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Sumário da oferta secundária do Banco do Brasil

O Banco do Brasil é o maior banco do País em termos de agências, de contas correntes e de


ativos totais. O BB reduziu a diferença em termos de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE)
para os bancos privados (Itaú e Bradesco).
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) são para quem queira ter exposição ao “kit Brasil”,
aproveitar o bom momento com o avanço das reformas e aumentar o beta de sua carteira de
ações.
O Banco do Brasil está realizando uma oferta subsequente de ações (follow-on), 100%
secundária. Serão oferecidas 132.506.737 ações, equivalentes a 4,6% de seu capital total, das
quais 64 milhões de ações estão na tesouraria do banco e 68,5 milhões de ações pertencem ao
FI-FGTS, gerido pela Caixa Econômica Federal.
O período de reserva vai de 10 a 16 de outubro, com definição de preço em 17 de outubro.

A nossa recomendação é SIM, entrar na oferta de ações do Banco do Brasil, com pedido
de reserva a preço de mercado e sem lock-up.

Os principais pontos da tese de investimento são: i) aumento do retorno sobre o patrimônio


líquido (ROE); ii) crescimento das receitas com tarifas (guidance de 5% a 8% para 2019); iii)
potencial de redução das despesas administrativas.
O principal catalisador da melhoria do ROE do Banco do Brasil é a redução das despesas
operacionais, com bastante espaço para o corte de gastos com pessoal por meio do plano de
desligamento voluntário (PDV).

Este é um relatório elaborado pela equipe de análise da Levante de acordo com o prospecto
divulgado pela companhia.
Cronograma estimado da oferta

Preço por ação


A ser definido pelo processo de bookbuilding: oferta e demanda.

Valores para reserva


O valor mínimo para participar da oferta é de R$ 3.000,00 e o máximo é de
R$ 1.000.000,00 por investidor não-institucional.
Coordenador da oferta
A Caixa Econômica Federal é o coordenador líder. Os demais
coordenadores são: (i) BB Investimentos; (ii) Credit Suisse; (iii) Itaú BBA;
(iv) JP Morgan e; (v) XP Investimentos.

Cenário Macro e Bolsa


Podemos fazer um balanço muito positivo do início do mandato do novo
presidente. A inflação segue controlada e a taxa de juros está na mínima
histórica e com viés de queda - com fundamentos, e não devido a
desmandos do Executivo. A reforma da Previdência, em vias de aprovação
reforça que o Brasil caminha para realizar uma mudança estrutural em
meio à sua bagunça fiscal e, também, para atingir um novo padrão de juros
e inflação, ambos controlados.
Com o encaminhamento da reforma da Previdência, uma pergunta fica no
ar. E agora? Quais os próximos passos? A equipe econômica não demorou
para responder a essa pergunta e já prepara um pacote de medidas, que
deve ser apresentado logo após a votação. Medidas estruturais,
aceleração de privatizações, medidas que favorecerão a demanda
agregada e medidas microeconômicas estarão prontas para entrar em
discussão tão logo a reforma da Previdência seja aprovada. A reforma
tributária, por exemplo, é considerada tão importante quanto a da
Previdência e já vem sendo discutida no Congresso há algum tempo.
No cenário externo, voltamos para o ponto em que os bancos centrais,
visando evitar uma desaceleração brusca das economias, comprometem-
se com uma política monetária mais flexível e realizam seguidas reduções
nas taxas de juros. O cenário se desenha para um uma desaceleração
controlada das principais economias do globo.
Tudo isso tem possibilitado que a Bolsa ultrapasse e se mantenha acima
dos 100 mil pontos. O cenário para a Bolsa é positivo para os últimos
meses do ano, com cada vez mais investidores saindo das aplicações em
renda fixa e buscando ativos de risco.
O Governo e a equipe econômica têm a intenção de melhorar ainda mais a
eficiência dos bancos públicos, por meio da melhora na gestão e da
privatização de segmentos que não são principais para o negócio.
O Banco do Brasil vem, desde o início do governo Temer, diminuindo a
distância para seus principais concorrentes e entregando resultados cada
dia melhores. No entanto, continua sendo negociado com um desconto
grande em relação aos competidores privados.
O Banco do Brasil apresentou melhoria significativa no retorno sobre o
patrimônio líquido (ROE) e, com isso, tornou a relação risco e retorno mais
favorável para o BB.

