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Nintendo Switch Hacks

História, Glossário, Tutoriais e Respostas

Por Bruno Maragato a.k.a. Goma


Nintendo Switch Hacks

1. Prefácio

Eu estou separando um pouco do meu tempo livre e dedicando a escrever


isso em uma tentativa de retribuir o que tanta gente faz pela cena de hacking do
Switch (e que já fizeram, no passado, pelas cenas do 3DS, Vita, Wii e de tantos
outros consoles), da qual eu já me beneficiei tanto. Tem gente muito boa, muito foda
MESMO, que dedica horas e mais horas de seu tempo livre para tornar isso
possível para todos nós, sem cobrar um único dólar por isso e, em muitos casos,
sem nem sequer aceitar doações.

Não possuo o conhecimento técnico para contribuir no sentido de


desenvolver software, mas sou um grande entusiasta da cena e acredito ter uma
boa didática. Infelizmente há pouca informação em português sobre o assunto e
vejo as mesmas dúvidas aparecendo incontáveis vezes, então estou me propondo a
escrever isso e tentar ajudar as pessoas a entenderem o mínimo necessário para
desbloquearem seus Switches e fazerem a manutenção depois disso (que é algo
importantíssimo).

Vejo muita gente oportunista aproveitando-se dessa falta de recursos em


português para lucrar em cima de desinformação e oponho-me diametralmente a
isso. Portanto:

NÃO PAGUE NINGUÉM PARA DESBLOQUEAR TEU SWITCH E


NEM PARA TE ENSINAR NADA. QUEM COBRA POR ISSO É
OPORTUNISTA E MUITAS VEZES NEM SEQUER ENTENDE A
FUNDO AS PARTICULARIDADES DOS PROCEDIMENTOS QUE
ESTÁ REALIZANDO NO TEU CONSOLE.

A Nintendo toma constantes medidas de segurança em suas atualizações, e


o fato é que ​se você não entender o que está acontecendo, seu desbloqueio
estará obsoleto muito em breve ​e você ou se tornará dependente dos outros
ou terá que aprender a se virar de qualquer maneira ​(isso se de cara já não
cobrarem para instalar um desbloqueio obsoleto no teu console, o que tá cheio de
gente que faz). Assim sendo, por que não aprender por conta própria logo, evitando
gastos desnecessários e problemas futuros? Prometo que vai ser fácil e que ao fim
dessa leitura você estará totalmente apto a desbloquear e manter seu Switch.

Tanto este guia como o pacote ​GomaNX que usaremos para o desbloqueio
são gratuitos, mas se você gostar do meu trabalho e quiser incentivá-lo, eu aceito
doações por ​PayPal​ ou ​PicPay​. Obrigado!

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2. Introdução E História Da Cena

Então você tem ou está querendo comprar um Nintendo Switch, mas pagar
R$300,00 por jogo está complicado. Infelizmente você foi expelido do útero de sua
progenitora dentro das linhas imaginárias que delimitam o Brasil e essa é sua
imutável realidade. Você é brasileiro, e isso te ferra todos os dias. Tudo é muito
mais caro do que deveria, e pagar um terço do salário mínimo em um jogo não é
uma opção. Pirataria é feio, é imoral, mas também é bastante compreensível nesse
contexto. Ninguém vai te julgar, muito menos eu, que estou escrevendo isso aqui
justamente para facilitar seu ingresso nesse submundo ​criminoso​.

Dependendo do quão entusiasta de games você for, talvez você saiba que a
Nintendo não tem o melhor histórico no que diz respeito ao combate à pirataria. O
DS, o Wii, o 3DS e o Wii U foram todos escancarados pela comunidade de hackers
e o desbloqueio de todos esses consoles tornou-se trivial ao longo de seus ciclos de
vida. Seria de se esperar que depois de tantos anos e tanto prejuízo a Nintendo
tivesse aprendido, não é mesmo?

A verdade é que aprendeu. No que diz respeito a software, desde seu


bootloader até o sistema operacional (chamado ​Horizon​), o Switch tem medidas
excelentes e exemplares de segurança.

“Mas como assim a Nintendo aprendeu se tá cheio de gente com Switch


desbloqueado?”, você pode estar se perguntando. Sim, o Switch é desbloqueável,
mas a falha dessa vez não foi propriamente da Nintendo, e sim da Nvidia. Assim
como diversos outros dispositivos do mercado, o Nintendo Switch usa o
processador Tegra X1 da Nvidia. Alguns desses dispositivos são o tablet Nvidia
Shield (aquele que inclusive se parece fisicamente com o Switch, com controles
laterais), o Google Pixel C e até mesmo o computador de bordo de alguns carros da
Tesla (​!!!​). Esse processador está no mercado há um tempo relativamente grande e
já foi amplamente documentado. Com o advento do Switch, o interesse ao redor
dele cresceu e eventualmente foi descoberta por alguns hackers a vulnerabilidade
que conhecemos como ​fusée-gelée ​ou ​ShofEL2 (nomes diferentes dados para a
mesma coisa, que foi descoberta paralelamente por ​Kate Temkin e pelo grupo
fail0verflow​). Não vou entrar em muitos detalhes aqui - você não precisa saber
tanto para desbloquear seu console, mas se entender inglês e tiver interesse no
assunto, ​aqui​ tem uma ótima documentação a respeito feita por ktemkin​.

Explicando superficialmente: assim como acontece em praticamente todos os


celulares, tablets e computadores, o Switch tem um modo de recuperação, que foi
colocado no console de forma meio “escondida” para possibilitar a realização de
reparos pela Nintendo em casos de falhas de atualização ou qualquer outro

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problema que possa vir a corromper o sistema operacional do console. A falha


fusée-gelée não pode ser aproveitada depois que o sistema operacional do Switch
já tiver sido inicializado (como mencionei anteriormente, o sistema é extremamente
seguro), mas assim como acontece com o recovery mode de um dispositivo Android
ou com a BIOS do seu computador, esse modo de recuperação (que chamaremos a
partir de agora de ​RCM​) é acessado ANTES do boot do sistema operacional.
Lembrando que ele foi colocado lá para reparos internos na Nintendo e não para o
usuário final, então ele não é “facilmente” acessível e nem possui uma interface - na
verdade, uma vez ligado em RCM, o console continua com a tela apagada, como se
estivesse desligado.

Para acessar o modo RCM de seu Switch, você precisa ​desligar o console
(desligar mesmo, não colocar em modo sleep), ​remover o Joy-con direito ​e fazer
um curto-circuito em dois pinos específicos no tablet que conectam ao Joy-con ​(Não
se preocupe: ​apesar de ser tecnicamente um curto-circuito, esse
procedimento feito corretamente NÃO CAUSA nenhum dano ao seu aparelho)​.
Os pinos são pequenos, então todo cuidado é pouco, pois alguns dos 10 pinos que
conectam o controle ao tablet carregam voltagem mais alta (justamente para
carregar o controle) e podem danificar seu console se tocados durante esse
procedimento. Pode soar um pouco assustador, mas fique tranquilo - é fácil e barato
arranjar uma pecinha que chamamos de ​jig RCM ​para fazer isso de maneira segura
- quaisquer 20 reais compram um desses no Mercadolivre. ​Com o jig inserido e
curto-circuito feito, basta segurar o botão Volume+ e apertar o Power de seu
console para colocá-lo em modo RCM​. ​Se tudo der certo, a tela não acenderá.
Caso você queira religar seu console normalmente, segure o botão power uns
quinze segundos para desligá-lo do modo RCM e religue-o apertando o power. Vai
ser como se nada tivesse acontecido.

Mas o modo RCM não é propriamente o desbloqueio do Switch, ele é


somente a porta de entrada. Para iniciar uma ​custom firmware (ou apenas ​CFW)​ a
partir disso, é necessário preparar um cartão SD com os arquivos da CFW que você
quiser usar e enviar de um outro dispositivo (que pode ser seu computador, seu
celular ou um cacareco USB desenvolvido especialmente para esse fim que
chamamos de ​dongle​) pela porta USB-C presente no tablet do Switch um arquivo
que chamamos de ​payload.​ É esse arquivo que causa a falha no processador do
Switch e que abre as portas para a CFW presente no cartão SD rodar.

Não existe um “desbloqueio permanente” no Switch. Isso quer dizer que


quando o console é desligado, ele volta a ser “bloqueado”, e a CFW ou os jogos
piratas que você instalou param de funcionar até que a payload seja novamente
injetada com o console em modo RCM (chamamos isso de ​Tethered Coldboot)​ .
Assim sendo, o ideal é que você mantenha seu console sempre carregado e em

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sleep mode em vez de desligá-lo, pois caso isso aconteça, você sempre dependerá
de um segundo dispositivo para injetar a payload na inicialização. Essa é a grande
comodidade de comprar um dongle, que nada mais é que um “pen drive” USB feito
justamente para enviar essa payload para o Switch. Isso é extremamente
conveniente para quem usa o console fora de casa, viaja bastante, etc. De quebra,
a maioria dos dongles já vem com um jig RCM incluso. É uma boa aquisição que
pode ser feita por algo em torno de sessenta reais.

Quando a falha ​fusée-gelée veio a público em março de 2018, iniciou-se a


corrida para efetivamente criar CFWs - afinal, só a falha não é suficiente para
desbloquear o console. Dois grupos manifestaram-se nesse sentido - o ​ReSwitched
(do qual ktemkin era parte), grupo por trás da CFW ​Atmosphère,​ de código
totalmente aberto (​open source​), e o ​Team Xecuter​, grupo que fez fama no
passado com soluções de desbloqueio para outros consoles, apresentando sua
controversa CFW ​SX OS,​ que usa código fechado (​closed source)​ e é
comercializada. O código do SX OS é em grande parte “baseado” (leia-se copiado
na caruda) do código aberto do Atmosphère, o que é visto com maus olhos pela
comunidade, mas é inegável que o produto final tenha suas facilidades, vantagens e
recursos exclusivos. Posteriormente elaborarei mais sobre os prós e contras de
cada CFW para que você possa decidir qual é a melhor para você.

Eventualmente, ao final de maio de 2018, foi lançada a versão 1.0 do SX OS,


efetivamente possibilitando pela primeira vez a pirataria no Switch (ainda que de
forma bastante rudimentar). Já circulavam versões inacabadas do Atmosphère que
podiam ser bootadas pelo ​Hekate,​ que é um bootloader customizado extremamente
útil até os dias de hoje, mas a proposta do Atmosphère em si nunca foi possibilitar a
pirataria, e, apesar de ela ser possível na CFW atualmente, são necessários
arquivos adicionais para isso (conhecidos como ​Signature Patches ​ou apenas
SigPatches)​ .

Nessa época, quem quisesse piratear precisaria inevitavelmente comprar o


SX OS, o que desencadeou diversos esforços de engenharia reversa na
comunidade e culminou no já renomado desenvolvedor Rei, famoso desde a época
da cena do 3DS, anunciando sua própria CFW, ​ReiNX​, que foi lançada não muito
tempo depois do produto da Team Xecuter. ReiNX foi a primeira CFW gratuita a
possibilitar a pirataria, mas apesar de sua importância para a cena nessa ocasião,
há poucos motivos para utilizá-la hoje em dia. Com o subsequente desenvolvimento
das outras opções de CFW, a ReiNX ficou um tanto obsoleta, e portanto não irei me
aprofundar a respeito dela nesse guia.

