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ODONTOPEDIATRIA

AULA 01  01.08.2016

Projeto de extensão: investigando e aprendendo a manter saúde – Maternidade Victor Ferreira do Amaral

Supervisão de saúde bucal durante a infância Organização da atenção odontológica à criança

Muitas vezes, entrando nas áreas mais específicas, o aluno tem a sensação de que ele não vai executar algumas
áreas: se dediquem em todas as áreas.
-Abordagem integral ao paciente
-Diagnóstico
- Elaboração do plano de tratamento
- Respeito ao paciente: controle de dor e ansiedade
- Visão longitudinal: olhamos a criança hoje pensando em sua fase adulta, objetivo é manter ou retornar à saúde –
supervisão em saúde. Vale para criança e para adulto, trabalhando com a saúde e não com a doença.

Objetivo da odontopediatria:
- Construir uma postura de vida associada à saúde  pensando na criança a longo prazo e não apenas na infância,
encontramos uma população crescente com problemas bucais, mesmo que a manutenção seja fácil de ser
executada.
- Manutenção da saúde com controle de dieta e escovação 

Desafios na atenção odontológica à criança


- Relação profissional-paciente: Diferenças etárias, culturais, interlocutor/mãe/família. Muitas vezes, as perguntas
não são direcionadas ao paciente, mas sim à mãe ou ao núcleo familiar.
- Tempo de trabalho: necessidade de rapidez na execução clínica. Muitas vezes, você faz remoção/reconstrução,
colocação de pinos, endodontia.. Na criança precisamos realizar em no máximo 40 minutos, pois ela já está
anestesiada, já está com isolamento absoluto e precisamos aproveitar isso. Na reabilitação precisamos ser rápidos,
não dá pra ficar 2 horas com a criança.
-Aspectos relativos à segurança: máxima segurança. Se for fazer um procedimento invasivo, o adulto vai ficar
parado, já a criança não, ela pode se assustar e levantar da cadeira, então o profissional precisa garantir a segurança
para ela. Devemos usar as técnicas de controle do comportamento, trabalhar em equipe (nunca o odontopediatra
trabalha sem auxiliar) e trabalhar numa posição ergonômica que confira máxima segurança.
-Comportamento infantil: crianças nessa idade muitas vezes não entendem porque estão sendo atendidas.
- Colaboração familiar: sempre que tivermos a colaboração da família o atendimento fica mais fácil, é provável que
com o tempo a criança se tranqüilize a longo prazo.
-Grandes modificações bio-psico-sociais em um curto espaço de tempo: quando você se dedica ao adulto, as
modificações são lentas. Vamos interpretar os eventos de acordo com a especificidade etária. Na perio, se tiver
mobilidade suspeitamos de perda óssea, já na criança isso depende da idade, se for 6 anos e o incisivo com
mobilidade ele está em processo de esfoliação, mas se for uma criança de três anos com o molar em mobilidade
deve ser problema endodôntico.
-Dificuldade técnica: podemos ter defeitos de formação do esmalte associada à uma lesão cariosa em um dente
recém-irrompido, se não for tratado o dente pode ir para endodontia, e em uma criança de seis anos existe uma
dificuldade enorme em execução. Precisamos pensar em outras técnicas transitórias até o dente terminar de
irromper, como escavação e CIV provisoriamente.
-Conhecimento odontológico inadequado: adaptar os conhecimentos de outras áreas à odontopediatria nem
sempre vai dar certo. “São traços característicos da doença cárie: é uma doença ou processo crônico que progride
muito lentamente. A doença raramente e auto limitante e na ausência de tratamento progride até que o dente seja
destruído, no entanto, há casos em que sem tratamento a doença não progride.para odontopediatria, a progressão
não é lenta! Então não da pra falar que uma lesão crônica que progride lentamente, pode existir caso que é muito
agressiva em um prazo muito curto de tempo, então essa afirmação não serve em todas as situações.
- Transformações sociais: precisamos acompanhar essas transformações. A odontopediatria apresenta uma
aprofundado conhecimento biológico com grande concentração tecnológica atingindo um nível que não é possível
imaginar há poucos anos, por outro lado ainda estamos nos primeiros passos da compreensão tanto do
desenvolvimento humano da criança em seu contexto histórico quanto de nossa verdadeira contribuição. No
passado não víamos a erosão, por exemplo.

Atendimento pediátrico convencional:


Foco na prevenção e cura de doenças e na reabilitação
Relação profissional criança circunscrita à consulta.
Alto custo e baixo impacto social
Ações protocoladas baseadas na doença
Decisões e responsabilidade da ação são exclusivamente do profissional
Alta complexidade técnica
Núcleo familiar passivo
Dicotomia na odontologia preventiva x odontologia curativa
Atendimento transversal – não se modificou muito desde a época de Black, que é pai da dentística moderna, em
termos conceituais, mudou em termos de materiais e técnicas, mas em conceito não. Se na época fazia extensão à
prevenção, preparo estendendo às áreas de suscetibilidade à carie, hoje em dia fazemos isso também. Mas nas
situações de duvida devemos resolver naquele momento naquele dia. Sabemos que o contato com as doenças em
suas fases iniciais resulta em incertezas clinicas que na odontologia convencional freqüentemente levam à
intervenção clinica reparadora.
se você ver uma lesão de cárie e tem duvidas se ela vai se estender, geralmente removemos toda a área. Para
resolver à incerteza clínica a solução é ACOMPANHAR.
Objetivo: prevenir, cuidar, reabilitar

A proposta é de supervisão de saúde nos primeiros anos de vida! Pensar complicado ma agir com simplicidade.
O que é supervisão de saúde? É o conjunto de ações e posturas capazes de estabelecer com a família uma relação
de confiança, humanizada e colaboradora para a construção de uma postura de vida associada a saúde durante a
infância que provavelmente permanecerá na idade adulta e tem grande probabilidade dês estender sua ação
transformadora para as gerações futuras (acompanhando que interfere na postura de vida, provável que permaneça
nas gerações futuras, quem atende criança pode perceber que pode modificar seu entorno e as gerações futuras) .
Justificativas:
- Necessidade de acompanhamento do desenvolvimento e crescimento;
- Importância da continua adaptação das orientações e ações preventivas
-Possibilidade de intervenção antecipativa;
- Importância do diagnóstico precoce (se tiver lesão e intervir precocemente,a intervenção vai ser menos invasiva)
- Impacto positivo na construção de uma postura de vida associada à saúde.
No acompanhamento conseguimos prever situações, molar permanente irrompe em criança de 6 anos, demora pra
entrar em contato oclusal quase 6 meses, maior risco de carie porque fica no plano sub-oclusal e tem dificuldade de
escovação. Podemos ter ação antecipatória, conversando com a mãe aos 5 anos de idade, funciona bem desde que
o dentista conheça os
processos de desenvolvimento.
Características:
- Caráter dinâmico
-Alto nível de conhecimento
-Sensibilidade clínica
- Capacidade de diagnóstico

Estratégias:
- Humanização
As famílias amam seus filhos e os protegem e são profundas as razões que as fazem romper com estes instintos.
Se o que causou a carie nos decíduos não for eliminado vai passar para os dentes permanentes.
Humanização:
- Identificar e responder os aspectos que preocupam a família
- Promover uma sensação de apoio
- Estabelecer com a família uma relação de confiança
-Compreender os aspectos culturais do núcleo familiar
- Compreender dos sentimentos dos pais
- revisar do binômio mãe-filho (Não criar na mãe o sentimento de culpa)
- Respeitar a criança na sua especificidade
“ Ações preventivas para os primeiros anos de vida, embora tecnicamente simples, demandam para a maioria dos
pais um esforço considerável, já que envolve modificações de aspectos sócio-culturais profundamente
consolidados”
Buscar adesão da família, tornando a consciente de sua capacidade de promoção de saúde e criar as condições para
execução de ações e medidas preventivas domiciliares
Prevenindo não adesão:
Estabelecendo vinculo de confiança na relação, uso de esquema de tratamento mais simples possível ( melhor
técnica de escovação é a mais simples que não cause dano nenhum, possível de ser executada), instruções breves,
claras e explícitas, repetições subseqüentes para testar a efetividade da comunicação.
Os pais necessitam:
Compreensão, informação, reafirmação positiva e melhora na auto-estima (Na direção certa recebe um elogio
positivo, funciona com crianças e pais)
Abordagem integral em odontopediatria:
Capacidade de interpretação dos eventos biológicos à luz de especificidade psicossocial da criança propondo
alternativas viáveis e adequadas a cada situação.
Integração com as outras áreas da saúde; ampliação da capacidade de diagnóstico
Diagnóstico:
- Diagnóstico adequado para a criança e seu micro-ambiente, analisando seu contexto familiar e comunidade
- Grande diversidade (condições familiares, pressões negativas do meio ambiente, comportamento infantil)
Capacidade de diagnóstico:
- Determinação das alterações no equilíbrio do processo saúde-doença
- Avaliação do estado de risco
- Determinação do potencial de cooperação
Melhor material para restauração de incisivo cariado: RC. Se fosse uma criança de 1 ano que não consegue fazer
isolamento, ai a RC não é o melhor material, analisar grau de cooperação da criança para decidir qual material eu
vou usar. Diagnóstico é ainda mais amplo.
Estratégias:
Humanização, Abordagem integral,
Planejamento para a vida:
Conhecimento profundo dos processos de desenvolvimento e crescimento da criança, interpretando a luz dos
fatores biológicos e não biológicos
Base do planejamento é a educação para saúde (aumentar a confiança da família na sua capacidade de encontrar
soluções para criar filhos saudáveis)
Exame domiciliar:
- Adulto
- Criança
Supervisão de saúde vai prever atenção longitudinal e deve ser a base para o tratamento na infância e adolescência
Supervisão de saúde bucal:
 Foco na saúde e nas necessidades de saúde
 Relação profissional- NF individualizada e duradoura
 Relativo custo e alto impacto social
 Responde a diversidade bio-psico-social
 Decisões e responsabilidade da ação é da equipe e da familiar
 Alto nível de conhecimento e sensibilidade clínica e social
 Núcleo familiar ativo nas decisões
 Abordagem integral
 Antecipatória e acompanhamento
Atendimento modifica, foco passa a ser na saúde.

Considerações sobre o atendimento odontológico à criança


O profissional deve ter, e a criança vai exigir: atenção integral, habilidade profissional, alta qualidade, ambiente
adequado, segurança máxima durante os procedimentos clínicos, rapidez na execução dos procedimentos clínicos.

Princípios ergonômicos aplicados à odontopediatria:


 Aumento da produtividade
 Impacto positivo na qualidade do atendimento
 Organiza o tempo profissional
 Redução do tempo profissional
 Redução das doenças profissionais
 Melhora na relação com o núcleo familiar e a criança.
Devemos prevenir problemas visuais e de postura.

Racionalização do tempo:
- Tempo profissional:
- Tempo operatório: ações diretas (punção), indiretas ( arrumar a carpule), tempo de espera (tempo para que o
efeito do anestésico tenha efeito).
Se a gente coloca o dentista para fazer a função do técnico a nossa produtividade cai, por isso o tmepo da marcação
de consulta, tempo da ação direta e indireta e atuação dos profissionais é importante para aumento da
produtividade e redução do custo para o paciente.
No caso de uma restauração, se optamos por uma foto polimerizável ao invés de uma quimicamente ativada
estamos diminuindo o tempo, isso parece muito pouco quando pensamos em uma unidade. Se demorarmos 1
minuto para arrumar a mesa e atendemos 8 pacientes, em um dia usamos 720”, em um mês 1580” e em 30 anos dá
8,25 meses, precisamos pensar em tempos de custo.

No tempo de espera, por exemplo 15” para o paciente cuspir ao final de 30 anos são 3 meses de tempo, se você
tem uma auxiliar sugando você economiza esse tempo. Por isso trabalhamos em dupla na odontopediatria.

Posição de trabalho: a mais usual é a de 9hrs, mas a melhor posição é a de 12hrs, pois centralizamos o campo visual
e temos noção do espaço. A posição de trabalho ideal é aquela que está centralizada. Braços e pernas com
angulação de 90º, costas eretas e cabeça inclinada, formando um triângulo. A posição de 12 hrs necessita uso de
visão indireta para arcada superior, e isso é difícil, precisamos treinar a visão indireta.
Antigamente se trabalhava de pé, e as conseqüências à longo prazo são terríveis.
Posição humana de trabalho é essa posição demonstrada. Na posição de 9 hrs deslocamos o foco, e pode induzir à
lesões de trabalho.

Fundamental: 4 mãos, ter uma boa auxiliar repassando os instrumentais de forma ágil. Existe uma técnica que a
auxiliar remove os instrumentos da sua mão, agilizando o procedimento. A profissional precisa de pontos de apoio
adequados! O ponto de apoio em um procedimento da arcada superior é na arcada inferior o mais próximo do
dente a ser realizado.
Disposição física dos elementos na clínica: os equipamentos odontológicos prevêem um atendimentos individual,
que não prevê o atendimento do auxiliar. Aqui na universidade o equipo fica do lado do dentista mas os
instrumentais devem ser repassados do auxiliar para o dentista. O ambiente deve ser projetado para diminuir o
estresse. Controlar a ansiedade do paciente controlando o barulho. Não devemos receber pacientes pequenos com
máscara ou instrumentos na mão;

Simplicidade
Conforto  SEGURO E ACEITO
Funcionalidade

Detalhes são importantes.


Nível máximo de satisfação: envolvimento do núcleo familiar no consultório
“o paciente e sua família estão com o poder de escolha”
Ambiente da criança –livros e literatura infantil (histórias rápidas e com aspectos positivos)
Ambiente limpo, claro, com brinquedos que devem ser laváveis, simples e rápidos de serem feitos, pintura é
interessante.
Brinquedos inadequados: que faz muito barulho, ou estragam o consultório, assusta a criança, demorados.
Brindes e presentes:
É legal, mas alguns não pode dar, não pode dar luvas! É proibido! Porque luvas podem estar sujas, é um objeto do
controle de infecção, a alternativa é dar adesivos, desenhos para pintar. No dia-dia pode pegar um objeto
contaminado.
“ A atenção é o que você tem de mais barato no seu consultório”

Aula 02  08.08.2016

Prevenção específica em Oodontopediatria-profa. Juliana

USO DE FLUORETOS E SELANTES

Quando vocês chegam à clínica, e o paciente por volta dos 7 anos de idade (pelo estagio de erupção do dente)
vocês indicariam selante? Qual é o parâmetro clínico para fazer a indicação? Anatomia, presença de placa.

Fatores relacionados ao paciente:

1. Idade
2. Erupção – um paciente de 6 anos que tem um molar erupcionando não está na mesma altura, a escovação
não será tão efetiva, tem um risco a mais
3. Acumulo de alimentos/capacidade de higiene
4. Idade do dente na cavidade bucal – se o paciente tem 40 anos e aquele dente não cariou eu não preciso
aplicar verniz ou selante. A não ser que tenha indicativo de cárie.
5. Experiência de cárie

Fatores relacionados ao dente:

1. Erupção
2. Presença da lesão de cárie
3. Profundidade dessa lesão em esmalte e/ou dentina
4. Atividade de cárie.

São parâmetros da odontologia atual, a odontopediatria é um pouco mais conservativa, porque pensamos na
preservação da estrutura dental ao longo do tempo baseado em evidências científicas. Cuidado da filosofia de
tratamento, envolvendo conhecimento teórico.

Não se fala em selante invasivo, porque a partir do momento que eu invado tecido é uma restauração. Pensando na
manutenção longitudinal do dente, o selante invasivo não é uma boa opção! Porque eu faço a invasão da estrutura
dental, e quanto menos tecido dental é retirado é melhor para o dente. Se o paciente não muda os hábitos, vai
gerar uma carie secundaria na resina e o dano é grande para o paciente.
Sumário:

1. Diagnóstico da doença cárie

O diagnóstico está relacionado aos aspectos de hábito, dieta, higiene, padrão sócio econômico, padrão de instrução
da mãe. A detecção de carie é através do exame visual. A doença a cárie é a condição caracterizada pelo
desequilíbrio das trocas iônicas de minerais entre o tecido dental e o meio bucal, cuja patogênese envolve o
biofilme dental, substrato (a dieta, quantidade de açúcar e carboidratos ingeridos), fatores biológicos (saliva) e
socioeconômicos do individuo. Exige abordagem integral.

Lesão de cárie é um sinal clínico da doença desse desequilíbrio no tecido dental, caracterizado pela perda mineral
no esmalte ou dentina.

Prática clinica: imprescindível a detecção da lesão já nos primeiros estágios de desmineralização. Fazemos
primeiramente uma profilaxia, visualmente analisamos e utilizamos a sonda em caso de duvida de cavitação, ainda
posso utilizar uma radiografia, só que o nível de desmineralização para ser visível radiograficamente é alto. Nos
estágios iniciais, precisamos detectar através do dente seco, procuramos uma alteração na coloração da estrutura
dentária, a sonda não vai me dizer alguma coisa se não houver cavitação, além de que podemos criar uma cavitação
com a sonda.

 Avaliação da atividade de cárie


 Adotar medidas preventivas
 Controlar is fatores envolvidos na doença

Para isso, fazer:

 Anamnese detalhada
 Exame clinico
 Exames complementares

Carie é multifatorial, junção do biofilme (fator primário), múltiplos fatores biológicos (fatores determinantes, saliva,
potencial de tamponamento) e fatores socioeconômicos (fatores modificadores, faço isso educando).

O efeito local do alimento na boca é um dos fatores mais importantes na etiopatologia da doença cárie. Relação
carie-dieta: Biofilme+ carboidratos = produção de ácidos. A dieta influencia o tipo e a quantidade de placa
bacteriana, a produção de ácidos pelos microorganismos, e a qualidade e secreção da saliva. Amido na batata doce,
em fubá, é cariogênico mas não tão quanto a glicose, mas o amido com açúcar torna-se mais cariogênica inda, vai
ter efeito maior na carie.

Avaliação dos fatores envolvidos na etiologia da doença  Anamnese detalhada (boca comunicação com a família):

 Controle do biofilme
 Aconselhamento dietético – preencher formulário 1 dia do fim de semana e 2 dias durante a semana, os
pais ajudam e circulam pra mãe os alimentos que contem açúcar, a mãe não sabe que tais alimentos
contem açúcar. Reforçamos os pontos positivos da dieta, frutas e falamos dos pontos negativos, nunca
como uma forma de correção daquela ma,e dependendo da família não volta mais na próxima consulta,
temos que respeitar. Reformular práticas que são viáveis, nada fora da realidade da mãe. Não temos
informação da nutrição para ter aconselhamento detalhado
 Uso racional do flúor
2. Detecção das lesões de cárie

Aspectos clínicos da lesão de cárie:

- Fornecem informações relevantes sobre a atividade da doença carie, que é fundamental para o diagnóstico da
doença e determinara a abordagem da doença e da lesão.
 Convencionalmente por meio do exame visual
 Em superfícies limpas inicialmente úmidas e posteriormente após a secagem
 Sob iluminação artificial

Se esta ativa eu preciso tratar, se não, não. A não ser que tenha cavitação junto. Superfície rugosa, colocação,
localização, próximo da margem gengival, tem cavitação indica carie ativa. Desfragmentarão do esmalte, integridade
do esmalte. Se esta ativa preciso remineralizar com flúor. Quando tem cavidade tem que restaurar, com CIV porque
libera flúor, se colocar RC, não libera flúor, se não melhora a higiene pode gerar carie secundaria.

- Áreas esbranquiçadas, opacas e rugosas, normalmente próximas a margem gengival ( região de acumulo
bacteriano). Normalmente faces vestibulares e oclusais de molares permanentes, em crianças de 7 anos.

- Áreas esbranquiçadas ou pigmentadas, lisas e brilhantes distante da margem gengival, indicam que teve alto risco
a carie, mas são lesões inativas.

- Em dentina quando vemos colocação amarelada de consistência mole, é lesão ativa. Sempre remover porque tem
muitas bactérias, se eu tenho lesão enegrecida e endurecida a dentina tava mais impermeável, significa que a lesão
esta inativa.

CARIE OCULTA - Superfície esverdeada, sombreada, esbranquiçada, significa que a dentina esta refletindo uma
coloração diferente, comprovo a carie por radiografia, interproximal porque os feixes de raio x vem bem paralelo a
superfície, com maior nitidez a proporção da lesão da carie e da câmara pulpar. Se eu tenho duvida eu radiografo,
ver extensão, se tenho alteração no ápice, pra lesão inicial não consigo ver em radiografia, é mais visual mesmo.

- As lesões de carie principalmente em esmalte devem ser detectadas e monitoradas, para isso usa métodos
objetivos como o critério ICDAS – é critério clinico, uso códigos pra mostrar os diferentes estágios da lesão,
quantifica a lesão de carie. 0 quando esta hígido e 6 quando tem uma cavitação grande, permite detectar as
alterações iniciais do esmalte e favorece o monitoramento dessas lesões. Existem outros métodos: Avaliação por
meio de um laser, aparelho que coloco na superfície do dente e vai dar um score, quanto maior mais
desmineralização, é um aparelho caro. Hoje as pesquisas mostram que o critério visual ao radiográfico é melhor que
um método avançado mas que não consigo monitorar a lesão

CRITÉRIO ICDAS: Critério clinico que uso códigos para registros diferentes estágios da lesão de carie. Os scores
variam de 0 a 6 dependendo do estagio / extensão da lesão de carie, permite detectar alterações iniciais no esmalte
e favorece o monitoramento/acompanhamento das lesões.

Descreve de acordo com o nível de desmineralização

ICDA Critério
0 Superfície hígida após jato de ar (5 segundos). Só tenho alteração quando o esmalte
está seco.
1 Primeiros sinais de desmineralização, mancha branca ou pigmentada visível em fóssulas
e fissuras após jato de ar. Opacidade no esmalte, alteração inicial quando o esmalte está
seco. Desmineralização na superfície externa do esmalte, consigo remineralizar com
verniz fluoretado ou selante. Depende do paciente, se colaborador eu consigo só com
verniz, mas se eu vejo que não vai ajudar eu coloco selante. Não preciso invadir o sulco
porque eu sei que o melhor é que não invada o sulco, eu selo, coloco uma barreira
mecânica, um material que pode ser RC ou CIV para não continuar essa
desmineralização. Aqui é pouca desmineralização, com pasta fluoretada já remineraliza.
2 Distinta alteração no esmalte como opacidade ou descoloração visível às fóssulas e
fissuras quando a superfície esta úmida. Além da base fóssulas e fissura eu tenho
desmineralização, quando observo no histológico ele já encontra na superfície interna
do esmalte. até na metade do terço externo da dentina eu consigo remineralizar com ..
3 Microcavitação em esmalte sem apresentar dentina visível ou sombreamento.
Desmineralização no terço médio da dentina. O organismo produz dentina reacional,
que tem como papel proteger a polpa. A lesão de cárie evolui mais rápido nos dentes
decíduos, porém eu consigo acompanhar e analisar os hábitos do paciente antes de
pensar em procedimento invasivo. Aqui normalmente se faz selante, mas faz
radiografia pra ver se chegou na dentina e analisa necessidade de restauração.
4 Sombreamento em dentina apresentando ou não microcavidades. Sinal nítido de cárie,
desmineralização do terço médio da dentina.
5 Cavidade com dentina visível. Desmineralização do terço interno da dentina. Até
quando se remove a carie? Temos que fazer uma remoção seletiva, isso é, remover o
que é necessário e restaura. Muitas vezes você tem uma zona de dentina super
infectada e amolecida que é necessário remover e as vezes você tem dentina reacional
que é hiperminarlizada, que não é necessário remover
6 Extensas cavidades em dentina visível mais da metade da superfície envolvida.

Exame visual é subjetivo, depende da experiência do observador,examinador, então pra eu diminuir essa
subjetividade eu coloco critérios pra diagnosticar a cárie.

Existe sinais de carie quanto esta úmido? Seco e reexamino, se não existe opacidade esta hígido, se após secagem
eu vi mancha branca eu coloco que sim e reavalio, se esta na base da fóssulas ou fissuras coloco 1, se não eu coloco
2. Carie está úmido, tem cavidade? Não, só mancha branca, ok. Não tem sombreamento. Vejo se tem
microcavitação ou não com sonda de ponta romba, sonda OMS, preconizada pela OMS. Se não tem microcavitação
o score é 2. 1 com esmalte seco e 2 alteração com esmalte úmido. Se no reexame eu vejo que tem desfragmentação
do esmalte é score 3. Se tem sombreamento é score 4. Se tem dentina exposta é score 5 ou 6.

3. Uso de fluoretos

Lesão cariosa inicia-se pelos eventos desmineralização. Esse flúor do dentifrício fica 40 min. na cavidade bucal, na
película adquirida, na alimentação o pH diminui, aumenta o biofilme e temos episódios de desmineralização a partir
de 5.5 para esmalte e 4.5 para dentina. Se houver higienização há a remineralização. Interação dinâmica entre
superfície dentária, saliva e biofilme bacteriano.

A superfície dentária pode manter-se, perder ou ganhar minerais. Na forma de íons livres, o fluoreto atua no meio
bucal controlando a dissolução, aumentando a tolerância, pois em pH baixo ele se precipita e faz união do cálcio ao
fluoreto, formando fluoreto de Cálcio que é a forma precipitada. Tem efeito anti cariogênico comprovado mas tem
um risco à fluo rose. 6 anos erupção dos dentes permanentes, o risco de infecção crônica pelo flúor é ate 3 anos, os
incisivos os mais afetados já se formaram. O risco à fluorose é evidente, nós não podemos deixar de usar mas não
podemos usar em demasia, e a indicação é individualizada. Se a mãe não tem informação, a criança tem alta
incidência de cárie tem um impacto negativo já na primeira infância, tem uma perda social. Então precisamos usar o
flúor mas de uma forma racional. eu trato a lesão com flúor quando é inicial. Usar o flúor quando eu tenho perda de
estrutura dentaria e desmineralização por algum motivo. (Uso racional do fluoreto de acordo com as necessidades
individuais)

Eu vou usar o flúor para:

1. Prevenção e tratamento da lesão cariosa


PERDA
2. Prevenção e tratamento da lesão erosiva 
MINERAL
3. Tratamento das lesões hipomineralizadas de esmalte (defeitos de desenvolvimento
do esmalte)

Variando-se a concentração, a freqüência ou a forma de uso do flúor, pode-se mudar o risco ou a atividade de cárie
do indivíduo. Conhecer os mecanismos de ação dos fluoretos, avaliar o risco ou atividade de cárie, indicação
adequada e eficaz.

Bioquímica do processo carioso: O processo de troca entre o mineral (hidroxiapatita) e o meio bucal ocorre com
base no equilíbrio iônico entre fase sólida e líquida. ‘’ Sólido  Solução’’
A dês re vai depender do pH salivar. O desenvolvimento da carie ocorre no evento de desmineralização quando é
maior que a remineralização. Quando você tem vários ciclos de pH baixo, na superfície do esmalte você tem
prismas desmineralizados, primas remineralizados de situações anteriores e primas parcialmente remineralizados.
O consumo de leite a noite, quando o fluxo salivar é menor, a bebida com glicose, se a criança não escova os dentes
após a mamada, acorda no dia seguinte, ingere alimentos e não higieniza, o corpo de lesão aumenta para a sub-
superfície do esmalte e vai gerando a lesão.

São preconizados o meios tópicos, já que uso sistêmico do flúor não é indicado. O meio de ação do flúor é tópico,
eu preciso de flúor na boca! Antigamente pensava-se que era sistêmico, se ela ingerisse grande quantidade de flúor
geraria um dente rico em fluorapatita e não hidroxiapatita. Mas hoje dia sabe-se que a ingestão não melhora essa
estrutura. pensando na forma de apresentação, concentração e efetividade seria indicado o verniz para um bebe,
mesmo que a concentração seja alta, mas é alta na cavidade bucal.

SUCESSO NA LIBERAÇÃO DO FLUORETO

 Fluoreto disponível em concentrações que possam afetar o processo de desmineralização


 A ingestão de flúor seja minimizada
 Boa relação custo-efetividade

Meio comunitários: água fluoretada (a gente usa água porque é uma forma de abranger a todos da mesma forma),
sal fluoretado, e leite fluoretado
Meios individuais: dentifrício fluoretado, soluções para bochecho
Meios profissionais: aplicação tópica

Quais são as medidas comunitárias de prevenção da doença cárie? Água fluoretada, educação em saúde bucal e uso
de dentifrícios. Se for um bebê de um ano, você indica um dentifrício com flúor ou sem flúor? Ele tem incisivos,
primeiro molar... Quais as medidas específicas de prevenção da doença carie? Medida especifica é aquela medida
realizada no consultório pelo dentista. Quando elas devem ser indicadas? Eu vou indicar quando eu vejo que há um
risco a carie dentária (não teve a lesão, pode ser alto ou baixo risco), analisando a dieta, ou quando se tem
atividade de cárie (quando já teve a cárie, lesão de mancha braça e lesão cavitada, podendo ter alta atividade de
cárie ou baixa).