Visão geral do Banco do Brasil


O Banco do Brasil é o maior banco múltiplo do país, com cerca de 4,7 mil
agências espalhadas pelo Brasil, das quais cerca de 600 agências digitais
especializadas. O BB tinha 96,2 mil funcionários em junho de 2019, e é,
hoje em dia, responsável por 36,1 milhões de contas correntes e 37,9
milhões de contas-poupança.
O ativo total é de R$ 1,54 trilhão e o patrimônio líquido do BB era de R$
105 bilhões em junho de 2019. A gestora de recursos do banco, a
BBDTVM, também é a maior do País e tem R$ 1.053 bilhões de recursos
sob gestão (AUM). Enquanto isso, a carteira de crédito do BB soma R$
686,6 bilhões.
O Banco do Brasil é o líder de mercado no agronegócio, com 58,2% de
market share.
A receita total do Banco do Brasil pode ser dividida da seguinte forma:
margem bruta financeira com 60% do total, receita com tarifas bancárias
com 30% e os outros 10% em outras receitas (como operações de
Tesouraria). Já a divisão de seguros do BB está numa companhia
separada, a BB Seguridade.

Banco do Brasil e a Transformação Digital


O Banco do Brasil tem realizado iniciativas para desenvolver o modelo
misto de canal de atendimento aos seus clientes na era digital
(omnichannel).
O banco estruturou escritórios especializados das agências Estilo no
segmento de alta renda que fazem atendimentos digitais aos clientes via
mobile. O BB possui 622 agências digitais e especializadas, dos quais 138
escritórios são exclusivos para atendimento de clientes.
Ademais, são 2,5 milhões de clientes nativos digitais distribuídos em 406
agências exclusivamente digitais. O aplicativo do BB é responsável por
60% do total de transações do banco, o internet banking por 20% e
agências físicas por apenas 10% - outros setores por 10%.
Como todos os bancos tradicionais no Brasil estão expostos ao aumento
de competitividade das fintechs e dos bancos digitais, um risco inerente ao
negócio tradicional das instituições financeiras, o BB também está fazendo
o seu processo de modernização.
Parceria com o banco suíço UBS Warburg
O Banco do Brasil e o UBS divulgaram, no dia 23 de setembro, um
memorando de entendimento informando a intenção de estabelecer uma
parceria para prestar serviços de banco de investimentos e de corretora de
valores no segmento institucional no Brasil e em determinados países da
América do Sul.
A notícia é positiva para o banco estatal brasileiro, pois é uma forma do BB
reforçar seu banco de investimentos com a estrutura do UBS no Brasil. O
banco suíço será majoritário na parceria, para evitar problemas
operacionais comuns em empresas estatais.
O movimento é quase uma “privatização” do banco de investimentos do
BB, pois o UBS poderá contratar profissionais sem concurso e oferecer
bônus agressivos, em linha com os praticados pelos bancos de
investimento privados.

Liquidez das ações


O valor de mercado do BB é de aproximadamente R$ 125 bilhões, com
volume médio diário negociado das ações superior a R$ 535 milhões. As
ações do Banco do Brasil (BBAS3) estão listadas no Novo Mercado da
Bovespa, nível mais alto de Governança Corporativa. Elas representam
3,525% do Ibovespa, sendo a 7ª ação com maior participação do índice.

