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Alfabetização e letramento: a construção de conhecimentos na formação de graduandos

de um curso de Pedagogia

Dedilene Alves de Jesus


Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)

RESUMO:

Este relato de experiência objetiva apresentar a construção de conhecimentos acerca da


fundamentação teórica ministrada na disciplina de Alfabetização e Letramento de uma
universidade pública estadual mineira, no Curso de Pedagogia. As concepções teóricas
apresentadas na disciplina referem-se à conceituação de alfabetização e letramento (SOARES,
2017) e à perspectiva de aprendizagem de Emília Ferreiro e Ana Teberosky sobre a
psicogênese da língua escrita (1985, 1986), atreladas à rotina por meio de uma plataforma
gratuita de compartilhamento, no sentido de relacionar tais pressupostos às vivências dos
alunos acerca do processo. Tal entrelaçamento justifica-se pela urgência de proximidade
teoria-prática, considerada pela própria experiência do aluno em suas rememorações e
também pela projeção do que se considera adequado nos ditos processos. A análise das
atividades propostas aponta para a necessidade de conceptualizar conteúdos essenciais para a
formação dos graduandos em uma perspectiva que parta do experiencialismo individual para a
reflexão sobre tais conceitos.
PALAVRAS-CHAVE: Alfabetização. Letramento. Ensino.

Introdução

Os cursos de formação de professores, nas últimas décadas, sofreram modificações em


sua grade curricular para atendimento às demandas sociais. Carvalho (1992) já apontava que
tais mudanças decorreriam de pelo menos dois fatores fundamentais – a função social desses
cursos nas universidades públicas e a eficiência dos cursos de formação de professores –, que
apontam para uma preparação melhor do egresso, para atuação profissional mais eficiente.

Em 2006, a partir da Resolução CNE/CP nº 1/2006 – Diretrizes Curriculares Nacionais


para o Curso de Pedagogia (DCNP) –, os cursos de Pedagogia passaram por uma
reestruturação em sua grade curricular, ampliando o escopo de atuação do licenciado nas
áreas de docência, gestão e supervisão. Desde então, as instituições de ensino superior, a
partir de seus órgãos colegiados (Núcleo Docente Estruturante e Colegiado de Curso)
passaram a realizar alterações nas disciplinas a serem ofertadas em seus cursos, para uma
adequação ao perfil esperado do profissional pedagogo.
Um documento da Política Nacional de Formação de Professores, de outubro de 2017,
disponibilizado no portal do Ministério da Educação1, aponta que há poucos cursos com
aprofundamento da formação na Educação Infantil e no ciclo da alfabetização, prejudicando a
formação dos docentes nos anos iniciais. A partir das premissas apresentadas, o Ministério
propôs-se a estabelecer sistematicamente uma política de formação de professores, na
proposta de uma Base Nacional Comum de Formação Docente, elaborada ao longo de 2018 e
divulgada no final do governo Temer, em dezembro. Tal proposta sofreu inúmeras críticas por
parte das diversas entidades educacionais, principalmente por ter sido referendada de forma
unilateral, sem consulta à comunidade acadêmica e escolar, apresentando uma visão
fragmentária da formação em Pedagogia2.

Nesse enquadre, nosso relato de experiência tem por objetivo demonstrar de que forma
os licenciandos de um 3º período do curso de Pedagogia constroem seu conhecimento a
respeito de conceitos como alfabetização e letramento, bem como concebem a relação entre
esses conhecimentos e suas vivências, no sentido de internalização dessas concepções
atreladas ao processo de alfabetização estudado ao longo da disciplina de Alfabetização e
Letramento. Para cumprir tal objetivo, selecionamos 2 atividades realizadas em uma
plataforma gratuita de compartilhamento, analisando as respostas apresentadas e mediações
necessárias para o encaminhamento dos conteúdos. Essa análise justifica-se por
considerarmos que somente as atividades avaliativas formais não seriam suficientes para a
verificação da aprendizagem construída.

Inicialmente, apresentamos informações pertinentes sobre a disciplina ministrada, de


acordo com o proposto no Projeto Pedagógico do Curso (PPC); após, especificamos a
descrição das atividades selecionadas, explicitando questões relativas à plataforma Edmodo,
para, finalmente, elencarmos as atividades separadamente, partindo para a discussão sobre a
internalização dos conhecimentos referentes à disciplina.

1 A disciplina de Alfabetização e Letramento

1
CASTRO, M.H.G. Política Nacional de Formação de Professores. Disponível em
http://portal.mec.gov.br/docman/outubro-2017-pdf/74041-formacao-professor-final-18-10-17-pdf/file. Acesso
em 01/05/2019
2
Nota da ANPED: http://www.anped.org.br/news/nota-sobre-base-nacional-comum-para-formacao-de-
professores. Acesso em 01/05/2019
As Diretrizes Curriculares de 2006 geraram uma transformação no percurso formativo
dos cursos de Pedagogia, fazendo emergir projetos pedagógicos de curso que abarcassem uma
concepção mais abrangente e, ao mesmo tempo, voltada para eixos fundamentais na docência
dos anos iniciais, como Alfabetização e Letramento. Embora essa disciplina tenha presença
marcante ao longo do processo de elaboração da grade curricular de Pedagogia, a maneira
como passou a ser abordada na última década evidencia aspectos de adequação aos novos
encaminhamentos preconizados pelos documentos oficiais.

