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M^NSARIO DE ARTE MODERNA


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REDACÇÀO E ADMINISTRAÇÃO:
S. PAULO — Rua Direita, 33 • Sala 5
ASSIGNATURAS - Anno 12$000 I

Numero avulso — 1$000


REPRESENTAÇÃO:
~RIO
. DE JANEIRO — Sérgio Buarque de Hollanda
(Rua S. Salvador, 72-A.)
{- RECIFE — Joaquim Inojosa
(Jornal do Commercio)
FRANÇA — L. Charles Baudouin (Paris).
SUISSA — Albert Ciana (Genebra Rampè de Ia Treille, tf).
BÉLGICA — lioger Avermaete (Antuérpia —
AvenUe d'Amèrique, n. 160)
A Redacção não se responsabiliza pelas idéias de seus collaboradores. Todos

artigos devem ser assiguados por extenso ou pelas iniciaes. E' permitti-
do autor, na
Ho o pseudonymo, uma vez que fique registrada a identidade
-'redacção. Não se devolvem manuscriptos.

^SUMMARIO
FARAUTO Mario de Andrade
O ÉCÜ Plini© Salgado
LA GUERRE Serge Milliet
O MEU PASSADO Claudiu» Caligarit
CONTE Mareei Millet
GLORIA Guilherme de Almeida
PARALLELEPIPEDOS Ruben» de Moraes .

CHRONICAS: .*;

MUSICA Mario de Andrade


LIVROS & REVISTAS-.
"
CINEMA
n ^.^
LUZES E REFRACÇÕES •
EXTRA TEXTO John Graz
»
M—;'*»<*
TIP. PiüLim-*. A..«"H*».
¦KiAXOM

FAB AUTO
leio o traductor das Eclogas, e o fiz em
palavra FARAUTO é neologismo
creado por mim, bem como o tempo moco, quando ainda não tomava no-
verbo FARAUTEAR, seu deri- tas para uma futura possível erudição. Fa-
rado. Parece mesmo incrível rauta —¦ ovelha velha, conformada com a
»joe não fossem amb^s inventa-
própria senectude, de campainha ao pescoço,
|e iibo1. e Caim. obediente, obedientíssima. Assim FARAU-
rersonagem que o substantivo repre- T08 são esses homens de casta bem deter-
tàíía e a acção que o verbo indica são coi- minada, anonymos, inalteravelmente anony-
sàs quotidianas, desde que a filharada de mos. por mais que assinem com todas as
Eva começor. a cantar poesias, esculpir pe- letras o nome; e aos quais a Fama ípor não
d roucos,, soprar frautinhas de cana, desço- poder mais apparecer na Terra, nesta época
brir o beneficio das ervas medicinaes, etc. em que deuses e entidades simbólicas mor-
Mas vamos á etimologia do nome. Veríio reram) destinou o officio de proclamar a
que é bem construido. FARAUTO compõe- glória e o valor dos Klaxistas. O Farauto,
se de 2 substantivos: um abstracto, ou pelo tenha 18 ou 74 anos. e* velho e obediente.
menos «espiritual, F.; outro concreto, ARAU- Mas tem voz altissonante, como os arautos
TO, senhor que existe desde as eras verdes medievais, porque lhes engrandece a frágil
de além-Ohristo, destinado a transmitir tremnra do grito porta-voz da cólera e
snccessos de importância. Mas não basta: da inveja.
FARAUTO lembra imediatamente farauta, Farauto! Farauto!... O verbo então ain-
termo usado entre os zagais do Minho, que ria (\ mais curioso. Só podem usal-o na l.a
Klaxistas, quando
o snr. Coelbo Netto transplantou para a pessoa os inimigos dos "Eu
lingna brasileira: se refiram a estes. Ex: farauteio Me-
*W o lobo e não a farauta notti dcl Picchia." Na segunda e terceira
Klaxistas. Ex:
Que te atrai ao seu algar... etc.» pessoa só pode ser usado por
"Fulano me faráutea constantemente." Tem
E' possível também que Odorico Mendes
já o tivesse usado. Mas ha muito que não três significações distintas: uma no passado,

li l a x o n
ík
outra no presente, outra no futuro. FARAU- PLATÃO
TEAR no passado significa roer-se de inve«
fa- Platão! por te seguir, como eu quizera,
ja. Ex: «Um grupo de gaios e galinhas
rauteou durante toda a Semana de" JTrte Da alegria e da dor me libertando,
Moderna.» No presente significa qiíe o vul- Ser puro, igual aos deuses, que a quimera
to, queira ou não (jueira, espalha nossa ee- Andou, além da vida. arquitectando!
"Farauteio
lebridadc por toda parte. Ex:
sempre os Klaxistas pelo Jornal do Oommer- Mas como não gosar alegre, quando
*io Brilha esta áurea manha de primavera
» Outro exemplo, tirado de lAbios Kl.i
—Mulher sensual que, junto a mim pasmai.-
.as: "F.annilo, porquê me farauteias."
'o no futuro, FARAUTEAR significa do,
- 'ie raiva ante a nossa fatal ascénção. Meu desejo de gosos exaspera?
ruundo virem certos jornaleiros que A vida é boa! Inúteis as teorias!
jpaipo cada vez mais augmenta e se
Mil vezes a nudeza em que resplendo
batendo a cabeça nos paralelo-
todos elles farautearão." De for- A1 clámide da sciencia, austera e calma!
que, com este verbo-camelão. é perfei- E caminho, entre odores e harmonias,
\ente admissível esta phrase dum Kla-
Amaldiçoando os sábios, bemdizendo
d;rigida a qualquer das letras do ai-
^arauteaste-me porquê eu era in- A divina impureza de minha alma!
.. Pois farauteia agora meu valor
Os farautos podem argumentar que tani-
do Brasil! Mas quando tua imiti-
bem não comprehendem o soneto, pois desço-
iè for absoluta, farautearás ainda,
nhecem Platão. E' vordade. Mas isso não
ido o frio chão!" *
impede que sejam obrigados a afirmar que
o soneto é bom. E só dirão o contrário si
ainda estiverem no passado do verbo farau-
tear, si lhes perturbar o juizo a inveja sa-
nhuda e esverdinhada. O soneto é bom, cs-
Meu «Poema», publicado na KLAXON tais ouvindo? farautos... E' bom mas é
bem feitmho
n. G, não foi comprehendido pelos farautos. péssimo. E' bom porquê está
Duas razões ha para tal incompreensão: l.o (apesar daquelles 3 participios presentes);
são farautos, isto é, escravos obedientes. E não lhe falta sonoridade; é natural, não
nunca se imaginou que para o acto de obe- tem o ridbculo de palavras e rimas emilio-
sas: e lá brilha a chave de oiro ao fim. Nem
diencia fosse neccessario que os escravos
lhe falta mesmo aquella notazinha de sen-
comprehendessem as ordens de seus donos.
sualidade, aperitivo de velhos e crianças.
2.o a poesia foi escipta com sinceridade e Pois é péssimo, porquê insincero. Não foi
modernidade. São duas coisas que não 4)0- aquillo que senti e que deveria exprimir,
dem existir entre farautos — ovelhas ve- af firmas-
(mas quem o saberia si eu o não
lhas, ignaras da psicologia, acostumadas a se?) O que senti e exprimi está no Poema:
entender só o que a métrica e a rima desfi- O soneto é a máscara de cera que tirei da
guram. Mas porquê, como Bocage, um dia sensação morta, e que arriei de jóias e pin-
me achei mais pachorrento, procurei tran- tei de cores vivas conhecidas. O soneto é
screver num soneto o que dissera no Poema. uma análise, intelectual e mentirosa; o Poe-
Fiz isto: ma sintese subconsciente e verdadeira. O

