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Ficha Técnica

Título
O Sapo Apaixonado
Autor
Max Velthuijs
Ilustrações
Max Velthuijs
Editora
Caminho
Tradução e adaptação para pictogramas (SPC)
Cristina Almeida, Maria Teresa Gonçalves, João Silva, Liliana Martins, Tânia Ferreira e Marisa
Sousa
Communication Symbols, 1981-2002,
Mayer-Johnson, Inc.
All rights reserved. Used with permission.
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USA
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O Sapo apaixonado
O Sapo estava sentado perto do rio.

Sentia-se estranho.

Estava contente ou triste? Não sabia.


Toda a semana sonhou acordado.

Qual era o problema?


Encontrou o Porquinho que disse:

- Olá Sapo! Qual é o problema?

- Não sei. Quero rir e chorar ao mesmo tempo.

Tenho uma coisa dentro de mim que faz tum-tum.


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- Estás constipado? Vai para casa e deita-te na cama.

O Sapo seguiu caminho preocupado.


Foi a casa da Lebre e disse:

- Sinto-me estranho.

- Entra e senta-te. Qual é o problema?

- Tenho frio e calor ao mesmo tempo.

Tenho uma coisa dentro de mim que faz tum-tum.


A Lebre pensou como um médico e disse:

- É o teu coração. O meu faz igual.

- Mas o meu faz tum-tum mais depressa. Faz um-dois. Um-dois.

A Lebre foi buscar um grande livro e leu:

- Coração a bater depressa, calor e frio ao mesmo tempo... Estás apaixonado!

- Apaixonado? Estou apaixonado!


Ficou contente e deu um salto grande.
O Porquinho assustou-se quando o Sapo caiu do céu.

- Estás melhor?

- Sinto-me bem. Estou apaixonado!

- Que bom! Quem é?

O Sapo não sabia. Pensou... Pensou...


- Já sei! Estou apaixonado pela encantadora Pata!

- Não. Um sapo não se apaixona por uma pata.

Tu és verde e ela é branca.

O Sapo não quis ouvir.


Não sabia escrever. Sabia pintar.

Foi para casa. Fez um lindo desenho vermelho, azul e muito verde.

O Sapo gostava muito de verde.


À noite, pôs o desenho debaixo da porta da Pata.

O seu coração fazia tum-tum mais depressa.


A Pata ficou curiosa.

- Quem o desenhou?

E pendurou-o na parede.
No dia seguinte, o Sapo fez um ramo de flores para a Pata.

Teve medo. Pôs as flores na porta e fugiu.

Todos os dias fez o mesmo. Tinha medo de falar com a Pata.


A Pata estava muito contente com todos os presentes.

Quem os dava?
Pobre Sapo. Não comia, não dormia.

Todas as semanas era o mesmo.


- Como digo à Pata que gosto dela?

Vou fazer uma coisa especial. Vou dar o salto mais alto do mundo.

A Pata vai gostar de mim.


O Sapo saltava todos os dias.

Saltava até às nuvens.


A Pata perguntava:

- O que tem o Sapo? Os saltos são perigosos.

Acertou.
O Sapo estava a dar o salto mais alto do mundo quando caiu.

A Pata foi a correr ajudar.


O Sapo não andava. A Pata ajudou-o e levou-o para casa.

Cuidou dele com amor.

- Sapo, podias ter morrido. Gosto muito de ti.

O Sapo ganhou força e disse:

- Gosto muito de ti Pata.

Tinha o coração a fazer tum-tum muito depressa e ficou com a cara muito verde.
Agora amam-se muito.

Um sapo e uma pata.

Verde e branca.

Para o amor, não há diferenças.


FIM