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Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por AFRANIO ALVES CORREA e PROTOCOLADORA TJMS 2, protocolado em 19/04/2018 às 13:22

, sob o número 14039725620188120000.


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Para conferir o original, acesse o site https://www.tjms.jus.br/pastadigital/sgcr/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1403972-56.2018.8.12.0000 e código 2477AF1.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR LUIZ CLÁUDIO
BONASSINI DA SILVA, MD INTEGRANTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL
DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL,
Por dependência aos autos n. 1400334-15.2018.8.12.0000 e 1401470-
47.2018.8.12.0000, relatados por Vossa Excelência.

AFRÂNIO ALVES CORRÊA, brasileiro, divorciado, advogado, inscrito


na OAB/MS sob o n. 7459, portador do CPF 55882382149 e RG 483196
SSP/MS, domiciliado na Rua da Paz 129, Jardim dos Estados, CEP
79002190, sala 51, Campo Grande (MS), vem, respeitosamente à presença
de Vossa Excelência, requerer a concessão de HABEAS CORPUS PRE-
VENTIVO, COM PEDIDO LIMINAR, em favor de LUIZ CARLOS
SALDANHA RODRIGUES, brasileiro, casado, Juiz de Direito aposenta-
do e advogado militante, devidamente inscrito na OAB/MS sob nº 6376,
portador da cédula de identidade nº 134.036-SSP/MT e inscrito no CPF sob
nº 108.022.151-49, estabelecido na Rua da Paz, 129, Edifício Trade Center,
5º Andar, Salas 51/52, em face de DECISÃO INACESSÍVEL proferida

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pela digna Juíza de Direito EUCELIA MOREIRA CASSAL, brasileira,
casada, Juíza de Direito Titular da 3ª Vara Criminal mas em substituição ao
Juiz titular da 4ª Vara Criminal desta Capital, situada na Rua da Paz n. 14,
1º andar, Campo Grande (MS), nos autos do processo n. 0012814-
07.2018.8.12.0001, doravante considerada Autoridade Coatora, eis que há
sérios indícios de que consta o paciente entre os alvos desses Mandados,
conforme as razões de fato e de direito que passa a mencionar:

Ao compulsar os autos referidos em epígrafe, Vossa Excelência já se torna-


ra o Relator natural, no âmbito desta Corte, de todos os recursos originários
da Ação Penal originária da chamada “Operação Ouro de Ofir”, inicialmen-
te levada a cabo pela Polícia Federal, mas recambiada para a Justiça Co-
mum, durante o recesso de fim de ano último passado.

O Paciente, sendo Juiz de Direito inativo, vê se regularmente licenciado


como Advogado, pela seccional da OABMS, nesse Estado, atuando como
chefe da equipe de Advogados que patrocina a defesa do réu SIDNEI DOS
ANJOS PERÓ, no bojo dos autos n. 0009613-69.2017.8.12.0800 (denúncia
de estelionato e associação criminosa), desde a fase inicial das investiga-
ções, sendo certo que essa mesma equipe persiste na missão profissional de
sustentar a inocência de seu constituinte, já tendo apresentado sua defesa
técnica, tempestivamente (cópia de autos principais, em anexo), oferecendo
brava resistência, inclusive, ao processo de execração pública escandalo-
sa que tenta induzir julgamentos leigos contrários ao interesse do mesmo.

Não é segredo também, como salientado na defesa técnica do constituinte


Sidnei dos Anjos Peró, que a equipe de defesa vem se esmerando, durante
todo esse tempo, em busca de liberação efetiva dos ditos fundos de inves-
timento internacional, sobre os quais recaem a suspeita de inexistência,
tendo em vista que os negócios de base são gravados por rígidas cláusulas
de confidencialidade (e contundentes regras de reparação de danos, em ca-
so de violação dessas cláusulas), mas a defesa advoga a alegação de seu

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constituinte, afirmando categoricamente a existência e idoneidade dos
mesmos fundos, bem como a iminência de sua liberação, no âmbito na-
cional.

Acontece, porém, que antes do Ministério Público Federal promover o a-


brupto declínio de competência da Justiça Federal, remetendo os autos para
a Justiça Comum (e gerando a formação da referida Ação Penal), havia um
inquérito complementar em curso (também remetido) do qual constava um
relatório de diligências, subscrito pelo Delegado de Polícia Federal Gui-
lherme..., fazendo depreciativa menção à defesa pública, promovida pelo
Paciente, quanto à idoneidade dos negócios de seu constituinte.

O Paciente é insuspeito de cometer qualquer crime, mas tão somente de


vociferar o desacerto da presunção de culpabilidade que tentam impingir
sobre seu constituinte.

Perceba, Vossa Excelência, que o próprio relatório policial menciona a cir-


cunstância do Paciente atuar como “advogado militante e procurador de
Sidnei dos anjos Peró” e esclarece a circunstância de que toda a informa-
ção vertida pelo Paciente, no tal vídeo, consiste basicamente no fato se-
guinte: “Saldanha diz que a Operação SAP é lícita e que estão trabahan-
do para que os prazos de pagamento sejam obedecidos pelas instituições
financeiras pagadoras...”.