Para fazer essa odontologia minimamente invasiva eu preciso avaliar a cárie.

Uma forma de meio comunitário a água fluoretada abrange a maior parte das pessoas, abrange de forma
homogênea e é medida de forma anual, a concentração ideal no Brasil é de 0,7 ppm devido a temperatura média
ser mais elevada, diferente da Europa que é 1,0 ppm. 50% do flúor ingerido vem por meio de alimentos, que são
preparados pela água de abastecimento publico. No Brasil, 43% da população têm acesso à água fluoretada.
Deve se indicar às crianças uso de água de abastecimento ao invés de água mineral

A água é ingerida, vai para o sistema gastrointestinal e é distribuída pelo sangue, e vai ser excretada pela saliva (em
torno de 0,2 ppm) e 3 ppm no biofilme. Não é porque o flúor é sistêmico!

Unidade de medida Quantidade de F Quantidade de solução


1 ppm de F partes por milhão 1 mg 1 litro (1000mL)
1% de F 1g 100 mL

DENTIFRICIO FLUORETADO

Concentração mínima para ter efetividade anti cariogênica é de 1000 ppm de flúor, a partir da irrupção de molares
decíduos. No mercado nacional temos dentifrícios sem flúor, de 500 a 1500 ppm.
- Para criança até três anos eu indico um grão de arroz cru, que equivale a 0,14 mgF
- Crianças menores de 3 anos: 1 vez ao dia sob supervisão, porque a criança não tem ainda o reflexo de deglutição,
o pai tem que já ficar com um paninho e já ir removendo o excesso, para que a criança degluta menos.
- Dentifrício sem flúor: baixo risco à carie e não há supervisão eficaz (escola)
Sempre mostrar pra mãe a quantidade ideal de dentifrício.
A mãe aperta o dentifrício, metade do que vai na tampa. Com cerdas coloridas sei que devo colocar apenas na
pontinha.
Idade mínima? A OMS antes colocava a partir da erupção dos primeiros molares decíduos com 1 ano de idade. Mas
atualmente o conceito é após o primeiro dente irrompido a partir de 6-7 meses. A quantidade e como fazer a
escovação, pano de boca para limpar e retirar o flúor após a escovação.
Ação preventiva – Aumenta a concentração de fluoreto na saliva por cerca de 40 min., além o efeito
Solução de bochecho (concentrações de 0,2% ou 0,05% de flúor): Esses são mais utilizados em programas de saúde,
em visitas semanais por educadores ou dentistas. Apena só flúor aumenta a concentração na saliva, mas não atua
mecanicamente, não vai ter tanto efeito. Precisamos da escovação. Só o bochecho e não tem acompanhamento. É
uma forma de flúor não individualizada. Se tem mancha branca precisa ir ao consultório, precisa de concentração
mais alta de flúor, formando barreira com fluoreto de cálcio. A mãe pode negligenciar a escovação, é melhor fazer
no consultório. Se tem baixo risco a carie, só a escovação já é suficiente. A clorexidina precisa também da escovação
e fio dental.
Quando indicar os meios profissionais? (REMINERALIZAÇÃO DAS SUPERFÍCIES)
 Quando preciso prevenir porque ela tem alto risco a carie
 Quando tem lesões ativas
 Lesões hipomineralizadas (defeitos do desenvolvimento do esmalte)
 Lesões cariosas não cavitadas ativas

Mecanismo de ação: altas concentrações


 Aumento da concentração salivar da concentração de fluoreto.
 Efeito cariostático: estrutura mineralizada formando uma barreira

Meios profissionais de aplicação do fluoreto:


 Fluorfosfato acidulado a 1,232% em gel ou espuma – facilidade de aplicação, boa aceitação pelo paciente,
eficácia comprovada na redução da incidência de cárie, com pH baixo para favorecer a formação de
fluoreto de cálcio.
Uso moldeiras descartáveis pré-fabricadas, paciente sentado de forma ereta e cabeça levemente inclinada para
frente, uso de sugador. Em paciente com restaurações estéticas, ou com partículas de vidro, é necessário o
isolamento das mesmas com vaselina, ou substituir o tipo de flúor por verniz ou flúor neutro. Dispensar o produto
nas moldeiras, aproximadamente de 2,0 a 2,5 ml por moldeira.
Técnicas: certificar que o paciente não está jejum, remoção da placa dental (profilaxia), lavagem dos dentes,
isolamento relativo, secagem para evitar diluição do produto.
Manutenção da moldeira por 1 a 4 min.
Remoção da moldeira e do excesso do produto sobre superfície dental, solicitar par ao paciente cuspir por 30
segundos, não enxaguar a boca.

 Fluoreto de sódio neutro a 2,02 em gel –Por ser um produto menos concentrado, pode ser indicado para
crianças menores,portadores de restaurações estéticas, após micro abrasão do esmalte, a técnica de
aplicação é semelhante à do flúor acidulado.

 Verniz fluoretado
 Foi desenvolvido em alta concentração (5% de fluoreto de sódio equivale a 22.600ppm)
 Aumenta o tempo de contato com o flúor e o esmalte dentário
 Atua como reservatório de dissolução lenta
Mandar ele escovar apenas a noite, avisar a mãe que vai ficar meio amarelinho mesmo.
Indicações
 Bebes com alta atividade de cárie
 Segurança
 Casos com mancha branca ativa generalizada
A técnica é a mesma: relativo, sucção constante,removi placa, lavagem e secagem dos dentes, se o dente não ta
seco não vai formar a rede de proteção, após a secagem o produto não vai impregnar espontaneamente, tenho que
gotejar particular de água para formar a rede e endurece na cavidade bucal. Antes de tirar o isolamento, gotejar
água para facilitar a fixação do produto. Usamos o verniz fluoretado pra diminuir sensibilidade. Nos casos de
hipomineralizaçao eu posso indicar verniz fluoretado.
A escolha do tipo e frequência de aplicação dependem dos seguintes fatores:
1. Risco à carie ou atividade de cárie
2. Idade da criança e risco de ingestão
3. Facilidade de técnica
4. Custo do material
5. Segurança e toxicidade dos produtos
Superfície dental com placa ativa, desmineraliza a sub-superfície, iniciando lesão de mancha branca, o flúor forma
uma barreia de fluoreto de cálcio, que é parcialmente mineralizada, fica como repositório de flúor, um
armazenamento de flúor na boca da criança. Flúor vai na sub-superfície do esmalte e remineraliza os cristais. Ex:
Verniz. Quantidade para remineralizar Vaira de lesão pra lesão, indicamos 4 aplicações semanais. Quando
necessário, em cristais desmineralizados, esse repositório libera flúor e vai pra sub-superfície, vamos ter os cristais
remineralizados. Se a criança não tiver novos hábitos alimentares e de higiene ele vai ser desmineralizado
novamente. Se não teve instruo novos hábitos. É difícil tirar um hábito.
Com o flúor gel acidulado 1,23%, flúor neutro e verniz fluoretado, escolho com o risco e atividade de carie, se tem
risco e não tem atividade uso flúor tópico, por exemplo, uso verniz porque é mais segura a ingestão. Flúor acidulado
a espuma é melhor que o gel, a espuma quando entra em contato tem pressão negativa e ela fica mais do que o gel,
ela fixa no dente e ingere menos, a formação da barreira é mais fortemente na espuma do que no gel, ambos tem
boa aceitação e eficácia comprovada. Quando mais baixo pH do produto fluoretado mais fácil a formação da
barreira de fluoreto de cálcio. Se tem muitas restauração, o flúor ataca essa superfície, é melhor que ele não seja
acidulado, que ele seja neutro.
Verniz acidulado eu isolo com vaselina pra que não tenha oxidação da superfícies, uso isolamento. Tolerância para
bebe é pequena, remoção da placa antes, relativo e seco um pouco a superfície dentaria para não ter diminuição do
produto. A superfície tem que estar seca pro verniz impregnar, se não ele sai na saliva. A moldeira de 1 a 4 minutos,
não tem eficácia se é melhor 4 minutos do que 1. Depende do tempo que a criança agüenta, tiro com sugador e que
ele cuspa por 30 segundos para que não ingira o produto e não enxaguar a boca se não vai tirar todo o produto que
eu coloquei.

DE ACORDO COM RISCO OU ATIVIDAE DE CARIE


Paciente com atividade de cárie Água fluoretada Tratamento
Dentifrício fluoretado (3x ao dia) 4 aplicações com verniz ou fluorfosfato
acidulado a 1,23%
Intervalos semanais
Paciente se atividade, mas alto Água fluoretada Tratamento
risco Dentifrício fluoretado (3x ao dia) Aplicações tópicas a cada 3 meses
Paciente sem atividade e baixo Água fluoretada Aplicação tópica não é necessária
risco Dentifrício fluoretado (3x ao dia)

Uso de materiais que liberam flúor: CIV (associa propriedades intrínsecas do material à liberação de fluoretos nas
cavidades bucais)
 Capazes de liberar fluoretos nas primeiras horas ou após dias
 Diminuição significativa de desmineralização do esmalte adjacente
 Reservatório de fluoretos do meio bucal

Quando temos lesões generalizadas, costumamos usar um material restaurador que libere flúor, o CIV, convencional
principalmente, não são os foto nem modificados por resina, cuja polimerização é química. Faz adesão química com
a dentina, é capaz de liberar flúor por algumas horas ou dias. Nas lesões que a remoção do tecido cariado é seletiva
ele remineraliza aquela dentina, antes da RC,atua como reservatório de flúor. Cuidado após a colocação de CIV,
temos que esperar perder o brilho, tem fases de polimerização, quando perde brilho ta formando ligações com o
tecido dentinário, a gente Poe na fase liquida e vai polimerizando na cavidade, após a polimerização quando perde
brilho ai eu tenho que proteger porque ele perde água ou ganha água, pode ser com vaselina,é melhor que eu faça
com verniz fluoretado, atua como reservatório de flúor. Quando estiver controlado eu substituo posteriormente por
RC.
Cavidade com hipomineralizaçao, a adesão a resina é (sedificente) ? então uso ionômero, é uma ótima opção.

Toxicidade do flúor
Quando utilizado inadequadamente pode provocar efeitos colaterais
Toxicidade aguda: refere-se à ingestão de grande quantidade de fluoreto de uma vez só, e pode causa irritação da
mucosa gástrica, queda de pressão, até coma e morte.
Toxicidade crônica: refere-se à ingestão freqüente de quantidades pequenas de fluoreto, porém, acima do limite
aceitável.
As doses de flúor prescritas devem respeitar os parâmetros de segurança, sendo o uso domiciliar ou em consultório.
TABELA
DOSES mg F/kg
DCL: dose certamente letal 32-64
DPT: dose provavelmente tóxica 5
Risco à fluorose: dose limite ao dia 0,07

Fluorose
Aspectos clínicos:
 hipomineralizaçao do esmalte difusa, esmalte poroso
 Severidade variada desde estriações à manchas escurecidas e depressões
 Dependendo da concentração de fluoreto absorvido

Medidas para redução do risco a fluorose dentária


 Pacientes baixo risco a carie: Indicar dentifrícios não fluoretado para crianças até 30 meses, quando não há
supervisão eficaz;
 Indicar 1x ao dia o uso de dentifrício fluoretado a noite após ingestão de leite, sob supervisão
 Diminuir a quantidade de dentifrício convencional utilizada em cada escovação

4. Selantes
“Os selantes constituem importante tecnologia de prevenção de carie dentaria, quando utilizados em combinação
com a educação do paciente, higiene bucal efetiva, fluoretos e visitas regulares ao dentista”

Como atuam? Como barreira mecânica que impede contato entre superfície dentaria e bactérias da boca. Atuam
como uma barreira mecânica que impede o contato do esmalte, com bactérias e carboidratos, responsáveis pelas
condições ácidas que resultam na lesão cariosa.

Quando indicado? Deve-se avaliar o risco de carie dentaria do individuo e do dente

1. Experiência anterior de carie do paciente


2. Experiência com fluoretos
3. Sulcos profundos e anatomia retentiva da superfície oclusal
4. Acumulo de placa
5. Defeitos de desenvolvimento do esmalte (hipoplasias e hipomineralizações)
6. Dentes recém erupcionados
 Pacientes com necessidades especiais ou dificuldades motoras

Selantes preventivos
Devem ser utilizados para prevenir a carie em dentes com risco anatomia das fossas e fissuras pronunciada:

1. Dente em erupção (infra-oclusal)


2. Presença de alto risco (dieta, escovação)
3. Acúmulo de placa bacteriana

Nível individual - experiência anterior/atual de carie dentária


- Outros indicadores sugeridos: dieta cariogênica e higiene
bucal deficiente
Dentes - Dentes com macro morfologia que propicie maior acumulo
e/ou dificuldade de remoção de placa
- Molares permanentes, principalmente o primeiro molar,
particularmente nos anos imediatamente após a erupção
- Embora não haja evidencias definitivas da efetividade em
molares decíduos, sugere-se benefício semelhante ao de
molares permanentes
Superfícies - Superfície oclusais com fossas e fissuras hígidas ou com
lesão incipiente em esmalte

Selante terapêutico

É o mesmo selante. Indico quando tenho lesão de mancha branca quando seco ou úmido, score 1 ou 2.

Devem ser utilizados para tratar lesões de carie não capitada (esmalte ou terço externo de dentina)

1. Mancha branca (quando úmido)


2. Mancha branca (quando seco): selante ou fluoretos.

Contra-indicação

 Pacientes com baixo risco/atividade de cárie


 Sob controle periódico – Você orienta ES ta tudo adequado
 Dentes irrompidos a mais de 4 anos, sem atividade de carie

Quais são os materiais usados?

 Selantes resinosos

Tem efeito de esmalte, esmalte poroso, com sensibilidade e esta em erupção. As opções são: não fazer nada, verniz
fluoretado ou selante. Ele não esta escovando esse dente, vai demorar para chegar no nível oclusal adequado.
Mancha é um fator considerável, faço selante (resinoso ou ionomérico?) Ionomérico, porque tem um risco maior, e
o ionômero libera flúor. Além do mais, não é possível isolar esse dente, sendo impossível fazer um resinoso. Se
tivesse uma cavidade nesse dente, se for só em esmalte continuaria a ser selante ionomérico, se essa cavidade já
atingiu dentina, eu preciso fazer o isolamento, remover a cárie e usar o selante ionomérico também.

Qual é o padrão que te direciona em fazer ou não fazer uma restauração? LESÃO DE CÁRIE EM DENTINA. Se essa
lesão não está em dentina, não precisa restaurar. Se só perdeu o brilho, protege. Com a luva, podemos passar
vaselina e fazer uma pressão (técnica da pressão digital), pressionando o ionômero e vá para cavidade mais
profundas, atuando como uma barreira mecânica.

O selante resinoso é mais sensível, não adianta fazer esse selante se você não tem adequado isolamento. Se você
estiver a quatro mão e nos dentes superiores até ok, se não é impossível. Esse selante tem uma liberação de níveis
mais baixos de fluoretos.

Diferenciam quanto:

 À composição
 Ao tipo de polimerização
 À presença de carga
 À cor.

Se fizermos profilaxia com pedra pomes pode ficar partículas dentro da restauração, então utilizamos pasta de
profilaxia nesse caso.

 Selante ionomérico:
 Técnica menos sensível

Atividade Extensão da lesão (tecidos Atividade Tratamento


acometidos
Ativas Esmalte Lisa/fossas e fissuras Controle dos fatores( dieta/higiene).
Aplicação de flúor profissional
Monitoramento
Inativas Esmalte Lisa/fossas e fissuras Controle dos fatores( dieta/higiene).
Monitoramento

Ativas Até 1/3 externo da dentina Lisa/fossas e fissuras Controle dos fatores( dieta/higiene).
Selante
Monitoramento

Ativas/Inativas Além do 1³ externo da Lisa/fossas e fissuras Controle dos fatores( dieta/higiene).


dentina Remoção de tecido cariado e restauração
Monitoramento

TÉCNICA OPERATÓRIA

1. Profilaxia prévia com escova Robson com pedra pomes e água


2. Lavagem abundante, remoção de todos os resíduos
3. Isolamento do campo operatório (preferência por absoluto)
4. Secagem
5. Condicionamento ácido (acido fosfórico 37% por 30’’)
6. Aplicação do selante
7. Polimerização/foto polimerização (proteção nos CIVs)
8. Checagem da oclusão

Primer ajuda a infiltrar monômeros resinoso, ajudando no condicionamento acido. Se eu não to fazendo uma
restauração, o esmalte que é 95% mineral necessita de condicionamento ácido para expor os túbulos
dentinários, mas ele não necessita de aplicação de adesivo, já a dentina sim precisa da aplicação de adesivo.

Dentes parcialmente erupcionados: selantes ionoméricos


Dentes erupcionados: selantes ionoméricos/resinosos

Lesões ativas não cavitada em fossas e fissuras ou que há comprometimento até o terço externo da dentina
Jato de bicarbonato não funciona bem em criança, principalmente pelo comprometimento psicológico. Você
pode condicionar o esmalte com acido poliacrílico por 10 segundos em casos de selantes ionoméricos
convencionais. Usamos a técnica da pressão digital, com abridor de boca.

Aplicação de selantes pode reter um processo de desmineralização, este deve permanecer intacto, sem fraturas
ou infiltrações, portanto, exige acompanhamento

Considerações finais:
Uso racional do fluoreto é importante na prevenção e tratamento do processo carioso, porém deve ser indicado
de acordo com as necessidades individuais da criança, e faz parte de um plano de tratamento, associado ao
controle dos demais fatores etiológicos envolvidos na doença cárie;
Os meios profissionais de aplicação de fluoretos promovem remineralização de lesões cariosas ativas e lesões
hipomineralizadas;
O CIV pode ser indicado na abordagem restauradora a fim de remineralizar e proteger o remanescente dentário
contra a lesão cariosa e fraturas de lesões hipomineralizadas;
Abordagem da doença cárie deve ser integral, analisando os fatores etiológicos envolvidos no paciente, bem
como aspectos sociais, culturais, hábitos alimentares e controle de higiene.

AULA 03  15.08.2016

ASPECTOS PERIODONTAIS DURANTE A INFÂNCIA

Características de normalidade periodontal no adulto:

 Coloração da gengiva rosa


 Aspecto de casca de laranja
 Ausência de sangramento
 Sulco de até 3 mm
 Gengiva marginal livre com borda em lâmina de faca, bisel, por conta da anatomia do dente
 Crista óssea arredondada (não plana, o que indica reabsorção)
 Um ponto de contato

Características de normalidade periodontal na criança:

 Epitélio mais fino com quantidade de queratina menor


 O tecido conjuntivo tem mais vascularização e menos fibra, por isso a gengiva mais avermelhada
 Gengiva com aspecto mais liso, menos aspecto de casca de laranja
 Ausência de sangramento é uma verdade para as duas situações, no adulto e na criança
 Sulco de até 3 mm também, em função da idade pode ser um pouco menor, quando os dentes
estão irrompendo temos uma falsa bolsa, vai ser mais importe na região ântero-superior na dentição mista,
quando o dente está irrompendo temos um abaulamento na região anterior pela própria presença do
dente, se fizer sondagem tem mais que 3 mm, mas é um processo fisiológico normal associado à irrupção
- A é permanente, é em bisel
- B área de grande constrição radicular, com esmalte mais bojudo na porção cervical da coroa, gengiva tem
aspecto mais arredondado, em fase anterior durante a irrupção a gengiva aparece mais arredondada ainda, numa
criança de 2 anos por exemplo é arredondado, mais do que a mesma criança com 5 anos e mais do que a mesma
pessoa quando adulto
 Existe uma depressão entre a gengiva livre e inserida, é visível nas crianças, principalmente nas
menores
 Uma superfície de contato e não apenas um ponto
 Em função da crista óssea, na permanente esperamos crista arredondada entre os dois dentes
 O sinal clinico mais importante é a ausência de sangramento, porque coincide com as duas
situações
 Evidenciação de placa e verificação de sangramento devem ser feitos no primeiro exame

FOTO-

Gengiva marginal, sulco marginal, sulco gengival, gengiva inserida


Coloração
Fatores que influem na variação da cor gengival:
 Grau de vascularização
 Menos queratinização epitelial
 Menor espessura de epitélio
 Pigmentação fisiológica da gengiva (Em brasileiros uma boa quantidade vai apresentar uma
condição relacionada à raça.
 Com a idade a gengiva muda de avermelhada para rosa

Pontilhado

 Reflete o contorno do limite do tecido conjuntivo epitelial


 O aspecto de casca de laranja pode estar ausente durante a infância

Gengiva marginal ou livre

 Na dentição decídua a gengiva marginal tem margens arredondadas

Sulco marginal

 O sulco marginal, leve depressão entre a gengiva marginal e a gengiva inserida, é mais evidente
durante a dentição decídua devido a características anatômicas do dente decíduo

Gengiva inserida

 Na dentição decídua e permanente aumenta com a idade


 É mais estreita nos dentes permanentes recém irrompidos
 Mais estreita na região posterior do que na anterior

Gengiva interdental

 Na presença de diastemas a gengiva interdental apresenta forma de sela e queratinização


 Na ausência de diastemas a papila ocupa todo o espaço interdental (a região entre a papila
vestibular e lingual não tem queratina, normalmente é ai que começa o processo inflamatório)

Osso alveolar

 Em crianças apresenta (quando comparada com a fase adulta)


 Menor trabeculado
 Espaços maiores
 Menor calcificação
 Lamina dura mais fina
 Ligamento periodontal mais largo (pode indicar alteração endodôntica, na infância é mais largo do
que no adulto)

Crista do osso alveolar:

 Distancia entre a COA e a JCE


- Normal = 2 mm
- Questionável = entre 2 e 3 mm
- Perda de osso alveolar = acima de 3 mm
 A distancia COA-JCE aumenta com a idade porque perdemos osso com a idade e depois que o
dentre entra em erupção vai ate a oclusão e irrompe mais para compensar
 Na erupção de dentes adjacentes a dentes já irrompidos a crista alveolar assume uma aparência
angular

Mudanças gengivais fisiológicas associadas à erupção dental

Por que quando o dente irrompe não sangra?

Após a formação do dente fica coberto por epitélio reduzido do órgão do esmalte e o epitélio da mucosa não tem
vascularização. Os 2 epitélios de fundem e por um processo de involução tecidual chamado apoptose celular, essas
células morrem e cria-se um canal de tecido epitelial por onde o dente passa. Porque não existe exposição do
tecido conjuntivo porque o epitélio da mucosa se funde com o epitélio reduzido do órgão do esmalte, essas células
morrem, necrosam e somem e o dente passa por aqui. Nesse processo um evento comum na irrupção é um cisto ou
hematoma de erupção que é uma variante do cisto dentígero (epitélio reduzido do esmalte começa a entrar liquido
e esse epitélio se distende, se tivesse no osso começa a reabsorver e temos um espaço radiolucido e área radiopaca
em volta, quando é menor que 3 mm tudo bem, quando é maior que 3 mm suspeitamos de cisto dentigero, se tiver
próximo da erupção e não tive osso não vai reabsorver, vai distender a mucosa, começa a encher de liquido e
empurra o que tem pela frente, se um vaso romper nesse processo, vaza sangue e fica roxinho. Em alguns casos
corta o tecido. Normalmente se resolve sozinho a medida que o dente irrompe, não precisamos passar pelo
procedimento cirúrgico.) Inviabilidade de alimentaçao ou quadro infeccioso associado, nesses casos o cisto de
erupçao precisa da terapia antibiotica adequada

DOENÇA GENGIVAL NA INFÂNCIA

 Gengivite induzida por placa bacteriana


 Auemnta com a idade (Na criança a presença de resposra inflamatória menor devido à: Qualidade e
quantidade de placa bacteriana, presença de epitélio juncional mais espesso, vascularizaçao maior do
tecido conjuntivo, sistema imunológico em desenvolvimento)
 Sinais clínicos: mudança no contorno, dor e consistência
 Eritema, edema e sangramento
 A severidade da gengivite aumenta com a idade
 Posiçao dental ou correção ortodôntica, qualquer fator que dificulte a higiene e aumente a retenção
 Muito comum em respiração bucal
 O tratamento é higiene e prevenção

 Gengivite marginal crônica


 Começa pela papila
 Pode ter calculo associado

 Retração gengival localizada


 Relativamente comum
 Relacionada coma posição do dente no arco, tabua óssea mais fina, não causa mas se eu tiver um
dente mais vesitbularizado com tabua óssea mais fina e outro fator de agressão a perda óssea é mais
rápida porque o continente ósseo é menor
 Trauma mecânico (mais comum, normalmente não é por escovação, processo inflamatório, coça e
cutuca
 Trauma oclusal
 Inserção alta do freio labial (remoção do freio)
 Não regride, mas estabiliza. Se estabilizar sem exposição de dentina nunca vai precisar fazer cirurgia

 Infecções gengivais agudas:


- Gengivo estomatite herpética aguda
- Candidíase
- Gengivite ulcerativa necrosante aguda

QUESTÕES
1. Quando iniciar a hiXgiene bucal?
Procedimento voltado para a limpeza. A mãe tem que aprender a técnica, tem que ter material necessário
que é uma gaze ou fraldinha. Antes da erupção dos dentes( o professor não concorda com o termo higiene
antes da erupção dos dentes e sim dessensibilização e tem duvidas da eficácia desse procedimento). O
professor diz que a partir da erupção do primeiro dente.
2. Até que idade e como os pais devem participar da higiene bucal dos filhos? Como?
A idade é relativa, nos primeiros anos de vida sim, a partir daí vai adquirindo autonomia, nos primeiros
anos recebe higiene e estimulo dos pais, a partir daí cada vez menos os pais vão tendo participação ativa e
de supervisão, ate que na idade adulta o individuo faz isso sozinho. Na medida que vai tendo autonomia o
pai via adquirindo papel de supervisor.
3. Qual a melhor técnica?
Pra adulto a melhor é a bass modificada (vai e vem curtinho), para treinar a criança o melhor é começar
com uma técnica que seja parecida com essa mas mais simples, técnica do vaivém sempre com a boca
aberta, a única dificuldade dessa técnica é explicar que a escova deve estar numa inclinação de 45°. O ideal
é que a família já tenha esse habito porque é convidativo para a criança.
4. Qual a melhor posição adulto-criança?
5. Como motivar?
6. Qual a escova indicada?
7. Existem riscos? Quais?

Higienização bucal durante a infância


 Objetivo de remover a placa (limpar inclui placa e alimento, o adulto remove o alimento da boca
mais rápido que a criança, remover restos alimentares)
 Ampliar o acesso ao flúor
 Criar o habito

Processo educativo de higienização bucal

 Estabelecimento de novos padrões comportamentais


 Modificação...
 Conhecer a realidade para poder transformá-la, anamnese e observação da técnica que a criança
usa
 Propor modificações que devem ser claras e viáveis, com objetivos gradativos. Qualquer ganho é
um estimulo positivo
 Viabilizar as modificações com treinamento e motivação
 Motivação periódica,
 No retorno conhecer a realidade novamente, caindo num ciclo educativo

Ensino de higienização bucal em crianças

 Compreender e aceitar a higienização bucal


 Conhecer a boca, mostrar as estruturas anatômicas
 Modificar o paradigma da odontologia (possibilidade de manutenção da saúde bucal)
 Dimensionar a responsabilidade do núcleo familiar e da equipe odontológica
 Placa nos incisivos já indica que temos que prestar muita atenção na motivação

Recursos

 Mordedores não servem para higienizar os dentes e não são bons instrumentos, risco de se
machucar
 Dedeiras para crianças pequenas na fase de dessensibilizaçao funcionam muito bem, mas não é
muito bom pra higiene
 Gaze e fralda, enquanto só esta com os incisivos, com uma boa técnica, é possível higienizar
 Escovas que são o objeto principal, uma cabeça compatível com a idade da criança. Cerdas macias,
planas e em grande quantidade, a técnica do vaivém é simples então a escova também é simples. Com
atributo lúdico é boa.
 Evidenciadores de placa utilizamos mais no consultório como motivador
 Fio dental usamos sempre que temos contato proximal
 Dentifrícios usamos com flúor
 Recursos lúdicos para facilitar e motivar

Técnicas

 Stillman modificada
 Fones-circular
 Bass
 Horizontal
 Até a erupção dos molares (dedeiras, gaze ou fralda e escova e fio dental)
 A partir da erupção dos molares (só escova e pasta), mostrando a inclinação da escova
 Fio dental temos que ensinar como usa

Treinamento dos pais

 Posição (A cabeça tem que estar apoiada, parada (apoiando a criança na barriga, a criança olhando
para o espelho, com barriga compatível, encosta e roda a cabeça pra cima, ou adulto sentado a criança
sentada no chão, posição de índio. Posição de Starkey, posição 12 horas sentada ou deitada na cama ou
joelho-joelho)
 Movimentos
 Pressão e velocidade (importante para não machucar a criança)
 Frequência e momento (o momento mais importante da higiene é antes de dormir, no entanto a
regra é mais ampla, a freqüência maior é melhor, depois da alimentação, remover o alimento, desestrutura
a placa)
 Quantidade de dentifrícios
 Supervisão
 Papel educativo e na motivação

Treinamento das crianças

 Conhecer a boca
 Empunhadura
 Construção da sensação tátil
 Controle dos movimentos (pressão, velocidade e localização)
 Escovação setorizada
 Treinamento do tempo
 Controle da ingestão de dentifrício

Orientações especificas

 Freio labial superior em crianças de pouca idade (pode machucar)


 Dentes com alterações mais suscetíveis a carie
 Erupçao dos molares decíduos
 Fechamento fisiológico do espaço entre molares decíduos
 Esfoliação dos dentes decíduos e erupção dos permanentes
 Higienizaçao bucal e em ortodontia fixa
 Erupção do primeiros e segundos molares permanentes
 Retraçao gengival antero-inferior (não pode ser técnica vaivém, usar técnica da varredura no
sentido que o dente nasce)
 Periodos especiais (medicação de uso crônico, devemos indicar a escovação logo após o xarope)

Abordagem atual na dieta na clínica odontopediátrica

Na infância, um aspecto difícil de trabalhar é a alimentação, porque existe um padrão alimentar muito
relacionado ao desenvolvimento de cárie, de alta freqüência de alimentos carboidratos fermentáveis e
utilização de alimento associado ao sono, principalmente mamadeira com conteúdo adoçado. A mamadeira
antes de dormir é muito prejudicial porque se o alimento fica na cavidade bucal por um maior tempo. O pH
critico para dissolução do esmalte é 5.5 quando não tem fluo e 4.5 quando tem flúor, e o demora de 20 a 40
minutos para voltar ao pH normal, removendo o alimento com a língua, com a saliva. Quando desequilíbrio a
dês-re causa a cárie. Além disso, a criança fica com a mamadeira quando o fluxo salivar é baixo, não tem os
movimentos de mímica para remover e alimento fica estagnado na cavidade bucal.