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3
soneto só diz o que nele está e que não esta- que o Poema sugere, observei que me liber-
va propriamente em mim. 0 Poema diz um tara da dor... Imediato me veio á memória
o passo de Platão em que éle diz que si nos li-
mundo de sensações, que estiveram todas
em mim. No Poema, como no momento de vi- bertamos da dor e da alegria, seremos puros,
da que o inspirou, a relembrança da passa- iguais aos deuses. D'ai a razão da leve me-
crom de Platão tingiu-me apenas de leve me- lancolia em que o Poema termina, sem ver-
de
lancolia. No soneto bemdisse a impureza so de oiro, natural, vivido, expressivo.
na
minha alma. benção que não pronuncio Mas, farautos, tudo isto é inútil para vós!
realidade, mas... não podia perder a chave Não compreendereis! Mesmo: não foi pro-
me
de oiro. Não é verdade que a manhã priamente pensando em vós que escrevi
a
im-
desse impressão de mulher sensual; tive segunda parte deste artigo. Escrevi-a para
mas de ma-
pressão de manhã simplesmente, os que compreendem ou procuram compre-
iihã sol (sol aqui é qualificativo) e por ender a modernidade para vós inútil, farau-
dilatarão do prazer, de vida feliz, alegre, ba- tos velhos! A vós unicamente um serviço
rulhentá (carnaval é também adjectivo). destinei: comentar meus versos, insulta-
Fj por associação de idéas, com 3 palavras los em artigalhões, reproduzi-los, para que
atas, resirrai expressionistamente, por de- minha fama, oh araras! mais largamente
-~n gintetica, o que faz a felicidade de
'-amigos, amores, risadas" . E se divulgue.
A* palavras uma sob a outra, Vamos! atrelai-vos depressa ao meu carro
porquê devem agir como um triumfal, meus farautos modestos e utilissi-
produzem sensasões insuladas nios! Continuai vosso caminlio, guizalhan-
U%A$ sensação complexa e total. tes, anunciando, como arautos que sois, mi-
> Poema os impagáveis italia- nha glória e meu valor! Alem! O chicote de
ios cercavam todas essas ma- meu sarcasmo agiliza vossos másculos en-
íe militar, quando saiamos ferrujados, assim como dirijo vosso andar
arifAnna. "Moço, me dá uni com as rédeas de minha ironia! Mais de-
é a montanha da
, ^xi Assumpção de Murillo veio-me pressa! Áspera e longa
honrosa missão de
por associação de imagens. Mas esta linda glória, e a vós destinei a
sensação não coube no soneto e menti ao me elevar ás alturas que ambiciono! Avan-
minha
momento de minha vida, omitindo as crian- te! Senti como o ferro em brasa de
de
cinhas que o tinham embelesado, para não blague cáustica vossos focinhos róseos
errar as 10 sílabas dos versos. O que puz macróbios! Pinoteai! Não me derribareis
Baco!
nas 54 palavras de verso livre e na falta de nunca de meu carro triumphal! Sou
perspectiva dum só plano intelectual moder- "Eu volto da índia!" E vós, farautos, mi-
nista, não coube nas 88 palavras do soneto. nhas panteras coléricas, escutai
o comando
Rei bem que, com esforço beneditino, pode- do Senhor !
ria (talvez) encaixar tudo num soneto em
alexandrinos. Mas arte é feliciidade, é ale- MARIO DE ANDRADE
gria, é brinquedo, não é misticismo nem so-
frimento. E tenho pressa, farautos! Neste a
p g _ B nunca mais vos dirigirei pala-
«óculo, quem se atarda, longe do estéril tur- tempo e per-
vra meus farautos. Não tenho
bilhão da vida, a repolir seus metros, perde escrever.
o bonde, perde o trem: não será pontual á derconvosco, pois tenho muiAo que
ouvir, pois ten-
abertura da Bolsa ou das repartições. Mas Não tendes tempo para me
diante da felicidade que sentia no momento des muito que obedecer.

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1 a x o
ri
-'. .¦".

'CO
II as crystalinas lâminas da serra
rebrilha a sua vóz, na multidão das vozes.
Cada encosta é um espelho; cada espelho
reflecte a imagem do seu canto.

Canção maguada... Noiva triste...


mira, remira o límpido crystal...
E' a vóz do sabiá multiplicada
num grande coro de sabiás!
Como esse canto se namora! Como
vaidoso fita a própria imagem!
Sobre a paizagem colorida,
o panorama da jSonoridade...
O eco é a multidão das imagens sonoras
^ **ice pura dos espelhos invisíveis...
" ,^a sosinho... Todos os
pássaros morreram...
^ elle vive, o solitário..-
Canta! E cantando opera
o alto milagte da Resurreição!
I I .
Canção maguada... Como se enamora
nas aria$ simultâneas que desperta,
no mimetismo das suas sombras!
Canção maguada... Noiva triste...
vóz do sabiá sosinho, nunca estarás sosinha
nunca terás esta impressão desoladora
da minha dor que não achou ainda
que ainda não viu, para se enamorar
na lamina pura das almas,
como vês nas lâminas da serra,
desabrochar o desenho da sua imagem!
PLÍNIO SALGADO

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a
en* Suisse
H! LAGUERRE
2A0UT 1914
M0BILISATI0N GÉNÉRALE

«^ongeais le calme du Léman


«» bleu au milieu des montagnes sombres

nsy avait des yeux de lac aussi


des cheveux roux
et une cape bleue três elegante

On ignorait Ie fox-trott
leshimmy
au Monico
Tabarin
Máximas
et Pespérais ne plus revoir PAmérique
si lointaine dans les cartes
presque éteinte en ma mémoire.,.
On ignorait d'autres choses encore
Ia faim
Ia mort
le change
Et puis un jour on apprit tout cela
LE SUPPLEMENT DU JOURNAL DE GENÉVE
LA TRIBUNE
LA SUISSE
Et les placards en trois langues
sur les murs
et les tambours dans les villages

1 ax o
6
Angoisses
Anxiétés
QiTarrivait-H au fuste?
Et on lisait tous les iournaux contradictoires
Patriotisme
Enthousiasme
Pauvre France blessee, «...

