a , acalanto e jongo.
C o m p r e e n d e m o s o nosso dever; F o r a m f i x a d o r e s d e nossa música n a c i o n a l i s t a :
E o B r a s i l , p o r seus f i l h o s a m a d o , Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez e Francisco
P o d e r o s o e f e l i z há d e s e r ! Mignone.

Estribilho
Heitor Villa-Lobos
R e c e b e o a f e t o q u e se e n c e r r a , e t c .
(Rio, 1887-1959)
S o b r e a i m e n s a nação b r a s i l e i r a , Considerado u m dos maiores compositores — o
N o s m o m e n t o s de festa o u d e dor, c o m p o s i t o r d o século — s e u n o m e é c o n h e c i d o
P a i r a sempre, sagrada bandeira, universalmente.
Pavilhão d a justiça e d o a m o r ! A o s seis a n o s já e s t u d a v a v i o l o n c e l o c o m s e u
p a i e d e m o n s t r a v a p e n d o r e s p a r a a música. T a m -
Estribilho bém g o s t a v a d e t o c a r violão.
R e c e b e o a f e t o q u e se e n c e r r a , e t c . A o s t r e z e a n o s f e z s u a p r i m e i r a composição,
Panqueca, p a r a violão. A o s dezesseis já t o c a v a
v i o l o n c e l o , a o l a d o d e E r n e s t o Nazaré, p a r a ga-
n h a r a v i d a , n a s salas d e e s p e r a d o s c i n e m a s e
e m pequenas orquestras.
Percorreu todo o interior d o Brasil, anotando
e observando o nosso folclore, deixou-se i m p r e g n a r
do ambiente selvagem e misterioso das florestas,
assistiu a rituais afro-brasileiros.
Barroso Neto
(Rio, 1881-1941)
Professor de piano d o Instituto Nacional de
Música, r e v e l o u , m u i t o j o v e m , g r a n d e competên-
cia, t e n d o nossos m a i o r e s pianistas passado pelas
suas mãos.
I n c e n t i v o u o g o s t o p e l a música d e câmara e
dedicou-se a o canto e m c o n j u n t o , f u n d a n d o e diri-
gindo o Coral "Barroso Neto".
D e i x o u n u m e r o s a s composições, d e n t r e e l a s :
Canção da felicidade, peça p a r a c a n t o e p i a n o ;
Minha terra, p a r a p i a n o ; Galhofeira, peça que
recorda cenas d o i n t e r i o r d o B r a s i l ; f e z transcri-
ções e revisões d e o b r a s p a r a p i a n o .