A orientação que deve ser dada é de remover a mamadeira. “Se eu tirar a mamadeira ele toma leite” “Com a
mamadeira pelo menos ele come alguma coisa”. As ações preventivas em odontopediatria, apesar de
tecnicamente simples, demandam para a maioria dos pais um esforço considerável, já que envolvem
modificação de aspecto sócio-cultural profundamente consolidados.

PROVA: Primeiro incisivos superiores, depois molares superiores, molares inferiores e raramente incisivos
inferiores, isso porque o poder de sucção, o leite fica estagnado nessa região, e embaixo da língua temos as
glândulas que liberam saliva. Também está associado ao padrão de erupção (com exceção dos incisivos
inferiores), porque os molares estão a mais tempo na boca. Temos também um padrão de deglutição, a criança
toma o alimento, passa pelos incisivos e fica nessa região

As famílias amam seus filhos e os protegem e são muito profundas as razões que as fazem romper com estes
instintos.

Justificativas familiares mais freqüentes para a doença cárie em crianças:

 Os dentes já nasceram assim


 Os dentes dele são fracos
 Ele tomou muito antibiótico
 Depois que a outra dentista mexeu e ficou assim.

Para melhoras agora, tem que tirar a mamadeira.

Caractéritcas da dieta na infancia:

Dieta liquida  dieta semi sólida  período e acomodação  alimentação familiar  alimentação extra familiar

Nesse primeiro período, o alimento mais importante e que traz mais benefícios à saúde é o leite materno, feito para
esta crianças dessa espécie. A criança amamentada no seio materno recebe um alimento com características
espécie-específicas. Nem sempre o leite materno tem o mesmo sabor, depende o dque a mãe come, e isso vai
influenciar o gosto da criança por frutas e verduras. O leite materno é prático, seguro e econômico, além do vínculo
aumentado da mãe com a criança. Outra vantagem a nível bucal a criança precisa fazer uma força para amamentar,
para fazer essa sucção ela respira pelo nariz, e isso é fundamental para crescimento e desenvolvimento. A criança
nasce com o queixo um pouquinho para trás, e na amamentação ela faz um movimento de vai e vém, que estimula
o crescimento da mandíbula. Tudo isso não ocorre com a mamadeira.

Estudo: 156 crianças que usavam a mamadeira, 56% eram colocadas para dormir com a mamadeira, 70%
abandonavam a mamadeira e 27% desenvolveram carie de mamadeira. No outro grupo 30% dormiam e
permaneciam com a mamadeira...

Anorexia fisiológica: próximo de 1 ano a criança diminui o ritmo do consumo de alimentos, os pais ficam ansiosos e
dão doces para a criança se alimentar com alguma coisa. A criança nasce gostando de doce, porque o leite materno
tem lactose. Nós temos que alertar os pais de que próximo de 1 ano o filho diminui o consumo de alimentos e não
se deve oferecer as bolachas recheadas.

Período de acomodação à dieta familiar: a criança já esta comendo o que os pais comem, mas ainda tem
alimentação infantil. Nesse momento ocorre o aumento do consumo de doce, não significa que a criança não pode
comer doce, mas devemos escolher o doce certo, seja a lactose ou a frutose. Devemos nos envolver um pouco
mais e fazer o trabalho de supervisão. Algumas crianças e fazem uso continuo de xaropes (baixo custo)devemos ter
uma atenção especial. Os medicamentos EDULITO são os medicamentos sem açúcar.

Avaliação dietética:

O potencial cariogênico de um alimento não é dado somente pela sua composição, mas a carectística do consumo,
o consumo de carie e acuar e cárie depende da quantidade ingerida, freqüência de ingestão ( o pacote de bala de
uma vez só é menos cariogênico que comer uma bala a cada meia hora, por conta da variação do pH) concentração
de açúcar e tipo do açúcar. Além disso, outros dois aspectos devem ser considerados, que é ométodo de ingestão e
o momento do uso ( se você tomar num copo toma mais rápido que numa mamadeira).

Caracteríticas da dieta nos primeiros anos de vida:

 Grandes modificações em curto espaço de tempo


 Alto consumo de produtos cariogênicos
 Alta freqüência de consumo de produtos cariogênicos
 Alimentação durante o sono.

Maiores riscos:

Dieta liquida: uso racional do açúcar


Diera semi sólida: Açúcar
Peridoo de acomodação:Manutenção dos hábitos infsntis e introdução dos hábitos familiares inadequados
Consumo não relatado e ampliação da variedade e autonomia

Açúcar
Pré escolar Adolescente

Conhecer as características dos alimentos, como o tipo concentração e consistência do açúcar,


Com relação às crianças:
 Preferências e aversões
Com relação ao núcleo familiar:

Conhece o padrão dietético com relação ao esquema familiar para determinar .. e estabelecer estratégias

Métodos de avaliação dietética:


 Método recordatório das ultimas 24 horas
 Questionários de freqüência alimentar
 Registros alimentares – utilizados muito em consultório, se gasta maior tempo. É uma ficha própria
devemos colocar a quantidade horário e forma de consumo. Devem envolver tanto dias úteis quanto fins
de semana, e temos que nos atentar à relato apenas das refeições principais. A mãe coloca o dia, a hora e
alimento bem detalhado
 Entrevista dietética (usao na anamnese)
Analise dos hábitos: avaliar sempre o potencial cariogênico do alimento,e não só a constituição do alimento.

Nossas orientações devem ser :


Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses
Reconhecimento dos alimentos com potencial cariogênico
A mamadeira pode ser evitada – uso de copos, xícaras
Quando introduzida, a mamadeira deve ser utilizada somente no aleitamento
Estiulo à remoção da mamadeira até 12 meses.
A alaimentação durante o sono ou para domrir deve ser evitada
A introdução seletiva dos novos alimentos
Educar no horário e freqüência de consumos de produtos cariogencios
Estimular uso de alimentos saudáveis.

AULA 04  29.08.2016

PARTE 1
Características da normalidade da dentadura decídua – Joyce Duarte

1. Retrognatismo mandibular – característica normal da dentição decídua


 O bebe nasce com isso, maxila bem avançada em relação a mandíbula no sentindo lateral e Antero
posterior, o crescimento acontece ao longo do tempo, existe uma convexidade de perfil, que via diminuindo com a
idade, a mandíbula se projeta pra anterior e para baixo, isso acontece pelo crescimento da face, é a face como um
todo que cresce e não só a mandíbula
 Cordão fibroso de Robin e Magitot é observada em bebes com o freio bem proeminente na região da linha
média, no próprio rebordo percebemos proeminências na gengiva, não é tórus, não é cisto, são simplesmente os
dentes, as proeminências dos dentes já estão ali porque os dentes tem o design para uma criança de 3 anos, esse
bebê antes de nascer já tem essa proeminência, o dente decíduo é maior que a face.
 O desenvolvimento dos dentes se da partir dos 4 meses de vida intra-uterina, com a calcificação do incisivo
central superior e bem próximo do nascimento o segundo molar vai começar a fazer a calcificação, quando o bebê
nasce já tem praticamente todos os dentes em formação

2. Rodetes gengivais

3. Erupção normal dos dentes

 Incisivo central inferior aos 7,8 meses e incisivo central superior aos 10 meses, ainda não existe processo
alveolar bem formado, ainda aparece bem o freio.
 Incisivo lateral superior aos 11 meses
 Lateral inferior aos 13 meses
 1º molar superior e inferior aos 16 meses
 Agora já tem um plano oclusal
 Canino superior com 19 meses
 Canino inferior aos 20 meses
 Aos 27 meses vem o 2º molar decíduo, pode haver apinhamento de dentes decíduos, em 7% dos casos
Segundo molar superior aos 29 meses

4. Características da oclusão dos dentes decíduos – como arco de Baume e espaços primatas
 Se concreta entre os 2 e 3 anos
 Principalmente a chave dos caninos em classe I, cúspide do canino ocluindo na meia do canino inferior com
primeiro molar inferior decíduo, há um espaço que dá condições para que exista acomodação dos dentes
permanentes posteriormente, chamado de espaço primata.
 Característica do crânio – Caninos permanentes bem La em baixo e os caninos superiores bem pra cima,
perto da asa do nariz, o canino é o ultimo da fila, muitas vezes percebemos maior possibilidade de ter que tracionar
esse dente, há grande chance de impactação, os laterais estão posteriormente aos centrais e estão com uma
inclinação mais para palatina, se não houver espaço suficiente no arco superior nessa fase há maior possibilidade de
impactação do canino e apinhamento dos incisivos superiores.
 Os decíduos formam um semi-circulo, os permanentes tem aspecto mais oval, m,ais projetado para
anterior, a decídua tende a ter um componente mais vertical do que anterior. A face cresce para frente e para baixo.
 Os decíduos estão verticalizados na base óssea, tenho os incisivos com angulação bem vertical, o que não é
uma característica da dentição permanente, percebemos que a chave da caninos existe. O segundo molar
permanente já esta iniciando a calcificação entre os 3 anos, há a rizogênese completa. A maxila cresce ate os 2 anos
com velocidade maior para lateral, pros permanentes têm mais tempo para crescer, como a maxila é pequena a
única possibilidade é os centrais bem próximos ao soalho da fossa nasal e os caninos muito próximos a asa do nariz
e os laterais atrás dos centrais, com inclinação mais posterior, com um giro que é corrigido quando tem espaço para
oclusão.
 Aos 6 anos (+-9 meses) – Rizólise parcial dos incisivos, o canino está estacionado porque ainda não tem
espaço para ele nascer. Os pré-molares já estão quase com a coroa completa, existe movimento eruptivo do
primeiro molar superior e inferior, nessa fase temos o segunda trípode oclusal – primeiro molar permanente
ocluindo junto com os dentes decíduos. Nessa fase tema formação da ATM com a fossa mais profunda (no recém-
nascido temos uma planificação, o côndilo é mais plano e a fossa por conseqüência também é mais plana, aos 3
anos já tem os decíduos, já tem um aumento na DVO por conta de já ter os processo alveolares formados, tem
profundidade maior, mas ainda não é a formação completa da ATM, no adulto a fossa é bem mais profunda e o
côndilo tem característica maior com a convexidade de cabeça.
 Os caninos inferiores já começam a formar sua raiz, a ordem dos permanentes é diferente da dos decíduos
 Compatibilidade de perímetro – inclusão total do arco inferior no superior, primeiro tenho que saber a RC
da criança, é complicado manipular a criança. É normal na dentição decídua um espaço na região anterior, servem
para dar espaço aos permanentes que são mais largos.
 Outra diferença é que os decíduos são verticalizados, não tem curva de Spee nem de Wilson (são formadas
a partir da condensação da profundidade da fossa articular, como aqui ainda não existe, não teme ssa inclinação e
nem as curvas)
 ATM próxima e paralela ao plano oclusal
 Com o crescimento vai se localizando em plano mais alto, porque a face e o crânio crescem como um todo
para baixo e para frente, no RN não tem esse deslocamento, a ATM é mais baixa, tem um componente mais
horizontal em relação ao plano palatino, no adulto existe diferença grande entre altura da ATM e do plano oclusal, a
mandíbula tem um componente horizontal ainda, o forame alveolar esta mais baixo, se for pensar na anestesia
alveolar inferior é diferente porque o forame esta localizado mais para região inferior, não usamos a mesma técnica,
tenho que jogar a agulha mais pra baixo
 Diastemas – diastemas anteriores: descritos por Baume em 1950 e classificado em 23et23 tipos:
Tipo I – mais favorável, com espaços maiores (vamos anotar na ficha clínica)
Tipo II – sem espaço entre os dentes anteriores
Misto
 São considerados diastemas espaços iguais ou superiores a 0.5mm, usamos a sonda milimetrada para
medir.
 Diastemas (Espaço) Primatas: espaço entre caninos e primeiros molares decíduos inferiores e incisivos
laterais e caninos superiores. Outra característica que dá pra perceber é que depois, quando houver erupção dos
pré-molares tem um espaço chamado espaço livre de Nance, por conta do diâmetro mésio distal dos molares
decíduos serem maiores que o diâmetro dos pré molares permanentes
 Diastemas posteriores entre molares: a vantagem de se ter diastemas na dentadura decídua é a
higienização, o paciente não fica tão atrelado ao uso do fio dental como fica um paciente com arco de Baume tipo II.
 Os dentes decíduos são mais verticalizados, se eu tenho uma característica diferente dessa eu tenho algo
acontecendo com a língua ou com a deglutição, e eu preciso orientar sobre hábitos para funcionais.

Diagnóstico estático e dinâmico da oclusão:

 Exame clinico: dentes, tecidos moles e periodonto


 Exames complementares: radiografia panorâmica, periapical e oclusal.

5. Estágios de Nolla
O ideal é que vocês vejam os dentes permanentes na radiografia
Zero – ausência de cripta
1. Presença da cripta, contorno radiolúcido que vai dar aquele alojamento ao germe dentário.
2. Calcificação inicial
3. 1/3 da coroa completa
4. 2/3 da coroa completa
5. Coroa quase completa
6. Coroa completa (começa o movimento eruptivo) (já começa formação da raiz)
7. 1/3 da raiz completa
8. 2/3 da raiz completa
9. Raiz quase completa e ápice aberto
10. Raiz completa e fechamento apical

Radiografia: Os incisivos centrais encontram-se mésio angulado e incisos laterais mais posteriores e com giro,
conforme o espaço vai crescendo o lateral perde esse giro. O canino inferior está bem para baixo, então tem que ter
um movimento eruptivo muito mais rápido. os dentes decíduos anteriores estão em estagio de rizólise, vamos ter
praticamente os dentes permanentes anteriores inferiores já estão com a formação da raiz, lá por estágio 8, os
incisivos laterais em estágio 7. Os caninos inferiores estão com formação completa da coroa e os primeiros molares
estão começando a formar raiz. Os segundos molares inferiores estão em estágio 1.

6. Análise transversal da oclusão


 Linha mediana – se tem algum desvio tem que averiguar se houve algum trauma, ou se é característica
oclusal do paciente.
Não são desejados:
 Mordida de topo a topo – paciente morde cruzado de um lado, porque a oclusão busca o maior numero de
contatos para que tenha mastigação mais eficaz, então ele empurra a mandíbula e existe dos dois lados relação de
topo a topo posterior.
 Mordida cruzada lingual
 Mordida cruzada lingual total
 Mordida posterior cruzada vestibular – também chamado e arco de Braudi
 As mordidas cruzadas posteriores podem ser uni bilaterais e podem afetar um ou vários dentes.

7. Analise anteroposterior
 Relação caninos:
Classe I – o canino oclui na ameia
Classe II – o canino oclui frente da ameia
Classe III – mandíbula mais anteriorizada em relação à maxila, então o canino oclui mais para distal em relação à a
ameia

 Sobressaliência: é a distancia entre a face vestibular do incisivo central inferior e a borda incisal do incisivo
central superior.
Pode ser positivo, nula ou negativa
Normal para dentadura decídua: 0 a 3 mm. (Jet ski só anda para horizontal, over 24et ou over bite)

 Sobremordida: distância no sentido vertical entre as bordas dos incisivos centrais inferiores e superiores
Pode ser: normal (0 a 3 mm), profunda (maior que 3 mm) ou aberta (menor que 0 mm)

 A fase em que se encontram os dentes permanentes: os movimentos eruptivos dos incisivos centrais
inferiores fazem parecer que o paciente tem uma mordida profunda, mas é o natural.
 O paciente pode apresentar bruxismo, onicofagia, roer objetos, perceber esses hábitos do paciente.
 Plano terminal: referencia entre as faces distais dos segundos molares decíduos superiores e inferiores
Em plano: 76% dos casos.
Degrau mesial para mandíbula: 14% dos casos
Degrau distal para mandíbula: 10% dos casos

Relação terminal: em plano, em degrau mesial, em degrau distal

PARTE 2
Reabilitação e Prótese em Odontopediatria – Luciana Reichert

Objetivos da aula:
 Abordagem de alternativas que podem ser utilizadas na reabilitação oral de crianças
 Discussão das indicações e contra-indicações para cada recurso reabilitador ou protético
Ao final desta aula o aluno deverá:
 Saber identificar o tipo de alternativa (reabilitação ou prótese) para cada situação clínica
 Saber discernir a indicação ou não do recurso protético para cada situação clínica baseando-s em fatores
como: idade dentária, estágio de formação do dente permanente e outros a serem discutidos durante a aula

Importância dos dentes decíduos


- Mantenedor de espaço natural para dentes permanentes

O recurso protético é a ultima fase do plano de tratamento, primeiro orientações de higiene, dieta, tirar focos de
infecção, evidenciação de placa, o recurso protético é a ultima tomada.
Planejamento da prótese em odontopediatria

Fatores a considerar:
 Exame clínico detalhado
 Idade e colaboração da criança
 Avaliação da oclusão do paciente
 Estágios de Nolla – quando eu tenho um germe e quase começou a formar a raiz é o estágio 6, quando o
dente permanente esta aquém do estagio 6 de Nolla a prótese está indicada, quando estiver além do estágio 6 a
prótese não está indicada, devemos considerar a colaboração da criança, para muito pequenos não é bem aceito, aí
preferimos usar um aparelho fixo. Existem algumas mal oclusões que contra-indicam o recurso protético
 Avaliação da integridade pulpar
 Número de dentes envolvidos
 Estágio de formação dos dentes permanentes
 Necessidades estéticas da crianças e dos pais
 Tempo decorrido desde a perda ate a erupção do sucessor permanente
 Erupção tardia do dente permanente
 Agenesia do dente permanente
 Idade dentária do paciente
 Seqüência de erupção dentária

GRUPOS DE PRÓTESES

1. PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL (PPR)


Indicada quando temos os sucessores permanente aquém do estagio 6 de Nolla, quando observamos que o
intervalo da perda dos dentes decíduos e erupção do permanente é até 6 meses ou mais, são muito versáteis
porque permitem reembasamento, a criança esta em fase de crescimento, consigo colocar parafusos expansores
para seguir o crescimento da criança. Usada para anterior e posterior, evita interposição lingual. Pode se usar
dentes acrilados ou do banco de dentes.

 Grande versatilidade: podem ser associadas a dispositivos ortodônticos (parafusos expansores) e permite o
reembasamento
 Restauração completa dos arcos dentários
 Boa adaptação, estética e função
 Facilita higienização
 Evita hábitos deletérios
Indicações:
 Perdas precoces na região anterior ou posterior com espaço protético amplo
 Mais de 6 meses entre a perda do dente decíduo e a erupção do permanente
 Ausência congênita de dentes

Requisitos de uma PPR:

 Manutenção do espaço
 Permitir o processo normal de erupção dos dentes permanentes
 Impedir a extrusão dos dentes antagônicos
 Restabelecer a função mastigatória
 Considerado um aparelho com característica funcional
 Restabelecer ou manter a fonação

Fatores limitantes da PPR:

 Aparelho frágil
 Imaturidade da criança (perda/quebra)
 Ser removível: colaboração dos pais e desejo da criança em usar o aparelho
 Contra indicado em crianças muito pequenas (menores de 3 anos)
Acompanhamento e controle da PPR

 Observar alterações na mucosa ou tumefações na gengiva, tirar com broca


 Posição dos dentes permanentes em relação a erupção (radiografias)
 Remoção: dente permanente com 2/3 de raiz formada
 Observar as condições dos dentes base e pônticos quanto a reabsorção radicular

Recomendações para uma PPR

 Nas superiores, a base de resina acrílica deve cobrir todo o palato duro
 Os dentes podem ser de acrílico ou naturais
 Os grampos de retenção devem ser de fio de aço numero 7
 As próteses devem ser bilaterais, mesmo que a perda seja unilateral
 Não é recomendado grampos nos caninos decíduos (prejudica crescimento transversal)
 Na dentição mista não é recomendável apoio oclusal sobre os dentes permanentes (erupção)
 Confeccionar grampos que contornem os caninos e molares decíduos
 Incisivos permanentes em erupção, remover os grampos dos caninos decíduos para permitir a migração
distal e movimento lateral destes dentes e alinhamento dos incisivos permanentes

2. PRÓTESE FIXA

TIPOS:

Prótese fixa anterior com cursor (DENARI)

Indicação/contra-indicação

 Indicado na ausência de um ou mais dentes anteriores decíduos


 Pacientes com baixa idade
 Contra-indicação: Mordida aberta anterior e oclusão topo-a-topo
 Moldagem, gesso e manda para o protético
 O cursor se movimenta a medida que a criança tem um crescimento transversal

3. PRÓTESE FIXA ANTERIOR COM EXTREMIDADE LIVRE

 Ausência de um único dente anterior (incisivo central decíduo), paciente em normoclusão


 Dente de suporte com no máximo 1/3 de raiz reabsorvida
 Preparo em chanfro do dente de suporte até a região gengival, removendo áreas retentivas, a incisal
também é desgastada
 Contra indicada em mordida aberta anterior e falta de selamento labial
 Controle radiográfico periódico

4. PRÓTESES TOTAIS

Indicações:

 Perda precoce de todos os dentes decíduos (cárie de infância)


 Anodontia total
 Síndrome
 Mais comum na arcada superior

Técnica:

1. Moldagem dos arcos superior e inferior com alginato


2. Confecção da moldeira individual com resina acrílica
3. Moldagem tradicional com pasta zinco enólica
4. Obtenção da DVO=DVR – 2mm
5. Sem necessidade de determinação das curvas de compensação (Spee e Wilson)
6. Traçado das linhas mediana, linha alta do sorriso e dos caninos
7. Montagem dos elementos dentários (confecção de grampos de retenção)
8. Prova da prótese
- Oclusão fonética (pronuncia do S, F e V)
- Estética (perfil e posicionamento dos lábios)
9. Orientações à criança

 Bem parecida com a técnica em adulto, as exceções da PT em odontopediatria que não precisamos
observar (não precisamos de curvas de Spee nem de Wilson)
 Moldeira individual, prova em resina acrílica

5. PINOS INTRA-RADICULARES
Indicações
 Somente para dentes anteriores
 Grande destruição dentaria
Contra indicações
 Paciente com bruxismo
 Grande perda de dimensão vertical
 Mordida profunda
 Fio ortodôntico em letra alta 0,5 ou 0,7 ou pré-fabricados- podem gerar tensão e aumentar a possibilidade
de fratura radicular/necessita de opacificadores
 TIPOS DE PINOS :
 Confeccionados com fio ortodôntico 0,7 mm
 Pinos pré-fabricados
 Pinos de cromo-níquel
 Pinos de fibra de vidro
 Pinos biológicos
 Resina composta (técnica do cogumelo)

 Biselamento dessa região retirando 1/3 ou 2/3 da face restauradora, aqui uma guta percha, o tipo de pino
mais barato e mais fácil de chama técnica de cogumelo, que eu faço retenções em BR, condiciona com primer e
adesivo, RC e uma coroa

 Matriz anatomia pode ser pré-fabricada, recortamos a cervical medimos, ver se a coroa é do tamanho do
dente, vemos o comprimento mesio distal, recorta, prova

PINOS RADICULARES

Indicações:

 Cáries extensas em incisivos decíduos


 Incisivos decíduos mal formados
 Incisivos com alteração de cor (trauma)
 Amelogênese imperfeita

Indicação e contra – indicação:

 Crianças com bruxismo


 Mordida profunda
 Perda extensa de dimensão vertical

PINO INTRACANAL

Preparo da base radicular:


- Biselamento do contorno dentário cervical
- Desobturação do 1/3 do conduto radicular

 Broca esférica
 Curetas
 Vedamento do canal com guta-percha

- Técnica do cogumelo

 Confecção da retenção

 Preparo do canal com broca 1011

Materiais e instrumentais:

Peças de mão, alta e baixa rotação


Brocas tronco-cônicas e esférica
Fotopolimerizador
Tesoura ponta curva
Hidróxido de cálcio ou cimento de ionômero de vidro
Resina composta fotopolimerizável

Seleção da coroa
 Medir o diâmetro mésio distal (compasso de ponta seca)
 Compara a borda incisal da coroa-matriz

 Remoção do tecido cariado

Preparo do dente:

 Reduzir o comprimento da coroa


 Broca tronco-cônica diamantada
 Desgaste mesial e distal até a margem gengival

Recorte e prova da coroa

Faz um furo por palatina na coroa para escoar a resina composta

Cimentação da coroa

 Secagem
 Colocação da resina composta e cimentação da coroa
 Remoção do excesso, polimerização
 Acabamento final

Vantagens

 Restabelecimento da anatomia dentária


 Diminuição da contração de polimerização da resina

Desvantagens:

 Necessidade de moldagem
 Envolvimento de mais de uma sessão
 Custo laboratorial

6. RESTAURAÇÕES INDIRETAS
Indicações:

 Destruições coronárias extensas


 Restabelecimento do contato oclusal
Fatores a considerar

Técnica:

1ª sessão:

1. Preparo cavitário: Expulsivo de cervical para oclusal

- 1 mm de desgaste em áreas livres


- 1,5 mm na oclusal; ângulos arredondados

2. Proteger o dente com material provisório, preferencialmente com óxido de zinco e eugenol que são mais
facilmente removidos.

