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UNIVERSIDADE DA INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL DA LUSOFONIA

AFRO-BRASILEIRA (UNILAB)

INSTITUTO DE ENGENHARIAS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


(IEDS)

DISCIPLINA: LABORATORIO HIDRAULICA

RELATÓRIO 4 – PERDA DE CARGA NO ESCOAMENTO TURBULENTO

DOCENTE: Prof.ª. Drª. Rejane Félix Pereira

DISCENTE: Ivandro de Jesus Moreno de Oliveira

ACARAPE – CE

DEZEMBRO DE 2019
OBJETIVO

 Obter o expoente n e o gradiente k das relações demonstradas na teoria para


comprovar a validade da relação de perda de carga distribuída com o número de
Reynolds.
 Obter o coeficiente f pela equação de Darcy e equação de Blasius

INTRODUÇÃO

Existe dois tipos de perdas de carga, ( distribuída e localizada). A perda de carga


localizada se dá devido a uma ampliação ou redução brusca do diâmetro da tabulação.
Perdas extras aparecem sempre que componentes adicionais, tais como válvulas,
cotovelos e conexões, estão presentes na tabulação. Estas perdas são causadas
principalmente pela separação do escoamento que ocorre nestes acessórios.

Aplicação da equação da energia e o conceito de perda de carga:

Define-se carga em uma seção como a energia mecânica do escoamento por


unidade de peso. Para escoamento incompressível e considerando que a pressão e a cota
tenham variação desprezível ou nula ao longo da seção, a expressão da carga Hi numa
seção i é:

onde pi é a pressão estática na seção transversal considerada, γ é o peso


específico do fluido, zi é a cota em relação ao plano horizontal de referência, αi é o
coeciente de energia cinética, Vi é velocidade média na seção e g é a aceleração da
gravidade. Observe que a carga tem unidade de comprimento.

A equação da energia para um escoamento incompressível e permanente num


duto, sem
realização de trabalho externo pelo ou sobre o fluido, e com pressão e cota uniformes
nas seções de entrada (1) e saída (2) pode ser integrada, resultando em

onde hL é a perda de carga do escoamento, que ocorre devido à conversão


irreversível de energia mecânica (trabalho de fluxo ) em energia interna e transferência
de calor. Se o duto for horizontal e de seção transversal constante, a velocidade média e
a cota também serão constantes. Portanto, neste caso a equação (1) pode ser
simplificada para

A perda de carga hLT pode ser dividida em duas parcelas, de acordo com a sua
origem: a parcela de perda de carga distribuída, hL, que é devida ao atrito presente no
escoamento num trecho reto de tubulação, e a parcela de perda de carga localizada ou
singular, hs, que é causada
por elementos adicionais presentes na tubulação, tais como válvulas, tês e curvas. Vai se
demostrar como calcular as perdas de carga localizada nas curvas, conforme o
procedimento as seguir.

PROCEDIMENTO

Operou-se a bomba 1 de modo que o fluxo seja direcionado apenas para a


tubulação de cobre, para isso abriu-se totalmente a válvula de acesso para esta tubulação,
de seguida fechou-se VP2 3 abriu VP1. Conectou-se as mangueiras do piezômetro na
entrada e na saída da dobra de raio de 50 mm.

Colocou-se a mangueira de saída da tubulação de perda de carga dentro do


tanque volumétrico e deu a partida no motor da bomba 1 com a velocidade de 3300rpm.

E para saber em qual regime o fluido se encontrava, calculou-se o Reynolds


através da seguinte equação.

Com o resultado do numero de Reynolds, aplicaria a formula do fator atrito Darcy-w


Blasius (f), de acordo com o intervalo que o mesmo se encontra,

(Re < 2000, regime laminar),

região de transição entre os regimes laminar e turbulento 2000 < Re < 4000
ǡ ͵
ǡh (Re > 2000, regime turbulento)

Com isto em mente, passou-se a medir as variações de pressão e o tempo relacionado


para cada um, e por fim calculou-se as perdas de cargas e o coeficiente de perda de
carga, do modo apresentado nos resultados abaixo.
h

ht
h

ht

Valores do coeficiente K, para os elementos mais comuns das canalizações, são


apresentados na tabela1 abaixo:
Tabela 1- Valores de K para Perdas de cargas Localizadas

Fonte: Apostila, 2019.