73
A o v o l t a r , começou a e s t u d a r h a r m o n i a , m a s a
Sume Pater Patrium, 1 0 . s i n f o n i a , c o m p o s t a
não se s u b m e t e u a p r o f e s s o r e s : e s t u d o u só, f o i u m p a r a o I V Centenário d e São P a u l o .
verdadeiro autodidata. Canção das Aguas Claras, p a r a c a n t o e p i a n o o u
E m 1 9 1 5 f e z a p r i m e i r a apresentação e m públi- orquestra.
co d e suas o b r a s . A crítica l h e f o i c r u e l , não Óperas: Madalena, Zoé, Malasarte, Yerma, Meni-
a c e i t o u s u a música p e r s o n a l i s t a . I s t o c o n t r i b u i u na das nuvens (cômica-aventura m u s i c a l ) .
p a r a q u e ficasse c o n h e c i d o n o B r a s i l e n o es- Balé: Génesis
trangeiro. Concerto grosso p a r a o r q u e s t r a d e i n s t r u m e n t o s
Não d a n d o importância às críticas, c o n t i n u o u de s o p r o c o m s o l i s t a s : f l a u t a , oboé, c l a r i n e t a
a c o m p o r . F o i c o n s e g u i n d o a d e p t o s e, e m 1 9 2 2 , e fagote.
n a " S e m a n a d e A r t e M o d e r n a " , s u a música f o i Guia prático, e m 2 v o l u m e s , c o m músicas p a r a
ouvida e muito aplaudida. c a n t o orfeônico, c o n t e n d o o c o n h e c i d o Canto
E m 1923, v a i à E u r o p a , onde apresenta e m do pajé.
c o n c e r t o suas o b r a s . U m a característica i n t e r e s s a n t e e m suas c o m -
Volta e m 1927, tendo conquistado lugar ao posições f o i a introdução d e i n s t r u m e n t o s folclóri-
lado de Ravel, D e Falia e Bella Bartok. cos n a o r q u e s t r a .
V o l t a n d o a o B r a s i l , e m suas apresentações e m
São P a u l o , i n t e r e s s o u - s e p e l o s c o r o s orfeônicos i m - Lorenzo Fernandez
p l a n t a d o s e m t o d a s as escolas d e São P a u l o p o r
(Rio, 1897-1948)
João G o m e s Júnior e F a b i a n o L o z a n o , d e d i c a n d o -
A l u n o b r i l h a n t e , f e z s e u c u r s o d e composição
se p a r t i c u l a r m e n t e a o c a n t o e m c o n j u n t o .
n o I n s t i t u t o N a c i o n a l d e Música, c o n q u i s t a n d o
E m 1 9 3 2 , o r g a n i z o u o e n s i n o d e música n o
vários prémios. A o s v i n t e e o i t o a n o s já e r a p r o -
D i s t r i t o F e d e r a l , c r i a n d o a Superintendência d e
fessor d e H a r m o n i a s u p e r i o r d o m e s m o I n s t i t u t o .
Educação M u s i c a l e Artística — S . E . M . A . — e m
F o i u m dos fundadores d a A c a d e m i a Brasileira de
c u j a direção e s t e v e d e z a n o s .
Música e d o Conservatório B r a s i l e i r o d e Música.
I m p l a n t o u o e n s i n o d e C a n t o Orfeônico ( h o j e
D a s suas inúmeras composições d e s t a c a m o s :
Educação M u s i c a l ) n a s escolas d o D i s t r i t o F e d e r a l .
ópera Malasarte, b a s e a d a n o l i b r e t o d e Graças
O r g a n i z o u e r e g e u concentrações orfeônicas n o A r a n h a , o p o e m a sinfónico s o b r e t e m a indígena
Distrito Federal. — I m b a p a r a — Sinfonia das Américas, s u i t e sinfó-
E m 1 9 4 2 c r i o u o Conservatório d e C a n t o O r - n i c a s o b r e três t e m a s p o p u l a r e s , o n d e aparece o
feônico, p a r a f o r m a r p r o f e s s o r e s e s p e c i a l i z a d o s . Tutu Marambá; O reisado do pastoreio, Concertos
V e n d o o e n s i n o d e música n a s escolas f i x a d o p a r a p i a n o e o r q u e s t r a , v i o l i n o e o r q u e s t r a , peças
e a m p a r a d o , v o l t a a d e d i c a r - s e à composição. para piano.
R e g e u as m a i o r e s o r q u e s t r a s n a c i o n a i s e es-
t r a n g e i r a s , e suas o b r a s são e x e c u t a d a s p e l o s m a i o -
res intérpretes d o m u n d o . Francisco Mignone
O Ministério d a Educação e C u l t u r a c r i o u o (São P a u l o , 1 8 9 7 )
M u s e u V i l l a - L o b o s para d i f u n d i r sua obra. A n u a l - Começou seus e s t u d o s m u s i c a i s n a s u a c i d a d e
m e n t e , n o mês d e n o v e m b r o , c o m e m o r a - s e a " S e - natal, diplomando-se e m piano, flauta e compo-
mana Villa-Lobos sição.
D e sua vasta obra podemos citar: Q u a n d o estudante, p a r t i c i p o u de orquestras de
Bachianas brasileiras salão. Compôs a l g u m a s peças d e f e i t i o p o p u l a r ,
sob o pseudónimo d e C h i c o Bororó.
B a i l a d o s : Uirapuru, Imperador Jonas, Iara, Juru-
E m 1 9 2 0 , g a n h o u u m a b o l s a e f o i p a r a Milão
pari, Saci-pererê p r o s s e g u i r seus e s t u d o s . Lá, compôs a s u a ópera
S u i t e s : P r o l e do bebe, D e s c o b r i m e n t o do B r a s i l , Contratador de Diamantes, q u e , n o s e g u n d o a t o ,
Odisseia de uma raça t e m a f a m o s a "Congada (esta f o i t o c a d a p e l a F i -
Rude poema (solo de piano) larmónica d e V i e n a , r e g i d a p o r R i c h a r d S t r a u s s ) .
Choros V o l t a n d o ao Brasil, estreou n o R i o de Janeiro
M a g n i f i c a t Aleluia — c o m p o s t o p a r a o p a p a o s e u b a i l a d o Maracatu do Chico Rei, b a s e a d o n o
S i n f o n i a s : compôs 1 2 s i n f o n i a s , e n t r e as q u a i s folclore afro-brasileiro.

