Você está na página 1de 4

Pe Luís Bronchain

Quarta-feira de Cinzas
Retirado de http://www.arautos.org/especial/13407/Quarta-feira-de-Cinzas.html

Significado da Cerimônia de Cinzas

A Igreja nos indica, nas orações recitadas por seus ministros, o significado da cerimônia das Cinzas: “Ó Deus, que não
quereis a morte do pecador mas a sua conversão, escutai com bondade as nossas preces e dignai-vos abençoar estas
cinzas que vamos colocar sobre as nossas cabeças. E assim reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos,
consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova à semelhança do
Cristo ressuscitado”. É, pois, a penitência que a Igreja nos quer ensinar pela cerimônia deste dia.

Já no Antigo Testamento os homens cobriam se de cinzas para exprimir sua dor e humilhação, como se pode ler no
livro de Jó. Nos primeiros séculos da Igreja os penitentes públicos apresentavam-se nesse dia ao bispo ou
penitenciário: pediam perdão revestidos de um saco, e como sinal de sua contrição cobriam a cabeça de cinzas. Mas
como todos os homens são pecadores, diz santo Agostinho, essa cerimônia estendeu-se a todos os fiéis, para lhes
recordar o preceito da penitência. Não havia exceção alguma: pontífices, bispos, sacerdotes, reis, almas inocentes,
todos se submetiam a essa humilhante expressão de arrependimento.

Tenhamos os mesmos sentimentos: deploremos as nossas faltas ao recebermos das mãos do ministro de Deus as
cinzas bentas pelas orações da Igreja. Quando o sacerdote nos disser “lembra-te que és pó, e ao pó hás de tornar”,
ou “convertei-vos e crede no Evangelho”, enquanto impõe as cinzas, humilhemos o nosso espírito pelo pensamento
da morte que, reduzindo-nos ao pó, nos porá sob os pés de todos. Assim dispostos, longe de lisonjearmos o nosso
corpo destinado à dissolução, decidir-nos-emos a tratá-lo com dureza, a refrear o nosso paladar, os nossos olhos, os
nossos ouvidos, a nossa língua, todos os sentidos; a observar, o mais possível, o jejum e a abstinência que a Igreja
nos prescreve.

Meu Deus, inspirai-me verdadeiros sentimentos de humildade, pela consideração do meu nada, ignorância e
corrupção. Dai-me o mais vivo arrependimento das minhas iniqüidades, que feriram vossas perfeições infinitas,
contristaram vosso coração de pai, crucificaram vosso Filho dileto, e me causaram um mal maior do que a perda da
vida do corpo, pois que o pecado mortal é a morte da alma e nos expõe a uma morte eterna.

A Igreja sempre admoestou os fiéis a não nos se contentarem com sinais externos de penitência, mas a lhe beberem
o espírito e os sentimentos. Jejuemos, diz ela, como o Senhor deseja, mas acompanhemos o jejum com lágrimas de
arrependimento, prosternando-nos diante de Deus e deplorando a nossa ingratidão na amargura dos nossos
corações. Mas essa contrição, para ser proveitosa, deve ser acompanhada de confiança. Por isso a Igreja sempre nos
lembra que nosso Deus é cheio de bondade e misericórdia, sempre pronto a perdoar-nos, o que é um forte motivo
para esperarmos firmemente a remissão das nossas faltas, se delas nos arrependermos. Deus não despreza jamais
um coração contrito e humilhado.

A liturgia termina exortando-nos a tomarmos generosas resoluções confiando em Deus: “Pecamos, Senhor, porque
nos esquecemos de vós. Voltemo-nos logo para o bem, sem esperar que a morte chegue e que já não haja tempo.
Ouvi-nos, Senhor, tende piedade, porque pecamos contra vós. Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória do vosso
nome libertai-nos”. O pensamento da morte convida-nos ainda a viver mais santamente, e quão eficaz é essa
recordação!