Daí para frente, a cena só evoluiu, e com uma velocidade impressionante. O


Atmosphère eventualmente recebeu seu primeiro release em outubro (até então,

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ainda utilizava-se aquela versão incompleta da CFW, bootada pelo Hekate),


incontáveis homebrews e melhorias de qualidade de vida foram lançados e o jogo
de gato e rato contra a Nintendo iniciou-se. Quem desbloqueou o console e deixou
rastros de pirataria em sua ​NAND (armazenamento interno do console, onde ficam
os saves dos jogos, logs de utilização, perfis de usuário, configurações do sistema,
etc.) e conectou-se à internet com o console começou a ser banido (tendo assim
seu acesso às funções online do Switch restrito). ​Os consoles fabricados a partir
de junho de 2018 passaram a vir com a vulnerabilidade ​fusée-gelée consertada
e hoje só é possível desbloquear tais consoles se eles estiverem rodando uma
firmware baixa (até a versão 4.1). ​É possível identificar se um console possui
ou não a falha pelo seu número de série​, que vem inclusive escrito do lado de
fora da caixa, caso você esteja procurando um para comprar. A partir da firmware
6.0 do Switch, a empresa começou a tomar medidas para combater o
funcionamento das CFWs. A situação se repetiu na versão 7.0 e deverá continuar
se repetindo no futuro. Assim sendo, ​para quem tem o Switch desbloqueado ou
planeja desbloqueá-lo, sempre que a Nintendo lançar novas atualizações de
sistema é importante esperar o parecer da comunidade ANTES de atualizar o
console, pois esses updates podem “quebrar” os desbloqueios por tempo
indeterminado.

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3. Vale A Pena Desbloquear Meu Switch?

Se você está lendo esse documento, provavelmente ao menos já passou


pela sua cabeça desbloquear o seu console, e o motivo mais provável é que você
queira acesso a jogos piratas. De fato, questões morais à parte, esse é sim o maior
benefício trazido pelas CFWs, mas não é nem de perto o único. Abaixo, listarei
algumas possibilidades que desbloquear seu console traz.

● Pirataria, possibilitando o acesso gratuito a praticamente toda a


biblioteca de jogos do Switch; Muitas vezes, os jogos são vazados na cena
pirata ​antes mesmo do que sua data oficial de lançamento​. Isso
aconteceu com Pokémon Let’s Go, com Super Smash Bros., Super Mario
Maker 2 e com diversos outros jogos;

● Possibilidade de realizar backup de seus saves, editá-los e reinjetá-los no


console por meio do uso de homebrews como o ​Checkpoint e o ​EdiZon​;
Muito melhor fazer isso do que pagar pelo serviço de backups em nuvem
oferecido pelo Nintendo Switch Online;

● Falando em editar saves, não vamos nos esquecer de Pokémon Sword e


Shield saindo logo mais. Você sabia que SciresM, o grande desenvolvedor
por trás do Atmosphère, nem sequer trabalhava com software antes de
entrar na cena de hacking? ​Ele é formado em direito e aprofundou-se em
programação só porque queria ter a possibilidade de criar Pokémon
hackeados quando a franquia inevitavelmente migrasse para o Switch​;

● Emulação praticamente perfeita de todos os consoles até o Nintendo 64


graças ao Retroarch e à possibilidade de realizar overclock no console; Pagar
pelo Switch Online para emular meia dúzia de jogos de NES? Não, obrigado,
eu posso emular muito mais do que isso!

● Ainda falando em ​overclock,​ está sendo desenvolvido um módulo para o


Atmosphère que possibilita escolher o clock do console manualmente. O
interessante disso é que, apesar de usar um Tegra X1 como processador, o
Switch é underclockado de fábrica. Assim sendo, realizar um overclock é
seguro e possibilita jogar em uma resolução maior e taxa de frames
mais alta, e, no caso de jogos leves e menos exigentes graficamente,
um underclock é uma ótima solução para economizar bateria;

● Apesar de possivelmente abdicar dos serviços online da Nintendo sob o risco


de ser banido, ​a possibilidade de jogar online continua existindo, graças
ao projeto Switch Lan Play;

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● Customização visual de seu Switch por meio de​ temas​;

● MUITAS outras coisas que não mencionei e que podem estar sendo
desenvolvidas nesse exato momento. ​A cena de hacking do Switch é uma
caixinha de surpresas e praticamente toda semana sai alguma novidade!

É claro que há também o lado negativo; apesar dos processos todos em


geral serem bem seguros, ​existe sempre um risco ao fazer qualquer tipo de
gambiarra no seu dispositivo. Esses riscos podem ser sempre minimizados com
bons costumes e com informação, que é o que estou tentando fornecer ao máximo
com esse guia.

Se jogar online for um GRANDE foco de sua experiência com o Switch, é


recomendável que você pense bem sua decisão. ​Apesar de existirem diversos
métodos para mitigar os riscos de ban, ele nunca deve ser descartado e você
deve estar ciente que pode acabar banido dos serviços online da Nintendo a
qualquer momento.

Eu desbloqueei meu console assim que tornou-se possível, quando não


havia medidas preventivas e o ban era totalmente inevitável, e não me arrependi em
momento algum. Descobri ótimos jogos e passei a usar meu console MUITO mais
do que antes. Acabei adquirindo um segundo console por causa de Mario Maker 2,
que é uma experiência totalmente online da qual eu não queria ficar de fora (hoje,
fico pensando se valeu a pena. É claro que é bacana usufruir dos serviços online,
mas o fato é que já criaram homebrews para compartilhar fases de Mario Maker
também).

De qualquer maneira, considero que comprar um segundo console para


manter bloqueado seja um bom investimento, considerando-se que 5 jogos originais
no Brasil custam o preço de um console - de quebra, você leva um par extra de
Joy-con e uma segunda dock.

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4. Qual Custom Firmware É A Melhor?

As duas principais CFWs da atualidade são o Atmosphère e o SX OS.

O Atmosphère é a melhor e mais customizável CFW da cena do Switch,


a que oferece maior compatibilidade com homebrews, recebe maior suporte
da comunidade, é gratuita e é desenvolvida pela equipe mais capacitada.

O SX OS é basicamente uma grande cópia do Atmosphère, reembalada


em um único arquivo de código fechado por uma equipe duvidosa de
desenvolvedores. ​Isso implica em uma CFW menos customizável, incapaz de
ter novas funcionalidades adicionadas a ela e te deixando a mercê deles para
poder usufruir dos avanços da cena​, ​Além disso, ​o SX OS é pago e só traz de
reais vantagens a possibilidade de rodar jogos em XCI a partir do HD externo e
uma interface gráfica bonitinha no lugar do Homebrew Menu.

Essa seção do guia já foi um comparativo muito mais detalhado, mas devido
a problemas recentes com bricks e bans ocasionados por falhas do Stealth Mode,
hoje eu simplesmente ​não posso recomendar o uso cotidiano do SX OS com a
minha consciência limpa.

Se você estiver pensando em comprar o SX OS para utilizar HD externo,


considere, a fim de evitar problemas futuros, economizar o dinheiro da licença
do SX OS e simplesmente comprar um cartão SD maior. Com 135 reais, pouco
mais do que custa uma licença do SX OS, você consegue um cartão de 256gb da
Lexar de ótima qualidade no ​AliExpress​.

Vou manter o guia de instalação do SX OS neste documento, porém:

NÃO RECOMENDO O USO DO SX OS. ​VÁ DE ATMOSPHÈRE.


Se alguém te disser que é mais fácil usar o SX OS, duvide.
Experimente o pacote ​GomaNX​ e tire suas próprias conclusões.

Caso você teime e resolva utilizar o SX OS mesmo assim:

Não compre o kit do SX Pro, há dongles de qualidade muito superior,


customizáveis e mais baratos no mercado, como o RCM Loader;

CUIDADO AO UTILIZAR A VERSÃO SX 2.9 BETA DO SX OS. ATUALIZAR O


CONSOLE OFFLINE NELA USANDO O CHOIDUJOURNX VAI CAUSAR UM
BRICK. NÃO SOU RESPONSÁVEL POR QUAISQUER DANOS.

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5. FAT32 vs. ExFAT - Afinal, Isso Importa?

É bem possível que você tenha visto alguma discussão a respeito de FAT32
e exFAT na cena de hacking do Nintendo Switch. Algo sobre corrupção aqui, algo
sobre não poder instalar jogos maiores que 4GB ali, mas talvez tenha tudo ficado
um pouco confuso. Nessa seção, vou tentar explicar os motivos por trás dessa
discussão e por que, apesar de algumas pequenas inconveniências, é melhor você
formatar seu cartão em FAT32 para usar em seu Switch desbloqueado.

Em 2017, quando o Switch foi lançado, o sistema de alocação de arquivos


exFAT já existia, e ele continua sendo o mais moderno até hoje. Porém, para evitar
pagar direitos de uso para a Microsoft, a Nintendo optou por não oferecer o suporte
nativamente ao sistema. Em vez disso, a solução encontrada foi oferecer o driver de
exFAT para download separadamente assim que um cartão SD com a formatação
fosse inserido no Switch. Não entendo as particularidades legais que fazem um
download separado não inferir em custos de direitos para a Nintendo, mas
aparentemente é assim que funciona.

Há uma série de implicações nessa situação. A mais óbvia ​é que você


precisa conectar seu console à internet e baixar o driver da Nintendo para usar
o sistema exFAT, ​efetivamente sendo obrigado a atualizá-lo para a última
firmware no processo (existe como instalar esse driver separadamente, mas
trata-se de um processo perigoso e que acarreta em um risco elevadíssimo de ban,
uma vez que é fácil para a Nintendo detectar que o driver não foi instalado por vias
oficiais). Dependendo das atuais circunstâncias de suporte a CFW, atualizar sua
firmware para baixar o driver de exFAT pode significar ter que fazer um downgrade
posteriormente.

Outra implicação do exFAT​, menos óbvia, ​é que sua implementação no


Switch é cheia de falhas. Isso não chega a afetar usuários legítimos, mas nós não
estamos nem perto de ser usuários legítimos. ​O fato é que, rodando homebrew no
Switch utilizando um cartão formatado em exFAT, você corre um risco
constante de corrupção de dados. Isso significa que a qualquer momento seu
cartão pode ser corrompido e você perder todos seus jogos e arquivos (até
mesmo sua EmuNAND, se você usar uma - e nesse caso você também perde
seus saves), tendo um trabalhão danado para reinstalar tudo.

A saída, portanto, fica sendo formatar seu cartão em FAT32. A


implementação do sistema no Switch é perfeita e não há risco de corrupção por
rodar homebrews. Porém, tratando-se de uma tecnologia bem antiga, FAT32 tem
suas limitações. ​É impossível, por exemplo, colocar arquivos maiores que 4GB
em um disco formatado em FAT32. Na prática, isso quer dizer que você não pode

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simplesmente arrastar jogos maiores que 4GB para o cartão e instalá-los


diretamente - ​é necessário, nesse caso, que o jogo maior que 4GB seja
instalado de uma fonte externa​, seja por rede, por USB ou por HD externo. ​Muitas
pessoas acham que é impossível instalar jogos maiores que 4GB se seu
cartão estiver formatado em FAT32 e ISSO É ​UM MITO​. Apesar de os arquivos
.nsp serem maiores que o limite aceito pelo sistema, uma vez instalados, os jogos
são divididos em arquivos .nca, SEMPRE menores que 4GB. Ora, se fosse
diferente, não seria possível instalar jogos maiores que 4GB na própria NAND do
console, que é formatada em FAT32 pelo mesmo motivo que exFAT não é
suportado de fábrica.