74
Marlos Nobre
(Recife, 1939)
E s t u d o u música d e s d e o s c i n c o a n o s d e i d a d e ,
n o Conservatório d e Música d e P e r n a m b u c o . E m
1 9 6 2 e s t u d o u composição c o m H . J . K o e l l r e u t e r e
Camargo Guarnieri.
É o mais conhecido entre os compositores d a
n o v a geração. E x e r c e i n t e n s a a t i v i d a d e c o m o c o m -
positor, pianista e regente d e orquestras n o Brasil
e n o e s t r a n g e i r o . V e n c e u vários c o n c u r s o s n a c i o -
nais e internacionais.
A t u a l m e n t e é D i r e t o r M u s i c a l d a Rádio d o M i -
nistério d e Educação e C u l t u r a , d a O r q u e s t r a S i n -
fónica N a c i o n a l e d o Comité N a c i o n a l B r a s i l e i r o
de Música d a U N E S C O .
Obras:
R h y t h m e t r o n — p a r a i n s t r u m e n t o s d e percussão,
incluído n o repertório d e u m a c o m p a n h i a d e
balé a m e r i c a n o . 3 0 a 4 0 execuções p o r a n o
na E u r o p a e n o s Estados Unidos.
M o s a i c o p a r a o r q u e s t r a — prémio d a T r i b u n a d e
P a r i s , a p l a u d i d o p e l o s d e l e g a d o s d o s 2 8 paí-
ses, e l e v a n d o o n o m e d o B r a s i l .
C o n c e r t o breve — p a r a p i a n o e o r q u e s t r a .
Compôs o s p o e m a s sinfónicos: Batucajé, O ser- H o m e n a g e m a A r t u r R u b i n s t e i n , Em memória,
tão, Cenas do campo, Festas das igrejas p a r a para orquestra.
orquestra. Biosfera para orquestra de cordas.
P a r a p i a n o , suas f a m o s a s 12 v a l s a s De esquina, Variações rítmicas — p a r a p i a n o e percussão.
e m q u e r e t r a t a a s v a l s a s b r a s i l e i r a s , e Lendas bra-
sileiras.
E m 1 9 7 2 , compôs a ópera O chalaça e m três
quadros.

Camargo Guarnieri
(São P a u l o , 1 9 0 7 )
E s t u d o u composição e m São P a u l o . S u a s o b r a s
são a u t e n t i c a m e n t e b r a s i l e i r a s .
S u a s composições:
Danças b r a s i l e i r a s — g a n h o u o prémio
"Rainha Elisabeth"
Canção s e r t a n e j a
Choro torturado
P e d r o M a l a s a r t e — ópera cómica
Quinteto para instrumentos de sopro
T r i o para instrumentos de cordas
A m o r t e d o a v i a d o r — c a n t a t a trágica E m n o s s a época, há m u i t o s c o m p o s i t o r e s d e
M a x i x e , Cateretê e S a m b a — danças inexcedível v a l o r , c o n h e c i d o s p o r t o d o o m u n d o .
I r e n e n o céu — p a r a c o r o C i t a m o s alguns dos p r i n c i p a i s c o m p o s i t o r e s ; d e i x o
E m 1 9 7 2 g a n h o u o prémio " G o l f i n h o d e O u r o " p a r a você a t a r e f a d e p e s q u i s a r nossos c o m p o s i -
do Museu d a Imagem e do Som. t o r e s contemporâneos. B o a s o r t e !

75
3 — Q u e m i m p l a n t o u o c a n t o e m português
Não c o n f u n d a V i l l a - L o b o s no Brasil f o i :
com Vira-Lobo. a — Leopoldo Miguez
N e m brincar c o m estudar. b — Alberto Nepomuceno
O dever o chama. c — Villa-Lobos

4 — P o r sugestão d o p r e f e i t o d o D i s t r i t o F e -

6
deral, f o i composto o H i n o à Bandeira
por:
LOTERIA MUSICAL
a — Francisco Braga e O l a v o Bilac
b — Francisco Braga e Medeiros e
LOTERIA MUSICAL Albuquerque
Teste c — O l a v o Bilac e Francisco Mignone
Pontos N.° 5 — O precursor, d o n a c i o n a l i s m o e m nossa
música, c o m A sertaneja, f o i :
P a r a alcançar o s p o n t o s a — Alexandre Levi
máximos, m a r q u e a p e n a s u m a r e s p o s t a b — Alberto Nepomuceno
para cada pergunta. c — Ilibere d a C u n h a