Ainda assim, o relatório comete a insensatez de expressar, logo abaixo de


uma fotografia do Paciente, a conclusão absurda, leviana, maldosa, desca-
bida, presunçosa, de que o Paciente seria PARTE da suposta ORGANI-
ZAÇÃO CRIMINOSA, por estar “dando continuidade à Operação SAP”,
apenas por conta de sua expressão legítima de defesa pública à palavra em-
penhada por seu constituinte.

Eis o corte de imagem do relatório, cuja íntegra vai anexa.

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Quando a equipe defensiva teve acesso ao relatório não adotou
qualquer providência por considera lo uma monstruosidade sem precedentes,
incapaz de afligir o legítimo exercício do sagrado mister profissional do Paci-
ente, registra se, absolutamente lícito, idôneo, incensurável.
Entretanto, na data de ontem o impetrante tentou ingressar nos re-
feridos autos mas não obteve êxito, uma vez que (por conta dos autos tramita-
rem em regime de sigilo absoluto) o sistema SAJ não disponibiliza acesso
para peticionamento eletrônico.
Na sequência, o impetrante diligenciou até o Cartório da 4ª Vara
Criminal, por onde tramitam os inacessíveis autos, originários do Decreto
Prisional, na tentativa de promover o peticionamento físico, mas a Autorida-
de Coatora não aceitou qualquer tipo de manifestação, tampouco autorizou a
expedição de uma certidão dessa circunstância.

É latente o perigo, portanto, de que Sua Excelência, a digna Auto-


ridade Coatora, sugestionada pelos termos judiciosos daquele estrábico e sen-
sacionalista relatório policial, tenha decretado a prisão cautelar do Paciente,
no bojo desses misteriosos autos de investigação complementar de onde par-
tiu a ordem levada a cabo na manhã de ontem, contra o indivíduo Sandro Au-
rélio Fonseca Machado –(autos n. 0012814-07.2018.8.12.0001).
Vimos externar a Vossa Excelência, portanto, tal circunstância,
por ser evidentemente inconcebível que o Advogado se veja coagido indevi-
damente no exercício de seu ofício (declarado essencial para a realização da
justiça, na Constituição Federal), porque efetivamente defende a idoneidade
das declarações e razões de seu constituinte, em particular ou publicamente.
E, não tendo sido possível acessarmos o processo, faz se necessá-
ria a concessão liminar da ordem para assegurar que referida recomendação

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policial não tenha induzido Sua Excelência, a douta Autoridade Coatora, a
descurar se da costumeira sobriedade decretando a prisão de um Advogado
militante que não faz mais que cumprir sua obrigação profissional, sendo in-
duvidoso que atua formalmente na defesa de seu constituinte no bojo dos au-
tos principais (ao qual se prende por dependência, necessariamente, aqueles
originários da ordem de prisão).
Não cabe aqui a reiterarmos a defesa do constituinte, propriamen-
te, mas apenas para enfatizar o quanto é legítima a atuação profissional do
Paciente, no bojo daquele processo, lembramos que a investigação de fundo
não foi concluída nem relatada. O Ministério Público Estadual ofereceu de-
núncia tão abruptamente quanto recebera os autos, vindos da Justiça Federal,
e de tão complexa a matéria investigada todos seguem PRESUMINDO ser
inverossímil a tese defendida pelo Paciente, na defesa de seu constituinte,
mesmo tendo constado .na portaria exarada pela Autoridade Policial que
iniciou aquelas investigações, a observação precisa de que o negócio
jurídico tão precipitadamente hostilizado está sujeito a normas, cláu-
sulas de confidencialidade e autorizações regidas pelo direito ES-
TRANGEIRO, ANTES mesmo de submeter se ao ordenamento jurídi-
co pátrio.
Por melhor que sejam as intenções do Delegado que subscreve
aquela absurda recomendação, portanto (e das Autoridades de âmbito estadu-
al, como a Autoridade Coatora) não se detém elementos jurídicos capazes de
justificarem a presunção de ilicitude do negócio jurídico defendido pelo Paci-
ente, no patrocínio dos interesses de seu constituinte SIDNEI DOS ANJOS
PERÓ, apenas porque não há amplo esclarecimento disponível a terceiros,
não inseridos na relação jurídica, como Sua Excelências a digna Autoridade
Policial e digna Autoridade Coatora.

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A Advocacia, de resto, é incensurável, impoluta, irrepreensível.

Roga se a Vossa Excelência, então, que se digne em conceder li-


minarmente a ordem de habeas corpus, ao paciente, para o fim de assegurar
que o mesmo não seja alvo de eventual decreto de prisão preventiva, emana-
do dos autos n. 0012814-07.2018.8.12.0001, ou de qualquer outro apenso da
Ação penal 0009613-69.2017.8.12.0800 (denúncia de estelionato e associação
criminosa), em cujos autos o Paciente atual formalmente e dirige toda a equipe
de Advogados constituídos pelo denunciado Sidnei dos Anjos Peró, conforme
demonstrado em anexo.

