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INSTITUTO ENSINAR BRASIL

FACULDADES UNIFICADAS DE IÚNA


CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

A CONCEPÇÃO DOS EMPRESÁRIOS DAS MICRO E


PEQUENAS EMPRESAS DE IÚNA-ES EM RELAÇÃO ÀS
PRÁTICAS CONTÁBEIS

MONIQUE PETERLE DAS NEVES


SAMARA ALVES DE OLIVEIRA

Iúna-ES
2012
1

MONIQUE PETERLE DAS NEVES


SAMARA ALVES DE OLIVEIRA

A CONCEPÇÃO DOS EMPRESÁRIOS DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS


DE IÚNA-ES EM RELAÇÃO ÀS PRÁTICAS CONTÁBEIS

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Curso de Ciências
Contábeis, do Instituto Ensinar Brasil
como requisito parcial para obtenção
do título de Bacharel em Ciências
Contábeis, orientado pela MSc.
Fernanda Matos de Moura Almeida.

Iúna-ES
2012
2

MONIQUE PETERLE DAS NEVES


SAMARA ALVES DE OLIVEIRA

A CONCEPÇÃO DOS EMPRESÁRIOS DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS


DE IÚNA-ES EM RELAÇÃO ÀS PRÁTICAS CONTÁBEIS

Trabalho de Conclusão de Curso


submetido à Comissão examinadora
designada pelo Curso de Bacharelado
em Ciências Contábeis do Instituto
Ensinar Brasil como requisito parcial
para obtenção do título de Bacharel
em Ciências Contábeis.

Banca Examinadora

____________________________________________________
Professora Orientadora: MSc. Fernanda Matos de Moura Almeida
INSTITUTO ENSINAR BRASIL

____________________________________________________
Professor: Esp. Deivid Barbosa Schuab
INSTITUTO ENSINAR BRASIL

____________________________________________________
Professor: Esp. Ériton Antônio Assis
INSTITUTO ENSINAR BRASIL

Aprovado em 17 de novembro de 2012.


3

AGRADECIMENTOS

Agradecemos a Deus, pela vida e por nos dar força para


alcançarmos nossos objetivos. Aos nossos pais, pelo
apoio, incentivo e por todo carinho ao longo deste
percurso. Agradecemos a nossa Orientadora, Msc.
Fernanda Matos de Moura Almeida, pela disponibilidade
e competência, pelos conhecimentos repassados a nós,
além de toda dedicação à nossa pesquisa. Ao Danilo e
Victor, o nosso agradecimento, pela compreensão nos
dias de ausência, e por acompanharem passo a passo
dessa conquista, sempre torcendo por nós. A todos os
nossos colegas de curso, em especial, às nossas
amigas, Anna Cristina, Lucyana e Núbia pelo
companheirismo e por estarem ao nosso lado em todos
os momentos durante esses quatro anos de curso.
Agradecemos a todos os professores da Doctum que
fizeram parte da nossa formação e a todos os
funcionários da instituição que de certa forma
colaboraram com a nossa pesquisa.
4

Deus fez você para que você pudesse valer à pena. Opte
por aquilo que te constrói. Diga, eu nasci
para celebrar a vitória!
(Padre Fábio de Melo)
5

RESUMO

A presente pesquisa se propôs a avaliar a concepção dos empresários das micro e


pequenas empresas de Iúna-ES em relação à Contabilidade. Entende-se que a
Contabilidade pode apresentar benefícios aos empresários das micro e pequenas
empresas, porém essas vantagens das práticas contábeis não são adequadamente
utilizadas pelos empresários na gestão das empresas, onde só percebem a
contabilidade no cumprimento das exigências fiscais. No decorrer da pesquisa,
foram apresentados os conceitos e objetivos da contabilidade para as micro e
pequenas empresas, definindo a contabilidade financeira, escrituração contábil,
contabilidade de custos e o perfil das micro e pequenas empresas também foi
traçado. Os métodos utilizados para a realização da pesquisa foram pesquisa
descritiva, explicativa, bibliográfica e de levantamento de dados. Um questionário foi
usado como instrumento de coleta de dados, aplicado aos empresários das micro e
pequenas empresas de Iúna-ES. O resultado obtido com a pesquisa é importante,
por constatar que os empresários têm um conhecimento restrito sobre as práticas
contábeis que podem ser fundamentais para a gerência e sobrevivência da
empresa. A pesquisa demonstra que a preocupação dos empresários está
relacionada, às exigências fiscais, para atendimento ao governo.

Palavras-chave: Contabilidade. Micro e pequenas empresas. Práticas Contábeis.


Iúna-ES.
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 07

2 A CONTABILIDADE NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS..................... 10


2.1 CONTABILIDADE FINANCEIRA................................................................... 12
2.2 ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL....................................................................... 14
2.3 CONTABILIDADE DE CUSTOS.................................................................... 18
2.4 CONTABILIDADE GERENCIAL.................................................................... 19
2.5 MICRO E PEQUENAS EMPRESAS............................................................. 21
2.5.1 Sobrevivência e mortalidade das micro e pequenas empresas......... 22
2.5.2 Classificação das micro e pequenas empresas................................. 23

3 METODOLOGIA............................................................................................... 25
3.1 CARACTERIZAÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO.......................................... 25
3.2 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA................................................................. 26
3.3 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS................................................... 28

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS ........................................................ 29

5 CONCLUSÃO................................................................................................... 38

REFERÊNCIAS .................................................................................................. 40

APÊNDICES......................................................................................................... 48
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1 INTRODUÇÃO

As micro e pequenas empresas são consideradas importantes pilares de


sustentação da economia brasileira, proporcionando desenvolvimento econômico e
muitas oportunidades de emprego, segundo Koteski (2004).
Esse tipo de empresa é fundamental por diminuírem as desigualdades sociais
e impulsionarem o crescimento do País, conforme Coutinho (2010), que ressalta que
sem as micro e pequena empresas não há desenvolvimento. Logo, as micro e
pequenas empresas têm importância econômica e social no país.
O Art. 1º - nos termos dos artigos 170 e 179 da Constituição Federal
asseguram às micro e pequenas empresas tratamento jurídico diferenciado e
simplificado nos campos administrativo, tributário, previdenciário, trabalhista,
creditício e de desenvolvimento empresarial, favorecendo essas empresas a fim de
facilitar a sua constituição e funcionamento para que estas continuem fortalecendo o
mercado (BRASIL, 1988).
De acordo com Iudícibus e Marion (2000), as micro e pequenas empresas
enfrentam sérios problemas de sobrevivência. As cargas tributárias, encargos
sociais, falta de recursos, juros altos e outros fatores são citados como causas da
mortalidade dessas empresas, porém o fator principal se deve à má gerência, onde
os empresários preocupados com o fisco utilizam a Contabilidade somente para
atender a legislação, sem se importar com os benefícios que ela pode lhes oferecer
no processo de gestão.
A tomada de decisões a cada dia se torna mais importante para o
desenvolvimento das empresas e há a necessidade de dados e informações
precisas e em tempo hábil para auxiliar essas decisões, com isso a contabilidade
desempenha um papel fundamental, fornecendo dados econômicos relevantes, para
que os empresários possam tomar suas decisões atingindo seus objetivos de forma
segura (IUDÍCIBUS, 2010).
Entretanto, Oliveira, Müller e Nakamura (2000) mostram que as informações
contábeis sofrem distorções relevantes tornando as demonstrações contábeis
difíceis de entendimento, principalmente nas micro e pequenas empresas, que as
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elaboram apenas para atender as exigências fiscais, ficando em segundo plano, o


atendimento das necessidades da gestão dos negócios.
Por isso, Salvador (2012) destaca que a Contabilidade é indispensável para
os empresários, pois os permitem conhecer os dados relacionados aos clientes, aos
fornecedores e a lucratividade da empresa, através de informações objetivas, úteis e
relevantes dando subsídio para a tomada de decisão, promovendo uma combinação
entre a contabilidade financeira, gerencial e as demais áreas do conhecimento do
negócio.
Considerando que as micro e pequenas empresas necessitam das
ferramentas contábeis para sua gestão e sobrevivência, questiona-se: qual a
concepção dos empresários das micro e pequenas empresas da cidade de Iúna-ES
sobre a Contabilidade?
A presente pesquisa tem como objetivo geral avaliar a concepção dos
empresários das micro e pequenas empresas da cidade de Iúna-ES sobre a
Contabilidade.
E para tanto, tem-se como objetivos específicos:
• Verificar o conhecimento que os empresários possuem sobre as práticas
contábeis realizadas pelo departamento de contabilidade da sua empresa.
• Identificar os documentos que são enviados pelos empresários das micro e
pequenas empresas de Iúna-ES para os escritórios de contabilidade.
• Avaliar a necessidade de informação contábil dos empresários e se estas são
atendidas por parte dos contadores.
O tema é relevante devido às micro e pequenas empresas desempenharem
um papel fundamental tanto econômico quanto social no país, gerando empregos e
oportunidades de crescimento para a maioria da população. Segundo o Instituto
Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - INCAPER (2011), no
município de Iúna-ES, onde a agricultura e a pecuária são predominantes, com a
economia baseada na cafeicultura, as micro e pequenas empresas também
desempenham uma importante função sendo a fonte de renda para grande parte da
população que não vivem da agricultura.
A contribuição deste estudo é mostrar que a contabilidade pode ajudar os
empresários demonstrando sua realidade econômica e financeira, evitando assim o
fim da sua atividade, pois se eles souberem utilizar a contabilidade a seu favor
contarão com uma grande aliada na gestão de seus empreendimentos.
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O que motivou a realização desta pesquisa foi o contato com o mercado das
micro e pequenas empresas e o ambiente contábil, onde pela vivência no meio
empresarial foi identificado que os empresários não têm conhecimento do auxílio
que a contabilidade pode proporcionar para o desenvolvimento da empresa.
A metodologia da pesquisa quanto aos fins, com base em seus objetivos, é
classificada como descritiva e explicativa e quanto aos meios, com base nos
procedimentos de coleta de dados, como bibliográfica e de levantamento de dados.
Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário que foi aplicado
aos empresários das 142 micro e pequenas empresas da cidade de Iúna-ES.
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2 A CONTABILIDADE NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