Especificamente, na realidade vivenciada pelo Curso de Pedagogia da Universidade do


Estado de Minas Gerais (UEMG) – Unidade Barbacena, a disciplina de Alfabetização e
Letramento passou por uma transição. Consultando o Projeto Pedagógico do Curso,
observamos uma mudança na grade curricular nos últimos 5 anos: na grade curricular antiga,
de 2008, a oferta da disciplina era feita em dois períodos, totalizando 4 créditos (4ª período –
2 créditos (40 h); 5º período – 2 créditos (40 h)), respectivamente denominada Alfabetização e
Letramento I e II; a partir do 1º semestre de 2017, a disciplina passou a ser oferecida para o 3º
período, com 4 créditos (72 horas). A disciplina deixou, então, de ser ofertada de forma
fragmentada e passou a ser ministrada em um único semestre, não alterando, na prática, sua
carga horária. Além da disciplina em sala de aula, o PPC aponta para uma estrutura curricular3
que privilegia o eixo de Alfabetização e Letramento, no espraiamento para o núcleo de
Integração de Saberes (Prática de Formação Docente).

Sobre a composição da ementa da disciplina, há uma abrangência nos aspectos a serem


trabalhados:

Processo de letramento e as práticas de ensino da língua materna na


Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental. Conceito e
origem dos estudos e modelos do letramento. Pesquisas sobre alfabetização e
sobre letramento no Brasil. A escrita e da leitura, como parte integrante de
um processo histórico, político e social. Contextualização e conceituação do
processo de alfabetização de crianças, jovens ou adultos. (PPC Pedagogia –
UEMG (Barbacena), 2016, p. 54)

Em termos operacionais, tal ementa aponta para o seguinte percurso: conceito de


alfabetização e letramento > modelos de letramento > estatísticas sobre alfabetização e
letramento no Brasil > psicogênese da linguagem escrita (hipóteses de escrita) >

3
A estrutura curricular do Curso de Pedagogia da UEMG – Unidade Barbacena está dividida em três núcleos de
formação (Fundamentos da Educação; Saberes Escolares e Integração de Saberes) e os dois percursos formativos
(Alfabetização e Letramento e Educação Inclusiva). A disciplina de Alfabetização e Letramento faz parte do
núcleo de Saberes Escolares.
sistematização da sondagem de escrita no processo de alfabetização > métodos de
alfabetização > perspectiva freiriana de alfabetização.

2 As atividades propostas

Ao iniciar as atividades de docência no curso referido, em 2017, propusemo-nos a


realizar um trabalho que privilegiasse a construção de conhecimentos a partir de interações
produtivas com os graduandos. As turmas são compostas, em média, por 40 alunos, e em
número de duas por período, uma vez que o processo seletivo é anual. Realizar uma
abordagem produtiva acerca de conceitos complexos e densos tornou-se desafiador, uma vez
que a proposição da disciplina apontava para uma relação entre teoria e prática e o tempo para
apresentação de todos os conteúdos era ínfimo.

Algumas questões surgiram inicialmente: Como mensurar o nível de aprendizagem


dos licenciandos fora da sistemática avaliativa (de provas e trabalhos para nota)? Como sanar
possíveis dúvidas, tendo em vista um tempo escasso para se debruçar detalhadamente sobre os
conceitos? De que maneira poderia ser apresentada a relação teoria-prática, além das
exemplificações apresentadas na exposição dos conteúdos?

Diante dessas inquietações, buscamos alguns encaminhamentos: a) utilização de uma


plataforma de compartilhamento gratuito (https://new.edmodo.com/home), com possibilidade
para postagem dos materiais de leitura a serem utilizados nas aulas, bem como materiais
complementares para fixação dos conteúdos, além de abordagens a partir de testes, enquetes e
questionários; b) sistematização de atividades práticas, para ampliação do conhecimento
construído e internalização de aspectos pedagógicos fundamentais para a docência nos anos
iniciais. Consideramos também distribuir a disciplina em 3 momentos: o primeiro, para
apresentação dos conceitos de alfabetização e letramento; o segundo, para explanação sobre
as hipóteses de escrita e temas decorrentes da psicogênese da língua escrita; o terceiro, para
tratar dos métodos de alfabetização.