Roga se igualmente que seja determinado o pronto acesso à respectiva


pasta do processo, para o efetivo conhecimento e providências, do Paciente e sua
Equipe, na defesa dos interesses de seu constituinte, no mesmo ofício pelo qual
sejam colhidas as informações da digna Autoridade Coatora.

Após a exação da medida liminar, requer, digne se Vossa Exce-


lência em colher vistas do Colendo MPE e que ao final da triamitação regular
seja consolidada a ordem liminar, com o julgamento de procedência do pedi-
do.

Termos em que pede deferimento.

Campo Grande, 19 de abril de 2018.

Advogado Afrânio Alves Corrêa – OABMS 7459.


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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO
DA 4ª VARA CRIMINAL RESIDUAL DA COMARCA DE CAMPO
GRANDE (MS),

PROCESSO 0009613-69.2017.8.12.0800

SIDINEI DOS ANJOS PERÓ, qualificado, por seus Advogados


abaixo assinados –(instrumentos anexos), vem, respeitosamente, até a presen-
ça de Vossa Excelência, apresentar sua DEFESA, no bojo dos autos epigra-
fados, pelas razões de fato e de direito que passa a aduzir:

1. PRELIMINARMENTE.
UMA ANÁLISE ESTRUTURAL DA PEÇA ACUSATÓRIA.
INÉPCIA DA DENÚNCIA E AUSÊNCIA DE JUSTA CAU-
SA PARA A PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL.

Repletas de equívocos graves, as apressadas linhas da peça acusa-


tória deslustram o costumeiro cuidado do órgão acusatório ao entoar um cân-
tico de presunção delitiva atrapalhado e inexplicável, apegando-se precipita-
damente a um cordel desastroso de conjecturas.

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De pronto supõe, o texto, que os três denunciados formam uma
organização criminosa com distribuição de tarefas, enquanto do emaranhado
vindo da Polícia Federal não se extrai qualquer indicativo de ligação pessoal,
entre os denunciados. Aqueles que foram ouvidos (Sidnei não foi, até hoje)
noticiaram a circunstância de que Sidnei sequer conhecia pessoalmente os
irmãos Araújo, até o dia da primeira audiência de custódia. Não existe um
mínimo indício de prova dessa estranha imputação gratuita.
Logo adiante afirma o texto que a tal organização criminosa teria
realizado negócios lesivos “no decorrer do ano de 2017”, quando se tem da
simples leitura das peças inquisitoriais que dentre os 15 contratos que ins-
truem os autos apenas 4 (quatro) são datados do ano de 2017 e apenas 1
(um) deles tem a chancela do defendente Sidnei, sendo datado do ano de
2015.

Só por essa anormalidade a denúncia deve ser considerada


inepta, até porque ela mesma (denúncia) noticia a existência de um inquérito
complementar, em tramitação, no qual são investigados fatos anteriores ao
ano de 2017 –(último parágrafo de f. 06).
E o incrível é que a denúncia MENCIONA os contratos que ins-
truem o inquérito (penúltimo parágrafo de f. 04). O que explica tamanho a-
madorismo, na confecção de uma denúncia penal, subscrita por três respeita-
dos expoentes do órgão ministerial? Seja lá qual for essa resposta pertence ao
nobre Juízo e rogamos que a emita resolutamente.
Além disso, a narrativa diz ser lastreada “...segundo apurado por
investigações realizadas pela Polícia Federal...”. cujo exercício inquisitorial
se sabe que foi INTERROMPIDO pelo MPF dois dias antes do Natal de
2017, no pico do recesso forense, com a remessa apressada dos autos à Justi-

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ça Comum, em pleno plantão forense, numa demonstração latente do quanto
estava perdida a investigação conduzida pela Polícia Federal.
E Suas Excelências, ao invés de refrearem o desatinado disparo
da diligência, optaram por apresentar uma denúncia imediata, sem uma sere-
na avaliação do disperso e confuso conjunto inquisitorial, o qual sequer foi
relatado pela Autoridade Policial Federal, que presidira a espetaculosa opera-
ção até o ponto em que a investigação fora arrancada de suas mãos, eliminada
na maior parte, e os restos enviados apressadamente para o MPE.
Foi assim que o Egrégio Ministério Público estadual subiu na a-
lucinada diligência que despencava do âmbito federal, como quem embarca
num trem descarrilado, ao invés de analisar sua origem e destino, cuidadosa-
mente, e tomar suas próprias conclusões, cautelosamente.
É por isso que vemos no texto expressões como “restou apurado”
que os contratos teriam origem em negócios fictícios. Ora, a única certeza
que se tem sobre o que “restou apurado” é que houve abrupto arquivamento
da maior parte do inquérito, em relação à tese central que movia toda a ope-
ração originária, pertinente a crimes contra o sistema financeiro.
No mais, o apanhado inquisitorial abraçado pelo Egrégio Ministé-
rio Público estadual é apenas uma CARGA SOLTA E DESCONEXA, desor-
ganizada. Um apanhado de fragmentos resultantes da campanha leiga de exe-
cração, conduzida à boca pequena antes das prisões, incentivada até por al-
guns agentes e Delegados da Polícia Federal, os quais forneceram à imprensa,
euforicamente, todos os ingredientes necessários para o escândalo leigo da
antecipação de julgamentos.
É nessa desatinada carruagem de incertezas jurídicas que embar-
cou apressadamente a denúncia destes autos, agregando todo aquele espectro
de opiniões leigas que movia a campanha execratória. Por isso vem repleta de
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informações tamanhamente INCOMPATÍVEIS com o conjunto inquisitorial,
repita-se, que não foi SEQUER RELATADO. Foi, isto sim, INTERCEPTA-
DO EM PLENO VÔO, pelo corte abrupto de sua maior parte.

