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CONECTE MATEMATICA - caderno de revisao - capa professor.indd 1 16/05/14 14:15

MATEMATICA- CONECTE - CR PROFESSOR PDF1


Diagramador: CRIS
S u m á r i o

Fatoração algébrica  4 Binômio de Newton  75


Porcentagem / Aumentos e descontos Logaritmo: propriedades e mudança de base  77
percentuais   6 Função, equação e inequação logarítmicas  79
Equações do 1º e do 2º graus  8 Sequência / Progressão aritmética  83
Funções / Função afim  11 Progressão geométrica  86
Função quadrática  16 Matrizes e determinantes  89
Função, equação e inequação exponenciais  19 Sistemas lineares  95
Logaritmo: definição  22 Esfera  100
Função composta e função inversa  24 Números complexos: forma algébrica e
Noções gerais de polígono / Triângulos  27 operações  103
Ângulos na circunferência  30 Polinômio: teoremas do resto e de D’Alembert  107
Teorema de Tales / Semelhança  33 Polinômio: critérios de divisibilidade  111
Relações métricas no triângulo retângulo  36 Equação polinomial  114
Relações métricas na circunferência  39 Relações de Girard / Teorema das raízes
Áreas das figuras planas  41 complexas  117

Prisma / Pirâmide  45 Arranjos / Permutações  120

Cilindro / Cone  50 Permutações com repetição / Combinações  124

Trigonometria no triângulo retângulo  55 Probabilidade  127

Lei dos senos e lei dos cossenos  58 Coordenadas cartesianas e distância entre
pontos  132
Ciclo trigonométrico / Seno e cosseno  61
Estudo da reta  135
Tangente / Outras relações trigonométricas  65
Circunferência  141
Equação e inequação trigonométricas  68
Respostas dos exercícios complementares  144
Adição de arcos e arcos duplos  70
Resolução dos exercícios complementares  146
Fatorial / Número binomial / Triângulo de Pascal  72

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Funç õe s /
çã o af im
Fun

1. Produto cartesiano Gráfico cartesiano

y (B)

Dados dois conjuntos A e B não vazios, chama-se 5


produto cartesiano de A por B ou A 3 B (A carte- 4
siano B) o conjunto de todos os pares ordenados
(x, y) em que x [ A e y [ B.

2 3 4 x (A)
Exemplo
A 5 {2, 3, 4} Relação
B 5 {4, 5}
A 3 B 5 {(2, 4), (2, 5), (3, 4), (3, 5),
Dados dois conjuntos A e B não vazios, chama-
(4, 4), (4, 5)}
mos relação de A em B qualquer subconjunto de
B 3 A 5 {(4, 2), (5, 2), (4, 3), (5, 3), A 3 B.
(4, 4), (5, 4)}
A 3 A 5 {(2, 2), (2, 3), (2, 4), (3, 2), (3, 3), (3, 4),
(4, 2), (4, 3), (4, 4)} Exemplo
B 3 B 5 {(4, 4), (4, 5), (5, 4), (5, 5)} Sejam A 5 {1, 2, 3} e B 5 {5, 6}.
Eis algumas das relações de A em B:
Se A possui m elementos e B possui n elementos,
R1 5 {(1, 5), (2, 6)}
então A 3 B possui m ? n elementos.
R2 5 {(1, 5), (2, 5), (3, 5)}
R3 5 
Representação de A 3 B
R4 5 A 3 B
Sejam A 5 {2, 3, 4} e B 5 {4, 5}.

Forma escrita
A 3 B 5 {(2, 4), (2, 5), (3, 4), (3, 5), (4, 4), (4, 5)} 2. Função
Diagrama de flechas
A B Dados dois conjuntos A e B não vazios, chama-
-se função de A em B toda relação na qual, para
2 4
todo x pertencente a A, existe um único y per-
tencente a B e y 5 f(x).
3
Notações f: A → B y 5 f(x)
4 5 (lê-se: “y é função de x”).

11

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Assim, consideremos os conjuntos A 5 {1, 2, 3}, Assim, na função a seguir, tem-se:
B 5 {3, 4} e as relações a seguir: A B
f
R1 5 {(1, 3), (2, 3), (3, 4)} ou 1 4

A B 2 5
R1
1 3
3 6
2
f: A → B
3 4
Domínio da função ou Df(x) 5 {1, 2, 3}
R2 5 {(1, 3), (2, 3), (3, 3)} ou Contradomínio da função ou CDf(x) 5 {4, 5, 6}
A B Imagem da função ou Imf(x) 5 {4, 5}
R2
1 3