A Contabilidade, de acordo com alguns historiadores, apresenta sinais de


existência há aproximadamente 2.000 anos a.C., porém já haviam formas
rudimentares de contabilidade quando o homem a empregava na contagem dos
rebanhos e instrumento de caça e pesca. Mas só foi possível comprovar
seguramente que o homem utilizava as práticas contábeis no terceiro milênio a.C. na
civilização da Suméria, Babilônia, Egito e China. À medida que aumentava o
desenvolvimento e a complexidade das atividades, o homem, foi aperfeiçoando a
contabilidade a fim de adequá-la às suas necessidades (IUDÍCIBUS, 2010).
De acordo com Franco (2006), a Contabilidade tem a função de registrar,
classificar, demonstrar, auditar e analisar, através das demonstrações contábeis, os
fenômenos ocorridos no patrimônio das entidades.
Assim, a contabilidade além de auxiliar na tomada de decisões fornecendo o
máximo de informações à empresa, é também utilizada pelo governo para a
arrecadação de impostos, o que a torna obrigatória (MARION, 2009). Iudícibus e
Marion (2000) confirmam sua importância nas empresas uma vez que é um
instrumento que coleta os dados econômicos, registrando-os em forma de relatórios
para auxiliar os administradores.
A Contabilidade tem como objetivo fornecer informações estruturadas dentro
de um esquema de planejamento contábil, e não dados de forma dispersa de acordo
com a solicitação dos interessados (IUDÍCIBUS; MARION, 2002b).
Para Hendriksen e Breda (1999) muitas pessoas veem a contabilidade
apenas como um sistema de contagem, onde seu papel é o de atestar e não de
prever algo. Porém, de acordo com Franco (2006), sem a contabilidade não seria
possível conhecer o passado nem o presente da vida econômica da entidade, muito
menos elaborar planos para o futuro da empresa.
Martins (2005) complementa que a Contabilidade não deve restringir-se
apenas às atividades obrigatórias como as comerciais, fiscais ou tributárias, o que
acontece na maioria das vezes por parte dos contadores, mas devem aderir a uma
contabilidade voltada aos administradores no processo de tomada de decisão,
utilizando ferramentas vinculadas ao suporte à administração como a elaboração de
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orçamentos e fluxo de caixa, técnicas e procedimentos contábeis para a previsão e


avaliação de eventos futuros.
Para Deloitte (2007) a Contabilidade está sofrendo mudanças devido à
globalização da economia mundial e a cada momento se torna mais importante e
necessária para decisões de investidores e gestão. As mudanças na Contabilidade
ocorrem devido a diversas formas de registros que incidem de um país para o outro
provocando alterações nas contas patrimoniais e de resultado. A IOSCO
(Intenational Organization of Securities Comission – Organização Internacional de
Comissões de Valores Mobiliários) recomendou no ano de 2000 a harmonização das
práticas contábeis internacionais para mudar o cenário das divergências contábeis.
Para aumentar o grau de transparência das demonstrações financeiras e
possibilitar a eliminação de barreiras entre a contabilidade internacional, a CVM -
Comissão de Valores Mobiliários promulgou a Lei 11.638/07 que altera a Lei
6.404/76, produzindo alterações imediatas para as companhias abertas. Essa lei
também se aplica a partir de 2010 às companhias fechadas a adoção das normas
emitidas pela CVM, para que participem do processo de convergência contábil, em
relação à escrituração e elaboração de demonstrações financeiras (IUDÍCIBUS,
2010).
De acordo com o Procedimento Técnico CPC PME - Comitê de
Pronunciamentos Contábeis para pequenas e médias empresas (2012d) para que
as informações geradas pelas pequenas e médias empresas estejam em
conformidade com as mudanças ocorridas na contabilidade, elas devem ser
apresentadas e formar um conjunto de demonstrações contábeis, constituídas pelo
Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado e a Demonstração do Fluxo de
Caixa.
Nas micro e pequenas empresas a falta de conhecimento e incentivo,
impedem que o empresário utilize adequadamente as ferramentas contábeis na
gestão do empreendimento, aumentando o risco de mortalidade dessas empresas
(SINDCONT/RJ, 2012).
Entendendo o papel da contabilidade para as empresas torna-se necessário
apresentar as áreas de atuação dessa ciência. De acordo com a realidade das micro
e pequenas empresas, as áreas da contabilidade efetivamente usadas são: a
contabilidade comercial que abrange a parte fiscal, departamento pessoal e a
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escrituração contábil. A parte fiscal e escrituração contábil atendem à contabilidade


financeira (IOB – INFORMAÇÕES OBJETIVAS PUBLICAÇÕES JURÍDICAS, 2012).
A Contabilidade de custos e gerencial também são áreas da Contabilidade
que podem ser aplicadas às micro e pequenas empresas. A Contabilidade gerencial
está agregada diretamente à contabilidade de custos, mas como não é obrigatória,
observa-se que a contabilidade de custos e a gerencial, não são comumente
utilizadas pelas micro e pequenas empresas (ABEL, 2010).

2.1 CONTABILIDADE FINANCEIRA

A Contabilidade Financeira originou-se na Revolução Industrial, com o


crescimento dos negócios. Devido a esse fato, os relatórios contábeis tornam-se
relevantes para a sociedade capitalista, a fim de aumentar a sua rentabilidade
(PADOVEZE, 2002).
Segundo Ching, Marques e Prado (2007) a Contabilidade Financeira
antecede a gerencial, pois serve como base para as outras contabilidades. As
informações por ela geradas são objetivas, confiáveis e precisas com o objetivo de
registrar as transações das empresas, organizar as informações contábeis e
elaborar as demonstrações financeiras.
É interessante ressaltar que a Contabilidade Financeira também é conhecida
como Contabilidade Geral e lida com a elaboração de informações econômicas que
atendam ao público externo como acionistas, credores e entidades reguladoras e
autoridades governamentais, comunicando a evolução da empresa através da
escrituração contábil (ATKINSON et al., 2000).
A Contabilidade Financeira tem o papel de registrar e controlar as operações
da empresa, através da apuração do resultado para verificar a existência de lucro ou
prejuízo. O seu principal objetivo é elaborar a escrituração contábil e fiscal do dia-a-
dia (COELHO, 2004).
Viceconti (2003) complementa que a Contabilidade Financeira utiliza-se do
método das partidas dobradas, e tem como finalidade a elaboração das
demonstrações, com base nos princípios contábeis, como o balanço patrimonial,
demonstração do resultado, demonstração do fluxo de caixa, entre outros.
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Com o desenvolvimento das atividades comerciais, surge a necessidade de


registrar e acompanhar os eventos ocorridos nas empresas, resultando no
aperfeiçoamento da Contabilidade (ARAUJO; VICTORETTI, 2007).
Basicamente, comércio é conceituado por Iudícibus e Marion (2002a), como a
troca de mercadorias por dinheiro ou de um produto por outro. Essa atividade
comercial de troca e, consequentemente, o surgimento da moeda, se deve às
características da natureza humana e de suas necessidades tornando-a muito
importante, pois coloca à disposição dos consumidores, uma variedade de bens e
serviços, que são necessários à sua satisfação. Dessa forma, o comerciante é a
pessoa física ou jurídica que completa a operação comercial, aproximando
vendedores e compradores.
A contabilidade aplicada às empresas comerciais é denominada como
Contabilidade Comercial, e conceitua-se como o ramo da contabilidade aplicado ao
estudo, controle e interpretação dos fatos ocorridos no patrimônio dessas empresas,
mediante registro, demonstração expositiva e revelação desses fatos, com o objetivo
de apresentar informações sobre o patrimônio e suas variações econômicas
(FRANCO, 1991).
A Contabilidade Fiscal, também conhecida como Contabilidade Tributária é o
conjunto de ações e procedimentos para apurar e gerar os tributos da entidade,
através de cálculos como a base de cálculo do PIS e COFINS, lucro apurado para
fins de imposto de renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Os
contribuintes devem manter o controle sobre sua situação patrimonial, para evitar
distorções na apuração dos tributos (PORTAL DE CONTABILIDADE, 2012b).
Para Fabretti (1996), a Contabilidade Tributária tem o objetivo de aplicar na
prática, de forma clara e precisa os princípios, normas contábeis e da legislação
tributária, resultando em informações economicamente exatas. Contudo, para
adaptarem-se às exigências fiscais, os resultados econômicos são alterados
gerando um valor denominado resultados fiscais, e este resultado se difere do
resultado contábil.
A contabilidade desviou a sua finalidade principal, de gerar informações
válidas para as empresas, quando passou a servir de base para tributação mudando
seu rumo para o cumprimento específico da legislação tributária, tornando o fisco o
principal usuário das informações geradas pela contabilidade (ROSSONI, 2011).
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Para Rossoni (2011) o profissional de contabilidade precisa cumprir as


exigências tributárias atendendo ao fisco, mas sem deixar de fornecer às empresas
as informações necessárias para a tomada de decisão.

