Você está na página 1de 4

Deborah Colker: Vida Pessoal

Nascida em 1960, filha de dois pais arquitetos, Deborah Colker veio de


uma família tradicionalmente judia, no qual os avós de ambas as partes são
de origem russa, que vieram ao Brasil buscando refúgio no Rio de Janeiro,
durante a primeira guerra mundial.

Filha mais nova, com dois irmãos, sempre estudou em uma escola judaica,
dedicando-se não apenas aos estudos, mas também à musica, começando a
tocar piano aos cinco anos.

Deborah, era também uma exímia jogadora de vôlei, aonde chegou a fazer
teste para a seleção carioca. Aos 16, passou por uma crise de adolescência,
buscando por menos responsabilidades e uma nova perspectiva, encontrou
na dança e no teatro uma fuga dessa realidade, que também a savaram da
depressão. Mais tarde, cursou psicologia na PUC.

Aos 18, entrou em contato diretamente com o teatro, onde virou diretora
de movimento no Grupo Coringa. Assim seguiu sua carreira no teatral.
Após alguns mais anos no grupo, Débora conheceu Cafi, fotógrafo 12 anos
mais velho, o qual se casou e tiveram dois filhos: Clara, atualmente
coordenadora do Centro de Movimento Deborah Colker, e Miguel,
produtor.

-Deborah Colker
Tendo um primeiro contato com o teatro aos 18 anos, e com a dança aos
16, jamais largou essa criativa e espontânea maneira de interpretar o corpo.
No grupo Coringa, da uruguaia Graciela Figueiroa, que marcou época no
Rio entre 1980 e 1984. A convite de Dina Staf, foi elencada para
coreografar os movimentos da peça “A Irresistível Aventura”, com direção
de Domingos Oliveira.

Em 1994, um marco em sua vida: a Companhia de Dança Deborah Colker,


apresentaria seu primeiro espetáculo numa oportunidade ímpar, no qual
subiria no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, dividindo-o com o
renomado grupo de dança “Momix”. O auge, no entanto, viria com a
apresentação seguinte: Velox, que contabilizaria 55 mil telespectadores.
Um fenômeno que a concederia enorme prestígio, junto do patrocínio da
Petrobrás.

No mesmo ano, fazia sua primeira estreia em uma nação estrangeira,


“Mix”, espetáculo o qual recebeu além de um estrondoso prestígio, o
prêmio concedido pela Society of London Theatre na categoria Outstanding
Achievement in Dance, realização mais notável em dança e o Laurence
Olivier Award 2001, jamais concedido a um brasileiro anteriormente.

De lá para cá, o grupo apresentou-se em 4 continente, desde o Japão, em


Tóquio a Toronto, no Canadá, dentre tantos outros países.

Não o bastando tais prêmios, a exímia bailarina dedicou-se também a


outros variados ramos, como videoclipe, a moda, o cinema, o circo e até o
showbiz. Tem seu mérito também em um dos maiores espetáculos em
massa do planeta: o desfile de escolas de samba do Rio de Janeiro,
assinando diversas coreografias de algumas escolas, como Mangueira,
Unidos da Viradouro e Imperatriz da Leopoldinense. Teve também sua
participação da criação dos movimentos dos bonecos da TV-Colosso-, um
marco na programação televisiva infantil dos anos 90.

Algumas de suas principais coreografias são: ROTA (1997), CASA


(1999),4 POR 4 (2002),NÓ (2005),DÍNAMO (2006),CRUEL
(2008),TATYANA (2011). Fora sua especialíssima presença como
diretora do renomado grupo de dança Cirque du Soleil, no qual coordenou
“Ovo”, apresentação no qual representa os insetos com fortes marcos da
cultura brasileira, não apenas na música, como no cenário e no vestuário.
Bibliografia

„Tem coisa mais cruel do que o espelho?“

-Deborah Colker

Bibliografia

- https://www.ciadeborahcolker.com.br/deborah-colker

- http://www.wikidanca.net/wiki/index.php/Deborah_Colker

- https://www.panoramamercantil.com.br/a-arte-nao-deve-representar-interesses-deborah-
colker-cofundadora-da-companhia-de-danca-deborah-colker/
Trabalho de Artes
Biografia de
Deborah Colker

“A arte não deve representar interesses”

Aluno: Eduardo Yukio Garrafa Ishihara


Número 3 8ª

28/10/2019