2ª sessão:
1. Moldagem (silicona de condensação)
2. Moldagem (alginato: antagonista)
3. Iniciar com arcada inferior
4. Registro de mordida: máxima intercuspidação
5. Montagem em articulador
6. Confecção da restauração

3ª sessão:

1. Cimentação da restauração (cimento dual)


2. Ajuste oclusais, acabamento e polimento
3. Radiografia interproximal

7. COROAS MATRIZES

Vantagem: Restabelecimento imediato da coroa

Desvantagens: Dificuldade da escolha do tamanho e adaptação

Mantenedores de espaço em odontopediatria

Podem ser fixas ou removíveis e funcionais (função mastigatória e evita extrusão do antagonista ou não
Objetivo da aula:
 Abordar os principais recursos de mantenedores de dentes decíduos em situações de perda precoce,
incluindo sua indicação e contra-indicação
Ao final desta aula o aluno deverá:
 Reconhecer as principais indicações do uso de mantenedores de espaço na dentição decídua
 Ser capacitado a escolher o tipo ideal para cada situação clínica
 Conhecer as indicações e contra indicações de cada mantenedor de espaço
 Ser capacitado a realizar uma adequada proservação dos casos, identificando o momento ideal para sua
remoção
Considerações para a manutenção de espaço:
- Diagnóstico: análise do modelo, exame radiográfico.
 Tipo de maloclusão: perda dos molares decíduos
 Presença ou ausência de espaço no arco dentário decíduo
 Tempo decorrido após a perda (primeiros 6 meses)
 Quantidade de osso
 Seqüência de erupção dentária
 Ausência congênita do sucessor permanente
 Idade da criança

 Seqüência de erupção dentária:

- O segundo molar permanente pode mesializar caso não tenha o primeiro molar, por isso é importante distinguir
se é necessário um mantenedor de espaço ou um recuperador de espaço

* Presença ou ausência de espaço do arco dentário:

Espaço entre os dentes decíduos - Pouco ou nenhum efeito sobre o desenvolvimento da oclusão;
Sem espaço entre os dentes decíduos – Desvio da linha média e perda para a erupção do dente permanente
sucessor

*TEMPO DECORRIDO APÓS A PERDA: a possibilidade de fechamento do espaço ocorrerá nos primeiros seis meses
após a perda
Quantidade de osso sobre a coroa do dente
Dente permanente antes do estágio 6 de Nolla – retarda a erupção
Dente permanente após o estágio 6 de Nolla – acelera a erupção
Perda: antes de formação de ¾ da raiz do permanente: mantenedor indicado

Aparelhos mantenedores de espaço


Aparelhos destinados a preservar o espaço deixado pela perda de um ou mais dentes, impedindo, assim,
movimentos indesejáveis, que poderiam comprometer seriamente a oclusão dentária do paciente .
Objetivo:
 Região anterior: estética, deglutição, evitar hábitos deletérios e fonação
 Região posterior: evitar a perda de espaço, extrusão do antagonista e possibilitar a mastigação

Características ideais:
- Preservar a distância mésio-distal e altura vertical
- Manter a função
- Não causar giroversões
- Não lesar ou alterar dentes e tecidos circunjacentes
- Não interferir na fonação e deglutição
- Não impedir o processo de crescimento e desenvolvimento dos arcos dentários
- Não interferir na erupção do sucessor permanente
- Guiar a erupção do dente sucessor permanente
- Fácil higienização
- Construção simples e resistente
- Restaurar contornos faciais normais
-Permitir reparos

Principais finalidades:
- Prevenir a instalação da maloclusão
- Restabelecer, se possível, a função mastigatória
- Manter o espaço deixado
- Evitar migrações
- Evitar a extrusão do antagonista

CLASSIFICAÇÃO

 Fixo ou removível
 Não funcional
 funcional

Vantagens: Facilidade de higienização, estética, baixo custo e confecção realizada em laboratório

Desvantagens: Necessidade de cooperação do paciente, possibilidade de perda e fratura

MANTENEDORES DE ESPAÇO REMOVÍVEIS NÃO FUNCIONAIS

 Placa de acrílico

Indicação: Perda precoce de múltiplos elementos dentários ; Pacientes colaboradores

Contra-indicação: Pacientes com sensibilidade ao acrílico

Vantagens: Fácil confecção e baixo custo; Boa resistência e fácil higienização; Evita a extrusão do antagonista

Desvantagem: Depende da colaboração do paciente

MANTENEDORES DE ESPAÇO REMOVÍVEIS FUNCIONAIS

 Placa de acrílico com dentes de estoque

Indicação:

Perda precoce de múltiplos elementos dentários anteriores


Pacientes colaboradores
Necessidade de restabelecimento da função mastigatória e prevenção de hábitos deletérios envolvendo língua,
lábios e dedo

Contra indicação: pacientes com sensibilidade aos materiais metálico e acrílico; pacientes não colaboradores

1. Mantenedor de espaço funcional anterior

Vantagens: fácil confecção e baixo custo, fácil higienização, restabelecer a função mastigatória e estética, permite
o reembasamento

Desvantagens: Depende da colaboração do paciente

2. Mantenedor de espaço funcional posterior

Indicação: perda precoce de múltiplos elementos dentários posteriores; Pacientes colaboradores; Necessidade de
restabelecimento da função.

Contra indicação: Pacientes com sensibilidade aos materiais e acrílico; Pacientes não colaboradores.
Vantagens: fácil confecção e baixo custo, fácil higienização, restabelecer a função mastigatória e estética, permite
o reembasamento

Desvantagens: Depende da colaboração do paciente

APARELHOS MANTENEDORES DE ESPAÇO FIXO

Vantagem: não necessita da cooperação do paciente


Desvantagem: dificuldade de higienização

MANTENEDORES DE ESPAÇO FIXO NÃO FUNCIONAL


 Banda alça

Indicação: perda precoce de um único dente posterior decíduo ; Pacientes não colaboradores
Contra indicação: pacientes com sensibilidade aos materiais metálicos; Perda de mais de um elemento dentário
posterior.
Vantagens: Não depende da colaboração do paciente, fácil confecção e baixo custo, boa resistência e fácil
higienização.
Desvantagens: Não evita a extrusão do dente antagonista, não restabelece a função do dente extraído.
BANDA ALÇA – A INDICAÇÃO É PERDA PREOCE DE UM ÚNICO ELEMENTO DENTÁRIO, PERDEU 2 JÁ VAI PRA PPR
(prova)

 Banda alça com tubo


 Coroa alça
 Aparelho mantenedor de espaço colado (AMEC)

Indicação: Perda precoce de um elemento dentário posterior decíduo, pacientes não colaboradores
Contra indicação: pacientes com sensibilidade aos materiais metálico e acrílico, perda de mais de um elemento
dentário.
Vantagens: mais baixo custo entre todos os aparelhos, não depende da colaboração do paciente, boa resistência e
fácil organização.
Desvantagens: não evita a extrusão do dente antagonista, não restabelece a função do dente extraído.

 Arco palatino de Nance


Indicação: perda precoce e/ou ausência de mais de um dente posterior superior; Paciente não colaborador
Contra indicação: pacientes com sensibilidade aos materiais metálicos e acrílico.
Vantagens: não depende da colaboração do paciente, fácil confecção e baixo custo, boa resistência e fácil
higienização
Desvantagens: não evita a extrusão do dente antagonista , não restabelece a função do dente extraído.

 Barra trasnpalatina

Indicação: perda precoce e/ou ausência de mais de um dente posterior superior, pacientes não colaboradores
Contra indicação: paciente com sensibilidade aos materiais metálicos.
Vantagens: não depende da colaboração do paciente, fácil confecção e baixo custo,boa resistência e fácil
higienização.
Desvantagens: não evita a extrusão do dente antagonista, não restabelece a função do dente extraído.
 Arco lingual de Nance
Indicação:perda precoce de mais de um dente inferior, pacientes não colaboradores
Contra indicação: pacientes com sensibilidade aos materiais metálicos
Vantagens: não depende da colaboração do paciente, não interfere nos movimentos da maxila e mandíbula, fácil
confecção e baixo custo,boa resistência e fácil higienização
Desvantagens: não evita a extrusão do dente antagonista, não restabelece função do dente extraído, confecção
um pouco mais trabalhosa.

MANTENEDOR DE ESPAÇO FIXO FUNCIONAL


 Arco palatino adaptado com dentes de estoque
Indicação: perda precoce de múltiplos elementos dentários, pacientes não colaboradores, necessidade de
restabelecimento da função mastigatória e prevenção de hábitos deletérios envolvendo língua, lábio e dedo.
Contra indicação: pacientes com sensibilidade aos materiais metálicos e acrílico.

 Sistema de encaixe macho-fêmea de Denari


Indicações: perda de elementos anteriores do arco, crianças não colaboradoras, arco tipo I
Contra indicações: mordida cruzada anterior, oclusão topo a topo, mordida aberta anterior
Vantagens: estética, acompanha crescimento transversal: sistema tubo/barra, evita a interposição lingual
Desvantagens: melhor controle de higiene

 Mantenedor fixo com extremidade livre


Ausência de um único dente anterior decíduo
Paciente em normoclusão
Dente de suporte em no máximo 1/3 da raiz reabsorvida
Limitação da indicação:mordida aberta anterior e falta de proteção labial

E nos casos com perda precoce do segundo molar decíduo antes da irrupção do primeiro molar permanente?
OPÇÃO: aguardar a irrupção completa do primeiro molar permanente, e em seguida restabelecer o espaço perdido
por meio de um recuperador de espaço, ex – mola de Benac

Recomendações:
 Controle periódico do aparelho: a cada 3 meses
 Observar crescimento ósseo da criança
 Orientações aos pais e crianças
 Avisar sobre excesso mastigatório e higienização
 Época de remoção: sucesso com 2/3 de formação radicular

Considerações finais
Promoção e saúde e proteção específica  evitar perdas precoces  Reabilitação do paciente ( estética e funções
básicas)

AULA 05  19.09.2016

PLANO DE TRATAMENTO EM ODONTOPEDIATRIA

Recebemos a ficha clínica, a aula hoje é baseada na ficha, eu preciso fazer anamnese médica e odontológica, analise
do perfil do paciente, o exame clínico é mais difícil no inicio porque vamos analisar dentes decíduos, que tem
manifestações diferentes do que dentes permanentes. Vamos traçar um plano de tratamento, e para isso é
necessário exame clinico e exame radiográfico, ou seja, fechar o diagnóstico. No adulto a abordagem é diferente, as
disciplinas são seccionadas, e em odontopediatria preciso estabelecer riscos e trabalhar em cima desses riscos
(como mancha branca, lesão de cárie ativa).

O que fazer? Como tratar? Por onde começar? Tratamento adulto X infantil? Primeiro vamos estabelecer a idade do
paciente a partir da erupção dos dentes (FOTO) o paciente tem entre 6 e 7 anos. Pegar todos os dados médicos, a
análise de comportamento e o tratamento vai começar pelo exame radiográfico (panorâmica para ver o estagio de
desenvolvimento dos dentes e periapical para observar as raízes residuais, tamanho da lesão periapical).

Restaurações: restauração provisório com CIV, porque eu não preciso fazer isolamento absoluto e fazemos
adequação ao meio, que é uma fase do plano de tratamento, é uma série de procedimentos para facilitar o auto
cuidado e depois eu entro com a fase reabilitadora

Plano de tratamento em odontopediatria  tem como objetivo um programa para manutenção e recuperação de
saúde bucal na infância, analisada integral e individual. Depende da necessidade individual do paciente, precisamos
fornecer o melhor plano para aquele paciente.

Promoção de saúde: Se baseia na anamnese, exame clínico e plano de tratamento

 Anamnese: não só os aspectos médicos como o de comportamento

Coletar o maior numero possível de informação possível sobre o paciente. Devem ser direcionadas aos
responsáveis (essas perguntas devem ser na forma de conversa, se for na forma de pergunta mãe pode se
sentir inibida e não vai responder adequadamente). Dados pessoais, história médica, perfil psicológico, história
dentária.

CONDUTAS:

- ser amigável, primeiro contato da criança com ambiente odontológico ( não fazer nenhum procedimento
invasivo se não houver necessidade)
- Estabelecer um vínculo de comunicação com a criança e seus responsáveis
- Linguagem adequada – se a gente usa termos técnicos a pessoa sente que queremos nos sentir superiores, e
não é essa a intenção

 Dados pessoais: tem o contato do paciente. Melhor ideia do contexto sócio econômico e cultural da família
 influência nas escolhas e opções a respetio da saúde bucal e geral
- Endereço; Telefone de contato; Dados dos pais; Quantidade de irmão; Contato e nome do médico; Pediatra
Perguntar diretamente à criança, tentar se aproximar dela.

 História médica: informações sobre saúde sistemcia da criança, que podem influenciar na tomada de
decisões odontológicas
- Problemas cardiovasculares
-Febres reumáticas
-convulsões e reflexos
-portador de diabetes
-problemas respiratórios
-internações prévias – podem ter mais problemas de comportamento, porque associa o dentista ao médico e tem
uma ansiedade, um medo maior.
Isso afeta nossa tomada de decisões, se é um paciente que vai passar por uma radioterapia nós vamos ser mais
invasivos num primeiro momento. Essas informações podem nos revelar possíveis experiências psicológicas com
outros profissionais
IMPORTANTE: observação dos gestos, maneira de andar, expressão corporal possibilitam conhecimento rico
a respeito de atitude e núcleo familiar da criança. Tenho que tem noção do vinculo familiar, porque para
mudar hábitos eu preciso conversar com a família.
Relação da criança com família: observação do comportamento da criança com a família já na sala de espera.
Timidez, segurança, independência. A professora sempre pede que apesar de todos os procedimentos de
biossegurança não chamar a criança com a máscara, óculos de proteção.

Observar o comportamento da criança já na sala de espera (timidez, segurança, independência)

A maioria das crianças tem um comportamento cooperativo


 Comportamento cooperativo: ela conversa, expressa curiosidade, compreende os procedimentos, seguem
instruções propostas.
 Potencialmente cooperativo: tímidas (envergonhadas), cooperação tensa (medo e ansiedade), rebelde
(protesto aos limites), choro continuo (vazão à ansiedade), incontrolada (choro, chutes, raiva, medo). As
vezes a mãe não ajuda em nada nessa raiva, fala que vai levar ao shopping e traz ao dentista, tem que falar
a verdade para que ela vai se preparando, não falar muito tempo antes, falar na mesma semana ou no
mesmo dia, para criança não ficar imaginado outra coisa.
 Falta de capacidade cooperativa: criança que não conseguimos comunicação, criança abaixo de três anos,
deficiência física ou mental, capacidade de comunicação deficiente (eu não consigo abordar muito bem
meu paciente)

 História dentária: importante traçar a melhor forma de abordagem com o paciente, revela a expectativa da
família também (a mãe relata que deixou de ir em um outro dentista porque o profissional pediu para
remover a mamadeira)
- Experiência vivenciadas pela criança em outros profissionais ( não perguntar isso perto da criança, assim como
a mãe não deve falar que o tratamento foi péssimo perto da criança, porque reforça o comportamento
negativo)
- comportamento de criança frente ao tratamento odontológico
-Reações a anestésicos e medicamentos
- Se terminou o tratamento ou se não terminou, e o porque isso ocorreu. ( isso revela como vamos motivar a
família para dar continuidade ao tratamento odontológico)

 Hábitos alimentares: conhecimentos dos hábitos e fatores culturais da família são importantes para propor
medidas plausíveis de serem alcançadas.
- Hábitos alimentares: devem ser pesquisados por meio de um diário alimentar, referente a um levantamento com
todos os alimentos que a criança ingerir durante 3 a 7 dias
-Hábitos nocivos: sucção do dedo, uso de chupeta, uso de mamadeira, hábitos posturais, onicofagia. Pode ser um
desgastes por atrição, bruxismo. O bruxismo na criança pode ser mais prevalente em crianças. Existe um habito
chamado de CUPING que é a erosão associada a atrição, a mãe vive dando suco ácido para criança.
-Hábitos de higiene: Freqüência de escoação, quem realiza a higiene bucal da criança, tipo de escova e creme
dental, pedir que traga a escova nas consultas.

 Exame clinico: tanto intra como extra bucal (ATM, assimetria)


Busca de forma objetiva a observação de sinais presentes que somadas aos sintomas, irão definir o quadro clínico e
auxiliarão no provável diagnóstico. Antes de examinar a criança fisicamente é necessário que saiba abordá-la. Fazer
o primeiro contato odontológico a uma experiência agradável. A posição é na cadeira odontológica, se for a
primeira consulta da criança tem que mostrar tudo que tem na cadeira, a luz, o barulhinho. Para criança até dois
anos pode ser na posição joelho-joelho – criança sentada no colo da mãe e você de frente para ela.
Exame extra bucal: Olhar a criança como um todo, nesse momento podemos ver até cicatrizes, e averiguar uma
situação de abuso. Nosso objetivo é detectar alterações sistêmicas ou relacionadas ao complexo maxilo mandibular.
Hoje em dia é muito comum a puberdade precoce, podemos aconselhar a mãe a procurar um médico.
Deve utilizar a palpação, inspeção, percussão ou auscultação, exame da fala, posturas, peso e altura (tem uma
balança La na clinica), membros superiores e inferiores. Suspeita de maus tratos: a criança sempre ta com um
machucado, não esta com roupa apropriada para o dia.
Cabeça – tamanho, assimetria (pode ser abscessos)
Olhos – comprometimento da visão e processos inflamatórios ( conjuntivite)
Ouvidos: distúrbios auditivos, supurações, sangramentos que possam estar associados à traumatismos
Mãos – observar as mãos da criança, unhas, sudoreses, temperatura, gestos, alterações na tonalidade e calos.
Nariz – alterações anatômicas que possam estar relacionadas a síndromes, alergias, bem como o padrão de
respiração ( na clinica usamos isolamento absoluto, é importante avaliar se a criança pode respirar pelo nariz,
podemos fazer um teste com uma bolinha de algodão e pedir para criança respirar perto da bolinha)
Pescoço – palpação dos linfonodos a fim de observar sensibilidade ou aumento de volume ganglionar
ATM: palpação da ATM durante abertura e fechamento, auscultar possíveis crepitações ou dificuldade de abertura

Exame intrabucal:
Exame por meio da visualização direta e palpação das estruturas
Realizado após limpeza das superfícies bucais e com boa iluminação
Deve ser feita numa seqüência lógica, ordenada e sistemática – antes de fazer a profilaxia mostrar apara a criança.
Tornar agradável a primeira consulta, explicar o exame para criança, mostrar os instrumentos previamente
Tecidos moles/ tecidos dentais/ oclusão

Lábios e mucosa jugal: coloração, textura, presença de ulceração, vesículas,s e há ou não selamento labial,
tumefações provenientes de traumatismos. Gengivoestomatite herpética, mucocele.
Freios: observar altura dos freios lingual e labial. Se tem inserção baixa pode ocasionar o diastema. Pedimos pra
criança colocar língua para fora para analisar o freio lingual, analisar se tem isquemia na mucosa alveolar vestibular
ou na mucosa alveolar palatina.
Variação de acordo com a faixa etária: dentição decídua, dentição mista. (coloração mais avermelhada da gengiva,
menos queratinizada)
Língua e assoalho bucal: a apreciação da língua pode revelar alterações sistêmicas ou quadro infeccioso, observar
coloração e textura. Cuidar com o sugador na criança, pode lesionar a mucosa. Observar se tem rânula, língua
geográfica.
Mucosa alveolar: observar a textura e coloração, presença de fistulas, abscessos, tumefações, pigmentação pela
melanina.
Palato: observar textura, coloração, anatomia do palato, presença de fendas, presença de fístulas, abscessos dento
alveolares, tumefações (alveólise: o próprio organismo tenta expulsar o dente do organismo, é causado por uma
alteração inflamatória(?)).

Exame periodontal: Características do tecido gengival nos revelam os hábitos de higiene bucal, sendo importante
para programar o plano de tratamento integral.
Observar a quantidade de biofilme pode ser feita com uso de soluções evidenciadoras e avaliada com índices de
biofilme. Pontos de sangramento gengival e aspecto gengival. As regiões vestibular cervical têm acumulo de placa
bacteriana, responsável pela inflamação gengival e lesões de cárie ativas
Diagnóstico do exame periodontal: na dentição decídua não é necessário coletar os índices periodontais, exceto se
a criança apresentar sinais de periodontite agressiva. (posição joelho-joelho ou na cadeira odontológica)

Exames dentais: Exame visual direta ordenada, após limpezas das superfícies, sob boa Iluminação, superfícies secas,
problema oclusal. Tem um dente retido, temos que saber porque aquele dente ta retido. É comum a gente ter a
rizólise tardia do dente decíduo, eu tenho dente permanente o decíduo não caiu, é necessário a extração do
decíduo.
Questão de prova: Anquilose, os dentes estão infra oclusal, o nível oclusal está aquém. As vezes nessa criança teve
alteração no germe dentário, as vezes fazemos um platô de resina para colocar o dente em oclusão. Analisar a idade
de erupção. Lembrar a cronologia dos dentes decíduos e permanentes.

Tecidos dentais:
1. Observação do padrão de oclusão e sequencia de erupção – alterações na erupção envolvem impactações
de dentes decíduos e permanentes e irrupção ectópica de um dente permanente

2. Observação da superfície dentária: seqüência ordenada e quadrantes, coloração e forma anatômica (por
trauma, defeitos no esmalte-hipoplasia, hipomineralizações), presença de fraturas e trincas, diagnóstico da
doença cárie (lesões crônicas e ativas, mancha branca, cavitações – lesões em esmalte, em dentina ou
comprometimento pulpar)

Analisar se a lesão é ativa ou crônica inativa, mancha branca se tema cavitação. Além da atividade eu quero saber
onde ta essa lesão, se ta em esmalte, dentina, ou já teve exposição pulpar. A coloração da superfície dentária, além
de cárie, pode dizer muitas coisas, alteração por trauma (dente fica mais amarelado ou acinzentado), DEFEITOS DE
ESMALTE (hipoplasias ou hipomineralizações). Diferença entre hipoplasia e hipomineralizações: tem que ver se tem
alteração na translucidez do esmalte, na hipomineralização eu tive alteração de translucidez, o dente está opaco ou
manchas. Na hipoplasia eu não tenho opacidade, a superfície dentária não formou a mesma quantidade de
esmalte; na hipomineralização tem a quantidade de esmalte normal, mas não esta mineralizada. Na
hipomineralização tem um maior risco à carie, acomete primeiro molar e incisivo, a criança logo quando entra em
erupção tem fratura, a criança tem maior sensibilidade, o relato é até o vento, então não pode chegar com jato de
ar, secar com rolete de algodão
Opacidade difusa: fluorose

DENTIÇÃO DECIDUA: classificação de Baume – arco tipo I com espaçamento anterior e arco tipo II sem espaçamento
anterior. Diagnóstico de possíveis desvios da normalidade dentária, hábitos nocivos e o padrão de crescimento da
criança.
Espaço primata: diastema fisiológico entre a face distal do incisivo lateral superior e a face mesial do canino
superior.
Diastema fisiológico entre a face distal do canino inferior e a face mesial do primeiro molar inferior
Plano terminal: avalia sempre o superior em relação ao inferior, pode terminar reto, para mesial, ou distal (inferior
distal em relação ao superior). Relaçao terminal em plano, em degrau mesial ou em degrau distal.
Relação canina: Classe I, Classe II, Classe III

 Exame radiográfico:
Auxilia na composição do diagnóstico e prognóstico de tratamento, são realizados de acordo com a necessidade do
paciente. Procedimento indispensável em odontopediatria - radiografias periapicais* (película infantil 2x3, passo a
fita crepe e peço para o paciente morder), interproximais*, oclusais *, panorâmicas e telerradiográfias
*INDISPENSÁVEIS.
Oclusal modificada: Filme 3x4 na horizontal e peço para o paciente morder para avaliar cárie e quando esses dentes
sofreram um trauma
Auxilia no diagnóstico clinico, nunca é soberano ao clinico.
PROVA: radiografia oclusal modificada: radiolucidez na raiz do incisivo, é uma reabsorção externa da raiz.
Comunicação verbal: falar- mostrar-fazer.

 Exames complementares:

 Plano de tratamento:

Objetivo: É a promoção de saúde do paciente, considerando não apenas o tratamento da criança, mas
principalmente a tentativa de instituir novos hábitos para saúde. Uma coisa que é negligenciada é instruir novos
hábitos na criança, porque se não aquela restauração linda daqui seis meses vai apresentar uma cárie secundária.

Características ideais:

 Seqüência lógica e ordenada dos procedimentos


 Individualizada
 Integral – não vou considerar apenar o aspecto dentário mas o que causou aquelas conseqüências,
por isso analisar o diário alimentar
 Dinâmico, passível sujeito a alteração
Os exames amis indicados são:

 Biopsias
 Tempo de sangramento e coagulação
 Atividade cariogênica
 Determinação do fluxo salivar
 Capacidade tampão da saliva

Proporcional ao profissional:

 Melhor organização de materiais a serem usados – improvisos geralmente não dão certo na criança, se eu
for lá buscar o material a criança tem que ficar esperando, isso é ruim
 Rapidez nos procedimentos
 Evita improvisos
 Segurança para o profissional
 Comodidade para o paciente
 Organização do tempo de consulta
 Numero de consultas – muitas vezes a mãe esta faltando o trabalho pra trazer a criança, temos que dizer o
numero de procedimentos.

Fases do plano de tratamento:

 Fase sistêmica: Prevenir riscos à saúde sistêmica, colocar os dados sobre a saúde sistêmica da criança
durante o tratamento,dados sobre a saúde da criança são captados durante anamnese criteriosa, como
alergia a penicilina, alergia a um anestésico. Se não tiver nenhum cuidado escrevemos na ficha que não
requer. Fundamental a comunicação com o médico pediatra
Condutas: Uso de antibioticoterapia, profilaxia antibiótica, administração de antiheméticos, anti-
inflamatórios

 Fase preparatória: Diminuir ou controlar doenças bucais e estabelecer medidas para reduzir os risco futuro
por meio de orientação e motivação para hábitos saudáveis. Estabelecer medidas para controlar a doença e
reduzir o risco futuro por meio de orientação e motivação para hábitos saudáveis. Fase mais longa do plano
de tratamento, preparo psicológico do paciente
A fase preparatória é uma das mais importantes em odontopediatria, fase mais longa do plano de
tratamento e preparo psicológico do paciente. Dividida em fases: Fase de prevenção( flúor, evidenciação de
placa, controle da higiene e selantes) e Fase de adequação do meio bucal ( endo, exo)
Adequação do meio bucal – conjunto de procedimentos que visam o tratamento das doenças bucais,
diminuição de microrganismos, diminuição do risco de futuro, motivação e melhorar o auto cuidado. Uma
questão individual, analisar os fatores da criança, os super heróis sempre ajudam na motivação para manter
hábitos saudáveis. Se eu colocar um ionômero é mais rápido que uma restauração de resina, e também
condicionamos o paciente no meio odontológico. Se eu faço um CIV o paciente vai se motivando ao meio
odontológico e nós também vamos conhecer o nosso paciente, qual é o comportamento dele, eu começo
com procedimentos menos invasivos que me ajudam no manejo, no condicionamento desse paciente.
Contra-indicado a escavação e selamento em massa das cavidades cariosas.
É realizado de forma individualizada e integral, de acordo com as necessidade do paciente. ADEQUAÇÃO DO
MEIO BUCAL ENVOLVE TODOS OS PROCEDIMENTOS – endo, exo e esvacação, amas adequação ao meio
bucal não é sinônimo de escavação e selamento das cavidades cariosas, é apenas uma parte da
adequação!!!
Fazemos escavação e selamento depois do exame clinico e radiográfico, porque o paciente pode ter um
comprometimento pulpar e aquela escavação não vai ser efetiva, tem que ser uma endodontia.
Objetivos da adequação: atuar menos fatores etiológicos das doenças carie dentária e periodontal, com
finalidade de controle o risco ou atividade de cárie do indivíduo, previamente ao tratamento
restaurador/reabilitador. Visto que o tratamento restaurador por si só não reduz a quantidade de
microorganismos a longo prazo. A doença cárie é diferente da lesão cariosa, só fazer a escavação e
selamento eu não reduzo a carga microbiana, eu preciso controlar dieta e higiene para controlar a doença.
Se a criança tem todos os dentes cariados e eu vou restaurando, quando terminar a última restauração a
primeira já esta com comprometimento endodontico.
Sempre começa do menos complexo para o mais complexo.
Objetivos:
 Diminuir ou controlar doenças bucais ( atividade de carie e doença periodontal)
 Sanar possível dor
 Reduzir quantidade ds microorganismos da cavidade bucal
 Estabelecer medidas para reduzir o risco futuro (orienteção e motivação para hábitos saudáveis)
 Auxiliar no preparo psicológico do paciente

Restabelecimento do equilíbrio bucal – prevenção:

 Profilaxia – POR SISÓ NÃO TEM GRANDE eficácia na motivação do paciente, mas após a profilaxia
eu visualizo melhor as lesões. Muitas vezes as crianças não aceitam a baixa rotação, por isso
podemos usar a escova dental que tem o mesmo efeito da profilaxia.
 Uso de soluções evidenciadoras de placa
 Orientação e motivação de higiene bucal
 Orientação da dieta
 Fluorterapia
 Aplicação de selantes

Prevenção/ retardar a contaminação de microorganismos. Antigamente se pesava que a mãe é a via de


contaminação de microorganismos para o filho, antes crucificavam as mães que beijavam os filhos porque iam
passar doenças para os filhos., hoje em dia sabemos que a criança desenvolve os microorganismos da cavidade
bucal.

Geralmente a mãe é a cuidadora da criança, que tem a noção de saúde e passa para os filhos e passa os hábitos que
ela sabe, se ela não tem bons hábitos a criança também não vai ter. Por isso a mãe entra junto no consultório e
orientar a mãe com palavras simples.

Orientação dos responsáveis sobre os fatores ambientais de risco de cárie.

-Ausência de hábitos precoces de higiene bucal, hábitos alimentares inadequados (amamentação, alto consumo de
carboidratos), contaminação da boca da criança, presença ou ausência de flúor no sistema de abastecimento

Escavação e selamento/restauração provisória:

Indicações:

 Após exame clinico e radiográfico (técnica periapical para lesões profundas)


 Indicador em doentes com lesões de carie rasas e medias
 Em lesões profundas é indicado o uso de anestesia e isolamento absoluto – isso é, se eu noto na radiografia
que esta próximo a polpa o paciente vai sentir dor, esse isolamento pode ser o relativo se for uso de CIV ou
IRM.
 Não apresentam indicação de exodontia
 Não há envolvimento pulpar - cuidar com a tomada radiográfica, dependendo da incidência do feixe de
raios X pode parecer que esta envolvendo a polpa e na verdade não esta. O meu ângulo vertical deve ser
zero para analisar a relação de lesões em cúspides na radiografia.

