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Fundação CECIERJ

Pré-Vestibular Social Disciplina: História


Nome: Mayara Fernanda Silva dos Santos
Título da aula: A colonização portuguesa na América nos séculos XVI e XVII
Módulo: 1 Capítulo: 6

A colonização portuguesa na América nos séculos XVI e XVII

Período pré-colonial: 1500 a 1530.

Início: Pedro Álvares Cabral chega a América no dia 22 de abril de 1500 na Bahia. Lá eles rezam a
primeira missa no monte Pascal. Os tupiniquins foram os indígenas que fizeram contato com a esquadra
de Cabral. Apesar do estranhamento inicial, os indígenas estabeleceram uma relação de troca (escambo)
com os portugueses – pau-brasil por facas, machadinhas, espelho, enfeites, entre outros.
*É escrita a Carta de Pero Vaz de Caminha a fim de contar ao rei D. Manuel sobre a nova terra.
*Nesse período (1500-1530) Portugal se concentrou nessa região na obtenção de pau-brasil – fazia-se
uso de sua madeira e corante. A fim de proteger o novo território, os portugueses decidiram por ocupar a
terra, bem como desenvolver atividades de produção agrícola e mineira.
*Os portugueses enviaram expedições para reconhecer o território e garantir a posse.

Período colonial: 1530 a 1822

*A partir de 1530 a necessidade de defesa do território contra ameaças estrangeiras, a busca por metais
preciosos e diversificação do comércio, fez com que caráter da presença portuguesa na América se
tornasse uma ocupação desse território.

*O perigo das invasões estrangeiras; o encontro de metais preciosos no Rio de Prata pela Espanha e a
decadência do comércio no Oriente fizeram com que Portugal passasse a se concentrar na ocupação do
território na América.

*Em 1530 eles enviam a primeira expedição de povoamento com Martin Afonso de Souza, que se
instala na capitania de São Vicente.

Administração da América Portuguesa nos séculos XVI e XVII

 Capitania Hereditária: Sistema administrativo descentralizado, com 15 lotes, 14 capitanias e 12


donatários. Concessão de terras a donatários, nobres responsáveis pela posse e uso da mesma,
sendo obrigados a repassaremos impostos a Coroa e parte dos “lucros” adquiridos. Esses
donatários podiam doar partes de seu território, que era chamado de sesmaria, quem recebe é
chamado de sesmeiro. Casos de sucessos: Pernambuco e São Vicente.
 Governo geral – Órgão administrativo colonial centralizado. Primeiro governado geral foi Tomé
de Souza, na Bahia. Objetivo de criação do governo geral: Auxílio às Capitanias no combate as
rebeliões indígenas e defesa do território. Cargos: Ouvidor-mor (responsável pela justiça),
provedor-mor (finanças e arrecadação de impostos) e capitão-mor (responsável pela defesa).
 Câmaras municipais – esfera de atuação política local. Composta pelos chamados homens-bons
(funcionários públicos ou proprietários locais, cristãos, brancos, nobres).
 Casa de Misericórdia – instituição religiosa cristã, composta pelos padres e homens bons.
Caráter missionário da colonização

 A Igreja, atuando em especial por meio da Companhia de Jesus – os jesuítas exerceram um papel
fundamental na colonização: atuou no ensino, evangelização, na disciplinarização e moralização
da sociedade. Representou uma importante voz no controle do uso da mão de obra indígena
escrava.

Produção e trabalho na colônia nos séculos XVI e XVII

 Pacto colonial – exclusivismo da metrópole sobre a colônia. Contudo, esse o controle da


metrópole não se fazia total.
 Agromanufatura açucareira – sistema de cultivo da cana-de-açúcar (agricultura) e sua
transformação em produto – açúcar (manufatura), baseado na plantation.

-Sistema de plantation – latifúndio monocultor escravista e exportador. Ressalta-se que essa


atividade convivia com as pequenas e médias propriedades com fim de abastecer o mercado interno.

 Engenho – fazendas canavieiras no litoral da América portuguesa, baseada na agromanufatura


açucareira para exportação com uso de mão de obra escrava, comandada pelo senhor de
engenho. Essa sociedade litorânea era composta por comerciantes, clero, artesões, pequenos e
médios lavradores, trabalhadores livres e escravos.

Escravidão indígena e africana

 A utilização de mão-de-obra indígena escrava foi amplamente usada na América portuguesa,


embora esta tenha encontrado hostilidades com a evangelização católica. Contudo, a mão-de-
obra escrava africana foi substituindo a indígena na lavoura canavieira e se tornou predominante
nessa região, mas isso não significou o fim do uso da mão de obra indígena. A escravidão
africana para além da mão-de-obra contribuía para fortalecer a presença portuguesa nos dois
lados do Atlântico, apresentava-se como uma comércio lucrativo, uma vez que era trazido junto
dos escravos produtos para serem comercializados. O tráfico negreiro se mostrou uma grande
fonte de lucro.