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Perspectiva Histórica de Marx

Diferentes modos de produção, cada qual com suas especificidades, cujo desconhecimen
to acarretará distorções:
1. caráter a-histórico do capital;
2. aceitação dos direitos de propriedade capitalistas conduzindo à idéia de que a
Economia poderia ser reduzida a uma série de trocas
Origens Históricas do Capital
Não era basicamente a frugalidade e a abstinência
Acumulação primitiva ? processo através do qual se dá a privação dos meios de produção a
erminada classe social, restando-lhe apenas sua força de trabalho para vender
A história concreta mostra que grande parte do capital foi construído com base no ro
ubo, na exploração da escravidão, na exploração colonial, no assassinato e uso da força h
ia escrita a sangue e fogo
A questão das trocas
Indivíduos começam com a mercadoria que possuem força de trabalho inclusive
As distinções econômicas, sociais e políticas parecem desaparecer no mercado: igualdade
abstrata entre indivíduos
Trocantes reconhecem-se mutuamente como proprietários
Diferenças entre sua necessidade e sua produção davam origem às trocas
Harmonia derivava das trocas e sua relação monetária:
as contradições da sociedade burguesa parecem desfazer-se em relações monetárias
Mercadorias, Valor, Valor de Uso e Valor de Troca
Preocupação de Marx: explicar a natureza da relação social entre capitalistas e
trabalhadores, entre salários e lucros ? distribuição ? entender o funcionamento
do sistema capitalista
Começou sua análise do ponto de vista das mercadorias e da esfera da circulação
A Mercadoria
Características essenciais:
propriedades que satisfazem as necessidades humanas ? não guarda qualquer relação com
a quantidade necessária de trabalho para a apropriação de suas características úteis ? val
or de uso ? é o que diferencia as mercadorias são objeto de trabalho humano ? elemen
to que as mercadorias têm em comum
são depositárias materiais do valor de troca, que é a relação entre a quantidade desta me
cadoria que se consegue em troca de certa quantidade de outra (s)
mercadoria (s) ? é o que se procura determinar

Valor de Troca
Expresso em termos monetários:
mercadoria dinheiro (moeda mercadoria)
numerário
equivalente geral das trocas
Trabalho Útil e Trabalho Abstrato
Trabalho Útil
Trabalho útil ? trabalho cuja utilidade é representada pelo valor de uso de seu
produto ? por exemplo: casaco ? satisfaz uma necessidade particular, cuja
existência é o resultado de um tipo especial de atividade produtiva, determinada pel
a sua finalidade
Trabalho Abstrato
Diferenças de qualidade dos vários tipos de trabalho eram abstraídas
Gasto de força de trabalho
Trabalho abstrato que determinava o valor de troca ? duas qualificações:
tempo de trabalho socialmente necessário = tempo que é preciso para a produção de um bem
em condições normais de produção e com grau médio de habilidade e intensidade existentes
na época
trabalho especializado = múltiplo do trabalho não qualificado
Requisitos para uma sociedadeprodutora de mercadorias
Produtos = Mercadorias ? quando destinados à troca e não para uso próprio
Especialização ? produtor = 1 produto ou parte dele
Especialização exigia a separação entre o valor de uso e o valor de troca ? produtor rel
acionase com seu produto apenas como valor de troca
? relação social e indispensável entre os produtores
Mercado amplo e desenvolvido ? uso generalizado da moeda como equivalente geral
Caráter fetichista da mercadoria
Produtor só produzia para vender no mercado ? com sua venda comprava as mercadoria
s de que necessitava
O bem-estar de cada produtor parecia depender das quantidades de outras mercador
ias que poderia obter com a sua
A ação social assume a forma de ação de objetos que governam os produtores, em vez de se
rem por estes governados
As relações sociais entre produtores parecem a cada produtor a relação entre ele e o mer
cado (instituição social impessoal e imutável)
As relações sociais que ligam os trabalhos dos indivíduos aparecem como relação entre as
ercadorias
Oculta-se a verdadeira natureza das relações sociais de produção