O dente decíduo é muito mais permeável na porção inter-radicular, quando se tem uma lesão periapical a lesão não
ocorre no perápice, e sim na região de furca! O germe dentário está muito pouco formado e existe uma
radiopacidade compatível com uma lesão. Nesse dente não é indicado um CIV, eu tenho que fazer uma
pulpectomia. É uma das contra-indicações das escavações.

 Remoção seletiva(parcial) do tecido cariado com curetas de dentina


 Sob isolamento relativo
 Irritação da cavidade (soro ou solução de clorexidina)
 Uso de materiais que favorecem a remineralização dentária
 Realiza-se por quadrantes (escavação em massa)
 Não há necessidade de uso de anestesia
 Materiais usados: CIV ou cimento de óxido de zinco e eugenol – muitas vezes eu não preciso remover o
meu material provisório para realizar a restauração definitiva . temos dois tipos de CIV, o convencional é
mais indicado nesse caso, porque libera mais flúor, não usa isolamento absoluto. Não confundir com ART

Objetivo:

Técnica: - remoção de tecido amolecido, quando for mais endurecido e escurecido não preciso remover

 Uso de isolamento relativo


 Cureta de dentina para remoção de dentina superficial cariada
 Caso necessário, remoção do esmalte socavado com brocas – facilitar a visualização da lesão
 Remoção parcial do tecido cariado: remove-se todo o tecido amolecido
 Mantém o tecido mais firme e endurecido
 Limpeza da cavidade
 Proteção do complexo dentinopulpar se necessário
 Preenchimento da cavidade com o CIV ou a base de óxido de Zn e eugenol

Exame da dentina cariada: dentina infectada (zona infectada, amolecida). CARACTERISTICAS DESSA DENTINA:
amolecida, úmida, amarelada, insensível a instrumentação, facilmente removível, altamente infectada, sem
preservação de estrutura

Quanto tenho que remover de tecido cariado? Zona contaminada, zona afetada – interna: mais firme, porém ainda
amolecida, retirada em lascas ou escamas (remover com broca carbide em BR), coloração marrom, mais
endurecida, pode ser sensível a instrumentação, passível de remineralização.

Materiais utilizados:

CIV  associa as propriedades intrínsecas do material à liberação de fluoretos na cavidade bucal, durante
adequação mais utilizado é o CIV convencional. O material pode ser utilizado para restaurações, selantes de fossas e
fissuras, cimentação de próteses e bandas ortodônticas. CIV, após o CIV precisamos vedar a restauração para que
ela não perca nem ganhe água. (biocompatível, capazes de liberar flúor nas primeiras horas ou após dias, efeito
antimicrobiano, diminuição significativa da desminrealização do esmalte adjacente, reservatório de fluoretos do
meio bucal). TIPOS:

1. Convencional/anidro
2. Modificados por resina
3. Reforçados por metais
4. Alta viscosidade – Prefere-se CIV de alta viscosidade, versão melhorada dos CIV convencionais, melhor
resistência à compressão, ideal para regiões de grandes esforços mastigatórios, maior durabilidade.
Apresentam menor tamanho de partículas, em maior quantidade.

Inserção deve ser feita quando o CIV apresenta brilho, pois há grupos carboxílicos livres, para que não ocorra a
união química com o dente

Abordagem de lesões de hipomineralização: não removemos todo o tecido hipomineralizado, se não o dente vai
perder toda coroa.

Uso de materiais que liberam flúor – abordagem das lesões de hipomineralização:

Severa – molares  Técnidas conservadoras, manutenção da estrutura hipomineralizada, proteção à fratura,


remineralização, acompanhamento.  Restaurações com CIV e acompanhamento. (Inicial, baseline e após 18
meses)

 Oxido de zinco e eugenol (IRM) – redução nos níveis salivares de EGMA por 30 dias, redução na contagens
de Cândida em 70%, cavidades médias
- Redução de níveis salivares de EGM por 30 dias
- Redução nas contagens de Candida em 70%
- Cavidades médias ou profundas
- Apresenta propriedade higroscópica, removendo a umidade dos túbulos dentinários
- Aliviando a pressão sobre a polpa
- Dosagem correta, sem excesso de eugenol livre

Ainda na adequação ao meio bucal: Remoção de focos de infecção: iatrogenias, restaurações inadequadas, remoção
de raiz residual. Retenção prolongada (reabsorveu uma raiz e não reabsorveu outra, é um foco de infecção de esse
dente deve ser extraído),pulpotomias, pulpectomias.

 Fase restauradora: Tratamento restaurador e reabilitador, estabelecimento estético, anatômico e funcional


das estruturas dentais perdidas. Deverá ser realizada quando o paciente estiver com as doenças carie e
doença periodontal SOB CONTROLE. Deverá ser realizado no sentido dos dentes posteriores para anteriores
(exceto em situações especiais). Recuperação da forma e função dos dentes afetados pelas doenças bucais.
Eu só vou para fase restauradora quando a fase preparatória estiver controlada, por isso a importância da
mudança de hábitos. Fazer facetas, restauração de resina, mantenedores de espaço. Muitas vezes essas
fases coincidem no mesmo paciente, quando tem pouca lesão de cárie eu posso fazer condição do meio e
faço a restauração, mas eu continuo na fase preparatória para manter hábitos e acompanhar.

Estabelcer estética, anatomia e função dos dentes. Usamos próteses, cora de aço, restauração de dentes
anteriores, é adequado somente começar essa fase quando o paciente tiver com controle de placa e higiene,
não vamos fazer uma coroa num paciente com gengivite.

 Fase de manutenção: Manter a saúde bucal e evitar o reaparecimento da doença, planejar de acordo com o
risco de desenvolvimento das lesões de cárie. Controles periódicos, planejo de acordo com o risco à cárie.
Crianças com defeitos de desenvolvimento do esmalte tem que acompanhar com mais freqüência porque
esse dente fratura, tem maior risco a carie. Se eu fiz varias endodontias com dentes que apresentam lesão
periapical, eu preciso acompanhar com maior freqüência porque eu preciso avaliar se a lesão esta
diminuindo.

 Controle periódico das consultas


 Reforço da motivação da higiene bucal
 Acompanhamento clínico e radiográfico dos procedimentos realizados
 Periodicidade entre as consultas deve ser avaliada individualmente

Reforço da higienização, acompanhamento clinico e a periodicidade entre as consultas é individualizada para cada
paciente. Reforço da motivação de higiene bucal; Acompanhamento clinico e radiográfico dos procedimentos
realizados.

A criança pode apresentar alguns problemas de comportamento, a opção de tratamento ideal nem sempre é
possível e planos alternativos devem ser considerados!! Manejo da criança  diagnostico preciso  técnica
adequada sucesso clínico

AULA 06  26.09.2016

ANESTESIOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA – prof. José Victor

Trabalhar as especificidades da área de odontopediatria, nós já tivemos a ateria especifica de anestesiologia.


Existem muitas similaridades entre o que se faz na paciente pediátrico e o que se faz no adulto. Então tudo que
vamos ver hoje podemos transferir para o paciente adulto. Uma das grandes situações que temos que mentalizar é
que vocês têm que abordar o paciente adulto de vocês como se estivessem abordando uma criança, o paciente
chega na nossa cadeira com uma vulnerabilidade emocional grande. Lidar com o paciente adulto como se vocês
estivessem lidando com uma criança, antecipando todas as situações que podem ocorrer, e isso deixa o paciente
mais tranqüilo, mais relaxado. Quanto mais vocês conseguem diminuir o ambiente tenso, mais tranqüilo vai ser o
procedimento.

Vamos falar da questão anatômica, pontos de referencias, tipos de agulha, quanto aprofundar, qual o caminho que
a carpule deve fazer, posição das mãos do profissional, anestesia tópica..

Tratamento odontológico  Desconforto, dor, medo, ansiedade, estresse (tanto pra nós quanto para o paciente, se
o paciente está nervoso, eufórico nós vamos ficar também); O paciente pensa automaticamente em coisa ruim,
nossa profissão carrega essa carga ruim que interfere na relação com o paciente e interfere em tudo que vamos
fazer.

Dor e medo: reação do organismo diante da possibilidade ou da ocorrência de uma injuria tecidual. O paciente já
tem certeza de que vai sofrer, vai ter dor
Outros estímulos (sonoros – alta rotação, táteis - pressão ou visuais – carpule, fórceps) também podem
desencadear a dor. Aí entra a certeza que o nosso ambiente de trabalho tem inúmeras incertezas que causam medo
no paciente.
Saber controlar dor e o medo é de fundamental importância para obtenção de colaboração no tratamento, tanto
para o paciente infantil, quanto de seus pais/responsáveis.
A hora mais tensa é preparar a carpule dentro do campo visual do paciente, não podemos fazer isso. Tudo tem que
ser feito fora do campo visual, se não ele sofre já antes do procedimento. Tudo é feito atrás da cabeça do paciente
tudo feito pelo auxiliar, o dentista recebe os materiais preparados na mão. Auxiliar não é somente sugar, ele tem
que ter uma função muito mais ampla.
Trabalhar com os dedos afastando tecidos moles , bochecha, de uma forma que o paciente não veja o processo de
anestesia, e durante a injeção conversar com ele, falar.

Bases para uma técnica de anestesia local adequada:


 Anamnese correta
 Habilidade verbal e empatia para criar vínculo com a criança
 Identificar e não menosprezar o medo e ansiedade do paciente – conversar com o paciente
 Antecipar sensações da anestesia local – avisar o paciente que vai sentir um leve desconforto, que a língua,
lábios vão ficar adormecidos, que o paciente vai sentir um beliscão, mas é normal
 Minimizar estímulos visuais, táteis e sonoros prejudiciais ao processo
 Anestesia tópica eficaz
 Falar continuamente com o paciente
 Conhecimento da técnica – vem com a prática clínica
 Não ter pressa –se você fizer tudo com pressa provavelmente vai ter que repetir tudo.

Anestésicos Locais
Fármacos responsáveis ppelo bloqueio reversível da condução nervosa, determinando a perda ou diminuição das
sensações dolorosas, sem alterar o nível de consciência. O anestésico serve como uma barreira para que o estimulo
doloroso não chegue ao cérebro. Interfere na condução do estimulo nervoso.
Interagem no processo de geração e condução da dor.

Classificação:
Éster: soluções menos estáveis, menor duração e maior risco de hipersensibilidade.
Amida: é o que usamos, maior estabilidade e reações de hipersensibilidade menos freqüentes.

Propriedades desejáveis:

 Efeito reversível – organismo vai absorvendo, entende que aquela região é uma alteração que deve ser
trabalhada pelo sistema imunológico.
 Tempo de instalação do efeito e inicio de ação rápido e duração de aproximadamente de uma a três horas –
toda classificação nós já tivemos na matéria de anestesiologia
 Ser biotransformado rapidamente após absorção
 Não causar hipersensibilidade
 Difusibilidade adequada
 Custo compatível
 Concentração baixa eficaz

Fatores que podem interferir na ação do AL:

 pH da área a ser anestesiada. pH ácido impede a difusão do anestésico na membrana do neurônio


 Administração excessiva
 Concentração do anestésico
 Distância da aplicação - quanto mais próximo do local que você quer anestesiar melhor o bloqueio é
alcançado mais rapidamente. Tem que entrar o mais próximo possível do nervo a ser anestesiado.
 Diâmetro e posição da fibra nervosa
 Possíveis variações anatômicas.

Quando: Diante da situação clinica que possa causar dor ou desconforto, a critério do profissional, levando em
conta o perfil do paciente. Às vezes o paciente tem medo de anestesia e não quer ser anestesiado.

Quando não: alergia aos componentes do anestésico, distúrbios de coagulação, pacientes diabéticos e/ou
hipertensos. Incluir na anamnese questões específicas sobre sensibilidade anterior de anestesia.

Particularidades do paciente odontopediátrico:

 A criança em fase de desenvolvimento passa por fase de alterações fisiológicas e não apresenta sistema
metabólico maduro
 Dimensões anatômicas reduzidas e mais próximas
 Não existe necessidade de se administrar grandes volumes de anestésico local em pacientes jovens
(porosidade óssea menor) – Maxila e mandibula são mais porosos e e existe uma penetração amior do
liquido anestésico para chegar na região que desejamos, não precisa usar um tubete inteiro, consigo uma
que dura 2 horas com menos de 1 tubete
 Dimensões anatômicas reduzidas possibilitam profundidade e duração da ação anestésica necessárias
 Usamos instrumentos menores, de forma menos abrupta, menos invasiva.

Então vamos anestesiar:

 É o momento oportuno? Analisar o nível de condicionamento em que o paciente se encontra. Emergências


 Planejar o procedimento: material necessário. Rever técnica a ser aplicada
 Visualizar no paciente os pontos anatômicos de referência – O auxiliar coloca a carpule na tua mão,
normalmente o operador que pega, mas é errado porque faz movimentos de torção de tronco e pescoço
desnecessários
 Mão firme e tranqüila
 Mesa clínica tem que estar pronta antes da criança entrara, para respeitar o tempo de cadeira da criança e
fazendo com a que a criança se exponha a estímulos visuais desnecessários.

Anestésicos tópicos:

 Indicados como pré-anestésicos para diminuir a sensação de dor ou mascarar o incômodo com a inserção
da agulha
 Aspecto psicológico positivo
 Uso controlado pois são mais tóxicos que os injetáveis
 Não aplicar em regiões com ulcerações
 Aplicar sobre a mucosa seca e de maneira gentil, usando apenas a quantidade necessária. Conversar com a
criança durante a anestesia tópica. Removemos a película de saliva que esta entre o meio externo e a
mucosa, se tiver saliva vai diluir o tópico
 Não usar gaze para aplicar o anestésico tópico. Cotonete, rolo ou bolinha de algodão. Uso da gaze aumenta
o fluxo salivar e causa um desconforto muito grande, o anestésico tópico em excesso dilui na saliva que fica
com uma concentração alta em toda boca, e fica uma sensação de dormência. Optamos aqui na
odontopediatria em usar uma pomada chamada EMLA 5%.
 Depois que o anestésico tópico teve efeito e região fica um pouco enrugada.

Seringas e agulhas:

 Recomenda-se a utilização de seringas com aspiração – na hora da inserção fazemos uma sucção para ver se
não pegou nenhum vaso, se pegou o sangue volta pelo tubete.
 Não utilizar de maneira nenhuma agulhas longas
 Usamos a curta para anestesias tronculares
 Usamos a extra curta para anestesias infiltrativas (incômodo menor e é mais fácil de se trabalhar)

Recomendações da A.D.A

 Agulhas extra curtas (30G): anestesias intraligamentares, intra-ósseas, intrapulpares e no palato duro
 Agulhas curtas (23,25 ou 27G): infiltrativas por vestibular
 Bebês (abaixo de 3 anos): extra curta
 Crianças: curtas para pterigomandibular

 Anestesia infiltrativa ou bloqueio terminal


 Possibilita dessensibilização de maxila e mandibula, pois a difusão dos anestésicos através do tecido ósseo
das crianças é mais fácil
 Vestibular ou palatina de todos os dentes decíduos ou permanentes superiores
 Dentes anteriores inferiores
 Indicada para todos os dentes decíduos, exceto para dentes posteriores inferiores em qualquer idade
(maior compactação óssea)
 Usar soluções em temperatura ambiente, próxima à temperatura fisiológico do corpo humano – se estiver
gelado o corpo entende como um agente estranho, pode causar dor, pode sentir um choque,então posso
colocar imerso em solução em temperatura ambiente ou para o auxiliar segurar o anestésico para deixar
em temperatura fisiológica
 Em direção ao fundo do vestíbulo, tracionando o lábio de encontro ao bisel da agulha – é a maneira mais
fácil de fazer anestesia, a carpule tem que acompanhar a curvatura da maxila, se fizer uma bolha é que esta
no local errado, temos que colocar o mais próximo possível do ápice radicular
 Cuidado: não deve atingir o periósteo, isso dói. O objetivo é ganhar o paciente, mostrar que pode ser
anestesiado e a dor não é tão grave assim
 TRANSPAPILAR (INTRAPAPILAR) – Anestesiar a mucosa palatina ou lingual, deve-se iniciar por vestibular,
indo para palatino através das papilas inter dentárias. Fica isquêmico porque o anestésico tem
vasoconstritor. Eu introduzo a agulha por vestibular e fica isquêmico na vestibular e na palatina também.
Não precisamos ter pressa para anestesiar.
 CIRCULAR: lesões circunscritas (mucocele, papiloma). Injeção de solução anestésica em varios pontos
circundando a região que ira intervir.
 SUBMUCOSA: deposição de anestésico abaixo da mucosa em regiões sem estrutura óssea. Anestesia do
local da região a ser trabalhada, como a liberação do freio lingual, por exemplo.

 Anestesia por bloqueio regional:


 PTERIGOMANDIBULAR: dessensibilização de toda uma área de inervação de um determinado ramo
nervoso, abrangendo maior área.
 Intervenção em todos os dentes decíduos e permanentes inferiores do lado do bloqueio
 Bloqueia os nervos lingual, alveolar inferior e bucal
 A técnica difere nos adultos em função de variações anatômicas:
- Ramo ascendente mais curto
- Menor largura anteroposterior do ramo
- Quanto mais jovem a criança, a lingula se localiza inferiormente ao plano oclusal. Na fase adulta chega a
estar 7,0 mm acima do plano oclusal.

O nervo bucal inerva a mucosa e a pele da bochecha, gengiva vestibular dos molares inferiores podendo chegar até
região de pré-molares e algumas vezes a gengiva vestibular dos molares superiores
O Nervo lingual inerva 2/3 anteriores da língua, a gengiva lingual de molares e a mucosa sublingual
O nervo alveolar inferior inversa os molares permanentes e decíduos, pré-molares inferiores e seus alvéolos.

Entre as duas raízes dos pré-molares permanentes ou molares decíduos temos o forame mentoniano, podemos
fazer o bloqueio só do mentoniano, mas a dessensibilização não é tão extensa quanto a anestesia do nervo alveolar
inferior. A região que temos que focar na hora da anestesia alveolar inferior é a trígono retromolar ou depressão da
fossa retromolar, nessa região a ponta da agulha está muito próximo ao nervo alveolar.

- Método direto: agulha introduzida lateralmente junto a fossa retromolar (entre canino e primeiro molar decíduo
do lado oposto) – nervo alveolar inferior e lingual. Tocou-se o osso recuar 1 mm para evitar anestesia subperióstica.
Quantidade necessária é ¾ do tubete, deixa o restante para fazer o bucal.
Em crianças deve-se infiltrar pequenas quantidades de anestésico a medida que a agulha avança. Fazer tudo em
etapas. Colocar sempre só um pouquinho de anestésico, ai vai penetrando a agulha. Se você entrar direto com a
agulha vai causar um desconforto muito maior, você não esta dando tempo do sistema imunológico reconhecer o
anestésico como um agente natural.
A referencia para o bucal é ultimo dente que a criança tem, encontro da vestibular com a distal. Nessa região tem
uma pequena depressão que é por onde passa o nervo bucal usamos o que sobrou do tubete, em torno de 1/4 de
solução anestésica, entramos com a agulha na vertical. Aguardar de 3 a 5 minutos antes de iniciar o procedimento,
pede pro paciente avisar a hora que estiver sentindo a dessensibilização. Começar o procedimento bem de leve
parar ver se o paciente não vai sentir realmente.

 NASOPALATINO: 2ª opção de técnica: anestesia do freio labial entre os incisivos. Direcionar a agulha entre
as papilas em direção à papila incisiva. Aplicar o anestésico lateralmente à papila ( se necessário). A
vantagem é a redução do desconforto. Se fizer a interpapilar bem feita o paciente não vai sentir nada.
Vamos ver uma intersecção de linha entre inter incisivos e caninos por palatina. Se você for direto com a carpule
você vai fincar a agulha no nervo, e dói, por isso começar por vestibular.

 PALATINO MAIOR: intervenção no tecido palatino ósseo e mole distal ao canino em um quadrante.
Exodontias e endodontias de molares decíduos e permanentes superiores. O ponto de referencia é a
tuberosidade na distal do ultimo dente da maxila, com agulha extra curta bem próxima a esse nervo.
2º molar decíduo ou 3 a 4 mm a frente do limite palato duro-mole. A área de punção é mucosa do palato duro com
a de rebordo palatino. Necessariamente anestesiar devagar, se você injetar rápido além de causar um desconforto
muito grande, por ser uma região muito fibrosa você pode levar a necrose do tecido.

Úlcera traumática: mais comum em lábio inferior (mucosa jugal e língua). Alertar os pais: evitar alimentos
consistentes e quentes. Tratamento com anti-séptico e bochecho com água morna.
O paciente acha que é legal ficar mordendo a região porque não dói, então temos que avisar a criança que não
pode ficar mordendo, qual é o tempo estimado de duração da anestesia.
Hematoma (equimose): extravasamento acidental de sangue oara os tecidos. O resultado é mancha roxa, causado
por erro técnico na administração. Quando acabar o procedimento chama o pai e mostra o procedimento, explica o
que foi feito, se vai usar analgésico, para prestar atenção, avisar que a criança não pode morder.
Tratamento – reabsorção pelo organismo (compressas quentes, pomadas anticogualantes) em infecção do coagulo
usa antibióticos.
Fratura da agulha:
 Bom condicionamento do paciente
 Nunca tentar surpreendê-lo
 Estar atento a movimentos bruços: contenção
 Usar técnica correta – nunca introduzir totalmente a agulha na mucosa
 Usar agulha de boa procedência
 Uso de abridores de boca se necessário.

Injeção intravascular: usar seringa aspiradora, manter o visor voltado par ao operador, usar solução com
vasoconstritor retarda a absorção, administrar a menor dose que proporcione anestesia eficaz.

Outro cuidado que devemos ter é o numero Maximo de tubetes que podemos usar no paciente. Quando é um
procedimento mais invasivo tem potencial de ter uma a duas horas e eu preciso saber quantos tubetes podemos
usar: TABELA 

ANESTÉSICO LIDOCÁINA 2% COM NORADRENALINA e MEPIVACAÍNA 2% COM


NORADRENALINA
Dose máxima 4,4 mg/kg
Peso (Kg) Nº de tubetes (mg)
10 1,0 44
15 1,5 66
20 2,0 88
25 2,5 110
30 3,5 132
35 4,0 154
40 4,5 176

Como calcular a quantidade máxima de tubetes?


Quantos tubetes de mepivacaina 2% com epinefrina podem ser aplicados em uma criança que pesa 30 kg?
- Dados: dosagem máxima:
4,4 mg/kg ( ver tabela)
Dosagem máxima total é de 300 mg
Cada tubete tem volume fixo de 1,8mL
- Cálculo: dosagem máxima: 4,4 x 30 = 132 mg ( não ultrapassa a dosagem máxima total, que é de 300 mg)
Concentração em um tubete: quantos mg existe em cada tubete? Cada tubete tem 2% de concentração, ou seja, 20
mg, para cada mL.
20 mg/mL x 1,8 =36 mg
132/36 = não excede os 300 mg máximos.

Inscrição em faculdades locais, 2005

Anestésico Infiltrativa Bloqueio Dosagem máxima Dosagem máxima


(maxila) mandibular (mg/kg) total (mg)
Polpa/Tecido Polpa/Tecido
mole mole
Lidocaína

2% sem vasoconstritor 5/60 10x20/ 120 4,4 300


2% epinefrina 1:50.000 60/170 85/190 4,4 300
2% epinefrina 1:100.000 60/170 85/190 4,4 300

Mepivacaína

1% sem vasoconstritor 25/90 40/165 4,4 300


2% epinefrina 1:100.000 60/170 85/190 4,4 300
2% levonordefrina 50/130 75/185 4,4 300

AULA 07  10.10.2016
Cirurgia Oral menor em Odontopediatria
Existe uma grande demanda de procedimentos clínicos que é a parte cirúrgica, hoje vamos ver princípios para os
pacientes pediátricos. Exodontia em odontopediatria:

Bases fundamentais:
 Correto diagnóstico – principalmente no procedimento cirúrgico porque é invasivo e depende de uma
colaboração da criança e dos responsáveis. Temos que conversar sobre o que vai ser feito, por que vai ser
feito e o que vai acontecer após a exodontia. As vezes temos um dente que teria uma indicação para
exodontia mas não esta com foco de infecção, não tem sintomatologia, não tem dor, em algumas situações
aguardamos um pouco para que o dente fique mantendo espaço ali, como o segundo molar decíduo que
deixa espaço para o primeiro molar permanente, serve de guia para a erupção.
 Avaliação do valor estratégico do dente decíduo
 Contextualização no plano de tratamento  Etapa de adequação do meio bucal (sempre fazemos nessa
etapa, onde fazemos o controle do meio bucal, eliminamos focos de infecção, fatores de retenção de placa,
que podem provocar ulceração, restos radiculares, dentes com indicação para endodontia), momento mais
propício

Indicações:
 Quando todas alternativas clínicas disponíveis para a manutenção dos dentes nas arcadas estiverem
esgotadas
 Dentes cujo estado não permitam tratamento restaurador
 Cáries em bi ou trifurcação radicular
 Insucesso de tratamento endôdontico com sintomatologia e infecção (o retratamento raramente é feito em
decíduos, as vezes é mais interessante fazer a exodontia, usar mantenedor de espaço e esperar a erupção
do dente)
 Raízes fraturadas, alveólise, impossibilidade da realização de tratamento endodôntico
 Lesão de furca que já tenha provocado rompimento do folículo pericoronário do sucessor
 Perda de suporte ósseo e reabsorção da crista marginal
 Supranumerários
 Finalidade ortodôntica
 Dentes em estágio de esfoliação avançado, trazendo desconforto estético e funcional ao paciente – às vezes
o dente permanente já irrompeu e o decíduo não esfoliou
 Fratura radicular axial ou coronária que impeçam reabilitação
 Sempre com base em clínica e radiografia
 Infra-oclusão – imagem radiográfica com dente em plano de oclusão abaixo sugere anquilose, que é
quando em algum ponto onde há o contato da raiz do dente com o alvéolo o ligamento periodontal não
existe e a raiz fica presa ao osso, ocorre o desenvolvimento em maxila e mandíbula

Contra-indicações (em função de uma situação onde a criança ao consultório com alguma condição sistêmica que
impeça a realização do procedimento, vamos indicar ao pediatra e fazer a cirurgia num momento mais adequado)
 São transitórias. Devem ser abordadas previamente para que as exodontias possam ser realizadas sem que
se configure risco para o paciente odontopediátrico
 Crianças com baixa resistência orgânica
 Estomatites e outras lesões bucais
 Enfermidades cardíacas e/ou renais
 Dentes com abscessos dentoalveolares agudos

Técnicas domésticas- Cuidado, porque as vezes os pais querem remover um dente que ainda não esta pronto para
sair da boca, tem que saber o momento exato, se não via ter o efeito contrário, se não a criança vai ter dor e
quando for no dentista vai ter um condicionamento ruim
Biossegurança
 Pessoal: EPI’s
 Equipamento
 Instrumental
 Ambiente de trabalho
Organização – otimização do tempo de atendimento
 Plano de tratamento – Já vou saber qual dente tem indicação para exodontia, já vou ter material necessário
para essa exodontia (fórceps, alavanca, radiografia, fio de sutura), isso temos que fazer rapidamente, a
criança tem um tempo de cadeira de 20 a 25 minutos, mesmo que bem condicionada, vai começar a querer
conversar, vai ficar inquieta.
 Material/instrumental
 Auxiliar

Conhecimento anatomo-fisiológico
 Morfologia de dentes decíduos
 Vias de erupção de dentes permanentes
 Rizólise funcional de dentes decíduos
 Técnicas de anestesia local
 Técnicas de exodontia (quais movimentos tenho que fazer com o fórceps
 Diferenças entre decíduos e permanentes:
 Tamanho
 Sustentação: o osso alveolar é bem mais elástico em pacientes jovens (trabalhamos com alavancas
e fórceps compatíveis com a força que temos que fazer, o importante é o jeito, os pontos de apoio,
de apreensão do dente). Tamanho e forma dos fórceps. Força empregada. Maior abertura do
alvéolo é necessária devido à divergência das raízes.
 Forma: Bifurcações localizadas mais cervicalmente não permite uso de fórceps com pontas muito
profundas. Podem causar danos nos sucessores, especialmente nos molares inferiores. (risco de
perfurar fólico pericoronário, mudar posição do dente sucessor, provocar problema de
desenvolvimento, mancha hipoplásica), ver a relação do pré-molar permanente com o molar
decíduo, para que no movimento da exodontia não interferir no desenvolvimento do sucessor.
 Fisiologia: Processo de rizólise favorece a permanência de pequenos fragmentos radiculares. Não
realizar sondagem “cega” nos alvéolos
 Relação com o dente permanente em desenvolvimento
 Minimizar riscos para o dente sucessor (se esse folículo foi rompido é uma indicação radiográfica
para extração do decíduos, tudo que fazemos é visando uma dentição permanente saudável, em
posição, estética)
 Conhecimento do processo de rizólise fisiológico diferenciado de molares superiores e inferiores
(quando for remover molar inferior e fizer movimento com fórceps para vestibular corro risco de
fraturar, por isso o movimento é para lingual), o molar decíduo superior tem 3 raízes ,as raízes
vestibulares reabsorvem bem antes do que a palatina, quando eu for remover devo fazer no sentido
para vestibular, se for no sentido palatino dá mais trabalho e corro o risco de ter uma fratura do
ápice da raiz palatina.