Para resumir toda essa explicação:

Resumo FAT32 vs. exFAT

● Cartões SD formatados em exFAT correm risco constante de perda de


dados quando utilizados em um console desbloqueado. A “vantagem” é
poder instalar jogos maiores que 4GB diretamente do cartão SD (o que nem
é tão prático assim).

● Cartões SD formatados em FAT32 NÃO correm risco de corrupção


mesmo em consoles desbloqueados. Em contrapartida, ​você só poderá
instalar jogos maiores que 4GB por rede ou por USB, ​usando homebrews
como o Tinfoil ou o Goldleaf​.

Eu particularmente só instalo meus jogos por rede ou por USB, então FAT32
é uma paz de espírito que vem sem nenhuma desvantagem. Como alguém que já
passou por ​DUAS corrupções causadas por exFAT, eu recomendo que você faça o
mesmo.

Dá um trabalhão reinstalar 200GB de jogos. Acredite.

Caso você faça a escolha certa e opte por formatar seu cartão em
FAT32, você vai acabar descobrindo que o Windows não formata cartões
maiores que 2GB nesse sistema nativamente. Para fazê-lo, você precisará de um
software adicional. Há várias opções de programas que fazem isso, mas ​AQUI ​você
pode baixar um extremamente leve e simples chamado ​GUIformat ​para resolver
seu problema. Basta abrí-lo, conectar seu cartão SD ao PC, selecioná-lo e formatar
em FAT32 com Allocation Unit Size de 32768..

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6. Guia Rápido Para Instalação De CFW

Nessa seção, vou ensinar o procedimento para você desbloquear o seu


Switch, deixando-o pronto para rodar a CFW de sua escolha entre o Atmosphère ou
o SX OS.

EU NÃO SOU RESPONSÁVEL SE SEU SWITCH BRICKAR, SE VOCÊ FOR


BANIDO, SE TUA CASA PEGAR FOGO OU SE SEU CACHORRO FUGIR.

Nessa seção, vou ensinar o procedimento para você desbloquear o seu


Switch, deixando-o pronto para rodar a CFW de sua escolha entre o Atmosphère ou
o SX OS.

EU NÃO SOU RESPONSÁVEL SE SEU SWITCH BRICKAR, SE VOCÊ FOR


BANIDO, SE TUA CASA PEGAR FOGO OU SE SEU CACHORRO FUGIR.

ANTES DE COMEÇAR, VOCÊ VAI PRECISAR DE:


Pré-Requisitos e Preparativos

- Um ​Nintendo Switch desbloqueável (verifique ​AQUI pelo número de série)


e com a bateria totalmente carregada;
- Um ​jig RCM​;
- Um ​cartão micro SD (de preferência com capacidade de 64gb ou mais),
preferencialmente formatado em FAT32, ​especialmente se você for usar
SX OS com EmuNAND​;
- Um ​PC rodando Windows + um cabo USB-C;
- A última versão do ​pacote de arquivos GomaNX​, disponível ​AQUI (abra o
link numa aba anônima para se certificar de que seja a versão mais nova).

Existe a possibilidade de realizar esse procedimento utilizando um celular


com ​Android + cabo OTG ou um ​dongle ​em vez de um computador rodando o
TegraRcmGUI.​ ​Não entrarei em detalhes sobre essas duas opções aqui nesse guia.

Agora você está pronto para começar o procedimento de desbloqueio. Ao


final dele, seu Switch estará rodando a CFW de sua escolha. Mãos à obra e
ATENÇÃO AOS DETALHES!

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[RECOMENDADO] Tutorial de Instalação do Atmosphère

1. Certifique-se de que seu Switch está carregado. ​Desligue o console ​(segurando


power até o menu Power Options aparecer e efetivamente desligando-o), ​insira o
jig no trilho do joy-con direito e ​ligue-o enquanto segura o botão Volume+​. A tela
não vai acender, isso significa que deu certo e seu console está no modo RCM.

2. Copie ​para a raiz de seu cartão SD o


​ s arquivos contidos na pasta indicada no
pacote GomaNX_v[X.X.X].zip​. Copie a pasta ​TegraRcmGUI v2.6 Portable para
algum lugar no seu computador.

3. Insira o cartão SD no Switch.

4.​ ​Rode o programa TegraRcmGUI ​contido na pasta copiada no passo 2.

5. Conecte o cabo USB-C​ do PC ao Switch.

6. No programa ​TegraRcmGUI​, vá à aba ​Settings e clique em ​Install Driver ​(Isso


só precisa ser feito nessa primeira vez - pode pular esse passo nas próximas vezes
que for usar o TegraRcmGUI para ligar seu console).

7. Quando terminar de instalar, volte para a aba ​Payload e selecione


hekate_ctcaer_[X.X].bin​ na janela ​Favorites​.

8. ​Verifique se o ícone de Switch na parte de baixo do programa está verde, escrito


RCM OK e clique no botão ​Inject Payload​. Se a tela do seu console não acender,
tente novamente usando a versão instalável do Hekate, também inclusa no pacote.

9. Agora você está no Hekate, ​que é um bootloader customizado cheio de


ferramentas extremamente úteis. Você pode navegar por ele utilizando a tela
touch do Switch. ​Entre no menu ​Tools ​e depois selecione Backup eMMC​. Faça o
backup das partições ​BOOT0 & BOOT1 e ​eMMC RAW GPP (esse processo
demora um pouco para completar, cerca de vinte minutos se seu cartão SD for
bom). Terminado o processo de backup, desligue seu console.

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Nintendo Switch Hacks

10. Com o console desligado, remova o cartão SD dele e ​copie o conteúdo da


pasta /backup/ para seu computador. ​Ela contém o backup da sua NAND.
Terminada a cópia para o PC, pode apagar o conteúdo dessa pasta no cartão para
liberar espaço. Realizados todos os devidos backups, ​repita os passos 1, 3, 4, 5, 7
e 8 acima​ ​para reiniciar seu console no Hekate.

[CRIANDO UMA EMUNAND - PASSO OPCIONAL MAS ​RECOMENDADO​]

Um recurso extremamente interessante oferecido pelas CFWs é a


possibilidade de se utilizar uma EmuNAND. Há no guia uma seção abordando o
tema em mais detalhes, mas, resumidamente, trata-se de uma cópia do sistema no
cartão de memória, permitindo efetivamente que você tenha “dois consoles em um”.
O recomendado é utilizar a EmuNAND para pirataria (​sem prodinfo - vide passo
opcional abaixo para aprender como removê-la​) e manter sua NAND limpa,
possibilitando o uso de jogos originais online nela em segurança.

Para criar a EmuNAND, vamo utilizar o SX OS. O processo de criação de


EmuNAND pelo SX OS é mais simples e a EmuNAND criada é totalmente
compatível com o Atmosphère. Assim sendo, ​no Hekate, vá em Launch, escolha o
SX OS e imediatamente segure o botão Volume+ até que abra o menu de boot
do SX.

No menu do SX OS, vá em Options, EmuNAND, Create EmuNAND ​e


selecione a opção ​Hidden Partition on SD Card. ​Isso iniciará o processo de
criação da EmuNAND (seu cartão será formatado). Esse processo leva
aproximadamente uma hora.

Ao seu término, ​desligue o console, remova o cartão SD, copie os


arquivos do pacote GomaNX de volta para a raíz do cartão (pois ele foi
formatado) e ​copie também para a raiz do cartão os arquivos contidos em
http://hidden.emunand.gomanx.shop/

Feito isso tudo, repita os passos 1, 3, 4, 5, 7 e 8 acima para reiniciar seu


console no Hekate.

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Nintendo Switch Hacks

11. Novamente no Hekate, ​selecione Launch ​e depois o ​Atmosphère


(EmuNAND) ​caso você tenha criado uma EmuNAND ou ​Atmosphère (SysNAND)
caso não tenha. A essa altura, você já deve ter repetido os passos ​1, 3, 4, 5, 7 e 8
vezes suficientes para entender que cada vez que for bootar seu console em CFW,
terá que repetí-los e depois ir em ​Launch​ para selecionar a CFW desejada.

​[REMOVENDO A PRODINFO - PASSO OPCIONAL MAS ​RECOMENDADÍSSIMO​]

Nesse passo, utilizaremos o ​Incognito uma única vez para remover a


prodinfo da sua NAND ou da EmuNAND (se você criou uma). Note que, como a
NAND e a EmuNAND são separadas, remover a prodinfo de uma não altera a outra.

A prodinfo é um conjunto de informações que permite que a Nintendo


identifique seu aparelho​. ​Sem ela, o console não consegue se conectar aos
servidores da Nintendo​, o que significa que você pode usar a internet no console
sem ser identificado e sem correr o risco de ser banido (e sem a Nintendo ficar te
enchendo o saco para atualizar o console toda vez que sair um update). É de suma
importância que você ​FAÇA BACKUP DO ARQUIVO PRODINFO.BIN QUE SERÁ
GERADO APÓS ESSE PROCESSO. COPIE-O PARA O GOOGLE DRIVE, PARA
A DROPBOX, PARA O EMAIL E PARA ONDE MAIS JULGAR NECESSÁRIO.

SE VOCÊ NÃO ESTIVER USANDO EMUNAND E PERDER ESSE


ARQUIVO DA PRODINFO, SEU CONSOLE NUNCA MAIS TERÁ COMO SE
CONECTAR AOS SERVIDORES DA NINTENDO, O QUE SIGNIFICA QUE ELE
ESTARÁ EFETIVAMENTE BANIDO.

Enfim, agora que você sabe o que está em jogo, mãos à obra. Acesse o
Homebrew Menu ​abrindo o álbum. Uma vez nele, abra o ​Incognito​, ​pressione A
e depois ​confirme pressionando A novamente. ​Sua prodinfo deverá ser apagada
da NAND / EmuNAND (serial será mudado para 000000000000) e salva para um
arquivo ​prodinfo.bin​, que ficará localizado dentro da pasta ​/backup/ do seu cartão
SD. ​Reitero: não perca esse arquivo de jeito nenhum.

Feito isso, ​pressione + para fechar o Incognito, ​desligue seu console


normalmente, ​coloque o cartão SD no computador, faça incontáveis backups
do arquivo prodinfo.bin que está na pasta /backup/ da raíz do cartão ​(pode
deixar uma cópia do arquivo no cartão) e repita os passos ​1, 3, 4, 5, 7, 8 ​e​ 11.

14
Nintendo Switch Hacks

Quase pronto!​ Seu console está desbloqueado com o ​Atmosphère.

Agora vamos aprender a usar o seu desbloqueio. ​Para acessar o


Homebrew Menu, ​você pode abrir o álbum ​ou ​abrir qualquer outro jogo
enquanto segura o botão R. ​É importante notar que alguns homebrews como o
Checkpoint, o Tinfoil e emuladores em geral simplesmente não funcionam
como deveriam se você abrir o Homebrew Menu pelo álbum (applet mode),
então dê preferência a abrir por um jogo segurando R.

