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O Triângulo de Pascal http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/pasca_l/pascal.

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A linguagem A Teoria das


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Pascal Probabilidades

A Vida de Pascal Pascal e a Religião A Ciclóide

Referências Curiosidades
A Pascaline
Bibliográficas sobre o Triângulo

O triângulo de Pascal é um triângulo aritmético formado por números


que têm diversas relações entre si. Muitas dessas relações foram
descobertas pelo próprio Pascal, o que justifica o nome que lhe é dado.

1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
1 6 15 20 15 6 1
1 7 21 35 35 21 7 1

...

Este triângulo forma-se de forma recursiva, ou seja, as diagonais de


fora são formadas por 1's, os restantes números são a soma dos
números acima. Como exemplo podemos dizer que: 10=4+6 (10-linha 5;
4 e 6-linha 4).

NOTA: Considera-se que o topo do triângulo corresponde à linha 0,


coluna 0.

Apresentando a fórmula matemática para esta propriedade:

sendo n o número de linhas e k o número de colunas dessa linha onde o


número está (não se conta com o topo do triângulo, pois numa sucessão

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definida por recorrência tem que existir uma condição inicial, tal é 1).

Tal fórmula prova-se por indução matemática em n.

Uma outra consequência é a soma dos elementos de uma linha.

Pascal ao constatar este resultado particularizou o método da indução


para um determinado valor e disse que o mesmo sucederia para os
restantes.

A 20ª consequência que Blaise Pascal retirou do triângulo foi a

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seguinte:

Também esta fórmula pode ser demonstrada usando o método da


indução.

Com as 20 consequências que Pascal retirou do triângulo, foi-lhe


possível chegar ao resultado

Usando o método da indução, ele chegou ainda à conclusão que

ou seja, ao número de combinações de n elementos k a k.

Também mostrou que as linhas do triângulo correspondem aos


coeficientes da potência de a na expansão de

Pascal relaciona o triângulo aritmético com a teoria das probabilidades


da qual foi também pioneiro.

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1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
1 6 15 20 15 6 1
1 7 21 35 35 21 7 1
1 8 28 56 70 56 28 8 1
1 9 36 84 106 106 84 36 9 1

...

É de realçar que o triângulo é simétrico. Por isso os elementos


equidistantes aos extremos do triângulo iguais, ou seja em linguagem
matemática, nCp= nCn-p com n, pÎN0, n³p.

Encontramos também os números naturais aqui, na 2ª diagonal. Quando


um deles for primo (isto é, apenas divisível por ele próprio e por 1)
então todos os elementos dessa linha, excluindo o 1, são divisíveis por
ele.

Temos como exemplo na linha 7:

1 7 21 35 35 21 7 1

como 7 é primo então 7, 21 e 35 são divisíveis por ele.

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Como Pascal observou, a soma de cada linha é uma potência de 2.

Assim temos

Linha 0: 20=1
Linha 1: 21=2
Linha 2: 22=4
Linha 3: 23=8
...

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Podemos verificar também que existem potências de 11, neste


triângulo.

Linha 0: 110=1(100)=1
Linha 1: 111=1(101)+1(100)=10+1=11
Linha 2: 112=1(102)+2(101)+1(100)=100+20+1=121
Linha 3: 113=1(103)+3(102)+3(101)+1(100)=1000+300+30+1=1331
Linha 4: 114=1(104)+4(103)+6(102)+4(101)+1(100)=14641
...

Concluímos assim que:

a maior potência de cada soma corresponde a linha que estamos a


considerar;

os coeficientes das potências são os elementos da linha em


questão;

a potência de 11 corresponde à maior potência apresentada na


soma, ou seja, o número da linha.

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Na 3ª diagonal encontramos os números triangulares, estes pertencem


à categoria dos números figurados (descobertos por matemáticos das
escolas pitagóricas) pois formam figuras geométricas, neste caso
triângulos como é exemplificado:

É de notar que estes números são alternadamente dois ímpares dois


pares, podendo ser alcançados através de sucessões por recorrência
através da fórmula T(n)= n(n+1)/2 (a partir dos n-1 elementos
conseguimos alcançar o elemento n).