Circulação Simples de Mercadorias e Circulação Capitalista


Circulação Simples
Para Marx as condições históricas da existência do Capital não são
determinadas pela mera circulação de mercadorias ? Por exemplo, em um
sistema não capitalista, a troca de mercadorias pode ser representada por: ME ? MO
? ME
No capitalismo, compra-se paravender
MO ? ME ? MO
O capitalista, contudo, não se exporia aos riscos da circulação se não fosse para compra
r para vender mais caro. Tal processo poderia ser melhor descrito por
MO ? ME ? MO , onde MO > MO
A diferença entre MO e MO era a mais valia,
cuja busca movia o sistema capitalista
MO ? ME ? MO descreve o capital comercial
A circulação de capital e a importância da produção
A característica essencial do capitalismo que dava origem à mais-valia não podia ser e
ncontrada na esfera da circulação ? as trocas de mercadoria poderiam
ocorrer pelo valor da mercadoria, acima ou abaixo de seu valor ? a mera transação não
gera aumento líquido de mais-valia ? a circulação de mercadorias não
gera valor algum ? Voltam-se as atenções para a
esfera da produção
O capital do comerciante e aquele que rende juros são formas derivadas, embora apa
reçam antes da forma padronizada moderna do Capital ? são formas parasitárias que pode
riam ligar-se a qualquer mecanismo de expropriação do excedente ? participação no excede
nte, mesmo não estando diretamente envolvidos em sua geração
Capital industrial Forma representativa do modo de produção capitalista
MO ? ME ... Processo de Produção ...ME ? MO
A origem da mais-valia decorria de que os capitalistas compravam um conjunto de
mercadorias e vendiam um conjunto inteiramente diferente ? no processo produtivo
, o capitalista consumia completamente o valor de uso dos insumos produtivos
Para extrair valor do consumo de uma mercadoria, o capitalista deve encontrar um
a mercadoria cujo valor de uso tenha a propriedade peculiar de ser fonte de valo
r ? a força de trabalho
Força de trabalho ? trabalho potencial ? seu valor de uso = concretização do trabalho
potencial, que era incorporado à mercadoria, dando-lhe valor ? mercadoria única: seu
consumo criava novo valor, substituindo o original e gerando mais valor ?
capacidade de criar mais valor do que seu próprio valor

O valor da força de trabalho


Valor da força de trabalho = trabalho necessário para a produção e reprodução deste artig
special
Manutenção e reposição da força de trabalho = meios de subsistência do trabalhador e seus
bstitutos (seusfilhos)
Subsistência ? dependia dos hábitos e do grau de conforto ao qual a classe trabalhad
ora estivesse acostumada (aceitasse)
Fica fácil calcular a quantidade média dos meios de subsistência necessários ao trabalha
dor, considerandose as quantidades de mercadorias necessárias a um trabalhador e s
ua família em determinado período, pode-se calcular a quantidade de trabalho incorpo
rado a essas mercadorias e, portanto, o tempo necessário para produzi-las
Trabalho necessário, trabalho excedente e realização de mais-valia
Trabalho necessário ? duração da jornada de trabalho que é o equivalente exato do tempo
necessário para a produção/aquisição dos meios de subsistência dos trabalhadores
Trabalho excedente ? ponto a partir do qual a jornada de trabalho ultrapassa aqu
ele
equivalente exato ? criação de mais valor
Assim: valor ? todo o trabalho materializado mais-valia ? do trabalho materializ
ado é a parte do trabalho excedente
Mais-Valia: Absoluta e Relativa
Mais-valia absoluta ? prolongamento da jornada de trabalho além do ponto em que
o trabalhador tenha produzido apenas o equivalente ao valor (de troca) de sua fo
rça de trabalho
Mais-valia relativa ? revoluciona os processos técnicos do trabalho ? relacionada
ao aumento da produtividade