Se você não tiver um jogo instalado para abrir o Tinfoil, pode instalar os
redirecionadores inclusos no pacote. Para instalá-los, ​acesse o Homebrew Menu
(álbum ou segure R ao abrir um jogo) e selecione o ​Mercury​. Feito isso,
pressione B para exibir o menu lateral, vá em ​File Browser​, ​sdmc:/, nsp,
Homebrew Forwarders ​e finalmente selecione o ​HomebrewMenu.nsp ​(atalho para
o Homebrew Menu) ou o ​GomaNXshop.nsp ​(atalho para o Tinfoil)​. ​Escolha se quer
instalar no ​SD Card ​ou na ​NAND ​(eu recomendo na NAND, pois caso você troque
de cartão, o atalho continuará lá) e selecione ​Install.

Por padrão, seu console iniciará no menu do Hekate toda vez que você
injetar a payload pelo TegraRcmGUI, mas você pode, pelo homebrew ​GomaNX
Toolbox​, configurar o boot automático para a CFW. Basta escolher a CFW
desejada na opção ​Hekate Autoboot Profile - se você seguir por esse caminho e
quiser pular o menu do Hekate no boot, recomendo que escolha a opção ​AMS
X.X.X (EmuNAND), ​que funciona mesmo que você não tenha criado uma
EmuNAND​.

Para baixar jogos, basta conectar seu console à internet ​(apenas se


você fez o passo opcional de remoção da prodinfo - se não o fez, faça agora
ou será banido) e acessar o Tinfoil. Dentro do app, existe uma aba ​New Games na
qual você pode ver a lista completa dos jogos disponíveis para download. Basta
selecionar o que você quiser instalar, ​optar entre instalá-lo no cartão SD ou na
NAND e selecionar Install sem mexer em nenhuma das outras opções. Se algo der
errado, tente instalar novamente com a opção ​Convert to Standard Crypto
habilitada.

Pronto, agora você já está com seu console desbloqueado e pronto para
instalar jogos. Boa diversão!

15
Nintendo Switch Hacks

Tutorial de Instalação do SX OS

1. Certifique-se de que seu Switch está carregado. ​Desligue o console ​(segurando


power até o menu Power Options aparecer e efetivamente desligando-o), ​insira o
jig no trilho do joy-con direito e ​ligue-o enquanto segura o botão Volume+​. A tela
não vai acender, isso significa que deu certo e seu console está no modo RCM.

2. Extraia ​para a raiz de seu cartão SD ​os arquivos da pasta indicada no pacote
GomaNX_v[X.X.X].zip​. Copie a pasta ​TegraRcmGUI v2.6 Portable para algum
lugar no seu computador.

3.​ Insira o cartão SD no Switch.

4. ​Se você tem o Kit SX Pro (com Dongle), insira agora o dongle e pule para o
passo 12. Do contrário, rode o programa TegraRcmGUI ​contido na pasta
copiada no passo 2.

5. Conecte o cabo USB-C​ do PC ao Switch.

6. No programa ​TegraRcmGUI​, vá à aba ​Settings e clique em ​Install Driver ​(Isso


só precisa ser feito nessa primeira vez - pode pular esse passo nas próximas vezes
que for usar o TegraRcmGUI para ligar seu console).

7. Quando terminar de instalar, volte para a aba ​Payload e selecione


hekate_ctcaer_[X.X].bin​ na janela ​Favorites​.

8. ​Verifique se o ícone de Switch na parte de baixo do programa está verde, escrito


RCM OK e clique no botão ​Inject Payload​. Se a tela do seu console não acender,
tente novamente usando a versão instalável do Hekate, também inclusa no pacote.

9. Agora você está no Hekate, ​que é um bootloader customizado cheio de


ferramentas extremamente úteis. Você pode navegar por ele utilizando a tela
touch do Switch. ​Entre no menu ​Tools ​e depois selecione Backup eMMC​. Faça o
backup das partições ​BOOT0 & BOOT1 e ​eMMC RAW GPP (esse processo
demora um pouco para completar, cerca de vinte minutos se seu cartão SD for
bom).

16
Nintendo Switch Hacks

10. Com o console desligado, remova o cartão SD dele e copie o conteúdo da


pasta ​/backup/ para seu computador. Ela não será mais necessária, pode deletá-la
do cartão SD após o término da cópia. Realizado o backup, insira seu cartão SD de
volta no console e renicie-o ​repetindo os passos 1, 4, 5, 6, 7 e 8 acima ​(ou
apenas o 1 e o 4 se você tiver o dongle do SX Pro)​.

11. ​Novamente no Hekate, ​selecione Launch ​e depois o ​SX OS​.

12. ​Se você estiver inicializando o SX OS no console pela primeira vez, ele
abrirá um menu. Para acessá-lo futuramente, você deve segurar o botão ​Volume+
na tela de inicialização do SX OS. Se você não tiver ativado sua licença do SX OS
ainda, ele deverá te dar um aviso de que está criando um arquivo
license-request.dat.​ Não se preocupe com isso por enquanto.

13. ​Uma das melhores funcionalidades das custom firmwares é a possibilidade de


usar EmuNAND, que cria uma camada extra de proteção contra bricks e serve para
potencialmente evitar ser banido pela Nintendo. Para mais informações, visite a
seção Como Funciona EmuNAND? desse guia. É extremamente recomendável
que você utilize EmuNAND. Assim sendo, navegue até ​Options, EmuNAND​,
Create EmuNAND e ​Hidden Partition on MicroSD​. Esse processo pode ser feito
posteriormente, mas é recomendável que você já o faça. Ao final dele (deve
demorar aproximadamente uma hora), o cartão será formatado e uma partição
oculta de 30GB será criada. ​Se por qualquer motivo você não quiser utilizar
EmuNAND (não recomendado), ​faça um backup da sua NAND na opção ​NAND ->
Dump NAND (desnecessário se você já realizou o backup pelo Hekate nos
passos 9 e 10).

14. ​Terminado o processo de criação de EmuNAND ou de backup da NAND,


pressione ​Back​. Note que há um botão com os dizeres ​EmuNAND disabled​.
Apesar de criada, sua EmuNAND só passa a ser utilizada quando o SX OS estiver
com a licença devidamente ativada, então vamos fazê-lo agora.

15. ​Selecione a opção ​Boot Custom FW.

17
Nintendo Switch Hacks

16. ​Seu Switch ligará de forma aparentemente normal. Ele já está rodando o SX OS
nesse momento, mas com algumas funcionalidades desabilitadas porque sua
licença ainda não está ativa. Selecione o ​álbum para acessar o ​SX Menu e aperte o
botão R para ir à aba ​License​. ​Insira aqui o código da licença do SX OS que
você comprou (é necessário estar conectado à internet - não se preocupe, é
seguro, pois o SX OS tem um modo Stealth que bloqueia o dado de envios à
Nintendo).

17. ​Desligue seu console, remova o cartão SD e conecte-o ao computador. Apague


o arquivo ​license-request.dat.

18. Repita os passos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 11 acima ​(ou apenas 1, 2, 3 e 4 se


você tiver o SX Pro)​, mas ​certifique-se de segurar o botão Volume+ durante a
tela de incialização do SX OS para acessar novamente o menu de boot do SX
OS.

19. Certifique-se de que o botão acima de ​Boot Custom FW tem os dizeres


EmuNAND Enabled​. Do contrário, clique nele. Se não adiantar, algo deu errado na
ativação de sua licença do SX OS. Se estiver tudo certo, é só clicar em ​Boot
Custom FW​.

Pronto! Se você seguiu os passos à risca, ​seu console agora está rodando
o SX OS, com direito a EmuNAND e tudo. ​Para rodar ou instalar jogos do
cartão SD ou do HD externo​, é só entrar no ​álbum para abrir o ​SX Menu e
navegar até as abas ​Games ou ​Install​. Homebrew podem ser copiados para a
pasta ​switch no seu cartão SD e rodados pela aba ​Homebrew​. Em options, você
pode habilitar a opção de ​FTP server para enviar arquivos direto para o cartão SD
do Switch por rede, sem ter que desligá-lo, por meio de um programa como o
FileZilla. ​A opção Stealth Mode ​NUNCA deve ser desligada, ela evita que dados
do seu console sejam enviados para a Nintendo enquanto você está rodando o
SX OS.

Apesar de o Stealth Mode te proteger da Nintendo e te permitir conectar-se à


internet, uma camada a mais de segurança nunca é demais. Assim sendo,
recomendo o uso do homebrew ​Incognito para remover a prodinfo.bin da sua
EmuNAND. Basta abrí-lo, pressionar ​A para instalar o modo incognito e depois ​+
para fechá-lo. É indicado que você reinicie o console após esse procedimento. ​Se
você não estiver usando EmuNAND, leia com atenção as implicações desse

18
Nintendo Switch Hacks

procedimento no passo opcional [REMOVENDO SUA PRODINFO] do tutorial


do Atmosphère acima.

Se você não estiver usando o dongle do SX Pro, por padrão seu console
iniciará no menu do Hekate toda vez que você injetar uma payload pelo
TegraRcmGUI, mas você pode, usando o ​homebrew Kosmos Toolbox​, configurar
o boot automático para a CFW. Basta escolher o SX OS na opção ​Hekate
Autoboot Profile.

Agora vamos aprender a usar o seu desbloqueio. ​Para acessar o


Homebrew Menu, ​você pode abrir o álbum, ​abrir qualquer outro jogo enquanto
segura o botão R ​ou ainda ​instalar um atalho para o Homebrew Menu em .nsp.
É importante notar que alguns homebrews como o Checkpoint e emuladores
em geral simplesmente não funcionam como deveriam se você abrir o
Homebrew Menu pelo álbum (applet mode), então dê sempre preferência a
abrir por um jogo segurando R.

Para utilizar o Tinfoil e baixar seus jogos pelo próprio console, você
deve conectar seu console à internet. Apesar da existência do Stealth Mode, o
serviço já se provou inseguro e o ideal é utilizar o Incognito para remover sua
prodinfo (vide o passo opcional REMOVENDO SUA PRODINFO do guia do
Atmosphère acima).

Feito isso, basta conectar seu console à internet e acessar o Tinfoil. No app, existe
uma aba ​New Games na qual você pode ver a lista completa dos jogos disponíveis
para download. Basta selecionar o que você quiser instalar, ​optar entre instalá-lo
no cartão SD ou na NAND e selecionar Install sem mexer em nenhuma das outras
opções. Se algo der errado, tente instalar novamente com a opção ​Convert to
Standard Crypto ​habilitada.

SE ESTIVER USANDO O SX OS 2.9 (BETA), EM HIPÓTESE ALGUMA


ATUALIZE O SEU CONSOLE PELO CHOIDUJOURNX OU ELE VAI BRICKAR.

Pronto, agora você já está com seu console desbloqueado e pronto para
instalar jogos. Boa diversão!