Mais Ia vie reprit


Su&y
Monico •.¦**»

Etudes
Susy encore
et d'autres dont MON AMOUR
O promenades silencieuses
audacieuses
par les nuits, glacées
á Ia rencontre de Ia chambre bleue
comme le lac
comme Ia foi de ma ieunesse...

Et puis Ia bataille de Ia Mame


On respira profondément souvent •s
f
et pendant que quelques móis on y pensa
et puis plus rien
que Pétau des petites misères
qui se resserra insensiblement
et peu à peu devint
Fétau des grandes misères
Mais on y était dé|à habitue
nfimportalt Ia guerre, Ia misère, Ia Vie? Je mon-
Et que bleue tournait
rais tous les soirs dans ia chambre qui
ses verts... Et cette mort muitiphée que Je
dans yeux
1"íeícteur recommandée et
m'apporta un soir une lettre
le Journal du 11 Novembre 1918.
ARMIST1CE
SEROE MILLIET

klaxon ._ 1- -— -
?
O MEU PASSADO
meu passado
O Três cruzes
¦ *%*,

II
*
num abismo insondavel do mar
Plantada
não a beija
fimavera não lhe traz flores
* minhas lagrimas não a alÇ^çam
,Hxe das phosphorescencias estranhas
e sem saber o que é
vmà*a '-dàkiL
s.n a sinto m
vV,o-a no meio das algas eu verdes.
vi
oi a primeira cousa que
,rindo os olhos á vida
ÚZ
áe minha mãe

o rosto com água fria


Molharam-me
Eu não sabia o que era
Deante de mim branco
Um hcmem vestido de
Cantava
Tinha nas mãos uma «jaaqueMa cruz
Nunca mais reverenciei
IV
alto duma montanha nua
No
Está a minha terceira cruz .V :

Confundida com mil outras


Em baixo
A cabeça partida
Um braço mutilado

o n
Sangrento

li
k 1 a x gii limpai —í
§
Sujo de barro
Está o meu pae
Que o chumbo inimigo matou
v '¦¦"¦¦

0 meu passado ¦

Três cruzes
Muito pesadas
Demais CLAUD1US CAL1GAR1S

COETTE A* JOBIIS MIM»


pas de
ger par son chat Je ne me choqnais Pespoir
. crachá dans ma che-
,... A^e chipa une cigarette, ces procedes. Je saiuai le roi dans
*•> -k, a* in tison crueilli délicate- d'obtenir un coute. II tira une langue verte.
iiw les doigts de Ia pincette Vi\% souri rouge sortit de sa bouche. Je
dansait nue
!fe. La fumée monta au pia- pensais á Ia jeune sorciére qui
. . Des chats descendirent. Ils sur le Brokéri avec le docteur Faust. Elle
* et leurs yeux n'étaient que les avait vomi amsi une Souris rouge! Je voulus
-:. mon feu, tantot éteint, ou pres- relire Faust. La littérature était Ia plus for-
Le roi desgnómes caressa le plus fros te pour une fois. Le roi des gnAmes, dépité,
s chacs. Un ronron déférent rytbma s'en alia par le trou de Ia serrure, mais,
aeure. Je ne pefsais plus à ma bouilloire. cMtiment, une puee glissée dans Ventre-
mon
Le thé fut servi;tout de mêrne, par deux baillement de ma pantoufle gagna
cricris vêtus en capueins. Je reconnus les orteil gaúche et me piqua cruellement.
cricris qui organisaient 1'orchestre des soirs MARCEL MILLET.
ordinaires. Le roi des gnómes les fit nian-

Gloria applauso nacional. Estas pessoas


ingênuas
m artista não deve sobreviver a o lourei-
obra. Deve morrer a tempo, confundem o coqueiro crioulo com
se eu-
sem ser officialmente glorioso. ro da Grécia. E' exactamente o que
Porque a gloria é um sym- tende por «uma gloria nacional».
Usua máximo
Km matéria de gloria, o extremo
l>toma de decadência. Sujeita-
se, como todas as cousas fra- chama-se Ridículo. um ho-
cas, a todas as relatividade*. Assim, a glo- São muitos os degráos por que
a cota*
ria é quasi geographica. Ha criaturas que mem tem que subir, à força, o «rt*
beróe dâ o
nancia engraçada. Primeiro,
se contentam muito commodamente com o

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9 Destas considerações eu concluo, coro uma
nome a uma rua; depois, tem a sua effigk»
nos sellos e nos dinheiros; depois, é fundi- convicção muito forte que a única preoccu-
do em bronze, definitivamente, para a pra- pação de ura grande artista deve «er esta:
«em vitral e, final- ser negado antes, ainda em vida. E' o umco
ça publica; depois, posto meio seguro de escapar aos perigos exqui-
mente, cantado em opera. A opera é o su-
sitissimos que lhe reserva a gloria.
premo grotesco. E1 o grotesco fatal. Gui- Isso tudo porque, no mundo, para a gen-
lherme Tell é dos que não escaparam. te não ter a desgraça de ser glorioso, é
no-
Mas, depois da opera, a gloria, não po- preciso parar na frivolidade. Porque os
dendo fazer mais nada, começa a negar a niens felizmente ainda não comprehenderam
existência do heróe. E' o que vem aconte- que a frivolidade é o que ha de mais sério.
•ondo com Homero, Shakespeare e até raes- O principal não tem a minima importância.
to com Xapoleão. GUILHERME DE ALMEIDA

Parollclepipedos
cahe é que teve forças bastantes para se
sobre o calçamento intellectual)
sustentar em tão incommoda posição e os
indios levam-no para casa. Já que elle ain-
..a\\%o meu que esteve em Pín- da têm forças, é útil, não vae atrapalhar a
d;?monhangaba contou-me qve vida dos moços.
ha> iu Oceania, uma tribu de Esse costume respeitável não é peculiar
> indio^ que conserva atá hoje a aos indios da Oceania. Depois de muitas
ethnographi-
única tradição respeitável e pesquizas e árduos trabalhos
1 ivavel. cos descobri que nós brasileiros tivemos em
10 um indio dessa tribu intelligen- tempos antiquissimos esse habito admira-
...eUwee, levam-no ao pé de uma arvore. vel. Infelizmente a invasão lamentável da
"civilização" fez desaparecer a sã tradição
^ião ao pé de um páo d'alho porque na linguagem uma
Oceania não ha páo dalho, mas sim junto paterna. Ficou .porém na
lembrança do uso antigo. Chamamos um lio-
a uma arvoresinha de tronco liso e fraco,
mem que está começando a envelhecer, um
dessas arvores que o vento sacode de coce-
arre- homem nmkuw. Isto é, um homem que,
gas e que protestam com gritinhos e cahirá como um íru-
in- quando subir na arvore,
pios. Reune-se para a cerimonia a tribu cto maduro. Os senhores Usos e Costumes,
teira vestida com collares multicóres e pen- respectiva-
nas no nariz; só, basta. A distancia um ca- presidente e secretario geral, ethnographi
sal de touristes inglezes: elle, alto, magro, mente (é natural) da Soeieté
eu communiquei mi-
vermelho; ella, alta, magra, vermelha. Co- que de France a quem se-
meça a cerimonia. Obrigam o velho a subir nha descoberta, partíciparam-me que,
crer que os
na arvore e sacodem-na. O velho grita, na- eundo meu estudo, tudo leva a
o mesmo
antigos gaulezes também tinham
turalmente e agarra-se aos galhos. E a ra- até hoje tra-
costume. De facto os francezes
paziada sacode, sacode, sacode a arvore. Se tem como nós os homens de uma certa eda-
"vieux
o velho cahe, matam-no e o casal inglez nem MU RS ou
de de HOMMKS
se mexe: guarda seu júbilo para quando
marcheur", depende.