Neste relato, apresentamos somente as atividades relacionadas à interação realizada na


plataforma Edmodo, que serviram de embasamento para a proposição de atividades que
sanassem as dúvidas, bem como de alinhamento para a abordagem adequada na construção
dos conhecimentos necessários ao cumprimento dos créditos na disciplina.
2. 1 As atividades na plataforma de compartilhamento

A plataforma Edmodo é uma ferramenta educativa gratuita para compartilhamento de


materiais didáticos em um processo de ensino-aprendizagem. Ela foi elaborada em um
formato que lembra o das redes sociais, com várias possibilidades de interação entre professor
e alunos:

Figura 1 – Layout da disciplina Alfabetização e Letramento na Edmodo

Fonte: https://new.edmodo.com/groups/alfabetizacao-e-letramento-29255748

A operacionalização para participar da plataforma é bem simples: o aluno faz um


cadastro com e-mail e senha, acessando a página e solicitando a participação em uma turma;
em seguida, o aluno insere o código da disciplina enviado pelo professor (gerado pela própria
plataforma) e espera a aprovação do docente para iniciar a participação. Uma notificação é
enviada ao docente, que aprova a participação do aluno. A partir desse momento, todos os
compartilhamentos serão visualizados pelo aluno, assim como as atividades.

Fizemos o uso da plataforma concomitantemente ao do semestre letivo,


disponibilizando materiais de leitura e outros pertinentes aos conteúdos, de caráter
multissemiótico. À medida que o cronograma da disciplina foi se cumprindo, de acordo com o
Plano de Ensino, iniciamos a etapa de atividades de acompanhamento.

A participação inicial dos alunos no cadastro da Edmodo foi bem tímida, mas, durante
as aulas, enfatizamos a importância dessa participação e percebemos uma melhoria.
Observamos que, entre uma atividade e outra, houve um aumento no número de participantes.
Apesar de ser o meio mais profícuo para a comunicação entre a professora e os alunos, não foi
exigida uma participação total dos alunos, mas optamos por uma conscientização deles acerca
da sua inserção.

Propusemos duas atividades: a) uma testagem conceitual, em que elaboramos 3


questões de múltipla escolha sobre os conceitos de alfabetização e letramento; b) um
questionário, com 4 perguntas voltadas para a internalização dos conceitos e retirada de
dúvidas. A seguir, explicaremos detalhadamente cada atividade.

a) Testagem conceitual

Na aba responsável para a confecção de testes e tarefas, selecionamos o tipo de


instrumento a ser utilizado e elaboramos as seguintes questões de múltipla escolha:

Quadro 1 – Questões da testagem conceitual

Testagem conceitual
Abaixo, temos algumas afirmações acerca da relação entre alfabetização e letramento. Qual delas é
verdadeira?

Alfabetização e letramento são processos distintos e, por isso, não podem se relacionar quando nos
referimos à aquisição da leitura e da escrita.

Alfabetização e letramento são termos diferentes para se referirem ao mesmo processo, portanto são
indissociáveis.

Alfabetização e letramento são processos distintos, porém indissociáveis quando nos referimos à aquisição
da leitura e da escrita.
O que é alfabetização?

É o processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a partir do domínio dos


princípios alfabético e ortográfico, que possibilitam ao aluno escrever e ler com autonomia.

É um processo genérico de apropriação do sistema de escrita, a partir do conhecimento de mundo do aluno,


gerando criticidade para o exercício da cidadania.

É o processo específico de apropriação do código alfabético, fazendo com que o aluno relacione sons e
grafemas através da memorização.
O que é letramento escolar?

É o resultado da ação de ensinar a ler e escrever, a partir da memorização de palavras e desenvolvimento


da consciência fonológica.

É o produto do meio social nas diferentes práticas vivenciadas pelo aluno.

É o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais de leitura e escrita; o estado ou condição
que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência da apropriação da escrita e de suas práticas
sociais.
Fonte: https://new.edmodo.com/groups/alfabetizacao-e-letramento-29255748

É importante salientar que o layout para apresentação das questões foi diferente do que
o apresentado aqui, sendo uma questão apresentada por vez, com um cronômetro de 1 hora
para responder a todas as questões. O objetivo das perguntas foi o de verificar como os alunos
tinham internalizado os conceitos de alfabetização e letramento e a relação entre tais
conceitos.

b) Questionário

A elaboração do questionário seguiu operacionalização parecida com a da testagem


conceitual, porém o tipo de pergunta focou aspectos mais subjetivos:

Quadro 2 – Perguntas do questionário

Fonte: https://new.edmodo.com/groups/alfabetizacao-e-letramento-29255748

Como se observa, as questões focaram a compreensão dos alunos sobre os conceitos,


além da abordagem da sua própria experiência no processo de alfabetização. A última
questão visou à verificação do que foi internalizado ou não, para retirada de dúvidas.

3.2 Discussão

Para fazermos uma discussão proficiente sobre as atividades propostas e seus


resultados, dividimos esta seção em 3 tópicos (um para cada atividade e outro para a
vinculação entre as análises das atividades).
A premissa para nossa discussão perpassa questões referentes à formação inicial de
professores, que ocorre nos cursos de licenciatura. Nesse viés, Namo de Mello (2000, p. 100)
sinalizava uma problematização para essa formação:

A localização institucional das licenciaturas na estrutura do ensino superior,


e particularmente das universidades, cria um divórcio entre a aquisição de
conhecimentos nas áreas de conteúdos substantivos e a constituição de
competências para ensinar esses conteúdos a crianças, adolescentes ou
adultos com atraso escolar .