19
Nintendo Switch Hacks

7. O Que É E Como Funciona EmuNAND?

Talvez você já tenha visto menções ao termo “EmuNAND”, seja aqui nesse
guia ou em algum fórum de discussão. Nessa seção, vou explicar o que é, para que
serve e como utilizar o recurso. Como já escrevi as definições de NAND e
EmuNAND para o glossário anteriormente, vou reaproveitá-las aqui:

NAND: ​Trata-se da memória interna do console. É nela que ficam os saves, os


perfis de usuário, as configurações, os jogos instalados internamente e outras
informações como telemetria, histórico de uso e logs de erro que são enviados para
a Nintendo. A NAND do Switch tem 32gb.

EmuNAND: ​Abreviação de ​Emulated NAND ou NAND Emulada, trata-se de


conceito criado para a cena de hacking do 3DS que foi reaproveitado no Switch. A
EmuNAND é uma cópia fiel da NAND que fica armazenada no cartão SD. Nada que
acontece na EmuNAND (progresso de saves, instalações de jogos, erros,
travamentos, etc.) afeta a verdadeira NAND. O espaço ocupado pela EmuNAND no
cartão SD passa a funcionar efetivamente como se fosse a memória interna do
console. Algumas das utilidades da EmuNAND são manter sua NAND sem vestígios
de pirataria para evitar um ban, além de ser uma proteção extra contra bricks (se tua
EmuNAND brickar, a NAND fica intacta e teu console continua a salvo).

Como explicado acima, a EmuNAND é um recurso de proteção para seu


console - seja proteção contra bans, mantendo todos os homebrews / jogos piratas
em um ambiente isolado da NAND, ou bricks - se por qualquer motivo tua
EmuNAND brickar, a NAND em si fica intacta e seu console nao é danificado.

No momento de sua criação, a EmuNAND é uma imagem espelhada da


NAND. O espaço ocupado pela EmuNAND no cartão SD passa a ser considerado a
“memória interna” do console, e tudo que estava na memória interna é copiado para
lá. Digamos que você tenha Super Smash Bros. Ultimate em sua NAND, ocupando
ali seus quase 15gb de espaço. Ao criar a EmuNAND, o jogo continuará ocupando o
espaço na NAND (podendo inclusive continuar sendo jogado sem desbloqueio, se
ele for original), mas uma cópia dele será feita na EmuNAND. O save também será
copiado, e, a partir desse momento, qualquer alteração que você faça ou na NAND
ou na EmuNAND acontecerá exclusivamente na partição em que a mudança
aconteceu. Se você progredir seu save na NAND, o save da EmuNAND continuará
inalterado. Se você deletar o jogo da EmuNAND, ele continuará instalado na NAND.
É efetivamente como se você tivesse dois consoles em um. ​Mas lembre-se, se
você estiver utilizando o recurso com o intuito de evitar bans, o ideal é rodar o
incognito para remover sua prodinfo, e sua NAND deve estar totalmente limpa

20
Nintendo Switch Hacks

(sem resquícios de pirataria - por isso, entre outros motivos, que é recomendado
que você crie um backup da NAND limpa no momento do desbloqueio). Se você for
banido por causa de atividade ilícita na NAND ou na EmuNAND, ambas serão
banidas, porque a identidade do console perante a Nintendo É O MESMO para
as duas.

Quando o recurso de EmuNAND foi inicialmente lançado para o SX OS, a


única opção oferecida era repartir a NAND em duas partes, usando uma como
NAND e outra como EmuNAND. Estando tudo dentro do armazenamento interno do
console, é óbvio que a Nintendo podia detectar com facilidade a gambiarra e banir o
usuário. Esse recurso continua existindo nas atuais versões, mas você ​NÃO DEVE
UTILIZÁ-LO. Posteriormente, eles implementaram mais duas versões de
EmuNAND, essas sim seguras e funcionais. Uma delas cria uma partição oculta
dentro do teu cartão SD, partição essa que só pode ser acessada por Linux ou por
softwares bem específicos. A outra implementação simplesmente coloca os
arquivos da EmuNAND dentro da pasta /sxos/emunand/ do teu cartão SD.
Idealmente, utilize a opção de partição oculta, pois esta pode ser
compartilhada entre o SX OS e o Atmosphère, e ajuda a evitar erros do
usuário. Se você quiser compartilhar uma EmuNAND de partição oculta entre o SX
OS e o Atmosphère, basta criá-la pelo SX OS (conforme explicado no guia acima) e
extrair os arquivos distribuídos em ​http://hidden.emunand.gomanx.shop/ para a
raíz do seu cartão SD.

Como eu expliquei anteriormente, ​tudo o que você fizer na EmuNAND só


afeta a EmuNAND. ​Isso inclui updates de sistema​, o que quer dizer que em
eventuais novas firmwares que quebrem o desbloqueio, você poderá atualizar sua
NAND para jogar seus jogos originais online e manter a EmuNAND desatualizada
até que os desbloqueios sejam atualizados para funcionar na nova versão de
sistema.

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Nintendo Switch Hacks

8. Como Instalar Temas No Switch?

Antes de começarmos, é interessante entendermos como funciona


exatamente o processo de aplicação de temas no Switch. Para esse fim, é utilizado
LayeredFS​, que basicamente é um método de aplicação de mods suportado por
todas as principais CFWs (incluindo o Atmosphère e o SX OS). O que é feito, na
prática, é a aplicação de modificações no próprio menu de sistema do Switch. Assim
sendo, o que está de fato acontecendo ao aplicarmos um tema pelo ​NXThemes
Installer é a criação de uma estrutura de pastas compatível com LayeredFS (que
fica dentro de ​/atmosphere/titles/ ou ​/sxos/titles/​, dependendo da sua CFW). As
pastas utilizadas pelos temas geralmente são de números ​0100000000001000 e
0100000000001013​.

O motivo pelo qual os temas geralmente não são já distribuídos nessa


estrutura de pastas é evitar problemas de direitos autorais, uma vez que quando
“consolidados” os temas contém dados do sistema operacional do Switch. Além
disso, os temas instalados dessa forma podem ficar incompatíveis conforme são
lançadas novas versões de sistema, causando erros de inicialização. Assim sendo,
o que o NXThemes Installer faz é converter os arquivos no formato ​.nxtheme ​(que
podem ser legalmente distribuídos) para o formato proprietário do home menu e
compatível com sua versão de sistema.

A aplicação de temas pelo NXThemes Installer já foi mais complicada no


passado - era necessário dumpar as keys do console usando o Lockpick antes de
começar. Felizmente, o homebrew evoluiu bastante e agora ele tornou-se bastante
auto-suficiente e intuitivo. ​Basta utilizar a última versão do
NXThemesInstaller.nro ​que já vem inclusa no pacote ​GomaNX​, juntamente
com um apanhado de temas.

É importante saber que cada arquivo .nxtheme refere-se a uma parte


específica do sistema operacional. Para instalar um tema “completo”, você deverá
instalar cada parte do tema individualmente - o menu principal, a lockscreen, o
menu de todos aplicativos, o menu de configurações, etc. Assim sendo, um tema
completo deve vir com vários arquivos .nxtheme.

Se você tiver várias CFWs no cartão, ao abrir o NXThemes Installer, ele


detectará isso e perguntará em qual delas você quer instalar os temas. Ele também
fará um dump do seu menu - note que esse dump precisa ser feito novamente cada
vez que você atualizar seu console (utilizar um dump, digamos, da versão de
sistema 7.0.1 causará problemas se você tiver atualizado para a 8.0.1). O
homebrew também detecta esse tipo de incompatibilidade ao ser aberto.

22
Nintendo Switch Hacks

Enfim, o processo de instalação de tema em si é bastante fácil e indolor.


Supondo que você colocou o tema que quer instalar na pasta /themes/ do cartão
SD, ​basta navegar até a aba Themes dentro do homebrew, selecionar cada um
dos arquivos .nxtheme e instalar um a um. Uma sugestão que dou em nome de
sua sanidade mental é criar, dentro da pasta /themes/, uma subpasta para cada
tema que você baixar. Assim, fica mais fácil manter a organização e não misturar
por acidente partes de temas diferentes.

Feito isso tudo, você precisará reiniciar seu console para o tema funcionar.
Temas antigos podem causas problemas, travando o console no boot. Se isso
acontecer, apague manualmente as pastas /[CFW]/titles/0100000000001000 e
/[CFW]/titles/0100000000001013 e tente instalar outro tema. Certifique-se também
que você está usando a versão mais recente do NXThemes Installer - isso é
imprescindível.

A desinstalação de um tema pode ser feita pelo próprio homebrew, na


opção Uninstall Theme, ​ou deletando do seu SD as pastas mencionadas acima.

23
Nintendo Switch Hacks

9. Como Utilizar Emuladores No Switch?

Um dos grandes motivos para desbloquear o seu Switch, se você curte jogos
antigos, é o potencial de emulação do console. As possibilidades são muitas, tanto
pelo fato de o console ser um portátil híbrido como pela flexibilidade oferecida pelos
Joy-con, possibilitando inclusive multiplayer no rolê com os brothers.

Emular no Switch é bastante simples, e se você já for familiarizado com o


Retroarch, fica tudo mais fácil ainda. ​Para quem não conhece, o Retroarch é um
emulador “tudo-em-um” amplamente considerado como o melhor emulador
existente. A ideia é incorporar o máximo de emuladores em um só, centralizando
toda a sua experiência e seus jogos de diferentes plataformas em uma única
interface. Muitas configurações, como as de controles e atalhos, são universais
dentro do Retroarch, o que facilita muito para quem pretende emular diversas
plataformas.

Ao mesmo tempo, são MUITAS opções e tudo pode parecer um pouco


intimidador à primeira vista. Eu mesmo não sou nenhum especialista em Retroarch,
mas vou tentar cobrir aqui o que você precisa saber para fazer tudo funcionar em
um nível básico. Alguns jogos de plataformas como PS1 e N64 precisam de
configurações específicas para rodar. Mario 64, por exemplo, roda tranquilamente
em full speed com underclock para economizar bateria, enquanto outros jogos,
como Legend of The Mystical Ninja Starring Goemon, não rodam nem com
overclock máximo. Isso eu vou deixar que você se vire para descobrir.

A fim de simplificar todo o processo de emulação, montei um pacote


com um grande apanhado de jogos e emuladores que rodam, em sua maioria,
de forma satisfatória no Switch pelo Retroarch (obviamente não testei todos
os jogos porque são milhares). Esse pacote está disponível em
http://retroarch.gomanx.shop/​. O Retroarch nele incluso é o mais atual e ele já
vem pré-configurado. Compactado, ele tem aproximadamente 9GB, e
descompactado 14GB.

Você não precisa colocar o pacote inteiro no seu cartão. Para economizar
espaço, ROMs que não te interessarem podem ser excluídas sem grandes
implicações da pasta ROMs - apenas não renomeie nenhuma pasta ou arquivo
contido no pacote e tudo funcionará como deve.

Instalar o pacote é tão simples quanto copiar o conteúdo para a raiz do


seu cartão.

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Nintendo Switch Hacks

Porém, antes de começarmos, gostaria de deixar claro algumas coisas


importantes. Em primeiro lugar, ​NÃO É RECOMENDADO QUE VOCÊ UTILIZE O
RETROARCH OU QUALQUER OUTRO EMULADOR SE SEU CARTÃO SD
ESTIVER FORMATADO EM EXFAT. UTILIZE FAT32, do contrário, haverá risco
altíssimo de corrupção do cartão.