À borda do túmulo e à porta do tribunal supremo, quem ousaria enfrentar o seu Juiz, ofendendo-o e recusando o
arrependimento ou vivendo na negligência, tibieza e relaxamento? Colocai-vos em espírito em vosso leito de morte
e armai-vos dos sentimentos de compunção que então quereríeis ter. Depositai vossa confiança na misericórdia
divina, nos méritos de Jesus e na intercessão da divina Mãe. Prometei ainda ao Senhor:

- 1º de cortar aos vossos pensamentos, conversas e procedimento tudo o que lhe desagrada;

- 2º de viver quanto possível na solidão, no silêncio e, sobretudo, no recolhimento interior que favorece em vosso
espírito a oração e vos separa de tudo que não é Deus.
Adaptado de Quarta-Feira de Cinzas, em Meditações para todos os dias do ano. Pe. Luís Bronchain CSSR, Petrópolis,
Editora Vozes, 1949 (2ª edição em português, pag. 132-134)

Significado da Cerimônia de Cinzas


Trascrevemos abaixo do site dos Arautos

A Igreja nos indica, nas orações recitadas por seus ministros, o significado da cerimônia das Cinzas: "Ó Deus, que não
quereis a morte do pecador mas a sua conversão, escutai com bondade as nossas preces e dignai-vos abençoar estas
cinzas que vamos colocar sobre as nossas cabeças. E assim reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos,
consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova à semelhança do
Cristo ressuscitado". É, pois, a penitência que a Igreja nos quer ensinar pela cerimônia deste dia.

Já no Antigo Testamento os homens cobriam se de cinzas para exprimir sua dor e humilhação, como se pode ler no
livro de Jó. Nos primeiros séculos da Igreja os penitentes públicos apresentavam-se nesse dia ao bispo ou
penitenciário: pediam perdão revestidos de um saco, e como sinal de sua contrição cobriam a cabeça de cinzas. Mas
como todos os homens são pecadores, diz santo Agostinho, essa cerimônia estendeu-se a todos os fiéis, para lhes
recordar o preceito da penitência. Não havia exceção alguma: pontífices, bispos, sacerdotes, reis, almas inocentes,
todos se submetiam a essa humilhante expressão de arrependimento.

Tenhamos os mesmos sentimentos: deploremos as nossas faltas ao recebermos das mãos do ministro de Deus as
cinzas bentas pelas orações da Igreja. Quando o sacerdote nos disser "lembra-te que és pó, e ao pó hás de tornar",
ou "convertei-vos e crede no Evangelho", enquanto impõe as cinzas, humilhemos o nosso espírito pelo pensamento
da morte que, reduzindo-nos ao pó, nos porá sob os pés de todos. Assim dispostos, longe de lisonjearmos o nosso
corpo destinado à dissolução, decidir-nos-emos a tratá-lo com dureza, a refrear o nosso paladar, os nossos olhos, os
nossos ouvidos, a nossa língua, todos os sentidos; a observar, o mais possível, o jejum e a abstinência que a Igreja
nos prescreve.

Meu Deus, inspirai-me verdadeiros sentimentos de humildade, pela consideração do meu nada, ignorância e
corrupção. Dai-me o mais vivo arrependimento das minhas iniqüidades, que feriram vossas perfeições infinitas,
contristaram vosso coração de pai, crucificaram vosso Filho dileto, e me causaram um mal maior do que a perda da
vida do corpo, pois que o pecado mortal é a morte da alma e nos expõe a uma morte eterna.

A Igreja sempre admoestou os fiéis a não nos se contentarem com sinais externos de penitência, mas a lhe beberem
o espírito e os sentimentos. Jejuemos, diz ela, como o Senhor deseja, mas acompanhemos o jejum com lágrimas de
arrependimento, prosternando-nos diante de Deus e deplorando a nossa ingratidão na amargura dos nossos
corações. Mas essa contrição, para ser proveitosa, deve ser acompanhada de confiança. Por isso a Igreja sempre nos
lembra que nosso Deus é cheio de bondade e misericórdia, sempre pronto a perdoar-nos, o que é um forte motivo
para esperarmos firmemente a remissão das nossas faltas, se delas nos arrependermos. Deus não despreza jamais
um coração contrito e humilhado.

A liturgia termina exortando-nos a tomarmos generosas resoluções confiando em Deus: "Pecamos, Senhor, porque
nos esquecemos de vós. Voltemo-nos logo para o bem, sem esperar que a morte chegue e que já não haja tempo.
Ouvi-nos, Senhor, tende piedade, porque pecamos contra vós. Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória do vosso
nome libertai-nos". O pensamento da morte convida-nos ainda a viver mais santamente, e quão eficaz é essa
recordação!