A B C 6 — O c o m p o s i t o r b r a s i l e i r o q u e se n o t a b i -
1 1 l i z o u c o m o f o l c l o r i s t a e e s c r e v e u Estudos
2 2 do folclore f o i :
3 3 a — Camargo Guarnieri
4 4 b — Luciano Gallet
5 5 c — Lorenzo Fernandez
6 6
7 — O s f i x a d o r e s d a música n a c i o n a l i s t a b r a -
7 7
sileira f o r a m :
8 8
a — Barroso N e t o , Francisco Braga e
9 9
Lorenzo Fernandez,
10 10
b — Villa-Lobos, Francisco Braga e
11 11
Lorenzo Fernandez
12 12
c — Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez e
13 13
Francisco M i g n o n e .

8 — O a u t o r d a s Bachianas brasileiras f o i o
c o m p o s i t o r d o século:
a — Villa-Lobos
b — Camargo Guarnieri
1 — O a u t o r d a música d o Hino à Proclama- c — Guerra Peixe
ção da República f o i :
a — Alberto Nepomuceno 9 — Q u e m i n t r o d u z i u n a n o s s a o r q u e s t r a ins-
b — Villa-Lobos t r u m e n t o s folclóricos f o i :
c — Leopoldo Miguez a — Lorenzo Fernandez
b — Villa-Lobos
2 — L e o p o l d o M i g u e z , c o m o prémio r e c e b i - c — Camargo Guarnieri
do n o concurso d o H i n o N a c i o n a l , ofe-
r e c e u a o I n s t i t u t o N a c i o n a l d e Música 1 0 — O c o m p o s i t o r d e Sinfonia das Américas,
um: O r e i s a d o do p a s t o r e i o , Imbapara, f o i :
a — órgão a — Leopoldo Miguez
b — harpa b — Lorenzo Fernandez
c — piano c — Francisco M i g n o n e

76
1 1 — O f a m o s o b a i l a d o Maracatu do Chico Responda:
Rei, b a s e a d o n o n o s s o f o l c l o r e a f r o - b r a - 1 — O compasso d o hino é . . .
sileiro, é de: 2 — D e p o i s d a c l a v e vêm o s . . .
a — Luciano Gallet 3 — N o t r e c h o , t o d a n o t a . . . .,
b — Camargo Guarnieri e . . . . são bemóis.
c — Francisco M i g n o n e 4 — i t o quer dizer, q u e seu s o m é abaixado
s

12 — O G o l f i n h o de O u r o e m 1 9 7 2 d o M u s e u
da I m a g e m do S o m , f o i ganho pelo 5 — j ^ E s t e sinal, é para indicar a espera
compositor brasileiro: de , antes d o canto.
a — Camargo Guarnieri 6 — N o n o n o compasso, ao lado d a nota m i
b — Guerra Peixe e ré, o s i n a l ^ desfaz o
c — C h i c o Bororó 7 — S u a última n o t a é
13 — Q u e m i n t r o d u z i u o e n s i n o d e C a n t o O r - 8 — Neste compasso a figura q u e vale u m
feônico n a s escolas n o D i s t r i t o F e d e r a l tempo é a
foi: 9 — colcheias v a l e m u m t e m p o .
a — Lorenzo Fernandez 10 — I n i c i a c o m u m a p a u s a d e
b — Francisco Braga 11 — E s t e s i n a l d e expressão — :
c — Villa-Lobos significa
12 — T e r m i n a c o m a n o t a , cuja figura
de r i t m o é u m a
V a m o s a n a l i s a r o n o s s o Hino à Bandeira? 13 — S e u c a n t o começa, n o tempo.