2.2 ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL

Para uma empresa sobreviver, nos dias de hoje deve ter a capacidade de
prever situações adversas ou favoráveis, podendo se adaptar a essas mudanças
com agilidade. Para isso, o Conselho Federal de Contabilidade - CFC (2002)
ressalta a importância da escrituração contábil na orientação aos gestores nesse
processo de decisão, principalmente nos pequenos empreendimentos que
enfrentam um cenário econômico de oscilações frequentes, onde precisam de todas
as ferramentas possíveis para se manterem no mercado.
Para oferecer informações sobre o patrimônio das empresas o CFC (2008) de
acordo com a Lei nº 11.638/07 declara que devem ser escriturados,
obrigatoriamente, no Livro Diário o Balanço Patrimonial e a Demonstração de
Resultado.
A técnica contábil que objetiva registrar todos os fatos contábeis e alguns atos
administrativos em livros próprios é chamado de escrituração (FERRARI, 2012).
A escrituração é formada por um conjunto de lançamentos. Esses
lançamentos representam um registro de um fato contábil, pelo método das partidas
dobradas sendo em ordem cronológica, que é a função histórica do lançamento, e
tendo um registro sistemático dos fatos agrupando-os segundo sua natureza, que
representa a sua função de classificação dos fatos (FRANCO, 2006).
Braga (2009) ressalta a importância da escrituração contábil para que se
consiga acompanhar as modificações ocorridas no patrimônio e apurar os resultados
a qualquer momento, por ser um armazenamento de dados contínuo das operações
realizadas. A escrituração é um conjunto de anotações ou registros com objetivo de
representar os fenômenos da gestão da empresa.
A Receita Federal (2012) faz constantemente, cruzamentos dos dados
gerados pelas movimentações contábeis e bancárias declaradas. Por isso, o Portal
de Contabilidade (2009) ressalta a importância de se escriturar todos os
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documentos, como por exemplo, os gastos com aluguéis, energia elétrica, água,
telefone, assim como todas as notas fiscais referentes às compras e vendas da
empresa, duplicatas pagas e os extratos de todas as contas e quaisquer operações
bancárias que a empresa possua. A ocultação das movimentações por parte das
micro e pequenas empresas pode ocasionar a exclusão do Simples Nacional,
conforme prevê a Lei Complementar 123/2006.
Para Marion (2009) a empresa que não tem registros perde sua identidade,
sendo impossível conhecer seu passado, presente e futuro. Para se tornar
organizada, a empresa, deve seguir o histórico da contabilidade, realizando
primeiramente relatórios, observar os efeitos dos lançamentos contábeis e por fim
fazer a escrituração nos livros contábeis, o Razão e o Diário, que são considerados
os livros de escrituração fundamentais. O livro Razão é obrigatório e nele são
realizados os registros em contas individualizadas. O Livro Diário é exigido por lei, e
deve conter as demonstrações contábeis.
Por meio das demonstrações contábeis o gestor fica informado sobre qual a
situação que o empreendimento se encontra, qual sua rentabilidade, o grau de
endividamento e controle das contas a pagar e a receber. É importante destacar que
a contabilidade registra aquelas informações que lhe são passadas pelos
empresários, logo, se as informações passadas são incompletas ou inverídicas,
podem comprometer os resultados apresentados pelas demonstrações, conforme o
CFC (2008).
Serão abordados a seguir a obrigatoriedades que as micro e pequenas
empresas estão sujeitas, conforme o CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis
(2012b).

- Balanço patrimonial: Conforme ressalta Ferrari (2012), o Balanço Patrimonial é a


demonstração contábil que evidencia o patrimônio de uma entidade em dado
momento. Este é o relatório mais importante gerado pela contabilidade e revela
como está a situação financeira e econômica da empresa. É dividido em lado
esquerdo, que representa o Ativo e lado direito que é formado pelo Passivo e
Patrimônio Líquido (MARION, 2009).
As contas do balanço devem ser agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da empresa, por isso, as contas do
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ativo devem ser dispostas pelo seu grau de liquidez e as do passivo em ordem
decrescente de exigibilidade (BRAGA, 2009).
De acordo com o inciso I do art. 176 da Lei nº 6.404/1976, ao fim de cada
exercício social a diretoria deverá elaborar o balanço patrimonial que, será publicado
juntamente com as demais demonstrações contábeis (FERRARI, 2012).
Entretanto, Franco (2006) destaca a importância de elaborá-lo com maior
frequência, pois as informações que constam no balanço asseguram controle das
atividades administrativas, mostrando os seus resultados e a análise constante do
balanço patrimonial fornece maior segurança à empresa, pois, se algo estiver fora
dos padrões estabelecidos previamente, torna-se mais fácil uma correção dos fatos.

- Demonstração do resultado: a demonstração do resultado é importante para


mostrar o resultado do exercício, sua composição, o custo e o total das vendas, o
lucro bruto, as despesas operacionais e não operacionais, as receitas e o lucro
líquido (FRANCO, 1991).
De acordo com o CFC (2008) a demonstração do resultado é designada para
confirmar o resultado formado em um período de tempo na entidade, observando o
princípio da competência que demonstra a formação dos níveis de resultado
mediante o confronto entre as receitas e as respectivas despesas.
Através da demonstração do resultado se obtêm resultados positivos, os
quais são denominados lucros, ou negativos, que correspondem aos prejuízos. Em
caso de prejuízo líquido, a reserva de lucro e as reservas legais devem compensá-
los (BRAGA, 2009).

- Demonstração do fluxo de caixa: A Demonstração do Fluxo de Caixa segundo o


Portal de Contabilidade (2012a) é uma demonstração dinâmica que tem a função de
demonstrar a origem do dinheiro de entrada e saída de caixa em determinado
período, além do Resultado do Fluxo Financeiro.
Com o processo de harmonização da contabilidade, a Lei 11.638/07 modificou
a Lei 6.404/1976, com a substituição da Demonstração das Origens e Aplicações de
Recursos (DOAR) pela Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) que até então era
publicada de forma voluntária por algumas empresas. O motivo da alteração é o fato
de a DOAR ser de difícil compreensão e se restringir ao capital circulante líquido
(MACEDO et al., 2011).
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O Pronunciamento Técnico CPC 03 (2012a) descreve a Demonstração do


Fluxo de Caixa como a ferramenta que, junto às demais demonstrações contábeis,
fornecem aos empresários, informações relevantes para a avaliação das mutações
nos ativos líquidos de uma entidade e sua capacidade para alterar os valores e
prazos dos fluxos de caixa, com o intuito de adaptá-los às suas necessidades. As
informações geradas pelo fluxo de caixa também são utilizadas como indicadores de
segurança dos fluxos de caixa futuros.
A demonstração do fluxo de caixa de uma entidade, seguindo as tendências
internacionais, deve conter seus fluxos do período segmentados por atividades
operacionais, atividades de investimentos e atividades de financiamento, a fim de
fornecer informações que permitam aos usuários verificar o impacto que causam em
relação à posição financeira da entidade e ao montante de seu caixa e equivalente
de caixa (CPC, 2012a).
Nas micro e pequenas empresas a demonstração do fluxo de caixa é uma
importante ferramenta no auxílio à gestão, pois por meio dela é possível adquirir
informações sobre o passado financeiro da empresa em determinado período e
assim, será possível se estabelecer uma melhor projeção futura de ativos
disponíveis. Através da análise das mutações do fluxo de caixa é possível se
aperfeiçoar, adaptando-se a realidade da empresa (BARBOSA, 2010).

- Notas explicativas: a Comissão de Valores Mobiliários – CVM através da


Instrução CVM nº 247/96 define, no art. 31, que as notas explicativas acompanham
as demonstrações contábeis consolidadas e devem conter informações precisas das
sociedades controladas (OLIVEIRA; PEREZ JR., 2010).
De acordo com Ching, Marques e Prado (2007) para a análise das
demonstrações é extremamente necessária a utilização das notas explicativas, que
apresentam com transparência os detalhes analíticos das contas sintetizadas e das
práticas contábeis utilizadas.
As notas explicativas devem apresentar informações para elaborar as
demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas, divulgar a
informação requerida pelos Pronunciamentos Técnicos, Orientações e
Interpretações do CPC, que não foram apresentadas e fornecer informação adicional
que seja relevante, sendo exibidas de forma praticável e sistemática (CPC, 2012c).
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Conforme Hendriksen e Breda (1999) as notas explicativas não devem


substituir ou contradizer as demonstrações contábeis, sua função é de
complementar as demonstrações e esclarecer as informações. Deloitte (2007)
complementa que as notas explicativas devem ser parte integrante das
demonstrações financeiras.
As notas explicativas são geralmente apresentadas para uma melhor
compreensão dos usuários, conforme o CPC 26 (2012b), da seguinte forma:
- declaração de conformidade com os Pronunciamentos Técnicos, Orientações e
Interpretações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis;
- resumo das políticas contábeis significativas aplicadas;
- informação de suporte de itens apresentados nas demonstrações contábeis pela
ordem em que cada demonstração e cada rubrica sejam apresentadas;
- outras divulgações, incluindo: passivos contingentes (Provisões, Passivos
Contingentes e Ativos Contingentes) e compromissos contratuais não reconhecidos;
e divulgações não financeiras, por exemplo, os objetivos e políticas de gestão do
risco financeiro da entidade.
É proposta da contabilidade, auxiliar na gestão dos negócios, além de
escriturar os fatos contábeis, conforme Iudicíbus (2010). Portanto, apresenta-se a
seguir a contabilidade de custos e a contabilidade gerencial como suporte às micro e
pequenas empresas, além da contabilidade financeira que fora apresentada.