RESULTADOS

Depois de realizar todos os procedimentos, conforme solicitado nesta prática, obteve-se


os seguintes dados de medição, conforme apresenta as tabela 1.

Tabela2 – Medição.

∆P (m) t(s)
L1 L2
198 570 14,24
200 588 15,52
174 530 18,87
90 250 24,54
64 188 26,54
32 122 30,86
Fonte: Autor, 2019.

Tabela3 – Perdas de Carga na curva de raio de 50mm.

Qreal(m3/s) V (m/s) V2/2g Re F ∆P (m) Hf (m) HB (m) HL(m) KB


(m)
0,071 1,014 0,052 15153,810 0,028 372,000 0,083 0,009 0,049 0,174
0,078 1,204 0,074 18000,530 0,027 388,000 0,112 0,074 0,066 0,995
0,094 1,780 0,162 26610,048 0,025 356,000 0,222 0,146 0,131 0,902
0,123 3,011 0,462 45003,985 0,022 160,000 0,556 0,366 0,330 0,791
0,133 3,522 0,632 52638,523 0,021 124,000 0,732 0,481 0,434 0,761
0,154 4,762 1,156 71169,465 0,019 90,000 1,240 0,816 0,735 0,706
Fonte: Autor, 2019.

Figura 2- Gráfico hB x V2/2g

Fonte: Autor, 2019.


Figura 2- Gráfico hL x V2/2g

Fonte: Autor, 2019.

Tabela4 – Perdas de Carga na curva de raio de 100mm

Qreal(m3/s) V (m/s) V2/2g Re F ∆P (m) Hf (m) HB (m) HL(m) KB


(m)

0,071 1,014 0,052 15153,810 0,028 372,000 0,116 0,066 0,049 1,258

0,078 1,204 0,074 18000,530 0,027 388,000 0,157 0,089 0,066 1,205

0,094 1,780 0,162 26610,048 0,025 356,000 0,312 0,177 0,131 1,093

0,123 3,011 0,462 45003,985 0,022 160,000 0,783 0,443 0,330 0,958

0,133 3,522 0,632 52638,523 0,021 124,000 1,029 0,583 0,434 0,922

0,154 4,762 1,156 71169,465 0,019 90,000 1,745 0,988 0,735 0,855
Fonte: Autor, 2019.
Figura 3- Gráfico hB x V2/2g

Fonte: Autor, 2019.

Figura 4- Gráfico hL x V2/2g

Fonte: Autor, 2019.


CONCLUSÃO

De acordo com a literatura, os valores do coeficiente de carga Kb, para curvas de raio
longo estão entre 0,20 a 04, para raios londo de 45º 0,2, cotovelos 0,9 a 1,5 e cotovelos
de 45º 0,4, então pode-se dizer que os valores encontrados conforme mostrada nas
tabelas 3 e 4 e pelos gráfico ficaram bem próximo, mostrando que a pratica foi bem
sucedida.

REFERÊNCIAS

PERDAS DE CARGA DISTRIBUÍDA E LOCALIZADA EM ESCOAMENTO


TURBULENTO E MEDIDORES DE VAZÃO. Disponível em:
<http://sites.poli.usp.br/d/pme2230/Arquivos/PME2230-RL-Escoamento_Turbulento-
Medidores_Vazao-site-2013.pdf >. Acesso em Dezembro de 2019.

PERDAS DE CARGA LOCALIZADAS EM CANALIZAÇÕES. Disponível em:


<http://deg.ufla.br/site/_adm/upload/file/HfLocalizada2007.pdf>. Acesso em Dezembro
de 2019.

PERDAS DE CARGAS. Disponível em:


https://br.search.yahoo.com/search?fr=mcafee&type=E211BR1316G0&p=%3Chttp%3
A%2F%2Fwww.leb.esalq.usp.br%2Fleb%2Fdisciplinas%2FFernando%2Fleb472%2FA
ula_7%2FPerda_de_carga_Manuel%2520Barral.pdf+%3E. Acesso em Dezembro de
2019.

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