HINO A BANDEIRA NACIONAL

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1 L c:

i-da "ter-ra do Sn? - "õií. '


é Correlacione:

1 Leopoldo Miguez . . B a i l a d o — Maracatu do Chico Rei


2 Itiberê d a C u n h a . . Choro Torturado
3 Alberto Nepomuceno . . Sinfonia das Américas
4 Francisco Braga . . Hino à Proclamação da República
5 Luciano Gallet . . I m p l a n t o u o c a n t o e m português
6 Barroso Neto . . Hino à Bandeira
7 Lorenzo Fernandez . . Folclorista
8 Villa-Lobos . . A sertaneja
9 Francisco Mignone . . O c o m p o s i t o r d o século
10 Camargo Guarnieri . . Canção da felicidade

Pesquisa: Auto-avalie-se
— P o r equipe, escolha u m compositor de
música e r u d i t a contemporânea, o r g a n i z e
u m álbum c o m m o m e n t o s i m p o r t a n t e s B
de s u a v i d a artística e suas o b r a s .
— M u n i d o de recursos audiovisuais, com-
p r o v e várias músicas n a c i o n a l i s t a s .

NOSSA MUSICA POPULAR

N o s s o período r e p u b l i c a n o c o i n c i d e c o m o n o -
tável avanço tecnológico p o r q u e v e m p a s s a n d o
o mundo.
E m 1 9 0 2 , s u r g e o g r a m o f o n e e, c o m e l e , o s
p r i m e i r o s discos.
Q u e m a r a v i l h a ! A s vozes d o s grandes cantores
e os sons d a s g r a n d e s o r q u e s t r a s p o d e m , a p a r t i r
de então, s e r p e r p e t u a d o s .
Daí p a r a d i a n t e , só p r o g r e s s o : o rádio, o c i -
n e m a e, p o r último, a televisão. É o século d a s
comunicações q u e , e n t r e o u t r a s , dá i m p o r t a n t e c o n -
tribuição p a r a ascensão d a n o s s a música p o p u l a r .
Você s e l e m b r a d e q u a n d o n o
12 v o l u m e v i m o s a l g u m a s f o r m a s
d e n o s s a música p o p u l a r ?

T
Mas claro! Lembro-me
da m a r c h a , d o s a m b a ,
d o baião e d o c h o r o .

Pixinguinha
N o f i n a l d o século X I X , s u r g e m c o m o c a r
n a v a l , os primeiros ranchos carnavalescos, c o m C o m a consagração p o p u l a r d o s a m b a , s u r g e m
seu r i t m o m a r c a d o d o n e g r o d o M o r r o d a Saúde. os c o n j u n t o s i n s t r u m e n t a i s q u e vão divulgá-lo n o
P a r a o Cordão Rosa d e Ouro, C h i q u i n h a G o n - exterior.
z a g a compôs a m a r c h a Ó a b r e alas, q u e a l c a n - P i x i n g u i n h a à fronte, " O s O i t o B a t u t a s " (criado
çou e n o r m e sucesso. N a m e s m a época, e m Per- e m 1 9 2 1 ) l e v a m n o s s a música p o p u l a r a P a r i s .
n a m b u c o , os negros a n i m a v a m o c a r n a v a l c o m o B e n e d i t o L a c e r d a , c o m G e n t e d o Morro.
f r e v o ( v a r i a n t e d e m a r c h a , m a i s frenética), l o g o " B a n d o d e Tangarás", c o m A l m i r a n t e , Toão
t r a n s f o r m a d o e m f r e v o canção. de B a r r o , A l v i n h o , H e n r i q u e B r i t o e N o e l R o s a
N o R i o de Janeiro, p o r v o l t a de 1916, n a ( u m d o s m a i o r e s c o m p o s i t o r e s d a n o s s a música
Praça O n z e , e x i s t i a a casa d a " T i a C i a t a " , l o c a l popular).
f r e q u e n t a d o p o r vários músicos d a época: Sinhô, O s a m b a sobe os m o r r o s , o s a m b a b a t u c a d o .
D o n g a , H e i t o r dos P r a z e r e s , João d a B a i a n a , C a t u l o N o c a r n a v a l , as E s c o l a s d e S a m b a t r a z e m seus
C e a r e n s e . N a s reuniões n o t u r n a s , j u n t o s f i z e r a m s a m b a s - e n r e d o ; n a classe média a p a r e c e m o s s a m -
o p r i m e i r o s a m b a sucesso P e l o t e l e f o n e . bas-canção c o m a influência d a música n o r t e - a m e -
É o s a m b a f e i t o música, composição melódica, ricana, a m a r c h a , a valsa d o t i p o seresta, o c h o r o ,
e não a dança d e r o d a c o m s o l i s t a , m a r c a n d o n o v a o c h o r i n h o , o frevo, cada q u a l c o m s u a f o r m a
fase p a r a a n o s s a música p o p u l a r . d i s t i n t a , i d e n t i f i c a d o à distância. É a fase d a c r i s -
A casa " E d i s o n " h a v i a i n s t a l a d o a fábrica d e talização d a n o s s a música.
d i s c o s " O D E O N " , a p r i m e i r a d a América d o S u l . S u r g e m c o m p o s i t o r e s notáveis c o m o D o n g a ,
Esta grava Pelo telefone, registrado p o r D o n g a Sinhô, P i x i n g u i n h a , João d a B a i a n a , H e i t o r d o s
c o m o sendo de sua autoria, c o m os versos de Prazeres, L a m a r t i n e Babo, Ismael Silva, A r i Bar-
M a u r o de A l m e i d a . r o s o , A s s i s V a l e n t e , Joào d e B a r r o , D o r i v a l