2. 3 CONTABILIDADE DE CUSTOS

Padoveze (2011) define custos como a mensuração econômica dos produtos,


serviços e direitos alcançados para obtenção e a venda dos recursos, ou seja, custo
é o valor pago por alguma coisa. Portanto, a Contabilidade de Custos é o segmento
da ciência contábil dos custos e dos preços de vendas dos produtos e serviços.
De acordo com Martins (2003), o custo é um gasto reconhecido no momento
da utilização dos fatores de produção, para fabricação de um produto ou execução
de um serviço.
A Contabilidade sofreu diversas modificações e evoluiu como ciência
originando a Contabilidade Geral ou Contabilidade Financeira. Com a revolução
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industrial as empresas se preocuparam com os gastos de produção e formação de


preços de seus produtos originando daí a Contabilidade de Custos (ALVAREZ;
BORGES, 2010).
Martins (2003) complementa que a Contabilidade de Custos nasceu da
Contabilidade Financeira, quando surgiu nas indústrias a necessidade de avaliação
de estoques. Além da avaliação de estoque, ela possui duas finalidades importantes:
controle e decisão.
Os custos são classificados por Oliveira e Perez Júnior (2007) como custos
fixos, que permanecem constantes independente do volume de produção e custos
variáveis, que são aqueles que alteram de acordo com o volume de produção ou
serviço.
Os custos também são classificados como diretos e indiretos. Os custos
diretos são apropriados aos produtos diretamente, possuindo uma medida de
consumo, como quilograma e embalagem. Já os custos indiretos não apresentam
uma medida objetiva, utilizando-se critérios de rateio, como aluguel e energia
(MARTINS, 2003).
Devido ao crescimento das empresas e seu aumento produtivo, as
informações do sistema de custos ajudam os administradores na gerência das
empresas, auxiliando no controle, com a finalidade de indicar onde os problemas ou
situações não previstas estão ocorrendo, e na tomada de decisão, gerando
informações de custos úteis para subsidiar os processos decisórios (BORNIA, 2010).
Oliveira e Perez Júnior (2007) classificam os empresários, diretores,
executivos e os administradores das empresas como os principais usuários do
sistema de custos, que fornece informações contábeis claras, entendíveis e
confiáveis para o processo de tomada de decisão. Uma avaliação correta dos custos
é imprescindível para a elaboração de demonstrações contábeis válidas.

2.4 CONTABILIDADE GERENCIAL

As empresas enfrentam um ambiente desafiador e a contabilidade deve aderir


às mudanças para auxiliá-las, fornecendo informações precisas e oportunas que são
indispensáveis para o sucesso organizacional. A contabilidade gerencial surge para
20

atender as necessidades dos gestores, identificando, mensurando, reproduzindo e


analisando informações sobre os aspectos econômicos das empresas (ATKINSON
et al., 2000).
Iudícibus (1998) caracteriza a contabilidade gerencial como técnicas e
procedimentos que abrangem diversas áreas da contabilidade de uma forma
diferenciada, a fim de suprir os gestores de informações válidas na tomada de
decisão.
Segundo Padoveze (2010), Contabilidade Gerencial é o uso da contabilidade
como instrumento da administração, porém, só existe gerenciamento contábil se
utilizarmos a contabilidade, juntamente com a informação contábil no processo
administrativo.
O objetivo da contabilidade gerencial é extrair dos dados contábeis as
informações úteis aos administradores, que lhes permitam gerenciar o desempenho
da empresa, avaliando se as metas previstas foram cumpridas (NEVES;
VICECONTI, 2003).
As informações geradas pela contabilidade gerencial desempenham tarefas
como o controle operacional, custeio do produto e do cliente, controle gerencial e
implementação de estratégias e de controle (ATKINSON et al., 2000).
Segundo Atkinson et al. (2000) com as informações gerenciais contábeis
todos os indivíduos envolvidos na atividade da empresa recebem feedback de seus
desempenho, podendo compará-los com o passado para aperfeiçoar-se no futuro.
Essas informações também auxiliam os empresários desempenhando tarefas como
o controle operacional, custeio do produto e do cliente, controle gerencial e criação
de estratégias e de controle, gerando produtos e serviços que os clientes valorizem
para o sucesso da empresa.
A contabilidade gerencial aborda técnicas e procedimentos já conhecidos na
Contabilidade Financeira, na Contabilidade de Custos, na Análise Financeira de
Balanços e outros, de forma diferenciada e analítica, para auxiliar os gestores no
processo decisório (IUDÍCIBUS, 1998).
Neves e Viceconti (2003) complementam que a Contabilidade Gerencial não
se vincula apenas as informações produzidas pela contabilidade, mas também utiliza
informações de outros campos como a administração financeira, estatística e análise
financeira.
21

2.5 MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Uma empresa é o conjunto de pessoas que trabalham em equipe para atingir


os objetivos, através da gestão de recursos humanos, materiais e financeiros.
Existem vários tipos de empresas destinadas à produção ou prestação de serviço, a
fim de satisfazer as necessidades da sociedade. As pequenas empresas têm maior
facilidade em satisfazer essas necessidades, integrando tecnologia, qualidade e
competitividade (CHIAVENATO, 2008).
O sistema produtivo das micro e pequenas empresas possibilita a diluição da
economia em milhares de empreendimentos. Possui importante papel social e
econômico, decisivo na geração de empregos e no desenvolvimento econômico,
fortalecendo a economia (SANTOS; SILVA; NEVES, 2011).
As micro e pequenas empresas têm importante contribuição no crescimento e
desenvolvimento do País, proporcionando alternativas para a população que
pretende desenvolver seu próprio negócio, ajudando na diminuição das taxas de
desemprego, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -
IBGE – (2003).
As pequenas empresas contribuem com o País de forma inquestionável, pois
sua participação econômica pode ser considerada similar à das empresas de grande
porte, produzindo grande parte dos bens e serviços, além de oferecerem inovação,
estimular a competição e auxiliar as grandes empresas (LONGENECKER; MOORE;
PETTY, 2004).
Kassai (1997) ressalta que muitas das grandes empresas são resultados do
laboratório de empresários e executivos que viram oportunidade de crescimento em
suas pequenas empresas.
A Confederação Nacional do Comércio – CNC – (2000) complementa que os
empresários das micro e pequenas, em sua maioria, possuem ambição e potencial
para ganhar dinheiro, demonstrando talento e arriscando muitas vezes a sua
condição de assalariado para tornar-se independentes.
A ampliação das micro e pequenas empresas no país são impulsionadas pelo
bom desempenho da economia brasileira. Entre 2000 e 2010, houve um aumento do
número de estabelecimentos de micro e pequenas empresas gerando empregos
com carteira de trabalho assinada, equivalente a 14,7 milhões de postos de trabalho,
22

em média. Em 2010, 99% das empresas era representada por esse tipo de
empreendimento, chegando a um total de 6,1 milhões em atividade. Esses índices
confirmam a importância das micro e pequenas empresas na economia, nessa
década, de acordo com os dados do Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos – DIEESE – (2011).
O SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas –
(2010) ressalta que, apesar das micro e pequenas empresas constituírem
aproximadamente 99% das empresas formais do Brasil, e empregarem mais de 50%
dos trabalhadores, representam apenas 20% do PIB. Isso significa que seus
trabalhadores são menos remunerados em comparação com as grandes empresas.
Para modificar esse cenário, aumentar a participação delas no PIB, e poder
remunerar melhor seu trabalhador, é necessário introduzir inovação de gestão,
processos e de produtos.

2.5.1 Sobrevivência e mortalidade das micro e pequenas empresas

Considerando a importância das micro e pequenas empresas para a


economia brasileira, torna-se indispensável a análise da taxa de sobrevivência e
mortalidade desses empreendimentos. Os dois primeiros anos de atividade de uma
empresa demandam maior monitoramento para garantir a sobrevivência, visto que
são os mais difíceis (SEBRAE, 2011a).
Vários são os fatores que contribuem para a deficiência de informações
contábeis nessas empresas conforme menciona o SINDCONT-RJ (2012): a falta de
capacidade gerencial, de profissionalização, de orientação dos contabilistas que na
maioria das vezes estão voltados somente para cumprirem as obrigações fiscais e
também a ausência de colaboração dos empresários, que não encaminham as
documentações aos contabilistas em tempo hábil e não fazem os devido controles
gerenciais e fiscais, gerando uma contabilidade deficiente e atrasada.
Dados do SEBRAE (2007) revelam que o fator que mais impacta nas micro e
pequenas empresas é a carga tributária elevada, e o principal fator para o
fechamento da empresa está nas falhas gerenciais, como a formação inadequada
23

dos preços dos produtos/serviços; informações deficientes, ou seja, a falta de


planejamento dos empresários.
Iudícibus e Marion (2000) consideram também que, a falta de dados
confiáveis, gerados pela Contabilidade, para auxiliar na tomada de decisão das
micro e pequenas empresas pode ser o fator principal para os seus altos índices de
mortalidade.
As pequenas empresas devem ter seus registros contábeis feitos por um
profissional de Contabilidade, em vez de ter seus lançamentos efetuados por um
funcionário ou membro da família do proprietário (LONGENECKER; MOORE;
PETTY, 2004).
Entretanto, dados do SEBRAE (2007) revelam, que mesmo sendo
procurados por cerca de 40% dos empresários, o que pode ser considerada uma
parcela significativa, cerca de 45% das empresas não buscam nenhuma ajuda da
Contabilidade na gestão de seus negócios.
Mesmo com todos os problemas enfrentados pelas micro e pequenas
empresas, os dados do SEBRAE (2011a) mostram que as taxas de sobrevivência
dessas empresas estão aumentando. As empresas constituídas em 2006 com até 2
anos de atividade, apresentam uma taxa de sobrevivência de 73,1%, superior às
constituídas em 2005 cujo índice foi de 71,9%. Pode-se dizer que as taxas de
mortalidade caíram de 28,1% para 26,9%, quando comparadas às empresas
constituídas em 2005 e 2006. No Espírito Santo, também houve um resultado
satisfatório na redução da taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas. As
taxas variaram de 28% para 27% no mesmo período de tempo.