Não houve apuração alguma.


Houve apenas especulações, presunções, difamação gratuita e
massacre moral de suspeitos. Veja Vossa Excelência, por um singelo exem-
plo do quanto é desajustado o linxamento moral promovido contra o defen-
dente (que contou inclusive em judiciosas entrevistas coletivas de Autorida-
des Policiais) até o presente momento Sidnei não foi ouvido sobre os fatos
que lhe são inquinados, nem no âmbito federal.
Como “restou apurado” se a investigação sequer foi concluída?.
Mas o texto segue afirmando que houve promessa de “liberação
para aqueles que contribuíssem com a liberação mediante pagamentos”. Es-
se colorido forçado de má intenção é fruto da imaginação dos ilustres subscri-
tores da denúncia. Algo completamente incompatível com o negócio jurídico
por eles gratuitamente hostilizado na peça acusatória, na qual se alçam pre-
sunções como se os subscritores dispusessem de um arcabouço investigativo
minimamente conclusivo.
Trata se da inversão completa do princípio da presunção de ino-
cência. Os contratos in caso são considerados ilícitos até prova em contrário.
Essa é o resumo da denúncia que se combate agora.
Não há qualquer informação nesse resto de peças informativas
sobre conexão de Sidnei com a empresa COMPANY, tampouco sociedade
com seus representantes, individualmente, e de fato nunca existiram.
As afirmações contrárias, presentes na denúncia, além de intelec-
tualmente defeituosas são descompromissadas com os ditos fragmentos de
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investigação, herdadas pelo Ministério Público Estadual do Federal. São fruto
de um atropelo desastroso com que se rompeu a solenidade necessária para a
movimentação da justiça penal, a cautela, o cuidado, produzindo se uma peça
acusatória tamanhamente falha, repleta de incompatibilidades para com o
próprio monte inquisitorial.
Deveriam ter organizado o monte antes de tomar conclusões so-
bre seu conteúdo, tão precipitadamente.
A denúncia declara ser documento falso a “Escritura Declarató-
ria de Averbação de Direito de Crédito e Recebíveis” registrada pelo Avó do
denunciado Celso, mas não explica de que forma o ora defendente estaria re-
lacionado com aquela Escritura, ainda que fosse realmente falsa.
Supõe ainda que os co-participantes seriam idiotas. Aderiram ao
negócio impressionados com o simples fato das respectivas assinaturas serem
reconhecidas em Cartório, o que teria sido um artifício fraudulento destinado
a “...impor imagem de validade do feito”.
Declara que o denunciado Celso teria confessado prática de con-
duta ilícita, mas não explica como o defendente Sidnei estaria relacionado a
esse contexto de suposta confissão penal.

Nesse norte, faz se manifesta a inépcia da peça acusatória, que


deveria necessariamente descrever elementos essenciais das condutas, ao in-
vés de imputá las genericamente, presuncosamente, conjecturalmente. A es-
pécie verificada é manifestamente incompatível com a exigência legal, de-
vendo ser reconhecida como peça processual inadmissível.

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O maior infortúnio da claudicante denúncia, no entanto, é que já
constava da representação policial federal (originária das quebras de
sigilo, apreensões, prisões, etc), que o negócio jurídico tão precipita-
damente hostilizado está sujeito a normas, cláusulas de confidenciali-
dade e autorizações regidas por inúmeras normas de direito ES-
TRANGEIRO, ANTES mesmo de submeter se ao ordenamento jurídi-
co pátrio, de modo que são acidentadas todas aquelas presunções.

Assim, vemos que a denúncia vem salpicada de maldade e


temperada de engano, conquanto se esforça para colorir de DEFINITIVIDA-
DE o Juízo depreciativo que emite contra o negócio jurídico que seus subscri-
tores RESOLVERAM hostilizar. Divorcia se da razoabilidade ao estabelecer
a presunção de antijuridicidade, em face de um negócio de origem e estrutura
internacional, desfigurando a razoabilidade e desafiando o princípio constitu-
cional da presunção de inocência.
O amadorismo da inicial acusatória é estarrecedor. O texto faz
referência a supostos depoimentos sigilosos, de pessoas que seriam interessa-
das na criminalização do defendente, mas inexiste nos autos qualquer proce-
dimento específico destinado à colheita de tais depoimentos (nem na repre-
sentação da Autoridade Policial encontramos referência a essa circunstância,
de modo que parece referir se a outro processo, esse trecho). Muito menos se
explica, na confusa bolsa inquisitorial, qual o critério de aferição da realidade
teria norteado a suposta colheita desses supostos depoimentos ocultos.
Suspeitamos, pois, estarmos diante de um caso do estereótipo
de direcionamento de perseguições penais contra desafetos, que vem sendo
combatido pelo STJ: o processo leigo de seletividade e criminalização se-