Outra coisa interessante a se fazer é ​instalar o Homebrew Menu em


formato .nsp antes de emular. Esse NSP vai incluso no pacote, na pasta NSP.
Incluo também alguns redirecionadores em NSP para jogos de destaque, que
poderão assim ser abertos diretamente pelo menu do Switch, e um direto para o
Retroarch. ​Para instalá-los, use o Tinfoil ou o Goldleaf e navegue até a pasta
/nsp/Homebrew Forwarders/ ​e ​/nsp/Retroarch Forwaders/​.

Há algumas vantagens em rodar o Retroarch por redirecionador em .nsp (ou


LayeredFS): primeiramente, ​arquivos instalados em .nsp tem acesso a todos os
recursos do console, efetivamente ​possibilitando uma performance maior de
emulação​. Além disso, rodando o Retroarch pelo Homebrew Menu dessa maneira
você consegue reter a funcionalidade do botão home e do modo sleep.
Jogando pelo álbum, qualquer uma das duas ações faria seu jogo fechar
imediatamente e seu progresso ser perdido. Por fim, se você for teimoso feito
uma porta e insistir em emular num cartão formatado em exFAT, ​rodar qualquer
Homebrew em .nsp reduz consideravelmente as chances de corrupção do
cartão SD.

Outra coisa interessante de você saber é que, ​caso você tenha interesse
em emular N64, PS1 ou PSP, bootar pelo Hekate e usar o Atmosphère vai te
proporcionar a melhor performance possível. Isso se deve ao fato de as versões
mais recentes do Hekate aplicarem patches ao sistema que otimizam a emulação
dessas plataformas.

Por fim, pela natureza do processo de emulação, ​não espere conseguir


rodar direito nada mais recente do que jogos de N64 no Switch - já é uma sorte
muito grande que tenhamos chegado nesse ponto. ​Pode esquecer esperanças de
emular GameCube, Playstation 2 etc., pelo menos no futuro próximo​. A
emulação do PSP está em um nível bem satisfatório, mas não a abordarei aqui no
guia por tratar-se de um emulador externo ao Retroarch. Os interessados podem
pesquisar por PPSSPP.

Uma coisa que acho importante você saber sobre o Retroarch é que na aba
Main Menu do Retroarch existe um submenu de ​CPU Overclock​. Lá, você pode
fazer overclock ou underclock do teu console de acordo com a necessidade de cada
jogo. Se você for jogar jogos menos exigentes, pode reduzir o clock até 714MHz e

25
Nintendo Switch Hacks

economizar muita bateria. Para alguns jogos de N64 mais pesados, você pode
precisar subir o clock para conseguir jogar, o que virá ao custo de mais bateria e
maior temperatura do console. ​Apesar de o clock máximo de 1785MHz ser
teoricamente seguro ​(é o clock do NVidia Shield, que é um hardware
extremamente semelhante ao do Switch)​, o console não foi desenvolvido para
operar nessa velocidade e eu recomendo evitar o uso dessa opção por tempo
prolongado.

Outra opção importante de ser configurada é o atalho para abrir o menu do


Retroarch durante a emulação. Ele pode ser customizado em ​Settings -> Input ->
Menu Toggle Gamepad Combo, ​mas por padrão, o combo que vem configurado
no pacote é ​L3 + R3 (pressionar os dois analógicos).

Finalmente, para que suas opções e configurações do Retroarch sempre


sejam salvas, quando for fechá-lo, discipline-se a naveguar até ​Main Menu e
selecionar a opção ​Quit Retroarch​. Do contrário, algumas coisas podem ser
perdidas.

Boa diversão!

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Nintendo Switch Hacks

10. Como Jogar Online Pelo Lan-Play?

Em breve.

27
Nintendo Switch Hacks

11. Glossário

Sei que ao longo desse documento (e em outras fontes de informação,


vídeos fóruns, grupos de discussão etc.) surgem muitos termos técnicos e
específicos. Para facilitar sua vida, criei esse glossário para explicar alguns desses
termos mais recorrentes.

90DNS
Servidor de DNS criado pela comunidade para bloquear o tráfego de informações do
console para a Nintendo, possibilitando que o console fique conectado a uma rede
sem o risco de ban. ​Para utilizá-lo, vá em ​System Settings, Internet, Internet
Settings, selecione sua conexão de rede, Change Settings, mude DNS Settings
para Manual e coloque a ​Primary DNS 163.172.141.219 e a ​Secondary DNS
045.248.048.062​. Uma vez configurado, nenhuma informação sobre seu console
será enviada para a Nintendo, mas em contrapartida você também não conseguirá
fazer atualizações e nem jogar online. Para reverter essa mudança, basta trocar a
opção DNS Settings de volta para Automatic. ​O 90DNS não é compatível com o
/hbg/shop​, causando velocidades péssimas de download no servidor deles.

Atmosphère
Principal Custom Firmware da cena do Switch, nas quais todas as outras se
baseiam. É desenvolvida primariamente por Michael “SciresM” e pelo grupo
ReSwitched. É distribuida gratuitamente e seu código-fonte está publicamente
disponível. Para mais informações, vide o tópico ​“Qual Custom Firmware é
Melhor?”​ acima ou visite o ​GitHub do projeto​.

AutoRCM
Trata-se de um método pouco ortodoxo para forçar o console a bootar sempre em
modo RCM, tornando assim desnecessária a inserção de um jig RCM toda vez. O
processo consiste em corromper a partição boot0 do console, efetivamente
brickando-o e forçando-o a ligar em modo RCM. Apesar da premissa assustadora, o
recurso é relativamente seguro. É possível ativar o AutoRCM tanto pelo Hekate
como pelo bootloader do SX OS. Se a bateria de seu console acabar com ele em
AutoRCM, ele vai demorar MUITO mais do que o normal para carregar. É
assustador, mas não se preocupe; basta ser paciente e deixá-lo carregando várias
horas que ele voltará à vida.

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Nintendo Switch Hacks

Backup da NAND
É uma função presente no Hekate e no bootloader do SX OS que copia todos os
conteúdos de tua NAND para um arquivo no cartão SD. É possível restaurar esse
backup posteriormente, revertendo o console exatamente ao mesmo estado do
momento da realização do backup. É uma excelente e aconselhável medida de
segurança para evitar eventuais bricks, e, caso sua NAND não tenha rastros de
pirataria no momento do backup, é possível utilizar jogos piratas offline e depois
restaurar o backup limpo, efetivamente apagando os rastros e removendo o risco de
ban. Tanto o backup como o restore são processos demorados, de mais de uma
hora, e só devem ser realizados com a bateria carregada. A seção ​“Guia Rápido
de Instalação de CFW” ​explica como realizar esse backup.

Ban
Revogação irreversível do acesso do console aos serviços online da Nintendo. Ao
rodar jogos piratas no seu Switch, a menos que você tome medidas preventivas
como o uso de uma EmuNAND ou de uma solução como o 90DNS / Stealth Mode,
seu console será marcado para um ban assim que for conectado à internet.

Brick
Literalmente “tijolo” em inglês, é o termo utilizado para um dispositivo que por mau
uso ou por uma falha qualquer deixe de funcionar, tendo a partir daí a mesma
utilidade de um tijolo. Os processos de instalação de CFW são bastante seguros e
amplamente testados, mas sempre existe o risco de algo dar errado (ou de você
executar um software malicioso) e seu console brickar. Com isso em vista, é
recomendável que você faça um backup da NAND e guarde-o a sete chaves -
praticamente todos os bricks podem ser revertidos com esse backup.

CDN
Sigla que significa “Content Distribution Network”, que refere-se aos servidores de
distribuição de conteúdo da Nintendo. É neles que ficam os conteúdos do eShop -
jogos, updates e DLCs - além de updates de sistema. Foi outrora possível baixar
conteúdo diretamente da CDN tanto por homebrews como por um software
chamado CDNSP, mas a Nintendo implementou novas medidas de segurança aos
servidores e o acesso ao grande público tornou-se inviável (ainda há métodos para
acessá-los, mas eles são mantidos em segredo para evitar novas contra-medidas
por parte da Nintendo).

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Nintendo Switch Hacks

Checkpoint
Homebrew desenvolvido pelo desenvolvedor Bernardo Giordano e o grupo
FlagBrew que serve para extrair, realizar backup e injetar saves na NAND /
EmuNAND do console. Para mais detalhes e download, visite a ​página do projeto
no GitHub.

ChoiDujour / ChoiDujourNX
Software desenvolvido por Rajkosto que permite a atualização do console offline,
sem utilizar o recurso de update oficial. A vantagem de fazer isso é não contatar os
servidores da Nintendo, minimizando seus riscos de ban, além de não queimar
eFuses no processo. O ChoiDujourNX é a versão homebrew do ChoiDujour, que
roda diretamente no Switch. Você encontra o ChoiDujour, o ChoiDujourNX e
diversas outras ferramentas no ​site do desenvolvedor​.

Coldboot
Refere-se à possibilidade de ligar um console desligado diretamente em CFW.
Supostamente existem exploits que possibilitam isso e que estão sendo mantidos
em segredo pelos desenvolvedores, na esperança que as vulnerabilidades
envolvidas sejam herdadas pela revisão de hardware “Mariko”. Apesar de hoje o
coldboot verdadeiro ser impossível no Switch, há algumas modificações de
hardware que automatizam o processo de ligar o console em RCM e injetar a
payload, essencialmente criando a possibilidade de coldboot.

Custom .XCI
Arquivo .XCI modificado para conter não apenas o jogo base como ele é
comercializado, mas também updates e DLCs. Extremamente convenientes para
serem rodados a partir de um HD externo pelo SX OS. Há uma grande coleção de
custom .XCIs disponíveis no servidor de ​Discord do /hbg/​.

Custom Firmware / CFW


Versão não oficial de um sistema operacional desenvolvida por engenharia reversa
visando acrescentar novas funcionalidades a um dispositivo. No caso do Switch, as
custom firmwares visam possibillitar a execução de homebrews, a pirataria,
overclock, cheats, emulação, edição e backup de saves, entre outras
funcionalidades.

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Nintendo Switch Hacks

Discord
Trata-se de um software comunicação por chat de texto e voz, disponível para
praticamente todas as plataformas e amplamente considerado o melhor de seu
segmento. É possível criar servidores gratuitos no Discord, e há gigantescas
comunidades sobre os mais variados assuntos dentro da plataforma. Existe um
servidor em particular, o ​/hbg/​, que é a melhor, mais completa e mais segura fonte
de jogos, updates e DLCs piratas de Switch. Você pode se cadastrar e baixar o
Discord em seu ​site oficial​.

Dongle
Trata-se de um pequeno dispositivo com um conector USB-C desenvolvido com o
propósito de injetar autonomamente uma payload no Nintendo Switch. O primeiro
dongle criado foi o do kit SX Pro, que injeta exclusivamente a payload do SX OS,
mas hoje existem dongles alternativos que podem injetar qualquer payload de sua
escolha. Alguns modelos de dongle popularmente usados são o R4S e o
NS-Atmosphere. Eles geralmente já vêm com um jig incluso.