n
voltar para a Inglaterra. Se o velho não

k 1 a x o
-

v\
Mas voltemos ao que eu estava contando. passarinhos também aprendem. Posso afflr-
O que era mesmo? Ah, sim! Os senhores nao mal-o, pois já tive criação de canários.
acham essa tradição admirável? Pois eu Quando os meus canários estavam grandi-
acho. E vou dizer porque. Se as minhas ra- uhos a mãe fazia-os ficar quietos e cantava.
zôes não interessam, o leitor que vire a pa- Joanna diz|a que era para os entreter, para
gina. O leitor é um homem feliz e superior, elles não fazerem reinações. Joanna não
pode virar a pagina. tinha razão, infelizmente. Meus canários
Qual é em arte a utilidade dos avôs? Pu- estavam aprendendo a cantar, estavam na
amente decorativa. Em um salão fica bem «escola cantorum». E quasi sempre aconte-
> retrato de um avô desconhecido. Todo ca- cia que os filhos cantavam uma canção com-
Io de corrida têm seu pedigree. Em arte pletamente differente da da mãe e ás vezes
w^t)as^d(isi.tntottectuaes
são mais bella.
!^heca, as quadros
vezes são • * •
^ssores, mestro,*-
a lêr e escre- Todo artista passa durante sua vida pela
simplesmen- evolução de seu gênero atravez dos secu-
a penna. Di- los. Nem sempre as differentes phases dessa
.endo. Deve ser evolução deixam traços na sua obra, mas
previdente governo neiii por isso ella deixa de existir,
límquanto o artista evolue, está á procura
cheiro construindo es- de sua personalidade, no dia que a encontra
,-%?of: bons governadores,
, s&ram era creai* escolas para os (nem todos têm essa felicidade) sua arte
rüKi, jeitos a vida inteira. Elles se crystalliza, fica sendo elle, só elle e nada
qwriencia que, depois de apren- mais. _
'"V
de cousas absolutamente O caso de S. O. Gramt, o grande escriptor
mios desgostozos irão a- inglez é typico. Começou com um volume
(* própria na única escola de versos resultado de uns dez annos de tra-
rdadeira - vida. Taine aquelle senhor banho. Em "The silveis Lake,} ha poemas
irancez gordo e condecorado (já fallecido) românticos cheirando a lord Byron, poemas
disse uma vez, por acaso, uma grande ver- symbolistas, versos parnasianos etc. S. O.
dade: il faut aller á Vécole, mais pas y Gramt nessa epocha não tinha encontrado
rester. sua personalidade; aspirava chegar à rea-
Os poetas modernos estiveram na escola, lisação de um ideal indeciso que nem elle
estudaram, leram bibliothecas inteiras, me- poderia deffinir talvez. Depois de «Tlw
ditaram, mas um bello dia comprehenderam silver's lake", o grande intervallo da guer-
que tudo aquillo era vanitas, vanitatum, et ra. Djurante esse tempo a evolução con ti-
omnia vanitas. O leitor sabe latim? Soube nuou lenta, segura, sem o próprio S. O.
com certeza mas não «abe mais. Então vou Gramt saber talvez. E um bello dia appa-
traduzir: vaidade, vaidade das vaidades e rece "The World's most difficult town",
tudo é vaidade. esse maravilhoso romance, expressão genial
Um poeta passadista animado da melhor de uma imaginação, de uma "verve", de um
vontade para com os modernos ou melhor "humour" nunca visto.
um poeta intelligente que comprehendeu S. 0. Gramt começou completamente en-
que se elle não mudasse estaria mcito, di- ganado a seu respeito, pensou que fosse
zia-me: "Experimentei fazer versos raoder-
poeta. Não era. Era romancista, humorista.
nos. Como é difficil»! Mas o trabalho que realizou não foi absolu-
O poeta moderno não canta como um tamente perdido; ao contrario, era neces-
passarito empoleirado, sem saber. Aliás os sario. Ha em «The world's most difficult-

k 1 a x o
.^^m^m^m^Lm ^^m^m^t^L^mA

town" uma bibliotheca das com sciencias as mais que nao estudou anatomia e o compositor
diversas. Só um homem uma cultura que não conhece armonia. Paltar-lne-na
de uma technica sempre o «metier», a base, que só se conse-
extraordinária ao serviço
de romancista admirável, poderia
conceber gue com o trabalho. ««tn-A
romance, o me- O bom burguês satisfeito e definlttro
a8 invenções incríveis desse de- vendo um quadro moderno, exclama:
«Kisse
íhor que a litteratura ingleza produziu E as pessoas
pois de Swift. pintor nao sabe anatomia". o senüor
olham com admiração
E foi pelo trabalho, e unicamente pelo presentes
empr^a termos technicos. Mai
•abalho que S. O. Gramt conseguiu achar gordo que
numa sabe elle, escondido atraz de uma pausa
personalidade e exteriorjzal-a capitalista que, justamente por saber
ana-
"ima,
^W? que nunca escreveu so- tomia a fundo, é que o pintor conseguiu pm-
enten-
\um verso de ouro, que, tar aquelk quadro... que elle nao ana-
-+to em cima de um te- deu pela simples razão de nao saber
ritente seus amores íi tomia e outras cousas.
¦••nnea escreverá bons
s# viâ com o pintor RUBEXS DE MORAES.