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cundária, impulsionado sutilmente por influência e interesses particula-
res.
Em sua obra (premiada pelo IBCCRIM em 2008) a Professora
Catarinense MARINA QUEZADO GROSNER descreveu com incrível ri-
queza de detalhes os processos de criminalização e seletividade que afetam a
justiça penal na atualidade, silenciosamente, como nos presentes autos, ex-
pondo a perigo de repressão penal injusta pessoas já previamente estigmati-
zadas, a partir da influência exercida por indivíduos pessoalmente interessa-
dos na punição desses agentes selecionados. Eis parte do texto.

“...segundo Becker 91971, p.134-135), na criação e aplicação


de regras, é possível que sempre esteja presente um indivíduo
ou grupo que toma a iniciativa como “instigadores da mo-
ral”, a partir de seu código próprio do que seja bom e do que
seja mau e que, para isso, tentará conseguir o apoio de gru-
pos similares e dos meios de comunicação, desenvolvendo um
clima de opinião favorável a seus fins, numa verdadeira
“cruzada moral”. (...) Os “empresários morais” podem ser,
por exemplo, um comunicador social, um político em busca de
admiradores, um grupo religioso à procura de notoriedade, um
chefe de polícia em busca de poder ou uma organização que
reivindica direitos das minorias. (...) Orientada pelo poder dos
“empresários morais”, a criminalização secundária realiza-se
também com limitações operativas, influenciando a seleção.
Com inegável violação ao principio da igualdade, a criminali-
zação secundária, em regra, seleciona primeiramente a práti-
ca de fatos de detecção mais fácil.” a obra tosca da criminali-
dade” (ZAFFARONI et AL., p.46) e as pessoas que causem
menos problemas, em termos de acesso ao poder político e
econômico. Esses selecionados serão considerados os únicos
delitos e os únicos delinquentes, alimentando um estereótipo
no senso comum, com competentes de classe social, etnia, i-
dade, gênero e até aparência estética, que acaba por se tornar
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o principal critério seletivo da criminalização secundária
(ZAFFARONI et AL., 2003 p. 46). A correspondência com um
estereótipo criminal coloca a pessoa em situação de vulnera-
bilidade, ou seja, em posição concreta de risco criminalizante
e “o estado de vulnerabilidade será mais alto ou mais baixo
consoante a correspondência com o estereótipo for maior ou
menor” (ZAFFARONI et al., 2003, p.49). Zaffaroni, Batista,
Alagia e Slokar (2003, p.49) explicam que a seleção pode o-
correr não só pelo estereótipo, mas também pelo tipo de com-
portamento ou pela falta de cobertura. Assim, em regra, são
selecionadas as pessoas que “se enquadram nos estereótipos
criminais e que, por isso, se tornam vulneráveis, por serem
somente capazes de obras ilícitas toscas e por assumi-las de-
sempenhando papéis induzidos pelos valores negativos asso-
ciados ao estereótipo (criminalização conforme ao estereóti-
po).“ Em seguida, selecionam-se pessoas que não se enqua-
dram no estereótipo, mas por terem “atuado com brutalidade
tão singular que se tornaram vulneráveis (autores de homicí-
dios intrafamiliares, de roubos neuróticos etc) (criminaliza-
ção por comportamento grotesco ou trágico). “E, por fim, há
a seleção de pessoas que eram invulneráveis ao poder puniti-
vo, mas que sofrem, excepcionalmente, uma ruptura nessa vul-
nerabilidade, numa luta de poder hegemônico em que saiam
derrotadas. Com isso, dada a impossibilidade de que todas as
relações sociais se subordinem a um programa de criminaliza-
ção primária – o que produziria o indesejável efeito de se cri-
minalizar várias vezes toda a população (ZAFFARONI, 2001,
p.26) e a limitada capacidade operacional das agências de
criminalização secundária, a seletividade ocorrerá sempre. E
importante ressaltar que a seleção não se opera somente so-
bre os criminalizados, mas também sobre os vitimizados, es-
tando entre os mais vulneráveis à vitimização a classe média
em seus estratos inferiores, os trabalhadores manuais deso-

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cupados forçados, as crianças, os velhos e as mulheres (ZAF-
FARONI et al. 2003, p.44;55).

No caso dos autos, “os indefinidos agentes morais” nominados


pela Denúncia simplesmente como “testemunhas ocultas, amedrontadas” se-
riam responsáveis pelo surgimento do processo massacre moral que ladeou o
apressado INÍCIO DE INVESTIGAÇÃO, no âmbito federal, o qual fora in-
terrompido abruptamente logo em seguida, pelo órgão ministerial responsável
pela opinio delicti e arquivada em sua maior parte.