Dezenove anos após essa reflexão, podemos observar que ela ainda se faz pertinente,
uma vez que continua existindo uma disparidade entre os conteúdos teóricos e as práticas
pedagógicas requeridas na formação inicial de professores, tendo como consequência a falta
de transposição didática adequada para a construção de conhecimentos.

A autora continua o artigo a partir do apontamento da problemática relação teoria-


prática nos cursos de licenciatura:

Uma das relações entre teoria e prática na formação do professor deve


ocorrer na área de conhecimento especializado. Ora, se no futuro será
necessário que o professor desenvolva em seus alunos a capacidade de
relacionar a teoria à prática, é indispensável que, em sua formação, os
conhecimentos especializados que o professor está constituindo sejam
contextualizados para promover uma permanente construção de significados
desses conhecimentos com referência a sua aplicação, sua pertinência em
situações reais, sua relevância para a vida pessoal e social, sua validade para
a análise e compreensão de fatos da vida real. (NAMO DE MELLO, 2000, p.
103)

Sobre essa questão, que encontra ecos em vários estudos pedagógicos, percebemos o
quanto se torna emergente a concepção de disciplinas nos cursos de Pedagogia que favoreçam
um diálogo entre questões teóricas e situações práticas, facilitando a compreensão do
graduando sobre os aspectos que realmente importam na prática pedagógica.

Ao analisar a estrutura curricular de 25 cursos de Pedagogia, Libâneo (2010, p. 566)


apresenta a seguinte questão:

A presença nos currículos de disciplinas de “fundamentos” e disciplinas


voltadas ao exercício profissional do professor leva a supor que as primeiras
teriam a função de prover ao futuro professor os elementos teóricos da
profissão, e as segundas, os de formação para as demandas da prática
docente na escola e na sala de aula. No entanto, um ligeiro olhar sobre as
ementas permite concluir que é muito tênue a relação das disciplinas de
“fundamentos” com as práticas, enquanto as disciplinas referentes à
formação profissional, em boa parte, não recorrem aos “fundamentos” e,
frequentemente, elas próprias passam a impressão de que “ficam na teoria”,
desdenhando o “que” e o “como” ensinar.

Decerto, fica mais uma vez marcada a dificuldade em se atrelar a teoria à prática, fato
também observado em estudo específico sobre disciplinas da área de linguagem, como
Alfabetização e Letramento. Abreu et al (2013, p. 347) defendem que o número de disciplinas
ligadas à área linguística deveria ser maior na estrutura curricular dos cursos de Pedagogia:

Sabendo das lacunas na formação inicial dos alunos que chegam ao ensino
superior, urge uma revisão curricular dos cursos de Pedagogia no que se
refere ao campo da linguagem para que os acadêmicos sejam diplomados
com uma autêntica inserção nas práticas de letramento, o que inclui uma
densa reflexão teórica no campo da linguística e uma intensa experiência de
leitura e de escrita.

Diante dessas questões, nos deteremos na análise de cada uma das atividades.

3.2.1 Testagem conceitual

Como já apresentado, elaboramos uma testagem com o intuito de verificarmos de


maneira objetiva como os alunos estavam compreendendo os conceitos de alfabetização e
letramento.

Para essa testagem, obtivemos os seguintes resultados:

a) Dos 78 alunos cadastrados, 67 realizaram a testagem (a plataforma permite que


seja colocado um prazo de encerramento para as atividades, gerando o fechamento
automático delas).
b) Os resultados da testagem foram apresentados em percentuais, com o seguinte
formato:
Observando os percentuais ligados a cada pergunta, notamos que houve uma média
geral de 8,7% de alunos com respostas incorretas. Tal resultado apresentou-se satisfatório,
principalmente por notarmos que o percentual acima de 90 demonstra uma compreensão
adequada acerca dos conceitos estudados.

3.2.3 Questionário

As questões apresentadas nesta atividade buscaram verificar aspectos subjetivos da


compreensão dos mesmos conceitos da primeira atividade, acrescidos de uma questão sobre a
psicogênese da língua escrita. Dos 78 alunos, 65 responderam ao questionário, sendo que
houve 3 alunos que não responderam a todas as questões.