romeas •

ainda nao dera


'-:•.•
cada, tao debuasfalana, de que
amostra em todo o programnia! atoa seu.
^Aifn.
efeitos,
E' que Souza Lima nao lança
sobre
em lulãres que lhes nao competem.de Pensaser artesão
,fi SOUZA LIMA S. B1 artista antes
ome vai «Folha.
Aqulias" Mortas» foram
^%J* aspecio
a Eu-
Á Souza Lima, ao partir para recor- mi elucidaram sobre todo um admirável
Sf 3SSSE Affirmo Debuaéy. que penetrou W»
,q, deixara-me uma péssima de Soube dar nos
de a- „ . personalidade
<iaçuo: a execução, no seu concerto é , L Lnú ti o** nuasl contrarias: o feiticeiro es-
m deus da pior Sonata Patética que pob-
im-
f sheT imglnar-se. Isso de ultimasBeçor-
no esplro.
^ 1 pressões calam fundo alen-
1# dava-me do estudante que part.ra
toso, «em duvida (vivem por ahl "?" 8^m
talentos!) bem dirigido, mas fraco, "»««t0; entnu
virilidade nem sabedoria. Tanto mais me"""_"
«iasmon por Isso a «urpreza do »«« 1>almn9:
a „..« «JJ
«ela dito. P
para honra do publl-
agora. E" outro. O planólatra »*t»m0Tf?f ^ Bra todo caso, M contlnnam no
em Orfeu. Nfto acredito que por emquantodospow» co, que as 3 PW,enaB JlW. ,.abe ™"frâfB«1fârio
tre uma »•"""J^ "^ também ao pianis-
domar a* feras... Foi prova disse um bailado. Mas e
ehos que concedeu extra-programma. esperei as r «^
"¦ Con,f"Cpnomu daPruniarmog tempo do sonata •
çadamente irônico, meteu-ee a executar dispersivo Porque » de Weber
mau.g6gto
lhas Mortas" de Debuw, o que tez correr um não executal-a tocar
Perc^
da
frio pelo tao erudito quão sensato PnbUCO^ewa Par^se
parft Bee.hoven
E ao ^ ^
Acredite
capital artística do mundo. No entant0»ll^qí" leviandade. ° " 8owa
maneira executara o prelúdio! Um prodígio ae DUn executou »P~"
„ue foram ao Muni-
sugestão. E principalmente: que dedos «aPiea" Lima que aa ^«"^taudlr app* e curiosidade de
de
tissimos teses de Sousa Lima para conseguirem clpal, nao por fome
•quella sonoridade estranha, toda vaga e esgar-

k 1 a x o ..... ,ȉat.
n
de Paris, te. Ela porquê adoro Mozart. Eis porquê gosto
ver um l.o prêmio do Conservatório dos modernos e do maxixe de Nazareth.
o tflo rapsôdico co-
sacrificariam gostosamente
mo postiço Grovloz. para
ouvir os acordes de O que fui procurar, no seu concerto, Souza Li-
abertura e toda a prata liquida que Samazenilh ma deu-mo com fartura, isto é, a MUSICALIDA-
derramou no
"Luar sobre as ondas". DE. Por isso affirmei mais atráz que breve será
mo
De<de que Souza Lima iniciou o prograinma, grande intérprete de clássicos e modernos, que
sentia-me atraído pela
musicalidade de mia exe- é sentimental, graças a Deus! Acredito pois
nos românticos nflo attingira nunca a plenitude
^surpreendente. Será muito breve grande
In- de sua personalidade. Como c lindo meu prazer,
erpreíe dos clássicos e dos modernos.
Como de- neste momento, em applaudir Souza Lima, gran-
de e corajoso primeiro intérprete brasileiro que
•ciaria ouvil-o em Mozart! Mas num aspecto já sentlmen-
trrandissimo: a técnica. Nflo que tenha
rapidez coube quebrai as cadeias de pegajoso
Geral- talismo a que azarentamente nos fadou o ocea-
un Friedmam ou suavidade dum Risler. "três raças tristes !
nente os virtuosi mostram desde logo
uma ou slonal enlace das
supe-
ÍJS qualidades teehnicas salientes, muito Muito bem.
de
>res ás demais Com Souza Lima, apesar Mario de Andrade
é impecável,
;uda*tè ainda, isso não se dá. N&o
assue todas as qualidades técnicas desen-
harmoniosamente. E por isso é Já ex-
de-
nado fora. acima do comum. Pianista
esca-
LIVROS
[*', pui iSúÃL n*o è especialista em
•vemolíqucs iis?/ianos. porquê, desde a
¦ . .,âo até h sonoridade, vai se aperfeiçoan- & REVISTAS
•^iat.c:»me".te?.:i todos os requisitos tecni-
- -ii assim essa coisa rara: a har- PAULICEA DESVAIRADA,
typo-
i oue faz o artista sereno e por Mario de Andrade, S.
graphia da Casa Mayença,
Paulo.
zer porquê Souza Lima é
óde domar feras. Falta-lhe
commehtarioe nao cabe um es-
)
(K idade de profundeza, de sen-
éUèrolcu e trágica. Brilha já,
mais ain- tudo meticuloso do poeta paulista.
"tuba não revolueciona as almas. Min- Infelizmente, estuda-lo neste paiz
divinamente á entrada do coral. seria responder as critica* adver- de
lic subir. Foi admirável. Mas in. nestes «as. Mas taes respostas Mario
:iu o estudo de Chopin, como si Andrade já as formulou, antecipa, es-
js e nada mais. Foi alumno, appli- damente. no Prefacio. Achamos
duvida, capaz de subtíiezae diná- .* Prefacio admirável, tanto pelo deque *»,«£¦*•
fez re- demonstra vigor Intel-
,adas e perfeitíssimas, mas náo cultura^orno pelo que
uagioidade que Chopin deu áquella o*ra leCOAutor novo,
J nem reviveu a aspereza impetuosa do aliás, pelo seu temperamento
íerzo.
certe- "parede
Souza Lima é muito moço ainda. Tenho lhe ca- tZ£L invioláveis, sem coragem
za de que adquirirá essa profundeza que entre
rece por agora. B que náo adquira, será grande SEa'dnmi ou estudar um «crim**£»J
o mal?
Vou ao concerto para me commover. Não ha
duvida. Mas para me commover na ordem art •- m0
zer para «e obter o peso
tica e nflo na ordem natural. Misérias da vida, Só ,me8m° proCurando
p™
cado numa das conchas?
acho-as quotidiamente junto de mim, para, alem mercadoria «emeftante m »es%»tév£™X
ge£ulr
das minhas ter de chorar as fáceis lagrimas de *óde
Chopin, as coleras de Beethoven, os sarcasmos «Unhar a concha snwe»*a.... ^0 ^a
mal* «"«"«^SdíS.
de Schumann. As commoções de ordem artística critério <h£ outro ho-
sublimam e elevam. Da combinaçáo de sons, que
ü,em te!L"nurcomo
com ene é, mas
:mT)orta apenaa como
mem, nao diz
teto é a musica (deixemo-nos de complicações egte é. Num artista, o que^
justamente
metafísicas) nascem dentro de mim ccmmoções dlffe.
Ideaes, sensações frenéticas, suaves, báquicas ou
puras, graceis ou severas que me fazem vibrar,
mas desprendido do mundo. Bis porquê amo Bach
e o Beethoven da l.a e 3.a fases prlncipalmen-