À borda do túmulo e à porta do tribunal supremo, quem ousaria enfrentar o seu Juiz, ofendendo-o e recusando o
arrependimento ou vivendo na negligência, tibieza e relaxamento? Colocai-vos em espírito em vosso leito de morte
e armai-vos dos sentimentos de compunção que então quereríeis ter. Depositai vossa confiança na misericórdia
divina, nos méritos de Jesus e na intercessão da divina Mãe. Prometei ainda ao Senhor:

- 1º de cortar aos vossos pensamentos, conversas e procedimento tudo o que lhe desagrada;
- 2º de viver quanto possível na solidão, no silêncio e, sobretudo, no recolhimento interior que favorece em vosso
espírito a oração e vos separa de tudo que não é Deus.

Adaptado de Quarta-Feira de Cinzas, em Meditações para todos os dias do ano. Pe. Luís Bronchain CSSR, Petrópolis,
Editora Vozes, 1949 (2ª edição em português, pag. 132-134)

Curto método para meditar a Paixão


Após a invocação do Espírito Santo, façamo-nos três perguntas: 1.º Quem é que sofre? É um homem, um príncipe,
um rei? É um anjo, um querubim, um serafim? Não, é mais ainda, é um Deus, o eterno, o infinito, o Criador de todas
as coisas, o soberano do céu e da terra. Não nos é um estranho, pois que é nosso amigo, o nosso benfeitor, o nosso
irmão, o nosso Pai por excelência. Que motivo para nos compadecermos de seus tormentos!

Detenhamo-nos em cada pensamento para melhor deles nos compenetrarmos.

2.º Que sofre ele? No seu corpo: a flagelação, a coroação de espinhos, o esgotamento de suas forças no caminho do
Calvário, na crucifixão. Na sua alma: temores, desgostos, tristeza no jardim das Oliveiras, angústias indizíveis até a
morte por causa dos nossos pecados e da perdição das almas.

Figuremo-nos sofrer nós mesmos todos esses suplícios, e nos compadecermos melhor das dores do Redentor.

3.º Como sofre ele? Com calma, paciência, submissão perfeita à vontade de seu Pai... Com o desejo de glorificá-lo e
de salvar o gênero humano perdido... Praticando todas as virtudes num grau sublime e divino.

Consideremos pormenorizadamente essas virtudes. Unamo-nos às intenções e disposições do Homem-Deus que


as pratica nas mais difíceis circunstâncias.

---

BRONCHAIN, R. P. Meditações para todos os dias do ano. Tomo primeiro. Editora Vozes Ltda. Petrópolis, imprimatur
de 1949.

Read more: http://www.saopiov.org/search?updated-max=2011-01-15T18:01:00-08:00&max-results=10&reverse-


paginate=true&start=560&by-date=false#ixzz2iZBV0g1B

A devoção do Santo Rosário - exemplos edificantes


No mês dedicado a Maria Santíssima, excertos sobre a devoção que mais a agrada.

Um velho soldado oprimido pelas fadigas e feridas estava no hospital dos incuráveis, em Antuérpia. Envelhecera nas
campanhas, porém conservara sua alma sempre pronta a abrir-se às inspirações da piedade.

Um Sacerdote veio visitá-lo, falou-lhe da devoção do Rosário e ensinou-lhe a rezar o Terço. O militar achou tanta
consolação nesta prática a ponto de se lamentar por conhecê-la tão tarde. “Se eu tivesse conhecido mais cedo esta
devoção, tê-la-ia praticado todos os dias.” No ardor de seus sentimentos, esforçava-se em recuperar o tempo
perdido e conforme a expressão de um cronista, rezava seu Terço com o passo acelerado de um viajante que
caminha sob os ardores do sol e deseja alcançar a sombra. “Se a Santíssima Virgem” dizia ele, “quisesse conceder-
me ainda três anos de vida, eu rezaria tantos Rosários quantos são os dias de minha existência.” Perguntando uma
vez que número de dias compreendem 60 anos, responderam-lhe: “em 60 anos há 21.900 dias.” O militar
perguntou, ainda, quantos Rosários seriam necessários rezar cada dia para completar esse número em três anos.
Disseram-lhe que era preciso rezar 20 Rosários por dia. O velho soldado impôs-se este trabalho com coragem; dia e
noite tinha ele seu Rosário na mão e no fim de três anos concluiu os 21.900 Rosários. Porém, a morte esperava-o ali.
Sua vida não durou nem um dia, nem uma hora mais; morreu rezando a última Ave-Maria.