2.5.2 Classificação das micro e pequenas empresas

A definição do tamanho de uma empresa é importante, pois permitirá às micro


e pequenas empresas usufruir dos benefícios e incentivos previstos nas legislações
(SEBRAE, 2011b).
Chiavenato (2008) complementa que as empresas podem ser classificadas
quanto ao seu porte em grandes, médias e pequenas, definidas por critérios como,
por exemplo, o número de empregados. Esse critério é o mais utilizado pelo
24

SEBRAE (2011b) que classifica a indústria em microempresa aquela que tem até 19
empregados, a pequena empresa contendo de 20 a 99 empregados, a média
empresa de 100 a 499 empregados e a empresa de grande porte com mais de 500
empregados. No setor de comércio e serviços, é considerada microempresa aquela
que tem até 09 empregados, a pequena empresa entre 10 e 49 empregados, a
média empresa de 50 a 99 empregados e a empresa de grande porte possuindo
mais de 100 empregados.
O portal da Receita Federal do Brasil (2012) informa que o regime
simplificado de tributação – SIMPLES, adota um critério diferente para classificar as
empresas de acordo com seu faturamento. Conforme disposto na Medida Provisória
275/05, cujos valores foram atualizados pelo Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/11
que ajusta a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06),
sendo atualizada pela Lei Complementar 139/2011, a partir de 2012 os limites da
receita bruta anual passaram a ser:
- Microempresa: receita bruta passa de R$ 240.000,00 para R$ 360.000,00;
- Empresa de Pequeno Porte: passa de R$ 2.400.000,00 para receita bruta superior
a R$ 360.000 e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00;
- Micro Empreendedor Individual: passa de R$ 36.000,00 para até R$ 60.000,00.
Essas mudanças beneficiam 5,5 milhões de empresas optantes pelo Simples
Nacional e também atinge cerca de 1,6 milhão de empreendedores individuais no
País (SEBRAE, 2011b).
As empresas tratadas nessa pesquisa referem-se ao perfil de micro e
pequenas empresas, considerando os ensinamentos de Chiavenato (2008),
determinações da Receita Federal do Brasil (2012) e SEBRAE (2011b).
25

3 METODOLOGIA

Segundo Andrade (2003) a metodologia consiste nos métodos utilizados na


busca do conhecimento.
Gil (2002) define pesquisa como o procedimento utilizado para a obtenção de
respostas para os problemas propostos.
Com base nesse conceito, esta pesquisa buscou identificar o conhecimento
dos empresários das micro e pequenas empresas de Iúna-ES a respeito da
Contabilidade.

3.1 CARACTERIZAÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO

A presente pesquisa tem como objeto de estudo a percepção dos


empresários das micro e pequenas empresas sobre a Contabilidade, que muitas
vezes é utilizada apenas como instrumento para atender a exigências fiscais, não
levando em consideração a sua principal função, que é a de estudar o patrimônio
das entidades transformando dados em informações precisas para auxiliar a tomada
de decisão, deixando de se beneficiar com os recursos que a Contabilidade
proporciona à gestão das empresas.
A população de uma pesquisa é o conjunto de elementos a serem
pesquisados, que apresentam pelo menos uma característica em comum
(OLIVEIRA, 2004).
A pesquisa foi realizada nas micro e pequenas empresas comerciais e de
serviços da cidade de Iúna-ES, optantes pelo Simples Nacional. Para a seleção da
amostra procedeu-se aos seguintes passos:
- inicialmente foram coletados dados da Associação Comercial e Industrial de Iúna-
ES – ACIIU em que totalizaram 70 empresas cadastradas. No entanto, a amostra
não representa a realidade do município tornando-se insuficiente para atender aos
objetivos da pesquisa.
26

- em segundo momento, recorreu-se à Prefeitura Municipal de Iúna-ES. A listagem


fornecida pela Prefeitura apresentou um total de 674 micro e pequenas empresas,
mas os dados não estavam atualizados até 2012.
- a opção então para alcançar um total de empresas que representasse a realidade
do município de Iúna-ES no momento de realização da pesquisa, foi buscar as
informações junto aos escritórios de contabilidade atuantes. Assim, os escritórios
foram contactados e as pesquisadoras solicitaram listagem das micro e pequenas
empresas atuantes no município e que se enquadram no regime de tributação
Simples Nacional. Um total de 251 empresas foram listadas.
A partir da população apresentada pelos contadores de Iúna-ES procedeu-se
ao cálculo da amostra com margem de erro de 5%. A amostra pesquisada foi
definida por meio de cálculo estatístico, aplicando-se a fórmula apresentada a
seguir:

A= ______Z² x P x Q x N_______
[( N – 1) x E²] + [(Z² x P x Q)]

A= ______1,96² x 0,70 x 0,30 x 251_______


[( 251 – 1) x 0,05²] + [(1,96² x 0,70 x 0,30)]

A= 142

Onde:
A = Tamanho da amostra Z = Nível de Confiança
P = Taxa de Proporcionalidade Q = Complemento da Proporcionalidade
E = Margem de Erro N = População Conhecida ou Estimada
Fonte: Manual de TCC (SOUZA, 2008).

Logo, o total de empresas a serem pesquisadas, foi 142 empresas.

3.2 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA

As pesquisas podem ser classificadas quantos aos fins, com base em seus
objetivos, e quanto aos meios, com base nos procedimentos técnicos utilizados. A
pesquisa com base em seus objetivos é útil para possibilitar uma aproximação
conceitual, podendo ser exploratória, descritiva ou explicativa (GIL, 2002).
27

De acordo com Gil (2002), a pesquisa descritiva tem a função de descrever as


características de uma população ou o estabelecimento entre variáveis a fim de
determinar a natureza dessa relação.
A maioria das pesquisas descritivas é desenvolvida nas ciências humanas e
sociais como as pesquisas de opinião mercadológica, levantamentos
socioeconômicos e psicossociais (ANDRADE, 2003).
Portanto, quanto aos objetivos, realizou-se uma pesquisa descritiva visando
estabelecer a relação entre a contabilidade aplicada nas micro e pequenas
empresas e a contabilidade teórica.
A pesquisa explicativa identifica os fatores que contribuem para a ocorrência
dos fenômenos, aprofundando o conhecimento da realidade para explicar a razão
dos acontecimentos (GIL, 2002).
Segundo Andrade (2003) essa pesquisa além de registrar, analisar e
interpretar os fenômenos busca determinar suas causas, tornando-a mais complexa.
A pesquisa também pode ser classificada como explicativa, uma vez que
explica se os empresários das micro e pequenas empresas possuem conhecimento
sobre os serviços contábeis prestados às suas empresas.
A pesquisa com base nos procedimentos de coleta de dados tem a função de
confrontar a visão teórica com os dados da realidade, através de um planejamento
que envolve a previsão de análise e interpretação dos dados. Podem ser
classificadas como pesquisa bibliográfica, documental, experimental, ex-post facto,
levantamento e estudo de caso (GIL, 2002).
Segundo Marconi e Lakatos (2003) e Oliveira (2004), a pesquisa bibliográfica
abrange a bibliografia já publicada em relação ao tema de estudo e tem como
objetivo conhecer as formas de contribuição cientifica utilizada na pesquisa.
De acordo com os procedimentos de coleta de dados, a pesquisa é
considerada como bibliográfica por ser desenvolvida com material já elaborado.
Diversos livros, artigos, e sites foram utilizados para elaboração desta pesquisa.
As pesquisas de levantamento têm como finalidade interrogar um número
significativo de pessoas de forma direta, procurando obter informações para
conclusão do estudo (GIL, 2002).
Esta pesquisa é caracterizada como sendo de levantamento por buscar junto
aos empresários de micro e pequenas empresas, dados suficientes para responder
aos objetivos da pesquisa.
28

3.3 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS

Para a obtenção das informações na pesquisa, é preciso realizar a coleta de


dados. Os dados são observações documentadas ou resultados da medição. De
acordo com Gil (2002), as técnicas utilizadas na coleta de dados nos levantamentos
são: o questionário, a entrevista e o formulário.
Para a aplicação do questionário não é necessário a presença do
pesquisador, no entanto, as perguntas devem ser claras e objetivas para fácil
entendimento dos pesquisados (ANDRADE, 2003).
Marconi e Lakatos (2003) apresentam vantagens na aplicação do
questionário, entre elas, a economia de tempo, respostas mais rápidas e precisas e
abrange maior quantidade de pessoas.
Nesta pesquisa, optou-se pela utilização do questionário como instrumento de
coleta de dados que foi elaborado e aplicado pelas pesquisadoras.
Para avaliar a eficiência do instrumento de coleta de dados torna-se
necessário aplicar o pré-teste que verifica a fidedignidade, validade e operatividade
de acordo com os objetivos da pesquisa. O pré-teste é uma tarefa fundamental para
validação dos instrumentos de levantamento (GIL, 2002).
O pré-teste foi realizado em 10 empresas, e foi identificado que as perguntas
estão claras para os respondentes e que foram suficientes para responder os
objetivos da pesquisa.
Para a realização da coleta de dados foram distribuídos 142 questionários. A
aplicação do questionário ocorreu no período de 03 de setembro a 05 de outubro de
2012. As próprias pesquisadoras distribuíram e recolheram os questionários. Um
total de 126 questionários foi devolvido devidamente respondido, representando
89% da amostra, sendo suficiente para validar os resultados obtidos.
Assim, iniciou-se a tabulação, análise e discussão dos dados. A tabulação foi
realizada com cálculo da média aritmética das respostas utilizando o Microsoft Excel
como suporte.
29

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

Neste capítulo estão apresentados todos os dados obtidos na pesquisa,


analisados e discutidos à luz dos teóricos que fundamentam a pesquisa. O
questionário utilizado na pesquisa encontra-se no final do trabalho (APÊNDICE C).
A primeira pergunta do questionário foi sobre o ramo de atividade das
empresas. Constatou-se que 78% das empresas pesquisadas atuam no comércio,
9% prestam serviços e 13% atuam nos dois ramos de atividade.
Sobre o tempo de atuação das empresas o GRAF. 01 apresenta os
resultados obtidos em percentuais.