Mas nesse ponto já estava preso preventivamente, o peticioná-


rio, que também já havia sido exposto em ampla execração midiática, com
requintes de cobertura diária e entrevistas coletivas judiciosas, de Autorida-
des Policiais, tudo sob o signo intimidatório da espetacular operação de busca
e apreensão, prisão temporária, escutas telefônicas, etc.

Assim, CONTORNARAM O CAMINHO NATURAL DA


INVESTIGAÇÃO e induziram uma ANTECIPAÇÃO DE JULGAMEN-
TO COLETIVO que viesse com a virulência de uma operação policial fede-
ral (com toda sua bagagem midiática) e a tradicional cobertura midiática, re-
meteram ao Colendo MPE os RESTOS não arquivados pelo MPF, sem qual-
quer manifestação sobre a prisão preventiva, a qual fôra determinada
ainda no âmbito federal, em razão da parte arquivada.

Por melhores que sejam as intenções que movem os doutos


subscritores da Denúncia, portanto, é gritante a inexistência de justa causa
para essa precipitada criminalização do negócio jurídico alardeado, apenas
porque não há amplo esclarecimento disponível a terceiros não inseridos na
relação jurídica de base, como é o caso de todas as Autoridades que atuaram
no presente feito, desde a fase federal. O negócio é confidencial e pronto.
Nenhum operador do Direito está autorizado a presumir falsi-
dade de um negócio jurídico que é gravado por rígida cláusula de confidenci-

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alidade internacional, notadamente por existir advertência expressa no res-
pectivo instrumento, com relação a essa circunstância e também com relação
à inexistência de termo previamente definido para que se torne exigível a o-
brigação de liquidez.
Há de ser refreada imediatamente essa constrangedora fúria an-
tijurídica, portanto, recobrando se o devido respeito ao princípio da presun-
ção de inocência.
Deve se registrar igualmente aqui (defendente assume integral
responsabilidade pela veracidade desta declaração), que Sidnei dos Anjos Pe-
ró não realizou qualquer negócio jurídico fraudulento, nessa seara de inter-
mediação de transações internacionais, sobre as quais ele infelizmente não
pode publicar esclarecimentos que poderiam dissipar essas terríveis mas in-
fundadas suspeitas. Ele o fará, evidentemente, no momento em que for auto-
rizado. Certamente terá extinta toda e qualquer pretensão punitiva correlata,
inclusive.
E, se de um lado o Ministério Público Estadual vocifera na De-
núncia a pretensão de impor ao defendente uma absurda medida de reparação
de danos morais coletivos, em cifra milionária (em caso de condenação pe-
nal), em igual medida haverá de opinar favoravelmente à imposição de uma
sanção reparatória semelhante, em face de todos os órgãos públicos respon-
sáveis por mantê lo encarcerado e moralmente massacrado tanto tempo e in-
devidamente, inobstante à necessidade de reconhecimento dessa circunstân-
cia (licitude do negócio e existência do crédito) imediatamente após a com-
provação nos autos, com sua imediata soltura e posterior absolvição.
Essa circunstancia, em especial, demonstra a premente neces-
sidade de reconhecimento (o quanto antes) da evidente ausência de justa
causa para a propositura desta Ação Penal e manutenção de encarcera-

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mento preventivo do defendente, com ou sem o reconhecimento de inépcia
da Denúncia, data venia, ante a imensidão de incompatibilidades que há entre
o conteúdo da (confusa e extensa) prova inquisitorial e os apressados termos
da inicial.
É o quanto se roga em preface.

2 – QUESTÕES FUNDAMENTAIS
EXERCÍCIO REGULAR DO DIREITO CONTRATUAL,
EM INICIATIVA PRIVADA. RISCO DE ATRASO NA
LIQUIDEZ DO CRÉDITO EXPRESSAMENTE ADVER-
TIDO AO CO-PARTICIPANTE E/OU DONATÁRIO, E
POR ESTE ACEITO NA ADESÃO À CLÁUSULA AD
EXITUM.

No campo de mérito, o defendente afirma, veementemente, que


nunca manteve ou mantém sociedade, formal ou informal, nem relação de
emprego, nem alinhamento de interesses de nenhum tipo, absolutamente,
com os outros dois denunciados qualificados nestes autos. Nunca realizou
qualquer negócio lesionário nos ensejos em que antecipou, por instrumento
particular, parte numericamente inexpressiva de seus haveres originários.
Além disso é insuspeito de ter fraudado assinaturas, cooperado
com o fabrico ou utilização de documentos falsos, sejam públicos ou particu-
lares, tampouco ostenta uma personalidade afeita ao engano e usurpação de
interesses alheios, como tenta fazer crer a maldosa generalização constante na
Denúncia.