A seguir, apresentamos cada uma das questões e os comentários mais pertinentes


realizados pelos alunos.

a) “Descreva como foi seu processo de alfabetização”

O objetivo dessa questão era fazer com que os alunos pudessem, a partir do que
estavam compreendendo sobre processos de alfabetização, identificar como ocorreu o seu
próprio processo. Alguns alunos responderam que não se lembravam como tinha acontecido
(5 alunos), mas a maioria soube fazer um relato acerca do período. Destacamos alguns desses
relatos:

“Aos 7 anos no primeiro ano que seria o primeiro ano do ensino fundamental
para que pudesse passar por (sic) segundo, a turma fazia a leitura de um
texto para uma banca examinadora, composta pela diretora, a coordenadora
da escola a professora e nossos pais. Este foi um processo que me causou
muitos traumas. Por muito tempo senti vergonha de ler em público.” (R.L)

“Eu aprendi a ler aos 8 anos de idade ,estudei em escola da zona rural ,multi
seriado (sic), a professora não tinha nenhuma formação para lecionar .Os
primeiros tracos (sic) foram as garatujas depois a professora passava no
caderno as silabas e eu ia copiando e depois juntava as silabas mas minha
irma (sic) me ajudava em casa também .Eu adorava ler os livros da Lucia
Casasanta As Mais Belas Histórias” (R.M.O.R.)

“Tive uma certa dificuldade em relação ao espelhamento de algumas letras, e


lembro com clareza de professoras dizendo que o motivo era por eu ser
canhota. E é até uma dúvida que eu tenho, se realmente tem ligação. Mas
sempre tive muito contato com livros e brinquedos pedagógicos, sempre fui
muito estimulada pela minha tia que é professora.” (S.M.C.O.)
“Foi através de cartilhas. A escola tinha um projeto "mala viajante" no qual
era escolhido por nós (alunos) um livro de literatura e em casa era lido e no
outro dia na sala contávamos a história daquele livro, esse projeto foi bem
interessante pois despertava o interesse, o mais legal era contar no outro dia
pra professora!” (M.R.)

“Tive dificuldades na alfabetização porque eu demorei a falar por quando


comecei processo não sabia nem identificar letras por isso tiveram que me
repetir no primeiro período.” (V.R.)

Como observado, os processos de alfabetização tiveram impacto diferente na vida dos


alunos. R.L. relata uma alfabetização de base tecnicista, ao fazer menção de uma banca
examinadora para aferir a proficiência de leitura dos alunos; R.M.O.R passou pela experiência
da classe multisseriada, muito comum ainda em zonas rurais, apesar de orientação para que
não haja esse tipo de agrupamento de anos de escolaridade pela LDB 9394/96. O relato de
S.M.C.O. chama atenção na dicotomia: ao mesmo tempo em que a sua tia proporcionava um
ambiente de letramento para ela, a professora alfabetizadora fazia a cobrança de escrita destra,
ainda na visão retrógrada de que o aluno canhoto precisa ser “reeducado” em sua escrita.
M.R. faz um relato que demonstra um processo de alfabetização mais aproximado do que
consideramos adequado, apesar de a professora ter se mantido em um método de
alfabetização considerado “antiquado”4; finalmente, o relato de V.R. aponta para questões de
desenvolvimento linguístico como implicadoras da dificuldade no processo de alfabetização.

b) “Como foi a sua compreensão sobre o conceito de alfabetização, na disciplina?”

O objetivo da questão era o de fazer com que o aluno refletisse sobre sua
aprendizagem, relatando facilidades ou dificuldades no processo de compreensão do
conteúdo. Observamos que um número relevante de alunos confundiu a questão e achou que a
mesma estava requerendo a escrita do conceito de alfabetização.

Apesar disso, obtivemos os seguintes relatos:

Compreensão nível médio, acho que ainda estou confundindo alfabetização e


letramento, para mim quando é exposto exemplos reais a compreensão fica
mais fácil, mas também aprendi que temos que respeitar cada fase da
alfabetização do aluno, sem podar, dando à ele a oportunidade de refazer
cada sílaba e descobrir onde está errando. (J.C.A.)

4
Nosso objetivo neste trabalho não é apresentar um posicionamento radical sobre os métodos de alfabetização,
embora consideremos que haja determinados métodos (como o de muitas cartilhas) que não cumpriram com o
papel de aquisição de leitura e escrita e compreensão de textos.
No começo das aulas me deparei meio perdida em relação ao processo da
alfabetização, os textos eram meio confusos para mim, porem, quando
trabalhados em sala de aula todas minhas duvidas eram sanadas, fazendo
assim, com que eu absorvesse totalmente matéria por completo. Pude ver
também que a alfabetização e concretizada por completo quando ele sabe ler
e escrever, não apenas entender e decifrar atividades. Um sujeito
alfabetizado é aquele que sabe ler e escrever. (P.B.)

No começo foi um pouco difícil,mas no decorrer das aulas,eu fui entendendo


com mais clareza. (L.C.)

Eu pude aprimorar muito meus conhecimentos, mas ainda tenho muito que
aprender porque eu já tinha uma noção do que era alfabetização mas muito
vago ,agora eu estou mais atualizada até porque para ser um bom
alfabetizador temos que estar sempre em busca de algo diferente. (R.M.O.R.)