A Santíssima Virgem quis mostrar-nos, por este exemplo, o zelo que devemos ter oferecendo-lhe, cada dia, uma
homenagem que tanto Lhe agrada.
Lê-se na vida da Bem-aventurada Benedita Rancurel, santificada pela devoção do Rosário, que muitas vezes o
demônio a transportava para longe e a colocava sobre um rochedo inacessível. Acontecia então que o Anjo Custódio
da santa ia buscá-la. Abria-lhe uma passagem através das rochas, dos gelos e dos abrolhos cobertos de neve, trazia-a
dos lugares desconhecidos em que estava perdida pela malícia de satanás e ajudava-a a transpor a torrente
impetuosa que lhe embaraçava o caminho. Viva imagem do que fazem todos os dias nossos bons Anjos para nos
preservarem ou livrarem da astúcias de nossos inimigos invisíveis, que procuram sem cessar fazer-nos cair no
pecado e conduzir-nos à nossa perda eterna! Quando a santa camponesa era levada pelo demônio sobre o teto de
certa Igreja, o que aconteceu por mais de vinte vezes, um Anjo a ajudava a descer e, abrindo a porta da Igreja, rezava
com ela o Rosário. Quando as perseguições do demônio contra esta santa criatura chegavam a seu auge, os Anjos,
sob a forma de passarinhos, vinham rezando e cantando, assistir a seus sacrifícios e provas. Ela os via, ora brancos,
ora vermelhos, e sempre luminosos. Outras vezes, as duas cores alternavam-se na coroa que eles formavam voando
sobre a sua cabeça. O branco, sem dúvida, significava a virgindade tão perfeita dessa santa donzela e o vermelho o
martírio causado pelas perseguições que sofria. Mas, o que podia representar a coroa, senão essa coroa mística de
Ave-Marias que Benedita oferecia 20 vezes ao dia à Rainha do Santo Rosário?

Eis como os Anjos se comprazem em proteger, fortificar e consolar os verdadeiros servos e fiéis servas da Sua
amável Soberana, especialmente aqueles e aquelas que põem todos os dias em Sua fronte o místico diadema do
Terço ou do Rosário e se esforçam para caminhar sobre Seus passos no caminho das virtudes.

Fonte:

Livro: Trinta e uma Meditações Sobre as Excelências do Santo Rosário


Páginas: 39, 40 e 68
Subtítulos: Quanto Maria Ama o Terço (Pág. 38 - 41)
O Rosário Louvado Pelos Demônios (Pág. 66 - 69)
Pelo Padre Luiz Bronchain - Redentorista
Friburgo, Brisgau - Alemanha
1° Edição- 1912
Reedição - 1999
2.000 Exemplares.

Citação
"Humildade, pureza, devoção, fidelidade, diz um santo, são os quatro elementos de que se compõem um bom
coração (S. Alberto). Quem nos dirá em que grau a Virgem Imaculada possuiu estas preciosas qualidades? Pelas vivas
luzes recebidas desde a sua Conceição, conheceu, desde então, melhor do que todos os santos juntos, a grandeza de
Deus e o seu próprio nada. O seu Coração estava abismado no oceano das perfeições divinas, como átomo no
incompreensível espaço. Aniquilada diante da infinita majestade, prestava-lhe toda a glória e aceitava de antemão as
confusões com retidão sublime digna da Mãe de um Deus."

Pe. Luís Bronchain, C.SS.R. - Meditações para todos os dias do ano, segundo a doutrina e o espírito de Santo Afonso
de Ligório, Doutor da Igreja, para uso de todas as almas que aspiram à perfeição: sacerdotes, religiosos e leigos;
tomo segundo.