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Nunca praticou estelionato ou qualquer outro crime patrimoni-
al, muito menos integrou organização criminosa, como restará demonstrado
na instrução processual. Provará documentalmente a existência de seu crédi-
to em suficiência para a cobertura de seus contratos, além da plena licitude de
suas relações negociais, a qualquer momento, tão logo lhe sejam disponibili-
zadas tais comprovações e autorizada a juntada nesses autos. Provará teste-
munhalmente as mesmas circunstâncias, pelo que requer a expedição das
competentes cartas precatórias.
Requer se, pois, a extinção do processo pelo imediato acolhi-
mento das questões preliminares.
Caso não seja esse ponto de vista compartilhado por Vossa Ex-
celência, todavia, o que se admite apenas por respeito à liberdade de convic-
ção, roga se desde já, pois, oportunidade ampla de produzir provas testemu-
nhais e documentais, inclusive emprestada de outros autos processuais
Tudo isso se requer para que ao final da instrução seja o de-
nunciado SIDNEI DOS ANJOS PERÓ considerado absolutamente inocente,
mediante o julgamento de improcedência da denúncia, que desde agora re-
queremos, qualquer que seja o motivo técnico da absolvição, à luz das cir-
cunstâncias que emergirem da instrução processual, contando também com a
revogação oficiosa da prisão preventiva, ante a abundância de motivos a
demonstrarem sua desnecessidade e desumanidade, nos dias atuais.
Em qualquer caso de encaminhamento, a defesa repudia ex-
pressamente a narração dos fatos que consta da denúncia, assumindo o hon-
roso ônus processual de provar que os mesmos jamais se deram conforme ali
descrito.
E apenas por necessária disciplina processual, prequestionamos
violação ás normas jurídicas constitucionais, veiculadas pelo Art. 5º, LIV e
LXVI, ambos da Constituição Federal, em caso de entendimento contrário.

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Termos em que pede deferimento.

Campo Grande, 15 de fevereiro de 2018.

Luiz Carlos Saldanha Rodrigues – OABMS 6376.

Alécio Antonio Tamiozzo – OABMS 7067T

Nadia Assis Domingos Genaro – OABMS 5166

Afrânio Alves Corrêa – OABMS 7459.

Rol de testemunhas:

1 - ALBERICO DE OLIVEIRA CASTRO FILHO, brasileiro, casado, advogado, inscrito na


OAB/BA sob o n. 12.941, domiciliado na Rua Frederico Simões 153, Edf. Empresarial Orlando
Gomes, salas 1209/1210, Pituba, Salvador (BA), CEP 41.820.774;

2 – WILTON TAVERNY CUNHA, brasileiro, casado, profissional liberal, portador do CPF


376.059.762-91 e RG 3902096 SSP/BA, domiciliado na Rua Frederico Simões 153, Edf. Empre-
sarial Orlando Gomes, salas 1209/1210, Pituba, Salvador (BA), CEP 41.820.774;

3 – GERSIVON REZENDE DOS SANTOS, brasileiro, casado, empreendedor, portador do RG


23905565 SSP/DF e CPF 331.439.601-59, domiciliado na Quadra 10, lote 103, Gama Leste CEP
72450100, Brasilia (DF);

4 – MARLON LANGAMER DE FREITAS, brasileiro, casado, empresário, portador do CPF


699.241.631-68, e RG 1846805 SSP/DF, domiciliado na Quadra 03, conjunto C, casa 11, Brazi-
landia, Brasília (DF);

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DO MATO GROSSO DO SUL
PODER JUDICIÁRIO

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RECIBO DO PROTOCOLO
PETICIONAMENTO INTERMEDIARIA - PRIMEIRO GRAU

Dados Básicos
Foro: Campo Grande
Processo: 00096136920178120800
Classe do Processo: Defesa Prévia
Data/Hora: 15/02/2018 19:00:51

Partes
Solicitante: SIDINEI DOS ANJOS PERÓ

Documentos
Petição*: defesa penal PDF - 1-13.pdf
Procuração: procurações - 1-3.pdf
fls. 4
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às 13:22 , sob o número 14039725620188120000.
Jorge Q^obevto Qenaro
OABIMS 4544

íDra, i!Hádia ü€. íDomingos Qenaro


OAB/MS 5J66
ADVOGADOS

e código 2477AF7.
Procuração "Ad-Judici^

ca^cucja ^ 0/4 /2.(x^cíO


PjUjS^ jl yr?aAU^ c^a>

o código 1403972-56.2018.8.12.0000
Xjor— JL - — y

o 19/04/2018
~C4XrrUJLC(-aJ/, /2/Xa ^^SCOi J='JM^

site
ÚiOLL . /Y j^::
é

4AB4720.
acesseem
pelo presente instrumento de procuração ao final assinado, nomeia(m) e constitue(m)

2, protocolado
seu(s) bastanteCs) procuraâor(es) 0(8) Sr.(8) Dr.(8) JORGE ROBERTO GENARO, brasi
leiro, casado, Advogado, regularmente inscrito na OAB/MS sob N.** 4.544 e a Dra.

processuais,
informe oeprocesso
NÂDIA ASSIS DOMINGOS GENARO, brasileira. Advogada, casada, regularmente ins
crita na OAB/MS, sob N.® 5.166, ambos com escritório na Rua Pedro Celestino n.® 773,