a x o ¦ —nnuiJiweBa
«nrrnnto de nfto conhecer nada do movimento mos admirovelmeuetnte coloridos de dlv?*0f
o que a impossibilita de instantes da vida da cidade. As P*1****^»
"Vrpretar"«nivelai,
adorno Nocturno, Rua de Silo Bento e alguns outrosjpjj*
o suspirado parallelo.
mas cream um ambiente especial para o co»
os me
quiodo leitor com o poeta. Mario euxerga ma»
nores detalhes das cousas, observa as vidas
Paulicéa desvairada colloca inimediatamien- insignificantes das ruas. Elle atravessa as^ruas
um temperainento menor
0 ie|tor em contacto com Mario de An- e leva sempre eomsigo um pedaço, por neiia»
Lti-íiiho. chocante, inesperado. que seda, dellas. Raras vezes encontra üe seu
de todos nós. Seu*? versos
iride é differente "vocO um pedaço de si mesmo, um complemento
flo nos revelam: Já sentiram isso; seus próprio ser. Raras vezes a cidade entra,
devassa.
«niritos jft fixaram taes perspectivas, já sup- toma parte na sua vida:
Ztaraiu taes emoções". Ao contrario do que "Triângulo. „
nossos artistas, ao
uccede com a maioria dos verso*, Ha navios de vela para os meus naufrágio»...
travarmos relações com seu* nôs mio va-
vamos conne- #**
uw reconhecendo c poeta: nõs o
re»4
¦MÍV 0 Autor de Paulicéa Desvairada é um revol-
'n,(Klivro indica, Mario é o poeta tado. Seu livro é um livro de crise, de »*ltaC*°-
ami-
" «ride-publica. Elle não sabe Dahi certos exageros nas expressões, certo ma»
imitir a penumbra que os soda liberdade. Uma de «mas característicassombra.
»ram ao auge de provocar arti- notáveis, tílo rara neste paiz amigo da logo
1 u o ns Jaaellasi asphixiando-se é a coragem. Mario, a pleno sol, atira-semesmo
-ente umk necessidade impe- para a frente, resoluto, sem ter um
olhar,
,imc-iito, de liberdade. Elle vi- nas-
^ ar, de duvida, para o que deixou. Uma prova? co-
1V4
mor as ruas. A cidade inteira perten- ta notar e*o emprego repetido de advérbios
m iv .os os¦seus tramas e comédias, ao mo substantivos"serou adjectlvos: os *""**»•
PO. ,
-os sempres", paullstanamente". Novidade
irincipu' wàte um objectivo. Seu ob- para a língua? Asperezas para o espectador!
escre-
entretanto, e pessoal, é s6 delle. Ma- Pouco importa. Elle escreve, e, emquanto
tudo. E'
# ninguém ve, porque elle vê sentidos ve, e*ta vendo, está sentindo uma representa-
Nao tem
Wnto ambulante cujos cinco não clnematographica subcosclente. lhe
tangendo: tempo para esperar a expressão. Esta que
venha ao encontro.
«>i amar do brilho das mansões... espectador).
*.x-band da cor... O arco.iris dos perfu- (Mario despreza completamente o
[mes,.. ***
•lamor dos cofres abarrotados de vidas... Mas é
Vos nu's, ombros nu»s, lábios pam
de Dissemos que Mario é um objectivo. á cida-
[adultério... um objectivo paradoxal, isto é.que toma lhe pôde ser.
de em que vive aqulllo apenas que sensação (re-
ustrumento é afinado e harmonioso.
Isso vir E' portanto um objectivo na cousa),
.ao impede, porém, que haja nelle uma corda cebe tudo, embora só guarde alguma nos ex-
mas é um subjectivo, si assim podemos
mate estirada, da qual as vezes saltam mesmo ¦¦¦ nllcar na expreslo.
algumas notas mak, sensível*. B' a corta Esse subjectivismo, aliás, como é naturalen
num
ditiva. Mario de Andrade é sobretudo um auditi- entre o que
vo. Nfio ha rumor (material ou Intellectual ) livro de separação, de rompimento afinal reeonhe-
da cidade que nao actiVe em seu micrôphono, nossuia artificialmente e o eu que exagerado.
uma ceu em si mesmo, é um subjeotiviemo
uáo ha cantiga, nflo ha prégSo que mio feixe Dam,
cadência a ondular o seu subconsciente. **?
talvez, o conhecimento que tem, exacto, compie- Paulicéa Desvairada, embora lntencionalmen-
to. do rhythmo. Elle .conhece todas as notas, to- te é um livro todo regional. Somente quem co-
das as vozes das palavras e asaiin pode crear, nhece bem Sao Paulo é que pode devidamente
de sono- O poema final, por
por meio dellas, imprevistas successões a meio- admirar os seus verão».
ridades. Nilo faz a melodia assucarada, leitor» de fora,
ê"emplo. pôde ser entendido por
dia-valsa dos sonetos batidos, das bailadas ane emente por sabemos paullrt.no, pôde em verdade
mions, dos alexandrinos saltltantes. E le sane a que attribuir esse
«Pr sentido. Não
escolher vocábulos que se encarregam de crear do poeta. Para o them.
regionalismo exagerado referido
no espirito do leitor, suggerindo ou evocando, vi- desenrolado no poema
(As Bnflbro-
nada ao Au-
soes. idéas, sensações nelle adormecidas. taras do Ipiranga), nâo custaria abrangendo.
Mas, além de um grande auditivo, Mario tam- tor universalizar as suas
expressões,
bem é um grande pintor. Seus quadros s&o resu-

k 1 a x: o
¦ ¦.¦¦¦¦:
*
¦KuB "EPIORAMMAS IRON1-
boriwuUes. os egusez
com maior clareza, os em toda a parte. Ha COS E SENTIMENTAES"

„ue infelizmente existem da cidade que pe- Ronald de Carvalho
— An-
lealmente algumas impressões do leitor,
h?coloraçao que espalham na memória Noctur- nuirio do BraiH-lo".
óó. em ser deliciadas em toda a parte (o
ma*, ao
no a* Paisagens, mesmo O Domador); Pesconheeo "Luz Gloriosa", V*™^^Zt e ao qual. segou
umas minúcias pes- poesias d, Ronald de Carvalho,
¦--.,.*,
¦_.

ml delles. a gente encontra se ligam.


S!fes^le observação, apenas comprehensiven, do Ilustre opinião, estes verbos novos ad apta
um grupo restrlcteimo (o final do poema V taueívcrporém "Poemas que grande, «•;«_*» de W,
por«> os Epígíamaè dos e Sonetos
Caçada"). e ori
livro multo bem feito, mas de P»™^*" oatra o ien-
JfC )JC 3^
ginalldade. Esse oscillar duma para
'do
ffid demonstra Ronald ««¦«VouTuv' a qual livre de
\ Uvro. é rispldo, Impulsivo de- curioso, ft procura da expressão, a «*»•£
oA i our*as e oo seres tal como preconceitos e escolas, oorespondr
seu pais
jip;iro •« ;_e vtata. Não tenta ro- _ homem do sen tempo, de nua rasa,, denova
poe
nina li ! beni, procurando ao menos Virora oelo vigor e segurança de suaencontrou a
..ais a.raveí. ^o: elle ve e mantfes- Ü crefo que Ronald de Carvalho maU P»^ dizer
.òrma e ««"tonalidade em qne
ÍseM*jis'>. de «W» ?°
»» ítár
E â,
' «.» (in* 5*^' ****** o* burguezes e de si mesmo e de seu tempo. Mais de seu, pato.
,n a, .« r- oommovem com s-eu tempo; mais de sua raça que
"grave,
pU-er4c • K. " o^fl>am
TTe a isso lntole- K por ter criado um ritmo harpas UTOgfcJJ* que de bron-
amiu, .-.«.ode excessiva.se Soo. innoolico" mais de frautas e
* preoc. n ais de colunas risonh.s que de se-
ov^sivamen.e bons é que e
S pedras «^rnârmo»
)Utroe e procuram plasma-los
ou ferL! mal de estatua, celtnianas maretas pw»
,ua imagem. Em arte, porém, pa- res dè Miguel Anjo. ritmo de
trio um pouco mais de egoísmo, m„l. què ritmo de vagalhoes **£?*£«m «n»«^
'{'ide.. . tanhas, enfim por ter criado seu. rUmo. e Sentimen
rugas do livro, nem mesmo
o mundo: "Epigrammas Irônicos
s revelam o valor do artista, taes".
Desa-
descobre erabuçâdo atraz de Ronald é um contemplativo silencioso.
'Mravllhosas. de certas ima-
certos versos, de certas pa-
.Itaneismo-relampagq. Ma-
ai artista destinado a sulcaro
de sua arte a literatura qne
•nana srxs sfij»
"ente
a vlTa moderna, slnao *M£*g