Gráfico 01: Tempo de atuação das empresas no mercado


Fonte: Dados obtidos na pesquisa

Pesquisas realizadas pelo SEBRAE (2011a) afirmam que as empresas


fecham suas portas antes de completarem 05 (cinco) anos. A falta de clientes,
capital, concorrência, burocracia, impostos, falta de planejamento, técnicas de
marketing, avaliação de custos e fluxo de caixa estão entre os principais fatores que
influenciam no encerramento das atividades desses empreendimentos.
O que se observou nesta pesquisa é que a maioria das empresas
participantes tem um tempo de atuação superior a 05 (cinco) anos (61%). Isso
remete ao entendimento de que essas empresas já têm certa estabilidade no
mercado em que atuam.
Foi perguntado quantos funcionários a empresa possui e 13% responderam
que não possuem funcionários, 81% possuem de 01 (um) a 09 (nove) funcionários,
30

6% de 10 (dez) a 49 (quarenta e nove) funcionários e nenhuma empresa têm acima


de 50 (cinquenta) funcionários.
O número de funcionários pode servir como base para definição do porte da
empresa. No setor de comércio e serviços, a microempresa é aquela que tem até 09
(nove) empregados, a pequena empresa entre 10 (dez) e 49 (quarenta e nove)
empregados, a média empresa de 50 (cinquenta) a 99 (noventa e nove) empregados
e a empresa de grande porte possuindo mais de 100 (cem) empregados
(CHIAVENATO, 2008; SEBRAE 2011b).
Sendo assim, o que se pode afirmar é que a maioria das empresas
participantes da pesquisa (94%) se classifica como microempresa, com um
percentual reduzido de 6% de pequenas empresas.
A respeito da contabilização das movimentações da empresa 94% dos
empresários dizem que contabilizam as movimentações por meio de um contador
terceirizado, 5% afirmam possuir um contador interno e 1% declaram não
contabilizar suas movimentações.
Essas respostas contradizem alguns dados da pesquisa uma vez que a
relação de empresas a serem contactadas foi coletada nos escritórios de
contabilidade de Iúna-ES. Portanto, entende-se que 100% das empresas terceirizam
seus serviços.
Longenecker, Moore e Petty (2004) ressaltam a importância de se efetuar os
registros contábeis por um profissional de Contabilidade, em vez de serem
efetuados pelo proprietário da empresa.
E nessa concepção é que buscou saber de que forma as empresas
contabilizam suas movimentações. E mesmo havendo contradição nas respostas,
entende-se que todas as empresas terceirizam os serviços de contabilidade.
Para os empresários que contabilizam suas movimentações, foi questionado
o seu conhecimento sobre quais práticas contábeis são realizadas para sua
empresa. O Balanço Patrimonial é identificado por 48% dos empresários, 47%
reconhecem a elaboração da Demonstração do Resultado, da Demonstração do
Fluxo de Caixa e das Notas Explicativas, 77% indicaram que é realizada a
escrituração dos livros fiscais, e outros 68% dos empresários identificaram como
práticas contábeis, emissão da folha de pagamento, salários, férias, adiantamentos
e rescisões dos funcionários, conforme apresenta o GRAF. 02.
31

Destaca-se que o percentual de respostas ultrapassa 100% visto que os


pesquisados tinha a opção de apontar mais de uma resposta correta.

77% 68%
48% 47%

Balanço Demonstração do Escrituração dos Folha de


Patrimonial Resultado, Livros Fiscais Pagamentos,
Demonstração do Salários, Férias,
Fluxo de Caixa e etc.
Notas Explicativas

Gráfico 02: Conhecimento dos empresários sobre as práticas contábeis


Fonte: Dados obtidos na pesquisa

Uma questão observada pelas pesquisadoras é que os empresários que


marcaram todas as opções de resposta são das empresas que têm mais de 10 (dez)
anos de atuação. Como esperado, essa questão confirma que o tempo de atuação
das empresas contribui de forma significativa para os resultados dessa pesquisa. A
experiência dos gestores torna-se fundamental neste processo.
Grande parte das empresas que têm menos de 05 (cinco) anos identificaram
apenas as questões que tratam da escrituração de livros fiscais e as funções do
departamento pessoal, o que mostra a falta de conhecimento dos empresários com
menos tempo de atuação, para utilizarem as ferramentas contábeis adequadamente
no processo decisório. Os empresários deveriam explorar as informações contábeis
que têm à sua disposição, uma vez que o encerramento das suas atividades poderia
até ser evitado.
Para Kassai (1997), não restam dúvidas da importância da Contabilidade e
dos serviços prestados pelo contador para as micro e pequenas empresas, porém o
empreendedor tem dificuldades de compreender e dominar a lógica contábil,
direcionando os relatórios financeiros apenas para cumprimento de uma obrigação
legal.
Iudícibus e Marion (2000) complementam dizendo que os empresários das
micro e pequenas empresas utilizam a Contabilidade somente para atender a
legislação fiscal, o que é considerado um sério problema para sua mortalidade.
32

Confrontando o exposto por Kassai (1997) e Iudícibus e Marion (2000) com os


resultados obtidos nesta pesquisa, percebe-se uma confirmação do que os autores
apresentam. Os empresários com menos tempo de atuação no mercado têm
dificuldades de perceber a contribuição da contabilidade para a gestão do seu
negócio, e alguns utilizam a contabilidade somente para cumprimento às exigências
fiscais.
Quanto à percepção dos empresários em relação ao auxílio da contabilidade
para a sua empresa, os resultados são apresentados no GRAF. 03.

Gráfico 03: Percepção dos empresários quanto ao auxílio da Contabilidade.


Fonte: Dados obtidos na pesquisa

Conforme se observa no GRAF. 03 a contabilidade é percebida pelos


empresários, em sua maioria (79%), para atender aos fins fiscais e elaborar a
declaração do imposto de renda (57%), demonstrando que o profissional de
contabilidade está mais voltado ao atendimento das exigências do fisco, deixando de
atender como deveria a função principal da Contabilidade que é de classificar,
demonstrar e analisar a variação do patrimônio e elaborar as demonstrações com
informações válidas para a tomada de decisão.
Esses resultados sugerem a existência de um limite dos empresários em se
beneficiarem da contabilidade contribuindo para a gestão da sua empresa.
De acordo com Stroeher e Freitas (2008), identifica-se que os contadores não
demonstram a seus clientes o verdadeiro auxílio que a contabilidade pode lhes
oferecer, devido à falta de conhecimento dos empresários sobre a importância das
informações contábeis e à baixa remuneração pelos serviços contábeis prestados.
33

Martins (2005) confirma que a Contabilidade não deve restringir-se apenas às


atividades obrigatórias como as comerciais, fiscais ou tributárias, como é realizado
na maioria das vezes por parte dos contadores, mas devem aderir a uma
contabilidade voltada aos administradores no processo de tomada de decisão,
utilizando ferramentas vinculadas ao suporte à administração.
Como a contabilidade está vinculada ao excesso de fiscalização e a
arrecadação de impostos, deixa de apresentar aos empresários as diversas funções
que possui. Dessa forma, os resultados aqui obtidos demonstram que os
empresários não entendem as vantagens da utilização da contabilidade que são
extremamente necessárias para a administração da empresa como: a elaboração
das principais demonstrações contábeis (Balanço Patrimonial e a Demonstração do
Resultado) e os relatórios gerenciais, restringindo o conhecimento dos gestores a
respeito das práticas contábeis. Este cenário poderia ser diferente se os
empresários buscassem o auxílio devido dos profissionais de contabilidade.
Foi solicitado que os empresários indicassem as opções que melhor explicam
o relacionamento com o seu contador e 11% afirmam ter contato por telefone ou e-
mail, 43% têm maior contato com o funcionário responsável pela escrituração da
empresa, e 19% têm contato apenas com o motoboy. A visita do contador é
frequente em 39% das empresas, 51% dos empresários procuram o escritório
quando precisam de informações e 3% nunca receberam uma visita do contador na
empresa. A frequência da visita dos contadores à empresa não foi apresentada
pelos empresários.
Lambden e Targett (1990) destacam que as falhas de comunicação entre
contador e empresário acarretam muitos problemas na gestão da empresa.
Percebe-se através dos dados acima que a maior parte dos empresários
quando necessita de alguma informação procura o escritório de contabilidade para
se informar ou entra em contato com o funcionário responsável por sua escrituração,
o que mostra que o contato direto com o contador é falho. Entretanto, os
empresários demonstram que os contadores fazem visitas frequentes nas empresas,
essas informações se contradizem.
Embora não seja possível identificar as empresas, uma pesquisa realizada
por Ribeiro e Almeida (2010) confirmam que o contato entre empresa e contador
sempre parte dos empresários de acordo com a necessidade de informações.
34