79
BOSSA NOVA

C o m Chega de saudade, L P d a O d e o n , grava-


ção d e João G i l b e r t o , a b r e m - s e n o v o s c a m i n h o s
p a r a a música p o p u l a r b r a s i l e i r a .
É a B O S S A N O V A , u m canto suave, relaxado,
i n t e r c a l a n d o - s e o r q u e s t r a e violão, u m n o v o e s t i l o
m u s i c a l , q u e m o d i f i c o u o s r u m o s d a n o s s a música.

Dorival Caymmi

C a y m m i , Ataúlfo A l v e s , Custódio M e s q u i t a , H e r i -
velto Martins, etc. . .
A p a r e c e m composições inesquecíveis:
Vinicius de Moraes
Pé de anjo — m a r c h a d e Sinhô
Cidade maravilhosa — André F i l h o C o m a n o v a etapa, i n s t a l a d a pela bossa n o v a ,
O teu cabelo não nega — m a r c h a d e L a m a r - surge u m a n o v a e grande galeria d e compositores:
tine Babo Antônio C a r l o s J o b i m , R o b e r t o M e n e s c a l , Vinícius
Jura — s a m b a d e Sinhô de M o r a e s , G e r a l d o Vandré, C h i c o B u a r q u e d e
Feitiço da vila — s a m b a d e N o e l R o s a Holanda, Caetano Veloso e muitos outros.
Ai io-iô — samba-canção d e H e n r i q u e V o g e l e m
Carinhoso — c h o r o d e P i x i n g u i n h a
Aquarela do Brasil — s a m b a exaltação d e A r i
Barroso
Acertei no milhar — s a m b a d e b r e q u e d e M o -
reira da Silva
É doce morrer no mar — t o a d a d e D o r i v a l
Caymmi
Tiradentes — 1.° s a m b a - e n r e d o sucesso d a
E s c o l a d e S a m b a Império S e r r a n o .

Chico Buarque

A n o s s a música p o p u l a r l o g o f i c o u c o n h e c i d a
n o estrangeiro, principalmente nos Estados Unidos,
que logo a i m p o r t a r a m .
Noel Rosa
C o m a televisão e o s s h o w s g a n h a r a m n o v o
impulso:
N o e l R o s a — compôs 2 1 2 músicas e m o i t o • n o s s a música t r a d i c i o n a l
a n o s , e x c e l e n t e c o m p o s i t o r e l e t r i s t a , c o m seus • os conjuntos vocais e i n s t r u m e n t a i s de gran-
s a m b a s c h e i o s d e f i l o s o f i a , i n f l u e n c i o u as n o v a s d e nível técnico ( M P B - 4 , Q u a r t e t o e m C i ,
gerações. Z i m b o T r i o , R o b e r t o M e n e s c a l , etc.)

80
quem a música é a essência mesma da alegria e
da tristeza, do prazer e da dor, da felicidade e do
infortúnio, da vida e da morte.

Disse Roberto Carlos.


"Eu queria ser seu caderninho.
Para poder ficar juntinho de você"
Mas só com os exercícios feitos.