MjB*»»^
vae ter. elvilisada. f»eria, obediente .ep Mutante principal «o
jft se to»
. o 8 humanidade. Sua influencia
,„t,r embora subteranea ainda,
mo no paulista. Hoje Jft niugnem
"e
no movimento
ma a se atre-
_b-xasJS".«SSÇfe
«om
a explorar a passividade do nosso gglco «
» pachorra do parnasianismo.
Po'm.a*8_£!,** química: o nomem. »»>^ «__oiQ« ruvre ma-
.erado como uma «f^^.S.dSTtran*-
ct;rarr::.rn"trsunivsToirípo0r
SaoJJJ*^-^
nul„ltoo sou pew_o .gffiTftaSMii a la-
formador de ««J^Jfgi Khayyam. Es-
ZS&fl*^entou silencio. Os seu» tu
rn nela crise dolorosa do
vpí.M,s jft viío soffrendo a tragédia
te de perderem a crença em si próprios.
commoveu- traüSju-raçsri
de Andrade. O
Esse o valor exterior de Mario uma piedade ímen8a» fH-, iflé_,r
sou valor interior pessoal está nos "£•*«¦£;vida, ar
e a melan-
Rfto elle» ardentes, vibrantes, cheios de
mitos Te ironia penetrante, »*»*«*?%* pode
no< Atravessa-os uma corrente electrica mas pren-
rosa O seu coneteto a principio erlça por nSo
le E prende t&« bem que a gente acaba um pra-
nn^Tdétemta.n"S minutos de scisma.
sentir mais o choque inicial, mas apenas
zer. uni prazer voluptuoso.
a, r_sss awa. - -
CARLOS ALBERTO DE ARAÚJO

k 1 a x o
¦tfÉ
15
tem, ao lê-lo, a iinpresao tangivel, física da va- construçáo, em que os erros se equiparam, em
cuidado. numero e tamanho, ás verdades Infantes.
E, pois que falei em penubrismo, faço já a A mim náo me preocupa esmiuçar cuidadosa-
única restrição que o livro me sugere. Laivos de mente todas as perfeiçòes e qualidade» que se
penumbrismo, verdadeiras estrias cinzentas num encerram nos "Epigrammas". As grandes obras
mármore cor de rosa, deslutram aqui e além vá- contêm sempre uma iiçílo geral que abafam to-
rias página» dos Epigrammas. Irrita-me espe- das a*? que se possam tirar dos pormenores. In-
cialmente esse "Nocturno Sentimental", artifi. sisto portanto em chamar de clássico ao novo li-
cioso, sem verdade, sem sentimento, sem como- rro de Ronald do Carvalho. Tem tudo o que de-
ção. Outras páginas ainda poderia citar. termina essa grandeza. Sem exageros de puris-
Poucas, felizmente. A mim, pouco me encomoda mo é duma perfeição lingüística notável. Reflec-
que um poeta X7iva ame o silencio e o outono. O que te seu tempo nas teoria filosóficas, nas conquls-
i::wro é que seus versos, que seja poeta, tas estéticas já definitivas, e no orgulho brlncflo
lo.ierá ser uitipatia pessoal, mas isso dere- deste pais que se sabe predestinado, mas que
..o '
:,'.»• >< ,,o 'imn de longe a inofos de jar- ainda nao meditou bem sobre a grandeza que
lliftaa transplantados para Me meio lhe pode reservar o futuro. E' uma obra crista-
«rtyrite de luzes e perfumes tào Una, clara, característica, bem raçada, genuína-
ne "he^ -á door. (Nas constantes ei- mente latina. E' serena, inteligente, comovida.
•tutos a coisas nacionais sente-se que Humana e pessoal. E* livro que devia criar esco-
íí*s r?rcen» " uf uviis a áspera crue- Ia porque é exemplar. E* UMA OBRA CLASSI-
ri» ^rno adaptável ao CA.
<u £Í8se mais atra* Tomo que comecem a duvidar de tantos elo-
i .< ;a, pois tem clareza e gios. Tanto me rio dos outros que pensarão tal.
•?e .oeu pais.) vez descobrir ironias nisto que escrevo. Elas nao
com os "Epigrammas", existem aqui. Reli, quem sabe? umas dez ve-
ores do verso-llvre e da zes os Bpigramas Irônicos e Sentimentais. Estas
\specto seu livro é duma linhas exprimem a sinceridade de longa refle-
«wil para o Brasil —: pais xfio. Um pouco ásperas no seu elogio cru'. Que
aú n pelo Ministério das Glorias querem? Foi o meio de descarregar um pouco
íbtáo voltando a Castro Alves, a minha admiração sobresaltada ante esse livro
, quando mio repetem Bilac e o
•Uveira. Mas, apesar de»sa li-

Vá8.
* representa toda a ânsia e
admirável.
M. de A.