Esclarecedor, pois até com meus filhos ainda usava nas tarefas de casa o
método tradicional e agora tenho uma outra visão, compreendo que a junção
do letramento com o tradicional facilita a aprendizagem. (L.G.)

Acredito que a disciplina é muito cativante, faz com que repensemos em


todo o processo de alfabetização que passamos e por consequência
pensarmos e analisamos que tipo de alfabetizadores que queremos ser.(R.L.)

Total, foi bem explicada e eu soube absorver completamente os textos


mesmo sendo complexos ajudaram bastante. Os exemplos repassados
auxiliaram juntamente com os vídeos. (L.V.)

No começo fiquei um pouco confusa pelo fato de nunca ter ouvido falar tão
especificamente sobre esse tema. Mas com as explicações dadas eu fiquei
muito interessada pelo assunto e acabei me interando mais sobre o assunto.
Descobri que são vários os métodos de alfabetização e descobri como essa
matéria é complexa. E com isso aprendi que a alfabetização proporciona ao
ser humano adquirir aprendizagens de sistema de escrita, mas também, a
interação nas práticas sociais presentes na cultura o qual pertence. E que a
alfabetização é o processo de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade
de ler e escrever. (S.B.V.)

O que observamos em comum nos relatos foi a dificuldade inicial, diante do texto
introdutório sobre os conceitos de alfabetização e letramento (capítulo 1 do livro
“Alfabetização e Letramento, de Magda Soares – 2017). Um dos motivos para essa
dificuldade residiu nas pré-concepções dos alunos sobre tais conceitos, já que a alfabetização,
por exemplo, é um termo muito utilizado no ambiente pedagógico e também possui vertentes
em outras disciplinas – alfabetização matemática, alfabetização cartográfica, entre outros. Nos
relatos também se evidenciou que a explanação feita em sala de aula a partir da leitura do
capítulo foi eficiente, gerando uma mudança na concepção do termo e também reflexões que
foram além do que estava sendo trabalhado em sala de aula: a percepção do perfil do
alfabetizador, a maneira de lidar com o processo de alfabetização dos próprios filhos, por
exemplo.
Destacamos também a confusão que alguns alunos ainda fazem entre os termos
alfabetização e letramento, em que muitas vezes não se consegue distingui-los. Partindo-se do
pressuposto de que Soares (2017) afirma a indissociabilidade desses processo (apesar de
serem distintos), é natural que haja essa confusão inicial.

c) “Como foi a sua compreensão sobre o conceito de letramento, na disciplina?”

Assim como na questão anterior, houve um bom número de alunos que conceituou o
termo letramento, em vez de relatar suas dificuldades e facilidades diante do conceito
estudado. Apesar disso, apresentamos alguns relatos:

Quando comecei a ver sobre o letramento eu pensava ser um conceito igual a


alfabetização, porem, ao estudar melhor e discutir os textos em sala de aula
vi que esse processo começa muito antes. É possível uma pessoa ser letrada
porem não alfabetizada. o letramento envolve o uso do que vivemos no dia a
dia, é uma pratica que envolve o contexto social da pessoa, o conhecimento e
a capacidade de entender as coisas, textos e ate mesmo atividade sem ser
alfabetizado. (P.B.)

Letramento pra mim foi um pouco mais complicado de compreender. Pra


mim, a alfabetização era a parte da escrita e o letramento da leitura. Agora
eu compreendo que o letramento é o que o aluno aprendeu na sua prática
social, ou seja com a sua família, com os seus amigos. É o conhecimento
prévio em algo que ele traz para a escola e que a escola deve trabalhar, para
favorecer as habilidades e construir conhecimento em torno do que o aluno
já conhece.(L.C.)

Me fez entender o motivo pelo qual existem pessoas que não sabem ler mas
conseguem dominar os desafios do cotidiano os quais exigem conhecimento
de letras números e cálculos, percebi que o letramento acontece o tempo
todo, constantemente em nossa vida, não só na escola, e que é função dos
pais participar e orientar os filhos no desenvolvimento e nas
descobertas!(A.F.S.)

Ficou bem mais nítido porque eu pensava que ser alfabetizado e letrado era
só saber ler fluentemente ,agora eu pude ver a diferença que para ser
alfaletrado e também saber interpretar o que lê.(R.M.O.R.)

Ao fim da abordagem deste conteúdo, compreendi o conceito de letramento.


Imaginava que era a aquisição da escrita, ligada diretamente à escola. Porém,
ficou claro que é um fenômeno social, um processo que não tem fim, pois
envolve as relações e experiências durante nossa vidas.(L.F.C.)