Pré-operatório:
 Anamnese: identificação dos fatores de risco
 Exame clínico e RADIOGRÁFICO (essencial)
 Plano de tratamento
 Contextualizar o procedimento
 Planejamento da intervenção: organização de mesa clínica, material e instrumental
 Condicionamento do paciente: avaliação constante com anotações em ficha clínica
 Definir antes de iniciar o procedimento cirúrgico:
 Perfil anatômico e morfológico do dente: quantidade de raízes, posição, divergência e comprimento
 Proximidade do dente permanente sucessor
 Planejamento da técnica anestésica a ser realizada
 Visualização dos pontos de inserção da agulha
 Tipo de agulha: extra-curta, curta ou longa
 Anestesia tópica
 Tipos de fórceps ou alavancas necessários
 Possibilidade de realização de sutura
 Reavaliar a necessidade
 Reavaliar a oportunidade
 Momento para a criança
 Condições sistêmicas do paciente
 Momento psicológico para a criança e responsáveis: Conversa prévia com os pais, evitar ansiedade que o
procedimento provoca, mostrara a necessidade do procedimento, discutir o planejamento pós-operatório,
explicar os termos de consentimento esclarecido

Trans-operatório
Princípios básicos:
 Posicionamento adequado do paciente e operador. Princípios ergonômicos
 Posição do operador e do auxiliar devem ser confortáveis – na altura das mãos/cotovelo, temos que
fazer movimentos apenas do pulso para frente
 A mesa auxiliar deve estar organizada e de fácil alcance para o auxiliar
 Material que vai ser utilizado já deve estar na mesa no início dos trabalhos
 Acesso e visualização do campo operatório
 Espaço para instrumento
 Radiografia de diagnóstico deve estar presente no momento do procedimento
 Proteção dos tecidos moles do paciente
 Apoio para o instrumento – dedo mínimo e anelar
 Instrumental adequado
 Gaze e sucção
 Análise criteriosa da radiografia
 Adequação da técnica
 Proteção das estruturas adjacentes: Utilizar mão de apoio e gaze, retração de tecidos moles (melhor
visibilidade e acesso ao local de exodontia), proteção em caso de deslizamento do instrumento, resistência
para prevenir luxação, melhora a sensibilidade do operador
 Força compatível com a intervenção
 Minimizar danos – o dano irreversível é o que acontece no dente que vamos tirar, no alvéolo, como a
odontosecção, isso já definimos no planejamento. Se eu tenho um molar inferior com 2 raízes, uma mesial e
uma distal, o sentido da broca deve ser de vestibular para lingual, se eu quero separar as vestibulares da
palatina, eu corto de mesial para distal e depois separo as vestibulares
 Avaliar necessidade de odontosecção

Anatomia radicular de molares decíduos tem gente que gosta mais de forces e gente que gosta mais de alavanca.
Tem fórceps retos, que são para dentes em maxila, e fórceps bi ou tri angulados que também são para maxila.
Fórceps mono angulados são para mandibula. Alavanca triangulada preferecnialmente para mandibula e reta para
maxila.
 Realização do procedimento anestésico tópico e da técnica de eleição
 Verificação do efeito anestésico
 Sindesmotomia – se você colocou o sindesmótomo e a criança sentiu dor tem que trabalhar novamente
com a anestesia. Nunca pergunta se esta doendo, pergunta se ta tudo bem, se ta incomodando.
 Apreensão e luxação do dente com instrumental escolhido. Fórceps ou alavanca, vai depender da
quantidade de coroa remanescente. Com o fórceps a apreensão na porca radicular tem que estar firme
 Movimentos:
 Lateralidade e pendular em dentes multi radiculados ( sentido vestíbulo lingual)
 Pendular e rotação em dentes uni radiculados (molar inferior: movimento para lingual e molar
superior para vestibular).
 Se fazemos a exodontia e vemos que o pré esta perto de irromper não é necessário sutura, se o dente
ainda vai demorar para irromper fazemos sutura. Se a cirurgia foi mais invasiva também devemos fazer
sutura. Quanto mais jovem a criança mais tempo vai demorar para o dente permamenente irromper
devemos suturar e usar um mantenedor de espaço
 Avaliar a posição do permanente sucessor
 Quantidade de raiz formada no dente sucessor
 Trauma causado em tecidos de sustentação e tecidos moles
 Idade da criança
Sempre usar a gaze para proteger fundo de vestíbulo.
Outra cirurgia muito comum é frenectomia, quando o paciente tem inserção baixa do freio é associado a diastema.
A partir do exame clinico e radiográfico avaliamos que o diastema é causado pela inserção baixa do freio é indicado
frenectomia. Readequar a posição do freio e reinserir as fibras do ligamento periodontal. Faz a anestesia tópica com
rolinha de algodão em fundo de vestíbulo, anestesia infiltrativa e anestesia papilar, com o bisturi bem próximo ao
porta-agulha as incisões. Quando a gente traciona o freio da criança e sem inserção óssea tem isquemia por
palatina. Depois que remove tecido mole faz a raspagem do osso para remover o tecido fibroso remanescente.
Temos que avaliar se o diastema vai diminui naturalmente ou se será necessário ortodontia
Ulotomia: incisão em tecido gengival para viabilizar a erupção de um dente permanente. Apenas uma pequena
incisão.
Ulectomia: remoção cirúrgica de tecido anormal (existente em função de estimulo inflamatório) muco gengival
sobre dentes ainda não irrompidos, normalmente em molares. A incisão é uma janela

Mucocele:
 Lesão benigna causada por obstrução das glândulas salivares menores (por trauma ou qualquer outro fator)
 É lesão mais comum que pode acometer as glândulas salivares
 Pode acometer em crianças e adultos
 Maior freqüência na faia etária de 15 a 20 anos
 Mais comum em labior inferior
 Pode ser provocada por trauma ou habito de morder lábios

Granuloma piogênico:
 Lesão proliferativa comum da cavidade bucal, semelhante a um tumor, mas considerado de natureza não-
neoplásico
 Respostas teciduais a estímulos crônicos e de longa duração

Geralmente é feito a contenção da criança com um campo preso a uma fita crepe e um auxiliar segurando a cabeça.
Cuidar muito com o calculo de anestésico que a criança pode receber, o granuloma piogênico sangra bastante pela
rica vascularização; sutura.

Pós-operatório:
 Avaliar a necessidade de prescrição medicamentosa – avaliar caso a caso, depende da condição sistêmica,
do procedimento que foi feito, quão traumático foi, quanto tempo durou. Depois que acaba o
procedimento o paciente fica sentadinho na cadeira com a gaze, forma o coagulo em caso de exodontia,
avalia se não vai ter resposta negativa ao procedimento ou ao anestésico, orienta os responsáveis e mostra
o que foi feito, como foi
 Paciente deve permanecer sentado na cadeira cerca de 5 minutos após a cirurgia, observar.
 O paciente só é liberado após obtenção de hemostasia no local da cirurgia - Paciente não pode ir para casa
com gaze pendurada na boca
 Antibiótico só é necessário em caso de risco de infecção, fazemos normalmente no pré-operatório em casos
de abscessos
 Orientar os responsáveis sobre os cuidados em casa. Dieta e atividades físicas
 Provável sintomatologia
 Efeito do anestésico
 Agendar retorno para reavaliação: normalmente em uma semana. Reabsorção da sutura, trauma auto–
induzida e sintomatologia.
Na exodontia, a intrusão é contra-indicada pelo contato do germe do sucessor. Fazemos o movimento de rotação
principalmente.

AULA 08  31.10.2016
RADIOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA

Quando olhamos uma panorâmica de uma criança é totalmente diferente, temos que saber interpretar.
Considerações
 Conhecimento prévio
 Indicações – Em quais casos precisamos radiografar? Quando clinicamente observamos alguma alteração,
se ano tem alteração precisa radiografar? Não. Apenas quando realmente é necessário, por volta dos 6 a 7
anos se não tem nenhuma radiografia pedimos uma panorâmica porque as vezes detectamos patologias,
cistos, supranumerários, agenesias, mas na maioria das vezes a indicação é determinada pela indicação e
técnicas de acordo com a necessidade.
 Princípios da formação de imagem
 Radioproteção – Houve boatos dizendo que a radiografia odontológica poderia ser um fator para a
formação de câncer de tireóide, mas a dose que usamos não é capaz disso, mas devemos usar com
prudência, ver as indicações.
 Técnicas radiográficas – algumas técnicas adaptadas para crianças menores
 Processamento radiográfico
 Indicações e freqüências das tomadas – Quando a criança há grande necessidade de tratamento é indicada
uma panorâmica, vê-se a dentição presente, os germes. Observo começando da região superior esquerda
 Interpretação radiográfica
Como interpretá-las?
 O que vemos?
 Técnica radiográfica? Indicamos interproximal quando há indicativo de cárie, é melhor que a periapical,
porque nessa sempre tem angulação horizontal que faz com que o tamanho da coroa em relação a câmara
pulpar seja alterado, na interproximal os feixes de raio X vem de perpendicular então tenho melhor relação
entre o que é esmalte, dentina e polpa. A lesão periapical na criança está presente na região mais cervical,
no tratamento endodontico a melhor técnica é a periapical porque tenho uma maior nitidez de imagem,
mas para carie a melhor é interproximal. Observamos sobre contorno de restauração. Em adulto fazemos
em pré-molares e molares, porque a arcada tem um formato que eu preciso acompanhar, a angulação de
pré é diferente de molar. Nos decíduos já pegamos os molares, normalmente pega canino também. Não
tenho interposição das faces interproximais, para isso o ângulo tem que estar correto. Quando analisamos
interposição, se tiver radiolucidez em esmalte não consigo ver, o tecido dentário mais radiopaco é o
esmalte, se tenho interposição de superfícies e tenho lesão de carie ali vai sobrepor e eu ano vejo a cárie. O
formato na região interproximal da cárie é triângulo com base para região externa e o ápice voltado para a
região interna, tenho uma área sugestiva de lesão de carie, quando tenho uma desmineralização muito
grande já detecto na radiografia. A lesão de mancha branca não avaliamos na radiografia. Tenho que ter
desmineralização maior para detectar na radiografia. Se eu tenho uma lesão de carie extensa posso fazer
uma interproximal e uma periapical, pois tenho duvida se já não chegou na polpa e teve alteração pulpar.
Se as cúspides vestibulares não estão alinhadas com as palatinas na radiografia quer dizer que tive alteração
no ângulo horizontal. Quando temos trauma em anteriores, quando a criança é de 3 a 4 anos (é difícil usar
posicionador porque pressiona os tecidos na região lingual e a criança não colabora) usamos a técnica
periapical modificada ou técnica oclusal modificada, pego filme de adulto (3x4 – posso dobrá-lo 1/3 ou
dobrar na metade, vai depender do tamanho da criança., crianças menores eu dobro no meio, coloco um
rodete de algodão e colo com fita adesiva, a dobra tem que ser de 90° se não vou alterar a coroa) coloco
com longo eixo na horizontal e o paciente morde, nessa angulação eu consigo observar os anteriores
decíduos e sua relação com o germe do permanente. A vantagem é que não incomoda pelo uso do
posicionados e não precisa segurar. Quando a criança morde essa região fica mais perpendicular ao tecido
dentário, mais próxima. Uma linha radiolúcida próximo do ápice dos decíduos (temos o capuz e eu tenho
uma linha que representa o germe do permanente, não é uma alteração, o dente esta em formação, é a
papila dentaria que vai ser a minha futura polpa). Se a lesão atingiu o folículo do germe, a cripta, a
indicação é exodontia porque eu já tenho uma alteração no germe de desenvolvimento (no caso que ela
mostrou, o decíduo tinha sido tratado com pulpotomia – retirou-se a polpa coronária e manteve-se a polpa
radicular- e apresentou uma área radiolúcida na sua raiz atingindo a cripta do permanente). No caso de
trauma na região anterior – há alteração radicular nos dentes 51 e 61, não há linha externa radiopaca da
raiz, essa lesão é compatível com uma reabsorção externa, comum em traumas, clinicamente eu consigo
ver alteração na coroa e mobilidade.
 Lado e arcada? – O picote fica para oclusal e para mesial porque já localizamos o lado, se eu inverto o picote
tem que estar para oclusal e mesial.
 Normal ou alterado? Se eu olhar a linha oclusal posso perceber alteração, como uma anquilose. Posso
perceber áreas radiolúcidas em esmalte que podem ser indicativo de cárie. Na criança o osso apresenta-se
mais maleável, então observamos menos trabeculado ósseo, é mais espaçado.
 Quais são os dentes presentes?
 Estimativa da idade do paciente? Através da irrupção e o tanto de raiz que foi formada, o primeiro molar
permanente termina a formação radicular com 9 a 10 anos, porque a rizogênese já está quase completa.
Quando é indicado o exame radiográfico?
O exame é fundamental e indispensável para elaboração do plano de tratamento, é um exame complementar, sua
interpretação deve ser somada aos dados da anamnese, exame clinico e outros, nunca isoladamente.
 Diagnostico de anomalias dentarias, numero, forma, estrutura, presença ou ausência de caries, traumas e
outras patologias;
 Permite avaliar futuros problemas de oclusão
 Acompanha o desenvolvimento da dentição decídua e permanente
 Permite diagnóstico e confecção do plano de tratamento: PROGRAMAR TRATAMENTO IMEDIATO ( ex:
trauma bucal) OU FUTURO
Indicações:
 Detecção precoce de patologias
 Realização de diagnostico de rotina – se eu fiz uma radiografia e no plano de tratamento só vou realizar o
procedimento daqui 8 meses preciso refazer essa radiografia.
 Utilização durante procedimentos como cirurgia e endodontia
 Controle de tratamentos realizados
Freqüência e número de tomadas radiográficas - Quais os critérios que determinam o número e freqüência das
tomadas radiográficas?
 Idade
 Necessidade (o que deseja obter de informação, escolher a melhor técnica)
 Risco a carie
 Cooperação
Uso racional das radiografias
 Critério de exposição radiográfica (critério de referencia)
 Realize somente radiografias somente após um exame clinico
 Solicite somente as radiografias que beneficiam o paciente diretamente em termos de diagnostico ou plano
de tratamento – numa imagem de qualidade consigo observar o que é esmalte, dentina e polpa
 Use a menor dose de exposição necessária para produzir imagens satisfatórias à área em questão
Normas para uso de radiografias odontológicas – U.S
 Paciente novo
 Dentição decídua – Radiografias interproximais, quando clinicamente nãos e visualizam as superfícies
interproximais (2 filmes interproximais e 2 filmes periapicais)
 Dentição misto-individualizada – Periapicais/oclusais e interproximais ou panorâmicas e interproximais
 Todo paciente novo deve ser avaliado com relação a problemas dentais de crescimento e desenvolvimento
Paciente de retorno – avaliação de crescimento e desenvolvimento:
Dentição normal
 Dentição decídua – normalmente não é indicado
 Dentição mista – individualizada (periapicais/oclusais/panorâmicas)
Com problemas periodontais ou historia de tratamento periodontal:
 Dentição decídua e mista – radiografias individualizadas selecionando periapicais e/ou interproximais para
as áreas com problemas
Cáries presentes ou alto risco à cárie
 Dentição decídua e mista:
 Cáries presentes ou alto risco para cáries (radiografias interproximais a cada 6 meses de intervalo até
não apresentar lesões de cáries
Sem lesões de cárie e baixo risco (radiografias interproximais com 12 – 24 meses de intervalo se a
superfície proximal puder ser visualizada – dentição decídua)
Alto ou baixo risco de carie – avaliação será baseada na história, estado atual e exames complementares (S. mutans,
lactobacillus e salivar)
Dentição decídua:
 Uso racional do exame radiográfico
 Pouca capacidade colaboradora
 Dificuldade de execução  tomadas radiográficas em regiões onde há problemas
PRINCÍPIOS DE FORMAÇAO DA IMAGEM
A radiográfica é o registro de uma imagem pela radiação (aparelho, filme, objeto) IMAGEM
Temos que saber que eu tenho o comprimento da onda dos raios X que interfere na minha radiografia, tempo de
exposição, composição do objeto, espessura e densidade do objeto [esmalte 2,95 (mais densidade, então tem mais
radiopacidade); dentina 2,1; cemento 2,6; osso compacto 1,9; tecidos moles como músculo 1,0 e gordura sub. 0,91]
RADIOPROTEÇAO
Os efeitos biológicos são SOMÁTICOS (células que não são reprodutoras) e GENÉTICOS (células reprodutoras).
- Depende da dose (a dose de tolerância é 5R por ano – ICRP), do ritmo de aplicação (exposições crônicas e agudas),
da idade (crianças tem risco maior), tamanho da área irradiada e tipo de célula irradiada (criança tem maior
quantidade de células indiferenciadas)
 Efeitos determinísticos (somáticos) = altas doses. Ex: cataratas, eritemas de pele, fibroses, anomalias de
crescimento e desenvolvimento (exposição no útero)
 Efeitos estocásticos (genéticos) = sem um limiar. Ex: cânceres.
Os efeitos radioativos são cumulativos e causa danos maiores
Qual a dose permitida?
Dose de eritema – exposição de 250 R – 500 – 750, com 250 já tinha eritema de pele e outras pessoas apenas com
750, a dose então é de 125R. A dose de segurança é a metade da dose mínima para causar um eritema, um R
equivale à 5 radiografias odontológicas. Ou seja, seria necessário 625 radiografias para chegar na dose máxima para
causar o eritema, por isso radiografia em odontologia é bastante segura.
1 R = 5 radiografias
125 R = x radiografias
5 x 125 = 625 radiografias

Fatores:
 Dose de radiação – dose tolerância SR por ano (Icrp)
 Idade do indivíduo – indivíduos mais jovens não mais susceptíveis pelo seu metabolismo celular e
vascularização
 Ritmo de aplicação – exposições crônicas e agudas
 Tamanho da área irradiada – 20x20 cm
 Tipo de célula irradiada – radiossensíveis,radiorresistentes, radiorreativas
 Predisposição genética
Quanto menor a idade do paciente maior a ação das radiações. Os efeitos radioativos são cumulativos, danos
maiores (organismos mais jovens). Alta atividade mitótica e metabólica e pacientes jovens.
Proteção contra RX – paciente
1. Usar filmes ultra-rápidos
2. Realizar boa técnica
3. Usar avental de chumbo e protetor de tireóide – cuidado para não dobrar o avental de chumbo
Paciente em controle: fazer apenas as radiografias necessárias.
Tipos de filmes utilizados
Maior sensibilidade – para reduzir a dose de radiação
Adulto: 3,1 x 4 cm
Infantil: 2,2 x 3,4 cm
Oclusal: 5 x 7 cm

Proteção contra RX- CD e auxiliar


 Barreiras de proteção (biombos) e dispositivos de segurança
 Distancia de 1,8m da fonte geradora de RX ou avental plumbífero
 Nunca segurar o filme em posição na boca do paciente – o acompanhante ou o paciente segura o filme
 Nunca ficar atrás do cabeçote por causa da radiação secundária
 Antes de por o filme o cabeçote já tem que estar em posição, tem que ser muito rápido após o filme estar
na boca
 Permanecer fora da direção do feixe de raios X
MANEJO DO PACIENTE DURANTE O EXAME
 Familiarizar com o procedimento, explicando com palavras acessíveis a idade. O que vai ser feito e porque,
linguagem adequada
 Explicando como funciona e como ela deve fazer para que a “fotografia” ou radiografia do dente fique
bonita
 Deixar a criança visualizar o aparelho
 Falar, mostrar, fazer
 Colocar o filme na boca por ultimo, iniciando as tomadas radiográficas da região anterior para posterior –
criança tem muita ânsia, deixa ela segurar o filme para diminuir ansiedade. Criança não abre a boca ou
morde quando pedimos, temos que pensar nisso
 Tamanho do filme compatível com o tamanho da boca e técnica adequada para o precisa avaliar.
TÉCNICA RADIOGRÁFICAS INTRA ORAIS
 Correto posicionamento da cabeça da criança – plano de Camper, falar para criança olhar para o pé para
que a fotografia fique bonita
 Do filme
 Do cone do aparelho do RX
1. Periapical: posição da cabeça, posição de filme, centralizado, bordas 5 a 10 mm, picote para oclusal -
Quando tem a convexidade do picote sempre está para você, e sempre para oclusal e mesial

2. Interproximal: uma das mais utilizadas na clínica. A indicação dessa técnica é para pesquisa de cárie
interproximal, avaliação de contorno de restaurações, da crista óssea alveolar e profundidade de lesão de
carie oclusal.
Exame das faces interproximais
Relação de cárie com câmera pulpar
Contorno de restaurações
Relação de decíduo com o sucessor
Processos patológicos na área de furca
Posicionamento – plano oclusal é paralelo ao solo, com o paciente olhando para frente. A técnica é a direção do
cone paralela aos espaços interproximais e a angulação vertical deve ser de +8 a +10 graus.
Asa de mordida: crianças pequenas usam filme infantil e maiores usam filme adulto. A asa de mordida tem que ser
um pouco além da oclusão do paciente para você poder puxar. A asa tem que ser mais firme para o paciente
morder e não alterar a posição. Podemos usar caixinhas cartela de radiografia, a as fica mais firme e ajuda na
imagem posteriormente. Imagina uma linha dividindo o filme ao meio na horizontal e na vertical, dobro esse papel
e aí a minha fita adesiva tem que estar no meio do filme, porque esse meio define o quanto de imagem eu vou ter
tanto de dentes inferiores quantos superiores. Quando você colocar na criança coloca de anterior para posterior. O
filme tem que ficar paralelo aos dentes.
Dentição permanente: um filme para molares e outro para pré-molares – filme 3x4
Dentição mista: molares decíduos e molares permanentes – filme 3x4
Dentição decídua: filme infantil (2x3) ou adulto (3x4) dobrado

As vezes a inclinação de dentes permanentes é diferente de dentes decíduos e causa sobreposição, precisamos
saber qual é nossa área de interesse para não causar sobreposição nessa área.
Quando você dobra o filme adulto ao meio, entre essa dobra eu coloco uma placa de chumbo, com o mesmo filme
eu trio uma radiografia de ambos os lados do filme, você pode fazer em dois filmes infantis também. Indicado para
crianças com menos de 6 anos ou com boca pequena
3. Técnica periapical da bissetriz: indicação é diagnóstico do grau de comprometimento pulpar,
desenvolvimento dental, relações anatômicas do dente decíduo e permanente, alteração no tecido
periapical. A nitidez é na região periapical.
Incidência de Rx na região dos ápices dos dentes
Visão da imagem no sentido mésio-distal e inciso-apical
Diagnóstico de lesões periapicais, fraturas radiculares
Desconfortável para crianças
Angulação vertical à bissetriz formada pelo longo eixo do dente e do filme
Não exige recursos especiais
Dificuldade de visualizar a bissetriz – morde devagar sobre o dente para não mudar a posição do filme
O RX central deve ser perpendicular ao plano bissector formado pelos planos do dente e do filme
Posição da cabeça:
 Maxila – linha trágus/asa do nariz paralela ao solo
 Mandibula – linha trágus/comissura labial paralela ao solo
Pedir para criança oclua sobre o dedo para dar maior estabilidade ao filme

Angulação vertical (graus) Maxila Mandibula


INCISIVOS 45 a 50 -15 a -20
CANINOS 40 a 45 -10 a -15
PRÉ-MOLARES 30 a 40 -5 a -10
MOLARES 20 a 30 0 a -5
Quando a criança tem o palato raso ou o processo alveolar é pequeno colocamos um rolete de algodão que permite
maior paralelismo (aumentar a angulação vertical)
Sobreposição – arco zigomático aos germes dentários dos permanentes sobre as raízes dos decíduos (solução:
rolete de algodão entre filme e dente ou optar pela técnica do paralelismo
4. Técnica oclusal: visão da imagem no sentido vestíbulo lingual e mesio distal
Indicações:
 Diagnóstico de trauma e de grande lesões
 Localização de corpos estranhos, extranumerários retidos e raízes resiuais
 Não permite diagnóstico de cárie
 Não fornece relação entre lesão de cárie e câmara pulpar
 Mesmo tempo de exposição para dentes posteriores
Na superior a gente toma como medida a ponta do nariz
5. Periapical modificada anterior: indicado para crianças de baixa idade e na dentição decídua
Apreensão do filme com a oclusão dos dentes
Dentição decídua – filme 3x4 ou 5x7 dobrado (tomada superior e inferior no mesmo momento)
Se eu quero superior e inferior eu posso envolver dois filmes e uma placa de chumbo entre eles, para não ter que
posicionar o paciente duas vezes.

Vantagens: diminui o problema a de comportamento, facilita a retenção e estabilidade do filme, amplia a


visualização de dentes da maxila e da mandibula com destaque aos dentes anteriores
Fraturas, controle de traumas e tratamentos endodônticos
A posição da cabeça da criança deve ser de conforto (o plano oclusal em torno de 30 graus) com a boca fechada
Região de incisivos – o filme é mantido em posição pelos dentes em oclusão, podendo ser feito superior e inferior
ao mesmo tempo
Região superior [maxila]– é útil feixe dirigido para o ápice nasal com angulação de 90º (ponta do nariz)
Região inferior [mandibula] - feixe com angulação de 35º (mento)

Desvantagens: não permite uma boa visualização das lesões periapicais nos estágios iniciais
Região de molares – 3 a 6 anos: o filme periapical (3x4) é dobrado ao meio em ângulo reto (apoio de mordida)
Um rolo de algodão é fixado com fita crepe na posição que a criança vai morder
O conjunto é envolvido com outra fita crepe que auxiliará uma melhor posição do filme na boca (filme paralelo ao
longo eixo do dente)
As angulações são as recomendadas para a técnica convencional

Técnica periapical modificada posterior: não visualiza cárie de dentes posteriores


A detecção de cárie é realizada por radiografia interproximal e comprometimento pulpar ou lesão por uma
radiografia periapical, a técnica é fundamental para decisão de tratamento.
6. Panorâmica:
Indicada para pesquisa e padrão de erupção dentária, situação da dentição mista com os diferentes estágios de
esfoliação dos dentes decíduos, relação do posicionamento dos germes dentais, delineamento e amplitude das
patologia ósseas, exame das cavidades paranasais, acompanhamento e ortodôntico, exame auxiliar em crianças que
não cooperam
Visão geral de toda a boca
Em torno de 7 anos
Não é específica

Vantagens: Única tomada radiográfica de fácil execução e baixa dose de radiação  exame de toda a cavidade bucal
Permite que o paciente e os responsáveis visualizem e compreendam as condições de saúde bucal

Desvantagem: tempo de execução de 13 a 16 segundos – criança deve ficar imóvel


A avaliação do complexo dento-maxilo-facial pode ser iniciada com a radiografia panorâmica e completada com as
radiografias periapicais.
7. Radiografia lateral: quero saber a posição em que o dente esta, se foi para vestibular ou lingual.
Tem uma técnica que é um palito colado e a criança seguro.
Caso de intrusão, se o dente for para palatino pode afetar o germe do dente permanente e pode causar uma má
formação do dente permanente.
8. Radiografia digital – muito mais nítido.
As imagens digitais são produzidas através de um sensor CCR (charge couplet device)
PRINCÍPIOS DA REVELAÇÃO DO FILME RADIOGRÁFICO
Processo químico da solução reveladora transforma os íons de prata sensibilizados pelos raios X em íons de
brometos de prata, transformando a imagem latente em imagem visível
 Métodos: inspecional (visual), tempo/temperatura, automático.
 Fatores que interferem no tempo de revelação: tipo e marca do filme, agitação do filme, temperatura da
solução. Colocar uma radiografia num copo com água depois deixa secar.
 Falhas: de técnica (erro no ângulo vertical, por exemplo) e de processamento (manchas de solução
reveladora..)
 Cuidar com a manipulação, sempre colocar em cartelas e não expor a luz.
Alguns efeitos na radiografia:
 Burn out cervical: você tem uma área radiolúcida próximo a uma área radiopaca, é um efeito biológico deve
ser constatado pelo exame clínico
 Mas na JAD eu posso ter um efeito que parece uma área radiolúcida, parece uma linha de radiolucidez, mas
também é um efeito biológico.
 A variabilidade depende da anatomia.
 Conhecimento patológico: aspectos clínicos ( manchas brancas, pigmentações, microcavidades e cavitações)
e aspectos radiográficos (linha radiolúcida no esmalte, 0.5 mm em dentina) Em esmalte a detecção de cárie
é melhor no exame visual. Cárie oculta
Lesões periapicais – aspectos clínicos, condições pulpares e aspectos radiográficos
 Falhas técnicas afetam a interpretação – qual a falha técnica que provoca distorção da imagem da lesão
alterando sua posição e tamanho?