Para identificar quais os documentos que os empresários enviam para o


escritório de contabilidade mensalmente, foi elaborado um quadro contendo todos os
documentos que deveriam ser enviados para a devida contabilização.
DOCUMENTOS SIM (%) NÃO (%)
CONTA DE ÁGUA PAGA 42% 58%
RECIBO DE ALUGUEL 38% 62%
CONTA DE TELEFONE PAGA 43% 57%
CONTA DE ENERGIA PAGA 45% 55%
RECIBOS DE SALARIOS E FÉRIAS DOS FUNCIONÁRIOS 83% 17%
GUIA DE RECOLHIMENTO INSS 96% 4%
GUIA DE RECOLHIMENTO FGTS 93% 7%
GUIA DE RECOLHIMENTO DAS 79% 21%
COMPROVANTES DE COMBUSTÍVEIS 10% 90%
NOTAS FISCAIS DE ENTRADA 99% 1%
NOTAS FISCAIS DE SAÍDA 96% 4%
COMPROVANTES DE HONORÁRIOS PAGOS 76% 24%
RECIBO DE PRÓ-LABORE 85% 15%
EXTRATOS BANCÁRIOS 18% 82%
GUIA DE RECOLHIMENTO CONTRIBUIÇÃO SINDICAL 71% 29%
DUPLICATAS PAGAS 69% 31%
QUADRO 01: Documentos enviados para os escritórios de contabilidade
Fonte: Dados obtidos na pesquisa

Nota-se no quadro acima que os documentos que deveriam ser entregues ao


escritório de contabilidade não são enviados por todos os empresários. As maiores
porcentagens de envio são de documentos referentes ao departamento pessoal
(folhas de pagamento, férias, etc.), as notas fiscais de entrada e saída e as guias de
impostos pagas (INSS, FGTS, etc.). As outras contas tiveram um índice baixo o que
pode indicar a falta de entendimento por parte dos empresários sobre o que a
contabilidade necessita para a devida contabilização.
Segundo o Portal de Contabilidade (2009) todos os gastos da empresa devem
ser documentados, remetidos à contabilidade e contabilizados, por exemplo, os
gastos com aluguéis, energia elétrica, água, telefone, assim como todas as notas
fiscais referentes a compras e vendas da empresa e duplicatas pagas. Devem ser
enviadas também à contabilidade mensalmente, os extratos de todas as contas e
quaisquer operações bancárias que a empresa possua.
35

Foi solicitado aos empresários que justificassem o motivo pelo qual alguns
documentos não são enviados ao escritório de Contabilidade. Da amostra de 126
(cento e vinte e seis) questionários, 71 (setenta e um) empresários justificaram essa
questão. O GRAF. 04 apresenta todas as respostas obtidas:

30% 30%

18%
15%

6%
1%

Documentos O Contador Controle Julgam que Não é de Aumenta as


em nome de não solicita os Interno não é interesse do despesas e
Pessoa Física documentos necessário contador impostos

Gráfico 04: Motivos que levam os empresários a não enviarem determinados documentos à
contabilidade
Fonte: Dados obtidos na pesquisa

Dentre as justificativas apresentadas, identifica-se com maior percentual


(30%) os empresários que relataram que os documentos não enviados estão em
nome de pessoa física; e outros 30% afirmaram que o contador não solicita tais
documentos.
Percebe-se através do GRAF. 04 que os empresários desconhecem a
necessidade de se enviar os documentos listados à contabilidade. Esses dados
demonstram que os contadores não estão solicitando dos empresários, envio de
todos os documentos para a contabilização, o que pode acarretar em distorções nas
informações contábeis.
Um total de 18% dos empresários responderam que fazem seus controles
internamente, deixando de enviar documentos importantes para geração das
informações contábeis. Esses dados confirmam o estudo de Pires, Costa e Hahn
(2004), no qual os empresários fazem seus próprios controles, sem auxílio da
contabilidade.
Perguntou-se aos empresários se, além do que lhe é fornecido pelo Contador,
julgam necessário outro tipo de informação para a gestão da empresa. Os que
36

gostariam de receber outras informações correspondem a 47% e os que não


desejam outros tipos de informações correspondem a 53%.
Dos 47% dos empresários que responderam que necessitam de informações
adicionais, 10% gostariam que o contador elaborasse relatórios gerenciais, 23%
receber informações de consultoria e assessoria jurídica, 17% informação sobre o
fluxo de caixa, 18% desejam saber o que é realizado com os documentos que são
enviados para a contabilidade e 8% deram sugestões de outros tipos de informação
que poderiam ser fornecidas pela contabilidade. O GRAF. 05 confirma os dados
apresentados anteriormente.

23%

18%
17%

10%
8%

Relatórios Consultoria e Fluxo de Caixa Informação sobre Outras


Gerenciais Assessoria o que é realizado
Juridica com os
documentos

Gráfico 05: Informações adicionais que os empresários almejam da Contabilidade.


Fonte: Dados obtidos na pesquisa

Dentre as sugestões fornecidas pelos empresários, identifica-se a


necessidade de novas informações de seu interesse e que não são repassadas pelo
contador, como: mudanças na legislação, criação de leis que tem relação ao
empreendimento e que o contador realizasse palestras, reuniões e visitas para
análise em conjunto sobre a situação da empresa.
A comunicação entre o profissional contábil e seus clientes é indispensável no
sentido em que proporcione maior integração e desempenho para empresa. O
contador não deve limitar-se à simples execução dos serviços contábeis, mas
também prestar serviços de assessoria e consultoria (SALVADOR, 2012).
A partir da questão acima, entende-se que a contabilidade deixa de suprir a
necessidade de muitos empresários, pois um número significativo deles gostaria de
receber informações adicionais.
37

Foi questionado se os empresários encontram disponibilidade por parte de


seu contador e notou-se que a maioria dos empresários encontra disponibilidade
sempre que precisam de alguma informação, representando 82% da amostra, 17%
dizem não encontrar disponibilidade sempre que precisam e apenas 1% nunca
encontra disponibilidade por parte do seu contador.
Kassai (1997) diz que os administradores enfrentam dificuldades na
administração da sua empresa pela falta de compreensão dos aspectos financeiros
e contábeis do negócio. Para solucionar suas dificuldades procuram assistência dos
contadores, mas, nem sempre encontram o que necessitam.
Os resultados desta pesquisa se diferem do que apresenta Kassai uma vez
que a maioria disse que os contadores estão disponíveis sempre que são
procurados.
Quando perguntado sobre as mudanças ocorridas na contabilidade, 56% dos
empresários responderam que esperam o contador comunicar sobre o que foi
alterado, 7% procuram informações com outros empresários do mesmo ramo de
atuação, 22% atualizam-se através de jornais, revistas, internet e outros meios de
informação e 40% procuram o contador para manter-se atualizados. s
A falta de conhecimento dos empresários pode ser associada ao fato destes
não estarem se atualizando constantemente sobre as mudanças ocorridas na
Contabilidade. Percebe-se que o maior índice representa os empresários que sequer
têm a iniciativa de procurar um meio de se manter atualizado.
O entendimento desta questão é de que os empresários transferem para a
contabilidade toda a responsabilidade de atualização de informações. Na verdade,
esta responsabilidade também é dos empresários, mas que pelo que se apresenta
nesta pesquisa, se acomodam e entendem que o contador deve informá-lo de todas
as alterações relacionadas ao desenvolvimento das atividades empresariais.
38

5 CONCLUSÃO

A presente pesquisa teve como objetivo avaliar a concepção dos empresários


das micro e pequenas empresas da cidade de Iúna-ES sobre a Contabilidade. O
objetivo foi alcançado uma vez que foi identificado o conhecimento dos empresários
das micro e pequenas empresas de Iúna-ES a respeito das práticas contábeis
realizadas para sua empresa.
De acordo com os dados coletados, foi possível verificar o conhecimento que
os empresários possuem sobre as práticas contábeis realizadas pelo departamento
de contabilidade da sua empresa, percebendo assim, que alguns empresários com
experiência de mercado conhecem melhor as práticas realizadas pela contabilidade
para a sua empresa. Porém, é significativo o número de empresários que não
possuem conhecimento dos benefícios que a contabilidade pode lhes oferecer.
Por meio da pesquisa foram identificados os documentos que são enviados
para o escritório de contabilidade, por parte dos empresários. E tem-se que muitos
destes documentos que são fundamentais para a contabilização das movimentações
da empresa não são enviados à contabilidade. Dentre os motivos apresentados
pelos empresários, se destacou a não solicitação de envio por parte dos contadores.
Com relação à necessidade de informação contábil dos empresários e o
atendimento destas por parte dos contadores, percebeu-se que muitos empresários
necessitam de outras informações além das que são fornecidas pelo contador.
Essas informações não são atendidas por parte dos contadores, e entende-se que
isso pode estar relacionado à preocupação dos empresários que se restringe a fins
fiscais.
A pesquisa leva à identificação de que a concepção dos empresários das
micro e pequenas empresas a respeito da contabilidade está voltada à preocupação
que estes têm com o fisco, deixando de receber informações relevantes para a
gestão da empresa.
A partir desta pesquisa observa-se que existe necessidade de conscientizar
os empresários quanto aos benefícios que a contabilidade pode oferecer às
empresas visando o crescimento e continuidade destas no mercado. Portanto,
percebe-se que é importante a realização de outras pesquisas focando a orientação
39

destes empresários, e ao mesmo tempo, chamando a atenção dos contadores


quanto à oportunidade de mercado.
40

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48

APÊNDICE A – Requerimento enviado à Prefeitura de Iúna-ES

INSTITUTO ENSINAR BRASIL


Faculdades Unificadas de Iúna
Curso de Ciências Contábeis

Iúna-ES, 10 de agosto de 2012

Ao Senhor
Prefeito Municipal de Iúna
Responsável pelo Setor de Tributação desta Prefeitura