Compreendo que o letramento é um método construtivo que através de


atividades lúdicas e considerando cada forma de compreensão,
aprendizagem e ainda respeitando o conhecimento nato do educando facilita
muito o desenvolvimento. Outra visão Há pessoas letradas e não
alfabetizadas ou vise versa (sic). (L.G.)
Observando os relatos, percebemos em comum o perpasse na desconstrução do
conceito prévio sobre o termo, bem como a ampliação desse conceito para o ambiente escolar.
Há, ainda, uma inconsistência mostrada que foi sanada, pois a atividade tem a opção de
comentário pelo professor. A inconsistência se liga à ideia do letramento como “método
construtivo” (depoimento de L.G.); a professora fez um comentário em que alertou o aluno
para essa conceituação, distinguindo o letramento como processo que não se estabelece como
método e o método de alfabetização como uma técnica com o objetivo de gerar aquisição de
leitura e escrita ortográfica. Houve, também, a apresentação somente de um conceito de
letramento afastado do que foi estudado em sala de aula: “Resultado do processo de
alfabetização. (E.M.)”. A professora fez o mesmo tipo de abordagem, explicando que o letramento é
um processo social aproveitado pela escola, por isso falamos sobre “escolarização do letramento”
(SOARES, 2017).

d) “Sobre os conteúdos a respeito da psicogênese da linguagem escrita (Emília


Ferreiro), houve dificuldade na compreensão? Qual?”

Essa questão objetivou a reflexão acerca da internalização dos conceitos ligados à


perspectiva construtivista de aprendizagem apresentada por Ferreiro (1985) para explicar o
que ocorre na cognição da criança em processo de alfabetização, demonstrado a partir das
hipóteses de escrita. Tais conceitos foram trabalhados a partir do artigo seminal da autora, “A
representação da linguagem e o processo de alfabetização”, traduzido e divulgado na revista
Cadernos de Pesquisa (São Paulo).

Nesse enquadre, obtivemos os seguintes depoimentos:

Nas atividades em sala em alguns acabo me confundido, mais revendo os


conceitos creio em que posso compreender melhor. (V.A.)

Sim, tive dificuldade em compreender o texto,nas partes que dividiam por


conceitos, mas após a discussão dele em sala de aula ficou mais
esclarecido,mas tive dificuldade.(B.A.)

Não, houve um esclarecimento satisfatório em relação a cada fase da escrita


da criança, reforço que só fará mais sentido quando houver a aplicabilidade,
acredito que com o ditado diagnóstico feito por nós alunas irá ajudar mais
ainda na compreensão do conteúdo.(J.C.A.)

Ao fazer a leitura do texto me senti meio perdida. A forma de analisar o


desenvolvimento da escrita da criança era muito complexa ao meu ver.
Porem, ao ser trabalhado em sala de aula pude ver detalhadamente e
explicado de forma clara e objetiva os passos do processo da escrita. com
isso, passei a me interessar pelo assunto e entender por completo o processo
e seus desafios. (P.B.)

De começo somente analisando os textos houve uma grande dificuldade,


porém após as postagens dos vídeos e a mediação feita em sala de aula tanto
dos videos e dos textos consegui com mais facilidade entender sobre o
assunto apesar de sua complexidade.(L.C.)

Sim. Tive dificuldade inicialmente em compreender o texto da Emília


Ferreiro. Porém os exemplos e o texto sobre a evolução da escrita, me
fizeram compreender melhor o que ela estava dizendo. Compreendi as fases,
tenho dificuldade da distinção da fase silábica sem valor sonoro e na silábica
com valor sonoro. (L.C.)

O texto é de difícil leitura, confesso que li 3 vezes e busquei informações


adicionais para melhor compreender. Sem dúvida , Emília Ferreiro tornou a
alfabetização mais lúdica através do construtivismo. (F.F.)

Não houve nenhuma dificuldade, inclusive o tema me chamou muita atenção


pela possibilidade de aprender como acontece o desenvolvimento da criança,
como ela passa por cada fase e qual o papel do professor durante todo esse
processo. A importância de valorizarmos cada uma dessas fases e nos
preparar para ajudar nesse processo. (M.M.)

No início tive muita dificuldade para compreender, mas depois de muitas


leituras, resumos que fiz e suas explicações dentro de sala, passei a ter uma
compreensão.(K.O.)

Sim. Apesar de saber os estágios da linguagem escrita na hora do ditado


diagnóstico fiquei um pouco na dúvida quanto a classificação, de qual
estágio a criança está, entre o silábica alfabético com/sem valor sonoro.
(T.R.)

Tive um pouco de dificuldades em compreender o silábico alfabético, pois às


vezes me confundo com silábico com valor sonoro fazendo com que eu
desenvolva uma dificuldade na diferenciação.(L.V.)

No começo da matéria fiquei bastante confusa, mas com o andar do assunto


acabei entendendo a matéria e ficando bastante interessada, acabei
descobrindo que a psicogênese da Língua Escrita não apresenta nenhum
método pedagógico, mas revela os processos de aprendizagem da criança.
Com as explicações acabei compreendendo facilmente essa matéria sem ter
mais nenhuma dificuldade. (S.B.V.)