Dz
Atualmente conhecido como Tinfoil, é um homebrew para navegação de arquivos,
possibilitando a exploração do cartão SD, da NAND do console e de locais de rede
que utilizem protocolos FTP, HTTP ou Nut. Foi eventualmente renomeado para
Tinfoil quando o desenvolvedor Adubbz, do Tinfoil original, abandonou o projeto. O
projeto foi eventualmente retirado do ar pelo ​GitHub por conter código de autoria de
terceiros e pode ser baixado de seu próprio ​site​.

EdiZon
Homebrew desenvolvido por WerWolv que serve para extrair, realizar backups e
injetar saves na NAND / EmuNAND do console. Possui também uma funcionalidade
integrada de edição de saves e um engine de cheats integrado ao Atmosphère.
Para mais informações e download, visite o ​GitHub​ do projeto.

eFuse
Medida anti-downgrade implementada pela Nintendo no design do hardware do
Switch. Trata-se de microscópicos fusíveis que são queimados em alguns updates

31
Nintendo Switch Hacks

de firmware. Na teoria, se o usuário tentar bootar uma firmware abaixo do número


de fusíveis queimados, o console entra em pânico e não liga. Hoje existem recursos
tanto para burlar a checagem de eFuses (vide Hekate​) como para evitar que eles
sejam queimados na instalação de um update (vide ​ChoiDujour / ChoiDujourNX​).

Emulação
Nome dado ao processo de reprodução de jogos de uma plataforma em outra.
Devido aos recentes avanços na cena de homebrew, é possível emular com
perfeição no Switch jogos de Nintendo 64 e de todos os consoles que o
antecederam.

EmuNAND
Abreviação de ​Emulated NAND ou NAND Emulada, trata-se de conceito criado para
a cena de hacking do 3DS que foi reaproveitado no Switch. A EmuNAND é uma
cópia fiel da NAND que fica armazenada no cartão SD. Nada que acontece na
EmuNAND (progresso de saves, instalações de jogos, erros, travamentos, etc.)
afeta a verdadeira NAND. O espaço ocupado pela EmuNAND no cartão SD passa a
funcionar efetivamente como se fosse a memória interna do console. Algumas das
utilidades da EmuNAND são manter sua NAND sem vestígios de pirataria para
evitar um ban, além de ser uma proteção extra contra bricks (se tua EmuNAND
brickar, a NAND fica intacta e teu console continua a salvo).

ES Patches
Abreviação para Eticket System Patches. São arquivos distribuídos separadamente
que podem ser aplicados ao sistema pelo Atmosphère, burlando a verificação de
legitimidade de jogos pelo Horizon e permitindo efetivamente a execução de jogos
piratas no console. Também conhecidos como Signature Patches ou apenas
SigPatches. Vêm embutidos no SX OS, sendo desnecessários nessa CFW. Estão
disponíveis para download no repositório de ​GitHub​ do Joonie86.

exFAT
Sistema de alocação de arquivos mais utilizado em drives externos da atualidade. O
Nintendo Switch não oferece suporte nativo a exFAT - é necessário inserir um
cartão com essa formatação no console e conectá-lo à internet para que ele baixe
os drivers necessários. O uso de cartões SD formatados em exFAT NÃO É
RECOMENDADO para consoles rodando CFW e homebrew. A implementação feita

32
Nintendo Switch Hacks

pela Nintendo não prevê fechamento abrupto de processos e pode causar


corrupção de todos os arquivos de seu cartão a qualquer momento.

FAT32
Sistema de alocação de arquivos amplamente utilizado no passado, mas que
encontra-se um tanto obsoleto por só permitir arquivos até 4GB de tamanho. Seu
uso é preferível em Switches rodando CFW, pois a alternativa, exFAT, apesar de
ser mais moderna permitir arquivos maiores, oferece um grande risco de corrupção
quando rodando homebrews, devido à sua implementação acoxambrada no Horizon
por parte da Nintendo. Apesar do limite de arquivos até 4GB, você pode instalar
qualquer jogo em um cartão FAT32 - basta fazê-lo por rede ou por USB. A única
restrição é a impossibilidade de colocar o .nsp ou o .xci maior que 4GB direto no
cartão.

FTP
Sigla para “File Transfer Protocol”, ou protocolo de transferência de arquivos. É uma
funcionalidade passiva adicionada tanto pelo SX OS como por um módulo do
Atmosphère que permite a transferência de arquivos por uma rede local para o
cartão SD do console, sem a necessidade de desligá-lo e remover o cartão
fisicamente. Para isso, você vai precisar de um client de FTP, como o ​Filezilla​.

Fusée-gelée
Em francês, significa “foguete congelado”. É o nome dado por ktemkin à
vulnerabilidade do chip Tegra X1 que possibilita a execução de código arbitrário no
Nintendo Switch e em outros dispositivos que utilizam o mesmo processador. Hoje,
todos os desbloqueios publicamente conhecidos aproveitam-se dessa falha. O
grupo fail0verflow descobriu esse exploit paralelamente a ktemkin e batizou-o de
ShofEL2. Os consoles fabricados a partir de junho de 2018 não possuem essa
vulnerabilidade e até o momento não podem ser desbloqueados. Para mais
detalhes sobre o exploit, visite o ​site de ktemkin​.

Goldleaf
Homebrew que serve como navegador de arquivos, possibilitando a exploração do
cartão SD e da NAND do console. É também um competente instalador de arquivos
no formato .nsp e tem a funcionalidade de instalação via cabo USB quando usado
em conjunto com o software ​Goldtree do mesmo desenvolvedor, Xortroll. O

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Nintendo Switch Hacks

Goldleaf é a continuação do projeto do Tinfoil original. Para downloads e maiores


informações, visite o ​GitHub​ do projeto.

Goldtree
Software para Windows desenvolvido para ser utilizado em conjunto com o
homebrew ​Goldleaf​, possibilitando a instalação de jogos por USB. Para downloads
e maiores informações, visite o ​GitHub​ do projeto.

GomaNX
Sendo a cena de Switch tão cheia de dramas e complicações, resolvi criar um
pacote pré-configurado de arquivos chamado ​GomaNX​, facilitando a minha e as
suas vidas. Ele vem com basicamente tudo que um iniciante precisa para
desbloquear seu Switch e instalar jogos, além de uma seleção de homebrews que
julgo providenciais. Para baixá-lo, visite ​http://get.gomanx.shop/

GomaNX Shop
Com o crescimento à adesão do GomaNX, resolvi criar um Shop público alternativo
​ qual batizei de GomaNX Shop. O
ao /hbg/, contendo também os jogos ​first-party, o
Tinfoil contido no pacote GomaNX vem com acesso configurado tanto para o
/hbg/shop como para o GomaNX Shop, garantindo assim a disponibilidade de todos
os jogos do catálogo do Switch.

/hbg/
Abreviação de Homebrew General, trata-se de um servidor de Discord com uma
comunidade incrivelmente prestativa. É o pessoal por trás do famoso “bot do
Discord” (agora exclusivo para doadores) e do /hbg/shop. Para entrar na
comunidade, cadastre-se no Discord ​AQUI e depois entre em
https://thehbg.shop/invite para ser redirecionado para o servidor. Mais
informações sobre como utilizar o bot e o /hbg/shop podem ser encontradas na
seção ​“Como Faço para Baixar Jogos?”​ deste documento.

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Nintendo Switch Hacks

/hbg/shop
Trata-se de uma versão modificada do Tinfoil distribuída pela equipe do ​Discord do
/hbg/​. O homebrew já vem pré-configurado para baixar e instalar jogos direto de
servidores mantidos pela comunidade - tudo pelo próprio console. Praticamente
todos os jogos, updates e DLCs estão disponíveis para download no aplicativo,
salvo os desenvolvidos e publicados pela própria Nintendo (isso porque a Nintendo
é bastante agressiva quando se trata de defender sua propriedade intelectual, e
manter esses jogos no mesmo servidor que todos os outros tornar-se-ia
rapidamente um problema logístico e legal).

Hekate
O mais popular bootloader da cena do Switch, e por ótimos motivos. Desenvolvido
por CTCaer, o Hekate possui uma grande gama de funções, possibilitando a
realização de backups e restores seguros da NAND, boot do Atmosphère ou de
qualquer outra payload por chainload, limpeza de logs de erro suspeitos da NAND,
aplicação de patches para a melhoria de performance de alguns homebrews e
configuração de AutoRCM. Independente de qual CFW você for usar, o Hekate
deveria ser sua payload padrão. Qualquer outra payload que você queira usar pode
ser colocada na pasta /bootloader/payloads/. Para maiores informações e download,
visite o ​GitHub​ do projeto.

Homebrew
É o nome que se dá a aplicativos “caseiros” desenvolvidos para rodar no Nintendo
Switch ou em qualquer outro console capaz de executar códigos arbitrários. Podem
ter diversas finalidades - emulação, backup de saves, aplicação de temas, jogos
caseiros, etc.

Homebrew Menu
É um menu que serve como interface gráfica para abrir os homebrews. Para
acessá-lo no Atmosphère, abra qualquer jogo ou o álbum segurando o botão R -
esse atalho pode ser reconfigurado pelo Kosmos Toolbox. o SX OS tem sua própria
versão do menu, chamada de SX Menu.

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Nintendo Switch Hacks

Horizon
É o nome do sistema operacional oficial do Nintendo Switch.

Incognito
Homebrew desenvolvido por blawar que deliberadamente apaga e cria um backup
da ​prodinfo do console, oferecendo a opção de reinjetá-la posteriormente. Sem
uma ​prodinfo ​válida, o console não consegue ser identificado pela Nintendo ao
conectar-se à internet. Isso tem duas implicações: você não pode ter seu certificado
banido, mas, em contrapartida, fica impossível conectar-se aos servidores da
Nintendo. É como se fosse um auto-banimento, só que temporário e reversível.
Remover a ​prodinfo ​do teu console é o método indicado para utilizar o /hbg/shop,
uma vez que a outra alternativa para ir online em segurança, o 90DNS, é
incompatível com o serviço, causando velocidades de download bem baixas.

Jig RCM
Trata-se de uma pecinha desenvolvida para ser encaixada no trilho do joy-con
direito, conectando-se a dois pinos específicos do console de modo a causar um
curto-circuito e facilitar o acesso ao modo RCM.

.KIP
É o formato de arquivo utilizado pelos módulos e alguns patches do Atmosphère e
do ReiNX. De forma geral, acrescentam alguma funcionalidade à CFW.

Kosmos
Popular pacote “tudo em um” que visa incluir tudo que alguém precisa para rodar o
Atmosphère no seu console, usando o Hekate como payload. Uma excelente
solução para iniciantes e veteranos que inclui um atualizador que roda no próprio
console e já vem configurada para evitar problemas de compatibilidade. Visite o
GitHub​ do projeto para mais informações e download.

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Nintendo Switch Hacks

Lan-Play
Software de computador que, se utilizado em conjunto com um Switch
adequadamente configurado (que não precisa necessariamente estar rodando
CFW), possibilita o redirecionamento do tráfego de lan do console para um servidor
remoto, efetivamente criando a possibilidade de jogar jogos que possuam a
funcionalidade de Lan online por fora dos servidores da Nintendo (Splatoon, Mario
Kart 8, Pokkén Tournament, para citar alguns). Visite o ​GitHub do projeto ou o
servidor de Discord do aplicativo​ mais detalhes.