2 Valor numérico de uma função


3 4 Seja f uma função: f(a) é o valor numérico dessa
função quando x vale a. Podemos dizer que f(a) é a
R3 5 {(1, 3), (2, 4)} ou imagem do elemento a.
A B Exemplo
R3
1 3
A 5 {1, 2, 3} e B 5 {2, 3, 4}
2 f: A → B e f(x) 5 x 1 1
3 4 Então:

R4 5 {(1, 3), (1, 4), (2, 3), (3, 4)} ou f(1) 5 1 1 1 5 2


f(2) 5 2 1 1 5 3
A B
R4 f(3) 5 3 1 1 5 4
1 3

2
Os conjuntos A e B podem ser qualquer conjunto
3 4
numérico. Assim, f: R → R significa que o domínio
Observemos que R1 e R2 são funções, pois todo ele- da função são todos os reais e o contradomínio
mento do conjunto A possui um único correspondente dessa função também são todos os reais.
no conjunto B.
A relação R3 não é função, pois existe elemento no
conjunto A que não possui correspondente no conjunto B. Reconhecimento de uma função por meio
A relação R4 não é função, pois existe elemento no de um gráfico
con­
junto A que possui mais de um correspondente Dado um gráfico qualquer, para descobrirmos se
no con­junto B. ele representa o gráfico de uma função de A em B, tra-
çamos retas verticais ao longo de seu domínio. Se cada
Domínio, contradomínio e conjunto ima-
uma dessas retas interceptar esse gráfico em um único
gem de uma função ponto, concluímos tratar-se do gráfico de uma função.
Dada uma função f: A → B, temos que A é o con-
Exemplos
junto de partida da função e B é o conjunto de chegada
da função. a) f: [22, 2] → R, em que [22, 2] representa o
Desse modo: conjunto {x [ R | 22 < x < 2}, e seu gráfico é:
y

A é o domínio da função. 3
B é o contradomínio da função.
Os elementos de B que têm correspondência de
algum elemento de A formam o conjunto imagem
2 0 2 x
da função.
que é o gráfico de uma função.

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Df(x) 5 [22; 2] (variação do gráfico ao longo do A ordenada do ponto em que a reta intercepta o
eixo Ox) eixo Oy é o coeficiente linear da reta.
y
Imf(x) 5 [0; 3] (variação do gráfico ao longo do
eixo Oy) 6
x y
b) f: [22; 2] → R, e seu gráfico é: 0 6
y 3 0 3
0 x

3
Para a . 0, temos:
• Se x1 . x2, então f(x1) . f(x2)
2 0 2 x • Se x1 , x2, então f(x1) , f(x2)
A função é crescente.
que não é o gráfico de uma função.
b) y 5 2x 1 2
y
x y

3. Função constante 0
2
2
0
2

0 2 x
Chama-se função constante uma função da for-
ma y 5 b, em que b é um número real. Para a , 0, temos:
• Se x1 . x2 , então f(x1) , f(x2)
• Se x1 , x2 , então f(x1) . f(x2)
Representação gráfica A função é decrescente.
O gráfico de uma função constante é uma reta pa-
ralela ao eixo Ox que passa pelo ponto (0; b). c) y = x
y Neste caso, ao atribuirmos o valor zero para x,
encontramos o valor zero para y, então atribui-
b
-se um outro valor qualquer para x e encontra-se
o y corres­­pondente.
y
O x
x y
0 0 2

4. Função afim 2 2
0 2 x

A função da forma y = ax é chamada função line-
Chama-se função afim ou função do 1º grau uma ar e é um caso particular da função afim.
função da forma y = ax + b, em que a e b são nú-

Atividades
meros reais e a  0.

Representação gráfica
1 (UF-MS) Considere a funçãoyy 5 f(x), dada pelo gráfico a seguir:
O gráfico de uma função afim é uma reta oblíqua,
4
ou seja, uma reta não paralela a nenhum dos eixos, Ox
3
ou Oy.
2
Exemplos
6 5 1 1 1
a) y 5 2x 1 6
4 3 2 2 3 4 5 6 x
A abscissa do ponto em que a reta intercepta o 1
eixo Ox é a raiz ou o zero da função. 2

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É correto afirmar que:
(01) se x , 5, então f(x) < 3.
3 (Fipel-MG) Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela
que mais bem representa a reta cuja equação é y 2 x 2
(02) se 24 , x , 22, então f(x) . 0. 2 2 5 0:
(04) se 21 , f(x) , 3, então 25 , x , 5. a) y
(08) se f(x) , 0, então 22 , x , 1.
Dê a soma dos números dos itens corretos. 2

(01) V, pois f(x) . 3 se, e somente se, x . 5.