Como a partir dos números triangulares se podem obter os números


hexagonais H(n)=n(2n-1), é possível vê-los aqui também.

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Esta diagonal contém ainda os números quadrados, pois se somarmos o


primeiro elemento ao segundo (1+3) obtemos o 4 que é um número
quadrado, ao somarmos o segundo ao terceiro elemento (3+6) ficamos
com o número 9, também ele um número quadrado, e assim por diante.
Para além do que estamos habituados a fazer (a2) podemos também
representar estes números sobre a forma geométrica

Na 4ª diagonal podemos observar mais alguns números figurados tais


como os números tetraédricos (1, 4, 10, 20, 35, 56, 84, 120, ...). Estes,
de acordo com os esquemas anteriores também representam formas
geométricas, neste caso um tetraedro (pirâmide regular com base
triangular).

A sua fórmula é:

sendo o seu termo geral :

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Pode-se observar no triângulo alguns padrões:

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Padrão do Stick de Hóquei


1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
1 6 15 20 15 6 1
1 7 21 35 35 21 7 1
1 8 28 56 70 56 28 8 1

...

Neste padrão verifica-se que um certo número de uma diagonal


somados equivale ao número imediatamente abaixo, não estando nessa
mesma diagonal.

Pode-se constatar tal resultado através de uma fórmula combinatorial,


bastante útil:

Padrão da espiga
1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
1 6 15 20 15 6 1
1 7 21 35 35 21 7 1
1 8 28 56 70 56 28 8 1
1 9 36 84 126 126 84 36 9 1
1 10 45 120 210 252 210 120 45 10 1

...

Considerando as diagonais do Triângulo. Pode-se verificar que a soma


dos primeiros n elementos da n-ésima diagonal é igual ao (n+1)-ésimo
elemento dessa mesma diagonal. É interessante observar que esses

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elementos das diagonais vão estar todos numa coluna.

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Relacionados com este padrão aritmético estão também os números de


Fibonacci.
1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
1 6 15 20 15 6 1
1 7 21 35 35 21 7 1
1 8 28 56 70 56 28 8 1

...

Assim podemos ver 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21,... que correspondem aos


números de Fibonacci, podendo também ser obtidos por recorrência a
partir da seguinte fórmula:

F(1)=F(2)=1
F(n)=F(n-1)+F(n-2)

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Números de Catalan

Se aos elementos centrais do triângulo os dividissemos pelos números


naturais respectivamente, obteríamos a sucessão:

1, 1, 2, 5, 14, 42, 132, 429, ...

que se chamam números de Catalan.

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Assim genericamente temos:

2n
Cn = [1/(n+1)] x Cn = (2n)! /(n!(n+1)!)

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O triângulo de Sierpinsky

Este triângulo é um fractal, ou seja, é um processo recursivo, que


neste caso, em particular se vai repetindo o número de triângulos
equiláteros.

Se ao triângulo de Pascal apagarmos os números ímpares o resultado é


um triângulo de Sierpinsky, o mesmo sucede se em vez dos pares
tivermos os ímpares. Ora vejamos,
1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
1 6 15 20 15 6 1
1 7 21 35 35 21 7 1
1 8 28 56 70 56 28 8 1
1 9 36 84 126 126 84 36 9 1
1 10 45 120 210 252 210 120 45 10 1
1 11 55 165 330 462 462 330 165 55 11 1

...

De modo análogo teríamos para os números ímpares.

Para quem quiser explorar mais o triângulo de Pascal aconselhamos que


tente, de modo análogo ao que fizemos, pintar todos os divisores de 3,
e de 4, ... Verifica-se um certo padrão, que deixamos ao encargo do
leitor a sua descoberta...

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