LayeredFS
Trata-se de uma funcionalidade presente tanto no Atmosphère como no SX OS que
possibilita a aplicação de diversos tipos de mods a jogos, utilizando-se de uma
estrutura de pastas específica contendo o TitleID do jogo em questão. O LayeredFS
é a lógica que está por trás da aplicação de temas ao menu do Switch
(modificando-se, no caso, os arquivos dos menus do Horizon), bem como da
substituição do álbum ou qualquer outro título pelo Homebrew Menu. Essa
funcionalidade também é frequentemente utilizada para a aplicação de traduções a
jogos.

ldn_mitm.kip
Do mesmo desenvolvedor do Switch Lan-Play, trata-se de um módulo do
Atmosphère (que posteriormente foi incorporado pelo SX OS) que converte a
funcionalidade de multiplayer local wireless para multiplayer por Lan, com o
propósito de possibilitar multiplayer online pelo Lan-Play. Para mais informações
sobre compatibilidade, visite o ​servidor de Discord do aplicativo​. A versão mais
recente do módulo pode ser baixada de seu repositório no ​GitHub​.

Lithium
Versão mais leve, rápida e enxuta do novo Tinfoil (antigo Dz). Tem uma interface
similar e retém todas as funcionalidades importantes do Tinfoil. O projeto foi retirado
do ​GitHub​ por código autoral de terceiros, mas pode ser baixado do ​site​ ​do projeto.

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Nintendo Switch Hacks

Mariko
Investigando o conteúdo da atualização 5.0 do Nintendo Switch, alguns dataminers
encontraram uma referência a um modelo do console chamado pelo codinome
“MARIKO”. Sabemos hoje que o codinome Mariko refere-se ao Nintendo Switch Lite.

NAND
Trata-se da memória interna do console. É nela que ficam os saves, os perfis de
usuário, as configurações, os jogos instalados internamente e outras informações
como telemetria, histórico de uso e logs de erro que são enviados para a Nintendo.
A NAND do Switch tem 32gb.

.NRO
Principal formato de arquivo utilizado pelos homebrews. Tipicamente devem ser
colocados dentro da pasta /switch/ do cartão SD para que apareçam no Homebrew
Menu.

.NSP
Formato de arquivo utilizado pela Nintendo como container para distribuir conteúdo
digital - sejam jogos, updates ou DLCs. Quando você baixa um jogo pelo eShop, ele
vem compilado em .NSP e tem seu conteúdo dissociado e instalado na NAND ou no
cartão SD. É o principal formato utilizado para a distribuição de jogos e conteúdo
adicional piratas, mas existem alguns homebrews que são distribuidos nesse
formato também.

Nut
Software de Windows para uso com os homebrews Lithium / SX Installer / Tinfoil,
possibilitando a instalação de jogos que estão no computador por rede em alta
velocidade. Para mais informações e download, visite a página do projeto no
GitHub​.

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Nintendo Switch Hacks

NX
É o codinome dado ao Nintendo Switch pela Nintendo antes do console ser revelado
ao grande público. Na cena de hacking, é frequente referir-se ao console por essa
sigla até hoje.

OFW / Official Firmware


Sistema operacional oficial de um dispositivo. O nome do sistema operacional do
Switch é Horizon.

Payload
Arquivo enviado pela porta USB-C do console enquanto ele se encontra em modo
RCM, visando abusar da vulnerabilidade ​fusée-gelée e possibilitar o boot de uma
CFW ou bootloader no console. As payloads mais comumente utilizadas são o
Hekate, o fusée-primary (que é a payload do Atmosphère puro) e o SX Loader
(payload do SX OS).

PegaScape
Trata-se de um exploit de software que permite o desbloqueio de qualquer Nintendo
Switch, mesmo os sem a vulnerabilidade ​fusée-gelée, c​ ontanto que o console esteja
em uma versão de sistema menor ou igual a 4.1. O indicado para fins de
desbloqueio continua sendo a aquisição de um console com a vulnerabilidade do
RCM, mas se você tiver uma unidade mais nova e ela não estiver atualizada, nem
tudo está perdido. O pacote GomaNX inclui os arquivos necessários para execução
do PegaScape, mas por não ter experiência prática com o seu uso, não vou
abordá-lo no guia. Para mais informações (em inglês), visite
https://pegascape.sdsetup.com/

Prodinfo
É o conjunto de informações únicas de cada console que o identificam perante a
Nintendo. Para utilizar os serviços online da Nintendo, é necessário que sua
prodinfo seja válida e que o certificado contido nela não esteja banido. É possível
deletar temporariamente a prodinfo do seu console utilizando o homebrew Incognito,

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Nintendo Switch Hacks

permitindo assim ao usuário conectar-se à internet sem ter seu console identificado
pela Nintendo. O acesso aos serviços oficiais fica restrito, mas o certificado é
preservado e protegido de um eventual banimento.

RCM
Abreviação para “Recovery Mode”. É um modo “escondido” do Switch, que foi
colocado no console para possibilitar a realização de reparos pela Nintendo em
casos de falhas de atualização ou qualquer outro problema que possa vir a
corromper o sistema operacional do console. Como esse modo é acessado antes do
boot do Horizon, ele possibilita que o usuário aproveite-se da falha fusée-gelée,
efetivamente permitindo a execução de códigos arbitrários como CFWs. Para
acessá-lo, é necessário fazer um curto-circuito em dois pinos específicos que se
conectam ao joy-con direito e ligar o console segurando a tecla Volume+.
Recomenda-se o uso de um jig RCM no processo para evitar danos ao console.

ReiNX
Na corrida inicial para desenvolver as CFWs de Switch assim que a vulnerabilidade
fusée-gelée foi trazida a público, o renomado desenvolvedor Rei anunciou e logo
depois lançou a ReiNX, uma CFW baseada em grande parte no código do
Atmosphère que foi a primeira opção gratuita a possibilitar a pirataria no Switch.
Apesar de sua importância passada na cena e de seu desenvolvimento ainda estar
acontecendo, a CFW ficou um tanto quanto obsoleta quando comparada às outras
opções disponíveis, não havendo reais motivos ou vantagens que justifiquem
recomendar seu uso hoje em dia. Por esse motivo, optei por não abordá-la neste
guia. De qualquer forma, mais informações a respeito estão disponíveis no ​site do
projeto​ e no ​Discord​.

Rekado
Aplicativo de injeção de payloads para Android. Contanto que você possua em
mãos um cabo OTG (USB-C para a porta USB do seu celular), é possível utilizá-lo
para substituir o TegraRcmGUI ou o dongle no processo de boot. Para mais
informações e download do aplicativo, visite a página do projeto no ​GitHub​.

Retroarch
Tradicional emulador multi-plataforma, disponível para praticamente qualquer
dispositivo. É considerado por muitos o melhor emulador existente, com uma

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Nintendo Switch Hacks

infinidade de opções de customização e recursos. Tem uma interface um pouco


complicada para iniciantes, mas familiarize-se com o funcionamento dele e você
será recompensado com o que há de melhor em emulação. Mais informações e
downloads estão disponíveis no ​site oficial​ do emulador.

ShofEL2
Nome dado pelo grupo fail0verflow à vulnerabilidade também conhecida como
fusée-gelée, que foi descoberta por eles independentemente de ktemkin. Trata-se
de uma vulnerabilidade do chip Tegra X1 que possibilita a execução de código
arbitrário no Nintendo Switch e em outros dispositivos que utilizam o mesmo
processador. Hoje, todos os desbloqueios publicamente conhecidos aproveitam-se
dessa falha. Os consoles fabricados a partir de junho de 2018 não possuem essa
vulnerabilidade e até o momento não podem ser desbloqueados. Para mais
detalhes sobre o exploit, visite o ​site de ktemkin​.

Signature Patches / SigPatches


Arquivos distribuídos separadamente que podem ser aplicados ao sistema pelo
Atmosphère, burlando a verificação de legitimidade de jogos pelo Horizon e
permitindo efetivamente a execução de jogos piratas no console. Também
conhecidos como ES Patches. Vêm embutidos no SX OS, sendo desnecessários
nessa CFW. Estão disponíveis para download no repositório de ​GitHub​ do Kosmos.

Stealth Mode
Recurso do SX OS que bloqueia todo o tráfego de internet do console, permitindo-o
ficar conectado a uma rede o risco de ban.

SX Installer
Trata-se de um rebrand do homebrew Tinfoil (antigo Dz). As funcionalidades são
essencialmente as mesmas, mas ele só funciona no SX OS, é distribuído pela Team
Xecuter e tem a identidade visual da CFW. Para download e mais informações,
visite o ​portal do SX OS​.

SX Loader
É a payload que possibilita o boot do SX OS. Ela está disponível para download no
portal do SX OS​.

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Nintendo Switch Hacks

SX OS
Custom Firmware desenvolvida pelo grupo Team Xecuter. O código-fonte é dela é
fechado e uma licença válida para um console é comercializada por US$25.00. Para
mais informações, vide o tópico ​“Qual Custom Firmware é Melhor?” acima e o
portal do produto​.

Temas
Um Nintendo Switch rodando CFW pode ter o visual de seus menus customizado.
Para mais detalhes, vide o tópico ​“Como Faço para Instalar Temas?”​.

Tethered Coldboot
Refere-se à possibilidade de ligar o console desligado em CFW com o auxílio de um
segundo dispositivo. É o caso do Switch com a vulnerabilidade fusée-gelée que
utilizamos nos atuais métodos de boot em CFW - dependemos de um dongle,
computador ou celular para injetar a payload e inicializar o console desbloqueado.

Tinfoil
Originalmente desenvolvido por Adubbz, o Tinfoil é um homebrew cujo
desenvolvimento foi abandonado. Foi o primeiro instalador de arquivos no formato
.nsp disponível, e eventualmente incorporou funcionalidades de instalação por rede
e USB. Sua interface sempre foi bastante rudimentar. Quando Adubbz abandonou o
projeto, um outro desenvolvedor, Blawar, patenteou o nome Tinfoil e renomeou seu
antigo homebrew Dz para Tinfoil. XorTroll assumiu o desenvolvimento do antigo
Tinfoil, mas devido à situação legal envolvendo o nome patenteado por Blawar, teve
que renomear o projeto para Goldleaf. O novo Tinfoil, antigo Dz, é também
distribuído em uma versão customizada pela Team Xecuter com o nome de SX
Installer, e o homebrew Lithium, também de autoria de Blawar, nada mais é que
uma versão mais leve e enxuta dele. O repositório do antigo Tinfoil ainda está
disponível no ​GitHub​, ​e o novo Tinfoil foi removido da plataforma por violar as
regras de direitos autorais, podendo ser baixado de seu ​site​.

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Nintendo Switch Hacks

Warmboot
É o termo que se refere à possibilidade de ligar o console com CFW uma vez que
ele já tenha sido ligado em CFW anteriormente. A função de religar o console para a
última payload utilizada, adicionada ao Atmosphère na versão 0.8.4, é
essencialmente uma forma de warmboot.

.XCI
Formato dos dumps de cartuchos físicos (mesma lógica de um arquivo .ISO, mas
para cartuchos de Nintendo Switch). Podem ser “montados” executados diretamente
pelo SX OS (o console entende que você inseriu um cartucho), ou instalados na aba
installer da CFW. O SX OS também permite que arquivos .XCI sejam executados a
partir de um HD externo.

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