TJMS
Centro, Campo Grande - MS, Fones (067) 725-8086 ou (067) 383-3788, a quem confere(m)

informe o processo 8000550-78.2017.8.12.0800


amplos e ilimitados poderes, para o fôro em geral, com a cláusula "ad-judicia" a fim

Para acessar os autos


e PROTOCOLADORA
de que agindo em conjunto ou separadamente, possam defender os interesses e
direitos do(s) outorgante(s) perante qualquer Juízo, Instância ou Tribunal, repartição

conferir o original, acesse o site https://www.tjms.jus.br/pastadigital/sgcr/abrirConferenciaDocumento.do,


pública, autarquia ou entidade paraestatal, propondo ação competente em que o(s)
outorgante(8) 8eja(m) autor(es) ou reclamante(s), e defendendo-o(s) quando for(em)
réu(s), interessado(s) ou requerido(s), podendo reclamar, conciliar, desistir, transigir,
fazer acôrdo, recorrer, receber e dar quitação, confessar, requerer inventário ou
arrolamento, firmar compromissos, prestar declarações, receber citação, bem como

às 17:01.
substabelecer a presente, com ou sem reservas de poderes, se assim Ihe(s) convier, e

ALVES CORREA
praticando todos os atos necessários para o bom e fiel desempenho deste mandato,
dando tudo por bom, firme e valioso, /to I

em 27/12/2017
AFRANIO
^ rzyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFED
https://www.tjms.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do,
SAJ/AT,
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Para conferir o original, acesse o site https://www.tjms.jus.br/pastadigital/sgcr/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1403972-56.2018.8.12.0000 e código 2477AF9.
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Para conferir o original, acesse o site https://www.tjms.jus.br/pastadigital/sgcr/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1403972-56.2018.8.12.0000 e código 2477AF9.
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Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul

Para conferir o original, acesse o site https://www.tjms.jus.br/pastadigital/sgcr/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1403972-56.2018.8.12.0000 e código 2478A45.
Tribunal de Justiça
Coordenadoria de Distribuição
Termo de Distribuição

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por PEDRO CONSTANTINO ROZALES NETO, liberado nos autos em 19/04/2018 às 15:05 .
DADOS GERAIS DO PROCESSO
Processo 1403972-56.2018.8.12.0000
Autuação 19/04/2018 13:22:26
Tipo de Ação Habeas Corpus
Assunto(s) Constrangimento ilegal
Prisão Preventiva
4ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande
Ação de Origem do Processo Não informado
Local de Origem 0012814-07.2018.8.12.0001, 0009613-69.2017.8.12.0800,
Ação de Origem 0009632-75.2017.8.12.0800, 0009655-21.2017.8.12.0800,
Nr. De Origem 0009660-43.2017.8.12.0800, 0801857-11.2018.8.12.0001,
Nr. Apensos 0802231-27.2018.8.12.0001, 0802573-38.2018.8.12.0001,
Nr.Volumes 0806924-54.2018.8.12.0001
0
1
Fase Atual Vinculação ao Magistrado
Data da Fase 19/04/2018

Foi realizada Distribuição por Vinculação ao Magistrado do presente processo, motivo Autos n.
1401820-35.2018.8.12.0000, em 19/04/2018, para o(a) Relator(a): Des. Luiz Claudio
Bonassini da Silva da(o) 3ª Câmara Criminal, e Revisor(a): Revisor do processo Não informado da(o) 3ª
Câmara Criminal.

PARTES
Impetrante : Afranio Alves Correa
Paciente : Luiz Carlos Saldanha Rodrigues
Advogado : Afranio Alves Correa (OAB: 7459/MS)
Impetrado : Juiz(a) de Direito da 4ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande
Interessado : Celso Eder Gonzaga de Araújo
Interessado : Sidnei dos Anjos Peró
Interessado : Anderson Flores de Araújo
Interessado : Ricardo Machado Neves

OBSERVAÇÕES
Observação do Processo Não informado

MAGISTRADOS AFASTADOS / IMPEDIDOS


Magistrados impedidos Não informado

Campo Grande, 19 de abril de 2018


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Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul

Para conferir o original, acesse o site https://www.tjms.jus.br/pastadigital/sgcr/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1403972-56.2018.8.12.0000 e código 2478AFD.
Secretaria Judiciária
3ª Câmara Criminal

Autos nº 1403972-56.2018.8.12.0000
Habeas Corpus
Relator: Des. Luiz Claudio Bonassini da Silva
Impetrante : Afranio Alves Correa
Impetrado : Juiz(a) de Direito da 4ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande
Paciente : Luiz Carlos Saldanha Rodrigues
Advogado : Afranio Alves Correa (OAB: 7459/MS)

Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por JULIO CESAR MACHADO, liberado nos autos em 19/04/2018 às 15:09 .
Interessado : Celso Eder Gonzaga de Araújo
Interessado : Sidnei dos Anjos Peró
Interessado : Anderson Flores de Araújo
Interessado : Ricardo Machado Neves

TERMO DE CONCLUSÃO

Aos 19 de abril de 2018, faço estes autos conclusos


ao(à) RELATOR(A). Para constar eu, Júlio César Machado, Analista
Judiciário, lavrei e subscrevi a presente.