CRUZADA:
Vertical — Descreva, com suas palavras, o
significado da palavra em destaque na música
Caetano Veloso
popular brasileira.
Surge a época dos festivais de canção, junta-
mente com o movimento da JOVEM GUARDA,
encabeçado pelo compositor Roberto Carlos —
guitarra elétrica e roupas berrantes.
Com a evolução da juventude participante e
atraente, vem a revolução musical — o TROPI-
CALISMO — iniciada com Alegria, alegria, de
Caetano Veloso e Domingo no parque, de Gilberto 1 B
Gil. 2 O
Nela se integram a bossa nova com a bossa S
velha, a guitarra e o berimbau, os instrumentos 4 S
eletrônicos e o reco-reco, o género popular e o
5 A
género erudito, o som e o ruído, o canto e o grito,
tudo numa manifestação da alma brasileira, para
Roberto Carlos
6
N
7 O
8 V
9 A

Horizontais:
1 —
Género musical das escolas de samba
2 —
Alegria, alegria, de Caetano Veloso
3 —
Choro de Pixinguinha
4 —
Gilberto Gil
5 —
Ó abre alas
6 —
Feitiço da vila
7 —
Roberto Carlos
8 —
Género musical dos carnavais pernam-
bucanos
9 — Pelo telefone

81
L i g u e c o m traços:

Marcha João G i l b e r t o
Bossa n o v a Donga
Jovem Guarda Chiquinha Gonzaga
Tropicalismo Roberto Carlos
Samba A r i Barroso
Samba-exaltaçào Caetano Veloso

Jp P e s q u i s a :
1 — E s c o l h a u m c o m p o s i t o r d e música p o -
p u l a r , o r g a n i z e u m álbum c o m m o m e n t o s
i m p o r t a n t e s d a s u a v i d a artística e suas
p r i n c i p a i s composições.

2 — P o r equipe: m u n i d o s de recursos audio-


visuais, ilustrar:
o samba
a marcha
a bossa n o v a
a j o v e m guarda
o tropicalismo

Auto-avalie-se

O B R

82
E O RIO AMOU O SAMBA

Prof. Everardo M e l o

R e f l e x o d a miscigenação, m u l a t o a d e n u n c i a r
suas o r i g e n s d o C o n t i n e n t e N e g r o , s e n t i m e n t a l
c o m o se f o r a a t a c a d o p e l o b a n z o , o s a m b a d o
R i o d e J a n e i r o n a d a t e m c o m o samba-dança o u o
samba-função q u e o n e g r o n o s t r o u x e c o m o c o n -
tribuição à n o s s a c u l t u r a e e n r i q u e c i m e n t o d o
nosso folclore.
Música é c a n t o e dança; o s a m b a c a r i o c a
nasceu d a alma-alegria, da alma-sentimento q u e
a m a c a n t a n d o , s o f r e c a n t a n d o , f e r e o violão d o -
l e n t e e b r i n c a n o c a v a q u i n h o a s s a n h a d o n o desa-
b a f o d e suas mágoas e t r i s t e z a s , angústias, a m o r e s
e frustrações, n a alucinação d o r i t m o d o p a n d e i r o
mulato.
J o v e m c o m o a a l m a c a r i o c a , a p o t e o s e d a s es-
colas d e s a m b a , v i d a d a P o r t e l a , d a M a n g u e i r a ,
d o S a l g u e i r o , d o Império o u M o c i d a d e I n d e -
p e n d e n t e , é a essência m e s m a d o C a r n a v a l d o R i o .
N a s c e u n a c i d a d e , a Praça O n z e f o i o s e u
Coral e orquestra berço, a Praça O n z e i m o r t a l dos c a r n a v a i s i m o r r e -
Universidade Gama Filho

83
d o u r o s , diluída n o p r o g r e s s o e p o r p r i m e i r o c h o -
rada pelo samba:

"Vão a c a b a r c o m a Praça O n z e . "

O samba reflete a a l m a d o carioca e m todas


as dimensões. Ê a l e g r e , d e s e n v o l t o , crítico, m o r d a z ,
q u a n d o r e t r a t a episódios políticos, c o m o a q u e l e
que comenta a derrota de R u i Barbosa:

A B a h i a não dá m a i s c o c o
Para botar n a tapioca
Pra fazer o b o m m i n g a u
Para e m b r u l h a r o carioca."

É lírico e s e n t i m e n t a l n o m a i s d a s v e z e s :

"Dorinha, m e u amor,
P o r q u e m e fazes c h o r a r ?
E u sou u m pecador
E s o f r o só p o r t e a m a r . "

É d e s a b a f o d e d o r e s , d e angústias, d e t r i s t e z a s :

"Angústia, solidão
U m t r i s t e a d e u s e m c a d a mão."

