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Entenda o caso de fraude e sonegação na Daslu

A crise na Daslu, a loja mais luxuosa do país, começou em julho de 2005 com uma megaoperação
(chamada Narciso), da Polícia Federal e da Receita Federal, que resultou na detenção, por 12 horas, de
Eliana Tranchesi e na apreensão de documentos. À época, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, irmão de
Eliana, ficou preso por cinco dias, sendo liberado e preso novamente em 2006.
A maior butique de luxo do país é acusada de importação irregular por meio de crimes de descaminho
e sonegação fiscal. A empresa teria construído um esquema para subfaturar importações com o objetivo de
sonegar impostos.
No esquema, a Daslu seria a responsável pela negociação, compra, escolha e pagamento de
mercadorias no exterior e, após tais atos, entravam em cena as importadoras ("tradings"), que eram
responsáveis pela falsificação de documentos e faturas destinados a permitir o subfaturamento do valor das
mercadorias.
Durante a investigação, o procurador disse ter encontrado subfaturamento de até 9.374%.
Em dezembro de 2005, na esteira da investigação, a Receita apreendeu R$ 1,7 milhão em bolsas das
marcas Chanel e Gucci importadas pela Columbia. Etiquetas da "trading" estariam sobrepostas às da Daslu
no contêiner que foi fiscalizado pela Receita. Ao ocultar o nome da Daslu, a loja deixaria de ser contribuinte
de IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados) de 10% sobre o valor da venda do produto. Só esta
suposta sonegação alcança ao menos R$ 330 mil,
Durante o processo, a defesa de Eliana Tranchesi e Piva de Albuquerque jogou a responsabilidade pelo
esquema para as importadoras, alegando que os irmãos nada sabiam.
Autoridades americanas, porém, obtiveram das empresas Marc Jacobs, Donna Karan e Ralph Lauren
as faturas originais de venda de mercadorias à Daslu, atestando inúmeras negociações realizadas por tais
grifes diretamente com a butique brasileira, além dos preços reais praticados.
No capítulo seguinte do caso, em abril de 2008, o Ministério Público Federal em Guarulhos pediu a
condenação de sete envolvidos no suposto esquema de importações fraudulentas. No processo, foram
pedidas as condenações de Tranchesi, de seu irmão e cinco donos de quatro importadoras --Celso de Lima
(Multimport), André Beukers (Kinsberg), Roberto Fakhouri Junior e Rodrigo Nardy Figueiredo (Todos os
Santos) e Christian Polo (By Brasil).
Os procuradores Matheus Baraldi Magnani e Luciana Sperb Duarte pediram que os réus fossem
condenados pelos mesmos crimes da denúncia: formação de quadrilha, descaminho (fraude em importações)
--por nove vezes, sendo seis deles consumados e três tentativas-- e falsidade ideológica (nove vezes).
26/03/2009 - 15:35:32 - Folha Online

Romário é condenado por sonegação fiscal após prisão por não pagar
pensão
O ex-jogador de futebol Romário foi condenado na quarta-feira (9) por sonegar imposto de renda e
deverá pagar multa, além de cumprir serviço comunitário. Neste ano, Romário já tinha se envolvido em
outros escândalos como a prisão pelo não pagamento de pensão em julho.
A decisão que condenou Romário foi tomada pela Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho.
De acordo com o tribunal, o ex-jogador deverá pagar multa no valor de 815 salários mínimos (cerca de R$
391 mil) e cumprir dois anos e meio de prestação de serviços à comunidade em uma entidade pública.
Romário ainda pode recorrer.
Em julho deste ano, o ex-jogador foi preso por não pagar R$ 89.641,44 de pensão alimentícia aos dois
filhos com Mônica Santoro, com quem o atleta foi casado. Romário ficou preso por um dia. Na delegacia,
ele dormiu sob um pano no chão de uma sala onde estão outros quatro homens presos pelo mesmo motivo e
jantou um lanche.

1
Também neste ano, o ex-jogador vendeu por R$ 8 milhões sua cobertura no condomínio Golden
Green, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, para pagamento de dívidas.