CRONOLOGIA DA DENTIÇÃO DECÍDUA


MAXILA
Dente Início da Formação Esmalte Completo Irrupção Raíz completa
Incisivo central 4º mês IU 1º ½ mês 7º ½ mês 1º ½ ano
Incisivo lateral 4º ½ mês IU 2º ½ mês 9º mês 2º ano
Canino 5º mês IU 9º mês 18º mês 3º ¼ ano
Primeiro molar 5º mês IU 6º mês 14º mês 2º ½ ano
Segundo molar 5º mês IU 1º mês 44º mês 3º ano

MANDIBULA
Dente Início da Formação Esmalte Completo Irrupção Raíz completa
Incisivo central 4º ½ mês IU 2º ½ mês 6º mês 1º ½ ano
Incisivo lateral 4º ½ mês IU 3º mês 7º mês 1º ½ ano
Canino 5º mês IU 9º mês 16º mês 3º ½ ano
Primeiro molar 5º mês IU 10º mês 12º mês 2º ¼ ano
Segundo molar 6º mês IU 10º mês 20º mês 3º ¼ ano

ACIDENTES ANATOMICOS E PROCESSOS FISIOLÓGICOS


Saber o que é normal para poder avaliar o que está diferente.
1. Cripta do germe dentário - é um germe em formação do primeiro pré-molar permanente. Em histologia,
vimos as fases de formação do germe dentário e na fase de campânula tem a formação dos tecidos
dentários, como dentina, papila, e o inicio da mineralização do dente. Alguma calcificação é possível
visualizar nesse germe dentário.
2. Primeiro molar permanente – ápice ainda não formado. Essa criança tem entre 8 a 9 anos, porque esse
dente irrompe pelos 6/7 anos e tem sua rizogênese completa três anos depois.
3. Panorâmica com dentição mista: avaliar de forma sistemática. Essa criança entre 9 a 10 anos
TABELA
Maxila:
Processos patológicos
1. Reabsorção radicular aparentemente interna que já reabsorveu a parede interna.
2. Técnica oclusal modificada: possível observar um cisto periapical, não avaliamos por conta da
sobreposição de estruturas anatômicas e o folículo que também é radiolúcido, dificulta a visualização.
3. Área radiolúcida compatível com lesão de cárie
4. Área radiolúcida em região de furca e a lesão já envolveu a cripta do germe permanente, necessário
exodontia
5. Anquilose, a via de erupção do primeiro molar permanente está mesializada, é uma erupção ectópica,
provocando reabsorção do dente vizinho. Clinicamente é bem perceptível.
6. Dente natal: criança já nasce com ele na boca, dente neonatal é imediatamente após o nascimento
irrompe. Devemos analisar pela radiografia se é da série normal ou não, se não for devemos fazer
exodontia, porque impacta na alimentação e se tem inserção ou mobilidade, se tem mobilidade a
criança pode aspirar. Se for da série decídua normal não se faz extração.
7. Agenesias

AULA 09  07.11.2016

TRATAMENTO DE LESÕES DE CÁRIE DURANTE A INFÂNCIA

Objetivos:

 Manter o máximo de tecido dentário hígido com ênfase na prevenção e remineralização de pequenas
lesões, tanto na dentição decídua quanto na permanente – não é um protocolo só da odontopediatria e sim
da odontologia atual
 Procedimento restaurador – restabelecer a forma, estética e função de parte do elemento dentário perdido
 A dentística não trata a doença e sim a parte perdida do elemento, fazemos em um plano de tratamento
que é integral, não faço visando a recuperação da saúde bucal, tenho que ter medidas preventivas e
remineralizantes antes. Temos a fase preparatória – preparar o meio para ter as minhas restaurações.

1. Quando devo restaurar um dente?

O ICDAS é usado para detectar, aumenta a objetividade do meu exame visual, de forma que todos nós
possamos examinar da mesma maneira e falar a mesma coisa, diminui a subjetividade. As características
que me dizem o que fazer são: Coloração do tecido, cavitação (pode ser só uma descontinuidade do
esmalte, eu percebo que tem uma certa perda de tecido, passo a sonda de ponta romba e vejo
descontinuidade, se já perdeu tecido eu preciso restaurar), sombreamento da dentina (sempre que tiver
carie em dentina eu vou restaurar, sempre usando exame clinico com radiográfico). Quando temos uma
cárie inativa não precisamos fazer restauração provisória, dá pra fazer definitiva porque já está
remineralizada. Em muitas situações usamos o tratamento restaurador, mas não tem todas. Em lesões
maiores eu preciso restaurar, preciso pensar quanto de tecido que eu vou remover, quanto de dentina eu
tenho acometido. Observar:
 Estágio de desenvolvimento do dente permanente
 Estágio de reabsorção radicular do dente decíduo
 Risco/atividade de cárie – se eu não tenho
atividade paralisada da cárie, não faço
restauração definitiva.
 Responsabilidade e anuência de
pais/responsáveis
 Cooperação da criança com o tratamento
 Associação a plano preventivo – nunca vou fazer
uma lesão isolada.
 Aspecto visual e radiográfico das lesões cariosas
– se a lesão está inativa, só vamos atuar
dependendo da idade da criança, se tem
alimento retido, ou posso só observar.
 Exame clínico das lesões - visual, tátil com sonda de ponta romba e radiográfico, sempre estimando a perda
mineral. O material restaurador deve eliminar tecido contaminado.
 GRÁFICO DE PERDA MINERAL E VISUALIZAÇÃO (DETECÇÃO) 

Lesões cavitadas em polpa  lesões cavitadas em


dentina (cavitadas ou não cavitadas)  lesões
cavitadas em dentina (cavitadas ou não cavitadas) 
lesões cavitadas em esmalte  lesões iniciais (não
cavitadas) em esmalte visíveis com exame visual
adequado  lesões iniciais sub clínicas não visível
em estágio dinâmico de
desmineralização/remineralização (determinam a
acurácia na detecção)

Quanto mais cedo for a detecção, com medidas


preventivas já se paralisa a progressão, melhor e
maior é a manutenção dos tecidos dentários, e
longitudinalmente, a manutenção do dente em boca

REGISTRO DO ICDAS

CÓDIGO DA SUPERFÍCIE CÓDIGO DA LESÃO DE CÁRIE

0 Condição da superfície 0 Não há evidencia de cárie


1 Selante parcial 1 Mudança inicial visível em esmalte
2 Selante integral 2 Mudança nítida visível em esmalte
3 Restauração com cor de dente 3 Descontinuidade do esmalte devido à cárie,
sem dentina visível
4 Restauração de amalgama 4 Sombreamento da dentina subjacente
5 Coroa com aço inoxidável 5 Cavidade nítida com dentina visível
6 Porcelana ou ouro ou veneer ou RMF 6 Cavidade extensa nítida com dentina visível
7 Restauração perdida ou deficiente
8 Restauração temporária

Lesão em esmalte: padrão de desenvolvimento cônico com a base voltada para a junção amelodentinária, nesse
caso faço o selante porque vai remineralizar. Selante invasivo para odontopediatria é restauração.

Exame radiográfico

Cárie oclusal  Seus aspectos radiográficos são: linha radiolúcida no esmalte e 0,5 mm em dentina, seus aspectos
clínicos são manchas brancas, pigmentações e microcavidades e cavitações

Cárie proximal  Não observamos muitas vezes no exame visual, os aspectos radiográficos são radioluscência > 1
mm em dentina e forma triangular com a base voltadas para JAD, e aspectos clínicos: apicalmente ao ponto de
contato, de forma triangular

Técnica periapical ou interproximal? A lesão periapical dos dentes decíduos fica na região de furca. Se eu quero
procurar alteração da região periapical faço radiografia periapical, já a interproximal é mais fiel ao tamanho da
cavidade, consigo ver região de furca. Há possibilidade de confundir a área de furca com lesão periapical, mas
aquela região é mais radiolúcida normalmente, se eu vejo a lamina dura, o trabeculado ósseo, está normal.

Lesões ativas  Contínua a desmineralização, aspecto opaco, rugoso, próximo a margem gengival

Lesões inativas  Foi remineralizada, aspecto brilhante, lisa, distante da margem gengival

ATIVIDADE EXTENSAO DA LESÃO ATIVIDADE TRATAMENTO


Ativa Esmalte Lisa/ fossas e Controle dos fatores (dieta, higiene), aplicação
fissuras de flúor profissional e monitoramento
Inativa Esmalte Lisa/ fossas e Controle dos fatores (dieta, higiene) e
fissuras monitoramento
Ativa Até o 1/3 externo da Lisa/ fossas e Controle dos fatores (dieta, higiene), selante e
dentina fissuras monitoramento
Ativa/Inativa Além do 1/2 externa da Lisa/ fossas e Controle dos fatores (dieta, higiene), remoção
dentina fissuras do tecido cariado e restauração e
monitoramento
Aspecto clínico da lesão – lesões ativas não cavitadas em superfícies livres, são lesões passiveis de aplicação tópica
de flúor, orientação de controle de placa e dieta

Aspecto clínico da lesão – lesões ativas não cavitadas em fossas e fissuras ou em que há comprometimento até o
terço externo da dentina, a aplicação de selantes poderá deter o processo de desmineralização, esta deve
permanecer intacto, sem fratura ou infiltrações

Aspecto clínico da lesão – lesões que estendem alem da ½ da dentina, embora sem cavidade visível, a abordagem
clínica é a remoção do tecido cariado e o procedimento restaurador

2. Quanto tenho que remover do tecido cariado?

Exame da dentina cariada  Considerando a cor, a consistência/ textura e umidade. Remover a dentina amarelada,
amolecida e úmida.

Temos a dentina infectada (zona infectada – superficial, é amolecida, úmida, amarelada, insensível a
instrumentação, facilmente removível, altamente infectada, sem preservação estrutural e não passível de
remineralização), e dentina contaminada (zona afetada – interna, mais firme, porem ainda amolecida, retirada em
lascas ou escamas, coloração marrom, mais escurecida, pode ser sensível a instrumentação, passível de
remineralização), essa última é passível de remineralização.
Características da lesão de carie  Extensão, profundidade e proximidade com a polpa.
Características da condição pulpar  Relato de sensibilidade, sensibilidade, mobilidade dental, alterações na
mucosa e tecido gengival e alterações radiográficas
Remoção parcial da dentina cariada  retirar a biomassa bacteriana cariogênica, retirar a dentina irreversivelmente
lesada, incapaz de remineralizar com o objetivo de criar um microambiente desfavorável a continuidade dos
processos de desmineralização e a penetração bacteriana e favorecer a remineralização, remove-se toda dentina
cariada das paredes circundantes, na parede pulpar, remove a dentina superficial, amolecida e mantém a dentina
afetada, mais endurecida. Faz a proteção indireta pulpar com o material restaurador.
Estudos clínicos mostram que a escavação reduz significativamente a exposição pulpar. Antigamente se falava muito
em tratamento expectante, que nada mais é que remoção parcial, usa material biocompatível e depois remove o
resto da carie. Quando você faz essa remoção em duas etapas a chance de ocorrer uma exposição pulpar é mais
freqüente do que em uma etapa só, que é remoção da carie das paredes circundantes, eu não preciso esperar esse
tempo para abrir e terminar a escavação. Quando você for fazer a restauração definitiva você não precisa remover
todo o CIV, posso apenas rebaixar e restaurar por cima.
Recomendações: a remoção incompleta, tanto em decíduo quanto permanente com polpa normal ou pulpite
reversível, tento em duas sessões quanto uma reduz a exposição pulpar. Há evidências que a taxa de sobrevida não
é maior nem menor da restauração pela remoção seletiva. O que depende é a qualidade da restauração, bem
selada. Quando você faz em um passo apenas leva uma alta taxa de sucesso na manutenção da vitalidade pulpar do
que quando você abre novamente. Aquele tratamento expectante fazemos hoje como definitivo hoje em dia,
rebaixando o CIV e fazendo restauração definitiva.

3. Considerações sobre o tratamento restaurador em dentes decíduos.

Diferenças entre decíduos e permanentes


 Dentes decíduos são menores
 Coroas mais largas no sentido mésio-distal – tecido gengival muito mais próximo da face oclusal
 Coroas mais curtas no sentido ocluso-cervical
 Menos espessura de esmalte e dentina
 CONSTRIÇÃO CERVICAL – observamos no isolamento absoluto, porque ele fica saindo, essa constrição é uma curva
entre coroa e raiz, temos dificuldade na adaptação cervical de matrizes e coroas de aço em molares decíduos
devido ao abaulamento na regia cervical. O preparo de classe II é mais cervical. O dente apresenta alturas cervicais
diferente, por isso fazemos adaptações. Usamos muito a matriz em T.
 Superfícies mesial é menor do que a distal, a qual estende-se mais cervicalmente, deve-se adaptar as matrizes e
bandas para o correto posicionamento nessas superfícies.
 Maior risco de exposição pulpar, pois apresenta menos estrutura dental para proteger a polpa. Sua polpa é
proporcionalmente mais volumosa do que no dente permanente, quando temos lesão classe II, quando faço o furo
da borracha, não posso fazer muito distante se não a borracha invade a cavidade. Fazemos amarrias, não vejo o
termino cervical. Em classe II tenho que fazer uma caixa na oclusal, porque não tenho apoio cervical como não
tenho num permanente. A tendência atual é utilizar para condicionar o tecido um tempo menor, para esmalte em
permanente usamos 30’’ e dentina 15’’, em decíduos usamos 5 a 10 ‘’ em dentina e 15’’ em esmalte, porque se
você remove muito mineral você enfraquece muito esse dente.
 A câmara pulpar é mais ampla em relação ao tamanho da coroa, os cornos pulpares são mais próximos da superfície
externa

Lesões de cárie na proximal, meu dente decíduo tem uma área de contato, logo a minha lesão cariosa na proximal
vai ser mais alongada no sentido vestíbulo lingual.faço movimento de pendulo para remover essa cárie, sendo
necessário um preparo convergente para oclusal para não ampliar o istmo e enfraquecer a estrutura remanescente

 As brocas que usamos são as carbide, tanto em AR como BR e usamos muito a cilíndrico cônica, não usamos muito
a esférica, é melhor para remover tecido cariado. Meu preparo vai ser convergente para oclusal, em formato de
triangulo.

4. Materiais restauradores

Para o material restaurador eu tenho que considerar:

1. O ciclo biológico do dente (se aquele dente já ta quase esfoliando eu não preciso restaurar)
5. aspectos comportamentais
6. atividade da cárie – lesão que precisa de remineralização usa-se CIV, se não precisar posso usar resina com adesivo,
CIV modificado por resina é considerado tratamento definitivo.
7. Extensão da lesão – em muitos países usa-se coras de aço, cora pré-fabricada que adapta no dente, em dentes que
tem estrutura muito perdida e cimentada com CIV, tem uma durabilidade muito superior a resina e amalgama,
porém houve problema de importação, então não usamos no Brasil. Outra técnica que podemos utilizar é semi-
indireta, molda o remanescente e esculpe em resina composta, é legal porque diminuo tempo de trabalho para
criança.
8. Compatibilidade biológica – lesões profundas eu faço uma base cavitária pelo menos com CIV
9. Condições de isolamento
10. Controle do biofilme – se a criança não tem o controle mesmo após adequação do meio eu descarto a utilização da
resina, não terá boa durabilidade
11. Local da lesão (esforços mastigatórios, estética) – em pediatria usamos uma matriz de acetato. Dente com trauma,
fez endo, tem remanescente, usamos essa coroa e preenchimento

ART ou escavação e preenchimento  utilizar curetas afiadas de tamanho compatível coma cavidade, iniciar pelas
bordas da cavidade, remover todo tecido amolecido da junção AD, pode haver necessidade de acesso ao esmalte
com AR
Restauração em amalgama  lesões extensas sujeitas a altos esforços mastigatórios, em paciente com alta
atividade de carie, em casos onde o isolamento do campo operatório é deficiente. Tem como vantagens: facilidade
de manipulação, baixo custo e alta durabilidade.
Forma de contorno: envolve fóssulas e fissuras cuja extensão será determinada por: amplitude do processo carioso,
anatomia do dente, necessidade de maior ou menor extensão, observar e respeitar pontes de esmalte sempre que
não comprometidas pelo processo carioso.

Características: profundidade é de 0,5 a 1 mm na dentina – abaixo da JAD, em primeiros molares inferiores de 1,25
a 1,5 mm e segundos molares inferiores 1 a 1,25mm. A largura vestíbulo lingual pode ser máxima (extensão da
carie) ou mínima de 1 mm. Usamos brocas de fissura cilíndrica ( 556) ou em forma de pêra (329 ou 330)

Parede cavitárias convergente para oclusal, assoalho pulpar côncavo na parede gengival, ângulos internos
arredondados, amplitude maior do istmo com 1/3 de distancia intercuspídica.

Procedimento clínico:
 Inserção do material restaurador
 Condensação
 Brunidura pré-escultura
 Escultura
 Brunidura pós-escultura
 Acabamento e polimento

Amalgama aderido: visualização e completa eliminação do tecido cariado, tamanho do preparo em função da
extensão da lesão, estabilidade entre as cúspides, paredes seguindo o contorno externo do dente

 Remoção do tecido cariado


 Proteção do tecido pulpar
 Preparo para inserção do sistema adesivo (segundo o fabricante)
 Inserção do sistema adesivo (polimerização química ou dual)
 Condensação imediata do amalgama
 Escultura/polimento

Restauração de ionômero de vidro  eu tenho CIV convencional ou modificado por resina, a utilização de materiais
que liberam fluoreto a uma medida muito racional, pois associa as propriedades intrínsecas do material à liberação
de fluoretos na cavidade bucal, em especial em paciente com atividade de cárie. Os CIVs são capazes de liberar
fluoreto nas primeiras horas ou após de dias, diminuindo significativamente da desmineralização do esmalte
adjacente. A absorção de fluoretos no meio bucal. O material pode ser utilizado para restaurações, selantes de
fóssulas e fissuras, cimentação de próteses e bandas ortodônticas. O CIV tem biocompatibilidade, liberação de flúor,
adesão química, expansão térmica, ausência de contração de polimerização.

Restauração com resina composta

Preparo cavitário:

Previamente à confecção do preparo cavitário,deve ser realizado a profilaxia e o isolamento do campo operatório
Diferenças para restaurações em amálgama ou RC. Uso de sistemas adesivos permitem preparos minimamente
invasivos, não precisa de retenção .
Preparo para restaurações em RC: com ou sem envolvimento do ângulo incisal  forma de contorno (de acordo
com a lesão de cárie), forma de resistência (ângulos arredondados), forma de retenção (não existe) e biselamento
do ângulo cavo - superficial (melhora a estética)
RC: indicado em dentes com forma de resistência e retenção inadequadas para amalgama de prata, em cavidades
onde o amalgama poderia determinar sacrifício de estrutura dental sadia e dentes cuja estética constitui fator
determinante
RC e sistema adesivo: condicionamento ácido total, três passos ( acido, primer, adesivo) ou dois passos ( acido e
primer + adesivo) ou autocondicionante de dois passos ( primer acidulado + adesivo) e um passo (primer +adesivo),
pode vir em dois frascos (primer+adesivo) ou um frasco só (primer + adesivo). Se a lesão está só em esmalte é
necessário primer? Não. Se a for selante é necessário adesivo? Não!
Preparos mínimos invasivos:
Pontas CVD – com ultra-som remove tecido cariado, é bom para bebes porque não tem que isolar. Velocidade de
corte, sistema de remoção da ponta, delaminação
Abrasão a ar – não é seletivo, não remove só cariado, remove tudo a efetividade do corte depende da partícula, da
distancia, angulação.
Sintomatologia menor, porém tem ausência de sensibilidade tátil. Remove tecido cariado de maneira não seletiva.
Mínimo ruído, evita anestesia, visibilidade, precisão de corte, minimamente invasivo, não corta gengiva.

Isolamento do campo operatório: procedimento de grande importância para criar condições adequadas, com
campo seco, para procedimentos operatórios, deve ser feito durante todo o procedimento. Pode ser absoluto ou
relativo
Isolamento absoluto: finalidade de ancoragem distal do lençol, adaptado abaixo do colo do dente de acordo com
anatomia dental, vedamento, estabilidade 4 pontos de contato; testar previamente
Dificuldades do isolamento absoluto em decíduos: grande separação (arco tipo I), excesso de borracha
interproximal , grande constrição cervical, gengiva alta (irregular).
Usamos o grampo 00, 208, 209, 26, o w8A, 27, de molares( 200,201,203,204,205) e 14 ou 14 A. quando a coroa do
dente não esta completamente erupcionada é difícil ter uma retenção com o grampo, por isso precisamos do
grampo w8A. podemos usar fio dental para adaptar melhor o grampo.
Devemos fazer bom isolamento relativo, cuidar com sugador muito forte para não danificar a mucosa do paciente.

Matrizes e cunhas: banda ou tira que é posicionada ao redor do dente para fornecer um apoio para condensação
dos materiais restauradores. Passo importante no restabelecimento de superfície proximal.
Indicação: envolvimento de superfície proximal
Dificuldade em dentição decídua: contrição cervical, superfície de contato e bossa de esmalte na região cervical
Soldada (individual): pode ser feita para cada dente, confecção em consultório, aparelho de ponto de solda, pode
ser colocado em preparos contíguos

AULA 10  21.11.2016

TRAUMATISMOS DENTO-ALVEOLARES DE DENTES DECÍDUOS

São situações corriqueiras, temos que ter um rápido posicionamento, hoje temos que saber como avaliar os
pacientes, os exames que temos que fazer, a classificação e a partir dessas situações clínicas do diagnostico vamos
ter um tratamento, ou endodontia ou preservar ou extrair. É uma situação de urgência, que é uma situação que é
diferente da emergência. Urgência é uma situação que eu preciso do cuidado de forma imediata, mas que não
envolve risco de vida, na emergência envolve risco de vida. Tenho que saber se o trauma envolve apenas o dente ou
uma situação médica envolvida.

1. Introdução

O traumatismo dentário é definido como lesão ao tecido dentário e/ou de sustentação, de extensão, intensidade e
gravidade variáveis, de origem acidental ou intencional. As lesões traumáticas em dentes decíduos representam-se
um grave problema devido às repercussões biológicas, estéticas e funcionais. Em dentes permanentes as
repercussões não ocorrem em outros tecidos, porém nos decíduos pode ocorrer a mudança de posição da raiz ou
da coroa, a chamada dilaceração, pode acontecer intrusão e o dente decíduo ir próximo ao permanente e lesionar
as células que estão formando o esmalte do permanente, posso ter escurecimento de coroa pelo sangue que
extravasou da polpa, posso ter a câmara coronária pode estar maior ou menor por calcificação ou reabsorções.
Podem gerar impacto emocional e na qualidade das crianças e seu núcleo familiar. As condutas terapêuticas não
podem aumentar o risco de afetar a dentição permanente. Sempre temos que pensar no impacto na dentição
decídua e na permanente. É uma situação de urgência da odontologia. A abordagem profissional exige
conhecimento, habilidade e tranqüilidade.

O traumatismo bucal é uma situação estressante para a criança e para a família, por isso é preciso primeiramente
acalmar os pais e a criança para dar continuidade ao atendimento. Ainda, o profissional deve estabelecer breves
medidas de controle de ansiedade e medo da criança durante o atendimento, adotando técnicas de abordagem
lingüística.

 Qual idade de maior risco de traumatismo? Dependendo da faixa etária tem maior risco:
Faixas etárias: aprendendo a andar (ainda não tem desenvolvimento motor), de 6 a 13 anos e adultos jovens
Causas: Intencionais – violência doméstica e não intencionais – eventos esportivos
Em relação ao tipo de traumatismo na dentição decídua o mais comum é a queda da própria altura chegando a 80%
dos casos.
 Quais são os dentes mais afetados? Os anteriores superiores, incisivos, tanto decíduos como permanentes.
O local de ocorrência é normalmente em casa, na primeira infância, na rua, pátios escolares (idades mais
avançadas).
 Quais são os fatores que aumentam o risco de traumatismo? Mordida aberta (pode ser causada pelo uso da
chupeta, causando aumento do overjet nos incisivos). Os fatores predisponentes são: inadequado selamento labial,
classe II – overjet > 4 mm, obesidade e pacientes especiais. Os dados de prevalência de trauma são de 11 a 30% das
crianças e as idades de 1 a 3 são as mais freqüentes.
O manejo dos traumas na dentição decídua é diferente da dentição permanente. Uma relação muito próxima entre
o ápice do dente decíduos. Possíveis repercussões sobre o dente devem ser considerados, principalmente, ao
realizar o tratamento imediato de modo a evitar danos adicionais. Se a criança tem 2 anos, por exemplo, teve um
trauma com fratura da tábua óssea eu devo manter o dente e fazer a terapêutica, tentando reposicionar esse dente.
A primeira conduta clínica seria acalmar todo mundo, perguntar como, quando e onde ocorreu o trauma. Realizar
anamnese, fazer exame clínico e radiográfico, limpar e examinar os tecidos moles, verificar a gravidade do
traumatismo, realizar o tratamento imediato se for o caso, explicar aos pais o ocorrido e as implicações, exames de
controle (é um paciente que tem que voltar pro consultório) e registrar no prontuário os dados.

2. Diagnóstico e exame do paciente


2.1 Anamnese

Ver ansiedade, a região estética e desconforto ou dor. Obter informações da condição sistêmica da criança,
avaliar a necessidade de antibioticoterapia, cardiopatia, complicações hemorrágicas, alergias a
medicamentos, problemas convulsivos, uso de medicamentos, profilaxia contra tétano, verificar a vacinação
(tetravalente – DTP + Hib). A fim de garantir um atendimento seguro, escolha da solução anestésica e
observar se a condição sistêmica pode interferir na recuperação da área lesada. Preciso saber a idade da
criança, experiência odontológica e traumas anteriores e tratamento desses. Mesmo sendo uma situação
de urgência, o profissional deve avaliar a necessidade e a viabilidade de uma intervenção imediata ou em
uma consulta posterior. Para a seleção do tratamento devem ser consideradas, a maturidade da criança, sua
capacidade de cooperação em situações de emergência e a condição da oclusão. Recomendações de
imunização antitetânica:

FERIMENTO DE BAIXO RISCO DE TÉTANO FERIMENTO DE ALTO RISCO DE


TÉTANO
IMUNIZAÇÃO BÁSICA COMPLETA Último reforço há menos de 10 anos Ultimo reforço há menos de 5
anos
ESTADO VACINAL INCERTO Vacina DTP ou DTP+ Hib Vacina DTP ou DTP + Hib
DTP (difteria, tétano e coqueluche em crianças com 6 anos ou menos)
DTP + Hib (meningite e outras infecções causadas pelo H. influenza tipo B)
Em relação ao trauma:

COMO? Aconteceu o trauma dental e bucal e verificar se a historia é compatível com a condição clínica, o
profissional deve suspeitar da direção e do impacto do trauma. Devido a possibilidade de maus tratos, 65% das
lesões decorrentes de maus tratos infantis ocorrem na região de cabeça e face.
ONDE? Local contaminado ou não: verificar a necessidade de antibioticoterapia, vacina antitetânica, caso estiver
com validade vencida
QUANDO? Tempo decorrido do trauma, definirá a escolha do tratamento, bem como no prognostico no caos.
2.2 Exame geral

Observar sonolência, quadro de cefaléia, náusea/vomito (comprometimento neurológico), perda da consciência,


confusão mental, visão dupla e perda de coordenação  comprometimento cerebral
Lesões extra bucais: mento, face e cabeça. Observar lesões nessas áreas deve-se encaminhar para uma avaliação
médica, trauma no mento pode resultar em fraturas dentais longitudinais do dente (coroa e/ou raiz)
Tecido mole: presença de ferimentos, lacerações, contusões, abrasões, edema, dor, presença de corpos estranhos e
hematoma.
Tecido ósseo: por meio da palpação, presença de degraus, deslocamentos, sinais sugestivos de fratura óssea
ATM: presença de ruídos, limitação dos movimentos de abertura, desvios, fechamento, que indica possibilidade de
fratura dos maxilares
2.3 Exame radiográfico

É fundamental no diagnostico de traumatismos e também é importante para observar o dano tecidual inicial e
posteriormente, a comparação com novas tomadas de controle.
Técnicas: oclusal modificada: região anterior superior. Película entre o filme e o lábio (exposição 1 segundo): lesões
penetrantes em lábio. Radiografia lateral em casos de intrusão. Variação da angulação horizontal: presença de
fraturas radiculares (cuidados no processamento e armazenamento da radiografia)
Interpretação da imagem radiográfica: Estágio de erupção dentária, grau de rizólise dos dentes decíduos, graus de
rizogênese do dente permanente, fragmentos em tecido mole, presença de fraturas ósseas ou dentárias, espessura
da dentina remanescente, entre a linha de fratura e a polpa coronária (fratura coronária), reabsorções radiculares,
tamanho da câmara pulpar, deslocamentos intrusivos e extrusivos, relação com os germes dos sucessores
permanentes e presença de outras alterações patológicas na área.
Concussão  subluxação  luxação extrusiva  luxação lateral  luxação intrusiva  avulsão

2.4 Exame clínico intra-bucal:


Exame intra-oral: observar tecidos moles afetados pelo trauma e qual extensão, presença de corpos estranhos,
tecidos dentários com alteração de cor,fratura, mobilidade ou deslocamento. A condição oclusal poderá indicar
se ocorreu deslocamento dental e fratura óssea. Em crianças Não é indicado teste de percussão e vitalidade.