Dividendos
O retorno em dividendos do projetado é de 4,5% em 2019 e de 5,25% em
2020. O banco pretende distribuir 40% dos lucros no futuro na forma de
dividendos, o chamado payout.
Tese de investimento
Os principais fundamentos da tese de investimento no Banco do Brasil são:
(i) Aumento do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE): dos 12,3% em
2017 para um patamar superior a 14% em 2018, com um ROE de
17,6% no segundo trimestre de 2019. O Banco do Brasil poderá
chegar num patamar de ROE sustentável de 16% e se aproximar de
grandes bancos privados.
(ii) As receitas com tarifas apresentaram forte crescimento de 6,7% no
primeiro semestre de 2019, com bom resultado na administração de
fundos e crescimento dos ativos sob gestão (saldo de R$ 1,1 trilhão
em junho de 2019). A previsão (guidance) de crescimento de receitas
com tarifas em 2019 é de 5% a 8%.
(iii) Potencial de redução das despesas administrativas: as despesas
administrativas cresceram apenas 0,3% no primeiro semestre de
2019, abaixo da previsão da companhia, que era de crescimento
entre 2% a 5% em 2019.
(iv) O Banco do Brasil está bem capitalizado: conforme os índices de
Basiléia, índice de capital principal em 10%, versus o índice mínimo
exigido de 8%. O BB se comprometeu a elevar o índice de capital
principal mínimo para 11% em 2022.

Catalisadores
O principal catalisador da melhoria do ROE do Banco do Brasil é a redução
das despesas operacionais, com bastante espaço para redução de
despesas com pessoal por meio do plano de desligamento voluntário
(PDV).
Em julho o BB anunciou uma reorganização institucional por meio de um
programa de demissão voluntária (PDV) e uma diminuição do número de
agências, com redução de 2 mil a 3 mil funcionários.
Outros catalisadores importantes são: crescimento da margem financeira
bruta e redução do custo de crédito. Além disso, o banco conseguirá elevar
as tarifas bancárias acima da inflação e reduzir as despesas
administrativas com o programa de demissão voluntária e digitalização de
sua rede de agências.
O Banco do Brasil já revisou para baixo a sua projeção de evolução da
carteira de crédito: de um crescimento de 3% a 6% para um intervalo de
queda de 2% a crescimento de 1%.

Múltiplo P/VPA
Na sequência é demonstrado o cálculo do ROE implícito do Banco do
Brasil no seu múltiplo P/VPA atual, considerando as seguintes premissas:
custo de capital próprio (Ke) de 9% ao ano e taxa de crescimento (g) na
perpetuidade de 1% ao ano. Com isso, as suas premissas são de
crescimento real acima da inflação.
Resolvendo a fórmula: Valor Justo/PL (que é o múltiplo P/VPA) = (ROE –
g) / (Ke – g).
O ROE implícito é de apenas 10,9%.

Fazendo a conta ao contrário: qual deveria ser o valor justo das ações do
Banco do Brasil, com as premissas de ROE sustentável de longo prazo e
com as mesmas premissas de custo de capital (Ke) e crescimento (g) de
9% e 1%, respectivamente?
O valor justo de BBAS3 seria de R$ 191,1 bilhões, ou R$ 66,70 por ação,
um alto potencial de 51% de valorização.
Consideramos bem factível que o Banco do Brasil consiga aumentar e
manter o seu ROE sustentável e de longo prazo em 16%.
Portanto, o preço teto para investir nas ações do Banco do Brasil é de R$
60 por ação.

Conclusão
A tradicionalidade do banco não o impediu de se direcionar também rumo à
transformação digital. Melhorando o ROE desde o governo Temer, a nova
diretoria está fazendo um bom trabalho e deve entregar um ROE em 2019
ainda maior que o de 2018.
Partindo de nossas premissas para o crescimento do banco, vemos um
preço justo em torno de R$ 67, um potencial de 51% de alta em relação ao
preço de fechamento do dia 09 de outubro de 2019.
As ações do Banco do Brasil são para quem quer ter exposição ao “kit
Brasil” e aproveitar o bom momento com o avanço das reformas e
aumentar o beta da sua carteira de ações.
A nossa recomendação é SIM, entrar na oferta de ações do Banco do
Brasil, com pedido de reserva a preço de mercado e sem lock-up.
O relatório especial Follow-on do Banco do Brasil foi produzido pela
equipe de analistas da Levante.

A Levante é uma plataforma de ideias de investimento totalmente


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O conteúdo faz parte na série As Melhores Ações, sob responsabilidade de


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