M a s é o a m o r a tónica d o s a m b a c a r i o c a :

"Voltei, meu amor,


N u n c a sofri tanta dor."

E n t r e t a n t o , se o a m o r é a a l m a d o s a m b a e
a m o r também c a r a c t e r i z a a a l m a d o p o v o d o R i o ,
é através desse a m o r - m e n t i r a q u e o s a m b a r e v e l a
u m a faceta m u i t o c u r i o s a d a a l m a carioca — o
contraste. Palavreado pungente e d o r i d o n u m
r i t m o balouçante, força u m p a r a d o x o q u a s e r i -
dículo, p r i n c i p a l m e n t e q u a n d o c a n t a d o n o C a r n a -
v a l , festa q u e , p o r definição, t r a d u z a l e g r i a , f e l i -
cidade j o r r a n d o , o m u n d o todo cantando, alegria
solta, liberta, coletiva, alegria-desvairismo, alegria-
ruído.
S e j a d e a m o r o u d e sátira, c h o r o s o o u a l e g r e ,
o samba saiu d o asfalto e g a n h o u os m o r r o s , pe-
n e t r o u nas favelas, cantou a s u a poesia, exaltou-as
c o m o paisagem d o R i o de toda gente, v i u a m u l a t a ,
amou-a e fez a sinfonia de seu gingado e de t a l
f o r m a e n v o l v e u o R i o , q u e f e z dele s u a capital.
E o R i o a m o u o samba.

84
OUVINDO CONSCIENTE

P a r a o n d e q u e r q u e você vá, e m q u a l q u e r a m -
b i e n t e e m q u e se e n c o n t r e , e m casa o u n a e s c o l a ,
n a p r a i a o u n a s reuniões s o c i a i s , n a c i d a d e o u n o
c a m p o , a música o a c o m p a n h a , e l a é p a r t e d e s u a
v i d a , e n f e i t a n d o o s m o m e n t o s alegres e s u a v i z a n d o
os d e t r i s t e z a .
Você já é c a p a z d e o u v i r a música e apreciá-
la, distinguindo:

• S e s e u caráter é p o p u l a r o u e r u d i t o .

• S e há c o n j u n t o v o c a l o u i n s t r u m e n t a l . S e pos-
sui solista i n s t r u m e n t a l o u vocal.

• N a s n o s s a s f o r m a s p o p u l a r e s o u e r u d i t a s , se
se t r a t a d e s a m b a o u s o n a t a .

• Q u a n t o aos a n d a m e n t o s , se a composição é u m
andante o u u m presto.

• Q u a n d o o r i t m o é binário, ternário o u d e se-


quência quaternária.

• P o d e já f a z e r u m a apreciação c o n s c i e n t e , q u a n -
t o a o c o m p o s i t o r , se é u m n a c i o n a l i s t a ( c o m -
posição c o m t e m a s folclóricos), se é u m c o m -
p o s i t o r d e n o s s a música p o p u l a r t r a d i c i o n a l o u
da bossa n o v a .

Você já p o d e o p i n a r , i s t o é, p o d e ouvir cons-


cientemente.

85
OUÇA B E M C O N S C I E N T E .
Você já é c a p a z d e i n t e r p r e t a r
uma melodia.

ò Ouça a música c o m atenção.

C o m as técnicas a d q u i r i d a s e m A r t e s Plás-
t i c a s , n o v e r s o d a f i c h a a n e x a , e x p r i m i r seus
s e n t i m e n t o s através d o d e s e n h o .

Preencha a ficha anexa.

B e m , m e u caro, findamos mais u m a n o de


convívio g o s t o s o . T i v e m u i t o p r a z e r e m t r a b a l h a r
c o m você. M a s a m a i o r satisfação é a c e r t e z a d e
q u e , além d o c o n h e c i m e n t o a u m e n t a d o , f o i des-
p e r t a d o e m você o g o s t o p e l a MÚSICA, e s t a d i v i n a
arte, q u e f a z o ser h u m a n o mais h u m a n o , ativan-
do-lhe a sensibilidade e levando-o a m e l h o r enten-
d e r e c o m p r e e n d e r o s v a l o r e s d o espírito.
Até b r e v e , m e u a m i g o !

86
cr

MÚSICA

COMPOSITOR

FORMA CARÁTER

ANDAMENTO GÉNERO Q U A N T O A EXECUÇÃO

SOLO RITMO

APRECIAÇÃO M U S I C A L