3. Classificação e abordagem das lesões traumáticas


3.1 Traumatismos aos tecidos dentários
Trinca de esmalte  fratura de esmalte  fratura em esmalte e dentina  fratura complexa (esmalte, dentina e
exposição pulpar)  fraturas corono radiculares (envolvendo ou não polpa)  fratura radicular
 Trinca de esmalte: fratura incompleta do esmalte, sem perda de estrutura dentária. Exame clínico: observar
fissuras na coroa dentária. Exame radiográfico: não são visíveis. Tratamento é fluorterapia, o prognóstico é favorável
e a proservação é exame visual e radiográfico, consultas de manutenção.
 Fratura de esmalte e dentina: Perda de estrutura envolvendo esmalte e dentina, sem exposição pulpar.
Exame clínico: observar a extensão da fratura. Exame radiográfico: avaliar a relação da fratura com a câmara pulpar,
estágio de rizólise e risogênese do permanente. Tratamento: proteção com complexo dentino-pulpar e restauração.
O prognóstico é favorável e a proservação é exame visual e radiográfico após 7, 30 e 90 dias, e anualmente.
 Fratura de esmalte e dentina com exposição pulpar: Perda de estrutura dentária envolvendo esmalte,
dentina e exposição pulpar. Exame clínico: observar a extensão da exposição pulpar. Exame radiográfico: avaliar a
câmara pulpar e o estágio de rizogênese ou rizólise do dente afetado. Tratamento pode ser mediato ou imediato. O
tratamento conservador – capeamento direto (imediato e rizogênese incompleta), pulpotomia (imediato e
rizogênese completa e rizólise inicial), pulpotomia (tardio).

TAMANHO TEMPO TRATAMENTO


Pequena < 3h Capeamento pulpar direto
Pequena >3 h Pulpotomia

TAMANHO TEMPO TRATAMENTO


Grande < 3h Pulpotomia
Grande >3h Pulpectomia

O prognóstico é favorável e a proservação é pelo exame visual e radiográfico após 7, 30 e 90 dias, e anualmente.
 Fratura de corono-radicular sem exposição pulpar: solução de continuidade que envolve esmalte, dentina e
cemento. Os sintomas são dor à mastigação e mobilidade. No exame clínico devemos avaliar extensão subgengival
da fratura, e a presença de mobilidade. Exame radiográfico: podemos não verificar fratura, varias a angulação
horizontal. Se a fratura é até 2 mm do limite gengival: endodontia e restauração. Se a fratura estende 2 mm além do
limite a indicação é exodontia. O tratamento dependerá da extensão e remoção de fragmentos.
 Fratura corono-radicular com exposição pulpar: fratura até 2 mm do limite da gengiva fazemos restauração.
Se a fratura estende 2 mm além do limite fazemos exodontia. O tratamento dependerá da extensão e remoção do
fragmento. O prognóstico é favorável quando observa-se indicações e contra-indicações. Proservação é clínico e
radiográfico após 7, 30, 60, 90 e 180 dias, e anualmente até esfoliação.
 Fratura radicular: fratura confinada a raiz que envolve esmalte, dentina, polpa e cemento. Pode seguir a
orientação longitudinal, transversal e obliqua, acometendo o terço radicular apical, médio e cervical. Os sintomas
são dor ao toque e presença de mobilidade. A palpação da área afetada deve ser feita para descartar fratura óssea.
O exame clínico é ligeiro deslocamento da coroa, associada à pequena extrusão. Ocorre a ruptura neurovascular na
linha da fratura e uma lesão no ligamento e exposição radicular. O exame radiográfico determinará se a mobilidade
dentária é devido a luxação ou presença de fratura radicular. Em fraturas transversais, o terço médio ou apical tem
como tratamento imediato a reposição do fragmento, contenção por 14 a 21 dias (essa contenção pode ser feita
com fio de nylon ou RC). Esse dente sofre uma reabsorção, mas se eu não tenho indício clínico de infecção eu não
preciso fazer tratamento endodôntico.
Se eu tenho fratura transversal no terço cervical a indicação é exodontia

3.2 Traumatismos aos tecidos de sustentação


Concussão  subluxação  luxação extrusiva  luxação lateral  luxação intrusiva  Avulsão
Os deslocamentos dentários ocorrem com maior freqüência na dentição decídua pela maior resiliência do osso
alveolar m criança menor de idade e devido à forma da raiz ( menor e cuneiforme)

 Concussão: trauma de pequena intensidade que envolve hemorragia e edema do ligamento periodontal,
porém não há ruptura de fibras. Poucas áreas afetadas, ausência de deslocamento, ausência de mobilidade dentária
e sensibilidade ao toque. Exame radiográfico: nenhuma alteração, deve ser realizado com parâmetro para futuras
consultas de acompanhamento
 Subluxação: traumatismo de baixa a moderada intensidade: lesões de estruturas de sustentação do dente
levando a hemorragia e edema no ligamento e ao rompimentos de algumas fibras. Exame clínico: ausência de
deslocamento, presença de mobilidade dentária, sensibilidade ao toque, sangramento via sulco, mobilidade diminui
em 1 a 2 semanas. O exame radiográfico não apresenta alteração, deve ser realizado como parâmetro para futuras
consultas de acompanhamento. Pode ter algum dano no suprimento vasculonervoso., muitas áreas do ligamento
periodontal com hemorragia intersticial

O tratamento dos dois casos é remoção de hábitos (chupeta e mamadeira), dieta pastosa e liquida, principalmente
nas primeiras 48h por 7 dias, não há necessidade de contenção, exceto para mobilidade acentuada (flexível ou
semi-rígida de 10 a 14 dias), orientar a clorexidina 0,12¢ ou 1% 3 a 4 x dia, medicação (analgésicos e
antiinflamatórios). O controle é exame clínico após 7 dias, e clínico e radiográfico após 30 dias e 120 dias, e em
consultas de rotina. Registro no prontuário.

Necrose pulpar: o diagnóstico e evidencia radiográfica de reabsorção radicular e/ou óssea. A evidência clínica é dor,
fístula e descoloração coronária. Observação importante: se apenas a descoloração persistir na presença de
estruturas de suporte normais, fazemos controle clínico e radiográfico.
 Luxação lateral: traumatismos de maior intensidade, que leva a deslocamentos dentários nos sentidos P-V, M-D,
ocorre a ruptura das fibras e de feixe neurovascular, e fratura da tabua óssea, possível dano ao germe permanente.
Exame clínico: presença de deslocamento, mobilidade (nem sempre), sensibilidade e sangramento. O exame
radiográfico apresenta RX periapical/oclusal modificada com deslocamento dental (radiolucidez), avaliar relação
com de permanente, comparar os germes, possível deslocamento
Princípios de tratamento dependerão de vários fatores a serem avaliados clínico e radiograficamente: magnitude do
deslocamento – quanto mais fibras lesadas, pior o prognóstico), grau de rizólise – quanto maior, menor é a
capacidade de reparo, relação com o germe do permanente, colaboração da criança, tratamento imediato ou
tardio: formação de coágulo, alteração oclusal.
Situação clínica: dentes com deslocamento não muito extensos, grau de rizólise (menos de 1/3), deslocamento em
sentido contrário do germe.
Tratamento: reposicionamento com pressão digital mínima, contenção semi-rígida (10 a 14 dias), avaliação oclusal e
possíveis desgastes, limpeza com clorexidina 0,12%, orientação da dieta e remoção dos hábitos, numa situação
clinica com deslocamento extensos e grau inicial de rizólise avançada o tratamento é exodontia.
Controle: avaliação clinica e remoção da contenção após 15 dias, controle radiográfico após 30, 60, 120 dias, e
anualmente até esfoliação do dente. O prognóstico é risco de necrose pulpar e reabsorção radicular.
 Luxação extrusiva (extrusão): traumatismos que levam a deslocamentos dentários para fora do alvéolo, ocorre o
rompimento de fibras do ligamento periodontal e feixe neurovascular. O princípio do tratamento depende de
vários fatores a serem avaliados clínicos e radiograficamente:
Magnitude do deslocamento (quanto mais fibras lesadas pior o prognóstico), grau de rizólise( quanto maior, menor é
a capacidade de reparo), relação como germe do permanente, colaboração da criança, tratamento mediato ou
tardio (formação do coágulo) e alteração oclusal.
Situação clínica: dentes com deslocamento não muito extensos, grau de rizólise (menos de 1/3), deslocamento em
sentido contrário do germe.
Tratamento: reposicionamento com pressão digital mínima, contenção semi-rígida (10 a 14 dias), avaliação oclusal e
possíveis desgastes, limpeza com clorexidina 0,12%, orientação da dieta e remoção dos hábitos, numa situação
clinica com deslocamentos extensos e grau inicial de rizólise avançada o tratamento é exodontia.
Dentes com pequenos deslocamentos verificar a condição oclusal e nova posição e possíveis desgastes.
Controle: avaliação clinica e remoção da contenção após 15 dias, controle radiográfico após 30, 60, 120 dias, e
anualmente até esfoliação do dente. O prognóstico é desfavorável, possibilidade de necrose é elevada.

 Luxação intrusiva: traumatismos que levam à deslocamentos dentários para o interior do alvéolo, rompimento de
fibras do ligamento periodontal e do feixe vasculonervoso
Grau I: intrusão parcial >50% de coroa visível; Grau II: ; Grau III: intrusão severa ou completa da coroa
Como verificar se houve colisão ou não com germe do permanente?
Sem colisão com o germe – se o dente estiver intuído e a distância do germe dental em desenvolvimento, a imagem
está reduzida. O tratamento deve ser extração quando o dente intruído está na direção do germe do permanente
(imagem radiográfica alongada do dente traumatizado). Se o dente intruído estiver na direção da tabua óssea
vestibular (imagem radiográfica encurtada do dente traumatizado) deve-se aguardar a re- erupção que se inicia
em duas semanas, deve ocorrer em aproximadamente 6 meses. O prognóstico é favorável na direção do
deslocamento para vestibular e sombrio quando essa direção é para palatina, com maior risco para o permanente,
principalmente em estágios iniciais de formação
Proservação é avaliação clinica e radiográfica em 7, 30, 60, 120 dias, e anualmente até esfoliação
As repercussões do trauma podem ser hipoplasia e hipomineralização no esmalte do dente permanente
Tratamento: acompanhamento de dentes decíduos intruídos: quando o deslocamento não for em direção do germe
do dente permanente ou a procura do atendimento foi tardio o tempo para re-erupção espontânea é de 2 a 6
meses. Deve se fazer o reposicionamento e contenção semi-rígida(10 a 14 dias) quando o atendimento é
imediato. O reposicionamento alivia a compressão apical e diminui a possibilidade de isquemia e favorece re-
anastomoses, reduzindo risco de necrose pulpar, o tratamento é exodontia imediata quando o dente intruído está
contra o germe do permanente, quando a intrusão ocorre com a ruptura da tabua óssea vestibular, com o
aparecimento do ápice do dente decíduo para vestibular. A exodontia mediata deve ser feita na presença de lesão
apical, inflamação e abscesso (durante re-erupção) ou quando ocorre anquilose do dente intruído (durante a re-
erupção).
 Avulsão (luxação total): são traumatismos que levam ao deslocamento completo do dente para fora do alvéolo, o
dano ao germe do dente permanente em desenvolvimento é freqüente.
Tratamento: re-implante não é indicado em dentes decíduos (possibilidade de dano ao permanente) a reabilitação
protética é a melhor opção por questões funcionais e estéticas, mas depende da colaboração da criança. O
prognóstico é desfavorável para o permanente, risco de defeitos de desenvolvimento do esmalte e a proservação
é exame clínico após uma semana e clinico e radiográfico a cada 6 meses até erupção do permanente

4. Orientações aos pais e responsáveis


Deve se orientar higiene local para uma melhor cicatrização; esta deve ser feita com escova macia e aplicação de
solução de clorexidina 0,12% com Cotonete na ara 2x/dia. Se houver injuria aos lábios, usar protetor labial
(batom) durante o processo de cicatrização para evitar ressecamento. Manter a região em repouso com dieta leve,
alimentação pastosa e morna por 7 a 10 dias para melhor recuperação dos tecidos de sustentação. Evitar uso de
mamadeiras e chupetas, principalmente em casos de intrusão, para facilitar a re-erupção espontânea. Fazer
registro no prontuário de todos os dados, avisar os pais que devem se realizados consultas de controle e
assinatura dos pais da confirmação das informações recebidas. Alertar sobre possíveis alterações nos dentes
decíduos como: retenção prolongada, escurecimento, edema, aumento de mobilidade do dente afetado e
possibilidade de aparecimento de fístula vestibular. Possíveis sequelas aos dentes permanentes associadas ao
traumatismo dental no decíduo também deverão ser informadas, principalmente em casos de intrusão, avulsão e
fratura alveolar em crianças menores de 4 anos. Exames de controle são fundamentais.

AULA 11  28.11.2016

PROGRAMA EDUCATIVO DE PREVENTIVO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE BUCAL NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Odontologia para bebês: Primeira infância, manutenção da saúde e prevenção de doenças. O lema é educar
prevenindo e prevenir educando. A primeira consulta odontológica aos 4 meses de idade, avaliação do risco aos 6
meses e a primeira consulta até os 12 meses. O bebê fica sensitivo, curioso. A UEL consolidou os encontros de
odontologia para bebes, com o objetivo de consolidar a odontologia para bebês, com diretrizes filosóficas,
educativas e clínicas.

Pontos positivos:
 Consultas simples
 Custo muito menor do que o tratamento reabilitador
 Passível de ser aplicada em qualquer população
 Resultados a longo prazo
 Falar, mostrar, fazer, ver, ouvir e sentir

Fundamentos da odontologia para bebês:


 Enfatiza o estabelecimento de hábitos
 Educação e prevenção
 Pais  criança
 Determinação e controle dos fatores de risco
 Atendimento integral: educativo/preventivo/curativo/emergencial; individual/coletivo

Assuntos abordados nas orientações para os pais


 Saúde bucal no contexto da saúde geral
 Importância da boca e dos DD
 Cárie como doença e possibilidade de prevenção
 Cárie da infância
 Tratamento profissional e caseiro
 Aleitamento materno
 Dieta
 Hábito

Compliance
 Adesão comportamental, colaboração, cumplicidade  pais e profissional
 Em que medidas as pessoas cumprem realmente as orientações recebidas
 Iniciar pelas mudanças mais simples
 Compliance +  Limpeza/escovação após a mamada noturna, uso do flúor, mudança de hábitos
 Compliance -  Ingestão de açúcar, permanência da mamada noturna
 Razões para o não compliance  má comunicação, tipo de atendimento, má organização do serviço de
saúde, sensação de melhora do paciente, fatores externos
 Tipos: pais motivados sem informação, pais informados sem motivação e pais que não podem ou decidem
não seguir as recomendações.
 Fatores associados ao compliance  CDs bem treinados, família motivada, percepção do tratamento como
benefício, tratamento por período mais curto, paciente com boa saúde bucal, conhecimento em
saúde/alfabetismo em saúde bucal

Vida intra-uterinas
 4° mês de vida intra-uterina o bebê já é muito parecido com o recém-nascido
 5° a 6° mês de vida intra-uterina: as estruturas necessárias para o aprendizado já estão formadas
 Último trimestre: dorme e tem sono

O bebê ouve:
 A circulação do sangue, ruídos do estômago e do intestino da mãe, som da voz. A audicação fica mais clara
a emdida que o cérebro cresce

Atendimento odontológico de bebês:


 Voz amável e calorosa, chamar o bebê pelo nome, ter um diálogo com o bebê, contato pele a pele,
presença da mãe, conhecimento técnico-científico, não atender nos horários de sono da criança, o
profissional precisa se sentir seguro para realizar o atendimento, manter a tranqüilidade é fundamental

Perfis de comportamento:
Tranquilo  doce, sorridente, fácil de abordar, abre a boca, demonstra interesse
Desconfiado  reage
Difícil  Foge do tratamento, não gosta de ser estabilizado

Reações do bebê na cadeira  interesse, vontade de fugir, chutar/pontapé, bater pernas/braços/ombro,


estabilização quando tem raiva, chora, grita.

Medo a ansiedade
 O medo faz parte da infância
 Com a idade, muda: medo de monstro, do escuro, de doenças, de não ser querido
 Medo e ansiedade são interdependentes
 Medo  ansiedade  stress

Anestesia geral, sedação e estabilização protetora


 Anestesia geral e sedação: não indicadas para bebês
 Imobilização/estabilização protetora: os pais precisam estar bem informados e consentirem a aplicação do
método escolhido. Os pais podem levar um segundo acompanhante e uma troca de roupa. Colocar o bebê
na cadeira, apresentar o consultório, luz, sol, girafa, água e vento.

Fatores a serem abordados durante a prevenção


 Erupção dentária
Três estudos robustos mostraram que sugar os dedos, agitação diurna, perda de apetite, distúrbios do sono,
aumento da salivação, erupção cutânea, coriza, diarréia, irritabilidade e tosse aumentam durante a erupção. Há
sinais e sintomas durante a erupção dos dentes decíduos. Irritação gengival, irritabilidade, maior salivação
foram os mais comuns. Foi relatado associação positiva entre erupção dentaria e aumento da temperatura, mas
não foi caracterizado como febre. Para amenizar esse desconforto géis com anestésicos não são indicados
porque é perigoso, existe a Camomilina C.

Aleitamento materno
 Aspectos emocionais: o bebe escuta os batimentos cardíacos da mãe e favorece o vinculo mãe-filho
 Aspectos fisiológicos: estimula 20 músculos da face e crescimento ósseo, favorece a respiração nasal, a cada
3 sucções, 1 deglutição.
 Aspectos nutricionais: o leite materno é um tecido vivo, produzido a partir do sangue da mãe, ácidos graxos
do leite materno favorecem conexões cerebrais da melhor qualidade, lactose é importante para o
desenvolvimento cerebral, alta concentração protéica está relacionada com maior expectativa de vida
(espécie), lactositos são células pluripotenciais que podem durar ate a fase adulta e se diferenciar em
qualquer tecido do corpo humano, saúde pública com gasto menor
 A lactação é regulada por oferta e demanda
 Reflexo da ocitocina  pensar no bebe com carinho, olhar o bebê, ouvir sons do bebê que dá confiança.
Ajudam o reflexo ou inibem o reflexo.
 As posições para amamentar o bebê podem ser: posição ortostática ou “a cavaleiro” porque previne otite e
favorece o desenvolvimento facial bilateral.
 Dificuldades durante a amamentação: rejeição ao peito, produção muito abundante, situação bucal (ex.
freio lingual)
 Crises da lactação Primeira: 10-15 dias porque a lactação muda de processo interno (hormonal) para
externo (demanda e oferta). Segunda: 6 semanas, diminuição da produção. Terceira: aos 3 meses, há crise
do tempo de amamentação, aumento da eficiência do bebê.
 Quando a mulher adoece, deve para de amamentar? Não. A mulher que está amamentando precisa comer
bem para produzir leite de mais qualidade para o bebê? Não. Criança alimentada com formula infantil
dorme mais que criança amamentada com leite materno? Sim, porque a formula é como se fosse uma
feijoada. É indicado que as fumantes não amamentem? Verdade. As próteses de silicone contraindicam a
amamentação? Não, mas dificultam.
 Até quando deve durar o aleitamento? O aleitamento exclusivo é indicado até os 6 meses de idade, em
regime de livre demanda, após os 6 meses, introdução gradual de novos alimentos, mantendo o leite
materno até os 2 anos de idade, a partir dos 6 meses, o bebe não tem necessidade das mamadas noturnas,
é um hábito, a interrupção do aleitamento deve ser gradual
 O uso de medicamentos que interrompem a produção do leite não é recomendável.
 As vantagens são: imunológica, nutricional, desenvolvimento bucal, atm, fala, estimulação da respiração
nasal, psicológica, econômica e desenvolvimento neurológico e visual

Mamadeira
 O uso deve ser evitado
 Se for utilizar: somente leite artificial puro
 A remoção deve ser feita antes do primeiro ano de vida
 As conseqüências são: desenvolvimento muscular desproporcional: sobredesenvolvimento de 2 músculos
(orbicular e bucinador) e subdesenvolvimento de todos os outros  hipotonia, interferência no
desenvolvimento facial, alteração no posicionamento da língua, favorecimento da respiração bucal:
problemas respiratórios e diminuição da qualidade do sono.
 A descontinuidade da amamentação natural está relacionada com: uso de chupeta, experiência traumática,
baixo peso ao nascimento, acompanhamento da criança, mãe fumante, uso de mamadeira, tipo de parto,
escolaridade da mãe, insônia e episódios de depressão.
Chupeta
 A sucção é um mecanismo compensatório emocional: porque a criança está precisando de chupeta? Cada
bebe tem uma necessidade diferente
 A sensibilidade tátil dos lábios dos bebes é maior que a das polpas digitais
 Endorfina  conforto, prazer e relaxamento
As chupetas ortodônticas são indicadas porque oferecem melhor posicionamento da língua. Bisfenol A é um
material usado na fabricação de plásticos e podem gerar alterações no organismo como puberdade precoce..

Sucção do dedo: difícil de remover calor, odor e consistência aos dos mamilo materno, além de estar sempre
presente. Outro fator é a força exercida.

Alterações bucais VS hábitos: Duração, freqüência, tonicidade muscular...

Cárie: Depende da microbiota, do hospedeiro susceptível e de substratos. A Cariogenicidade dos alimentos variam,
hoje em dia sabemos que existem níveis de influencia da doença cárie, como a questão cultural, socieconomica,
nível de escolaridade dos pais, uma complexidade de fatores que precisamos conhecer para poder orientar.

Indicadores de risco à doença cárie:

História clínica Aspectos socioeconômicos e culturais, dieta, saúde, etc.


Avaliação clínica Presença de placa/ biofilme, manchas brancas e defeitos de estrutura
Avaliações complementares Avaliações radiográficas, microbiológicas e/ou genéticas

Avaliação dos fatores de risco:

POSITIVO NEGATIVO
Amamentação noturna < 5X  6x
Amamentação noturna – paciente não Sim
deitado
Escovação durante o dia Sim Não
Consumo de alimentos açucarados Não Sim
Escovação após mamadas noturnas Sim Não
História familiar positiva, sem cárie Sim Não
ativa, sob tratamento preventivo
Defeitos congênitos, fissurados, dentes Não Sim
fusionados, hipocacificados, etc
Flúor sistêmico (sistema de Sim Não
abastecimento de água)

Sem risco determinado: boa saúde, escovação presente, baixo consumo de açúcar, ausência de alimentação
noturna, ausência de defeitos congênitos, ausência de flúor na água de abastecimento ( um dos fatores presentes)

Orientações; individualizada a partir da avaliação de risco ou fatores determinantes da doença. Ser um facilitador e
não um agente punitivo, estabelecer metas: das mais simples às mais complexas (tenta fazer que a mãe dê um doce
depois do almoço ao invés de dar doce varias vezes ao dia, depois um dia sim um dia não, depois só no fim de
semana e assim vai..) enfatizar a importância do aleitamento materno exclusivo até 6 meses, higienização:
sensibilização da mucosa. Bebes sem dentes: Erupção dentária: época, sinais e sintomas evidentes. Bebes com
dentes: remoção da alimentação noturna, hábitos bucais, dieta, higiene, cárie.

Recomendações sobre uso dos dentifrícios: Não é mais recomendado usar dentifrícios sem flúor ou com baixa
concentração. Recomendamos dentifrício com pelo menos 1000 PPM F ( processo educativo, uso racional,
quantidade de ½ grão de arroz cru) começando a partir do nascimento do primeiro dente.

Perfil ideal de limpeza aplicação de flúor: Dedeira ou gaze/ fralda (sensibilização e estimulo)  6 meses – erupção
dos primeiros DD  limpeza e aplicação diária de flúor  18 meses – erupção dos primeiros molares  escovação

Primeiro passo: estabilizar a cabeça da criança, técnica horizontal (vai e vem) modificada. A técnica de fones não é
indicada!

Protocolo de atendimento preventivo:

Bebes sem dentes: orientações sobre higiene/ sensibilização. Mostrar a técnica para a mãe e permitir que ela treine
Bebe, com dentes: aplicação de flúor neutro com escova de dentes. Orientar sobre escoação: com escova, uso de
dentifrício de 1000 ppm F, 1 vez ao dia ( antes de dormir), utilizando pequena quantidade (o suficiente para cobrir
três tufos de cerdas – metade de um grão de arroz cru)

Tratamento curativo: aplicação de verniz fluoretado nas lesões de mancha branca ativas, adequação do meio bucal
com CIV/IRM nas cavidades, agendamento, orientar sobre escovação: com escova, uso de dentifrício de 100 ppm F,
2x/dia

Primeira sessão: exame clínico, radiografia só em caso de trauma, planejar o numero de sessões, planejar retornos
semanais, entregar diário alimentar
Segunda sessão: profilaxia e aplicação tópica de flúor, analise do diário de dieta, orientações preventivas: higiene,
hábitos, dieta, motivação: modelos, bonecos, livros, filmes
Terceira sessão: adequação do meio com CIV/IRM, condicionamento: anestésico tópico
A partir da quarta sessão: intervenção por quadrante, exodontia, remineralização, restauração, núcleo, coroa, etc.
Manutenção preventiva: considerar o risco à carie. Sugestão: dieta controlada=5 meses. Dieta
descontrolada=meses.
FATORES BUCAIS NA INFÂNCIA
Freio labial: nos RN chega até a papila palatina
Arco superior> forma mais arredondada
Arco inferior:
Distocolcusão fisiológica 5-6 mm
Retrognatismo mandibular : favorece a passagem do bebê pelo canal do parto
Cordão fibroso de Robin e Magitot – localizada na região anterior de incisivos e caninos
Necessidades congênitas de desenvolvimento:
Dentes natais: presente ao nascimento  Série normal (95%) ou supranumerários
Dentes neonatais erupcionam até os 30 dias de vida Maturo ou imaturo: considerar estrutura e
 implantação
Erupção precoce  erupção dentárias após os 30 dias
de vida antes dos 6 meses

Complicações: doença de RIGA-FEDE: lesão de base de língua causada pelo trauma do dente, imaturos por
implantação (deglutição)
Necessidades congênitas de desenvolvimento:
Dentes natais x dentes neonatais: verificar a série: normal (podendo ser matura ou imatura, proservação e
polimento suave das bordas), ou extranumerário (indicação para exodontia)
Extração do dente natal ou neonatal: aguardar 10 dias de vida para: evitar hemorragia por deficiência de vitamina K,
confirmar com o pediatra da criança se é necessário a complementação de vitamina K, prevenir redução de
protrombina no plasma, que normalmente ocorre no recém nato. Aos o procedimento pedir para a mãe
amamentar o bebê.
PÉROLAS DE EPSTEIN: Localização ao longo da rafe palatina, Origem nos remanescentes do epitélio do palato, a
conduta é observar.
CISTOS DE ERUPÇÃO: Localização: crista alveolar do rebordo gengival, Origem:remanescentes da lâmina dentária
primitiva, a conduta é observação, massagem e marsupialização
.... : Localização na porção vestibular palatina ou lingual dos rodetes gengivais, mais freqüente no arco superior,
Origem por inclusão de tecidos originários de glândulas mucosas, a conduta é observação e massagem digital.
ANQUILOGLOSSIA:
 Anomalia oral congênita, que pode ocorrer de forma total ou parcial
 Falha na apoptose do freio durante o desenvolvimento embrionário
 Limitação de mobilidade da língua em graus variados
 O diagnóstico pode ser feito na 22ª semana de gestação
 A fixação do freio não se altera ao longo do tempo, não pode ser alongada com exervícios e não se rompe
sozinha
 Interfere nas funções orais de: alteração dos movimentos faciais furante a amaentação, ferimento no seio
nda mãe, desmame precoce, refluxo causado por aerofagia, movimento de cabeça durante a deglutição,
mvimentos atípicos de lábios e língua durante a fala. A liberação do freio deve ser feita, idealmente, antes
da aquisição de mecanismos de compensação.