Assim como ocorreu com o texto da Magda Soares, os alunos relataram uma
dificuldade para compreensão do texto científico; ressalvamos que, realmente, o texto
trabalhado apresentava um nível de densidade maior e requereu dos alunos um esforço para a
sua compreensão. Já antevendo essa questão, a professora separou alguns momentos das aulas
para trabalhar aspectos mais práticos, como análise de escrita de alunos para sinalização dos
níveis de escrita (garatuja, pré-silábico, silábico sem e com valor sonoro, silábico-alfabético,
alfabético e ortográfico – este último aparece somente na categorização de Soares).
No caso dos alunos que demonstraram ainda dificuldades para a compreensão, apesar
das explicações em sala, a professora fez comentários para que revisassem os materiais
disponibilizados na plataforma:

Figura 2 – interação da professora com aluno na plataforma

Fonte: https://new.edmodo.com/groups/alfabetizacao-e-letramento-29255748

Diante do que foi apresentado, compreendemos que nos falta comentar sobre a
funcionalidade da plataforma educativa utilizada na disciplina, ferramenta essencial para as
análises realizadas.

3.3.3 O papel da plataforma Edmodo

As TDIC (Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação) são vistas como um


avanço no trabalho do professor, independentemente do segmento de atuação. Na
contemporaneidade, não se concebe uma sala de aula sem algum tipo de TDIC relacionado à
prática pedagógica, como enfatiza Souza e Schneider (2016, p. 421):

(...) não se trata apenas de utilizar as tecnologias para a motivação da


aprendizagem ou como tentativa de modernização das aulas, mas do
fato de que elas fazem parte do modus vivendi da sociedade atual,
como parte de um processo natural de evolução.
Assim, o uso da plataforma Edmodo na disciplina de Alfabetização e Letramento
mostrou-se fundamental para a proposição das atividades, que, realizadas através de um meio
tradicional (folha impressa), geraria um dispêndio de dinheiro e tempo para a coleta dos
depoimentos e sua análise. Da mesma forma, a ausência da plataforma não permitiria à
professora a oportunidade para interagir mais direta e efetivamente com os alunos que
apresentaram dúvidas nos conceitos ou até mesmo confundiram o conteúdo.

Como no Edmodo é permitida a inserção de textos, imagens, hiperlinks e arquivos em


geral, foi possível fazer a postagem, além dos textos-base para as aulas, de vídeos explicativos
(do projeto Alfaletrar, por exemplo) e links de sites importantes sobre alfabetização e
letramento, na perspectiva de enriquecimento dos conteúdos.

Considerações finais

Nosso relato de experiência objetivou apresentar uma vivência de construção de


conhecimento acerca de conceitos relacionados à disciplina de Alfabetização e Letramento em
uma universidade pública estadual mineira, na região do Campo das Vertentes. Para cumprir
tal objetivo, selecionamos 2 atividades realizadas através da plataforma educacional Edmodo,
analisando de forma qualitativa as respostas dadas pelos alunos.

Na análise, observamos questões que apontaram para a consolidação dos conceitos,


outras ainda em nível embrionário de construção, além daquelas que demonstraram confusão
entre um conceito e outro. Quanto à primeira questão, relacionada ao relato do próprio
processo de alfabetização, destacamos o fato de uma pequena parcela dos alunos terem tido
um processo embasado nas concepções atuais de alfabetização, o que pode se conectar às pré-
concepções dos alunos sobre alfabetização e letramento.

Em suma, buscamos trazer neste trabalho uma pequena amostra de uma abordagem
para a formação inicial de professores, reforçando que o uso de TDIC no cenário de sala de
aula deve ser algo natural, no sentido de acompanhar os avanços sociais na formação docente.
Referências

ABREU, G.S.A.; BAZZO, J.L.S.; GODOY, D.M.A. O ensino da língua materna nos
currículos dos cursos de Pedagogia. Rev. educ. PUC-Camp., Campinas, 18(3):341-348,
set./dez., 2013

BRASIL. Conselho Nacional de educação. Resolução CNE/CP nº 1 de 15 de maio de 2006.


Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Pedagogia.
Brasília: CNE, 2006.

CARVALHO, A.M.P. Reformas nas licenciaturas: a necessidade de uma mudança de


paradigma mais do que de mudança curricular. Em Aberto, Brasília, ano 12, n.54, abr./jun.
1992.

LIBANEO, J.C. O ensino da Didática, das metodologias específicas e dos conteúdos


específicos do ensino fundamental nos currículos dos cursos de Pedagogia. R. Bras. Est.
Pedag., Brasília, v. 91, n. 229, p. 562-583, set./dez. 2010.

NAMO DE MELLO, G. Formação inicial de professores para a educação básica: uma


(re)visão radical. São Paulo em Perspectiva, 14(1) 2000, p. 98-110.

SOUZA, A.A.N.; SCHNEIDER, H.N. Tecnologias digitais na formação inicial docente:


articulações e reflexões com uso de redes sociais. ETD – Educ. Temat. Digit. Campinas, SP
v.18 n.2 p. 418-436 abr./jun.2016 ISSN 1676-2592

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