10/12/2009 - 12:47:57 - Folha Online

Operação Vidência - Polícia Federal prende 11 pessoas por fraude


contra a Previdência Social
A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (17) 11 integrantes de uma organização criminosa que
confeccionava e usava documentos falsos, como certidões de casamento, carteiras de identidade, atestados
de óbito e procurações, entre outros, para obter indevidamente benefícios de pensão por morte na
Previdência Social.
A chamada Operação Vidência investiga a atuação dos criminosos em São Paulo, no Rio de Janeiro,
Paraná, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, Pernambuco, na Bahia, no Distrito
Federal e em Goiás
De acordo com a Polícia Federal, os criminosos faziam documentos de pessoas que não existiam,
pagavam até três meses de contribuição social no nome delas para vinculá-las ao Regime Geral da
Previdência Social. Em seguida, simulavam a morte desses falsos segurados e assim garantiam aos
dependentes, também inexistentes, a pensão por morte. O valor era sacado por integrantes da organização
criminosa.
Pelas estimativas da Polícia Federal, se continuasse atuando, a quadrilha daria um prejuízo de R$ 32
milhões aos cofres da Previdência.
17/11/2009 - 12:33:25 - Agência Brasil

Entenda como o Banco Panamericano mergulhou na dívida de R$ 2,5


bilhões
Instituição financeira de Silvio Santos terá dez anos para pagar fundo privado

O Banco Panamericano anunciou nesta terça-feira (9) que receberá um empréstimo de R$ 2,5 bilhões
do Grupo Silvio Santos, seu acionista controlador, para equilibrar as contas da instituição financeira.
A fonte dos recursos será o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), uma reserva guardada pelos bancos
brasileiros para garantir crédito a acionistas e clientes em caso de problemas com algum associado. O Grupo
Silvio Santos, por sua vez, deu como garantia de pagamento para o empréstimo todos os seus bens.
O patrimônio do empresário Silvio Santos inclui, além do próprio banco, as lojas do Baú da
Felicidade, a marca de cosméticos Jequiti, a rede de TV SBT, o Centro Cultural Grupo Silvio Santos, a
imobiliária Sisan, a Liderança capitalização (administradora da Tele-Sena), a Braspag (empresa de
pagamentos para e-commerce e call center), o Auto Moto Shopping Vimave (venda de veículos) e o
Guarujá Jequitimar (hotel), entre outros. No total, as garantias somam R$ 2,7 bilhões.
O Grupo Silvio Santos terá dez anos para liquidar a dívida com o FGC, com carência de três anos – ou
seja, a cobrança só começa após esse prazo. Não haverá incidência de juros sobre esse dinheiro, somente
reajustes a partir da inflação do aluguel, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).
Em setembro, o empresário se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, e
supostamente, naquela ocasião, discutiu uma ajuda financeira para o banco, que dava indícios de
dificuldades para fechar as contas - fato que foi negado por Lula.
R7 Notícias, publicado em 12/11/2010 às 05h50

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BC diz que Silvio Santos era o responsável por detectar rombo no
Panamericano
Henrique Meirelles afirma que instituição agiu a tempo de evitar problemas ao país

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse, em entrevista publicada nesta quarta-feira
(17) pelo jornal O Estado de S. Paulo, que detectar o rombo de R$ 2,5 bilhões do Banco Panamericano era
tarefa do controlador da instituição financeira – ou seja, do empresário e dono do SBT, Silvio Santos.
- O responsável número 1 é o acionista majoritário. Em seguida, os órgãos de controle da instituição:
os conselhos, a auditoria interna, controles internos, etc. Além do controle externo, do ponto de vista do
mercado e investidores, que é feito pela auditoria externa.
Na entrevista, Meirelles afirmou também que não se deve cobrar do governo o papel de auditor, mas
sim de supervisor, que atua para evitar a quebra do sistema financeiro do país.
- O BC agiu a tempo de não causar prejuízo ao poder público, aos depositantes, ao sistema financeiro
e à economia. O único prejudicado foi o acionista controlador, que assumiu o prejuízo de acordo com a lei -
corretamente - e era, em última análise, o responsável.
O presidente do BC evitou falar em omissão sobre a responsabilidade do controlador e dos auditores
do Panamericano.
- Isso será a essência do processo administrativo. Não pode haver por parte da autoridade pré-
julgamento. Há um procedimento legal muito rigoroso que terá de ser seguido.
Questionado sobre a segurança do sistema financeiro brasileiro, Meirelles afirmou que o modelo
adotado é exemplo.
- É correta a afirmação de que o sistema financeiro brasileiro resistiu muito bem à crise, que os níveis
de capitalização dos bancos são adequados e todo aparato prudencial brasileiro é usado como modelo no
mundo. Isso não quer dizer que não possa haver problemas.
R7 Notícias, publicado em 17/11/2010 às 10h23

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