1

(02) V, pois, para qualquer valor de x entre 24 e 22, a sua 2 1 0 1 2 x


1
imagem f(x) está acima do eixo das abscissas.
2
(04) V, pois, para valores de x entre 25 e 5, verificamos que a

b) y
imagem f(x) é de 21 até 3.

(08) F, pois, se x , 24, teremos também f(x) , 0. 2


Soma 5 7 (01 1 02 1 04) 1

2 1 0 1 2 x
1


2

c) y


2

1

2 1 0 1 2 x
2 Sejam as funções reais f e g dadas por f(x) 5 x22e 1

g(x) 5 6 2 x  . Sendo o conjunto A o domínio da função f 2


3
x23
e o conjunto B o domínio da função g, a soma dos valores d) y
inteiros do conjunto A > B é igual a:
2
a) 12 d) 20
b) 9 e) 17 1
c) 16
2 1 0 1 2 x
x 2 2 > 0 ⇒ x > 2 [ A = {x [ R | x > 2} 1
62x>0⇒x<6
x230⇒x3 6
  [ B 5 {x [ R | x < 6 e x  3} 2

A > B 5 {x [ R | 2 < x < 6 e x  3}


y 2 x 2 2 5 0
Os números inteiros pertencentes ao conjunto A > B
y 5 x 1 2
são 2, 4, 5 e 6, e a soma deles é 17.
y
        
Alternativa e

2
2

x

Alternativa c

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y
4 (UE-MT) Para que os pontos (1; 3) e (3; 21) pertençam­
ao gráfico da função dada por f(x) 5 ax 1 b, o valor de 190
b 2 a deve ser:
105
a)
7 c)
3 e)
27
b) 5 d) 23 20
f(1) 5 a  1 1 b 5 3 (I)
5f(3) 5 a  3 1 b 5 21 (II)
  0 5 10 x (litros)
De (II) 2 (I): 2a 5 24 ⇒ a 5 22
Em (I): 22 1 b 5 3 ⇒ b 5 5 6  ⇒ b 2 a 5 5 2 (22) [ b 2 a 5 7 a) quando a empresa não produz, não gasta.

Alternativa a
b) para produzir três litros de perfume, a empresa gasta
R$ 76,00.
c) para produzir dois litros de perfume, a empresa gasta
R$ 54,00.
d) se a empresa gastar R$ 170,00, então ela produzirá

cinco litros de perfume.
e) para fabricar o terceiro litro de perfume, a empresa
gasta menos do que para fabricar o quinto litro.

Exercícios complementares
3x 2 1
5 (U. F. Ouro Preto-MG) O custo total y para se produzir um
determinado produto é calculado por meio da soma de
1 (Fapa-RS) Na função real f(x) 5
2
, o elemento 7
um custo variável, que depende da quantidade produzi-
é a imagem do elemento: da x, cujo custo unitário de produção é de R$ 10,00 mais
a) 10 c) 7 e) 5 um custo fixo de R$ 1 000,00.
b) 8 d) 6 Pede-se:
a) a função que representa o custo total em relação à
x quantidade produzida;
2 (Unifor-CE) Seja f a função real definida por f(x) 5 1 2 ,
2 b) o custo total na produção de 20 unidades;
para todo x do intervalo [23; 1]. Seu conjunto imagem é:
c) o número de unidades que deverão ser produzidas
a) R c)
1 1
2  ;
2 2
1 5
e) ;
2 2 3 4 3 4 para que o custo total seja de R$ 4 000,00;
d) o gráfico da função da quantidade produzida 3 custo

3 4 3 4
1 1 5 total, destacando-se os dados obtidos nos itens ante-
b) 2  ; 1 d)
2  ;
2 2 2 riores.

3 f(21)
Uma função real f do 1º grau é tal que f(0) 5 1 1 f(1) e
5 2 2 f(0).
6 (UF-RJ) Uma operadora de celular oferece dois planos no
sistema pós-pago. No plano A, paga-se uma assinatu-
Então, f(3) é igual a: ra de R$ 50,00 e cada minuto em ligações locais custa
7 R$ 0,25. No plano B, paga-se um valor fixo de R$ 40,00
a) 23 c) 21 e) para até 50 minutos em ligações locais e, a partir de 50
2
5 minutos, o custo de cada minuto em ligações locais é de
b) 2 d) 0
2 R$ 1,50.
a) Calcule o valor da conta em cada plano para um con-
4 (Fefisa-SP) O gráfico mostra como o dinheiro gasto (y) por
uma empresa de cosméticos na produção de perfume
sumo mensal de 30 minutos em ligações locais.
b) Determine a partir de quantos minutos, em ligações
varia com a quantidade de perfume produzida (x). As-
locais, o plano B deixa de ser mais vantajoso do que
sim, é correto afirmar que:
o plano A.

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