LOUIS EMIE\ — L'abdl-


/ f
ustes se debatem, se ferem, cation des pauvres et le coir
/ norreín na esperança de exprimir ronnement des cadavres. Edl-
"LUMIÈRB"
_a« e, Ronald, no Rio, como Guilherme tion Ánvera,
*>i em São Paulo, tem a ventura de eu- Bélgica.
i perfeição, que só pôde existir dentro
Chega-me ás müos mais um luxuoso volume
, „a-v unidade. Apesar de sua grande erudição,
\ (que aliás apenas se percebe florida em lirismo da cuidadosa casa de edições. Lumlère, de An-
sem resaibo de pedanteria) coordena suaé inquie- tuerpia. Apezar de ser ainda um desses livros,
tacões, suprime-as, desdenha fórmulas e pesqul- como ha tantos, sobre a guerra, nao me parece ¦

zas estéticas-; não o preocupa a expressão mais de todo desinteressante. Louis Emié é ainda no-
integral possível do subconsciente, antes objectl- vato na lltteratura belga, creio mesmo que é seu
va reações intelectuais; nao se debate no mundo livro de estréa. Póde-se affirmar que estréa
das imagens, angustiado, porque as vence e sub- bem.
Juga para com elas esculpir seu lirismo Intelec. Detesto invocar influencias. Eis porque não
tual. E» fortemente expressivo, sem ser expres- citarei Jules Romaln i.em Romnin Rolland. A
sionista. Não deforma: analisa. E* grego ou preoccupaçáo de fazer phllosophla social influe
renascente; não é negro nem egípcio. E' mesmo demais sobre o espirito do autor e leva-o a bana-
um passadlsta, sob esse aspecto. Que lhe importa lldades e grandiloqüência*. Mas é preciso lou-
si é maravilhoso? Como recompensa de tanta in- var o estyío comovido e bastante original da se-
dependência, nfto terá o horror de ver sobre o gunda parte do volume. S8o contos que não são
bm<to de Palas a sombra dos espantalhos, com positivamente contos, mas poemas que se se-
que, na sua fábula Impiedosa, Couto de Barros guem com um enredo commum. Ha nesse poe.
desenhou meu lar de poeta. Ronald de Carvalho mas uma grande tristeza e uma resignação que
conseguiu, desde filiado ft corrente modernis- o sr. Louis Emié dlfflcllmente esconde debaixo
ta .apresentar um livro clássico, numa época de do élan final.

k 1 a o v
¦

mu
w-

Eis uma phraee, entre outras, característica: de certos mestres americanos. Coma dramatnr-
... II faut subir un peu son âme. go é um pouco fraco. O füm pecca pelo enredo
E é justamente porquê, estando ainda no pe- ou. melhor, pelo fim do enredo. Von Strohelm
riodo da alma, o autor não- se quer deixar levar quiz fugir A banalidade e cahiu no Inverosimel.
por elle, que seu livro tem defeitos. Vêem dahi Mas o, interesse do enredo é sempre muito rela-
a grandiloqüência e a banalidade. tlvo e Von Strohèim agradou-noa immensamen-
N^^. As illustraeões de Jean Cantré são expre*4- te. Compoz o personagem do conde Karansin,
^ras^eoriginaes e de um modernismo moderado conquistador e c.vnico. com uma revoltante na-
que pôde agradar a qualquer paladar. E' esse mes- t ura lida de. Von Strohelm apezar de feio e des-
iíio o maior defeito de Jean Cantré. Prefiro o presivel tem algo de D. Juan. Quem sabe o gar-
Vnnour violento e satírico e a technica apaixona- bo militar, a desinvoltura, o próprio cynismo.
le v»Hx,T?'umermanns, autor dos "Jours Ha um pensamento que diz: para obter o amor
Travures". das mulheres- é preciso desprezai-as ou batei-as,
r nas illustrações de Cantré segundo a classe social a que pertencem. Von
|um s> intenso, uma harmonia Stroheim conhece» esse pensamento e emprega-o.
mais torturau .. jc fraucauieute sarcástica, Mas sabe também usar do systema da doçura.
que se adequasse mais ao texto. Nenhuma lhe resiste *inão a idiota absurda e
S. M. inútil da ultima parte.
Assim termina estúpida mente esse D. Juan.
jogado num esgoto. E' interessante observar-se
^MOS: também os dlzeres bastantes origina es e synthe-
***«a ,tMU(?ros ticos. Von Stioheim acabou com os palavrorlos
de Skcembro e Outubro. fatigantes que quebram a unidade da acção. Pa-
.rfiiuante colaboração e boas xylo- lavras soltas, suggestôes simples. E' um passo
^onvei.. mencionar no ultimo uume-
M,ae e numerou , reproduções de a mais para a suppressfto dos dlzeres. Um ftlm
¦tytor irancez Le Faucon. que pascal ha pouco por um cinema da capital,
mostrou.nos Ja a inutilidade dos lettreiros. E*
j dinc! no Brasil.
"Yxandre Block Um
for- de esperar que as fabricas façam outras tentati-
e arti- vas nesse sentido.
.. et À Millet. ÍNTERIM
LA ^Vl \,c VSVUE FRANÇAISE, nume
ro de Outubrr Xo sumuiario, muitos interessan-
tes ;
***" 'e Benjamin Crémieux, Georges
'eau e Maurice Chevrier.
LUZES
Gaborj Jouh
Magnifk, i,; dire a literatura por Al-
bert ThiV
" * .» bella collaboraçílo de Al- & REFRACÇOES
berf n. juicas sobre musica e boas cri-
<los últimos livros de arte. KLAXON recebe diariamente uma enorme
LA CR^E'. Muito agradável a leitura do nu- quantidade de cartas anonymas. Injurias, ap-
•iero de Outubro da revista marselheza. plausos. Felizmente KLAXON não conseguiu
ainda ser apenas injuriado ou apenas applaudl-
COS/WPOLIS. Numero de Setembro. A bella do. E é só por isso que ella ainda vive.
•vista de Madrid, dirigida pelo nosso collafoora- Mas. voltando As cartas, náo faz mais de 15
GulNermo de Torre, traz neste numero magnifi- dias recebemos uma assignada por R. V. Easculi»
nhor proclama-nos. com terrível orgulho, qne o
ços trabalhos de Luiz Araújo Costa, R. Blanco Parnasianismo, o Grande Parnasianismo morreu!
Foinbona, Gonzalez Blanco, Guerra Junqueiro,
Carlos Pereyra, A. Guillen. Cabe-nos, entretanto, o duro dever de desillu-
dir o alegre missivista. Em primeiro logar, esse
Grande Parnasianismo em verdade jA é morto
ha mais de trinta annos. o qne somente serve
CINEMA para provar que elle nAo palia grande cousa, pois
apenas agora a nossa gente (o sr. R. V.) começa
ESPOSAS INGÊNUAS — Há muitos mezes a dar pela sna falta. Em segundo logar, o que
que nao víamos um bom fim. Tivemos enfim es- mais nos assombra é o seguinte: o sr. R. V., ape-
se prazer com as "Esposas Ingênuas'*. Eric von snr de descendente de Índios e espiritas, Ignora
Stroheinn é um homem 6 talento. E* artista, completamente a existência das almas do ou-
metteur en scène e dramaturgo. Como artista tro mundo. Porque, si assim não fosse, elle não
só merece elogios. Como metteur en scène é ex- exultaria taato, com tamanho eepalhafacto, ae,
traordinario apezar de nao chegar ainda á altura por exemplo, tivesse lido O GRANDE NUMERO

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Madrigaes, epitaphios, acrosticos, etc. a


preço de occasião.
Sonetos simples 1$200
Idem com rimas ricas 1$500
Idem com consoante de apoio 2$100
Idem com chaves de ouro 3$000
MAJORATION PROVISOIRE, 20 o|o
Para mais informações e detalhes peçam as nossas amostras e o nosso
ultimo catalogo.

AGENTE PARA TODO O PAIZ: KLAXON


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