Na qualidade de Professora do Instituto Ensinar Brasil, e com a finalidade de viabilizar o


desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso das alunas Monique Peterle das
Neves e Samara Alves de Oliveira, cujo objetivo é analisar percepção dos empresários das
micro e pequenas empresas da cidade de Iúna-ES a respeito da contabilidade, solicitamos
sua especial atenção às pesquisadoras, no sentido de auxiliar a elaboração do trabalho
mediante a disponibilização dos dados necessários ao desenvolvimento dessa pesquisa.
Para tanto, indicamos a relação de documentos necessários para a estrutura do trabalho e
definição da população participante da pesquisa, os quais esperamos possam ser
disponibilizados às pesquisadoras:
- Listagem ou relação de micro e pequenas empresas registradas no Município de Iúna,
independentemente do ramo de atividade;
- Demais informações constantes do banco de dados da Prefeitura, tais como nome
empresarial (razão social e/ou nome fantasia), CNPJ, endereço e telefone desses
empreendimentos.
Lembramos que a pesquisa tem caráter estritamente científico e é despida de qualquer
conteúdo político, jurídico ou ideológico.
Certos de sua preciosa contribuição, agradecemos.

Atenciosamente,
_________________________________________
Fernanda Matos de Moura Almeida - Professora
Instituto Ensinar Brasil

Contatos: Faculdades Unificadas de Iúna - (28) 9253-1721(Fernanda)


Pesquisadoras: Monique (28) 9881-5566 - Samara (28) 9963-7950
49

APÊNDICE B – Requerimento enviado aos escritórios de contabilidade de Iúna-


ES

INSTITUTO ENSINAR BRASIL


Faculdades Unificadas de Iúna
Curso de Ciências Contábeis

Iúna-ES, 22 de agosto de 2012

Ao Senhor
Responsável pela empresa

Na qualidade de Diretor do Instituto Ensinar Brasil e com a finalidade de viabilizar o


desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso das alunas Monique Peterle das
Neves e Samara Alves de Oliveira, cujo objetivo é analisar percepção dos empresários das
micro e pequenas empresas da cidade de Iúna-ES em relação à contabilidade, solicitamos
sua especial atenção às pesquisadoras, no sentido de auxiliar a elaboração do trabalho
mediante a disponibilização dos dados necessários ao desenvolvimento dessa pesquisa.

Para tanto, indicamos a relação de documentos necessários para a estrutura do trabalho e


definição da população participante da pesquisa, os quais esperamos possam ser
disponibilizados às pesquisadoras:

- Listagem ou relação de micro e pequenas empresas registradas na cidade de Iúna, do


ramo de comércio e serviços;

- Demais informações tais como nome empresarial (razão social e/ou nome fantasia),
endereço e telefone desses empreendimentos.

Lembramos que a pesquisa tem caráter estritamente científico e é despida de qualquer


conteúdo político, jurídico ou ideológico.

Certos de sua preciosa contribuição, agradecemos.

Atenciosamente,

_____________________________________
Rock Kleyber Silva Brandão
Instituto Ensinar Brasil

Contatos: Faculdades Unificadas de Iúna (28) 3545-3489


Pesquisadoras: Monique (28) 9881-5566
Samara (28) 9963-7950
50

APÊNDICE C – Questionário aplicado aos empresários de Iúna-ES

INSTITUTO ENSINAR BRASIL


Faculdades Unificadas de Iúna
Curso de Ciências Contábeis

Este questionário é parte integrante de uma pesquisa para elaboração de um


Trabalho de Conclusão de Curso das Faculdades Unificadas de Iúna – ES. A
pesquisa tem como objetivo identificar a concepção dos micro e pequenos
empresários da cidade de Iúna-ES sobre a Contabilidade.
As informações aqui contidas serão utilizadas exclusivamente para fins de pesquisa.
Não há necessidade de identificação por parte do respondente e todas as
informações recebidas serão tratadas com confidencialidade. Contamos com a sua
colaboração!
Nome das alunas – Monique Peterle das Neves e Samara Alves de Oliveira
Contatos: (28) 3545-3479 e (28) 3545-1320

1 - Qual o ramo de atividade de sua empresa?


( ) Comércio ( ) Prestadora de Serviço

2 - Tempo de atuação da empresa?


( ) Até 1 ano ( ) 1 a 5 anos ( ) 5 a 10 anos
( ) 10 a 15 anos ( ) Mais de 15 anos

3 - Quantos funcionários a empresa possui?


( ) Nenhum ( )1a9 ( ) 10 a 49 ( ) Acima de 50

4 – Você contabiliza as movimentações da sua empresa?


( ) Sim. A contabilidade é realizada por um contador terceirizado.
( ) Sim. A empresa possui um contador interno.
( ) Não. A empresa não contabiliza a movimentação.
51

• Se a resposta for positiva, identifique dentre as opções abaixo quais são


as práticas contábeis realizadas para sua empresa?

( ) Elaboração do Balanço Patrimonial.


( ) Demonstração do Resultado e outras demonstrações contábeis como
Demonstração do Fluxo de Caixa e Notas Explicativas.
( ) Escrituração dos livros fiscais.
( ) Emitir folhas de pagamentos, salários, férias, adiantamentos e rescisões dos
funcionários.

5 – De que forma você percebe o auxilio da contabilidade para sua empresa?


( ) Elaborar e transmitir a declaração de imposto de renda da pessoa física e
jurídica.
( ) Realizar a Contabilidade para atender aos fins fiscais.
( ) Tem a função de registrar, classificar, demonstrar e analisar as variações no
Patrimônio das entidades.
( ) Elaborar o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado.
( ) Providenciar documentos necessários para empréstimos no banco e cadastro
de fornecedores.
( ) Fornecer informações e orientações para a tomada de decisões administrativas.

6 - Indique a opção que melhor explica o seu relacionamento com o contador


da sua empresa:
( ) Contato apenas por telefone ou e-mail.
( ) Contato com um funcionário responsável pela escrituração da empresa.
( ) Contato apenas com o motoboy quando busca e entrega os documentos e os
impostos.
( ) A visita do Contador na empresa é frequente.
( ) O empresário vai ao escritório quando precisa de informações.
( ) O contador nunca realizou uma visita na empresa.
52

7 - Quais dos documentos listados abaixo, você envia para o escritório de


contabilidade mensalmente?
DOCUMENTOS SIM (%) NÃO (%)
1 CONTA DE ÁGUA PAGA
2 RECIBO DE ALUGUEL
3 CONTA DE TELEFONE PAGA
4 CONTA DE ENERGIA PAGA
5 RECIBOS DE SALARIOS E FÉRIAS DOS FUNCIONÁRIOS
6 GUIA DE RECOLHIMENTO INSS
7 GUIA DE RECOLHIMENTO FGTS
8 GUIA DE RECOLHIMENTO DAS
9 COMPROVANTES DE COMBUSTÍVEIS
10 NOTAS FISCAIS DE ENTRADA
11 NOTAS FISCAIS DE SAÍDA
12 COMPROVANTES DE HONORÁRIOS PAGOS
13 RECIBO DE PRÓ-LABORE
14 EXTRATOS BANCÁRIOS
15 GUIA DE RECOLHIMENTO CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
16 DUPLICATAS PAGAS

Para as respostas negativas, justifique o motivo do não envio:


1. ___________________________________________________________
2. ___________________________________________________________
3. ___________________________________________________________
4. ___________________________________________________________
5. ___________________________________________________________
6. ___________________________________________________________
7. ___________________________________________________________
8. ___________________________________________________________
9. ___________________________________________________________
10. ___________________________________________________________
11. ___________________________________________________________
12. ___________________________________________________________
13. ___________________________________________________________
14. ___________________________________________________________
15. ___________________________________________________________
16. ___________________________________________________________
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8 - Além do que o seu contador lhe fornece, você gostaria de receber algum
outro tipo de informação que julga necessária para a gestão da empresa?
( ) Sim ( ) Não

• Se sim, indique que tipo de informação:

( ) Relatórios gerenciais.
( ) Informações de consultoria e assessoria jurídica.
( ) Informações sobre o fluxo de caixa.
( ) Informar aos empresários o que é realizado com os documentos que são
enviados a contabilidade.
( ) Outras ______________________________________________________.

9 - No caso de necessitar de alguma informação, você encontra


disponibilidade por parte do contador?
( ) Sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Nunca

10 - Você procura estar atualizado sobre as mudanças ocorridas na


contabilidade?
( ) Espera o contador te falar sobre o que foi alterado na Contabilidade.
( ) Procura informação com outros empresários do mesmo ramo de atuação.
( ) Atualiza-se através de jornais, revistas, internet ou outros meios de informação.
( ) Procura o contador para se atualizar.

Obrigada pela atenção!

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